segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Club Sportivo Sergipe

O CLUB SPORTIVO SERGIPE, foi fundado no dia 17 de outubro de 1909, uma semana depois do primeiro clube esportivo de Aracaju o Cotinguiba Esporte Clube, dedicado exclusivamente aos esportes náuticos.

Existe até hoje a idéia de que o Sergipe nasceu de uma facção do Cotinguiba, que, contrariada com o nome dado a este Clube, em homenagem ao rio que banha a Capital Sergipana, resolveram imediatamente convocar os "dissidentes" para fundar outro clube, com o verdadeiro nome do rio que é, realmente, "Sergipe".

Entretanto, embora pareça lógica esta versão, as minuciosas pesquisas (inclusive o testemunho de um dos fundadores do C.S.Sergipe, o Sr. JOSÉ COUTO DE FARIAS) não comprova este fato. A verdade é que havia a necessidade de outro clube de regatas a fim de que este esporte se desenvolvesse entre aqueles jovens ávidos a emoções novas e desejosos de utilizar o leito do rio tão propício às disputas de um esporte que aprenderam a gostar, quando em contactos no Sul do País.

Assim, comandados por Adalberto Ribeiro Monteiro e mais Euclides Porto, Adalgiso Rosal, José Couto de Farias, Tancredo de Sousa Campos, Américo Silva, Francisco Bessa e outros que a história não registrou; reuniram-se no dia seguinte da fundação do Cotinguiba, no meio dia de 11 de outubro, na sede da Associação Comercial e deliberam que, no domingo seguinte, dia 17, seria fundado o CLUB SPORTIVO SERGIPE. E foi o que aconteceu! Novamente no mesmo horário, e no mesmo local anterior, aquele grupo de jovens idealistas fundavam o Clube cujas cores representavam vigor, vontade de vencer e progredir.

Sua diretoria foi assim organizada:

PRESIDENTE: Tancredo Sousa Campos. VICE-PRESIDENTE: José Victor de Matos. 1º SECRETÁRIO: José Couto de Farias. 2º SECRETÁRIO: Adalberto Ribeiro Monteiro. TESOUREIRO: José Fernandes de Oliveira. ORADOR: Hemetério Gouveia. DIRETOR DE REGATAS: Américo Silva.

Na comissão Fiscal figuravam os Srs. Dr. Alexandre Lobão, Cel. Terêncio Sampaio e Jucundino Sousa Filho. Como presidente de honra foi escolhido o Coronel Lourenço Pinto Monteiro.

Nascia naquele momento o CLUB SPORTIVO SERGIPE, cujo destino histórico o tornaria o maior Clube Esportivo do Estado. A turma rubra não perdeu tempo entrando logo em ação, encomendando barcos, arrumando local para a sede, angariando novos sócios e levantando fundos financeiros para a efetivação dos planos. Os frutos não tardaram a aparecer: Em janeiro de 1910 era "batizado" o primeiro barco rubro com o nome "NEREIDA".

Em 08 de janeiro de ano seguinte debaixo de muito entusiasmo e muitas festas inaugurava-se a sede do Sergipe. Era apenas uma pequena garagem, construída no bairro da fundição (atual, Avenida Ivo do Prado) às margens do rio Sergipe. Na primeira disputa náutica realizada no dia 11 de junho de 1910, o Clube Rubro foi o vencedor, diante do Cotinguiba. O feito foi entusiasticamente comemorado com festas! Este foi o início de muitas outras conquistas do C.S.Sergipe em memoráveis disputas com o Alvi-Azul, que arrastavam multidões à antiga rua da Frente.

Em meados de 1916 surgia o Futebol. Inicialmente foi praticado pelos sócios do Sergipe e Cotinguiba sem distinção clubistica, em animados treinos realizados pelos "Team Green" e "Team Black" num campo improvisado da Praça Pinheiro Machado. Somente no final do ano é que oficialmente, os dois clubes resolveram adotar o esporte bretão que transformaria rapidamente o time Colorado no mais popular entre todos e, disparadamente o de maior número de conquistas.

A trajetória futebolística do C.S.Sergipe envolve dezenas de campeonatos conquistados, triunfos em torneios locais e interestaduais, vitórias memoráveis sobre campeões de outros Estados e troféus valiosíssimos.

Craques do passado: Pelas suas equipes de futebol já passaram vários craques de renome em todo Estado e além fronteiras, principalmente na Bahia, que na década de 1940 se alimentava de nossos craques (naquela época, simples amadores).

Do Sergipe brilharam, entre outros, no futebol baiano, Zé Grilo, Zaluar, Pirricha, Dário, Arnaldo e Gringo, este imediatamente negociado com o Flamengo do Rio.

Triunfos: Entre os triunfos memoráveis do Sergipe destacam-se a vitória de 1 X 0 sobre a seleção do Ceará (1926), 4 X 2 sobre o Botafogo Campeão Baiano (1936), 3 X 1 sobre a seleção de Alagoas (1940), a histórica goleada imposta ao Vitória da Bahia por 8 X 2 (1942), 2 X 0 sobre o Bangu campeão carioca(1967) e a vitória Internacional sobre a Seleção de Novos Argentinos por 3 X 1(1968) no primeiro jogo deste gênero em Sergipe.

O Sergipe é o único clube sergipano com batismo em jogos internacionais até o momento. Além da Seleção de Novos Argentinos, enfrentou o Sparta da Tchecoslovaquia, Alianza de Lima (Peru) e a Seleção de Ghana(África). Foi o primeiro clube do estado a participar do Campeonato Nacional (1972) integrado pela nata do Futebol Brasileiro.

O Time Rubro também é o único clube que participou de todos os campeonatos Oficiais, desde o primeiro em 1918.

Títulos

Campeão Sergipano - 1961, 1964, 1967, 1970, 1971, 1972 (Tri-Campeão), 1974, 1975 (Bi-Campeão), 1982, 1984, 1985 (Bi-Campeão), 1989, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, (Hexa- Campeão), 1999, 2000(Bi-Campeão), 2003.

Estádio

Estádio João Hora de Oliveira
Capacidade 10000

Hino

CINQUENTA ANOS DE LUTAS DE GLÓRIAS
O P
ENDÃO ALVI-RUBRO A VIBRAR
O SERGIPE NO ESPORTE NA HISTÓRIA
NAS
PELEJAS DA TERRA E DO MAR.

CINQUENTA ANOS NA NOSSA CIDADE
COM AMOR ESPORTIVO E FEL
IZ
CONDUZINDO TODAS AS MOCIDADES
NOSSO ORGULHO PER
ANTE O BRASIL.

COM PENDÃO ALVI-RUBRO LEVAMOS
EM SERGIPE ESSE POVO É AL
TANEIRO
PARA FRENTE AS BANDEIRAS AGITAMOS
SOB A LUZ DESSE CÉU BR
ASILEIRO.

NOSSAS TAÇAS TROFÉUS GLORIOSOS
O A SOMA DO NOSSO VALOR
NOSSOS DIAS DE PRÉLIOS FAMOSOS
O SERGIPE É TREMIR VE
NCEDOR.

CINQUENTA ANOS SERGIPE O TEU NOME
NESSE ESTADO NA VIDA DO
ESPORTE
TODO TEMPO A PASSAR NÃO CONSOME
BRA
VO CLUBE DOS FILHOS DO NORTE.

COM O PENDÃO ALVI-RUBRO VOU LEVANDO
EM SERGIPE ESSE POVO É ALT
ANEIRO
PARA FRENTE AS BANDEIRAS AGITANDO
SOB
A LUZ DESSE CÉU BRASILEIRO.

Mascote

Diabo Vermelho






Site

http://www.clubsportivosergipe.com/


domingo, 18 de janeiro de 2009

Resende Futebol Clube

Fundado em 1909, o tradicional Resende Futebol Clube é um dos times mais antigos do Brasil, sempre atuante e presente na evolução histórica do município.

Seu estádio começou a ser erguido no ano de 1916, durante os festejos da visita de Santos Dumont, o “Pai da Aviação”, à cidade. Localizado no centro nervoso urbano, hoje cercado de prédios, o Estádio dos Eucaliptos e a sua sede social, além da prática do futebol do time profissional vencedor, agasalhou e ainda recebe atividades sociais, recreativas e educacionais com grande participação na vida dos cidadãos de Resende.

