segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Esporte Clube Metropol

Fundado em 15 de novembro de 1945, com o objetivo de abafar uma greve de mineiros e aproximar empregados e patrões através do esporte, o Metropol foi, na década de 60, o time mais vitorioso da cidade e do Estado. Com o patrocínio do mais bem sucedido (Carbonífera Metropolitana) empresário da época, o senhor Dite Freitas, o Metropol manteve a hegemonia do futebol catarinense durante toda a década e conseguiu importantes títulos para a cidade e para o estado de Santa Catarina.

A cidade de Criciúma aparecia nos jornais graças ao futebol, e a cidade era feliz por isso. Até um padre agradecia nos sermões de domingo pela benção chamada "Esporte Clube Metropol".

O Metropol até 1959 era apenas mais um time criado para dar um pouco de alegria aos trabalhadores do carvão nos torneios da LARM. Mas foi no final da década de 50 que o time entrou pra a história. Durante uma das greves de mineiros da época, o filho do empresário Diomício Freitas, José Francione, o Dite Freitas, então com 30 anos, e um dos administradores da Carbonífera Metropolitana, deu sua cartada. Decidiu reforçar de vez o time de futebol, aumentar seu poder de competição e esfriar por quase dez anos os movimentos grevistas. Vem desta estratégia o mascote da equipe: o carneiro. A torcida adversária, inconformada e obrigada a digerir as derrotas, afirmava que os mineiros-jogadores não passavam de um bando de carneirada.


A polêmica de 1968
Um episódio marcante da história do Metropol foi a forma como o clube foi desclassificado da extinta Taça Brasil. Em 1968, o Metropol enfrentou o Botafogo no Maracanã, pelas quartas-de-final, e perdeu por 6x1. O segundo jogo foi em Florianópolis no Estádio Adolfo Konder, pois o Estádio Euvaldo Lod em Criciúma não tinha condições de abrigar esta partida. Neste jogo, a vitória foi do Metropol por 1x0. Com isso teria de haver um terceiro jogo no Rio de Janeiro. O time viajou para fazer a terceira partida na Guanabara, mas chovia muito e, a partida que estava empatada por um gol foi suspensa aos 10 minutos do segundo tempo. A CBD mandou o Metropol pra casa e avisaria o dia do próximo jogo (ou continuação da partida), e avisaram, só que na véspera do jogo, não tendo como o Metropol comparecer (não daria tempo). O Botafogo ficou com a vaga e disputou a semifinal com o Cruzeiro passando a final e vencendo o Fortaleza, ficando com o título.

Os jogos na Europa
Começou com a viagem no dia 27 de abril de 1962, e retornou no dia 30 de julho, numa das mais extensas apresentações do futebol brasileiro no velho continente. Segundo dados do jornalista da delegação, o senhor Hilario de Freitas, o Metropol viajou 63,5 horas de avião, 78 horas de trem, 13 horas de navio, e 126 horas de ônibus.

Foram 23 partidas em cinco países, com 13 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Marcou 53 gols e sofreu 35, com um saldo positivo de 18 gols. Elario foi o artilheiro da excursão, com 17 gols, seguido de Nilzo, com 8 gols, Helio, 7 gols, Marcio, Pedrinho, Arpino e Valdir marcaram 4 vezes cada, Parana fez 3 gols e Sabia 2 gols.


01/05 Metropol 2 x 2 Dep. La Coruña/ESP La Coruña/ESP
06/05 Metropol 0 x 5 Elche/ESP Elche/ESP
13/05 Metropol 1 x 1 Grasshopper/SUI Zurique/SUI
16/05 Metropol 2 x 0 Dubbendorf/SUI Zurique/SUI
20/05 Metropol 4 x 2 Dubbendorf/SUI Zurique/SUI
25/05 Metropol 1 x 1 Bayern Hoff/ALE Hoff/ALE
28/05 Metropol 2 x 1 Hertha Berlin/ALE --/ALE
05/06 Metropol 3 x 1 Nikobing/DIN Nikobing/DIN
08/06 Metropol 6 x 4 Aalborg/DIN Aalborg/DIN
11/06 Metropol 2 x 2 Aarhus/DIN Aarhus/DIN
14/06 Metropol 3 x 1 Odense/DIN Odense/DIN
17/06 Metropol 5 x 0 Flemburg/ALE Flemburg/ALE
28/06 Metropol 0 x 3 Stiinta/ROM Cluj/ROM
01/07 Metropol 2 x 0 Bistritza/ROM Bistritiza/ROM
04/07 Metropol 3 x 2 CSO Crisana/ROM Oradea/ROM
07/07 Metropol 0 x 0 Tergo Murer Tergo Murer/ROM
10/07 Metropol 1 x 3 Petrolul/ROM Plaesti/ROM
13/07 Metropol 4 x 2 Hunedoara/ROM Hunedoara/ROM
16/07 Metropol 1 x 1 Ind. Sermei/ROM Simpia Turzii/ROM
19/07 Metropol 1 x 0 ASM Dinamo/ROM Satu Mare/ROM
22/07 Metropol 1 x 3 CSO Baia Mare Baia Mare/ROM
25/07 Metropol 6 x 1 CSM Sibiu/ROM Sibiu/ROM
28/07 Metropol 3 x 0 Craiova/ROM Craiova/ROM
No ano de 2000 recebeu o Diploma Carta Azul (Condecoração dada pela CBD, pela vitoriosa campanha na Europa.)

Atletas que fizeram história
Nos nove anos, dois meses e seis dias como profissional o EC Metropol foi administrado pela sociedade Freitas - Guglielmi. Neste período 176 atletas vestiram a camisa do time dos mineiros da Carbonifera Metropolitana. Dos 466 jogos que o clube realizou, quem mais atuou foi o goleiro Rubens, com 271 partidas, seguido do lateral Tenente, com 202 jogos, e pelo zagueiro Hamilton 183 partidas. O Tanque (apelido) Idésio é disparadamente o maior artilheiro da historia, com 140 gols, em 166 jogos. Seguido por Nilso com 83, Madureira com 62 e Valdir com 52 gols.

Estatisticas Gerais do Metropol
Os jogos do periodo profissional abrange 466 partidas disputadas em sua fase profissional de 1960 a 69. Ao todo são 265 vitórias, 113 empates e 88 derrotas. Os registros do Metropol são realizados até hoje pelo Torcedor Divino Antonio da Silva. Os jogos amadores e de aspirantes, do periodo de 1945 a 1960, infelizmente nao foram documentados.

Em 2009, completam-se 40 anos do encerramento das atividades no Esporte Clube Metropol. Apesar da distância no tempo, a mais lendária equipe do nosso futebol mantém seu fascínio sobre os aficionados do futebol. Às vezes, algum curioso vem me perguntar: "se o time era tão bom, por que acabou?"

De fato, o Metropol saiu de cena ainda por cima, logo após conquistar o estadual de 1969. Mas seu destino já estava traçado, devido a dois fatores. Um deles era o fim da sociedade Freitas-Guglielmi, que mantinha o time. O outro era a nebulosa eliminação para o Botafogo, na Taça Brasil. O episódio desiludiu Dite Freitas, patrono do Metropol, mas também impôs uma maldição de vinte anos sobre o time da Estrela Solitária.


Títulos

Taça Brasil (Sul): 1968
Campeonato Catarinense: 1960, 1961, 1962, 1967 e 1969
Torneio da LARM (*): 1960, 1961 e 1963
Torneio Inicio da LARM 1962 e 1963

Estádio Euvaldo Lodi

O Estádio Euvaldo Lodi mudou o nome para Estádio João Estêvão de Souza, em 1975, atualmente serve apenas para treinamentos e jogos de clubes amadores. O Euvaldo Lodi foi, durante anos, o palco de conquistas do Metropol, o time dos Carneiros (apelidado por seus adversários pois diziam que os jogadores eram "puxa-sacos" dos patrões).

Hino

Metropol, tua fama na historia
Vai deixando o seu rastro de porfia
Espalhando na sua trajetória
Uma grande excelsa maestria

Metropol cujo nome respeitado
Se reflete viril no espaço azul
É um hino de gloria consagrado
Nos recantos do solo Norte a Sul

O seu time é audaz é valoroso
E o lema é lutar pela vitória
Todo o prêmio leal e animoso
Ficará para sempre na memória

No momento aprazado chuta a bola
Nossa gente consagra o campeão
Panorama de luz se desenrola
Que abrasa todo o nosso coração.

Fonte das informações: Historias que o tempo esqueceu - A trajetória do EC Metropol, de José da Silva Júnior (1997); pesquisas realizadas por Carlos Eduardo e Arquivo Campeões do Futebol.

Mascote

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Grêmio Esportivo Novorizontino

Fundado no dia 11 de março de 1973, com o nome de Pima Futebol Clube, era formado na época, em sua maioria, por funcionários de uma fábrica de calçados que levava o nome de Pima. Essa escola-fábrica assistia crianças carentes em forma de orfanato.

Em 1976, depois de brilhar no futebol amador, conquistando o bicampeonato da Liga Catanduvense de Futebol em 1974 e 1975, o então presidente Arneldo Sauressing e diretoria resolveu inscrever o time no profissionalismo, colocando-o na 3ª Divisão do Campeonato Paulista. Como não poderia se chamar Pima, o presidente Arneldo, que era gaúcho, resolveu homenagear o Grêmio de Porto Alegre, colocando o nome "Grêmio Esportivo Novorizontino".

As cores amarelo e preto são originárias das cores da fábrica. O mascote do time é o Tigre, por também ter as cores do clube. Foi no ano de 1977 que assumiu a presidência do clube o empresário Dr. Jorge Ismael de Biasi, quando o time se transformou em um clube de futebol, conquistando títulos e revelando jogadores como Paulo Sérgio, Márcio Santos (da Seleção tetracampeã), Maurício (goleiro do Corinthians), Helder, Alessandro (ambos do Santos), Luis Carlos Goiano (do Grêmio de Porto Alegre), e muitos outros.

