quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Clube do Remo

No início do séc. XIX, o remo era o principal esporte praticado no Brasil, tanto que grandes clubes existentes hoje em dia no futebol nacional são oriundos de grupos formados em prol da regata. No Pará as competições eram realizadas às margens da baia do Guajará, sempre atraindo grandes públicos para as principais competições. Entre as melhores equipes de regata estava o Sport Club do Pará, sempre vencendo etapas e lançando atletas para o cenário esportivo. Apresentando algumas discordâncias da organização do Sport Club do Pará, alguns atletas decidiram se separar e enfrentar a fundação de um novo clube; Nascia ali o Grupo do Remo. O basta foi dado momentos antes de uma regata, quando os atletas formavam as guarnições onde estava presente Victor Engelhard, Raul Engelhard, Eduardo Cruz e José Henrique Danin. A eles se juntaram Vasco Abreu, Eugênio Soares, Narciso Borges e Jean Marechal.

O nome foi sugestão de Raul Engelhard que estudava na Europa, no entanto foi contrariado, já que na época, remo lembrava logo a “catraia”, pequena embarcação a remo ou à vela tripulada por um só homem. Raul explicou a sugestão aos demais companheiros se lembrando de um clube da Inglaterra denominado de Rowing Club, e assim ficou Grupo do Remo.

Extinção e Reorganização

O desembargador Alfredo Barradas determinou através de assembléia geral no dia 14 de fevereiro de 1908 que o Remo seria extinto devido alguns associados estarem acordados com o Sport Club do Pará. Estes associados não foram citados o que abriu procedente para um recurso.

Foi quando em 15 de agosto de 1911 Antonio Silva, Cândido Jucá, Carl Schumann, Elzaman Magalhães, Geraldo Motta, Jayme Lima, Norton Corllet, Oscar Saltão, Otto Bartels e Palmério Pinto se movimentaram para uma reestruturação, promovendo o ressurgimento do Clube do Remo, que viria se torna brevemente em monumento esportivo do Estado e um patrimônio do esporte brasileiro.

Com a ajuda da Liga Marítima, os atletas transportaram as embarcações para a sede do Clube, onde posteriormente se organizou uma grande festa. No dia 16 de novembro deste mesmo ano o Clube do Remo conquistaria seu primeiro título estadual na regata.

1913 - O futebol para o Clube do Remo

O futebol ainda não era paixão nacional, na verdade o esporte acabara de chegar no estado e os atletas davam preferência para as provas náuticas. No entanto com o passar do tempo e o aprimoramento das técnicas, o Clube do Remo conseguiu formar sua equipe, claro que não era nada de encher os olhos, mas logo mostrou competência para conseguir bons resultados no esporte. A primeira partida disputada foi também à primeira vitória no dia 14/07/1913, contra a União Esportiva, o placar terminou 4x1 para os azulinos. O primeiro RexPa realizado foi no dia 10/06/1914 no estádio da firma Ferreira & Comandita e deu Leão 2x1.

E logo que ganhou o seu jogo inaugural, o Remo começou a sua seqüência de títulos, vencendo o Campeonato Paranaense sete vezes seguidas (de 1913 a 1919) logo em seus primeiros anos de futebol. Até hoje, o recorde do heptacampeonato nunca foi batido no Pará.

O Remo continuou se destacando no futebol paraense, mas o clube azulino queria mais. E esse desejo foi realizado em 1961, quando o time se tornou conhecido no país todo por disputar a Taça Brasil, feito que repetiu em 1965.

Na conquista do Campeonato do Norte de 1968, o Remo disputou a final numa decisão de três jogos com o Piauí, sendo a primeira partida realizada em 2 de fevereiro de 1969 em Teresina, vencendo o Piauí com o placar de 5x1. O segundo jogo aconteceu em Belém, no dia 12 de fevereiro de 1969, no Baenão, com o Remo vencendo pelo placar de 4x1, voltando a vencê-lo em 14 de fevereiro de 1969, em jogo também realizado em Belém, no referido estádio, por 2x1. O time era formado por: François; China, Alemão, Casemiro e Edilson; Siroteau e Carlitinho; Birungueta, Amoroso (Valtinho), Rubilota e Adinamar. O técnico era Danilo Alvin.

O bicampeonato veio também em 1969, em uma competição onde além do Remo, incluiu também Tuna Luso e Paysandu, pelo Pará; Nacional, Fast Club e Olímpico, pelo Amazonas; Moto Clube e Ferroviário, pelo Maranhão; e Piauí e Flamengo, pelo Piauí. O título foi decidido com o Nacional do Amazonas, em partida realizada em Manaus, no dia 10 de dezembro de 1969, num empate de 2x2, resultado que garantiu ao Remo o título, em decorrência de sua exuberante campanha. A onzena campeã do Remo era formada por: François; Mesquita, Carvalhão (Edilson), Nagel e Lúcio; Ângelo e Carlitinho; Birungueta, Íris (Omar), Zequinha e Neves. O time era novamente treinado por Danilo Alvin.

O tricampeonato do Norte foi vencido em uma final, com jogos de ida e volta, sendo seu adversário o Rodoviária do Amazonas. Na primeira partida, em Manaus, no dia 25 de novembro de 1971, o Remo venceu com um placar de 1x0. Em Belém, no jogo da volta o placar foi de 4x2 no Baenão, em 28 de novembro de 1971, sagrando-se dessa forma tricampeão do norte. O time vencedor do Remo foi: Dico; Mendonça, Edair, Valdemar (Mesquita) e Edilson; Tito e Carlitinho; Ernani, Rubilota (Jeremias), Alcino e Neves.

O ano de 1971 evidenciou uma das mais preponderantes conquistas do clube, que sagrou-se campeão do Norte e Nordeste. Após a conquista do tricampeonato do Norte, o Remo acabou enfrentando posteriormente o Itabaiana de Sergipe, que era campeão do Nordeste, em partidas de ida e volta, onde o Remo sagrou-se campeão do Torneio Norte-Nordeste.

O clube continuou com seu domínio no Pará até entrar de vez para o cenário nacional nos anos 90. De lá para cá, o Remo se tornou o time que mais vezes disputou a Copa do Brasil. Naquela década, o time conseguiu ficar 33 partidas (de 1993 a 1997) sem perder para o seu maior rival, o Paysandu. Nos anos 90, também se sagrou pentacampeão paraense, de 1993 a 1997, mostrando que foram realmente dois anos gloriosos para o Filho da Glória e do Triunfo.

Com o início do novo milênio veio também a terceira colocação no Módulo Amarelo da Copa João Havelange, melhor posição da equipe em nacionais desde 2000. Cinco anos depois, veio o único título nacional da agremiação. Em 2005, o Clube do Remo se sagrou campeão da Série C do Brasileirão.

Desde 2005, o clube conta com uma Associação de Torcedores, a ATAR, fundada com o objetivo de apoiar o Remo na área patrimonial e financeira. O mais recente título do clube foi o Campeonato Paraense de 2008, quando venceu o Águia na final, conquistando assim seu 42º troféu estadual. Mas como a história dos clubes não é feita somente de alegrias o Remo sofreu em 2007 o segundo rebaixamento para Série C em pouco mais de 3 anos, atolado em dívidas, jogadores e funcionários do clube insatisfeitos com os atrasos de salários constantes e a possibilidade de vender sua sede para sanar suas dívidas, foram algumas das razões que culminaram com o rebaixamento do time que foi sacramentado com uma derrota de 2 a 1 o Ituano no Estádio Novelli Júnior. Agora o Clube do Remo foi desclassificado da Série C do Brasileiro de 2008, sendo derrotado pelo Rio Branco do Acre, e tenta "convencer" a CBF para os Clubes que foram desclassificados até então da Série C não caiam respectivamente para a Série D.

Títulos

Campeonato Brasileiro - Série C 2005.

Copa Norte-Nordeste: 1971.

Campeonato Paraense: 42 vezes (1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1924, 1925, 1926, 1930, 1933, 1936, 1940, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1960, 1964, 1968, 1973, 1974, 1975, 1977, 1978, 1979, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2003, 2004, 2007 e 2008).

Estádio

Estádio Evandro Almeida

A paixão pela bola aconteceu de forma repentina por parte dos brasileiros. Os clubes existentes na época se dedicavam basicamente aos esportes náuticos, mas com a chegada do esporte no país os grandes clubes logo trataram de formar suas equipes, sendo assim também com o Remo. Os jogos eram realizados em campos comuns, parecidos com os de pelada hoje em dia.

Só em 1917, mais precisamente no dia 15 de agosto o Remo inaugurou seu ´´estádio`` de futebol. Medindo 110m de comprimento por 70m de largura e tendo ao seu redor uma arquibancada com capacidade para 2.500 pessoas. Existia ainda um pavilhão superior de 12m de comprimento por 6m de largura para associados e familiares. Com o desenvolvimento do esporte as acomodações já não suportavam grandes públicos em dia de jogo. Até que em 14/07/1935 o Remo reestruturou o seu estádio com arquibancadas bem maiores oferecendo uma boa acomodação para os torcedores. Em 1940 o estádio recebeu 8 torres, cada uma com 4 refletores. A partir daí o Remo poderia mandar seus jogos à noite. O nome oficial do estádio é Evandro Almeida, em homenagem ao grande atleta que depois virou dirigente do clube e faleceu no dia 21/05/1964.

O que se vê hoje é resultado de 3 anos de obras que foram concluídas em 1962. Foi ai que o estádio Evandro Almeida ganhou a forma que hoje se apresenta, sendo o primeiro no estado a ter vestiário com túneis para duas equipes e mais o dos árbitros. A inauguração do novo Baenão aconteceu diante da equipe do Ceará Sporting, 1x1 foi o resultado final.

