quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Club Atlético Boca Juniors

O Club Atlético Boca Juniors (em espanhol) foi fundado em 3 de abril de 1905, por cinco jovens imigrantes italianos, que se reuniram na Praça Solís, no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O nome do clube foi tirado diretamente da região, tendo sido adicionada a palavra “Juniors” para dar um tom inglês à nomenclatura, o que, de certa forma, diminuía a relação com o bairro pobre desde aquela época.
Durante os primeiros anos de existência, o Boca Juniors utilizou diferentes cores de camisa, até chegar a clássica azul e amarela dos dias de hoje. Primeiro uma rosa, depois uma listrada verticalmente em preto e branco, até que, em 1907, os dirigentes do clube decidiram implantar as cores amarelo e azul, inspirados em um navio sueco que estava atracado no porto de Buenos Aires.
Devido ao grande número de imigrantes italianos, provenientes da cidade de Gênova, morando no bairro de La Boca, na época, os próprios torcedores do Boca começaram a se auto-intitular “Los Xeneizes”. A expressão é derivada da palavra zeneïze, que no dialeto falado na Ligúria, região italiana cuja capital é Gênova, significa genovês.
Os boquenses também foram apelidados de “Los Bosteros” (Os Bosteiros), devido a uma fábrica de tijolos que funcionava nas proximidades do clube. Para a fabricação dos tijolos, era utilizado excremento animal como matéria-prima, o que deixava um mau cheiro para quem passasse por ali. Os rivais então criaram o apelido, que nos dias de hoje já é aceito pelos torcedores do Boca, que não se importam com o cunho pejorativo.
Durante o período pré-profissional do Campeonato Argentino, o Boca Juniors conquistou sete títulos, incluindo a primeira conquista nacional do clube, em 1919, a Copa de Honra, em 1925, e a taça do último campeonato argentino antes do profissionalismo, em 1930.
O Boca Juniors ainda foi campeão no primeiro ano de futebol profissional na Argentina, em 1931, mas os anos que se seguiram não foram muito vitoriosos para a equipe de La Boca. Além do triunfo em 1931, conseguiu um bicampeonato em 1934 e 1934 e depois só voltou a ser campeão em 1940.
Depois da conquista em 1940, o Boca Juniors conquistou seu segundo bicampeonato na era profissional, nos anos 1943 e 1944. Foi uma década muito semelhante a anterior, com um título no início e um bicampeonato.
Os anos 50 foram os mais melancólicos para a história do clube, já que a equipe conquistou apenas um Campeonato Argentino, em 1954.
Porém, a década de 60 foi a mais vitoriosa da história em termos nacionais, já que a agremiação triunfou nos campeonatos de 1962, 1964, 1965 e 1969, ano em que venceu também a Copa Argentina.
Nos anos 70, o clube começou a escrever sua história internacional no futebol. Após conquistar os título nacionais em 1970 e 1976 e o metropolitano, também em 1976, o Boca Juniors venceu a Libertadores por duas oportunidades.
Em 1977, o clube enfrentou o Cruzeiro na final, que só foi decidida nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no terceiro jogo. Já em 1978, os Xeneizes entraram na competição na segunda fase, devido ao título no ano anterior, e na final humilharam o Deportivo Cali. Depois de empatar na Colômbia por 0 a 0, o Boca Juniors goleou por 4 a 0 na Bombonera.

Depois de tantos triunfos, a torcida boquense ficou mal acostumada e acabou se decepcionando com a década de 80. O clube conquistou apenas o campeonato metropolitano de 1981 e a Supercopa de 1989.
Os anos 90 foram muito mais vitoriosos, com conquistas nacionais e sul-americanas. O Boca Juniors conquistou o Apertura em 1992 e 1998, e o Clausura em 1999. Em termos continentais, venceu a Recopa Sul-Americana em 1990, Copa Master em 1992 e a Copa de Ouro, no ano seguinte.
Nos últimos anos, o Boca começou a conquistar sua fama de grande vencedor de Copas, além de se aproximar do River Plate como maior campeão argentino. Em 2000, conquistou o Apertura, a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes, em Tóquio. No ano seguinte a equipe conquistou novamente a Libertadores, repetindo o bicampeonato do fim dos anos 70.
Em 2003, igualou o ano 2000, conquistando o Apertura, a Libertadores e o Mundial Interclubes. No ano seguinte, venceu apenas a Copa Sul-Americana, torneio continental mais importante depois da Copa Libertadores. No ano de 2005, venceu novamente o Apertura e a Copa Sul-Americana, que garantiu vaga na Recopa Sul-Americana, também vencida pelo Boca, contra o campeão da Libertadores do ano anterior, o Once Caldas.
Em 2006, o clube conquistou mais um título nacional, dessa vez o Clausura, além de consagrar-se bicampeão da Recopa Sul-Americana. No ano seguinte, o Boca Juniors conquistou a sexta Copa Libertadores de sua história.
O Boca Juniors é a equipe com a maior torcida da Argentina. Em recentes pesquisas, os aficionados pelo clube ultrapassam 40% dos 35 milhões de argentinos. Enquanto isso, o maior rival, o Club Atlético River Plate, tem em sua torcida menos de 33% da população. O terceiro clube mais popular é o Independiente, com apenas 5,5% dos argentinos.
Devido a essa enorme diferença de quantidade de torcedores para os outros clubes e a rivalidade histórica entre as duas equipes, Boca e River é o maior clássico do futebol argentino, tendo sido inclusive denominado de Superclássico. O jornal britânico “The Observer” chegou a classificar o enfrentamento como o maior espetáculo futebolístico do planeta.
Atualmente, o Boca Juniors é o maior vencedor de títulos internacionais oficiais de todo o mundo, com 18 conquistas, empatado com o Milan, da Itália, que também tem 18 triunfos internacionais. Em campeonatos argentinos, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor, com 26 conquistas, seis a menos que o grande rival, River Plate.

Títulos

Copa Intercontinental 1977, 2000, 2003
Copa Libertadores da América: 1977, 1978, 2000, 2001, 2003, 2007
Copa Sul-Americana: 2004, 2005
Recopa Sul-Americana: 1990, 2005, 2006, 2008
Supercopa Libertadores: 1989
Copa Master da Supercopa: 1992
Copa Ouro:1993
Campeonato Argentino: 1919*, 1920, 1923, 1924, 1926, 1930, 1931, 1934, 1935, 1940, 1943, 1944, 1954, 1962, 1964, 1965, 1969 (Nacional), 1970 (Nacional), 1976 (Nacional), 1976 (Metropolitano), 1981 (Metropolitano), 1992 (Apertura), 1998 (Apertura), 1999 (Clausura), 2000 (Apertura), 2003 (Apertura), 2005 (Apertura), 2006 (Clausura), 2008 (Apertura)

Estádio
La Bombonera (oficialmente Estádio Alberto J. Armando) é o estádio do Club Atlético Boca Juniors. Sua capacidade atual é para 49.000 pessoas. O campo segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA (105m x 68m). O nome oficial homenageia o ex-presidente Alberto Jacinto Armando.
Seu apelido deve-se à sua forma retangular como a de uma caixa de bombons. A principal razão para isso é o reduzido espaço que fora destinado à sua construção, iniciada em 1923. A solução encontrada pelo arquiteto José Luiz Delpini - que lhe granjeou vários prêmios - foi a de criar três anéis de arquibancadas, de modo que quem assiste o jogo da terceira arquibancada tem de olhar para baixo se quiser assistir o jogo com clareza.
Em 1923, iniciou-se sua construção. Anos depois (em 1940), o então presidente do Boca, Camilo Cichero, concluiu as obras e batizou o estádio com seu nome. Foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2x1 em um amistoso contra o San Lorenzo. Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos. Devido à terrível crise institucional e financeira que assolou o clube em 1984, o estádio foi penhorado. Em 1996, foram construídos camarotes VIPs pelo presidente Mauricio Macri e, em 2001, o estádio foi rebatizado com o nome de Alberto J. Armando, homenagem a outro megaempresário e político, que fora presidente da instituição nos anos 70. Seu exterior foi pintado recentemente com afrescos do reconhecido pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos. Foi a disposição vertical das arquibancadas, onde cabem cerca de 49.000 mil pessoas aproximadamente, que fez com que o estádio começasse a ser chamado de "la bombonera", numa curiosa comparação com uma caixa de bombons.

Hino


Boca Juniors; Boca Juniors;
Gran campeón del balompié,
que despierta en nuestro pecho
entusiasmo, amor y fé
Tu bandera azul y oro
en Europa tremoló
como enseña vencedora
donde quiera que luchó.

Boca es nuestro grito de amor.
Boca nunca teme luchar,
Boca es entusiasmo y valor,
Boca Juniors. . . a triunfar. . .

Con tu enseña victoriosa
que es de oro y cielo azul,
en la "Cancha" se entusiasma
nuestra fuerte juventud. . .
Electrizan tus colores
Viejo Boca vencedor
y en los campos de combate
es glorioso tu pendón.

Boca es nuestro grito de amor
Boca nunca teme luchar,
Boca es entusiasmo y valor,
Boca Juniors. . . a triunfar. . .



Alcunhas Xeneizes,  Bosteros, La Mitad Más Uno, Bocaneros Boquenses

Site
http://www.bocajuniors.com.ar/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Club Atlético Banfield

Tudo começou na segunda metade da década de 1880, quando imigrantes ingleses chegaram em grande número à localidade que o clube viria homenagear carregando o seu nome, e que fica 14 quilômetros ao sul de Buenos Aires, vindo depois a fundar este clube com mais de cem anos de história, em 21 de Janeiro de 1896.
No início o esporte mais importante deste clube era o críquete, mas com a chegada de Alfred John Goode à presidencia, em 1899, o Banfield priorizou o futebol como esporte principal.
Entre 1950 e 1953, o Banfield permaneceu 49 partidas sem perder, recorde do clube até os dias de hoje e um dos maiores períodos sem derrota de um clube argentino, que poucos clubes do mundo puderam ostentar.
O Banfield foi o primeiro campeão da segunda divisão argentina, fato este que se repetiu por nove vezes, o que também o torna o maior vencedor da história da segunda divisão argentina. Já na primeira divisão sua melhor colocação foi o 1º lugar, em 2009 , sendo o Banfield, à data, o décimo-oitavo clube que mais pontuou na história da primeira divisão da primeira divisão argentina.
Pela primeira vez em sua história, o clube conquistou o Campeonato Argentino da Primeira Divisão, ao vencer o Torneo Apertura de 2009. Antes, o máximo que havia conseguido eram os vice-campeonatos de 1951 e 2005.
Nos últimos anos o clube tem chegado entre os primeiros colocados do campeonato argentino e frequentando os diversos torneios sul-americanos, tendo sido desclassificado da Copa Sul-Americana em 2005 pelo Fluminense, mas já estando habilitado para disputar a Copa Libertadores da América em 2007, com o quarto lugar geral na temporada de 2005-2006. Com o título do Torneio Apertura 2009, garantiu a presença da equipe na Copa Libertadores 2010 e na Copa Sul-americana 2010, tendo feito campanhas razoáveis em ambas competições.