Foi também o Dr. Jorge Ismael de Biasi que levou o clube à conquista do vice-campeonato paulista de 1990, onde o Tigre perdeu o título na final para o Bragantino, depois de dois empates.

O presidente Dr. Jorge Ismael de Biasi construiu também o estádio Jorjão, com capacidade para 16.000 pessoas, um magnífico centro de treinamento com dois campos de futebol, além de outros confortos que muitos clubes brasileiros não possuem.

Em 1994, a família Chedid assumiu o clube. Não deu certo. O time foi rebaixado para a 2ª Divisão do Campeonato Paulista e se viu obrigado a abandonar a 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro. Muitas vezes foi obrigado a deixar Novo Horizonte para realizar seus jogos em Catanduva, Mirassol e outras cidades da região.

Em 1999, a equipe é afastada do campeonato e até 2008 encontrava-se com o status de licenciada.

Titulos

1.978 Campeão Chave Arakem Patuska ( 3 ª Divisão )
1.981 Campeão Grupo Amarelo ( 3 ª Divisão )
1.985 Campeão Grupo Branco ( 2 ª Divisão )
1.988 Campeão Paulista Juniores ( 1ª Divisão )
1.993 Campeão Grupo B Paulistão ( 1ª Divisão )
1.994 Campeão Paulista Aspirantes ( 1ª Divisão )
1.994 Campeão Brasileiro ( 3ª Divisão )
1.994 Campeão Paulista Juniores ( 1ª Divisão )

Estádio

O Estádio Dr. Jorge Ismael de Biase, ou Jorjão é o estádio do Novorizontino. Sua capacidade é de 16 mil lugares.

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Recentemente, o estádio foi ampliado e renovado, tendo sua capacidade aumentada para 20 mil lugares.

Hino
http://ultradownloads.com.br/download/Hino-do-Gremio-Esportivo-Novorizontino-SP/

Mascote
Tigre do Vale


Site

http://members.tripod.com/Novo_Horizonte/tigre.html

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Grêmio Esportivo Renner

O Renner foi fundado em 27 de julho de 1931, bem depois de seus principais rivais municipais, Grêmio (15 de setembro de 1903) e Internacional (4 de abril de 1909). O clube foi idealizado diretores e funcionários das antigas lojas A. J. Renner & Cia. (atuais Lojas Renner), de forma a dar atividades de recreação esportiva aos operários das fábricas. De início, o time oficialmente criado por Victor Gottschold, Avelino Amaral e Apolinário Corrêa começou a disputar suas partidas na Rua Frederico Mentz, no bairro Navegantes. No entanto, pouco mais de quatro anos depois de seu estabelecimento, o Renner inaugurou seu próprio estádio, o Tiradentes.

O local foi construído em um terreno doado por Antônio Jacob Renner (proprietário das lojas que levavam seu nome), e não demorou para ganhar a alcunha de Waterloo, dada a dificuldade para que o clube fosse derrotado em suas dependências. E foi em uma dessas “batalhas de Waterloo” que o Alvirrubro inaugurou as dependências de seu campo, derrotando o Taquarense por 5 a 4 em 15 de novembro de 1935. No ano seguinte, um pouco mais ambicioso esportivamente, o Renner participou da criação da Liga Atlética Porto-Alegrense (LAPA), que organizaria uma das ligas municipais.

Entretanto, o fracasso da competição porto-alegrense da LAPA fez com que o ‘Time dos Industriários’ deixasse de lado seu projeto inicial e integrasse a Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos (AMGEA), filiada à CBD (‘AMGEA cebedense’).

Em campo, os primeiros resultados logo vieram. Em 1938, o Renner conquistou o Torneio Início e o Campeonato Municipal da AMGEA cebedense, disputado contra Novo Hamburgo, Foot-ball Club Porto Alegre, Sokol e Ferroviário entre junho e outubro. No primeiro turno do Municipal, venceu Novo Hamburgo (2 a 0), empatou com Ferroviário (2 a 2), e goleou Porto Alegre (8 a 3) e Sokol (5 a 0). No segundo turno, venceu o Novo Hamburgo (4 a 1), perdeu para o Ferroviário (1 a 0) e derrotou Porto Alegre (3 a 1) e Sokol (2 a 0). Com o título da Zona Centro do Rio Grande do Sul, o Renner garantiu a vaga para o Campeonato Gaúcho do mesmo ano, mas acabou derrotado nas semifinais pelo Riograndense (campeão da Zona Litoral) e ficou de fora da final.

Em 1939, a AMGEA unificou seus dois ‘braços’, o Cebedense e o Especializado, inchando o Campeonato Municipal daquele ano. Entretanto, um acordo feito com a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) do Rio de Janeiro em 1937 obrigou os gaúchos a colocarem apenas cinco clubes em sua primeira divisão. Fez-se então o Torneio Relâmpago, com 11 equipes de Porto Alegre disputando as vagas na elite. Originalmente, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz, São José, Americano, Porto Alegre, Ferroviário, Renner, Sokol e Villa Nova disputaram o torneio, mas o Villa Nova abandonou a competição depois de três partidas. O Renner terminou na quarta colocação, empatado com Cruzeiro e Americano, mas foi o lanterna do torneio desempate, sendo ‘rebaixado’ para a Série B de 1940, ao lado de São José, Porto Alegre, Ferroviário e Sokol. Ainda em 1939, o Grêmio faturou a Série A do Citadino, enquanto o Americano foi rebaixado e deu lugar ao São José, campeão da Série B da capital gaúcha.

Décadas de 40 e 50 – o auge

Em 1940, o Renner chegou a cogitar a mudança de seu nome para Industrial ou Navegantes, de forma a tentar melhor sorte nos estatutos da AMGEA. Sem sucesso, o clube deixou escapar o acesso para a Série A, ainda que a boa fase do ataque valesse ao atacante Caburé uma convocação para a seleção brasileira, que disputaria o Campeonato Sul-americano na Bolívia – Caburé jamais jogou, já que os clubes gaúchos se recusavam a ceder seus atletas. Naquele mesmo ano, precisando apenas de um empate para voltar à elite sul-rio-grandense, o Renner foi derrotado pelo Porto Alegre, e permaneceu nas divisões inferiores. Aliás, não permaneceu, porque sequer se inscreveu para disputar o acesso em 1941.

Em 1942, com o início do profissionalismo no estado, o clube alvirrubro venceu a segunda divisão de Porto Alegre, mas não subiu. O acesso só veio em 1944, com mais um título da competição. Em 1947, o time foi quinto colocado do Citadino (que classificava seu campeão para o Campeonato Gaúcho, disputado contra os campeões de outras zonas regionais), ficando de fora da fase final (que contou com Internacional, Força e Luz, Cruzeiro e Grêmio); em 1948, ficou em sexto, à frente apenas do Nacional; em 1949, em sua melhor campanha até então, o Renner foi quarto, atrás de Grêmio, Inter e São José, e à frente de Nacional, Cruzeiro e Coríntians.

Mais estável, o Renner se tornou presença constante na elite porto-alegrense. Em 1950, a equipe do Tiradentes ficou em terceiro lugar, atrás da dupla Gre-Nal. No ano seguinte, ficou com a quinta colocação. Em 1952, foi vice-campeão municipal, perdendo o título para o Colorado por apenas dois pontos – no caso, o Inter venceu sete e empatou três de seus dez jogos, enquanto o Renner venceu seis, empatou três e perdeu uma, exatamente um 3 a 0 fora de casa para o próprio Inter, na segunda rodada do primeiro turno, em 14 de setembro. Em 1953, mais uma vez o título municipal ficou com o Internacional, que superou Grêmio e Renner.

A consagração, entretanto, viria em 1954, quando o Campeonato Citadino de Porto Alegre contou com clubes de São Leopoldo (Aimoré), Caxias do Sul (Flamengo e Juventude) e Novo Hamburgo (Floriano). Cruzeiro, Força e Luz, Grêmio, Internacional, Nacional e Renner – todos da capital – completaram o certame. Arrasador, o Time dos Industriários não perdeu nenhuma de seus 18 partidas, vencendo 15 e empatando três. Acabou campeão da cidade com três rodadas de antecipação, contabilizando 33 pontos (o Inter, vice, somou 27), e garantiu presença na disputa do título gaúcho.

Com isso, em janeiro de 1955, o Renner iniciou a disputa do quadrangular que decidiria o título estadual do ano anterior. Pela frente, o clube porto-alegrense teria o Grêmio Esportivo Gabrielense, de São Gabriel (representante da Serra), o Brasil de Pelotas (representante do Litoral e do Sul) e o Ferro Carril de Uruguiana (representante da Fronteira). O Gabrielense desistiu do torneio antes da primeira rodada, tornando a disputa ainda mais centralizada entre Brasil e Renner. Tanto que, no primeiro turno do triangular, os dois times venceram o Ferro Carril (2 a 1 para o Brasil e 2 a 0 para o Renner) e empataram entre si (1 a 1 na terceira rodada).

No segundo turno, os pelotenses venceram o Ferro Carril por 3 a 1, enquanto o Renner venceu por apenas 1 a 0. Em melhor fase, o Brasil viria a Porto Alegre para tentar a vitória sobre o Renner; porém, em mais uma batalha no Waterloo, os alvirrubros venceram por 3 a 0, com gols dois gols de Breno Mello (foto) e um de Pedrinho, e conquistaram – invictos – a maior glória de sua história. O time entrou em campo com Valdir de Moraes; Bonzo, Ênio Rodrigues, Orlando (depois Olavo) e Paulistinha; Leo e Ênio Andrade; Pedrinho, Breno Mello, Juarez e Joelcy, e ganhou tanta fama que ficou conhecido no Rio Grande do Sul como “Papão de 54”.