Atualmente o estádio tem capacidade para 18 mil torcedores, estes lugares são divididos entre as arquibancadas, as cadeiras cativas e as cadeiras vips. O Baenão oferece aos torcedores 5 locais para a entrada, sendo dois para as arquibancadas, um para as cadeiras cativas, outro para as cadeiras vips com acesso pela trav. das Mercedes e um para o local destinado aos sócios do Clube ou torcedores visitantes, que fica bem em baixo das cabines de imprensa. E por falar nas cabines no total são 16, sendo uma exclusiva para a Federação Paraense de Futebol em homenagem ao Dr. João Costa, uma para a imprensa escrita, quatro para as emissoras visitantes e dez para a imprensa local divididas entre rádios e tvs.

O Baenão comporta ainda uma estrutura que garante o desenvolvimento do futebol profissional assim como as categorias de base. Pelo lado da Av Almirante Barroso funciona o gerenciamento destas categorias e também a administração da escolinha de futebol do clube. Por lá, existe alojamento para 15 atletas, vestiário, refeitório comandado pela Dona Iná e mais o departamento administrativo. Já pelo lado da Avenida 25 de Setembro funciona o departamento de futebol profissional, com centro médico e fisioterápico, sala de jogos e Internet, refeitório, rouparia, sala para Educação Física e Fisiologia, sala de imprensa, vestiário com trinta armários individuais e a toca do leão, um espaço construído para a concentração dos jogadores na véspera dos jogos. A área externa do estádio apresenta ainda um estacionamento para os jogadores e uma arena onde é realizado o treino da escolinha de futebol do clube.

Hino

O hino oficial do Clube do Remo foi lançado em 1941. O poeta Antônio Tavernard adaptou a marcha carnavalesca de Emílio Albim para representar o Clube do Remo em um hino que seria executado nas grandes vitórias do clube. O bloco carnavalesco era os “cadetes Azulinos”, formado por atletas, associados, dirigentes e torcedores que percorriam as principais ruas da cidade com destino a Praça da República.

Atletas azulinos somos nós
E cumpriremos o nosso dever

Um dia quando unidos para a luta,
O pavilhão sabemos defender
Enquanto a azul bandeira tremuleja,
O vento a beija, como a sonhar,
Honrando essa bandeira que paneja,

Nós todos saberemos com amor lutar

E nós atletas temos vigor
A nossa turma é toda de valor (bis)


Nós todos no vigor da mocidade
Vamos gozando nessa quadra jovial

E nós, os azulinos da cidade,
Erguemos vivas ao nosso ideal.
Em cada um de nós mora a esperança,
Nossa pujança, nosso ideal,
E porque somos do CLUBE DO REMO
Numa só voz diremos que não tem igual


E nós atletas temos vigor

A nossa turma é toda de valor (bis)


Mascote
A mascote do Remo é o leão. O animal foi escolhido como um dos símbolos do clube por causa da história mitológica do leão azul, que foi petrificado por Medusa. Pela força do animal, ele virou um símbolo do clube. Não é à toa que o Remo é considerado o ´´Rei da Amazônia``.

Site
http://www.clubedoremo.com.br/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Goiânia Esporte Clube


O Goiânia Esporte Clube foi criado em 1938, sendo o segundo da capital. Durante muito tempo protagonizou o principal clássico do Campeonato Goiano, ao lado do Atlético. Desde a primeira edição do torneio, em 1944 até 1960, esteve em todas as finais. Só neste período venceu 12 vezes. Coleciona 14 títulos estaduais, sendo que 13 são sobre o Dragão. Fica atrás apenas do Goiás e Vila Nova. Atualmente vive uma péssima fase e está na segunda divisão.
O time, que nasceu com o nome da capital do Estado, viveu momentos de glória, chegando a ser o maior colecionador de títulos por muito tempo, superado primeiro pelo Goiás, em 1997, e em 2005 pelo Vila. Apesar de poucos admitirem, a crônica esportiva dos anos 40 a 60 era apaixonada pelo time.
Apenas o Atlético tinha força para desafiar o soberano, que na maioria das vezes levou vantagem nas finais: de 18 disputadas, em 13 o Goiânia levantou a taça. Sua última final foi em 1990, derrotado pelo Goiás, e o último título na primeira divisão em 68, sobre o Atlético.
Depois desses 20 anos iniciais de glória, a equipe começou a perder espaço para os até então desapercebidos Vila e Goiás, que se tornou o clássico mais importante. O Goiânia foi rebaixado para a segundona e chegou a ficar sem disputar por falta de verbas. Em 1998 sagrou-se campeão da disputa e voltou ao grupo principal, dando esperança para os já não muitos (mas apaixonados) torcedores. Novamente fracassou na tentativa de se manter na primeira divisão.

Em 1999, o Goiânia participou da Terceira Divisão do Brasileirão e venceu por 4 a 3 no Serra Dourada Fluminense-RJ, que seria o campeão daquele ano.

Na sua segunda participação na Copa do Brasil, em 2001 eliminou o América/MG, vencendo o jogo de ida e volta, ambos pelo placar de 1 a 0. Já na segunda fase, foi eliminado pelo Corinthians, perdendo o primeiro jogo no Serra Dourada por 1 a 0 e perdendo também o segundo por 3 a 1 no Pacaembu.

Atualmente, o Galo vive em constantes crises, com pouco público em seus jogos e com freqüência lutando contra o rebaixamento no estadual.

Campeão goiano da segunda divisão em 2006, ganhando 8 dos 12 jogos disputados, o Galo qualificou-se para a divisão principal em 2007.

Mas em 2007, o Goiânia acabou sofrendo mais um rebaixamento. Foi o pior dos 12 times que participaram da primeira divisão de Goiás. Em 17 partidas disputadas, o Goiânia só venceu dois jogos. Chegou à última rodada do campeonato com um ponto de vantagem sobre a Jataiense. Mas o Goiânia perdeu da Canedense (1x3) e o rival, a Jataiense, fez 4x0 na Rioverdense. A combinação de resultados decretou o descenso do tradicional time da Capital.

Títulos

Campeonato Goiano 1945, 1946, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1956, 1958, 1959, 1960, 1968, 1974
Campeonato Goiano (2ª divisão) 1998 e 2006

Estádio

O clube manda seus jogos no Estádio Olímpico de Goiânia, com capacidade para dez mil pessoas, e utiliza para jogos de maior porte, o Estádio Serra Dourada , com capacidade para 54.049 torcedores.

Hino

O galo carijó é professor.
O galo carijó é brigador.

O galo quando entra no rebolo
pega a bola, faz o gol, esconde a
bola e ninguém vê

Cadê a bola?, cadê cadê?

Goiânia Esporte Clube
futebol é com você!

Com você!!

Cadê a bola?, cadê cadê?

Goiânia Esporte Clube
futebol é com você!

Com você!!Com você!!


Mascote
Galo Carijó

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ceará Sporting Club

O Ceará Sporting Club surgiu no dia 2 de junho de 1914. Os jovens Luís Esteves Júnior e Pedro Freire tiveram a idéia de fundar um clube durante um encontro à tarde no Café Art Noveau, que funcionava na Praça do Ferreira. No local, resolveram convidar mais alguns amigos para se deslocarem, à noite, até a residência de Luís Esteves, localizada à Rua Tristão Gonçalves, 6.

A empolgação tomou conta de todos e logo foi providenciada a ata de fundação do Rio Branco Foot-ball Club. Participaram do histórico encontro 24 pessoas que, por unanimidade, escolheram Gilberto Gurgel como presidente. Além dos três fundadores já citados, tomaram parte do evento Newton Rola, Walter Barroso, Bolívar Purcel, Aluísio Mamede, Orlando Olsen, Raimundo Padilha, Ninito Justa, Meton de Alencar Pinto, Gotardo Moraes, Arthur de Albuquerque, Cincinato Costa, Carlos Calmon, Eurico Medeiros, José Elias e Rolando Emílio.

De pronto, o grupo juntou dois mil e duzentos réis para ajudar na aquisição do primeiro material, composto de camisas lilases e calções brancos. No ano de seu surgimento, o Rio Branco disputou um campeonato que foi organizado pelos próprios clubes. Na partida final, realizada em 22 de outubro, o Rio Branco conquistou o título, vencendo o Rio Negro por 1x0, gol assinalado por Olsen. Naquele dia, os campeões formaram da seguinte maneira: Aldo, Garcia e Speedy; Célio, Carlito e Gotardo; Abreu, Pinto, Meton, Olsen e Ninito.

Exatamente um ano depois da sua fundação, uma assembléia geral se reúne com dois objetivos: escolher um novo nome para a equipe e eleger a nova diretoria. Por unanimidade, a agremiação passou a se chamar Ceará Sporting Club. Sua indumentária também mudou para calções brancos e camisas brancas com listas verticais pretas. No dia 10 de junho de 1915, o jornal Diário do Estado, do Partido Conservador Cearense, trazia na edição de número 150, na página dois, a novidade.

NOVA DIRETORIA - Eis a íntegra da notícia, observando-se a grafia utilizada à época: ´Hontem, às 19 horas, effectuou-se a posse da nova diretoria do Ceará Sporting Club (antigo Rio Branco), a qual havia sido eleita para reger os destinos desta futurosa sociedade na presente temporada sportiva. Depois da cerimônia de posse, foram distribuídas várias bandejas de bebidas finas entre as pessoas presentes, ouvindo-se então vários e amistosos brindes entre as comissões dos clubes que se fizeram representar. A nova directoria do Ceará ficou assim organizada: presidente: Nelson Gurgel do Amaral; vice, Meton Pinto; thesoureiro, Artur Braun; secretário, R.H. Justa; directores: Gothardo Moraes, Célio Moraes, R. S. Garcia, José Elias Romcy e Carlos de Alencar Pinto. A nova directoria continuou o dificílimo e espinhoso cargo de treiner (treinador) e capitain geral ao conhecido e competente footballer José Braga Abreu´.

