sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Atlético Rio Negro Clube

Shinda Uchôa, com apenas 14 anos, teve a idéia e insistiu com os companheiros para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de novembro de 1913, às 16h, os rapazes se reuniram no endereço de sempre, residência de um deles, Manuel Afonso do Nascimento. Os meninos fizeram a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, saboreado em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Shinda ficou como secretário, mas recebeu o título de presidente de honra.

O brinde deu nome ao “Porto de Honra”, solenidade em que, até hoje, o momento da fundação é repetido como aquele de 1913. Das doze taças de cristal, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente e por mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento.Na casa onde o clube foi fundado, hoje funciona o Banco da Mulher, mas, de acordo com Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século.O Atlético Rio Negro Clube é o rival número um do time do Nacional. O clássico entre Rio Negro e Nacional (Rio-Nal) é o maior do estado do Amazonas.

O clube possui também algumas participações na Copa do Brasil tendo também uma importante conquista internacional, a Taça Guiana Inglesa, disputada na capital Georgetown. O Rio Negro também foi campeão da Taça Amazônica de 1928 disputada entre times do Amazonas e Pará, foi campeão da Copa Norte-Nordeste de 1975, além do título da Taça Norte de 1986.

Na sede do clube é possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube "barriga preta", além de quadros e medalhas das grandes equipes de futebol e futsal do clube. A torcida do Atlético Rio Negro Clube é a segunda maior torcida do Amazonas com muitos torcedores também no interior do estado.

O clube amazonense tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante Roberto Almeida Jorge Elias, amazonense, que jogou futebol pelo clube na brilhante década de 60 onde marcou muitos gols. O atacante Roberto tinha um chute forte e preciso, popularmente é conhecido como "Berdana", deu muitas alegrias a torcida do "galo" sendo o primeiro atacante na hitória do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto por ter atuado pelo clube durante muitos anos recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de Novembro de 1975 e não é o único de sua família a brilhar no futebol, seu irmão Ronaldo também jogou futebol nas décadas de 60 e 70 por outro clube tradicional do Amazonas, o Olympico Clube atuando muitas partidas como zagueiro também marcando seus gols. Pelo seu empenho e dedicação ao glorioso "clube dos cinco aros" como é conhecido o Olympico Ronaldo também ganhou o merecido título de sócio benemérito do clube. Jogador técnico e disciplinado atuou pelo clube durante dezessete anos, raramente era punido com cartão amarelo e jamais lhe foi aplicado cartão vermelho. Ronaldo Elias certamente é um exemplo para todos os atletas e principalmente para aqueles que recebem o prêmio Belfort Duart que é concedido aos jogadores de futebol mais disciplinados.

Após o título estadual de 2001, o Rio Negro passou por uma grave crise financeira, que deixou o clube sem títulos, resultando num rebaixamento a Série B do Estadual em 2008. Após o rebaixamento, no primeiro semestre, ao disputar a Segunda Divisão, no segundo semestre, ganhou os dois turnos, sagrando-se campeão amazonense da Série B por antecipação, e dando fim ao jejum de 7 anos sem titulos.

Títulos

Campeonato Amazonense: 16 vezes (1921, 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1943, 1962, 1965, 1975, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990 e 2001).

Campeonato Amazonense - 2ª Divisão: 1 vez (2008)

Hino

Letra: Manuel Bastos Lira

I (Refrão)
Em qualquer esporte

O Rio Negro é o mais forte
E traz bem justo o seu quadro

Não temer o rival

No Amazonas não tem igual.

II

Brasileiros, cultivemos o esporte

Nossa raça é a mais forte
Vamos nós a juventude preparar

Que o Brasil vai se orgulhar.

III (BIS)

No campo jogando

O Rio Negro vai abafando

É grande a combinação

Mas é o ouro

Vitória certa ao terminar.


Estádio

O Estádio Vivaldo Lima, também conhecido como Vivaldão, é o maior estádio de futebol de Manaus, Amazonas, e, juntamente com o Estádio Ismael Benigno, atende a vários times do estado.

O Vivaldão tem capacidade para 52.000 pessoas. O estádio faz parte do setor esportivo de Manaus, que engloba a moderna Vila Olímpica, a Arena Poliesportiva e o Sambódromo.

Possui sistema de som importado da Bélgica, catracas eletrônicas e o gramado tem sistema de irrigação automático com drenagens verticais e horizontais. Ganhou um novo placar eletrônico em dezembro de 2006, que foi oficialmente inaugurado em 14 de fevereiro de 2007, no jogo entre Fast e Vasco da Gama, válido pela Copa do Brasil; custou R$ 30 mil ao governo do estado.

Inauguração do estádio em 5 de abril de 1970, com a realização de dois jogos de futebol. Inicialmente entre as seleções B (reservas) do Brasil e do Amazonas, e logo a seguir entre as seleções A (titulares). Nos dois jogos a Seleção Brasileira venceu por 4 a 1. Este evento foi presenciado pelo presidente da FIFA, Stanley Rous, e pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, João Havelange. Os quatro gols da seleção B do Brasil foram marcados por Dadá Maravilha.

Público recorde 56.950 (9 de março de 1980)
Fast 0 x 0 Cosmos

Apelido: Barriga Preta e Galo da Praça da Saudade

Mascote

Galo Carijó







Site

www.geocities.com/pentagon/bunker/6610/rionegro.html

Esporte Clube Pelotas

O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luiz Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club.

Participaram da reunião os senhores: Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz
e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.

O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo.

As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios
dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o SPORT CLUB PELOTAS.

O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma pa
rtida.

Seguiram-se ainda outros feitos memoráveis dentro do futebol:

- organização do primeiro torneio intermunicipal de futebol do RS em 1910;

- jogo co
ntra o "scratch" uruguaio em 1911 (primeira partida disputada pela seleção uruguaia no país);

- disputa de inúmeras partidas contra clubes e seleções argentinas, gaúchas, cariocas e paulistas;

- realização, em 1918, do Congresso Rio Grandense de Futebol, que resultou na criação da Federação Gaúcha de Futebol, por iniciativa do E. C. Pelotas; além de outras realizações.

Pelo seu pioneirismo e tradição em competições, o E. C. Pelotas sempre foi e sempre será considerado um dos principais clubes esportivos do estado, colecionando ao longo de sua história inúmeros títulos, não só no futebol mas também em outros esportes: futsal, tênis, basq
uete, hóquei, remo, natação e atletismo, entre outros.

Títulos

- Campeão Gaúcho em 1930
- Campeão Gaúcho Divisão de Acesso: 1983
- Campeão Gaúcho Divisão de Honra de Profissionais (1958)
- Campeão Gaúcho Divisão de Honra de Profissionais Zona Litoral (1956)
- Copa Lupi Martins 2008

Hino

"Orgulho-me de ser Áureo-Cerúleo
Pela g
randeza do ideal
Ufano-me de ser Áureo-Cerúleo
Pelo que tem de emocional

Exulto ao ver as cores gloriosas
Que lembram toda uma tradição
Azul e amarelo são as cores
Que moram no meu coração
(2x)

Refrão:
Salve Pelotas, Salve Glorioso
Quem não te ama nunca sentiu emoção
Salve Pelotas, vitorioso
É a vitória o teu maior galardão."

Autor: José Walter de Oliveira (Valmúrio)


Estádio

O Esporte Clube Pelotas é proprietário do Estádio Boca do Lobo, localizado na principal avenida da cidade de Pelotas. Atualmente, a capacidade do estádio está sendo ampliada de 21 para 25 mil pessoas.
Internamente, o estádio conta com sistema de iluminação, sala e cabines de imprensa, Salão Nobre, galeria de troféus, galeria de ex-presidentes, cozinha, refeitório, amplos e modernos vestiários, sala para comissão técnica, rouparia e depto. médico.
O campo de jogo da Boca do Lobo está à altura dos melhores estádios do País, com gramado de alta qualidade e alambrado de segurança, ambos renovados ao final de 2002.
Para atender ao torcedor, são 3 arquibancadas e 3 copas, além do pavilhão social e cadeiras cativas, com serviço de copa exclusivo. Enfim, são todas as dependências necessárias à participação de um clube em qualquer campeonato oficial.
Capacidade: 18.000 torcedores

Mascote










Site


http://www.ecpelotas.com.br

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santos Futebol Clube


Fundação: 11 de Maio de 1973

Endereço: Av Pedro Baião, 2030

CEP 69900-250 Macapá/AP Tel. (96) 9711342, 2235231 e 2225809

Estádio: Milton Rodrigues(Zerão) - 5000 -

Uniforme: Camisa branca, calção branco e meias brancas


Títulos: Campeão Amapaense 2000


Sport Club Corinthians Alagoano

O Sport Club Corinthians Alagoano é uma entidade desportiva que surgiu como clube profissional em 1991 na cidade de Maceió, Estado de Alagoas, sendo as suas cores oficiais o branco, preto e vermelho.


