terça-feira, 28 de dezembro de 2010

União Desportiva de Leiria

O União Desportiva de Leiria foi formado na cidade de Leiria no ano de 1966, sendo o clube mais novo da primeira divisão do futebol português. O Lis, como é chamado em referência ao rio que corta a pequena cidade, conseguiu participar da terceira divisão portuguesa no ano seguinte, em 1967. Depois, entrou na segunda divisão nacional, a chamada Liga de Honra, pela primeira vez na temporada 1970/71.

Nas duas primeiras temporadas na segunda divisão, o clube ficou na terceira colocação. Depois, realizou algumas campanhas piores, mas sem correr o risco de queda. Até que em 1978/79 venceu a Liga e subiu pela primeira vez à primeira divisão.

Porém, o desempenho do time foi fraco, ficando em 13º lugar e sendo rebaixado. Retornou à elite no ano seguinte, mas de novo vez fez péssima campanha e voltou ao segundo escalão.

O Leiria, então, disputou durante anos a segunda divisão. Somente em 1994 a equipe conseguiu o acesso novamente. Desta vez, durou mais tempo entre os melhores, permanecendo por três temporadas, até sofrer nova queda em 1997.

Contudo, conquistou o título da segunda divisão no ano seguinte e mais uma vez voltou para a elite do futebol português, onde se mantém até hoje.
Escudo tradicional

No início do século 21, realizou algumas boas campanhas. Em 2002/03, chegou à final da Copa de Portugal e, com isso, assegurou vaga na Copa da Uefa do ano seguinte. Foi o primeiro torneio internacional do time em sua história.

Entretanto, a temporada que começou de forma animadora para a agremiação, terminou de um jeito melancólico: o time foi eliminado na última fase eliminatória da Copa da Uefa (anterior à fase de grupos) e ficou em décimo lugar na Liga Nacional.

Depois disso, apenas teve desempenho mediano no Campeonato Nacional e, somente em mais uma oportunidade conseguiu uma vaga para a Copa da UEFA, sendo eliminado outra vez antes da fase de grupos do torneio.
Infelizmente o clube não foi bem na temporada 2007/08 e acabou sendo rebaixado.
Na epóca 2008/09 participou na Liga Vitalis onde fez uma reviravolta extraordinária, em 19 jogos subiu da 15º posição ao 2º, e consequentemente e subiu de divisão. Atualmente o clube disputa a 1º Liga.

Títulos

Campeão da 2ª Divisão Honra - 1980/1981
Campeão da 2ª Liga (Liga Vitalis) - 1997/1998

Estádio

O Estádio Dr. Magalhães Pessoa é um estádio construído em 2003 para a realização do Euro 2004, que foi projectado pelo arquitecto Tomás Taveira. Actualmente os jogos da União de Leiria são realizados neste estádio.
 A remodelação do estádio municipal de Leiria teve o propósito não só de dotar a cidade de uma importante infra-estrutura desportiva, como também acolher o para o Euro 2004. O estádio possui uma capacidade de 23 835 lugares, totalmente cobertos, tendo sido criada uma bancada provisória para o Euro 2004 com mais 5478 lugares.
O Estádio Municipal de Leiria – Dr. Magalhães Pessoa foi objecto de obras de remodelação e ampliação realizadas.
A inauguração desta profunda intervenção ocorreu a 19 de Novembro de 2003, com o jogo Portugal versus Kuwait, que Portugal venceu por memoráveis 8-0, seguido por um espectáculo multimédia.
O estádio original tinha sido construído na década de 60 por iniciativa do então Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Manuel Magalhães Pessoa. Foi o primeiro passo para a constituição, nesta zona da cidade, de um parque desportivo. Em reconhecimento do seu contributo para o desporto no Concelho, o município de Leiria atribuiu, já no início dos anos 70, o seu nome ao estádio que fez nascer.

Hino

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

LEIRIAAAA….LEIRIAAAA…

Estádio a puxar
Bandeiras no ar
Todos juntos a cantar
Queremos ganhar, queremos vibrar
Vamos, vamos lá marcar

Ninguém vai perder a fé
Nem deixar de acreditar
Ninguém vai arredar pé
Eu sei, eu sei que o golo da vitória vai chegar

Vamos União
Bandeira na mão
Todos a cantar Leiria
Todos juntos de alegria
Só queremos ganhaaaaar

Vamos União de alma e coração
Procurar a nossa glória
Todos juntos na vitória

LEIRIAAAAA


Alcunhas Lis e UDL

Site 
http://www.uniaodeleiria.pt/

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Trofense

A história do Clube Desportivo Trofense iniciou-se em 1927, época em que os jovens atletas da cidade praticavam o futebol no “Campo da Capela”, que hoje é conhecido como Parque da Nossa Senhora das Dores. O terreno começou a ser utilizado pelo Sporting Clube da Trofa, que fez sua primeira partida contra o Sporting Clube Tirense, em 1929, e venceu pelo placar de 6 a 3.
Apesar dos duelos que eram realizados no local, o Sporting Clube da Trofa não podia participar de partidas oficiais, já que não tinha um campo em condições de receber tais jogos. Com isso, no dia 12 de outubro de 1930 foi inaugurado o campo do Catulo e fundado o Clube Desportivo Trofense, com filiação na Associação Futebol do Porto.
No dia da tão sonhada inauguração do parque de jogos do Catulo, que significava o ingresso do time nas competições organizadas pela Associação do Porto, o Trofense fez sua partida de estréia em sua nova casa contra o Fluvial Vilacondense e venceu por 5 a 2. O treinador da equipe nesta partida foi Júlio Cardoso, que seria campeão do conselho de Santo Tirso no final da temporada 30/31, primeiro título do clube.
A partir de 1933, o Clube Trofense entrou em declínio e o futebol passou a não ser mais a prioridade dos associados. Assim, os jogadores perderam o compromisso com o time, que começou a ter número reduzido de atletas nos treinamentos e jogos.
Nos anos seguintes, a falta de dinheiro fez com que o clube perdesse o parque de jogos e suspendesse a prática do futebol. A partir de 1935, o Trofense passou a não inscrever sua equipe nos campeonatos do conselho. Mesmo assim, jovens jogadores continuaram a praticar o esporte e mantiveram vivo o sonho do clube de voltar a disputar partidas oficiais.
Na época de 1950/51, iniciou-se na disputa do campeonato distrital da 3.ª Divisão da Associação de Futebol do Porto.
Em 1965/66 foi campeão da 3.ª Divisão distrital, ascendendo à 2.ª Divisão distrital em 1977/78 foi campeão da 2.ª Divisão distrital, ascendendo à 1.ª Divisão distrital.
Em 1983/84 subiu à 3.ª Divisão Nacional, para na época de 1985/86 subir à 2.ª Divisão Nacional. No ano de 1987 foi considerado pessoa colectiva de utilidade pública por decreto-lei 460/77 do Diário da República de 23 de Setembro.
Na época 1990/91 baixou à 3.ª Divisão Nacional, regressando à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1992/93 após conquistar o título de Campeão Nacional da 3.ª Divisão vencendo na final disputada em Mira de Aire o Olivais e Moscavide.
Foi atirado para a 3.ª Divisão Nacional em 1993/94 no que foi até à data o maior escândalo do Futebol Nacional (o caso Varzim).
Voltou à 2.ª Divisão B Zona Norte na época 1996/97, para conseguir as melhores classificações de sempre 3.º lugar em 1997/98 e 4.º em 1998/99.
Na época 2000/2001 desceu à 3.ª Divisão Nacional para na época 2002/2003, regressar novamente à 2.ª Divisão Nacional.
Na época 2005/2006, ano de comemoração dos 75 anos do Clube, conquistou o maior feito da sua história até então, a subida à 2ª Liga. Também em Iniciados, pela 1ª vez uma equipa de Formação ascendeu aos Campeonatos Nacionais, prenda Honrosa para as Bodas de Diamante.
Na época 2006/2007, na primeira e histórica participação na 2ª Liga, obteve um 11º lugar. 
Na época 2007/2008, o C.D.Trofense conseguiu o maior feito da sua história. De uma forma memorável, conseguiu terminar a 2ª Liga em primeiro lugar, conseguindo subir à 1ª Liga e tornar-se Campeão Nacional da 2ª Liga. Os Trofense jamais esquecerão esta época!
Na época 2008/2009, as expectativas para a primeira participação do C.D.Trofense na 1ª Liga, eram altas. Apesar dos resultados históricos (vitória com o Benfica 2 x 0, empate no Dragão 1 x 1, empate com Sporting 1 x 1, empate na Luz 2 x 2 e vitória em Guimarães 0 x 1), o C.D.Trofense terminou em 16º lugar e desceu em Paços de Ferreira na última jornada.
Depois de uma descida dramática à 2ª liga, a época 2009/2010 tornava-se vital para o Clube. Apesar de ser um dos mais fortes candidatos à subida de divisão, a época ficou marcada pelo um número invulgar de lesões e castigos que desiquilibraram a equipa. Reflexo disso, é a 6ª posição na tabela classificativa conseguida no final do campeonato.
 
Títulos
 
Campeonato Português da terceira divisão distrital:1965/66
Campeonato Português da segunda divisão distrital:1977/78
Campeonato Português da terceira divisão:1992/93
Campeonato Português da segunda divisão:2007/08
 
Estádio
O estádio Clube Desportivo Trofense é um estádio de futebol localizado na Trofa. É propriedade do Clube Desportivo Trofense, que aí normalmente joga os seu jogos em casa. Tem uma capacidade de 3.164 espectadores, todos sentados.
 
