segunda-feira, 4 de abril de 2011

Club Social y Deportivo Colo-Colo

Fundado em 19 de Abril de 1925, na cidade de Santiago do Chile por David Arellano, que seria um de seus grandes jogadores, primeiro capitão da equipe e líder indiscutível. As cores escolhidas para esse então novo clube foram o branco, que simboliza a pureza, e o preto que representa a seriedade. O nome é uma homenagem ao cacique Colo-Colo, herói indígena da tribo Mapuche na luta contra os espanhóis durante o século XVI e que era conhecido por sua grande inteligência. Seu símbolo é a figura de um índio.

O Colo-Colo venceu seu primeiro campeonato em 1926 apresentando uma verdadeira revolução para o futebol chileno: o chamado estilo de jogo "uruguaio" ou "científico", com passes rasteiros e jogadas ensaiadas e que surpreendia seus adversários. Além disso, foi a primeira equipe do país a ter treinamentos pré-estabelecidos para uma semana inteira. Foi o primeiro time do futebol chileno a ter um comportamento profissional. Com tudo isso, não foi difícil vencer seu primeiro campeonato e de forma invicta. Nesse mesmo ano, fez uma excursão ao sul do país, o que aumentou sua popularidade.

David Arellano foi o artilheiro do campeonato Sulamericano de Santiago e o Colo-Colo embarcou em uma turnê para a Europa tornando-se o primeiro clube chileno a pisar em solo europeu. Os países europeus visitados foram Espanha e Portugal. Além da Europa, foram também visitados México, Cuba, Uruguai e Argentina. O Colo-Colo consegue grandes e expressivos resultados e se transforma no clube chileno por excelência. Porém uma tragédia iria se abater sobre o clube: em 3 de maio de 1927, David Arellano morre de peritonite devido a um golpe que havia recebido no dia anterior em um jogo diante do Real Valladolid. A morte do fundador, capitão da equipe e ídolo comove a todos e faz aumentar o número de admiradores do clube. Desde então, o Colo-Colo tem uma faixa negra sobre seu escudo em sinal de luto e para recordar eternamente a tragédia de seu grande jogador.
Após a excursão à Europa, o Colo-Colo torna-se indiscutivelmente o clube mais popular e importante do país. Porém, após o sucesso e a fama repentina, o clube passa por um período de crise econômica, o que seria uma constante na sua história e faria minguar os títulos.

O Colo-Colo foi um dos responsáveis para que se criasse definitivamente um campeonato profissional no Chile, que começou em 1933. Porém, ainda sob os efeitos da crise econômica, o time não foi bem. O primeiro título profissional veio somente em 1937, mas, em compensação, veio de forma espetacular: campeão invicto. O segundo título veio em 1939 e ainda teve o artilheiro do campeonato, o atacante Alfonso Domínguez, com 32 gols em 24 jogos.
Em 1941, o Colo-Colo consegue seu terceiro título e, novamente, de forma invicta. Dirigidos pelo técnico húngaro Francisco Platko, "Los Albos" ("Os Brancos", em espanhol) se utilizaram em seu sistema de jogo uma tática até então desconhecida e que se tornaria famosa: o WM.
O Colo-Colo voltaria a vencer os campeonatos de 1944 e 1947 sendo que este último seria de grande transcendência, já que serviu de base para que o clube organizasse, em 1948, o Campeonato Sul-Americano de Campeões, que contou com as melhores equipes da América do Sul daquela época: o River Plate, da Argentina; o Vasco da Gama (que seria o campeão), do Brasil; o Nacional, do Uruguai; o Litoral, da Bolívia; o Municipal, do Peru; o Emelec, do Equador.
Vieram anos de "vacas magras", mas, em 1953, uma nova revolução foi liderada pelo Colo-Colo, comparada a de Arellano em 1925 e Platko em 1941. Esse ano marcou a chegada ao clube dos irmão Ted e Jorge Robledo, provenientes do time do Newcastle, da Inglaterra, aonde haviam sido campeões em 1952. Chilenos de nascimento, sua chegada ao clube marcou uma nova era, com um novo estilo de jogo, maior profissionalismo, além de um aumento enorme de espectadores aos estádios. Com Jorge Robledo à frente, o Colo-Colo venceria os campeonatos nacionais de 1953 e 1956.
O Colo-Colo só voltaria a vencer o campeonato nacional em 1960. Em 1963, voltaria a ser campeão com uma linha de ataque que fez história marcando o incrível número de 103 gols, um feito ainda não igualado e, de quebra, ainda teve o artilheiro do campeonato, o atacante Luis Hernán Álvarez, com 37 gols, uma marca que também perdura. Nesse mesmo ano, termina uma tradição que vinha desde 1944: a "chilenização" da equipe. Até então, no Colo-Colo só atuavam jogadores chilenos, a ponto do time chamar orgulhosamente a si mesmo de "a equipe do Chile".
Os anos que se seguiram foram dos mais negros para "El Cacique" ("O Cacique", em espanhol). Além de sete anos sem títulos, houve uma crise institucional que culminou com uma intervenção no clube em 1968. Esse período negro só terminou com a conquista do campeonato de 1970, com uma heróica vitória contra o time do Unión Española por 2x1, com um gol do brasileiro Elson Beyruth.
Em 1972, a torcida "colocolina" voltou a celebrar. Sob o comando do técnico Luis Álamos, a classe em campo de Francisco Valdés, a explosão de Carlos Caszely no ataque e outros nomes de igual quilate, o Colo-Colo era uma equipe que dava espetáculo toda a semana, chegando a estabelecer um recorde de média de público de 40.000 pessoas por partida. Esse quadro seria a base do time que chegaria pela primeira vez a uma final de Copa Libertadores da América em 1973 contra o Independiente, da Argentina, que seria o campeão daquele ano. Foi a primeira vez que uma equipe chilena chegava à final de um torneio internacional. O Colo-Colo também foi a base da seleção chilena de futebol que disputaria a Copa do Mundo de 1974.
Vieram mais sete anos sem nenhuma conquista agravada com outra intervenção no clube que pretendia realizar um "futebol-empresa" com resultados nefastos. Essa má fase só terminou com as conquistas dos campeonatos de 1979, 1981 e 1983.
Em 1986, um novo grupo de dirigentes assume a direção do clube levando novos conceitos empresariais. Sob a direção do técnico Arturo Salah, o Colo-Colo conquista o título daquele ano. Em 1989, é inaugurado o estádio Monumental David Arellano. O novo estádio traz sorte, pois "Los Albos" conquistam o campeonato daquele ano, também sob a direção de Salah.
Assume a direção técnica da equipe o croata Mirko Jozic trazendo profundas mudanças para "El Cacique": é adotado um sistema de jogo europeu, com marcação homem-a-homem, com uma dinâmica acima da média. Com esse sistema de jogo e contando com talentos como Lizardo Garrido, o Colo-Colo pela primeira vez conquista um tricampeonato nacional (os títulos de 1990 e 1991 somados ao de 1989) e, principalmente, conquista também pela primeira vez a Copa Libertadores da América em partidas memoráveis contra gigantes do futebol sul-americano como o Nacional, do Uruguai; o Boca Juniors, da Argentina e o Olimpia, do Paraguai, com quem fez a grande final. Em 5 de junho de 1991, o Colo-Colo conquista o tão ambicionado título continental. Porém, na disputa do Mundial Interclubes, não é tão feliz e é derrotado pela a equipe do Estrela Vermelha da então Iugoslávia.
A chamada "era Jozik" terminaria de forma triunfal com mais dois títulos internacionais e um nacional: o Colo-Colo conquista a Recopa Sul-Americana contra o Cruzeiro, do Brasil; a Copa Interamericana contra o Puebla, do México e, por fim, o campeonato chileno de 1993.
Após os triunfos internacionais, veio um período de instabilidade devido a uma crise gerada por disputas internas pela presidência da instituição e uma dívida financeira que crescia perigosamente. Porém, a contratação do técnico paraguaio Gustavo Benítez, em 1995, fez com que o Colo-Colo conquistasse aquele que a torcida considera como o seu segundo tricampeonato: os títulos de 1996, 1997 (torneio Clausura) e 1998.
A saída inesperada de Benítez foi o início de uma crise sem par com compromissos financeiros insustentáveis e que culminou com a quebra do clube determinado pela justiça chilena em 2002.

