segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Club de Gimnasia y Esgrima La Plata

Fundado no dia 3 de junho de 1887, o Club de Gimnasia y Esgrima La Plata segue firme na luta pelo título argentino e por uma vaga na Libertadores. A única conquista da equipe foi em 1929, quando venceu o campeonato da primeira divisão do país. Mas a participação no maior torneio continental da América do Sul aconteceu somente em 2003, após o vice-campeonato no Torneo Clausura, no ano anterior.
O time ainda conquistou por três vezes a segunda divisão argentina (1944, 47 e 52), além de alguns vice-campeonatos, entre Aperturas e Clausuras (1924, 95, 96 e 98). Porém, a última grande conquista do clube foi a Copa do Centenário da AFA, em 1993.
Sob a liderança dos irmãos Gustavo e Guillermo Barros Schelotto, que anos depois se transfeririam para o Boca Juniors, o time de La Plata bateu o River Plate na final, por 3 a 1, e levantou sua última taça.
Mas a história do Gimnasia, como é mais conhecido, é muito mais antiga do que se pode imaginar. Começou há mais de 100 anos...


No final do século XIX, os jovens aristocratas na Argentina apreciavam muito a prática da esgrima e da ginástica. O primeiro, por ser muito cultuado na Europa e conciliar inteligência e destreza. O segundo, por manter a boa forma física de seus praticantes.
Com isso, alguns jovens da cidade de La Plata, reunidos na Sala Comercial da cidade e inspirados na criação de um clube em Buenos Aires que reunia a prática das duas modalidades, decidiram fundar o Club de Gimnasia y Esgrima. Tanto que, até hoje, o lema do clube, decidido ainda em sua fundação, é “mens sana in corpore sano”, ou seja, “mente saudável num corpo saudável”.
No começo, o nome foi mudado para Club de Esgrima, pela falta de prática da ginástica. Mas alguns meses depois o nome original voltou à tona. Nos primeiros anos a entidade desportiva realmente dedicou-se somente à esgrima e ginástica. Porém, outro esporte já estava no gosto dos argentinos.
Pouco tempo depois da fundação, em 1903, o Club de Gimnasia y Esgrima já possuía uma equipe de futebol. Dois anos mais tarde, o time deixou as competições amadoras e se filiou a Associação Argentina de Futebol.
Os primeiros anos foram difíceis, como não poderiam deixar de ser. As coisas começaram a mudar, indiretamente, quando um grupo de jogadores descontentes do maior rival, o Estudiantes, abandonou o clube e passou a integrar o Club Independencia de La Plata, em 1912. Três anos mais tarde, essa equipe se fundiu com o Club de Gimnasia y Esgrima e o futebol ganhou mais força além da esgrima.
Esse fato foi muito importante na história do clube, porque marcou também a rivalidade entre os dois clubes de La Plata. O Estudiantes só aceitava jovens com estudos, enquanto o Gimnasia, contrariando sua origem, passou a incorporar os menos favorecidos da cidade, principalmente os oriundos de bairros operários como Berisso e Ensenada.


E é a rivalidade entre Gimnasia e Estudiantes que move La Plata no futebol. Atualmente, mesmo com uma boa campanha no Torneo Apertura, a torcida do Estudiantes não tem o que comemorar, por causa da ótima colocação de seus maiores rivais.
O primeiro clássico entre os dois times aconteceu em 27 de agosto de 1916 e terminou com um triunfo do Gimnasia. As rixas entre as duas torcidas também renderam os apelidos que o clube ostenta até hoje.
Na década de 20, muitos torcedores do Gimnasia trabalhavam nos frigoríficos de Berisso, com isso, os adeptos do Estudiantes passaram a chamar os rivais de “los triperos” (os tripeiros). Um apelido mais leve surgiu na década de 50, quando o cartunista Julio César Trouet, do jornal “El Dia”, insatisfeito com o mascote do Gimnasia que à época era um carniceiro, resolveu criar outro. E se o time joga no Bosque (como é conhecido o estádio do time, fundado em 1924) e é astuto e rápido, nada mais justo de apelidar a equipe de Lobo. E foi dessa maneira que surgiu o apelido mais conhecido do Gimnasia.
Porém, a torcida rival não poderia deixar por menos. E, entre os anos de 1967 e 71, quando Oscar Venturino, dono de uma companhia de recolhimento de lixo, foi presidente do clube, automaticamente seus torcedores ficaram conhecidos como “los basureros” (os lixeiros).
Outra curiosidade da equipe foi a constante mudança de nomes que ela teve ao longo dos tempos. Além da primeira breve mudança já citada, o clube teve outros dois nomes até alcançar o atual. De 1952 a 1955 passou-se a chamar Club de Gimnasia y Esgrima de Eva Perón. Já em outubro do mesmo ano, mudou novamente para Club de Gimnasia y Esgrima de La Plata, até que, em agosto de 1964, assumiu de vez Club de Gimnasia y Esgrima La Plata.

Títulos

Gimnasia y Esgrima foi campeão da divisão Intermedia do Futebol Argentino em 1915, da Primeira Divisão em 1929, e vice-campeão da Primeira Divisão em 1924, durante o amadorismo. Após o profissionalismo, Gimnasia foi campeão da Copa Centenário em 1994 e do Campeonato Argentino de Futebol da Segunda Divisão em 1944, 1947 e 1952; também foi vice-campeão da Primeira Divisão em 5 oportunidades. Permanece por 69 temporadas na Primeira Divisão, sendo o oitavo clube com maior permanência na competição.

Estádio

O Estádio Juan Carlos Zerillo, inaugurado em 1924, também conhecido como o «Estádio do Bosque», é o estádio do Club de Gimnasia y Esgrima La Plata. Com sua capacidade actual de 33.123 espectadores, resulta ser o estádio de futebol pertencente a um clube com maior capacidade da cidade.
Esta situado sobre a avenida 60 e sua intersecção com a rua 118 da cidade de La Plata, em pleno Bosque Platense, próximo ao bairro conhecido como «O Mondongo». O nome do estádio é uma homenagem ao ex-presidente do clube, Juan Carlos Zerillo, que comandou o Gimnasia y Esgrima de 1929 a 1931.

Alcunhas El Lobo ; Mens Sana ; Basurero

Site 

http://www.gimnasia.org.ar/

domingo, 9 de janeiro de 2011

Club Estudiantes de La Plata

Um dos times mais tradicionais do futebol sul-americano. Esse é o Estudiantes de La Plata. Localizado em Buenos Aires, capital da Argentina, o clube foi fundado no dia 4 de agosto de 1905. Seu surgimento se deu após uma briga entre os associados do Gimnasia de La Plata, seu principal rival.
A desavença ocorreu devido à insatisfação dos integrantes do clube com a falta de um espaço reservado para o futebol. O inglês Tomás Shendden foi o responsável por comandar o movimento que culminou na fundação do Clube Atlético Estudiantes. O nome escolhido é uma referência aos 20 criadores do time, à época todos estudantes.
Em seu início, apenas jogadores com estudos eram aceitos na agremiação. Um ano depois de sua fundação, o Pincha, como é apelidado o Estudiantes, se inscreveu junto a Federação Argentina de Futebol (em espanhol) e passou a disputar os torneios nacionais amadores.
O começo da trajetória da equipe foi meteórico. Com apenas seis anos de existência, o clube chegou à primeira divisão do Campeonato Argentino. A decisão que marcou essa ida para a elite foi contra o Independiente, vencida por 3 a 0.
Assim como no seu início, o Estudiantes teve um desempenho impressionante na principal competição nacional. Já em 1913, o Pincha, com uma campanha sensacional levantou a taça da primeira divisão. A campanha ficou marcada pelo belo desempenho: 14 vitórias em 18 partidas.
Na estréia da era profissional na Argentina, o Pincha atingiu um recorde histórico, em 1931. Ficou com a marca de ataque mais positivo da competição nacional, com 103 gols marcados. Porém, a efetividade não levou o time ao título, terminando o torneio daquele ano na terceira colocação, seis pontos a menos que o campeão Boca Juniors.
Em 1946, o Pincha voltou a conquistar um título no cenário nacional. Após derrotar o mesmo Boca Juniors na final, levantou a taça da Copa de la República. O primeiro jogo terminou empatado por 4 a 4. Já o segundo foi vencido pelo Estudiantes por 1 a 0, com gol anotado por Manuel Peregrina, maior artilheiro da história da agremiação.
Já o ano de 1953 foi muito triste para a torcida do clube. A campanha na temporada ficou marcada pelo primeiro rebaixamento da história do Estudiantes. Porém, logo em 1954, a equipe retornou para a elite.
Uma campanha ruim aconteceria novamente em 1963, quando o time teria que jogar uma partida para decidir o rebaixamento com o Lanús. Porém, uma virada de mesa suspendeu o descenso por três anos. Após a decisão da Federação Argentina, a direção do Estudiantes fez grande investimento nas categorias de base, que deu resultado alguns anos depois.
O início da época gloriosa do Pincha aconteceu em 1967. O time ganhou o Campeonato Metropolitano, quebrando uma hegemonia dos cincos grandes clubes do futebol argentino: Independiente, Racing, Boca Juniors, San Lorenzo e River Plate. A grande decisão foi diante do Racing, e o Estudiantes venceu com direito a gol de bicicleta de Verón.