Site

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sport Comércio e Salgueiros

O Salgueiros foi fundado no Porto, em 8 de Dezembro de 1911, com o nome de Sport Grupo de Salgueiros. De início, o clube contava com um grupo de vinte sócios, os responsáveis pela sua fundação, a gerir os destinos do Salgueiros.
A ideia da fundação do clube surgiu após um jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica. Entusiasmados com esse desafio, um grupo de rapazes da Rua da Constituição começou a concretizar a ideia da criação de um novo clube. O nome Salgueiros surgiu então como uma homenagem à fábrica ali existente com o mesmo nome.
Curiosamente, as primeiras reuniões do Salgueiros foram realizadas ao redor de um candeeiro público, na esquina da Rua da Constituição com a Rua Particular de Salgueiros. Foi numa dessas reuniões nocturnas que se decidiu que as cores do clube seriam as vermelhas, em homenagem ao Sport Lisboa e Benfica.
Em 1912, foi constituída a primeira direcção do Sport Grupo de Salgueiros, que integrava Joaquim Couteiro, João da Silva Almeida, conhecido na história do clube como Joaninha, Aníbal Jacinto, Manuel Diogo, Floriano Pereira e o pintor Henrique Medina.
O primeiro campo do clube foi construído num terreno oferecido pela Câmara Municipal do Porto, na zona de Arca D'Água.
Em 1914, a Associação de Futebol do Porto convidou o Salgueiros a filiar-se e participar nas suas provas oficiais. A estreia do Salgueiros nessas competições aconteceu na época de 1915/16, com o clube a sagrar-se desde logo campeão da 2.a categoria.
Em 1917, o clube mudou o seu nome para Sport Porto e Salgueiros e, no ano seguinte, sagrou-se campeão regional das 1.a e 3.a categorias. Só que, no final de 1918, o Salgueiros foi impedido de participar nas competições da Associação de Futebol do Porto, por não ter um campo com as medidas regulamentares exigidas. A actividade desportiva do Sport Porto e Salgueiros foi mesmo suspensa e os jogadores dispersaram-se por outros clubes.
Só em 1920 o Salgueiros ressurgiu, após a fusão com outro clube da cidade, o Sport Comércio. Foi aí que surgiu então a denominação actual de Sport Comércio e Salgueiros. A primeira reunião oficial do clube realizou-se a 3 de Setembro de 1920.
O primeiro presidente, António Botelho, percorreu então a cidade à procura de um terreno para construir o campo do clube. A 26 de Fevereiro de 1922, foi inaugurado o Campo do Covelo, cenário dos jogos do Salgueiros até 1929. No jogo de inauguração, o Salgueiros venceu o Progresso por 1-0.
Em 1932, já sob a presidência de Mário Estrela, foi inaugurado um novo recinto desportivo, o Campo Augusto Lessa, actual Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro, na zona de Paranhos.
O Salgueiros disputou pela primeira vez o campeonato nacional da I Divisão na época de 1943/44, conquistando um honroso sexto lugar.
Nos anos seguintes, o clube saltou constantemente entre a I e a II Divisões nacionais.
No final da época de 1976, o Salgueiros falhou por pouco o acesso à I Divisão nacional e, quando se pensava que isso seria conseguido na época seguinte, o clube acabou por cair na III Divisão. O "fantasma" do fim da actividade desportiva chegou de novo a pairar nas reuniões do clube, mas a continuidade acabou por ser assegurada.
Na década de 80, o Salgueiros voltou a ganhar estatuto de clube de I Divisão, que soube sempre manter desde então, à excepção da época de 1989/90, quando se sagrou campeão nacional da II Divisão.
Na época seguinte, 1990/91, sob a presidência de Carlos Abreu, o Sport Comércio e Salgueiros conquistou a sua melhor classificação de sempre na I Divisão, alcançando o quinto lugar, o que lhe valeu, no ano seguinte, a única participação de seu historial numa prova europeia de clubes (a Taça UEFA).
Mas nem só de futebol vive o Salgueiros. Nas outras modalidades, há a destacar a equipa de pólo aquático que se sagrou penta-campeã nacional, em 1999.

Depois do abandono do futebol  em 2004, a equipa  do Salgueiros regressa à competição em 2008/2009, com a participação na 2ª Divisão da AF Porto, o escalão mais baixo das competições distritais no Porto, terminando a sua séria na primeira posição e tornando-se campeão, subindo assim à 1ª Divisão da AF Porto. A equipa tem o nome provisório de Sport Clube Salgueiros 08, devido à impossibilidade de registar jogadores sob o seu antigo nome, em virtude das dívidas do clube. O antigo capitão Pedro Reis é o actual treinador, contando igualmente com quatro antigos jogadores profissinais, Fernando Almeida, Heitor, Cau e Renato.

Títulos

2ª Divisão - 56/57 e 89/90

Estádio

Depois de longas décadas ao serviço do SC Salgueiros o terreno onde se encontrava implantado o Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro foi vendido pelo clube portuense à Empresa do Metro do Porto.

A troco de alguns milhares de euros e um projecto imobiliário e de equipamentos desportivos, o SC Salgueiros abandonou o Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro, crente que regularizaria, desta forma, a crise financeira que se abatera sobre o clube e que potenciaria a construção de um novo e moderno estádio na zona de Arca D´Água.

Tudo se precipitou, porem, irremediavelmente, para um final bem diferente daquele que seria sonhado pelos fervorosos apaniguados salgueiristas. O Estádio Engenheiro Vidal Pinheiro foi sendo paulatinamente demolido, enquanto o clube nunca conseguiu inverter a intensa crise financeira e desportiva.
e, a sua equipa sénior de futebol, impossibilitado que estava em cumprir 
 

Hino

I

Salgueiros da tradição Tão velhinho e sempre novo Tu vives no coração Na alma do nosso povo

II
O teu passado de glória Sempre em nós está presente E a alegria da vitória Até faz cantar a gente

Coro
Salgueiros, meu Salgueiros Ontem hoje e sempre Tu serás o mais bairrista Salgueiros, meu Salgueiros Vive no peito da gente Sempre a alma salgueirista

III
A camisola encarnada Do meu velhinho Salgueiros Tem a tradição vincada No coração dos tripeiros Não há outro que te iguale nem com bairrismo mais forte Ser salgueirista afinal É ter alma do norte. 

Site

http://www.scsalgueiros.pt

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sporting Clube de Portugal

Em 1902, um grupo de jovens de Lisboa decidiu fundar um clube e disputar uma partida de futebol em um evento comemorativo. A agremiação chamava-se Sport Club de Belas, e venceu seu primeiro adversário, um grupo de Sintra, por 3 a 0. Com o fim das férias, esta instituição recém-formada deixou de existir, mas a idéia de criar um espaço para a prática do futebol ainda não tinha desaparecido da mente daqueles jovens.

Em uma reunião realizada em 1904, em Lisboa, alguns dos fundadores do Sport Club de Belas decidiram retomar a tentativa e criaram o Campo Grande Football Club. Mas a harmonia do clube não durou e, em 1906, houve uma divisão entre membros que queriam que a instituição fosse focada na organização de festas e outros que queriam enfoque na área desportiva.

O conflito levou a uma cisão. Os sócios que queriam uma agremiação esportiva criaram um novo clube. Foi então que o jovem José Alvalade, um dos dirigentes mais famosos da história do Sporting, lançou sua frase histórica: “Queremos que este clube seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”.

Assim, em 14 de abril de 1906, a instituição passou a se chamar Campo Grande Sporting Club. Em 1° de julho do mesmo ano, o nome foi mudado para Sporting Clube de Portugal. Este dia é considerado como data oficial da fundação do clube.

Em 3 de fevereiro de 1907, o Sporting jogou sua primeira partida na história. Foi derrotado por 5 a 1 pelo Cruz Negra. Apesar da derrota, uma marca importante: João de Vila Franca marcou o primeiro gol do clube desde que foi fundado. Em 1° de dezembro de 1907, nasceu uma grande rivalidade que dura até os dias de hoje. O Sporting jogou um clássico contra o Benfica (então chamado Sport Lisboa) e venceu por 2 a 1.

Os anos 1940 e 1950 foram de ouro para o Sporting. O clube era a maior força do futebol português. Entre 1946/1947 e 1953/1954, a equipe venceu sete dos oito campeonatos nacionais disputados no período, com um tricampeonato e um tetracampeonato.

A força do clube era tanta que, mesmo sem ser o campeão nacional do ano anterior, foi convidado a participar da primeira Liga dos Campeões (então Copa Européia), em 1955/1956. Mas não foi só isso: o Sporting ainda teve a honra de inaugurar a competição em um empate por 3 a 3 com o Partizan. João Martins marcou o primeiro gol da história deste torneio, um dos mais importantes do mundo atualmente.

Entre 1960 e 1999, o Sporting venceu mais seis Campeonatos Portugueses, o último deles em 1981/1982. Neste tempo, conquistou ainda sete Taças de Portugal. Uma das mais importantes é a de 1994/1995, que marcou o fim de um jejum de mais de dez anos sem um título de expressão.

Em 2000, depois de 17 anos de espera, a torcida do Sporting pôde finalmente ver seu time do coração campeão português mais uma vez. Em 2002, a equipe conseguiu repetir o feito e conquistar seu 18° título da Liga Nacional. Três anos depois, conseguiu chegar à final da Copa da Uefa, mas acabou derrotado por 3 a 1 para o CSKA e foi vice-campeão.

Títulos

Campeonato Português: 1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54, 1957/58, 1961/62, 1965/66, 1969/70, 1973/74, 1979/80, 1981/82, 1999/00 e 2001/02

Taça de Portugal: 1940/41, 1944/45, 1945/46, 1947/48, 1953/54, 1962/63, 1970/71, 1972/73, 1973/74, 1977/78, 1981/82, 1994/95, 2001/02, 2006/07 
e 2007/08

Estádio

Alvalade XXI é o nome actual do complexo onde se encontra o novo Estádio José Alvalade, pertença do Sporting Clube de Portugal, inaugurado a 6 de Agosto de 2003. Inauguração esta apadrinhada pelo clube inglês Manchester United, jogo que ficou 3-1, com a vitória do Sporting C.P.. Este estádio conta com 52 000 lugares todos sentados e cobertos, e ainda com 1 600 lugares de estacionamento, dos quais 30 são reservados a pessoas portadoras de deficiência motora. Foi desenhado pelo conhecido arquitecto Tomás Taveira. Além de ter sido palco de importantes jogos do Euro 2004, recebeu também a final da taça UEFA 2004/05. Foi o primeiro estádio em Portugal a receber a distinção «5 estrelas» pela U.E.F.A, num Portugal-Holanda a contar para o Euro 2004. Para além do estádio, que custou cerca de 105 milhões de euros, o complexo Alvalade XXI inclui ainda o centro comercial Alvaláxia, o Multidesportivo Açoreana Seguros, o Holmes Place, a Clínica CUF e ainda o edíficio Visconde de Alvalade, onde se encontra a sede do clube. No total, o complexo Alvalade XXI custou quase 154 milhões de euros

Hino

Treme a cidade irrequieta
Ao ouvir o rugido
Que solta o Leão

Agitam-se as verdes bandeiras
Ao som do rugido
Que solta o Leão

As camisolas listadas
De verde e branco
No peito o Leão

Em cada chuto que é golo
As claques se agitam
No peito o Leão

Salta uma bola redonda
E o mundo é redondo
Aos pés do Leão

Somam-se os feitos e as taças
E a terra se rende
Aos pés do Leão

Mascote

Como a imagem no brasão do clube é um leão, este também foi escolhido como a mascote do Sporting.

