terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Atlético Clube Paranavaí

O Atlético Clube Paranavaí, foi fundado em 14 de Março de 1946. É hoje uma das maiores paixões da cidade e região. Com mais de 50 anos participando das principais competições esportivas, tendo sido CAMPEÃO PARANAENSE DE FUTEBOL 2007, empolga o torcedor, levando aos estádios grandes públicos.

Desfruta de um dos principais patrimônios no interior do Estado: Estádio Waldemiro Wagner - O Felipão, de propriedade do município de Paranavaí - Paraná e com capacidade para 25 mil pessoas.
A arquitetura do estádio é uma réplica do Coliseum, de Los Angeles, e foi inaugurado pela Seleção Brasileira, em 1992, quando o Brasil derrotou a Costa Rica por 4x2.

Em 2003, o time fez jus à grandeza do estádio. Com um time que teve como base jogadores rodados no interior paranaense, como o meia Júlio e os atacantes Neizinho e Aléssio, o ACP foi o vice-campeão paranaense, perdendo apenas um jogo durante toda a campanha: o último, por 2 x 0, para o Coritiba, no Couto Pereira.
No dia seguinte à derrota na capital, Paranavaí recebeu o Vermelhinho como se a equipe tivesse erguido o troféu, como reconhecimento pela heróica campanha.

Em 2007 sua grande conquista: CAMPEÃO PARANANENSE DE FUTEBOL 2007. Conquistou o primeiro título estadual da primeira divisão, sem perder uma única partida no campeonato jogando contra os times da capital. Jogando contra os times da capital em 2007, o Vermelhinho (como é chamado carinhosamente pelos torcedores) tornou-se o primeiro time do interior a derrotar o “trio-de-ferro” composto por Atlético, Coritiba e Paraná, cinco vezes em uma só temporada, esta façanha inédita, não é superada por nenhum outro time do interior. Após empatar sem gols com o Paraná Clube, na Vila Capanema. Esse título foi o primeiro de uma equipe do interior do estado sobre uma equipe da capital desde que o extinto Grêmio Maringá sagrou-se campeão, em 1977, sobre o Coritiba.
O jogo final foi também o que teve o maior público do Campeonato. Neste jogo, o Paranavaí deu a volta olímpica, na Vila Capanema, diante de 23.775 pagantes

Números da campanha do campeão paranaense de 2007:
Jogos: 25
Vitórias: 10
Empates: 11
Derrotas: 4
Gols-pró: 42
Gols contra: 33
Campanha contra os times da capital:
1.ª fase
2 x 1 - Atlético Paranaense(casa)
3 x 2 - Paraná Clube (c)
2 x 2 - Coritiba (c)
2.ª fase
1 x 0 - Atlético Paranaense (c)
1 x 1 - Atlético Paranaense (fora)
Semifinal
3 x 2 - Coritiba (c)
1 x 1 - Coritiba (f)
Final
1 x 0 - Paraná Clube (c)
0 x 0 - Paraná Clube (f)
Retrospecto: 14 gols pró; 9 gols contra

Ao todo foram 9 jogos, sendo 5 vitórias e 4 empates estabelecendo varios recordes:
o vermelhinho tornou-se o primeiro do interior a derrotar o "trio-de-ferro" composto por Atlético, Coritiba e Paraná cinco vezes numa só temporada, e ainda nao perder nenhum jogo sequer, esta façanha inédita, não é superada por nenhum outro time do interior.

Estádio Waldemiro Wagner na Final 1º Jogo em Paranavaí – Público 23.677
ACP 01 x PARANÁ CLUBE 0

Vila Capanema – Curitiba – Paraná – Jogo da Final 2º jogo – Público 22.170
PARANÁ CLUBE 0 x ACP 0

Títulos

Campeonato Paranaense: 2007.
Vice-Campeonato Paranaense: 2003.
Campeonato Paranaense - Série Prata: 3 vezes (1967, 1983 e 1992).
Estádio

Estádio: Waldemiro Wagner (Felipão)
Endereço: Avenida Tancredo Neves, s/nº, Paranavaí-PR. CEP: 87.702-180.
Propriedade*: Prefeitura de Paranavaí
Inauguração: 23 de setembro de 1992
Capacidade: 25.000 mil lugares
Recorde: 24.825 (Paranavaí 1x0 Parana), 1º Jogo da Final em 29 de abril de 2007.

O Paranavaí pode não ter muitas conquistas na história, mas desfruta de um dos principais patrimônios no interior do Estado: o estádio Waldomiro Vagner - o Felipão, em homenagem ao antigo prefeito Rubens Felipe -, de propriedade do município e com capacidade para 25 mil pessoas. A arquitetura do estádio é uma réplica do Coliseum, de Los Angeles, e foi inaugurado pela Seleção Brasileira, em 1992, quando o Brasil derrotou a Costa Rica por 4x2.

Até hoje a Prefeitura de Paranavaí espera a oportunidade de entregar uma placa comemorativa ao ex-jogador Raí, por ele ter sido o autor do primeiro gol marcado no Felipão? Foi no amistoso em que a seleção do Brasil derrotou a da Costa Rica por 4 x 2, no dia 23 de setembro de 1992. O presente segue guardado na sede do governo municipal e é um troféu.

Hino

Rever sua camisa vermelha
é renovar a emoção
que vem do seu passado de conquistas
de sangue, suor e coração

E mostrar que dentro do meu peito
bate forte uma paixão
que vai pulsando vermelho, vermelho
ACP meu campeão.

Oh vermelhinho, vim só pra te ver
Oh vermelhinho gosto de você
por onde vais tu és porta bandeira
da nossa Paranavaí.

Sangue, sangue, pra vencer... vencer
sempre, sempre, vermelhinho eu hei de ser
A sua glória
irá resplandecer
sempre ...sempre, viva o nosso ACP.

Oh vermelhinho, vim só pra te ver
Oh vermelhinho gosto de você
por onde vais tu és porta bandeira
da nossa Paranavaí.

Sangue, sangue, pra vencer... vencer
sempre, sempre, vermelhinho eu hei de ser
A sua glória irá resplandecer
sempre ...sempre, viva o nosso ACP.

Mascote

Cayuazinho, mascote oficial do Atlético Clube Paranavaí , o nosso A.C.P., pode ser considerado um personagem genuinamente original de Paranavaí.

Idealizado em outubro de 2001 pelo cartunista e professor Paulo Bittencourt, morador desta cidade a mais de 30 anos, Cayuazinho exalta as duas maiores fontes de renda para a região provindas da agricultura, tanto no passado quanto no presente : o mascote é uma laranja que usa uma folha de café como pena. O solo predominante da região, o Arenito Cayua, é o responsavel pelo nome do personagem. Com a pintura vermelha no rosto e a bola sempre no pé, Cayuazinho demonstra o amor incomensurável que ele tem pelo esporte e pelo nosso querido Vermelhinho do Fim da Linha.

E Cayuazinho já provou que é "pe quente": no ano seguinte em que ele foi criado o A.C.P. subiu novamente para a primeira divisão do futebol paranaense.

Site

http://www.acpclube.com.br/

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ituano Futebol Clube



Fundado a 24 de maio de 1947, com o nome de Associação Atlética Sorocabana, o Ituano Futebol Clube antes de firma-se com esse nome, ainda foi, Clube Atlético Ituano e Ferroviário Atlético Ituano. Os nomes mudaram, mas a determinação, garra e disposição dos atletas e dirigentes que vestiram a camisa ou trabalharam pelo Galo são exemplo de amor ao clube. Em seus primórdios a grande conquista aconteceu quando, já em 1956, o clube sagrou-se bicampeão da Terceira Divisão de Profissionais, 1954/55.

A partir de 1977, com o nome de Ferroviário Atlético Ituano (FAI), o clube passou a dar maior atenção ao profissionalismo e em 1978 voltou a disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão. Em 1982, sob nova reestruturação feita pela Federação Paulista de Futebol o clube passou a integrar a Segunda Divisão. Nesta época o time já havia deixado de ser tricolor para assumir o rubro-negro e o Galo era seu mascote.

O ano de 1984 inicia-se nova fase com a conquista de campeão da fase classificatória da Segunda Divisão. Em 1989 o time conquistou o Campeonato Paulista da Divisão Especial, o que lhe rendeu o acesso à elite do futebol paulista: Primeira Divisão –Série A1. A partir de 1990, já entre os “grandes” do futebol paulista o clube passa a se chamar Ituano Futebol Clube. Em 1993 o time foi rebaixado para a Série A-2, em 1997 volta à A-1 e em 1999 volta a cair para A-2.

Maio de 1999 marca a terceirização do futebol do Ituano à uma empresa que consegue alguns expressivos resultados como o Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 2002, Campeonato Brasileiro da Série C em 2003 e o direito de disputar a Copa do Brasil.

Ao final de 2006 a Diretoria do Ituano Futebol Clube reassume o comando do futebol com um trabalho sério e profissional visando manter-se na elite do futebol Paulista, o que foi conseguido. Porém no Brasileiro B o clube enfrentou uma série de problemas que culminou com a queda para a Série C de 2008. No final de 2007 acontece a eleição para a nova Diretoria, assumindo a presidência Fernando Francisco Vieira, o Major Vieira que inicia grande reformulação, conseguindo firmar uma parceria do clube com a Traffic Marketing Esportivo, iniciando novos tempos para o Ituano Futebol Clube. Porém é rebaixado para Série C.

Estádio

O Estádio Municipal Dr. Novelli Júnior é o palco das apresentações do Ituano Futebol Clube desde 1954, quando foi inaugurado. Atualmente o estádio comporta 18 mil expectadores e seu campo tem 100m x 70m de dimensão.

O Estádio Municipal Dr. Novelli Júnior fica na Praça Washington Luis, s/n.º - Vila Nova.

Hino

(Carlos Roberto de Jesus Polastro)

Galo rubro negro altaneiro
Forte, valente e audaz
És um gigante guerreiro
Ituano
, você é demais

Vencedor, sempre em frente
Não há ninguém como tu
Joga essa bola na rede

Ah, ru
bro negro de Itu
Olê Olá pode o mundo se acabar
Olê Olê vamos sempre com você
Não h
á ninguém como tu
Ah, rubro negro de Itu

Ituano, Ituano, Ituano...
Que coisa linda, és o maioral!
Dentro de campo, um só pensamento
Outra
vitória, seu lema é ganhar

Sua bandeira balança
Distinto e amado brasão
A grande massa proclama
Ituan
o, és o grande campeão!

