quinta-feira, 20 de agosto de 2009

São Paulo Futebol Clube

A história do São Paulo Futebol Clube começa muito antes da sua fundação oficial, que aconteceu em 1935. A semente da agremiação começou a ser plantada no início do século 20, quando foi fundado o Clube Atlético Paulistano, que, nos primeiros anos do futebol brasileiro, dominou o cenário do estado.
Quando se retirou do esporte, em 1929, o time somava nada menos do que 11 títulos paulistas, e um tetracampeonato em 1916, 1917, 1918 e 1919, feito inédito até os dias atuais. A agremiação deixou o futebol por manter-se fiel ao amadorismo, na época em que todos os rivais optaram pela profissionalização. O Paulistano resolveu, então, fechar as portas da modalidade no fim dos anos 1920.
Alguns dirigentes, no entanto, resolveram aderir às novas regras, e partiram para a fundação de uma nova agremiação, logo no ano seguinte. Para isso, uniram-se com outros “herdeiros” da Associação Atlética das Palmeiras, que também havia encerrado suas atividades no futebol. No acordo, o Paulistano entrava com a cor vermelha e craques como Araken Patusca, Friedenreich e Waldemar de Brito, enquanto a A.A.P. cederia o preto e o branco da camisa e a Chácara da Floresta, estádio que seria usado pelo novo time, o São Paulo Futebol Clube.
A equipe, que ficou conhecida como São Paulo da Floresta, teve sucesso rápido nos gramados, conquistando o primeiro Paulista de sua história em 1931. O afobamento dos cartolas, no entanto, fez com que a equipe passasse por dificuldades financeiras, e encerrasse suas atividades em 1935 após uma fusão sem sucesso com o Clube de Regatas Tietê.
Mais uma vez, os dirigentes buscaram uma nova solução para os torcedores, e recriaram o São Paulo Futebol Clube. Ligado à forças antigas como Paulistano e Palmeiras, o time conseguiu entrar logo de cara na disputa do Campeonato Estadual, mas sem sucesso. Nos primeiros cinco anos, o único resultado expressivo foi um vice em 1938, perdendo a final para o Corinthians.
Crescimento mesmo aconteceu apenas nos anos 1940, quando o São Paulo trouxe seu primeiro grande reforço na história. Por uma fortuna na época (200 contos de réis), Leônidas da Silva, estrela do futebol carioca da década anterior, chegou do Flamengo em 1942. Bauer, Luizinho, Sastre, Rui e Teixeirinha também abrilhantaram a equipe, que ficou conhecida como “Rolo Compressor”.
O time venceu o primeiro título logo em 1943, derrotando o Palmeiras na decisão. Aquele, aliás, foi o “campeonato da moeda”. A história é que, antes da disputa, os dirigentes se reuniram na Federação Paulista de Futebol e, brincando, disseram que decidiriam o vencedor jogando uma moeda para o alto.
Caso desse cara, seria o Palmeiras, ou Corinthians, se fosse coroa. Pela conversa, a taça só iria para o São Paulo se a moeda caísse em pé. Após o fim da disputa, na comemoração do título tricolor, um carro alegórico com uma grande moeda em pé desfilou pelas ruas.
Aquele não seria o único título da geração. Em 1945, 1946, 1948 e 1949, o time voltou a subir no lugar mais alto do pódio, com novos nomes como Ponce de León e Mauro Ramos. Fora dos gramados, a agremiação sofria com graves crises financeiras, apesar do sucesso nas quatro linhas.
A solução encontrada pelos dirigentes são-paulinos foi a construção de um novo estádio. O time, que à época atuava em um campo no Canindé, buscou seu próprio espaço no recém-inaugurado bairro do Morumbi, e passaria a dedicar a maior parte de suas finanças ao empreendimento.
Isso, a princípio, não prejudicou o time, que continuava a contar com grandes craques. Na década de 50, por exemplo, o Tricolor trouxe do Rio de Janeiro o meia Zizinho, para somar forças com Poy, Gino e Canhoteiro. Juntos, conquistaram o Paulista de 1957, com vitória por 3 a 1 sobre o arqui-rival Corinthians.

Aquela geração foi uma exceção em tempos de construção do Morumbi. No período mais importante das obras, a década de 60, o clube não venceu praticamente nada. Apesar de ter contado com craques como Roberto Dias (o principal deles), não obtinha os mesmos resultados de outrora. Só depois da conclusão do Morumbi, no início dos anos 70, é que o São Paulo voltou a dar alegrias a sua torcida.
Com Gérson, Pedro Rocha, e Forlán, o Tricolor começou a sonhar, inclusive, com a glória nacional. Venceu, em 1970 e 1971 o bicampeonato paulista. Em 1971, foi finalista do Brasileirão, perdendo o título para o Atlético-MG.
O sonho, porém, não tinha terminado. Com uma renovação na equipe, apareciam jovens como Muricy, Zé Carlos e Serginho Chulapa, que garantiram ao São Paulo o Paulista de 1975, vencido contra a Portuguesa. Essa base, com Waldir Peres no gol, foi mais longe em 1977, ao superar o Atlético-MG (invicto na competição) na decisão do Campeonato Brasileiro. Era o primeiro grande título da agremiação, que, aos poucos, começava a voltar suas forças mais para jovens talentosos e menos para craques consagrados.
Esse processo foi acentuado na década de 80. Depois de conquistar muitos títulos com ídolos em fim de carreira como Zizinho e Gérson, o São Paulo se voltou para contratações menos espalhafatosas, como Renato (conhecido como “Pé Murcho” pelo chute fraco) e Careca, que vinham do Guarani. Grandes nomes também tinham espaço, como Paulo César e Mário Sérgio. Na defesa, a maior dupla da história da agremiação: Oscar e Dario Pereyra.
Naquele período, venceu os Paulistas de 1980 e 1981 e, principalmente, o de 1985, com a equipe que ficou conhecida como “Menudos”, em referência à banda adolescente de sucesso na época. Falcão, de volta do Roma, da Itália, Careca, Silas e Müller comandaram o São Paulo campeão.
Essa base fez mais no ano seguinte. No Campeonato Brasileiro, superou o Guarani em uma das finais mais emocionantes da história. Já na prorrogação, Careca empatou o jogo, que estava 3 a 2 para os campineiros. Nos pênaltis, conquistou seu segundo troféu nacional.
Afirmado como um dos principais clubes do país, o São Paulo passou a sonhar mais alto. Queria a América para depois ganhar o mundo. Conseguiu aos poucos. Primeiro veio o Paulista de 1989, já com Mário Tilico e Bobô. Em compensação, teve a perda do título nacional para o Vasco.
Contratou, então, o técnico Telê Santana, com um “projeto Libertadores”. Em 1990, mais uma chance no Brasileiro. A final perdida contra o Corinthians, no entanto, aumentou a pressão sobre a comissão técnica tricolor, que era cobrada por resultados, que vieram no ano seguinte. Em decisão apertada, contra a surpresa Bragantino, um empate por 0 a 0 garantiu a taça, que classificou o clube à Libertadores.
Uma vez na competição continental, o São Paulo tomou gosto. Craques como Raí, Leonardo, Zetti, Cafu e Müller faziam parte do esquadrão, que venceu o Newell’s Old Boys, da Argentina, na decisão por pênaltis, com o camisa 1 são-paulino sobrando. No fim do ano, em Tóquio, veio o primeiro Mundial Interclubes, em uma virada espetacular sobre o poderoso Barcelona, com direito a dois gols de Raí.
O desempenho acima da média seria repetido em 1993. Mais uma vez campeão da Libertadores, desta vez com mais facilidade, sobre a Universidad Católica, do Chile. Já sem Raí, foi de novo ao Japão para mais um encontro poderoso. O Milan fez jogo duro, empatou duas vezes depois de estar atrás no marcador, mas acabou sendo derrotado pelo gol de Müller, nos últimos minutos.
A busca pelo tri, que parecia impensável dois anos antes, estava próximo. Bastava ao time vencer o Vélez Sarsfield do paraguaio Chilavert e a decisão do Mundial no Japão. O São Paulo, porém, acabou sendo derrotado nos pênaltis. Começava a acabar a era Telê. O clube demorou anos para se acostumar à nova realidade.
Viveu de Campeonatos Paulistas até a metade da primeira década de século 21, e teve de conviver com a pecha de “pipoqueiros” pelas perdas constantes em decisões. Tudo isso foi esquecido em 2005. Sob o comando do goleiro Rogério Ceni, o time, que ainda tinha Mineiro, Lugano, Josué e Júnior, venceu a Copa Libertadores pela terceira vez após final com o Atlético-PR. No fim do ano, mais um triunfo no Japão, desta vez sobre os ingleses do Liverpool.
Conquistar o mundo continuava nos planos do São Paulo, mas dois insucessos na Libertadores fizeram o clube, sob o comando do ex-jogador Muricy Ramalho, voltar-se para o Campeonato Brasileiro. Com um time aguerrido e uma estrutura acima da média, foi bicampeão nacional, em 2006 e 2007, e tricampeão em 2008.