Mas o clube ficaria internacionalmente conhecido nos próximos três anos. Em 1968, a equipe disputou a Copa Libertadores e chegou a grande decisão contra o Palmeiras. As finais foram realizadas em três partidas. A primeira, na Argentina, terminou com o placar de 2 a 1 para o time da casa. A segunda, no Brasil, 3 a 1 para o Alviverde paulista. Já o último e decisivo confronto acabou sendo vencido pelo Pinca, 2 a 0. Assim, a agremiação ganhou o principal torneio da América do Sul.
No fim daquela mesma temporada, o Estudiantes disputou o Mundial Interclubes contra o Manchester United, campeão da Europa. A primeira partida foi no estádio de La Bombonera e acabou 1 a 0 para o time mandante. A volta aconteceu na Inglaterra e, com 1 a 1 no placar, o clube da Argentina sagrou-se como campeão.
O título Sul-Americano seria repetido novamente nos anos de 1969 e 1970, porém a equipe não obteve o mesmo sucesso no torneio intercontinental.
Após a gloriosa era no fim da década de 60, o Estudiantes ficou muito tempo afastado das grandes conquistas, voltando a ser campeão do Campeonato Argentino somente em 1983.
A seca depois do título foi novamente grande, mas em 2006 o clube ganhou o Torneio Apertura de um modo sensacional. O time comandado por Diego Simeone chegou a dez vitórias consecutivas e, ao término da competição, com o mesmo número de pontos do Boca. Uma final entre as duas equipes foi marcada e o Pincha venceu por 2 a 1, garantindo assim sua última conquista.

Títulos

Taça Intercontinental: 1968
Copa Interamericana: 1969
Copa Libertadores da América: 1968, 1969, 1970, 2009
Campeonato Argentino: 1913, 1967 (Metropolitano), 1982 (Metropolitano), 1983 (Nacional), 2006 (Apertura), 2010 (Apertura)).
Campeonato Argentino 2ª Divisão: 1911, 1954, 1995

Estádios

O Estádio Ciudad de La Plata, principal palco da Copa América 2011, que será realizada na Argentina, foi reinaugurado na noite desta quinta-feira, em um cerimônia que contou com a presença da presidente argentina, Cristina Kirchner, e dirigentes de futebol.

Fruto de um longo projeto e inaugurado parcialmente em 2003, o Estadio Ciudad de La Plata, também conhecido como Único, ficou pouco mais de um ano fechado para que a conclusão das obras, principalmente para a implementação da cobertura e do telão no meio do campo, e teve um custo total de aproximadamente 216 milhões de dólares.

Utilizado pelo Estudiantes de La Plata e Gimnasia y Esgrima La Plata, o estádio municipal terá capacidade para abrigar cerca de 50 mil torcedores, separados em 10 setores e com um estacionamento próprio com capacidade para 5,5 mil veículos, que deve ser ampliado nos próximos meses.
 
O Estadio Jorge Luis Hirschi era um estádio de futebol localizado na cidade de La Plata, na Argentina.
Inaugurado no Natal de 1907, era o estádio do Club Estudiantes de La Plata. Tinha capacidade para 23.000 torcedores.
Em 2005 o estádio foi demolido e em seu lugar está sendo construído um novo estádio para o clube, batizado de Tierra de Campiones (Terra de Campeões em espanhol).
A previsão do clube é utilizar o novo estádio em 80% do jogos como mandante, utilizando o Estádio Ciudad de La Plata apenas para jogos importantes.

Alcunhas Pincha ; Pincharratas


Mascote
A mascote do Estudiantes é um leão, utilizado para promoções realizadas pelo clube. Sempre está presente nas partidas do time, quando atua no estádio Jorge Luis Hirschi, e fica balançando a bandeira do Pincha antes da entrada dos jogadores no gramado.

Site
http://www.clubestudianteslp.com.ar

sábado, 8 de janeiro de 2011

Club Atlético Chacarita Juniors

Uma história que nasceu na Villa Crespe, no bairro de San Martin em Buenos Aires. Esse foi o local em que no dia 1º de maio de 1906 nasceu o Club Atlético Chacarita Juniors. O time ganhou projeção nacional, chegando ao ápice ao se sagrar campeão do Torneio Metropolitano em 1969.
Em 1971, o time conquistou o vice-campeonato da Copa Juan Gamper. Há a impressão de ser um feito menor, mas deve-se levar conta que o Chacarita derrotou o Bayern de Munique nas semifinais.
O time construiu seu estádio no coração da Villa Crespe. Na partida inaugural contra o Nacional de Montevidéu, o time da casa derrotou o adversário por 3 a 0. O jogo foi no dia 19 de fevereiro de 1919 e teve um público total de 25 mil pessoas.
O Tricolor, como o clube é conhecido, fez seus primeiros jogos em um terreno baldio, localizado perto de um cemitério municipal. O local foi cercado, mas logo o clube precisou deixar o lugar. A polícia mandou desfazer o cercado construído e encerrou as atividades da equipe por ali.


Os tricolores são tricampeões da série B da Argentina (o time conquistou o título em 1941, 1959 e 1993). Entre o final das décadas de 60 e começo da de 70, o Chacarita chegou a incomodar os grandes do futebol argentino.


A história do maior título do Chacaritas começou a ser escrita em 1967, quando o clube quase foi rebaixado para a série B. A salvação veio no jogo contra o Atlante, quando a vitória manteve o Tricolor na primeira divisão.
Percebeu-se então, a necessidade de uma reformulação completa na equipe, a começar por cobrir o enorme rombo nos cofres do clube. A preparação física também mereceu uma atenção especial. Os jogadores passaram a se dedicar mais aos treinos, o que resultou num bom condicionamento.
Além disso, o esquema tático foi totalmente adaptado ao nível técnico da equipe. A defesa foi priorizada: os zagueiros começaram a praticar a linha de impedimento, que funcionou muito bem na campanha do título de 1969.
Os jogos mais marcantes foram a dramática vitória frente o Racing por 1 a 0 e a decisão contra o temido River Plate. Um dos jogadores que mais se destacou na campanha foi o capitão e zagueiro Marcos, um verdadeiro paredão para os atacantes adversários.


A campanha na Copa Juan Gamper em 1971 pode ser classificada como normal para muitos clubes da Europa e mesmo para os grandes clubes da Argentina. Mas para o Chacarita Juniors, o vice campeonato foi histórico.
Essa Copa foi realizada em Barcelona, como forma de preparação de algumas equipes para a temporada que estava para começar.  Os jogos eram eliminatórios e, logo na estréia, o Tricolor enfrentou o poderoso Bayern de Munique.
O time alemão era considerado o favorito, mas dentro de campo a história foi diferente. Com gols de Recupero e Fucceneco, o Chacarita venceu por 2 a 0 e se credenciou a enfrentar o Barcelona na grande final. Era a primeira vez na qual uma equipe argentina venceu o Bayern de Munique.
Na final, uma derrota por 1 a 0 frente ao Barcelona, numa partida que alguns julgam que o Chacarita foi superior. Talvez, mas o que vale para a fanática torcida foi o fato de ver seu time enfrentar dois gigantes do futebol europeu.

Na temporada 2008-2009, o clube conquistou o ascesso a Elite do futebol argentino, mas com fracos resultados a equipe retornou a Primera B Nacional em 2010.
 
É chamado de los  funebreros em virtude da sede do clube ficar localizada nas proximidades de um cemitério.

Títulos

Primera División Argentina  1969 Metropolitano
Segunda División Argentina 1941, 1959
Tercera División Argentina 1993/94
 
Estádio
  
Estadio Chacarita de Villa Maipu
Capacidade 41.244 (aprox. espectadores em pé) 20.844 (aprox. espectadores sentados)
 

Site
http://chacaritajuniors.org.ar/
 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Club Atlético Colón

Apesar de não possuir nenhum título nacional na bagagem, o Colón de Santa Fe, maior torcida de sua cidade de origem, é mais um daqueles pequenos clubes a conquistar aos poucos, de baixo, seu espaço no futebol dos hermanos.
O clube, fundado em 1905, entrou para a AFA (federação argentina) apenas em 1947, já tendo atuado até então por diversas temporadas nas divisões menores, até sua vitória na segundona, em 1965, que garantiu sua promoção para a Primera División, onde já figuraram diversas vezes e ainda brigam por espaço.
A equipe de Santa Fe, comandada desde 2007 pelo argentino Antonio ‘El Turco’ Mohamed, não tem decepcionado sua torcida, e realiza campanhas instáveis, mas pouco a pouco melhores nos Apertura e Clausura argentinos. Neste início de 2009, se manteve desde o princípio entre os primeiro colocados, e aproveita a má fase dos grandes, como Boca Juniors e River Plate, para assegurar uma colocação entre os três primeiros.
Deixando para trás o maior rival local, Unión de Santa Fe, o Cólon já não entra em campo contra o adversário há muito tempo. Em suas melhores campanhas, os Sabaleros terminaram entre os três colocados em duas ocasiões: na vice-liderança, no Apertura 1997, e em terceiro, no Clausura 2000.
Em 1997, atuou pela primeira vez na Copa Conmebol, e, no ano seguinte, participou da Copa Libertadores da América, avançando até as quartas-de-final, quando foram eliminados pelo River Plate. Em 2003, foi sua vez de participar da Copa Sul-americana.
História
Apesar de ser uma equipe bem menos tradicional que as os adversários, o Colón possui o décimo estádio do país, Estadio Brigadier General Estanislao López, com capacidade para 32 mil torcedores.
O clube, que completará 104 anos em maio, foi fundado por estudantes que, em homenagem ao descobridor das Américas, chamaram-no de Colón (Colombo, em espanhol). Porém, os primeiros anos da história da equipe de Santa Fe não é conhecido, pois só há documentação dela a partir da década de 20.
No ano de 1964, em comemoração à subida para a segunda divisão, o Colón recebeu o clube paulista Santos, de Pelé (que marcou o gol da equipe brasileira), em jogo que venceu por 2 a 1, de virada. Seguindo a onda de boa sorte, o time derrotou também a própria seleção nacional, após ter tido quatro anos de invencibilidade total (entre 1948 e 1952) atuando em casa, o que fez com que o antigo estádio “Eva Perón”, que posteriormente recebeu o nome atual, fosse alcunhado de “El Cemeterio de los Elefantes”, por lá derrubarem os grandes. O nome pegou, e hoje já conhecido por todos os torcedores. Outras equipes a sucumbirem ante o então modesto grupo foram Peñarol do Uruguai, e Millonarios, da Colômbia.
Após polêmica questão sobre sua subida à segunda divisão em 1965, o Colón não fez feio e, em ótimo desempenho, venceu e ascendeu à primeira, de onde só viria a cair novamente em 1981, em partida contra o Boca Juniors. Deixando escapar por pouco a ascensão em 1989, sendo derrotado pelo maior rival, Unión, só conseguiu se juntar outra vez à elite seis anos depois, onde se mantém.
Alguns bons jogadores que já passaram por El Cemeterio e deixaram sua marca foram o colombiano Freddy “Totono” Grisales, grande criador de jogadas, sendo o cabeça do meio-campo da equipe santafesina. Também contaram com o bom atacante Darío Gandín, artilheiro do time em 2007. Mas foram jogadores que deixaram o time antes da atual temporada. Hoje, contam com o veterano Esteban Fuertes, Cláudio Henría e Alejandro Capurro.