O objetivo principal desde a sua fundação é a descoberta de jogadores jovens e talentosos, projetando-os em seguida para o futebol nacional e internacional. O exemplo disso é que desde 1991 suas equipes junior e juvenil mantêm a hegemonia no futebol estadual, com o primeiro sendo hepta campeão, e o segundo buscando este ano o oitavo título, algo jamais visto nas categorias de base do futebol alagoano. Formando atletas desde a sua Escolinha, no CT Eurico Beltrão, o tricolor realiza um trabalho sério de base com uma comissão técnica de nível aperfeiçoando as qualidades de cada jogador.


Em 1995 o clube participou do Campeonato Alagoano da 2ª Divisão, onde acabou como campeão invicto, mas abriu mão da sua participação na 1ª Divisão de profissionais. Em 1997, mais uma vez, foi campeão invicto da 2ª Divisão de profissionais, disputando até hoje a 1ª Divisão em Alagoas. Além de ter ter sido o o primeiro time do Estado a disputar uma competição internaçional, sendo o campeão do I Torneio de Inverno, disputado em Yatsushiro e Kumanoto (Japão). Em 1992 participou do Campeonato Brasileiro da Série C quatro vezes : 2000, 2001, 2003 e 2004.

O Corinthians Alagoano iniciou sua participação na Copa São Paulo de Futebol Junior em 2000 e em 2004 chegou às Oitavas de Final da competição, posição inédita entre os clubes de Alagoas. Participa anualmente, com a mesma categoria da Copa Alagoas, reunindo grandes clubes do Nordeste e de outras regiões.

Títulos Profissionais

O ano de 2002 também foi proveitoso no âmbito profissional, quando conseguiu conquistar o primeiro turno do campeonato alagoano da 1ª divisão, assegurando sua participação no Brasileiro de 2003 (Série C) e na Copa do Brasil. Disputando o Torneio Seletivo do Nordeste, o Corinthians Alagoano conquistou seu primeiro título profissional na 1ª Divisão, passando a integrar o grupo de equipes de destaque na Região Nordeste como o mais novo integrante do Campeonato do Nordeste. A partir daí a competição não mais aconteceu.

Em 2004, iniciando uma grande rivalidade com o Coruripe, da cidade do mesmo nome, o Corinthians fez uma campanha impecável, sendo pela 1ª. vez campeão estadual da 1ª divisão, passando a ter um adversário de alto nível para os demais adversários, entrando na lista do times que também lutam pelos títulos do futebol profissional.

O Corinthians sagrou-se vice-campeão da Copa Maceió, o primeiro turno do Campeonato Alagoano, e da Copa Alagoas, referente ao Segundo Turno. Nas duas etapas o rival Coruripe tomou o primeiro lugar e encerrou a campanha com 64 pontos contra 47 do Corinthians, que ficou também com o vice-campeonato geral.

Hino

Letra e Música - Antônio Guimarães

Em Alagoas surge um clube tricolor. Corinthians,
Corinthians, Corinthians meu novo amor.

Do Quilombo dos Palmares ao azul dos nossos
mares, nasceu a força de um novo canto, sou
Corinthians, sou vermelho, preto e branco.

Sou tricolor, oh, oh... sou tricolor, oh, oh...
eu sou Corinthians, sou vermelho, preto e branco.

E toda sua história será de glória, eu não me
engano salvo o Corinthians Alagoano.

Sou tricolor, oh, oh... sou tricolor, oh, oh...
eu sou Corinthians, sou vermelho, preto e branco.

Estádio

Nelson Peixoto Feijó ("Feijozão"), com capacidade para 10.000 espectadores.

Títulos

  • Campeão Alagoano 2004;
  • Campeão Alagoano da Segunda Divisão 1995 e 1997;
  • Campeão do Torneio Seletivo para a Liga do Nordeste 2003 (disputado em 2002).
  • Vice-campeão alagoano da 1ª. Divisão em 2007
Site

http://www.corinthiansalagoano.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paraná Clube


Tudo começou em junho de 1.988, na agência de publicidade do colorado Zeno José Otto, que cuidava da conta de propaganda da firma do pinheirense Waldomiro Perini. Informalmente, o futebol era a pauta das conversas. Até que surgiu a idéia de promover uma pesquisa de mercado, com o objetivo de descobrir o potencial de desenvolvimento da torcida do Pinheiros. A diretoria do clube gostou da sugestão, encomendou o trabalho e, ao receber o resultado, repensou a instituição como um todo. Entre outros dados, a pesquisa revelou que apesar de ter sido finalista dos últimos campeonatos, e de ter ganhado dois deles, o Pinheiros só conseguira reunir um contingente de torcida expressivo dali a 15 ou 20 anos. A partir daquele momento, pinheirenses e colorados começaram a estudar sigilosamente a possibilidade de fusão entre os clubes.

Passaram-se alguns dias até que outro publicitário, Ernani Buchmann, então vice-presidente do Colorado, conseguiu realizar a primeira reunião no escritório de Zeno, na avenida Vicente Machado, bairro do Batel. Da parte do Colorado estiveram presentes Darci Piana, do Conselho Deliberativo, Ernani Buchmann e o ex-presidente Dely Macedo. Do lado pinheirense foram os presidentes dos conselhos Deliberativo e Diretor, respectivamente Jorge Celestino Buso e Antonio Carlos Mello Pacheco, acompanhados dos conselheiros Erondy Silvério e Waldomiro Perini. Darci Piana recorda o primeiro encontro. “Diversas questões foram colocadas em discussão, com simplicidade e objetividade. Foi muito interessante”, lembra.

O deputado Erondy Silvério também gostou da conversa. “Tudo correu bem e nada ficou decidido. Só um ano e muitas reuniões depois é que as coisas ganharam corpo”, conta.

Entusiasmado com a projeção dos acontecimentos, Zeno Otto promoveu uma reunião, algum tempo depois, em uma casa no Parque Barigüi. Reuniu-se o mesmo grupo do primeiro encontro, reforçado de outros influentes personagens, como os colorados Raul e Renato Trombini, além dos pinheirenses Aramis Tissot e Ocimar Bolicenho. Foi a reunião dos 12: seis de cada lado – e Zeno apresentou um estudo inicial com as cores, os símbolos e a camisa do novo clube. O nome Paraná sempre foi unanimidade, já que o Água Verde, antes de tornar-se Pinheiros, e também o Colorado, algum tempo antes, cogitaram utilizar o mesmo nome. Era, portanto, algo comum às duas correntes.

A primeira sugestão, a de uma bandeira verde e branca, com as cores do Estado, foi logo descartada, pela semelhança com as cores do Coritiba Fott Ball Club. Mas Zeno e Ernani haviam trabalhados juntos e caprichado na segunda alternativa: cores azul do Pinheiros, vermelho do Colorado e branca comum a ambos; camisa dividida ao meio em azul e vermelho e uma águia dourada no distintivo. Resultado: causou, de imediato, boa impressão a todos. O pinheirense Jorge Celestino Buso gostou da águia. “A águia americana é poderosa, esperta, sagaz, dominadora”, ressalta. Mas, depois do célebre almoço que selou a fusão, acabaram por optar pela gralha-azul, para concretizar a idéia paranista do novo clube, que tem também a Araucária no emblema e o nome Paraná Clube.

