quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Associação Atlética Anapolina

Desde o início do futebol em Anápolis, até 1957, tivemos os seguintes times: Bahia, Cruzeiro do Sul (não organizados), Anápolis Sport Club (o primeiro a se organizar), União Sportiva Operária, Associação Atlética Anapolina, Anápolis Futebol Clube (antiga União Esportiva Operária), Ipiranga, São Francisco, e possivelmente outros times menores.

O Anápolis Futebol Clube, que é o antigo "União Esportiva Operária" e a "Associação Atlética Anapolina", formada pela quase totalidade dos jogadores e torcedores do extinto e pioneiro "Anápolis Sport Club", são os quadros de futebol mais antigos de Anápolis, e continuam aí, firmes, lutando pelo engrandecimento esportivo de nossa terra.

No início da década de trinta, o futebol de Anápolis vivia em séria crise financeira. Sendo assim, o Anápolis Sport (equipe que deu origem a Anapolina), volta e meia entrava de licença, voltava, tinha o campo leiloado, parava novamente, etc.; vivendo em um regime de semi-profissionalismo, trazendo jogadores de fora que jogavam em troca de pensão, comida e roupa lavada.

No início da década de 40, o Anápolis Sport chegou a manter uma equipe famosa, na qual apenas Arnaldo, Raul e Zeca eram da cidade. Em 1944, quando o clube atingiu sua época de maior prestígio, foi obrigado a liberar os passes dos jogadores de fora, pois não poderia mais arcar com as despesas. As dívidas, no entanto, avolumavam-se mesmo chegando ao vice-campeonato de 1946, aproveitando jogadores exclusivos da cidade. A crise apresentava-se, em 1947, como insolúvel. Dirigia o Anápolis Sport, José Maria do Nascimento Júnior, que havia injetado dinheiro no clube, assim como os seus antecedentes.

Os ânimos foram acirrando-se. O presidente, de posse dos livros e estatutos do clube, mantinha-se irredutível. A situação atinge um clímax, com jogadores e antigos dirigentes optando pela criação de uma nova agremiação.
Morre o Pantera, nasce a XATA.

Após sucessivas reuniões, de que participavam os Puglisi, José Elias, Odir da Costa Ferreira, José Abdalla, Edson Hermano, João Asmar e outros, decidiu-se que as cores do novo clube seriam as mesmas do antigo Anápolis Sport, calções brancos e camisas vermelhas, e elegeu-se a seguinte diretoria, que tomou posse a 1º de fevereiro de 1948: Presidente: Gisberto Ferraresi; Vice-Presidente: José Elias Isaac; 2º Vice: Moisés Roriz Filho; Secretário: João Pedro Neto; 2º Secretário: Ângelo Carnielo; Diretor de futebol: Edson Ermano.

No dia 18 de Abril de 1948, estreou a Associação Atlética Anapolina contra o Ferroviário Esporte Clube de Araguari. A RUBRA venceu a primeira partida de sua história pela contagem de 3 x 2, com gols de Júlio, Leônidas e Picum. A primeira escalação da Anapolina foi esta: Juca, Petrônio e Tatu; Arnaldo, Iberê e Zê Lemes; Alípio (Luizinho), Júlio, Juvenal, Picum e Leônidas.

Em 1949, a Anapolina sagrou-se a primeira campeã do certame anapolino, e repetiu o feito por mais três vezes consecutivas. Em 1951, a Anapolina tinha o melhor e mais forte elenco da cidade, e possivelmente do Estado; era um time imbatível no Centro-Oeste.

A Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra, foi um dos maiores fiascos do futebol brasileiro. Na falta de um melhor futebol, uma faixa no meio da torcida acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: "A Rubra é Xata!", chata com "X" mesmo! ... Mas o que significava essa frase?
A curiosidade geral foi satisfeita pelos cronistas goianos, que já conheciam a tradição e as HISTÓRIAS da Associação Atlética Anapolina, clube de futebol sediado na cidade de Anápolis-GO carinhosamente denominado "Rubra" ou "Xata". "Rubra" é a denominação originada pelo uniforme do time nas cores vermelha e branca, em homenagem ao primeiro time de futebol de Anápolis, o Bahia Futebol Clube, que utilizava as mesmas cores. Existe também a versão de que a escolha foi uma homenagem prestada ao América-RJ. "Xata" é uma denominação que vem desde a época do amadorismo, quando o clube montava equipes fracas, que sofriam freqüentes derrotas, porém se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados.

