sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cádiz Club de Fútbol

A fundação do Cádiz C.F. está datada o 10 de setembro de 1910, data de registo dos estatutos da sociedade Cádiz Foot-Ball Clube no livro de registos de sociedades do Governo Civil de Cádiz, em virtude do qual a Real Federação Espanhola de Futebol dá esta data do ano (1910) como a fundacional do actual Cádiz Clube de Futebol. Tem-se constancia de que o primeiro presidente do Clube foi José Rivera e Lora, que junto com vários aficionados mais, decidiram formalizar legalmente no Registo Civil a criação da primeira associação de futebol chegado a Cádiz por mediação dos navios britânicos que arribaban ao porto marítimo da cidade.

Em um ano depois, têm lugar dois importantes acontecimentos para o futebol gaditano. Em primeiro lugar, o 14 de janeiro de 1911 nasce um novo clube o Espanhol Foot-Ball Clube, o qual teria um destacado protagonismo nos primeiros anos do futebol na cidade e em segundo lugar, em outubro o Cádiz Foot-Ball Clube se inscreve na Federação Sur de Futebol, sendo o primeiro clube gaditano no fazer.
Graças a José Aramburu e Índia, presidente da Junta do Tiro Nacional, o Espanhol de Cádiz começou a disputar seus encontros no Campo do Tiro Nacional ou Campo das Balas, inaugurado o 12 de março de 1911 com um partido entre o Espanhol e o Cádiz F.C., ganhando este último por 2-0.
O Espanhol de Cádiz conseguiria proclamar-se o 23 de janeiro de 1916 campeão do primeiro Campeonato de Andaluzia organizado pela Federação Sur de Foot-Ball. No grande final derrotaria ao Sevilla FC por 2-1.
O 22 de abril de 1923, o Espanhol de Cádiz inaugurou o Campo Ana de Viya, situado nos terrenos que ocupa actualmente o Colégio de San Felipe Neri, com o partido Espanhol FC e Gibraltar FC, ganhando a equipa calpense por uns tantos a três.
O 10 de fevereiro de 1929 disputa-se a primeira jornada do recém criado Campeonato Nacional de Une. Formou-se uma Primeira Divisão com dez equipas, e dois grupos de Segunda Divisão. O futebol gaditano, em profunda crise, não obtém representação em dito campeonato. Produz-se a total decadência do Espanhol de Cádiz, equipa representativa da cidade, desaparecendo em 1929 e tomando o relevo do mesmo o Mirandilla.

O 15 de janeiro de 1931 é a data que aparece no Arquivo Histórico Provincial de Cádiz como a da fundação da Sociedade Cultural e Desportiva Mirandilla FC. Rafael Díaz Pérez foi seu primeiro presidente. A equipa surge no Colégio de San Miguel Arcángel.
O Mirandilla perto com alambradas e chumberas, o antigo Campo do Velódromo, situado no bairro de San Severiano, onde hoje se situa a barriada de Espanha. O 27 de agosto de 1933 produz-se a inauguração do novo Campo de Desportos Mirandilla, situado junto à Praça de touros. No partifo inaugural enfrentou-se ao Mirandilla F.C. o Real Betis Balompié, ganhando os béticos por 5-3. Em dita temporada 1933-34 o Mirandilla substitui seu uniforme com t-shirts até agora listadas negri-gualda e azul-gualda por umas totalmente amarelas e calzón azul, cores representativas lasalianos. Naquele ano a equipa, baixo a batuta de Juan Armet Kinké, participa no Campeonato Regional de Segunda Categoria ficando campeão do mesmo.
Em agosto de 1935 em promoção ao Campeonato Superregional e à Segunda Divisão, o Mirandilla derrota ao Onuba FC por 1-0, conseguindo desta forma a primeira ascensão à categoria de prata do futebol espanhol. Neste campeonato de 1935/36, sua primeira temporada em Segunda Divisão, a equipa paga a novatada e fica penúltimo por adiante do Elche CF, consumando seu descenso de categoria.

Ao final de temporada, em uma assembleia convocada para o 24 de junho de 1936 na Peña de Caçadores da cidade, lembra-se mudar o nome do Clube pelo de Cádiz Futebol Clube, denominación mais representativa da cidade. A apresentação oficial baixo esta nova denominación de Cádiz F.C. tem lugar o 27 de setembro de 1936, em plena guerra civil. O palco é o Campo de Desportos Mirandilla, e o rival o CD Arsenal de San Fernando, antecessor do actual Clube Desportivo San Fernando. Ganhou o Cádiz por 6-3. No Cádiz foram alineados: Bom, Ordóñez, Sorribas, Núñez, Beguiristain, Paulino, Casti, Larequi, Luiti, Romerito e Pichi.

