segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Guarani Futebol Clube

Antigamente, o futebol em Campinas era praticado no pátio do Gymnasio do Estado (atual Culto à Ciência).

Cerca de 25 times campineiros foram formados por estudantes, operários, e ferroviários durante os anos 1902 a 1911.

Em março de 1911, alguns adolescentes da classe baixa e média começaram a idealizar a fundação de mais um clube de futebol na cidade. Mas esse não haveria de ser apenas "mais um".

Os estudantes do Gymnasio, Pompeo de Vito, Vincenzo (Vicente) Matallo e seu primo Hernani Felippo Matallo, depois de uma reunião sobre a Praça Carlos Gomes, passaram a contatar amigos e parentes para que aderissem à nova agremiação.

Hoje a Praça Carlos Gomes é uma das mais belas praças públicas de Campinas, porém naquela época era um grande terreno com grama, cercado de palmeiras imperiais.

Os jovens invadiam a praça para jogarem futebol. O nome Carlos Gomes, dado à praça, foi uma homenagem da cidade ao grande maestro e compositor campineiro Antônio Carlos Gomes (11/07/1836 - 16/09/1896), autor de óperas internacionalmente conhecidas, como f osca, il condor, salvador rosa, lo schiavo e il guarany, entre outras. Il guarany obra mais famosa do compositor, foi baseada num romance homônimo escrito por José de Alencar, que narrava a estória de um índio da nação Guarany que se apaixona pela filha de um fidalgo colonizador.

Em 1º de abril de 1911 ocorreu a reunião da fundação, no qual compareceram doze jovens, sendo que dois eram italianos: Vicente Matallo (18 anos) e Antonio de Lucca (16). Outros eram filhos de imigrantes italianos: Pompeo de Vito (15 anos), seu irmão Romeo Antonio de Vito (16), Angelo Panattoni (16), José Trani (16), Luiz Bertoni (19), José Giardini (18), Miguel Grecco (17), Julio Palmieri (16) e Hernani Felippo Matallo (16). E Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18) era o único de família oriunda da Alemanha.

Depois de muita discussão em relação ao nome do clube, foi aprovada a proposta de José Trani de “Guarany Foot-Ball Club”, em homenagem à obra mais conhecida do maestro Carlos Gomes, que dava nome à praça onde se reuniam anteriormente. E as cores do time foram compostas pelo verde e branco, que fazem alusão à luz do ia que os iluminava e ao gramado sobre o qual se sentavam, sendo sugestão de Romeo de Vito. E estabeleceu se também uma mensalidade de 500 réis.

Alias, foi eleita uma diretoria provisória, com Vicente Matallo como Presidente do clube.

Porém havia um detalhe aquele dia era conhecido como "dia da mentira", e para evitar gozações futuras, decidiram que o clube passaria a existir a partir do dia seguinte, ficando estabelecida à data de fundação como 02 de abril de 1911.

Uma nova reunião foi realizada em 09 de abril para instalação definitiva da associação. O número de adeptos crescera rapidamente. O local já era uma ampla sala no centro da cidade, cedida pela Sociedade Recreativa 7 de Setembro, e ali compareceram ao menos 21 pessoas. Procedeu-se, então, à eleição de uma diretoria definitiva, com mandato de um ano, e Vicente Matallo foi ratificado como o primeiro presidente do Clube. Os demais cargos foram assim preenchidos: Vice-Presidente: Adalberto Sarmento; 1º Secretário: Raphael Iório; 2º Secretário: Paulino Montandon; Tesoureiro: Pompeo de Vito; 1º Capitão: Luiz Bertoni; 2º Capitão: Francisco Oliveira; 1º Fiscal de Bola: Antonio de Lucca; 2º Fiscal de Bola: José Trani; e Procurador: Aurélio Rovere.

Em poucas semanas foram elaborados os primeiros estatutos. E ao mesmo tempo, outro grupo conseguia junto a prefeitura municipal à concessão de uso de um terreno de terra batida, na confluência das ruas Francisco Theodoro e Dr. Salles de Oliveira, no bairro Villa Industrial. Ali se instalou o primeiro campo para treinos e jogos, confeccionando-se as traves com bambus. No dia 23 de abril de 1911 realizava-se, no chamado Ground da Villa Industrial, o primeiro treino entre dois times formados por associados do Guarani.

