quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Club Atletico River Plate

O Club Atlético River Plate (em espanhol) foi fundado em 25 de maio de 1901, com a fusão de dois clubes de Buenos Aires: o Santa Rosa e o La Rosales. Em uma assembléia entre dirigentes dos das duas agremiações, a fusão foi confirmada com uma eleição e o nome de Club Atlético Forward escolhido pela maioria dos votos.
Em determinado momento da reunião, Livio Ratto, representante do clube Santa Rosa, propôs o nome que o clube é conhecido até hoje, River Plate. O nome significa Rio da Prata em inglês e foi sugerido por Ratto, que viu caixas sendo carregadas por marinheiros no porto de Buenos Aires, com a inscrição “The River Plate”. Uma nova votação foi convocada e o nome foi aceito.
Uma lenda conta que uma fita vermelha de seda estava presa, pendurada na mala de um carro, quando cinco jovens decidiram roubá-la, como uma de suas travessuras. Com a fita, um dos rapazes resolveu enfeitar sua camisa do River Plate, que na época era toda branca. Ele colocou o adorno na camisa, como uma faixa diagonal e logo outros torcedores do River começaram a imitá-lo. A faixa vermelha, na diagonal, foi adotada no uniforme oficial da equipe em um jogo contra o Palermo, que foi vencido pelo River Plate.
Em dezembro de 1908, o River Plate conseguiu chegar à divisão principal do Campeonato Argentino após uma vitória sobre o Racing Club de Avellaneda.
O primeiro campo de treinos do clube foi confirmado no local onde ocupava o Club Atlético La Rosales, no bairro Dársena Sud. Posteriormente, a sede foi mudada para Sarandí, ao sul de Buenos Aires. Após alguns anos em Sarandí, o clube voltou a Dársena Sud e se mudou novamente, dessa vez para o Centro da capital argentina. Do Centro a sede foi transferida para Caballito e de lá para o bairro da Boca.
No tempo que passou no bairro da Boca ocorreu um episódio inusitado: como River Plate e Boca Juniors usavam camisas semelhantes (branca com uma faixa diagonal vermelha, como é a do River até hoje) e habitavam o mesmo bairro, La Boca, uma partida de futebol decidiria quem deveria mudar suas cores. Quem vencesse manteria a mesma cor de camisa, mas teria que se mudar do bairro da Boca. Quem perdesse mudaria de camisa, mas como prêmio de consolação, poderia continuar com a sede no bairro. O River Plate venceu, manteve suas cores e se mudou para o norte, mais precisamente, para o bairro de Nuñez.
Com a implantação do profissionalismo no futebol argentino, em 1931, o River se tornou um modelo como instituição esportiva para todos os clubes da Argentina. Possuía um estádio de luxo no bairro de Palermo e já contava com quase 15 mil sócios. Com a compra do ponta-direita Carlos Peucelle, por dez mil pesos, um preço muito alto para a época, o Clube Atlético River Plate ganha seu apelido mais famoso: milionário. Nos anos seguintes outras aquisições fizeram jus ao apelido. Bernabé Ferreyra e José Maria Minella foram comprados pelo River por mais de 35 mil pesos cada um.
Os anos 40 e 50 foram os mais gloriosos do início da história do River Plate. Em 1942, o clube formou uma linha de ataque, formada por Juan Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau. Nos campeonatos que se seguiram, a equipe conquistou três títulos argentinos e consagrou Labruna como um dos maiores ídolos da história do time da faixa vermelha. O time que juntou todos esses grandes jogadores do passado ficou conhecido como “A Máquina”.
Os destaques dos anos 50 foram o goleiro Amadeo Carrizo, o atacante uruguaio Walter Gómez e o sensacional Alfredo Di Steffano, que acabava de se surgir nas categorias de base do River. Carrizo viria a ser considerado o melhor goleiro da história do clube e Di Stéfano, um dos melhores jogadores do mundo.
Os anos 60 foram considerados a década maldita pelos torcedores, jogadores e dirigentes do River Plate. O clube não conseguiu conquistar nenhum Campeonato Argentino nesse período, obtendo apenas alguns vices. Como de costume, a equipe fez as contratações mais caras do futebol argentino, destacando-se a compra do uruguaio Matosas, por 33 milhões de pesos. Apesar do jejum de títulos nacionais, a década foi proveitosa em termos internacionais: em 1961, venceu o Real Madrid e a Juventus, em uma excursão pela Europa, e no ano seguinte, venceu o Santos de Pelé, jogando no Monumental de Nuñez.