Títulos

Campeonato Argentino  2009 (Apertura)
Segunda divisão argentina  1899, 1900, 1919, 1939, 1946, 1962, 1973, 1993 e 2001
Terceira Divisão Argentina  1908 e 1912

Estádio

O Estádio Florencio Sola é um estádio de futebol localizado em Banfield, Grande Buenos Aires, na Argentina. Inauguração 06 de outubro de 1940
É a casa do Club Atlético Banfield, equipe do Campeonato Argentino de Futebol.
Capacidade 34.901 pessoas

Alcunhas El Taladro


Site

http://www.clubabanfield.com.ar/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Club Atlético Tucumán

O Campeonato Argentino da próxima temporada terá uma novidade entre os seus participantes. O Atlético Tucumán, chamado de El Decano, conseguiu neste mês o acesso para a primeira divisão depois de vencer o Talleres por 4 a 1.
O fato histórico para o clube é o auge da equipe, uma das mais velhas do país e que, quase sempre, militou no futebol argentino sem ser notado. E foi uma das principais de sua região em sua história

O apelido do Atlético se dá pelo fato do clube ter sido um dos primeiros clubes a surgir na região norte da Argentina, em 1902. O clube, desde sempre, se baseou no futebol, apesar de em tempos recentes ter se dedicado a outras modalidades, como o hóquei na grama e o tênis.
As cores da equipe foram sempre as mesmas: azul e branco. O uniforme se aproxima bastante daquele que é usado pela seleção de seu país e remonta desde a fundação do Atlético.

O clube se filiou à Federação Tucumana de Futebol e conquistou diversos títulos locais. Foram 21 taças da Federação e seis títulos da Liga local, sem falar em torneios amistosos e outras competições.
O time jogou em várias competições nacionais, disputando pela primeira vez o torneio nacional da Primeira Divisão em 1973, fato que se repetiria nos três anos seguintes e em mais cinco oportunidades. Sua melhor participação neste tipo de competição foi em 1979, quando ficou em terceiro lugar.
Nesta época, teve seu melhor período no final dos anos 50 e começo do 60, quando conquistou por oito anos seguintes (1958 a 1964) a taça de campeão da Federação Tucumana de futebol, além de ter sido Campeão do Torneo de La República em 1959, sendo chamado de “Campeão dos Campeões”.

Com a reestruturação do futebol argentino, o time acabou caindo de divisão e passou a militar entre a Primera B (segunda divisão) e o Argentino A (terceira divisão). Em 2004, a equipe obteve o título do Clausura do Argentino A, batendo o Douglas Haig na final.
No entanto, a maior conquista seria em 2008, quando venceu o Racing de Córdoba para ser campeão geral da competição e garantir de vez a vaga de acesso para a Primeira B, na temporada seguinte.
O Decano brigou em boa parte do torneio entre as primeiras posições, e logo se candidatou a ser um dos que brigariam pelo acesso à Primeira Divisão. E isso veio contra o Talleres, em um jogo tumultuado.
O time já comemorava a vaga aos 35 do segundo tempo (virou o intervalo vencendo por 3 a 0) quando a torcida da equipe adversária passou a cometer incidentes violentos, que fizeram a arbitragem interromper a partida. Dias depois, a AFA decretou que o jogo havia sido ganho pelo Atlético.
A vitória causou um fato inédito na atual pirâmide do futebol argentino. Pela primeira vez, um time subiu de divisão em dois anos consecutivos até atingir a elite.

Títulos

Primera B Nacional: 2008-2009
Torneo Argentino A: Clausura 2004 e 2007-2008

Estádio

Estadio Monumental José Fierro é um estádio multi-uso em Tucumán, Argentina. É o estádio do Club Atlético Tucumán. A capacidade de estádios é agora 32.700 devido a profundas obras de remodelação do referido estádio. A expansão está em fase de planejamento e será revelada no futuro próximo.

Apelido : Decanos

Site


http://www.clubatleticotucuman.com/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Arsenal Fútbol Club

Time mais jovem da elite argentina, o Arsenal foi fundado no dia 11 de janeiro de 1957, após uma reunião realizada no bar “Lãs 3 FFF”, em Sarandí. Estiveram presentes ao evento 14 pessoas, entre elas Julio Humberto Grondona, atual presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA) e primeiro comandante do clube.
Todos que participaram da reunião eram fãs de Independiente e Racing, agremiações que foram homenageadas nas cores vermelha e azul da camisa do Arsenal de Sarandí. O nome dado ao time foi inspirado na equipe inglesa do Arsenal, de Londres, cujo o significado da nomenclatura é uma equipe de fortaleza.
No começo de sua história, o ano de 1961 foi um dos mais importantes para o time. Em março, o Arse começava a fazer parte da AFA e dois meses depois já realizava sua primeira partida oficial contra a equipe do Piraña, na quarta divisão do Campeonato Argentino. O jogo acabou com um empate por 1 a 1.
No ano seguinte, o Arsenal fez uma temporada sensacional e conseguiu o acesso para a terceira divisão. A campanha foi marcada pelo título invicto: 29 jogos, 22 vitórias e sete empates.
Em 1963, o Arse começou a construir o seu estádio, que foi aberto ao público no dia 12 de outubro de 1964. Na temporada de inauguração, o Arsenal conquistou o segundo título de sua história: a conquista da terceira divisão.
O começo no Torneio Primeira B se deu em 1965, quando foi sexto colocado. Porém quando se esperava um melhor desempenho na temporada de 1966, o time teve sua primeira grande decepção no mundo do futebol. Foi rebaixado para a terceira divisão e viu o sonho de chegar à elite da Argentina ficar mais distante. O retorno para a divisão de acesso aconteceu logo em 1968, após outra campanha invicta.
O desejo de disputar o Torneio Nacional B chegou perto de se realizar em 1970, porém a equipe não se classificou para a final após empatar com o Brown em números de pontos e ter seis gols a menos que o adversário.
Em 1976, o Arsenal perderia o maior presidente de sua história. Julio Humberto Grondona abandonava a presidência do clube, onde ficou durante 20 anos desde a fundação.
A batalha pelo sonho se seguiria durante um bom tempo, mas a angústia da torcida do Arse diminuiria em 1992. O acesso chegou após a vitória por 2 a 1 contra o Alvarado e, pela primeira vez em sua história, o clube de Sarandí jogaria a divisão nacional.
Após essa conquista, o time batalharia mais dez anos para finalmente fazer parte da elite da Argentina. O ano de 2002 marcou a realização do sonho de todos os torcedores e diretores do Arsenal. A equipe conquistava o acesso para a divisão principal 45 anos depois de sua fundação.
A principal glória conquistada pelo Arse em toda sua história aconteceu em 2007. A agremiação fez uma campanha com apenas uma derrota na Copa Sul-Americana e venceu o América do México na grande final. No somatório das duas partidas, 4 a 4. Por marcar 3 gols fora de casa, a equipe de Sarandí ficou com a taça.
Obteve seu primeiro título de expressão em 2007, quando Copa Sul-Americana de daquele ano.
Em 2008, participou pela primeira vez em sua história da Copa Libertadores da América, mas não foi bem sendo eliminado ainda na primeira fase da competição. Ainda em 2008, foi o primeiro campeão da Copa Suruga Bank.

Títulos 

Copa Sul-Americana: 2007
Copa Suruga Bank: 2008
Campeonato Argentino (Segunda Divisão): 2002
Torneio Primera B: 1992.
Torneio Primera C: 1964 e 1986.
Torneio Primera D: 1962.

Estádio

O Estádio Julio Humberto Grondona está localizado Sarandí, Avellaneda, Província de Buenos Aires. É aonde joga o clube argentino Arsenal Fútbol Club, que também é o dono do estádio. É conhecido também como El Viaducto (O Viaduto). Capacidade 16.300 pessoas


Alcunhas El Viaducto  ; El Arse

Site
http://www.celesteyrojo.com.ar/

domingo, 2 de janeiro de 2011

Asociación Atlética Argentinos Juniors

A Asociación Atlética Argentinos Juniors é um clube argentino de futebol, sediado no bairro Villa Mitre, na cidade de Buenos Aires, apesar de estar muito relacionado com o bairro da La Paternal.
Seu uniforme é composto de camisa vermelha, calção vermelho e meias vermelhas. O Argentinos Juniors revelou um dos maiores gênios do futebol mundial de todos os tempos: Diego Armando Maradona.

O Argentinos Juniors surgiu no início do Século XX, com a criação do "Mártires de Chicago", time formado por um grupo de jovens da Villa Crespo (um bairro de Buenos Aires). O Mártires de Chicago foi criado no dia 1° de maio (Dia do Trabalhador) e seu nome é uma homenagem aos trabalhadores mortos em um protesto ocorrido nesta data, na cidade de Chicago.
No dia 14 de agosto de 1904, o Mártires de Chicago disputou uma partida amistosa contra "Sol de la Victoria", equipe do mesmo bairro, vencendo pelo placar de 3 a 1. Os jogadores do Mártires convidam então os adversários derrotados para a fundação de uma nova agremiação, a qual se deu no dia seguinte. O clube recém-criado recebe o nome de Asociación Atlética y Futbolística Argentinos Unidos de Villa Crespo, recebendo a cor vermelha pelo fato de seus fundadores serem simpatizantes do Partido Socialista argentino. O primeiro presidente do Argentinos Juniors foi Leandro Ravera Bianchi, escolhido de forma unânime.
Em 1905, filia-se à Liga Central de Foot-Ball, entidade que reunia clubes de Villa Crespo e de empresas comerciais. A primeira partida oficial do Argentinos Juniors foi catastrófica: derrota para o Club La Prensa pelo placar de 12 a 1. Apesar da péssima estréia, o clube torna-se campeão da competição organizada pela Liga Central.
Em 1906, o Argentinos Jrs. abandona seu campo, que ficava entre as avenidas Añasco e Gaona, e muda-se para um terreno emprestado na Villa Ballester. Porém, o clube fica apenas um ano na nova localização, retornando à Villa Crespo em 1907, desta vez em um descampado entre as ruas Parral e Luis Viale. Em 1909, o Argentinos Jrs. integra-se à "Argentine Football Association" (futura Asociación del Fútbol Argentino - AFA).
No ano de 1912, o Argentinos Juniors é convidado a participar da Primeira Divisão Nacional. Porém, seus dirigentes recusam o convite, acreditando ser melhor que a vaga para a elite fosse obtida dentro de campo, o que quase aconteceu em 1920, quando o clube disputou as finais do acesso com o Club El Porvenir, empatando o primeiro confronto por 1x1 e perdendo o segundo por 2 a 1.