As boas campanhas se repetiram nos Citadinos dos anos seguintes (que passaram a se chamar Divisão de Honra), mas sem levarem novamente o Renner às fases decisivas do Gauchão. Em 1955, o clube foi terceiro em Porto Alegre, atrás de Inter e Grêmio. Em 1956, foi vice-campeão, atrás dos gremistas. Em 1957 e 1958, foi novamente terceiro, desta vez atrás de Tricolores e Colorados – na segunda, fez o artilheiro da competição: Higino, com 17 gols, ao lado de Gessi (Grêmio) e Marino (Aimoré). Em todas as ocasiões, o Municipal de Porto Alegre contou com pelo menos dez clubes, sendo que a edição de 1958 contou com 11. Ainda em 1957, o clube disputou o Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, ao lado de Vasco, Fluminense e Bangu (que se sagrou campeão).

Entretanto, ao final de 1958, a boa fase do Renner encontrou um adversário duro de ser combatido: as dívidas. Ao longo da década de 50, o clube vinha representando prejuízo para as lojas de A. J. Renner, que não pôde ser encoberto nem mesmo com o título estadual de 1954. Aí, ao final do Municipal de 1958, a empresa decidiu dar fim ao seu departamento de futebol profissional, encerrando o crescimento de um emergente dos gramados gaúchos.

O legado

Ainda assim, o Renner deixou importantes marcas para o futebol do Sul do Brasil. O time de 1954 contou com uma legião de craques do futebol das décadas de 50 e 60 – casos de Valdir Joaquim de Moraes (foto) e Ênio Andrade (que foram contratados pelo Palmeiras após o fechamento do clube gaúcho). Além disso, o Papão de 54 teve os artilheiros do Gauchão de 54, Joeci e Breno Mello – este segundo se transferiu para o Rio de Janeiro, onde defendeu o Fluminense e atuou como ator, participando de filmes como Orfeu Negro (vencedor da Palma de Ouro em Cannes), Os Vencidos, O Negrinho do Pastoreio e Prisioneiro do Rio.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 1954.
Campeonato Citadino de Porto Alegre: 2 vezes (1938 e 1954).

Estádio

Estádio Tiradentes

Seu estádio ficou conhecido como “Waterloo”, porque ali o time da casa era quase imbatível.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sete de Setembro Futebol Clube

O Sete de Setembro foi fundado no dia 7 de setembro de 1913. Seus primeiros jogos aconteceram no campo da Chácara Negrão, na rua Itajubá, em Belo Horizonte. Hoje em dia, a casa do Sete de Setembro é o Estádio Raimundo Sampaio, também conhecido como Estádio Independência. Raimundo Sampaio é um ex-presidente do clube.

Originalmente o estádio pertencia ao Governo do estado de Minas Gerais, mas com a inauguração do Mineirão em 1965, passou a ser propriedade do clube Sete de Setembro (motivo do estádio ser popularmente conhecido como Independência, em função da data histórica), mas com a extinção deste clube, em 1999 o América arrendou o estádio, mantendo-o sob sua administração por um período de 30 anos, num regime de comodato.

Foi vice-campeão citadino em 1919 e 1920. Em 1944, passou a se chamar Sete de Setembro Futebol e Regatas, quando foi criada a Federação Mineira de Remo. Em setembro de 1948, voltou a atender por Sete de Setembro Futebol Clube.

Títulos

Campeonato Mineiro da Terceira Divisão: 1997.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Caxias Futebol Clube

O Caxias Futebol Clube foi fundado em 12 de outubro de 1920, por vários simpatizantes de um esporte que então ainda dava seus primeiros passos na Manchester Catarinense. Vários clubes se iniciavam na nova arte, sendo o mais proeminente o América Futebol Clube, fundado seis anos antes.

Entre os pequenos de então se encontravam o Vampiro e o Teutônia. Seus adeptos resolveram juntar forças para fundar uma agremiação maior. As cores escolhidas foram o branco do Teutônia e o preto do Vampiro. Surgia assim um adversário à altura do alvi-rubro. Seu primeiro presidente foi Osvaldo Marquardt. O primeiro prélio registrado entre aqueles que se tornariam os maiores rivais do futebol joinvilense se deu no campo do América, então situado na Rua do Mercado (atual Av. Procópio Gomes), esquina com a atual Rua Padre Kolb, onde hoje está o SENAI. Foi disputado em 6 de março de 1921, como parte das festas pelo 70º aniversário da cidade. E o alvinegro ganhou por 2 a 1.

Em 1924 a Liga Santa Catarina de Desportos Terrestres (LSCDT) promoveu o primeiro campeonato de futebol no estado, contando somente com times da capital. Esta situação se manteve até 1928, quando times do interior foram convidados a participar. Os campeões locais jogavam entre si escolhendo o campeão do interior, que disputaria com o campeão da capital o título do Estado. Embora tenha sido disputado o campeonato de Joinville (o América foi o campeão), nenhuma equipe da cidade disputou a fase estadual.

Em 1929 o Caxias foi o campeão da fase citadina, vencendo o América por 1 a 0 no jogo final. Na fase seguinte derrotou o Lauro Müller de Itajaí por 3 a 0, credenciando-se para fazer a final do interior contra o Pery S.C. de Mafra. Nova vitória, desta vez por 2 a 1, e o alvinegro conquistou a vaga para disputar o título estadual contra o Adolfo Konder, campeão da capital. Em 13 de março de 1930, na inauguração do Campo da Liga, o Caxias se tornou o primeiro clube do interior a conquistar o Título Estadual ao vencer por esmagadores 7 a 3. Cilo (2), Raul Schmidlin (2), Reeck e Cirilo marcaram para o campeão. O time do jogo final teve: Benedito, Candinho, Chiquito, Marinheiro, José, Otto Senff, Meyer, Cirilo, Raul Schmidlin, Cilo e Reeck.

Em 1933 o Caxias inaugurava seu Estádio. Depois de ocupar o antigo campo do Vampiro (que ficava na atual Rua Orestes Guimarães, onde hoje se encontra a Fiação Joinvilense) e um terreno emprestado, na Rua Imaruhy (atual Henrique Meyer, onde hoje está o Hotel Tannenhoff), o Caxias resolveu investir na aquisição de uma área própria. O local escolhido foi o terreno onde até hoje está o seu estádio, na Rua Coronel Francisco Gomes. Pertencia a Ernesto Schlemm Sobrinho, que o vendeu em condições extremamente favoráveis. O pagamento foi concluído somente em 1947.

Na década de 30 o Caxias dominou amplamente a cena no futebol de Joinville, conquistando todos os títulos da cidade de 1935 a 1939. No Estadual, foi Vice-campeão em 1937 (perdeu a final para o Figueirense por 2 a 1) e terceiro colocado em 1938 e 1939.

Em 1941 perdeu a final para o Figueirense por 3 a 0. Em 1945 venceu o Avaí por 2 a 0 em Joinville. No jogo de volta a equipe azurra da capital venceu por 7 a 2 no tempo normal e por 2 a 0 na prorrogação.

No campeonato citadino, levantou os títulos de 1940, 1941, 1944,1945 e 1946.
Além de não ganhar o campeonato da cidade desde 1946, o Caxias assistiu o arqui-rival ganhar dois títulos estaduais na década anterior. Os anos 50s começaram mantendo o que se desenhara em 1947 e 1948: o América foi o Campeão Estadual de 1951 e 1952, depois de ter ganhado os títulos citadinos.

Para 1954 o Caxias juntou um elenco que acabou se transformando naquele que muitos consideram o melhor time do futebol catarinense de todos os tempos. Foi campeão invicto da cidade, com uma campanha incrível: 13 jogos (12 vitórias e 1 empate), marcando 39 gols e sofrendo apenas 8.

Dois fatos extra-campo ocorridos em 1954 viriam a marcar a história do Caxias. O primeiro deles: em um dia de clássico, um torcedor trouxe para o Estádio um pingüim com o qual havia se deparado na praia. A ave de terras geladas foi “pé quente”: o Caxias ganhou o jogo e um novo mascote.

O outro fato foi a comparação feita entre o time e um cavalo. Da mesma forma que o Gaulicho, um cavalo de corridas, o Caxias ganhava tudo. A coincidência de cores (o cavalo era todo preto com uma mancha branca na cara) fez com que surgisse o apelido, até hoje utilizado carinhosamente para designar o clube.

Em 1955 o Caxias repetiria a façanha: campeão invicto no Citadino e no Estadual. No campeonato da cidade foram dez jogos sem derrota e uma goleada histórica sobre o América: 6 a 0, fechando o campeonato.

O Caxias foi ainda Vice-campeão Estadual em 1959. O Campeão daquele ano foi o Paula Ramos, que recuperava a hegemonia do futebol catarinense para a capital depois de 14 anos.

O Caxias começou os anos 60 da mesma forma que havia terminado os 50: como vice-campeão estadual. Juntamente com o Marcílio Dias de Itajaí, secundou o Metropol de Criciúma, que surgiu como a grande força do futebol catarinense. O clube da Cidade do Carvão introduziu o futebol realmente profissional no estado e levantou 5 títulos estaduais até 1969.

Já no primeiro campeonato da década brilhava uma estrela de primeira grandeza revelada pelo Caxias: Norberto Hoppe foi o artilheiro do campeonato com 9 gols. Ele viria a repetir a proeza em 1966, marcando 33 gols, marca até hoje não igualada no futebol do estado. Foi o maior artilheiro do Brasil naquele ano, superando inclusive o Rei Pelé. Em 1967 transferiu-se para o Bangu do Rio de Janeiro, onde foi vice-campeão carioca.

Em 1968 o Caxias mais uma vez chegou muito perto do título estadual. Em um campeonato em que o Tribunal de Justiça Desportiva teve intervenção decisiva, o Alvinegro da Zona Sul decidiu o título com o Comerciário, atual Criciúma Esporte Clube. A equipe azul do sul do estado já havia comemorado o título, mas o Caxias acabou ganhando no STJD os pontos de uma partida contra o Guarani de Lages, igualando-se ao pretenso campeão.