Depois da guerra civil, na temporada 1939/40 retoma-se a competição oficial e depois de uma série de gestões a nível federativo, o Cádiz F.C. é incluído na Segunda Divisão Nacional, no Grupo V. Nesta campanha inicia-se a temporada com uma directora de sozinho quatro componentes: Rafael López Gazzo, Juan Oliveros, José Montesinos e Antonio Martín de Mora. O cargo de treinador recae sobre o jogador e capitão, Santiago Nuñez. A plantilla compõem-na só dezassete jogadores, incluído o treinador; e pese a toda esta precariedad, surge a surpresa e o Cádiz FC se proclama campeão de seu grupo. Deste modo o Cádiz ganha-se o direito a disputar a liguilla de campeões que fará que os dois primeiros classificados sejam novas equipas de Primeira Divisão. Depois de um brilhante início, a liguilla complica-se ao final, e o Cádiz disputa-se a ascensão no Campo de Mirandilla, o 5 de maio de 1940 ante o Real Múrcia. Uma derrota pela mínima bastava, mas o Múrcia vence por zero tantos a dois. E pese ao empate a pontos na cabeça da classificação com o Múrcia e o Desportivo da Corunha, o Cádiz fica em terceira posição fazendo impossível a ascensão.
Esta derrota marcará muito o devir das seguintes temporadas; o desánimo apodera-se da afición e depois de permanecer mais três temporadas em Segunda Divisão a equipa desce a Terça, de forma que ao início da temporada 1943/44 a crise desportiva e económica obrigam ao Cádiz a unir com o CD Hércules, nascendo a nova entidade Hércules de Cádiz CF, que competirá no Grupo VIII da Terceira Divisão. A temporada resulta tão catastrófica que ao final da mesma o Cádiz deve disputar uma promoção de permanência ante a Melilla. O partido de ida, disputado o 18 de junho de 1944 em Melilla, dá o fatal resultado de 3-1 a favor dos norteafricanos. No de volta, disputado o 25 do mesmo mês, o Cádiz voltou a perder por 1-2, pese a adiantar no marcador. O partido esteve cheio de incidentes, inclusive produziu-se a agressão do colegiado do encontro, o qual recebeu um puñetazo na boca por parte de um jogador cadista. O Cádiz perdia a categoria nacional.
Pese a todo isso, um grupo de aficionados faz resurgir ao clube de suas cinzas, conseguem reunir o dinheiro suficiente para cobrir as dívidas e o 19 de outubro de 1944 em assembleia decidem separar do CD Hércules, para competir como Cádiz CF, com renacidas forças para lutar em 1ª Regional. Em une-a regular o Cádiz fica campeão de 1ª Regional e passa a disputar a liguilla de ascensão. Na liguilla é eliminado pela equipa do Calavera de Sevilla, mas graças a uma reorganización da Terceira Divisão e à retirada do Calavera ao não ter terreno de jogo próprio, lhe corresponde à equipa gaditano disputar uma promoção com o Atlético de Tetuán, o qual tinha ficado colista do Grupo IX de Terceira Divisão. O 2 de setembro de 1945 celebra-se o partido de ida em Tetuán, ganhando este por 3-0. A volta celebra-se o 9 de setembro em Mirandilla, igualando-se a eliminatória ao vencer o Cádiz por 4-1. Este resultado faz necessário um desempate que se celebra o 11 de setembro no Campo de Nervión de Sevilla. Em um emocionante encontro, e depois de uma prorrogação, o Cádiz ganha por 3-2, conseguindo deste modo, a volta à categoria nacional, a Terceira Divisão.