Apelidos SportinguistasLeõesVerde e Brancos


 Site
http://www.sporting.pt/

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sporting Clube da Covilhã

O Sporting Clube da Covilhã é um clube de futebol de Portugal com sede na cidade da Covilhã, tendo sido fundado em 2 de Junho de 1923.
Participou 15 épocas na 1ª Divisão, onde alcançou posições de destaque, como um 5º lugar nos anos 50. Jogou a final da Taça de Portugal da temporada 1956/57, onde foi derrotado pelo SL Benfica por 3-1.

No concelho da Covilhã, o futebol teve o seu alvorecer a partir de 1920/22 quando se começaram a organizar os primeiros grupos. Clubes como o “Montes Hermínios”, “Victória Luso Sporting”, “União Desportiva da Covilhã”, “Estrela Football Club” e o “Grupo Desportivo Escola Industrial”, todos da Covilhã.
Não era fácil porquanto, não havia grande organização e os meios de que dispunham eram escassos. As dificuldades avolumavam-se porque também não havia grandes recursos financeiros e instalações próprias para se poderem reunir.
Na Covilhã, o meio fabril da sua monoindústria de então- os lanifícios- definiam no futebol dois traços distintos, com a formação de clubes enraizados na classe operária, uns, que se batiam energeticamente com outros que integravam elementos de maior poder económico, formados por atletas que, ao mesmo tempo eram os seus dirigentes, oriundos da classe média e média alta, como os gestores, proprietários e filhos de industriais de lanifícios da Covilhã e região, caso do “Estrela Football Club”. Havia uma rivalidade que passava então a substituir entre o “rico” e o “pobre” e acentuava-se, daí que os encontros e torneios que podiam realizar eram vivamente participados, num grande entusiasmo dos atletas, bem como de todo um mundo de pessoas que se deslocava a pé, por caminhos ou estradas de terra batida, em direcção ao campo de futebol.
Os clubes que mais caíram na simpatia dos covilhanenses foram o “montes Hermínios Sport Club” e o “Estrela Futebol Clube”.
A alma leonina estava bem patente em figuras influentes e notórias deste concelho. Algumas delas, acabam por ter contactos com dirigentes do Sporting Clube de Portugal que, nesse tempo, vivia fase eufórica de criação de filiais, sendo então seu dinâmico Presidente da Direcção, Júlio Araújo.

Final da Taça de Portugal
Surge entretanto a época 1955/56 e o Sporting Clube da Covilhã atinge a sua melhor classificação de sempre- um 5.º lugar, sendo precedido do Sporting, Belenenses, Benfica e F.C.Porto, com 11 vitórias, 7 empates e 8 derrotas, com 52 golos marcados e 44 sofridos, totalizando 29 pontos, em 26 jogos.
O melhor marcador foi então o espanhol Suarez, que substitui André Simonyi, com 251 golos marcados.
Mas a adversidade haveria de surgir na época seguinte- 1956/57- em que o 13.º lugar fazia baixar à II divisão os Leões da Serra, ainda com Suarez na liderança dos melhores marcadores da turma serrana, com 19 golos marcados.
Entretanto, o treinador Janos Szabo que há vários anos conduzia os destinos do clube, rescinde com o S.C.C., após uma crise que se instala no seio da colectividade, e os seus dirigentes substituem-no por Fernando Cabrita, passando a desempenhar as funções de jogador- treinador, e pelo Dr. Tavares da Silva, como orientador técnico, que acumulava com as funções de seleccionador nacional da altura.
No entanto, na Taça de Portugal, os Leões da Serra cometem a façanha, algo inesperada, de, pela primeira e única vez no seu historial, chegara uma final da Taça. Isso aconteceu exactamente no ano da descida de divisão.
Efectivamente, o S.C.C. depois de ter eliminado o União de Montemor, por 6-1 e 6-0, estava-lhe reservada uma surpresa com o próximo adversário- o Lusitano de Évora- que ganhou ao S.C.C., no seu terreno, por 4-0. Os eborenses deslocaram-se à Covilhã, para a 2ª mão, já com as “malas Feitas”, mas foi com grande admiração e enorme euforia que, no Estádio Santos Pinto, os Leões da Serra eliminaram o Lusitano de Évora, vencendo o encontro por 7-2.
E o êxito dos covilhanenses continuaria na Taça, pois no sorteio coube-lhe defrontar o F.C.Porto, tendo sido o S.C.C. ido ganhar ao Estádio das Antas por 2-1 e, depois na Covilhã, nova vitória por 1-0.
Depois de na eliminatória seguinte (meias finais) ter ultrapassado facilmente o Vitória de Setúbal, vencendo na Covilhã por 3-0 e perdendo em Setúbal por 1-0, chega à final que se realizou no Estádio Nacional, em Lisboa, exactamente no dia em que o S.C.C. completava 34 anos- em 2 de Junho de 1957- defrontando o Benfica.
O Sporting da Covilhã perdeu o encontro, por 3-1, mas deixou boa impressão.

Na temporada 2007/2008 disputou a série C da 2ª Divisão, tendo terminado no primeiro lugar da mesma. A promoção à Liga de Honra, foi disputada a duas mãos com o primeiro classificado da série D, o Olivais e Moscavide. No primeiro jogo, disputado na Covilhã o resultado foi de 1-0 para os serranos, tendo a 2ª mão sido vencida pelo Olivais e Moscavide por 2-1. No desempate através da marca de grandes penalidades o Sporting da Covilhã acabou por sagrar-se vencedor, garantindo a subida à Liga de Honra.
O jogo para determinar o campeão da 2ª divisão da época 2007/08, disputou-se na cidade de Pombal entre as equipas do Sporting da Covilhã e da Oliveirense. A equipa de Oliveira de Azeméis venceu a partida por 1-0.

Estádio

Atualmente, o Sporting Clube da Covilhã disputa os seus jogos no Complexo Desportivo (3.000 lugares), depois de longos anos a actuar no histórico Estádio José Santos Pinto, situado a cerca de 800 metros de altitude e que chegou a albergar 10.000 espectadores.




Hino
De verde e branco
Um dia te vestiram;
De verde engalanaram
Os teus pés.
O branco escorreu-te
Das alturas,
Onde moras
E onde mostras o que és!
Entre os maiores
Te sentes pequeno,
Mas és na Beira
Rico em tradições
A garra que te vem
De seres leão
Já tem feito tremer
Os campeões
Pelos anos contados
És velhinho,
Mas continuas sempre
A ser um jovem;
D`esperança
Traçaram teu caminho
Força e coragem
O que te movem.
O ar que te embriaga,
Puro e leve,
Te inspira e te dá fecundidade,
Que seja lema teu
Por toda a vida
A grandeza,
O progresso,
A humildade
Refrão
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Já se ouve o brado
Da tua gente,
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Leões da Serra
Vamos p`ra frente!
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Cabeça erguida
Para a vitória
Covilhã, Covilhã, Covilhã
Mais um brilhante
P`ra tua história.

Alcunhas Leões da Serra

Site

http://www.sportingdacovilha.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Santa Clara

O Clube Desportivo Santa Clara é um clube de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. É o clube mais representativo dos Açores. Os seus maiores feitos, foram a conquista do Campeonato Nacional da II Liga em 2000/2001; do Campeonato Nacional da 2ª Divisão em 1997/1998; e as suas 3 presenças no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.

O Clube Desportivo Santa Clara é o resultado final, algo distante no tempo mas muito próximo no essencial, de um fenómeno sócio desportivo que iniciando-se em finais de 1917 teve o seu apogeu durante os anos de 1919 e 1920, o auge da animada disputa dos "Campeonatos de Santa Clara", competição na qual participavam equipas em representação de algumas das várias "lojas de Santa Clara", apresentando-se como herdeiro natural dos dois outros "Santa Claras"; o "Santa Clara Foot-ball Club" e o "Sport Club Santa Clara", ambos antes dele também filiados na "Associação de Foot-ball de Sam Miguel", hoje; Associação de Futebol de Ponta Delgada.
A primeira Direcção do Clube Desportivo Santa Clara foi eleita por aclamação a 12 de Maio de 1927, tendo os seus estatutos de fundação sido aprovados pouco depois, a 21 Junho de 1927, numa Assembleia-geral que para o efeito fora convocada e então foi presidida pelo Tenente João Joaquim Vicente Jr. O processo de constituição do clube culmina a 29 Julho de 1927 com a concessão pelo Governo Civil de Ponta Delgada do respectivo alvará.
O Clube Desportivo Santa Clara solicitou a sua inscrição na Associação de Futebol a 6 de Agosto de 1927, ensejo que só lhe foi concedido cerca de três meses depois. O seu primeiro jogo oficial ocorreu a 20 de Novembro de 1927.

A década de 30 foi de grande importância na afirmação do Clube Desportivo Santa Clara, contribuindo extraordinariamente para a grandiosidade com que a colectividade chegou ao século XXI: Em 1930, início de um ciclo desportivo memorável, o CDSC ganha o seu primeiro título (Campeão da LDM “Liga Desportiva Micaelense”); a 31 Janeiro de 1935 inaugura oficialmente (já lá estava instalado desde Novembro de 1934) aquela que ainda hoje é a sua sede, considerada então a melhor sede de um clube de futebol nos Açores; em Maio deste mesmo ano aventura-se a outra façanha, e torna-se no primeiro clube de futebol açoriano a deslocar-se a Portugal, digressão durante a qual defrontou, entre outros, o Sport Lisboa e Benfica; em 1936 a celebração do primeiro aniversário da nova sede constitui também um grande acontecimento, com repercussões que chegam aos dias de hoje; ainda durante a década de 30 sagra-se sete vezes consecutivas Campeão da AFSM (1930/31 até 1936/37) obtendo um recorde ainda hoje por igualar. Com apenas 10 anos de existência, já então o CDSC se posicionava, com destaque, na liderança do futebol micaelense.

