segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Esporte Clube Avenida

A cidade crescia e com ela sua população. Em 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar outro clube. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.” Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, sublinha. O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida. Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda. Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. Nos anos 60, o Avenida ganhou uma mãozinha divina, ou melhor, um pezinho. O padre da paróquia que atendia a Várzea, Orlando Pretto, hoje pároco da catedral, cedeu às tentações do esporte e passou a treinar com o time. “Tudo sob a bênção do bispo dom Alberto Etges”, sublinha ele. “Eu era um jogador voluntarioso, craque não”, se autodefine. “Tinha um chute forte e velocidade, mas não era um grande driblador.” Preenchia posições na ponta direita e brincavam: lá onde acaba o campo não cresce grama, porque é onde o padre pára e dá o giro para o retorno.

O técnico Daltro Menezes quis chamar a atenção em um amistoso do Avenida contra o Internacional e combinou que o padre jogaria 10 minutos no final. Mas o destino conspirou contra — o pai do padre adoeceu, impedindo sua participação. Certa feita, ele atuou inclusive de comentarista, ajudando o Ernani Aloísio Iser de dentro do campo. Foi na partida contra o América, campeão carioca, em domingo de muita chuva. “Tu não podes me identificar como padre no rádio, me chama de Orlando Francisco”, alertou ao narrador. Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, uma jogada fenomenal: o placar estava 0 a 0, a bola molhada, o meia-esquerda Jaime, do Avenida, chuta forte de esquerda, de fora da área e a bola dá a impressão de que ia entrar, mas um ângulo misterioso a desvia na última hora. Iser, emocionado e já preparado para gritar gol, aciona o pároco: “faaala padre Pretto”. No dia seguinte, senhoras foram ao bispo reclamar do padre metido em futebol.

No início dos anos 70, uma fusão com o rival Santa Cruz tenta resolver a difícil situação financeira dos dois clubes, mas não foi vista com bons olhos pelo Avenida. O novo time se chamava Associação Santa Cruz do Futebol e vestia as cores amarelo e azul. Diante da resistência do Avenida, foi tentado o uniforme verde e preto, mas mesmo assim a fusão não foi para a frente.

O Avenida ficou com seu Departamento de Futebol parado entre 1990 e 1997, com atividades apenas sociais.

Em 1998, o Avenida retomou aos gramados, disputando a Série C do Campeonato Gaúcho. Acabou com o Vice-Campeonato, garantindo assim acesso à Série B do Gauchão. No ano seguinte, o clube fez a sua melhor temporada no futebol em todos os tempos, conquistando o título da Série B gaúcha. Como naquele ano, as equipes classificadas da Série B entravam direto na 2ª fase do Gauchão Série A, o Avenida entrou direto nas oitavas-de-final, para enfrentar o Grêmio. No primeiro jogo, o Avenida ganhou o por 1x0, gol do meia Marquinhos e bela atuação de um jovem promissor Rodrigo Leite. No jogo de volta, porém, o Grêmio venceu por 3x0, levanda a partida para a prorrogação. Aí, nova vitória do Grêmio, por 2x0.

Em 2000, o Avenida finalmente estava na Série A do Campeonato Gaucho. Entretanto, a equipe teve problemas durante a competição, e acabou rebaixada novamente a Série B. Ainda em 2000, a equipe disputou a Série B, garantindo nova vaga na Série A, através da repescagem. Mas, em 2001, o clube foi mais uma vez rebaixado para a Série B. Sofreu 6 a 1 do Novo Hamburgo, o que garantiu sua ida à chamada "Segundona", entrando em séria crise financeira. Oito anos depois, porém, voltou à série A, ao vencer o São Paulo por 3 a 0.

Títulos

Vice-Campeonato Gaúcho 2ª Divisão: 3 vezes (1964, 1998) e (2008).
Copa Intergração Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari: 1985.
Copa RBS 150 de Imigração Alemã: 1999.

Hino

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça

A camiseta molhada na vitória ou na derrota
Vem demonstrar claramente a garra da tua gente
Salve o Periquitão do meu coração
Tu és alegria

E o verde e branco da tua bandeira
Quero exaltar noite e dia

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça


Estádio

Estádio dos Eucaliptos
Capacidade: 3.200 torcedores

Mascote
Periquito

Site
http://www.esporteclubeavenida.com.br


domingo, 11 de janeiro de 2009

Social Futebol Clube

Em 1920, o antigo Calado (hoje, centro de Coronel Fabriciano) sediava escritório de duas empresas, a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Cia. Belgo-Mineira. A Belgo-Mineira tinha suas tradições na cor azul. A pintura de seus veículos e de suas casas eram nessa tonalidade. A E.F.V.M, por sua vez, tinha como cores o verde, o vermelho e o amarelo, que estavam estampados em suas locomotivas "maria-fumaça". E foi assim, através do azul e do amarelo, que surgiram duas equipes de futebol. Sendo o time amarelo da ferrovia, conhecido como Ferroviário. E o time azul era o da Belgo-Mineira. Por volta de 1935, o povo de Calado resolveu juntar os dois times. O primeiro nome escolhido foi Sociedade. No início da década de 1940, surgiu a idéia de Social Futebol Clube, nome registrado e oficializado em outubro de 1944. Seu primeiro presidente foi o superintendente da Belgo-Mineira, Joaquim Gomes. As cores preto e branco da camisa substituíram os tons azul e amarelo. A nova camisa era inspirada nas cores do Santos Futebol Clube. Inclusive, o modelo do escudo do Social originou-se também do escudo do Santos, aproveitando as iniciais SFC.

Anos 50-60 - Memoráveis batalhas campais entre Social, Usipa e Acesita

Termina a fase de adoção do Social pela Belgo Mineira. Sob a direção do empresário Mariano Pires Pontes, o clube monta grandes equipes para fazer frente ao clube Usipa, de Ipatinga e Acesita, de Timóteo, bem como ao Comercial e Minas, de Nova Era.

Era a época de memoráveis torneios regionais. A emancipação de Ipatinga e Acesita acirra a rivalidade entre os clubes, empolga os torcedores e transforma as partidas em verdadeiras batalhas campais.

Anos 70

No final da década, dirigentes e simpatizantes começam a discutir a viabilidade da profissionalização do Social. A transformação e o crescimento populacional faz surgir várias equipes amadoras. A situação leva ao consenso de que não se justificaria mais manter o clube no amadorismo, cuja própria concorrência fomenta o surgimento de um time maior. Aí surgiu a idéia de se disputar o Torneio de Acesso da Federação Mineira de Futebol em 81, primeiro estágio na escalada do profissionalismo.

Anos 80 - O Social filia-se à Federação Mineira de Futebol e disputa o Torneio de Acesso

A série de amistosos preparatórios contra Vila Nova, Cruzeiro, América, Atlético, Democrata de Sete Lagoas, Bonsucesso (RJ) e Valério doce, de Itabira, resultam em muito otimismo. Mas, o profissionalismo não é só sonho. A menos de um mês do início do torneio, o técnico Juquita se demite. No meio da crise, a diretoria é substituída por um grupo de ex-diretores e simpatizantes, entre os quais Ubiracy Ataíde Martins, Waldir Fenandes, Marcos Aurélio Costa, Ivan de Campos Belo, Jorge Monte Alto e José de Souza Batalha, este último como presidente.

Além disso, a participação do clube no campeonato só foi possível graças ao empenho do advogado Dilson de Aquino junto ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Uma exigência da antiga Confederação Brasileira de Desportos, só permitia a participação em competições nacionais de equipes cujas cidades tivessem mais de 100 mil habitantes. O parecer favorável do relator do processo, André Richet (ex-presidente do Flamengo), se baseou no argumento de que o Vale do Aço possuía mais de 500 mil habitantes, ressaltando a característica de conglomerado urbano da região. Vinte anos mais tarde é criada a Região Metropolitana do Vale do Aço.

A uma semana do início da competição uma “proposta irrecusável” leva o técnico Juquita para o Guarani, de Divinópolis. Na seqüência, e no sufoco, a equipe passa pelo comando de quatro ténicos: o massagista Claudio Fonseca, que escala o time para as primeiras partidas; o zagueiro Fifi, que comanda o Social em boa parte do campeonato; Otávio Cirilo, que comanda o time em apenas três jogos; e Pedro Paulo (ex-jogador do Cruzeiro), que dirige o time em seis partidas.

A estréia do Social no futebol profissional acontece em Araxá, em 6 de julho, contra o Araxá. Empate sem gols. A equipe que veste oficialmente pela primeira vez a camisa do Social é: Adilson, Lau, Fifi, Pitoca e Geraldão; Beto, Julinho, Chicão e Luciano (Vanderley); Eli e Zé Laurindo.

Os sobressaltos e as dificuldades comuns, em vôos mais altos, resultam numa campanha iregular: 3 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 8 gols marcados e 17 sofridos. Com a desclassificação e uma série de outros fatores, o clube acaba se licenciando por um período de 10 anos.

1986 - A arrancada do Estádio Louis Ensch

Aproveitando o momento propício da economia no país, quando a primeira fase do Plano Cruzado ainda era favorável a investimentos, o então presidente Ubiracy Ataíde Martins pode enfim viabilizar parte do seu sonho de auto-sustentação do clube.