Títulos

Segunda División Argentina  1965
Campeón Torneo Octogonal 1995
Torneo Clausura 1997

Estádio

O Estádio Brigadier General Estanislao López, conhecido como Cementerio de Elefantes, é o estádio do Club Atlético Colón. Localizado em Santa Fé, Argentina, conta uma capacidade de 36.500.

Site

http://www.clubcolon.com.ar/

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Club Atlético Boca Juniors

O Club Atlético Boca Juniors (em espanhol) foi fundado em 3 de abril de 1905, por cinco jovens imigrantes italianos, que se reuniram na Praça Solís, no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O nome do clube foi tirado diretamente da região, tendo sido adicionada a palavra “Juniors” para dar um tom inglês à nomenclatura, o que, de certa forma, diminuía a relação com o bairro pobre desde aquela época.
Durante os primeiros anos de existência, o Boca Juniors utilizou diferentes cores de camisa, até chegar a clássica azul e amarela dos dias de hoje. Primeiro uma rosa, depois uma listrada verticalmente em preto e branco, até que, em 1907, os dirigentes do clube decidiram implantar as cores amarelo e azul, inspirados em um navio sueco que estava atracado no porto de Buenos Aires.
Devido ao grande número de imigrantes italianos, provenientes da cidade de Gênova, morando no bairro de La Boca, na época, os próprios torcedores do Boca começaram a se auto-intitular “Los Xeneizes”. A expressão é derivada da palavra zeneïze, que no dialeto falado na Ligúria, região italiana cuja capital é Gênova, significa genovês.
Os boquenses também foram apelidados de “Los Bosteros” (Os Bosteiros), devido a uma fábrica de tijolos que funcionava nas proximidades do clube. Para a fabricação dos tijolos, era utilizado excremento animal como matéria-prima, o que deixava um mau cheiro para quem passasse por ali. Os rivais então criaram o apelido, que nos dias de hoje já é aceito pelos torcedores do Boca, que não se importam com o cunho pejorativo.
Durante o período pré-profissional do Campeonato Argentino, o Boca Juniors conquistou sete títulos, incluindo a primeira conquista nacional do clube, em 1919, a Copa de Honra, em 1925, e a taça do último campeonato argentino antes do profissionalismo, em 1930.
O Boca Juniors ainda foi campeão no primeiro ano de futebol profissional na Argentina, em 1931, mas os anos que se seguiram não foram muito vitoriosos para a equipe de La Boca. Além do triunfo em 1931, conseguiu um bicampeonato em 1934 e 1934 e depois só voltou a ser campeão em 1940.
Depois da conquista em 1940, o Boca Juniors conquistou seu segundo bicampeonato na era profissional, nos anos 1943 e 1944. Foi uma década muito semelhante a anterior, com um título no início e um bicampeonato.
Os anos 50 foram os mais melancólicos para a história do clube, já que a equipe conquistou apenas um Campeonato Argentino, em 1954.
Porém, a década de 60 foi a mais vitoriosa da história em termos nacionais, já que a agremiação triunfou nos campeonatos de 1962, 1964, 1965 e 1969, ano em que venceu também a Copa Argentina.
Nos anos 70, o clube começou a escrever sua história internacional no futebol. Após conquistar os título nacionais em 1970 e 1976 e o metropolitano, também em 1976, o Boca Juniors venceu a Libertadores por duas oportunidades.
Em 1977, o clube enfrentou o Cruzeiro na final, que só foi decidida nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no terceiro jogo. Já em 1978, os Xeneizes entraram na competição na segunda fase, devido ao título no ano anterior, e na final humilharam o Deportivo Cali. Depois de empatar na Colômbia por 0 a 0, o Boca Juniors goleou por 4 a 0 na Bombonera.

Depois de tantos triunfos, a torcida boquense ficou mal acostumada e acabou se decepcionando com a década de 80. O clube conquistou apenas o campeonato metropolitano de 1981 e a Supercopa de 1989.
Os anos 90 foram muito mais vitoriosos, com conquistas nacionais e sul-americanas. O Boca Juniors conquistou o Apertura em 1992 e 1998, e o Clausura em 1999. Em termos continentais, venceu a Recopa Sul-Americana em 1990, Copa Master em 1992 e a Copa de Ouro, no ano seguinte.
Nos últimos anos, o Boca começou a conquistar sua fama de grande vencedor de Copas, além de se aproximar do River Plate como maior campeão argentino. Em 2000, conquistou o Apertura, a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes, em Tóquio. No ano seguinte a equipe conquistou novamente a Libertadores, repetindo o bicampeonato do fim dos anos 70.
Em 2003, igualou o ano 2000, conquistando o Apertura, a Libertadores e o Mundial Interclubes. No ano seguinte, venceu apenas a Copa Sul-Americana, torneio continental mais importante depois da Copa Libertadores. No ano de 2005, venceu novamente o Apertura e a Copa Sul-Americana, que garantiu vaga na Recopa Sul-Americana, também vencida pelo Boca, contra o campeão da Libertadores do ano anterior, o Once Caldas.
Em 2006, o clube conquistou mais um título nacional, dessa vez o Clausura, além de consagrar-se bicampeão da Recopa Sul-Americana. No ano seguinte, o Boca Juniors conquistou a sexta Copa Libertadores de sua história.
O Boca Juniors é a equipe com a maior torcida da Argentina. Em recentes pesquisas, os aficionados pelo clube ultrapassam 40% dos 35 milhões de argentinos. Enquanto isso, o maior rival, o Club Atlético River Plate, tem em sua torcida menos de 33% da população. O terceiro clube mais popular é o Independiente, com apenas 5,5% dos argentinos.
Devido a essa enorme diferença de quantidade de torcedores para os outros clubes e a rivalidade histórica entre as duas equipes, Boca e River é o maior clássico do futebol argentino, tendo sido inclusive denominado de Superclássico. O jornal britânico “The Observer” chegou a classificar o enfrentamento como o maior espetáculo futebolístico do planeta.
Atualmente, o Boca Juniors é o maior vencedor de títulos internacionais oficiais de todo o mundo, com 18 conquistas, empatado com o Milan, da Itália, que também tem 18 triunfos internacionais. Em campeonatos argentinos, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor, com 26 conquistas, seis a menos que o grande rival, River Plate.

Títulos

Copa Intercontinental 1977, 2000, 2003
Copa Libertadores da América: 1977, 1978, 2000, 2001, 2003, 2007
Copa Sul-Americana: 2004, 2005
Recopa Sul-Americana: 1990, 2005, 2006, 2008
Supercopa Libertadores: 1989
Copa Master da Supercopa: 1992
Copa Ouro:1993
Campeonato Argentino: 1919*, 1920, 1923, 1924, 1926, 1930, 1931, 1934, 1935, 1940, 1943, 1944, 1954, 1962, 1964, 1965, 1969 (Nacional), 1970 (Nacional), 1976 (Nacional), 1976 (Metropolitano), 1981 (Metropolitano), 1992 (Apertura), 1998 (Apertura), 1999 (Clausura), 2000 (Apertura), 2003 (Apertura), 2005 (Apertura), 2006 (Clausura), 2008 (Apertura)

Estádio
La Bombonera (oficialmente Estádio Alberto J. Armando) é o estádio do Club Atlético Boca Juniors. Sua capacidade atual é para 49.000 pessoas. O campo segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA (105m x 68m). O nome oficial homenageia o ex-presidente Alberto Jacinto Armando.
Seu apelido deve-se à sua forma retangular como a de uma caixa de bombons. A principal razão para isso é o reduzido espaço que fora destinado à sua construção, iniciada em 1923. A solução encontrada pelo arquiteto José Luiz Delpini - que lhe granjeou vários prêmios - foi a de criar três anéis de arquibancadas, de modo que quem assiste o jogo da terceira arquibancada tem de olhar para baixo se quiser assistir o jogo com clareza.
Em 1923, iniciou-se sua construção. Anos depois (em 1940), o então presidente do Boca, Camilo Cichero, concluiu as obras e batizou o estádio com seu nome. Foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2x1 em um amistoso contra o San Lorenzo. Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos. Devido à terrível crise institucional e financeira que assolou o clube em 1984, o estádio foi penhorado. Em 1996, foram construídos camarotes VIPs pelo presidente Mauricio Macri e, em 2001, o estádio foi rebatizado com o nome de Alberto J. Armando, homenagem a outro megaempresário e político, que fora presidente da instituição nos anos 70. Seu exterior foi pintado recentemente com afrescos do reconhecido pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos. Foi a disposição vertical das arquibancadas, onde cabem cerca de 49.000 mil pessoas aproximadamente, que fez com que o estádio começasse a ser chamado de "la bombonera", numa curiosa comparação com uma caixa de bombons.

Hino


Boca Juniors; Boca Juniors;
Gran campeón del balompié,
que despierta en nuestro pecho
entusiasmo, amor y fé
Tu bandera azul y oro
en Europa tremoló
como enseña vencedora
donde quiera que luchó.