No ano de 1937, após passar por graves crises financeiras, o Argentinos Juniors é rebaixado para a Segunda Divisão, juntamente com o Quilmes. Além disso, o clube foi desalojado de seu estádio pelo atraso no pagamento do aluguel do terreno. O Argentinos se vê obrigado a mandar jogos em estádios de outros clubes, como Sportivo Palermo e Ferro Carril Oeste.
Para evitar o fechamento do clube, os cerca de cem sócios do Argentinos em 1939 convocaram eleições. O tesoureiro Inocente García propõe que seu primo, Gastón García, fosse nomeado presidente. Além de não ser sócio do clube, Gastón Garcia pouco conhecia sobre futebol e sequer estava na Argentina, na época. Porém, aceitou o desafio e, pagando do seu próprio bolso, alugou um prédio situado entre as ruas Médanos e Boyacá. Imediatamente quita as dívidas do clube, pendentes com o Ferrocarril del Pacifico, e inicia a construção de um modesto estádio no terreno alugado. A inauguração do novo estádio ocorre em 27 de abril de 1940, data inicial do Campeonato Argentino da Segunda Divisão, contra o Barracas Central. Vitória do Argentinos Juniors em sua nova casa por 2 a 1, com gols de Turello e Malfatti.

A década de 1970 marcam a fase de crescimento desportivo e institucional do Argentinos Juniors. Após conquistar um torneio curto entre os melhores classificados do acesso (além de Argentinos, All Boys, Dock Sud, Alvear e San Fernando), finalmente é promovido à Primeira Divisão novamente.
No ínicio da década de 1980, o Argentinos Juniors, conhecido na época como um clube que desenvolvia um belo trabalha nas categorias de base, revelou um dos maiores craques do futebol mundial, Diego Armando Maradona. Tanto é, que o estádio do Argentinos, foi batizado com o mesmo nome do craque argentino.
Com uma vitória por 2 a 1 sobre o Almagro, dia 28 de dezembro do mesmo ano, o Argentinos Juniors conquistou o Campeonato da Segunda Divisão argentina com o seguinte time: J. Pedroza; A. Díaz; e J.Zappa; A. Vernieres; J. Lijó e J. Agosti; A. Turello; J. Capdevila; E. Dosetti; J. Leonardi e J. Pisapia. Zappa marcou os gols do Argentinos. No entanto, a conquista não valeu o acesso à elite, pois, segundo a A.F.A., o clube não possuía um estádio em boas condições de jogo. O clube solicitou um prazo de seis meses para a realização das obras requeridas, porém o pedido foi negado.
Essa época foi muito boa para o clube, pois seus maiores títulos nacionais e internacionais foram ganhos nessa década, dando muita projeção ao Argentinos, que na época era considerado uma equipe pequena da Cidade de Buenos Aires.
O Argentinos Juniors ganhou três titulos em nível nacional na Argentina ao longo de sua história, o Torneo Metropolitano de 1984, Campeonato Argentino de 1985 e o Torneo Clausura 2010, além de um vice-campeonato nacional em 1926. Em termos de títulos internacionais o clube tem grandes conquistas, como a Taça Libertadores da América de 1985, disputando a final do Mundial Interclubes em Tóquio, no Japão, com a Juventus de Turim, a partida acabou empatada em 2x2 e foi para os pênaltis, com a equipe italiana triunfando por 4x2. Em 1986, o clube consagraria-se campeão da Copa Interamericana.
Em 2010 o time conquista o título do Torneio Clausura do Campeonato Argentino, quebrando um tabu de 25 anos sem titulos na primeira divisão. Possibilitando o retorno da equipe portenha a Copa Libertadores da América.

Títulos

Copa Libertadores da América: 1985.
Copa Interamericana: 1986.
Campeonato Argentino:  1984, 1985, e 2010 (Clausura).
Campeonato Metropolitano: 1984.
Campeonato Argentino da Segunda Divisão:  1940 e 1996/97.



Estádio

Em 1925, o clube inaugura seu novo estádio, situado entre as avenidas San Martín e Punta Arenas, em um prédio alugado do Ferrocarril del Pacifico. Era um moderno estádio para a época, com capacidade para 10 mil espectadores. A inauguração ocorreu no dia 26 de julho, com vitória do Argentinos por 4 a 3 sobre o Huracán, em partida amistosa. No ano seguinte, o clube conquista o vice-campeonato da Asociación Argentina de Football.

Mas em 2003, o clube inaugura um novo estádio e que leva o mesmo nome do maior jogador nascido na Argentina em todos os tempos, Diego Armando Maradona.
Inaugurado em 26 de Dezembro de 2003 no lugar do antigo estádio, tem capacidade para 24.800 torcedores e pertence a Asociación Atlética Argentinos Juniors.
O estádio demorou dez anos para ser construido, devido a crise financeira que assolou o clube, que durante a construção mandava seus jogos no Estádio Arquiteto Ricardo Etcheverri.
O nome do estádio é uma homenagem a Diego Armando Maradona, um dos maiores jogadores de futebol da história e que foi revelado nas categorias de base do clube.


Alcunhas Bicho Colorado (Bicho Vermelho)  ; El Tifón de Boyacá (O Tufão da Boyacá)

Site
http://www.argentinosjuniors.com.ar/

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tout Puissant Mazembe

Tout Puissant Mazembe (em tradução literal do francês, "Todo Poderoso Mazembe"), ou TP Mazembe (anteriormente conhecido como "Englebert"), é um clube de futebol da República Democrática do Congo.
O TP Mazembe foi fundado em 1932 por monges beneditinos que dirigiam o Instituto de São Bonifácio Elisabethville (Lubumbashi). Para diversificar as atividades de estudo para aqueles que se dedicavam ao sacerdócio, decidiu criar um time de futebol, chamado a equipe de São Jorge, padroeiro da tropa.
Foi campeão da Copa Africana dos Campeões em 1967 e 1968. Em 2009 conseguiu chegar à final da Liga dos Campeões da CAF, onde disputou o título contra o Heartland da Nigéria. Perdeu o primeiro jogo para os nigerianos por 2 a 1, mas a vitória em casa, no jogo de volta, por 1 a 0, deu o terceiro título africano para a equipe congolesa. O título também lhe garantiu o direito de disputar o Mundial de Clubes da FIFA 2009. Perdeu os dois jogos que disputou : na primeira fase, 2 X 1 para o Pohang Steelers , da Coréia do Sul e na disputa do quinto lugar, perde por 3 X 2 para Auckland City da Nova Zelândia.
Em 2010 conquistou o bi-campeonato consecutivo da Copa Africana dos Campeões, ao vencer o Espérance ST da Tunísia na final (5 a 0 no jogo de ida e um empate em 1 a 1 na volta), o que lhe garantiu a vaga africana na Mundial de Clubes da FIFA 2010.
No Mundial de Clubes da FIFA 2010 o clube surpreendeu o favorito Pachuca e ganhou por 1 a 0, ficando com o direito de disputar as semi-finais com o Internacional. Em seguida, nas semi-finais, eliminou o Internacional de Porto Alegre pelo placar de 2 a 0, sendo o primeiro time de fora da Europa e América do Sul a disputar a final do Mundial de Clubes. Na final do campeonato o clube africano enfrentou a Inter de Milão, atual campeã da Champions League, e não resistiu à forte pressão exercida pela marcação do clube italiano, perdendo pelo placar de 3 a 0, pondo fim a sua trajetória épica.

Títulos

Liga dos Campeões da CAF: 1967, 1968, 2009 e 2010
Supertaça Africana: 1980.
Campeonato Congolês: 1966, 1967, 1969, 1976, 1987, 2000, 2001, 2006, 2007 e 2009
Copa do Congo: 1966, 1967, 1976, 1979 e 2000
Estádio

Stade de la Kenya
Capacidade 35.000
 
Alcunhas Les corbeaux (Os corvos)

Site
http://www.tpmazembe.com/

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vitória Futebol Clube

O Vitória Futebol Clube é um dos mais representativos times do sul de Portugal. Localizado na cidade de Setúbal, na região de Lisboa, o clube foi fundado em 20 de novembro de 1910, pelos amigos Joaquim Venâncio, Henrique Santos e Manuel Gregório, após desentendimentos com outros integrantes do Bomfim Foot-ball Club, uma das poucas agremiações a praticar o esporte na época, .

A equipe foi batizada inicialmente como Sport Vitória, mas como o único objetivo do clube era vencer, posteriormente foi decidido em definitivo, durante uma assembléia-geral, que o nome seria Victória Foot-ball Club.

Como não havia campeonato nacional na época, a única alternativa dos verdes e brancos – cores oficiais – era se deslocar a Lisboa para disputar a competição regional. As categorias amadoras venceram o torneio em 1916/17 e o resultado incentivou a disputa em um patamar superior, a primeira divisão.

Nas temporadas 1923/24 e 1926/27 o clube venceu o Campeonato de Lisboa, batendo equipes tradicionais do país como Benfica, Sporting e Belenenses. Com isso, ganhou reputação no cenário nacional e aumentou seu número de torcedores e sócios.

No início dos anos 1930, o time já contava com outros departamentos esportivos, como: handebol, natação, atletismo entre outros e aumentava sua expressão em Portugal, não apenas com o futebol, mas também em outras modalidades.

Na mesma década, o Vitória abandonou o Campeonato de Lisboa e junto com outras equipes fundou a Associação de Futebol de Setúbal. Com o passar do tempo, o time foi estabilizando-se e, em 1943/44, disputou sua primeira final de competições nacionais, a Taça de Portugal, criada em 1938, mas acabou sendo derrotado por 5 a 1 pelo Benfica.

Mesmo com a o revés, os torcedores setubalenses comemoraram pelas ruas da cidade e ficaram esperançosos quanto ao futuro do time. Onze anos mais tarde, em 1954, o clube chegou a mais uma final do segundo maior campeonato do país e mais uma vez perdeu a chance de conquistar seu primeiro título, após perder por 3 a 2 para o Sporting.