Durante as épocas 1942/43, 1943/44 e 1944/45 a AFSM interrompeu a sua actividade. Este facto, assim como outras consequências dos últimos anos da II Grande Guerra, voltam a relegar o CDSC para patamares desportivos mais humildes, quase idênticos aos dos seus primeiros três anos de existência. Na década de 40, só em 1949 o CDSC volta a saborear os louros da vitória no campeonato.

Nas três décadas seguintes; 50, 60 e 70, muito embora sem nunca voltar a atingir o nível conseguido na década de 30, o CDSC impõe-se de novo com enorme destaque, conquistando 17 dos 33 campeonatos disputados entre 1949 e 1982 (mais do que o somatório dos títulos ganhos pelos seus adversários todos juntos).

Foi na transição da década de sessenta para a de setenta, entre a época de 1968/69 e a de 1971/72, que o CDSC obteve a sua segunda melhor série de campeonatos consecutivamente ganhos (4), acrescentando assim ao seu recorde de 1930/37 o igualar da segunda melhor série deste tipo, obtida entre as épocas 1924/25 e 1927/28 pelo Clube União Sportiva.

Só nos anos oitenta o CDSC inicia o seu percurso nos “Nacionais”, conseguindo, a par da sua longa e relativamente modesta participação na “III Divisão Série E”, criar um núcleo de formação futebolística com adequada orientação técnica (Departamento de Formação Juvenil), “viveiro” por onde, entre muitos outros, também passou “Pedro Pauleta”. A par disso, a década de oitenta foi também um período de valorização e consolidação patrimonial; em 1984 são dados os primeiros passos para a aquisição dos 21.000m2 de terreno em São Gonçalo, em 1986 tem inicio a construção do “Complexo Desportivo”, e, volvido pouco tempo, o CDSC adquire ainda a sede que desde 1934 já ocupava. No decorrer da época desportiva 1986/87, e com um plantel que incluía significativo número de atletas oriundos dos escalões de formação, o CDSC ascendeu pela primeira vez à II Divisão, participando durante a época seguinte, integrando na Zona Sul, no respectivo campeonato.

Na última década do século XX, depois de uma rápida e bem sucedida passassem pela “Série Açores” (com um plantel muito jovem e mais uma vez recheado de atletas oriundos dos escalões de formação do clube) o CDSC ascende quase meteoricamente até ao patamar mais elevado do futebol português: em 1995/96 é Campeão da “Série Açores” subindo à 2ª Divisão (B); em 1996/97 é o segundo classificado da sua zona na 2ª Divisão (B), falhando por muito pouco outra subida; em 1997/98 ganha a Zona Sul, é Campeão da 2ª Divisão (B), e sobe à 2ª Divisão de Honra; e em 1998/99, terminando o Campeonato da 2ª Divisão de Honra em 3º lugar, ganha direito a aceder, pela primeira vez, à 1ª Divisão. Na época seguinte (1999/2000), a última do século XX, e aquela em que pela primeira o CDSC participou na 1ª Divisão, acabou regressando de novo, à 2ª Divisão de Honra. Pena que a acompanhar esta fulgurante ascensão desportiva não existisse uma cautelosa equipa dirigente, rigorosa, competente, que, simultaneamente com o futebol tivesse sabido gerir convenientemente o clube, moderar a euforia então reinante, evitando desperdiçar a enorme oportunidade de, em toda a linha e de forma segura, o CDSC poder crescer e firmar-se consolidadamente.

Com a viragem do século, não obstante os diversos “avisos à navegação” e as já visíveis consequências do desgoverno instalado, no que ao bom senso e racionalidade possa dizer respeito, se alguma coisa se alterou foi para pior; a “aposta cega” em resultados desportivos assentou numa, ainda maior, displicência no controlo e gestão das contas do clube. Futebolisticamente voltou a resultar: em 2000/01 o CDSC é Campeão da 2ª Divisão de Honra e ascende à I Liga; em 2001/02 e 2002/03 mantém-se entre “os grandes”, mas tudo isso para em 2003/04 regressar de novo à 2ª Divisão de Honra, patamar onde, nas duas últimas épocas, até à última jornada, disputou a subida à Primeira Liga.

Dadas as circunstâncias, o sucesso desportivo teve como parceiro, tal como se adivinhava e foi por alguns previamente anunciado, o descalabro económico, estando o clube actualmente a recuperar dos momentos muitos difíceis por que passou, obrigando-se a hipotecar todo o seu património (algum entretanto já alienado) para tentar sobreviver. O bom trabalho efectuado nas últimas duas épocas começa a mostrar resultados, mas sanear o CDSC, reequilibra-lo económica e financeiramente procurando mantê-lo nos patamares desportivos a que habituou os seus sócios e simpatizantes, é o grande desafio que se continua a colocar ao actual grupo dirigente do CDSC, clube que, apesar de todas as vicissitudes inerentes “à pesada herança”, continua, sem nenhum tipo de dúvidas; O MAIOR CLUBE DE FUTEBOL DOS AÇORES.

Títulos

Campeonato Nacional da II Liga 2000/2001
Campeonato Nacional da 2ª Divisão 1997/1998

Estádio

Estádio de São Miguel
Inauguração 1930
Capacidade  15277


Site
http://www.cdsantaclara.pt/

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rio Ave Futebol Clube

O Rio Ave Futebol Clube foi fundado em Vila do Conde a 10 de Janeiro de 1939 por uma Comissão Administrativa presidida por João Resende. Só meses mais tarde, em 10 de Maio desse ano, foi eleita a primeira direcção do clube, presidida por João da Silva Raposo.
No ano seguinte, a 29 de Janeiro de 1940, foi inaugurado o Campo da Avenida, primeiro parque de jogos do Rio Ave Futebol Clube, com o jogo frente ao «vizinho» Varzim, que terminou empatado a zero. Não tardou para o clube alcançar o seu primeiro título regional da Associação de Futebol do Porto, na época de 1940/41.
A 13 de Maio de 1984 efectuou-se o último desafio no velho Campo da Avenida, com o Rio Ave a conseguir uma vitória por 5-1 contra o Águeda. Um mês depois, o clube conseguiu o seu maior feito desportivo, alcançando a final da Taça de Portugal, perdida no entanto para o Futebol Clube do Porto.
Nesse mesmo ano de 1984, a 13 de Outubro, durante o mandato do presidente José Maria Pinho, foi inaugurado o actual estádio do Rio Ave Futebol Clube, conhecido como Estádio dos Arcos.
No historial do Rio Ave FC figuram os títulos de campeão nacional da III Divisão, na época de 1976/77, da II Divisão, em 1985/86 e da II Divisão de Honra, alcançados na época de 1995/96 e 2002/03. Na I Divisão nacional, a melhor classificação obtida pelos vilacondenses foi o quinto lugar em 1981/82. No regresso ao escalão primodivisionário, em 2003/04, destaca-se o surpreendente sétimo lugar que quase garantia o apuramento para as competições europeias. No entanto, na temporada 2005/2006 o Rio Ave ficou no fundo da tabela e acabou por ser relegado para a II Liga. Retorna na temporada 2010/11 à divisão principal.

Títulos


2ª divisão de honra 95/96
II Liga 2002/2003
2ª Divisão B 85/86
Campeão Nacional da 3ª Divisão 76/77

Estádio

O Estádio dos Arcos, ou Estádio do Rio Ave Futebol Clube (oficialmente) é o estádio de futebol onde habitualmente joga o Rio Ave e localiza-se em Vila do Conde. Foi inaugurado em 1984 e pode contar com 12.820 espectadores.


Alcunhas Vilacondenses


Site

http://www.rioave-fc.pt/ 
Hino

Queremos louvar tuas glórias
Neste rincão de encantar,
E celebrar as vitórias
Da juventude sem parar,

Que, nos campos da peleja,
Por ti dá o seu coração,
Para que sempre louvado seja,
Vila do Conde, o teu brasão,

Lutar, lutar,
Com fibra de campeão!
Querer vencer,
Com vibrante animação!
E superar,
Sempre, sempre, teu rival!
És, Rio Ave,
Muito nosso, sem igual!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Futebol Clube do Porto

O Porto surgiu em 28 de setembro de 1893, por iniciativa de portugueses que haviam passado um tempo na Inglaterra e se apaixonado pelo futebol. Como o nome do clube sugere (F.C. Porto), este esporte é o carro-chefe da agremiação. Antônio Nicolau d’Almeida, como primeiro presidente, convidou o F.C. Lisbonese para um amistoso. Esta foi a primeira aparição da camisa azul e branca.
O Porto já iniciou sua história com sucesso. Além de conquistar muitos títulos em nível regional, a equipe venceu o primeiro campeonato de âmbito nacional realizado no país, precursor da Taça de Portugal. O time venceu vários destes torneios que eram, nos anos 1910, 1920 e 1930, os embriões dos quais surgiriam as principais competições nacionais de Portugal.

Em 1935, o Porto conquistou seu primeiro Campeonato Português, feito que repetiria em 1939 e 1940. Depois disso, passou por um longo jejum. Entre 1940 e 1955, o time não ganhou sequer uma taça de expressão, apenas torneios regionais e de juniores. Apesar disso, este período teve um momento brilhante para os portistas: a equipe derrotou o Arsenal, da Inglaterra, considerado então o melhor time do mundo. O prêmio esteve à altura do feito: um troféu que pesa mais de 300 quilos, dos quais 130 são de prata maciça.

Em 1955/1956, o Porto voltou a vencer o Campeonato Português e foi campeão da Taça de Portugal, na primeira dobradinha da história do clube. O time voltou a ser campeão nacional em 1958/1959. Depois, viveu um tempo de conquistas escassas, conquistando apenas duas Taças de Portugal, uma em 1968 e outra em 1977. E foi no ano seguinte a este último que o clube voltou a vencer o Campeonato Português e acabou bicampeão, posteriormente.

Em 1986/1987, o Porto conquistou sua primeira competição européia, a Liga dos Campeões, vencendo o Bayern de Munique por 2 a 1 na final. No mesmo ano, o time enfrentou o Peñarol, do Uruguai, pelo Campeonato Mundial e venceu, ganhando a Taça Intercontinental, mais um troféu para a já recheada galeria de conquistas portistas.

