segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fédération Française de Football

A França sofre com uma sina de ser uma seleção que brilha em algumas Copas, e some em outras – às vezes sem sequer ter alcançado o Mundial. Participou da primeira Copa do Mundo, no Uruguai, quando não passou da primeira fase. Depois, em 1938, quando sediou o Mundial, chegou até as quartas de final – perdeu para a Itália, que viria a ser a campeã.
Em 1958, a França fez uma campanha excelente e foi jogo a jogo conquistando o status de candidata ao título. Não foi à toa. Na primeira fase, fez 7 a 3 no Paraguai, perdeu por 3 a 2 para a Iugoslávia e 2 a 1 na Escócia. Na fase eliminatória, nas quartas de final, venceu a Irlanda do Norte por 4 a 0. Acabou derrotada pelo time do Brasil que seria campeã mundial naquela Copa, mas ainda conseguiu o 3º lugar ao derrotar a Alemanha Ocidental por sonoros 6 a 3, com quatro gols do artilheiro do Copa, Just Fontaine, com 13 gols.
Os anos 60 e 70 não foram bons para a equipe, que só conseguiu um bom resultado em 1960, na primeira Eurocopa da história: chegou às semifinais e terminou em quarto lugar. Participação única, porque só voltaria a estar de novo na competição de seleções da Europa em 1984. Em 1962, sequer conseguiu a classificação para o Mundial. Viu a Copa do Chile pela televisão. Em 1966 conseguiu chegar até a Copa, mas não passou da primeira fase. Nas duas Copas seguintes, ficou de fora: em 1970 e 1974. Terminaria a década sendo eliminada na primeira fase da Copa da Argentina, em 1978.
A vitoriosa década de 80
Se as duas décadas anteriores não foram de glórias, a década de 80 chegou com uma geração de grandes jogadores. O mais importante deles é Michel Platini, que participou da seleção desde 1978 – ano que foi à Copa como reserva. Em 1982, a França fez boa campanha e conseguiu chegar até as semifinais, sendo derrotada pela Alemanha Ocidental nos pênaltis, depois de empate em 3 a 3 no tempo normal e na prorrogação. Acabou perdendo também a disputa do 3º lugar para a Polônia.
O ano de 1984 foi glorioso para Les Bleus. Venceu a medalha de ouro olímpica com uma vitória por 2 a 0 na final sobre o Brasil, que tinha no elenco o goleiro Gilmar RInaldi, o zagueiro Mauro Galvão e o meio-campista e atual técnico da seleção brasileira Dunga.
No mesmo ano, jogou a Eurocopa como país-sede e não decepcionou a torcida. Ganhou as três partidas da primeira fase, antes de passar por Portugal na semifinal na prorrogação. Chegou à final contra a Espanha e conseguiu vencer por 2 a 0 no Parc des Princes, em Paris, e levantar a taça. Ainda viu o craque do time, Platini, levar o troféu de artilheiro, com nove gols na competição.
A Copa de 1986 foi marcante também para a seleção de Platini. No elenco daquela seleção francesa, outro nome se destacava: o atacante Jean-Pierre Papin. Classificou-se em 2º lugar no grupo da União Soviética e chegou às oitavas de final para eliminar a Itália. Nas quartas, passou pelo Brasil nos pênaltis, mas cairia frente à Alemanha Ocidental na semifinal. Ficou com o 3º lugar com uma vitória sobre a Bélgica por 4 a 2.
Período de sombra
Nas duas Copas seguintes, a França ficou no ostracismo. A equipe sequer classificou para as Copas de 90, na Itália, e 94, nos EUA. Em Eurocopas, a mesma irregularida: não classificou para a edição de 88 e ficou na primeira fase em 92.
Apenas em 96 voltou a figurar em uma fase decisiva, ao alcançar as semifinais. O time já tinha Zidane com a camisa 10, na época com 23 anos e jogador do Bordeaux. Depois de passar pela primeira fase, venceu a Holanda nos pênaltis depois de um 0 a 0, mesmo placar da semifinal contra a República Tcheca, mas dessa vez foram os tchecos que levaram nos pênaltis. Acabou em 4º lugar.
Entrada no grupo dos grandes
Veio a Copa do Mundo em casa e a França mostrou que não estava à toa no torneio. Venceu os três primeiros jogos na fase de classificação e bateu o Paraguai no gol de ouro nas oitavas. Venceu a Itália nos pênaltis, bateu a Croácia nas semifinais e ganhou o título sobre o Brasil, em um 3 a 0 irretocável. Entrou para a seleta galeria de campeões mundiais.