Com a construção de lojas nas ruas Maria Mattos e 12 de Outubro, é possível gerar recursos, construir parte das arquibancadas do estádio e começar a traçar a volta ao profissionalismo.

Anos 90 - De volta ao sonho do profissionalismo

Dez anos depois de sua primeira participação no Torneio de Acesso, o Social retorna à 2 a Divisão. Sob o comando do técnico Percy Gonçalves e com um elenco formado por semiprofissionais, a equipe não consegue resultados expressivos, embora tenha se classificado para a fase semifinal da competição. No correr das semifinais, Percy Gonçalves deixa o clube, obrigando a diretoria a buscar uma solução caseira: alguém que já havia conquistado um título amador para o clube em 1988 e tinha pela frente uma carreira vitoriosa no futebol mineiro: José Ângelo Ferreira, o Preca.

Sem jogadores que pudessem desequilibrar individualmente, o time se despede da competição no dia 10 de novembro, com vitória de 3 a 2 sobre o América, em Teófilo Otoni.

1995 - Social Campeão Mineiro da Segunda Divisão

O presidente Adílio Coelho e o diretor de futebol Ubiracy Ataíde Martins fazem um detalhado planejamento para a temporada, incluindo reformas no estádio, alojamentos e escolha minuciosa do elenco. Para o comando é contratado o técnico José Angelo, responsável pela bela campanha da Patrocinense no primeiro semestre de 95, elenco que será a base do Social na temporada. O acerto desse planejamento é confirmado com o título de Campeão da Segunda Divisão e uma performance invejável da equipe durante o torneio. Em 18 partidas o Social venceu 13, empatou 3 e sofreu apenas 2 derrotas. Marcou 38 gols e levou 14. O ponta-direita Washington, emprestado pelo Cruzeiro, artilheiro do campeonato com 12 gols, é contratado em seguida.

Social Campeão Mineiro do Módulo II - 1996

21 de agosto. Estádio Louis Ensch. De posse da faixa de campeão, o Social vence o Montes Claros por 2x1 no último jogo da temporada. Luizão abre o placar para o Montes Claros, mas de 4 mil torcedores empurram o time para a virada com gols de Helinho e Messias, este de pênalti. A torcida socialina descobre o doce sabor de varar a madrugada comemorando um título.

O Social no Campeonato Mineiro - 1997

Em 1997, o Saci fez uma campanha memorável. Ficou em quarto lugar, à frente do Atlético Mineiro. Chegou às semi-finais, onde disputou o jogo mais emocionante de sua história, contra o Villa Nova. A partida ficou marcada por permitir que um clube do interior disputasse a final após 50 anos. O técnico da equipe era José Ângelo "Preca".

Ainda no mesmo ano, o Saci disputou seu primeiro Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar da eliminação na segunda fase, resultados históricos foram obtidos, como a vitória de 2 a 1 sobre a Inter de Limeira, campeã paulista de 1986, e 4 a 0 sobre o Villa Nova, vice-campeão mineiro do mesmo ano.

No Campeonato Mineiro de 1998 o Saci fez uma campanha modesta, ficando em sétimo lugar. O time foi eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro. Já em 1999, o Social sofreu a maior frustração de sua história, sendo rebaixado para o Módulo II. Em 2000, a campanha foi fraca e o time ficou em nono lugar. Em 2001, o resultado foi um pouco melhor e a equipe se classificou para o hexagonal final, mas terminou o campeonato em quinto lugar e permaneceu no Módulo II. Em 2002 conseguiu o retorno ao Módulo I como vice-campeão do Módulo II. Foi novamente rebaixado em 2004, mas, após três anos no Módulo II, o clube retornou ao Módulo I ao se sagrar campeão em 2007.

Evolução do escudo

O modelo do escudo do Social em 1944 originou-se do Santos, aproveitando as iniciais SFC. Na década de 1950 o escudo passa a ser um triângulo com as letras SFC, modelo que se mantém por um longo período mas seria modificado diversas vezes, chegando a ter uma silhueta lembrando as de Atlético e América, até voltar a se assemelhar ao escudo do Santos. Em 1998 é usado um escudo mais quadrado, com o acréssimo da cor cinza, tradicional no time embora não antes representada no escudo. Além de SFC tinha VA, de Vale do Aço. O escudo é rapidamente abandonado e volta o modelo do Santos, com a diferença de ter Social no lugar de SFC e, por vezes, um Saci no lugar da bola. Com o vice do Módulo II em 2002, o Social desenvolve modificações no escudo, dando maior originalidade. A silhueta ainda remete ao Santos, a exemplo de outros clubes que a utilizam, como Uberlândia, URT e Caldense. As faixas, entretanto, foram reduzidas a três linhas curvas, a bola de futebol foi eliminada e a faixa diagonal é substituída por uma horizontal no topo do escudo, voltando a conter as iniciais SFC. Este modelo se mantém até a atualidade.





Estádio

O Estádio Louis Ensch, ou Luizão, como é mais conhecido, é onde o Social Futebol Clube realiza seus treinamentos e jogos onde possui o mando de campo.
Localizado na área central da cidade de Coronel Fabriciano, o estádio contém uma boa estrutura em comparação com outros estádios do interior.
O nome do estádio é uma homenagem ao então diretor da Belgo Mineira Dr. Louis Ensch. A Belgo Mineira era muito influente em Coronel Fabriciano neste tempo. No amadorismo, a maioria dos jogadores do Social possuia outro emprego principal, sendo a Belgo Mineira, juntamente com a Estrada de Ferro Vitória a Minas, uma das maiores empregadoras desses jogadores.
Capacidade: 6.000 pessoas

Títulos

Campeão Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 2007.
Vice-Campeonato Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 2002.
Vice-campeão mineiro do interior: 1997.
Campeonato Mineiro Módulo II da Primeira Divisão: 1996.
Campeonato Mineiro da Segunda Divisão: 1995.

Hino
http://static.hsw.com.br/mp3/social-mg-hino.mp3
Mascote

A adoção do Saci como mascote do time fabricianense ocorreu em 1981, quando a diretoria, sob a presidência de Walter Maia, decidiu inscrever o clube na Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. Para motivar os torcedores, os dirigentes resolveram promover um concurso para escolher a ilustração que melhor representasse a peculiaridade do clube. Depois de analisar quase 200 desenhos, com várias sugestões de símbolos e mascotes, os jurados acabaram se decidindo pelo saci, que mais tarde viria a ser adoado entusiasticamente pelos torcedores e principalmente pelos chargistas.

O autor da idéia foi o ilustrador José Guilherme Fernandes Lima, na época com 38 anos. A criação, lembra Guilherme, foi uma parceria com o jornalista Marcondes Tedesco, proprietário do Diário do Aço, época em que a sede do jornal era em Coronel Fabriciano. Tedesco é também o autor da Pantera, mascote do Democrata de Governador Valadares.

Site
http://www.socialfutebolclube.com.br

sábado, 10 de janeiro de 2009

Botafogo Futebol Clube


O Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto foi fundado em 1918. Naquela época, cada bairro da cidade era representado por um ou mais times, que jogavam entre si em disputas bastante acirradas. Na Vila Tibério, três equipes dividiam a preferência dos torcedores locais: União Paulistano, Tiberense e Ideal Futebol Clube. Com os craques do bairro diluídos por três times, a Vila Tibério não contava com um representante que fizesse frente aos outros clubes da cidade, como o Comercial, o Operário, o Itália, o Atlântico e o Força e Coragem.

Para reverter essa situação, um grupo ligado ao Ideal F.C. convidou representantes dos outros dois times de Vila Tibério para discutirem a possibilidade de uma fusão, buscando o apoio de todos os moradores do bairro em torno de apenas um clube. Desse primeiro encontro participaram Francisco Oranges, membro da diretoria do Tiberense; Pedro, José e João Aguiar, dirigentes do União Paulistano; além de Júlio Pé de Ferro e Antônio Cardoso, jogadores do União Paulistano.
Depois de consumada a união entre os três times, faltava escolher o nome do novo clube. Diz a lenda que depois de muita discussão e confusão, sem que se chegasse a nenhuma conclusão, um dos diretores declarou que botaria fogo em todos os documentos e que a fusão das equipes seria desfeita. A ameaça incendiária do dirigente acabou ajudando na escolha do nome. Nas primeiras décadas do século, o Botafogo do Rio de Janeiro era um dos clubes mais famosos do Brasil e todos concordaram em homenagear o time carioca na hora de batizar a nova associação.

Na posse do primeiro presidente, Joaquim Gagliano, funcionário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, foi realizado o primeiro rateio para a compra de material esportivo para o Botafogo. Funcionários da Cervejaria Antarctica e da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro logo aderiram ao novo clube, como torcedores e colaboradores.
A primeira partida do Botafogo aconteceu em Franca, contra o Esporte Clube Fulgêncio. O time de Ribeirão Preto não se intimidou em estrear fora de casa e venceu por 1 a 0. A festa foi completa em Vila Tibério, onde os moradores tomaram as ruas para comemorar ao lado do presidente Gagliano e dos diretores do clube.