Nos anos 1980, o Porto começou a ter uma hegemonia em Portugal, vencendo os campeonatos de 1984/1985 e 1987/1988. Mas foi na década seguinte que o domínio foi avassalador. A equipe venceu nada menos do que oito dos dez títulos portugueses disputados nestes dez anos. Foram eles os de 1989/1990, 1991/1992, 1992/1993, 1994/1995, 1995/1996, 1996/1997, 1997/1998 e 1998/1999.

O pentacampeonato conquistado entre 1995 e 1999 é um dos maiores orgulhos do Porto. Depois deste feito memorável, o time ficou três anos sem conquistar o Campeonato Português, que seria vencido novamente em 2002/2003, uma temporada fantástica para a equipe, que foi campeã portuguesa, da Taça de Portugal e da Copa da Uefa.

A temporada 2003/2004 conseguiu ser ainda melhor, já que o Porto conquistou pela segunda vez na sua história a Liga dos Campeões, com uma vitória sobre o Mônaco na final, com boa atuação dos meias brasileiros Carlos Alberto e Deco, este último naturalizado português.

Além disso, a equipe repetiu o desempenho no Campeonato Nacional, sendo bicampeã. Para coroar o excelente ano, o clube conquistou a Taça Intercontinental novamente, desta vez de forma emocionante, ao vencer nos pênaltis o Once Caldas-COL.

Em 2005/2006, mais uma temporada brilhante. O Porto voltou a conquistar a dobradinha. Na temporada seguinte, conseguiu o bicampeonato no Campeonato Português. Este ano ainda foi marcante porque foi a época em que o lendário goleiro português Vítor Baía se aposentou. No ano de 2007/2008, o Porto consegue o tricampeonato. No ano seguinte, o Porto ganha o campeonato e concretiza o Tetra, o 2º da história do clube e Jesualdo Ferreira sagra-se como o 1º treinador português a conseguir o tricampeonato.

Títulos

Taça Intercontinental 1987 e 2004
Liga dos Campeões 1986/1987 e 2003/2004
Copa da Uefa  2002/2003
Campeonato Português 1934/1935, 1938/1939, 1939/1940, 1955/1956, 1958/1959, 1977/1978, 1978/1979, 1984/1985, 1985/1986, 1987/1988, 1989/1990, 1991/1992, 1992/1993, 1994/1995, 1995/1996, 1996/1997, 1997/1998, 1998/1999, 2002/2003, 2003/2004, 2005/2006, 2006/2007, 2007/2008 e 2008/09
Taça de Portugal 1955/1956, 1957/1958, 1967/1968, 1976/1977, 1983/1984, 1987/1988, 1990/1991, 1993/1994, 1997/1998, 1999/2000, 2000/2001, 2002/2003, 2005/2006 , 2008/09 e 2009/2010

Estádio

O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.
O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.
Estádio das Antas
Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura no emblema do clube. 
Capacidade  50,799 lugares.

Hino
Oh meu Porto onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal

Oh campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto

Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós

Oh campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto

Mascote

Um dos nomes pelos quais o Porto é chamado é “Os Dragões”. Assim sendo, esta figura mítica foi escolhida como mascote do clube.

Alcunhas Dragões, Azuis e Brancos

Site
http://www.fcporto.pt/

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Portimonense Sporting Clube

O Futebol chegou a Portimão em 1913, a cabo de um portimonense que estudava em Inglaterra, que trouxe uma bola e divulgou, assim o desporto. Os primeiros jogos foram disputados na zona onde actualmente é a Praça Manuel Teixeira Gomes e a sede do Portimonense.
Quanto ao Portimonense, nasceu numa casa onde reparavam calçado, na loja do Sr. Amadeu Andrade. Nesse local, um grupo de amigos decidiu formar um clube de futebol, a 14 de Agosto de 1914. Ficara desde logo definido que o equipamento seria composto por camisola às riscas verticais pretas e brancas, com colarinho e punhos pretos, calção branco e meias pretas com canhão preto e branco.
Nos primeiros anos, o grupo era praticamente limitado aos rapazes que constituíam a equipa, sem qualquer sede e aquirindo o equipamento e as deslocações dos seus próprios bolsos.
Apesar de já alguns anos de história e de uma sede (inaugurada em 1923) na Rua Visconde Bívar, os estatutos do clube apenas foram aprovados em 1925. Um ano depois, uma crise obrigou o clube a ter de abandonar a sede, tendo estado a um passo da dissolução. O Portimonense reage e é a partir de aí que se inicia uma relevante ascensão, entrando nos objectivos do clube uma subida à Primeira Divisão. Em 1937 é pela primeira vez campeão do Algarve e é a partir de aí que começa a jogar no estádio que todos conhecemos, o Estádio do Portimonense SC, tornado recentemente Municipal de Portimão.
Nos finais da segunda metade do século XX a indústria conserveira atinge o seu auge e a ideia de levar o Portimonense á Primeira Divisão começa a ganhar consistência. Em 1947 esteve a um passo da subida ao perder uma final com a Académica de Coimbra em Alvalade por 2-1. Rapidamente a indústria conserveira começa a perder força e o Portimonense volta a entrar em declíneo.
Em 1977 o clube ascende pela primeira vez ao escalão maior do futebol português, mas não conseguiu segurar-se e em 1979 desce de novo.
Porém, na década de 80 o clube atinge o seu apogeu, onde, com a contribuição de presidentes como José Mendes Furtado e Manuel João, sobe à Primeira Divisão e chega até a atingir o 5º lugar, que lhe deu um apuramento para a Taça UEFA, onde se ficou pela primeira ronda, sendo eliminado pelo FK Partizan (1-0 na 1ª mão, em casa, 0-4 na 2ª mão, fora).
Desde então, o clube viu-se em oscilações entre o escalão secundário (a actual Liga Vitalis) e a II Divisão B.
Em 2001, com a subida à Liga Vitalis, o Portimonense atinge finalmente uma certa estabilidade, o que lhe permitiu atingir a prometida subida à Primeira Liga.
Dia 08 de Maio de 2010, consegiui regressar à Primeira Liga, 20 anos depois da última presença.

Estádio

O Estádio Municipal de Portimão, até há bem pouco tempo chamado de Estádio do Portimonense Sporting Clube, é um estádio situado no centro da cidade de Portimão, erguido em 1937 para satisfazer a equipa de futebol local, o Portimonense.
Numa zona do centro de Portimão, uns amantes do Portimonense emprestaram o seu terreno para o Portimonense jogar provisóriamente, enquanto construia o seu estádio, no terreno oferecido pelo Major David Neto, a construção deste estádio acabou por não se realizar até hoje. O estádio (provisório) assistiu a muitos anos de história e a muitos triunfos do Portimonense, inclusive na Primeira Liga aquando dos anos 80.
Há bem pouco tempo, os seus herdeiros e novos proprietários do terreno reclamaram o solo do espaço para si. O caso foi a tribunal e a equipa alvinegra acabou por se ver forçada a disputar jogos profissionais no Estádio Algarve, a setenta quilómetros de Portimão, durante largos meses de 2006.
Em Fevereiro de 2007 o Portimonense retorna a “casa” e os aspectos burocráticos acabam da melhor forma: em Julho de 2007 a Câmara Municipal de Portimão adquire a posse dos terrenos do estádio e este passa a chamar-se Estádio Municipal de Portimão.
É nessa altura que recebe algumas obras de requalificação a fim de poder participar nas competições profissionais da Liga: são colocadas cadeiras (verdes, cor da cidade), torniquetes e câmaras de videovigilância e é retirada a pala que cobria a bancada oeste (dos sócios) pois não garantia todas as normas de segurança. O Portimonense jogou com o estádio assim durante 3 anos, até que em 2010, confirmado após 20 anos o regresso do Portimonense à Primeira Divisão, surgiu a necessidade de entrar de novo com a infrastrutura em obras a fim de cobrir necessidades mais exigentes.
Actualmente o estádio recebe obras de adaptação que consistem em mandar abaixo a bancada topo norte (também conhecida como "peão") para a instalação de uma bancada provisória; novo relvado e respectivo sistema de drenagem; nova pala na bancada oeste - estes melhoramentos consistem na maior fatia de gastos por parte da Câmara que, no entanto, serão recuperáveis pois o objectivo é que "transitem" para o Estádio da Restinga, em Alvor, logo assim que o Estádio Municipal de Portimão for demolido, o que deverá acontecer aquando da construção do novo Complexo Desportivo de Portimão (no Barranco do Rodrigo). Das obras actuais também fazem parte o reforço da iluminação artificial, melhoramento dos camarotes de imprensa, comerciais e presidenciais, melhoramento dos balneários e de casas de banho; demolição do ringue exterior ao estádio, pinturas, etc..
O Estádio Municipal de Portimão volta, após 20 anos, a receber jogos da Primeira Liga, de cara lavada.


Hino

Portimonense
Expoente algarvio
De valor e brio
Na competição!

Portimonense
Teu altivo porte
Desde o sul ao norte
É já tradição!

Portimonense
Grita a mocidade
Da nossa cidade
Com força e razão!

Portimonense!
Portimonense!
É tua a vitória
Que te leva à glória
De ser campeão!

Nasceste a luz do sol de Portimão
Que brilha no estio
Brincaste com as redes das traineiras
Que dançam no rio.

Da faina do pescado tens a força
Coragem, destreza
Nos livros das escolas conheceste
Os feitos desta raça portuguesa.