O mesmo jornal já houvera publicado dez dias antes a reunião que seria responsável pelo nascimento da primeira entidade gestora do futebol cearense: ´Reunir-se-à domingo, 30 do corrente, a primeira sessão preparatória para a instalação da Liga Metropolitana Cearense de Foot-Ball, a qual será presidida interinamente pelo distincto footballman Alcides Santos". Até bem pouco tempo, dizia-se que a Liga jamais existira. No entanto, documentos históricos comprovam o contrário. Vale salientar que a entidade funcionou até 1920 sem jamais ganhar personalidade jurídica. Ela seria substituída pela Associação Desportiva Cearense (ADC) em 1920. A exemplo da sua antecessora, a ADC também não existia de direito, pelo menos até 1936 quando, enfim, teve seus estatutos publicados exatamente no dia 29 de janeiro daquele ano.

Na primeira década, um pentacampeonato

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Até hoje, a maior façanha do Ceará foi a conquista do pentacampeonato de 1915 a 1919, sob a égide da Liga Cearense Metropolitana de Futebol (LCMF), a primeira entidade gestora do desporto local. Ao lado do Stela, Rio Negro e Maranguape e sob a chancela da Liga Cearense Metropolitana de Futebol, o Ceará disputa o primeiro certame em solo cearense.

A final ocorreu em 07/11 de 1915. O Diário do Estado trouxe a seguinte manchete acerca da esperada decisão: "O Stela Foot-ball Clube o Ceará Sporting Club disputam amanhã o título de campeão do Ceará no campo do Bemfica".

ENCERRAMENTO - Eis, em parte, a matéria: "Terá logar amanhã no campo do Bemfica, propriedade do Stella Foot-Ball Club o último match de foot-ball que encerrará a temporada do presente anno, no qual lidarão as poderosas equipes do Ceará Sporting Club e Stella Foot-Ball Club, devendo o jogo ser de uma animação sem igual, visto os dois contendores disputarem um custoso objecto de arte, que será offerecido pelo vencido ao vencedor".

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"A Victória difficil será de disputar, pois ambos os teams se acham ultimamente constituídos, adiantando contudo que o Ceará Sporting tem uma magnífica linha de ataque que será bem dominada pela defeza do Stella F.C . Os teams estão assim formados: Stella: Gilberto; Oscar Cabral, Oscar Loureiro, Carlos Alberto, João Gentil (capitão), Clovis Hollanda; Riquet, Clodoveu, J. Bruno, Walter Barroso, Walter e Olsen. Ceará: Aldo; Meton, Garcia, Ninito, Silveira, Rola; Abreu, Pacatuba, Humberto (capitão), Gotardo e Guilherme".

ASSISTÊNCIA - Na edição de 09/11 de 1915, o Diário do Estado relata a vitória do Alvinegro assim: ´Effectuou-se domingo último no fiald do bairro do Bemfica o anuciado jogo de foot-ball entre as poderosas equipes do Stella Foot ball Club e Ceará Sporting Club. A numerosa assistência que enchia as archibancadas do Stella teve incontestavelmente a magnífica oportunidade de assistir ao lindo jogo desses fortes elevens, cheio de phases e lances lindos".

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"Terminou esse interessante match com o resultado favorável ao Ceará, que conseguiu marcar mais um goal do que o seu adversário. O primeiro foi shutado por Humberto Ribeiro, capitão do Maranguape Foot-ball club, e o segundo, resultado de um oportuno passe do forward Guilherme Augusto, phayer do Rio Negro, foi marcado por Pacatuba, também do Maranguape. O único goal do Stella foi shoot de Pedro Riquet, um dos magníficos forwards do poderoso e sympathisado Stella. Actuou como referee o senhor Lucio Bauerfeldt, que foi imparcial nas suas deliberações´.

PERMITIA - Como se pode notar, na época, o regulamento permitia que os times que fossem eliminados e emprestassem seus jogadores aos classificados para as fases subseqüentes, fato que se prolongou até meados da década de 30. Em 1916, o Vozão novamente conquista o título. Desta feita, vence na final, realizada no dia 06/08 de 1916, o Maranguape por 2x0, gols de Walter Barroso.

Os campeões formaram com Cearense; Gotardo e Meton; Padilha, Ninito e Silveira; Walter Barroso, Rola, Bolívar, Orlando e Mamede. Em 1917, no dia 8 de dezembro, o Vovô volta ao Prado, local dos certames anteriores, para enfrentar o Stella na final do campeonato. Pelo placar mínimo, o Ceará derrota seu adversário e conquista o tricampeonato. A equipe jogou com Aldo: Garcia e Gotardo; Célio, Carlito e Braga; Walter Barroso, Meton, Olsen, Mamede e Braun.

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SUCEDEU - Em 1918, a história volta a se repetir. O time de Luís Esteves e Pedro Freire faz a final contra Fortaleza. Pela quarta vez consecutiva, prevalece a supremacia do Alvinegro, que dobra o adversário na final por 2x0, gols de Walter Barroso e Enoch.

Na emocionante partida, realizada no dia 17 de dezembro de 1918, o Vovô foi a campo com Aldo; Garcia e Gracho; Célio, Carlito e Ninito; Walter Barroso, Meton, Mamede, A.Braun e Enoch. Em 1919. Todas as demais equipes têm um único objetivo: quebrar a hegemonia do Mais Querido e evitar a conquista do pentacampeonato. E o Fortaleza quase consegue.

PENTA - A equipe fundada por Alcides Santos ganha o 1ºturno. Assim, na decisão do returno, precisaria apenas do empate para ser campeã. Ao Ceará, só a vitória interessava, pois lhe daria o penta, haja vista que, no critério de desempate -que levava em consideração os pontos conquistados em toda a competição - ficaria à frente do rival.

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E o triunfo veio no dia 30 de novembro daquele ano, por 2x1, numa virada espetacular, ocorrida nos minutos finais do jogo. Walter Barroso fez os dois gols da histórica conquista. Humberto Ribeiro descontou para o Fortaleza. Os pentacampeões jogaram com Aldo; Garcia e Gotardo; Célio, Moraes, Braga e Aloísio; Walter Barroso, Mamede, A. Braun, Enoch e Cearense.

Dois tetras marcaram a história recente

O Ceará voltaria a colocar a mão na taça no ano de 1922, quando se comemorava o centenário da Independência do Brasil. Além desse fato em si, a conquista foi importante pois serviu para evitar que o seu rival conquistasse o tricampeonato. O Alvinegro importou diversos atletas do Pará. Dois deles se destacaram: Pau Amarelo e Vitório. Na partida final, acontecida em 18/10 daquele ano, o Vovô goleou o Fortaleza por 4x1, gols de Pau Amarelo (2), Abreu e Deca. Clodomir descontou para o rival. O time campeão formou com Aldo; Gotardo e Meton; Saracura, Vitório e Cantuária; Walter Barroso, Abreu, Deca, Pau Amarelo e Braun.

Em 1939, o clube enfrenta o seu maior jejum sem títulos: seis anos. O campeonato desse ano só se encerraria em fevereiro de 1940, exatamente no dia 11 de fevereiro, com a goleada do me de Porangabuçu sobre o Tramways por 6x2, tentos de Aníbal (2), Farnum (2) e Biinha (2). César e Zé Walter descontaram para o adversário.

Nos início dos anos 60, a conquista do tricampeonato. O esquadrão preto e branco tinha nomes inesquecíveis, que levaram o clube à vitória seguidamente em 1961/62/63: George, William, Alexandre, Benício, Mauro Calixto, Ivan Carioca, Gildo, Charuto, Carlito, Carneiro e Aloísio Linhares, dentre outros.

Depois, viria um novo período sem ganhar títulos. Foram sete anos sem dar a volta olímpica no velho Estádio Presidente Vargas. A demora, todavia, seria compensada com a célebre final em 1971, ocorrida em três de agosto. Em campo novamente os dois maiores rivais do futebol local.

O Fortaleza vencia a partida por 2x1, dois tentos de Mimi. Carlindo havia assinalado para o Vovô. A torcida do Fortaleza já fazia a festa quando, nos minutos finais, foi marcada uma falta na entrada da área. O atacante Vitor colocou com rara felicidade a bola no fundo da meta do Tricolor e acabou com o jejum. Inconformada, a torcida do Fortaleza derrubou o alambrado do PV e o árbitro Armando Camarinha sequer reiniciou a partida.

Acabava o sofrimento da galera alvinegra, que deixou o PV numa alegria só repetida sete anos depois, quando, comandado por um histórico tricolor, o técnico Moésio Gomes, comemoraria no Castelão o seu primeiro tetracampeonato. As circunstâncias foram parecidas.

Depois do tri, em 1975/76/77, o Vozão parte para o tetra. As coisas, contudo, não acontecem como os alvinegros imaginavam. O time perdeu o turno inicial para o Fortaleza. O presidente Eulino Oliveira tomou uma decisão inusitada e muito questionada: convidou para dirigir tecnicamente o Vovô no segundo turno Moésio Gomes, o Paim, um dos mais importantes nomes da história leonina. A jogada de mestre surtiu efeito.

Moésio foi o grande articulador da vitória. Montou um esquema impecável, reeditando o seu consagrado quadrado de ouro, formado pelo trio do meio de campo e mais o atleta Tiquinho. A vitória consagradora surgiu no dia 28 de dezembro, diante de 47.340 pagantes.

Foi Tiquinho quem, aos 45 minutos do segundo tempo, fez o gol solitário do jogo, que foi imortalizado pela narração de Gomes Farias. Sem dúvida, é o gol mais reproduzido em toda a história do futebol cearense e quiçá brasileiro. Naquele dia, Moésio mandou a campo Sérgio Gomes; Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Erasmo e Amilton Melo; Jangada, Ivanir e Tiquinho.

SEGUNDO TETRA - O Ceará voltaria a repetir o mesmo feito 21 anos depois. No período de 1996 a 1999, um novo tetra é registrado na sua história. Desta feita, sem o dramatismo do anterior. Basta lembrar que, na final acontecida no dia 21 de julho de 1999, o adversário foi o novato e já extinto Juazeiro Empreendimentos. O placar de 0x0 garantiu a conquista.