Boca es nuestro grito de amor.
Boca nunca teme luchar,
Boca es entusiasmo y valor,
Boca Juniors. . . a triunfar. . .

Con tu enseña victoriosa
que es de oro y cielo azul,
en la "Cancha" se entusiasma
nuestra fuerte juventud. . .
Electrizan tus colores
Viejo Boca vencedor
y en los campos de combate
es glorioso tu pendón.

Boca es nuestro grito de amor
Boca nunca teme luchar,
Boca es entusiasmo y valor,
Boca Juniors. . . a triunfar. . .



Alcunhas Xeneizes,  Bosteros, La Mitad Más Uno, Bocaneros Boquenses

Site
http://www.bocajuniors.com.ar/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Club Atlético Banfield

Tudo começou na segunda metade da década de 1880, quando imigrantes ingleses chegaram em grande número à localidade que o clube viria homenagear carregando o seu nome, e que fica 14 quilômetros ao sul de Buenos Aires, vindo depois a fundar este clube com mais de cem anos de história, em 21 de Janeiro de 1896.
No início o esporte mais importante deste clube era o críquete, mas com a chegada de Alfred John Goode à presidencia, em 1899, o Banfield priorizou o futebol como esporte principal.
Entre 1950 e 1953, o Banfield permaneceu 49 partidas sem perder, recorde do clube até os dias de hoje e um dos maiores períodos sem derrota de um clube argentino, que poucos clubes do mundo puderam ostentar.
O Banfield foi o primeiro campeão da segunda divisão argentina, fato este que se repetiu por nove vezes, o que também o torna o maior vencedor da história da segunda divisão argentina. Já na primeira divisão sua melhor colocação foi o 1º lugar, em 2009 , sendo o Banfield, à data, o décimo-oitavo clube que mais pontuou na história da primeira divisão da primeira divisão argentina.
Pela primeira vez em sua história, o clube conquistou o Campeonato Argentino da Primeira Divisão, ao vencer o Torneo Apertura de 2009. Antes, o máximo que havia conseguido eram os vice-campeonatos de 1951 e 2005.
Nos últimos anos o clube tem chegado entre os primeiros colocados do campeonato argentino e frequentando os diversos torneios sul-americanos, tendo sido desclassificado da Copa Sul-Americana em 2005 pelo Fluminense, mas já estando habilitado para disputar a Copa Libertadores da América em 2007, com o quarto lugar geral na temporada de 2005-2006. Com o título do Torneio Apertura 2009, garantiu a presença da equipe na Copa Libertadores 2010 e na Copa Sul-americana 2010, tendo feito campanhas razoáveis em ambas competições.


Títulos

Campeonato Argentino  2009 (Apertura)
Segunda divisão argentina  1899, 1900, 1919, 1939, 1946, 1962, 1973, 1993 e 2001
Terceira Divisão Argentina  1908 e 1912

Estádio

O Estádio Florencio Sola é um estádio de futebol localizado em Banfield, Grande Buenos Aires, na Argentina. Inauguração 06 de outubro de 1940
É a casa do Club Atlético Banfield, equipe do Campeonato Argentino de Futebol.
Capacidade 34.901 pessoas

Alcunhas El Taladro


Site

http://www.clubabanfield.com.ar/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Club Atlético Tucumán

O Campeonato Argentino da próxima temporada terá uma novidade entre os seus participantes. O Atlético Tucumán, chamado de El Decano, conseguiu neste mês o acesso para a primeira divisão depois de vencer o Talleres por 4 a 1.
O fato histórico para o clube é o auge da equipe, uma das mais velhas do país e que, quase sempre, militou no futebol argentino sem ser notado. E foi uma das principais de sua região em sua história

O apelido do Atlético se dá pelo fato do clube ter sido um dos primeiros clubes a surgir na região norte da Argentina, em 1902. O clube, desde sempre, se baseou no futebol, apesar de em tempos recentes ter se dedicado a outras modalidades, como o hóquei na grama e o tênis.
As cores da equipe foram sempre as mesmas: azul e branco. O uniforme se aproxima bastante daquele que é usado pela seleção de seu país e remonta desde a fundação do Atlético.

O clube se filiou à Federação Tucumana de Futebol e conquistou diversos títulos locais. Foram 21 taças da Federação e seis títulos da Liga local, sem falar em torneios amistosos e outras competições.
O time jogou em várias competições nacionais, disputando pela primeira vez o torneio nacional da Primeira Divisão em 1973, fato que se repetiria nos três anos seguintes e em mais cinco oportunidades. Sua melhor participação neste tipo de competição foi em 1979, quando ficou em terceiro lugar.
Nesta época, teve seu melhor período no final dos anos 50 e começo do 60, quando conquistou por oito anos seguintes (1958 a 1964) a taça de campeão da Federação Tucumana de futebol, além de ter sido Campeão do Torneo de La República em 1959, sendo chamado de “Campeão dos Campeões”.

Com a reestruturação do futebol argentino, o time acabou caindo de divisão e passou a militar entre a Primera B (segunda divisão) e o Argentino A (terceira divisão). Em 2004, a equipe obteve o título do Clausura do Argentino A, batendo o Douglas Haig na final.
No entanto, a maior conquista seria em 2008, quando venceu o Racing de Córdoba para ser campeão geral da competição e garantir de vez a vaga de acesso para a Primeira B, na temporada seguinte.
O Decano brigou em boa parte do torneio entre as primeiras posições, e logo se candidatou a ser um dos que brigariam pelo acesso à Primeira Divisão. E isso veio contra o Talleres, em um jogo tumultuado.
O time já comemorava a vaga aos 35 do segundo tempo (virou o intervalo vencendo por 3 a 0) quando a torcida da equipe adversária passou a cometer incidentes violentos, que fizeram a arbitragem interromper a partida. Dias depois, a AFA decretou que o jogo havia sido ganho pelo Atlético.
A vitória causou um fato inédito na atual pirâmide do futebol argentino. Pela primeira vez, um time subiu de divisão em dois anos consecutivos até atingir a elite.

Títulos

Primera B Nacional: 2008-2009
Torneo Argentino A: Clausura 2004 e 2007-2008

Estádio

Estadio Monumental José Fierro é um estádio multi-uso em Tucumán, Argentina. É o estádio do Club Atlético Tucumán. A capacidade de estádios é agora 32.700 devido a profundas obras de remodelação do referido estádio. A expansão está em fase de planejamento e será revelada no futuro próximo.

Apelido : Decanos

Site


http://www.clubatleticotucuman.com/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Arsenal Fútbol Club

Time mais jovem da elite argentina, o Arsenal foi fundado no dia 11 de janeiro de 1957, após uma reunião realizada no bar “Lãs 3 FFF”, em Sarandí. Estiveram presentes ao evento 14 pessoas, entre elas Julio Humberto Grondona, atual presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA) e primeiro comandante do clube.
Todos que participaram da reunião eram fãs de Independiente e Racing, agremiações que foram homenageadas nas cores vermelha e azul da camisa do Arsenal de Sarandí. O nome dado ao time foi inspirado na equipe inglesa do Arsenal, de Londres, cujo o significado da nomenclatura é uma equipe de fortaleza.
No começo de sua história, o ano de 1961 foi um dos mais importantes para o time. Em março, o Arse começava a fazer parte da AFA e dois meses depois já realizava sua primeira partida oficial contra a equipe do Piraña, na quarta divisão do Campeonato Argentino. O jogo acabou com um empate por 1 a 1.
No ano seguinte, o Arsenal fez uma temporada sensacional e conseguiu o acesso para a terceira divisão. A campanha foi marcada pelo título invicto: 29 jogos, 22 vitórias e sete empates.
Em 1963, o Arse começou a construir o seu estádio, que foi aberto ao público no dia 12 de outubro de 1964. Na temporada de inauguração, o Arsenal conquistou o segundo título de sua história: a conquista da terceira divisão.
O começo no Torneio Primeira B se deu em 1965, quando foi sexto colocado. Porém quando se esperava um melhor desempenho na temporada de 1966, o time teve sua primeira grande decepção no mundo do futebol. Foi rebaixado para a terceira divisão e viu o sonho de chegar à elite da Argentina ficar mais distante. O retorno para a divisão de acesso aconteceu logo em 1968, após outra campanha invicta.
O desejo de disputar o Torneio Nacional B chegou perto de se realizar em 1970, porém a equipe não se classificou para a final após empatar com o Brown em números de pontos e ter seis gols a menos que o adversário.
Em 1976, o Arsenal perderia o maior presidente de sua história. Julio Humberto Grondona abandonava a presidência do clube, onde ficou durante 20 anos desde a fundação.
A batalha pelo sonho se seguiria durante um bom tempo, mas a angústia da torcida do Arse diminuiria em 1992. O acesso chegou após a vitória por 2 a 1 contra o Alvarado e, pela primeira vez em sua história, o clube de Sarandí jogaria a divisão nacional.
Após essa conquista, o time batalharia mais dez anos para finalmente fazer parte da elite da Argentina. O ano de 2002 marcou a realização do sonho de todos os torcedores e diretores do Arsenal. A equipe conquistava o acesso para a divisão principal 45 anos depois de sua fundação.
A principal glória conquistada pelo Arse em toda sua história aconteceu em 2007. A agremiação fez uma campanha com apenas uma derrota na Copa Sul-Americana e venceu o América do México na grande final. No somatório das duas partidas, 4 a 4. Por marcar 3 gols fora de casa, a equipe de Sarandí ficou com a taça.
Obteve seu primeiro título de expressão em 2007, quando Copa Sul-Americana de daquele ano.
Em 2008, participou pela primeira vez em sua história da Copa Libertadores da América, mas não foi bem sendo eliminado ainda na primeira fase da competição. Ainda em 2008, foi o primeiro campeão da Copa Suruga Bank.

Títulos 

Copa Sul-Americana: 2007
Copa Suruga Bank: 2008
Campeonato Argentino (Segunda Divisão): 2002
Torneio Primera B: 1992.
Torneio Primera C: 1964 e 1986.
Torneio Primera D: 1962.