Em agosto de 2006, após anos de paralisação, o Resende Futebol Clube celebrou parceria com a empresa Gol de Placa e iniciou a participação no Campeonato da 3ª. Divisão de Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, classificando-se para o da 2ª. Divisão em 2007.

Em apenas um ano e meio com dois campeonatos disputados, numa ascensão meteórica, o Resende FC foi Campeão da 2ª. Divisão de Profissionais de 2007, credenciando-se a disputar em 2008 a 1ª. Divisão do Campeonato Estadual.

Destaque-se, ainda, que um dos focos principais de nossa agremiação, senão o maior de todos é o Projeto Estrela, que trabalha pela nossa juventude com a massificação esportiva tendo a educação como base, trazendo oportunidade de inclusão social para os menos favorecidos, numa parceria estabelecida com a Prefeitura.

Estádio

Estádio do Trabalhador
Capacidade 10000
Inauguração: 01/10/1992

Títulos

FUTEBOL AMADOR

1981 – Campeão da categoria Dente de Leite, no Torneio Prefeito Noel de Carvalho.
1982 – Campeão do Torneio Juniors da Cidade de Resende.
1983 – Campeão da Categoria Mirim, na Copa da Cidade de Resende.
1983/84 – Bicampeão da Mini Copa Dente de Leite.
1985 – Campeão Amador da Cidade de Resende.
1987 – Campeão da Primeira Fase do Torneio Brasil e USA.
1990 – Campeão de Juniores da Liga Desportiva de Resende.
1991 – Vice Campeão da categoria mirim da cidade de Resende.
2000 – Vice Campeão Juvenil do Troféu Brasil.
2003 – Vice Campeão Infantil da Copa João Queiroz.

FUTEBOL PROFISSIONAL

2007 – CAMPEÃO DA 2ª. DIVISÃO DE PROFISSIONAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Apelido: Gigante do Vale

Site

http://www.resendefc.com.br


sábado, 17 de janeiro de 2009

Bacabal Esporte Clube

O Bacabal EC é um clube de futebol da cidade de Bacabal no Estado do Maranhão,Brasil. Foi o primeiro clube do interior a vencer o Campeonato Maranhense. Em 1996, durante um periodo de três meses, o clube contou com o volante Andrade e o meia Adílio ex-jogadores do Flamengo campeões do Mundial Interclubes de 1981.

Em 2008, o clube conquista a Taça Cidade de São Luís, sob o comando do treinador Dário Lourenço.


Fundação: 12 de Março de 1974

Títulos
Campeonato Maranhense: 1 Vez (1996).
Taça Cidade de São Luís: 2 Vezes (1991, 2008)
Taça Prefeitura de São Luis: 1977.
Torneio Incentivo: 1975, 1976.
Hino
http://www.mp3tube.net/br/musics/Bacabal-Esporte-Clube-Hino-do-BacabalMA/152429/


Estádio: José Luís Correa (Correão)


Capacidade: 12.000

Mascote: Leão do Mearim







Site

http://www.becnet.hpg.com.br/
http://www.leaodomearim.com/ (fora do ar)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Maranguape Futebol Clube

No inicio, O campeonato estadual era a apenas o campeonato de uma cidade.Todos os participantes eram de Fortaleza. A primeira cidade a ter um representante foi Maranguape com o Maranguape Foot-Ball Club. Depois veio o Maranguape SC em 1924. Depois de 74 anos a cidade de Maranguape volta a ter um representante na divisão principal: é o Maranguape Futebol Clube, segundo colocado na 2ª divisão em 2001
A equipe foi fundada em 17 de novembro em 1997. O atual Maranguape é a 3ª equipe da cidade a ter participação em campeonatos estaduais. Todos tiveram o nome de Maranguape.

2002. O técnico Paulo Mauricio está empougado. A equipe vem com jogadores do interior como o meio-campo Pantera ( ex-Uniclinic ) e Maurim ( ex-Ferroviario ) Erivelton; Isack, Marcelo, Claudeci e Rony; Odair, Pantera, Nozinho e Reginaldo França; Wisley e Adailton. O objetivo de todos que fazem o Maranguape é levá-lo as primeiras colocações. O time q foi vice-campeão da serie B do estadual, ano passado, pretende ficar entre os cinco melhores do Estado este ano.

2003. O Gavião da Serra é um dos favoritos entre os clubes do interior. Valdo; Isaac; Lúcio ;Igor e Cleiton Cearense; Odair, Gledstone, Nozinho e Reginaldo França; Gilson Maratá e Almeida. Técnico:Flávio Araújo.

2004. Acabar com o estima de ser o terceiro colocado no Campeonato Cearense, é este o pensamento do Maranguape. O Time da Serra fez uma reformulação geral no seu elenco em relação ao que disputou a referida competição na temporada passada. Iniciou pela comissão tecnica que agora tem á frente Solimar Rossini. No elenco, permaneceram alguns atletas, dentre eles, João Neto, Litônio, Odair, Almeida, Nozinho e Geovani. Por este motivo, a diretoria teve que investir em contratações, como do goleiro Brandão, Marcelo Sergipano, Índio, Santiago, Cafu, Marcio Santos, Wilsinho, Dindô, Mário Rubens.

2005. O Time do Maranguape terminou em 2° colocado no campeonato cearense de 2005.

Em 2006 disputando a 1ª divisão o Maranguape fez uma grande campanha. Passou o campeonato na intermediaria do campeonato, terminou a competição em 6º lugar, garantindo a sua permanencia na 1ª divisão do estadual.

No ano de 2007 o Gavião foi rebaixado para a 2ª divisão, com uma apresentação naum muito agradavel. Na ultima rodada o time ainda com chances de permanecer a 1ª divisão mas, levou uma goleada para o Icasa no Moraizão, de 6x1, e acabou rebaixado para a tristeza de sua torcida.

2008. O Timaço da cidade Serrana, teve uma grande apresentação , com otimos jogadores. Alguns atletas se destacaram , como o Danilo Pitbull, Telles, João Neto, o goleiro Jonathan, Joãozinho, Nô e outros.O time terminou em 6º na fase classificatoria, e no exagonal final, terminou em 1º. Ainda pela frente o Guarany de Sobral, para disputar o titulo. Já com sua vaga garantida na serie A, o time foi até Sobral tentar a vitoria. Mas perdeu de 3x1, e em Maranguape com um show de sua torcida lhe insentivando, conseguiu reverter e ganhar de 1x0, gol de Wilson. A partida foi para os penaltis, e para a tristeza da torcida, alvi-verde foi derrotado.

Hino

"É o nosso Gavião da Serra
De vitória em vitória
Nos faz vibrar de emoção
Em busca de grandes conquistas
Maranguape verdadeiro Campeão!!!
Teu verde esperança
E o branco da paz
Transforma um craque em guerreiro aldaz
Maranguape Futebol Clube o Verdão
É o time do nosso coração!!!
Com tua garra e determinação
Conquistando o apogeu e a glória
Presenteando a imensa torcida
Que vibra e agita em cada vitória
MARANGUAPE,MARANGUAPE!!!
GUERREIRO NA ARTE DE FAZER GOL
EM CADA JOGO A HISTÓRIA
NOS TÍTULOS A GLÓRIA
DO TEU LINDO FUTEBOL"

Autor: A confirmar

Estádio

O Moraisão, cujo nome oficial é Estádio Francisco Cardoso de Morais, é um estádio de futebol brasileiro com capacidade para 5 mil pessoas. Está localizado na cidade de Maranguape, no estado do Ceará, e recebe jogos do Maranguape Futebol Clube.

Mascote

Acima, o mascote do Maranguape F.C. , o Gavião da Serra como é chamado por não só os torcedores do Maranguape, mais também por sábio do futebol cearense.







Site

http://maranguapefclube.blogspot.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Associação Desportiva São Caetano

Um grupo de pessoas ligadas ao esporte de São Caetano do Sul, liderado pela família Tortorello, resolve reerguer o futebol na cidade, que já havia passado por boas fases com o São Caetano Esporte Clube (anos 30), a Associação Atlética São Bento (anos 50) e o Saad Esporte Clube (anos 70), todos ex- integrantes da elite do futebol paulista.
Primeiro, o grupo utilizou o nome da Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara, clube de São Caetano que atendia à principal exigência da FPF (Federação Paulista de Futebol): ter disputado campeonatos nos últimos três anos. Uma vez filiado, o nome mudou para Associação Desportiva São Caetano.

