terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pouso Alegre Futebol Clube

O Pouso Alegre Futebol Clube (PAFC) é uma agremiação da cidade de Pouso (MG). O Pousão foi Fundado no dia 15 de novembro de 1913, com o nome de “Pouso Alegre Football Club“. Naquele dia foi realizada uma reunião na casa de Alfredo Ennes Baganha – primeiro presidente do PAFC – para fundar o clube e assim começar a escrever a história do futebol pousoalegrense.
No entanto, naquela época era difícil manter um clube em atividade por muito tempo. Devido a isso, no final da década de 1910, o PAFC caiu no ostracismo. E somente em 1928, o rubro-negro voltou com força máxima. Ajudado por um grupo de diretores, o clube viria a conquistar a sua maior glória até aquele momento.

No dia 28 de setembro de 1928, reunidos no Fórum de Pouso Alegre, Alfredo Baganha e José Nunes Rebello, lavraram a ata de compra de um terreno localizado no alto da Rua Comendador José Garcia. O valor da compra foi de 8 conto de réis. Ali, naquele terreno, seria construído o futuro estádio do Pouso Alegre Futebol Clube.
A partir disso, já na década de 1930, muitos times paulistas começaram a jogar no Campo do PAFC.Guarani, Ponte Preta e o extinto Ypiranga foram um dos exemplos de times que passaram por Pouso Alegre. Nessa mesma época, foram criados e disputados vários torneios intermunicipais.

No final da década de 1940, mais precisamente no ano de 1947, foi fundada a Liga Espostiva Municipal de Amadores (LEMA). A entidade, que teve como primeiro presidente Pardal Vilhena de Alcântara, passou a organizar essas competições e muitos times amadores apareceram na cidade, fazendo frente do PAFC.
Com o fortalecimento de outros times na cidade, o Pouso Alegre FC acabou entrando em recesso das competições amadoras no início da década de 1950. E com isso a Liga passou a administrar o Estádio do PAFC, o que levou a todos a chamarem de “Estádio da Lema“. Nesse mesmo período, foram construídos os primeiros lances de arquibancada e o muro que cerca o gramado.

Pouco mais de uma década longe dos gramados, o PAFC resolveu voltar no ano de 1967. E voltou para disputar a sua primeira competição profissional. O rubro-negro disputou naquele ano o Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. O Pouso Alegre FC foi o campeão da Chave Sul do torneio e classificou-se para as finais do torneio, mas acabou perdendo a vaga nos tribunais, por incluir um atleta em condição irregular.
O fato foi um balde de água fria jogado nas pretensões pousoalegrenses. No ano seguinte, o time voltou a disputar a mesma competição, mas não contava com o mesmo entusiasmo (leia-se interesse financeiro) e foi eliminado logo na primeira fase do certame. Atolado em dívidas, o PAFC fechou o seu breve retorno aos gramados em 1968.

E com o novo fechamento do PAFC, outro problema se acarretou na cidade. A LEMA, que comandava os torneios amadores no município, também foi sucumbida e encerrou suas atividades no final da década de 1960.
No início da década de 1980, a Liga Municipal foi reativada. Com isso os torneios amadores da cidade – que não pararam de ser realizados – foram fortalecidos e boatos da volta do PAFC começaram a serem ouvidos pela cidade. E isso aconteceu em 1983. Ainda como time amador, o PAFC foi campeão da Copa Sul Mineira, jogando com atletas somente da cidade.
E foi nesse mesmo ano, que o PAFC conquistou seu maior troféu. O rubro-negro foi Campeão Amador do Estado de Minas Gerais. O torneio que foi disputado por mais de 30 equipes, teve em sua final PAFC e Curvelo.
No ano seguinte, o PAFC se profissionalizou novamente. Essa segunda fase profissional tinha como objetivo o retorno do rubro-negro a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro e quem sabe o acesso a elite do futebol estadual. E isso aconteceu.

Em 1988, o PAFC alcançou o seu maior objetivo, que era o acesso a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro. Mas, essa conquista veio de forma sofrida contra o Atlético de Três Corações. A última partida daquele certame até ficou conhecida como “A Batalha de Três Corações“, pois aquele jogo não teve fim e o resultado – que favorecia o PAFC – só saiu meses depois, já em 1989, após intervenção judicial.
Com o acesso garantido na justiça, o Pouso Alegre Futebol Clube fez sua estréia na Primeira Divisão do Mineiro, com o campeonato já em andamento. Com isso o rubro-negro teve que fazer muitas partidas em pouco espaço de tempo – chegou a jogar três vezes por semana. Mas, mesmo assim o time do PAFC conseguiu manter-se na elite do futebol mineiro.
1990 foi o melhor ano do Pouso Alegre Futebol Clube, com o Dragão realizando o seu maior feito no futebol profissional. Disputando o Campeonato Mineiro da Primeira Divisão, com 18 equipes, alcançou a 5ª colocação, com um time que será lembrado por todos: Paulo César; Edvaldo, César, Zigomar e Nonato; Alcinei, Paulo da Pinta e Fernando Baiano; Heleno, Carlão e Anderson.

Mas, com a falta de apoio e estrutura, foi difícil o PAFC manter aquele elenco supervalorizado e o time foi se desfazendo. Nos campeonatos seguintes, o time perdeu pouco a pouco a sua identidade e em 1992 despediu-se da elite do futebol mineiro. Disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro até o ano de 1998 e foi nesse mesmo ano em que licenciou-se da Federação Mineira de Futebol, ficando inativo até 2009, quando voltou à Segundona do Mineiro, onde realizou boa campanha, terminando o certame na quinta colocação.