Mascote

A mascote do Ituano surgiu na década de 50, após uma vitória do time contra seu maior rival, a Associação Atlética Sorocabana. A partida, como todas as outras, paralisou a cidade e, com a vitória do Rubro-Negro contra o adversário superior tecnicamente, a torcida apelidou a equipe de Galo de Itu, por sua força e pelo modo como brigou, semelhante ao do animal.­

Site

http://www.ituanofc.com.br/

ABC Futebol Clube

O ABC Futebol Clube teve origem em 29 de junho de 1915 e foi fundado por um grupo de comerciantes e jovens da alta sociedade potiguar. Com a criação, surgiu o primeiro clube de futebol do Estado. A agremiação foi batizada em homenagem ao acordo de amizade selado entre Argentina, Brasil e Chile e, por isso, recebeu as iniciais destes três países.

Logo em seus primeiros anos de existência, o alvinegro começou a apresentar bons resultados, que o levariam, décadas mais tarde, a ser o maior time do Estado.

O primeiro título veio cinco anos após sua fundação, em 1920. A partir daí, o clube não parou mais de vencer o Campeonato Potiguar e voltou a erguer a competição em 1921, 23, 25 e 26.

Em 1927, a entidade ganhou personalidade jurídica após a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) registrar seus estatutos da modalidade. Com isso, o time conseguiu mais um bicampeonato em 1928 e 29 e entrou em dos períodos mais gloriosos de sua história.

A década de 30 e o início dos anos 40 ficaram marcados pela conquista do decacampeonato estadual. A seqüência começou em 1932 e parou dez anos depois, em 1941, colocando o time no Livro dos Recordes, devido ao feito raro. Apenas o América-MG detêm o mesmo recorde, ao vencer o Campeonato Mineiro entre 1916 e 1925.

O clube manteve, na década seguinte, o bom desempenho local e abocanhou mais três títulos – 1944, 45 e 47. Os anos 50 foram ainda melhores e a equipe obteve mais um tricampeonato – 1953, 54 e 55 -, além dos campeonatos de 50, 58 e 59.

O clube estreou na Taça Brasil, como era chamada a atual Copa do Brasil, em 1959, ano de sua criação. O fato se repetiu até 1963 e nos anos de 1966 e 67, mas em todas as ocasiões o time não passou da primeira fase da competição.

A década de 70 ficou marcada pela estréia da agremiação na elite do futebol brasileiro. A equipe fez sua primeira participação em 1972, mas não foi bem e encerrou o certame na 24ª posição, à frente apenas de CRB e Sergipe.

O fraco desempenho no Campeonato Brasileiro não afetava a entidade nas competições estaduais, que foram novamente conquistadas em 1970, 71, 72, 73, 76 e 78. O ano de 1978 também registrou outra participação do alvinegro na primeira divisão brasileira e mais uma vez o time não foi bem, encerrando sua participação na 45º posição entre 74 clubes. Com o torneio ainda mais inchado no ano seguinte, o ABC foi mal novamente e terminou na 51º colocação entre 94 agremiações.

Nos anos 80, a equipe venceu apenas três certames do Rio Grande do Norte, em 1983, 84 e 90. O time deu a volta por cima na década seguinte e voltou a imperar no Estado, vencendo sete vezes em dez anos - 1993, 94, 95, 97, 98, 99 e 2000. As conquistas estaduais levaram o time à disputada da Copa do Brasil, mas o fraco desempenho eliminou o clube ainda fase inicial.

A melhor campanha do ABC no torneio classificatório para a Copa Libertadores da América, a maior competição do continente, aconteceu em 2000. Nesta edição a agremiação chegou às oitavas-de-final, após eliminar equipes como Goiás e Vitória, mas acabou desclassificada pelo Palmeiras.

O Século 21 não começou bem para o clube potiguar, que voltou a vencer apenas em 2005. Os poucos recursos afetaram a equipe, que não foi bem no Brasileiro da Série C. O time se reergueu apenas em 2007, após uma reviravolta surpreendente.

A equipe teve um péssimo inicio de Campeonato Estadual, com derrota para o rival América e uma goleada por 5 a 0 para o ASSU, além de outros resultados negativos. A pífia campanha causou uma reformulação no elenco, com a demissão do treinador e vários jogadores.

As mudanças surtiram efeito e o time se recuperou no certame, alcançando a final da competição. O adversário da decisão era o América, favorito ao título, mas o ABC não tomou conhecimento do rival e goleou por 5 a 2, se sagrando campeão estadual pela 49º vez.

O título renovou as esperanças dos torcedores do Time da Frasqueira, devido ao nome de seu estádio fundado em 2006, o Frasqueirão, e a equipe fez boa campanha no Brasileirão da Série C, encerrando sua participação na quarta colocação, garantindo o acesso à Série B.

Títulos

Campeonato Potiguar : 1920, 1921, 1923, 1925, 1926, 1928, 1929, 1932, 1933, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941, 1944, 1945, 1947, 1950, 1953, 1954, 1955, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1970, 1971, 1972, 1973, 1976, 1978, 1983, 1984, 1990, 1993, 1994, 1995, 1997, 1998, 1999, 2000, 2005 ,2007 e 2008.

Copa Rio Grande do Norte 2005,2008

Estádio

O Estádio Maria Lamas Farache, o Frasqueirão, está localizado na Rota do Sol em Natal, capital do Rio Grande do Norte, Brasil. Inaugurado em 22 de janeiro de 2006, no jogo ABC 1 x 1 Alecrim, o novo estádio do ABC FC ocupa 25.000 m2 de um total de 110.000 m2 da Vila Olímpica Vicente Farache.

O projeto setoriza a Vila Olímpica em quatro: o estádio com 25.000 m2, o estacionamento com 25.000 m2, uma área comercial com 14.500 m2 e o clube com 45.500 m2.


Hino

Autor: Claudiomiro Batista de Oliveira (Dozinho)
O MAIS QUERIDO

ABC clube do povo,
Campeão das multidões

Serás sempre o mais querido,

Pelos nossos corações

Eu me orgulho,

Em ser da terra potiguar

Quando vou para o gramado,

Ver o ABC jogar

É bola pra li, é bola pra lá

A turma joga com classe,
E com raça pra ganhar
O adversário entra no campo perdido

SALVE O MAIS QU
ERIDO,
SALVE O MAIS QUERIDO

SALVE O MAIS QUERIDO,

SALVE O MAIS QUERIDO

Mascote

A mascote do ABC Futebol Clube é um elefante. O animal foi escolhido devido a semelhança com o formato do mapa do Rio Grande do Norte, que se parece com o mamífero.

Site

http://www.abcfc.com.br/

Fortaleza Esporte Clube

1918: Várias versões envolvem a fundação do Fortaleza Esporte Clube. Na mais provável, o Fortaleza teria sido fundado em 1912, com o nome de Stella Foot-Ball Club. Mas tal time teve vida curtíssima, e em 18/10/1918 seria fundando, a partir dele, o Fortaleza Sporting Club, tendo como presidente Alcides Santos, que junto com Humberto Ribeiro, Walter Oslen, João Gentil, Brum Menescal, Oscar Ribeiro, Mário Petter e outros, transformou o Stella em Fortaleza, para homenagear a capital cearense. Nascia então o futuro Parque dos Campeonatos, na rua Barão do Rio Branco, entre Pedro Pereira e Pedro I.

1920: Ano do primeiro campeonato cearense oficial de futebol, e do nosso primeiro título. Em 23 de março, é fundada a Associação Desportiva Cearense (ADC), da qual faziam parte Fortaleza, Ceará, Guarani e Bangu. A final do campeonato ocorre em 12 de dezembro, com a vitória do Fortaleza Sporting Club sobre o Guarani por 2x0, no Campo do Prado.

1921: Ano do segundo titulo. O campeonato se encerra em 25 de dezembro. É o primeiro bicampeonato do Fortaleza Sporting Club.

1923: No dia 22 de abril de 1923 é inaugurado o Campo do Alagadiço, nas proximidades da Igreja de São Gerardo, na avenida Bezerra de Menezes. No Campo do Alagadiço, em janeiro de 1924, o Fortaleza vence o campeonato de 1923. É o primeiro estádio que o Tricolor inaugura com um título.

1924
:
Em 15 de março de 1925, o Fortaleza vence o Ceará por 6x3, no Alagadiço, e sagra-se bi-campeão cearense de futebol pela segunda vez.

1926: Encerra-se em 15 de agosto de 1926 o campeonato cearense, no Alagadiço, com mais um campeonato pro Fortaleza.

1927: Em 25 de junho, é inaugurado, no Benfica (Prado), o Stadium Sport Cearense, conhecido como campo do Prado. O campo já existia no local desde de 1913, onde hoje se encontra o CEFET-Ce. Na tarde do mesmo dia, foi disputado um torneio entre Fortaleza, Maguari, Guarani, Ceará, Fluminense, Nacional, Brasil e América. Também, no mesmo ano, é reinaugurado o Campo do Alagadiço, em 28 de agosto. No início de 1928, o Fortaleza sagra-se, pela terceira vez, bi-campeão.

1928: Ano de nosso primeiro tricampeonato. No dia 26 de agosto de 1928, o Fortaleza vence o Maguari por 2x0 no Campo do Alagadiço. O lateral esquerdo José Turíbio ainda vive para contar as histórias daqueles tempos distantes.

1933: Em 27 de agosto de 1933, no Campo do Prado, o Fortaleza vence o Ceará por 2x1 e é campeão. Ano do artilheiro Bila, o primeiro que se tem registro em nosso futebol. Ele fez 12 gols.

1934: Em 25 de novembro do mesmo ano, o Fortaleza vence o América, no Campo do Prado, sagrando-se bi-campeão. O artilheiro Bila também é bi. Bi-artilheiro, com 16 gols.

1937: No dia 15 de agosto de 1937 o Fortaleza vence o Ceará por 7x6, no campo do Prado, conquistando o campeonato cearense.

1938: Em 22 de janeiro de 1939, o já conhecido Tricolor de Aço vence o Maguari por 7x4, e sagra-se bi-campeão cearense de futebol. Ano do artilheiro Mundico, com 28 gols.

