Em agosto de 1910, Miguel Ângelo Brandoleze, Miguel Ferrari e Amadeu Rocco lançaram a idéia da fundação de um clube que promovesse o ciclismo na cidade de Rio Claro. No dia 28 de agosto de 1910, na residência de Miguel Ângelo, foi realizada a assembléia oficial da fundação do Velo Clube.
O nome do Velo Clube está diretamente ligado à prática do ciclismo. No início do século XX o Brasil sofria grande influência da França. Em francês uma das palavras utilizadas para se designar “bicicleta” évélo, daí surgiram os termos Velo Clube – designação genérica de agremiações voltadas para a prática ciclística – e velódromo – local destinado a estas práticas.
Durante dez anos o Velo Clube dedicou-se exclusivamente ao ciclismo, transformando Rio Claro em um pólo do esporte no interior paulista e atraindo desportistas de diversas localidades do estado.
Em 1920, por iniciativa de um grupo liderado por Felício Castellano e Aldino Tebaldi, o futebol começou a fazer parte da história da equipe de Rio Claro. Naquele ano, no dia 16 de maio, ocorreu a fusão entre o Velo Clube com o Comercial Futebol Clube, passando a nova equipe a denominar-se Associação Esportiva Velo Clube Rio-clarense. A data de fundação, no entanto, permaneceu a do clube de ciclismo: 28 de agosto de 1910.
Para receber as partidas de futebol, o Velo Clube, que já era dono do velódromo de Rio Claro, construíram um campo de futebol com uma pequena arquibancada de madeira em um terreno entre a Vila da Caridade São Vicente de Paula e a Santa Casa de Misericórdia. Atualmente, o local abriga o estádio Benito Agnelo Castellano.
O primeiro título foi conquistado em 1925, quando o clube foi Campeão do Interior. Na época este era o torneio de maior prestígio que uma equipe de fora da capital ou de Santos podia conquistar. Como Campeão do Interior o Velo Clube ganhou o direito de disputar a Taça Competência, contra o campeão do estado naquele ano – no caso o São Bento da capital. O jogo ocorreu no estádio Parque Antártica, atual Palestra Itália, e o São Bento venceu o Velo Clube por 2 a 0, ficando com o troféu.
A participação em campeonatos profissionais da Federação Paulista de Futebol começou em 1948, quando o clube foi alocado na Segunda Divisão (atual Série A2) do Paulistão. Oito anos mais tarde o clube acabou sendo rebaixado para a Terceira Divisão (Série A3), onde ficou até 1975, quando conquistou o vice-campeonato e o acesso para a Primeira Divisão (Série A2). Foi um dos períodos mais vitoriosos do clube, já que em 1978 o Velo chegou ao vice-campeonato da Divisão Intermediária (Série A2), ganhando o direito de disputar uma vaga na Divisão Especial (Série A1), contra o Paulista.
Para a definição da vaga foram disputadas três partidas, em que o Velo Clube ganhou duas e empatou uma. Mais de 10 mil torcedores invadiram o estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. Uma carreata de mais de 40 km ocupou a Rodovia Anhanguera na volta à cidade.
No dia 1º de setembro de 1979, o Velo Clube estreava na Divisão Especial contra o Juventus, na Rua Javari. Mas os 20 dias de preparação para enfrentar a maratona de 38 jogos da competição não foram suficientes para garantir a permanência na elite do futebol profissional do paulista. O clube ficou em último lugar no torneio com 22 derrotas, 11 empates e apenas cinco vitórias, sendo rebaixado para a Segunda Divisão (A2) em 1980.
Em 1991, o Velo Clube foi vice-campeão da Segunda Divisão (Série A3), subindo para a Divisão Intermediaria (Série A2) com o São Caetano. Mas como o estádio Benitão não comportava 15 mil torcedores, o Velo seguiu na Segunda Divisão. No ano seguinte, novamente a capacidade do estádio prejudicou a equipe e, apesar de se classificar entre os 16 clubes que teriam direito a disputar a Série A3 de 1993, o Velo Clube teve de se conformar em ficar na Série B1 (Atual Segunda Divisão).
Em 1996, o clube conquistou o acesso para a Série B1-A, mantendo a invencibilidade em 27 partidas. Dois anos depois, disputou a Copa São Paulo de Juniores. Depois de se licenciar de competições profissionais por um ano, o Velo Clube fez sua última disputa em 2005, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. No ano seguinte, garantiu o título na disputa do Sub- 17. Voltou aos campeonatos profissionais em 2007, para a Segunda Divisão.