Títulos

Campeonato Paulista: (22) 1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000, 2002 e 2005.
Torneio Rio-São Paulo: (1) 2001.
Campeonato Brasileiro: (6) 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.
Taça Libertadores da América: (3) 1992, 1993 e 2005.
Mundial Interclubes: (3) 1992, 1993 e 2005.
Copa Conmebol: (1) 1994.
Supercopa dos Campeões da Libertadores: (1) 1993.


Estádio

Com capacidade para 73.501 pessoas, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, também conhecido como Estádio do Morumbi, foi inaugurado em 2 de outubro de 1960 com o estádio ainda inacabado e sua primeira partida foi entre São Paulo Futebol Clube e Sporting Lisboa de Portugal, sendo a partida vencida pelos donos da casa pelo placar de 1 a 0. O gol dessa partida foi marcado pelo jogador Peixinho. Em um cruzamento, ele mergulhou para cabecear a bola próximo do chão. Desde então essa jogada ficou conhecida no Brasil como "gol de peixinho".
A inauguração total se deu em 25 de janeiro de 1970 em uma partida entre o Tricolor Paulista e o Porto, também de Portugal, que terminou empatada em 1 a 1 com gols de Vieira Nunes para o Porto e Miruca para o São Paulo.
É o terceiro maior estádio do Brasil, sendo o primeiro entre os estádios particulares. É também o oitavo maior estádio pertencente a um clube no mundo e está na 38ª. colocação geral.


Hino


O hino do São Paulo Futebol Clube — composto por Porfírio da Paz em 1935 e oficializado em 1942 — passou por diversas alterações até chegar à atual estrutura.
A criação do hino foi um tanto quanto atípica e comovente. Porfírio da Paz em 1935, à época tenente da Força Pública e farmacêutico, acabara de ser informado que perderia sua casa por falta de pagamento e por conta do nervosismo, cantarolava uma canção entoando o nome do clube do qual era apaixonado. Mais tarde e mais calmo, pôs no papel a letra que viria a ser o hino do São Paulo Futebol Clube.

No lançamento do hino em 1942 e contando com diversos segmentos esportivos, Porfírio apresentou o então hino do clube. Mas uma das estrofes em particular, a sétima, causou certas interpretações errôneas. Ela continha a rima «Do Palmeiras também trazes» em referência à A.A. das Palmeiras, clube este que se fundiu ao Paulistano para formar o Tricolor Paulista. Porém o Palestra Itália havia alterado seu nome para Palmeiras o que fez gerar toda uma confusão.
Porfírio então substituiu a palavra "Palmeiras" pela palavra "Floresta", região onde se localizava o São Paulo e muitos outros clubes da época ficando, pois, «Da Floresta também trazes». Por não haver uma ligação estreita com o clube, Porfírio viu-se obrigado a remodelar totalmente a estrofe. Deixando a sétima estrofe do hino da maneira como a conhecemos hoje. O estribilho também fora mudado acrescentando-se o advérbio "já".
Depois de mudado quase que por completo, no dia 29 de abril de 1966, Porfírio pediu licença em uma reunião no Egrégio Conselho Deliberativo para que pudesse cantar o hino definitivo do clube. Aproveitou a ocasião para também doar todos os direitos autorais ao Tricolor do Morumbi.


­Salve o Tricolor Paulista!

Amado clube brasileiro

Tu és forte, tu és grande

Dentre os grandes és o primeiro(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
São teus guias brasileiros

Que te amam ternamente

De São Paulo tens o nome

Que ostentas dignamente(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
Trazes glórias luminosas

Do Paulistão Imortal

Da Floresta também trazes

Um brilho tradicional(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
São Paulo clube querido

Tu tens o nosso amor

Teu nome e as tuas glórias

Tem honra e resplendor(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
Tuas cores gloriosas

Despertam um amor febril

Pela terra bandeirantes

Honra e glória do Brasil(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado


Mascote


Como não poderia deixar de ser, a mascote do São Paulo é o santo que dá nome à cidade e ao clube. Atualmente a figura é utilizada, inclusive, como forma de animar os torcedores durante os jogos no Morumbi.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Clube Atlético Paranaense

O Atlético-PR surgiu da fusão de dois populares clubes do Estado, o América Futebol Clube do Paraná e o Internacional Futebol Clube. Tudo começou em 1923, quando o América, após não pagar uma dívida, entrou em litígio com a liga regional e acabou fora do torneio.
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
O campeonato de 1940 foi muito disputado. Atlético e o Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Atlético Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em "melhor de três pontos" para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2x2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Atlético - 3-2 - pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a "melhor de três". O clube ficou 180 dias suspenso e o Atlético Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.
Em 1943, o Atlético Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Atlético do segundo. Novamente, uma "melhor de três pontos" teria que acontecer, o Atlético Paranaense venceu os dois Atletibas por 3-2 e a torcida festejou o título de campeão.
A rivalidade entre o Atlético Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.
Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Atlético Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma "melhor de três" para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2x1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Atlético Paranaense, na Baixada, por 5-4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal - 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Atlético Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Atlético Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.
Em 1949, o Atlético Paranaense foi um "Furacão" que passou pelos campos do Paraná. Arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols. As manchetes dos jornais só falavam do "Furacão" rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas, ganhou onze partidas seguidas (recorde quebrado apenas 49 anos depois), e tornando-se campeão paranaense de 1949.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.

Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi derrubado para a construção do estádio considerado como um dos mais modernos da América Latina. Em 2004 foi firmada uma parceria com a empresa fabricante de aparelhos celulares japonesa Kyocera, renomeando o estádio para Kyocera Arena. Em 2005, após 10 anos de contenda judicial, o Atlético-PR firmou acordo assumindo definitivamente o direito de uso do terreno vizinho (que é sua propriedade desde os anos 1990).
Em 2001, o Atlético Paranaense vence seu primeiro Campeonato Brasileiro (final contra o São Caetano, onde ganhou por 4-2 e 1-0) e em 2004 foi vice, com o artilheiro Washington marcando um recorde histórico de trinta e quatro gols numa única edição do Campenato Brasileiro. Em 2001, o grande nome dos jogos foi o artilheiro Alex Mineiro.
Recentemente, um episódio inusitado entrou para a história do futebol nacional. Classificado, à final da Libertadores de 2005, o clube não pôde fazer o 1º jogo da decisão em seu estádio, que mesmo sendo considerado como o mais moderno da América Latina, não possui a capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pelo regulamento, problema este que será suprido após a finalização da Kyocera Arena. Assim, o Atlético-PR precisou mandar a partida no Estádio Beira-Rio, pertencente ao Inter, onde empatou por 1x1. Na segunda partida, no Estádio do Morumbi, o Atlético-PR não teve forças e sucumbiu ao time do São Paulo, diante de mais de 70 mil torcedores, pelo placar de 4x0, perdendo o título da Copa Libertadores da América.
O Atlético-PR participou de três Taças Libertadores da América, em 2000, 2002 e 2005, sendo o primeiro time paranaense a passar para a fase final da competição.
Na Copa Sul-americana de 2006, o Atlético-PR também fez uma boa campanha, passando pelo Paraná Clube, River Plate e Nacional do Uruguai, chegando à semifinal do torneio, onde foi eliminado pelo Pachuca.
Em 2008, o Atlético-PR quebrou o recorde de vitórias seguidas do "Furacão de 49", ganhou 13 partidas seguidas, porém perdeu a final para o rival Coritiba.
Em 2009, o Atlético-PR conquistou o Campeonato Paranaense, no ano do Centenario do seu maior rival, o Coritiba Foot Ball Club.


Títulos



Campeonato Brasileiro (1): 2001
Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão (1): 1995
Campeonato Estadual Paranaense (21): 1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, 1945, 1949, 1958, 1970, 1982, 1983, 1985, 1988, 1990, 1998, 2000, 2001, 2002 ,2005 e 2009.




Estádio




Estádio Joaquim Américo Guimarães




Seu estádio é Joaquim Américo - Arena da baixada, popularmente conhecida pelos torcedores apenas como "Baixada", "Arena" ou "Caldeirão". O atual estádio é o terceiro a ser construído no mesmo lugar, que é a sede do clube desde sua inauguração em 1924, mas o primeiro estádio é ainda anterior. O "Caldeirão" original é de 1918, levantado em madeira pelo Internacional - um dos times fundadores do Atlético - e cuja fita de inauguração foi cortada por Santos Dumont, o pai da aviação, que alíás tinha carteira de torcedor atleticano.


O antigo estádio, que foi preterido pelo CAP de 1987 e 1993, quando usou o Estádio do Pinheirão, passa por sua última grande reforma em 1994. Foram novas arquibancadas e de área de cadeiras sociais, demolidas junto com o restante três anos depois.




A versão atual do estádio foi inaugurada em 1999, e ainda está em construção não sendo completo, tendo apenas 3 lados, mas é considerada por muitos o estádio mais moderno do país e da América Latina, porém não atende a todas as exigências da FIFA.