A primeira conquista veio em 1927, quando o Botafogo sagrou-se Campeão do Interior. Foi a única vez que um time de Ribeirão Preto levou esse título, glória que o maior rival dos botafoguenses, o Comercial, não possui em sua história.
O ano de 1956 foi um dos mais brilhantes na história do Botafogo. O clube foi o campeão do Centenário de Ribeirão Preto, ao vencer o Comercial por 4 a 2; foi premiado com a Taça dos Invictos, que pela primeira vez era oferecida a um clube do interior, depois de ficar 19 partidas sem ser derrotado; e conquistou o título da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, garantindo o direito de jogar junto aos grandes times de São Paulo.

O título foi assegurado depois de três jogos contra o Paulista. No primeiro, em Ribeirão Preto, o Botafogo venceu por 1 a 0. A segunda partida foi realizada em Jundiaí, e dessa vez o Paulista saiu vitorioso: 3 a 1. Foi necessário marcar mais um jogo, só que agora em campo neutro. O gol de Dicão, no Parque Antártica, foi suficiente para levar o título para Ribeirão Preto. No dia seguinte à vitória foi decretado feriado na cidade para que todos pudessem receber os heróis que levaram o Pantera à Primeira Divisão do Campeonato Paulista.
Em 1977, 21 anos depois da conquista do título da Segunda Divisão, o Botafogo voltou a ser responsável por um inesperado dia de festa em Ribeirão Preto. O Tricolor foi o campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista e ficou com a Taça Cidade de São Paulo. Um dos maiores jogadores revelados pelo Botafogo participou dessa conquista: Sócrates. O time principal do Botafogo no título da Taça Cidade de São Paulo era formado por: Aguillera, Wilson Campos, Nei, Manoel e Mineiro; Mario, Lorico e Sócrates; Zé Mario, Arlindo e João Carlos Motoca.

Somente na década de 90, o Botafogo voltou a figurar na elite do futebol brasileiro. O clube de Ribeirão Preto voltou a disputar a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro em 99, depois dos vices-campeonatos na Série C, em 96, e na Série B, em 98, quando perdeu o título para o Gama. O Primeiro Jogo A estréia do novo clube fundado em Vila Tibério, foi contra o E.C.Fulgencio, da cidade de Franca. O jogo foi realizado no campo do adversário, e a vitória coube ao Botafogo, pela contagem de 1x0. Nesse dia, os moradores de Vila Tibério saíram às ruas, para comemorar a vitória junto com os seus jogadores, fazendo com que a diretoria, comandada pôr Gagliano, composta pôr Domingos Borges, pela Família Trigo, pôr Francisco Oranges e pelos Irmãos Aguiar, encontrasse forças para realizar um trabalho cada vez maior, dando origem à grandeza que hoje é o Botafogo Futebol Clube. Nessa mesma época, Manoela Trigo fundou a torcida feminina do tricolor, e, segundo muitos, chegou a presidir o clube, em um momento de dificuldades, quando muitos acreditavam que a Agremiação fosse desaparecer. Nove anos mais tarde, o Botafogo conquistaria o seu primeiro grande título, em 1927, tornando-se Campeão do Interior, suplantando ao grande rival, o Comercial FC, que também tentava tal triunfo. Naquele ano, dividiram a presidência do Botafogo, Augusto Silva e Adriano dos Santos, sendo a equipe de futebol, capitaneada pôr Maximo Trujillo, conhecido como "Carrapato", que terminou seus dias como funcionário do clube, trabalhando de copeiro na sede administrativa do tricolor.

Primeira Grande Conquista
O ano de 1956 surge como um ano de grandes glórias para o Botafogo.
A conquista da primeira Taça dos Invictos para o interior paulista, troféu instituído pelo jornal “A Gazeta Esportiva”, já anunciava a condição da primeira grande conquista do tricolor que seria o acesso à principal divisão do futebol de São Paulo, título este perseguido desde 1947. Incluído na série A do torneio dos campeões, o Botafogo tornou-se um dos finalistas, juntamente com o Paulista da cidade de Jundiaí. As finais foram disputada em uma melhor de três jogos, sendo o primeiro em Ribeirão Preto, o segundo em Jundiaí, e o terceiro em São Paulo, no tradicional estádio do Parque Antarctica. As equipes chegaram à São Paulo na tarde de 10 de fevereiro, em igualdade de condições. O primeiro jogo em Ribeirão Preto apresentou o placar de 1x0 para o Botafogo, enquanto que a segunda partida em Jundiaí apresentou vitória do Paulista por 3x1. Com a necessidade da terceira partida o ambiente em Ribeirão era um misto de confiança e incerteza. Uma grande torcida botafoguense se fazia presente nas arquibancadas de Parque Antárctica, deslocando-se para a capital levada principalmente pelos trilhos da Mogiana. O bom estado foi um alívio para o tricolor, que logo nos primeiros minutos já demonstrava sua superioridade. Com sua tradicional marca de fibra e raça, o onze tricolor colocava o “o coração na ponta das chuteiras”, sob o comando o técnico José Agnelli, que escalara o atacante Ponce, um lutador que não dava sossego às defesas adversárias, Na meia esquerda entrava Neco, neutralizando as ofensivas de Alvair, e o marcador Mário seguia o craque Bene do Paulista por todo o campo. Nasce o lance do gol, através de uma cabeçada indefensável de Dicão. Em um ambiente dramático, segue a partida até o apito final do árbitro, iniciando uma maratona de comemorações pela capital paulista desde o estádio até o centro, culminando defronte a redação da “A Gazeta Esportiva”. Segunda feria, 11 de fevereiro, foi decretado ponto facultativo pela prefeitura e o comércio e a indústria paralisaram suas atividades a partir do meio dia, para que todos se dirigissem ao Aeroporto Leite Lopes, recepcionando os heróis do acesso. A cidade já reconhecia o tricolor como o orgulho de Ribeirão. Valdomiro da Silva, “o presidente da vitória, empunhando a Taça dos Invictos, acompanhado da delegação vitoriosa, são envolvidos pela multidão que os leva nos braços até o carro alegórico. Com um cortejo impressionante, inicia-se o “Carnaval da Vitória”. Quase três horas de desfile sob o aplauso de mais de trinta mil pessoas. O maior espetáculo popular já visto em Ribeirão Preto na consagração do Botafogo, que dera de presente à cidade o título da primeira divisão.

O Pantera das Américas
Motivado por suas constantes conquistas regionais, o tricolor de Ribeirão já era carinhosamente chamado de “PANTERA DA MOGIANA”, em alusão a adoção de seu mascote, uma Pantera, e a região da mogiana, onde se localiza geograficamente a cidade de Ribeirão Preto.
Porém em janeiro de 1962, o Botafogo partia para sua primeira excursão internacional em gramados sul americanos. A estréia se deu no dia 17 de janeiro de 1962, em partida realizada no estádio San Martim em Mar Del Plata, enfrentando o C.A Quilmes, com vitória deste adversário por 2X1. A recuperação aconteceria na partida seguinte em Olavarria, onde o Botafogo vence a equipe do Estudiantes pelo placar de 5x2, com grande atuação do ataque tricolor. A seqüência da excursão tornou-se um sucesso com seguidas vitórias em Baia Blanca, Tandil, Nacochéa e Rosário, empate em Santa Fé, nova vitória Córdoba, San Francisco e Rio Quarto, até o retorno a Buenos Aires, onde enfrentou o Boca Junior`s no estádio de La Bombonera, onde o Botafogo perdeu por 2x1, em partida memorável, com a presença de torcedores de Ribeirão que viajaram em avião fretado especialmente para acompanhar a partida, que teve ainda transmissão da rádio Bandeirantes de São Paulo,além de emissoras ribeirãopretanas. Duas partidas ainda foram realizadas, com empate em Junin e vitória contra o Quilmes em Cordoba. Em sua primeira excursão, o tricolor disputou 14 jogos, perdeu dois, empatou 3 e conquistou nove vitórias. Quando regressou ao Brasil, o jornal “A Gazeta Esportiva”, festejava sua campanha alterando o slogam da equipe de “Pantera da Mogiana” para “Pantera da Américas”, tendo sido calorosa a recepção da delegação botafoguense na chegada à Ribeirão Preto.

Hino

Botafogo, Botafogo Orgulho de Ribeirão Sua fibra, sua raça Mantém a nossa tradição A bravura, da sua gente Acende nossos corações Grandioso Botafogo Celeiro de campeões Foi a Vila, Vila Tibério O berço do tricolor Crescendo sempre, se consagrando Na glória da região Sem preconceito, tem branco e preto nela Vermelho representa o sangue do Pantera Nossa bandeira altaneira, varonil Vai tremulando pelo céu do meu Brasil O tricolor de Santa Cruz ninguém engole Porque a galera do Pantera não é mole

Títulos

Vice Campeão Brasileiro Série B 1998
Vice Campeão Brasileiro Série C 1996
Vice Campeão Paulista: 2001
Campeão Paulista do Interior: 1927
Campeão Paulista da Série A2: 1956
Campeão Paulista da Série A2: 2000
Vice-Campeonato Paulista A2: 1955
Campeão Paulista da Série A3: 2006

Estádio

O Estádio Santa Cruz é um estádio de futebol localizado na cidade de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo, Brasil, e pertencente ao Botafogo. O estádio tem capacidade para aproximadamente 32.000 espectadores. O mesmo recebeu duas vezes a final do Campeonato Paulista, em 1995 (Palmeiras x Corinthians) e 2001 (Botafogo FC x Corinthians).