As cores azul e branco foram adotadas devido à bandeira da cidade. O escudo do São Caetano foi desenhado por Waldemar Zambrana. O time entrou em campo pela primeira vez em jogos oficiais no dia 18 de março de 1990, pela Terceira Divisão do Campeonato Paulista, empatando com o Comercial de Registro em 1 a 1. O atacante Taloni foi o autor do primeiro gol oficial da história do São Caetano.

CRESCIMENTO ALUCINANTE

O São Caetano é o maior exemplo de crescimento a curto prazo. Após dois anos de sua fundação, em 1991, a equipe foi campeã estadual da Terceira Divisão. Com isso, ganhou destaque, conquistou a simpatia da pequena população da cidade, de apenas 15km², na divisa com a Capital.
A equipe permaneceu na Série A-2, mas retornou novamente do início. Foi em 1998, com o novo acesso e o vice da Série C do Campeonato Brasileiro, que o Azulão deu a grande arrancada de sua história. No ano seguinte, ficou atrás apenas do Avaí, sendo vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Série B.

O ‘PEQUENO GIGANTE’

O futebol brasileiro ficou conturbado em 2000, com disputas entre as entidades e clubes. Assim, foi criada a Copa João Havelange, o campeonato nacional, dividido em dois módulos: verde (times da Primeira Divisão) e amarelo (Segunda Divisão), que se enfrentariam num mata-mata na fase final.
Sob o comando de Jair Picerni, o São Caetano ficou em segundo no módulo amarelo e se classificou. Pela frente, teve o tradicional Fluminense. Após um empate em três gols no Palestra Itália, o Azulão embarcou para o Rio, onde enfrentaria o Tricolor no gigante Maracanã. Mesmo com 70 mil torcedores contra, Adhemar fez 1 a 0, ficou conhecido como ‘Canhão do Anacleto Campanella” e levou o time adiante na competição.
O pequeno tornou-se gigante, após eliminar Palmeiras e Grêmio, chegando à final contra o Vasco da Gama. No primeiro jogo, empate em um gol. Na volta, em São Januário, no Rio, uma tragédia: a queda do alambrado do estádio, que machucou centenas de pessoas e provocou um terceiro duelo, desta vez, no Maracanã. Mesmo com a derrota por 3 a 1, o Azulão ganhou destaque nacional e foi considerado pelos demais torcedores como o “campeão moral”.
O vice deu direito à equipe de participar da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001. Neste ano, foi campeã paulista da Série A-2, conquistando o acesso à elite. Poucos acreditavam, mas o Azulão voltou a alçar um grande vôo, novamente com Jair Picerni.
Num time formado por Silvio Luiz, Mancini, Müller, Daniel, Esquerdinha, Dininho, Serginho e Magrão, entre outros, o São Caetano eliminou grandes equipes e chegou novamente à final nacional. A cidade se mobilizou e 22 mil pessoas lotaram o Anacleto para ver a decisão contra o Atlético-PR. Nem a derrota, com um novo vice, apagou a estrela do Azulão.

PROJEÇÃO INTERNACIONAL

O São Caetano ganhou projeção internacional em 2001, quando disputou sua primeira Copa Libertadores da América, vaga conquistada com o vice da João Havelange. No Grupo 7, se classificou para a segunda fase ao lado do Cruz Azul (México). Depois, na fase eliminatória, se deparou com o Palmeiras. Venceu em casa por 1 a 0, perdeu no Palestra pelo mesmo placar e, nos pênaltis, viu a vaga escapar.
Com o vice do Brasileiro de 2001, voltou a percorrer a América em 2002. O Azulão liderou o Grupo 1, deixando para trás Cobreloa (Chile), Alianza Lima (Peru) e Cerro Porteño (Paraguai). No mata-mata, passou pela Universidad Católica (Chile), Peñarol (Uruguai) e América do México. E foi o mais jovem finalista da Libertadores. O Olímpia (Paraguai) foi o adversário.
O Azulão surpreendeu os paraguaios em pleno Defensores Del Chaco, fazendo 1 a 0. A volta foi no Pacaembu. O time perdeu o jogo no tempo normal por 2 a 1 e foi para a decisão por pênaltis. Nem o azar, com a derrota por 4 a 2, minimizou a campanha do São Caetano, que foi além de muitos outros times de tradição do futebol brasileiro.

Enfrentar o São Caetano virou sinônimo de perigo para os grandes clubes do País. Após dois vices nacionais e a campanha extraordinária na Libertadores, o Azulão ficou com a quarta colocação do Brasileirão 2003, dando uma vaga na Libertadores 2004. Neste ano, chegou à fase eliminatória. Empatou duas vezes com o Boca Juniors (Argentina) e parou novamente nos pênaltis, desta vez, no estádio La Bombonera.

O GRANDE TÍTULO

Em 2004, liderado pelo técnico Muricy Ramalho, o São Caetano conquistou seu primeiro título de peso. Com estrelas como Silvio Luiz, Luiz, Dininho, Thiago, Ânderson Lima, Serginho, Triguinho, Marcelo Mattos, Mineiro, Gilberto, Marcinho, Euller e Fabrício Carvalho, o Azulão eliminou São Paulo e Santos antes de fazer a grande final com o Paulista de Jundiaí. Duas vitórias no Pacaembu (3 a 1 e 2 a 0), com mais de 20 mil pessoas por jogo, renderam ao time do Grande ABC o lugar mais alto do principal torneio estadual do Brasil.

O bicampeonato estadual bateu na trave três anos depois. Novamente desacreditado e sob o comando de Dorival Júnior, o Azulão eliminou o São Paulo na semifinal e decidiu o título com o Santos. Luiz, Douglas e Somália lideraram a equipe, que venceu o primeiro jogo por 2 a 0. Na volta, derrota pelo mesmo placar. Como tinha melhor campanha, o Peixe acabou ficando com a taça.

Títulos

- Campeão Paulista da Primeira Divisão (2004)
- Campeão Paulista da Série A-2 (2000)
- Campeão Paulista da Série A-3 (1991 e 1998)

ESTÁDIO MUNICIPAL ANACLETO CAMPANELLA

Escolha do nome: Anacleto Campanella foi a forma encontrada pelos construtores do estádio para homenagear o então prefeito da cidade. Anacleto Campanella foi uma das pessoas mais importantes da história de São Caetano do Sul e governou a cidade durante oito anos (1953-1957 e 1961-1965), em seus dois mandatos na prefeitura.

Inauguração: 2 de janeiro de 1955.

Primeiro jogo: São Bento de São Caetano 1 x 0 XV de Piracicaba.

Recorde de público: 20 mil pessoas (23/12/2001, São Caetano x Atlético-PR, final do Campeonato Brasileiro).

Capacidade atual: 14 mil pessoas.

Hino
Letra e música de:
Carlos Roberto de Jesus Polastro

-No dia quatro de dezembro aconteceu Aquele fato que marcou a nossa história Foi nessa data que, pujante ele nasceu Um clube já predestinado para a glória Com disciplina e respeitando seus rivais Parte prá luta para ser o "Campeão" Leva a torcida... para o delírio Alegra o meu coração São Caetano... vamos prá vitória Nosso objetivo é só o gol... "gol !" Marque prá sempre, fique na memória Mostre ao povo o que é futebol São Caetano... brilhe e a sua luz Se perpetuará na imensidão Honre a cidade que te batizou Ostenta, no alto, seu pendão.


Mascote

O Azulão em forma de pássaro nada mais é do que uma homenagem de seus fundadores às cores tradicionais do São Caetano. A certeza de que faria vôos altos em sua trajetória definiu o mascote como um pássaro. A escolha da ave que representa o clube não poderia ter sido melhor. Afinal, o São Caetano disputou as principais competições (como Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonato Paulista) com a beleza de um vôo que só os pássaros são capazes de fazer.