O primeiro jogo

O primeiro jogo do Guarani ocorreu em 18 de junho de 1911 contra o Sport Club 15 de Novembro que conquistou a vitória por 3 a 0. No entanto, a perda abalou o ânimo da nova agremiação. Mas a tão aguardada vitória viria na partida seguinte, em 16 de julho de 1911, contra o Corinthians Foot-Ball Club, de Campinas que perdeu por 2 a 0 para o Guarani, que foi a campo com: Oliveira, Bertoni e Gonçalo; Marotta, Nick e Panattoni; Miguel, Trani, Fritz, Romeo e Grecco.

Os primeiros títulos

Antes da fundação do Guarani, Campinas só tivera um único Campeonato Municipal oficial em 1907, sendo a Associação Athletica Campineira a campeã. Em 1912, porém, seis clubes se uniram e formaram a denominada Liga Operária de Foot-Ball Campineira, promovendo então o segundo Campeonato Campineiro da história, e então, o jovem Guarani se tornou o Vice-Campeão, conquistando seu primeiro troféu - uma estatueta de bronze.

Com passar dos anos o Guarani foi se estruturando e fazendo amistosos contra os principais clubes da capital e de todo o estado. Conseguiu ótimos resultados e se tornou muito conhecido e temido pelos adversários. Em 1916 criaram uma nova liga, denominada como Associação Campineira de Foot-Ball, que organizou um novo Campeonato Campineiro. O Guarani apenas ratificou em campo a superioridade que já havia alcançado ante os demais, levantando seu primeiro título de Campeão Campineiro Invicto.

Porém, em 1918 o Guarani não levou a sério o Campeonato Campineiro e viu o White Team, reforçado por jogadores da capital conquistar o quarto torneio municipal da história. E em 1919 e 1920, não deixou dúvidas sobre sua superioridade de Bicampeão Invicto.

Na década de 20, praticamente sem adversários à altura na região, o Guarani disputou alguns Campeonatos Amadores do Interior, organizados pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

Foi Campeão Regional em 1926 e incluído na Divisão Principal do Campeonato Paulista da APEA em 1927 até 1931, sempre com honrosas classificações.

No entanto, em 1932, não concordando com a proposta de profissionalização do Campeonato Paulista, efetivada no ano seguinte, decidiu voltar a disputar as competições amadoras do município e do interior. Foi Campeão Regional ("Série Campineira") de 1932, sem perder um único ponto sequer.

Nos outros anos sofreram então alguns tropeços, como em 1934 quando perdeu o título municipal numa "melhor de três" para o Campinas FC.

A definitiva Liga Campineira de Futebol, em 1935, surgia assumindo o controle do desunido futebol local. E voltaram os Campeonatos Campineiros e o Bugre ficou com o título de Bicampeão de 1938 e 1939. Logo depois, o título inédito de Tricampeão de 1941, 1942 e 1943.

Os Campeonatos Amadores do Interior retornaram em 1942, e agora o Guarani organizava a Federação Paulista de Futebol onde conquistaram o vice em 1943, e finalmente conquista em 1944 o Campeonato do Interior.

Medindo forças com os amadores da S.E. Palmeiras, campeões da capital, o Bugre conquistou seu principal título até então: Campeão Amador do Estado de 1944. Pela primeira vez um clube do interior conseguia esse feito. Na seqüência, o Guarani foi Bicampeão Campineiro de 1945 e 1946 e o Vice-Campeonato Amador do Interior em 1946.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa fez em 1947 uma reviravolta no futebol paulista, implantando o profissionalismo no interior. O Guarani foi um dos primeiros a aderir à iniciativa. Disputou o Campeonato Profissional do Interior de 1947 e a 2ª Divisão de Profissionais de 1948, conquistada pelo XV de Novembro de Piracicaba. Em sua segunda oportunidade, não deixou escapar o título de Campeão da 2ª Divisão de 1949, voltando ao grupo de elite do futebol paulista.