O famoso almoço aconteceu em setembro de 1.988, no restaurante Veneza, no bairro de Santa Felicidade. Compareceram três representantes de cada facção: Darci Piana, Dely Macedo e Raul Trombini do Colorado, e Jorge Celestino Buso, Aramis Tissot e Ocimar Bolicenho do Pinheiros. Ali foram aprovados o nome, as cores, a camisa, os símbolos e a distribuição patrimonial. Raul Trombini teve que sair antes do final da reunião que se resumiu no histórico guardanapo de papel, o primeiro documento escrito do novo clube.

No hino, foram mantidos os slogans dos dois clubes. Nas obras, o brado do Pinheiros: O Poder da Realização; e no futebol, o grito do Colorado: A Alegria do Povo. Para mobilizar a torcida boca-negra ficou definido como local oficial dos jogos o estádio Durival Britto e Silva, e a sede oficial na Avenida Kennedy. E partiu-se daí, para a oficialização do processo.

O primeiro teste de aceitação da idéia foi a realização de um jantar no qual foram convidados 50 conselheiros do Colorado e outros 50 do Pinheiros – os mais influentes dos dois lados. Darci Piana e Antonio Carlos Mello Pacheco fizeram uso da palavra e Jorge Celestino Buso, presidente do Conselho Deliberativo do Pinheiros, como anfitrião do encontro, puxou os sentimentos históricos das duas alas e encerrou a reunião em alto astral.

Dali em diante, Piana e Buso passaram a reunir-se periodicamente para discussão de todos os detalhes da fusão, e foi criada uma Comissão de Estudos para o estatuto do novo clube. A escritura pública da ata de fusão é de 19 de dezembro de 1.989. Foram mantidos os 49 conselheiros vitalícios do Ferroviário, Britânia e Palestra, oriundos da fusão que deu origem ao Colorado, entre os novos 200 conselheiros do Colorado no ato da fusão com o Pinheiros. Este, que não possuía os vitalícios, criou 46, que somados aos demais 154 nomes, completaram o grande conselho do Paraná Clube com 400 membros.

Após seis meses de estudos para a montagem dos estatutos foi escolhida a data da Emancipação Política do Estado do Paraná, para a realização das duas assembléias gerais que decidiram o surgimento oficial do Paraná Clube. Na Vila Capanema, de aproximadamente 600 colorados, apenas dois votaram contrariamente a fusão, enquanto que na sede da Kennedy, de 2.800 pinheirenses, apenas 81 manifestaram-se contra a união.

Uma comissão do Colorado, liderada por Darci Piana, presidente do Conselho Deliberativo, deslocou-se da Vila Capanema para a avenida Kennedy, onde foram recebidos pelos pinheirenses no final da assembléia. Mello Pacheco, em gesto de amizade, passou a presidência do Conselho para Piana e verificou-se a ovação de todos, confirmando-se a seguir o nome de Aramis Tissot como primeiro do Conselho Diretor do Paraná Clube. Ficou registrado também, que o Paraná Clube teria dois patronos: Orestes Thá e Durival Britto e Silva.

Origens do Paraná Clube

O PARANÁ CLUBE foi fundado em 1989 pela fusão de dois dos principais times do estado do Paraná: Esporte Clube Pinheiros e Colorado Esporte Clube. Mas estes dois times também têm uma história própria, igualmente nasceram de fusões de outros times, que dominavam o futebol paranaense da época.




SAVÓIA FUTEBOL CLUBE

Em 14 de julho de 1914, um grupo de desportistas do bairro do Água Verde, em Curitiba, adquiriu um vasto terreno na Vila Guaíra e fundou o Savóia, clube voltado para os jovens da região. A agremiação permaneceu ativa até 1942, quando, devido à II Guerra Mundial, alterou seu nome e escudo, passando a chamar-se EC Brasil.



ESPORTE CLUBE BRASIL

Mal o E.C. Brasil surgiu e já começaram os problemas: o clube sofreu pressões do Conselho Nacional de Esportes para mudar o nome novamente. A razão era que muitos clubes utilizavam o mesmo nome. Dois anos mais tarde, outra mudança: surgiu o EC Água Verde.


ESPORTE CLUBE ÁGUA VERDE

Com o nome do bairro onde se situava sua sede, nasceu em 1944 o Água Verde que veio a se tornar um dos mais tradicionais clubes do estado, sagrando-se campeão estadual em 1967. Seu patrimônio crescia, ao mesmo tempo em que revelava inúmeros jogadores. Em 1971, pretendendo uma maior projeção nacional, mudou seu nome para Esporte Clube Pinheiros.



ESPORTE CLUBE PINHEIROS

A origem do Pinheiros está no longínquo ano de 1914, quando foi fundado no dia 14 de julho, na região do Borghetto, no bairro da Água Verde, o Savóia Futebol Clube. Os fundadores, descendentes de italianos, resolveram homenagear a família real italiana - Casa de Savóia - com o nome do clube. As cores do clube eram, obviamente, a da bandeira da Itália (verde, vermelho e branco). O primeiro presidente foi Traquino Todeschini, tendo como fundadores Luiz Perolla, Antonio Cavichiolo, Alexandre Gutierrez, Felizberto Passos, os Turin, entre outros. No mesmo ano de 1914 e no mesmo bairro, foi fundado o Esporte Clube Água Verde, no dia 17 de dezembro. O Água Verde adotou como cores o verde e o branco.
Doze anos mais tarde, em 1926, os dois clubes do mesmo bairro uniram-se, sob o nome Savóia-Água Verde. Durante a II Guerra Mundial, no dia 3 de março de 1942, o então Savóia-Água Verde foi obrigado pelo governo federal brasileiro a mudar seu nome para Esporte Clube Brasil, já que o país havia declarado guerra à Itália, e o nome "Savóia" era uma clara homenagem àquela nação. O Brasil tinha uniforme branco, com as cores brasileiras no escudo, que continha o mapa do Brasil.
Dois anos depois, em abril de 1944, o governo proibiu a utilização do nome "Brasil", e o clube então passou a se chamar novamente Esporte Clube Água Verde, com as cores verde e branca. No dia 15 de agosto de 1953 o Água Verde inaugura o Estádio Orestes Thá, na Vila Guaíra. Nos idos de 1960, o Água Verde, sabedor de que suas cores eram iguais às do Coritiba Foot Ball Club, passou a jogar com camisas azuis e brancas.
Finalmente, em 12 de agosto de 1971, por plebiscito, modificou-se o nome do clube para Esporte Clube Pinheiros. O Pinheiros inaugura, no dia 7 de setembro, a Vila Olímpica do Boqueirão, em jogo contra o Coritiba, válido pelo Campeonato Paranaense. O Pinheiros vence por 1 a 0, com um gol de cobrança de falta de Toninho Vieira.
O Pinheiros, chamado de "O Leão da Vila Guaíra", também soube se impor nos campos de futebol. Consagrou-se campeão paranaense em 1984 e 1987. Disputou o campeonato brasileiro de 1986, chegando em 57º lugar, dentre 80 clubes.


COLORADO ESPORTE CLUBE

O Colorado também se originou da uma junção: no dia 29 de junho de 1971, três clubes fundiram-se, e daí nasceu o Colorado. Na época, o "Tricolor da Vila Capanema" jogou várias vezes nos campeonatos paranaenses e consagrou-se Campeão Paranaense em 80. Também andou aparecendo nos campeonatos brasileiros: de 1978, onde ficou em 47º lugar dentre 74 clubes; de 1979 - 31º lugar dentre 94 clubes (recorde de equipes disputando um campeonato brasileiro); de 1980, chegando em 19º lugar, em uma disputa que teve 44 equipes; de 1981, em 20º lugar; e de 1983, onde ficou na 15º posição.

Os times que originaram o Colorado aparecem aí:



C
LUBE ATLÉTICO FERROVIÁRIO

Foi fundado em 1930. Tornou-se um dos mais populares clubes do estado. Foi Octacampeão paranaense, nos anos de 37, 38, 44, 48, 50, 53, 65 e 66. Dominou o futebol paranaense por mais de 20 anos, possível razão de sua popularidade. Em 67 foi o primeiro representante paranaense em uma competição nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.


BRITÂNIA SPORT CLUB

Nasceu em 1914 no bairro do Guabirotuba, em Curitiba, da fusão entre o Leão Futebol Clube e o Tigre Futebol Clube. Entre 1918 e 1923 foi seis vezes campeão paranaense. Em 1928, conquistou seu último campeonato. Depois disso, carente de futebol e de bons resultados, fundiu-se com outros dois clubes para preservar seus feitos.