Site

http://www.adsaocaetano.com.br

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Náuas Esporte Clube

O Náuas Esporte Clube foi fundado em 19 de outubro de 1923 na cidade de Cruzeiro do Sul-Acre. Esse nome é uma homenagem a tribo índigena NÁUAS existente em Cruzeiro do Sul na época. Hoje o Náuas Esporte Clube trabalha para ser o melhor clube do Vale do Juruá. O Náuas é primeiro clube profissional do Vale do Juruá.

É o segundo clube mais antigo do Acre em atividade, fundado em 1923, superado apenas pelo Rio Branco, o qual fora fundado em 1919.

Em 2008, o clube profissionalizou-se e participou pela primeira vez de uma edição do Campeonato Acreano.

Estádio

O estádio Totão está localizado no município de Mâncio Lima, distante 30Km de Cruzeiro do Sul.

Capacidade 2000

Mascote
Indio Náua








Site

http://nauasesporteclube.blogspot.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Petrolina Social Futebol Clube Sociedade Civil Ltda.

O Petrolina Social Clube tem uma curta trajetória, pois foi fundado recentemente, em 1998. Ele, juntamente com o 1º de Março, são os principais representantes da cidade sertaneja de Petrolina. No entanto, o 1º de Março Esporte Clube se encontra hoje na segunda divisão do Campeonato Estadual Pernambucano, sendo o Petrolina o único representante do município na elite do futebol do Estado.

O time também é conhecido como Fera Sertaneja e a sua mascote é o Tigre, figura que aparece no seu escudo. Suas cores são o verde, amarelo e vermelho.

Desde o seu início, em 11 de novembro de 1998, como Petrolina Futebol Clube no sertão de Pernambuco, o time foi crescendo e, no ano de 2001, conseguiu o seu maior feito, o título de campeão da segunda divisão estadual. Na elite, o clube permaneceu entre os anos de 2002 e 2005, quando foi rebaixado, conseguindo o retorno após boa aparição na disputa do segundo escalão em 2007.

Em 2008, altera o nome para Petrolina Social FutebolL Clube S/C LTDA, e disputa pela primeira vez uma competição nacional, a Série C.

Hino

Quando surge a fera sertaneja
Nasce forte como é forte o sertão,

Petrolina heróico Petrolina,

És o clube do meu Coração


Suas cores representa a cidade

Amarelo e verde rubro dessa terra,

Quando surge o escrete no gramado,

A torcida ped
e o seu grito de guerra
É Fera é Fera é Fera é Fera é Fera.

Títulos

Campeonato Pernambucano de Futebol da 2ª Divisão: 2001.

Estádio

O Petrolina realiza seus jogos no Estádio Paulo de Souza Coelho, mais conhecido como “Paulo Coelho”, em Petrolina, PE, com capacidade para 5.000 Pessoas.

Mascote
Tigre









Site
http://ferasertaneja.blogspot.com

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Esporte Clube Avenida

A cidade crescia e com ela sua população. Em 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar outro clube. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.” Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, sublinha. O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida. Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda. Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. Nos anos 60, o Avenida ganhou uma mãozinha divina, ou melhor, um pezinho. O padre da paróquia que atendia a Várzea, Orlando Pretto, hoje pároco da catedral, cedeu às tentações do esporte e passou a treinar com o time. “Tudo sob a bênção do bispo dom Alberto Etges”, sublinha ele. “Eu era um jogador voluntarioso, craque não”, se autodefine. “Tinha um chute forte e velocidade, mas não era um grande driblador.” Preenchia posições na ponta direita e brincavam: lá onde acaba o campo não cresce grama, porque é onde o padre pára e dá o giro para o retorno.

O técnico Daltro Menezes quis chamar a atenção em um amistoso do Avenida contra o Internacional e combinou que o padre jogaria 10 minutos no final. Mas o destino conspirou contra — o pai do padre adoeceu, impedindo sua participação. Certa feita, ele atuou inclusive de comentarista, ajudando o Ernani Aloísio Iser de dentro do campo. Foi na partida contra o América, campeão carioca, em domingo de muita chuva. “Tu não podes me identificar como padre no rádio, me chama de Orlando Francisco”, alertou ao narrador. Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, uma jogada fenomenal: o placar estava 0 a 0, a bola molhada, o meia-esquerda Jaime, do Avenida, chuta forte de esquerda, de fora da área e a bola dá a impressão de que ia entrar, mas um ângulo misterioso a desvia na última hora. Iser, emocionado e já preparado para gritar gol, aciona o pároco: “faaala padre Pretto”. No dia seguinte, senhoras foram ao bispo reclamar do padre metido em futebol.

No início dos anos 70, uma fusão com o rival Santa Cruz tenta resolver a difícil situação financeira dos dois clubes, mas não foi vista com bons olhos pelo Avenida. O novo time se chamava Associação Santa Cruz do Futebol e vestia as cores amarelo e azul. Diante da resistência do Avenida, foi tentado o uniforme verde e preto, mas mesmo assim a fusão não foi para a frente.

O Avenida ficou com seu Departamento de Futebol parado entre 1990 e 1997, com atividades apenas sociais.

Em 1998, o Avenida retomou aos gramados, disputando a Série C do Campeonato Gaúcho. Acabou com o Vice-Campeonato, garantindo assim acesso à Série B do Gauchão. No ano seguinte, o clube fez a sua melhor temporada no futebol em todos os tempos, conquistando o título da Série B gaúcha. Como naquele ano, as equipes classificadas da Série B entravam direto na 2ª fase do Gauchão Série A, o Avenida entrou direto nas oitavas-de-final, para enfrentar o Grêmio. No primeiro jogo, o Avenida ganhou o por 1x0, gol do meia Marquinhos e bela atuação de um jovem promissor Rodrigo Leite. No jogo de volta, porém, o Grêmio venceu por 3x0, levanda a partida para a prorrogação. Aí, nova vitória do Grêmio, por 2x0.

Em 2000, o Avenida finalmente estava na Série A do Campeonato Gaucho. Entretanto, a equipe teve problemas durante a competição, e acabou rebaixada novamente a Série B. Ainda em 2000, a equipe disputou a Série B, garantindo nova vaga na Série A, através da repescagem. Mas, em 2001, o clube foi mais uma vez rebaixado para a Série B. Sofreu 6 a 1 do Novo Hamburgo, o que garantiu sua ida à chamada "Segundona", entrando em séria crise financeira. Oito anos depois, porém, voltou à série A, ao vencer o São Paulo por 3 a 0.

Títulos

Vice-Campeonato Gaúcho 2ª Divisão: 3 vezes (1964, 1998) e (2008).
Copa Intergração Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari: 1985.
Copa RBS 150 de Imigração Alemã: 1999.

Hino

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça

A camiseta molhada na vitória ou na derrota
Vem demonstrar claramente a garra da tua gente
Salve o Periquitão do meu coração
Tu és alegria

E o verde e branco da tua bandeira
Quero exaltar noite e dia

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça


Estádio

Estádio dos Eucaliptos
Capacidade: 3.200 torcedores

Mascote
Periquito

Site
http://www.esporteclubeavenida.com.br


domingo, 11 de janeiro de 2009

Social Futebol Clube

Em 1920, o antigo Calado (hoje, centro de Coronel Fabriciano) sediava escritório de duas empresas, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Cia. Belgo-Mineira. A Belgo-Mineira tinha suas tradições na cor azul. A pintura de seus veículos e de suas casas eram nessa tonalidade. A E.F.V.M, por sua vez, tinha como cores o verde, o vermelho e o amarelo, que estavam estampados em suas locomotivas "maria-fumaça". E foi assim, através do azul e do amarelo, que surgiram duas equipes de futebol. Sendo o time amarelo da ferrovia, conhecido como Ferroviário. E o time azul era o da Belgo-Mineira. Por volta de 1935, o povo de Calado resolveu juntar os dois times. O primeiro nome escolhido foi Sociedade. No início da década de 1940, surgiu a idéia de Social Futebol Clube, nome registrado e oficializado em outubro de 1944. Seu primeiro presidente foi o superintendente da Belgo-Mineira, Joaquim Gomes. As cores preto e branco da camisa substituíram os tons azul e amarelo. A nova camisa era inspirada nas cores do Santos Futebol Clube. Inclusive, o modelo do escudo do Social originou-se também do escudo do Santos, aproveitando as iniciais SFC.