O estádio foi inaugurado no dia 21 de Janeiro de 1968, quando o Botafogo de Ribeirão Preto goleou por 6 a 2 a Romênia, Sicupira, jogador do Botafogo, foi autor do primeiro gol do estádio. O nome Santa Cruz refere-se ao bairro onde o estádio foi construido, o Santa Cruz do José Jacques.

Em 17 de Março de 1993, cerca de 72.000 pessoas foram ao Santa Cruz ver a Seleção Brasileira empatar em 2 a 2 com a Polônia.

Mascote


A pantera tem como características principais a força e a flexibilidade no mundo animal. Dentro dos gramados, o Botafogo ganhou o apelido de “Pantera da Mogiana” pelas vitórias obtidas contra as equipes pertencentes a esta região do Estado de São Paulo. A conquista do título inédito de Campeão do Interior, em 1927, fez do Botafogo uma equipe temível, exatamente como uma pantera.





Site
http://www.botafogosp.com.br

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Caiçara Esporte Clube

O Caiçara Esporte Clube é um clube brasileiro de futebol, da cidade de Campo Maior, no Estado do Piauí. Foi fundado em 20 de janeiro de 1954. Porém, a Federação de Futebol do Piauí (FFP) reconhece o dia 27 de fevereiro de 1954 como o dia da fundação do “Leão do Piauí”.

Fundação
Na década de 50, a cidade de Campo Maior tinha sua economia bastante influenciada pelo contexto do fim da Segunda Guerra Mundial. A chamada Casa Inglesa, além de outros artefatos em geral, fazia o comércio regional e a exportação do produto local de maior valor comercial neste período: a cera de carnaúba. Por volta de março de 1952, instalou-se, em Campo Maior, a Casa Morais. Esta nova loja, que vendia produtos semelhantes e concorria de forma direta com a Casa Inglesa, acabou atraindo alguns trabalhadores insatisfeitos com as condições de trabalho da Casa Inglesa. Coincidência ou não, boa parte destes trabalhadores ou eram jogadores ou faziam pare da diretoria do maior time local da época, o Comercial Atlético Clube.

Incentivados por Francisco José de Caracas - gerente da Casa Morais - estes homens resolveram fundar outro time de futebol para a cidade. Nomes como os de Fernando Vilhena, Chico Barros, Ângelo Matos, Zé Meleira, José Epifânio de Souza (Zeca) e Wilson de Araquém, Raimundo Estacial entraram para a história da fundação do Caiçara Esporte Clube como componentes da 1º Diretoria do recém criado time. A sugestão do nome “Caiçara” partiu de Fernando Vilhena, e logo teve boa aceitação entre os diretores e primeiros simpatizantes da idéia.

A ata oficial da fundação do Caiçara Esporte Clube data do dia 27 de fevereiro de 1954. Alguns fatos curiosos marcam a sua fundação, como a saída espontânea de muitos jogadores do Comercial para jogar no Caiçara. Entre os nomes, estão os de Zé Costa, Pires, Murilo, Perciliano, Mucura e Pé-de-pato.

Por muito tempo o Caiçara tinha suas despesas custeadas pela Casa Morais, através de um esforço pessoal de Francisco Caracas. A estréia do Caiçara foi contra o Comercial, numa partida que resultou num placar de 5 x 2 para o Comercial.

Após alguns jogos do time, o Caiçara já apresentava uma numerosa torcida que baseada na garra e perseverança observadas no time, logo batizou-se de “O Leão da Terra dos Carnaubais”.

Estádio

Deusdeth de Melo
Capacidade 4000

Títulos

Vice-Campeonato Piauiense: 5 vezes (1954, 1964, 1982, 1990 e 1995).
Campeonato Piauiense: 1963.
Vice-Campeonato Piauiense 2ª Divisão: 2007.

Mascote
Leão da Terra dos Carnaubais







Site
http://www.caicaraec.net/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sociedade Desportiva Camboriuense

Fundada em 11/04/2003, a Sociedade Desportiva Camboriuense nasceu da iniciativa de três empresários de ter uma equipe profissional de futebol em sua cidade: Camboriú. Então, nas cores do município – verde, laranja e branco – surgiu a “Cambura”, o Tricolor da Baixada, que mandaria jogos no estádio municipal Roberto Santos Garcia, o Robertão.

Em sua primeira temporada, a equipe, montada exclusivamente com jogadores da região, treinava a noite, e apenas três vezes por semana. Talvez por isso, a campanha na primeira competição profissional não foi nada convincente. Porém, mesmo sem conseguir bons resultados dentro de campo, o tricolor já nasceu sendo notícia em todo o Brasil. Foi a primeira equipe profissional a contratar uma mulher para o cargo de treinadora. Zilda Dalmolin foi escolhida e foi matéria em jornais de todo o país.

Se 2003 não trouxe a Camboriuense resultados dignos de ficarem marcados na história, 2004 veio para começar a solidificar o nome do clube no estado. Já em fevereiro, uma parceria fez com que a equipe fosse disputar uma competição internacional, em Viareggio, na Itália. No torneio, a “Cambura” foi derrotada pelo italiano Livorno por 2x1, venceu o Galatasaray da Turquia pelo mesmo placar, e dificultou a vida da poderosa Roma, permitindo a virada dos italianos nos últimos minutos, perdendo por 3x2.

Voltando ao Brasil, na segunda divisão catarinense, o time profissional obteve uma invencibilidade de 14 partidas, mas não chegou as finais da competição. Já a equipe de juniores – formada basicamente pelos profissionais – caminhava a passos largos rumo ao primeiro título tricolor. E foi num sábado, 27/11/2004, em tarde ensolarada no Robertão, que um belo gol de Tiago Montroni decretou o empate com o Juventus/SC, e tornou a Camboriuense Campeã Catarinense de Juniores 2ª Divisão 2004.

Começando a ser conhecida em Santa Catarina, a equipe voltou a ser montada em 2005 para a disputa da segundona catarinense. Repetindo os altos e baixos do ano anterior, o time profissional não chegou as finais da competição. No entanto, se a categoria profissional não obtinha resultados de expressão, a equipe de juniores novamente derrubou os adversários um a um, e com certa tranqüilidade chegou ao bi-campeonato catarinense sub-20 da segunda divisão.

Assim como em 2003 e 2004, 2005 e 2006 foram anos completamente distintos. Se a terceira temporada não trouxe bons resultados na categoria profissional, o ano agora prometia ser marcante. Foi o que se viu logo nas primeiras rodadas da Segunda Divisão, quando, apresentando um futebol bastante convincente, a “Cambura” classificou as quartas de finais do primeiro turno. Logo no início da competição, o jovem Roberson, dono da camisa 10, se destacou e trocou o tricolor da baixada por um tricolor mais conhecido, o Grêmio Porto Alegrense.

Na fase seguinte, um fato marcante: ao passar pelo Maravilha e chegar as semi finais, a equipe venceu o primeiro “mata-mata” de sua história na categoria profissional. Na semifinal, dois jogos emocionantes contra o Concórdia levaram a Camboriuense a sua primeira decisão nos profissionais. No entanto, o título do primeiro turno acabou escapando e não veio para o Robertão. No returno, uma campanha impecável. Quatro vitórias em quatro jogos na primeira fase garantiram a equipe no quadrangular final da competição por índice técnico.

Na fase final, quatro vitórias e um empate garantiram Camboriuense o primeiro acesso de sua história. A classificação para a final da competição deu ao clube a vaga na Divisão Especial de 2007. Mas isso não diminuiu a vontade do grupo, que em dois jogos eletrizantes bateu o Videira e fez com que a taça de Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006 ficasse em Camboriú.

Não bastasse a festa pelo primeiro título profissional, 2006 ainda trouxe, pela terceira vez seguida, o título nos juniores. Na categoria, para muitos, a “Cambura” se estabeleceu como quinta força do futebol estadual, estando atrás apenas dos quatro chamados grandes em Santa Catarina.

A expectativa tomou conta de todos os envolvidos com o tricolor em 2007. Era a maior chance do clube chegar a elite do futebol catarinense. Para isso, teria que ser campeão de um quadrangular que contava ainda com Videira EC, EC Próspera e o favorito Joinville EC. Esse quadrangular ganhou o nome de Divisão Especial - intermediária entre a Principal e a de Acesso – e a Camboriuense mostrou a que veio logo na primeira rodada. Dentro do Robertão, bateu o Videira por 3x0. Nas rodadas seguintes, altos e baixos deram ao tricolor o vice-campeonato da competição, com 12 pontos, um a menos do que o campeão, JEC.