A Federação então marcou os jogos finais do campeonato, em que o time criciumense levou a melhor: empates de 0 a 0 em Joinville, 1 a 1 em Criciúma e vitória do Comerciário por 2 a 0 em Florianópolis.

Fantasmas desse campeonato se instalaram na família caxiense e até hoje assombram os torcedores do Gualicho. As teorias conspiratórias vão desde arbitragens suspeitas (a anulação de um gol de Mickey em Criciúma) até o resultado do julgamento no TJD da FCF (revertido no tapetão do Rio de Janeiro). O fato é que o Caxias, com um time muito superior, ficou em segundo. A história registra: o Campeão Catarinense de 1968 foi o Comerciário.

Tempos difíceis se avizinhavam. A despeito de ter conseguido montar grandes times na década de 60, o Caxias começava a década seguinte passando por dificuldades. A construção de novas arquibancadas e vestiários drenava os recursos do clube, que passou a ter cada vez menos recursos para investir no futebol.

O Galo da Zona Norte pagou um alto preço pelo título. Depois daquela campanha o clube conheceu grandes problemas financeiros, da mesma forma que acontecia com o Caxias. No final de 1975 este fez uma proposta a um grande empresário de Joinville, caxiense histórico, para a recuperação do clube. Recebeu como resposta uma negativa e uma quase imposição: o empresário só financiaria a empreitada se houvesse um único clube que unisse a cidade inteira sob um novo projeto.

Aos dois tradicionais rivais não restou alternativa: deram-se as mãos, encerraram as atividades profissionais de futebol e entregaram suas respectivas vagas no Campeonato Catarinense a uma nova agremiação: o Joinville Esporte Clube. Que já nasceu vencedor. Herdeiro das tradições criadas e cultivadas pelos velhos adversários e também da torcida de toda a cidade, o JEC foi campeão logo no primeiro campeonato estadual que disputou. Com o elenco formado por jogadores de Caxias e América do campeonato anterior, desbancou a dupla da capital, que vinha dominando a cena desde 1972, alternando-se Figueirense e Avaí como campeões.

O novo clube, empurrado por Americanos e Caxienses que o adotaram desde o primeiro dia, foi disputar o Campeonato Brasileiro de 1977. Era preciso então de um estádio que pudesse abrigar a paixão dessa imensa torcida. O Caxias então cedeu o velho Ernesto Schlemm Sobrinho para servir de palco a vôos mais altos do estreante. Sem fazer qualquer restrição, o clube contentou-se apenas com duas salas nas dependências do Estádio ampliado, agora apelidado de Ernestão, para que pudesse fazer as reuniões da sua diretoria e manter o material histórico angariado durante seus 55 anos de gloriosa existência.

Encerrava-se assim mais um capítulo da história do futebol de Joinville. Novos capítulos passariam a ser escritos tendo como cenário o renovado Estádio, que já vira passar mais de 40 anos de glórias.

Foram dez anos de ausência quase absoluta de futebol. Não fossem alguns jogos de veteranos, ninguém teria entrado em campo com o glorioso manto alvinegro. Enquanto isso, velhos caxienses, e outros nem tão velhos assim, mantinham a chama acesa em reuniões e bate-papos. O clube se resumia às duas salas no Ernestão e à paixão de nomes como Otávio Moreira, goleiro do time nas décadas de 30 e 40, Rolf Wiest, que foi presidente do clube por diversas vezes, o craque Fontan e alguns outros abnegados.

Mas o Caxias não estava morto. Afinal de contas não se acaba com mais de cinco décadas de uma hora para outra. As glórias do passado e a paixão que não se apagou no coração dos caxienses eram chamas que ainda voltariam a brilhar.

Depois de tanto tempo sem futebol, o presidente Norberto Gottschalk resolveu encarar um desafio que para muitos soava como uma loucura: fazer o Caxias retornar aos campos. Uma camisa estampando o orgulhoso pingüim fez tanto sucesso na cidade que a idéia foi ganhando corpo e em 1996 o time voltou a disputar uma competição oficial: o campeonato da Primeira Divisão de Amadores de Joinville.

O rival América havia votado ao futebol na "Primeirona" alguns anos antes, e já havia ganhado quatro títulos. Era o tri-campeão do torneio e ostentava o título estadual de amadores. O desafio era grande para o Gualicho. E nada melhor do que desbancar o tradicional adversário para recomeçar. E o Caxias foi campeão ganhando do América por 3 a 2 em pleno Estádio Olímpico da Zona Norte. Estava reacesa a chama. O retorno, ao mesmo tempo singelo e glorioso, dava aos caxienses a dimensão da paixão: vinte anos depois, a torcida não havia esquecido o Gualicho.

O retorno em 1996 inoculou novamente o "vírus preto e branco" na pequena mas fanática e, principalmente, fiel torcida. Por mais alguns anos o clube seguiu disputando o campeonato amador de Joinville até que em 2001 - ano em que terminaria a cessão do estádio para o JEC - resolveu dar o grande passo, retornando ao futebol profissional. Assim, no dia 14/07/2001 jogando no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho contra o Clube Atlético Camboriu pelo Campeonato Catarinense da Segunda Divisão, o Caxias Futebol Clube voltava, depois de 26 anos e 22 dias, às atividade de futebol profissional. Naquele ano o vice-campeonato não deu ao Caxias o direito de chegar à elite do futebol barriga-verde. Foi em 2002, com o título estadual da segunda divisão, que o Gualicho readquiriu o direito de participar entre os grandes de Santa Catarina.

De volta à elite depois de 28 anos, o Caxias re-estreou em grande estilo. Com a melhor campanha entre todos os times, foi o vice-campeão, derrotado pelo regulamento escrito para favorecer os grandes clubes do estado. Repetindo o que já havia acontecido em 1968, o clube viu fugir por entre os dedos um título que lhe era mais do que merecido. Invicto até o jogo final, foi novamente vítima de uma arbitragem covarde e tendenciosa, para dizer o mínimo.

Em 2003 o Caxias ganhou ainda o torneio seletivo da FCF que indicou o representante catarinense na série C do brasileiro, em que foi o campeão da sua chave na primeira fase, caindo na segunda diante do Pelotas, do Rio Grande do Sul.

O vice-campeonato estadual de 2003 deu ao Caxias vaga para a Copa do Brasil de 2004. No jogo que proporcionou o maior público da história do alvinegro, perdeu para o Fluminense do Rio de Janeiro por 3 a 1, despedindo-se aí da competição.

A campanha do Caxias no campeonato catarinense de 2004 começou lembrando a do ano anterior. Invicto, foi o melhor do primeiro turno. A receita desandou completamente no segundo turno, e o time acabou fora da fase final. Na série A-2 daquele ano, premido por imensas dificuldades financeiras, não conseguiu ficar entre os classificados para a série A-1 do Estadual. Em 2005, com muita dificuldade e quase sem apoio, disputou a série A-2, com o objetivo de se classificar novamente entre os melhores do estado. Com um elenco reduzido mas brioso, atingiu a meta: foi o quinto melhor entre os doze clubes, classificando-se para as finais do returno. Em 2006, parou com o futebol profissional novamente.

Estádio
Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho

Foi adquirido definitivamente em 1947, por 40 caxienses, que durante cinco anos pagaram a dívida do próprio bolso.
A inauguração se deu em 16 de abril de 1933, num jogo contra o Coritiba (clube que aniversaria no mesmo dia do Caxias), com vitória alvinegra por 3 a 1.

Tem capacidade para abrigar 4.000 pessoas sentadas na arquibancada totalmente coberta.
Capacidade total: 18000
Clique para ampliar

Está localizado a rua Cel. Francisco Gomes, bairro Bucarein, numa área privilegiada, de 21.000 m².

Títulos

Campeão Catarinense 1929, 1954/55 e da Segunda Divisão Estadual 2002

Hino

Gua gua gua gua gualicho
Eeta grande campeão
Gua gua gua gua gualicho
É o maior e não é sopa, não.

Gualicho apareceu
E o povo já gritou
Ta chegando a o cometa
Gualicho já ganhou.


Mascote












Site
http://www.caxiasfutebolclube.com.br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cerâmica Atlético Clube

O Cerâmica Atlético Clube foi fundado em 19 de abril de 1950 pelos funcionários da Cerâmica de Gravataí para ser um espaço alternativo e popular para a prática do futebol. No início, o time jogava suas partidas numa área particular doada pelo proprietário da Indústria de Conservas Farrapo Ltda a qual possuía três setores, sendo um deles o de cerâmica. A mudança de endereço ocorreu quando seu presidente Alcides Corrêa obteve junto à prefeitura, em 1956, o terreno onde, até hoje, se encontra a Sede do Clube, na Avenida Loureiro da Silva, centro de Gravataí.

Anos depois, a Indústria de Cerâmicas, que deu nome ao time, tornou-se propriedade de Sinval Dias da Rosa e Antônio Vieira Ramos, dois dos 13 fundadores. Agora, o Cerâmica Atlético Clube deixa para trás seu início amador, quando se mantinha dos recursos dos próprios jogadores, para entrar numa era de profissionalismo. Do passado, traz apenas glórias e a união, que serão os alicerces para a construção de um futuro muito maior.

Há dois anos no futebol profissional, o Clube começa a tornar-se conhecido no Rio Grande do Sul, e, já tem suas ambições. Até 2010, o principal objetivo é chegar na Série A do Campeonato Gaúcho.

Estádio

Estádio Antônio Vieira Ramos. Capacidade 5000.
Foi inaugurado como profissional no dia 2 de março de 2008.

Primeira partida: Cerâmica 1 X 2 Cruzeiro-RS
Primeiro Gol: Cidinho (Cerâmica)

Hino

Letra: Manuela Caringi e André Brito
Interpretação e Música : André Brito

Cerâmica time de valor
És nosso guerreiro tricolor
Solo de grandes peleadores
Honrado por teus bravos jogadores

Preto, verde, amarelo
Bate nosso coração

A tradição é a nossa raça

Cerâmica pra sempre campeão.