Anos 50-60 - Memoráveis batalhas campais entre Social, Usipa e Acesita

Termina a fase de adoção do Social pela Belgo Mineira. Sob a direção do empresário Mariano Pires Pontes, o clube monta grandes equipes para fazer frente ao clube Usipa, de Ipatinga e Acesita, de Timóteo, bem como ao Comercial e Minas, de Nova Era.

Era a época de memoráveis torneios regionais. A emancipação de Ipatinga e Acesita acirra a rivalidade entre os clubes, empolga os torcedores e transforma as partidas em verdadeiras batalhas campais.

Anos 70

No final da década, dirigentes e simpatizantes começam a discutir a viabilidade da profissionalização do Social. A transformação e o crescimento populacional faz surgir várias equipes amadoras. A situação leva ao consenso de que não se justificaria mais manter o clube no amadorismo, cuja própria concorrência fomenta o surgimento de um time maior. Aí surgiu a idéia de se disputar o Torneio de Acesso da Federação Mineira de Futebol em 81, primeiro estágio na escalada do profissionalismo.

Anos 80 - O Social filia-se à Federação Mineira de Futebol e disputa o Torneio de Acesso

A série de amistosos preparatórios contra Vila Nova, Cruzeiro, América, Atlético, Democrata de Sete Lagoas, Bonsucesso (RJ) e Valério doce, de Itabira, resultam em muito otimismo. Mas, o profissionalismo não é só sonho. A menos de um mês do início do torneio, o técnico Juquita se demite. No meio da crise, a diretoria é substituída por um grupo de ex-diretores e simpatizantes, entre os quais Ubiracy Ataíde Martins, Waldir Fenandes, Marcos Aurélio Costa, Ivan de Campos Belo, Jorge Monte Alto e José de Souza Batalha, este último como presidente.

Além disso, a participação do clube no campeonato só foi possível graças ao empenho do advogado Dilson de Aquino junto ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Uma exigência da antiga Confederação Brasileira de Desportos, só permitia a participação em competições nacionais de equipes cujas cidades tivessem mais de 100 mil habitantes. O parecer favorável do relator do processo, André Richet (ex-presidente do Flamengo), se baseou no argumento de que o Vale do Aço possuía mais de 500 mil habitantes, ressaltando a característica de conglomerado urbano da região. Vinte anos mais tarde é criada a Região Metropolitana do Vale do Aço.

A uma semana do início da competição uma “proposta irrecusável” leva o técnico Juquita para o Guarani, de Divinópolis. Na seqüência, e no sufoco, a equipe passa pelo comando de quatro ténicos: o massagista Claudio Fonseca, que escala o time para as primeiras partidas; o zagueiro Fifi, que comanda o Social em boa parte do campeonato; Otávio Cirilo, que comanda o time em apenas três jogos; e Pedro Paulo (ex-jogador do Cruzeiro), que dirige o time em seis partidas.

A estréia do Social no futebol profissional acontece em Araxá, em 6 de julho, contra o Araxá. Empate sem gols. A equipe que veste oficialmente pela primeira vez a camisa do Social é: Adilson, Lau, Fifi, Pitoca e Geraldão; Beto, Julinho, Chicão e Luciano (Vanderley); Eli e Zé Laurindo.

Os sobressaltos e as dificuldades comuns, em vôos mais altos, resultam numa campanha iregular: 3 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 8 gols marcados e 17 sofridos. Com a desclassificação e uma série de outros fatores, o clube acaba se licenciando por um período de 10 anos.

1986 - A arrancada do Estádio Louis Ensch

Aproveitando o momento propício da economia no país, quando a primeira fase do Plano Cruzado ainda era favorável a investimentos, o então presidente Ubiracy Ataíde Martins pode enfim viabilizar parte do seu sonho de auto-sustentação do clube.

Com a construção de lojas nas ruas Maria Mattos e 12 de Outubro, é possível gerar recursos, construir parte das arquibancadas do estádio e começar a traçar a volta ao profissionalismo.

Anos 90 - De volta ao sonho do profissionalismo

Dez anos depois de sua primeira participação no Torneio de Acesso, o Social retorna à 2 a Divisão. Sob o comando do técnico Percy Gonçalves e com um elenco formado por semiprofissionais, a equipe não consegue resultados expressivos, embora tenha se classificado para a fase semifinal da competição. No correr das semifinais, Percy Gonçalves deixa o clube, obrigando a diretoria a buscar uma solução caseira: alguém que já havia conquistado um título amador para o clube em 1988 e tinha pela frente uma carreira vitoriosa no futebol mineiro: José Ângelo Ferreira, o Preca.

Sem jogadores que pudessem desequilibrar individualmente, o time se despede da competição no dia 10 de novembro, com vitória de 3 a 2 sobre o América, em Teófilo Otoni.

1995 - Social Campeão Mineiro da Segunda Divisão

O presidente Adílio Coelho e o diretor de futebol Ubiracy Ataíde Martins fazem um detalhado planejamento para a temporada, incluindo reformas no estádio, alojamentos e escolha minuciosa do elenco. Para o comando é contratado o técnico José Angelo, responsável pela bela campanha da Patrocinense no primeiro semestre de 95, elenco que será a base do Social na temporada. O acerto desse planejamento é confirmado com o título de Campeão da Segunda Divisão e uma performance invejável da equipe durante o torneio. Em 18 partidas o Social venceu 13, empatou 3 e sofreu apenas 2 derrotas. Marcou 38 gols e levou 14. O ponta-direita Washington, emprestado pelo Cruzeiro, artilheiro do campeonato com 12 gols, é contratado em seguida.

Social Campeão Mineiro do Módulo II - 1996

21 de agosto. Estádio Louis Ensch. De posse da faixa de campeão, o Social vence o Montes Claros por 2x1 no último jogo da temporada. Luizão abre o placar para o Montes Claros, mas de 4 mil torcedores empurram o time para a virada com gols de Helinho e Messias, este de pênalti. A torcida socialina descobre o doce sabor de varar a madrugada comemorando um título.

O Social no Campeonato Mineiro - 1997

Em 1997, o Saci fez uma campanha memorável. Ficou em quarto lugar, à frente do Atlético Mineiro. Chegou às semi-finais, onde disputou o jogo mais emocionante de sua história, contra o Villa Nova. A partida ficou marcada por permitir que um clube do interior disputasse a final após 50 anos. O técnico da equipe era José Ângelo "Preca".

Ainda no mesmo ano, o Saci disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar da eliminação na segunda fase, resultados históricos foram obtidos, como a vitória de 2 a 1 sobre a Inter de Limeira, campeã paulista de 1986, e 4 a 0 sobre o Villa Nova, vice-campeão mineiro do mesmo ano.

No Campeonato Mineiro de 1998 o Saci fez uma campanha modesta, ficando em sétimo lugar. O time foi eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro. Já em 1999, o Social sofreu a maior frustração de sua história, sendo rebaixado para o Módulo II. Em 2000, a campanha foi fraca e o time ficou em nono lugar. Em 2001, o resultado foi um pouco melhor e a equipe se classificou para o hexagonal final, mas terminou o campeonato em quinto lugar e permaneceu no Módulo II. Em 2002 conseguiu o retorno ao Módulo I como vice-campeão do Módulo II. Foi novamente rebaixado em 2004, mas, após três anos no Módulo II, o clube retornou ao Módulo I ao se sagrar campeão em 2007.

Evolução do escudo

O modelo do escudo do Social em 1944 originou-se do Santos, aproveitando as iniciais SFC. Na década de 1950 o escudo passa a ser um triângulo com as letras SFC, modelo que se mantém por um longo período mas seria modificado diversas vezes, chegando a ter uma silhueta lembrando as de Atlético e América, até voltar a se assemelhar ao escudo do Santos. Em 1998 é usado um escudo mais quadrado, com o acréssimo da cor cinza, tradicional no time embora não antes representada no escudo. Além de SFC tinha VA, de Vale do Aço. O escudo é rapidamente abandonado e volta o modelo do Santos, com a diferença de ter Social no lugar de SFC e, por vezes, um Saci no lugar da bola. Com o vice do Módulo II em 2002, o Social desenvolve modificações no escudo, dando maior originalidade. A silhueta ainda remete ao Santos, a exemplo de outros clubes que a utilizam, como Uberlândia, URT e Caldense. As faixas, entretanto, foram reduzidas a três linhas curvas, a bola de futebol foi eliminada e a faixa diagonal é substituída por uma horizontal no topo do escudo, voltando a conter as iniciais SFC. Este modelo se mantém até a atualidade.





