quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Rio Branco Futebol Clube


O ex-jogador do RBFC, Euclicles Barbosa da Costa, o Pedro Sepetiba, insiste que a bola rolou inicialmente em Rio Branco nos pastos do seringal Catuaba. Jogavam com bolas de seringa. O juiz aposentado Romeu César Leite, por sua vez, com base em antigo jornal, revela que o engenheiro José Alberto Masô, autor do primeiro mapa geral do Acre, escreveu que no final do século 19 os índios da região praticavam futebol, “com todo mundo da tribo chutando uma bola de borracha, durante dias inteiros’.

Fomos privilegiados, em 1978, com doação de documentos de valor inestimável, apontamentos sobre o RBFC cedidos pelo fundador e atleta do primeiro time, o falecido delegado e espírita Francisco Lima e Silva (vinha a ser parente do Duque de Caxias). Os papéis, amarelados, a maior parte roídos pelas traças, manuscritos muitos, datilografados alguns, registram os jogos, de 1919 a 1921, do Rio Branco Football Club, os escores, os nomes dos fundadores e presidentes, as madrinhas do clube, a letra do Hino do Rio Branco F.C
.
Os apontamentos sobre o Rio Branco F.C., são referidos como “desde o dia
8 de junho de 1919, data de sua fundação até o ano de 1930”. infelizmente, Chiquinho Lima e Silva cedeu-nos os papéis relativos até 1922. Não sabia, disse-nos, o destino dos preciosos restantes registros até 1930, ano em que, por causa do seu time foi transferido punição mesmo para ser delegado de Vila Castelo, no Purus, atualmente Município de Manuel Urbano, Aliás, o delegado ficou no exílio forçado 22 anos.

Graças ao escriba-mor do RBFC, que segurou a barra anotando tudo que se relacionasse ao clube jogos realizados, times, adversários, escores, madrinhas recuperou-se até a letra do Hino do Rio Branco, escrita pelo poeta Grijalva Antony e música de Adolfo Silva e José Trindade.

Recentemente, após o clube ser informatizado, na gestão do empresário e advogado Sebastião Meio de Alencar, recuperou-se a relação dos presidentes do RBFC desde a primeira diretoria, da provisória de 8 de junho de 1919 à eleita dia 12 de junho, quatro dias após a fundação. Mas pelos registros de Chiquinho Lima e Silva, “O primeiro presidente foi o Dr. Nathaniel de Albuquerque, falecido em 1921.O segundo, o Dr. Conrado Fleury e o terceiro o Dr. José Francisco de Melo”. A dúvida, porém, é dirigida pela “Ata de fundação do Rio Branco Football Club”, documento preservado pelo clube e guardado o livro de Actas no cofre da sede social.

O Rio Branco Football Club não nasceu, como na maioria dos times (não clubes) de futebol do Acre antigo, de um grupo de rapazes que se reunia para as clássicas peladas. O clube da estrela rubra, já nasceu grande e importante, afinal surgiu de reunião convocada pelo advogado amazonense Luiz Mestrinho Filho, no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na noite de 8 de junho de 1919, na Rua
17 de Novembro no 2° Distrito da cidade. Estiveram presentes à reunião, 16 notáveis, que assinaram a primeira ata naquele mesmo dia.

O próprio Dr. Luiz Mestrinho que idealizou o RBFC ofereceu o nome em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco, sugeriu as cores vermelho e branco e conseguiu a doação de área de terra em Penápolis, 1º Distrito, generosamente concedida pelo prefeito Augusto Monteiro, até que o novo clube, mercê de terras oferecidas pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo e sua mulher Isaura Parente de Melo, construísse o Stadium do Rio Branco Football Club, inaugurado a 8 de junho de 1929 pelo governador Hugo Ribeiro Carneiro, erguido através de subscrição pública e apoio oficial. Uma curiosidade: nem Luiz. Mestrinho nem José de Melo assinaram a primeira ata. O político cedeu um terreno de mata nativa que se transformou em um campo de terra batida, a primeira sede do time da capital acreana.

O RBFC é, portanto, o primeiro clube organizado, com estatutos, regimento interno, campo de futebol, equipes de primeira e segunda categoria, madrinhas (a primeira foi a senhorinha Berta Cravo Bandeira), hino e projeção sócio-política cultural-esportiva.

Não é possível dizer em poucas palavras o quanto já fez e continua fazendo pelo futebol do Acre o glorioso Rio Branco Football Club, nascido em 8 de junho de 1919 por iniciativa de Luiz Mestrinho, um amazonense que também jogou futebol. Como advogado, viajara até Rio Branco para presidir a um inquérito nos Correios (desvio de verbas) e acabou cooperando, também para o maior desenvolvimento do esporte acreano, onde o Estrelão é um dos principais cartazes.

Com todos os detalhes estruturais definidos, faltava apenas o time entrar em campo, o que aconteceu no dia 14 de julho de 1919, contra o Militar Foot-Ball Club. No mesmo ano, a equipe disputou nove amistosos sem perder nenhum deles, mas a participação em competições oficiais iniciou apenas dois anos após a primeira partida. Logo no primeiro campeonato, a primeira taça foi erguida.

Em 1921, a Liga Acreana de Esportes Terrestres foi formada pelo Rio Branco e outros dois clubes, o Ypiranga e o Acreano. Com a criação da liga, as competições começaram a ser organizadas e o Estrelão levantou o caneco, goleando seus adversários e não tomando nenhum gol. A primeira formação campeã contava com Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

O estádio José de Melo foi inaugurado no dia 8 de junho de 1929 e, nas décadas seguintes, o Rio Branco dominou o cenário estadual, conquistando 13 títulos seguidos entre 1935 e 1947, sendo o último já organizado pela Federação de Futebol do Estado do Acre, que substituiu a Liga Acreana de Esportes Terrestres.

Um grande jejum assombrou a equipe entre os anos de 1964 e 1970, quando nenhum título foi conquistado.

A conquista da Copa Norte

O ano de 1997 ficou marcado como o ano da principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1x0), Independência (1x0) e goleou o Nacional-AM (4x1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, conseqüentemente, a vaga para a final.

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 a 1, com gols de Palmiro e Vinícius. A conquista permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe do Acre a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol. Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano e terminaria na décima primeira colocação na classificação geral da Copa do Brasil.

Títulos:
3 Torneios Integração da Amazônia
1 Taça Carlos Alberto
1 Liga Torneio Initium
25 vezes Campeão Acreano.
Campeão do Norte em 1997.

Estádio
José de Melo (Cerca de 8.000 espectadores)
Localidade: Avenida Ceará, N°:1356
Proprietário: Rio Branco Football Club

*Atualmente o Rio Branco utiliza para competições nacionais o estádio:
Arena da Floresta (Cerca de 18.000 espectadores) – Totalmente encadeirado
Localidade: Antigo aeroporto Presidente Médici no Segundo Distrito da cidade.
Proprietário: Governo do Estado do Acre

Hino Oficial do Rio Branco FC

O Rio Branco é o primeiro
Clube forte e varonil
O seu time é altaneiro
Nesses longes do Brasil

Já tão cheio de vitórias
O Alvi-rubro pavilhão
Rio Branco entre glórias
Serás sempre o campeão


Mascote

A mascote do clube é o Estrelão. A estrela sempre fez parte da vida da agremiação, que em seu primeiro uniforme estampava solitária em cor vermelha a camisa toda branca do Rio Branco. O símbolo também é encontrado no distintivo da equipe, além de dar origem ao apelido do time, conhecido como Estrelão.



site: http://www.riobrancofc.com.br/