domingo, 7 de junho de 2009

Alagoinhas Atlético Clube

A data oficial de fundação do Alagoinhas Atlético Clube é 2 de abril de 1970, mas pode-se dizer, que o time começou a nascer dois anos antes, em 1968, quando o prefeito da cidade de Alagoinhas construiu o estádio Antonio Carneiro, o Carneirão.

Com a construção do palco, vários clubes amadores surgiram na cidade. Entre eles destacavam-se o Grêmio, o Ferroviário, o Agulha, o Juventus, o Botafogo e o Gato Preto. Além das equipes que jogavam na própria cidade, a seleção de Alagoinhas também brilhava, principalmente nos torneios intermunicipais.

Percebendo que a cidade tinha talento para o futebol, um grupo de esportistas amadores, formado pelo dentista Walter Robatto Campos, o radialista Antonio Pondé, o funcionário municipal Valdo de Souza, o motorista Osmário Almeida e o Frei Virginio de Boavaita resolveu formar uma equipe profissional na cidade de Alagoinhas. Desde então, diz-se que o Atlético é um time abençoado por Deus, uma vez que a reunião que levou à formação da equipe ocorreu em uma igreja, a igreja de Santo Antônio.

Depois desse encontro, a idéia da formação de um clube de futebol na cidade se espalhou e ganhou muitos simpatizantes, até que em 2 de abril de 1970 o time finalmente foi fundado oficialmente.

O primeiro jogo da história da equipe foi contra o Leônico. O Atlético começou bem sua trajetória, vencendo por 2 a 0. O gol inicial da história do clube de Alagoinhas foi marcado pelo lateral-direito Chico.

Depois de formado, o time precisava disputar um campeonato profissional, então a diretoria do clube foi à Federação Baiana de Futebol pedir a inclusão da equipe no Campeonato Baiano de 1971. O pedido foi negado. Então, a prefeitura de Alagoinhas interveio, alegou que o Carneirão era um dos melhores estádios do estado e conseguiu a inscrição do Atlético para disputar sua primeira competição oficial.

O time, no entanto, só conseguiria o devido destaque dois anos depois, em 1973, quando conseguiu o vice-campeonato baiano, perdendo para o poderoso Bahia na final.

O Atlético continuou se destacando no Estadual durante toda a década de 70 e 80. Em 1992, no entanto, viria o baque do rebaixamento no estadual. Após uma campanha pífia, a equipe foi rebaixada, voltando no ano seguinte. Em 1997, novo descenso. Mas em 1998, com o vice-campeonato da segunda divisão, o time conseguiu o acesso novamente e nunca mais caiu.

Com a volta à primeira divisão do estadual, as categorias de base do time se destacaram e venceram a Copa Gazetinha Infanto-Juvenil, em 1999, e a Copa Interestadual Nordestina de 2001, colocando de vez o Atlético entre os clubes grandes da Bahia.

Hino

Saudemos nossa terra, nossa gente
Que de maneira forte e eficiente
Mil glórias de porvir irão trazer
No campo de peleja ânimo forte

Fazendo conhecer de Sul a Norte - Bis Nossa firme vontade de vencer Saudemos nosso Atlético altaneiro Que irá mostrar para o Brasil inteiro Da nossa terra o futebol viril Salve Atlético estrela pelegrina Do cenário esportivo do Brasil Avante Alagoinhas, prá frente meu Atlético - Refrão Vitórias que são minhas, mais uma eu te peço

Estádio

Estádio Municipal Antônio de Figueiredo Carneiro é um estádio de futebol de Alagoinhas (Bahia) que atende ao Alagoinhas Atlético Clube e possui capacidade para 17.000 espectadores.

Mascote

A mascote do Atlético é o carcará. A história da escolha do animal como um símbolo do time é bastante curiosa. Em 1971, o Corinthians de Rivellino foi jogar em Alagoinhas e, para tal evento, foi preparada uma grande festa.

Entre as atrações para a vinda do clube de São Paulo havia uma apresentação de um morador local com o seu carcará de estimação. O animal, no entanto, assustado com o público, saiu voando e o dono da ave pediu 50 mil cruzeiros ao presidente do Atlético, que havia solicitado a apresentação.

Dias depois, a ave voltou e o presidente não teve que pagar nada. A história acabou caindo na graça do torcedor, que o adotou como mascote da equipe da cidade.

Site

http://www.atleticodealagoinhas.com.br/