ZEZINHO - Em 2004, ao impedir o tricampeonato do Fortaleza dentro de campo, o Alvinegro voltou a dar alegria a sua galera. Certos do título, os dirigentes do Leão chegaram a convocar a torcida para uma carreata no dia seguinte. Eis que, na partida final do returno, realizada no último dia 17 de abril, aos 44 minutos do segundo tempo, o atacante Zezinho faz um gol de placa no Castelão, e o time idealizado por Pedro Freire e Luís Esteves ganha o returno. Na seqüência, numa manobra considerada a mais imoral do futebol cearense, o Fortaleza, que se negou a disputar as finais marcadas pela Federação, conseguiu no tapetão o título daquela ano. O documento no qual o Fortaleza se negara a ir para as disputas foi roubado de dentro da FCF e até hoje o assunto não foi esclarecido.

Em 2006, não houve tapetão que desse jeito. O rival se preparava para conquistar o seu primeiro tetracampeonato _ contando com o vergonhoso título do tapetão, no ano anterior-. Só que, nos jogos finais, foi atropelado pelo Alvinegro. Com duas vitórias por 1x0, o Vozão acabou com o sonho do adversário e mostrou que "tetra é luxo" e uma prerrogativa do time detentor da maior torcida do Estado.

Títulos

Títulos Estaduais:
1915 / 1916 / 1917 / 1918 / 1919 / 1922 / 1925 / 1931 / 1932 / 1939 / 1941 / 1942 / 1948 / 1951 / 1957 / 1958 / 1961 / 1962 / 1963 / 1971 / 1972 / 1975 / 1976 / 1977 / 1978 / 1980 / 1981 / 1984 / 1986 / 1989 / 1990 / 1992 / 1993 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 / 2002 / 2006.

Copa do Nordeste:
Campeão 1969.

Estádio

Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão)

O Estádio Oficial do Ceará é o Carlos de Alencar Pinto, apelidado pela torcida como Vovozão, com capacidade para cerca de 5.500 pessoas, mas o Vovô manda seu jogo em outros dois estádios localizados na cidade de Fortaleza:

Estádio Castelão, com capacidade para 60.326 espectadores;

Estádio Presidente Vargas (P.V.), com capacidade para 18.000 espectadores;

O Estádio Presidente Vargas é utilizado principalmente em jogos do Campeonato Cearense, menos nos Clássicos entre Ceará x Fortaleza, jogados no Castelão. Em jogos do Brasileirão, o Castelão é normalmente utilizado, ainda que algumas partidas possam ser jogadas no PV, dependendo da demanda que tiverem. O PV e o Castelão são administrados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza e pelo Governo do Estado do Ceará, respectivamente. Devido a problemas de estrutura física do P.V. o Ceará no ano de 2009 sediará seus jogos do campeonato estadual no Estádio Domingão em Horizonte, região metropolitana de Fortaleza.

O Estádio Carlos de Alencar Pinto é um estádio com capacidade para 5.500 pessoas onde o Ceará somente treina, e disputa amistosos. O Estádio é também sede do clube e contém em sua estrutura física diversos itens

Hino

Autor: José Patápio da Costa Jatahy.

Teu passado é todo coberto de glórias
Dia-a-dia tu conquistas mais vitórias
Tua bandeira alvinegra desfraldada
Teu time em campo tem vitória assegurada.

Campeão da popularidade
Tua torcida hoje é toda cidade
É um grande povo a te estimular
É o Vovô Ceará vai ganhar.

És o time das grandes campanhas
Sempre aqui ou lá fora tu ganhas
Com teus craques em campo a brilhar
Ceará tua glória é lutar.

Mascote

A muitos, talvez a maioria, possa parecer que o cognome Vovô, ou Vozão, se deva ao fato do Ceará Sporting Club ser o mais velho clube do estado. Porém, um depoimento de Aníbal Câmara Bonfim, um dos fundadores do América Futebol Club, em 1920, diz o real motivo do apelido.

Conta o dirigente que os meninos do América, empolgados, costumavam treinar no campo do Ceará. O presidente do Ceará na época, Meton de Alencar Pinto, simpático à rapaziada do outro clube que surgia na cidade, começou a tratá-los de “meus netinhos”.

Quando se deparava com os garotos do América, se exercitando no campo alvinegro, Meton brincava: “Vamos, meus netinhos, vamos aprender bem para açoitar o Fortaleza. Mas respeitem o Vovô aqui”. E foi assim, por conta disso que desde então, há mais de 80 anos, o Ceará começou a ser chamado de “Vovô”, título que lhe deu o seu próprio presidente, Meton de Alencar Pinto e que o América se encarregou de divulgar através do tempo.

Site

http://www.vovo.com.br

domingo, 4 de janeiro de 2009

Clube Atlético Colatinense

Em 2005 desportistas e entusiastas do futebol, tiveram a idéia de criação de um novo clube de futebol na cidade de Colatina (ES), justamente quando algumas agremiações apresentavam-se em declínio ou já haviam desaparecido ( CTE Colatina e AA Colatina). Seus mentores foram Edvaldo Vieira, Ferdinando Main, Marcos Fontana e Alécio Sesana.

Seus primeiros passos foram conquistar a simpatia de seus conterrâneos e igualmente admiradores de futebol, convidando a participar das reuniões, empresários e imprensa local.

Sua primeira reunião foi para decidir um nome para o clube que se identificaria com a cidade de Colatina (ES). Após vários nomes sugeridos, chegou-se ao consenso que a agremiação iria se chamar CLUBE ATLÉTICO COLATINENSE, em homenagem a todos os moradores e a um clube extinto da cidade. Participaram daquela reunião desportistas, empresários e representantes da imprensa local.

A partir da reunião sucederam-se várias outras para montar diretoria, conselhos e estatutos.

No dia 17 de Outubro de 2005 nasceu oficiosamente o CLUBE ATLÉTICO COLATINENSE. Era o inicio da história da mais nova força do futebol capixaba, que em seu primeiro amistoso oficial venceu o Vitória F.C. campeão da 1ª Divisão do Estado do Espírito Santo pelo placar de 4x1, e em menos de 1 ano de existência já era campeão da 2ª Divisão e ingressado na 1ª Divisão.

Um time que o colatinense tem orgulho de torcer, que revelará craques e que trabalha para ser o melhor clube de futebol do Estado.

Hino

Autor: Joel Rosa

É nessa onda que eu vou,
É nessa onda nhai, nhai,

É o Colatinense que acabou de chegar (Bis)

Sou Colatinense, clube querido, revelação

De pé em pé a bola vai rolar.

No futebol sua estrela vai brilhar

Resurgiu para viver

Lutas e glórias nesse esporte maioral

Com garra e amor, já é um vencedor.


Mistura de raças e de cores

Bata no peito com emoção.

Salve, salve Colatinense

Nosso clube campeão.

Hoje ele está presente

Colatinense que esteve ausente

E a galera, de coração:

Nosso clube virou paixão.


Títulos

Campeão Capixaba - Segunda Divisão - 2006

Estádio

Nome: Justiniano de Mello e Silva

Capacidade: 10.000


Site
http://cacolatinense.com.br

sábado, 3 de janeiro de 2009

Centro de Ensino Unificado de Brasília

Criado em 1968 por universitários do Centro de Ensino Unificado de Brasília, o CEUB foi a primeira equipe Brasiliense a disputar a divisão principal do campeonato nacional, em 1973. Entretanto, a vida da equipe foi curta. A primeira edição do Campeonato Brasiliense, em 1976, marcou também o fim do CEUB. O time ganhou os dois primeiros turnos. Liderava o terceiro e último quando a federação local virou a mesa, determinando que fosse disputado um quadrangular para apontar o campeão e representante do Distrito Federal no Brasileirão. A diretoria do CEUB não aceitou. Irritado com a posição do CEUB, Heleno Nunes, presidente da antiga CBD (hoje CBF), determinou que o Distrito Federal não teria representante no Brasileirão. A manobra antecipou o fim do clube, que também apresentava problemas financeiros. Hoje, tudo que restou do CEUB foram troféus e recortes de jornais guardados no escritório de Adílson Peres, advogado, que foi o presidente do CEUB naquela época.

Estádio

Pelezão (20.000 espectadores)
Pelezão, estádio com capacidade para 20 mil pessoas, está abandonado. Localizado em uma região valorizada da capital, foi repassado pelo governo distrital a federação de futebol, que vendeu o local a uma empresa do setor imobiliário. A transação foi investigada pela CPI da Nike-CBF.

Títulos

Campeão do Distrito Federal em 1973

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Atlético Cajazeirense de Desportos

Em 03 de julho de 1948, no Bar Cova da Onça, um grupo de abnegados desportistas de Cajazeiras, se reuniu com o objetivo principal de fundar mais um Clube de Futebol na cidade.

Os trabalhos eram dirigidos pelo Sr. Higino Pires Ferreira, que além de ser um grande líder da região, também era um dos idealizadores do projeto e naquela mesma data, foi criado o nome Atlético Cajazeirense de Desportos, nascido de uma fusão do Botafogo de Emi Maciel e do Oratório Festivo do Selesiano.

Sob a presidência de Higino Pires Ferreira, o Atlético Cajazeirense de Desportos foi fundado em 21 de julho de 1948, com os seguintes sócios fundadores: Higino Pires Ferreira, Heraldo Alves Costa, Geraldo Maurício Sobreira, Abdon Cipriano Rocha, Guilherme de Oliveira, Francisco de Assis, José Gonçalves Moreira, Waldemar Pires Ferreira, Lindolfo Pires Ferreira e Francisco Anastácio.