Estádio

O Estádio Julio Humberto Grondona está localizado Sarandí, Avellaneda, Província de Buenos Aires. É aonde joga o clube argentino Arsenal Fútbol Club, que também é o dono do estádio. É conhecido também como El Viaducto (O Viaduto). Capacidade 16.300 pessoas


Alcunhas El Viaducto  ; El Arse

Site
http://www.celesteyrojo.com.ar/

domingo, 2 de janeiro de 2011

Asociación Atlética Argentinos Juniors

A Asociación Atlética Argentinos Juniors é um clube argentino de futebol, sediado no bairro Villa Mitre, na cidade de Buenos Aires, apesar de estar muito relacionado com o bairro da La Paternal.
Seu uniforme é composto de camisa vermelha, calção vermelho e meias vermelhas. O Argentinos Juniors revelou um dos maiores gênios do futebol mundial de todos os tempos: Diego Armando Maradona.

O Argentinos Juniors surgiu no início do Século XX, com a criação do "Mártires de Chicago", time formado por um grupo de jovens da Villa Crespo (um bairro de Buenos Aires). O Mártires de Chicago foi criado no dia 1° de maio (Dia do Trabalhador) e seu nome é uma homenagem aos trabalhadores mortos em um protesto ocorrido nesta data, na cidade de Chicago.
No dia 14 de agosto de 1904, o Mártires de Chicago disputou uma partida amistosa contra "Sol de la Victoria", equipe do mesmo bairro, vencendo pelo placar de 3 a 1. Os jogadores do Mártires convidam então os adversários derrotados para a fundação de uma nova agremiação, a qual se deu no dia seguinte. O clube recém-criado recebe o nome de Asociación Atlética y Futbolística Argentinos Unidos de Villa Crespo, recebendo a cor vermelha pelo fato de seus fundadores serem simpatizantes do Partido Socialista argentino. O primeiro presidente do Argentinos Juniors foi Leandro Ravera Bianchi, escolhido de forma unânime.
Em 1905, filia-se à Liga Central de Foot-Ball, entidade que reunia clubes de Villa Crespo e de empresas comerciais. A primeira partida oficial do Argentinos Juniors foi catastrófica: derrota para o Club La Prensa pelo placar de 12 a 1. Apesar da péssima estréia, o clube torna-se campeão da competição organizada pela Liga Central.
Em 1906, o Argentinos Jrs. abandona seu campo, que ficava entre as avenidas Añasco e Gaona, e muda-se para um terreno emprestado na Villa Ballester. Porém, o clube fica apenas um ano na nova localização, retornando à Villa Crespo em 1907, desta vez em um descampado entre as ruas Parral e Luis Viale. Em 1909, o Argentinos Jrs. integra-se à "Argentine Football Association" (futura Asociación del Fútbol Argentino - AFA).
No ano de 1912, o Argentinos Juniors é convidado a participar da Primeira Divisão Nacional. Porém, seus dirigentes recusam o convite, acreditando ser melhor que a vaga para a elite fosse obtida dentro de campo, o que quase aconteceu em 1920, quando o clube disputou as finais do acesso com o Club El Porvenir, empatando o primeiro confronto por 1x1 e perdendo o segundo por 2 a 1.

No ano de 1937, após passar por graves crises financeiras, o Argentinos Juniors é rebaixado para a Segunda Divisão, juntamente com o Quilmes. Além disso, o clube foi desalojado de seu estádio pelo atraso no pagamento do aluguel do terreno. O Argentinos se vê obrigado a mandar jogos em estádios de outros clubes, como Sportivo Palermo e Ferro Carril Oeste.
Para evitar o fechamento do clube, os cerca de cem sócios do Argentinos em 1939 convocaram eleições. O tesoureiro Inocente García propõe que seu primo, Gastón García, fosse nomeado presidente. Além de não ser sócio do clube, Gastón Garcia pouco conhecia sobre futebol e sequer estava na Argentina, na época. Porém, aceitou o desafio e, pagando do seu próprio bolso, alugou um prédio situado entre as ruas Médanos e Boyacá. Imediatamente quita as dívidas do clube, pendentes com o Ferrocarril del Pacifico, e inicia a construção de um modesto estádio no terreno alugado. A inauguração do novo estádio ocorre em 27 de abril de 1940, data inicial do Campeonato Argentino da Segunda Divisão, contra o Barracas Central. Vitória do Argentinos Juniors em sua nova casa por 2 a 1, com gols de Turello e Malfatti.

A década de 1970 marcam a fase de crescimento desportivo e institucional do Argentinos Juniors. Após conquistar um torneio curto entre os melhores classificados do acesso (além de Argentinos, All Boys, Dock Sud, Alvear e San Fernando), finalmente é promovido à Primeira Divisão novamente.
No ínicio da década de 1980, o Argentinos Juniors, conhecido na época como um clube que desenvolvia um belo trabalha nas categorias de base, revelou um dos maiores craques do futebol mundial, Diego Armando Maradona. Tanto é, que o estádio do Argentinos, foi batizado com o mesmo nome do craque argentino.
Com uma vitória por 2 a 1 sobre o Almagro, dia 28 de dezembro do mesmo ano, o Argentinos Juniors conquistou o Campeonato da Segunda Divisão argentina com o seguinte time: J. Pedroza; A. Díaz; e J.Zappa; A. Vernieres; J. Lijó e J. Agosti; A. Turello; J. Capdevila; E. Dosetti; J. Leonardi e J. Pisapia. Zappa marcou os gols do Argentinos. No entanto, a conquista não valeu o acesso à elite, pois, segundo a A.F.A., o clube não possuía um estádio em boas condições de jogo. O clube solicitou um prazo de seis meses para a realização das obras requeridas, porém o pedido foi negado.
Essa época foi muito boa para o clube, pois seus maiores títulos nacionais e internacionais foram ganhos nessa década, dando muita projeção ao Argentinos, que na época era considerado uma equipe pequena da Cidade de Buenos Aires.
O Argentinos Juniors ganhou três titulos em nível nacional na Argentina ao longo de sua história, o Torneo Metropolitano de 1984, Campeonato Argentino de 1985 e o Torneo Clausura 2010, além de um vice-campeonato nacional em 1926. Em termos de títulos internacionais o clube tem grandes conquistas, como a Taça Libertadores da América de 1985, disputando a final do Mundial Interclubes em Tóquio, no Japão, com a Juventus de Turim, a partida acabou empatada em 2x2 e foi para os pênaltis, com a equipe italiana triunfando por 4x2. Em 1986, o clube consagraria-se campeão da Copa Interamericana.
Em 2010 o time conquista o título do Torneio Clausura do Campeonato Argentino, quebrando um tabu de 25 anos sem titulos na primeira divisão. Possibilitando o retorno da equipe portenha a Copa Libertadores da América.

Títulos

Copa Libertadores da América: 1985.
Copa Interamericana: 1986.
Campeonato Argentino:  1984, 1985, e 2010 (Clausura).
Campeonato Metropolitano: 1984.
Campeonato Argentino da Segunda Divisão:  1940 e 1996/97.



Estádio

Em 1925, o clube inaugura seu novo estádio, situado entre as avenidas San Martín e Punta Arenas, em um prédio alugado do Ferrocarril del Pacifico. Era um moderno estádio para a época, com capacidade para 10 mil espectadores. A inauguração ocorreu no dia 26 de julho, com vitória do Argentinos por 4 a 3 sobre o Huracán, em partida amistosa. No ano seguinte, o clube conquista o vice-campeonato da Asociación Argentina de Football.

Mas em 2003, o clube inaugura um novo estádio e que leva o mesmo nome do maior jogador nascido na Argentina em todos os tempos, Diego Armando Maradona.
Inaugurado em 26 de Dezembro de 2003 no lugar do antigo estádio, tem capacidade para 24.800 torcedores e pertence a Asociación Atlética Argentinos Juniors.
O estádio demorou dez anos para ser construido, devido a crise financeira que assolou o clube, que durante a construção mandava seus jogos no Estádio Arquiteto Ricardo Etcheverri.
O nome do estádio é uma homenagem a Diego Armando Maradona, um dos maiores jogadores de futebol da história e que foi revelado nas categorias de base do clube.


Alcunhas Bicho Colorado (Bicho Vermelho)  ; El Tifón de Boyacá (O Tufão da Boyacá)

Site
http://www.argentinosjuniors.com.ar/

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tout Puissant Mazembe

Tout Puissant Mazembe (em tradução literal do francês, "Todo Poderoso Mazembe"), ou TP Mazembe (anteriormente conhecido como "Englebert"), é um clube de futebol da República Democrática do Congo.
O TP Mazembe foi fundado em 1932 por monges beneditinos que dirigiam o Instituto de São Bonifácio Elisabethville (Lubumbashi). Para diversificar as atividades de estudo para aqueles que se dedicavam ao sacerdócio, decidiu criar um time de futebol, chamado a equipe de São Jorge, padroeiro da tropa.
Foi campeão da Copa Africana dos Campeões em 1967 e 1968. Em 2009 conseguiu chegar à final da Liga dos Campeões da CAF, onde disputou o título contra o Heartland da Nigéria. Perdeu o primeiro jogo para os nigerianos por 2 a 1, mas a vitória em casa, no jogo de volta, por 1 a 0, deu o terceiro título africano para a equipe congolesa. O título também lhe garantiu o direito de disputar o Mundial de Clubes da FIFA 2009. Perdeu os dois jogos que disputou : na primeira fase, 2 X 1 para o Pohang Steelers , da Coréia do Sul e na disputa do quinto lugar, perde por 3 X 2 para Auckland City da Nova Zelândia.
Em 2010 conquistou o bi-campeonato consecutivo da Copa Africana dos Campeões, ao vencer o Espérance ST da Tunísia na final (5 a 0 no jogo de ida e um empate em 1 a 1 na volta), o que lhe garantiu a vaga africana na Mundial de Clubes da FIFA 2010.
No Mundial de Clubes da FIFA 2010 o clube surpreendeu o favorito Pachuca e ganhou por 1 a 0, ficando com o direito de disputar as semi-finais com o Internacional. Em seguida, nas semi-finais, eliminou o Internacional de Porto Alegre pelo placar de 2 a 0, sendo o primeiro time de fora da Europa e América do Sul a disputar a final do Mundial de Clubes. Na final do campeonato o clube africano enfrentou a Inter de Milão, atual campeã da Champions League, e não resistiu à forte pressão exercida pela marcação do clube italiano, perdendo pelo placar de 3 a 0, pondo fim a sua trajetória épica.