O Troféu Carranza disputou-se pela primeira vez em 1955. Durante dez temporadas consecutivas, o Cádiz peregrinó pela Terceira Divisão, desde a 1945/46 até a 1954/55. O mais destacado deste período foi a temporada 1950/51. Ao princípio da mesma o clube esteve a ponto de ser entregue à Federação Andaluza para seu desaparecimento ante a imposibilidad de encontrar um presidente que se fizesse cargo do mesmo; mas Vicente do Moral Alonso, em uma longa assembleia oferece-se como presidente dantes de ver desaparecer a entidade. O primeiro acordo que adoptaram os novos dirigentes foi mudar a cor das t-shirts pela cor morada do pendón da cidade. Este facto sozinho teve lugar durante aquela temporada, à seguinte recuperou-se o amarelo e o azul.
Depois de doze anos de ausência, na temporada 1954/55 consegue-se a ascensão a Segunda Divisão. Enfrentava o Cádiz aquela temporada com Juan Ramón Cilleruelo como presidente e Diego Villalonga como treinador. O começo da mesma foi algo difícil, dado que em consequência de uma reestruturação da Terceira Divisão na que esta se ampliava até 163 equipas, foi opinião geral da afición o retirar o Clube da competição nacional. Mas presidente e treinador, enfrentam-se sozinhos à continuidade do Clube na categoria. Graças a esta persistencia a equipa compete no Grupo XI da Terceira Divisão e depois de uma grande temporada o Cádiz proclama-se campeão de seu grupo e disputa a liguilla de ascensão a Segunda Divisão na que faz parte do grupo IV composto por oito equipas. O 1 de maio de 1955, em Dom Benito]], na última jornada da liguilla o Cádiz consegue um empate a zero golos que lhe vale para se proclamar campeão do grupo e conseguir deste modo a ascensão. O recibimiento da equipa foi apoteósico, os aficionados em diferentes meios de locomoción transladaram-se até o início do termo municipal no Rio Arillo para escoltar ao autocarro da equipa até a Prefeitura. Com esta ascensão inicia-se um ciclo na existência do clube durante o qual a equipa permanece durante catorze anos consecutivos na Segunda Divisão, desde a temporada 1955/56 até a 1968/69.
O 3 de setembro de 1955 inaugura-se o Estádio Ramón de Carranza, com o encontro Cádiz CF – FC Barcelona, que finaliza com um 0-4 a favor dos catalães. Nesse mesmo ano, também se disputa a I edição do Troféu Ramón de Carranza.
O 5 de outubro de 1958 debuta como jogador do Cádiz o extremo esquerda Manolín Bom, o qual aquela mesma temporada seria traspassado ao Real Madri pela importante cifra, para aquela época, de um milhão duzentas mil pesetas.
A temporada 59/60 tem que resolver com uma promoção de permanência disputada com o Algeciras, e que supera a equipa amarela de forma apressada.

Em 1959, acede à presidência do clube o galego Francisco Márquez Veiga, um dos presidentes que mais anos têm permanecido na direcção da entidade. Durante seu mandato imperó a política de redução de despesas e a promoção de gente jovem na equipa. Foi sua filosofia os projectos em longo prazo, e por isso manteve como treinador a José Luis Risse durante três temporadas, e a Julio Vilariño lhe fez um contrato por cinco temporadas das quais só pôde cumprir quatro.
Na temporada 62/63, o Cádiz esteve a ponto de conseguir a ascensão à Primeira Divisão. Naquele mesmo ano cabe destacar a presença na equipa do peruano Máximo Mosquera, o qual converter-se-ia em ídolo para a afición, mas por problemas de adaptação só esteve aquela única temporada.
A promessa da catera gaditana, Juanito Mariana, foi traspassado ao FC Barcelona na temporada 63/64.
Na temporada 64/65, o Cádiz tuuvo que jogar uma promoção para salvar do descenso. Disputou-se contra uma equipa basca, a SD Eibar. Na ida perde-se em Estádio Municipal de Ipurua
Ipurúa]] por 2-0, e na volta em Carranza iguala-se a eliminatória ao vencer o Cádiz pelo mesmo resultado que na ida. O desempate celebrou-se em Madri, no velho campo Metropolitano, vencendo o Cádiz por 4-1 depois de ir perdendo no descanso por 0-1.
A temporada 68/69 foi para esquecer na história do clube. Pese ao grande esforço de seu presidente, a equipa desce à Terceira Divisão.