1946: Ano de muitos acontecimentos para o Tricolor de Aço. Mudamos de nome. Por decreto presidencial, as palavras estrangeiras foram retiradas do nome do clube. De Fortaleza Sporting Club, passamos a ser Fortaleza Esporte Clube. Fomos campeões cearense, ao vencer, no dia 18 de agosto, o Luso por 8x1. Nosso time era formado por: Juju; Stênio e Zé Sergio; Jorge, Arrupiado e Vianinha; Carrim, Adalberto, França, Idalino e Piolho. O artilheiro foi França, com 11 gols. Também fomos, nesse ano, o primeiro campeão do Nordeste, em Natal, onde o atacante velocista Jombrega fraturou a perna. Vencemos o América de Natal na final.

1947: O cearense de 47 foi confuso. Fortaleza e Ferroviário terminaram o campeonato empatados na pontuação geral. Houve dois jogos extras. No primeiro, deu Fortaleza por 4x1. O segundo, dia 22 de fevereiro, no estádio Municipal (que depois seria conhecido como PV), estava empatado em 3x3, quando o Ferroviário abandonou a partida. Resultado: Fortaleza bi-campeão 1946-47. Tínhamos: Juju; Saraiva e Airton; Sapenha, Deim e Natal; Aluísio, Carlinhos, França, Piolho e Antonino. O artilheiro novamente foi França, com 12 gols.

1949: No dia 19 de março, o Fortaleza venceu o Ferroviário por 1x0 no Estádio Municipal. Como o Tricolor de Aço precisava vencer por uma diferença maior, houve uma prorrogação, que terminou empatada em 1x1. Por desistência do Ferroviário, o Fortaleza se sagrou campeão de 1949. O artilheiro foi Antonino, com 10 gols.

1953: Fortaleza e Ferroviário mais uma vez fazem a final cearense. Em 28 de março, eles empataram em 0x0. Na prorrogação, 2x1 para o Fortaleza, campeão de 1953. O artilheiro da competição foi o inigualável Moésio Gomes, com 18 gols.

1954: Em 25 de abril, o Fortaleza empata com o América, no Presidente Vargas (PV) e sagra-se bi-campeão. O artilheiro mais uma vez foi Moésio Gomes, com 11 gols, se tornando tri-artilheiro (1952/53/54).

1957: Carlos Rolim Filho comprou uma área de 30 mil metros quadrados, no Joquey Clube. No dia 21 de julho, é inaugurado o Estádio Alcides Santos, no Pici.

1959: Em 29 de novembro, Fortaleza e Ceará empatam em 0x0 no PV. O resultado garantia o titulo para o Tricolor de Aço. O artilheiro foi Bececê, com 21 gols.

1960:Como campeão cearense, o Fortaleza adquiriu o direito de disputar a Taça Brasil, o primeiro campeonato Nacional. E chegou longe. Nas semifinais da competição, venceu o Santa Cruz no PV por 2x1 e foi a final contra o poderoso Palmeiras de Julinho Botelho. Aqui, perdemos por 3x1. Lá, em 28 de dezembro, foi 8x2. Apesar do placar, o Tricolor de Aço chegou longe e mostrou a força do futebol alencarino. O artilheiro da competição foi o nosso Bececê, com 7 gols. Fomos bi-campeões cearenses, 1959-60. Vencemos o ferroviário por 3x0, no dia 26 de fevereiro, no PV.

1964: Em 14 de fevereiro, se encerra o campeonato cearense, com a vitória do Fortaleza sobre o Ceará, no PV, agora com capacidade aumentada, de 12 para 35 mil lugares.

1965: Em 23 de novembro, jogando pelo empate, o Fortaleza empata em 1x1 com o Ceará, sagrando-se bi-campeão 1964-65.

1967: No dia 17 de dezembro, o Fortaleza vence o Ferroviário por 3x2 no PV, sagrando-se campeão. Croinha foi o artilheiro, com 12 gols.

1968: Chegamos mais uma vez a final da Taça Brasil. Na primeira fase, eliminamos o Bahia, com 2x1 no PV, no playoff. Dessa vez, eliminamos o Náutico na semifinal. Em 24 de agosto de 69, vencemos por 2x1 em casa. Em 27 do mesmo mês, perdemos por 1x0 em Recife. No dia 29, em Recife, numa vitória histórica, vencemos o playoff por 1x0. Em 3 de setembro, enfrentamos o Botafogo no PV, e empatamos em 2x2, com nossos dois gols marcados por Lucinho. Em 4 de outubro, perdemos por 4x0 no Maracanã. Nosso time formou com: Mundinho; William, Zé Paulo, Renato, Luciano; Joãozinho, Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim), Mimi. Treinador: Gilvan Dias.

1969: Com um timaço, que passou 36 jogos invictos, o Fortaleza foi campeão cearense neste ano, vencendo os três turnos diretos. A final foi no dia 17 de agosto de 67, com Fortaleza vencendo o Ceará por 1x0 no PV. O artilheiro foi Erandir, com 15 gols.

1970: Fomos campeões do Nordeste pela segunda vez. No quadrangular final, vencemos a Tuna Luso por 2x1 e o Fast Clube-AM por 4x1, as duas partidas no PV. Empatamos fora contra essas equipes, 0x0 e 1x1, respectivamente. Contra o Sport, 0x0 em casa. No último jogo do quadrangular, em Recife, perdemos por 2x1, no dia 31 de janeiro de 1971.Como cada vitória valia apenas dois pontos, Fortaleza e Sport terminaram empatados em pontos. Com saldo de 4 gols positivos, contra 3 negativos do Sport, o Tricolor de Aço sagrou-se campeão do Norte-Nordeste de 1970. A base desse super time, Vice-campeão nacional, campeão cearense arrastão e campeão do Norte-Nordeste era: Mundinho; Willam, Zé Paulo, Renato e Carneiro; Frota e Joãozinho; Garrinchinha, Mozart, Erandir e Mimi.

1973: No dia 8 de agosto de 1973, o Fortaleza vence o Ceará, por 1x0, na prorrogação. Gol de Amilton Melo, que valeu placa no PV, como a última das grandes decisões do estádio. O artilheiro foi Marciano, com 17 gols. O Tricolor tinha: Lulinha; Louro, Pedro Basílio, Queiroz e Bauer; Chinezinho e Lucinho; Hamilton Rocha, Amilton Melo, Marciano (Beijoca) e Silvinho. No dia 11 de novembro de 1973, inaugura-se o novo estádio Plácido de Aderaldo Castelo, o Castelão, com o empate em 0x0 entre Fortaleza x Ceará.

1974: Em 26 de março de 1975, na primeira final realizada no Castelão, o Fortaleza derrotou o Ceará por 3x1, sagrando-se bi-campeão 1973-74. Foi o segundo estádio inaugurado com um título do Leão do Pici. Na época, o técnico Moésio revolucionou o esquema tático no Brasil, criando o quadrado de ouro, protegendo as subidas dos laterais. O Campeonato ficou marcado pelas 3 vitórias seguidas em apenas uma semana sobre o rival. 4x0, 1x0 e 3x1, sendo a última, a vitória do Bi. O artilheiro foi Beijoca, com 26 gols. O Tricolor de Aço formou com: Lulinha; Louro, Pedro Basílio, Osíris e Ronner; Chinezinho, Zé Carlos, Lucinho e Amilton Melo; Haroldo e Geraldino Saravá. Tecnico: Moésio Gomes. Esse também foi o ano de nossa primeira participação em campeonatos brasileiros. Nossa primeira partida no Nacional foi em 9 de março, em casa, vencendo o América Mineiro por 2x0, gols de Édson Carneiro e Francisco. O primeiro confronto contra o Ceará foi no mesmo ano, dia 23 de março. Terminou 1x1, com gol marcado por Beijoca. Terminamos na 16ª colocação, com 25 pontos. 9 vitórias, 7 empates e 8 derrotas.

1982: Grande ano para o Tricolor, na gestão de Silvio Carlos, o Papa, que acabou com o jejum de 7 anos sem títulos. Fato hilariante ocorreu em certa final de turno, quando certo locutor alvinegro fazia a contagem regressiva para a conquista de seu time, quando Adílton, grande ídolo do Ceará na década de 70, manda pras redes e dá o turno para o Leão, apelido dado pelo presidente, inspirado na raça e determinação que envolvem a mística daquelas camisas. A final foi contra o Ferroviário, no dia 12 de dezembro, foi vencida pelo Leão por 4x0. Adílton, fez três gols e Ronner fez outro. O Leão formou com: Salvino; Alexandre, Pedro Basílio, Chagas e Clésio (Roner na final); Nelson, Assis Paraiba e Zé Eduardo; Adilton, Miltão (Beijoca) e Edmar.

1983: Ano em que o Fortaleza montou um super time, dito por muitos como uma das maiores, senão a maior formação já montada por uma equipe cearense. Ano do inesquecível Luizinho das Arábias, artilheiro com 33 gols. A final aconteceu no dia 13 de novembro, contra o Ferroviário, vencida pelo Leão por 2x0. O Tricolor de Aço tinha: Salvino; Caetano, Pedro Basílio, Tadeu e Clésio; Serginho, Wescley e Assis Paraíba; Edson, Luizinho das Arábias e Marquinhos Carioca (antes Júlio César). Também vale nota a reinauguração do PV, depois de ampla reforma, ocorrida em 7 de setembro, na nossa vitória por 3x1 sobre o Calouros do Ar.

1985: Jogando pelo empate, o Fortaleza é campeão cearense ao empatar com o Ceará em 0x0, no dia 22 de dezembro.

1987: Novo empate em 0x0 contra o Ceará, e novo título, conquistado no dia 9 de agosto. O artilheiro foi Da Silva, com 19 gols.

1991: Um grande campeonato, onde ocorreu grandes jogos, principalmente grandes clássicos rei, como um 0x0, estréia de Mirandinha pelo Tricolor e Cláudio Adão pelo Ceará, que registrou o recorde de público em clássicos, 60 mil pagantes. Outro grande jogo, foi Fortaleza 4x2 Ceará, uma grande amostra da mística que percorre "aquelas camisas". O Leão perdia por 2x0 até meados do segundo tempo, vários Tricolores deixavam o Castelão, quando Mirandinha aos 30 e Capivara aos 36 empataram o jogo. Na prorrogação, Mirandinha faz logo no começo e Valdir garantiu a vitória. A primeira partida da final foi 2x1 para o Ceará, em 8 de dezembro de 1991. Em 11 de dezembro, 0x0. E em 15 de dezembro, 1x1 e o título é nosso.