Com a ascensão, os Sadinos - como são chamados os habitantes da cidade banhada pelo Rio Sado – decidiram fundar, em 1962, seu estádio, para poderem atuar perante sua torcida e assim batizam o local como Estádio do Bonfim.

A nova “casa” não demorou a ajudar o clube em suas conquistas e, após três anos, na temporada 1964/65, o time ganhou seu primeiro título, a Taça de Portugal, ao vencer o rival Benfica por 3 a 1. Dois anos mais tarde, em 1967, mais uma conquista e novamente na taça portuguesa, desta vez contra o Acadêmica de Coimbra, pelo placar de 3 a 2 na prorrogação.

A equipe formada por João Jacinto, o “Pérola Negra do Sado” e um dos maiores ídolos do clube, Matine, Carlos Cardoso, José Maria e Vítor Batista encantava o país e a Europa. Comandados por José Pedroto, o Vitória faz sua melhor campanha no Campeonato Português em 1971/72 e terminou a competição na segunda colocação.

Nas temporadas de 1969/70, 1972/73 e 1973/74, a equipe encerrou sua participação em 3º lugar e garantiu classificação em competições européias em todos os anos. Na Taça entre Cidades – uma das antecessoras da Copa da Uefa – o time chegou às quartas-de-final em quatro oportunidades e venceu fortes equipes como: Internazionale de Milão, Fiorentina, Leeds e Lyon.

No entanto, após as décadas de ouro em 1960 e 1970, o Vitória perdeu força no país e não voltou a repetir os bons resultados, alternando rebaixamentos e acessos à primeira divisão durante os anos 1980 e 1990. A última ascensão se deu em 2004, após cair para o segundo escalão um ano antes.

A falta de dinheiro obriga os Sadinos a contratar jogadores de baixo custo, muitos deles brasileiros e africanos, e apostar em suas categorias de base, como forma de revelar talentos e formar boas equipes para as competições portuguesas.

Na temporada 2004/05, após 38 anos de jejum, o clube voltou a vencer uma competição nacional, a Taça de Portugal pela terceira vez em sua história em dez finais disputadas, depois de derrotar o Benfica por 2 a 1, com gols de Manuel José e Meyong.

Títulos

Taça de Portugal
  1964/65, 1966/67 e 2004/05 
Taça da Liga 2007/08

Estádio

O Estádio do Bonfim é um estádio de futebol onde habitualmente joga o Vitória de Setúbal e localiza-se em Setúbal, no centro da cidade. Foi inaugurado a 16 de Setembro de 1962 e pode contar com 18.694 espectadores. O Estádio está situado no Parque do Bonfim e já teve capacidade para cerca de 30.000 espectadores. Após a colocação de cadeiras individuais visando um maior conforto dos espectadores viu reduzida a sua lotação oficial para cerca de 21.000 lugares, sendo que actualmente, o número oficial deste recinto cifra-se em 18.694 lugares em virtude do encerramento de uma das bancadas do topo.

Foi inaugurado no dia 16 de Setembro de 1962 e desde lá para cá foi palco de inúmeros acontecimentos desportivos de onde se destaca obviamente os jogos do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão e da Taça de Portugal, bem como alguns jogos internacionais não só da equipa setubalense mas também da própria Selecção Nacional de Portugal que ali jogou algumas vezes. Era naquela época uma das mais modernas infraestruturais desportivas em Portugal tornando-se, ao longo do tempo, um dos mais tradicionais estádios do futebol português.
Todavia é uma obra que esta a ficar degrada e desactualizada, mesmo ao nível da iluminação para jogos oficiais. De resto, a Uefa não credenciou aquele recinto para provas internacionais razão pela qual o Vitoria de Setúbal teve que disputar a Taça Uefa na sua ultima participação no Estádio José de Alvalade em Lisboa.

Incluido no novo projecto da cidade de Setúbal, Nova Setúbal na zona do Vale da Rosa, foi apresentado o projecto de construção de um novo estádio para a equipa local. Trata-se de um recinto com bancadas totalmente cobertas e com capacidade para receber 15.500 espectadores, com um custo estimado de 11.000 milhões de euros.


Alcunhas Sadinos, Vitorianos, Senhor Vitória

Mascote "Sadinho" Roaz Corvineiro (golfinho do Rio Sado)

Site 
http://www.vfc.pt/ 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vitória Sport Clube

O Vitória Sport Clube, mais conhecido como Vitória de Guimarães por estar localizado na cidade homônima, fica no Distrito de Braga, região Norte de Portugal. O ano oficial da criação da entidade não é precisa, mas em 1922 o clube aderiu ao profissionalismo e entrou para a Associação de Futebol de Braga, se tornado um dos pioneiros da modalidade no país. Nos primeiros anos, o time disputava apenas partidas amistosas e campeonatos amadores da associação a qual era afiliada. Em 1926, o clube juntou-se a outra equipe da cidade, o Atlético Clube de Guimarães e gerou uma grande confusão no quadro associativo e em seu nome, que foi motivo de discussões até ser realizada a primeira assembléia geral, onde tudo foi esclarecido.
Em 1935/36 a equipe venceu o campeonato distrital de Braga e, com isso, pela primeira vez teve direito de disputar uma competição de âmbito nacional e promovida pela F.P.F (Federação Portuguesa de Futebol). Neste ano então, os vitorianos participaram da II Liga – nome da segunda divisão do país.
O Vitória estreou na elite do futebol lusitano em 1942 e permaneceria na Primeira Divisão por 14 temporadas consecutivas, se tornando o time mais antigo da competição, depois dos considerados “quatro grandes”: Porto, Benfica, Sporting e Belenenses. Ainda neste ano, o clube alcançaria a final da Taça de Portugal pela primeira vez em sua história, surpreendendo a todos, após eliminar o Sporting de Lisboa, uma das mais tradicionais agremiações do país. Na final, acabou perdendo por 2 a 0 para o Belenenses.
Com os bons resultados e mais uma boa campanha na Taça de Portugal de 1944, quando chegou às semifinais, o time ganhou mais prestígio no país e aumentou seu número de sócios em apenas dois anos.
A temporada de 1954/55 marcou o primeiro rebaixamento da equipe desde que começou a disputar o campeonato nacional. Após três anos no segundo escalão, regressou à elite para não ser apenas um mero figurante, mas para se tornar um dos grandes times do país.
No final da década de 60, os Vimaranenses faziam boas campanhas e, em 1968/69, terminaram o campeonato luso na terceira colocação, a melhor na história. Dessa maneira, ganharam a vaga pra participar, pela primeira vez, de um torneio continental, a Copa das Feiras entre Cidades – uma das antecessoras da Copa da Uefa.
Sua primeira aventura por gramados europeus não durou muito e o clube acabou eliminado na segunda rodada da competição pelo Southampton-ING. No ano seguinte, mais uma ida ao torneio continental e mais uma eliminação na mesma fase, mas desta vez para o Hibernian, da Escócia, após derrota por 2 a 0 e vitória por 2 a 1.
O time voltaria a disputar a competição apenas nos anos 80 e sua melhor campanha foi na temporada 1986/87, quando foi eliminado nas quartas-de-final pelo Borussia Mönchengladbach.
O primeiro e único título nacional da equipe aconteceu em 1987/88, na 11ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira, depois de uma vitória por 2 a 0 e um empate sem gols contra o Futebol Clube do Porto.
No início do Século 21 o clube não conseguiu repetir os bons resultados e caiu de produção, terminando o campeonato do país sempre na parte de baixo da tabela. Em 2005/06, o time não suportou os maus resultados e o pouco dinheiro em caixa e acabou rebaixado pela segunda vez em sua história.
Na temporada seguinte, o Vitória de Guimarães deu a volta por cima e conseguiu retornar à primeira divisão, depois de terminar na terceira posição da Liga de Honra – a segunda divisão portuguesa.
Os Anjos Negros – como são chamados pela torcida – participaram de 64 edições da Liga Portuguesa. Com isso, o clube é o quinto com mais participações neste campeonato, perdendo apenas para Porto, Benfica e Sporting (74 cada) e Belenenses, com 66 presenças.

Títulos

Supertaça de Portugal: 1987/88

Estádio

A inauguração do Estádio Municipal de Guimarães foi a 3 de Janeiro de 1965, num jogo em que o Vitória venceu o CF Belenenses por 2-1. Castro marcou o primeiro golo no Estádio.

O Estádio D. Afonso Henriques é o estádio de Futebol do Vitória. Foi remodelado para o Euro2004. Tem capacidade para cerca de 30000 lugares sentados.
Em 25 de Julho de 2003 assiste-se à cerimónia inaugural do remodelado estádio, momento em que a Câmara Municipal de Guimarães fez a entrega do Estádio D. Afonso Henriques, perante cerca de 30000 espectadores. O Estádio D. Afonso Henriques foi inaugurado com os espectadores a encherem totalmente as bancadas do novo D. Afonso Henriques. Viram um espectáculo multimedia, seguido do jogo entre o Vitória e o FC Kaiserslautern, que os vimaranenses ganharam por 4-1.

Hino


Vamos gritar Vitória, Vitória
Sempre e mais alto não será de mais
Vamos gritar Vitória, Vitória
Força branquinhos, Vitória de Guimarães
Vamos gritar Vitória, Vitória
Sempre e mais alto não será de mais
Vamos gritar Vitória, Vitória
Força branquinhos, Vitória de Guimarães
Ó Vitória, meu Vitória
Vai em frente e atrás não fiques
Tens o emblema da glória
A espada de Afonso Henriques
Tua bandeira é verdade
Inconfundível na cor
A cor preta é da unidade
A cor branca é do amor

Refrão
Tuas tradições tão grandes
No desporto nacional
És Vitória, és Guimarães
O berço de Portugal
Sejas último ou primeiro
Na derrota ou na glória
Terás Guimarães inteiro
A puxar por ti Vitória



Apelidos: Vitorianos, Anjos Negros, Vimaranenses, Conquistadores e VSC.

Mascote
 
A mascote ou o principal símbolo da equipe portuguesa é o príncipe Dom Afonso Henriques, nascido em Guimarães. Ele foi o primeiro rei de Portugal e conquistou a independência do país. Devido as suas múltiplas vitórias, durante os mais de 40 anos em que liderou a nação, ele recebeu o apelido de O Conquistador. Em sua homenagem, o Vitória, time da cidade natal do nobre, batizou seu estádio com seu nome e tem em seu escudo uma figura sua.­

Site
http://www.vitoriasc.pt/

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Clube Futebol União

O Clube Futebol União, conhecido também por União da Madeira, é um clube português, localizado na cidade do Funchal, na Região Autónoma da Madeira. Historicamente e pese o declínio recente, é um dos mais importantes clubes de futebol da ilha, tendo já sido o segundo clube mais popular da região, granjeando especial apoio nas zonas mais altas da mesma. O clube conta com 5 presenças na 1ª Divisão Nacional, a última das quais na época 1994/1995.