O primeiro estádio

O Guarani utilizou por mais de dois anos o Ground da Villa Industrial. No ano de 1913, começou a alugar junto ao S.C. Commercial um campo de futebol situado no bairro Guanabara, popularmente conhecido como Ground do Guanabara.

Pouco tempo depois, o Commercial encerrou suas atividades e o Guarani obteve uma permissão de uso gratuito junto à proprietária do terreno, a Sra. Isolethe Augusta de Souza Aranha, de família tradicional e tia de um dos pioneiros do Clube, Egydio de Souza Aranha.

Após infrutíferas negociações do Presidente Carmine Alberti com a Prefeitura Municipal, na tentativa de receber em doação um espaço de terra onde pudesse construir um estádio, decidiu reunir esforços para a compra daquela área do bairro Guanabara. Sendo assim, Egydio de Souza Aranha teve papel importantíssimo na história do Guarani, pois conseguiu convencer a tia a vender o terreno, de cerca de 20 mil metros quadrados, a um preço irrisório de 900 réis o metro.

Logo foi nomeada uma "Comissão Pró-Estádio", presidida por João Pereira Ribeiro, e que fizeram todos os tipos de promoções para a arrecadação de fundos. Finalmente, em 15 de julho de 1923, foi inaugurado o primeiro estádio de futebol chamado de: "Estádio do Guarany".

Para a partida de inauguração foi convidado o grande Club Athletico Paulistano ( o principal clube do futebol paulista na fase amadora), com Friedenreich e muito mais. E a vitória desse evento foi ao Guarani, com um gol marcado por Zéquinha a quatro minutos do final da partida. A torcida campineira estendeu para as ruas a comemoração pelo triunfo e pela inauguração do estádio que assegurava ao clube, já em 1923, uma colocação entre os de melhor estrutura de todo o estado.

A escalação do Guarani na histórica partida: Pacheco, Joca e Tavares; Deputado, Juca e Joaquim; Miguel, Zéquinha, Barbanera, Nerino e Pilla.

O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende passou por várias reformas e ampliações, servindo ao clube até 1953. Nele o Guarani recepcionou alguns dos maiores times do país, tendo ali mandado seus jogos pelos Campeonatos Paulistas de 1927; 1928; 1929; 1930; 1931; 1950; 1951 e 1952.

Estádio Brinco de Ouro da Princesa

Com a chegada do profissionalismo ao interior, em 1947, o Guarani passou a ter um sério problema. O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende já não comportava o Clube, e a Federação Paulista de Futebol prometia criar a "Divisão de Acesso", dando chances aos principais clubes do interior a ingressar em seu Campeonato Paulista e todos tinham certeza de que o Bugre logo aproveitaria essa oportunidade. Neste caso, criaram uma Comissão liderada por Antonio Carlos Bastos para estudar as alternativas possíveis. Depois de polêmica foram descartadas as possibilidades de nova reforma ou ampliação do antigo estádio. O Guarani precisava partir para uma área maior, ainda que não tão próxima ao centro da cidade.

Surgiu então a Sociedade de Imóveis e de Administração Ltda., que propôs a troca do terreno do bairro Guanabara por uma área de 50.400 m2 na chamada Baixada do Proença, pagando ainda ao Clube, em parcelas, 2 milhões de cruzeiros. Faria também a sondagem e a terraplenagem do novo terreno. Negócio fechado!

Enquanto a equipe de futebol disputava a Divisão de Acesso de 1948, a Comissão Pró-Estádio, e o arquiteto Ícaro de Castro Melo desenvolviam seus estudos. O clube conseguiu junto à Imobiliária Paraíso a doação de uma área de 19.405 m2, anexa à negociada, e o Sr. Arlindo de Souza Lemos doou mais 2.920 m2. Definiu-se que no projeto original o estádio teria capacidade para 29.000 pessoas e seria construído em etapas.

Por que "Brinco de Ouro da Princesa?”.

O jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava na redação do jornal Correio Popular, uma foto da maquete do novo estádio do Guarani, em 12 de julho de 1948, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Ao receber a foto, com a forma bem circular do belo estádio, ele pensou em um brinco. Como a cidade de Campinas era conhecida como "A Princesa D'Oeste", a chamada do dia seguinte era : BRINCO DE OURO PARA A "PRINCESA". Dessa forma, a própria população passou a chamar o estádio de "Brinco de Ouro" e "Brinco da Princesa". Mas Brinco de Ouro da Princesa se tornou o nome oficial.

