quarta-feira, 4 de março de 2009

Treze Futebol Clube

07 de Setembro de 1925, nasce o mais querido da Paraíba

(...)02 de Setembro daquele mesmo ano, em uma quinta-feira, à noite ocorreu uma reunião no clube dos comerciários, onde hoje está localizado o prédio da Associação Comercial, na avenida Floriano Peixoto. Naquela data Antonio Fernandes Bióca, que ficara entusiasmado com o grande número de interessados na proposta, marcara uma reunião formal para o dia 07 de Setembro, com o propósito de oficializar a criação de uma agremiação esportiva em Campina Grande.

Assim, no dia 07 de Setembro de 1925, às nove horas da manhã, compareceram à residência de Bióca, que ficava vizinho ao antigo cine Babilônia, José de Castro, José Eloy Junior, Amélio Leite, Plácido Véras, José Sodré, Zacarias Ribeiro, José Rodolfo, Olívio Barreto, José Casado, Alberto Santos, Osmindo Lima e Luiz Gomes. O anfitrião ficou desanimado com o baixo número de pessoas presentes, diante do público que vira na reunião anterior e pensou até em desistir da empreitada, mas mesmo com o reduzido número de participantes à reunião, a idéia de desistência não prosperou e passou-se a escolher o nome da nova agremiação esportiva, vários nomes surgiram, mais não se chegou a nenhum consenso, pois o intuito era criar algo novo e original, então essa escolha ficou para a próxima reunião, conforme ficou registrado na ata número 07, do Treze Futebol Clube, de 07/09/1925.

Entusiasmados diante da receptividade do público quanto à noticia de que um novo clube de futebol estava surgindo na cidade, os futuros atletas alvinegros marcaram uma segunda reunião, sob a coordenação de Bióca, que fora escolhido como presidente interino, sendo o assunto da pauta a escolha do nome da agremiação. Mais uma vez as idéias foram surgindo, mais nenhuma original, essa agremiação deveria ter um nome diferente de todas as outras já existentes.
Os pontos positivos deste encontro foram o acordo de que o nome do novo clube deveria ser algo original e a definição das cores, que também deveriam ser diferentes dos demais clubes, então Plácido sugeriu o preto-e-branco que para sua surpresa foi logo aceito por todos, quanto ao nome não se chegou a nenhum consenso novamente.

No dia 20 de outubro de 1925, novamente os treze desportistas estavam reunidos na casa de Bióca, discutindo um nome para o clube, que até então era apenas rotulado como uma “sociedade desportiva”, conforme observa a ata de número 03. Em certo instante José Casado levanta-se e conta o número de presentes à reunião e observou que eram treze componentes desde a primeira reunião, então sugeriu duas opções Treze SPORT CLUBE ou TREZE FUTEBOL CLUBE e como a atividade a ser desenvolvida seria o futebol, ficaram com a segunda opção. Nascia ali o mais querido da Paraíba.
Na manhã seguinte, quando a noticia se espalhou pela cidade à população ficou surpresa com a escolha do interessante nome para a agremiação que surgia, mas embora tendo nome exótico nome, o destino do “Galo da Borborema” (expressão de autoria do poeta Murilo Buarque, fazendo alusão ao número 13 no “jogo do bicho”) seria o de voar alto como as águias. Daí no primeiro jogo,o novo clube já contara com torcida junto ao campo de areia.

A História do Treze Futebol Clube – Cronologia

O Treze Futebol Clube surgiu do carinho e da paixão pelo futebol de treze desportistas. Alberto Santos, Osmindo Lima, Olívio Barreto, Zacarias Ribeiro, José Casado, Plácido Véras, José de Castro, José Eloy, José Rodolpho, José Sodré, Amélio Leite, Luiz Gomes e Antônio Bióca reuniram-se naquele dia, na residência do último, com o propósito de fundar uma sociedade esportiva.