Em junho de 1968, as duas maiores torcidas da Argentina presenciaram a maior tragédia da história do futebol daquele país: 71 pessoas morreram por asfixia durante um clássico entre River Plate e Boca Juniors, disputado no Estádio Monumental.
Os anos 70 foram marcados pela chegada do técnico brasileiro Didi, que implementou o jogo bonito no time Milionário, baseado nos jovens saídos das categorias de base. Em 1972, foi disputado um dos Boca e River mais emocionante da história: o River Plate venceu por 5 a 4 depois de estar perdendo por 4 a 2.
Nos anos 80, o River Plate formou um grande time com destaque para o goleiro Fillol e os atacantes Enzo Francescoli e Mario Kempes, além do técnico Alfredo Di Stefano. Essa equipe conseguiu os títulos da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes escrevendo o nome do River em âmbito internacional. A Libertadores de 1986 foi conquistada com uma vitória sobre o América de Cali, da Colômbia, nas finais da competição e o Mundial Interclubes, com um triunfo sobre o Steaua Bucarest, da Romênia, em Tóquio. No ano seguinte, a equipe venceu a Copa Interamericana batendo o Deportivo Alajuelense da Costa Rica, por 3 a 0.
Na década de 90, o River Plate se confirmou como um clube formador de grandes talentos do futebol, principalmente após a contratação do técnico Daniel Passarella. Nestes anos, o clube ganhou vários campeonatos nacionais e Em 1996, o River Plate conquistou o bicampeonato da Copa Libertadores, novamente vencendo o América de Cali, com um trio ofensivo formado por Francescolli, Ortega e Crespo. O técnico era Ramón Diaz, que fez história como goleador da equipe no fim da década anterior. Acabou derrotado nas finais da Supercopa, contra o Cruzeiro e do Mundial Interclubes, contra a Juventus de Turim.
Desde o início do século 21, o River Plate conquistou três campeonatos nacionais. Porém, não teve campanhas de destaque nas competições internacionais. Em 2001, a torcida riverplatense fez uma grande demonstração de amor à equipe, carregando uma bandeira de mil metros de extensão desde o Obelisco, no Centro de Buenos Aires, até o Estádio Monumental, na zona portuária da cidade.

O 30º título argentino veio no Clausura 2002, sob o comando de Ramón Díaz e com Ariel Ortega dentro de campo, além do jovem Andrés D’Alessandro e do artilheiro Fernando Cavenaghi. O momento marcante desse campeonato foi a vitória no superclásico por 3-0 em pleno La Bombonera.
Já sob o comando do chileno Manuel Pellegrini, mas ainda com D’Alessandro, Cavenaghi, e agora com o jovem Martín Demichelis na defesa, o River alcançou oito vitórias seguidas e levou seu 31º título no Clausura 2003. Além disso, foram muito importantes o meia Lucho González, Ariel Garcé, Horacio Ameli, Javier Mascherano, Eduardo Coudet e Esteban Fuertes. Nessa temporada, se aposentou o jogador mais vitorioso da história do clube, Leonardo Astrada.
Em 16 de Maio de 2004, o time do agora técnico Astrada assumiu definitivamente a ponta do Clausura ao derrotar por 1 a 0 o Boca, em pleno La Bombonera. De quebra, o gol de cabeça de Fernando Cavenaghi ainda acabou com a invencibilidade dos "Xeneizes" naquela 14ª rodada. O clube ainda teve que esperar até a última rodada para levantar a taça pela 32ª vez em sua história. Mas nem tudo era flores para o time platense pois, para desespero de seus torcedores e assim como em 2000, em 2004 o time foi novamente eliminado da Libertadores pelo seu arqui-rival Boca, dessa vez nas semifinais.
A vantagem de títulos nacionais sobre o Boca Juniors, contudo, foi aumentada ainda mais no Clausura do mesmo ano quando o River empatou com o Atlético de Rafaela (1-1) e levou mais esse título. Os retornos de Marcelo Gallardo e Marcelo Salas, com o toque de classe de Lucho González e a excelente zaga com Horacio Ameli e Eduardo Tuzzio foram fundamentais para a conquista desse campeonato. Mantendo a forte equipe campeã o River entrou na Libertadores do ano seguinte como um dos favoritos, mas acabou sendo eliminado pelo São Paulo por mais uma vez nas semifinais.
Seu título mais recente foi o Clausura 2008, o 33ª da história e logo após uma eliminação dramática da Libertadores pelo San Lorenzo, devolvendo a eliminação de 96 para o próprio River após uma derrota e um empate nas eliminatórias. Com novos ídolos estrangeiros, como o colombiano Falcão García, o uruguaio Sebastián Abreu e o chileno Alexis Sánchez, além do veterano Ortega, o título argentino comandado pelo técnico Diego Simeone ainda garantiu ao clube a classificação direta à Libertadores do ano seguinte.
Porém, o que parecia ser uma recuperação do fracasso no torneio continental acabou se tornando um pesadelo a partir do momento em que o mesmo time que acabara de se sagrar campeão nacional inexplicavelmente entrou em declínio culminando com a lanterna ao fim do Apertura e escrevendo uma página triste em sua história centenária como a pior colocação de todos os tempos. Somado a isso, um novo fracasso em competições continentais (dessa vez pela Copa Sul-Americana, frente ao mexicano Chivas Guadalajara), e repetindo o mesmo fiasco que obteve diante do San Lorenzo quando tinha a classificação nas mãos e deixou escapar nos momentos finais, rendeu ao elenco outrora consagrado campeão o apelido de "O Pior Time da História".