Alcunhas Alvinegros

Site
http://www.portimonensesc.pt/

domingo, 19 de dezembro de 2010

Futebol Clube de Penafiel

Futebol Clube de Penafiel foi fundado em 1951 por vontade dos habitantes da cidade, que desde 1949 não contavam com nenhuma equipa local. O FC Penafiel acabou por escolher as cores do extinto Sport Clube de Penafiel, camisola vermelha e calções pretos.
O Penafiel conquistou o seu primeiro título em 1954/55 ao vencer o campeonato distrital do Porto. Em 1963/64 ganhou o Distrital da I Divisão, o que lhe deu acesso aos campeonatos nacionais.
O FC Penafiel apenas em 1980 chegou à I Divisão Nacional e, logo na temporada de estreia, obteve a sua melhor classificação de sempre neste escalão, o 10.º lugar. A equipa era, na altura, orientada por Luís Miguel. Em 1980/81, o clube contou com o contributo do futebolista internacional António Oliveira, que acumulou as funções de jogador e treinador.
Em 1982, os penafidelenses desceram à II Divisão, para regressarem ao primeiro escalão em 1983, treinados por José Moniz. Durante três temporadas, a equipa aguentou-se na Primeira Divisão, mas viria de novo a ser despromovida em 1985/86. Contudo, nesta mesma época, a formação nortenha, treinada por Fernando Cabrita, conseguiu a sua melhor prestação na Taça de Portugal, já que só foi eliminada nas meias-finais pelo Benfica.
Em 1987/88, deu-se novo regresso à I Divisão, para mais uma vez atingir o décimo lugar. Desta vez o clube esteve cinco temporadas no escalão principal, mas não evitou nova descida em 1992.
Só em 2003/2004 o FC Penafiel conseguiu regressar à já então chamada Primeira Liga, sob a orientação técnica de Manuel Fernandes. O clube, presidido por António Oliveira (antigo jogador e seleccionador nacional), construiu um projecto ambicioso e contratou diversos jogadores conceituados como Folha, Drulovic e Clayton. Contudo a temporada 2005/06 correu bastante mal e o Penafiel ficou em último lugar e desceu de divisão.
Vasco, que representou o FC Penafiel na década de 80 e início dos anos 90, foi quem mais vezes alinhou na equipa na I Divisão: 195 jogos. Pelo clube também passaram jogadores como Jorge Costa, Sérgio Conceição, Pedro Emanuel e Secretário, todos com posteriores passagens pelo FC Porto.
O FC Penafiel aposta bastante na formação de jogadores e em 2004 tinha perto de 500 jogadores juvenis inscritos. Nesse ano, o jovem Nuno Morais foi contratado pelo Chelsea, de Inglaterra, treinado por José Mourinho.

 Títulos

Campeão Distrital da III Divisão 54/55
Campeão Distrital I Divisão 63/64

Estádio

O recinto do clube, pertencente à autarquia local, foi construído a 21 de Janeiro de 1934 com o nome de Estádio de Leiras, por estar situado na zona com o mesmo local.
Após a revolução de 25 de Abril de 1974, gerou-se, entre os adeptos penafidelenses, uma divisão quanto ao nome a ser atribuído ao Estádio.
Por um lado, existia uma facção de pessoas que pretendia iniciar uma nova etapa da vida do clube e propunha que o recinto passasse a chamar-se Estádio Municipal 25 de Abril e por outro, um grupo de adeptos que desejavam que o Estádio mantivesse o nome anterior.
Após alguns desentendimentos, realizou-se uma assembleia municipal, na qual ficou decidido que o recinto passaria a chamar-se Estádio Municipal 25 de Abril, em consonância com a data da revolução.
O Estádio tem uma capacidade para cerca de 6500 lugares e o Penafiel conta com sensivelmente 3 000 associados.

Alcunhas Rubro-Negros

Site

http://www.fcpenafiel.pt/ 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Futebol Clube Paços de Ferreira

A origem do futebol em Paços de Ferreira remonta à década de 1930, quando a modalidade começou a ser praticada pelo Sport Club Pacense, colectividade sediada em Meixomil (uma das freguesias do concelho).
Foram duas décadas de futebol popular e sem expressão oficial, até que uma reorganização competitiva e o aparecimento do velho Campo da Cavada, motivou a fundação – em 5 de Abril de 1950 – do Futebol Clube Vasco da Gama, colectividade que está na génese do actual F. C. Paços de Ferreira.
A estreia oficial do novo clube ocorreu a 19 de Novembro de 1950, com o «Vasquinho» - designação carinhosa pela qual era tratado entre os seus adeptos – a vencer em Lousada a equipa do Tapada, por 2-1. Agostinho Alves foi o marcador do primeiro golo vitorioso na história dos pacenses. O clube manteve-se na III Divisão Regional da A. F. Porto até à temporada 1956/57, altura em que alcançou a primeira subida do seu historial. Após uma dramática final em quatro jogos, o F. C. Vasco da Gama derrotou o Sporting da Cruz (3-1) no Estádio do Bessa e fez uma festa de arromba do Porto até ao centro da Vila.

A década de 1960 iniciou-se sob o signo das mudanças e - no começo da temporada 1961/62 - o clube passou a utilizar a actual designação de Futebol Clube de Paços de Ferreira. Foram questões de ordem estatutária a motivar esta mudança, que coincidiu também com a troca do seu equipamento amarelo para um idêntico ao utilizado pelo F. C. Porto. O primeiro título conquistado pelo clube surgiu na temporada de 1967/68, quando a equipa confirmou a aposta da direcção de então e alcançou o título da II Divisão Regional da A. F. Porto. Uma forma de terminar em beleza a década e de lançar as raízes do crescimento verificado na década seguinte.
A festa voltou a Paços de Ferreira em 17 de Junho de 1973, quando o clube comemorou a subida à 3ª divisão nacional, após uma clara vitória no campo da Cavada, por 3-0, ante o Perosinho.
Um ano após este feito, o «Paços» voltou a encher o ego dos seus adeptos, ao alcançar o título nacional da 3ª Divisão: a 14 de Julho de 1974, os pacenses invadiram o Estádio Municipal de Leiria e deram o impulso decisivo para a vitória (2-1) sobre o Estrela de Portalegre. O herói do encontro foi Mascarenhas, que marcou o golo da vitória no minuto final do prolongamento. O clube lançava assim as suas raízes no futebol nacional e mostrava-se disposto a alcançar patamares mais elevados, fruto do bairrismo e paixão pelo futebol que é inata aos adeptos de Paços de Ferreira.
A onda de crescimento verificada no clube levou a que em Outubro de 1973 tenha sido inaugurado o Estádio da Mata Real, palco onde ainda hoje os pacenses mostram a sua raça. A euforia das subidas seria, no entanto, resfriada nos dezasseis anos seguintes, onde apesar de várias vezes ter estado à beira de ingressar na 1ª divisão nacional, acabou sempre por baquear ingloriamente nos momentos decisivos. De permeio, a 15 de Março de 1981, os sócios decidiram mudar as cores oficiais do equipamento que o clube utilizava, que passaram a ser as do concelho – amarelo e verde.


O sonho da subida acabou por se tornar realidade no final da época 1990/91, quando de forma surpreendente o F. C. Paços de Ferreira se tornou no primeiro Campeão do estreante campeonato nacional da Divisão de Honra. Uma equipa "formiguinha" conseguiu amealhar os pontos necessários para esta vitória surpresa e tornou-se mítica aos olhos dos adeptos, sedentos de marcar presença nos palcos principais do futebol português. E foi com orgulho que durante três temporadas os pacenses jogaram de igual-para-igual com os «grandes» Benfica, F.C.Porto e Sporting. Essa alegria terminou em 1993/94 quando, pela primeira vez em 44 anos de história, o clube conheceu o sabor amargo da descida de divisão. Foi o momento menos positivo de uma história recheada de sucessos. Um facto que resfriou os ânimos, mas que não foi suficiente para apagar a chama da esperança dos corações verde-amarelos.
Prova disso, foi o percurso realizado pela equipa na temporada 1999/2000, em que protagonizou uma recuperação notável no campeonato da II Liga e alcançou com drama e glória o título nacional na última jornada da prova. Uma alegria extravagante acompanhou a equipa no decisivo encontro de Chaves e, mais uma vez, os adeptos ajudaram a equipa a fazer história.
Em 2000/2001, de novo do escalão máximo do futebol, o F. C. Paços de Ferreira fez um excelente campeonato e, justamente, afirmou-se como a equipa-sensação da competição, onde conseguiu vencer os três «grandes». Uma prestação que se repetiu nas duas épocas seguintes, onde conseguiu sempre melhorar os lugares alcançados na então denominada SuperLiga.
Em 2002/2003 o Clube alcançou um honroso 6º lugar no campeonato e duplicou esse feito inédito, ao atingir as meias-finais da Taça de Portugal, ficando apenas arredado da final por ter perdido por 1-0 na Marinha Grande, frente à União de Leiria.
Despromovido à Liga de Honra no final da época 2003/2004, o Clube soube contornar esse momento menos feliz da sua história e rapidamente preparou o regresso ao campeonato principal do futebol português. Em 2004/2005 o FC Paços de Ferreira realizou uma notável campanha na Liga de Honra, que lhe garantiu a inédita subida a cinco jornadas do final da prova. O golo de Júnior Bahia, no Estádio do Leixões garantiu o triunfo e a festa da subida que se estendeu até ao regresso à Mata Real.

A época 2006/2007 marca um dos pontos mais altos dos mais de 50 anos de história da equipa pacense. Com o orçamento mais baixo da Liga, os auri-verdes conseguem realizar uma campanha surpreendente, sendo mesmo considerados uma das "equipas-sensação" da prova. Demonstrando um espírito guerreiro dentro de campo, os castores conseguem feitos notáveis, como a vitória em Alvalade por 1-0, e a realização de um campeonato apenas com uma derrota caseira, frente ao Belenenses, após mais de um ano sem uma vitória dos visitantes na Mata Real. O Paços foi mesmo, a par do Chelsea de Mourinho, a equipa da Europa que há mais tempo não perdia em casa. Como corolário desta campanha, os auri-verdes conseguem um histórico 6º lugar final, que lhes dá direito a uma participação na Taça UEFA, primeira experiência europeia do "Paços". Este feito histórico ficou selado na última jornada, a 20 de Maio de 2007 (por sinal, dia do aniversário da cidade) no Estádio Municipal de Aveiro, com um golo de Cristiano, que garantiu o empate a uma bola frente ao Beira Mar, e que levou milhares de pacenses a receber os jogadores em festa, no centro da cidade, numa festa que se prolongou pela madrugada.
No dia 20 de Setembro de 2007, o Paços fez a sua estreia europeia, quando, pelas 21h, subiu ao relvado do Estádio do Bessa, casa emprestada dos pacenses, devido à impossibilidade de o jogo se disputar na Mata Real, para defrontar os holandeses do AZ Alkmaar, em jogo a contar para a primeira ronda da Taça UEFA. Apoiados por perto de 10 000 adeptos, os pacenses dominaram o jogo, estando por várias vezes perto de se adiantar no marcador mas, contra a corrente do jogo, aos 89 minutos, Pocognoli estragou o sonho dos pacenses com um golo na sequência de um pontapé de canto. A segunda mão disputou-se a 4 de Outubro na cidade holandesa de Alkmaar. Apoiados por alguns pacenses que se deslocaram àquela cidade holandesa, os castores tentaram dar a volta ao resultado da 1ª mão, mas sem sucesso. O jogo acabou por terminar empatado a zero bolas, ditando assim o afastamento do Paços de Ferreira das competições europeias. No entanto, a experiência foi positiva para o Paços, pois esta pequena equipa da pequena cidade de Paços de Ferreira, com o orçamento mais baixo da Liga, conseguiu lutar de igual para igual com o "gigante" holandês, deixando transparecer uma excelente imagem de Paços de Ferreira e de Portugal na Europa.