Porém, uma partida da Divisão Especial não será esquecida tão facilmente pelos torcedores de Camboriuense e Joinville. Na tarde de 27 de maio de 2007, as duas equipes se enfrentaram na Arena Joinville. A equipe da casa era líder da competição e tinha 100% de aproveitamento até então. A “Cambura” tinha três pontos a menos e vinha de goleada sofrida para o Próspera, em Criciúma. Além disso, o mandante tinha a seu favor a torcida que marcou presença de forma maciça na Arena. Tudo levava a crer em uma vitória fácil do JEC.

Mas é por essas e outras que o futebol é apaixonante. Com uma atuação divina, talvez a melhor da história do clube, a Camboriuense aplicou inesquecíveis 5x0 no time da casa, que teve de ouvir sua torcida gritar OLÉ na troca de passes tricolor. Na segunda-feira, o placar da partida estampava as páginas esportivas de vários jornais do estado, e era matéria em muitos programas de TV locais.

Por uma série de fatos desagradáveis, a Camboriuense acabou não conquistando a vaga para a elite do futebol Catarinense. Porém o ano não poderia passar sem títulos, e a equipe de juniores tratou de conquistas pela quarta vez consecutiva o Catarinense de Acesso da categoria.

Agora em 2008, a torcida tricolor espera por uma boa campanha da equipe na Segunda Divisão do estado, para enfim conquistas a sonhada vaga entre os maiores de Santa Catarina.

Hino

Em 11 de abril
Nossa Cambura surgiu
Verde, laranja e branco
Tricolor é nosso manto

Muita garra e disciplina
Este time me fascina
Cada jogo é uma decisão
Cambura do meu coração

Tricolor é da virada
É o terror da baixada
Orgulho catarinense
Tricolor camboriuense

Não importa a distância
Temos fé e esperança
Em qualquer situação
Cambura do meu coração

Títulos

Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006

Estádio

Roberto Santos Garcia (Robertão)

Capacidade 1500

Mascote
Laranjinha







Site
http://www.camboriuense.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Clube do Remo

No início do séc. XIX, o remo era o principal esporte praticado no Brasil, tanto que grandes clubes existentes hoje em dia no futebol nacional são oriundos de grupos formados em prol da regata. No Pará as competições eram realizadas às margens da baia do Guajará, sempre atraindo grandes públicos para as principais competições. Entre as melhores equipes de regata estava o Sport Club do Pará, sempre vencendo etapas e lançando atletas para o cenário esportivo. Apresentando algumas discordâncias da organização do Sport Club do Pará, alguns atletas decidiram se separar e enfrentar a fundação de um novo clube; Nascia ali o Grupo do Remo. O basta foi dado momentos antes de uma regata, quando os atletas formavam as guarnições onde estava presente Victor Engelhard, Raul Engelhard, Eduardo Cruz e José Henrique Danin. A eles se juntaram Vasco Abreu, Eugênio Soares, Narciso Borges e Jean Marechal.

O nome foi sugestão de Raul Engelhard que estudava na Europa, no entanto foi contrariado, já que na época, remo lembrava logo a “catraia”, pequena embarcação a remo ou à vela tripulada por um só homem. Raul explicou a sugestão aos demais companheiros se lembrando de um clube da Inglaterra denominado de Rowing Club, e assim ficou Grupo do Remo.

Extinção e Reorganização

O desembargador Alfredo Barradas determinou através de assembléia geral no dia 14 de fevereiro de 1908 que o Remo seria extinto devido alguns associados estarem acordados com o Sport Club do Pará. Estes associados não foram citados o que abriu procedente para um recurso.

Foi quando em 15 de agosto de 1911 Antonio Silva, Cândido Jucá, Carl Schumann, Elzaman Magalhães, Geraldo Motta, Jayme Lima, Norton Corllet, Oscar Saltão, Otto Bartels e Palmério Pinto se movimentaram para uma reestruturação, promovendo o ressurgimento do Clube do Remo, que viria se torna brevemente em monumento esportivo do Estado e um patrimônio do esporte brasileiro.

Com a ajuda da Liga Marítima, os atletas transportaram as embarcações para a sede do Clube, onde posteriormente se organizou uma grande festa. No dia 16 de novembro deste mesmo ano o Clube do Remo conquistaria seu primeiro título estadual na regata.

1913 - O futebol para o Clube do Remo

O futebol ainda não era paixão nacional, na verdade o esporte acabara de chegar no estado e os atletas davam preferência para as provas náuticas. No entanto com o passar do tempo e o aprimoramento das técnicas, o Clube do Remo conseguiu formar sua equipe, claro que não era nada de encher os olhos, mas logo mostrou competência para conseguir bons resultados no esporte. A primeira partida disputada foi também à primeira vitória no dia 14/07/1913, contra a União Esportiva, o placar terminou 4x1 para os azulinos. O primeiro RexPa realizado foi no dia 10/06/1914 no estádio da firma Ferreira & Comandita e deu Leão 2x1.

E logo que ganhou o seu jogo inaugural, o Remo começou a sua seqüência de títulos, vencendo o Campeonato Paranaense sete vezes seguidas (de 1913 a 1919) logo em seus primeiros anos de futebol. Até hoje, o recorde do heptacampeonato nunca foi batido no Pará.

O Remo continuou se destacando no futebol paraense, mas o clube azulino queria mais. E esse desejo foi realizado em 1961, quando o time se tornou conhecido no país todo por disputar a Taça Brasil, feito que repetiu em 1965.

Na conquista do Campeonato do Norte de 1968, o Remo disputou a final numa decisão de três jogos com o Piauí, sendo a primeira partida realizada em 2 de fevereiro de 1969 em Teresina, vencendo o Piauí com o placar de 5x1. O segundo jogo aconteceu em Belém, no dia 12 de fevereiro de 1969, no Baenão, com o Remo vencendo pelo placar de 4x1, voltando a vencê-lo em 14 de fevereiro de 1969, em jogo também realizado em Belém, no referido estádio, por 2x1. O time era formado por: François; China, Alemão, Casemiro e Edilson; Siroteau e Carlitinho; Birungueta, Amoroso (Valtinho), Rubilota e Adinamar. O técnico era Danilo Alvin.

O bicampeonato veio também em 1969, em uma competição onde além do Remo, incluiu também Tuna Luso e Paysandu, pelo Pará; Nacional, Fast Club e Olímpico, pelo Amazonas; Moto Clube e Ferroviário, pelo Maranhão; e Piauí e Flamengo, pelo Piauí. O título foi decidido com o Nacional do Amazonas, em partida realizada em Manaus, no dia 10 de dezembro de 1969, num empate de 2x2, resultado que garantiu ao Remo o título, em decorrência de sua exuberante campanha. A onzena campeã do Remo era formada por: François; Mesquita, Carvalhão (Edilson), Nagel e Lúcio; Ângelo e Carlitinho; Birungueta, Íris (Omar), Zequinha e Neves. O time era novamente treinado por Danilo Alvin.

O tricampeonato do Norte foi vencido em uma final, com jogos de ida e volta, sendo seu adversário o Rodoviária do Amazonas. Na primeira partida, em Manaus, no dia 25 de novembro de 1971, o Remo venceu com um placar de 1x0. Em Belém, no jogo da volta o placar foi de 4x2 no Baenão, em 28 de novembro de 1971, sagrando-se dessa forma tricampeão do norte. O time vencedor do Remo foi: Dico; Mendonça, Edair, Valdemar (Mesquita) e Edilson; Tito e Carlitinho; Ernani, Rubilota (Jeremias), Alcino e Neves.

O ano de 1971 evidenciou uma das mais preponderantes conquistas do clube, que sagrou-se campeão do Norte e Nordeste. Após a conquista do tricampeonato do Norte, o Remo acabou enfrentando posteriormente o Itabaiana de Sergipe, que era campeão do Nordeste, em partidas de ida e volta, onde o Remo sagrou-se campeão do Torneio Norte-Nordeste.

O clube continuou com seu domínio no Pará até entrar de vez para o cenário nacional nos anos 90. De lá para cá, o Remo se tornou o time que mais vezes disputou a Copa do Brasil. Naquela década, o time conseguiu ficar 33 partidas (de 1993 a 1997) sem perder para o seu maior rival, o Paysandu. Nos anos 90, também se sagrou pentacampeão paraense, de 1993 a 1997, mostrando que foram realmente dois anos gloriosos para o Filho da Glória e do Triunfo.

Com o início do novo milênio veio também a terceira colocação no Módulo Amarelo da Copa João Havelange, melhor posição da equipe em nacionais desde 2000. Cinco anos depois, veio o único título nacional da agremiação. Em 2005, o Clube do Remo se sagrou campeão da Série C do Brasileirão.