Site
http://www.ceramicaatleticoclube.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Guanabara Esporte Clube

Em 2004, de fato, foi neste ano que começou a história do Guanabara Esporte Clube. Incentivados pelo amor ao esporte, o Presidente Bruce Wolff, juntamente com seu pai, o Vice-Presidente Jan Wolff, deram início ao sonho de construir um clube de futebol.

Buscando homenagear o Brasil e o estado do Rio de Janeiro, o clube acabou por adotar o nome e as cores que mais traduziam esta tentativa. Não à toa, o clube passou a chamar-se Guanabara (referência ao antigo estado da Guanabara, atual Rio de Janeiro) e ter as cores azul, amarela e branca (presentes também na bandeira nacional).

Passada esta etapa, a parte burocrática foi resolvida e no mês de outubro, mas exatamente no dia 05, o Guanabara Esporte Clube passou a pertencer ao quadro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Em 2005, o que mais marcou foi, sem dúvida, a aquisição, através de um leilão, do estádio Mário Castanho, localizado em Araruama, Região dos Lagos / RJ.

A nova casa do Guanabara, agora re-batizada de Arena Guanabara, passou por grandes reformas de reestruturação do gramado, ampliação das arquibancadas e revitalização da fachada, assim como nas áreas externas mais próximas ao estádio, como calçadas e postes.

No período final do ano, já com as obras bem avançadas e já com capacidade para 10.000 pessoas, a Diretoria começou a montar o elenco e comissão técnica para a temporada de 2006.

Em 2006, Guanabara Esporte Clube efetivamente começou suas atividades. Em seu primeiro desafio, o clube da Região dos Lagos encarou uma Seletiva de acesso à Segunda Divisão do Campeonato Carioca que ocorreria no mesmo ano. A classificação veio e, de quebra, o Guanabara conquistou a artilharia da competição.

Com o estádio ainda em obras, o Guanabara começou em abril aquele que até então seria seu maior desafio: a disputa da Segunda Divisão de Profissionais do Rio. Utilizando o estádio Eucy Resende de Mendonça, em Saquarema, também na Região dos Lagos, o Guanabara surpreendeu a todos e tornou-se a grande 'zebra' da competição. Entre 24 clubes participantes, o Guanabara conquistou o impressionante terceiro lugar geral do torneio. E, de novo, teve o artilheiro da competição.

Já no segundo semestre, deu-se início a Seletiva que daria aos quatro melhores clubes o acesso a divisão de elite do futebol carioca no ano seguinte. O torneio, impugnado pela justiça, acabou não valendo nada. O mais marcante desta fase ficou por conta do tão esperado encontro entre o Guanabara Esporte Clube e sua torcida, no dia 02 de setembro, quando o estádio, totalmente reformado, abriu pela primeira vez seus portões ao público.

Em 2008,pela primeira vez em sua história, o clube auri-anil formou os juniores para a disputa do Campeonato Carioca. Com um elenco formado majoritariamente por atletas e profissionais de Araruama, o clube fez uma campanha razoável na competição. O desafio foi superado e a experiência aprovada.

Quando os profissionais entraram em atividade, também sem nenhum tipo de apoio e com escassos recursos, a Diretoria sabia que as pretensões não poderiam ser muitas. Mesmo assim, o clube mostrou sua força e chegou à 2ª fase do Estadual da Segunda Divisão.
Estádio

Adquirido em 2005, o então estádio Mário Castanho, agora re-batizado de Arena Guanabara, passou por obras de expansão em suas arquibancadas, revitalização das dependências e fachada e, por último, por uma grandiosa reforma de seu gramado. Capacidade 10000.

Guanabara, nossa alegria de viver.
Guanabara, nosso time sempre pronto pra vencer.
Guanabara, suas cores reluzidas no brasão...

Azul é o céu,
Amarelo é o sol,
Branco é a paz do futebol!
(2X)

A torcida, a torcida reunida,
Se empolga neste mar de alegria.
Nasceu na terra do Tupinambá,
Fazendo Araruama festejar!

Azul é o céu,
Amarelo é o sol,
Branco é a paz do futebol!
(2X)
Hino

Por Alexandre Martins e Laís Alfradique



Mascote
Leão - o Papão dos Lagos,















Site
http://www.guanabaraesporteclube.com.br/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

América Futebol Clube

Antonio Tavares Pereira Lima era um engenheiro da Estrada de Ferro Araraquarense ( EFA ), disputava partidas como centroavante e possuía o espírito idealizador.

Este homem sonhava em abrir novos horizontes no cenário esportivo da cidade, em fundar um clube de amplas dimensões, com estádio próprio, sede social, filiado à Federação Paulista de Futebol e à antiga Confederação Brasileira de Desportos ( CBD ) e capaz de inflamar a torcida local.

Nesta época na cidade de São José do Rio Preto, o bicho-papão era o Bancários, time que possuia um ponta-direita chamado Wilson Caniza que exaltava os feitos de seu clube e desafiava a tudo e a todos.

Certo dia, Vitor Buongermino pegou o trem que partiu de Catanduva às 18 horas e encontrou Antonio Tavares Pereira Lima que vinha de Araraquara para Rio Preto. Ambos acabaram concordando com a necessidade de formar uma equipe para calar a boca de Caniza.

A partir disto, a idéia foi amadurecida nos pontos de encontro da época, tais como: Charutaria do Pilão, Alfaiataria Rosselli, Bar do Jeca, entre outros. Pereira Lima com seu entusiasmo, carisma e popularidade conseguiu multiplicar os contatos e foi ganhando várias adesões dos mais distintos setores da cidade.

Numa segunda-feira, dia 28 de janeiro de 1946, no salão de festas do Hotel São Paulo, no 3º andar do Edifício Curti, situado na Rua Bernardino de Campos 1576, a convite dos senhores Antonio Tavares Pereira Lima e Vitor Buongermino, reuniram-se 53 esportistas locais além de cronistas de "A Folha de Rio Preto" e "A Notícia". Os trabalhos foram iniciados por volta das 20:30 hrs com Antonio Tavares Pereira Lima presidindo a reunião.

Ficou decidido que a nova agremiação teria o vermelho e o branco como cores oficiais. Mas como se chamaria? Dínamo, Flamengo. Nenhum dos dois. O novo clube que nascia foi batizado com o nome de AMÉRICA FUTEBOL CLUBE.

O Conselho Deliberativo ficou contituído por 20 membros e sendo eleito como Presidente do mesmo, o Sr. Vitor Buongermino. A seguir, deu-se início às eleições para Presidente e Vice-Presidente da Diretoria. Antonio Tavares Pereira Lima foi eleito Presidente e a Vice-Presidência ficou a cargo do Sr. Mário Alves Mendonça.

Uma vez empossados, iniciaram os trabalhos para filiar o América na Federação Paulista de Futebol, inscrevendo-o no Campeonato do Interior. Só que o time, por enquanto, tinha apenas um jogador; o próprio presidente o qual jogava de centroavante. E lá se foi Mário Alves Mendonça para São Paulo cuidar dos registros e atrás de algum craque disponível para disputar o campeonato que começava dentro de 2 meses.

Em 02 de fevereiro de 1946 a agremiação era legalizada na Federação Paulista de Futebol e no dia 10 o primeiro contratado chegava, o goleiro Bob, que havia jogado no Palestra e no Rio Preto. Com 17 inscritos, o time foi inserido na primeira zona ( 6º região ) entre Pindorama, Uchoa, Palestra, Tanabi, Granadense e Rio Preto. Chegou também o técnico Zezinho Silva do Guarani de Catanduva, que comandou o primeiro treino da equipe no Palestra Esporte Clube.

Ninguém sabia dizer ao certo como foi possível montar uma equipe em 2 semanas e meia, mas no dia 17 de março de 1946 o América estreava contra Associação Atlética Ferroviária de Araraquara.

O primeiro jogo despertou um grande interesse. Antonio Pereira Lima conseguiu trens especiais que sairam lotados de torcedores que queriam ver ao vivo o novo time de São José do Rio Preto.

A partida foi apitada por José Nicolletti Sobrinho e aconteceu no Estádio Giocondo Zancaner de Mirassol, isto porque o Rio Preto não cedeu o seu estádio alegando que o América "roubara" muitos de seus torcedores e uma enchente inundara o campo do Palestra.

A partida terminou com a vitória do América por 3 x 1. Quirino abriu o placar marcando um gol de falta. Fordinho de cabeça fez 2 x 0, Sacarrolha descontou e no 2º tempo, Dema marcou o último gol, dando números finais ao jogo.

O América é o time do interior paulista que mais disputou de forma seguida o Campeonato Paulista, conseguindo alguns resultados expressivos como os terceiros lugares de 1975 e 1994. Teve também por três vezes o artilheiro do campeonato: Luiz Fernando em 1979 com 27 gols, Jales em 2002 e Finazzi em 2005 com 17 gols.

Pelo campeonato Brasileiro da Série A foram 2 participações, em 1978 (terminando na 38º colocação) e 1980 (terminando na 32º posição). O América participou ainda de diversos campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. Em 2006, o time foi campeão da Copa São Paulo de Juniores. Em 2007, o time foi rebaixado para a Série A2 do campeonato paulista.

Títulos
Campeão Paulista da 2º Divisão em 1957 ( equivalente a Série A-2 )
Campeão Paulista da 1º Divisão em 1963 ( equivalente a Série A-2 )

Campeão Paulista da Série A-2 em 1999

Estádio
O novo estádio do América nasceu de uma visita do presidente na época, Benedito Teixeira, ao gabinete do então prefeito municipal, o médico Wilson Romano Calil. Birigui tentava conseguir dinheiro para fazer uma arquibancada no Estádio Mário Alves Mendonça e surpreendendo a todos o prefeito disse: "O América é a maior propaganda de nossa cidade e nós precisamos que construir um novo estádio".

