sábado, 26 de junho de 2010

Federación Mexicana de Fútbol Asociación

Uma notória frase sobre a seleção do México é “jogamos como nunca, perdemos como sempre”. Os mexicanos acostumaram-se a se empolgar com o futebol da equipe em diversos momentos, mas verem a seleção perder. Essa situação ficou marcada em Copa do Mundo, competição na qual o México tem ido regularmente desde 1994, mas que nunca passa das oitavas de final, mesmo quando passa em primeiro lugar no grupo.
Dizer que o México é a seleção com mais tradição da América do Norte é respeitar os 85 anos de história da camisa El Tricolor. Uma história que começa, não oficialmente, em janeiro de 1923, com partidas disputadas contra Guatemala com todos os jogadores do América. Foram duas vitórias, por 3 a 2 e 4 a 1, e uma derrota por 3 a 1.
A Federação Mexicana de Futebol (Femexfut), porém, considera como os primeiros jogos oficiais apenas os jogos disputados em dezembro daquele ano, quando já havia o Campeonato Mexicano de clubes. A competição foi paralisada para a disputa dos jogos da seleção nacional, novamente contra Guatemala. Nos dias 9, 12 e 16 de dezembro de 1923, a seleção mexicana entrou em campo oficialmente para conseguir duas vitórias e um empate.
Em 1928, o México participou da sua primeira competição internacional de seleções, as Olimpíadas de 1928, em Amsterdam. Já em 1935, o México participaria, pela primeira vez, dos Jogos da América Central e do Caribe. Com cinco vitórias, o México conseguiu a medalha de ouro no futebol.
São 13 participações em Copas do Mundo, com regularidade desde a primeira, em 1930. Além disso, regionalmente a seleção é vencedora, com sete títulos da Concacaf (dois como Campeonato Concacaf, cinco já como Copa Ouro). O México, porém, viu o crescimento do principal concorrente continental nos últimos 20 anos: os Estados Unidos. Os vizinhos mais ricos já até eliminaram El Tri em uma Copa do Mundo. Foi em 2002, quando os Estados Unidos venceram por 2 a 0 e foram às quartas de final.
A maior conquista da El Tri é a Copa das Confederações de 1999. Jogando em casa, a equipe bateu o Brasil de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 3, em um time que ainda tinha, na reserva, jogadores que ficaram famosos pelas Copas de 1994 e 1998, como Luis Hernandez, Alberto Garcia Aspe (já na reserva nessa época), Ramon Ramirez e principalmente Cuauhtemoc Blanco, protagonista daquele time. É de se levar em consideração que a Seleção Brasileira tinha Odvan e João Carlos como zagueiros e Beto no ataque (com Roni e Warley na reserva), mas, para os mexicanos, foi uma vitória épica no Estádio Azteca, com mais de 100 mil pessoas presentes. Ainda assim, o México, já desde essa época, causa muitos problemas à Seleção Brasileira, como na Copa das Confederações em 2005 (derrota por 1 a 0) e na Copa América em 2007 (derrota por 2 a 0).
Em Copa do Mundo, o México é um dos poucos países que já sediou o Mundial duas vezes, em 1970 e em 1986. Curiosamente, nas duas edições os vencedores foram sul-americanos: em 1970, o Brasil, em 1986 a Argentina. Não por acaso, nos dois torneios El Tri conseguiu seu melhor desempenho em Mundiais: as quartas de final. Nas duas chances, porém, o México ainda não tinha alcançado a condição que tem hoje, de um time sempre candidato a chegar ao mata-mata.
Passa exatamente por aí a principal preocupação dos mexicanos: ser mais do que uma seleção de primeira fase. Porque se o México é um leão na primeira fase da Copa, não tem sido mais do que um gatinho quando chega o mata-mata.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21394

Site
http://www.femexfut.org.mx/