 No dia 1 de Novembro de 1913, um grupo de desportistas liderado por César da Silva e onde também figuravam João Fernandes Rosa, Alexandre Vasconcelos, José Anastácio do Nascimento e José Fernandes fundou um clube que haveria de se notabilizar com o decorrer dos anos. Primeiro com a designação de União Futebol Clube e posteriormente, com o nome que ainda hoje ostenta: Clube de Futebol União.
Umbilicalmente ligado ao que haveria de ser o seu grande rival - Club Sport Marítimo - o União, nasce na sequência de uma cisão que ocorreu com o Grupo União Marítimo, uma colectividade que dispunha de alguma autonomia, cujo objectivo era a formação de jovens jogadores para a primeira equipa do Marítimo. A propriedade de uma das balizas esteve na origem da desavença, surgindo assim o União Futebol Clube, já completamente independente do Club Sport Marítimo.
O clube nasceu na zona do Almirante Reis, tendo a sua primeira sede social sido criada na Rua de Santa Maria, sendo o seu primeiro presidente Ângelo Olim Marote.


Numa altura em que o futebol não se encontrava devidamente organizado, coube aos responsáveis do União a liderança de formar um movimento associativo de forma a que a época desportiva fosse devidamente programada, nascendo assim aquela que é a actual Associação de Futebol da Madeira.


Um polémica acontecida num jogo entre o clube e o rival Marítimo em 1918, paralisa a recém criada Associação de Futebol do Funchal por cerca de 2 anos.  Só na época 1920-21 a competição regressa, com a disputa do 3ºCampeonato da Madeira. Após duas vitórias do seu rival, o União consegue aí o seu 1º Campeonato da Madeira, facto que foi muito vitoriado pelos seus indefectíveis.
A partir da época 1921-22, começa-se a realizar o Campeonato de Portugal. O representante madeirense apenas entrará na época seguinta na prova. Em 1927-28 o clube soma a sua única participação. Esteve mesmo à beira de vencer o Benfica nos quartos de final, estando a vencer 3-1 até ao último minuto de jogo, acabando no entanto por perder 3-4 nos descontos alargados.

A década de 1950 e 60 representarão as décadas de maior sucesso do clube a nível regional, advindo daí muito do prestígio popular grajeado pelo clube. a grande transformação é motivada pela vinda de um espanhol natural de Canárias que seria o grande mentor e impulsionador de uma escola de futebol cujo sucesso seria reconhecido. Pegou num grupo de jovens que disputava os torneios do Almirante Reis e fez dele um grupo de campeões. Entre estes jogadores destacaram-se: Tiago, Elmano, Abelinha, Inácio, Amândio, Chino, Luís Angélica, Ferdinando, Filipe e Salinhos entre outros. O trabalho deste treinador foi considerado importante ao construir um dos viveiros de jogadores mais importantes de Portugal. A melhor forma de homenagear este grande treinador foi vinculá-lo ao próprio hino do clube: «O União ensina, tem a escola do Medina e sabe de que é capaz».
Vem daí a base para as equipas que conseguiram o feito extraordinário de vencer por sete anos consecutivos o Campeonato da Madeira, da temporada 1955-56 até à morte do "borrego" na época 1962-63.

A ascensão do clube aos nacionais de futebol ocorreu na temporada 1979/1980 com o clube a entrar na 3ª Divisão Nacional. Após duas épocas, sobe à 2ª Divisão Nacional. O primeiro convívio com os maiores do futebol português aconteceu em 1989/1990, depois de se sagrar campeão da 2ª Divisão. Antes de participar nos campeonatos nacionais, o União foi por diversas vezes representante da Região à Taça de Portugal e à Taça Ribeiro dos Reis.

Na sua primeira época, o clube consegue se manter na divisão maior fruto de um alargamento que ocorre nesse ano. Ficará mais duas épocas - alcançando a sua melhor classificação na IªDivisão com um 12º lugar em 1990-91 - até descer à II Divisão de Honra em 1991-92. No entanto volta a subir na época seguinte, igualando a melhor classificação obtida em 1993/1994 na época de retorno à IªDivisão Nacional. No entanto e fruto de alguma instabilidade técnica, o clube abandonaria a I Divisão em 1994-95, entrando num lento declínio.
Apostado em voltar rapidamente ao convívio dos grandes, por uma razão ou outra os sucessivos projectos falham, afastando muita da sua massa adepta. Em 1998-99, com o advento da SAD's à porta, o clube cai na 2ªDivisão Zona Sul. Constitui-se um SAD, tentando recuperar a pujança de outrora, mas o clube começa a marcar passo conseguindo apenas um 3º lugar em 1999-00 e um 2º em 2000-01, face ao elevado investimento preconizado.
A equipa na época seguinte, fruto de uma maior estabilidade, consegue vencer a Zona Sul e retorna à II Divisão de Honra. No entanto, os sucessivos erros insistem em se repetir, ficando o clube em último passadas duas épocas, indo parar novamente à 2ª Divisão Zona Sul.
Este sucessivo sobe e desce, assim como o progressivo afastamento da direcção do clube em relação à sua massa adepta, provocou uma rápida erosão da sua base de apoio, que nem o início de construção do complexo desportivo do clube conseguiu estancar. A equipa nas duas épocas seguintes - novamente com elevados investimentos e outros tantos erros de "casting" - fica em 3º e 2ª falhando a subida.
A estrutura da 2ªdivisão Zona Sul muda no final de 2004/2005, passando a ter acesso às competições profissionais apenas dois clubes de um conjunto de 4 séries com 16 equipas. O União é posto na Série B 2006/2007 após um começo algo titubiante, ganho a Série. No entanto como apenas 2 equipas poderiam subir, o clube teve que disputar com o Freamunde, uma vaga de acesso, tendo os capões levado a melhor, voltando o clube a falhar num momento decisivo. conseguindo na primeira época o já referido 2º lugar, tendo na época.

Títulos

Campeonato nacional da 2ª divisão - 1988/89 e 2001/02
Campeonato da 2ª Divisão B   - 2006/07

Estádio

Campo de Futebol Adelino Rodrigues
Lotação: 2000



Alcunhas "União da Bola"

Site
http://cfuniao.yolasite.com/
http://www.cfuniao.pt.vu/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

União Desportiva de Leiria

O União Desportiva de Leiria foi formado na cidade de Leiria no ano de 1966, sendo o clube mais novo da primeira divisão do futebol português. O Lis, como é chamado em referência ao rio que corta a pequena cidade, conseguiu participar da terceira divisão portuguesa no ano seguinte, em 1967. Depois, entrou na segunda divisão nacional, a chamada Liga de Honra, pela primeira vez na temporada 1970/71.

Nas duas primeiras temporadas na segunda divisão, o clube ficou na terceira colocação. Depois, realizou algumas campanhas piores, mas sem correr o risco de queda. Até que em 1978/79 venceu a Liga e subiu pela primeira vez à primeira divisão.

Porém, o desempenho do time foi fraco, ficando em 13º lugar e sendo rebaixado. Retornou à elite no ano seguinte, mas de novo vez fez péssima campanha e voltou ao segundo escalão.

O Leiria, então, disputou durante anos a segunda divisão. Somente em 1994 a equipe conseguiu o acesso novamente. Desta vez, durou mais tempo entre os melhores, permanecendo por três temporadas, até sofrer nova queda em 1997.

Contudo, conquistou o título da segunda divisão no ano seguinte e mais uma vez voltou para a elite do futebol português, onde se mantém até hoje.
Escudo tradicional

No início do século 21, realizou algumas boas campanhas. Em 2002/03, chegou à final da Copa de Portugal e, com isso, assegurou vaga na Copa da Uefa do ano seguinte. Foi o primeiro torneio internacional do time em sua história.

Entretanto, a temporada que começou de forma animadora para a agremiação, terminou de um jeito melancólico: o time foi eliminado na última fase eliminatória da Copa da Uefa (anterior à fase de grupos) e ficou em décimo lugar na Liga Nacional.

Depois disso, apenas teve desempenho mediano no Campeonato Nacional e, somente em mais uma oportunidade conseguiu uma vaga para a Copa da UEFA, sendo eliminado outra vez antes da fase de grupos do torneio.
Infelizmente o clube não foi bem na temporada 2007/08 e acabou sendo rebaixado.
Na epóca 2008/09 participou na Liga Vitalis onde fez uma reviravolta extraordinária, em 19 jogos subiu da 15º posição ao 2º, e consequentemente e subiu de divisão. Atualmente o clube disputa a 1º Liga.

Títulos

Campeão da 2ª Divisão Honra - 1980/1981
Campeão da 2ª Liga (Liga Vitalis) - 1997/1998

Estádio

O Estádio Dr. Magalhães Pessoa é um estádio construído em 2003 para a realização do Euro 2004, que foi projectado pelo arquitecto Tomás Taveira. Actualmente os jogos da União de Leiria são realizados neste estádio.
 A remodelação do estádio municipal de Leiria teve o propósito não só de dotar a cidade de uma importante infra-estrutura desportiva, como também acolher o para o Euro 2004. O estádio possui uma capacidade de 23 835 lugares, totalmente cobertos, tendo sido criada uma bancada provisória para o Euro 2004 com mais 5478 lugares.
O Estádio Municipal de Leiria – Dr. Magalhães Pessoa foi objecto de obras de remodelação e ampliação realizadas.
A inauguração desta profunda intervenção ocorreu a 19 de Novembro de 2003, com o jogo Portugal versus Kuwait, que Portugal venceu por memoráveis 8-0, seguido por um espectáculo multimédia.
O estádio original tinha sido construído na década de 60 por iniciativa do então Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Manuel Magalhães Pessoa. Foi o primeiro passo para a constituição, nesta zona da cidade, de um parque desportivo. Em reconhecimento do seu contributo para o desporto no Concelho, o município de Leiria atribuiu, já no início dos anos 70, o seu nome ao estádio que fez nascer.