O nome foi uma proposição de José Casado, fundamentada no número de sócios que haviam assinado a primeira ata. Já as cores foram propostas por Plácido Véras.
A história do Treze é grandiosa, não podendo ser resumida em poucas palavras. De modo detalhado, em 2006 lançamos o livro "Treze Futebol Clube: 80 anos de história". Contudo, neste espaço, para que o internauta tenha apenas uma idéia da importância do "Galo da Borborema" no cenário esportivo do Estado, faremos abaixo uma "Linha do Tempo", capaz de transmitir a magnitude da sua história:

•1925: No dia Sete de setembro, é fundada, na residência de Antônio Bióca, uma sociedade desportiva. O nome "Treze Futebol Clube", proposta de José Casado, somente foi adotado em 20 de outubro daquele ano.
•1926: no dia 1º de maio, o Treze faz o seu primeiro jogo, sendo o adversário o Palmeiras, desta cidade. Sai vencedor por 1 x 0, gol marcado por Plácido Véras, apelidado de "Guiné". Ainda este ano, já aparece na "Revista Fon Fon", de circulação nacional, no mês de setembro.
•1926 a 1929: Sagra-se tetracampeão do "Campeonato da Cidade".
•1930 a 1936: O Treze passa por uma crise interna. A diretoria, escolhida em 1930, resolve suspender as atividades do clube.
•1937: Tendo Bióca como líder, o Treze é reativado.
•1938: Início da construção do Estádio Presidente Vargas.
•1939: Participa, pela primeira vez, do "Campeonato da Capital" (atual Campeonato Estadual). Fica com o segundo lugar. Conquista o "Campeonato da Cidade"
•1940: Sagra-se campeão do Estado. O "Presidente Vargas" é inaugurado. Bicampeão da cidade.
•1941: Conquista o bicampeonato estadual. Outra vez é campeão da cidade
•1942 e 1943: sagra-se tetracampeão do "Campeonato da Cidade".
•1945: Conquista mais um "Campeonato da Cidade".
•1947: Campeão do "Torneio Quadrangular Capitão Renato Ribeiro de Moraes", em João Pessoa. Bicampeão do "Campeonato da Cidade".
•1948 e 1949: Tretacampeão do Campeonato da Cidade. É o primeiro clube paraibano a realizar uma viagem aérea para jogar em outro Estado. São construídas as primeiras arquibancadas do PV.
•1950: Implanta o profissionalismo. Sagra-se Campeão Estadual.
•1951: realiza o seu primeiro amistoso internacional, enfrentando o Vélez Sarsfield, da Argentina, quando perde por 3 x 2.
•1952: Lança a revista comemorativa do 27º aniversário, fato pioneiro no futebol paraibano. Concede o título de sócio-honorário ao compositor Ari Barroso.
•1953: Os atletas alvinegros, Marinho, Hercílio e Ruivo recebem o prêmio "Belfort Duarte", concedido aos atletas que disputassem 80 partidas sem receber qualquer punição.
•1954: Faz excursões por Bahia, Sergipe, Alagoas e Ceará.
•1955: Enfrenta diversos clubes cariocas, entre eles o Flamengo, quando perde por 1x0. É realizado o primeiro Treze x Campinense, posteriormente denominado de "Clássico dos Maiorais". Inaugura o Estádio Plínio Lemos, enfrentando o Bahia.
•1956: realiza outra excursão, desta vez para jogos no Piauí e no Ceará.
•1957: realiza amistosos contra clubes cariocas. É, mais uma vez, Campeão da Cidade.
•1958: É campeão do "Torneio JK". O Estádio Presidente Vargas recebe iluminação para jogos noturnos.
•1959: enfrenta clubes do Rio de Janeiro. Destaque para a vitória sobre o Bangu por 2 x 1. Tem início a construção da arquibancada geral do PV. É campeão do I Campeonato Misto de Profissionais.
•1960: outros amistosos contra times cariocas. Destaque para o empate contra o Vasco da Gama em 1 x 1.
•1961: Realiza o segundo amistoso internacional da sua história, empatando em 1 x 1 com o Dínamo de Bucarest. Conquista o "Torneio Pernambuco-Paraiba". Excursão pelos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas.
•1962: Inaugura as cabines de imprensa no Estádio Presidente Vargas, sendo obra pioneira nos estádios da Paraíba. Faz a excursão mais longa da sua história. Durante quase dois meses, atuou pelos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí e Ceará, vencendo 14 jogos, empatando 01 e perdendo 07. Depois de quatro anos, perde uma partida contra um clube da capital do Estado.
•1964: É o primeiro clube paraibano a jogar em Brasília, de onde regressou invicto.
•1966: Sagra-se campeão estadual, de forma invicta.
•1967: Disputa a "Taça Brasil". O atleta alvinegro Chicletes foi o artilheiro da competição, superando inclusive Pelé, aquela altura já o maior jogador do mundo.
•1968: Realiza vários amistosos internacionais. Inicialmente, contra a Argentina; depois, contra a Seleção da Romênia e, mais tarde, o Rampla Juniors do Uruguai. Contra a Romênia, o bicampeão mundial Garrincha atuou pelo Treze.
