quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Clube Atlético Paranaense

O Atlético-PR surgiu da fusão de dois populares clubes do Estado, o América Futebol Clube do Paraná e o Internacional Futebol Clube. Tudo começou em 1923, quando o América, após não pagar uma dívida, entrou em litígio com a liga regional e acabou fora do torneio.
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
O campeonato de 1940 foi muito disputado. Atlético e o Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Atlético Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em "melhor de três pontos" para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2x2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Atlético - 3-2 - pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a "melhor de três". O clube ficou 180 dias suspenso e o Atlético Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.
Em 1943, o Atlético Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Atlético do segundo. Novamente, uma "melhor de três pontos" teria que acontecer, o Atlético Paranaense venceu os dois Atletibas por 3-2 e a torcida festejou o título de campeão.
A rivalidade entre o Atlético Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.
Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Atlético Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma "melhor de três" para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2x1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Atlético Paranaense, na Baixada, por 5-4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal - 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Atlético Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Atlético Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.
Em 1949, o Atlético Paranaense foi um "Furacão" que passou pelos campos do Paraná. Arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols. As manchetes dos jornais só falavam do "Furacão" rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas, ganhou onze partidas seguidas (recorde quebrado apenas 49 anos depois), e tornando-se campeão paranaense de 1949.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.

Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi derrubado para a construção do estádio considerado como um dos mais modernos da América Latina. Em 2004 foi firmada uma parceria com a empresa fabricante de aparelhos celulares japonesa Kyocera, renomeando o estádio para Kyocera Arena. Em 2005, após 10 anos de contenda judicial, o Atlético-PR firmou acordo assumindo definitivamente o direito de uso do terreno vizinho (que é sua propriedade desde os anos 1990).
Em 2001, o Atlético Paranaense vence seu primeiro Campeonato Brasileiro (final contra o São Caetano, onde ganhou por 4-2 e 1-0) e em 2004 foi vice, com o artilheiro Washington marcando um recorde histórico de trinta e quatro gols numa única edição do Campenato Brasileiro. Em 2001, o grande nome dos jogos foi o artilheiro Alex Mineiro.
Recentemente, um episódio inusitado entrou para a história do futebol nacional. Classificado, à final da Libertadores de 2005, o clube não pôde fazer o 1º jogo da decisão em seu estádio, que mesmo sendo considerado como o mais moderno da América Latina, não possui a capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pelo regulamento, problema este que será suprido após a finalização da Kyocera Arena. Assim, o Atlético-PR precisou mandar a partida no Estádio Beira-Rio, pertencente ao Inter, onde empatou por 1x1. Na segunda partida, no Estádio do Morumbi, o Atlético-PR não teve forças e sucumbiu ao time do São Paulo, diante de mais de 70 mil torcedores, pelo placar de 4x0, perdendo o título da Copa Libertadores da América.
O Atlético-PR participou de três Taças Libertadores da América, em 2000, 2002 e 2005, sendo o primeiro time paranaense a passar para a fase final da competição.
Na Copa Sul-americana de 2006, o Atlético-PR também fez uma boa campanha, passando pelo Paraná Clube, River Plate e Nacional do Uruguai, chegando à semifinal do torneio, onde foi eliminado pelo Pachuca.
Em 2008, o Atlético-PR quebrou o recorde de vitórias seguidas do "Furacão de 49", ganhou 13 partidas seguidas, porém perdeu a final para o rival Coritiba.
Em 2009, o Atlético-PR conquistou o Campeonato Paranaense, no ano do Centenario do seu maior rival, o Coritiba Foot Ball Club.


Títulos



Campeonato Brasileiro (1): 2001
Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão (1): 1995
Campeonato Estadual Paranaense (21): 1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, 1945, 1949, 1958, 1970, 1982, 1983, 1985, 1988, 1990, 1998, 2000, 2001, 2002 ,2005 e 2009.




Estádio




Estádio Joaquim Américo Guimarães




Seu estádio é Joaquim Américo - Arena da baixada, popularmente conhecida pelos torcedores apenas como "Baixada", "Arena" ou "Caldeirão". O atual estádio é o terceiro a ser construído no mesmo lugar, que é a sede do clube desde sua inauguração em 1924, mas o primeiro estádio é ainda anterior. O "Caldeirão" original é de 1918, levantado em madeira pelo Internacional - um dos times fundadores do Atlético - e cuja fita de inauguração foi cortada por Santos Dumont, o pai da aviação, que alíás tinha carteira de torcedor atleticano.


O antigo estádio, que foi preterido pelo CAP de 1987 e 1993, quando usou o Estádio do Pinheirão, passa por sua última grande reforma em 1994. Foram novas arquibancadas e de área de cadeiras sociais, demolidas junto com o restante três anos depois.




A versão atual do estádio foi inaugurada em 1999, e ainda está em construção não sendo completo, tendo apenas 3 lados, mas é considerada por muitos o estádio mais moderno do país e da América Latina, porém não atende a todas as exigências da FIFA.


O Atlético divulgou o Projeto de Expansão do Arena, visando a Copa de 2014. Além da conclusão do setor de arquibancadas paralelo ao gramado, está prevista a remodelação da cobertura do estádio, melhoramentos quanto aos acessos e ao estacionamento. O projeto prevê que a capacidade da Arena da Baixada passe dos atuais 30.000 torcedores para 41.375. A capacidade é um dos grandes empecilhos para o clube durante competições internacionais.



Inauguração : 6 de junho de 1914 ; reinauguração 20 de junho de 1999.




Primeira partida
Internacional-PR 1 x 7 Flamengo-RJ (1914)


Atlético Paranaense 2x1 Cerro Porteño (1999)




Público recorde
34.514 (5 de maio de 2002)Atlético Paranaense1x2 Cruzeiro






Hino





A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
Vamos marchar sempre cantando

O hino do Furacão


E no peito ostentando


A faixa de campeão
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
O coração atleticano


Estará sempre voltado


Para os feitos do presente


E as glórias do passado
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
A tradição vigor sem jaça


Nos legou o sangue forte
Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor


Rubro-negro é quem tem raça


E não teme a própria morte
Atlético! Atlético


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor




Mascote




O Clube Atlético Paranaense tem duas figuras que simbolizam a entidade. A primeira mascote, o “Cartolinha”, simboliza a força e a grandeza da agremiação.
Cartolinha, primeira mascote do Atlético-PR
Porém, em 1949, após ser apelidado de “Furacão”, devido a uma belíssima campanha no Campeonato Estadual, o time ganhou outra mascote.
Furacão, segunda mascote do Atlético-PR




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