Em 2000, voltou a mostrar sua força com o título da Eurocopa sobre a forte Itália e coroou seu posto de grande do futebol mundial. Ainda teve o título da Copa das Confederações de 2001 derrotando, novamente, o Brasil nas semifinais. Em 2003, repetiu o título, desta vez em casa.
Por isso tudo, chegou à Copa de 2002 como favorita ao título. Mas, com Zidane contundido e futebol sofrível, foi eliminado com duas derrotas e um empate, ficando em último no seu grupo. Em 2004, nova decepção na Eurocopa, ao ser eliminada pela Grécia – que acabou surpreendendo e levando o título.
Chegou à Copa de 2006 na Alemanha desacreditada e com um time envelhecido. Classificou-se com dificuldades, depois de empates com Suíça e Coreia do Sul e vitória sobre Togo. Enfrentou a forte Espanha nas oitavas, que fazia campanha irrepreensível até aquele momento. Com muita autoridade, venceu por 3 a 1 de virada e encorpou. Engoliu o Brasil nas quartas de final, ao ganhar de 1 a 0, mas com futebol de impressionar. Venceu a semifinal contra Portugal e decidiu o título contra a Itália. Depois do episódio Marco Materazzi-Zidane e um empate por 1 a 1, perdeu o título nos pênaltis.
Já sem Zidane, deu vexame na Eurocopa de 2008, ao empatar um jogo e perder outros dois – contra dois adversários fortes, Holanda e Itália – e ficar fora já na primeira fase. Sofreu para conseguir a vaga na Copa de 2010, depois de ficar em segundo no seu grupo nas Eliminatórias Europeias e ganhar a repescagem contra a Irlanda com um gol irregular, da famosa mão de Henry.
Pedra no sapato do Brasil
A relação entre Brasil e França em Copas é favorável aos franceses. No total, são quatro partidas, com uma vitória para o Brasil, um empate e duas derrotas. A única vitória veio na semifinal de 1958, quando a seleção de Pelé e Garrincha enfrentou o time do artilheiro daquela edição do Mundial, o atacante Just Fontaine.
No confronto entre o artilheiro e o gênio da camisa 10 brasileira, deu Pelé: foram três gols na partida e uma vitória espetacular do time brasileiro, que acabou vencendo por 5 a 2. Fontaine marcou, mas não foi suficiente para conseguir avançar.
Depois disso, as equipes se encontrariam de novo somente na Copa de 1986, no México. Na época, o confronto tinha dois dos maiores craques da história vestindo a camisa dez dos dois lados. No Brasil, Zico, que já fazia sucesso no futebol italiano na época, e outro que era sucesso na Serie A, Michel Platini. Os dois, por sinal, protagonizaram o confronto.
Depois de abrir o placar com o atacante Careca, o Brasil sofreu o gol de empate justamente pelos pés de Platini. Zico, que foi àquela Copa com problemas físicos e jogava no sacrifício, teve a chance de marcar de pênalti, mas perdeu a cobrança. O 1 a 1 levou o jogo para a prorrogação, mas o empate permaneceu. Nos pênaltis, Zico marcou e Platini perdeu. Mas o francês foi o único do seu time a errar, enquanto Sócrates e o zagueiro Júlio César perderam para o Brasil e a França se classificou.
Em 1998, a França enfrentou o Brasil na final, depois de uma campanha excelente: três vitórias na primeira fase, uma vitória no sufoco contra a forte defesa paraguaia nas oitavas com um gol de ouro, vitória nos pênaltis contra a gigante Itália, vitória de virada sobre a Croácia e um atropelamento na final contra o Brasil. Zinedine Zidane marcou dois gols e deu o título à sua seleção.
Zidane seria protagonista de novo contra o Brasil em 2006, já experiente, quando jogou sua melhor partida na Copa. O camisa dez francês deu aula de bola contra uma seleção que foi muito badalada antes do Mundial. Caiu com um gol de Thierry Henry, em cobrança de falta de Zidane.
  
Títulos

Copa do Mundo: 1 (1998)
Eurocopa: 2 (1984 e 2000)
Copa das Confederações: 2001 e 2003;
Jogos Olímpicos: medalha de ouro - 1984
Campeonato Mundial de Futebol Sub-17: 1 (2001);

Site
http://www.fff.fr/