No início de 1950 o Guarani chegava à 1ª Divisão do futebol paulista. Em 1953 decidiram inaugurá-lo mesmo sem as cabeceiras, improvisando-se ali arquibancadas feitas de madeira. Na tarde de 31 de maio de 1953 adentravam ao gramado do "Brinco de Ouro" as equipes do Guarani e da S.E. Palmeiras, especialmente convidada para a inauguração. Num dia de muita chuva, o Guarani venceu por 3 a 1, cabendo a Nilo, meia-direita do Bugre, a marcação do primeiro gol, aos 44 minutos, cobrando falta no atual gol de entrada.

Completaram Dido e Augusto, no 2º tempo. Parte da cerimônia de inauguração acabou sendo adiada devido à chuva, e para a segunda partida festiva o Guarani perdeu por de 1 a 0 para o Fluminense F.C. (Rio de Janeiro), realizada em 04 de junho de 1953.

O projeto original do estádio foi alterado com o passar dos anos, sendo possível ainda à construção de um segundo anel em toda a sua extensão. Seu recorde de público chegou a 52.002 pagantes no jogo Guarani contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 1982, mas sua capacidade, pelas novas normas de dimensionamento, está hoje oficialmente reduzida para 40.086 pessoas. Atualmente a área total do clube, anexa ao Estádio, é de quase 130.000 m2, onde mais de 15.000 associados praticam dezenas de modalidades esportivas e desfrutam de um parque aquático invejável, praticamente no coração de Campinas.

Graças à estrutura criada, a equipe passou a se destacar nos campeonatos profissionais. Em 1954, cedeu o primeiro jogador para uma Seleção Brasileira de Futebol, Fifi, que participou do Campeonato Sul-Americano Juvenil. Em 1963, o Guarani teve pela primeira vez atletas convocados para uma Seleção Principal: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Campeonato Sul-Americano daquele ano. Os primeiros troféus da era profissional também surgiram naqueles anos: os Torneios-Inícios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956, a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva, em 1970, e a Taça Almirante Heleno Nunes (referente à conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista), em 1976.

O auge dessa evolução seria marcado pelo inédito campeonato nacional, conquistado em 1978 com uma equipe na qual destacavam-se Careca, Zenon, Renato "Pé Murcho" e o treinador Carlos Alberto Silva. Até hoje, o Guarani é o único do interior a ter conquistado o título da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, tendo sido ainda vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, quando perdeu a final para o América (RJ), no Maracanã, por 2 a 1.

O centroavante Careca defendeu o clube de 1976 a 1982 e foi o maior artilheiro da história do Guarani, marcando 109 gols nesses seis anos. Um deles o da decisão do Nacional de 1978, na histórica final contra o Palmeiras, em que o Bugre triunfou por 1 a 0.

Oito anos depois, a chance do bicampeonato. Porém, em uma final emocionante com o São Paulo, a equipe do Brinco de Ouro amargou o vice-campeonato nacional após disputa por pênaltis. Por ironia, o “carrasco” daquela decisão foi justamente Careca, que na época defendia o Tricolor paulista e brilhou com a camisa são-paulina na decisão.

Posteriormente, o clube chegou à final do Campeonato Paulista de 1988, contando com jogadores como o meia Neto. Na ocasião, perdeu para o Corinthians a decisão.

Nos anos 1990, o Guarani continuou montando bons times, com atletas como Djalminha, ex-Flamengo, e Amoroso, formado nas categorias do clube. Amoroso, inclusive, foi Bola de Ouro no Campeonato Brasileiro de 1994. Ainda brilharam pelo clube os atacantes Luizão e Dinei.

Depois de vendidos esses jogadores, o Guarani passou a sofrer com problemas de má administração. No século 21, acumulou rebaixamentos tanto no Brasileiro quanto no Paulista. Agora, tenta se reerguer, estando já na elite do futebol estadual. Contudo, inicia o ano de 2008 na Série C do Nacional.