Com o advento do profissionalismo no futebol goiano, o clube acabou sendo afastado por vários anos das disputas oficiais. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a equipe foi reestruturada e obteve grande destaque na mídia nacional, conquistando dois vice-campeonatos goianos em 1981 e 1983, o vice-campeonato da antiga 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, atual Série B, TAÇA DE PRATA - 1981, além de participar em quatro campeonatos brasileiros da 1ª divisão, em 1978, 1979, 1982 e 1984, com especial destaque para a grande campanha na TAÇA DE OURO - 1982. Mais recentemente, os melhores resultados alcançados foram o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da Série C de 1998, e o Vice-Campeonato Goiano de 2000.

O escudo da Rubra, com as três letras "A" entrelaçadas, é uma característica marcante do clube desde a época do amadorismo. Ao longo dos anos, vários formatos foram adotados para o escudo, utilizando-se as três letras destacadas por círculos, losangos e até triângulos, juntas ou separadas. Na fase profissional, acabou sendo adota da a forma mais moderna e atual, com as três letras "A" inseridas dentro de um círculo. Em 1981, quando a Anapolina perdeu o título para o Goiás no tapetão, a diretoria resolveu adotar uma estrela, que simbolizava o título de "campeão moral".

Títulos

Nacionais
Vice-Campeonato Brasileiro da Série B: 1981.
Estaduais
Vice-Campeonato Goiano: 3 vezes (1981, 1983 e 2000).
Campeonato Citadino de Anápolis: 5 vezes (1949, 1950, 1951, 1952 e 1960).


Estádio

Estádio Municipal Jonas Duarte
Capacidade 15000

Sua construção foi iniciada em 1964, e o estádio foi inaugurado em 10 de abril de 1965, com apenas um lance de arquibancadas cobertas. O primeiro jogo foi entre o São Paulo e uma seleção de Anápolis. O tricolor paulista venceu por 4 x 1, sendo o primeiro gol do estádio anotado pelo jogador Rodarte, do São Paulo. Posteriormente, foram construídas as arquibancadas descobertas, além de um anel unindo as duas arquibancadas opostas. Na reforma efetuada, foi construída também uma geral, que elevava a capacidade do estádio para 20.000 lugares. Recentemente, por questões de segurança, a geral foi interditada, e diversas melhorias foram introduzidas no estádio visando aumentar a segurança do público, reduzindo a capacidade total para 15.000 lugares.

Hino
Autor: Pedro Cavaco

Avante, querida Rubra
Nós acreditamos em você
Torcendo, sempre a seu lado
Seu fã sempre hei de ser!

Ser da Rubra é ter orgulho
A nossa Xata é tradição!
Equipe de brio e de raça
Prá frente Anapolina
Do meu coração!

Vamos ver, olé, olá!
Vamos ver nossa Rubra jogar!

Saber perder ou empatar não é derrota
Vitória sim, é consagração!
As cores de sua bandeira
Que representam o seu pavilhão
Traduz uma cidade inteira
Anapolina, time do meu coração!

Vamos ver, olé, olá!
Vamos ver nossa Rubra jogar!


Não sabemos com certeza se este é considerado o hino oficial da Rubra, mas ele fez muito sucesso nos anos de 1981 e 1982, na época da fase de ouro da Rubra.

Mascote

Na fase do Anapolis Sport Club, o mascote do time era a Pantera. Com o advento da Anapolina, o mascote oficial passou a ser a Fênix, aquela ave mitológica que renasce das cinzas. Todavia, a Xata também é representada pela "Madame X", que é uma dama sensual vestida de vermelho. A Fênix também pode ser representada por uma figura feminina alada, podendo ser utilizada também aquela personagem das histórias em quadrinhos, da série "X-Men". Outro mascote cultuado ao longo dos anos é a "Velha", que é uma velhinha mesmo, usando um chale vermelho.


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