Neste mesmo ano, o Atlético participou do Campeonato Municipal de Cajazeiras, ficando na segunda colocação, ou seja, foi vice-campeão, repetindo o feito em 1949. Em 1955, o Atlético conquistou o título de Campeão do Matutão, competição com participação de clubes amadores do Estado da Paraíba e em 1959, se sagrou pela primeira vez, Campeão Municipal de Futebol.

Em 1984, o então governador da Paraíba Wilson Braga, alugou à Cajazeiras o Nacional Atlético Clube de Cabedelo com o objetivo de recolocar a cidade no cenário futebolístico do Estado. Nesta época vários jogadores do Atlético conseguiram ingressar no elenco do Nacional. Em 1990 com o fim do contrato, os diretores do alvi-celeste decidiram profissionalizar a equipe para a disputa da Copa Integração.

Em 1991, foi vice-campeão da Copa da Integração, sendo que desta forma, assegurou o direito de participar da Primeira Divisão do Futebol Profissional do Estado da Paraíba.

No dia 15 de julho de 1992, em reunião de Diretoria, a Confederação Brasileira de Futebol, homologa e reconhece o Atlético Cajazeirense de Desportos como seu afiliado e o consagra um clube de futebol profissional.

Ao longo de sua trajetória no campeonato Paraibano, o clube detém o título de 2002 e os vice-campeonatos de 1994/01 e 2003.

Em 2008, ano do seu 60º aniversário de fundação, o clube cajazeirense não fez uma boa campanha no campeonato estadual e acabou sendo rebaixado para a Segunda Divisão. Mesmo assim, os seus torcedores o abraçam e torcem para que em 2010, a bandeira alviazulina volte a desfraldar na elite do futebol paraibano.

Títulos

Campeão Paraibano 2002.

Estádio
O Estádio Perpétuo Corrêa Lima (Perpetão) é um estádio de futebol localizado em Cajazeiras, Paraíba. Recebe jogos do Atlético Cajazeirense de Desportos. Tem capacidade para 1.800 espectadores sentados.

Hino

Letra: Deoberto Lopes Ferreira e Roberto Lacerda

Atlético o clube cazajeirense
Orgulha a gente o teu pendão
És e serás sempre assim
Fadado a glórias
Muitas hão de vir
Teu branco nos lembra a paz
E o azul do céu a grandeza nos trás
Te amamos de coração
Trovão azul do sertão.
Trovão azul do sertão.

1948, um ano iluminado
O Hegino P
ires com a torcida uma festa
Um palco consagrado.

Mascote
Trovão Azul

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

União Esporte Clube

O servidor aposentado da Receita Federal, Lamartine da Nóbrega, nem imaginava que ele seria apontado como o principal responsável pela bela história do União. Foi nos fundos da casa dele, naquela época na avenida Poxoréu esquina com a Cuiabá, que surgiram as conversas para a formação do primeiro clube profissional de Rondonópolis.

Nascia ali o União Esporte Clube. Depois das conversas, no dia seis de junho de 1973, o “Glorioso” foi oficializado. Lamartine: o homem que criou o União, aos 79 anos da idade, mantém viva na memória a história do “Glorioso”.O União nasceu da junção de quatro clubes do futebol amador de Rondonópolis que estavam insatisfeitos com a condução da Liga Amadora e com a postura do “Batidinha”, uma das equipes do amadorzão da época. “O Batidinha era o time dos ricos e nós que formávamos os outros times resolvemos nos unir e formar o União”, disse Lamartine da Nóbrega. Ele conta ainda que o Santos, Paraibana, Comercial e Olaria deram origem ao Glorioso e logo em seguida foi definida a primeira diretoria. “Como era funcionário federal naquela época, o pessoal achou que o meu nome tinha uma penetração maior”, explicou. Além de Lamartine, Valdir Cuiabano, Adelson Francisco de Souza e José Soares de Amorim ajudaram a montar o “Glorioso”.

Mas como a história do União sempre foi de sofrimento, o primeiro jogo também foi. O Colorado encarava o Mixto da capital na estréia do Mato-grossense e perdeu logo de cara pelo estrondoso placar de 9 a 1. A partida histórica foi no estádio Presidente Dutra, na capital, e ocorreu no dia 13 de julho de 1973. Reza a lenda que, naquele dia, o presidente Lamartine decidiu mandar embora um time inteiro. Mas, nos anos seguintes, o Colorado se consolidou como força da região Leste, pois o Estado ainda não era dividido e Rondonópolis ficava na região Leste do ainda Mato Grosso único. O “Vermelhinho do Leste” como era conhecido, passou a formar grandes times com Ruíter Jorge de Carvalho, Gilson Lira, Mário Sérgio, Maurinho, Pelezinho e muitos outros que fizeram o nome é a história do futebol de Rondonópolis.

Em 75, 76 e 79, o Colorado foi tricampeão do torneio incentivo organizado pela CBF. No ano de 79, o “Glorioso” venceu o incentivo e jogou com a equipe do Flamengo do Rio de Janeiro que colocou um time misto, que tinha como destaque principal o desconhecido lateral-esquerdo Wanderley, hoje o supertécnico Wanderley Luxemburgo.

O Colorado ainda colecionou 8 vices Mato-grossense (1975/1980/1984/1991/1995/1997/2001/2004) e ainda diversas participações em competições nacionais. “O União é conhecido no Brasil inteiro”, salienta Lamartine.Lamartine da Nóbrega reconheceu que os primeiros momentos do União foram de extrema dificuldade financeira. “Acho que se naquela época, a gente não tivesse lutado tanto, o União poderia não estar vivo como está hoje. Era igual uma criança que precisava ser alimentada”, declarou. O ex-presidente relembra que as dificuldades eram tantas, que não havia jogos de camisa suficientes. “Os nossos jogadores não levantavam os braços para bater o lateral porque geralmente as camisas estavam rasgadas”, brinca.

Hoje, o Colorado está modernizado. A equipe é administrada pelo empresário Francisco Olavo Pugliesi de Castro, o Chico da Paulicéia e conta com uma das maiores estruturas do Centro-Oeste. “Posso dizer que sou pouca coisa mais velho que o União, é como se a gente fosse da mesma geração da escola”, explicou o atual presidente do União, Chico da Paulicéia.

Títulos

Tri-Campeão do Torneio Incentivo
1975, 1976 e 1979

Estádio

Estádio Engenheiro Luthero Lopes
Proveniente de uma permuta com a Empresa Atacadão, o Município deu o antigo Estádio Lutero Lopes na Avenida Bandeirantes construído nos anos 60, onde a empresa aproveitou tão somente o terreno. Em contrapartida, deu ao Município o Novo Estádio Engenheiro Luthero Lopes com capacidade para 18.720 pessoas. Esse monumental Estádio foi inaugurado no dia 22/03/2000, com a partida entre Grêmio de Futebol Portalegrense e União Esporte Clube valendo pela Copa do Brasil. O time Gaúcho venceu por 4 a 0, com Ronaldinho Gaúcho fazendo o primeiro gol no novo Estádio entrando para o História. O Gol aconteceu aos 12 minutos do primeiro tempo. Atleta da casa foi Zumbi no jogo União 1 x 1 Cáceres, no dia 12/04/2000 que entrou para a história fazendo o primeiro gol com a camisa de um time da cidade, a do União.

Hino
(Letra e Melodia - Valdick Arantes)


Sua camisa se confunde
Com o rio e o coração desta cidade

União, garra e vontade

Nos gramados enfrenta todos

E joga com lealdade

União, força e coragem

Não tem lugar, não tem fronteira

Nossa torcida é companheira

E onde quer que ele vá

Nós iremos acompanhar

Vibra União, o colorado do meu coração

Vibra União, mais uma vez ele vai ser o campeão

Sua bandeira resplandece

Em um passado de glória

Nos gramados do país

Está escrito a sua história

É força e garra, trabalho, dedicação

Vamos nessa colorado, nosso time é campeão!


Site
www.uniaoec.com.br/

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

América Football Club

Após uma cisão no Clube Atlético da Tijuca seus dissidentes passaram a se encontrar na casa de um deles, Alfredo Mohrstedt, para fundar uma nova agremiação.

A reunião aconteceu no dia 18 de setembro; estavam presentes, afora seu proprietário, Henrique Mohrstedt, Oswaldo Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Guilherme Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado.

Surgiram três propostas para o nome do clube: Oswaldo Mohrstedt propôs Rio Football Club , em homenagem à Cidade, Henrique Mohrstedt sugeriu Praia Formosa Football Club, por ser o nome da rua em que o clube estava sendo criado, mas a proposta aceita por todos foi a de Alfredo Koehler: America Football Club, em homenagem ao continente como um todo.

A primeira partida oficial aconteceria no dia 6 de agosto de 1905, num amistoso com o já estabelecido Bangu Atlético Clube (apesar de oficialmente em 17 de abril de 1904, os operários brasileiros e dirigentes ingleses já praticavam esportes nos terrenos e nas dependências da fábrica de tecidos que lhe deu origem desde o final do século XIX).

A primeira partida oficial aconteceria no dia 6 de agosto de 1905, num amistoso contra o Bangu Atlético Clube, os inexperientes americanos foram derrotados por 6x1. Nesse jogo, o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira Pinto se tornou o primeiro jogador a marcar um gol defendendo o America. A escalação do time foi Oswaldo Mohrstedt; Francisco Pinto e Gustavo Bruno; Romeu Maina, Amilcar Teixeira Pinto (capitão) e Nabuco Prado; Alfredo Koehler, Jaime Pina, Durval Medeiros, J.Bermuder e Gustavo Garnett.

O America atuou com seu primeiro uniforme, que perduraria até 1908: camisas e meias pretas, calções e gravata brancos. Uma curiosidade: se observar com cuidado, pode-se constatar que a camisa americana apresentava sete botões: dois no colarinho e cinco na camisa; eles simbolizavam cada um daqueles sete idealistas que, em 1904, fundaram um clube que se tornaria, brevemente, uma das glórias do esporte brasileiro. Posteriormente, o jogador, técnico e dirigente Belfort Duarte adotou o uniforme rubro.