A prefeitura cedeu o terreno. Então, Birigui teve que se virar para iniciar as obras. Vendeu jogadores importantes do elenco e empregou todo o dinheiro das negociações no estádio. "Se eu tivesse a ajuda do poder público, poderia ter terminado antes". No início, a idealização deste sonho era considerada utopia, pois a cidade tinha na época 75.000 habitantes; hoje são cerca de 400.000 rio-pretenses.

Após 17 anos, sem ajuda pública e somente com doações e recursos levantados pelo próprio América, o estádio foi concluído com capacidade para 55.000 torcedores.

O Teixeirão teve sua inauguração no dia 10 de fevereiro de 1996 com o jogo América FC x São Paulo FC, válido pelo Campeonato Paulista de 1996.

Foram 17.585 pagantes que assistiram a partida apitada pelo uruguaio Julio Mattos. O São Paulo venceu pelo placar de 3 x 2. O atacante são-paulino Valdir, fez o 1º gol no estádio aos 42 minutos do 1º tempo.

Hino

LETRA: Walter Benfatti
MÚSICA: Roberto Farath

Do alto da cidade O América nasceu E crescendo a cidade O América cresceu No campo, lutando Espalhando emoções Dentro das linhas vibrando São onze corações Nas cores rubra e branca Está o seu valor No branco a paz serena ( bis ) No rubro seu ardor ( bis ) No vale dos esportes vai dobrar o seu valor

Mascote


Na reunião de fundação do clube a primeira decisão tomada foi a escolha de suas cores: vermelho e branco. Isso facilitou a definição do nome, que girava entre Dínamo, Flamengo e América.

Devidamente batizado, a nova agremiação utilizou muito da iconografia do América do Rio de Janeiro, como seu uniforme, escudo e mascote. Foi o caricaturista argentino, Molas, quem criou o “Diabo Rubro” do clube carioca, inspirado na sua paixão natal pela equipe do Independiente. Assim como seu irmão mais velho, o América de Rio Preto passou a ser conhecido como “Diabo” e com o tempo sua mascote foi ganhando os traços mais familiares do personagem de quadrinhos Brasinha, muito popular na década de 60, época em que o clube chegou à 1ª Divisão Paulista.


Site
http://www.america-sp.com.br

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Nacional Atlético Clube Sociedade Civil

Fundado em 28 de Abril de 1947, o NACIONAL ATLÉTICO CLUBE, de Rolândia, cidade próxima a Londrina, na região norte do Paraná, é um clube que aposta na organização para se tornar grande.
Viveu grande parte da sua história apenas como coadjuvante nas competições estaduais. Nos anos 90, porém, resolveu investir na formação de atletas, criou um centro de treinamento de 69.000 metros quadrados, que conta com três campos de dimensões oficiais, alojamento para 80 pessoas e salão de convenção e reuniões. Com 23 atletas, entre juniores e profissionais em seu departamento de futebol, a equipe começou a colher frutos em 98, quando conquistou o título do paranaense da Série A III.

Sua ultima grande conquista foi o Campeonato Paranaense - série A I de 2008.

Apesar de ter disputado oito vezes o Campeonato Paranaense, o Nacional nunca enfrentou um time de Curitiba. Nos anos 60, o time participou da Zona Norte, da qual o campeão o título com o vencedor da Zona Sul. Em 1997, quando retornou à primeira divisão, o NAC ficou num grupo com outros considerados "pequenos". A sina pode se repetir em 2004, ano de um novo retorno à elite. Se não passar da primeira fase, a equipe de Rolândia mais uma vez não conhecerá a estrada para Curitiba. Em seus únicos títulos estaduais, o Nacional teve o mesmo treinador. Foi com Itamar Bernardes, que o time venceu o Campeonato Paranaense da Série A-2, em 1998, e do da Série A-1, em 2003. Nos anos 70, o bicheiro Carlos Meiss era o mantenedor do Nacional. Além de pagar altos salários para um time do interior, ele dotava a equipe de alguns confortos. Para uma partida em Toledo, os jogadores viajaram de avião, saindo de Londrina. Um luxo na época.

Estádio

O Nacional manda seus jogos no Estádio Municipal Eric George, que tem capacidade para 5.000 pessoas. O recorde de público, que registrou a capacidade total do estádio, ocorreu durante um amistoso da equipe local contra o Atlético Paranaense.

Títulos

Campeonato Paranaense - Série Prata: 1970.
Campeonato Paranaense - Série Prata: 2003.
Campeonato Paranaense - Série Prata: 2008.
Campeonato Paranaense - Série Bronze: 1998.

Hino

O Nacional Atlético Clube No Paraná é um orgulho sem par É forte, é resoluto Também absoluto Porém as suas cores saberemos honrar O trio final É feito de cimento armado Os nossos alfes São todos homens bronzeados A nossa linha É dona de qualquer gramado Diremos Diremos Vitória quase sempre,
Vamos pois vencer.

Mascote
Guerreiro Alemão - Roland

Site
http://www.nacionalclube.com.br/

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bangu Atlético Clube

A origem do clube de futebol surgiu na Fábrica Bangu, que existia no bairro de mesmo nome na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Alguns britânicos que trabalhavam no local, especialmente o escocês Thomas Donohoe, apresentaram o esporte para os brasileiros, trazendo bolas de futebol ao Brasil , isto ainda no Século XIX, com a primeira partida sendo disputada em 1894 , embora a história "oficial" do início do futebol brasileiro não registre este fato, que conta com farta documentação reunida pelo historiador Carlos Molinari. A versão que indica Charles Miller como introdutor do futebol no Brasil procura desqualificar este momento, dizendo que os jogos realizados antes não o foram em campo com as medidas oficiais, nem com uma organização que previa, entre outras coisas, uniformes às equipes.

Em dezembro de 1903, o inglês Andrew Procter sugeriu a fundação de um “club”, após observar o entusiasmo de seus colegas. A fundação ocorreu em 17 de abril de 1904, quando foi fundado oficialmente o Bangu Atlético Clube.

O primeiro jogo aconteceu no dia 24 de Julho de 1904, contra o Rio Cricket and Athletic Association, clube de origem inglesa de Niterói , com derrota por 5 a 0, mas já no jogo seguinte, o Bangu conquistou a primeira vitória, 6 a 0 contra o Andaraí.

Em 1905, o Bangu foi um dos fundadores da atual Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e desde o início teve seu nome vinculado à classe operária fabril e ao bairro que carrega no nome .

No Campeonato Carioca de 1916 o Bangu terminou empatado com o Botafogo na segunda colocação. O campeão foi o América, com quem o Bangu faz o importante confronto, América versus Bangu .

O Bangu sempre teve tradição de revelar grandes jogadores e no final da década de 1920, lançou Domingos da Guia , lenda do futebol brasileiro conhecido como El Divino Mestre com passagens em outros grandes clubes do Brasil, Argentina e Uruguai e pai de outra grande revelação do Bangu, Ademir da Guia .

Em 1921, três importantes jogadores banguenses, Claudionor Corrêa, Américo Pastor e José de Mattos, foram convocados para defender a Seleção Brasileira no Sul Americano na Argentina, mas como eram operários da Fábrica Bangu, não foram liberados pelos seus chefes para disputar esta competição .

No ano de 1929 o Bangu ganha o curioso apelido de Mulatinhos Rosados . Há duas versões para esta história, sendo que na primeira o apelido levava em conta que o time do Bangu era formado basicamente por mulatos e como ao suarem a camisa desbotava,com as listras vermelhas parecendo rosadas, surgiu este apelido. Na segunda versão, o presidente de então do Bangu, Antônio Pedroso, para responder um dirigente adversário que dissera, "Como tem crioulo neste time", respondeu: "Crioulos não, mulatinhos rosados". A história se passando com o clube brasileiro pioneiro na luta contra o racismo no futebol brasileiro, deve ser entendida de maneira estremamente simpática e singela, se não folclórica .

Em 1933, a superioridade do Bangu na conquista de seu primeiro Campeonato Carioca foi incontestável, pois em 10 jogos venceu 7, empatou 2 e perdeu apenas 1, com 35 gols em 10 jogos, uma média impressionante de 3,5 gols por jogo . Na final Fluminense versus Bangu , vitória sobre o tricolor por 4 a 0 .

Um dos grandes jogadores da história do Bangu foi Zizinho ,tendo liderado o Bangu no final da década de 40 e início da de 50, conquistando o Torneio Início de 1950 , o primeiro título de um clube no Maracanã , o vice-campeonato carioca de 1951 e o Torneio Início do Torneio Rio-São Paulo, também em 1951 , na final carioca contra o América. Em 1959 o Bangu também foi vice-campeão carioca, empatado com o Botafogo, tendo estes dois clubes feito uma partida extra para decidir a segunda vaga carioca para a Taça Brasil. Alguns sites, incorretamente, apontam esta partida como decisão do segundo lugar.

Em 1960, novamente uma conquista pioneira: O Torneio Internacional de Nova York ao enfrentar o Sampdória (Itália), Rapid Wien (Áustria), Sporting Club Lisboa (Portugal), Estrela Vermelha (Iugoslávia), IFK Norrköping (Suécia), e Kilmarnock (Escócia), sob o comando de Élba de Pádua Lima (o "Tim"), talvez o maior estrategista que o futebol brasileiro conheceu, o Bangu vence invicto o primeiro torneio de futebol profissional realizado em terras norte americanas. Mais uma bela campanha, com 5 vitórias e 1 empate, 16 gols a favor e 3 contra (saldo de 13 gols). Também participaram desta competição, embora o Bangu não tenha chegado a os enfrentar, Bayern de Munique (Alemanha), Nice (França), Burnley (Inglaterra), New York Americans (EUA) e Glenavon (Irlanda do Norte), o que, dado o nível e a importância dos clubes envolvidos, é o suficiente para a caracterizar como um autêntico Campeonato Mundial.