PALESTRA ITÁLIA

Foi fundado em 1921 por imigrantes italianos. Dominou o futebol do Paraná na década de 20, ao lado do Britânia. Foi campeão paranaense nos anos de 1924, 26 e 32.

A história do Pinheiros e do Colorado termina no dia 19 de dezembro de 1989, quando esses clubes se uniram, dando origem ao PARANÁ CLUBE.


Primeira equipe

Rubens Minelli, tricampeão brasileiro – 75 e 76 pelo Internacional e 77 pelo São Paulo, foi o primeiro técnico contratado para dirigir o Paraná Clube. Nome bastante respeitado no cenário nacional, trouxe consigo uma qualificada comissão técnica.

Com Minelli, veio o auxiliar e treinador de goleiros Valdir de Moraes, famoso goleiro do Palmeiras na década de 60, com diversas passagens pela Seleção Brasileira, tanto como atleta como membro de comissões técnicas. Luiz Carlos Neves foi o responsável pela preparação física do elenco, Francisco Vicente dos Santos como médico, e Moacir Medeiros como massagista. Francisco José Pires, o Chiquinho, era o supervisor. Joaquim Cirino dos Santos foi vice-presidente do departamento de futebol profissional nos dois primeiros anos, enquanto Emerson de Andrade, o Paulista, o diretor de futebol.

Rubens Minelli recorda do trabalho inicial de preparação da equipe para seu primeiro campeonato, em 1990. “Foi um momento ao mesmo tempo difícil e gratificante, pois sabíamos do potencial do clube e tratamos de dar o melhor para equacionar o problema de seu elenco. Recebemos cerca de 50 jogadores, vindos do Colorado e do Pinheiros, mesclados entre atletas mais experientes e garotos revelados nas categorias de base”, conta. Em sua primeira tentativa, pelas dificuldades naturais de formar um time competitivo em pouco tempo, Minelli não conseguiu levar o Paraná Clube ao título, mas retornou quatro anos depois para ajudar o tricolor na conquista do bicampeonato. “É, o futebol tem dessas coisas. Fui convidado praticamente para terminar a campanha e encontrei o elenco um tanto desajustado, mas convencido de sua capacidade técnica. Conversamos, acertamos as peças e os resultados apareceram rapidamente, culminando com o título de campeão naquela final com o Londrina, na Vila Olímpica”, relembra o treinador.

Em 1991, o Paraná conquistou o primeiro título de sua história, com menos de dois anos de existência. Sob o comando de Otacílio Gonçalves, a equipe precisava apenas de um empate para se sagrar campeã paranaense e conseguiu o feito, após uma partida dramática contra o rival Coritiba. O alviverde saiu na frente com um gol de Norberto, mas os paranistas conseguiram a igualdade aos 19 min do segundo tempo, com um gol do lateral-esquerdo Ednelson e ergueram o caneco.

A primeira conquista do time em campeonatos nacionais aconteceu no ano seguinte, em 1992. A diretoria do Tricolor manteve a base campeã estadual no ano anterior e esse foi um dos principais trunfos da equipe, que fez uma boa campanha na Série B e garantiu o título brasileiro, ficando na frente de clubes como o Vitória e o Santa Cruz.

A sina de campeão não deixou o time, em 1993, mais uma vez o clube venceu o Paranaense e colocou mais um troféu em sua galeria. O feito se repetiria por mais quatro vezes – 94, 95, 96 e 97 - levando o Paraná ao Pentacampeonato estadual e consagrando o recém-criado time de futebol.

Nos cinco anos de êxitos consecutivos, o rival Coritiba foi batido por duas vezes, ambas por 1 a 0, em 95 e 96. Nas outras finais, o Tricolor bateu o Matsubara, Londrina e União Bandeirante, respectivamente.

O time ia bem nas competições regionais, mas no âmbito nacional a situação não era a mesma. A equipe nunca se estabilizou entre os “grandes” do país e por conta disso, sempre lutou contra o rebaixamento. Em 1999, o fantasma do descenso assombrou os paranaenses e se instalou na Vila Capanema, resultando na queda do Paraná para o segundo escalão brasileiro.

No ano seguinte, com a criação da Copa João Havelange e seus módulos caracterizados por cores, o Paraná voltou à elite, após vencer o Módulo Amarelo, equivalente a segunda divisão. Na final da competição, os paranaense bateram o São Caetano por 4 a 2, na soma dos dois jogos (1 a 1 no primeiro jogo em Curitiba e 3 a 1 na segunda partida no Palestra Itália).

O Paraná em toda sua história disputou quatro vezes torneios continentais. O primeiro foi em 1999, mas o time desprestigiou a competição e utilizou apenas jovens jogadores, acabando eliminado na segunda fase.

Os paranaenses participaram por duas vezes da Copa Sul-Americana, segunda competição mais importante do continente. Em ambas as ocasiões, em 2004 e 2006, foi eliminado ainda na primeira fase. Na primeira vez, o Tricolor perdeu para o Santos e na segunda acabou derrotado pelo rival Atlético Paranaense.

Apesar da má campanha na competição internacional, o ano de 2006 foi um dos melhores da história do Paraná. No campeonato estadual, a equipe voltou a conquistar o certame após empatar por 1 a 1, com o ADAP na final, onde podia perder por até 2 a 0.

No Campeonato Brasileiro do mesmo ano, a equipe terminou sua participação na quinta colocação, obtendo, pela primeira vez, uma vaga para a Copa Libertadores da América de 2007.

O ano de 2007 parecia que entraria para a história do tricolor, mas será lembrado negativamente por torcedores e dirigentes do clube. Na Copa Libertadores, alcançou as oitavas de finais do torneio, mas acabou eliminado pelo Libertad, do Paraguai, após perder em casa por 2 a 1 e empatar o segundo jogo por 1 a 1, em Assunção.

O pior estava reservado para o Campeonato Nacional. Mesmo fazendo de Josiel o artilheiro da competição com 20 gols, o time não conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro e acabou rebaixado para Série B, após encerrar sua participação na penúltima colocação com 41 pontos, em 38 jogos, sendo 11 vitórias, oito empates e 19 derrotas.

Estádio

Durival Britto e Silva ( Vila Capanema)

O Estádio Durival Britto e Silva, também conhecido como Vila Capanema é um estádio de futebol brasileiro localizado em Curitiba e pertencente ao Paraná Clube.

Inaugurado em 23 de janeiro de 1947, o estádio tem capacidade para 20.083 torcedores e mede 110 m por 70 m. O maior público já registrado foi na partida CA Paranaense 3, Santos FC 2, em 8 de setembro de 1968.

Erton Coelho de Queiroz (Vila Olímpica do Boqueirão)

Atualmente o Estádio Érton Coelho de Queiroz, mais conhecido como Vila Olímpica, é utilizado pelas categorias de Base do Paraná Clube, único time Brasileiro a ter um estádio exclusivo para as categorias de base.

Com capacidade para 15.000 pessoas, o estádio foi palco dos Títulos Estaduais de 1994 e 1997. No título de 1997, a torcida do Paraná estabeleceu o recorde de público deste estádio, 18.245 torcedores, no jogo Paraná 3x0 União Bandeirante.

Títulos

Campeão Brasileiro da Segunda Divisão em 1.992 e em 2.000 (Copa João Havelange – Módulo Amarelo).

Campeão Paranaense em 1.991, 1.993/94/95/96/97, 2.006.

Hino

Autores: João Arnaldo e Sebastião Lima

Paraná já nasceste gigante És o fruto de luta e união
Tens a força, o arrojo, a imponência
E o poder da realização

Nas três cores do teu estandarte
Tão altiva está a gralha azul
Que plantou neste solo tão fértil
Esta grande potência do sul

Meu Paraná... meu tricolor
Teu pavilhão simboliza
Em cores tão vivas
A garra e o amor

Meu Paraná... meu tricolor
Eu sou a camisa doze
Que tanto te ama
Sou teu torcedor

Tua origem coberta de glória
É que faz teu imenso valor
Teu destino é vitória, vitória
Salve o meu esquadrão tricolor

Paraná és guerreiro valente
E do esporte a maior razão
Verdadeira alegria do povo
Paraná clube do coração

Meu Paraná... meu tricolor
Teu pavilhão simboliza
Em cores tão vivas
A garra e o amor

Meu Paraná... meu tricolor
Eu sou a camisa doze
Que tanto te ama
Sou teu torcedor


Mascote

A mascote do Paraná é uma imponente gralha azul, ave muito comum na região sul do país, devido ao grande número de araucárias, ou Pinheiro-do-paraná, arvore típica do Estado e habitat do animal.