O primeiro jogo oficial foi travado contra o Bangu, perdendo por 6 a 1. O inexperiente time foi facilmente derrotado, mas ali o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira de Castro marcou o primeiro gol da história americana.

O primeiro campo do América foi num terreno baldio, pertencente a Estrada de Ferro Rio D'Ouro, à Rua Pedro Alves. Em 12 de agosto de 1906, houve a transferência para a Rua São Francisco Xavier, 78. Como este campo não tinha as medidas para a disputa de partidas da primeira categoria, precisou-se indicar, em 1908, o campo do Bangu, na Rua Ferrer e em 1910, o do Fluminense, na Rua Guanabara (atual avenida Pinheiro Machado).

Em 1911 o América finalmente conseguiu um bom campo de futebol, na Rua Campos Sales na Tijuca, após a fusão com o Haddock Lobo Football Club, dono do campo. A fusão e a manutenção do nome e das cores do América após a mesma foi conseguida graças à habilidade dos dirigentes do América. Com o Haddock Lobo passando por uma crise financeira, a diretoria americana sugeriu a fusão entre os dois clubes tijucanos. O novo clube, de acordo com a proposta inicial, se chamaria Haddock Lobo-América Football Club.

Aceita a fusão, aos poucos os dirigentes rubros convenceriam os do Haddock Lobo a manter o vermelho e branco americanos nas cores do novo clube (o Haddock Lobo era alvi-marrom), e depois a manter o nome da agremiação como América Football Club. A fusão entre os dois clubes, na prática, acabou sendo apenas uma aquisição dos terrenos do Haddock Lobo e integração dos atletas do Haddock Lobo (entre eles Marcos Carneiro de Mendonça), já que a identidade do América permaneceu inalterada.

Já reforçado pelos atletas do Haddock Lobo, o América ganhou mais jogadores com a extinção do Riachuelo Football Club, em 1911. Além dos atletas, ex-sócios dessa agremiação se integraram ao clube rubro. Assim, o América fortalecia suas bases para em breve figurar entre os maiores clubes do Rio de Janeiro.

No dia 18 de Setembro de 1912 o América realizou a primeira partida internacional de sua história, tendo sido derrotado pela Seleção Chilena de Futebol pelo apertado placar de 3 a 2.

O América começou a se firmar entre os grandes do Rio de Janeiro em 1913, quando conquistou o Campeonato Carioca com 12 vitórias e apenas 3 derrotas, ao derrotar o São Cristóvão em 30 de Novembro por 1 a 0 com gol de Gabriel de Carvalho aos 8 minutos de jogo. Numa partida deste campeonato, o americano Belfort Duarte colocou a mão na bola dentro da área e como o árbitro não viu, ele se acusou e o pênalti foi marcado. Jogador que nunca foi expulso em sua carreira, Belfort Duarte virou nome de prêmio oferecido aos jogadores mais disciplinados, aqueles que nunca fossem expulsos em sua carreira.

Nesta campanha, o América somou mais pontos nos dois turnos e foi o campeão. Uma curiosidade marcou este título: a força dos cartolas americanos.

No segundo turno, o time se recusou a enfrentar o São Cristóvão em terreno público, em um campo sem cercas, na Praça General Deodoro, atual estádio do adversário. A liga aceitou os argumentos e jogo foi transferido para o dia 23 de novembro.

Um simples empate consagraria o Alvirubro, mas o time perdeu por 1 a 0. Os dirigentes americanos conseguiram comprovar que o oponente atuou com um atleta que não estava inscrito, anulando a partida. Finalmente, no dia 30 do mesmo mês, outra disputa é marcada para as Laranjeiras e, finalmente, o América consegue seu primeiro título.

O segundo título americano ocorreu em 1916, quando o clube novamente conseguiu somar mais pontos que seus adversários. O vencedor de 1922 teria o charme de ser conhecido como "o campeão do centenário da independência do Brasil". Neste ano, o América conseguiu o feito, liderado por Osvaldinho, um meio-campo de estilo clássico, cuja elegância dentro e fora de campo lhe renderam o apelido de “Divina Dama”. Até hoje ele é considerado o melhor jogador da história do alvirrubro.

O Divina Dama, ao lado de Pennaforte e Floriano, conquistou em 1928 outro título estadual para o clube. O quinto Campeonato Carioca do América, em 1931, ocorreu em uma competição muito confusa, na qual o Botafogo ameaçou sair. Na rodada final, o Vasco possuía um ponto a mais que os americanos. A vitória só foi confirmada quando a equipe rubra bateu o Bonsucesso e o os cruzmaltinos perderam para o Botafogo por 3 a 0.

Em 1935, houve dois campeões cariocas, o Botafogo e América. O alvinegro pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos, a FMD, e o América pela Liga Carioca de Football,a LCF. Sem Botafogo, Vasco, São Cristóvão e Bangu, o time americano conseguiu seu título batendo Fluminense e Flamengo, mas isso aconteceu de forma surpreendente, pois se encontrava em uma grande crise financeira. A equipe deste ano ficou conhecida como “Tico-Tico no Fubá”.

Um dos feitos lembrados pelos torcedores do América foi o jogo contra o Peñarol, time base da seleção uruguaia campeã da Copa do Mundo de 1950, em 1951. No dia 18 de julho, o estádio Centenário recebeu o alvirrubro em um jogo festivo para comemorar o feito. Os torcedores e jogadores do Peñarol acreditavam em uma vitória fácil, o que não ocorreu. Os cariocas lutaram bravamente e conseguiram vencer por 3 a 1.

Após 15 anos, o América ergueu sua última taça do Campeonato Carioca. A competição desta vez reunia os principais clubes do estado. Após muitos vices, os americanos, liderados pelo jovem técnico Jorge Vieira, 24 anos, puseram fim no longo período de jejum em 1960.

A equipe chegou perto novamente em 1971, quando conseguiu a Taça Guanabara, o título do primeiro turno, e em 1982, quando, liderados por Edu, conquistou a Taça Rio, o segundo turno da competição. Porém, não teve sucesso na final.

Em 12 de junho de 1982, o América conquistou o Torneio dos Campeões, competição organizada pela C.B.F. nos moldes do Campeonato Brasileiro, contando com a presença dos maiores clubes do Brasil, derrotando na final o Guarani(SP), por 2 a 1 [12]. Neste ano, o América conquistou também a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual do RJ ao vencer o Fluminense na última rodada por 4 a 2.

Em 1986, o América conquistou a melhor colocação em Campeonatos Brasileiros da 1° Divisão, chegando em quarto lugar.

Até 1986 disputou todas as edições do Campeonato Brasileiro na Série A e era então, segundo o Ranking da CBF daquela época, a 13ª equipe mais bem classificada na história do torneio. Naquele ano, inclusive terminou o Campeonato Brasileiro em 3° lugar, levando 50.502 espectadores pagantes ao Maracanã na semifinal em que empatou de 1 a 1 contra o São Paulo FC.

No ano seguinte foi criado o Clube dos 13 que organizou, com o aval da CBF a Copa União. O América foi excluído da disputa pelos organizadores desta copa e recusou-se a disputar a 2ª Divisão. Manteve-se afastado de competições oficiais por um ano e ao retornar manteve-se longe da tradição histórica, caindo agora no campo para a segunda divisão. Problemas institucionais com a CBF e com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro impediram o América de continuar a sua trajetória como anteriormente.

O processo de recuperação do clube começou em 2000 com a inauguração do Estádio Giulite Coutinho e uma grande reestruturação financeira, fiscal e patrimonial. Este processo refletiu-se no departamento de Futebol, com a classificação para a Copa do Brasil em 2004 e 2005.

Em 2006 o clube voltou a seus tempos de glória, sendo a grande sensação do Campeonato Carioca: teve a melhor campanha nas fases classsificatórias, foi finalista da Taça Guanabara e também semifinalista da Taça Rio. Na final da Taça Guanabara, contra o Botafogo, quando a não marcação de um pênalti a favor do América poderia ter mudado a história desta taça e do próprio campeonato, estiveram presentes cerca de 45 mil espectadores, o maior público do torneio. Além disso teve 4 jogadores e seu treinador eleitos para a seleção deste campeonato, em que terminou na terceira colocação, posição repetida por 14 vezes pelo América na história do Campeonato Carioca. Com esta campanha, garantiu presença na Copa do Brasil de 2007.

Sua boa fase foi confirmada na Taça Guanabara de 2007, sendo semifinalista novamente, vencendo os clássicos contra Vasco (2 a 1), Fluminense (2 a 0) e Botafogo (2 a 1). Agora o América prepara-se para, no Século XXI, retornar a sua trajetória de sucesso.

2008: O pior ano da história do América

Para o ano de 2008 o América apostou no inexperiente técnico Ademir Fonseca, mas após derrota sofrida na estréia para o Duque de Caxias, este técnico foi demitido, sendo substituido interinamente por Jorge Vieira, responsável pelo futebol do clube e que foi o técnico campeão carioca pelo clube rubro em 1960 e posteriormente por Amarildo Tavares da Silveira, ex-jogador da Seleção Brasileira, apelidado de "O Possesso". Ainda na Taça Guanabara foi contratado Gaúcho, para enfim tentar tirar o time da incômoda situação de ter de lutar contra o rebaixamento no Campeonato Carioca, o que apesar da reação da equipe rubra na Taça Rio não adiantou, pois o América foi rebaixado em 5 de abril, o que ocorreu pela primeira vez em sua história, tendo disputado até então, 100 campeonatos cariocas da primeira divisão, atrás apenas de Fluminense e Botafogo em número de presenças nesta competição.

Títulos

Campeonato Carioca: 7 vezes (1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960).

Torneio dos Campeões: 1982.

Estádio

Foi inaugurado em 23 de janeiro de 2000 no jogo America 3 x 1 Seleção Carioca. Tendo o atacante Sorato, do America, feito o primeiro gol no estádio. O campo de jogo mede 105m x 70m.