Títulos

Liga dos Campeões da CAF: 1967, 1968, 2009 e 2010
Supertaça Africana: 1980.
Campeonato Congolês: 1966, 1967, 1969, 1976, 1987, 2000, 2001, 2006, 2007 e 2009
Copa do Congo: 1966, 1967, 1976, 1979 e 2000
Estádio

Stade de la Kenya
Capacidade 35.000
 
Alcunhas Les corbeaux (Os corvos)

Site
http://www.tpmazembe.com/

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vitória Futebol Clube

O Vitória Futebol Clube é um dos mais representativos times do sul de Portugal. Localizado na cidade de Setúbal, na região de Lisboa, o clube foi fundado em 20 de novembro de 1910, pelos amigos Joaquim Venâncio, Henrique Santos e Manuel Gregório, após desentendimentos com outros integrantes do Bomfim Foot-ball Club, uma das poucas agremiações a praticar o esporte na época, .

A equipe foi batizada inicialmente como Sport Vitória, mas como o único objetivo do clube era vencer, posteriormente foi decidido em definitivo, durante uma assembléia-geral, que o nome seria Victória Foot-ball Club.

Como não havia campeonato nacional na época, a única alternativa dos verdes e brancos – cores oficiais – era se deslocar a Lisboa para disputar a competição regional. As categorias amadoras venceram o torneio em 1916/17 e o resultado incentivou a disputa em um patamar superior, a primeira divisão.

Nas temporadas 1923/24 e 1926/27 o clube venceu o Campeonato de Lisboa, batendo equipes tradicionais do país como Benfica, Sporting e Belenenses. Com isso, ganhou reputação no cenário nacional e aumentou seu número de torcedores e sócios.

No início dos anos 1930, o time já contava com outros departamentos esportivos, como: handebol, natação, atletismo entre outros e aumentava sua expressão em Portugal, não apenas com o futebol, mas também em outras modalidades.

Na mesma década, o Vitória abandonou o Campeonato de Lisboa e junto com outras equipes fundou a Associação de Futebol de Setúbal. Com o passar do tempo, o time foi estabilizando-se e, em 1943/44, disputou sua primeira final de competições nacionais, a Taça de Portugal, criada em 1938, mas acabou sendo derrotado por 5 a 1 pelo Benfica.

Mesmo com a o revés, os torcedores setubalenses comemoraram pelas ruas da cidade e ficaram esperançosos quanto ao futuro do time. Onze anos mais tarde, em 1954, o clube chegou a mais uma final do segundo maior campeonato do país e mais uma vez perdeu a chance de conquistar seu primeiro título, após perder por 3 a 2 para o Sporting.

Com a ascensão, os Sadinos - como são chamados os habitantes da cidade banhada pelo Rio Sado – decidiram fundar, em 1962, seu estádio, para poderem atuar perante sua torcida e assim batizam o local como Estádio do Bonfim.

A nova “casa” não demorou a ajudar o clube em suas conquistas e, após três anos, na temporada 1964/65, o time ganhou seu primeiro título, a Taça de Portugal, ao vencer o rival Benfica por 3 a 1. Dois anos mais tarde, em 1967, mais uma conquista e novamente na taça portuguesa, desta vez contra o Acadêmica de Coimbra, pelo placar de 3 a 2 na prorrogação.

A equipe formada por João Jacinto, o “Pérola Negra do Sado” e um dos maiores ídolos do clube, Matine, Carlos Cardoso, José Maria e Vítor Batista encantava o país e a Europa. Comandados por José Pedroto, o Vitória faz sua melhor campanha no Campeonato Português em 1971/72 e terminou a competição na segunda colocação.

Nas temporadas de 1969/70, 1972/73 e 1973/74, a equipe encerrou sua participação em 3º lugar e garantiu classificação em competições européias em todos os anos. Na Taça entre Cidades – uma das antecessoras da Copa da Uefa – o time chegou às quartas-de-final em quatro oportunidades e venceu fortes equipes como: Internazionale de Milão, Fiorentina, Leeds e Lyon.

No entanto, após as décadas de ouro em 1960 e 1970, o Vitória perdeu força no país e não voltou a repetir os bons resultados, alternando rebaixamentos e acessos à primeira divisão durante os anos 1980 e 1990. A última ascensão se deu em 2004, após cair para o segundo escalão um ano antes.

A falta de dinheiro obriga os Sadinos a contratar jogadores de baixo custo, muitos deles brasileiros e africanos, e apostar em suas categorias de base, como forma de revelar talentos e formar boas equipes para as competições portuguesas.

Na temporada 2004/05, após 38 anos de jejum, o clube voltou a vencer uma competição nacional, a Taça de Portugal pela terceira vez em sua história em dez finais disputadas, depois de derrotar o Benfica por 2 a 1, com gols de Manuel José e Meyong.

Títulos

Taça de Portugal
  1964/65, 1966/67 e 2004/05 
Taça da Liga 2007/08

Estádio

O Estádio do Bonfim é um estádio de futebol onde habitualmente joga o Vitória de Setúbal e localiza-se em Setúbal, no centro da cidade. Foi inaugurado a 16 de Setembro de 1962 e pode contar com 18.694 espectadores. O Estádio está situado no Parque do Bonfim e já teve capacidade para cerca de 30.000 espectadores. Após a colocação de cadeiras individuais visando um maior conforto dos espectadores viu reduzida a sua lotação oficial para cerca de 21.000 lugares, sendo que actualmente, o número oficial deste recinto cifra-se em 18.694 lugares em virtude do encerramento de uma das bancadas do topo.

Foi inaugurado no dia 16 de Setembro de 1962 e desde lá para cá foi palco de inúmeros acontecimentos desportivos de onde se destaca obviamente os jogos do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão e da Taça de Portugal, bem como alguns jogos internacionais não só da equipa setubalense mas também da própria Selecção Nacional de Portugal que ali jogou algumas vezes. Era naquela época uma das mais modernas infraestruturais desportivas em Portugal tornando-se, ao longo do tempo, um dos mais tradicionais estádios do futebol português.
Todavia é uma obra que esta a ficar degrada e desactualizada, mesmo ao nível da iluminação para jogos oficiais. De resto, a Uefa não credenciou aquele recinto para provas internacionais razão pela qual o Vitoria de Setúbal teve que disputar a Taça Uefa na sua ultima participação no Estádio José de Alvalade em Lisboa.

Incluido no novo projecto da cidade de Setúbal, Nova Setúbal na zona do Vale da Rosa, foi apresentado o projecto de construção de um novo estádio para a equipa local. Trata-se de um recinto com bancadas totalmente cobertas e com capacidade para receber 15.500 espectadores, com um custo estimado de 11.000 milhões de euros.


Alcunhas Sadinos, Vitorianos, Senhor Vitória

Mascote "Sadinho" Roaz Corvineiro (golfinho do Rio Sado)

Site 
http://www.vfc.pt/ 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vitória Sport Clube

O Vitória Sport Clube, mais conhecido como Vitória de Guimarães por estar localizado na cidade homônima, fica no Distrito de Braga, região Norte de Portugal. O ano oficial da criação da entidade não é precisa, mas em 1922 o clube aderiu ao profissionalismo e entrou para a Associação de Futebol de Braga, se tornado um dos pioneiros da modalidade no país. Nos primeiros anos, o time disputava apenas partidas amistosas e campeonatos amadores da associação a qual era afiliada. Em 1926, o clube juntou-se a outra equipe da cidade, o Atlético Clube de Guimarães e gerou uma grande confusão no quadro associativo e em seu nome, que foi motivo de discussões até ser realizada a primeira assembléia geral, onde tudo foi esclarecido.
Em 1935/36 a equipe venceu o campeonato distrital de Braga e, com isso, pela primeira vez teve direito de disputar uma competição de âmbito nacional e promovida pela F.P.F (Federação Portuguesa de Futebol). Neste ano então, os vitorianos participaram da II Liga – nome da segunda divisão do país.
O Vitória estreou na elite do futebol lusitano em 1942 e permaneceria na Primeira Divisão por 14 temporadas consecutivas, se tornando o time mais antigo da competição, depois dos considerados “quatro grandes”: Porto, Benfica, Sporting e Belenenses. Ainda neste ano, o clube alcançaria a final da Taça de Portugal pela primeira vez em sua história, surpreendendo a todos, após eliminar o Sporting de Lisboa, uma das mais tradicionais agremiações do país. Na final, acabou perdendo por 2 a 0 para o Belenenses.
Com os bons resultados e mais uma boa campanha na Taça de Portugal de 1944, quando chegou às semifinais, o time ganhou mais prestígio no país e aumentou seu número de sócios em apenas dois anos.
A temporada de 1954/55 marcou o primeiro rebaixamento da equipe desde que começou a disputar o campeonato nacional. Após três anos no segundo escalão, regressou à elite para não ser apenas um mero figurante, mas para se tornar um dos grandes times do país.
No final da década de 60, os Vimaranenses faziam boas campanhas e, em 1968/69, terminaram o campeonato luso na terceira colocação, a melhor na história. Dessa maneira, ganharam a vaga pra participar, pela primeira vez, de um torneio continental, a Copa das Feiras entre Cidades – uma das antecessoras da Copa da Uefa.
Sua primeira aventura por gramados europeus não durou muito e o clube acabou eliminado na segunda rodada da competição pelo Southampton-ING. No ano seguinte, mais uma ida ao torneio continental e mais uma eliminação na mesma fase, mas desta vez para o Hibernian, da Escócia, após derrota por 2 a 0 e vitória por 2 a 1.
O time voltaria a disputar a competição apenas nos anos 80 e sua melhor campanha foi na temporada 1986/87, quando foi eliminado nas quartas-de-final pelo Borussia Mönchengladbach.
O primeiro e único título nacional da equipe aconteceu em 1987/88, na 11ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira, depois de uma vitória por 2 a 0 e um empate sem gols contra o Futebol Clube do Porto.
No início do Século 21 o clube não conseguiu repetir os bons resultados e caiu de produção, terminando o campeonato do país sempre na parte de baixo da tabela. Em 2005/06, o time não suportou os maus resultados e o pouco dinheiro em caixa e acabou rebaixado pela segunda vez em sua história.
Na temporada seguinte, o Vitória de Guimarães deu a volta por cima e conseguiu retornar à primeira divisão, depois de terminar na terceira posição da Liga de Honra – a segunda divisão portuguesa.
Os Anjos Negros – como são chamados pela torcida – participaram de 64 edições da Liga Portuguesa. Com isso, o clube é o quinto com mais participações neste campeonato, perdendo apenas para Porto, Benfica e Sporting (74 cada) e Belenenses, com 66 presenças.