Site

http://www.paranaclube.com.br

Esporte Clube Flamengo

O Esporte Clube Flamengo foi fundado em 08 de dezembro de 1937 por Raimundo de Arêa Leão, que mais tarde se tornaria Senador da República. O clube foi obviamente inspirado no Clube de Regatas do Flamengo, já uma grande equipe na então capital federal Rio de Janeiro, do qual Leão era torcedor fanático.

Quatro dias depois o Flamengo fazia sua estréia, diante do Militar, utilizando um jogo de uniformes que fora enviado pelo próprio rubro-negro carioca. Resultado? Derrota de 11x0. Leão ficou tão enfurecido que pôs fogo na camisa do clube, e teve que solicitar um novo jogo de uniformes ao Flamengo "original" dias depois.

Um campeão na era do Amadorismo
O Flamengo conqustou os Campeonatos Piauienses de 1942, 1943, 1944 e 1947, intercalando as conquistas com mais um homônimo de clube grande, o Botafogo Esporte Clube de Teresina, capital do estado. O título de 1947 acabou sendo o último antes de um grande jejum: 17 anos sem conquistas. A seca do Flamengo só foi quebrada em 1964 com seu título estadual, seguido do bicampeonato em 1965. O grande responsável deste jejum rubro-negro foi o seu rival tricolor, o Ríver. Fundado em 1946, o Ríver ganhou seu primeiro título em 1948 e entre 1950 e 1963, conquistou 13 dos 14 Campeonatos Piauienses realizados. O Flamengo ganhava um rival e o clássico passou a se chamar "Rivengo".

Óbvio que o Ríver se tornou a grande pedra no caminho do Flamengo por todos esses anos anos, e o responsável pelo bicampeonato e recuperação rubro-negros não poderia ter sido outro: Jesus! O presidente Jesus Elias Tajra assumiu o clube em 1963 e arquitetou a equipe que conquistou os títulos de 64 e 65, e também não permitiu que novos jejuns fossem estabelecidos: os títulos do Flamengo voltaram a acontecer ao longo da década seguinte: 1970, 1971, 1976 e 1979.

As conquistas permitiram ao Flamengo ganhar projeção nacional, participando da extinta Taça Brasil em 1965 e 1966 e dos Campeonatos Brasileiros em 1976, 1977 e 1978. Para muitos, Jesus Tajra e o Flamengo, quebrando a hegemonia do Ríver, deram também uma nova cara ao futebol piauiense.

A decadência
As décadas de 1980 se seguiram, com títulos intercalados em 1984 e o segundo tri-campeonato da história do clube, em 1986/87/88, além de participações nos Campeonatos Brasileiros de 1980 e 1985. O Flamengo nunca passou do 36º posto na competição nacional - este, por sinal, foi conquistado justamente em 1985, derradeira participação do clube no Campeonato. A fórmula de disputa da competição mudou e os campeonatos estaduais deixaram de ser o critério de classificação - e, mesmo que fossem... o Flamengo voltou a amargar novo jejum. Nada de títulos por toda a década de 1990, dando início à decadência de um dos mais tradicionais clubes do Piauí. O Piauiense de 1988 foi o último que o Flamengo conquistou em mais um longo período de escassez: 15 anos em branco. Nesse período, o rubro-negro viu seu rival Ríver ganhar novos adversários, como o Parnahyba Sport Club, a Sociedade Esportiva Picos, o 4 de Julho Esporte Clube e a Associação Atlética Cori-Sabbá.

Em 2003 o Flamengo conquistou seu último título estadual, saindo do jejum de 15 anos. Também foi o último alento de vida do rubro-negro.

Em 2007, foi rebaixado para a segunda divisão estadual. Através de uma manobra inédita, o certame da segunda divisão foi disputado no mesmo ano. Porém, o clube, detentor de 15 títulos estaduais, permaneceu na segundona estadual devido a uma campanha irregular na competição.
Em 2008, conquista o retorno à divisão principal do futebol piauiense, o título da Copa Piauí e a conquista da vaga como representante do Piauí na Copa do Brasil 2009.

Estádio

Gov. Alberto Silva (Albertão) - 60.000 - pessoas e Lindolfo Monteiro - 8.000 pessoas.

Títulos


Campeão piauiense 1939, 1942, 1944,1945,1946, 1964,1965, 1970,1971, 1976, 1979, 1984, 1986, 1987, 1988 e 2003.

Hino
Flamengo, a tua glória é lutar.
Flamengo é o campeão dos campeões

Flamengo é o mais querido da cidade

Flamengo vive em nossos corações

Flamengo é o mais querido da cidade

Flamengo vive em nossos corações.


Eu sou Flamengo

Sou rubro-negro com amor

Eu sou Flamengo

Em qualquer lugar eu sou

Que
m é Flamengo pode dizer
Vencer, vencer, vencer

Juro por Deu
s que sou
Flamengo até morrer.


Salve 8 de dezembro de 37

Foi nessa data que o Flamengo nasceu

Salve a fiel, salve o povão

Salve o Mais Querido do nosso torrão

Salve a fiel, salve o povão

Salve o Mais Querido do nosso torrão.

Flamengo tem mania de ganhar

Flamengo é raça, arte e emoção

Vermelho e preto são as cores mais queridas

Mengo tu és meu e eu sou teu por toda a vida.

Mascote








Raposa


site


http://www.flamengopi.tk/


sábado, 13 de dezembro de 2008

Botafogo Futebol Clube

Seis garotos - Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado e Enoc - foram os fundadores do mais querido clube da Paraíba: o Botafogo. Depois de uma Assembléia de muitos palpites, a 28 de setembro de 1931, eles se decidiram por este nome e fizeram então, a primeira diretoria que foi composta pelos seguintes membros - presidente: Beraldo de Oliveira, vice-presidente: Manoel Feitosa, 1o secretário: Livonete Pessoa, 2o secretário: José de Melo, tesoureiro: Edson de Moura Machado e orador: Enoch Lins.

O palco de tão importante acontecimento foi uma modesta casa, a de no 45, da rua Borges da Fonseca, no bairro do Roger. Hoje, são passados 67 anos. E se o Botafogo cresceu, se ele representa tantas tradições, deve-se muito a uma colaboradora anônima: a senhora Sebastiana de Oliveira, mãe do então fundador e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira, que, com amor e carinho, cuidava do filho, do clube e de seus amigos, chegando a utilizar suas poucas economias para ajudar os meninos na compra de material esportivo e com outras despesas.

Mas se o Botafogo perdia, dona Sebastiana de Oliveira sentia mais que os garotos. Foi ela, portanto, a primeira grande torcedora, primeira grande sacrificada pelo clube. Seu exemplo foi seguido, sabendo-se que muitos outros sacrifícios não deixaram apagar a chama de Beraldo de Oliveira.

A caminhada do Botafogo começou no ano seguinte à fundação, quando o clube ingressava na extinta Liga Suburbana. Seu primeiro jogo foi contra o São Bento, de Bayeux, que tornara-se o seu mais terrível adversário. O jogo entre ambos acabou registrando um empate em 2x2, na decisão do Campeonato Suburbano. Este resultado deu o primeiro título ao Botafogo.

O resultado deu mais ânimo ao clube e meses depois dava entrada de um ofício pedindo filiação à extinta Liga Desportiva Paraibana, cujo presidente na época era o Dr. João Santa Cruz. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e como primeiroreforço contratou o goleiro Pagé, que tornou-se uma lenda do nosso futebol.