O Atlético divulgou o Projeto de Expansão do Arena, visando a Copa de 2014. Além da conclusão do setor de arquibancadas paralelo ao gramado, está prevista a remodelação da cobertura do estádio, melhoramentos quanto aos acessos e ao estacionamento. O projeto prevê que a capacidade da Arena da Baixada passe dos atuais 30.000 torcedores para 41.375. A capacidade é um dos grandes empecilhos para o clube durante competições internacionais.



Inauguração : 6 de junho de 1914 ; reinauguração 20 de junho de 1999.




Primeira partida
Internacional-PR 1 x 7 Flamengo-RJ (1914)


Atlético Paranaense 2x1 Cerro Porteño (1999)




Público recorde
34.514 (5 de maio de 2002)Atlético Paranaense1x2 Cruzeiro






Hino





A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
Vamos marchar sempre cantando

O hino do Furacão


E no peito ostentando


A faixa de campeão
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
O coração atleticano


Estará sempre voltado


Para os feitos do presente


E as glórias do passado
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
A tradição vigor sem jaça


Nos legou o sangue forte
Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor


Rubro-negro é quem tem raça


E não teme a própria morte
Atlético! Atlético


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor




Mascote




O Clube Atlético Paranaense tem duas figuras que simbolizam a entidade. A primeira mascote, o “Cartolinha”, simboliza a força e a grandeza da agremiação.
Cartolinha, primeira mascote do Atlético-PR
Porém, em 1949, após ser apelidado de “Furacão”, devido a uma belíssima campanha no Campeonato Estadual, o time ganhou outra mascote.
Furacão, segunda mascote do Atlético-PR




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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sport Club Internacional

Um dos clubes mais tradicionais do Brasil, o Sport Club Internacional tem, em sua fundação, uma história curiosa relacionada ao preconceito, prática muito comum no meio esportivo do início do século passado. Em 1908, a família Poppe, que veio de São Paulo para Porto Alegre, com a intenção de se estabelecer na cidade gaúcha, logo conseguiu montar seu próprio negócio e prosperar.
Porém, três jovens desta mesma família, chamados Henrique, José e Luís, queriam passar o tempo, quando não estavam se dedicando ao trabalho, praticando esportes, entre eles, o futebol. Mas os recém-chegados a Porto Alegre esbarraram na exigência dos clubes da época, que não admitiam pessoas de fora de cidade sem que se tivesse referência das mesmas. O próprio Grêmio, ainda sem nem sonhar com a rivalidade atual, não aceitou os forasteiros em seu quadro de associados.
Em meios a tantas recusas, os três rapazes decidiram criar seu próprio clube de futebol, adotando uma filosofia diferente das outras agremiações de Porto Alegre. Todos, sem exceção, poderiam fazer parte do quadro de associados, independente de nacionalidade, classe social, profissão, etc.
Com a idéia desenvolvida, não demorou muito para o clube ser fundado. Já em 1909, no dia 4 de abril, nasceu o Sport Club Internacional. O nome foi eleito por cerca de 40 pessoas, que decidiram homenagear a Internazionale de Milão, da Itália, e o time homônimo, da cidade São Paulo. O “Time do Povo”, isento de uma política preconceituosa, começava a dar seus primeiros passos rumo à glória.
Como em todo início de trajetória, o Colorado enfrentou dificuldades. O primeiro título só veio em 1913, quando o Inter venceu, de forma invicta, o torneio da Cidade de Porto Alegre, também conhecido como Campeonato Metropolitano. Feito repetido em 1914, chegando ao bicampeonato mais antigo de sua história.
Porém, mesmo com as conquistas começando a aparecer, o Inter ainda não estava completamente satisfeito. Faltava uma vitória contra o já rival Grêmio, que disputava o posto de principal time do Rio Grande do Sul com o Internacional. Mas para o tão esperado momento, os colorados tiveram que aguardar até 1915, quando de goleada (4 a 1) o time do Beira-Rio venceu seu primeiro Gre-Nal. Parecendo ter gostado da experiência, em 1916 o Inter impõe nova goleada sobre o Tricolor Gaúcho, com o dilatado placar de 6 a 1, sendo todos os seis gols da equipe marcados por um único jogador, que atendia pelo nome de Vares.
Títulos metropolitanos e goleadas nos Gren-Nais. Com o sucesso batendo à porta do clube, novas conquistas passaram a ser almejadas. Foi assim que, em 1927, o Internacional chegou à sua primeira vitória do Campeonato Estadual do Rio Grande do Sul. Em uma final emocionante contra o Grêmio de Bagé, o Colorado, liderado pelo capitão Barros, venceu por 3 a 1 e levantou a taça. Seu segundo título regional veio em 1937, três anos antes de iniciar a década marcada pelo “Rolo Compressor”.
Em 1940, o Inter montou uma grande equipe formada, inicialmente, pelos seguintes jogadores: Marcelo, Álvaro e Risada; Alfeu, Magno e Assis; Tesourinha, Russinho, Carlitos, Rui e Castilhos. Esta grande época do clube (1940-48), que venceu oito estaduais, de nove disputados, ficou com a boa imagem de papa-títulos, sendo apelidado de “Rolo Compressor”, que já que não via obstáculos e não se cansava de acumular conquistas.
Mesmo com a reformulação do elenco, no fim da década de 40, os títulos estudais continuaram a ser rotina, mas não com tanta intensidade como nos anos anteriores. Nos anos 50 e 60, o Inter disputou 20 campeonatos estaduais, conquistando o título apenas em oito oportunidades.
A década de 70 veio para lavar a alma dos torcedores colorados. Além de mais oito conquistas estaduais, sendo sete de forma seguida (1970-1976) o alvirubro gaúcho chegou ao seu primeiro título nacional, em 1975. Com um gol do ídolo Figueroa, o Inter bateu o cruzeiro por 1 a 0 e ficou com a taça do Campeonato Brasileiro daquele ano. E para aumentar ainda mais a euforia dos seguidores do clube, no ano seguinte, 1976, o time do Beira-Rio conquistou o bicampeonato brasileiro, derrotando, na final, o Corinthians por 2 a 0.
E para fechar a com chave de ouro a década, em 1979, o tricampeonato brasileiro se tornou realidade. Comum dos melhores elencos que o clube já teve, o Inter venceu, de forma invicta, o Campeonato Brasileiro de 1979. O time que derrotou o Vasco, na final, por 2 a 1, entrou em campo com a seguinte formação: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, Jair;Valdomiro, Bira e Mário Sérgio. Um verdadeiro time dos sonhos!
Passada a euforia das três conquistas nacionais, o Internacional atravessou toda a década de 80 sem um título de grande expressão. Os quatro títulos estaduais comemorados na época, não eram suficientes para agradar uma torcida acostumada com glórias de maior relevância.
Foi somente em 1992, que os colorados puderam novamente ver sua equipe levantando uma taça diferente que a do Estadual do Rio Grande do Sul. Em duas partidas finais emocionantes, o Inter derrotou o Fluminense na Copa do Brasil daquele ano e ficou com o título. O primeiro confronto, realizado no Maracanã, foi vencido pelos tricolores (2 a 1). No jogo de volta, valendo-se da vantagem de ter marcado um gol fora de casa, o Colorado venceu por 1 a 0 e ficou com o caneco.
Já no século 21, após novo jejum de conquistas fora de seu Estado, o Inter começou uma nova trajetória vencedora, que entrou para a história do clube. Em 2005, após ser vice-campeão brasileiro, o Colorado ganhou o direito de disputar a Libertadores da América de 2006. Oportunidade esta muito bem aproveitada pelo time do Beira-Rio.
Em uma excelente campanha, quando perdeu apenas uma partida de 14 disputadas, o Sport Club Internacional levou o título em cima do também brasileiro São Paulo. Na primeira partida da final, o Inter derrotou o time do Morumbi fora de casa, por 2 a 1, com dois gols de Rafael Sobis. No jogo de volta, disputado no Beira-Rio, o time gaúcho conseguiu um empate de 2 a 2, resultado suficiente para decretar o título do Colorado.
No mês dezembro do mesmo ano, o Inter foi até o Japão para competir no Mundial Interclubes organizado pela Fifa. Após despachar o Al-Ahly, do Egito, na semifinal (2 a 1), os colorados enfrentaram, na partida final,o todo poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Com um gol de Adriano Gabiru (36’ do 2° Tempo), o Internacional venceu por 1 a 0 e conquistou o título de maior importância de toda a sua história.
Já em 2007 o time do Beira-Rio venceu a Recopa Sul-Americana, derrotando o Pachuca, do México. No primeiro jogo, atuando como visitante, o Inter foi derrotado por 2 a 1.
Mas no jogo de volta, disputado em Porto Alegre, o Colorado goleou o time mexicano por 4 a 0, com gols de Alex, Pinga, Alexandre Pato e Mosquera (contra). Privilégio para poucos, o Sport Club Internacional conquistou a tão cobiçada Tríplice Coroa: Libertadores 2006, Mundial Interclubes 2006 e Recopa 2007.
E o que já estava bom ficou ficou ainda melhor. Em 2008, o Inter conquistou o título da Copa Sul-Americana ao superar o Estudiantes de La Plata (ARG) com um empate na prorrogação.
Com mais esse título, o Inter possui agora todos os títulos oficiais possíveis, incluindo, além das competições nacionais - campeonatos Gaúcho, Brasileiro e Copa do Brasil - uma Libertadores da América, uma Recopa e um Mundial.