Campeão Brasileiro 1978

Um time técnico, que foi melhorando de produção durante o transcorrer do Campeonato, que começou a disputa sendo derrotado na estréia em casa para o Vasco da Gama por 3 a 1 e depois só perdeu mais uma vez na 1.a fase, para o Volta Redonda, fora de casa, por 2 a 0. Aplicou duas goleadas em casa, contra o Confiança por 5 a 0 e para o Itabuna da Bahia por 7 a 0 e entre esses dois jogos venceu a Ponte Preta também em casa por 2 a 1. Encerrando a fase em 5.o colocado no grupo, com 16 pontos, cinco vitórias (nenhuma fora de casa), quatro empates (todos fora) e apenas duas derrotas.

Na 2.a fase o time teve mais dificuldades, após a primeira vitória fora de casa para o Brasília por 3 a 0, sofreu uma incrível goleada, logo no 3.o jogo, para o Remo por 5 a 1, fora de casa, em uma tarde inspirada de Bira, mas superou um início de crise vencendo bem o Caxias por 3 a 0 no Brinco de Ouro, e só perdendo mais um jogo nessa fase para a Portuguesa por 2 a 0 fora de casa, fechando sua pior fase com três vitórias, três empates e duas derrotas, ficando em 4.o colocado no seu grupo.

No 1.o turno da fase final o time explodiu, vencendo logo de cara o Internacional, em Porto Alegre por 3 a 0 e faturando 3 pontos, no segundo jogo um empate com o Goiás em 1 a 1, fora de casa, e depois quatro jogos sucessivos no Brinco de Ouro e quatro vitórias, viajando depois para o Paraná, já classificado, para mais uma vitória contra o Londrina por 1 a 0, terminando o 1.o turno da fase final como 1.o colocado do seu grupo com 15 pontos.

Começa o 2.o turno da fase final contra o Sport que acabou o 1.o turno da fase final em 2.o lugar no seu grupo, com o mesmo número de pontos que a Ponte Preta, mas se classificou por ter quatro vitórias, duas a mais que a Ponte. No primeiro jogo em Recife, Zenon abre o placar cobrando penâlti aos 19 min. Do 1.o tempo, aos 30 min. Do 2.o tempo Neneca despacha para a frente a bola cruza o meio campo, a bola pinga pela 1.a vez no campo de ataque e pela 2.a vez já no interior da área do Sport, antes de pingar pela 3.a vez Capitão alcança e com um toque da um chapéu no zagueiro do Sport, com mais um toque tira do mesmo zagueiro e ajeita para chutar na saída do goleiro Gilberto do Sport fazendo 2 a 0 para o Guarani. No segundo jogo, em Campinas, o Bugre não toma conhecimento do adversário, logo aos 10 min. Do 1.o tempo Zenon toca para Zé Carlos que toca para Miranda que estava penetrando pelo meio da zaga do Sport e com apenas um toque fica na cara do goleiro do Sport só tocando na saída do goleiro para marcar 1 a 0. No início do 2.o tempo Mauro pela direita faz a volta no lateral esquerdo do Sport, vai para a linha de fundo e perto do pau de escanteio cruza para a área, Careca divide com o goleiro e mais dois zagueiros do Sport, a bola sobra na direita para Capitão chutar cruzado e marcar o 2.o , 10 minutos depois Renato sai jogando e lança Capitão que entrando pelo meio da um toque e encobre o goleiro do Sport marcando o 3.o, já quase no final Renato vêm conduzindo pelo meio de campo, e mesmo levando falta, toca para Careca na direita que penetrando devolve no meio da pequena área para Renato tocar e fazer o 4.o gol do Bugre.

O jogo termina com o Guarani goleando por 4 a 0, com direito a invasão de campo pela torcida, para a comemoração, era o Bugre classificado, tendo que enfrentar o Vasco da Gama, do almirante Heleno Nunes, presidente da CBD e que tinha a vantagem, com 50 pontos contra os 46, do Guarani.