Títulos

Supertaça de Portugal: 1987/88

Estádio

A inauguração do Estádio Municipal de Guimarães foi a 3 de Janeiro de 1965, num jogo em que o Vitória venceu o CF Belenenses por 2-1. Castro marcou o primeiro golo no Estádio.

O Estádio D. Afonso Henriques é o estádio de Futebol do Vitória. Foi remodelado para o Euro2004. Tem capacidade para cerca de 30000 lugares sentados.
Em 25 de Julho de 2003 assiste-se à cerimónia inaugural do remodelado estádio, momento em que a Câmara Municipal de Guimarães fez a entrega do Estádio D. Afonso Henriques, perante cerca de 30000 espectadores. O Estádio D. Afonso Henriques foi inaugurado com os espectadores a encherem totalmente as bancadas do novo D. Afonso Henriques. Viram um espectáculo multimedia, seguido do jogo entre o Vitória e o FC Kaiserslautern, que os vimaranenses ganharam por 4-1.

Hino


Vamos gritar Vitória, Vitória
Sempre e mais alto não será de mais
Vamos gritar Vitória, Vitória
Força branquinhos, Vitória de Guimarães
Vamos gritar Vitória, Vitória
Sempre e mais alto não será de mais
Vamos gritar Vitória, Vitória
Força branquinhos, Vitória de Guimarães
Ó Vitória, meu Vitória
Vai em frente e atrás não fiques
Tens o emblema da glória
A espada de Afonso Henriques
Tua bandeira é verdade
Inconfundível na cor
A cor preta é da unidade
A cor branca é do amor

Refrão
Tuas tradições tão grandes
No desporto nacional
És Vitória, és Guimarães
O berço de Portugal
Sejas último ou primeiro
Na derrota ou na glória
Terás Guimarães inteiro
A puxar por ti Vitória



Apelidos: Vitorianos, Anjos Negros, Vimaranenses, Conquistadores e VSC.

Mascote
 
A mascote ou o principal símbolo da equipe portuguesa é o príncipe Dom Afonso Henriques, nascido em Guimarães. Ele foi o primeiro rei de Portugal e conquistou a independência do país. Devido as suas múltiplas vitórias, durante os mais de 40 anos em que liderou a nação, ele recebeu o apelido de O Conquistador. Em sua homenagem, o Vitória, time da cidade natal do nobre, batizou seu estádio com seu nome e tem em seu escudo uma figura sua.­

Site
http://www.vitoriasc.pt/

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Clube Futebol União

O Clube Futebol União, conhecido também por União da Madeira, é um clube português, localizado na cidade do Funchal, na Região Autónoma da Madeira. Historicamente e pese o declínio recente, é um dos mais importantes clubes de futebol da ilha, tendo já sido o segundo clube mais popular da região, granjeando especial apoio nas zonas mais altas da mesma. O clube conta com 5 presenças na 1ª Divisão Nacional, a última das quais na época 1994/1995.

 No dia 1 de Novembro de 1913, um grupo de desportistas liderado por César da Silva e onde também figuravam João Fernandes Rosa, Alexandre Vasconcelos, José Anastácio do Nascimento e José Fernandes fundou um clube que haveria de se notabilizar com o decorrer dos anos. Primeiro com a designação de União Futebol Clube e posteriormente, com o nome que ainda hoje ostenta: Clube de Futebol União.
Umbilicalmente ligado ao que haveria de ser o seu grande rival - Club Sport Marítimo - o União, nasce na sequência de uma cisão que ocorreu com o Grupo União Marítimo, uma colectividade que dispunha de alguma autonomia, cujo objectivo era a formação de jovens jogadores para a primeira equipa do Marítimo. A propriedade de uma das balizas esteve na origem da desavença, surgindo assim o União Futebol Clube, já completamente independente do Club Sport Marítimo.
O clube nasceu na zona do Almirante Reis, tendo a sua primeira sede social sido criada na Rua de Santa Maria, sendo o seu primeiro presidente Ângelo Olim Marote.


Numa altura em que o futebol não se encontrava devidamente organizado, coube aos responsáveis do União a liderança de formar um movimento associativo de forma a que a época desportiva fosse devidamente programada, nascendo assim aquela que é a actual Associação de Futebol da Madeira.


Um polémica acontecida num jogo entre o clube e o rival Marítimo em 1918, paralisa a recém criada Associação de Futebol do Funchal por cerca de 2 anos.  Só na época 1920-21 a competição regressa, com a disputa do 3ºCampeonato da Madeira. Após duas vitórias do seu rival, o União consegue aí o seu 1º Campeonato da Madeira, facto que foi muito vitoriado pelos seus indefectíveis.
A partir da época 1921-22, começa-se a realizar o Campeonato de Portugal. O representante madeirense apenas entrará na época seguinta na prova. Em 1927-28 o clube soma a sua única participação. Esteve mesmo à beira de vencer o Benfica nos quartos de final, estando a vencer 3-1 até ao último minuto de jogo, acabando no entanto por perder 3-4 nos descontos alargados.

A década de 1950 e 60 representarão as décadas de maior sucesso do clube a nível regional, advindo daí muito do prestígio popular grajeado pelo clube. a grande transformação é motivada pela vinda de um espanhol natural de Canárias que seria o grande mentor e impulsionador de uma escola de futebol cujo sucesso seria reconhecido. Pegou num grupo de jovens que disputava os torneios do Almirante Reis e fez dele um grupo de campeões. Entre estes jogadores destacaram-se: Tiago, Elmano, Abelinha, Inácio, Amândio, Chino, Luís Angélica, Ferdinando, Filipe e Salinhos entre outros. O trabalho deste treinador foi considerado importante ao construir um dos viveiros de jogadores mais importantes de Portugal. A melhor forma de homenagear este grande treinador foi vinculá-lo ao próprio hino do clube: «O União ensina, tem a escola do Medina e sabe de que é capaz».
Vem daí a base para as equipas que conseguiram o feito extraordinário de vencer por sete anos consecutivos o Campeonato da Madeira, da temporada 1955-56 até à morte do "borrego" na época 1962-63.

A ascensão do clube aos nacionais de futebol ocorreu na temporada 1979/1980 com o clube a entrar na 3ª Divisão Nacional. Após duas épocas, sobe à 2ª Divisão Nacional. O primeiro convívio com os maiores do futebol português aconteceu em 1989/1990, depois de se sagrar campeão da 2ª Divisão. Antes de participar nos campeonatos nacionais, o União foi por diversas vezes representante da Região à Taça de Portugal e à Taça Ribeiro dos Reis.

Na sua primeira época, o clube consegue se manter na divisão maior fruto de um alargamento que ocorre nesse ano. Ficará mais duas épocas - alcançando a sua melhor classificação na IªDivisão com um 12º lugar em 1990-91 - até descer à II Divisão de Honra em 1991-92. No entanto volta a subir na época seguinte, igualando a melhor classificação obtida em 1993/1994 na época de retorno à IªDivisão Nacional. No entanto e fruto de alguma instabilidade técnica, o clube abandonaria a I Divisão em 1994-95, entrando num lento declínio.
Apostado em voltar rapidamente ao convívio dos grandes, por uma razão ou outra os sucessivos projectos falham, afastando muita da sua massa adepta. Em 1998-99, com o advento da SAD's à porta, o clube cai na 2ªDivisão Zona Sul. Constitui-se um SAD, tentando recuperar a pujança de outrora, mas o clube começa a marcar passo conseguindo apenas um 3º lugar em 1999-00 e um 2º em 2000-01, face ao elevado investimento preconizado.
A equipa na época seguinte, fruto de uma maior estabilidade, consegue vencer a Zona Sul e retorna à II Divisão de Honra. No entanto, os sucessivos erros insistem em se repetir, ficando o clube em último passadas duas épocas, indo parar novamente à 2ª Divisão Zona Sul.
Este sucessivo sobe e desce, assim como o progressivo afastamento da direcção do clube em relação à sua massa adepta, provocou uma rápida erosão da sua base de apoio, que nem o início de construção do complexo desportivo do clube conseguiu estancar. A equipa nas duas épocas seguintes - novamente com elevados investimentos e outros tantos erros de "casting" - fica em 3º e 2ª falhando a subida.
A estrutura da 2ªdivisão Zona Sul muda no final de 2004/2005, passando a ter acesso às competições profissionais apenas dois clubes de um conjunto de 4 séries com 16 equipas. O União é posto na Série B 2006/2007 após um começo algo titubiante, ganho a Série. No entanto como apenas 2 equipas poderiam subir, o clube teve que disputar com o Freamunde, uma vaga de acesso, tendo os capões levado a melhor, voltando o clube a falhar num momento decisivo. conseguindo na primeira época o já referido 2º lugar, tendo na época.