Na temporada seguinte (69/70) só se perdeu um partido, com o Sevilla Atlético no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, ganhando 28 encontros e empatando em 9 ocasiões. O presidente, Francisco Márquez Veiga, solicitou à imprensa um prazo de confiança de uma temporada para devolver a equipa à Segunda Divisão, e com León Lasa no banco conseguiu-o. Ficou à margem das celebrações, e após um período de 10 temporadas deixava a entidade sem ter conseguido o que tanto almejou: a ascensão à Primeira Divisão.
A equipa acabou une-a regular como campeão do Grupo VII de Terceira Divisão, tendo que promocionar para a ascensão com o Racing de Santander. No partido de ida celebrado em Cádiz empatou-se a zero golos, mas no de volta em Santander, celebrado o 21 de junho de 1970, o Cádiz ganhava por 0-1. O recibimiento à equipa foi esplendoroso, celebrando-se a ascensão por toda a cidade.
De novo em Segunda Divisão toma o relevo na presidência o exsecretario do anterior presidente, José Antonio Gutiérrez Trueba. Naquele ano debutan na equipa duas prometedores centrais, Andrés e Migueli, que em seu dia seriam traspassados ao Real Madri e ao FC Barcelona respectivamente. Também jogou na equipa, cedido pelo Sevilla FC, a meta isleño Paco que em tempo depois conhecer-se-lhe-ia como SuperPaco.
A temporada seguinte, 71/72, resulta totalmente nefasta, passando pelo banco até três treinadores: García Andoain, Fernando Daucik e José Antonio Naya. Tem-se que disputar a promoção de permanência com o Sestao. Ganha-se em Sestao por 1-2, e à volta em Cádiz empata-se 2-2, despedindo o público à equipa com uma sonora bronca.
Ao objecto de melhorar a desastrosa temporada anterior, Gutiérrez Trueba contrata ao exseleccionador nacional, Domingo Balmanya. Na primeira temporada de Balmanya incorpora-se à primeira equipa o canterano Manei. Esse mimo ano cria-se nesse mesmo ano o Cádiz B.
Durante a segunda temporada de Balmanya como treinador (1973/74)fizeram parte da plantilla cadista jogadores como: Eloy, Ibáñez, Fernando Carvallo (jogador chileno procedente da União Espanhola de Chile, que chegou a se converter em ídolo da afición), Cenitagoya, Marín, Julio Puig, Díaz, Tanco, Manei, Machicha, Isidoro, Mori e Baena, sendo este último Pichichi da categoria com 23 golos. Depois de uma boa primeira volta, ao final escapou-se a ascensão por muito pouco ficando no posto 5º da classificação.
À seguinte temporada Gutiérrez Trueba apresenta seu despedimento e elege-se como novo presidente a Vicente Alonso González, o qual herda uma entidade em crise desportiva e económica que faria que a seguinte campanha, 1975/76, fora para esquecer, com quatro treinadores no banco (Sabino Barinaga, Juan Arza, Adolfo Bolea e Luis Escarti), e na que pese a uma última vitória em Tarragona por 0-1, não se pode eludir a promoção na qual se supera a outra equipa basca, o Barakaldo. O Cádiz ganha 3-0 em Carranza e na volta perde-se por 3-2 mantendo-se a categoria.
Na temporada 1976/77 estreia-se na presidência Manuel de Diego Moreno, depois do despedimento de Vicente Alonso.
Por recomendação do jornalista desportivo José María García, contrata-se como treinador a Enrique Mateos, exfutbolísta do Real Madri e sem muita experiência nos bancos. Traspassou-se durante a campanha ao canterano Manolo Botubot ao Valencia CF por 25 milhões de pesetas. E em depois de uma grande campanha, com jogadores como: Quino, Manei, Ibáñez, Carvallo, Ortega, Villalba, Blanco, Santamaría e Puig, na tarde do 5 de junho de 1977 ao vencer em Carranza por 2-0 ao Tarrasa, com golos de Villalba e Ortega, consegue-se a ascensão a Primeira Divisão. A cidade viveu uma celebração de desbordante alegria por todas suas ruas.
No verão de 1977 o Cádiz participa por vez primeira em seu Troféu Ramón de Carranza. No ano seguinte, em sua primeira temporada em Primeira, o Cádiz paga a novatada e desce de categoria. Produz-se o debut de Pepe Mejías, em um partido que o Cádiz joga como local no estádio Domecq de Jerez da Fronteira, por fechamento do Carranza (Cádiz, 2 – Espanhol, 4). Enrique Mateos não finaliza a temporada sendo substituído por Mariano Moreno. Manuel de Diego demite ao finalizar a campanha.
De novo em Segunda Divisão onde se permanece durante três anos consecutivos. Acede à presidência Manuel Irigoyen Roldán, em seus dois primeiros anos de seu mandato, contrata para o banco ao argentino Roque Olsen. Na terceira temporada chega o treinador yugoslavo Dragoljub Milosevic e se confecciona, a equipa mais gaditano da história com jogadores da cantera e da província, salvo as excepções pontuas de Duas Santos, Hugo Vaca, Zúñiga, Lalovic e Manei II. Aspirava-se simplesmente à permanência, mas em um bom final de campeonato chega a última jornada de une. O 24 de maio de 1981, enfrenta-se em terras alicantinas ao Elche CF. À equipa local bastava-lhe empatar para conseguir a ascensão, e o Cádiz obrigatoriamente devia ganhar. O Cádiz alçava-se com o triunfo por 1-2, com golos de Zúñiga e Pepe Mejías, conseguindo deste modo a segunda ascensão à Primeira Divisão. A alineación do Cádiz daquela tarde foi: Bocoya, Juan José, Dois Santos, Hugo Vaca, Amarelo, Zúñiga, Manolito, Luque, Mejías I, Choquet (López, 86) e Manei I. Com esta ascensão inicia-se um ciclo contínuo de ascensão-descenso, de Segunda a Primeira, que dura uns seis anos, e que dá lugar ao apelativo com o que se conheceu a equipa, o Submarino Amarelo.
Em seu regresso à Primeira Divisão o Cádiz ganha no verão de 1981 seu primeiro Troféu Carranza, ao vencer no final ao Sevilla FC por 1-0, com golo de Dieguito. A equipa naquela temporada ganhou-se o qualificativo do Matagigantes,[1] dado que do Carranza fez um fortín no que derrotou à maioria das equipas poderosas da categoria: Real Sociedade (2-1), FC Barcelona (1-0), Real Madri (1-0), Athletic de Bilbao (3-0), Real Zaragoza (2-0), Sevilla FC (1-0) e Atlético de Madri (1-0). Mas fora de Carranza perderam-se todos os partidos excepto o último em Castellón que ganhou por 0-1, pelo que ao final de campanha, pese a ficar empatado a pontos com UD As Palmas e Sporting de Gijón, por culpa do golo-average, se desce de categoria. Traspassa-se ao Real Madri o lateral gaditano, Juan José, que chegaria a ser internacional absoluto com a selecção espanhola.