Além de Pagé, ou saudoso Pagé, o Botafogo trouxe do Palmeiras, Miguel, Nilo, Euclides, Juarez e Humberto Sorrentino. Também chegava para o Botafogo, Tonico - Antônio de Abreu e Lima, que mais tarde seria presidente do clube. Além de Tonico, o Botafogo trouxe do Vasco os atletas Hélio Falcão, Ireno Abreu de Figueiredo e José Laurentino. Mesmo com o time já formado, com a contratação de jogadores do Palmeiras e Vasco da Gama, o Botafogo queria muito mais e conseguiu dois jogadores da região - Júlio Milanez e Misael Barbosa, do Vencedor, um dos rivais do clube botafoguense na época. Com este elenco, o Botafogo formou um timaço e tornou-se uma agremiação respeitada, principalmente porque passou a ser uma equipe mais prestigiada e que seus torcedores passaram a cobrar vitórias, isso em razão da qualidade de cada jogador.

De lá para cá, o Botafogo já viveu momentos de glórias, como também de decepções, amargando fases de declínio técnico e financeiro. Graças aos garotos da época, Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado, e Enock Lins, além dos abnegados de hoje, que o Botafogo está vivo. É um time que possui oitenta por cento dos torcedores da Capital e, porque não dizê-lo, que é o clube mais querido da Paraíba.

A caminhada do Botafogo começou no ano seguinte à fundação, em 1932, quando o clube ingressava na extinta Liga Suburbana. Seu primeiro jogo foi contra o São Bento, de Bayeux, que tornara-se o seu mais terrível adversário. O jogo entre ambos acabou registrando um empate em 2 x 2, na decisão do Campeonato Suburbano. Este resultado deu o primeiro título ao Botafogo.

O título deu mais ânimo ao clube e meses depois dava entrada de um ofício pedindo filiação à extinta Liga Desportiva Paraibana. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e como primeiro reforço contratou o goleiro Pagé, que tornou-se uma lenda do futebol paraibano.

Além de Pagé, o Botafogo trouxe do Palmeiras, Miguel, Nilo, Euclides, Juarez e Humberto Sorrentino. Também chegava para o Botafogo, Tonico - Antônio de Abreu e Lima, que mais tarde seria presidente do clube. Além de Tonico, o Botafogo trouxe do Vasco os atletas Hélio Falcão, Ireno Abreu de Figueiredo e José Laurentino. Mesmo com o time já formado, com a contratação de jogadores do Palmeiras e Vasco da Gama, o Botafogo queria muito mais e conseguiu dois jogadores da região - Júlio Milanez e Misael Barbosa, do Vencedor, um dos rivais do clube botafoguense na época. Com este elenco, o Botafogo tornou-se uma agremiação respeitada, principalmente porque seus torcedores passaram a cobrar vitórias, isso em razão da qualidade de cada jogador.

Nos anos 70, o industrial paulista José Flávio Pinheiro Lima mudou-se para João Pessoa e em pouco tempo assumiu a presidência do Botafogo. São-paulino fanático, acrescentou o vermelho nos estatutos, bandeiras e uniformes, para que o time paraibano ficasse mais parecido com o São Paulo.

CURIOSIDADE

Matador de Tri-campeões

Em 1982, o Botafogo-PB foi apelidado pela revista Placar, como o "Matador de Tricampeões". Essa denominação surgiu devido as vitórias sobre o Flamengo-RJ e o Internacional-RS no Campeonato Brasileiro da Série A. Esses dois clubes, no mesmo ano, tornaram-se tricampeões de seus estados e foram derrotados por um dos melhores elencos da história do Botinha.

De onde saiu o apelido "BELO"

A expressão Belo, apelido pelo qual o clube é carinhosamente chamado por sua torcida, nasceu da vibração de um gol. Ao presenciar um golaço do Botafogo, Antônio de Abreu e Lima (conhecido por Tonico), na época conselheiro do clube, gritou com tanta intensidade e vibração o adjetivo, que levou os torcedores a se unirem e gritarem juntos.

Milésimo Gol de Pelé foi em João Pessoa

Segundo uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo, publicada em maio de 1995, houve um erro na contagem do Gol 1000 de Pelé. Ele teria acontecido no amistoso contra o Botafogo - PB, em 14 de novembro de 1969, e não contra o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. É que eles encontraram um gol a mais de Pelé pelo sulamericano Militar de 1959 contra o Paraguai.

Títulos

CAMPEONATOS ESTADUAIS - 1936, 1937 (invicto), 1938, 1944, 1945, 1947, 1948, 1949 (invicto), 1953 (invicto), 1954, 1955, 1957 (invicto),1968, 1969, 1970 (invicto), 1975, 1976 (invicto),1977,1978, 1984, 1986, 1988, 1998, 1999, 2002 e 2003.

Hino

Botafogo Paraibano,

Você é o mais belo e glorioso
que enche de alegria o seu povo
Com tantas glórias e tantas vitórias

Branca, preta e vermelha

Do tricolor do contorno são as cores

Que vibram nas mãos dos torcedores

Em forma de lindas bandeiras
Vamos ganhar o jogo, sim

Vamos dar um olé

Encher os olhos desse povo tod
o
Que está lotando o Almeidão
O nosso tricolor é sempre Campeão

Porque nosso timão tem muito mais vigor.


Estádio


Estádio:

Governador José Américo de Almeida Filho

Nome Popular:

O Almeidão

Local:

João Pessoa-PB

Capacidade:

40.000

Inaugurado em:

09 de março de 1975

Confronto oficial:

Botafogo-PB 0 x 2 Botafogo-RJ

Primeiro gol:

Tiquinho (Bot-RJ). Aos 15 minutos


Mascote

Xerife




ou



Cachorro Xerife







Site


http://www.botafogopb.net

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Figueirense Futebol Clube

A história do alvinegro está associada aos sonhos de um jovem desportista e seu grupo de amigos, que além de entusiastas do remo e do futebol, são motivados pelo desejo comum de criar um novo clube de futebol para a capital. No início do século XX esse jovem ousado, passou a propagar entre seus amigos e demais simpatizantes do futebol, a idéia de criação de um novo clube de futebol na capital dos catarinenses, justamente no momento em que o futebol de Florianópolis e região apresentava-se em declínio com o desaparecimento de algumas agremiações.

Foi da determinação e ideal de Jorge Albino Ramos que nasceu a idéia de fundar o Figueirense Futebol Clube. A única coisa que ele não previa na época, é que o recém fundado, mais tarde pudesse se tornar o mais vezes campeão do estado e uma das forças do futebol brasileiro. Seu primeiro passo foi conquistar a simpatia de seus conterrâneos e igualmente admiradores do futebol, que naquela época já contava com vários clubes no País, especialmente nas capitais dos principais estados. Os parceiros iniciais que formaram um seleto grupo, que tinha em comum, a paixão pelo futebol, foram: Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis.

Com dia e hora marcada para o encontro, em maio de 1921, o grupo que se reunia para as costumeiras conversas sobre futebol, agora eram focadas na criação do novo clube de futebol para capital. Com o cenário da Praça XV de Novembro, os bate-papos do dia-a-dia regados ao delicioso cafezinho dos tradicionais bares do centro de Florianópolis, tinham na sua pauta decisões importantes como a escolha do nome para futura agremiação, suas cores,sede, nomes e cargos da primeira diretoria.

Já no início do mês de junho, João Savas Siridakis, mais conhecido como Janga, defendia a idéia de que o clube deveria chamar-se Figueirense. Defendia tal nome porque muitos dos encontros que tratavam da criação da nova agremiação, aconteciam na localidade da Figueira, situada nas imediações das ruas Conselheiro Mafra, Padre Roma e adjacências, local onde persistiu por muito tempo uma bela e robusta figueira que certamente também colaborou para a inspiração de Janga. Os parceiros da idéia definiram o dia 12 de junho como a data que marcaria a fundação da nova sociedade esportiva. Com a data da fundação, o próximo passo foi dado pelo Senhor Ulisses Carlos Tolentino, amigo dos idealizadores, que ofereceu sua residência localizada na rua Padre Roma, 27 para a realização do tão esperado encontro. Com data e local, o grupo logo tratou de ultimar os preparativos para a solenidade e cada um acabou ganhando sua função na histórica reunião, que tomaria as providências necessárias para a criação da nova agremiação.