Hino

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

LEIRIAAAA….LEIRIAAAA…

Estádio a puxar
Bandeiras no ar
Todos juntos a cantar
Queremos ganhar, queremos vibrar
Vamos, vamos lá marcar

Ninguém vai perder a fé
Nem deixar de acreditar
Ninguém vai arredar pé
Eu sei, eu sei que o golo da vitória vai chegar

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

Vamos União de alma e coração
Procurar a nossa glória
Todos juntos na vitória

LEIRIAAAAA


Alcunhas Lis e UDL

Site 
http://www.uniaodeleiria.pt/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Trofense

A história do Clube Desportivo Trofense iniciou-se em 1927, época em que os jovens atletas da cidade praticavam o futebol no “Campo da Capela”, que hoje é conhecido como Parque da Nossa Senhora das Dores. O terreno começou a ser utilizado pelo Sporting Clube da Trofa, que fez sua primeira partida contra o Sporting Clube Tirense, em 1929, e venceu pelo placar de 6 a 3.
Apesar dos duelos que eram realizados no local, o Sporting Clube da Trofa não podia participar de partidas oficiais, já que não tinha um campo em condições de receber tais jogos. Com isso, no dia 12 de outubro de 1930 foi inaugurado o campo do Catulo e fundado o Clube Desportivo Trofense, com filiação na Associação Futebol do Porto.
No dia da tão sonhada inauguração do parque de jogos do Catulo, que significava o ingresso do time nas competições organizadas pela Associação do Porto, o Trofense fez sua partida de estréia em sua nova casa contra o Fluvial Vilacondense e venceu por 5 a 2. O treinador da equipe nesta partida foi Júlio Cardoso, que seria campeão do conselho de Santo Tirso no final da temporada 30/31, primeiro título do clube.
A partir de 1933, o Clube Trofense entrou em declínio e o futebol passou a não ser mais a prioridade dos associados. Assim, os jogadores perderam o compromisso com o time, que começou a ter número reduzido de atletas nos treinamentos e jogos.
Nos anos seguintes, a falta de dinheiro fez com que o clube perdesse o parque de jogos e suspendesse a prática do futebol. A partir de 1935, o Trofense passou a não inscrever sua equipe nos campeonatos do conselho. Mesmo assim, jovens jogadores continuaram a praticar o esporte e mantiveram vivo o sonho do clube de voltar a disputar partidas oficiais.
Na época de 1950/51, iniciou-se na disputa do campeonato distrital da 3.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto.
Em 1965/66 foi campeão da 3.ª Divisão distrital, ascendendo à 2.ª Divisão distrital em 1977/78 foi campeão da 2.ª Divisão distrital, ascendendo à 1.ª Divisão distrital.
Em 1983/84 subiu à 3.ª Divisão Nacional, para na época de 1985/86 subir à 2.ª Divisão Nacional. No ano de 1987 foi considerado pessoa colectiva de utilidade pública por decreto-lei 460/77 do Diário da República de 23 de Setembro.
Na época 1990/91 baixou à 3.ª Divisão Nacional, regressando à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1992/93 após conquistar o título de Campeão Nacional da 3.ª Divisão vencendo na final disputada em Mira de Aire o Olivais e Moscavide.
Foi atirado para a 3.ª Divisão Nacional em 1993/94 no que foi até à data o maior escândalo do Futebol Nacional (o caso Varzim).
Voltou à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1996/97, para conseguir as melhores classificações de sempre 3.º lugar em 1997/98 e 4.º em 1998/99.
Na época 2000/2001 desceu à 3.ª Divisão Nacional para na época 2002/2003, regressar novamente à 2.ª Divisão Nacional.
Na época 2005/2006, ano de comemoração dos 75 anos do Clube, conquistou o maior feito da sua história até então, a subida à 2ª Liga. Também em Iniciados, pela 1ª vez uma equipa de Formação ascendeu aos Campeonatos Nacionais, prenda Honrosa para as Bodas de Diamante.
Na época 2006/2007, na primeira e histórica participação na 2ª Liga, obteve um 11º lugar. 
Na época 2007/2008, o C.D.Trofense conseguiu o maior feito da sua história. De uma forma memorável, conseguiu terminar a 2ª Liga em primeiro lugar, conseguindo subir à 1ª Liga e tornar-se Campeão Nacional da 2ª Liga. Os Trofense jamais esquecerão esta época!
Na época 2008/2009, as expectativas para a primeira participação do C.D.Trofense na 1ª Liga, eram altas. Apesar dos resultados históricos (vitória com o Benfica 2 x 0, empate no Dragão 1 x 1, empate com Sporting 1 x 1, empate na Luz 2 x 2 e vitória em Guimarães 0 x 1), o C.D.Trofense terminou em 16º lugar e desceu em Paços de Ferreira na última jornada.
Depois de uma descida dramática à 2ª liga, a época 2009/2010 tornava-se vital para o Clube. Apesar de ser um dos mais fortes candidatos à subida de divisão, a época ficou marcada pelo um número invulgar de lesões e castigos que desiquilibraram a equipa. Reflexo disso, é a 6ª posição na tabela classificativa conseguida no final do campeonato.
 
Títulos
 
Campeonato Português da terceira divisão distrital:1965/66
Campeonato Português da segunda divisão distrital:1977/78
Campeonato Português da terceira divisão:1992/93
Campeonato Português da segunda divisão:2007/08
 
Estádio
O estádio Clube Desportivo Trofense é um estádio de futebol localizado na Trofa. É propriedade do Clube Desportivo Trofense, que aí normalmente joga os seu jogos em casa. Tem uma capacidade de 3.164 espectadores, todos sentados.
 
Site

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sport Comércio e Salgueiros

O Salgueiros foi fundado no Porto, em 8 de Dezembro de 1911, com o nome de Sport Grupo de Salgueiros. De início, o clube contava com um grupo de vinte sócios, os responsáveis pela sua fundação, a gerir os destinos do Salgueiros.
A ideia da fundação do clube surgiu após um jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica. Entusiasmados com esse desafio, um grupo de rapazes da Rua da Constituição começou a concretizar a ideia da criação de um novo clube. O nome Salgueiros surgiu então como uma homenagem à fábrica ali existente com o mesmo nome.
Curiosamente, as primeiras reuniões do Salgueiros foram realizadas ao redor de um candeeiro público, na esquina da Rua da Constituição com a Rua Particular de Salgueiros. Foi numa dessas reuniões nocturnas que se decidiu que as cores do clube seriam as vermelhas, em homenagem ao Sport Lisboa e Benfica.
Em 1912, foi constituída a primeira direcção do Sport Grupo de Salgueiros, que integrava Joaquim Couteiro, João da Silva Almeida, conhecido na história do clube como Joaninha, Aníbal Jacinto, Manuel Diogo, Floriano Pereira e o pintor Henrique Medina.
O primeiro campo do clube foi construído num terreno oferecido pela Câmara Municipal do Porto, na zona de Arca D'Água.
Em 1914, a Associação de Futebol do Porto convidou o Salgueiros a filiar-se e participar nas suas provas oficiais. A estreia do Salgueiros nessas competições aconteceu na época de 1915/16, com o clube a sagrar-se desde logo campeão da 2.a categoria.
Em 1917, o clube mudou o seu nome para Sport Porto e Salgueiros e, no ano seguinte, sagrou-se campeão regional das 1.a e 3.a categorias. Só que, no final de 1918, o Salgueiros foi impedido de participar nas competições da Associação de Futebol do Porto, por não ter um campo com as medidas regulamentares exigidas. A actividade desportiva do Sport Porto e Salgueiros foi mesmo suspensa e os jogadores dispersaram-se por outros clubes.
Só em 1920 o Salgueiros ressurgiu, após a fusão com outro clube da cidade, o Sport Comércio. Foi aí que surgiu então a denominação actual de Sport Comércio e Salgueiros. A primeira reunião oficial do clube realizou-se a 3 de Setembro de 1920.
O primeiro presidente, António Botelho, percorreu então a cidade à procura de um terreno para construir o campo do clube. A 26 de Fevereiro de 1922, foi inaugurado o Campo do Covelo, cenário dos jogos do Salgueiros até 1929. No jogo de inauguração, o Salgueiros venceu o Progresso por 1-0.
Em 1932, já sob a presidência de Mário Estrela, foi inaugurado um novo recinto desportivo, o Campo Augusto Lessa, actual Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro, na zona de Paranhos.
O Salgueiros disputou pela primeira vez o campeonato nacional da I Divisão na época de 1943/44, conquistando um honroso sexto lugar.
Nos anos seguintes, o clube saltou constantemente entre a I e a II Divisões nacionais.
No final da época de 1976, o Salgueiros falhou por pouco o acesso à I Divisão nacional e, quando se pensava que isso seria conseguido na época seguinte, o clube acabou por cair na III Divisão. O "fantasma" do fim da actividade desportiva chegou de novo a pairar nas reuniões do clube, mas a continuidade acabou por ser assegurada.
Na década de 80, o Salgueiros voltou a ganhar estatuto de clube de I Divisão, que soube sempre manter desde então, à excepção da época de 1989/90, quando se sagrou campeão nacional da II Divisão.
Na época seguinte, 1990/91, sob a presidência de Carlos Abreu, o Sport Comércio e Salgueiros conquistou a sua melhor classificação de sempre na I Divisão, alcançando o quinto lugar, o que lhe valeu, no ano seguinte, a única participação de seu historial numa prova europeia de clubes (a Taça UEFA).
Mas nem só de futebol vive o Salgueiros. Nas outras modalidades, há a destacar a equipa de pólo aquático que se sagrou penta-campeã nacional, em 1999.

Depois do abandono do futebol  em 2004, a equipa  do Salgueiros regressa à competição em 2008/2009, com a participação na 2ª Divisão da AF Porto, o escalão mais baixo das competições distritais no Porto, terminando a sua séria na primeira posição e tornando-se campeão, subindo assim à 1ª Divisão da AF Porto. A equipa tem o nome provisório de Sport Clube Salgueiros 08, devido à impossibilidade de registar jogadores sob o seu antigo nome, em virtude das dívidas do clube. O antigo capitão Pedro Reis é o actual treinador, contando igualmente com quatro antigos jogadores profissinais, Fernando Almeida, Heitor, Cau e Renato.

Títulos

2ª Divisão - 56/57 e 89/90

Estádio

Depois de longas décadas ao serviço do SC Salgueiros o terreno onde se encontrava implantado o Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro foi vendido pelo clube portuense à Empresa do Metro do Porto.

A troco de alguns milhares de euros e um projecto imobiliário e de equipamentos desportivos, o SC Salgueiros abandonou o Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro, crente que regularizaria, desta forma, a crise financeira que se abatera sobre o clube e que potenciaria a construção de um novo e moderno estádio na zona de Arca D´Água.