No começo do ano de 2008, o Internacional participou da Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Em sua partida de estréia, o clube venceu o Stuttgart, da Alemanha, por 1-0 (gol de Alex) e classificou-se para as finais da competição. Na decisão, o Colorado derrotou a forte equipe italiana da Internazionale de Milão por 2 a 1 (gols de Fernandão e Nilmar) e conquistou o título.
No mesmo ano, o clube foi campeão do Campeonato Gaúcho, após dois anos sem conquistar a competição. Na primeira partida da decisão, o Colorado foi derrotado pelo Juventude por 1-0, em Caxias do Sul. Na partida decisiva, no Beira-Rio, um placar histórico: 8 a 1 para o Internacional, com três gols de Fernandão e os demais assinalados por Danny Morais, Alex, Nilmar, Índio e até mesmo pelo goleiro Clemer (de pênalti, no final do jogo). A vitória rendeu ao clube o 38° título e consolidou o Internacional como o maior vencedor da história do Campeonato Gaúcho.
No fim do ano, o Inter ainda obteve um título inédito para o futebol nacional: a Copa Sul-Americana de 2008, da qual fora campeão invicto, com 5 vitórias e 5 empates. Foi o quarto título internacional oficial do clube: Libertadores, Mundial, Recopa e agora, Sul-Americana, este último nenhum clube brasileiro havia conquistado. Com isto, o Internacional tornou-se, ao lado do Boca Juniors, da Argentina, um dos dois clubes a possuir todos os títulos oficiais que um clube da América do Sul pode almejar.
Ainda em 2008, o clube lançou uma campanha visando de cem mil associados até a data seu centenário do Clube, em abril de 2009.

2009 - Centenário
O Internacional iniciou o ano de seu Centenário conquistando o Campeonato Gaúcho de forma invicta, vencendo o turno (Taça Fernando Carvalho) e o returno (Taça Fábio Koff), sem a necessidade de disputar a final. Porém, perdeu dois títulos na seqüência: a Copa do Brasil, onde chegou à final e perdeu para o Corinthians, e a Recopa Sul-Americana, onde classificara-se automaticamente à final ao vencer a Copa Sul-Americana, mas acabou perdendo o título para a LDU de Quito.
Em julho de 2009, o clube aingiu a meta dos 100 mil sócios, tornando-se o sexto entre os clubes com maior número de associados no mundo.
Em 5 de agosto de 2009, o Internacional conquistou a Copa Suruga Bank, disputada no Japão. A decisão foi contra o clube japonês Oita Trinita e o colorado venceu por 2 a 1, com gols de Alecsandro e Andrezinho.


Títulos


Campeonato Brasileiro): (3) 1975, 1976 e 1979.

Copa do Brasil: (1) 1992.

Campeonato Gaúcho: (39)
1927, 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1961, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1992, 1994, 1997, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009.

Campeonato da cidade de Porto Alegre: (24) 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1920, 1922, 1927, 1934, 1936, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955 e 1972.

Taça Libertadores da América: (1)2006.

Mundial Interclubes FIFA: (1) 2006.

Recopa Sul-Americana: (1) 2007.

Copa Sul-Americana: (1) 2008.


Hino


Glória do desporto nacional

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil


É teu passado alvi-rubro

Motivo de festas em nossos corações

O teu presente diz tudo

Trazendo à torcida alegres emoções

Colorado de ases celeiro

Teus astros cintilam num céu sempre azul

Vibra o Brasil inteiro

Com o clube do povo do Rio Grande do Sul


Estádio


A construção do Gigante da Beira-Rio, projeto do ilustre vereador colorado Ephraim Pinheiro Cabral, iniciou-se no dia 12 de setembro de 1956, quando foi doado o terreno onde seria construído o estádio. Na verdade, o terreno consistia de uma pequena porção das águas do Guaíba, pois o aterro só teve início em 1958. As primeiras estacas foram colocadas somente no ano de 1959.
Em 1965, as obras chegaram a parar e só continuaram com a ajuda do Banco da Província do Rio Grande do Sul. Em princípio, as obras foram lideradas pelo português José Pinheiro Borda, torcedor fanático do Internacional. Borda faleceu em 1966 e não pode ver o seu sonho se concretizar.
Era uma época difícil para todos os colorados. O Inter perdeu muitas partidas nesse período, pois todo o dinheiro arrecadado era destinado à construção do estádio, sobrando muito pouco para investir nos jogadores. Entretanto, a torcida colorada colaborou com doações de material de construção para o término do estádio.
Após anos de espera, o Estádio Gigante da Beira-Rio (oficialmente Estádio José Pinheiro Borda, em homenagem ao imigrante português que ajudou a construí-lo) era finalmente inaugurado no dia 6 de abril de 1969. Exatamente 60 anos e dois dias após a fundação do clube.
Na partida inaugural do Estádio Beira-Rio, o Internacional enfrentava o poderoso time do Benfica, campeão português e europeu. O Inter bateu o time português por 2 a 1, sendo que o primeiro gol da história do estádio foi marcado por Claudiomiro. Os demais gols da partida foram marcados pelo colorado Gilson Porto, descontando o lendário Eusébio para o Benfica.
Além de ser o maior estádio do Sul do país e o oitavo nacionalmente, se encontra entre os 100 maiores estádios do mundo. Também é o terceiro maior estádio particular do Brasil, ficando atrás apenas do Estádio do Morumbi, do São Paulo e o Estádio Arruda, do Santa Cruz.


Capacidade 58.306 torcedores
Recorde de Público 106.554 (Seleção Gaúcha 3 x 3 Seleção Brasileira - 17 de Junho de 1972)


O primeiro jogo sediado no Beira-Rio foi um amistoso do Internacional contra o Benfica de Portugal, de astros como Eusébio e Torres. O primeiro gol do estádio foi marcado por Claudiomiro. Eusébio empatou a partida,mas O jogo terminou 2x1 para o Internacional no dia 6 de abril de 1969, com o segundo gol sendo marcado pelo jogador colorado Gilson Porto.


Mascote


Também conhecido como “Time do Povo“, na década de 50 foi criado, para representar o clube, por dois jornais de Porto Alegre, uma personagem negrinho, cheio de ginga e malandragem. Posteriormente, o cartunista Ziraldo, inspirado na imagem anterior, desenhou para o Internacional um Saci, figura clássica do folclore brasileiro, que acabou sendo adotado pelo clube como sua mascote oficial.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Clube de Regatas do Flamengo

Dono da maior torcida do Brasil, que recentemente foi tombada como bem cultural da cidade do Rio de Janeiro, o Clube de Regatas do Flamengo começou sua trajetória no mundo esportivo em 1885. Fundado no dia 15 de novembro daquele ano, o Rubro-negro carioca foi criado, inicialmente, para a prática de um dos esportes mais populares da época, o remo.
Ainda trajando as cores azul e dourado, o Flamengo não teve um bom início em sua experiência dentro das águas. A falta de dinheiro e os barcos em péssimas condições fizeram com que o clube só ganhasse sua primeira regata três anos após sua criação, em 1898. A idéia de utilizar o preto e o vermelho veio devido à facilidade com que as cores do uniforme anterior, importado da Inglaterra, desbotavam com o contato com a água salgada e o sol.

Na virada do século, o futebol começou a se popularizar na cidade do Rio de Janeiro e os primeiros clubes de futebol foram surgindo. Dentre eles, o Fluminense Football Club, localizado nas Laranjeiras, bairro próximo à sede do clube rubro-negro. Como o Flamengo ainda não possuía um time que praticasse o esporte bretão, os seguidores do clube da Gávea passaram a torcer também pelo Tricolor carioca.