Títulos

Campeonato nacional da 2ª divisão - 1988/89 e 2001/02
Campeonato da 2ª Divisão B   - 2006/07

Estádio

Campo de Futebol Adelino Rodrigues
Lotação: 2000



Alcunhas "União da Bola"

Site
http://cfuniao.yolasite.com/
http://www.cfuniao.pt.vu/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

União Desportiva de Leiria

O União Desportiva de Leiria foi formado na cidade de Leiria no ano de 1966, sendo o clube mais novo da primeira divisão do futebol português. O Lis, como é chamado em referência ao rio que corta a pequena cidade, conseguiu participar da terceira divisão portuguesa no ano seguinte, em 1967. Depois, entrou na segunda divisão nacional, a chamada Liga de Honra, pela primeira vez na temporada 1970/71.

Nas duas primeiras temporadas na segunda divisão, o clube ficou na terceira colocação. Depois, realizou algumas campanhas piores, mas sem correr o risco de queda. Até que em 1978/79 venceu a Liga e subiu pela primeira vez à primeira divisão.

Porém, o desempenho do time foi fraco, ficando em 13º lugar e sendo rebaixado. Retornou à elite no ano seguinte, mas de novo vez fez péssima campanha e voltou ao segundo escalão.

O Leiria, então, disputou durante anos a segunda divisão. Somente em 1994 a equipe conseguiu o acesso novamente. Desta vez, durou mais tempo entre os melhores, permanecendo por três temporadas, até sofrer nova queda em 1997.

Contudo, conquistou o título da segunda divisão no ano seguinte e mais uma vez voltou para a elite do futebol português, onde se mantém até hoje.
Escudo tradicional

No início do século 21, realizou algumas boas campanhas. Em 2002/03, chegou à final da Copa de Portugal e, com isso, assegurou vaga na Copa da Uefa do ano seguinte. Foi o primeiro torneio internacional do time em sua história.

Entretanto, a temporada que começou de forma animadora para a agremiação, terminou de um jeito melancólico: o time foi eliminado na última fase eliminatória da Copa da Uefa (anterior à fase de grupos) e ficou em décimo lugar na Liga Nacional.

Depois disso, apenas teve desempenho mediano no Campeonato Nacional e, somente em mais uma oportunidade conseguiu uma vaga para a Copa da UEFA, sendo eliminado outra vez antes da fase de grupos do torneio.
Infelizmente o clube não foi bem na temporada 2007/08 e acabou sendo rebaixado.
Na epóca 2008/09 participou na Liga Vitalis onde fez uma reviravolta extraordinária, em 19 jogos subiu da 15º posição ao 2º, e consequentemente e subiu de divisão. Atualmente o clube disputa a 1º Liga.

Títulos

Campeão da 2ª Divisão Honra - 1980/1981
Campeão da 2ª Liga (Liga Vitalis) - 1997/1998

Estádio

O Estádio Dr. Magalhães Pessoa é um estádio construído em 2003 para a realização do Euro 2004, que foi projectado pelo arquitecto Tomás Taveira. Actualmente os jogos da União de Leiria são realizados neste estádio.
 A remodelação do estádio municipal de Leiria teve o propósito não só de dotar a cidade de uma importante infra-estrutura desportiva, como também acolher o para o Euro 2004. O estádio possui uma capacidade de 23 835 lugares, totalmente cobertos, tendo sido criada uma bancada provisória para o Euro 2004 com mais 5478 lugares.
O Estádio Municipal de Leiria – Dr. Magalhães Pessoa foi objecto de obras de remodelação e ampliação realizadas.
A inauguração desta profunda intervenção ocorreu a 19 de Novembro de 2003, com o jogo Portugal versus Kuwait, que Portugal venceu por memoráveis 8-0, seguido por um espectáculo multimédia.
O estádio original tinha sido construído na década de 60 por iniciativa do então Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Manuel Magalhães Pessoa. Foi o primeiro passo para a constituição, nesta zona da cidade, de um parque desportivo. Em reconhecimento do seu contributo para o desporto no Concelho, o município de Leiria atribuiu, já no início dos anos 70, o seu nome ao estádio que fez nascer.

Hino

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

LEIRIAAAA….LEIRIAAAA…

Estádio a puxar
Bandeiras no ar
Todos juntos a cantar
Queremos ganhar, queremos vibrar
Vamos, vamos lá marcar

Ninguém vai perder a fé
Nem deixar de acreditar
Ninguém vai arredar pé
Eu sei, eu sei que o golo da vitória vai chegar

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

Vamos União de alma e coração
Procurar a nossa glória
Todos juntos na vitória

LEIRIAAAAA


Alcunhas Lis e UDL

Site 
http://www.uniaodeleiria.pt/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Trofense

A história do Clube Desportivo Trofense iniciou-se em 1927, época em que os jovens atletas da cidade praticavam o futebol no “Campo da Capela”, que hoje é conhecido como Parque da Nossa Senhora das Dores. O terreno começou a ser utilizado pelo Sporting Clube da Trofa, que fez sua primeira partida contra o Sporting Clube Tirense, em 1929, e venceu pelo placar de 6 a 3.
Apesar dos duelos que eram realizados no local, o Sporting Clube da Trofa não podia participar de partidas oficiais, já que não tinha um campo em condições de receber tais jogos. Com isso, no dia 12 de outubro de 1930 foi inaugurado o campo do Catulo e fundado o Clube Desportivo Trofense, com filiação na Associação Futebol do Porto.
No dia da tão sonhada inauguração do parque de jogos do Catulo, que significava o ingresso do time nas competições organizadas pela Associação do Porto, o Trofense fez sua partida de estréia em sua nova casa contra o Fluvial Vilacondense e venceu por 5 a 2. O treinador da equipe nesta partida foi Júlio Cardoso, que seria campeão do conselho de Santo Tirso no final da temporada 30/31, primeiro título do clube.
A partir de 1933, o Clube Trofense entrou em declínio e o futebol passou a não ser mais a prioridade dos associados. Assim, os jogadores perderam o compromisso com o time, que começou a ter número reduzido de atletas nos treinamentos e jogos.
Nos anos seguintes, a falta de dinheiro fez com que o clube perdesse o parque de jogos e suspendesse a prática do futebol. A partir de 1935, o Trofense passou a não inscrever sua equipe nos campeonatos do conselho. Mesmo assim, jovens jogadores continuaram a praticar o esporte e mantiveram vivo o sonho do clube de voltar a disputar partidas oficiais.
Na época de 1950/51, iniciou-se na disputa do campeonato distrital da 3.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto.
Em 1965/66 foi campeão da 3.ª Divisão distrital, ascendendo à 2.ª Divisão distrital em 1977/78 foi campeão da 2.ª Divisão distrital, ascendendo à 1.ª Divisão distrital.
Em 1983/84 subiu à 3.ª Divisão Nacional, para na época de 1985/86 subir à 2.ª Divisão Nacional. No ano de 1987 foi considerado pessoa colectiva de utilidade pública por decreto-lei 460/77 do Diário da República de 23 de Setembro.
Na época 1990/91 baixou à 3.ª Divisão Nacional, regressando à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1992/93 após conquistar o título de Campeão Nacional da 3.ª Divisão vencendo na final disputada em Mira de Aire o Olivais e Moscavide.
Foi atirado para a 3.ª Divisão Nacional em 1993/94 no que foi até à data o maior escândalo do Futebol Nacional (o caso Varzim).
Voltou à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1996/97, para conseguir as melhores classificações de sempre 3.º lugar em 1997/98 e 4.º em 1998/99.
Na época 2000/2001 desceu à 3.ª Divisão Nacional para na época 2002/2003, regressar novamente à 2.ª Divisão Nacional.
Na época 2005/2006, ano de comemoração dos 75 anos do Clube, conquistou o maior feito da sua história até então, a subida à 2ª Liga. Também em Iniciados, pela 1ª vez uma equipa de Formação ascendeu aos Campeonatos Nacionais, prenda Honrosa para as Bodas de Diamante.
Na época 2006/2007, na primeira e histórica participação na 2ª Liga, obteve um 11º lugar. 
Na época 2007/2008, o C.D.Trofense conseguiu o maior feito da sua história. De uma forma memorável, conseguiu terminar a 2ª Liga em primeiro lugar, conseguindo subir à 1ª Liga e tornar-se Campeão Nacional da 2ª Liga. Os Trofense jamais esquecerão esta época!
Na época 2008/2009, as expectativas para a primeira participação do C.D.Trofense na 1ª Liga, eram altas. Apesar dos resultados históricos (vitória com o Benfica 2 x 0, empate no Dragão 1 x 1, empate com Sporting 1 x 1, empate na Luz 2 x 2 e vitória em Guimarães 0 x 1), o C.D.Trofense terminou em 16º lugar e desceu em Paços de Ferreira na última jornada.
Depois de uma descida dramática à 2ª liga, a época 2009/2010 tornava-se vital para o Clube. Apesar de ser um dos mais fortes candidatos à subida de divisão, a época ficou marcada pelo um número invulgar de lesões e castigos que desiquilibraram a equipa. Reflexo disso, é a 6ª posição na tabela classificativa conseguida no final do campeonato.
 
Títulos
 
Campeonato Português da terceira divisão distrital:1965/66
Campeonato Português da segunda divisão distrital:1977/78
Campeonato Português da terceira divisão:1992/93
Campeonato Português da segunda divisão:2007/08
 
Estádio
O estádio Clube Desportivo Trofense é um estádio de futebol localizado na Trofa. É propriedade do Clube Desportivo Trofense, que aí normalmente joga os seu jogos em casa. Tem uma capacidade de 3.164 espectadores, todos sentados.
 
Site