
A Associação Chapecoense de Futebol, Fundada em 10 de maio de 1973. Também chamada, Furacão do Oeste ou simplesmente Verdão.
A Associação Chapecoense de Futebol - a partir de 1973 caminhada inicial -, traz consigo um resultado importante de suas campanhas realizadas em nível nacional, estadual e regional. Hoje, é reconhecida pela sua posição alcançada, fruto de suas vitórias, do desempenho de centenas de atletas, pelo investimento da iniciativa privada e oficial, da presença de sócios e colaboradores, da capacidade de seus dirigentes, de sua torcida, do apoio da imprensa e outros.
A Associação Chapecoense e Futebol, nasce no momento em que, na cidade de Chapecó o futebol amador estava adormecido, não havia mais realizações de campeonatos que movimentavam a cidade. Foi um período que Chapecó e sua população não contava mais com as disputas entre os times que existiam na cidade gravados na memória de muitos: o Atlético Clube Chapecó, o Independente Futebol Clube, "os sempre rivais" Grêmio Esportivo Comercial, Guairacá Futebol Clube e Operário entre outros.
A cidade de Chapecó não contava mais com a presença de times de futebol, foi motivo de analises, de comentarios e as especulações a respeito dessa realidade. Todos os argumentos serviam, também, para provar que o futebol na cidade era importante.
No dia 10 de maior de 1973 mais uma vez amigos e desportistas chapecoenses se encontram no almoxarifado da 8ª Res. DER e na porta da loja de confecções de propriedade do Pelisser, localizada na esquina da Avenida Getulio Vargas, no Edifício Jarbas Mendes, de propriedade do desportista Heitor Pasqualotto. Pasqualotto, também foi participante de muitos bate papos a respeito daquele momento e da situação que o futebol se encontrava na cidade.
No dia em que nasceu a Chapecoense, o grupo de desportistas era formado de Alvadir Pelisser e Altair Zanella indepedentinos roxos, e Lorário Immich e Vicente Delai, Ferrenhos defensores do Atlético Chapecó. O encontro não foi casual, era a continuidade de outros tantos, neles as conversas sempre giravam em torno da reativação do futebol na cidade. Assim foi que, depois de muita conversa e "tratativas", resolvem propor a fusão dos remanescentes do Atlético Chapecó e do Independente, mas só de nome porque patrimônio imóvel nenhum dos clubes dispunha.
A sugestão agradou, ganhou espaço e apoio na cidade de suas lideranças, e demais segmentos. Adesões e ajudas começam a aparecer. Ernesto de Marco, proprietário das Casas Vitórias deu um jogo de camisas o qual foi uma "glória para nós" diz Pelisser. Em ato continuo entrou a presença de centenas de chapecoenses. Impossível anotar o nome de todos, mas devemos lemvrar do importante apoio de Heitor Pasqualotto, Avelino Biondo, Moacir Fredo, Arthur Badalotti, Gentil Galli que com outros tantos, pagavam para ver o novo time crescer. Nesses anota-se o Plínio de Nês, que, como líder empresarial e político regional, depositou seu apoio incondicional à Chapecoense, ajudando-a de diversas formas.
Desse marco inicial da Chapecoense, lembramos a primeira composição do time que nascia. Temos, assim o seguintes nomes: Martinelli, o Alemão(motorista da SAIC), o Zeca (funcionário da Prefeitura de Chapecó, apelidado de "calceteiro", responsável pela montagem das calçadas e ruas da cidade), o Miguel (cabo da PM/SC), o Boca, o Vilmar Grando, o Caibi (Celso Ferronato), o Pacassa (João Maria) o Orlandinho, o Tarzan, o Ubirajara (PM/SC), o Beiço, o Airton, o Agenor, o Plínio (era de Seara), o Jair, o Raul, o Xaxim, o Casquinha funcionário do Besc. Nilson Ducatti, acompanhava o grupo em todos os momentos, mais os dirigentes nas tardes esportivas.
Anota-se do depoimento de Pelisser, mesmo não lembrando os nomes, mas, poucos eram os jogadores que tinham salário, como foi o Moacir Fredo e tantos outros, baluartes da Chapecoense, sem venimento nenhum. Ainda, da organização do time da Chapecoense, para Pelisser "muitos não recebiam nada, jogavam vestindo a camisa, iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena".
Depois, dessa primeira composição de jogadores da Chapecoense, surge o primeiro time profissional, formado, pelos seguintes atletas: Putti treinador, Beiço Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Vicente Delai Diretor de Futebol, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas, Zé.
Beto, recorda do primeiro jogo do time profissional: "foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1x0 São José, o segundo foi contra o Novo Hamburgo, jogo realizado na cidade de Xaxim".
Ainda, no ano de 1973, pela primeira vez na história do futebol de Chapecó, a Chapecoense jogou em Florianópolis cujo resultado foi um empate de dois a dois. Para Pelisser, "empatar com o Avaí na capital foi a maior glória para a Chapecoense".
O treinador Gomercindo Luiz Putti, mandado buscar por Pasqualoto em Concórdia. "a mando do Pasqualoto fui buscar o Putti para trabalhar no futebol de Chapecó".
Temos então outro momento da "viagem da Chapecoense". Esse, representado da necessidade dos dirigentes de provar a capacidade da organização, uma vez que time adquiriu condições de participar de competições futuras. Não só a população da cidade de Chapecó, como a região oestina, acreditaram na "boa nova do futebol catarinense".
Um novo momento da viagem, encetada pela Associação Chapecoense de Futebol, foi o ano de 1977 passo decisivo. Ano que a Chapecoense ficou campeã. Com esse titulo, a oportunidade de disputar o Campeonato Nacional. Novos momentos da viagem, agora, a campanha objetivando a construção do Estádio Municipal, desafio assumido concretizado pela administração municipal que num prazo de 150 dias concluiu as obras, sendo Prefeito de Chapecó Milton Sander. Concluído o estádio, a Chapecoense em campo, fez parte da Loteria Esportiva.
No entanto, depois disso, somente em 1996 o clube ergueria uma nova taça de campeão do estadual. Dez anos depois, venceu a Copa Santa Catarina e, em 2007, outro título estadual.
Títulos
Campeã Taça Santa Catarina 1979
Campeã Taça Plinio Arlindo De Nez 1995
Campeã Copa Santa Catarina 2006
Hino
(Letra: Luiz A. Maier )
Ó Glorioso verde que se expande
entre os estados tu és sempre um esplendor
nas alegrias e nas horas mais difíceis
meu furacão tu és sempre um vencedor
São tantos títulos outrora conquistados
com bravura, muita raça e fervor
leva consigo o coração de uma cidade
meu furacão tu és sempre um vencedor
Sempre honrando nosso escudo com sua raça
és alegria nos estádios nunca só
na imensidão e vastidão de nosso estado
Chapecoense tu és sempre Chapecó
A força imensa de sua fiel torcida
que nos estádios tudo é lindo e nos fascina
a nossa massa meu verdão mexe contigo
tu és querido em toda Santa Catarina
Estádio
Estádio Regional Índio Condá
Endereço: Rua Clevelândia, Chapecó-SC
Inauguração: 24 de janeiro de 1976.
Capacidade: 15.000 (segundo a FCF) 10.000
Recorde de público: 15.000 (Final de 1977)
site : http://www.chapecoense.net