Estádio

O Estádio Louis Ensch, ou Luizão, como é mais conhecido, é onde o Social Futebol Clube realiza seus treinamentos e jogos onde possui o mando de campo.
Localizado na área central da cidade de Coronel Fabriciano, o estádio contém uma boa estrutura em comparação com outros estádios do interior.
O nome do estádio é uma homenagem ao então diretor da Belgo Mineira Dr. Louis Ensch. A Belgo Mineira era muito influente em Coronel Fabriciano neste tempo. No amadorismo, a maioria dos jogadores do Social possuia outro emprego principal, sendo a Belgo Mineira, juntamente com a Estrada de Ferro Vitória a Minas, uma das maiores empregadoras desses jogadores.
Capacidade: 6.000 pessoas

Títulos

Campeão Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 2007.
Vice-Campeonato Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 2002.
Vice-campeão mineiro do interior: 1997.
Campeonato Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 1996.
Campeonato Mineiro da Segunda Divisão: 1995.

Hino
http://static.hsw.com.br/mp3/social-mg-hino.mp3
Mascote

A adoção do Saci como mascote do time fabricianense ocorreu em 1981, quando a diretoria, sob a presidência de Walter Maia, decidiu inscrever o clube na Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. Para motivar os torcedores, os dirigentes resolveram promover um concurso para escolher a ilustração que melhor representasse a peculiaridade do clube. Depois de analisar quase 200 desenhos, com várias sugestões de símbolos e mascotes, os jurados acabaram se decidindo pelo saci, que mais tarde viria a ser adoado entusiasticamente pelos torcedores e principalmente pelos chargistas.

O autor da idéia foi o ilustrador José Guilherme Fernandes Lima, na época com 38 anos. A criação, lembra Guilherme, foi uma parceria com o jornalista Marcondes Tedesco, proprietário do Diário do Aço, época em que a sede do jornal era em Coronel Fabriciano. Tedesco é também o autor da Pantera, mascote do Democrata de Governador Valadares.

Site
http://www.socialfutebolclube.com.br

sábado, 10 de janeiro de 2009

Botafogo Futebol Clube


O Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto foi fundado em 1918. Naquela época, cada bairro da cidade era representado por um ou mais times, que jogavam entre si em disputas bastante acirradas. Na Vila Tibério, três equipes dividiam a preferência dos torcedores locais: União Paulistano, Tiberense e Ideal Futebol Clube. Com os craques do bairro diluídos por três times, a Vila Tibério não contava com um representante que fizesse frente aos outros clubes da cidade, como o Comercial, o Operário, o Itália, o Atlântico e o Força e Coragem.

Para reverter essa situação, um grupo ligado ao Ideal F.C. convidou representantes dos outros dois times de Vila Tibério para discutirem a possibilidade de uma fusão, buscando o apoio de todos os moradores do bairro em torno de apenas um clube. Desse primeiro encontro participaram Francisco Oranges, membro da diretoria do Tiberense; Pedro, José e João Aguiar, dirigentes do União Paulistano; além de Júlio Pé de Ferro e Antônio Cardoso, jogadores do União Paulistano.
Depois de consumada a união entre os três times, faltava escolher o nome do novo clube. Diz a lenda que depois de muita discussão e confusão, sem que se chegasse a nenhuma conclusão, um dos diretores declarou que botaria fogo em todos os documentos e que a fusão das equipes seria desfeita. A ameaça incendiária do dirigente acabou ajudando na escolha do nome. Nas primeiras décadas do século, o Botafogo do Rio de Janeiro era um dos clubes mais famosos do Brasil e todos concordaram em homenagear o time carioca na hora de batizar a nova associação.

Na posse do primeiro presidente, Joaquim Gagliano, funcionário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, foi realizado o primeiro rateio para a compra de material esportivo para o Botafogo. Funcionários da Cervejaria Antarctica e da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro logo aderiram ao novo clube, como torcedores e colaboradores.
A primeira partida do Botafogo aconteceu em Franca, contra o Esporte Clube Fulgêncio. O time de Ribeirão Preto não se intimidou em estrear fora de casa e venceu por 1 a 0. A festa foi completa em Vila Tibério, onde os moradores tomaram as ruas para comemorar ao lado do presidente Gagliano e dos diretores do clube.

A primeira conquista veio em 1927, quando o Botafogo sagrou-se Campeão do Interior. Foi a única vez que um time de Ribeirão Preto levou esse título, glória que o maior rival dos botafoguenses, o Comercial, não possui em sua história.
O ano de 1956 foi um dos mais brilhantes na história do Botafogo. O clube foi o campeão do Centenário de Ribeirão Preto, ao vencer o Comercial por 4 a 2; foi premiado com a Taça dos Invictos, que pela primeira vez era oferecida a um clube do interior, depois de ficar 19 partidas sem ser derrotado; e conquistou o título da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, garantindo o direito de jogar junto aos grandes times de São Paulo.

O título foi assegurado depois de três jogos contra o Paulista. No primeiro, em Ribeirão Preto, o Botafogo venceu por 1 a 0. A segunda partida foi realizada em Jundiaí, e dessa vez o Paulista saiu vitorioso: 3 a 1. Foi necessário marcar mais um jogo, só que agora em campo neutro. O gol de Dicão, no Parque Antártica, foi suficiente para levar o título para Ribeirão Preto. No dia seguinte à vitória foi decretado feriado na cidade para que todos pudessem receber os heróis que levaram o Pantera à Primeira Divisão do Campeonato Paulista.
Em 1977, 21 anos depois da conquista do título da Segunda Divisão, o Botafogo voltou a ser responsável por um inesperado dia de festa em Ribeirão Preto. O Tricolor foi o campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista e ficou com a Taça Cidade de São Paulo. Um dos maiores jogadores revelados pelo Botafogo participou dessa conquista: Sócrates. O time principal do Botafogo no título da Taça Cidade de São Paulo era formado por: Aguillera, Wilson Campos, Nei, Manoel e Mineiro; Mario, Lorico e Sócrates; Zé Mario, Arlindo e João Carlos Motoca.

Somente na década de 90, o Botafogo voltou a figurar na elite do futebol brasileiro. O clube de Ribeirão Preto voltou a disputar a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro em 99, depois dos vices-campeonatos na Série C, em 96, e na Série B, em 98, quando perdeu o título para o Gama. O Primeiro Jogo A estréia do novo clube fundado em Vila Tibério, foi contra o E.C.Fulgencio, da cidade de Franca. O jogo foi realizado no campo do adversário, e a vitória coube ao Botafogo, pela contagem de 1x0. Nesse dia, os moradores de Vila Tibério saíram às ruas, para comemorar a vitória junto com os seus jogadores, fazendo com que a diretoria, comandada pôr Gagliano, composta pôr Domingos Borges, pela Família Trigo, pôr Francisco Oranges e pelos Irmãos Aguiar, encontrasse forças para realizar um trabalho cada vez maior, dando origem à grandeza que hoje é o Botafogo Futebol Clube. Nessa mesma época, Manoela Trigo fundou a torcida feminina do tricolor, e, segundo muitos, chegou a presidir o clube, em um momento de dificuldades, quando muitos acreditavam que a Agremiação fosse desaparecer. Nove anos mais tarde, o Botafogo conquistaria o seu primeiro grande título, em 1927, tornando-se Campeão do Interior, suplantando ao grande rival, o Comercial FC, que também tentava tal triunfo. Naquele ano, dividiram a presidência do Botafogo, Augusto Silva e Adriano dos Santos, sendo a equipe de futebol, capitaneada pôr Maximo Trujillo, conhecido como "Carrapato", que terminou seus dias como funcionário do clube, trabalhando de copeiro na sede administrativa do tricolor.