Títulos

2ª Divisão/Liga Vitalis  1990/1991, 1999/2000, 2004/2005
3ª Divisão  1973/1974

Estádio

O Estádio da Mata Real situa-se na freguesia e concelho de Paços de Ferreira, mais concretamente no lugar da Ponte Real. Antes da sua construção, o Paços jogara já em diversos terrenos, como o Campo da Aldeia Nova, em Meixomil, e o Campo da Cavada. Porém, em 1969, o Paços foi obrigado pelo proprietário dos terrenos da Cavada, D. José de Lencastre, a devolver o campo até 31 de Outubro de 1971, mas com uma curiosidade: teria direito a "levantar as bilheteiras e os portões existentes no campo".

Porém, apenas em 29 de Fevereiro de 1971, os sócios do clube pacense decidiram a construção de uma nova casa para a equipa. Em 22 de Setembro de 1973, o Paços acordou com a Câmara Municipal os termos do arrendamento: o clube pagava 2400$00 por ano à autarquia pela utilização do futuro complexo. A 7 de Outubro de 1973, é finalmente inaugurado o Parque Desportivo da Ponte Real. O jogo inaugural, entre o Paços e o Vianense, a contar para a 3ª jornada do nacional da II Divisão (Zona Norte), foi assistido por 6000 pessoas

Capacidade 5.172 espectadores


Mascote

A mascote do Paços Ferreira é um simpático castor.
­ Apelido: Castores ou Paços 

Site
http://www.fcpf.pt/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sporting Clube Olhanense

O Sporting Clube Olhanense, fundado em 1912, fazia inicialmente os seus jogos no "Largo da Feira", na Praça João de Deus, algures entre a Ria Formosa e onde estão hoje as Escolas Primárias. A marcação do campo e a montagem das balizas eram feitas no próprio dia de jogo. As balizas desmontáveis eram guardadas debaixo de uma ponte existente na Rua Almirante Reis, no cruzamento com a Rua da Liberdade. As "marés vivas" eram inconvenientes, impossibilitando por vezes as partidas.
Em 1921 o Olhanense obteve o seu primeiro campo de jogo próprio, o popular "Campo da Cerca", situado na Cerca D. Maria Ventura (nas traseiras da Avenida da República, onde está hoje a Avenida dos Combatentes e a paragem dos Autocarros da Rodoviária Nacional). O primeiro jogo disputado neste terreno foi em Novembro de 1921, e o adversário foi o Sporting Clube Farense, que venceu por 3-0. No dia seguinte, ainda fazendo parte das festividades de inauguração do terreno, o Olhanense venceu o Lusitano de Vila Real de Santo António por 4-2.
A 29 de Março de 1923 o Sporting Clube Olhanense inaugurou o Estádio Padinha, num jogo frente ao seu grande rival de então, o Ginásio Clube Olhanense, partida que terminaria num empate a uma bola. Ali seria a sua "casa" durante seis décadas, e mesmo após a mudança para o relvado do José Arcanjo, o Padinha continua a ser propriedade do clube, e é onde actuam as camadas jovens do clube. O nome do Estádio foi aprovado unanimemente em reunião de Direcção, e foi escolhido como homenagem a Francisco Padinha, atleta natural de Olhão de projecção nacional, que se destacou nas modalidades de halterofilismo e Tracção à Corda.
Em 1984 o Olhanense inaugurou o seu primeiro campo relvado, o Estádio José Arcanjo (nome do proprietário do terreno, que o ofereceu ao clube) frente ao Portimonense, e é aí que tem disputado as suas partidas nas duas últimas décadas.

Regresso aos Grandes Palcos
Em 2002-2003, participa na Zona Sul da 2ª Divisão, tendo-se classificado em 10º lugar. Na época seguinte, 2003-2004, o clube ascende à 2ª Liga. Em 2004-2005, classifica-se em 9º lugar e no ano seguinte, chega a entrar na luta pela promoção à 1ª Liga, classificando-se em 5º lugar, e permanecendo na 2ª Liga até hoje. Na época 2008-2009, comandado por Jorge Costa, o Olhanense sagrou-se campeão da II Liga, lugar que garantiu a promoção da equipa ao maior escalão do futebol português. 34 anos depois da última presença na então denominada 1ª Divisão, o Sporting Clube Olhanense re-estreia-se entre os grandes do futebol português.

Estádio

O Estádio José Arcanjo, dotado de duas bancadas centrais, prolongadas pelos topos em poucos degraus, com relva natural e, inicialmente, com uma pista de atletismo em terra batida e um polidesportivo, foi inaugurado em 1984, com um jogo particular entre o SC Olhanense o Portimonense SC, um dos maiores rivais algarvios que venceu por 0-4. Aquela infra-estrura desportiva é propriedade do SC Olhanense e terá uma lotação suficiente para albergar cerca de 10 mil pessoas.
Com a presença do SC Olhanense na 1ª Divisão Nacional em meados da década de 70 começou, seriamente, a pensar-se na construção de um novo estádio para o clube. As exigências competitivas do clube e as precárias condições do Estádio Padinha assim impunham. A família Arcanjo, abastada família algarvia da cidade de Olhão, cedeu os terrenos ao clube para a construção do Estádio José Arcanjo. O início dos trabalhos de construção terão ocorrido ainda na década de 70, contudo, apenas na década de 80 é que o Estádio José Arcanjo ficou pronto, foi oficialmente inaugurado e tornou-se a casa do SC Olhanense.


Hino

Cantemos todos a hora é de Festa
O Olhanense vamos apoiar
Não há alegria maior que esta
A nossa equipa unida a jogar
Jogaremos mais e melhor
Lutaremos com arte, alegria
E sentiremos de novo o ardor
Do renascer da alma Algarvia

(REFRÃO)
Olhanense, Olhanense, à vitória
Bradam vozes das gentes de Olhão
A nossa força é a nossa história
És nosso clube, nosso campeão

E com saudade alguns recordamos
Os passados momentos de glória
Com muito treino e coragem façamos
Brilhar de novo a chama da vitória

Olhanense em ti confiamos
Tens contigo o calor da mocidade
E orgulhosos todos te aclamamos
Tu és a alma da nossa cidade

(REFRÃO)
Olhanense, Olhanense, à vitória
Bradam vozes das gentes de Olhão
A nossa força é a nossa história
És nosso clube, nosso campeão

Alcunhas Leões de Olhão

Site

http://www.scolhanense.com//

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Associação Naval 1.º de Maio

A Associação Naval 1º de Maio foi fundada no ano de 1893, substituindo a extinta Associação Naval Figueirense. Em sua criação, o clube era formado basicamente por trabalhadores que queriam um local para praticar esportes. Por conta disso, foi batizado com este nome, em homenagem ao Dia do Trabalho, comemorado no primeiro dia do mês de maio.

Nos primeiros anos de vida, a entidade era voltada à prática de esportes náuticos, como o remo. Com o passar do tempo e à medida que o clube crescia, foram incorporadas novas modalidades e atividades sócio-culturais, objetivando o bem estar dos associados. Além das categorias aquáticas, o clube também oferecia futebol, basquete, tiro, esgrima e promovia festas, bailes e cursos de teatro e dança para manter a entidade.

Antes de se afiliar a FPF (Federação Portuguesa de Futebol), o time pertencia à Associação de Futebol de Coimbra, onde disputava apenas jogos e campeonatos distritais. Os principais rivais da equipe são a Acadêmica e o União, ambos pertencentes à mesma região do país.

A associação foi a terceira a ser reconhecida pelo Comitê Olímpico Português e é a quarta mais antiga do país, com 112 anos de existência. Em 1997, toda a história do clube quase foi perdida, devido a um incêndio em sua sede social. Com isso, a equipe adotou o Estádio Municipal José Bento Pessoa como sua nova “casa”, onde permanece até os dias de hoje.

O Naval chegou à Segunda Divisão B – equivalente a terceira divisão - pela primeira vez em 1961/62, após vencer sua série, na III Divisão – a quarta divisão. O time não durou muito no terceiro escalão e, em poucos anos, acabou rebaixado, mas retornou em 1967/68, após mais uma conquista.

Apesar dos 114 anos de vida, o Naval está disputando pela terceira vez o Campeonato Português da primeira divisão. Sua primeira participação ocorreu na temporada 2004/05, após terminar a Liga de Honra – como é chamada a segunda divisão no país – na segunda colocação. Desde então, a equipe conseguiu fazer duas campanhas irregulares, terminando na 13ª e 12ª colocação, em 2006 e 2007, respectivamente.

Sua melhor participação na Taça de Portugal se deu em 2002/03, quando a equipe alcançou às semifinais da competição, mesmo estando na segunda divisão. Neste torneio, o time foi eliminado pelo posterior campeão, o Futebol Clube do Porto, mas derrotou o tradicional Sporting de Lisboa nas quartas-de-final.