Depois da mundial de Espanha, se ficha ao mundialista salvadoreño Mágico González, o qual se converte em ídolo indiscutible da afición gaditana. Contínua como treinador o yugoslavo Milosevic e se ficha também a um compatriota seu, Mirko Vojinovic. O 22 de maio de 1983, ascende-se por terceira vez a Primeira Divisão ao ganhar em Carranza de novo ao Elche CF por 3-1, com golos de Pepe Mejías (2) e Mágico González, e perder o Desportivo da Corunha em seu campo com o Raio Vallecano por 1-2. No verão de 1983 o Cádiz ganha seu segundo Troféu Carranza vencendo no final ao Real Betis por pênaltis, depois de empatar 1-1.
Seu novo passo pela Primeira Divisão resulta fugaz como os dois anteriores e só dura uma temporada, 1983/84. Em seu regresso à Segunda Divisão, o Cádiz leva a cabo uma grande temporada, ocupando sempre o primeiro ou segundo posto, se proclamando campeão de inverno, com o goleiro menos goleado da categoria, Troféu Zamora para SuperPaco, com 21 golos encaixados em 31 partidos e com o máximo goleador do campeonato, Troféu Pichichi para Salva Mejías, com 17 golos. A falta de quatro jornadas a equipa proclama-se matematicamente como ascendido a Primeira Divisão. Isto teve lugar o 21 de abril de 1985, bastava com um empate para conseguir o objectivo. O cheio era total em Carranza, nas celebrações um inconsciente lançou uma bengala desde a preferência que se estrelló no peito de um aficionado de tribuna lhe causando a morte. A equipa pese a ascender perde com o CD Castellón por 0-1 e a alegria da ascensão converte-se em uma grande bronca dos aficionados para os jogadores e o treinador, Benito Joanet. Suspenderam-se todas as celebrações.
A partir de aqui inicia-se o ciclo mais longo do Cádiz em Primeira divisão. No verão de 1985 ganha-se o Troféu Carranza vencendo no final ao Gremio de Porto Alegre na tanda de pênaltis, depois de empatar 1-1. Inicia-se uma nova temporada, com Paquito como treinador, e se consegue pela primeira vez na história a permanência em Primeira Divisão, com um polémico empate em Carranza ante o Real Betis.