Desde 2005, o clube conta com uma Associação de Torcedores, a ATAR, fundada com o objetivo de apoiar o Remo na área patrimonial e financeira. O mais recente título do clube foi o Campeonato Paraense de 2008, quando venceu o Águia na final, conquistando assim seu 42º troféu estadual. Mas como a história dos clubes não é feita somente de alegrias o Remo sofreu em 2007 o segundo rebaixamento para Série C em pouco mais de 3 anos, atolado em dívidas, jogadores e funcionários do clube insatisfeitos com os atrasos de salários constantes e a possibilidade de vender sua sede para sanar suas dívidas, foram algumas das razões que culminaram com o rebaixamento do time que foi sacramentado com uma derrota de 2 a 1 o Ituano no Estádio Novelli Júnior. Agora o Clube do Remo foi desclassificado da Série C do Brasileiro de 2008, sendo derrotado pelo Rio Branco do Acre, e tenta "convencer" a CBF para os Clubes que foram desclassificados até então da Série C não caiam respectivamente para a Série D.

Títulos

Campeonato Brasileiro - Série C 2005.

Copa Norte-Nordeste: 1971.

Campeonato Paraense: 42 vezes (1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1924, 1925, 1926, 1930, 1933, 1936, 1940, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1960, 1964, 1968, 1973, 1974, 1975, 1977, 1978, 1979, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2003, 2004, 2007 e 2008).

Estádio

Estádio Evandro Almeida

A paixão pela bola aconteceu de forma repentina por parte dos brasileiros. Os clubes existentes na época se dedicavam basicamente aos esportes náuticos, mas com a chegada do esporte no país os grandes clubes logo trataram de formar suas equipes, sendo assim também com o Remo. Os jogos eram realizados em campos comuns, parecidos com os de pelada hoje em dia.

Só em 1917, mais precisamente no dia 15 de agosto o Remo inaugurou seu ´´estádio`` de futebol. Medindo 110m de comprimento por 70m de largura e tendo ao seu redor uma arquibancada com capacidade para 2.500 pessoas. Existia ainda um pavilhão superior de 12m de comprimento por 6m de largura para associados e familiares. Com o desenvolvimento do esporte as acomodações já não suportavam grandes públicos em dia de jogo. Até que em 14/07/1935 o Remo reestruturou o seu estádio com arquibancadas bem maiores oferecendo uma boa acomodação para os torcedores. Em 1940 o estádio recebeu 8 torres, cada uma com 4 refletores. A partir daí o Remo poderia mandar seus jogos à noite. O nome oficial do estádio é Evandro Almeida, em homenagem ao grande atleta que depois virou dirigente do clube e faleceu no dia 21/05/1964.

O que se vê hoje é resultado de 3 anos de obras que foram concluídas em 1962. Foi ai que o estádio Evandro Almeida ganhou a forma que hoje se apresenta, sendo o primeiro no estado a ter vestiário com túneis para duas equipes e mais o dos árbitros. A inauguração do novo Baenão aconteceu diante da equipe do Ceará Sporting, 1x1 foi o resultado final.

Atualmente o estádio tem capacidade para 18 mil torcedores, estes lugares são divididos entre as arquibancadas, as cadeiras cativas e as cadeiras vips. O Baenão oferece aos torcedores 5 locais para a entrada, sendo dois para as arquibancadas, um para as cadeiras cativas, outro para as cadeiras vips com acesso pela trav. das Mercedes e um para o local destinado aos sócios do Clube ou torcedores visitantes, que fica bem em baixo das cabines de imprensa. E por falar nas cabines no total são 16, sendo uma exclusiva para a Federação Paraense de Futebol em homenagem ao Dr. João Costa, uma para a imprensa escrita, quatro para as emissoras visitantes e dez para a imprensa local divididas entre rádios e tvs.

O Baenão comporta ainda uma estrutura que garante o desenvolvimento do futebol profissional assim como as categorias de base. Pelo lado da Av Almirante Barroso funciona o gerenciamento destas categorias e também a administração da escolinha de futebol do clube. Por lá, existe alojamento para 15 atletas, vestiário, refeitório comandado pela Dona Iná e mais o departamento administrativo. Já pelo lado da Avenida 25 de Setembro funciona o departamento de futebol profissional, com centro médico e fisioterápico, sala de jogos e Internet, refeitório, rouparia, sala para Educação Física e Fisiologia, sala de imprensa, vestiário com trinta armários individuais e a toca do leão, um espaço construído para a concentração dos jogadores na véspera dos jogos. A área externa do estádio apresenta ainda um estacionamento para os jogadores e uma arena onde é realizado o treino da escolinha de futebol do clube.

Hino

O hino oficial do Clube do Remo foi lançado em 1941. O poeta Antônio Tavernard adaptou a marcha carnavalesca de Emílio Albim para representar o Clube do Remo em um hino que seria executado nas grandes vitórias do clube. O bloco carnavalesco era os “cadetes Azulinos”, formado por atletas, associados, dirigentes e torcedores que percorriam as principais ruas da cidade com destino a Praça da República.

Atletas azulinos somos nós
E cumpriremos o nosso dever

Um dia quando unidos para a luta,
O pavilhão sabemos defender
Enquanto a azul bandeira tremuleja,
O vento a beija, como a sonhar,
Honrando essa bandeira que paneja,

Nós todos saberemos com amor lutar

E nós atletas temos vigor
A nossa turma é toda de valor (bis)


Nós todos no vigor da mocidade
Vamos gozando nessa quadra jovial

E nós, os azulinos da cidade,
Erguemos vivas ao nosso ideal.
Em cada um de nós mora a esperança,
Nossa pujança, nosso ideal,
E porque somos do CLUBE DO REMO
Numa só voz diremos que não tem igual


E nós atletas temos vigor

A nossa turma é toda de valor (bis)


Mascote
A mascote do Remo é o leão. O animal foi escolhido como um dos símbolos do clube por causa da história mitológica do leão azul, que foi petrificado por Medusa. Pela força do animal, ele virou um símbolo do clube. Não é à toa que o Remo é considerado o ´´Rei da Amazônia``.

Site
http://www.clubedoremo.com.br/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Goiânia Esporte Clube


O Goiânia Esporte Clube foi criado em 1938, sendo o segundo da capital. Durante muito tempo protagonizou o principal clássico do Campeonato Goiano, ao lado do Atlético. Desde a primeira edição do torneio, em 1944 até 1960, esteve em todas as finais. Só neste período venceu 12 vezes. Coleciona 14 títulos estaduais, sendo que 13 são sobre o Dragão. Fica atrás apenas do Goiás e Vila Nova. Atualmente vive uma péssima fase e está na segunda divisão.
O time, que nasceu com o nome da capital do Estado, viveu momentos de glória, chegando a ser o maior colecionador de títulos por muito tempo, superado primeiro pelo Goiás, em 1997, e em 2005 pelo Vila. Apesar de poucos admitirem, a crônica esportiva dos anos 40 a 60 era apaixonada pelo time.
Apenas o Atlético tinha força para desafiar o soberano, que na maioria das vezes levou vantagem nas finais: de 18 disputadas, em 13 o Goiânia levantou a taça. Sua última final foi em 1990, derrotado pelo Goiás, e o último título na primeira divisão em 68, sobre o Atlético.
Depois desses 20 anos iniciais de glória, a equipe começou a perder espaço para os até então desapercebidos Vila e Goiás, que se tornou o clássico mais importante. O Goiânia foi rebaixado para a segundona e chegou a ficar sem disputar por falta de verbas. Em 1998 sagrou-se campeão da disputa e voltou ao grupo principal, dando esperança para os já não muitos (mas apaixonados) torcedores. Novamente fracassou na tentativa de se manter na primeira divisão.

Em 1999, o Goiânia participou da Terceira Divisão do Brasileirão e venceu por 4 a 3 no Serra Dourada Fluminense-RJ, que seria o campeão daquele ano.

Na sua segunda participação na Copa do Brasil, em 2001 eliminou o América/MG, vencendo o jogo de ida e volta, ambos pelo placar de 1 a 0. Já na segunda fase, foi eliminado pelo Corinthians, perdendo o primeiro jogo no Serra Dourada por 1 a 0 e perdendo também o segundo por 3 a 1 no Pacaembu.

Atualmente, o Galo vive em constantes crises, com pouco público em seus jogos e com freqüência lutando contra o rebaixamento no estadual.

Campeão goiano da segunda divisão em 2006, ganhando 8 dos 12 jogos disputados, o Galo qualificou-se para a divisão principal em 2007.

Mas em 2007, o Goiânia acabou sofrendo mais um rebaixamento. Foi o pior dos 12 times que participaram da primeira divisão de Goiás. Em 17 partidas disputadas, o Goiânia só venceu dois jogos. Chegou à última rodada do campeonato com um ponto de vantagem sobre a Jataiense. Mas o Goiânia perdeu da Canedense (1x3) e o rival, a Jataiense, fez 4x0 na Rioverdense. A combinação de resultados decretou o descenso do tradicional time da Capital.

Títulos

Campeonato Goiano 1945, 1946, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1956, 1958, 1959, 1960, 1968, 1974
Campeonato Goiano (2ª divisão) 1998 e 2006

Estádio

O clube manda seus jogos no Estádio Olímpico de Goiânia, com capacidade para dez mil pessoas, e utiliza para jogos de maior porte, o Estádio Serra Dourada , com capacidade para 54.049 torcedores.

Hino

O galo carijó é professor.
O galo carijó é brigador.

O galo quando entra no rebolo
pega a bola, faz o gol, esconde a
bola e ninguém vê

Cadê a bola?, cadê cadê?