1992: O ano de 1992 ainda é uma vergonha para o futebol cearense. Vencemos o campeonato no campo, mas a sem vergonhice de nossos dirigentes, garantiu mais 3 "campeões". O artilheiro baiano Osmar foi o grande trunfo Tricolor, com 17 gols. Uma semana antes da final, a vantagem era do Ceará. O Leão fez 2x0 e garantiu o direito do empate. A final, dia 6 de dezembro, foi um jogo emocionante, para um público de 31 mil pagantes. Osmar fez nosso gol aos 4 minutos do segundo tempo, com Sérgio Alves empatando para o Ceará. Bi-campeonato no campo e o resto é "conversa pra boi dormir". Posteriormente, uma decisão do STJD (relativo a condição de jogo do atleta Fernando) deu o título do 1º turno para o Tiradentes, contrariando o entendimento da FCF e do tribunal local. O campeonato deveria ser decidido entre o Tiradentes (1º turno), Ceará (2º turno), Fortaleza (3º turno), mais o clube com melhor campanha fora os vencedores de turno (Icasa). O Fortaleza não aceitou participar desta decisão e entrou na justiça comum. Diante o impasse, um acordo esdrúxulo entre a FCF e os 4 clubes, tornou todos os quatro clubes campeões. O Leão formou, no jogo final, com: Claudecir; Expedito, Sérgio Odilon, Argeu e Albéris; Da Silva, Eliézer e Josué (China); Osmar, Marcelo Henrique (Tangerina) e Nando. Técnico: César Moraes.

2000 Ano inesquecível para o Tricolor, pois marcou o fim de sete anos sem títulos. O ano começou dando a impressão que o sofrimento iria continuar. O Fortaleza perdeu a semifinal do turno para a equipe do Juazeiro, com um PV lotado como há tempos não se via. No segundo turno, com a chegada de Ferdinando Teixeira, tudo mudou. O Tricolor ganhou o turno com mais de 30 mil pessoas no PV, derrotando o Itapipoca. Esse campeonato também teve a primeira final estadual realizada numa cidade do interior: ela ocorreu em Sobral, no dia 16 de julho, em um jogo emocionante, no qual Daniel Frasson marcou o gol "papapenta" (gol que destruiu o sonho do primeiro penta estadual dos rivais alvinegros). Tal gol foi marcado aos 36 minutos do segundo tempo, empatando a partida em 1 a 1, dando o título ao Tricolor de Aço. Na final, o Fortaleza formou com: Maizena; Ronald (Jaime), Júnior, Denílson (Carlinhos) e Ivan; Dude, Pires (Rogers), Frasson e Bechara; Vinícius e Eron. Nesse mesmo campeonato, consolidaram-se mais alguns ídolos da torcida, como Clodoaldo, Maizena, Frasson, Bechara e Ferdinando Teixeira.

2001 Arrastão. Essa palavra resume o que o Fortaleza fez com seus adversários. O time não deu chance para ninguém, mesmo tendo perdido seu treinador, o "professor" Ferdinando Teixeira. Luiz Antônio Zaluar chegou, e depois de alguns contratempos, organizou a equipe. Na segunda partida da final do campeonato, jogada em 8 de julho, o placar foi de 3 a 1 sobre os rivais alvinegros. Nessa data, o Tricolor de Aço consolidou-se como o único e verdadeiro Parque dos Campeonatos. Foi também a décima sexta partida sem conhecer uma derrota contra o maior rival. O Fortaleza formou com: Maizena; Erandir, Mário César e Ronaldo Angelim; Chiquinho, Pires, Frasson, Claudinho (Dude) e Reginaldo (Carlinhos); Vinícius (Bechara) e Clodoaldo. O artilheiro do torneio foi Clodoaldo, com 16 gols.

2002 Nesse ano, o Fortaleza vive dois momentos distintos. No primeiro semestre, o time perde o campeonato cearense. No primeiro turno, uma derrota sofrida para o nanico Boa Viagem, em pleno Castelão, dá a taça de presente ao maior rival. A recuperação vem no turno seguinte, com um título inquestionável. Na final, dois gols de Clodoaldo sobre o alvinegro. No terceiro turno, porém, o Leão sequer chega na final e com um empate na decisão, perde a chance de conquistar o tão sonhado tricampeonato estadual. No segundo semestre, o Tricolor de Aço realiza uma campanha memorável na Série B do Campeonato Brasileiro, conseguindo a ascensão e o retorno à elite do futebol brasileiro.

2003 O Fortaleza é o campeão cearense de 2003. Vence o torneio de maneira arrasadora, conquistando os dois turnos, o primeiro sobre o rival alvinegro com uma categórica vitória por 3 a 1; e o segundo, de forma mais renhida, sobre seu rival coral, o Ferroviário, por 2 a 1, no que se caracterizou como a 'final do campeonato'. Clodoaldo foi novamente o artliheiro do torneio.

A seguir, no final de março, retornando à elite do futebol nacional após um longo período de sofrimento na 2ª e na 3ª divisões, o time realizou boas e históricas apresentações. Apesar dos esforços empreendidos, o Fortaleza pecou pela inexperiência, além de ter sido prejudicado pelas arbitragens em várias partidas em que claramente merecia melhor sorte e resultados, retornando para Série B.

2004 Desacreditado pela queda à Série B, o Fortaleza disputa nos três primeiros meses o Campeonato Cearense, o Tricolor era dirigido pelo técnico Givanildo Oliveira. Na final do primeiro turno, o Fortaleza massacrou o seu rival por 4 a 2, sagrando-se campeão e garantindo vaga na final.

Já na final do segundo turno, em um jogo tumultuado com expulsões de ambos os lados, o Ceará vence o Fortaleza com um gol no final da partida, sendo o campeão do segundo turno e obrigando a serem realizados mais duas partidas finais.

No entanto, não houve acerto com relação às datas das duas partidas finais (inicialmente, o Fortaleza havia sido obrigado, mesmo contra sua vontade, a jogar nos dias 19 e 21 de abril) e a decisão acabou indo para o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), onde por 7x1, decretou-se o Fortaleza como Campeão Cearense de 2004.

Givanildo, após a derrota, ainda em abril, pede demissão e sai do clube. Hélio dos Anjos é contratado para a difícil missão de fazer retornar o Fortaleza à elite do futebol nacional.

Segunda Divisão de 2004

O Fortaleza, como em 2002, venceu a maioria de suas partidas em casa: estreou goleando o CRB por 4 a 1, fez um jogo de muitas emoções contra o Náutico no P.V, o qual venceu por 5 a 4, com um gol de Agnaldo aos 47 minutos do 2° tempo.

Porém, no meio da disputa, o Fortaleza teve sua estrutura abalada: Hélio dos Anjos saiu para dirigir o Vitória, então na Série A, e dois dos nossos astros estavam indo embora: Lúcio partiu para o futebol mexicano e Rinaldo se mandou para o futebol coreano.

Depois disso, o Fortaleza não obteve bons resultados em casa: 0 a 0 com o Remo, 2 a 2 com o Santa Cruz, além de perder para o Marília por 1 a 0 em Fortaleza, o que culminou na demissão de Mauro Fernandes, que havia sido contratado para substituir Hélio dos Anjos.

Zetti, ex-goleiro da Seleção Brasileira, foi o escolhido para terminar o campeonato com o Fortaleza, já quase classificado para o primeiro quadrangular. O clube caiu no Grupo A, juntamente com Ituano, Brasiliense e Santa Cruz, mas não começou bem, empatando com o Ituano no PV, e perdendo para o Brasiliense e para o Santa Cruz, fora de casa.

A seguir, o Leão tornou a empatar em casa, dessa vez com o Santa Cruz. Desacreditado, novamente o Fortaleza teria que vencer as 2 últimas partidas para se classificar, e isso de fato ocorreu. A primeira vitória veio contra o Brasiliense, no PV, por 3 a 0. Faltava uma missão quase impossível para conquistar a vaga: vencer o Ituano (que só precisava do empate para se classificar), em Itu. O time não só venceu o Ituano, como marcou dois gols e vencendo por 2 a 0 e terminando em primeiro lugar do grupo, classificando-se para a fase final (quadragular final) do torneio.

Quadrangular Final

O grupo do quadrangular final foi composto por Fortaleza, Bahia, Brasiliense e Avaí.

Jogando na ressacada, o Fortaleza conseguiu um empate de 0 a 0 com o time da casa, com duas defesas milagrosas do goleiro Bosco, que se tornaria ídolo da torcida tricolor. Tendo perdido um mando de campo, o Fortaleza foi jogar contra o Brasiliense em Sobral, no norte do Ceará, vencendo por 1 a 0, com um gol suado de Jean Carlos.

O Fortaleza era líder do quadrangular: mais uma vitória e um empate daria ao Tricolor de Aço a tão sonhada vaga na Elite. Mas tudo começou a desandar quando o Fortaleza foi à Fonte Nova enfrentar o Bahia (derrota por 2 a 0), e no jogo de volta no Castelão (mais um tropeço: 1 a 1). A missão havia se tornado quase impossível, pois o time tinha que vencer o Avaí por dois gols de diferença e torcer para que o Bahia não vencesse o Brasiliense, em Salvador.

A partida

O Avaí, comandado por Roberto Cavalo, iniciou a partida usando um esquema totalmente fechado, explorando (e mal) os contra-ataques, mas o Fortaleza lutou e atacou desde o início até que, após um cruzamento do lateral-direito Sérgio, Marcelo Lopes cabeceou para o fundo do gol do Avaí, isso ainda no primeiro tempo.

No segundo tempo, todos de olho no jogo em Fortaleza e com os ouvidos no jogo em Salvador. O tempo no Castelão passava voando, e a bola do segundo gol do Tricolor não entrava. E então surge uma jogada pelo meio, Erandir lança Jean Carlos pela direita, este tenta uma jogada de forma despretensiosa, parecendo preferir o escanteio, que é dado pela zaga avaiana. Foi a jogada que mudou a História do Fortaleza: Guaru, depois errar alguns cruzamentos e escanteios, cruzou em curva, com efeito, no meio da área, para a bola encontrar Ronaldo Angelim, que com a cabeça fez estufar as redes do Avaí pela segunda vez.