Em agosto de 1986 consegue-se por segundo ano consecutivo o Troféu Carranza vencendo no final ao Real Betis por pênaltis, depois de empatar 1-1. Nesta temporada disputa-se a famosa campanha dos play-off. O Cádiz termina colista em une-a regular e volta a repetir praça no play-off, mas sucede que se leva a cabo uma reestruturação ampliando a Primeira Divisão até 20 equipas, por isso só desce uma equipa. Ante isto Manuel Irigoyen propõe e é aceite que não fosse o último o que desça, senão o pior de uma liguilla da morte, a uma sozinha volta, entre as três equipas que deviam descer, isto é, Racing de Santander, CA Osasuna e Cádiz. O Cádiz da mão de David Vidal empata seus dois encontros e graças à vitória do Osasuna sobre o Santander, é este último o que desce. Um Cádiz totalmente desahuciado e condenado ao último lugar da classificação, conseguiu salvar a categoria graças à picardía de seu presidente.
Na temporada 1987/88, da mão de Víctor Espárrago obtém-se a melhor classificação de toda a história do Cádiz CF em Primeira Divisão, duodécimo lugar na tabela. O Cádiz B começa a dar seus frutos, com uma boa geração de jovens promessas como Alfonso Cortijo, Barla, Jose González, Poli, etc.
Na seguinte temporada 1988/89 contrata-se os serviços do treinador austríaco Helmut Senekowitsch, mas cedo destituído e sustituído depois por David Vidal. A equipa mantém-se na zona baixa da classificação e no último partido ganha-se em Múrcia por 0-1, com golo de Jose González, e o Cádiz salva-se do descenso e a promoção.
A temporada 1989/90 fica marcada pela longa polémica David Vidal–Mágico González. A afición demanda a presença de Mágico, mas Vidal não o alinea alegando que não trabalha para a equipa. Nos quatro últimos partidos de une, com Collin Addison no banco, é necessário o triunfo e consegue-se ganhando-os todos por 1-0. Na Copa do Rei obtém-se a melhor classificação da história atingindo as semifinais onde é eliminado pelo Real Madri.