Primeira Grande Conquista
O ano de 1956 surge como um ano de grandes glórias para o Botafogo.
A conquista da primeira Taça dos Invictos para o interior paulista, troféu instituído pelo jornal “A Gazeta Esportiva”, já anunciava a condição da primeira grande conquista do tricolor que seria o acesso à principal divisão do futebol de São Paulo, título este perseguido desde 1947. Incluído na série A do torneio dos campeões, o Botafogo tornou-se um dos finalistas, juntamente com o Paulista da cidade de Jundiaí. As finais foram disputada em uma melhor de três jogos, sendo o primeiro em Ribeirão Preto, o segundo em Jundiaí, e o terceiro em São Paulo, no tradicional estádio do Parque Antarctica. As equipes chegaram à São Paulo na tarde de 10 de fevereiro, em igualdade de condições. O primeiro jogo em Ribeirão Preto apresentou o placar de 1x0 para o Botafogo, enquanto que a segunda partida em Jundiaí apresentou vitória do Paulista por 3x1. Com a necessidade da terceira partida o ambiente em Ribeirão era um misto de confiança e incerteza. Uma grande torcida botafoguense se fazia presente nas arquibancadas de Parque Antárctica, deslocando-se para a capital levada principalmente pelos trilhos da Mogiana. O bom estado foi um alívio para o tricolor, que logo nos primeiros minutos já demonstrava sua superioridade. Com sua tradicional marca de fibra e raça, o onze tricolor colocava o “o coração na ponta das chuteiras”, sob o comando o técnico José Agnelli, que escalara o atacante Ponce, um lutador que não dava sossego às defesas adversárias, Na meia esquerda entrava Neco, neutralizando as ofensivas de Alvair, e o marcador Mário seguia o craque Bene do Paulista por todo o campo. Nasce o lance do gol, através de uma cabeçada indefensável de Dicão. Em um ambiente dramático, segue a partida até o apito final do árbitro, iniciando uma maratona de comemorações pela capital paulista desde o estádio até o centro, culminando defronte a redação da “A Gazeta Esportiva”. Segunda feria, 11 de fevereiro, foi decretado ponto facultativo pela prefeitura e o comércio e a indústria paralisaram suas atividades a partir do meio dia, para que todos se dirigissem ao Aeroporto Leite Lopes, recepcionando os heróis do acesso. A cidade já reconhecia o tricolor como o orgulho de Ribeirão. Valdomiro da Silva, “o presidente da vitória, empunhando a Taça dos Invictos, acompanhado da delegação vitoriosa, são envolvidos pela multidão que os leva nos braços até o carro alegórico. Com um cortejo impressionante, inicia-se o “Carnaval da Vitória”. Quase três horas de desfile sob o aplauso de mais de trinta mil pessoas. O maior espetáculo popular já visto em Ribeirão Preto na consagração do Botafogo, que dera de presente à cidade o título da primeira divisão.

O Pantera das Américas
Motivado por suas constantes conquistas regionais, o tricolor de Ribeirão já era carinhosamente chamado de “PANTERA DA MOGIANA”, em alusão a adoção de seu mascote, uma Pantera, e a região da mogiana, onde se localiza geograficamente a cidade de Ribeirão Preto.
Porém em janeiro de 1962, o Botafogo partia para sua primeira excursão internacional em gramados sul americanos. A estréia se deu no dia 17 de janeiro de 1962, em partida realizada no estádio San Martim em Mar Del Plata, enfrentando o C.A Quilmes, com vitória deste adversário por 2X1. A recuperação aconteceria na partida seguinte em Olavarria, onde o Botafogo vence a equipe do Estudiantes pelo placar de 5x2, com grande atuação do ataque tricolor. A seqüência da excursão tornou-se um sucesso com seguidas vitórias em Baia Blanca, Tandil, Nacochéa e Rosário, empate em Santa Fé, nova vitória Córdoba, San Francisco e Rio Quarto, até o retorno a Buenos Aires, onde enfrentou o Boca Junior`s no estádio de La Bombonera, onde o Botafogo perdeu por 2x1, em partida memorável, com a presença de torcedores de Ribeirão que viajaram em avião fretado especialmente para acompanhar a partida, que teve ainda transmissão da rádio Bandeirantes de São Paulo,além de emissoras ribeirãopretanas. Duas partidas ainda foram realizadas, com empate em Junin e vitória contra o Quilmes em Cordoba. Em sua primeira excursão, o tricolor disputou 14 jogos, perdeu dois, empatou 3 e conquistou nove vitórias. Quando regressou ao Brasil, o jornal “A Gazeta Esportiva”, festejava sua campanha alterando o slogam da equipe de “Pantera da Mogiana” para “Pantera da Américas”, tendo sido calorosa a recepção da delegação botafoguense na chegada à Ribeirão Preto.

Hino

Botafogo, Botafogo Orgulho de Ribeirão Sua fibra, sua raça Mantém a nossa tradição A bravura, da sua gente Acende nossos corações Grandioso Botafogo Celeiro de campeões Foi a Vila, Vila Tibério O berço do tricolor Crescendo sempre, se consagrando Na glória da região Sem preconceito, tem branco e preto nela Vermelho representa o sangue do Pantera Nossa bandeira altaneira, varonil Vai tremulando pelo céu do meu Brasil O tricolor de Santa Cruz ninguém engole Porque a galera do Pantera não é mole

Títulos

Vice Campeão Brasileiro Série B 1998
Vice Campeão Brasileiro Série C 1996
Vice Campeão Paulista: 2001
Campeão Paulista do Interior: 1927
Campeão Paulista da Série A2: 1956
Campeão Paulista da Série A2: 2000
Vice-Campeonato Paulista A2: 1955
Campeão Paulista da Série A3: 2006

Estádio

O Estádio Santa Cruz é um estádio de futebol localizado na cidade de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo, Brasil, e pertencente ao Botafogo. O estádio tem capacidade para aproximadamente 32.000 espectadores. O mesmo recebeu duas vezes a final do Campeonato Paulista, em 1995 (Palmeiras x Corinthians) e 2001 (Botafogo FC x Corinthians).

O estádio foi inaugurado no dia 21 de Janeiro de 1968, quando o Botafogo de Ribeirão Preto goleou por 6 a 2 a Romênia, Sicupira, jogador do Botafogo, foi autor do primeiro gol do estádio. O nome Santa Cruz refere-se ao bairro onde o estádio foi construido, o Santa Cruz do José Jacques.

Em 17 de Março de 1993, cerca de 72.000 pessoas foram ao Santa Cruz ver a Seleção Brasileira empatar em 2 a 2 com a Polônia.

Mascote


A pantera tem como características principais a força e a flexibilidade no mundo animal. Dentro dos gramados, o Botafogo ganhou o apelido de “Pantera da Mogiana” pelas vitórias obtidas contra as equipes pertencentes a esta região do Estado de São Paulo. A conquista do título inédito de Campeão do Interior, em 1927, fez do Botafogo uma equipe temível, exatamente como uma pantera.





Site
http://www.botafogosp.com.br

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Caiçara Esporte Clube

O Caiçara Esporte Clube é um clube brasileiro de futebol, da cidade de Campo Maior, no Estado do Piauí. Foi fundado em 20 de janeiro de 1954. Porém, a Federação de Futebol do Piauí (FFP) reconhece o dia 27 de fevereiro de 1954 como o dia da fundação do “Leão do Piauí”.

Fundação
Na década de 50, a cidade de Campo Maior tinha sua economia bastante influenciada pelo contexto do fim da Segunda Guerra Mundial. A chamada Casa Inglesa, além de outros artefatos em geral, fazia o comércio regional e a exportação do produto local de maior valor comercial neste período: a cera de carnaúba. Por volta de março de 1952, instalou-se, em Campo Maior, a Casa Morais. Esta nova loja, que vendia produtos semelhantes e concorria de forma direta com a Casa Inglesa, acabou atraindo alguns trabalhadores insatisfeitos com as condições de trabalho da Casa Inglesa. Coincidência ou não, boa parte destes trabalhadores ou eram jogadores ou faziam pare da diretoria do maior time local da época, o Comercial Atlético Clube.