Ao final do jogo em Fortaleza, soou nas rádios que o Brasiliense havia vencido o Bahia de virada, por 3 a 2, com a Fonte Nova lotada. Dessa forma, o Fortaleza Esporte Clube estava, novamente, na elite do futebol nacional.

2005

Campeonato Cearense

No dia 9 de janeiro o Fortaleza estreou no Campeonato Cearense de 2005 com uma simples vitória por 2 a 1 sobre o Uniclinic. Mas com a série dos 8 primeiros jogos invictos o time se animou até perder para o Itapipoca também por 2 a 1 no estádio Perilo Teixeira. O primeiro clássico-rei do ano terminou empatado em 1 a 1 onde teve quase 40.000 torcedores. O Fortaleza foi campeão cearense naquele ano ao derrotar o Icasa por 1 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação, os dois gols do time foram marcados pelo artilheiro Clodoaldo.

Campeonato Brasileiro

Na elite do Campeonato Brasileiro de 2005, o Fortaleza deixou a desejar na sua estréia no estádio Presidente Vargas onde o time foi derrotado pelo Coritiba por 1 a 0. O tricolor de aço teve muitas derrotas seguidas, mas se redimiu vencendo o Vasco da Gama por 4 a 2, Figueirense e São Caetano por 5 a 2, e goleando o Fluminense por 5 a 1. O Fortaleza terminou em 13º colocado, uma posição abaixo da zona de classificação para a copa sul-americana.

2006
Campeonato Cearense

Embalado com a boa campanha no Campeonato Brasileiro do último ano, O fortaleza disputou no início do ano o Campeonato Cearense, com o sonho do tetracampeonato o leão do pici venceu a sua primeira partida contra o Guarany de Juazeiro do Norte por 1 a 0. As maiores goleadas do tricolor na competição foram os 6 a 2 e 4 a 0 no Ferroviário, 6 a 0 no Limoeiro. Mas o que marcou na competição foram as gigantes goleadas no seu maior rival, Ceará. O primeiro duelo dos times teve um 6 a 3 pro Fortaleza, Rinaldo marcou 4 vezes pro tricolor, Igor e Mazinho Lima fecharam a contagem, Helinho(2) e Vinícius marcaram pro alvinegro. Logo depois o Fortaleza venceu novamente o Ceará por 4 a 0, com Maurílio (2) e Vélber(2). Mas essas goleadas não superaram os dois simples 1 a 0 pró-Ceará, já que o alvinegro venceu nos jogos mais importantes, as finais.

Copa do Brasil

Não mais embalado e agora abalado, o Fortaleza jogou a Copa do Brasil e não fez mais do que o esperado. O time venceu o Vilhena na estréia por 3 a 1 e desbancou de cara o time de Rondônia. Na segunda fase, despachou o modesto Ceilândia, empatando o primeiro confronto em 1 a 1 e vencendo o segundo por 3 a 1. Enfim um adversário de peso, e junto a desclassificação, o tricolor fez bonito na casa do Atlético Mineiro, vencendo por 2 a 0. Mas a alegria durou muito pouco, já que os mineiros bateram o tricolor no Castelão por 3 a 1 e se classificaram para próxima fase da competição.

Campeonato Brasileiro

Na estréia do Brasileiro o time perdeu para o Botafogo por 1 a 0 na casa do adversário, sendo comandado por Toninho Cecílio. Márcio Bittencourt logo assumiu o time que venceu seu 2º jogo contra o time que foi o campeão brasileiro, o São Paulo, por 1 a 0 com gol de Finazzi. Mas o time jogou mal o restante da competição, não repetindo a atuação feita no ano anterior. No Castelão, o Fluminense descontou a goleada que sofreu no ano anterior por 5 a 1, vencendo por 5 a 2. Além dessa, o Fortaleza perdeu para o Santa Cruz e Grêmio por 4 a 1, Goiás e Palmeiras por 3 a 0 e Corinthians por 4 a 0. a única goleada aplicada pelo tricolor foram os 4 a 1 no Juventude. O Fortaleza só marcou 38 pontos ao longo da competição e foi rebaixado para a série B do campeonato brasileiro, amargando a 18º posição. O tricolor foi comandado por cinco treinadores diferentes: Toninho Cecílio, Márcio Bittencourt, Hélio dos Anjos, Roberval Davino e Daniel Frasson, ex-ídolo do Tricolor.

2007

Campeonato Cearense

Campeão Cearense mais uma vez em cima do Icasa, o Fortaleza perdeu o primeiro clássico para o Ceará por 4 a 3 e empatou o segundo jogo em 1 a 1. O tricolor de aço goleou o Quixadá por 4 a 1, Ferroviário por 4 a 0 e por 5 a 0 o Itapajé. Na final empatou o 1º jogo com o Icasa por 2 a 2 e venceu por 1 a 0, com gol de Rinaldo.

Copa do Brasil

Na competição em que o Fortaleza saiu bem cedo, o tricolor venceu e despachou logo no primeiro jogo o time maranhense do Sampaio Corrêa por 3 a 1 com gols de Dude, Simão e Guto. Contra o Atlético-GO, o tricolor repetiu o que fez na última competição e venceu o primeiro jogo fora de casa por 3 a 2 com gols de Cleiton, Rodrigo e Rinaldo. Mas perdeu em casa pelo mesmo placar, Rinaldo e Ricardinho marcaram pro tricolor. Por coincidência, o Fortaleza foi desclassificado novamente por um Atlético.

Campeonato Brasileiro

Na competição, o Fortaleza começou bem nas três primeiras rodadas ficando em primeiro lugar no campeonato. Depois, o Fortaleza venceu o Ceará por 1 a 0, gol de Bruno Mezenga (único gol pela sua passagem no Leão). Depois, ficou sete jogos sem vencer, o que causou protestos por parte da torcida e troca de treinador. Encontrou novamente o caminho das vitórias e voltou a oscilar entre vitórias e derrotas. Contra o Ceará outra vitória de 1 a 0, gol de William e novo ânimo para a seqüência do campeonato. No entanto, a partida contra o Criciúma marcou definitivamente a recuperação do Fortaleza no campeonato. Até aos 40 minutos do segundo tempo,estava empatando em 0 a 0 até que Paulo Isidoro entrou e o jogo mudou com um gol de Willian e de Paulo Isidoro, decretando a vitória do Fortaleza por 2 a 0. Na sequência, o Fortaleza ficou quatro jogos sem perder, com três vitórias e um empate. O Leão lutava pela quarta colocação no campeonato para ter o acesso para primeira divisão com o Vitória (BA), porém com inesperados tropeços para os rebaixados Ituano(SP) e Remo (PA), a equipe deu adeus à vaga, ficando na quinta colocação, a uma posição de garantir vaga na série A em 2008.

Títulos

Campeonato Cearense 1920 1921 1923 1924 1926 1927 1928 1933 1934 1937 1938
1946 1947 1949 1953 1954 1959 1960 1964 1965 1967 1969
1973 1974 1982 1983 1985 1987 1991 1992 2000 2001 2003
2004 2005 2007 2008

Estádio

Alcides Santos (próprio) com capacidade para 4.000 espectadores.

No entanto, o clube costuma mandar nos dois principais estádios da cidade: Presidente Vargas (municipal)- 20.000 e no Castelão(estadual)- 59.000 espectadores.

Hino

Autor: Jackson de Carvalho

Fortaleza,
Clube de glória e tradição.
Fortaleza,
Quantas vezes campeão.
Fortale
za,
Querido idolatrado,
estás sempre guardado,
dentro do meu coração.

Altivo,
tua vida sempre foi um marco,
tua glória é lutar e vencer também,
salve o Tricolor de Aço.

No campo,
provaste mesmo que não tens rival,
tua turma é valente, é sensacional,
salve o Tricolor de Aço.

Soberbo,
tua fibra representa um norte,
combativo, aguerrido, vibrante e forte.
Sem d
emonstrar cansaço,

Receba um sincero,
abraço da torcida tão leal,
meu Tricolor de Aço!

Apelido: Leão do Pici

Mascote - Leão






Site

http://www.fortalezaec.net/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Marília Atlético Clube

Anos 40 - O Surgimento do clube
O MAC nasceu com o nome de E.C. Comercial, em 12 de abril de 1942, mas o time não foi feliz com o nome de batismo. Perambulou por campeonatos amadores regionais, sem campo e sem sede.
Com o passar do tempo, o então presidente Benedito Alves Delfino, não conseguiu estruturar o clube. O povão não gostava muito do nome Comercial e uma Assembléia Geral, realizada em 11 de julho de 1947, mudou o nome de Comercial para Marília Atlético Clube, elegendo para presidente o farmacêutico Antonio Lourenço, um homem destemido e batalhador, mas que não obteve sucesso. Muitos presidentes o sucederam, sem grandes destaques.
Anos 50 - Crises e a desativação do MAC. Volta o São Bento.
Crise sobre crise, no dia 19 de abril de 1954, o Marília licenciou-se de suas atividades oficiais. Foi quando a velha guarda do São Bento (outro clube da cidade que estava desativado), aproveitando-se do espaço deixado pelo MAC, reingressou nos campos oficiais da Federação Paulista de Futebol. Passou dez anos jogando e perdendo, mas cumpriu brilhantemente a sua missão social ao oferecer entretenimento e algumas emoções à torcida.

Anos 60 - Desativação do São Bento e volta do MAC.
Em 1968, o São Bento desativou-se novamente e se transformou num clube de carteado.
No dia 07 de julho de 1969, alguns amigos se reuniram e deliberaram recolocar o Marília Atlético Clube nos estádios. Foi eleito para presidente Pedro Sola. Um concurso público deu ao MAC o tigre como símbolo.

Anos 70 - Glória e títulos para o MAC.
Em 1971 Pedro Sola conduziu o MAC à Divisão Especial. O time foi Campeão da 1ª Divisão, sendo promovido à divisão de elite do futebol paulista. A cidade fez sete dias de festas e gente que nunca havia se interessado pelo futebol, começou a ir ao estádio.