Com capacidade para 16.000 espectadores, com ampliação já prevista para 32.000; campo de jogo nas dimensões do Maracanã, localizado no município de Mesquita, na região da Baixada Fluminense, entre importantes municípios em PIB do Estado do RJ (Duque de Caxias – R$6 bilhões e Nova Iguaçu- R$3 bilhões). Seu recorde de público foi no jogo América 2 a 2 Flamengo, com 9.009 pagantes, em 5 de março de 2006.

No estado do Rio de Janeiro somente o America e o Vasco têm estádios próprios.

Hino

De autoria de Lamartine Babo

Hei de torcer, torcer, torcer...
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer...
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão é a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda torcida cantará esta canção
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
E surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes, aos dez
Nós ainda queremos muito mais

América unido vencerás!

Mascote

A mascote do América é um diabo por causa da cor vermelha adotada pelo clube em 1908.


Site
http://www.america-rj.com.br

Galícia Esporte Clube

Numa época na qual o futebol tateava em busca do seu lugar ao sol como esporte de peso, os goleiros usavam boinas, e, as chuteiras eram quase botas de couro... Nasce um time com pretensões de campeão. No dia primeiro de janeiro de 1933 foi fundado o Galícia Esporte Clube. Time da colônia de espanhóis que residiam em Salvador. Eduardo Castro de la Iglesia, dono de uma alfaiataria, e seu amigo, Jose Carrero Oubinã, tiveram a idéia de criar o clube.

O Galícia tinha a missão, implícita, de, além de cumprir o seu papel em campo e jogar bom futebol, ser um ponto de convergência para estreitar os laços amistosos entre baianos e galegos, como eram chamados os espanhóis.

A trajetória dos azulinos ou granadeiros - como era conhecido o Galícia - na década de 1930 foi figurada por alguns clubes que talvez o torcedor de hoje nunca tenha ouvido falar. São eles: Andaray F.C., S.C. Tejo, Botafogo F.C., Itapagipe S.C., S.C. Dois de Julho, A. Athletico Belmontense, Hellenico F.C., C.A. Nego, Olympico F.C., Fluminense F.C., E.C. Energia, Guarani F.C., FCRBM, Ypiranga F.C., E.C. Bahia e Vitória.

A imprensa baiana era uma atração à parte. O noticiário esportivo era um ‘show de improviso’. Havia as mais esdrúxulas opiniões sobre os times, as matérias nos jornais impressos eram ‘compactos dos jogos’ [do modo como assistimos na TV, hoje]. Até um convite para o treinamento de determinado clube ganhava destaque nos noticiosos da época. A Tarde, Diário de Notícias e Estado da Bahia eram os grandes jornais impressos que mantinham diariamente o caderno esportivo.

O Galícia era sempre pauta para esses jornais. Era bastante querido também. O Diário de Notícias exaltava tanto o time que, mesmo perdendo, o Galícia recebia o destaque das matérias: “No campo de Brotas, como fora comunicado, realizaram-se ontem as duas partidas de football. A assistência foi regular, apesar da chuva que caia impertinente. Grande número de representantes da colônia espanhola lá estava torcendo para o Galícia... Assim foi o embate... os contendores [jogadores] fizeram um jogo de boa combinação, sempre cercado da vontade de vencer. 4x2 a favor do Independência foi como acabou essa partida... mas o Galícia fez o primeiro gol por intermédio de Dudu, o segundo foi feito por Aureliano” (Diário de Notícias, 10/4/1933).

Comentários elogiosos também eram comuns ao Galícia e à sua colônia espanhola: “Será realizada amanhã no elegante campo de Brotas, uma linda festa esportiva, dedicada à colônia espanhola residente nesta capital” (Diário de Notícias, 8/4/1933).

No ano do seu lançamento no cenário do futebol baiano, existente desde 1901, introduzido por Zuza Ferreira, o Galícia derrubou muitos times ‘adultos’ como o Boa Vista (6x1), o Négo por 6x3, a Associação Athlectica (5x3), e por aí vai.

Mesmo o 8x1 que sofreu contra a forte equipe do São Cristóvão, do Rio de Janeiro, não ofuscou o brilho desse clube que não foi fundado, mas, incorporando a cultura popular soterópolis, estreou [é como dizem: “baiano não nasce, estréia”].

Mas, acontece algo, no ano de sua fundação, que esboçava ser um carrasco perseguidor do clube até a sua triste queda para a segunda divisão do futebol baiano em 1999: o Galícia foi vítima dos Cartolas baianos. Haveria um jogo contra a Associação Athlectica, valendo pela liga de futebol de Brotas (ABEA).

O Galícia, alegando ter a maioria dos seus jogadores machucados, solicitou, junto à ABEA, o adiamento do jogo. Só que a Liga de Brotas não acatou. Começou a confusão que foi acompanhada de perto pela imprensa. “Um sururu diplomático – A ABEA estabelece, para amanhã, o encontro do Galícia com a A.A. de Brotas, mas o club da colônia espanhola, talvez, não apareça ao campo...

“Depois do resultado da sessão de ontem na ABEA, o Galícia ao que estamos informados, deliberou não ir ao campo e assumir a responsabilidade das respectivas conseqüências” (Diário de Notícias, 2/12/1933).

Enfim, o Galícia não foi ao campo mesmo, e, esse episódio resultou no desligamento proposital do Galícia da ABEA e posterior inscrição na Liga Baiana de Desportos Terrestres, para jogar o Campeonato Baiano de 1934. Para esse fim, que dava ao Galícia, ainda no ano de sua fundação, o prestígio de um grande clube de futebol, os dirigentes fizeram contratações audaciosas visando à temporada de 1934. O ótimo centro-avente Nestor [como era reverenciado pela mídia], Raul, Silvino e Mila, foram os jogadores incorporados ao elenco principal do Galícia.

O primeiro jogo do Galícia pelo Baianão de 34, no dia 18/5, foi contra o Vitória. E, advinha o placar?! O Galícia enfiou uma goleada no Rubro Negro, 6x3. Gols de Dudu, Dedé (fez dois), Job, que também fez dois gols e C. Antonio. Dedé e Job foram os grandes goleadores do Galícia na década de 1930. O azulino continuou jogando bem durante todo o campeonato, apesar de não ter levantado o ‘caneco’.

Em 1935 o Galícia venceu o Torneio Início, que era uma espécie de pré-temporada. Era uma disputa entre os principais clubes da Bahia, antes do Campeonato Baiano, ou Campeonato da Cidade como também era chamado. O primeiro jogo do Torneio foi contra o Bahia [venceu por 2x0].

Na semifinal, pegou o Botafogo e venceu por três corners a zero [quando o jogo terminava empatado no tempo regulamentar, havia uma prorrogação, tempo extra. Se continuasse empatado, eram contados os escanteios. Quem tivesse mais escanteios ao seu favor era o vencedor do jogo].

Já na final, o Galícia enfrentou o Ypiranga e venceu por quatro corners a zero. Em 1936 os granadeiros conquistaram o vice-campeonato, jogando contra o Vitória. Não foi uma final. O Campeonato era por pontos corridos. E, no jogo que valia a segunda colocação, o Galícia deu 3x1 nos ‘Leões da Barra’.

O primeiro título baiano do Galícia veio em 1937. O time campeão era formado por De Vinche, Bubu e Bisa; Ferreira, Vani e Walter; Dedé, Servilho, Vareta, Bermudes, Palito e Moela.

A década que reservava grandes emoções para o torcedor galiciano começou com o Galícia tentando vencer o Campeonato Baiano do ano anterior. Devido a problemas estruturais e de organização, o Baianão de 39 terminou somente no dia de Yemanjá.

Dois de fevereiro de 1940 foi a data do jogo que deu o título baiano de 1939 ao Ypiranga. O Galícia ocupava o segundo lugar na tabela e precisava vencer o Botafogo para sagrar-se campeão. Chegou a estar à frente do placar, mas permitiu a virada do clube chamdo de “glorioso” e perdeu o jogo por 3x2, ficando com o vice-campeonato.

Na década de 1940, o jogo Galícia x Bahia era considerado pela imprensa como o “Fla x Flu baiano”. Isso, porque as duas equipes quando se enfrentavam davam o melhor de si para conquistar a vitória. A rivalidade se assemelha ao memorável Ba x Vi, dos dias de hoje.

Porém, o acontecimento esportivo de mais notoriedade dos anos de 1940 foi à conquista do Tri-campeonato Baiano pelo Galícia. Os três anos seguintes a 1940 foram determinantes para sagrar o Azulino como um grande clube de futebol baiano. A mídia, que havia criticado os azulinos pelas campanhas não muito convincentes nos anos posteriores à conquista do campeonato de 1937, percebia que o Galícia teria destaque no início da década e alertavam que o clube lutaria para reconquistar o título de “O Demolidor de Campeões” - termo usado pela imprensa atribuído ao jornalista do jornal A Tarde, Aristóteles Gomes, a autoria do apelido.

Antes da empreitada em busca do que seria uma seqüência de conquistas do Baianão, o Galícia conquistou em 24/3/1941 o título de campeão do Torneio Relâmpago, vencendo o Bahia na final por 6x4. Os artilheiros do jogo foram Curto e Cacuá, que marcaram dois gols cada, Vevé e Tabaréo marcaram um, cada.

E não foi só isso! Os granadeiros realizaram a façanha de derrubar grandes clubes do eixo Rio-São Paulo, como narra o Diário de Notícias de 31/3/1941: “Não desmerecendo a sua tradição e o seu valor, após 90 minutos de luta equilibrada, disputada palmo a palmo, deixou o campo com as honras do triunfo o ‘Demolidor de Campeões’ – O Galícia soube corresponder à confiança do público esportivo baiano realizando ontem a façanha de derrotar o Vasco da Gama por 2x1. Gols de Reginaldo e Cacuá”.