•1969: Nilton Santos, também bicampeão mundial, atua pelo Treze contra o Campo Grande do Rio de Janeiro.
•1970: o Treze recusou-se a disputar o campeonato estadual. Disputa vários amistosos interestaduais.
•1971: Empreende excursão pelo Ceará, Piauí e Maranhão, onde conquista o Torneio "Cidade de São Luís".
•1972: Ampliação do Estádio Presidente Vargas.
•1973: Grave acidente com a delegação do Treze, quando da volta de um jogo em Pernambuco. O atleta Josa perdeu as pernas, numa tragédia que chocou a Paraíba.
•1974: outro amistoso internacional, desta vez contra a seleção da Tanzânia.
•1975: Cinqüentenário do alvinegro. Amistoso contra o Internacional de Porto Alegre. O Treze inaugura os refletores do Estádio Amigão. O jogador João Paulo marca o primeiro gol noturno naquele estádio. Conquista do campeonato paraibano, dividido com o Botafogo.
•1976: Participação no Campeonato Nacional. Apresenta índice de público superior a cidades como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba. É campeão da Taça "Cidade de Campina Grande" (antigo "Campeonato da Cidade").
•1977: Nova participação no Campeonato Nacional, após seletiva com o Campinense. Destaque para o empate contra S.E. Palmeiras em 1 x 1. O nome do Treze passa, semanalmente, a ser citado pelo personagem "Meinha", de Chico Anísio, em programa da Rede Globo ("Tem nada não! Deixa eu ser contratado pelo Treze!"). É novamente campeão da Taça "Cidade de Campina Grande".
•1978: Recusa-se a disputar o campeonato estadual. Tricampeão da Taça "Cidade de Campina Grande". Sob o protesto da torcida, tem o seu nome mudado para Treze Athlético Paraibano. A canção "Galo da Borborema", de João Martinhs, é "adotada" como hino do clube. Tricampeão da Taça "Cidade de Campina Grande" .
•1979: Adelino, atleta alvinegro, iguala feito de Pelé, ao marcar oito gols em uma partida oficial, contra o Nacional de Cabedelo, que perde por 13 x 0 ! Conquista o tetracampeonato da Taça "Cidade de Campina Grande" e o Torneio Pentagonal "Cleto Marques"
•1980: Conquista o "Torneio Paraíba-Rio Grande do Norte".
•1981 a 1983: Tricampeão Paraibano. Em 1982 e 1983, conquista a Copa Paraíba. Em 1982, estabelece o recorde oficial do Estádio Amigão ao jogar contra o Flamengo: 41.149 pagantes. Neste mesmo ano, venceu o Botafogo do Rio em pleno estádio Caio Martins, por 3 x 1
•1984: nova participação no Campeonato Nacional. Empates contra o Corinthians Paulista, tanto em C. Grande quanto em São Paulo.
•1985: A FPF proclama Treze e Botafogo campeões estaduais, decisão até hoje discutida.
•1986: O Treze conquista o Módulo Amarelo do Torneio Paralelo da CBF, correspondente à atual Segunda Divisão. Vitórias sobre o Santos, em plena Vila Belmiro, e São Paulo, ambas por 1 x 0.
•1987: Bióca, um dos fundadores do alvinegro, é homenageado pela URSS.
•1988 e 1989: Bicampeão da Taça "Cidade de Campina Grande". Em 1989, conquista do Supercampeonato Estadual. Um temporal destrói as torres de iluminação do PV.
•1990 a 1994: O alvinegro passa por grave crise interna, culminando no seu rebaixamento à segunda divisão do campeonato estadual em 1994.
•1995: Disputa a segunda divisão do Campeonato Estadual. Ainda assim, apresenta média de público superior aos jogos da primeira divisão estadual.
•1996: Retorna à primeira divisão. Bióca e "Guiné" , sócios-fundadores remanescentes, partem para à eternidade.
•1997: começam os trabalhos para que o PV volte a ter iluminação para jogos noturnos.
•1998: Inauguração dos novos refletores do PV.
•1999: O Treze é a primeira equipe paraibana a passar para a segunda fase da Copa Brasil, após derrotar o Santa Cruz do Recife em pleno estádio do Arruda. Empata, por duas vezes, com o Corinthians Paulista, então campeão brasileiro, sendo eliminado somente nos pênaltis.
•2.000: Sagra-se campeão estadual, sendo o último do milênio.
•2001: conquista o bicampeonato paraibano.
•2002: Disputa a Copa do Brasil, sendo destaque a vitória sobre o São Paulo por 1 x 0.
•2004: Realiza boa campanha pela Série C.
•2005: Campeão paraibano. Alcança o 5º lugar na Copa do Brasil, eliminando equipes como o Coritiba e São Caetano.
•2006: Bicampeão estadual. Tem sua história contada no livro "Treze Futebol Clube: 80 anos de história".
•2007: Passa a segunda fase da Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Corinthians Paulista, que pela primeira vez consegue derrotá-lo durante o tempo normal de jogo.