Flamengo, no remo, e Fluminense, no futebol. Embora, em 1903, o clube rubro-negro tenha criado um time para a prática do esporte que começava a ganhar a preferência dos cariocas, sua aceitação não foi fácil por parte dos competidores de remo. Sendo assim, o time de futebol da Gávea disputou apenas amistosos até 1912, quando se filiou à Liga Metropolitana e passou a levar o esporte bretão mais a sério.
Com uma equipe formada por ex-jogadores do Fluminense, que haviam se desentendido com a diretoria tricolor, o Flamengo tornou o futebol como esporte oficial do clube e começou sua tradição dentro das quatro linhas.
No primeiro Fla-Flu, disputado no dia 7 de julho de 1912, já existia rivalidade entre as duas equipes. Devido à troca de agremiação por parte de alguns jogadores do tricolor, o clássico nasceu cercado por um sentimento de “guerra”. Melhor para o time das Laranjeiras, que venceu o jogo por 3 a 2.
Passado o baque da derrota para seu principal adversário da época, o Flamengo teve tempo para se preparar e desenvolver o futebol no clube. Os resultados apareceram com rapidez. Dois anos após a instituição do esporte como prática oficial da agremiação, o time rubro-negro conquistou o seu primeiro bicampeonato carioca, em 1914 e 1915, sendo o último de forma invicta.
Os títulos estaduais passaram a ser rotina para o Flamengo, mas problemas extra-campo voltaram a atormentar a diretoria rubro-negra. Com a proximidade do fim do contrato de aluguel do campo da Rua Paissandu, onde o clube mandava os seus jogos, temia-se que a equipe ficasse sem local para treinar e disputar suas partidas. Mas uma atitude do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Antônio Prado Jr., colocou fim na agonia dos membros rubro-negros.
O político cedeu uma área com mais de 34 mil metros quadrados ao clube, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. No local foi construída a sede da Gávea, que até hoje abriga os treinos do time de futebol, além dos esportes olímpicos que sempre tiveram espaço no Flamengo.
Com a tranqüilidade de possuir um estádio próprio, a equipe rubro-negra pôde se dedicar mais ao futebol e traçar novas metas para o esporte no clube. Logo na década de 1940, com uma equipe recheada de craques como Domingos da Guia e Zizinho, o time rubro-negro conquistou seu primeiro tricampeonato carioca, nos anos de 1942, 1943 e 1944. Feito que se repetiu em 1953, 1954 e 1955, quando os maestros da equipe eram Zagallo, Dida e Joel.
Porém, somente após quase 70 anos da oficialização do futebol como esporte do clube, o Rubro-negro carioca teve sua grande época de ouro. Na década de 1980, o time da Gávea foi um verdadeiro papão de títulos e protagonizou a fase mais vencedora da história do Flamengo.
A estrela maior da companhia, o eterno ídolo Zico, comandou a equipe em diversas conquistas, tendo como companheiros de elenco outras lendas do futebol nacional, como Raul, Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Tita e Nunes.
Uma chuva de troféus invadiu a Gávea durante este período. Campeonatos estaduais foram dois, em 1981 e 1986. Além de quatro títulos brasileiros em 1980, 1982, 1983 e 1987. Mas a principal conquista desta geração, que não sai da cabeça dos torcedores flamenguistas, aconteceu em 1981.
O Galinho de Quintino, apelido de Zico, levou a equipe da Gávea aos dois títulos mais importantes da sua história. O clube rubro-negro sagrou-se campeão da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes. Na conquista global, o time da Gávea despachou o Liverpool por um convincente 3 a 0, com dois gols de Nunes e um de Adílio.
Mesmo com a reformulação do elenco no final dos anos 1980, o time rubro-negro começou
a década seguinte conquistando mais dois títulos no âmbito nacional. Em 1990, comandado pelo remanescente Júnior, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil em cima do Goiás. No primeiro jogo da final, o time do Rio venceu por 1 a 0. Resultado este que permitiu que o Fla empatasse o jogo seguinte por 0 a 0 em Goiânia e ainda assim ficasse com a taça.
Dois anos depois, em 1992, o rubro-negro chegou ao seu quinto título brasileiro, em uma final regional contra o Botafogo. A equipe de Júnior conseguiu superar o favoritismo alvinegro e levantou a taça de pentacampeão brasileiro, motivo de grande orgulho para os torcedores do Flamengo.
Passado o frisson desta geração vencedora, o século XXI não trouxe muitas alegrias para a nação rubro-negra. Além do título da Copa do Brasil de 2006, diante de seu maior rival, o Vasco da Gama, o time da Gávea se limitou apenas às conquistas de campeonatos estaduais e campanhas ruins e medianas no Campeonato Nacional.
O título mais importante deste período de escassez de conquistas expressivas foi o tricampeonato carioca de 1999/2000/01. Em três decisões eletrizantes contra o rival Vasco, o rubro-negro conquistou de forma emocionante mais três taças para sua galeria. O gol de falta de Petkovic, no segundo jogo da final de 2001, ficou imortalizado como o símbolo daquela fase de vitórias no campeonato do Rio de Janeiro.
Porém, no ano de 2007, com um elenco que começou o Campeonato Brasileiro desacreditado, o Flamengo recuperou o fervor de sua torcida e fez uma campanha extraordinária. Durante o primeiro turno, quando passou a maior parte do tempo na zona de rebaixamento, nem o mais crédulo dos rubro-negros acreditava que uma reviravolta tão grande aconteceria na tabela do campeonato.
O técnico Joel Santana, que substituiu Ney Franco, comandou o clube numa recuperação espetacular e terminou a competição em um admirável terceiro lugar e com uma vaga para a Taça Libertadores da América de 2008. A massa rubro-negra lotou o Maracanã em quase todos os jogos do clube, fazendo com que o Flamengo terminasse com a melhor média de público do campeonato e com a maior presença de torcedores em uma única partida.


Títulos




Campeonato Brasileiro (5): 1980, 1982, 1983, 1987 e 1992.
Campeonato Estadual (31): 1914, 1915, 1920, 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979, 1979, 1981, 1986, 1991, 1996, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009.
Mundial Interclubes (1): 1981.
Taça Libertadores da América (1): 1981.
Copa Mercosul (1): 1999.
Torneio Rio-São Paulo (1): 1961.






Hino






Uma vez flamengo.Sempre FlamengoFlamengo sempre eu hei de serÉ meu maior prazer vê-lo brilharSeja­ na terra, seja no marVencer, vencer, vencerUma vez flamengo, Flamengo até, morrer
Na regata ele me mata,Me maltrata, me arrebataQue emoção no coraçãoConsagrado no gramadoSempre amado, o mais cotadoNos Fla-Flus é o "ai, Jesus"!Eu teria um desgosto profundoSe faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibraMuita libra já pensouFlamengo até morrer eu sou

domingo, 16 de agosto de 2009

Sociedade Esportiva Palmeiras

O Palmeiras surgiu em 1914, das mãos de italianos que moravam em São Paulo na época. Os fundadores eram trabalhadores das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que se interessavam pela idéia de a colônia ter um clube próprio, que a representasse. Surgia então a Sociedade Esportiva Palestra Itália.
A ligação com o país europeu era tão grande que o primeiro escudo da agremiação foi a Cruz de Savóia, inspirada no uniforme do Pro Vercelli, que havia feito há pouco uma excursão pelo Brasil com sucesso, e utilizava este emblema. Nos primeiros momentos, o Palestra se ocupava apenas com amistosos e jogos varzeanos, trabalhando nos bastidores para entrar de vez no campeonato da Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos), o mais concorrido da época.

O sucesso foi imediato. Logo na segunda participação da equipe no certame, o Palmeiras terminou como vice. Foi nessa edição da competição que começou a surgir uma das maiores rivalidades do país. No primeiro jogo de sua história contra o Corinthians, o Alviverde venceu por 3 a 0 e encerrou uma invencibilidade de três anos do oponente.
Em 1920, veio a principal aquisição do clube naquele momento. O Parque da Antarctica (que era propriedade da fábrica de cervejas) foi adquirido por 500 contos de réis, e passou a ser a casa italiana em São Paulo. Neste mesmo ano, o Palmeiras conquistou seu primeiro título paulista da história.
Uma nova conquista, porém, demoraria mais seis anos para chegar. Foi em 1926, quando o time, comandado pelo famoso atacante Heitor Marcelino, que marcou 18 gols e foi o artilheiro da disputa, sagrou-se campeão paulista de maneira invicta. No ano seguinte, repetiria o feito, alcançando o primeiro bi de sua história.
Apesar dos três títulos estaduais, o Palmeiras ainda não estava estabelecido como força paulista. Ainda ficava atrás de equipes como Paulistano, Germânia e até do Corinthians. Firmou-se apenas na década de 30, quando conseguiu nada menos do que quatro títulos estaduais (1932, 1933, 1934 e 1936), além de um Torneio Rio-São Paulo (1933).
No início dos anos 40, o Palmeiras participou da inauguração do estádio Pacaembu (venceu o Coritiba por 6 a 2) e, ainda por cima, faturou o Campeonato Paulista com um triunfo por 4 a 1 sobre o São Paulo na decisão. Aquela que parecia ser a melhor fase do Palestra Itália, porém, foi afetada por problemas políticos.
Em meio à Segunda Guerra Mundial, com o Brasil ao lado dos Aliados (conseqüentemente contra o Eixo, que a Itália apoiava), o clube se viu obrigado pelo governo Getúlio Vargas a mudar seu nome. Adotou, então, o Palmeiras, que permanece até hoje.
Era o começo de mais uma geração vitoriosa no Parque Antarctica, com Oberdan Cattani fechando o gol alviverde e Waldemar Fiúme como artífice da linha. Posteriormente, este último seria homenageado com um busto na frente da sede do clube, honraria concedida a poucos atletas.
Ele, ao lado de Jair da Rosa Pinto, foi o grande jogador da conquista mais valorizada pelos palmeirenses em todos os tempos. Em 1951, foi organizada a Taça Rio, torneio que contou com várias equipes de ponta do futebol mundial, como o Nacional, do Uruguai, o Austria Viena, da Áustria, Sporting, de Portugal e a Juventus, da Itália, além do Vasco, base da seleção brasileira da época.
A conquista serviu como prenúncio para o que estava por vir na década de 50. Com o aparecimento do Santos de Pelé, todas as outras equipes perderam força e não conseguiram mais brigar por títulos importantes. Na década de 1950, por exemplo, restou ao Palmeiras comemorar o troféu paulista de 1959, vencido de maneira heróica contra o time da Vila Belmiro, com show de Julinho e Romeiro.
As coisas começariam a melhorar na década de 60. Mesmo ainda abaixo do Santos, o Palmeiras se firmava como uma das poucas equipes que fazia frente ao esquadrão litorâneo. O grande regente daquela “Academia”, como ficou conhecida a equipe, foi Ademir da Guia, filho de Domingos da Guia e o maior jogador alviverde de todos os tempos, também homenageado com um busto na frente da sede.
Logo no ano de 1960, ele ajudou a trazer ao Parque Antarctica o primeiro troféu nacional da agremiação. A Taça Brasil daquele ano foi garantida após vitória larga sobre o Fortaleza, por 8 a 2. Três anos depois, a mesma geração conseguiu mais um Campeonato Paulista.