Em 2010 começou a sequência de acessos. Somando a experiência de disputas anteriores e a contratação do técnico João Valim, o Velo Clube conquistou o vice-campeonato no estadual da Segunda Divisão, equivalente ao quarto escalão paulista, e consequentemente o acesso à Série A3. A campanha do time rubro-verde foi de 19 vitórias, sete empates e seis derrotas, inclusive as duas para o Taboão da Serra, na final do torneio.
No ano seguinte, na Série A3 de São Paulo, o Velo Clube conquistou seu segundo acesso seguido no futebol paulista. Após conquistar a segunda colocação do Grupo 02 do torneio, o time de Rio Claro passou para o quadrangular semifinal, onde dividiu o Grupo 03 com Penapolense, Taubaté e XV de Jaú. Ao término das seis rodadas da chave, a equipe de João Valim conquistou mais uma vez a segunda posição e carimbou sua vaga na Série A2 do Campeonato Paulista.
Já disputando o segundo escalão estadual, o Velo Clube demonstrou sua força e fez uma campanha respeitável. Após 19 rodadas da primeira fase, o time de Rio Claro somou 27 pontos (oito vitórias, três empates e oito derrotas) e conquistou o novo lugar. Ficando de fora da segunda fase do torneio.
Em 2010 começou a sequência de acessos. Somando a experiência de disputas anteriores e a contratação do técnico João Valim, o Velo Clube conquistou o vice-campeonato no estadual da Segunda Divisão, equivalente ao quarto escalão paulista, e consequentemente o acesso à Série A3. A campanha do time rubro-verde foi de 19 vitórias, sete empates e seis derrotas, inclusive as duas para o Taboão da Serra, na final do torneio.
No ano seguinte, na Série A3 de São Paulo, o Velo Clube conquistou seu segundo acesso seguido no futebol paulista. Após conquistar a segunda colocação do Grupo 02 do torneio, o time de Rio Claro passou para o quadrangular semifinal, onde dividiu o Grupo 03 com Penapolense, Taubaté e XV de Jaú. Ao término das seis rodadas da chave, a equipe de João Valim conquistou mais uma vez a segunda posição e carimbou sua vaga na Série A2 do Campeonato Paulista.
Já disputando o segundo escalão estadual, o Velo Clube demonstrou sua força e fez uma campanha respeitável. Após 19 rodadas da primeira fase, o time de Rio Claro somou 27 pontos (oito vitórias, três empates e oito derrotas) e conquistou o novo lugar. Ficando de fora da segunda fase do torneio.
Após a Copa Paulista de 2012, quando foi semifinalista, o ciclo de João Valim na equipe rioclarense se encerrou. Já sem o treinador, a equipe disputou a Série A2 de 2013 e com uma campanha razoável terminou na 12ª colocação.
Estádio
Benitão
O Estádio Benito Agnelo Castellano, conhecido por Benitão, localizado na cidade de Rio Claro, pertence à Prefeitura de Rio Claro e sedia jogos da Associação Esportiva Velo Clube Rioclarense.
O estádio era de propriedade do Velo Clube, mas em 2008, foi adquirido pela Prefeitura de Rio Claro.
Capacidade 8.136 pessoas
O galo é, com certeza, a mascote mais utilizada no Estado de São Paulo. Nas décadas de 1930 , 40 e 50 havia uma atividade muito popular no País: as “brigas de galo”. Sua importância era tamanha que o conceito de “galo”, ou seja, aquele time que ganha de todos e espera desafios, acabou se enraizando no futebol de maneira muito forte. Nas rinhas de galo (locais de competição), o galo vermelho, ou “galo índio”, era geralmente considerado o mais bravo e vencedor. Assim, devido às conquistas na cidade e à suas cores, o Velo Clube acabou recebendo a mesma denominação: “Galo Vermelho”. A histórica rivalidade de quase 100 anos com o Rio Claro F.C. também contribuiu para fortalecer o apelido e a mascote, tanto é que a equipe rival é chamada, igualmente pelas suas cores, de “Galo Azul”.
O estádio era de propriedade do Velo Clube, mas em 2008, foi adquirido pela Prefeitura de Rio Claro.
Capacidade 8.136 pessoas
Mascote
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