Jaime Pizarro, um ex-jogador do Colo-Colo, assumiu a direção técnica do time, e fez com que a equipe recuperasse a velha mística com a conquista do título de 2002 (torneio Clausura). Em 2005, um grupo de gerenciamento chamado Blanco & Negro S.A. assumiu a administração do clube e o fim da quebra foi decretada em março de 2006. Os resultados logo se fizeram sentir: tendo à frente a dupla Matías Fernandez e Humberto Suazo, nesse mesmo ano o Colo-Colo conquistou o campeonato chileno (torneios Apertura e Clausura) e chegou à final da Copa Sul-Americana contra a equipe do Pachuca, do México. Apesar da derrota na final dessa competição para o time mexicano, não são poucos aqueles que vêem o futuro da equipe mais popular do Chile com otimismo. Tanto que, em 2007, conseguiu o tetracampeonato do campeonato chileno (torneio apertura e clausura).

Títulos

Taça Libertadores da América: 1991.
Recopa Sul-Americana: 1992
Copa Interamericana: 1992.
Campeonato Chileno:  1937, 1939, 1941, 1944, 1947, 1953, 1956, 1960, 1963, 1970, 1972, 1979, 1981, 1983, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1996, 1997-C, 1998, 2002-C, 2006-A, 2006-C, 2007-A, 2007-C e 2008-C, 2009-C.
Copa Chile: 1958, 1974, 1981, 1982, 1985, 1988, 1989, 1990, 1994 e 1996.
Estádio

O Estádio Monumental David Arellano é um estádio de futebol localizado em Santiago do Chile. Tem capacidade para 47.000 torcedores, e pertence a equipe de futebol Colo-Colo.
Foi projetado para ser um dos estádios da Copa do Mundo de 1962, mas devido a um terremoto em 1960, optou-se por utilizar os estádio já concluidos.
Inaugurado em 20 de Abril de 1975, porém, devido a falta de estrutura, o clube abandonou seu estádio e passou a mandar seus jogos no Estádio Nacional de Chile.
Em 30 de Setembro de 1989, o estádio é reinaugurado num jogo do Colo Colo contra o Club Atlético Peñarol do Uruguai, com vitória chilena por 2 a 1. Em 1991, foi inaugurado o Sistema de Iluminação, no mesmo ano em que o clube se sagraria campeão da Copa Libertadores da América em casa, sobre o Olimpia do Paraguai.
Umas das característica desse estádio é que o campo está localizado abaixo do nível da rua, além da proximidade da arquibancada, tornando-o um caldeirão nos jogos principais.
O nome do estádio é uma homenagem a David Arellano, fundador do Colo-Colo, primeiro capitão do time, primeiro ídolo e que teve uma morte trágica.

Apelidos El Colo, Eterno Campeón, Albos, Cacique, El popular

Site

http://www.colocolo.cl/