O livro onde seria redigida a ata de fundação foi prontamente providenciado por Balbino Felisbino da Silva, cabendo a Jorge Ramos, Domingos Veloso e Janga convidarem os demais participantes do encontro além de, em conjunto com o anfitrião Ulisses Tolentino, estabelecer o horário das 19 horas para o início da reunião.

A formação da primeira diretoria aconteceu antecipadamente, com uma reunião preparatória no dia 11 de junho, na barbearia de Jorge Ramos, então situada na esquina das ruas Pedro Ivo com Conselheiro Mafra. Foi nessa mesma reunião, que aconteceu a adesão de João dos Passos Xavier ao grupo. Xavier, que após tomar conhecimento do movimento para fundação de uma equipe de futebol e das pessoas que lideravam tal intento, prontamente acolheu a idéia. O recém chegado João dos Passos Xavier, logo foi convidado pelo grupo para assumir uma posição de destaque, já que segundo decisão do grupo o cargo de presidente estava reservado a ele. Feito o convite a resposta foi afirmativa: " Aceito, porque nenhum figueirense pode deixar de acompanhar seus colegas em ocasiões precisas".

Depois de definidas as atribuições e de nomeado o futuro presidente, chega o tão esperado dia da reunião na residência de Ulisses Tolentino, que daria início a fundação do glorioso clube alvinegro. Com muita motivação e na hora marcada, por volta das 18h30min, os primeiros participantes chegam a reunião que contou com a presença dos Senhores: João dos Passos Xavier, Ulisses Carlos Tolentino, Heleodoro Ventura, Higino Ludovico da Silva, Jorge Albino Ramos, Balbino Felisbino da Silva, Domingos Felisbino da Silva, Bruno Ventura, Jorge Araújo Figueiredo, Domingos Joaquim Veloso, João Savas Siridakis, Carlito Honório Silveira da Silva, Leopoldo Silva, Raimundo Nascimento, Pedro Xavier, João S. Manoel Xavier, Alberto Moritz, Delgídio Dutra Filho, Agenor Póvoas, Joaquim Manoel Fraga, Pedro Francisco Neves e Walfredo Silva.

O domingo de outono do dia 12 de junho, fica então marcado na história do Figueirense, pelo acontecimento da reunião que deu início à fundação da sociedade que tomou o nome de FIGUEIRENSE FOOT BOOL CLUB.

Depois de empossada a diretoria, o presidente eleito pelo grupo João dos Passos Xavier, fez o uso da palavra, ressaltando a dedicação do Senhor Jorge Albino Ramos em liderar o movimento para a fundação do Figueirense F.C., no momento em que o futebol em Florianópolis apresentava-se em decadência com o desaparecimento do Grêmio Anita Garibaldi. Na oportunidade, agradeceu ao Senhor Ulisses Carlos Tolentino por ter liberado as dependências de sua residência, enaltecendo a presença de numeroso grupo de simpatizantes.

Os anos 30 foram os mais gloriosos da história do Furacão e ficou marcado pelo maior número de conquistas estaduais em uma única década, cinco. O primeiro título conquistado pelo clube veio em 1932 e foram seguidos por outros quatro triunfos - 1935, 1936, 1937 e 1939 -, elevando o alvinegro a um dos principais times do Estado logo nos seus primeiros anos de existência.

A década de 1940, apesar de registrar apenas um título estadual em 1941, marcou as primeiras obras de infra-estrutura, visando melhorias no clube. A sede administrativa foi definitivamente instalada no centro de Florianópolis e começou a construção do estádio da Máquina do Estreito, o Orlando Scarpelli, em homenagem a um antigo presidente homônimo.

As décadas seguintes marcaram um período sem títulos estaduais, com apenas conquistas em campeonatos amadores e da cidade, devido à falta de recursos, por conta das obras de ampliação do patrimônio alvinegro e de sua praça de esportes.

No entanto, nos anos 70 o Figueira voltou a brilhar no cenário estadual e deu os primeiros passos no âmbito nacional. Em 1972 a equipe conquistou novamente o título do Campeonato Catarinense. Em 1973 foram concluídas as obras do estádio alvinegro e este ano entrou para a história do Figueira por registrar a estréia do time no Campeonato Brasileiro, se tornando o primeiro clube catarinense a disputar a primeira divisão do país.

No ano seguinte, em 1974, mais uma conquista regional e, em 1975, o time fez sua primeira boa campanha na elite do futebol brasileiro, terminando a competição na 21ª posição entre 42 equipes participantes.

Com o período de vacas magras na década de 80 e no começo de 90, o clube voltou a conquistar títulos apenas em 1995, mas em grande estilo. Nesta temporada, o alvinegro venceu sua primeira competição internacional, a Copa Mercosul, ainda em fase de aprimoramento, com apenas nove equipes participantes. Na final, o time bateu o Joinville e ergueu a taça.

No início do século 21, o Figueirense voltou a ser soberano no cenário catarinense e retomou o domínio regional, após vencer o estadual de 2002, 2003 e 2004, repetindo o tricampeonato da década de 30. Em 2006, mais um título em Santa Catarina, mas este foi especial tanto para dirigentes, torcedores e jogadores, pois fez do clube o maior campeão do Estado com 14 conquistas. Em 2008, o Figueira conquistou o seu 15º título estadual ao derrotar o Criciúma na grande final.

Em âmbito nacional o Figueira também fez boas campanhas e em 2001 foi vice-campeão brasileiro da Série B, garantindo uma vaga na elite do futebol do país em 2002. Dois anos depois, em 2004, outro feito entrou para história do clube. Após o bom desempenho no Brasileirão de 2003, onde terminou na 11ª posição, os catarinenses conquistaram uma das vagas na Copa Sul-Americana e, no ano seguinte, voltaram a participar de competições internacionais.

Em 2007, o alvinegro catarinense esteve perto de ganhar seu primeiro título nacional, mas acabou derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 na combinação dos dois jogos da decisão da Copa do Brasil (1 a 0 para os cariocas na primeira partida e 1 a 1 na segunda). Com a derrota, o Figueira perdeu também a oportunidade de disputar pela primeira vez em sua história a Copa Libertadores da América, o mais importante torneio de clubes do continente.

Depois de seis anos na Série A, em 2008 é rebaixado para Série B em 2009.

Estádio

O Estádio Orlando Scarpelli, próprio do Figueirense Futebol Clube, está localizado no bairro mais populoso e de fácil acesso da região metropolitana de Florianópolis, considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida. Os bairros adjacentes ao estádio, na região continental da capital (Abraão, Bom Abrigo, Capoeiras, Coqueiros, Estreito e Itaguaçú) perfazem sozinhos cerca de 12% da população metropolitana. Somados à população da região central e demais bairros da Ilha de Santa Catarina, asseguram uma população circunvizinha equivalente a 35% da região metropolitana.

O Estádio encontra-se localizado a apenas 1 km do Corpo de Bombeiros, Batalhão da Polícia Militar e do Hospital Florianópolis. Desde 1999 vem sendo constantemente reformado e novas instalações foram agregadas ao patrimônio do Clube. Novos vestiários para as divisões de base, alambrados renovados, implantação de catracas eletrônicas com cartões indutivos de acesso, novos banheiros, reforma dos bares, modernização do sistema de iluminação, novas casamatas, colocação de 20 mil cadeiras numeradas em todos os setores, novo gramado com sistema automatizado de irrigação e drenagem, são algumas das obras efetuadas.

Títulos

Campeonato Catarinense: 15 vezes (1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2008).

Copa Santa Catarina: 2 vezes (1990 e 1996).

Torneio Mercosul (BRA): 1995.

Copa São Paulo de Futebol Jr.: 2008.


Hino Oficial Figueirense Futebol Clube

Avante FIGUEIRENSE
Pra frente Furacão
S'embora esquadrão de aço

És tesouro do meu coração
Tua torcida é garra, é empolgação

Vejo em ti pujança

De um grande esquadrão
Por ti torcemos

Por isso somos alvinegros

A força do Scarpellão
Por ti torcemos

Por ti vibramos

FIGUEIRENSE
És o nosso campeão

Hino Torcida Figueirense Futebol Clube
Vencer ... vencer ... vencer ....
Figueira ... Figueira ...

