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Colorado Esporte Clube


Em 1971, três times de Curitiba passavam por dificuldades. O Clube Atlético Ferroviário, com a federalização das ferrovias perdeu o apoio que tinha da Viação Ferroviária Paraná-Santa Catarina (que foi incorporada à Rede Ferroviária Federal).
O Britânia, que havia sido resultado da fusão entre Leão e Tigre (um animal híbrido, responderia o bom aluno em biologia) estava em decadência e não era mais aquele time que na virada das décadas de 10 e 20 havia conquistado um hexacampeonato. O Palestra Itália, que na guerra chamou-se Paranaense EC, CA Comercial e SE Palmeiras e, depois, voltou a ter o nome original era conhecido como Periquito (por conta da camisa) e Nem Que Morra (pela raça dos jogadores), também não era a equipe que buscava títulos nos primórdios do futebol paranaense. Inclusive, Britânia e Palestra já tinham parado com o futebol profissional quando foram procurados pelo Ferroviário para fazer a fusão. Assim nasceu o Colorado Esporte Clube, que seria integrante de uma nova versão do Trio de Ferro, substituindo o Ferroviário. O Palestra não cedeu o verde da camisa, mas cedeu a área do Estádio Palestra Itália (na Rua Konrad Adenauer, Tarumã), que virou sede social, hoje do Paraná Clube. O Britânia cedeu o Estádio Paula Soares (Av. das Torres com a antiga BR-116), que recentemente foi vendido a um hipermercado com nome que, segundo os torcedores, significa que o Britânia Incendiou a Galera. O Ferroviário cedeu, além do apelido Boca-Negra, o Estádio da Vila Capanema que passou a ser a casa do novo clube. O plano era ampliar a Vila Capanema, mas uma ação da Rede Ferroviária Federal impediu que isso fosse feito e impede até hoje. O que poderia ser um clube vencedor tornou-se a maior tragicomédia do futebol paranaense, quiçá brasileiro e mundial. Até 1979 foi uma série de vices. Em 1979 o mais trágico deles, pois o Coritiba, adversário daquela final ficou com 10 jogadores aos 10 minutos do primeiro tempo e mesmo assim foi para cima do Colorado, que perdeu por 2 a 0. Neste meio tempo, o clube não era chamado para participar do Brasileirão (que era inchado e era feito por meio de convite e como a Arena ia bem no Paraná…). Em 1974, o clube, ao invés de ser convidado para o Brasileirão, foi fazer amistosos na África para ajudar João Havelange na campanha para presidente da Fifa. Em 1975, fez amistosos pela Europa Oriental e pelo Oriente Médio e nada de Brasileirão.
Curiosidades, as coisas que só aconteciam com o Colorado.
Em 1978, o Colorado vencia um clássico na Baixada contra o Atlético-pr por inacreditáveis 4 a 0. Eis que de repente Ziquita faz o primeiro gol do Atlético. Logo depois, Ziquita faz o segundo, o terceiro, o quarto e só não faz o quinto por que a cabeçada foi na trave e não havia mais tempo para nada ficando no 4 a 4. Essas coisas só aconteciam com o Colorado.
Outra foi tomar gol de goleiro. Num jogo em Cascavel, o goleiro Zico repôs uma bola lá no fundo do gol do arqueiro Joel Mendes. Contra o mesmo Cascavel, o clube esteve para ganhar o primeiro título. O Colorado perdeu a primeira partida po 3 a 0 (foi o jogo do gol do goleiro Zico) e precisava vencer por 3 gols de diferença no segundo jogo para ser campeão. Na Vila Capanema, Jorge Nobre abriu 2 a 0 Colorado. O Cascavel teve um jogador expulso após o primeiro gol, por retardar o jogo (segurou a bola no gol). No primeiro tempo, o Cascavel fez a primeira substituição (era a única permitida na época). No final do primeiro tempo, outro jogador do Cascavel foi expulso (são 9 do Time da Cobra em campo). Após o intervalo, o Cascavel voltou com 7 jogadores, pois segundo o médico, dois jogadores teriam passado mal no vestiário. No início do segundo tempo, o goleiro Zico caiu no chão alegando contusão, sendo vetado e a partida encerrada por falta de jogadores. A decisão foi para o tapetão, que deu o título para os dois, isto é: o único título do Colorado é dividido com o Cascavel (Paranaense de 1980). Vendo o estrago que o goleiro Zico fez com o Colorado, o clube resolveu contratar o guarda-metas. Num jogo contra o Botafogo no Rio, o goleiro teve uma diarréia no intervalo e ficou reinando no trono, o árbitro impaciente, recomeçou a partida sem o goleiro e, minutos depois, em rede nacional, o goleiro Zico entrou correndo em campo, com chuteiras desamarradas e tudo. Essas coisas só aconteciam com o Colorado. O goleiro Zico voltou para o Cascavel e numa semifinal do Paranaense, o arqueiro se machucou, mas continuou jogando com o braço imobilizado, já que o Cascavel havia queimado a Regra 3. Zico fechou o gol, garantindo o empate em 0 a 0 e levando o jogo para os pênaltis. Nos pênaltis, o inacreditável, Zico pegou uma cobrança e na seqüência converteu a decisiva.
Uma vez, na Vila Capanema, o Colorado jogava muito mal contra o Toledo. O preparador físico do Colorado já saía do estádio, quando uma bola do ataque do Toledo ia entrando no gol, quando de repente surge o preparador físico e mete uma bicuda para a lateral, salvando o Tricolor da Vila. Essas coisas só aconteciam com o Colorado. Em 1984, o clube montou um timaço: a Sele-Boca. Foi um fiasco, chegou ao quadrangular contra Atlético, Coritiba e Pinheiros, mas o título não veio.
Fusão com o Pinheiros
Em 1989, o Colorado, que tinha torcida (a terceira da capital), passava por dificuldades financeiras. Resolveu se fundir com o EC Pinheiros, que não tinha torcida, mas tinha administração fantástica. Assim nasceu o Paraná Clube, vencedor nos primeiros anos, mas que cada vez mais parece o velho Colorado pela situação financeira e pela uruca que parece abater a Vila Capanema. Talvez, essa história contada sobre o Colorado ajude a explicar todo o azar do Paraná Clube, um time com camisa… para fugir do rebaixamento. Essas coisas só aconteciam com o Colorado.

Títulos
Campeonato Paranaense: 1980

Estádio

O Estádio Durival Britto e Silva, também conhecido como Vila Capanema localizado em Curitiba e inaugurado em 1947. Foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1950, relizada no Brasil, e ao longo de seus mais de 60 anos pertenceu ao Ferroviário, Colorado, e atualmente ao Paraná Clube. Seu nome é uma homenagem ao então Superintendente da Rede Ferroviária do Paraná na época da sua construção, e o apelido vem da sua localização.

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