O MAC entrou no Paulistinha. José Ribamar Motta sucedeu Pedro Sola na presidência. O Paulistinha era uma peneira fina, difícil, que filtrava seis clubes para jogarem contra os times grandes. O MAC não passou em 1972 e 1973 por esses agudos vestibulares.

Em 1974, Pedro Pavão assumiu a presidência e, no primeiro ano de mandato, ganhou o Paulistinha e conquistou o direito de disputar ao lado das grandes potências o Campeonato de 1975.

Em 1974, a federação instituiu o troféu José Ermírio de Morais Filho, destinado a dar atividade aos clubes da Divisão Especial desclassificados e o Marília ganhou esse torneio.
Em janeiro de 79, o MAC sagrou-se campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, vencendo o Fluminense do Rio na final.

Em março, Pedro Márcio Góes Monteiro assumiu a presidência do MAC. No mesmo ano, Pedro Márcio deixou a presidência. Assumiu Alcides Mattiuzo, que ficou até o final do triênio.

Anos 80 - Novos desafios
Nos anos de 1980 e 1981 o MAC passou por dificuldades financeiras. Em maio de 1982, Pedro Pavão assumiu a presidência pela segunda vez, procurando reestruturar o clube. Em 1984 passou o cargo para João Fernandes More e, em dezembro de 1988, Hely Bíscaro assumiu a presidência. Anos 90 - Enfrentando dificuldades Em 1990, o MAC conseguiu subir para a Primeira Divisão para jogar no grupo B (atual A2). Em 1992 o time subiu para disputar o grupo A (atual A1), ao lado dos grandes paulistas. A partir de 1993, sob o comando de Fausto Jorge o time não conseguiu se manter no grupo A ( atual A1) e foi rebaixado para o Grupo B (atual A2). Em 1994, foi rebaixado para a Terceira Divisão (atual A3).

Em 1996, novamente sob o comando de Hely Bíscaro, o time foi rebaixado e disputou a Quarta Divisão (B1-A). Se dentro de campo o time não ia bem, fora dele algumas mudanças foram notáveis, como a ampliação do gramado, cobertura das arquibancadas e a cidade de Marília sendo incluída como sede da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em 1999 o time conseguiu subir de divisão (para a A3).

Século XXI - Vida nova.
Em 2000, com um bom time, quase o MAC conseguiu o segundo acesso consecutivo, sendo eliminado na semifinal do campeonato. Em 2001, a empresa American Sport assumiu o comando administrativo do clube. José Roberto Duarte de Mayo assumiu a presidência no meio do campeonato, onde o time conseguiu terminar o torneio em 5º lugar, garantindo o acesso à Segunda Divisão em 2002, por causa da criação da Liga Rio - São Paulo.

Na Série A-2 de 2002, o MAC conseguiu sua maior façanha de todos os tempos: a conquista o título Paulista desta divisão, realizando a primeira final de um Campeonato em seus domínios. É o Tigrão voltando à divisão maior do futebol paulista.

No segundo semestre de 2002, após muito tempo o time volta disputar a série C do Brasileirão. Com uma campanha invejável, o time consegue o histórico acesso à Série B do campeonato, ao conquistar o vice-campeonato dentre os 61 participantes, o que credencia o time como uma potência do interior de São Paulo e um time de destaque no cenário nacional.

Depois de 10 anos fora da primeira divisão do Campeonato Paulista, o MAC volta a enfrentar os grandes do Estado em 2003. Após uma fraca campanha na 1ª fase da competição, o time se recupera no rebolo final (para definir os rebaixados) e termina o torneio em 11º lugar, dentre os 21 participantes.

No segundo semestre de 2003, em sua primeira participação no Campeonato Brasileiro da Série B, o Marília ficou em 4º lugar, em um campeonato que contava com 24 equipes. O time ficou atrás somente de Palmeiras, Botafogo-RJ e Sport. Os dois primeiros conseguiram o acesso à Série A de 2004. Foi uma super estréia na competição, a cidade parava nos dias dos jogos e a torcida comparecia em massa no Abreuzão.

Em 2004, o time fez uma modesta participação no Campeonato Paulista, terminando na 9ª posição. Já o Brasileiro da Série B, o time terminou em 6º na primeira fase, mas não conseguiu o tão almejado acesso à elite. Em 2005, foi 13º colocado no geral; em 2006 terminou em 16º, conquistando duas posições acima no Paulistão de 2007. Na série B do Campeonato Brasileiro, em 2005, termina na 5º posição, 9º em 2006, em 2007, termina em 6º, onde perdeu seis pontos por escalação irregular de um jogador, caso contrário, terminaria com a mesma pontuação do Vitória, 4ºcolocado, que subiu para a Série A. Em 2008, após várias campanhas regulares, termina na 17º posição , sendo rebaixado para Série C em 2009.

Títulos
Campeão Paulista de Futebol Profissional da Série A-2 de 2002.
Campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1979.
Campeão Paulista de Futebol Profissional da Primeira Divisão - 1971

Hino
Letra: Douglas Guillen e Ocimar
E... e... o...
É o MAC que chegou
Com raça e tradição
MAC MAC Campeão (bis)

Marília, sua força e sua raça
Toque de bola que alegra essa massa
Alvi-celeste que balança o Abreuzão
Salve, Salve o Tigrão

Azul e branco, a cor da nossa nação
Marília, é você a minha paixão
Essa torcida a ti declara o seu amor
Marília, sempre, sempre vencedor
Estádio
Nome: Estádio Municipal Bento de Abreu - ABREUZÃO.
Dimensões: 108 X 72 metros
Capacidade: 19.500 pessoas
Localização: Av. Vicente Ferreira, nº 152, Bairro Tangará - CEP: 17509-180

Mascote
A luta e raça existentes na figura do Tigre no mundo animal fez o Marília adotá-lo como símbolo do clube. Assim como o animal feroz que ensina o foco, a paciência e a surpresa, o MAC percorreu os caminhos no futebol brasileiro com a mesma disposição.






Site

http://www.mariliaac.com.br/

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Associação Portuguesa de Desportos

No dia 14 de agosto de 1385, as tropas portuguesas, lideradas por D. João, mestre de Avis, derrotaram as tropas de D. João I de Castela em Aljubarrota. A batalha de Aljubarrota é um dos acontecimentos mais importantes da história de Portugal e marcou o início da dinastia de Avis, que permaneceria no poder até 1580.

Quase cinco séculos mais tarde, no dia 14 de agosto de 1920, o jornal "O Estado de São Paulo" anunciava em sua página esportiva:

"No salão nobre da Câmara Portuguesa de Commercio, à rua de São Bento, 29-B, deve realizar-se hoje às 20 e 1/2 horas a eleição e tomada de posse da diretoria da novel Associação Portuguesa de Esportes..."

Em 14 de agosto de 1920, surgia a ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESPORTES, através da fusão de cinco clubes já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense.

O pedido de filiação da Portuguesa à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) foi deferido no dia 2 de setembro de 1920, mas como não havia mais tempo para a inscrição no campeonato daquele ano, a Portuguesa fundiu-se ao Mackenzie, já inscrito, e participaram juntos do campeonato de 1920.

A Associação Atlética Mackenzie foi o primeiro clube de futebol brasileiro. Fundada em 1898 por estudantes do Mackenzie College, era formada apenas por alunos do colégio. A Portuguesa-Mackenzie disputou os certames pela APEA até 1922.

Em 1923, a Associação Portuguesa de Esportes desligou-se do parceiro e passou a disputar jogos com sua nova denominação. Foi em 1940 que o clube recebeu o atual nome ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DESPORTOS, com sede da Rua Cesário Ramalho.

Quando da sua fundação, a Portuguesa herdou a sede da Rua Domingos Paiva (sede do 5 de Outubro e do Lusíadas) e o campo da Rua Conselheiro Lafayette, Brás, que eram ambos alugados.

Em outubro de 20, a Câmara Portuguesa de Comércio cedeu o 3º andar da Rua São Bento, nº 29-B, para que servisse como sede social. Em 1921, o Campo da Companhia Predial Álvares Penteado, situado na Rua 25 de março, foi reformado e passou a ser utilizado para os treinos da equipe de futebol. Durante as obras de terraplenagem, os jogadores da Portuguesa treinavam às quartas-feiras e aos sábados no antigo campo do Corinthians, na Ponte Grande. Aliás, nesse ano de 1921, os jogadores da Portuguesa eram convocados por anúncios nos jornais, e o clube pagava as passagens de bonde.

Em 1922, a Portuguesa adquiriu o campo de futebol da União Artística e Recreativa Cambuci, situado na Rua Cesário Ramalho, nº 25, Lavapés, e que havia sido construído em terreno da prefeitura. No local já havia muros, pavilhões, cercas, campo gramado e arquibancada, mas foi apenas em 1925 que a APEA oficializou o estádio, permitindo o uso público.

Na inauguração, em 25 de janeiro de 1925, houve dois jogos: Corinthians 4 a 0 no Brás Atlética e a derrota da Portuguesa para o Germânia por 5 a 0.

Em agosto de 1929, foi comprado um terreno na Avenida Teresa Cristina, Ipiranga, que teve sua área ampliada ao longo dos anos. Em 1938, foram adquiridos 11 mil m² em volta do terreno original.

Em 1933, a sede social transferiu-se para o Edifício Martinelli, na Rua São Bento, 8º andar, onde permaneceu até 35, quando mudou-se para a Rua XV de Novembro, nº 18, 2º andar. A sede social mudou-se ainda para a Rua Onze de Agosto, nº 29, no ano de 1938. Esta foi a última sede social da Portuguesa de Esportes.