Em 1965, veio o reconhecimento da qualidade do time. Para disputar um amistoso contra o Uruguai, em Minas Gerais, a CBD (antiga Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) convocou o Palmeiras, que atuou vestido de amarelo e venceu por 3 a 0, com gols de Julinho Botelho, Rinaldo e Tupãzinho.
No ano seguinte, a Academia venceu de novo o Campeonato Paulista. Aquela geração ainda seria reconhecida internacionalmente. Em 1969, faturou o tradicional troféu Ramón de Carranza, na Espanha, em que equipes européias em pré-temporada disputam um torneio amistoso. Além disso, conquistou também o Roberto Gomes Pedrosa, que era equivalente a um Campeonato Brasileiro na época.
Apesar de não diminuir o ritmo das conquistas, o Palmeiras começava a demonstrar sinais de cansaço. Já mais maduros, os atletas não rendiam o esperado. Precisou ser feita uma renovação para que a qualidade dentro de campo não fosse alterada. Formou-se, então, a Segunda Academia de Futebol.
Os craques da companhia passaram a ser Ademir da Guia, Emerson Leão, Luís Pereira, Dudu e Leivinha, que levariam o clube ao bicampeonato brasileiro no começo da década de 70. O ano de 1972, aliás, é especial para o torcedor alviverde. Isso porque, naquela temporada, o Verdão venceu os cinco campeonatos que disputou (Campeonato Paulista, Taça Cidade de Zaragoza, Torneio de Mar del Plata, Torneio Laudo Natel e Campeonato Brasileiro).
Dois anos depois, mais um Campeonato Paulista. Esse, porém, é especial. Na final diante do arqui-rival Corinthians, o Palmeiras de Ademir da Guia deu show, comandou o triunfo por 1 a 0 e manteve o Timão na fila de títulos por mais um ano (já eram 21 à época). O revés culminou na saída de Rivellino do Parque São Jorge. Ademir também se despediria logo da torcida. Em 1976, conquistou seu último Paulista, com os palmeirenses batendo recorde de público no Parque Antarctica (40 mil).
Como acontece na maioria das vezes, a saída de um ídolo é seguida de um período de crise. De 1976 em diante, o Verdão ficou 16 anos à espera de uma conquista, que esteve perto em 1986. Na final do Paulista contra a surpreendente Inter de Limeira, o lateral Denys escreveu seu nome na história do clube, ao falhar no momento decisivo e deixar o ponta Tato garantir a conquista para a equipe interiorana.
Aredenção viria somente nos anos 1990, com o apoio indispensável da multinacional do ramo de laticínios Parmalat. A parceria garantia apoio financeiro ao Palmeiras, que passou a contratar grandes nomes e conseguiu, enfim, uma conquista. Foi em 1993, com Vanderlei Luxemburgo no comando e estrelas como Edmundo, Evair, Antonio Carlos e Roberto Carlos em campo.
Na decisão do Paulista, contra o Corinthians, o Verdão goleou por 4 a 0. Completaria a temporada de sucesso com o Brasileiro, garantido após final diante do Vitória-BA. No ano seguinte, novas taças no Parque Antarctica. Com reforços como Edílson e Rivaldo, o time faturou novamente o Estadual e o Nacional.
A “Era Parmalat” ainda estava apenas no começo, e Luxemburgo ainda daria mais um Paulista ao clube em 1996. Na ocasião, tinha Djalminha, Luizão e Müller como astros da equipe que sobrou no Estadual e marcou mais de cem gols na competição.
Era a hora, então, de partir em busca do continente. O sonho de conquistar a América ganhou fortes contornos com a chegada de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, em 1997. Depois de um vice-brasileiro (1997) e uma Copa do Brasil (1998), o time foi à Libertadores e fez história. Em 1999, com Zinho, Evair, Paulo Nunes, Oséas, Alex, César Sampaio e Marcos, o time venceu o torneio após decisão emocionante nos pênaltis contra o Deportivo Cáli.
Na decisão do Mundial no fim daquele ano, no Japão, veio a decepção da derrota por 1 a 0 para os ingleses do Manchester United, com direito a falha do ídolo Marcos. No ano seguinte, nova tentativa na Libertadores, que, desta vez, terminou em trauma na final diante do Boca Juniors, da Argentina. Antes disso, porém, a alegria de eliminar nos pênaltis o Corinthians, o que voltaria a acontecer no ano seguinte, assim como a queda para o time da Bombonera.

Depois do novo período de alegria e já com o término da parceira com a Parmalat, a torcida alviverde conviveu com a enorme tristeza do rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2002. Numa demonstração de paixão e fidelidade, apoiou o Palmeiras na conquista da Série B de 2003. A primeira década do Século XXI tem sido um período de reestruturação política e administrativa para o clube, que voltou a levantar um título de primeira divisão somente em 2008, quando conquistou o Campeonato Paulista.


Títulos


Campeonato Paulista: (22) 1920, 1926, 1927, 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942, 1944, 1947, 1950, 1959, 1963, 1966, 1972, 1974, 1976, 1993, 1994, 1996, 2008.Taça Rio: (1) 1951.
Taça Libertadores da América: (1) 1999.
Copa Mercosul: (1) 1998.
Campeonato Brasileiro: (4) 1972, 1973, 1993 e 1994.
Copa do Brasil: (1) 1998.
Taça Brasil: (2) 1960 e 1967.
Copa dos Campeões: (1)2000.
Torneio Rio-São Paulo: (5) 1933, 1951, 1965, 1993 e 2000.

Estádio


O estádio Palestra Itália, com capacidade para 32 mil pessoas, foi inaugurado em 1902 e adquirido pelo Palmeiras, então Palestra Itália, em 1920, e é apelidado como Parque Antárctica. É o local onde o Palmeiras manda regularmente seus jogos e já foi palco de inúmeras decisões importantes de competições de destaque, como a Copa Libertadores da América, a Copa Mercosul, a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista, entre outros.


Hino


Quando surge o alviverde imponente


No gramado em que a luta o aguarda


Sabe bem o que vem pela frente


Que a dureza do prélio não tarda
E o Palmeiras no ardor da partida


Transformando a lealdade em padrão


Sabe sempre levar de vencida


E mostrar que de fato é campeão
Defesa que ninguém passa


Linha atacante de raça


Torcida que canta e vibra
Defesa que ninguém passa


Linha atacante de raça


Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro


Que sabe ser brasileiro


Ostentando a sua fibra




Mascote


Seu mascote oficial é um periquito verde, mas nos últimos anos a torcida adotou o porco como o mais efetivo. O "porco" surgiu, na verdade, como gozação das torcidas adversárias. Apesar disso, a torcida alviverde não encarou a gozação como pejorativa e hoje grita entusiasmada nos jogos: "Olê, Porco! Olê, Porco!"
De acordo com o site oficial, o periquito foi escolhido desde a fundação do time por causa da comum coloração verde e, também, por esse passarinho existir em abundância onde o clube está localizado, além de ser um pássaro de origem brasileira. Uma curiosidade: o periquito, apesar de alguns confundirem, nada tem a ver com o personagem da Disney Zé Carioca. Aliás, o palmeirense é bem mais antigo e foi desenhado em São Paulo.