Em Campinas, o Vasco da Gama bastante desfalcado, sem quatro titulares, se planta na defesa, aos 48 min. do 1.o tempo Bozó cruza, Orlando tenta cortar e acaba marcando contra, no início do 2.o tempo Zenon lança Capitão que penetra e cruza para Renato, que entra pelo meio, tocar no canto de Mazaropi, com calma o Guarani vence por 2 a 0. No Maracanã, cerca de 3 mil torcedores do Guarani estão presentes, para um público de 101 mil pagantes, o Guarani faz um gol logo no começo, Neneca despacha, a bola cruza o meio campo, Marco Antônio cabeçea, a bola bate nas costas de Careca e sobra para Renato, que avança e toca entre Guina e Marco Antônio para Bozó, que deixa de calcanhar para Careca, que com um toque sai do marcador e o deixa no chão, com outro toque sai de Orlando, Careca vai chutar mas no último instante troca de pé e ajeita para Zenon que vem de traz acertar um tirombaço de fora da área no ângulo de Mazaropi; terminando o primeiro tempo em vantagem, no segundo tempo aos 20 min. Zenon de novo, cobrando falta, no ângulo, sem defesa, fazia o segundo; aos 37 min. Dirceu diminui para o Vasco. Terminado o jogo, o Guarani está na final.

O primeiro jogo da final contra o Palmeiras acontece no Morumbi, com um público de 99.829 pagantes, segundo os jornais de Campinas, saíram 343 ônibus da cidade mais um grande número de carros particulares rumo ao Morumbi, juntando-se a um grande número de torcedores na Capital, foi um jogo nervoso com seis cartões amarelos, entre eles Zenon que tomou o 3.o da série e ficava de fora da decisão e a expulsão de Leão aos 25 min. do segundo tempo após uma agressão em Careca, que resultou em pênalti, como o Palmeiras já tinha feito as duas substituições permitidas na época, Escurinho que tinha entrado no lugar de Sílvio vai para o gol, Zenon cobra o pênalti rasteiro no canto direito convertendo aos 31 min. do segundo tempo, terminando o jogo com o Placar de 1 a 0 para o Bugre.

Final de Campeonato no Brinco de Ouro em Campinas, dia 13 de agosto de 1978, no final do 1.o tempo, depois que Gomes atrasa uma bola para Neneca, o goleiro bate a bola no interior da área e despacha para a frente, a bola resvala na cabeça de Capitão e vai para o interior da área do Palmeiras seguida por Beto Fuscão e Careca, o centroavante do Guarani consegue com um toque roubar a bola que vai na esquerda para Bozó, que fecha e chuta, Gilmar rebate com o pé esquerdo, Careca entra certeiro, chuta rasteiro no canto direito de Gilmar, marcando 1 a 0 para o Guarani aos 37 min. do 1.o tempo.
Terminando o jogo o Guarani Futebol Clube, do técnico Carlos Alberto Silva, é Campeão Brasileiro de 1978, uma façanha inédita no nosso futebol. Pela 1.a vez um time do interior conquista este título.
Zenon e Careca foram os artilheiros do time com 13 gols, num time onde só Neneca, Edson e Zé Carlos não marcaram gol. Os artilheiros do Campeonato foram Paulinho do Vasco com 19 gols, Toninho do Palmeiras com 18 e Dé do Botafogo-RJ com 16 gols.

Foi um time essencialmente competitivo, solidário em campo sem se descaracterizar tecnicamente, sem que seus jogadores perdessem a liberdade de criação e de movimentação em campo, conseguindo sucesso pela livre ação dos seus jogadores em campo, mostrando um grande futebol. Teoricamente o time jogava num 4-3-3, mas era difícil perceber essa esquematização, com um entendimento muito bom no meio campo, com Zé Carlos e Zenon sempre se revezando em suas funções, sendo as vezes difícil dizer quem era o volante e quem era o armador, mudando de posição de acordo com a marcação e o esquema do adversário, as vezes o time jogava num 4-2-4 diferente do esquema clássico pela mobilidade do time, com uma linha de quatro zagueiros, Zé Carlos e Zenon no meio campo, e quatro atacantes, com Renato voltando para buscar jogo, os pontas Capitão e Bozó também se empregavam no combate.

