segunda-feira, 11 de maio de 2009

Associação Desportiva Perilima


O Perilima foi fundado no dia 8 de setembro de 1992 e pertence a uma fábrica de sordas, bolachas de trigo e rapadura. Amante do futebol, o desportista e empresário Pedro Ribeiro decidiu em 1995, criar uma equipe de futebol para o lazer dos operários da sua fábrica, foi assim que a industria alimentícia Perilima, produtora de Sordas (tipo de iguaria), ingressou no esporte como à Associação Desportiva Perilima. Nos anos de 1996 e 1997, o clube se limitou às competições amadoras nos bairros de Campina Grande, porém em 1998. Pedro Ribeiro decidiu profissionalizar o time da fabrica e inscreveu a equipe no Campeonato Paraibano da Série B, com o elenco inicialmente formado pelos funcionários da empresa, incluindo seu dono, Pedro Ribeiro Lima, (técnico e atacante da equipe).

No primeiro turno do campeonato da Segunda Divisão paraibana, o time ficou na lanterna, somando apenas 1 ponto. O que não abateu a equipe, que, no dia 27 de setembro, conseguiu sobre o Serrano de Serra Redonda a primeira vitória de sua história, com o placar de 2x0. Conseguindo uma recuperação épica, a equipe se classificou para a grande final do quadrangular, depois de vencer o Cruzeiro de Itaporanga com o placar de 1x0. Gol marcado pelo meia Beto, e novamente tendo no seu caminho o Serrano. Desta vez, o Perilima foi superado, ficando apenas com o vice-campeonato, o que valeu a promoção para a Primeira Divisão estadual. Os Atletas do Perilima eram: Dissa, Fernando, Ricardo, Júnior, Fofão, Dinho, Tuta, Nego Pai, Renato Batista, Nonato, Naldo, Pedro Ribeiro, Lito, Neto, Emiliano e Beto.

A estréia do Perilima no Campeonato Paraibano da Primeira Divisão foi um tanto desastrosa, sendo goleado pelo Nacional de Patos por 5x0, fora de casa. A equipe amargurou a ultima posição de seu grupo, regressando para a Segunda Divisão estadual em 2000. Novamente conquistou um vice-campeonato da competição, porém sem direito a ter acesso à elite desta vez, permanecendo na divisão inferior por mais uma temporada.


Em 2001, desta vez com o nome de Esporte Clube Perilima, conquistou novamente um acesso e um vice-campeonato da Segunda Divisão estadual, o que fez a Águia de Campina Grande voltar a elite estadual no ano de 2002, ano em que o time conseguiu seu melhor desempenho em estaduais da Primeira Divisão paraibana, até então. O Perilima ficou na 12ª posição num campeonato de 15 equipes, e se mantendo de forma inédita por mais de um ano consecutivo na Primeira Divisão.

No ano de 2003, novamente com a nomenclatura de Associação Desportiva Perilima, ironicamente a equipe voltou a ter um mau desempenho no campeonato, ficando na lanterna, apesar do grande desempenho da sua dupla de atacantes formadas por Nego Pai e Edmar, que foi autor de 12 gols na edição.
Desde então, a equipe vem acumulando acessos e rebaixamentos, conseguindo mais dois vice-campeonatos da segundona estadual (nomeada agora como Troféu Chico Bala) em 2004 e 2006.
Em 2007, voltou a participar da Primeira Divisão estadual sem, contudo, obter sucesso. Acabou sofrendo goleadas históricas e retornando à Segunda Divisão do Campeonato Paraibano.

Em 2009, surge uma iniciativa em prol do futebol. Mais de cem pessoas, fanáticas pelo esporte, decidiram ajudar um time sem torcida, mas famoso por outros motivos, a participar de mais uma competição oficial. Integrantes da comunidade “Futebol Alternativo”, que troca informações através de um site de relacionamento, farão doações em dinheiro para ajudar a Perilima a disputar a Série B do Campeonato Paraibano 2009.
Tudo começou após a divulgação por parte da imprensa das dificuldades econômicas que vive Pedro Ribeiro, dono do clube. Em reportagens, Peri afirmou que poderia não competir por não poder pagar valores referentes às taxas e viagens. Mais de R$ 1.500 já foram disponibilizados pelos integrantes da comunidade que entraram em contato com a diretoria da equipe afim de que a doação se concretize. Os dirigentes do auriceleste, por sua vez, já garantiram doação de camisas para sorteio e ainda a realização de um amistoso com data e local ainda a ser marcados.


Seu Peri Lima e o gol 1

A utopia do atleta Pedro Ribeiro Lima, o Perí (foto), considerado o atleta profissional mais velho em atividade no mundo em busca do primeiro gol de sua carreira como jogador profissional finalmente se concretizou, na partida realizada nesta quarta-feira 28, pela segunda rodada do re
turno do Campeonato Paraibano de Futebol, no confronto que apesar da derrota do seu clube, tornou-se histórico para a Desportiva Perilima.
O atleta de 58 anos, é proprietário de uma fabrica alimentícia que tem como principal iguaria a produção de Sordas. Pedro Ribeiro profissiona
lizou-se em 1998 para as disputas do Campeonato Paraibano da Série B daquele ano, e ao longo de quase dez anos, atuando pelo clube jamais conseguiu marcar um gol numa competição oficial. Na partida diante do Campinense Clube, o atleta finalmente "desencantou" e emocionado conseguiu balança as redes do goleiro Jailson do rubro-negro.
O atleta de futebol mais velho em atividade, comemorou o tento ao lado de seus atletas e não conseguiu esconder a satisfação de alcançar seu feito. Pedro Ribeiro tornou-se destaque na mídia não somente pela idade, mas também pela contradição com o atacante Romário ídolo do futebol mundial e que luta pela concretização do seu milésimo gol.
O Gol de Perí ocorreu aos 35 minutos, após uma jogada individual de Nego Pai na área rubro-negra. O atleta da Perilima acabou derrubado e o árbitro Laurismar Alves acabou marcando penalidade máxima. A cobrança ficaria a cargo do atacante Edmar, porém praticamente todos os torcedores no Estádio Ernani Sátiro pediram para Pedro cobrar.

Mesmo aparentando estar nervoso, o veterano não perdoou, e concluiu com precisão nenhuma chance de defesa para o goleiro do Campinense que ainda tentou evitar o feito. O gol marcado por Pedro Ribeiro arrancou aplausos calorosos dos torcedores dos dois clubes que gritaram seu nome no estádio.
Ribeiro tentou conter as lágrimas e mesmo sem ter o mesmo assédiosignificante, dado pela impressa brasileira quanto à expectativa do milésimo gol de Romário. Correu feito uma criança em busca do assédio de amigos e atletas.

Estádio







O Amigão - Capacidade para 34.000 torcedores




Mascote

Águia