Títulos

Campeão Paraibano
1940 / 1941 / 1950 / 1966 (Invicto) / 1975 / 1981 / 1982 / 1983 / 1985 / 1989 / 2000 / 2001 / 2005 / 2006.

Campeão do Módulo Amarelo do Torneio Paralelo da CBF (equivalente à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro) (1986)

Estádio

Estádio Presidente Vargas

Fundado em 17 de março de 1940 o Estádio Presidente Vargas é um dos orgulhos do torcedor Trezeano e um dos maiores patrimônios de um clube de Futebol da Paraiba.

Localizado no Bairro de São José, bairro próximo ao centro de Campina Grande, o Estádio abriga a maioria dos jogos do Treze Futebol Clube no campeonato paraibano e alguns jogos da série C do Campeonato Brasileiro.

Vem sofrendo manutenção constante e reformas em sua infra-estrutura para adequar melhor as instalações a nossa torcida, funcionários, imprensa e todos que ali estejam. A ampliação do número de espaços na arquibancada geral se faz necessário para que possamos ampliar os espaços e a receita com arrecadações com jogos. A Diretoria já iniciou estudos para a ampliação da arquibancada geral, em breve será lançada uma campanha para o erguimento desses espaços.

Capacidade do Estádio: 10.000 pessoas.

HINO OFICIAL DO TREZE FUTEBOL CLUBE
(João Martins e Naldo Aguiar)

Somos campeões
Da Paraíba somos o melhor
Somos campeões
Treze querido tu és o maior

Sua torcida é uma legião
E a cada dia sempre cresce mais
Somos campeões dos campeões
Dos campeonatos paraibanos e regionais

Treze, Treze
Tu és a alegria do povo
Treze, Treze
Tu és campeão de novo

És alvinegro o Galo da Borborema
De tantas glórias e tradições
Treze, Treze
Sou trezeano de coração

Mascote

O Treze Futebol Clube como todos conhecem é popularmente chamado de GALO DA BORBOREMA.
O mascote do Treze é representado por um galo, devido ao nome coincidir com o mesmo número do animal no "jogo do bicho", o 13. E BORBOREMA devido à localização geográfica de sua origem.

O mascote do maior adversário do Treze, o Campinense, é a raposa... esta charge mostra a rivalidade entre o Treze X Campinense, entre o GALO e a raposa, entre o "Clássico dos Maiorais".

Site

http://www.trezefc.com.br/