Depois dos vice-campeonatos de 1964 e 1965, finalmente o Bangu reconquistaria o título do Campeonato Carioca em 1966, com 15 vitórias e 2 empates em 18 jogos, e com um 3 a 0 na decisão contra o Flamengo, já aos 3 minutos do segundo tempo, fazendo com que o atacante Almir Pernambuquinho, do Flamengo, arrumasse uma enorme briga para acabar com o jogo e não sofrer uma humilhação ainda maior .

Em 1967 o Bangu seria novamente Vice-Campeão no Campeonato Carioca, perdendo o título no último jogo para o Botafogo pelo placar de 2 a 1.

Em 14 de Março de 1970, jogando no Estádio de Moça Bonita , o Bangu empatou com a Seleção Brasileira que seria tricampeã mundial em 1 a 1 .

Em 1984, o Bangu foi Campeão da XIV President's Cup da Coréia do Sul, um torneio internacional de alto nível, em Seul na Coréia do Sul.

O Bangu em 1985 foi Vice-Campeão no Campeonato Carioca e Vice-Campeão no Campeonato Brasileiro , ao perder a final para o Coritiba nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Em 1986, o Bangu participa pela primeira vez da Taça Libertadores da América, porém, seus resultados não foram nada agradáveis empatando 2(1x1 com o Coritiba e 3x3 com o Deportivo Quito) e perdendo 4 jogos(1x0 e 2x1 para o Barcelona de Guayaquil, 3x1 para o Deportivo Quito e 2x0 para o Coritiba).

Além dos títulos conquistados, o Bangu teve também, os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1920 (Claudionor, 17 gols), 1922 (Pastor, 10 gols), 1930 (Ladislau da Guia, 20 gols), 1933 (Tião,15 gols), 1935 (Ladislau da Guia, 18 gols), 1963 (Bianchini, 18 gols), 1966 (Paulo Borges, 16 gols), 1967 (Paulo Borges, 13 gols) e 1984 (Cláudio Adão, 12 gols) .

Ladislau da Guia é até hoje o maior artilheiro da história do Bangu, com 215 gols. Irmão de Domingos da Guia e dos também jogadores do Bangu, Médio e Luiz Antônio, além de tio de Ademir da Guia, formam duas gerações de craques que o Bangu revelou para o futebol brasileiro. Outro jogador da época de Ladislau que merece ser lembrado é Fausto dos Santos, um volante de muita técnica e espírito de liderança, que na Copa do Mundo de 1930, ganhou o apelido de a Maravilla Negra da imprensa uruguaia .

No ano de 2001, o Bangu ganhou a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, por ter sido o Primeiro Clube Brasileiro a escalar atletas negros em seu time, isto ainda em 1905. Esta foi, é, e será eternamente, a Maior Conquista do Bangu, dentro ou fora de campo.

Mas de 2004 o Bangu viveu um momento negro em sua gloriosa história,rebaixado para Série B do Carioca em 2004 após ser goleado pelo América-RJ,o time não voltou mais para Série A do Campeonato Carioca desde então,em 2005 o time chegou perto mas perdeu a vaga na elite para o Nova Iguaçu,em 2006 uma seletiva o promoveu a disputar a primeirona em 2007,porém com a anulação da seletiva o time foi obrigado a disputar a Série B do estadual novamente em 2007 onde também não conseguiu voltar.

Em 2008 o Bangu conseguiu voltar a elite do futebol carioca ao vencer o Campeonato Carioca da Segunda Divisão onde participou por 4 anos.

Títulos

Campeonato Carioca: 2 vezes (1933 e 1966).
Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 3 vezes (1911,1914 e 2008).

Estádio

O Estádio Proletário Guilherme da Silveira ou Estádio de Moça Bonita é um estádio de futebol localizado no bairro de Bangu, Rio de Janeiro - RJ. Foi inaugurado no dia 17 de novembro de 1947, para substituir o antigo Estádio da Rua Ferrer, do Bangu Atlético Clube.

A primeira partida no Estádio Moça Bonita só ocorreu em 12 de dezembro de 1948, na partida vencida pelo Flamengo sobre o Bangu por 4 a 2. O primeiro gol no estádio foi de Joel Resende, do Bangu.

O Estádio de Moça Bonita teve capacidade de 15.000 pessoas, mas ataualmente o número de ingressos é reduzido pelas condições de segurança do público. O recorde de público é de 17.000 espectadores, na partida entre Bangu e Fluminense, no dia 3 de julho de 1949, que terminou empatada em 1 a 1.

Hino
O Bangu tem também a sua história a sua glória,
enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu Domingos da Guia.

Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado.
Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu...Bangu...Bangu.

O Bangu tem também como divisa na camisa,
O vermelho sangue a brilhar,
E faz cartaz, estouram foguetes no ar.

Foi em 1949 que o compositor Lamartine Babo, famoso por suas "marchinhas" de carnaval compôs os hinos dos clubes do Rio de Janeiro. A gravação, porém, só seria comercializada no ano seguinte, aproveitando a realização da Copa do Mundo no Brasil.

Mascote
Em 1981 muitos críticos esportivos diziam que faltava "peso na camisa" ao Bangu para enfrentar os grandes times do país. Talvez por isso, Castor de Andrade tenha colocado um adereço novo no uniforme alvirrubro. Se do lado esquerdo estava o distintivo desenhado em 1904 por José Villas Boas, do lado direito, agora, aparecia a mascote do time, justamente um castor, simbolizado por um simpático roedor preto, de cauda longa e empinada, em belíssima e eterna homenagem ao Grande Benemérito e futuro Patrono do clube.


Site

http://www.bangu.net

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sobradinho Esporte Clube

SOBRADINHO ESPORTE CLUBE, clube de futebol oficial da Cidade de Sobradinho foi fundado em 1º de janeiro de 1975 e é conhecido como o Leão da Serra. Bicampeão de Brasília nos anos de 1985 e 1986.

O projeto de transformar o Sobradinho em sucursal do Botafogo surgiu de conversas entre o advogado Délio Cardoso, então com 38 anos, há 36 morando em Brasília, e o presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro. Botafoguense fanático, Délio acompanhou vários jogos do Campeonato Brasileiro de 1995, a convite da diretoria. Nas conversas, os dois tentaram entender as razões do fracasso do futebol do Distrito Federal. "Chegamos à conclusão de que a capital é uma cidade jovem que não tem uma cultura própria de futebol", afirmava Délio Cardoso. "A vantagem para nós é que podemos manter em atividade todos os jogadores do elenco, dar oportunidade aos que estão saindo dos juniores e ainda podemos garimpar novos talentos", diz Montenegro. E um dos craques candangos acabou parando no Botafogo do Rio. Foi a atacante Dimba, que chegou a ganhar certo destaque em General Severiano Em março de 1996, através do convênio junto ao Botafogo Carioca, o clube tornou-se Botafogo Sobradinho Esporte Clube. A novidade parecia que daria ceto. No primeiro ano, as médias de público cresceram e o clube teve bom desempenho. Em 1997, o clube não conseguiu dar continuidade a boa campanha de 1996 e fez péssima campanha no estadual. Após um pequeno período, o Botafogo Sobradinho voltou a usar o seu nome original.

Em 2003, o Sobradinho é rebaixado pela primeira vez.Depois de sofrer com os vexames do clube da cidade no Campeonato Brasiliense — entre eles a massacrante goleada por 10 x 1 do CFZ e o cai-cai na derrota por 4 x 0 para o Gama — teve de engolir o rebaixamento do alvinegro à segunda divisão. Vence em 2004 a segunda divisão e disputa a primeira divisão no mesmo ano. É rebaixado novamente em 2005. Em 2006, cai para terceira divisão, onde permanece até hoje.

Títulos

Campeonato Brasiliense: 2 vezes (1985 e 1986).
Vice-Campeonato Brasiliense: 3 vezes (1984, 1989 e 1994).
Campeonato Brasiliense - 2ª Divisão: 2003.

Estádio

Estádio: Augustinho Lima - capacidade: 10.000 Lugares


Inaguração do Estádio Augustinho Lima, Sobradinho 0 x 3 Santos, 30 de abril de 1978.

Hino

És o bravo leão da cidade
Sem temer os mais sérios rumores
Pra vencer os mais duros rivais
Defendendo suas honras das cores
Como herói, foste sempre destemido
Enfrentand
o qualquer time no gramado
Mais que tudo, foste sempre o mais querido
És o grande leão consagrado

Vencer, vencer
Nosso lema é vencer
Sobradinho, meu clube querido
Hei de amá-lo, amá-lo até morrer

És o bravo leão da cidade
Sem temer os mais sérios rumores
Pra vencer os mais duros rivais
Defendendo su
as honras das cores
Como herói, foste sempre destemido
Enfrentando qualquer time no gramado
Mais que tudo, foste sempre o mais querido
És o grande leão consagrado

Mascote
Leão da Serra






Site
http://br.geocities.com/racaalvinegra/sobra.htm

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Atlético Progresso Clube

O Atlético Progreso Clube é um clube brasileiro de futebol da cidade de Mucajaí, no Estado de Roraima. É o único clube profissional fora da capital, Boa Vista.

Fundação: 21 Julho 1959
Endereço: Rua Raimundo Almeida Rodrigues 1552 Centro
CEP 69340-000 Macujaí/RR

Uniforme: Camisa branca com faixa verde horizontal, calção verde e meias verdes



O Progresso venceu o primeiro turno do Campeonato Roraimense de Futebol. Foi o representante do Estado na Série C em 2008. Segunda competição nacional disputada pelo Progresso( a primeira vez foi em 1995).