Site


sábado, 15 de agosto de 2009

Clube Atlético Mineiro

Fundado em 1908 por um grupo de estudantes, o atual Clube Atlético Mineiro, à época Athlético Mineiro Football Club, é um dos maiores clubes de futebol de Minas Gerais e também do país. No âmbito estadual, é uma das principais potências desde a sua criação.
Prova disso é que o primeiro jogo do clube foi logo contra o Sport, melhor time de Belo Horizonte do começo do século 20. Com uma vitória por 3 a 0, o Alvinegro começou a escrever sua história rica em conquistas e ídolos. As primeiras vieram na década de 10. Em 1915, foi disputado o primeiro Campeonato da Cidade, competição que equivalia a um Estadual, e o Atlético sagrou-se campeão, vencendo o América na decisão.


O Alviverde, aliás, seria o principal adversário do Galo na primeira metade do século, quando o Cruzeiro, atual arqui-rival, era apenas um sonho. Depois de estrear o lugar mais alto do pódio mineiro, o Atlético assistiu ao desfile de conquistas do América. Foram dez na seqüência (inédita até hoje), quebrada justamente pela equipe alvinegra em 1926, que começava a montar seu primeiro grande esquadrão.
Com Said, Jairo e Mário de Castro, o Galo venceu ainda os campeonatos de 1927 e 1931. Este último ainda deu ao clube uma glória individual única. Foi o primeiro atleta chamado à seleção brasileira em atuação por um clube fora do eixo Rio-São Paulo. Para aumentar ainda mais sua identificação com a torcida (que já era grande à época), recusou o convite, por só querer vestir a camisa atleticana.

As arquibancadas foram ao delírio. Elas eram, e são, aliás, um capítulo à parte na história da agremiação. Ao contrário do padrão em tempos de profissionalização do futebol, o Galo procurava não ser elitista. Tentava sempre agradar a todas as classes sociais e, por isso, ficou famoso por ser o time do povo em Minas Gerais.
Para a consolidação dessa posição ser completa, bastavam os títulos, que chegaram. Só na década de 1930 foram cinco (1931, 1932, 1936, 1938 e 1939), com Kafunga e Guará no comando da equipe. Além disso, venceu um dos primeiros torneios nacionais que já existiu. Foi a Copa dos Campeões do Brasil, em 1937, que reuniu os vencedores de Estaduais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.
Com o América em crise, com jejum de títulos, e o Cruzeiro começando a crescer, o Atlético era o maior time de Minas Gerais já no início da década de 40.
Naquele período, venceu mais seis Estaduais (1941, 1942, 1946, 1947, 1949 e 1950), contra três do Cruzeiro (1943 a 1945) e apenas um do América (1948). Os ídolos eram vários. Lero, Tião e Nívio garantiam as alegrias.
O auge veio em 1950. Consolidado como potência, foi à Europa para o Torneio de Inverno da Alemanha, que incluía Munich 1860, Hamburgo e Werder Bremen. Com vitória em terras germânicas e triunfos contra times de França, Luxemburgo, Áustria e Bélgica, o Atlético voltou como “Campeão do Gelo”, em referência ao clima sob o qual as partidas foram disputadas. A “taça” simbólica está presente no hino da agremiação.
Na seqüência, de volta ao território nacional, o Galo foi pentacampeão mineiro, entre 1952 e 1956, com Tomazinho, Ubaldo e Vavá na equipe. O Atlético, absoluto no Estado até então, começava a ver o rival Cruzeiro crescer em termos de conquistas. Muito se fala sobre o crescimento celeste a partir de 1965, quando foi inaugurado o Mineirão.


Antes disso, porém, o futebol nas Alterosas já era equilibrado. Mais precisamente desde 1958, quando o Estadual deixou de ser conhecido como Campeonato da Cidade passando a Campeonato Mineiro. Dali até 1965 foram três conquistas de cada lado, e um tri para a Raposa. Afirmava-se, então, uma poderosa rivalidade, que hoje é uma das maiores do país.
Nadécada de 1960, enquanto o Cruzeiro montava o melhor time de sua história, o Atlético aguardava o momento certo para dar o bote. Com Dadá Maravilha, Grapete e Humberto Ramos no elenco, o Galo conseguiu uma façanha em 1969, ao bater a seleção brasileira que viria a ser campeã mundial no ano seguinte, com Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino e Jairzinho em campo, em um amistoso por 2 a 1, com gols de Amauri de Dadá.
Era o prenúncio do que viria logo a seguir. Em 1971, no primeiro Campeonato Brasileiro organizado no país com esse nome, o Atlético sagrou-se vencedor, ao bater São Paulo e Botafogo em um triangular final, com Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros da história do clube,
como principal expoente.
Há quem diga, porém, que esse não foi o principal acontecimento alvinegro em 1971. É lógico que esse é um exagero, mas a subida de Reinaldo aos profissionais deve ser relembrada com carinho. O maior jogador que já vestiu a camisa alvinegra começou naquela temporada sua trajetória vitoriosa.
Ao longo dos anos 70, faria parte da montagem de um time preparado para vencer, que quase conquistaria novamente o Brasil em 1977. Depois de uma campanha quase impecável, invicta, o Galo de João Leite, Luizinho e Toninho Cerezo perderia a final do Nacional nos pênaltis para um guerreiro São Paulo.
Era apenas a primeira das decepções. Em 1980, o Atlético-MG, com Éder somado ao time de 1977, foi à decisão contra o Flamengo, de Zico, Júnior, Adílio, Andrade, Leandro e Nunes. Depois de vencer no Mineirão por 1 a 0, o Galo foi ao Rio de Janeiro e perdeu por 3 a 2, ficando mais uma vez com o vice.
Como consolação, o domínio estadual. Na sua época de ouro, o Alvinegro venceu o Mineiro seis vezes seguidas, entre 1978 e 1983. Também subiu ao lugar mais alto do pódio em 1985, 1986, 1988 e 1989, mesmo com o time de glórias já em decadência. Além do domínio regional, o Galo também conseguia bons resultados no Brasileirão, apesar de não vencer.
Na década de 90, as coisas começariam a mudar. Principalmente por causa do crescimento do Cruzeiro, que conseguiu a façanha de passar 15 anos vencendo pelo menos um título por ano. O Atlético, então, ficou por baixo. Venceu apenas três Estaduais (1991, 1995 e 1999), e se destacou nacionalmente em poucas oportunidades. Uma delas foi em 1999, quando, com Guilherme e Marques formando a dupla de ataque, foi à final do Nacional, perdendo para o poderoso Corinthians, que sagrava-se bi.
Se não dava alegrias à torcida no fim do século 20, não seria diferente no 21. Os anos 2000 até o momento não são nada bons para o Galo. Sempre com equipes medianas, brigou ainda menos por títulos com a implantação dos pontos corridos em 2003. Pior que isso, fez más campanhas em 2004 e 2005 e acabou sendo rebaixado no último ano.
O fundo do poço parece ter balançado o torcedor. Com uma campanha segura em campo e muita força nas arquibancadas, o Atlético subiu em 2006 ameaçando voltar aos seus tempos de glória. A manutenção da diretoria que caiu com a equipe, porém, não deixou que nada mudasse de verdade. Assim, o Alvinegro não fez muito em 2007. Viu o Cruzeiro ir à Libertadores e apenas brigou por Sul-Americana. Como consolo, triunfou no Mineiro com um 4 a 0 no primeiro jogo da final, que abalou as estruturas celestes à época.


Na temporada de 2009, o Atlético fez boas contratações e espera ter um ano melhor do que o ano de seu centenário. Uma das contratações que vem dando resultado foi o atacante Diego Tardelli. A presidência do Atlético atualmente tem o total apoio da Torcida do alvinegro, e apesar de declarações de manipulação de resultados do campeonato mineiro que foram feitas pelo presidente do Glorioso galo, a nova presidência vem sendo muito respeitada dentro do cenário mineiro.


Títulos


Campeonato Mineiro: 1915, 1926, 1927, 1931, 1932, 1936, 1938, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000 e 2007.
Campeonato Brasileiro: 1971.
Campeonato Brasileiro Série B: 2006.
Copa Conmebol: 1992 e 1997.


Estádio


Mineirão

O Atlético já mandou seus jogos no Estádio Independência e atualmente, o clube manda seus jogos no Estádio do Mineirão. O Estádio Governador Magalhães Pinto é o segundo maior estádio de futebol do Brasil e o 29ª maior do mundo, de acordo com as estimativas do World Stadium. No Brasil é superado apenas pelo Maracanã.


Hino


Em 1969, um mineiro natural de Montes Claros, chamado Vicente Motta, foi convidado por Alberto Peerini, membro da diretoria do Galo para que compusse um novo hino para o Atlético.
Motta, que vencera os dois últimos concursos de marchinhas de carnaval de Belo Horizonte, recebeu algumas exigências: o hino deveria exaltar a campanha vitoriosa de 1950 na Europa e a conquista do título de Campeões dos Campeões em 1937. O lado vingador do Galo também não deveria ficar de fora.
Imediatamente ele aceitou. E depois de estudar o estilo de Lamartine Babo - autor de todos os hinos dos times de futebol do Rio de Janeiro e o mestre do assunto - começou a compor o hino.


