segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Batatais Futebol Clube

Fundado a partir de uma dissidência do Riachuelo, o Batatais – na época grafava-se “Batataes” – surgiu no dia 18 de setembro de 1919. Sua fundação deve muito aos esforços do coronel Olvídeo Tristão de Lima, que teve importante papel nos primeiros anos do clube e hoje é considerado seu patrono e presidente de honra. Tristão também foi responsável pela doação do terreno onde foi construído o primeiro campo do Batatais, e que hoje abriga o estádio Doutor Osvaldo Scatena.

O início da equipe foi melhor do que esperavam seus fundadores. O clube estreou dia 25 de outubro de 1919 com uma vitória diante da Associação Atlética Olímpica, então tradicional equipe de Jordanópolis. Quinze dias depois a vítima foi o Altinópolis; goleada por 7 a 0.

Na década seguinte o clube ganhou o apelido de “Fantasma da Mogiana”, devido ao temor que provocava nos adversários da região. Entre 1934 e 37, o Batatais disputou mais de cem partidas, sendo derrotado em apenas três oportunidades. Em 1945, o clube alcançou seu maior feito, o título de campeão paulista do interior. Na época esta era a maior honra que um time de fora da capital podia alcançar.

Mas ainda era pouco para o Batatais. O clube juntou forças com a Ponte Preta e o XV de Piracicaba – outras potências do futebol interiorano na época – e pleiteou junto a Federação Paulista o direito de disputar campeonatos profissionais. A pressão deu certo e em 1947 foi criada a Lei do Acesso. Com isso formou-se a Segunda Divisão Paulista, que passou a contar com clubes de fora da capital.

Entre 1947 e 1949, o Batatais disputou a competição que ajudara a fundar chegando bem perto do acesso em 1949. Naquele ano o time chegou às finais contra o Guarani, mas acabou perdendo por 2 a 1 em jogo disputado na Rua Javari, em São Paulo. Insatisfeita com a arbitragem, a diretoria retirou o clube das competições profissionais, retornando somente em 1956.

Entre 1956 e 1967, o clube retornou ao profissionalismo, contando com grandes atletas que fizeram renascer o “Fantasma da Mogiana” na disputa da Segundona. Apesar das boas campanhas no período, o clube nunca conseguiu chegar à elite do futebol paulista.

Em de 1968 houve uma nova paralisação. O Batatais deixou de investir em seu departamento de futebol para construir seu estádio, o Doutor Oswaldo Scatena. Com a inauguração do novo campo, em 1971, o Fantasma voltou aos gramados na então Primeira Divisão (Série A2), competição que disputou até 1976, quando foi rebaixado para o terceiro nível do futebol Paulista, que aquele ano mudou de nome para a Primeira Divisão (a então Primeira passou a ser Intermediária).

O clube disputou a Primeira Divisão (A3) até 1981, quando conseguiu o acesso para a Segunda Divisão (A2). Sua participação no torneio duraria cinco temporadas, até 1986, quando o time foi rebaixado e voltou ao terceiro nível do Paulistão (à época Segunda Divisão, equivalente a atual Série A3).

Em 1993, o Batatais sofreu um novo rebaixamento, desta vez para a Série B1 (atual Segunda Divisão). O time amargaria 15 anos nesta divisão até conseguir o acesso para a A3, em 2008. Em 2009, na reestreia na A3, o Batatais ficou na 13º posição, garantido uma vaga na Copa Paulista onde não foi bem, sendo eliminado na primeira fase.

Desde então, gradativamente, o clube melhorou sua participação no estadual. Em 2010, lutou contra o rebaixamento, em 2011 lutou por uma vaga na segunda fase, o que foi conquistado em 2012, quando acabou eliminado e não conseguiu o acesso. Em 2013, porém, o clube conseguiu o tão sonhado acesso à Série A2 após fazer a terceira melhor campanha na primeira fase e liderar a sua chave no quadrangular semifinal.

Estádio


Estádio Dr. Osvaldo Scatena
Capacidade 15.000 Lugares

Mascote 
Ye, Caty e Pavão, Lulu, Orlandão e Neca, Netto, Coelho, Chiquinho, Zé Lopes e Bicicleta. Essa era a formação de 1934 do “Batataes FC”, como se grafava à época. Com esta equipe, o Batatais formou a primeira fase áurea do esporte local. O “Quadro de Ouro” venceu tudo e a todos na região, ganhando o apelido de “Fantasma da Mogiana”. O nome se deve à Estrada de Ferro Mogiana, que nascia em Campinas e passava por Ribeirão Preto, Batatais e outras cidades do norte do Estado em direção ao Triângulo Mineiro. Daí surgiu o “fantasminha”, mascote do clube.


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