Em 1940, mudou-se para a Rua do Carmo, 177, 2º andar. O 1º andar do prédio era alugado e contribuia para o orçamento do clube. Nesse mesmo ano começaram as obras de construção do Estádio Municipal do Pacaembu e o lançamento da pedra fundamental do futuro Estádio Dr. Ricardo Severo, que seria construído no terreno da Avenida Teresa Cristina. O nome do estádio seria uma homenagem ao português Ricardo Severo, sócio do arquiteto Ramos de Azevedo. A "Gazeta Esportiva", na sua edição de 10 de junho de 1940, noticiou o fato:

"No bairro da colina histórica, a Associação Portuguesa de Esportes registrou ontem um acontecimento histórico para seu progresso e seu futuro, ao lança, em bela cerimônia, a pedra fundamental do Estádio Ricardo Severo, que ali se erguerá concretizando o máximo ideal do clube representativo da laboriosa colônia lusa de São Paulo"

Entretanto, o estádio nunca seria construído. A Portuguesa passou a disputar suas partidas no Pacaembu e a treinar no Parque do Ibirapuera. No ano de 1942, aconteceu outra mudança de sede social, agora para o Largo de São Bento, nº 25, 1º andar. Foi ainda no ano de 1942 que a Portuguesa vendeu o terreno do Ipiranga por 800 mil réis.

A equipe da Portuguesa de 1935 e 1936 ficou marcada por ter sido bi-campeã paulista, em 1935, a Portuguesa tinha quinze anos de história e venceu o campeonato paulista daquele ano com certa facilidade, foi líder absoluta durante toda a competição, e só não foi campeã invicta daquele ano pois tropeçou no último jogo da competição contra o Ypiranga na rua dos Ituanos.Por causa de seu tropeço a Portuguesa voltou a enfrentar a equipe do Ypiranga numa melhor de três pontos e no primeiro jogo empatou com o a equipe do Ypiranga por 2 a 2, mas na segunda partida impôs uma goleada por 5 a 2 e se tornou campeã paulista de 1935 que aliás foi seu primeiro título. No ano seguinte veio o bi-campeonato estadual, que aliás veio com facilidade, a Portuguesa chegou na final contra o mesmo Ypiranga que enfrentou no ano anterior, só que desta vez não foi preciso uma melhor de três pois a Lusa goleou a equipe do bairro do Ipiranga por 6 a 1. Escalação:Rossetti, Fiorotti e Oswaldo; Duílio, Barros e Mandico; Arnaldo, Frederico, Paschoallino, Carioca e Adolpho.

Em 1951, o então presidente, Dr. Mário Augusto Isaias, comandou o clube a uma excursão internacional, e acabou trazendo da Europa a sua primeira Fita Azul, título concedido a clubes que conseguiam mais de 10 jogos invictos no exterior. E equipe detentora de tamanho prestigio tinha como técnico Oswaldo Brandão e era composta pelos jogadores Nininho, Manduco, Brandãozinho, Paulo Jacob, Muca, Djalma Santos, Pinga, Ceci, Julinho, Aldo, Simão, Leopoldo, Renato, Nino, Carlos e Rubens. Os jogos: Portuguesa 3x1 Fenerbahce, 4x2 e 3x1 Galatasaray, 4x1 Besiktas, 4x1 Seleção de Ankara, ambos na Turquia; 4x3 Atletico Madrid e 1x1 Valencia na Espanha; 5x3 Halsinberg Club, 1x0 Sandra, 3x1 Gotemborg e 3x2 Norkoping, todos da Suécia.

A Portuguesa de 1973 sempre será lembrada por seu título estadual polêmico, que foi dividido com o Santos Futebol Clube, após um erro do árbitro Armando Marques na contagem dos penaltis. A Portuguesa de 73 era um time jovem que jogava de maneira insegura mas com muita qualidade tanto na defesa, quanto no ataque que tinha o centro-avante Cabinho.

Além do Campeoneto Paulista de 1973, a lusa daquele ano conquistou a Taça São Paulo. Escalação: Zecão, Izidoro,Pescuma, Badeco, Calegari, Cardoso, Xaxá, Enéas, Wilsinho, Cabinho e Basílio.

A Lusa manteve a base nos anos seguintes, sagrando-se vice-campeã paulista em 1975, vindo a perder o título nos penaltis Para o São Paulo, após uma vitória de 1 a 0 para cada um dos oponentes nos dois jogos decisivos.

A Portuguesa no Brasileirão 1996

A melhor campanha da Lusa foi o vice-campeonato de 1996, que tinha como time base Clêmer; Walmir, Cesar Augusto, Marcelo e Zé Roberto; Roque, Capitão, Gallo e Caio; Rodrigo Fabri e Alex Alves. O técnico era José Cândido Sotto maior, o Candinho.
Na primeira fase, a Lusa disputou 23 partidas, venceu 11, empatou 3 e perdeu 9. Fez 32 gols e sofreu 29, totalizando 36 pontos e se classificou para as quartas de final na oitava colocação. Nesta fase enfrentou o Cruzeiro/MG (3x0 e 0x1). Na semifinal, jogou contra o Atletico/MG e venceu a primeira partida por 1x0, empatando a segunda por 2x2, classificando-se para a final.

A Primeira partida foi em São Paulo e a Lusa desperdiçou várias chances de gol. Mesmo assim a equipe saiu vencedora por 2x0, o que lhe dava a vantagem de perder até por um gol de diferença.

A segunda partida foi realizada no Estádio Olimpico (Porto Alegre/RS) em 15 de dezembro. Com publico superior a 40.000 pagantes, a Lusa segurou o resultado adverso de 1 a 0 , mas que lhe assegurava o titulo até os 38 minutos do segundo periodo, quando Aílton, fez o segundo gol da equipe gremista.

Títulos

Campeão Paulista: 1935, 1936 e 1973
Campeão Paulista Série A2: 2007
Torneio Rio-São Paulo: 1952 e 1955

Estádio

Apenas em 1956, a Portuguesa adquiriria o terreno do Canindé. Comprado do São Paulo, no local havia apenas uma pequena infra-estrutura, que incluía: um campo para treinos, o restaurante com um salão, vestiários e outras pequenas depedências. Para que pudessem ser realizados jogos no Canindé, atendendo às exigências da Federação Paulista de Futebol, foram construídos um alambrado, um campo oficial e uma arquibancada provisória de madeira, que acabou conferindo ao estádio o apelido de "Ilha da Madeira".

A inauguração aconteceu em 11 de janeiro de 1956, numa partida entre Portuguesa e um combinado Palmeiras-São Paulo. O time do Canindé venceu por 3 a 2, de virada, e o primeiro gol da Portuguesa foi marcado por Nelsinho.

Na gestão de Oswaldo Teixeira Duarte, no dia 9 de janeiro de 1972, foi inaugurado o primeiro anel do Canindé, com capacidade para 10 mil pessoas. O jogo inaugural foi um amistoso entre Portuguesa e Benfica, de Portugal. A Lusa perdeu por 3 a 1, o português Vítor Batista foi o autor do primeiro gol no estádio e Marinho Peres marcou o primeiro gol da Portuguesa. Devido à forte chuva, o árbitro encerrou a partida antes do período regulamentar.

Em 1973, iniciaram-se as obras para a construção do segundo anel, que abrigaria as cabines de imprensa e as cadeiras numeradas.

O estádio foi batizado como "Estádio Independência" e apenas em 1984, por decisão do Conselho Deliberativo, passou a chamar-se "Dr. Oswaldo Teixeira Duarte", em homenagem ao presidente que o havia inaugurado.

Os refletores foram inaugurados em 11 de janeiro de 1981, com a realização do Torneio do Refletores, em parceria com o Banco Itaú. O torneio contava com a participação de Corinthians, Fluminense e Sporting. Na primeira rodada, a Portuguesa venceu o Fluminense nos pênaltis por 4 a 3, após empate de 1 a 1 no tempo normal e o Sporting venceu o Corinthians por 1 a 0. Na final, realizada no dia 15 de janeiro, a Portuguesa venceu o Sporting por 2 a 0, com gols de Caio e Beca.

O recorde de público aconteceu em 8 de dezembro de 1988, na partida Portuguesa x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, com 19.633 pagantes. As dimensões do campo são de 70,5 x 103,4 metros.

Apesar de ter capacidade para 27.500 pessoas, por determinação da Federação Paulista de Futebol, atendendo exigência da FIFA, o Canindé teve sua capacidade reduzida para 19.717 lugares.

Hino

HINO RUBRO-VERDE (hino antigo)
Letra e música: Archimedes Messina e Carlos Leite Guerra

Você faz parte de uma grande família
Que muito pode se orgulhar.
É a família unida e muito amiga
Da Portuguesa querida.
Muitas obras vai realizar
Pelo esporte brasileiro
Rubro-Verde espetacular.
Esportivo recreativo,
Clube de tradição
É o clube da amizade,
Orgulho da cidade.
Oclube do coração!
Viva a Lusa! Viva a Lusa!
Clube esportivo e social
Portuguesa de Desportos
Orgulho do esporte nacional!


CAMPEÕES (hino atual)
Letra e música: Roberto Leal e Márcia Lúcia

Vamos à luta, ó campeões.
Hão de vibrar os nossos corações.
Da tua glória, toda a certeza.
Que tu és grande, ó Portuguesa.
Vamos à luta, ó campeões,
Há de brilhar a cruz de teus brasões,
E tua bandeira verde-encarnada,
Que é a luz de tua jornada.
Vitória é a certeza
Da tua força e tradição.
Em campo, ó Portuguesa,
Pra nós, és sempre o time campeão.

Mascote

A Severa, primeira mascote da Portuguesa

A Severa é a mais antiga e tradicional mascote do clube. É uma homenagem à fadista portuguesa Dima Tereza que fez grande sucesso na década de trinta e que era conhecida como "A Severa". Em função disso, a Portuguesa bicampeã paulista de 35 e 36 também era conhecida pelos seus adversários como "A Severa".


O Leão, atual mascote da Portuguesa

No final de 1994, a Portuguesa mudou a mascote, que passou a ser o leão vestido com o uniforme do clube. Contudo, para os torcedores mais antigos, esta foi uma escolha infeliz. Segundo levantamento da revista Placar, o leão é a mascote que mais se repete entre os clubes brasileiros. Isto significa que se perdeu um símbolo original e autêntico do clube em função de uma estratégia de marketing, que não tornou o clube mais respeitado ou vitorioso.