Na temporada 1990/91 de novo chega-se com a água ao pescoço no final de temporada. Em uma grande tarde derrota-se ao dream team do FC Barcelona de Johan Cruyff por um abultado 4-0, quando os catalães vinham ao Carranza dispostos a celebrar em Cádiz seu título de Une. De novo, com posiblidades para salvar-se, chega-se à última jornada e o Cádiz jogava-lha em Carranza com o Real Zaragoza, o qual vinha com a intenção de eludir a promoção. A equipa maño adiantou-se no marcador deixando a situação quase insalvable. No entanto, o tandem Ramón Blanco-Lorenzo Buenaventura, que ocupa o banco ao ter substituído ao argentino Héctor Veira, decide dar entrada ao campo a um menino da cantera, Kiko Narváez. Faltando uns dez minutos para a conclusão do partido, o Cádiz estava com os dois pés em Segunda Divisão, mas Kiko provoca um pênalti que é transformado pelo argentino Dertycia e um minuto depois, o próprio Kiko conseguia o golo do triunfo, e o Cádiz acede à promoção escapando do descenso. Nela, o obstáculo é o CD Málaga. Depois de perder em a Rosaleda por 1-0, consegue-se igualar a eliminatória em Carranza e em uma dramática tanda de pênaltis, Szendrei parava o pênalti decisivo que deixava de novo em um ano mais ao Cádiz na elite do futebol espanhol.
A temporada seguinte, com Ramón Blanco no banco, o Cádiz elude também o descenso directo na última jornada com um empate a zero ante o Sporting de Gijón em Carranza. A promoção a disputa com o Figueras e de um modo relativamente cómodo supera-a, ganhando em casa por 2-0 com golos do brasileiro Mario Tilico e o chiclanero Fali Benítez, e empatando a 1 em Figueras com golo de Mami Quevedo. Novamente consegue-se manter a categoria.
Na temporada 1992/93 finaliza a época dourada do Cádiz em primeira divisão. Esta temporada não se repetiu o milagre. Converte-se o clube em sociedade anónima desportiva]]. Os empresários não respondem e a afición não tem o poder adquisitivo necessário para fazer com as acções do clube, Irigoyen se vê na necessidade de convencer à Prefeitura para que se faça cargo das acções. Situa-se como presidente ao vereador socialista Rafael Garófano, que ante a prioridade de recuperar a quantidade investida, através de umas negociações levadas a cabo por Irigoyen, traspassa a sociedade a um grupo de investidores (Cádiz Promoções Desportivas) encabeçados por Jesús Gil, presidente do Atlético de Madri. O Cádiz desce a Segunda Divisão. Durante o verão Kiko e Quevedo são traspassados, ao Atlético de Madri. Também se marcha Moisés Arteaga ao CD Espanhol de Barcelona.
Na temporada 1993/94, pese a partir como favorito, os resultados negativos se vão sucedendo, bem como os treinadores pelo banco. Até quatro técnicos tentaram endereçar o rumo, mas a equipa afunda-se na Segunda Divisão B. Irigoyen, que tinha sido nomeado Director Geral, teve seus mais e seus menos com Jesús Gil e abandona a entidade. Deste modo vai-se o presidente de maior permanência no cargo e o mais laureado da história do Cádiz. Gil, designa como novo Director Geral da entidade a José Luís Fernández Garrosa.
Como únicos sucessos nestes anos o Cádiz ganha consecutivamente os Troféus Carranza de 1993 e 1994, ambos na tanda de pênaltis, depois de sendos empates com SE Palmeiras (1993) e Sevilla FC (1994).
A primeira etapa da Segunda Divisão B, dura nove longos anos. Durante a pretemporada 1995/96 a equipa está a ponto de desaparecer devido aos problemas económicos, mas graças a um grupo de cadistas encabeçados por Antonio Muñoz Lado e Manuel García Fernández, a entidade volta a mãos gaditanas. Naquele ano durante o transcurso do campeonato, devido aos maus resultados, são descadastrados cinco jogadores: Zapatera, Pino, Ortiz, Bono e Garitano. À semana seguinte foi cessado o treinador, Paco Chaparro.
O binómio Muñoz-García rompe-se, na temporada 1996/97 com o despedimento e a marcha do clube do segundo. Na temporada 1997/98 pela primeira vez a equipa classifica-se para a liguilla de ascensão da mão de Ramón Blanco, não tendo fortuna na mesma. Ganha-se e empata com o Barcelona B e Cultural Leonesa, mas perde-se os dois partidos com o Real Madri B. Sendo, no entanto o Barcelona B a equipa que consegue a ascensão. Ante a grande dívida que arrasta o clube, as acções se põem à venda, um grande pacote de acções, mais do cinquenta por cento, o adquire o grupo madrileno Assessoramento Desportivo Andaluz (ADA).
Na campanha 1998/99, já com o clube em mãos de ADA, Antonio Muñoz contínua como presidente e ante os maus resultados de início de campeonato se vê obrigado a demitir, ocupando o cargo o conselheiro do sócio maioritário Rafael Mateo Alcántara. Mateo destitui ao técnico Juan Antonio Sánchez Franzón no banco, que tinha substituído ao treinador inicial Ismael Díaz, e o substitui pelo técnico catalão Jordi Gonzalvo quem não consegue os objectivos para os que tinha sido contratado.