Estádio

Nome Oficial: Estádio Flamarion de Vasconcelos
Capacidade: 10.000
Endereço: Praça Centro Cívico, 471 - Boa Vista (RR)
Inauguração: 13/09/1975
Primeiro Jogo: Baré (RR) 2 x 0 Roraima (RR)
Primeiro Gol: Reis (Baré)
Recorde de Público: 9.980 (São Raimundo-RR 0 x 2 Rio Branco-AC - 13/09/75)
Dimensões do Gramado: 110m x 75m
Proprietário: Governo do Estado de Roraima

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Maranhão Atlético Clube

Por volta do dia 10 de setembro de 1932, uma reunião entre vários fundadores e torcedores do Sampaio Corrêa, numa residência na Rua São Pantaleão que funcionava como sede do clube, mostrou algumas dissidências entre fundadores e torcedores que, naquele tempo ainda se misturavam.

Na semana seguinte o clima já não era o mesmo, principalmente para Almir Vasconcelos, também conhecido como “Almir Lapinha”, pai de uma extensa prole que morava na Rua do Passeio, separada da São Pantaleão apenas pela Rua do Norte.

Almir – contam alguns mais antigos, que ouviram falar do problema através dos pais -, resolveu deixar o Sampaio Corrêa e, juntamente com outros dissidentes e “antipatizantes” da “bolívia” realizaram algumas reuniões em dias seguidos. No dia 24 de setembro, de 1932, uma plêiade de jovens fundava o Maranhão Atlético Clube.

A história não registra com clareza os nomes desses jovens. Alguns, fazendo as vezes de historiadores, costumam acrescentar nomes que era impossível que estivessem reunidos na noite da fundação do Maranhão. Outros estavam presentes, mas não tiveram seus nomes lembrados pelos “historiadores”.

Pois, entre Almir Lapinha, Carlos Fernandes Dias (Napá), Jayme, Nestor e tantos outros – esses mesmos que a história não registra – foi tomando corpo a idéia da formação de uma diretoria para dirigir os destinos do clube recém-fundado.

É também controversa (ou mal contada por quem não estava presente) a ligação do Maranhão Atlético Clube com o animal “BODE”. E, não pretendemos esclarecê-la aqui, agora, porque também não a conhecemos.

Alguns querem juntar o bode com a Maçonaria, em virtude da ligação de alguns ex-atleticanos com a secular filosofia de vida e procedimento. Outros, aparentemente de forma equivocada, afirmam que, onde alguns jogadores costumavam fazer as refeições antes dos jogos (Bar do Gregório), o proprietário, de nome Gregório, criava um bode.

Outros ainda asseguram que Gregório nem atleticano era. Mas tinha amigos entre os dirigentes do quadricolor e, num dia, incentivado, resolveu levar o bode para o estádio, quando o M.A.C. jogava. O quadricolor saiu de campo vitorioso e alguns resolveram afirmar que o bode dera sorte. O bode do Gregório. Daí, para Bode Gregório foi um salto muito curto e rápido.

O primeiro campeonato conquistado pelo Maranhão foi cinco anos após sua criação. Em 1937, o MAC faturou o torneio, algo que sucedeu-se em 1939, 1941 e 1943, começando a chamar a atenção no cenário futebolístico no estado.

Nos anos 50, o Bode Gregório ganhou apenas um título estadual, fazendo com que sua reputação decaísse. Uma nova campanha vitoriosa só aconteceu em 1963, doze anos depois da última conquista, que foi em 1951.

Porém, o grande apogeu do time maranhense foi em 1979, quando participou do Campeonato Brasileiro. Com oito vitórias, três empates e cinco derrotas, o MAC terminou no 26º lugar, uma posição digna para um clube recém-promovido. O Maranhão ficou à frente de clubes grandes, como Fluminense, Bahia e Botafogo.

Contudo, a boa campanha do time no campeonato não se repetiu no ano seguinte. A última posição, não vencendo nenhum jogo fez com que o time caísse para a segunda divisão, tomando 14 gols em apenas nove jogos. O desempenho do ataque foi pífio, com só três gols nos mesmo nove jogos. O clube nunca mais participaria da elite do futebol brasileiro novamente.

A década de 80 para o MAC foi muito ruim. Além de ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, o Bode Gregório não conquistou nenhum título estadual. Porém nos anos 90 o Maranhão foi superior aos demais concorrentes, principalmente Sampaio Corrêa e Moto Clube. Pela primeira vez o clube ganhou um tricampeonato, 1993, 1994 e 1995, além do torneio de 1999.

Em 2000, o Maranhão voltou a figurar com destaque no cenário nacional. Naquele ano houve a Copa Norte, torneio que dava direito a disputar a Copa dos Campeões. Esta competição, por sua vez, garantia ao vencedor um lugar na Copa Libertadores. Após bela campanha, o MAC chegou à final para enfrentar o São Raimundo. No primeiro jogo, o Bode Gregório derrotou o rival de Amazonas por 3 a 2. Mas, no jogo de volta, em Manaus, o Maranhão perdeu por 2 a 0 e ficou com o vice-campeonato.

Mesmo sem títulos durante oito anos, o Maranhão, que ganhou o campeonato Maranhense de 2007, continua sendo um dos times mais populares do estado e goza de grande prestígio e torcida.

Títulos

Campeonato Maranhense: 13 vezes (1937, 1941, 1943, 1951, 1963, 1969, 1970, 1979, 1993, 1994, 1995 , 1999 e 2007).

Hino

Maranhão Atlético Clube
O teu nome é virtude, é luta é grandeza é emoção.
Maranhão bandeira do norte, do
nosso esporte és uma consagração.
Maranhão a tua história, em nossa memória sempre há de existir.
Demolidor de cartazes, com os seus onze azes é um astro a aluzir.
Pelas taças que já conquistaste, as contendas que ganhaste, o seu nome cresceu.
És Maranhão esquadrão de quatro cores, reunindo a luz
E a graça de Deus

Estádio

Estádio Governador João Castelo
O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é o principal estádio dos jogos do Sampaio Corrêa e do Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.
Inauguração:05/02/1982 (Brasil 3 x 1 Portugal) - 05/02/1982
Primeiro gol: Júnior (Brasil)
Maior público: Sampaio Corrêa 1 x 5 Santos - 24/09/1998 - 100.250 (97.720 pagantes)
Capacidade 70000

Estádio Municipal Nhozinho Santos
O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.
Inauguração : 01/10/1950 (Sampaio Corrêa 2 x 1 Paysandu)
Primeiro gol: Hélio (Paysandu)
Maior público: Maranhão 0 x 0 Vasco da Gama - 26/03/1980 - 24.865 pessoas
Capacidade 22000

Mascote

A mascote do Maranhão Atlético Clube é o Bode Gregório. Diferentes histórias explicam a origem da mascote da equipe, mas a principal delas é a de que um bode chamado Gregório era criado na sede da agremiação e que possuía grande habilidade com a bola nas patas.

Maranhão

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sete de Setembro Esporte Clube

O Sete de Setembro Esporte Clube surgiu em 7 de setembro de 1950 e, graças à sua data de fundação, o seu nome foi escolhido. A iniciativa de fundação do clube partiu de um grupo de esportistas da cidade de Garanhuns.

Logo nos primeiros anos de existência, o Sete de Setembro já conseguiu se destacar nos campeonatos da cidade de Garanhuns, chegando a ser hexacampeão municipal. A maioria das finais dos torneios da cidade era contra o maior rival do Sete, a Associação Garanhuense de Atletismo.

Dezoito anos após a sua fundação, o Sete de Setembro Esporte Clube conseguiu o resultado mais importante de toda a sua história quando, ainda amador, bateu uma das melhores equipes que o Clube Náutico Capibaribe já teve por 3 a 0, em fevereiro de 1968. Naquela época, o Timbu era pentacampeão pernambucano.

A primeira grande conquista do Sete de Setembro, no entanto, veio somente 13 anos depois, em 1981, quando o clube disputou, pela primeira vez na sua história, a primeira divisão do Campeonato Pernambucano. Nessa época, o Alviverde sentiu a necessidade de construir um estádio próprio.

Foi assim que veio a construção do Gigante do Agreste. A iniciativa partiu de um grupo de torcedores do Sete que, com doações, começaram a construir o estádio. A obra, no entanto, só foi finalizada graças a um financiamento do BANDEPE, no governo de Marco Maciel. Com essa ajuda, em pouco tempo o segundo maior estádio do interior do Pernambuco, com 18.000 lugares, estava finalizado.

Mesmo com o estádio construído, o time não conseguiu se firmar na primeira divisão e passou a se revezar entre as séries A1 e A2 do Campeonato Pernambucano. Mas nesta época de alternância entre as divisões veio a maior conquista do Sete de Setembro. Em 1995, após bater o Centro Limoeirense na final, o clube conquistou o título de campeão da Série A2 do Pernambucano.

Apesar disso, a agremiação não pôde subir à primeira divisão devido a sérios problemas financeiros que a impediram de disputar competições oficiais por dois anos. Em 1997, no entanto, com a formação de uma junta de administradores, o clube passou a reconstruir o seu patrimônio.

Nessa mesma época, o Sete iniciou um trabalho nas divisões de base e de recuperação de seu estádio, que recebeu um novo gramado, cabines de imprensa, uma concentração e ainda um centro administrativo.

Mesmo com tudo isso, o clube só voltou à primeira divisão em 2008, após conquistar o vice-campeonato da série A2 de 2007, após perder para o Salgueiro na final.

Títulos

Série A2 do Campeonato Pernambucano (1): 1995.

Estádio

Gigante do Agreste

Capacidade 18000

Hino

Salve o glorioso alviverde
Que com orgulho lutou
Usando de força e resistência
Seu torcedor empolgou

Aprendemos a amar as suas cores
Quando ainda ele era pequenino
É o mais forte para nós, torcedores
Somos felizes porque somos setembrinos

Em 1950 quando começou a sua existência
Nasceu nosso sete de setembro
No aniversário da nossa independência
Com muita garra o glorioso, o vibrante

O seu estádio gigante conseguiu
Com dinamismo de seus dirigentes
Hoje é conhecido em todo o Brasil

Site

http://www.ssec.com.br/