Tudo se precipitou, porem, irremediavelmente, para um final bem diferente daquele que seria sonhado pelos fervorosos apaniguados salgueiristas. O Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro foi sendo paulatinamente demolido, enquanto o clube nunca conseguiu inverter a intensa crise financeira e desportiva.
e, a sua equipa sénior de futebol, impossibilitado que estava em cumprir 
 

Hino

I

Salgueiros da tradição Tão velhinho e sempre novo Tu vives no coração Na alma do nosso povo

II
O teu passado de glória Sempre em nós está presente E a alegria da vitória Até faz cantar a gente

Coro
Salgueiros, meu Salgueiros Ontem hoje e sempre Tu serás o mais bairrista Salgueiros, meu Salgueiros Vive no peito da gente Sempre a alma salgueirista

III
A camisola encarnada Do meu velhinho Salgueiros Tem a tradição vincada No coração dos tripeiros Não há outro que te iguale nem com bairrismo mais forte Ser salgueirista afinal É ter alma do norte. 

Site

http://www.scsalgueiros.pt

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sporting Clube de Portugal

Em 1902, um grupo de jovens de Lisboa decidiu fundar um clube e disputar uma partida de futebol em um evento comemorativo. A agremiação chamava-se Sport Club de Belas, e venceu seu primeiro adversário, um grupo de Sintra, por 3 a 0. Com o fim das férias, esta instituição recém-formada deixou de existir, mas a idéia de criar um espaço para a prática do futebol ainda não tinha desaparecido da mente daqueles jovens.

Em uma reunião realizada em 1904, em Lisboa, alguns dos fundadores do Sport Club de Belas decidiram retomar a tentativa e criaram o Campo Grande Football Club. Mas a harmonia do clube não durou e, em 1906, houve uma divisão entre membros que queriam que a instituição fosse focada na organização de festas e outros que queriam enfoque na área desportiva.

O conflito levou a uma cisão. Os sócios que queriam uma agremiação esportiva criaram um novo clube. Foi então que o jovem José Alvalade, um dos dirigentes mais famosos da história do Sporting, lançou sua frase histórica: “Queremos que este clube seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”.

Assim, em 14 de abril de 1906, a instituição passou a se chamar Campo Grande Sporting Club. Em 1° de julho do mesmo ano, o nome foi mudado para Sporting Clube de Portugal. Este dia é considerado como data oficial da fundação do clube.

Em 3 de fevereiro de 1907, o Sporting jogou sua primeira partida na história. Foi derrotado por 5 a 1 pelo Cruz Negra. Apesar da derrota, uma marca importante: João de Vila Franca marcou o primeiro gol do clube desde que foi fundado. Em 1° de dezembro de 1907, nasceu uma grande rivalidade que dura até os dias de hoje. O Sporting jogou um clássico contra o Benfica (então chamado Sport Lisboa) e venceu por 2 a 1.

Os anos 1940 e 1950 foram de ouro para o Sporting. O clube era a maior força do futebol português. Entre 1946/1947 e 1953/1954, a equipe venceu sete dos oito campeonatos nacionais disputados no período, com um tricampeonato e um tetracampeonato.

A força do clube era tanta que, mesmo sem ser o campeão nacional do ano anterior, foi convidado a participar da primeira Liga dos Campeões (então Copa Européia), em 1955/1956. Mas não foi só isso: o Sporting ainda teve a honra de inaugurar a competição em um empate por 3 a 3 com o Partizan. João Martins marcou o primeiro gol da história deste torneio, um dos mais importantes do mundo atualmente.

Entre 1960 e 1999, o Sporting venceu mais seis Campeonatos Portugueses, o último deles em 1981/1982. Neste tempo, conquistou ainda sete Taças de Portugal. Uma das mais importantes é a de 1994/1995, que marcou o fim de um jejum de mais de dez anos sem um título de expressão.

Em 2000, depois de 17 anos de espera, a torcida do Sporting pôde finalmente ver seu time do coração campeão português mais uma vez. Em 2002, a equipe conseguiu repetir o feito e conquistar seu 18° título da Liga Nacional. Três anos depois, conseguiu chegar à final da Copa da Uefa, mas acabou derrotado por 3 a 1 para o CSKA e foi vice-campeão.

Títulos

Campeonato Português: 1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54, 1957/58, 1961/62, 1965/66, 1969/70, 1973/74, 1979/80, 1981/82, 1999/00 e 2001/02

Taça de Portugal: 1940/41, 1944/45, 1945/46, 1947/48, 1953/54, 1962/63, 1970/71, 1972/73, 1973/74, 1977/78, 1981/82, 1994/95, 2001/02, 2006/07 
e 2007/08

Estádio

Alvalade XXI é o nome actual do complexo onde se encontra o novo Estádio José Alvalade, pertença do Sporting Clube de Portugal, inaugurado a 6 de Agosto de 2003. Inauguração esta apadrinhada pelo clube inglês Manchester United, jogo que ficou 3-1, com a vitória do Sporting C.P.. Este estádio conta com 52 000 lugares todos sentados e cobertos, e ainda com 1 600 lugares de estacionamento, dos quais 30 são reservados a pessoas portadoras de deficiência motora. Foi desenhado pelo conhecido arquitecto Tomás Taveira. Além de ter sido palco de importantes jogos do Euro 2004, recebeu também a final da taça UEFA 2004/05. Foi o primeiro estádio em Portugal a receber a distinção «5 estrelas» pela U.E.F.A, num Portugal-Holanda a contar para o Euro 2004. Para além do estádio, que custou cerca de 105 milhões de euros, o complexo Alvalade XXI inclui ainda o centro comercial Alvaláxia, o Multidesportivo Açoreana Seguros, o Holmes Place, a Clínica CUF e ainda o edíficio Visconde de Alvalade, onde se encontra a sede do clube. No total, o complexo Alvalade XXI custou quase 154 milhões de euros

Hino

Treme a cidade irrequieta
Ao ouvir o rugido
Que solta o Leão

Agitam-se as verdes bandeiras
Ao som do rugido
Que solta o Leão

As camisolas listadas
De verde e branco
No peito o Leão

Em cada chuto que é golo
As claques se agitam
No peito o Leão

Salta uma bola redonda
E o mundo é redondo
Aos pés do Leão

Somam-se os feitos e as taças
E a terra se rende
Aos pés do Leão

Mascote

Como a imagem no brasão do clube é um leão, este também foi escolhido como a mascote do Sporting.

Apelidos SportinguistasLeõesVerde e Brancos


 Site
http://www.sporting.pt/

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sporting Clube da Covilhã

O Sporting Clube da Covilhã é um clube de futebol de Portugal com sede na cidade da Covilhã, tendo sido fundado em 2 de Junho de 1923.
Participou 15 épocas na 1ª Divisão, onde alcançou posições de destaque, como um 5º lugar nos anos 50. Jogou a final da Taça de Portugal da temporada 1956/57, onde foi derrotado pelo SL Benfica por 3-1.

No concelho da Covilhã, o futebol teve o seu alvorecer a partir de 1920/22 quando se começaram a organizar os primeiros grupos. Clubes como o “Montes Hermínios”, “Victória Luso Sporting”, “União Desportiva da Covilhã”, “Estrela Football Club” e o “Grupo Desportivo Escola Industrial”, todos da Covilhã.
Não era fácil porquanto, não havia grande organização e os meios de que dispunham eram escassos. As dificuldades avolumavam-se porque também não havia grandes recursos financeiros e instalações próprias para se poderem reunir.
Na Covilhã, o meio fabril da sua monoindústria de então- os lanifícios- definiam no futebol dois traços distintos, com a formação de clubes enraizados na classe operária, uns, que se batiam energeticamente com outros que integravam elementos de maior poder económico, formados por atletas que, ao mesmo tempo eram os seus dirigentes, oriundos da classe média e média alta, como os gestores, proprietários e filhos de industriais de lanifícios da Covilhã e região, caso do “Estrela Football Club”. Havia uma rivalidade que passava então a substituir entre o “rico” e o “pobre” e acentuava-se, daí que os encontros e torneios que podiam realizar eram vivamente participados, num grande entusiasmo dos atletas, bem como de todo um mundo de pessoas que se deslocava a pé, por caminhos ou estradas de terra batida, em direcção ao campo de futebol.
Os clubes que mais caíram na simpatia dos covilhanenses foram o “montes Hermínios Sport Club” e o “Estrela Futebol Clube”.
A alma leonina estava bem patente em figuras influentes e notórias deste concelho. Algumas delas, acabam por ter contactos com dirigentes do Sporting Clube de Portugal que, nesse tempo, vivia fase eufórica de criação de filiais, sendo então seu dinâmico Presidente da Direcção, Júlio Araújo.

Final da Taça de Portugal
Surge entretanto a época 1955/56 e o Sporting Clube da Covilhã atinge a sua melhor classificação de sempre- um 5.º lugar, sendo precedido do Sporting, Belenenses, Benfica e F.C.Porto, com 11 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, com 52 golos marcados e 44 sofridos, totalizando 29 pontos, em 26 jogos.
O melhor marcador foi então o espanhol Suarez, que substitui André Simonyi, com 251 golos marcados.
Mas a adversidade haveria de surgir na época seguinte- 1956/57- em que o 13.º lugar fazia baixar à II divisão os Leões da Serra, ainda com Suarez na liderança dos melhores marcadores da turma serrana, com 19 golos marcados.
Entretanto, o treinador Janos Szabo que há vários anos conduzia os destinos do clube, rescinde com o S.C.C., após uma crise que se instala no seio da colectividade, e os seus dirigentes substituem-no por Fernando Cabrita, passando a desempenhar as funções de jogador- treinador, e pelo Dr. Tavares da Silva, como orientador técnico, que acumulava com as funções de seleccionador nacional da altura.
No entanto, na Taça de Portugal, os Leões da Serra cometem a façanha, algo inesperada, de, pela primeira e única vez no seu historial, chegara uma final da Taça. Isso aconteceu exactamente no ano da descida de divisão.
Efectivamente, o S.C.C. depois de ter eliminado o União de Montemor, por 6-1 e 6-0, estava-lhe reservada uma surpresa com o próximo adversário- o Lusitano de Évora- que ganhou ao S.C.C., no seu terreno, por 4-0. Os eborenses deslocaram-se à Covilhã, para a 2ª mão, já com as “malas Feitas”, mas foi com grande admiração e enorme euforia que, no Estádio Santos Pinto, os Leões da Serra eliminaram o Lusitano de Évora, vencendo o encontro por 7-2.
E o êxito dos covilhanenses continuaria na Taça, pois no sorteio coube-lhe defrontar o F.C.Porto, tendo sido o S.C.C. ido ganhar ao Estádio das Antas por 2-1 e, depois na Covilhã, nova vitória por 1-0.
Depois de na eliminatória seguinte (meias finais) ter ultrapassado facilmente o Vitória de Setúbal, vencendo na Covilhã por 3-0 e perdendo em Setúbal por 1-0, chega à final que se realizou no Estádio Nacional, em Lisboa, exactamente no dia em que o S.C.C. completava 34 anos- em 2 de Junho de 1957- defrontando o Benfica.
O Sporting da Covilhã perdeu o encontro, por 3-1, mas deixou boa impressão.