Site

http://www.portuguesa.com.br

Clube de Regatas Brasil

O CLUBE DE REGATAS BRASIL é um dos clubes que leva mais torcedores para os estádios. Um torcedor alegre, ansioso por grandes emoções e bons espetáculos. No ano de 1911, fundou-se em Maceió, o Clube Alagoano de Regatas. Uma agremiação cheia das melhores intenções, mas totalmente vazia de meios para cumprir o seu destino. A jóia era de mil réis e a mensalidade de quinhentos mil réis. Sua sede ficava situada na Rua do Comércio, 138. Apesar de se chamar Clube Alagoano de Regatas, não haviam yoles, nem baleeiras, nem remadores. Possuía um punhado de bravos rapazes que desejavam criar um clube esportivo em Alagoas. Entretanto, o novo clube não podia ir a frente, face a pequena receita com jóias e mensalidades. Entre os seus fundadores estavam os jovens Lafaiete Pacheco, Antônio Bessa, Celso Coelho e Alexandre Nobre. O primeiro, procurou junto aos companheiros um aumento nas mensalidades, mas a idéia não foi aceita pela maioria. Desse mal entendido, nasceu o CLUBE DE REGATAS BRASIL.

E foi Lafaiete Pacheco quem procurou Antônio Vianna e explicou sua idéia de criar um clube de regatas na Pajuçara. Aceita a idéia, foram convidados outros sete rapazes para fundar um novo clube em Alagoas. Na Rua Jasmim, na Pajuçara, no dia 20 de Setembro de 1912, foi fundado o CLUBE DE REGATAS BRASIL. Além de Lafaite Pacheco e Antônio Vianna, assinaram a ata de fundação os seguintes desportistas: João Luiz Albuquerque, Waldomiro, Pedro Cláudio Duarte, Tenente Julião, Agostinho Monteiro, Francisco Azevedo Bahia e João Viana de Souza. Os primeiros passos do clube foram dados na regata. Assim, através de Lafaiete Pacheco o CRB comprou, em Santos, sua primeira yole. Duzentos mil réis foi o valor da yole. Os sócios contribuíram com 100 mil réis e os outros 100 foram tomados emprestados. O dinheiro foi remetido através do Banco de Pernambuco e a yole chegou no navio Itapetinga. A primeira garagem foi no quintal da casa de Antônio Vianna, um dos fundadores.

A chegada da yole foi uma festa. Era um barco bonito, moderno, um oito remos com patrão. Os treinos começaram e como existiam somente oito remadores, Lafaiete Pacheco solicitou do Tenente Julião um marinheiro para completar a tripulação da yole. Os treinamentos foram realizados no trajeto marítimo da Ponta Verde para Pajuçara. A compra do oito com patrão sensibilizou os desportistas maceioenses e logo conseguiram novos associados como Domingos Souza, Francisco Quintela, Pedro Lima, Homero Viegas, Eduardo Silveira e mais alguns, que aos poucos, foram formando a grandeza do clube. Os dirigentes do Clube de Regatas Brasil tinham mais um problema: conseguir um local para a construção de uma garagem. O terreno foi logo encontrado. O mesmo onde hoje se situa a sede social do clube. O dono do terreno era Domingos Melo, que a princípio se negava a cedê-los ao clube. Várias tentativas para tentar convencer Domingos Melo foram feitas sem nenhum resultado prático. Até que Lafaiete Pacheco, com sua habilidade, conseguiu convencer o proprietário do terreno, assinando um contrato no qual o Clube de Regatas Brasil seria obrigado a liberar o terreno caso Domingos Melo assim desejasse vendê-lo. O terreno era aberto e foi necessário que novamente os fundadores do clube conseguissem dinheiro para comprar tábuas, cujo gasto foi de 3 mil réis. Assim, o terreno estava fechado e guardava a yole oito remos com patrão, que mais tarde se juntaria a outros barcos.


Estádio da Pajuçara

O Estádio da Pajuçara surgiu na história do Clube de Regatas Brasil de maneira interessante. Quando os irmãos Godim mais Lauro Bahia, José Leite, Abelardo Duarte e outros ingressaram no clube da pajuçara, começou a aparecer o futebol. E tudo iniciou com os "rachas" no meio das ruas da Pajuçara. Como muitas vidraças foram quebradas, a turma sentiu a necessidade de se encontrar um local onde o Clube de Regatas Brasil pudesse jogar futebol, um esporte que começava a mexer com os rapazes alvirrubros. O local escolhido é o mesmo onde hoje se encontra o Estádio Severiano Gomes Filho, o Estádio da Pajuçara. O terreno pertencia à Dona Maria Torres, que arrendou o terreno para o clube por 300 mil réis. Foi preciso muito trabalho para se nivelar o terreno que era cheio de altos e baixos. Mas, todos estavam entusiasmados com o futebol e, aos domingos e feriados, dirigentes junto aos seus atletas, familiares e mais simpatizantes trabalhavam forte para preparar o local para um campo de futebol. Isso aconteceu em 1916. Um ano depois, na gestão de Pedro Lima, começaram as obras para a construção de um Estádio verdadeiro. Antes era somente o campo de futebol.

Na época, havia chegado da Inglaterra, Haroldo Zagalo, pai do famoso Mário Jorge Lobo Zagalo ex-jogador e técnico da seleção brasileira. Ele era considerado um "cobra" e, entusiasmado com o trabalho dos rapazes do Clube de Regatas Brasil, começou a passar seus conhecimentos para os atletas alvirrubros. Também estava em Maceió um alemão chamado Peter, que tinha muita habilidade com a bola e, juntando-se à turma melhorou consideravelmente o futebol no clube da Pajuçara. Estava plantada a semente que mais tarde daria bons frutos.

O primeiro jogo interestadual aconteceu no dia 02 de maio de 1920. O CRB trouxe a Maceió a equipe do Flamengo de Recife. Na época, o rubro-negro pernambucano era uma das melhores equipes daquele estado. Somente no dia 21 de fevereiro de 1921 é que foi lavrada a escritura de aforamento do terreno que até aquela data continuava arrendado. Enquanto isso, os trabalhadores no estádio continuavam. Para alegria de todos, no dia 09 de setembro de 1921, foi inaugurado o primeiro lance de arquibancadas num jogo festivo contra o Centro Sportivo de Peres também de Recife. Na época, as arquibancadas eram de madeira. As grandes arquibancadas de cimento armado somente iniciaram sua construção em 1954. São as mesmas que ainda hoje se encontram no estádio.

Vitórias trazem alegrias, abraços e prêmios. Derrotas trazem dissabores, apenas isso. A maioria dos torcedores e dos críticos são volúveis e ingratos. Hoje, sucesso e aplausos. Amanhã, apuros e esquecimento. Todos os dramas, os sucessos, as vitórias, as derrotas, os títulos, enfim, tudo que o futebol continua nos oferecendo, o velho e simpático estádio da pajuçara sentiu através dos anos. Quantos jogos sensacionais foram ali realizados? Quantas decisões foram disputadas? Quantas emoções foram vividas?

Durante o decorrer dos anos, a torcida ficou acostumada aos desconfortos, aos apertos, às dificuldades para se observar um lance de sensação. É nesse momento que todos se levantam e a visão fica prejudicada para muitos. Mas era gostoso torcer na pajuçara. Era bom sentir seus ídolos de perto, conversar com eles. Quarenta ou Cinqüenta anos atrás, nos intervalos dos jogos, os atletas podiam ir às arquibancadas conversar com seus amigos e namoradas. O jogador sentia o calor do torcedor mais de perto. Para xingar, reclamar, aplaudir e incentivar, a galera ficava junto ao alambrado e os jogadores ouviam os palavrões ou o incentivo mais claramente.

Na Pajuçara os muros eram baixos, havia facilidade para se pular. Muitos, entretanto, preferiam ficar em cima do muro, ou mesmo nos galhos das árvores que ficar perto do campo. E lá, num tremendo esforço para não cair, torciam por seus clubes com o mesmo entusiasmo daqueles que estavam nas arquibancadas. Para conseguir um lugar no muro ou nos galhos das árvores era preciso muita malícia e agilidade.

Um dos dias que o Estádio da Pajuçara mais recebeu público foi quando o Santos de Pelé nos visitou pela primeira vez, em 1965. Já pelas dez da manhã, o estádio começara a receber torcedores. Ninguém queria deixar de ver o Rei do Futebol. Mesmo assim, muita gente ficou de fora. Mas o estádio ficou colorido, cheio de vida, de vibração, de entusiasmo. E todos tinham suas atenções voltadas para o campo de jogo, onde os jogadores corriam para alcançar a bola, giravam no balanço do drible, saltavam para cabecear e os goleiros voavam como pássaros nas bolas altas. Até parecia que todos dançavam ao ritmo dos gritos dos torcedores.

O Clube de Regatas Brasil comemorou intensamente as conquistas dos títulos de 1964 e 1969 em seu estádio, logo contra seu velho e tradicional rival, o Centro Sportivo Alagoano. Foram conquistas memoráveis com vitórias inesquecíveis. Depois, em 1970, surgiu o colosso do Trapichão. Grande, confortável, cheio de vida. O transporte melhorou, os caronas os mesmos, as emoções e os espetáculos, nada mudou. Apenas o conforto levou novos torcedores para o Trapichão. E o Estádio da Pajuçara foi abandonado. Atualmente ele vem sendo reformado, ganhou a mesma grama do Trapichão, está melhorando suas arquibancadas. Tudo para que não se apague da história do futebol alagoano, um dos seus mais importantes cenários.

Títulos

Campeão Alagoano em 1927, 30, 37, 38, 39, 40, 50, 51, 61, 64, 69, 70, 72, 73, 76, 77, 78, 79, 83, 86, 87, 92, 93, 95 e 2002.

Estádio
Severiano Gomes Filho (próprio) - capacidade para 10.000 pessoas

Estádio Rei Pelé com capacidade para 30.000 pessoas.

Hino

Musica : Tavares Figueredo
Letra : Jaime D'Altavila

Ao remo pois nosso norte
De glórias traçado está

Façamos o peito forte

Que a pátria forte será

Argonautas da esperança

Vamos bem longe embalar

Nosso sonho de bonança

Ao mar! Ao mar!

Amemos a natureza

O mar verde e o céu de anil

Avante! Pela grandeza

Do nosso caro Brasil

Nos momentos mais extremos

A pátria em nós terá fé

E o futuro venceremos

Alegres, firmes, de pé

Em nossas veias ardentes

De marujo o sangue corre

Mocidade para a frente

Que a mocidade não morre


Mascote


O mascote adotado pelo clube é o belo pássaro galo-da-campina.







Site
www.crb-net.com.br/