Na temporada 2000/01, estando o clube a ponto de desaparecer, Antonio Muñoz e seu grupo se fazem de novo com o Cádiz. No desportivo, o treinador Carlos Orúe, sacou adiante à equipa que esteve seis meses sem cobrar, conseguindo ao final o campeonato do Grupo IV de Segunda Divisão B. Encaixaram-se só três golos na segunda volta e se ganharam os dez últimos partidos de une. Na liguilla de ascensão faltou-lhe sorte e pese a ficar líder empatou a pontos com o Gimnàstic de Tarragona, que ascendeu pelo golo-average.
Na campanha 2002/03, Antonio Muñoz revoluciona o vestuario. Aposta por um técnico jovem, procedente da cantera que vem de fazer uma sensacional temporada com a equipa juvenil, o exjugador Jose González. Leste confia em Alfonso Cortijo como segundo treinador. Na secretaria técnica também há mudança sendo nomeado Alberto Benito, jogador da equipa até a temporada anterior. Assim mesmo, a revolução chega aos despachos, atribuindo-lhe a direcção do clube a José Mata Morais, reconhecido cadista e experiente em marketing]] quem substitui em seu cargo a Francisco Canal Fidalgo. O Cádiz dominou com autoridade une-a desde o primeiro momento e pôde meter-se como quarto classificado na liguilla de ascensão. Na liguilla, só perde um partido, o disputado no Miniestadi ante o Barcelona B por 3-1. O 29 de junho de 2003, com uns 15.000 aficionados no Estádio Ramón de Carranza e o Cádiz jogando no Estádio Juan Guedes de As Palmas ante a Universidade, a multidão só esta pendente de um grande ecrã na que se segue o partido nas Canárias. Ao Cádiz basta-lhe com o empate, mas adianta-se a Universidade com golo de Jonathan Sesma. Pouco depois uma internada de Matías Pavoni acaba em pênalti que é transformado pelo portuense Abraham Paz. O partido acaba com 1-1 e a loucura estalla em Cádiz. A cidade jogou-se à rua e na fonte das Portas de Terra os cadistas se bañaron para festejá-lo.
Na campanha 2003/04, Cádiz de novo em Segunda Divisão, realiza um bom campeonato assentando na categoria. No apartado social as estruturas do clube experimentam uma profunda renovação, pondo-se as bases necessárias para a adaptação da entidade às novas estruturas do futebol profissional actual. Cria-se a loja oficial, a fundação Cádiz CF, a escola de futebol Michael Robinson, um gabinete de assessoramento psicopedagógico, o clube de empresas e impulsiona-se a página site oficial entre outras coisas. Também cresce o número de peñas repartidas por toda Espanha, se atingindo a média centena delas.
O Cádiz baixo as ordens do uruguaio Víctor Espárrago consegue na temporada 2004/05 a ascensão a Primeira Divisão, o qual se consuma em Estádio Municipal de Chapín, ante o Xerez CD, ao qual vencem os amarelos por 0-2, com tantos de Oli e Abraham Paz de pênalti. O onze inicial daquele partido esteve formado por: Armando, Raúl López, Abraham Paz, De Quintana, Varela, Suárez (Bezares 67'), Fleurquín, Enrique (Dani Navarrete 75'), Jonathan Sesma, Pavoni (Manolo Pérez 87') e Oli.
A temporada seguinte, 2004/05, em primeira é mais discreta. Pese a um bom início de campeonato, finalmente volta-se de novo a segunda divisão. Em seu regresso, o Cádiz de Jose González obtém um quinto posto, mas na campanha seguinte, com compra-a do clube por parte do empresário gaditano estabelecido em Madri, Arturo Baldasano Supervielle, entra em uma linha negativa que fá-lhe-á descer de novo a Segundo B.
Desta vez, o periplo do Cádiz pelo Segundo B só duro uma temporada, 2008/09. A equipa baixa a direcção de um jovem técnico, Javi Graça, classificou-se como campeão de seu grupo para disputar o play-off de ascensão a segunda divisão. Seu rival foi a Real União de Irún. O partido de ida disputou-se no Estádio Ramón de Carranza, com o resultado de 1-0 a favor da equipa cadista. O partido de volta no Stadium Gal, acabou com empate a zero, fazendo suficiente a renda da equipa gaditano no partido de ida, pelo que se conseguia assim retornar a segunda divisão. Posteriormente converteu-se no primeiro campeão absoluto de Segunda Divisão B, ao superar ao FC Cartagena no final a duplo partido pelo título.

Estádio

Estádio Ramón de Carranza
Capacidade 20.000
 
Hino
 
Cuando salta al terreno de juego

nuestro equipo amarillo se ve
la emoción en todo el gradermo
y en el once su alegrma y fe.

A trenzar este juego entusiasta
de uno a otro pasando el balón
para el Cádiz no hay campo contrario
porque pone en el juego pasión.

¡El Cádiz! ¡El Cádiz! ¡El Cádiz!
sigue un camino triunfal

¡El Cádiz! ¡El Cádiz! ¡El Cádiz!
con su juego vencerá

Alaví Alavá ¡Viva el Cádiz!
Alaví Alavá Viva la afición

¡El Cádiz! ¡El Cádiz! ¡El Cádiz!
llegará a ser campeón.

Los colores que lleva el equipo
amarillo y azul se impondrán
como el sol el color amarillo
y el azul el color de su mar

El aliento de los gaditanos
y el empuje de nuestra afición
llevará en un dma cercano
este equipo a ser campeón

Apelido Submarino Amarillo

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