Participaram da Conquista do Título:
Ricardo Chuffi - Presidente,Carlos Alberto Silva - Técnico,Hélio Maffia - Preparador Físico e todos os demais membros da Comissão Técnica.

Os jogadores: Neneca, Mauro, Gomes, Édson, Miranda, Zé Carlos, Renato, Zenon, Capitão, Careca, Bozó, João Roberto, Odair, Silveira, Alexandre, Tadeu, Manguinha, João Carlos, Claudinho, Gersinho, Adriano, Antônio Carlos, Macedo e Cuca.

Derby Campineiro

Derby Campineiro é o nome dado aos confrontos entre Ponte Preta, x Guarani maior clássico da cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, que ocorre desde 1911 ( Ponte 1 a 0, gol de Lopes ), podendo-se afirmar, que trata-se do maior clássico do interior do Brasil, dado a rica história destes 2 clubes e do próprio clássico em particular, cujo equilíbrio é a principal característica .

O quarto Derby, em 28 de Agosto de 1914, um amistoso realizado no campo do Sousas, trouxe a certeza de que este clássico teria uma rivalidade muito significatica, pois após a vitória do Guarani por 2 a 0, uma briga de grandes proporções tomou as ruas da então pacata cidade de Campinas .

Se o Guarani tem partipações mais relevantes a nível nacional, com seus dois títulos brasileiros (um da Série A em 1978, um da Série B em 1981 e dois vices da Série A em 1986 e 1987), a Ponte Preta tem participações mais relevantes a nível estadual, com 5 vice-campeonatos paulistas (1970, 1977, 1979, 1981 e 2008), contra um do Guarani (1988) .

Em 26 de Setembro de 1948, no primeiro Derby do atual Estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta, o Guarani venceu por 1 a 0 .

Em 7 de Junho de 1953, no primeiro Derby do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, a Ponte Preta venceu por 3 a 0 .

Escudos

O primeiro distintivo em camisas foi utilizado em 1916. Um "G" bordado e aplicado sobre um escudo de forma bem diferente da atual. Em 1923, quando da inauguração do primeiro Estádio, o Guarani apresentou seu novo distintivo, com o GFC surgindo pela primeira vez nas camisas. De 1927 a 1930 o Guarani disputou o Campeonato Paulista com camisas brancas e o "GFC" bordado e inserido num círculo verde. Na década de 30, entrava em cena o distintivo completo, já muito próximo ao atual. O Bugre voltou de 1938 a 1942 a utilizar um escudo com forma similar à do primeiro. Em seu centro apenas o "GFC" inserido num círculo. Nesse período alternava seu uso com o distintivo anterior. A volta da camisa inteiramente verde na década de 40 trouxe um escudo mais simples: um G “oval” inserido num círculo. Os anos 50 arredondaram o "G", que se tornou uma marca tradicional do Guarani até 1980. Em 1981 o Clube passou a adotar novamente o escudo completo em sua camisa. Alternava-se apenas o fundo branco ou o fundo verde. Além disso, estatutariamente a bandeira do Clube é verde com o escudo desenhado em traços e letras brancos.

Títulos

Campeonato Brasileiro: 1978.
Campeonato Brasileiro Série B: 1981.
Campeão Paulista do Interior: 2 vezes (1944 e 1949).
Campeonato Paulista - Série A2: 1949.

Hino
(Oswaldo Guilherme)

Eu levo sempre comigo
Em todo campo que eu for
A bandeira do verde e branco
Símbolo do torcedor
Brinco de Ouro, a nossa taba
Construída com devoção
Nossa família bugrina
Tem raça e tradição
Avante, avante meu Bugre
Com fibra e destemor
A cada nova jornada
Guarani é mais amor
Avante, avante meu Bugre
Que nós vibramos por ti
Na vitória ou na derrota,
Hoje e sempre Guarani

Mascote
O Bugre, mascote do Guarani, surgiu como homenagem ao filho da terra, o compositor Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarany”, um enorme sucesso em 1911, ano da fundação do clube de Campinas.A figura do indiozinho nada mais é do que uma representação dos homens que formavam a tribo dos Guaranis conhecidos por sua grande coragem e espírito de luta, características que o clube carrega ao longo de sua existência.




site : http://www.guaranifc.com.br/