O hino é um dos mais belos do futebol mundial e constata-se que é o mais cantado no futebol brasileiro nos estádios (um verdadeiro "hit"). Por ser cantado na 1ª pessoa do plural ("Nós somos do Clube Atlético Mineiro/ jogamos com muita raça e amor"), consegue contagiar coletivamente a massa atleticana, apaixonada e fiel ao seu clube e às suas cores.


Nós somos do Clube Atlético Mineiro

Jogamos com muita raça e amor

Vibramos com alegria nas vitórias

Clube Atlético Mineiro

Galo Forte Vingador.
Vencer, vencer, vencer

Esse é o nosso ideal

Honramos o nome de Minas

No cenário esportivo mundial
Lutar, lutar, lutar

Pelos gramados do mundo pra vencer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer
Nós somos campeões do gelo

O nosso time é imortal

Nós somos campeões dos campeões

Somos o orgulho do Esporte Nacional
Lutar, lutar, lutar

Com toda nossa raça pra vencer

Clube Atlético Mineiro

Uma vez até morrer


Mascote


A mascote do Atlético-MG é o galo, que, assim como os símbolos de outros clubes mineiros, partiu de Fernando “Mangabeira”. Em 1945, o chargista criou a ligação por causa de um animal muito conhecida em rinhas na década anterior, que brigava muito e sempre vencia. Por ver o Alvinegro em campo da mesma forma, imortalizou a ave.


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sport Club do Recife




O Sport Clube de Recife foi fundado em 13 de maio de 1905 por Guilherme de Aquino Fonseca e alguns companheiros da elite social pernambucana, que queriam praticar futebol, mas, na época, não tinham um lugar para tal.
No seu primeiro ano de existência, o Rubro-Negro disputava apenas partidas amistosas contra times amadores. A estréia do clube no Campeonato Pernambucano aconteceu em 1916 e, logo em sua primeira participação, já se sagrou campeão estadual. No ano seguinte, o Sport venceu novamente a competição pernambucana e conquistou o bicampeonato.

A década de 20 ficou marcada pela conquista do tricampeonato estadual - 1923 a 1925. Com campanhas quase perfeitas, beirando os 100% de aproveitamento, o Leão se firmou como uma das maiores equipes do estado, após erguer os títulos de 1923, 24, 25 e 28.
A sede do clube, que funciona até hoje no mesmo lugar, começou a ser construída no final de 1935. Com o término da obra em 1937, foi inaugurado o estádio da Ilha do Retiro, batizado posteriormente como Adelmar da Costa Carvalho.
O Sport, década após década, seguia com sua história gloriosa e continuava a conquistar o principal título do Estado. Na década de 40 foram mais cinco torneios vencidos, um tricampeonato – 1941, 42 e 43 - e um bi - 1948 e 49.
O clube voltou a vencer o Pernambucano em 1953 e repetiu o feito em 1955, 56 e 58. A década de 50 marcou também a primeira excursão ao exterior da agremiação. Em 1957, a equipe disputou 17 jogos na Europa, contra times como Real Madrid, Fenerbache e Olympique de Marseille e defrontou os selecionados de Israel e da Turquia. Resultado da viagem: seis vitórias, oito derrotas e três empates.Os pernambucanos encararam um grande jejum de títulos, o maior de sua história, entre os anos 60 e 70. Após as conquistas de 61 e 62, o clube ficou 13 anos sem ganhar nada e só voltou a vencer o estadual em 1975, erguendo seu 20º caneco.
Em 1978 o clube não participou do campeonato pernambucano, devido a divergências entre a diretoria do Rubro-Negro e a cúpula da Federação Pernambucana de Futebol. A equipe voltou à competição no ano seguinte e continuou a dominar do futebol no Estado.
A década de 80 marcou mais um tricampeonato e o principal título da história do Sport. As três conquistas consecutivas aconteceram em 1980, 81 e 82 e o maior êxito foi alcançado em 1987, após a vitória no Campeonato Brasileiro.
Apesar da confirmação do título, a conquista
foi conturbada e muito discutida. A competição era dividida em dois módulos - Verde e Amarelo - e os campeões das duas chaves faziam a final. A divisão dos times nos módulos causou divergências antes mesmo do certame começar, mas as entidades acabaram cedendo e o campeonato teve início.
O Sport bateu o Guarani na final do Módulo Amarelo. Os finalistas da elite, Inter e Flamengo, não quiseram disputar a decisão geral contra os dois times e acabaram sendo eliminados por W.O. Desta forma, os pernambucanos enfrentaram novamente os paulistas, mas desta vez valendo o título definitivo. A primeira partida, realizada em Campinas, acabou empatada por 1 a 1. No segundo e decisivo jogo, vitória por 1 a 0 do Leão e título para os nordestinos.
Com a conquista do Brasileirão, o clube obteve o direito de participar da Copa Libertadores da América, o mais importante torneio do continente. A participação não foi das melhores e o time acabou eliminado ainda na primeira fase.
No ano seguinte, em 1989, o Sport chegou a final da Copa do Brasil e perdeu a chance de participar de outra Copa Libertadores. Durante o certame, os pernambucanos eliminaram equipes como Goiás e Vitória e enfrentaram o Grêmio na grande final. Empate por 0 a 0 no primeiro jogo e vitória gremista na segunda partida por 2 a 1.
Mesmo com a conquista do Campeonato Brasileiro em 1987, o Sport não obteve o direito de subir de divisão, conseguindo ascender apenas três anos mais tarde, após derrotar o Atlético-PR na decisão.

A década de 90 entrou para história do time pernambucano devido à conquista do pentacampeonato estadual, o único em toda a existência do clube. A seqüência teve inicio em 1996 e terminou em 2000, com destaque para a campanha invicta de 1998. Além das conquistas estaduais, o Leão da Ilha alçou novos vôos e também venceu a Taça Norte-Nordeste em duas ocasiões, em 1991 e 1998.
O século 21 levou o time do Sport do céu ao inferno e aos céus novamente. Apesar do feito inédito do pentacampeonato e de boas campanhas no Brasileirão, o time acabou rebaixado em 2001, após terminar sua participação na última colocação.
O time pernambucano conseguiu retornar à elite apenas em 2006, depois de se sagrar vice-campeão da Série B. Além do acesso, a equipe também conquistou o título estadual por quatro três vezes - em 2003 e mais um tricampeonato em 2006, 2007 e 2008 - totalizando 37 títulos Pernambucanos, contra 24 do Santa Cruz e 21 do Náutico, seus maiores rivais.

O Sport venceu em 2008 a Copa do Brasil.


Títulos

Campeão Brasileiro (1): 1987.
Campeão da Copa do Brasil (1): 2008.
Campeão Brasileiro da 2ª Divisão (1): 1990.
Taça Norte-Nordeste (2): 1991 e 1998.
Campeonato Pernambucano (39): 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009.

Estádio
Estádio da Ilha do Retiro

Nome oficial: Estádio Adelmar Costa Carvalho
Capacidade: 55 mil pessoas
Dimensões: 105m x 78m
Inauguração: 4 de Julho de 1937, Sport 6x5 Santa Cruz
Público Recorde: 56.875 pessoas (Sport 2 x 0 Porto-PE, 07/06/1998 - Campeonato Pernambucano)

Conhecido como Estádio da Ilha do Retiro é o templo do futebol do Sport Club do Recife. Fundado em 4 de Julho de 1937, foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1950.

Hino

Com o Sport
Eternamente estarei
Pois rubro-negras são
As cores que abracei
E o abraço, de tão forte,
Não tem separação
Pra mim, o meu Sport
É religião
A vida a gente vive
Pra vencer
Sport, Sport
Uma razão para viver
Treze de Maio,
Mil novecentos e cinco
Dia divino em que Guilherme de Aquino
Reune, no Recife, ardentes seguidores
Fundando esta nação de vencedores
Que encanta, enobrece e dá prazer
Sport, Sport
Uma razão para viver
Eterno símbolo de orgulho
É o pavilhão
De listras pretas e vermelhas,
Com o Leão
Erguendo, imponente, o imortal escudo
Mostrando à gente que o Sport é tudo
Que a vida tem de belo a oferecer
Sport, Sport
Uma razão para viver
São gerações e corações
Fazendo a história
São campeões e emoções
Tercendo a glória
Do bravo Leão da Ilha, Sport obsessão
Que faz bater mais forte o coração
Torcida mais fiel não pode haver
Sport, Sport
Uma razão para viver
Sport! Sport! Sport!

Mascote

A mascote do Sport Club do Recife é um Leão batizado como Leo - tradução em latim para o nome do animal. O símbolo foi criado há mais de 25 anos e desde então marca presença nos jogos do time animando a torcida, além de ser peça fundamental em diversas promoções da agremiação, principalmente voltadas ao público infantil.

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