Goiânia Esporte Clube
futebol é com você!

Com você!!

Cadê a bola?, cadê cadê?

Goiânia Esporte Clube
futebol é com você!

Com você!!Com você!!


Mascote
Galo Carijó

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ceará Sporting Club

O Ceará Sporting Club surgiu no dia 2 de junho de 1914. Os jovens Luís Esteves Júnior e Pedro Freire tiveram a idéia de fundar um clube durante um encontro à tarde no Café Art Noveau, que funcionava na Praça do Ferreira. No local, resolveram convidar mais alguns amigos para se deslocarem, à noite, até a residência de Luís Esteves, localizada à Rua Tristão Gonçalves, 6.

A empolgação tomou conta de todos e logo foi providenciada a ata de fundação do Rio Branco Foot-ball Club. Participaram do histórico encontro 24 pessoas que, por unanimidade, escolheram Gilberto Gurgel como presidente. Além dos três fundadores já citados, tomaram parte do evento Newton Rola, Walter Barroso, Bolívar Purcel, Aluísio Mamede, Orlando Olsen, Raimundo Padilha, Ninito Justa, Meton de Alencar Pinto, Gotardo Moraes, Arthur de Albuquerque, Cincinato Costa, Carlos Calmon, Eurico Medeiros, José Elias e Rolando Emílio.

De pronto, o grupo juntou dois mil e duzentos réis para ajudar na aquisição do primeiro material, composto de camisas lilases e calções brancos. No ano de seu surgimento, o Rio Branco disputou um campeonato que foi organizado pelos próprios clubes. Na partida final, realizada em 22 de outubro, o Rio Branco conquistou o título, vencendo o Rio Negro por 1x0, gol assinalado por Olsen. Naquele dia, os campeões formaram da seguinte maneira: Aldo, Garcia e Speedy; Célio, Carlito e Gotardo; Abreu, Pinto, Meton, Olsen e Ninito.

Exatamente um ano depois da sua fundação, uma assembléia geral se reúne com dois objetivos: escolher um novo nome para a equipe e eleger a nova diretoria. Por unanimidade, a agremiação passou a se chamar Ceará Sporting Club. Sua indumentária também mudou para calções brancos e camisas brancas com listas verticais pretas. No dia 10 de junho de 1915, o jornal Diário do Estado, do Partido Conservador Cearense, trazia na edição de número 150, na página dois, a novidade.

NOVA DIRETORIA - Eis a íntegra da notícia, observando-se a grafia utilizada à época: ´Hontem, às 19 horas, effectuou-se a posse da nova diretoria do Ceará Sporting Club (antigo Rio Branco), a qual havia sido eleita para reger os destinos desta futurosa sociedade na presente temporada sportiva. Depois da cerimônia de posse, foram distribuídas várias bandejas de bebidas finas entre as pessoas presentes, ouvindo-se então vários e amistosos brindes entre as comissões dos clubes que se fizeram representar. A nova directoria do Ceará ficou assim organizada: presidente: Nelson Gurgel do Amaral; vice, Meton Pinto; thesoureiro, Artur Braun; secretário, R.H. Justa; directores: Gothardo Moraes, Célio Moraes, R. S. Garcia, José Elias Romcy e Carlos de Alencar Pinto. A nova directoria continuou o dificílimo e espinhoso cargo de treiner (treinador) e capitain geral ao conhecido e competente footballer José Braga Abreu´.

O mesmo jornal já houvera publicado dez dias antes a reunião que seria responsável pelo nascimento da primeira entidade gestora do futebol cearense: ´Reunir-se-à domingo, 30 do corrente, a primeira sessão preparatória para a instalação da Liga Metropolitana Cearense de Foot-Ball, a qual será presidida interinamente pelo distincto footballman Alcides Santos". Até bem pouco tempo, dizia-se que a Liga jamais existira. No entanto, documentos históricos comprovam o contrário. Vale salientar que a entidade funcionou até 1920 sem jamais ganhar personalidade jurídica. Ela seria substituída pela Associação Desportiva Cearense (ADC) em 1920. A exemplo da sua antecessora, a ADC também não existia de direito, pelo menos até 1936 quando, enfim, teve seus estatutos publicados exatamente no dia 29 de janeiro daquele ano.

Na primeira década, um pentacampeonato

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Até hoje, a maior façanha do Ceará foi a conquista do pentacampeonato de 1915 a 1919, sob a égide da Liga Cearense Metropolitana de Futebol (LCMF), a primeira entidade gestora do desporto local. Ao lado do Stela, Rio Negro e Maranguape e sob a chancela da Liga Cearense Metropolitana de Futebol, o Ceará disputa o primeiro certame em solo cearense.

A final ocorreu em 07/11 de 1915. O Diário do Estado trouxe a seguinte manchete acerca da esperada decisão: "O Stela Foot-ball Clube o Ceará Sporting Club disputam amanhã o título de campeão do Ceará no campo do Bemfica".

ENCERRAMENTO - Eis, em parte, a matéria: "Terá logar amanhã no campo do Bemfica, propriedade do Stella Foot-Ball Club o último match de foot-ball que encerrará a temporada do presente anno, no qual lidarão as poderosas equipes do Ceará Sporting Club e Stella Foot-Ball Club, devendo o jogo ser de uma animação sem igual, visto os dois contendores disputarem um custoso objecto de arte, que será offerecido pelo vencido ao vencedor".

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"A Victória difficil será de disputar, pois ambos os teams se acham ultimamente constituídos, adiantando contudo que o Ceará Sporting tem uma magnífica linha de ataque que será bem dominada pela defeza do Stella F.C . Os teams estão assim formados: Stella: Gilberto; Oscar Cabral, Oscar Loureiro, Carlos Alberto, João Gentil (capitão), Clovis Hollanda; Riquet, Clodoveu, J. Bruno, Walter Barroso, Walter e Olsen. Ceará: Aldo; Meton, Garcia, Ninito, Silveira, Rola; Abreu, Pacatuba, Humberto (capitão), Gotardo e Guilherme".

ASSISTÊNCIA - Na edição de 09/11 de 1915, o Diário do Estado relata a vitória do Alvinegro assim: ´Effectuou-se domingo último no fiald do bairro do Bemfica o anuciado jogo de foot-ball entre as poderosas equipes do Stella Foot ball Club e Ceará Sporting Club. A numerosa assistência que enchia as archibancadas do Stella teve incontestavelmente a magnífica oportunidade de assistir ao lindo jogo desses fortes elevens, cheio de phases e lances lindos".

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"Terminou esse interessante match com o resultado favorável ao Ceará, que conseguiu marcar mais um goal do que o seu adversário. O primeiro foi shutado por Humberto Ribeiro, capitão do Maranguape Foot-ball club, e o segundo, resultado de um oportuno passe do forward Guilherme Augusto, phayer do Rio Negro, foi marcado por Pacatuba, também do Maranguape. O único goal do Stella foi shoot de Pedro Riquet, um dos magníficos forwards do poderoso e sympathisado Stella. Actuou como referee o senhor Lucio Bauerfeldt, que foi imparcial nas suas deliberações´.

PERMITIA - Como se pode notar, na época, o regulamento permitia que os times que fossem eliminados e emprestassem seus jogadores aos classificados para as fases subseqüentes, fato que se prolongou até meados da década de 30. Em 1916, o Vozão novamente conquista o título. Desta feita, vence na final, realizada no dia 06/08 de 1916, o Maranguape por 2x0, gols de Walter Barroso.

Os campeões formaram com Cearense; Gotardo e Meton; Padilha, Ninito e Silveira; Walter Barroso, Rola, Bolívar, Orlando e Mamede. Em 1917, no dia 8 de dezembro, o Vovô volta ao Prado, local dos certames anteriores, para enfrentar o Stella na final do campeonato. Pelo placar mínimo, o Ceará derrota seu adversário e conquista o tricampeonato. A equipe jogou com Aldo: Garcia e Gotardo; Célio, Carlito e Braga; Walter Barroso, Meton, Olsen, Mamede e Braun.

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SUCEDEU - Em 1918, a história volta a se repetir. O time de Luís Esteves e Pedro Freire faz a final contra Fortaleza. Pela quarta vez consecutiva, prevalece a supremacia do Alvinegro, que dobra o adversário na final por 2x0, gols de Walter Barroso e Enoch.

Na emocionante partida, realizada no dia 17 de dezembro de 1918, o Vovô foi a campo com Aldo; Garcia e Gracho; Célio, Carlito e Ninito; Walter Barroso, Meton, Mamede, A.Braun e Enoch. Em 1919. Todas as demais equipes têm um único objetivo: quebrar a hegemonia do Mais Querido e evitar a conquista do pentacampeonato. E o Fortaleza quase consegue.

PENTA - A equipe fundada por Alcides Santos ganha o 1ºturno. Assim, na decisão do returno, precisaria apenas do empate para ser campeã. Ao Ceará, só a vitória interessava, pois lhe daria o penta, haja vista que, no critério de desempate -que levava em consideração os pontos conquistados em toda a competição - ficaria à frente do rival.