Incentivados por Francisco José de Caracas - gerente da Casa Morais - estes homens resolveram fundar outro time de futebol para a cidade. Nomes como os de Fernando Vilhena, Chico Barros, Ângelo Matos, Zé Meleira, José Epifânio de Souza (Zeca) e Wilson de Araquém, Raimundo Estacial entraram para a história da fundação do Caiçara Esporte Clube como componentes da 1º Diretoria do recém criado time. A sugestão do nome “Caiçara” partiu de Fernando Vilhena, e logo teve boa aceitação entre os diretores e primeiros simpatizantes da idéia.

A ata oficial da fundação do Caiçara Esporte Clube data do dia 27 de fevereiro de 1954. Alguns fatos curiosos marcam a sua fundação, como a saída espontânea de muitos jogadores do Comercial para jogar no Caiçara. Entre os nomes, estão os de Zé Costa, Pires, Murilo, Perciliano, Mucura e Pé-de-pato.

Por muito tempo o Caiçara tinha suas despesas custeadas pela Casa Morais, através de um esforço pessoal de Francisco Caracas. A estréia do Caiçara foi contra o Comercial, numa partida que resultou num placar de 5 x 2 para o Comercial.

Após alguns jogos do time, o Caiçara já apresentava uma numerosa torcida que baseada na garra e perseverança observadas no time, logo batizou-se de “O Leão da Terra dos Carnaubais”.

Estádio

Deusdeth de Melo
Capacidade 4000

Títulos

Vice-Campeonato Piauiense: 5 vezes (1954, 1964, 1982, 1990 e 1995).
Campeonato Piauiense: 1963.
Vice-Campeonato Piauiense 2ª Divisão: 2007.

Mascote
Leão da Terra dos Carnaubais







Site
http://www.caicaraec.net/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sociedade Desportiva Camboriuense

Fundada em 11/04/2003, a Sociedade Desportiva Camboriuense nasceu da iniciativa de três empresários de ter uma equipe profissional de futebol em sua cidade: Camboriú. Então, nas cores do município – verde, laranja e branco – surgiu a “Cambura”, o Tricolor da Baixada, que mandaria jogos no estádio municipal Roberto Santos Garcia, o Robertão.

Em sua primeira temporada, a equipe, montada exclusivamente com jogadores da região, treinava a noite, e apenas três vezes por semana. Talvez por isso, a campanha na primeira competição profissional não foi nada convincente. Porém, mesmo sem conseguir bons resultados dentro de campo, o tricolor já nasceu sendo notícia em todo o Brasil. Foi a primeira equipe profissional a contratar uma mulher para o cargo de treinadora. Zilda Dalmolin foi escolhida e foi matéria em jornais de todo o país.

Se 2003 não trouxe a Camboriuense resultados dignos de ficarem marcados na história, 2004 veio para começar a solidificar o nome do clube no estado. Já em fevereiro, uma parceria fez com que a equipe fosse disputar uma competição internacional, em Viareggio, na Itália. No torneio, a “Cambura” foi derrotada pelo italiano Livorno por 2x1, venceu o Galatasaray da Turquia pelo mesmo placar, e dificultou a vida da poderosa Roma, permitindo a virada dos italianos nos últimos minutos, perdendo por 3x2.

Voltando ao Brasil, na segunda divisão catarinense, o time profissional obteve uma invencibilidade de 14 partidas, mas não chegou as finais da competição. Já a equipe de juniores – formada basicamente pelos profissionais – caminhava a passos largos rumo ao primeiro título tricolor. E foi num sábado, 27/11/2004, em tarde ensolarada no Robertão, que um belo gol de Tiago Montroni decretou o empate com o Juventus/SC, e tornou a Camboriuense Campeã Catarinense de Juniores 2ª Divisão 2004.

Começando a ser conhecida em Santa Catarina, a equipe voltou a ser montada em 2005 para a disputa da segundona catarinense. Repetindo os altos e baixos do ano anterior, o time profissional não chegou as finais da competição. No entanto, se a categoria profissional não obtinha resultados de expressão, a equipe de juniores novamente derrubou os adversários um a um, e com certa tranqüilidade chegou ao bi-campeonato catarinense sub-20 da segunda divisão.

Assim como em 2003 e 2004, 2005 e 2006 foram anos completamente distintos. Se a terceira temporada não trouxe bons resultados na categoria profissional, o ano agora prometia ser marcante. Foi o que se viu logo nas primeiras rodadas da Segunda Divisão, quando, apresentando um futebol bastante convincente, a “Cambura” classificou as quartas de finais do primeiro turno. Logo no início da competição, o jovem Roberson, dono da camisa 10, se destacou e trocou o tricolor da baixada por um tricolor mais conhecido, o Grêmio Porto Alegrense.

Na fase seguinte, um fato marcante: ao passar pelo Maravilha e chegar as semi finais, a equipe venceu o primeiro “mata-mata” de sua história na categoria profissional. Na semifinal, dois jogos emocionantes contra o Concórdia levaram a Camboriuense a sua primeira decisão nos profissionais. No entanto, o título do primeiro turno acabou escapando e não veio para o Robertão. No returno, uma campanha impecável. Quatro vitórias em quatro jogos na primeira fase garantiram a equipe no quadrangular final da competição por índice técnico.

Na fase final, quatro vitórias e um empate garantiram Camboriuense o primeiro acesso de sua história. A classificação para a final da competição deu ao clube a vaga na Divisão Especial de 2007. Mas isso não diminuiu a vontade do grupo, que em dois jogos eletrizantes bateu o Videira e fez com que a taça de Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006 ficasse em Camboriú.

Não bastasse a festa pelo primeiro título profissional, 2006 ainda trouxe, pela terceira vez seguida, o título nos juniores. Na categoria, para muitos, a “Cambura” se estabeleceu como quinta força do futebol estadual, estando atrás apenas dos quatro chamados grandes em Santa Catarina.

A expectativa tomou conta de todos os envolvidos com o tricolor em 2007. Era a maior chance do clube chegar a elite do futebol catarinense. Para isso, teria que ser campeão de um quadrangular que contava ainda com Videira EC, EC Próspera e o favorito Joinville EC. Esse quadrangular ganhou o nome de Divisão Especial - intermediária entre a Principal e a de Acesso – e a Camboriuense mostrou a que veio logo na primeira rodada. Dentro do Robertão, bateu o Videira por 3x0. Nas rodadas seguintes, altos e baixos deram ao tricolor o vice-campeonato da competição, com 12 pontos, um a menos do que o campeão, JEC.

Porém, uma partida da Divisão Especial não será esquecida tão facilmente pelos torcedores de Camboriuense e Joinville. Na tarde de 27 de maio de 2007, as duas equipes se enfrentaram na Arena Joinville. A equipe da casa era líder da competição e tinha 100% de aproveitamento até então. A “Cambura” tinha três pontos a menos e vinha de goleada sofrida para o Próspera, em Criciúma. Além disso, o mandante tinha a seu favor a torcida que marcou presença de forma maciça na Arena. Tudo levava a crer em uma vitória fácil do JEC.

Mas é por essas e outras que o futebol é apaixonante. Com uma atuação divina, talvez a melhor da história do clube, a Camboriuense aplicou inesquecíveis 5x0 no time da casa, que teve de ouvir sua torcida gritar OLÉ na troca de passes tricolor. Na segunda-feira, o placar da partida estampava as páginas esportivas de vários jornais do estado, e era matéria em muitos programas de TV locais.

Por uma série de fatos desagradáveis, a Camboriuense acabou não conquistando a vaga para a elite do futebol Catarinense. Porém o ano não poderia passar sem títulos, e a equipe de juniores tratou de conquistas pela quarta vez consecutiva o Catarinense de Acesso da categoria.

Agora em 2008, a torcida tricolor espera por uma boa campanha da equipe na Segunda Divisão do estado, para enfim conquistas a sonhada vaga entre os maiores de Santa Catarina.

Hino

Em 11 de abril
Nossa Cambura surgiu
Verde, laranja e branco
Tricolor é nosso manto

Muita garra e disciplina
Este time me fascina
Cada jogo é uma decisão
Cambura do meu coração

Tricolor é da virada
É o terror da baixada
Orgulho catarinense
Tricolor camboriuense

Não importa a distância
Temos fé e esperança
Em qualquer situação
Cambura do meu coração

Títulos

Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006

Estádio

Roberto Santos Garcia (Robertão)

Capacidade 1500

Mascote
Laranjinha







Site
http://www.camboriuense.com