Na temporada 2007/2008 disputou a série C da 2ª Divisão, tendo terminado no primeiro lugar da mesma. A promoção à Liga de Honra, foi disputada a duas mãos com o primeiro classificado da série D, o Olivais e Moscavide. No primeiro jogo, disputado na Covilhã o resultado foi de 1-0 para os serranos, tendo a 2ª mão sido vencida pelo Olivais e Moscavide por 2-1. No desempate através da marca de grandes penalidades o Sporting da Covilhã acabou por sagrar-se vencedor, garantindo a subida à Liga de Honra.
O jogo para determinar o campeão da 2ª divisão da época 2007/08, disputou-se na cidade de Pombal entre as equipas do Sporting da Covilhã e da Oliveirense. A equipa de Oliveira de Azeméis venceu a partida por 1-0.

Estádio

Atualmente, o Sporting Clube da Covilhã disputa os seus jogos no Complexo Desportivo (3.000 lugares), depois de longos anos a actuar no histórico Estádio José Santos Pinto, situado a cerca de 800 metros de altitude e que chegou a albergar 10.000 espectadores.




Hino
De verde e branco
Um dia te vestiram;
De verde engalanaram
Os teus pés.
O branco escorreu-te
Das alturas,
Onde moras
E onde mostras o que és!
Entre os maiores
Te sentes pequeno,
Mas és na Beira
Rico em tradições
A garra que te vem
De seres leão
Já tem feito tremer
Os campeões
Pelos anos contados
És velhinho,
Mas continuas sempre
A ser um jovem;
D`esperança
Traçaram teu caminho
Força e coragem
O que te movem.
O ar que te embriaga,
Puro e leve,
Te inspira e te dá fecundidade,
Que seja lema teu
Por toda a vida
A grandeza,
O progresso,
A humildade
Refrão
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Já se ouve o brado
Da tua gente,
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Leões da Serra
Vamos p`ra frente!
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Cabeça erguida
Para a vitória
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Mais um brilhante
P`ra tua história.

Alcunhas Leões da Serra

Site

http://www.sportingdacovilha.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Santa Clara

O Clube Desportivo Santa Clara é um clube de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. É o clube mais representativo dos Açores. Os seus maiores feitos, foram a conquista do Campeonato Nacional da II Liga em 2000/2001; do Campeonato Nacional da 2ª Divisão em 1997/1998; e as suas 3 presenças no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

O Clube Desportivo Santa Clara é o resultado final, algo distante no tempo mas muito próximo no essencial, de um fenómeno sócio desportivo que iniciando-se em finais de 1917 teve o seu apogeu durante os anos de 1919 e 1920, o auge da animada disputa dos "Campeonatos de Santa Clara", competição na qual participavam equipas em representação de algumas das várias "lojas de Santa Clara", apresentando-se como herdeiro natural dos dois outros "Santa Claras"; o "Santa Clara Foot-ball Club" e o "Sport Club Santa Clara", ambos antes dele também filiados na "Associação de Foot-ball de Sam Miguel", hoje; Associação de Futebol de Ponta Delgada.
A primeira Direcção do Clube Desportivo Santa Clara foi eleita por aclamação a 12 de Maio de 1927, tendo os seus estatutos de fundação sido aprovados pouco depois, a 21 Junho de 1927, numa Assembleia-geral que para o efeito fora convocada e então foi presidida pelo Tenente João Joaquim Vicente Jr. O processo de constituição do clube culmina a 29 Julho de 1927 com a concessão pelo Governo Civil de Ponta Delgada do respectivo alvará.
O Clube Desportivo Santa Clara solicitou a sua inscrição na Associação de Futebol a 6 de Agosto de 1927, ensejo que só lhe foi concedido cerca de três meses depois. O seu primeiro jogo oficial ocorreu a 20 de Novembro de 1927.

A década de 30 foi de grande importância na afirmação do Clube Desportivo Santa Clara, contribuindo extraordinariamente para a grandiosidade com que a colectividade chegou ao século XXI: Em 1930, início de um ciclo desportivo memorável, o CDSC ganha o seu primeiro título (Campeão da LDM “Liga Desportiva Micaelense”); a 31 Janeiro de 1935 inaugura oficialmente (já lá estava instalado desde Novembro de 1934) aquela que ainda hoje é a sua sede, considerada então a melhor sede de um clube de futebol nos Açores; em Maio deste mesmo ano aventura-se a outra façanha, e torna-se no primeiro clube de futebol açoriano a deslocar-se a Portugal, digressão durante a qual defrontou, entre outros, o Sport Lisboa e Benfica; em 1936 a celebração do primeiro aniversário da nova sede constitui também um grande acontecimento, com repercussões que chegam aos dias de hoje; ainda durante a década de 30 sagra-se sete vezes consecutivas Campeão da AFSM (1930/31 até 1936/37) obtendo um recorde ainda hoje por igualar. Com apenas 10 anos de existência, já então o CDSC se posicionava, com destaque, na liderança do futebol micaelense.

Durante as épocas 1942/43, 1943/44 e 1944/45 a AFSM interrompeu a sua actividade. Este facto, assim como outras consequências dos últimos anos da II Grande Guerra, voltam a relegar o CDSC para patamares desportivos mais humildes, quase idênticos aos dos seus primeiros três anos de existência. Na década de 40, só em 1949 o CDSC volta a saborear os louros da vitória no campeonato.

Nas três décadas seguintes; 50, 60 e 70, muito embora sem nunca voltar a atingir o nível conseguido na década de 30, o CDSC impõe-se de novo com enorme destaque, conquistando 17 dos 33 campeonatos disputados entre 1949 e 1982 (mais do que o somatório dos títulos ganhos pelos seus adversários todos juntos).

Foi na transição da década de sessenta para a de setenta, entre a época de 1968/69 e a de 1971/72, que o CDSC obteve a sua segunda melhor série de campeonatos consecutivamente ganhos (4), acrescentando assim ao seu recorde de 1930/37 o igualar da segunda melhor série deste tipo, obtida entre as épocas 1924/25 e 1927/28 pelo Clube União Sportiva.

Só nos anos oitenta o CDSC inicia o seu percurso nos “Nacionais”, conseguindo, a par da sua longa e relativamente modesta participação na “III Divisão Série E”, criar um núcleo de formação futebolística com adequada orientação técnica (Departamento de Formação Juvenil), “viveiro” por onde, entre muitos outros, também passou “Pedro Pauleta”. A par disso, a década de oitenta foi também um período de valorização e consolidação patrimonial; em 1984 são dados os primeiros passos para a aquisição dos 21.000m2 de terreno em São Gonçalo, em 1986 tem inicio a construção do “Complexo Desportivo”, e, volvido pouco tempo, o CDSC adquire ainda a sede que desde 1934 já ocupava. No decorrer da época desportiva 1986/87, e com um plantel que incluía significativo número de atletas oriundos dos escalões de formação, o CDSC ascendeu pela primeira vez à II Divisão, participando durante a época seguinte, integrando na Zona Sul, no respectivo campeonato.

Na última década do século XX, depois de uma rápida e bem sucedida passassem pela “Série Açores” (com um plantel muito jovem e mais uma vez recheado de atletas oriundos dos escalões de formação do clube) o CDSC ascende quase meteoricamente até ao patamar mais elevado do futebol português: em 1995/96 é Campeão da “Série Açores” subindo à 2ª Divisão (B); em 1996/97 é o segundo classificado da sua zona na 2ª Divisão (B), falhando por muito pouco outra subida; em 1997/98 ganha a Zona Sul, é Campeão da 2ª Divisão (B), e sobe à 2ª Divisão de Honra; e em 1998/99, terminando o Campeonato da 2ª Divisão de Honra em 3º lugar, ganha direito a aceder, pela primeira vez, à 1ª Divisão. Na época seguinte (1999/2000), a última do século XX, e aquela em que pela primeira o CDSC participou na 1ª Divisão, acabou regressando de novo, à 2ª Divisão de Honra. Pena que a acompanhar esta fulgurante ascensão desportiva não existisse uma cautelosa equipa dirigente, rigorosa, competente, que, simultaneamente com o futebol tivesse sabido gerir convenientemente o clube, moderar a euforia então reinante, evitando desperdiçar a enorme oportunidade de, em toda a linha e de forma segura, o CDSC poder crescer e firmar-se consolidadamente.

Com a viragem do século, não obstante os diversos “avisos à navegação” e as já visíveis consequências do desgoverno instalado, no que ao bom senso e racionalidade possa dizer respeito, se alguma coisa se alterou foi para pior; a “aposta cega” em resultados desportivos assentou numa, ainda maior, displicência no controlo e gestão das contas do clube. Futebolisticamente voltou a resultar: em 2000/01 o CDSC é Campeão da 2ª Divisão de Honra e ascende à I Liga; em 2001/02 e 2002/03 mantém-se entre “os grandes”, mas tudo isso para em 2003/04 regressar de novo à 2ª Divisão de Honra, patamar onde, nas duas últimas épocas, até à última jornada, disputou a subida à Primeira Liga.

Dadas as circunstâncias, o sucesso desportivo teve como parceiro, tal como se adivinhava e foi por alguns previamente anunciado, o descalabro económico, estando o clube actualmente a recuperar dos momentos muitos difíceis por que passou, obrigando-se a hipotecar todo o seu património (algum entretanto já alienado) para tentar sobreviver. O bom trabalho efectuado nas últimas duas épocas começa a mostrar resultados, mas sanear o CDSC, reequilibra-lo económica e financeiramente procurando mantê-lo nos patamares desportivos a que habituou os seus sócios e simpatizantes, é o grande desafio que se continua a colocar ao actual grupo dirigente do CDSC, clube que, apesar de todas as vicissitudes inerentes “à pesada herança”, continua, sem nenhum tipo de dúvidas; O MAIOR CLUBE DE FUTEBOL DOS AÇORES.

Títulos

Campeonato Nacional da II Liga 2000/2001
Campeonato Nacional da 2ª Divisão 1997/1998

Estádio

Estádio de São Miguel
Inauguração 1930
Capacidade  15277


Site
http://www.cdsantaclara.pt/