Estádio

O Estádio Municipal José Bento Pessoa é o estádio onde habitualmente joga a Naval 1.º de Maio e localiza-se na Figueira da Foz, na parte alta da cidade. Foi inaugurado em 1953 e têm uma capacidade para cerca de 10.000 espectadores. Hoje, poderá dizer-se que é uma infra-estrutura ultrapassada no tempo e que, eventualmente, não corresponde aos maiores anseios do clube, mas fica o registo que já nos inícios da década de 80, quando a maioria dos campos de futebol dos escalões secundários em Portugal eram pelados, o Estádio Municipal Jose Bento Pessoa estava dotado de um terreno relvado. Antigamente, alem do campo de futebol relvado, o Estádio Municipal José Bento Pessoa possuía uma pista de atletismo em brita, mas que actualmente se encontra desactivada. Em tempos, foi projectada a construção de uma pista de atletismo em tartan, uma valência necessária para o desporto figueirense, mas que nunca veio a ser concretizada.
Hoje, pensa-se sim na construção de um novo estádio, com as necessárias condições e que sirva as exigências do principal clube da cidade, essencialmente, pelo facto de actualmente ser uma colectividade da 1ª Divisão. Adjacente ao estádio situa-se ainda um campo de futebol em terreno pelado onde as equipas jovens e outras associações desportivas da cidade treinam e jogam as suas partidas oficiais. Também aquele equipamento esta algo degradado necessitando de varias obras de melhoramento.
O Estádio Municipal José Bento Pessoa esta actualmente cedido pelo Município da Figueira da Foz à Naval 1º de Maio, e nesse espaço encontra-se presentemente instalada, provisoriamente há mais de 10 anos, a sede social do clube, depois do trágico incêndio que em 1997 que destruiu totalmente o edifício onde se encontra a sede da colectividade, inclusivamente, todo o património cultural e documental daquela centenária associação desportiva.

Hino

Estas notas do Hino Sagrado
Nos ensinam a ter devoção
E um amor acrisolado
Pela nossa Associação
Esta nossa canção de glória
Que nos há-de levar à vitória
Seja sempre em nossa vida
O nosso ideal
Que sempre viva
Que sempre viva
Que sempre viva
Que sempre viva
Viva a Naval
Que sempre viva
Viva a Naval
Que sempre viva
Viva a Naval
Naval, Naval!


Alcunhas Navalistas

Site
http://www.naval1demaio.net/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Moreirense Futebol Clube

O Moreirense Futebol Clube, colectividade portuguesa de Moreira de Cónegos, foi oficialmente fundado a 1 de Novembro de 1938 por um grupo de pessoas que habitualmente se reunia para jogar futebol. No entanto, o clube já se tinha apresentado aos adeptos no dia 1 de Setembro desse mesmo ano.
A primeira participação numa prova oficial aconteceu na temporada 1939/40 com a presença no Campeonato Concelhio de Guimarães, que viria a vencer. Qualificou-se então para os campeonatos distritais, onde também se sagrou campeão.
Em 1941/42, o Moreirense disputou o campeonato da II Divisão da Associação de Futebol de Braga, que venceu, tal como fez na época seguinte.
No entanto, entre 1943 e 1970, o clube, apesar de continuar filiado na AF Braga, não disputou provas oficiais devido a dificuldades financeiras, que surgiram com o início da Segunda Guerra Mundial. Apenas realizou jogos particulares. Durante este período o Moreirense não tinha um recinto de jogos próprio e teve de se socorrer de terrenos emprestados, desde escolas a campos de cultivo.
Em 1970, graças ao esforço feito por pessoas de Moreira de Cónegos, foi inaugurado um recinto de jogos, que viria a ser substituído, em 1974, pelo Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, que ainda hoje é utilizado.
O Moreirense regressou às competições em 1970/71, alinhando na II Divisão da AF Braga. Aos poucos a equipa foi subindo de escalão, até que na época 1984/85 se sagrou vice-campeã da Série A da III Divisão Nacional, o mesmo sucedendo em 1986/87. Finalmente, em 87/88 triunfou na sua série e ascendeu à II Divisão B.
Em 1994/1995, o Moreirense sagrou-se campeão da II Divisão B e ascendeu à II Divisão de Honra, onde se manteve até ao ano 2000.
Em 2000/2001, o Moreirense venceu de novo o campeonato da II B e subiu à II Liga, da qual se sagrou campeão logo em 2001/2002, numa altura em que era treinado por Manuel Machado. Foi com este treinador, oriundo do Vitória de Guimarães, de onde trouxe vários jogadores jovens para Moreira de Cónegos, que o Moreirense se estreou na I Liga em 2002/2003, ficando na 12.ª posição.
Nestas últimas épocas, o Moreirense registou a 1ª participação na 2ª Liga, e após uma queda na 2ª Divisão B, alcançou duas subidas consecutivas, que permitiram ao clube subir ao escalão principal, e manter-se por lá durante três épocas, tendo registado com melhor classificação, um 9º lugar, sucesso ao qual esteve ligado o treinador Manuel Machado. Aí, o Moreirense registou duas descidas consecutivas, estando actualmente a militar na 2ª Divisão B.

Estádio

Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida foi remodelado e reinaugurado a 20 de Outubro de 2002, contando com uma lotação para 6000 espectadores.

Títulos

Campeão Nacional da 2ª Divisão B (1994-1995; 2000-2001)
Campeão Nacional da 2ª Liga (2001-2002)

Hino

O verde da esperança
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

O branco da pureza
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

Em 1938, em Novembro dia 1
Nasceu o pequeno Moreirense
Que igual não há nenhum

Nasceu pequenino mas valente
Pelo bem e contra o mal
Ganhou asas, voou alto e foi em frente
Hoje é grande em Portugal

Também fazes nossa Vila conhecida
Quando perdes ou quando vences
Em todos os momentos desportivos da tua vida
Somos sempre Moreirense

O verde da esperança
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

O branco da pureza
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

Em 1938, em Novembro dia 1
Nasceu o pequeno Moreirense
Que igual não há nenhum

Nasceu pequenino mas valente
Pelo bem e contra o mal
Ganhou asas, voou alto e foi em frente
Hoje é grande em Portugal

Também fazes nossa Vila conhecida
Quando perdes ou quando vences
Em todos os momentos desportivos da tua vida
Somos sempre Moreirense

O verde da esperança
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

O branco da pureza
A quem pertence, a quem pertence
Ao Moreirense, ao Moreirense

Refrão (x6)


Site
http://www.moreirensefc.pt/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Clube Desportivo Nacional

No começo do século 20, o futebol ganhava mais praticantes e caía no gosto popular. Em Portugal não foi diferente. Um grupo de rapazes, como não tinha onde praticar o novo esporte, decidiu criar um clube voltado para a modalidade e foi assim que surgiu o Clube Desportivo Nacional, em 8 de dezembro de 1910.
O time da Ilha da Madeira foi fundado sob o nome de Nacional Sport Grupo e, neste mesmo ano, adotou seu tradicional uniforme: o preto e branco. Com a ascensão da equipe, em 1916, o alvinegro passou a disputar campeonatos oficiais e mudou de nome, passando a se chamar Grupo Desportivo Nacional, mudando definitivamente para o atual, em 1922.
O primeiro campo de jogo dos madeirenses foi inaugurado em 1927, sendo denominado Estádio dos Barreiros. A primeira partida foi contra o Vitória de Setúbal, uma das melhores equipes do país. Nessa época, o clube disputava apenas torneios nacionais amadores, como o Campeonato da Madeira.
Na temporada 1933/34, o Nacional estreou no Campeonato Português e era o único representante da Ilha da Madeira, mas, com a Segunda Guerra Mundial, a competição foi paralisada e sofreu alterações.
O clube só voltaria a participar de torneios nacionais em 1975, disputando a terceira divisão portuguesa. Durante o período em que não disputou competições oficiais, o alvinegro apenas jogava campeonatos amadores e se consagrou por diversas vezes campeão da Ilha da Madeira.
Em 1977/78, o time ascendeu à segunda divisão e, em 1988, retornou à elite do futebol português, onde fez duas campanhas medianas, terminando sua participação em décimo e 14º lugar nos anos de 1989 e 1990, respectivamente.
Na temporada 1990/91, o Nacional caiu de divisão, depois de terminar o Campeonato Nacional na última colocação e entrou naquela que seria uma das piores crises de sua história.
Na Divisão de Honra – como é chamado o segundo escalão futebolístico português – fez participações razoáveis, sempre encerrando a competição no meio da tabela.
Mesmo com campanhas parecidas todos os anos, o clube não conseguiu se manter no segundo escalão e acabou rebaixado novamente, em 1995/96, desta vez para a II Divisão B.
A permanência na divisão não durou muito e os nacionalistas retornaram ao segundo patamar nacional, após fazer uma brilhante campanha e vencer a competição.
A conquista da terceira divisão deu novas esperanças aos torcedores, que acabaram frustrados com mais um descenso da equipe branca e preta, em 1998. O clube disputou por dois anos a terceira divisão, revivendo o pesadelo de temporadas anteriores, mas conseguiu ascender à Divisão de Honra, em 1999/00.
A ascensão deu novo fôlego ao time que, após dois anos, conquistou mais um acesso. Em 2003/04, o clube teve seu melhor ano na história, terminando o Campeonato Português na quarta colocação. Com isso, se classificou para disputar uma competição européia: a Copa da Uefa.
A primeira participação no campeonato não durou muito e o time acabou eliminado na primeira fase qualificatória, após perder os dois jogos (2 a 1 e 2 a 0) para o Sevilla, da Espanha.
Na temporada 2005/06, o Nacional voltou a fazer uma boa campanha e terminou o campeonato na quinta posição, classificando-se mais uma vez ao torneio europeu. A nova aventura em nível internacional, mais uma vez, acabou logo na primeira eliminatória, desta vez perdendo para o Rapid Bucarest, por 2 a 1 e 1 a 0.

Títulos

Campeonato nacional da 2ª Divisão B 1999/00

Estádio

O Estádio da Madeira, anteriormente chamado de Estádio Eng. Rui Alves e conhecido informalmente como Estádio da Choupana, é um estádio de futebol em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal. Possui capacidade para 5.500 torcedores. Atualmente, sedia os jogos do Clube Desportivo Nacional da Madeira.




  
Marcha do Nacional

Rapazes do Nacional
Cantai a nossa Marchinha
Cantai com todo o calor
P'ra animar nossa gentinha
Defendemos nosso brio
Com orgulho e altivez
Porque somos
Desta raça
Deste povo Português
NACIONAL
Clube da nossa Simpatia
Nosso ideal
É lutar com galhardia
Quando no campo entramos
Com os nossos jogadores
Vê-se vibrar nossa gente
Aclamando nossas cores
Sentimos dentro de nós
Ter qualquer coisa de novo
Porque somos com vaidade
A alma do nosso povo


Mascote

A mascote do Clube Desportivo Nacional da Madeira é o Panda Sebastião. Ele foi escolhido em votação pela torcida. Sua figura é fundamental para a animação do público dentro da "toca" do Nacional.

Alcunhas Alvinegros, Nacionalistas

Site
http://www.cdnacional.pt/