Títulos

Copas Libertadores da América (2): 1986 e 1996.
Copa Intercontinental (1): 1986.
Copa Interamericana (1): 1987.
Supercopa (1): 1997.
Campeonato Argentino (32): 1932, 1936, 1937, 1941, 1942, 1945, 1947, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1975 (Metropolitano), 1975 (Nacional), 1977(Metropolitano), 1979 (Metropolitano), 1979 (Nacional), 1980 (Metropolitano), 1981 (Nacional), 1985/86, 1989/90, 1991 (Apertura), 1993 (Apertura), 1994 (Apertura), 1996 (Apertura), 1997 (Clausura), 1997 (Apertura), 1999 (Apertura), Clausura 2000, 2002 (Clausura), 2003 (Clausura), 2004 (Clausura) , 2008 ( Clausura ).


Hino


El más grande sigue siendo River Plate,
el campeón más poderoso de la historia,
el más grande por las glorias
que alumbraron el ayer
y que brillan todavía en mi memoria...
El más grande sigue siendo River Plate
y será más grande aún en el mañana,
por el juego, por las ganas y el orgullo de tener
una banda roja que nos cruza el alma...
Vuelan las banderas del Monumental,
se viene River, se viene la alegría.
Y cada hora, cada día River Plate te quiero más,
como te quiere casi toda la Argentina...
El más grande sigue siendo River Plate,
por su estilo sus estrellas y su gente,
porque River no se vende,
porque se lleva en la piel
y en cualquier lugar que esté siempre va al frente...
Vuelan las banderas del Monumental,
se viene River, se viene la alegría,
y cada hora, cada día River Plate te quiero más,
como te quiere casi toda la Argentina...
Hasta que me muera te voy a alentar,
y si volviera a reencarnarme en otra vida,
no sé por dónde viviría,
de que iría a trabajar,
pero seguro que de River yo sería...
El más grande por las ganas
y el orgullo de tener
una banda roja que nos cruza el alma...




Estádio

O Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti, mais conhecido como Monumental de Núñez fica localizado em Buenos Aires, Argentina, próximo ao Rio da Prata. É a casa do River Plate e de jogos da Seleção Argentina de Futebol e com 67.449 lugares, é o maior Estádio da Argentina.
O nome do estádio é uma homenagem ao Presidente do Clube na época da construção, Antonio Vespucio Liberti. Apesar do apelido, o Monumental não fica no bairro de Núñez, e sim em Belgrano, bairro vizinho e também nobre como Núñez.

Em 1934, o River Plate tinha 31 anos de criação. Tinha 1 título amador e 1 Título Profissional no Futebol. Era conhecido como "Los Millonarios" devido as contratações caras. Em 31 de Outubro de 1934, 83.950 metros quadrados são adquiridos pelo clube para a construção do estádio.
Em 25 de Maio de 1935, foi colocada a pedra fundamental do Estádio. No dia 1 de Dezembro, foi apresentado os planos da construção e apenas em 27 de Setembro de 1936 se iniciou a construção, sob a supervisão dos arquitetos José Aslan e Héctor Ezcurra.
Após dois anos de construção e três tribunas concluídas, no dia 25 de Maio de 1938, cerca de 8.000 pessoas presenciaram a entrega de uma bandeira argentina e outra do clube, cercadas pelos sócios, que entoaram o Hino Argentino e do River Plate. No dia seguinte, uma festa com cerca de 120.000 espectadores e, após diversas atividades, a primeira partida do estádio, contra o Peñarol, do Uruguai. Vitória do River, por 3 a 1.
Em 1958, as arquibacandas em forma de ferradura do estádio foram fechadas, formando o oval. Com a Copa do Mundo de 1978, o estádio passou por reformas e teve sua capacidade reduzida para 97.709 espectadores sentados, sendo um dos melhores estádios do mundo na época. Foram disputadas 9 jogos no Monumental de Núñez, incluindo a abertura (1 de Junho, Alemanha Ocidental e Polônia, 0 a 0) e a Grande Final entre Argentina e Holanda, com vitória argentina por 3 a 1.
O estádio foi palco dos títulos do River Plate na Taça Libertadores da América, em 1986 e em 1996, ambos contra o América de Cali.
Em 29 de Novembro de 1986, o estádio recebeu o nome do ex-presidente Antonio Vespucio Liberti.

Alcunhas Los Millonarios ; La Banda Roja

Site

http://www.cariverplate.com