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E o triunfo veio no dia 30 de novembro daquele ano, por 2x1, numa virada espetacular, ocorrida nos minutos finais do jogo. Walter Barroso fez os dois gols da histórica conquista. Humberto Ribeiro descontou para o Fortaleza. Os pentacampeões jogaram com Aldo; Garcia e Gotardo; Célio, Moraes, Braga e Aloísio; Walter Barroso, Mamede, A. Braun, Enoch e Cearense.

Dois tetras marcaram a história recente

O Ceará voltaria a colocar a mão na taça no ano de 1922, quando se comemorava o centenário da Independência do Brasil. Além desse fato em si, a conquista foi importante pois serviu para evitar que o seu rival conquistasse o tricampeonato. O Alvinegro importou diversos atletas do Pará. Dois deles se destacaram: Pau Amarelo e Vitório. Na partida final, acontecida em 18/10 daquele ano, o Vovô goleou o Fortaleza por 4x1, gols de Pau Amarelo (2), Abreu e Deca. Clodomir descontou para o rival. O time campeão formou com Aldo; Gotardo e Meton; Saracura, Vitório e Cantuária; Walter Barroso, Abreu, Deca, Pau Amarelo e Braun.

Em 1939, o clube enfrenta o seu maior jejum sem títulos: seis anos. O campeonato desse ano só se encerraria em fevereiro de 1940, exatamente no dia 11 de fevereiro, com a goleada do me de Porangabuçu sobre o Tramways por 6x2, tentos de Aníbal (2), Farnum (2) e Biinha (2). César e Zé Walter descontaram para o adversário.

Nos início dos anos 60, a conquista do tricampeonato. O esquadrão preto e branco tinha nomes inesquecíveis, que levaram o clube à vitória seguidamente em 1961/62/63: George, William, Alexandre, Benício, Mauro Calixto, Ivan Carioca, Gildo, Charuto, Carlito, Carneiro e Aloísio Linhares, dentre outros.

Depois, viria um novo período sem ganhar títulos. Foram sete anos sem dar a volta olímpica no velho Estádio Presidente Vargas. A demora, todavia, seria compensada com a célebre final em 1971, ocorrida em três de agosto. Em campo novamente os dois maiores rivais do futebol local.

O Fortaleza vencia a partida por 2x1, dois tentos de Mimi. Carlindo havia assinalado para o Vovô. A torcida do Fortaleza já fazia a festa quando, nos minutos finais, foi marcada uma falta na entrada da área. O atacante Vitor colocou com rara felicidade a bola no fundo da meta do Tricolor e acabou com o jejum. Inconformada, a torcida do Fortaleza derrubou o alambrado do PV e o árbitro Armando Camarinha sequer reiniciou a partida.

Acabava o sofrimento da galera alvinegra, que deixou o PV numa alegria só repetida sete anos depois, quando, comandado por um histórico tricolor, o técnico Moésio Gomes, comemoraria no Castelão o seu primeiro tetracampeonato. As circunstâncias foram parecidas.

Depois do tri, em 1975/76/77, o Vozão parte para o tetra. As coisas, contudo, não acontecem como os alvinegros imaginavam. O time perdeu o turno inicial para o Fortaleza. O presidente Eulino Oliveira tomou uma decisão inusitada e muito questionada: convidou para dirigir tecnicamente o Vovô no segundo turno Moésio Gomes, o Paim, um dos mais importantes nomes da história leonina. A jogada de mestre surtiu efeito.

Moésio foi o grande articulador da vitória. Montou um esquema impecável, reeditando o seu consagrado quadrado de ouro, formado pelo trio do meio de campo e mais o atleta Tiquinho. A vitória consagradora surgiu no dia 28 de dezembro, diante de 47.340 pagantes.

Foi Tiquinho quem, aos 45 minutos do segundo tempo, fez o gol solitário do jogo, que foi imortalizado pela narração de Gomes Farias. Sem dúvida, é o gol mais reproduzido em toda a história do futebol cearense e quiçá brasileiro. Naquele dia, Moésio mandou a campo Sérgio Gomes; Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Erasmo e Amilton Melo; Jangada, Ivanir e Tiquinho.

SEGUNDO TETRA - O Ceará voltaria a repetir o mesmo feito 21 anos depois. No período de 1996 a 1999, um novo tetra é registrado na sua história. Desta feita, sem o dramatismo do anterior. Basta lembrar que, na final acontecida no dia 21 de julho de 1999, o adversário foi o novato e já extinto Juazeiro Empreendimentos. O placar de 0x0 garantiu a conquista.

ZEZINHO - Em 2004, ao impedir o tricampeonato do Fortaleza dentro de campo, o Alvinegro voltou a dar alegria a sua galera. Certos do título, os dirigentes do Leão chegaram a convocar a torcida para uma carreata no dia seguinte. Eis que, na partida final do returno, realizada no último dia 17 de abril, aos 44 minutos do segundo tempo, o atacante Zezinho faz um gol de placa no Castelão, e o time idealizado por Pedro Freire e Luís Esteves ganha o returno. Na seqüência, numa manobra considerada a mais imoral do futebol cearense, o Fortaleza, que se negou a disputar as finais marcadas pela Federação, conseguiu no tapetão o título daquela ano. O documento no qual o Fortaleza se negara a ir para as disputas foi roubado de dentro da FCF e até hoje o assunto não foi esclarecido.

Em 2006, não houve tapetão que desse jeito. O rival se preparava para conquistar o seu primeiro tetracampeonato _ contando com o vergonhoso título do tapetão, no ano anterior-. Só que, nos jogos finais, foi atropelado pelo Alvinegro. Com duas vitórias por 1x0, o Vozão acabou com o sonho do adversário e mostrou que "tetra é luxo" e uma prerrogativa do time detentor da maior torcida do Estado.

Títulos

Títulos Estaduais:
1915 / 1916 / 1917 / 1918 / 1919 / 1922 / 1925 / 1931 / 1932 / 1939 / 1941 / 1942 / 1948 / 1951 / 1957 / 1958 / 1961 / 1962 / 1963 / 1971 / 1972 / 1975 / 1976 / 1977 / 1978 / 1980 / 1981 / 1984 / 1986 / 1989 / 1990 / 1992 / 1993 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 / 2002 / 2006.

Copa do Nordeste:
Campeão 1969.

Estádio

Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão)

O Estádio Oficial do Ceará é o Carlos de Alencar Pinto, apelidado pela torcida como Vovozão, com capacidade para cerca de 5.500 pessoas, mas o Vovô manda seu jogo em outros dois estádios localizados na cidade de Fortaleza:

Estádio Castelão, com capacidade para 60.326 espectadores;

Estádio Presidente Vargas (P.V.), com capacidade para 18.000 espectadores;

O Estádio Presidente Vargas é utilizado principalmente em jogos do Campeonato Cearense, menos nos Clássicos entre Ceará x Fortaleza, jogados no Castelão. Em jogos do Brasileirão, o Castelão é normalmente utilizado, ainda que algumas partidas possam ser jogadas no PV, dependendo da demanda que tiverem. O PV e o Castelão são administrados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza e pelo Governo do Estado do Ceará, respectivamente. Devido a problemas de estrutura física do P.V. o Ceará no ano de 2009 sediará seus jogos do campeonato estadual no Estádio Domingão em Horizonte, região metropolitana de Fortaleza.

O Estádio Carlos de Alencar Pinto é um estádio com capacidade para 5.500 pessoas onde o Ceará somente treina, e disputa amistosos. O Estádio é também sede do clube e contém em sua estrutura física diversos itens

Hino

Autor: José Patápio da Costa Jatahy.

Teu passado é todo coberto de glórias
Dia-a-dia tu conquistas mais vitórias
Tua bandeira alvinegra desfraldada
Teu time em campo tem vitória assegurada.

Campeão da popularidade
Tua torcida hoje é toda cidade
É um grande povo a te estimular
É o Vovô Ceará vai ganhar.

És o time das grandes campanhas
Sempre aqui ou lá fora tu ganhas
Com teus craques em campo a brilhar
Ceará tua glória é lutar.

Mascote

A muitos, talvez a maioria, possa parecer que o cognome Vovô, ou Vozão, se deva ao fato do Ceará Sporting Club ser o mais velho clube do estado. Porém, um depoimento de Aníbal Câmara Bonfim, um dos fundadores do América Futebol Club, em 1920, diz o real motivo do apelido.

Conta o dirigente que os meninos do América, empolgados, costumavam treinar no campo do Ceará. O presidente do Ceará na época, Meton de Alencar Pinto, simpático à rapaziada do outro clube que surgia na cidade, começou a tratá-los de “meus netinhos”.

Quando se deparava com os garotos do América, se exercitando no campo alvinegro, Meton brincava: “Vamos, meus netinhos, vamos aprender bem para açoitar o Fortaleza. Mas respeitem o Vovô aqui”. E foi assim, por conta disso que desde então, há mais de 80 anos, o Ceará começou a ser chamado de “Vovô”, título que lhe deu o seu próprio presidente, Meton de Alencar Pinto e que o América se encarregou de divulgar através do tempo.

Site

http://www.vovo.com.br