O Campeonato Baiano de 41 iniciou no dia 12 de maio, com o Galícia vencendo o Fluminense, de Feira de Santana, por 2x1. Daí em diante foi só alegria. O Galícia se manteve invicto até as últimas rodadas do campeonato. 2x1 no Vitória e no Bahia, e 5x2 no Botafogo, foram algumas das brilhantes vitórias da equipe galiciana.

Até um empate em 1x1 com o Ypiranga, contando com apenas nove jogadores em campo [o Galícia], foi abrilhantada pela cobertura midiática. Como era o ano de intensas alegrias, fatos inusitados também ocorreram. Num jogo amistoso o Galícia detonou uma goleada de 13x1 em cima da equipe do Hipagriba. Novinha e Mário porto foram quem mais marcaram, três gols cada. Curto fez dois gols e Carapicú, Palmer e Mimi fecharam a contagem.

Mas, pra variar, Cartolas baianos tentaram ofuscar mais uma vez o brilho inquestionável do azulino. O Bahia queria uma melhor de três contra o Galícia, na final. O azulino, por sua vez, não concordava e considerava-se com quatro pontos à frente do Tricolor na tabela. Depois de muita confusão e indefinição o Campeonato Baiano de 1941 encerrou no dia 25 de fevereiro de 1942, tendo o Galícia proclamado Campeão Baiano.

Já O Bicampeonato não foi tão truculento. Depois de uma campanha invejável a equipe granadeira conquistou o Campeonato Baiano de 1942, vencendo o seu sempre freguês, o Bahia, por 3x1, no dia 31 de outubro de 1942. Gols de Palito (dois) e Reginaldo.

A história do Tri, é, sem dúvida, cheia de emoção. O Campeonato de 1943 foi decidido em uma melhor de três contra o Botafogo. O Galícia chegou à disputa do título após está, quase todo o campeonato, na terceira colocação da tabela, e o Botafogo liderando.

A chegada para a reta final foi alcançada por mérito do próprio Galícia, que impediu a acelerada marcha do Botafogo rumo ao título. No jogo em que o Botafogo sagrar-se-ia campeão se vencesse ou empatasse, o Galícia derrubou-o por 3x0. Todos os três gols de Izaltino. E se lançou para a disputa do título.

No primeiro confronto o Galícia saiu na frente e ganhou o jogo por 4x2, no dia 18/4/1944, com gols de Izaltino, Pequeno, Louro e Curto. No segundo embate, no dia 25/4/1944, o Botafogo venceu por 2x1, dando mais emoção à final. Na última e decisiva partida do Campeonato Baiano de 1943 o time da Cruz de Santiago, o Galícia, venceu o Botafogo por 5x1, sagrando-se TRI-CAMPEÃO BAIANO, no dia 28 de abril de 1944, com gols de Pequeno (fez dois), Izaltino, Curto e Alberto.

Grande transformador do panorama do futebol baiano na década de sua fundação, nos anos 30, verdade é que o Galícia enfrentou um tenebroso inverno quanto aos resultados obtidos em campo a partir da segunda metade da década de 40 (o tricampeonato veio em 41, 42 e 43) até o final dos anos 60, quando o primeiro tricampeão da Bahia conquistou o vice-campeonato do estado em 1967 e o quinto título baiano de sua história, em 1968.

Apenas para contextualizar, o governador da Bahia na época era Luís Viana Filho e o presidente da república era o General Costa e Silva, famoso por ter implantado o Ato Institucional de Número 5, marcado como o período de maior repressão nos anos de chumbo da ditadura militar. Nos gramados da cidade, o Galícia recuperava a coroa e mandava o ostracismo para bem longe do Campo da Graça.

Desde a fundação do Galícia Esporte Clube, em janeiro de 1933, apenas duas décadas ficaram negativamente marcadas na história do Clube da Colônia em decorrência da ausência do Azulino em uma única final do Campeonato Baiano da Primeira Divisão: década de 50 e os anos 70. É que em todas as demais, com exceção dos anos 2000 (que ainda não findaram) os Granadeiros de Santiago ou levaram o caneco principal para o Parque, ou realizaram belas campanhas em alguns vice-campeonatos históricos como os de 1936 e 1967 – este último vencido pelo Bahia, embora o Galícia tivesse aos olhos de todos o melhor time.

Os anos 70 foram determinantes para a consolidação da hegemonia da dupla Ba-Vi no estado e para o enfraquecimento dos tradicionais Botafogo, Ipiranga e o próprio Galícia. Não que o crescimento de Vitória e Bahia fosse a única causa de tal realidade, tanto que até os dias atuais é muito raro que tenhamos três clubes bem estruturados e relativamente semelhantes em potencial em uma mesma metrópole.

Contudo, se o desempenho do Azulino nas competições estaduais e regionais não era nem sombra do que ocorrera nas décadas de 30, 40 e 60, pode-se dizer que as excursões realizadas pelo clube no período da ditadura militar tiveram um papel importante para a imagem da instituição Galícia aos olhos do mundo. Naquela época, como em outra qualquer, um clube ter visibilidade internacional e dívidas amenizadas não era pouco. Era preciso unir o útil ao agradável e foi isso que o Clube da Colônia fez no ano de 1974, quando cravou sua Cruz de Santiago na Europa.

Ainda em 1974, o clube não se limitou a excursionar pelo continente europeu, viajando também para a África e a Ásia, o que o levou a realizar 21 jogos, dentre os quais o já histórico confronto com a Seleção da Iugoslávia, além da Somália e Tanzânia. Ao todo, foram dez vitórias, seis empates e cinco derrotas.

O Galícia oscilou entre o céu e o inferno na década de 80, após os anos de chumbo dos anos 70. Logo no primeiro ano veio o vice-campeonato baiano na disputa em que o Vitória faturou o título. Em 1982, a bola dos Granadeiros “beijou a trave” novamente em uma nova decisão de Baianão, mas o novo vice-campeonato teve um sabor mais do que especial: é que em menos de três anos o Azulino disputava pela segunda vez a Taça Ouro, equivalente ao que conhecemos hoje como Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (Série A), além de rebaixar, assim, o rival Bahia para a Taça de Prata. Na competição nacional, a melhor colocação do Galícia foi o 25.° lugar.

O time base em 81 era: Helinho; Oliveira, Morais, Luis Carlos e Flávio; Carlos Roberto Wilfredo e Fred; Robson, Alberto, Leguelé e Silvado.

Todavia, se os primeiros quatro anos da década de 80 renderam dois vice-campeonatos estaduais e duas disputas da Taça Ouro para o Galícia, que teve a oportunidade de representar a Bahia juntamente com o Vitória, os anos conseguintes foram repletos de decepções que culminaram com a degola no Estadual em 1987. Mesmo assim, o Azulino levantou, moveu a poeira e deu a volta por cima, como a Fênix e conquistou o título da Segundona no mesmo ano, retornando a elite do futebol baiano.

Após ter se reestruturado em relação a queda para a Segunda Divisão do Campeonato Baiano em 1987, o Galícia repetiria aquela fórmula bastante requisitada pelos clubes brasileiros no século XX: as excursões internacionais visando a divulgação da imagem institucional do clube, e, é claro, uma fonte de renda extra para os cofres nem sempre recheados das agremiações esportivas do país. O então médico da delegação que excursionara para os continentes europeu, africano e asiático em 1974, Sandoval Guimarães já era presidente do Azulino em julho de 1992, quando os Granadeiros viajaram rumo a Espanha.
O torcedor do Galícia deve estar se perguntando como tamanha viagem seria possível? A resposta está na Junta de Galícia (governo local), patrocinadora e promotora da excursão, que bancou passagens e hospedagem à delegação que ficara hospedada na Universidade Municipal Monte Celo, em Pontevedra. Além disso, o que convenhamos não é nada mal, o clube faturou US$ 3 mil por jogo, mais a metade das rendas, o que serviu para amenizar as despesas do clube, parado desde dezembro com o término do Campeonato Baiano.

Três anos depois, em 1995, o Galícia chegaria em mais uma decisão de Campeonato Baiano, se sagrando vice-campeão em decisão com o Vitória, que ficou com o título na década de hegemonia rubro-negra no certame. Foi a última vez em que o Azulino chegou a final da competição. Quatro anos mais tarde, em 1999, uma nova queda para a Segundona no estado, de onde o clube tenta se reerguer até os dias de atuais.

Estádio

O Parque Santiago é o estádio do Galícia Esporte Clube, localizado no bairro de Brotas, em Salvador, Bahia (próximo ao Atakarejo e ao Detran). Tem capacidade para 8.000 espectadores. É também conhecido informalmente como PST.

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A inauguração da primeira etapa das obras do Parque Santiago ocorreu em 11 de fevereiro de 1995, após muito tempo de planejamento em prol da construção de um estádio a altura do Azulino. Neste mesmo ano, o Galícia chegou a final do Campeonato Baiano contra o Vitória, sagrando-se vice-campeão.

Títulos

Campeão Baiano : 1937,1941,1942,1943,1968

Campeão Baiano Segunda Divisão: 1985

Hino

Autor: Francisco Icó da Silva

Galícia, Galícia, Galícia
Demolidor de Campeões
Granadeiros da Cruz de Santiago
Clube querido, com muitas tradições
O Galícia tem nome na história
No futebol tem títulos de glória
Salve, Salve, pendão galiciano
Alegria do futebol baiano

Um, dois, três… Granadeiros tri-campeões.
Um, dois, três… Azulino que domina corações

O Galícia é um forte toureiro
Que toureia com muita valentia
Que domina qualquer touro na arena
Lutando sempre com amor e galhardia

Os torcedores do Galícia são modestos
São ordeiros, contudo animados
Para frente Galícia eles gritam
Levando o clube a conquistar bons resultados

Para frente Galícia mais um tento
Não desanime porque a vitória é nossa
Para frente queremos mais um título
Para frente com você não há quem possa .

http://www.galiciaec.com.br