A tua glória é lutar

E a tua vitória

Tanta alegria nos dá
Tu és o mais querido

És um colosso, é forte de fato ...

Vamos, meu Figueirense

Vencer este campeonato
Tua bandeira quero ver tremular

Com as cores preto e branco sempre a triunfar

E a tua força, mostre no gramado

Meu FIGUEIRENSE adorado
Teu patrimônio é um mundo de riquezas

Com obras de emérito valor

Tens a torcida mais fiel do nosso Estado

Figueira, eu te amo com fervor

Mascote

A mascote do time catarinense é o Figueirinha. Escolhido em 2002, o personagem tem tudo a ver com o nome e o símbolo do clube, a Figueira, presente no centro do escudo da agremiação.


Mascote do Figueirense

A figura faz enorme sucesso com os torcedores mais jovens do time e está presente em campanhas voltadas para esse tipo de público, além de iniciativas de conscientização e meio ambiente.

Site

http://www.figueirense.com.br

Avaí Futebol Clube


Até a década de 20, o futebol era um privilégio de aristocratas e descendentes de europeus. Mas, logo todos perceberam que a bola se adaptava mais aos pés hábeis, as cinturas ágeis e ao talento dos jovens operários. E, em cada esquina surgia um "team". O futebol já era paixão nacional.

Na rua Frei Caneca, no bairro Pedra Grande, um bando de garotos enfrentava os campos improvisados e fazia uma festa aos domingos e feriados. No entanto, eles sonhavam em jogar com os "ternos" (uni- formes), como os times do Rio e São Paulo. Um dia, o comerciante Amadeu Horn realizou o sonho da gurizada. Dentro de uma caixa, saíram as camisetas listradas azuis e brancas, calções e meias azuis, chuteiras e uma bola nova. O uniforme era igual ao do seu querido Riachuelo.

Era a hora de estrear o jogo de “terno”. O adversário seria o temível Humaitá. Uma equipe forte e valente. E, num domingo, o campo do Baú ficou lotado. Lá, o goleiro não via a outra trave e nem o ponteiro direito enxergava o ponta-esquerda. Aliás, estes “pequenos” detalhes não interessavam. O que importava era a bola correndo. Os garotos de Amadeu Horn venceram. Infelizmente, os artilheiros se perderam pelo tempo. Jamais se saberá quem marcou o prImeiro gol do time azul e branco. O talento dos meninos entusiasmou Amadeu. Para comemorar o feito, ele deu uma festa.

Duas vitórias sobre o Humaitá. E alguém tem uma idéia genial: "Vamos fundar um clube!" Era o início da história do Avaí."Sorte". Esta foi a desculpa do humilhado Humaitá. E, foi marcada uma revanche. Nunca o campo do Baú viu tanta gente. Os “guris” de Amadeu Horn mos traram a garra e o talento da partida anterior. Uma nova vitória e uma outra festa. As meninas brindavam os heróis com doces, licores e cervejas. No peito, como se fosse um troféu, um laço de fita azul e branco. Na euforia, alguém sugeriu: “Por que não fundamos um clube de verdade?” A idéia foi aceita.

1º de setembro de 1923. Um sábado de tempo bom e vento norte. Um dia aparentemente normal. A cidade estava, como de costume, calma. Nas sombras da árvore frondosa, as pessoas conversavam. Entretanto, na residência de Amadeu Hom estava tudo preparado. Quem chegava assinava o livro de atas. Um só assunto foi discutido: o time de futebol. O nome escolhido foi Independência e Amadeu Hom eleito presidente.

Quando todos já começavam a traçar os planos do novo clube, chega atrasado, pois precisara trabalhar após o expediente, Arnaldo Pinto de Oliveira. Contaram- lhe as novas. Ele não concordou com o nome escolhido. “Independência é muito grande. Fica difícil incentivar o team. Quando a torcida estiver gritando, depois de um goal, Independência, o adversário empata o jogo. É preciso um nome menor. Além disso, as cores não combinam. Ou será que vocês querem mudar as cores?”, conta o historiador Osni Meira. “E que nome você sugere?”, perguntaram-lhe. Arnaldo estava lendo um livro de história do Brasil e gostara do episódio a Batalha do Avahy. “Vocês já pensaram na nossa torcida gritando Avahy?” A resposta veio em coro: "Avahy! Avahy!". Era o começo de uma história de glórias e lutas de um clube que nasceu sob o signo da vitória.

O primeiro Campeonato Estadual Catarinense foi inaugurado em 1924 e conquistado pelo Avaí, o primeiro título do clube. O time ganha o Estadual de 1926 e de 1927, sendo a primeira equipe do Estado a conseguir esta proeza. Em 1928, o Leão da Ilha, como também é conhecido, obteve o tricampeonato.

Nos anos 30, no entanto, só sagrou-se campeão de um torneio de grande expressão uma vez, quando conquistou o Estadual de 1930. No mesmo ano, inaugurou seu estádio, o Adolfo Konder, mais conhecido como o Campo da Liga, que seria o palco das maiores glórias avaianas.

Em 1938, o clube aplicou a maior goleada do clássico estadual contra o Figueirense. O Leão da Ilha bateu o Figueira por 11 a 2. Neste jogo teve a estréia do maior artilheiro da história destes confrontos, Saul. Nesta partida, ele faria o primeiro dos 41 marcados nas 45 partidas em que jogou.

Na década de 40, o clube conseguiu o incrível feito do tetracampeonato estadual, nos anos de 1942, 1943, 1944 e 1945, até então um feito inédito para os clubes de Santa Catarina. Saul e Nizeta seriam os grandes destaques destas conquistas.

As décadas seguintes não teriam importantes conquistas e o estadual seria reconquistado apenas em 1973, depois de 27 anos de jejum, após uma vitória sobre o Juventus de Rio Sul. Outros dois títulos seriam conquistados em 1973 e 1975.

Em 1983, o estádio Aderbal Ramos da Silva, mais conhecido como Ressacada, foi inaugurado. Na sua estréia em 15 de novembro de 1983, o clube perdeu por 6 a 1 para o Vasco da Gama. Somente em 1988 a equipe poderia comemorar o título estadual dentro de sua nova casa. Na final, com recorde de público - 25.735 pagantes -, triunfo sobre o Blumenau.

Um ano para não ser lembrado pelos torcedores foi 1993. O clube ficou em
penúltimo lugar no estadual e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão. O reerguer aconteceria no ano seguinte, quando se sagraria campeão da divisão de acesso ao vencer na final o Hercílio Luz.

Em 1997, o time conquistou outro título estadual. Um ano depois, venceu o Campeonato Brasileiro da Série C. O clube chegou muito perto de alcançar a elite do futebol brasileiro, mas não passou do quadrangular final em 2001 e 2004.

Depois de 29 anos longe da série A, e 10 anos na série B, lutando para voltar à elite do futebol brasileiro, o Avaí finalmente voltou à 1° divisão do futebol brasileiro, conquistou o acesso com três rodadas de antecedência, ao vencer o Brasiliense por 1 gol a 0, no estádio da Ressacada, gol de Evando, aos 81 minutos de jogo. Termina a Série B na terceira colocação.

Estádio

O velho Estádio Adolfo Konder, também conhecido como "Campo da Liga", foi construído bem no centro de Florianópolis e foi inaugurado em 1930. Um campo acanhado, com poucos degraus de arquibancada, mas que muitos jogos e títulos importantes foram nele conquistados.




Os jogos, na época, eram disputados em sua maioria no período da tarde, visto que o estádio não possuía sistema de iluminação. Nessa época, não era de se estranhar a presença de vários funcionários públicos nos jogos. Estes trocavam as repartições pelas arquibancadas do Adolfo Konder.

Nessa tradicional praça desportiva aconteceram momentos históricos, como o jogo contra o Santos, em que Pelé estava presente e o Avaí perdeu por 2 a 1, em 15 de agosto de 1972, e a goleada contra o Paula Ramos de 21 a 3, que é a partida com maior número de gols da história do futebol brasileiro, em 13 de maio de 1945.

Mas ele era, já em 1975, um estádio ultrapassado. Estava localizado na rua Bocaiúva, bem no centro de Florianópolis, em um terreno de apenas 15.000 m², não havendo maneira de ampliar o estádio. Em 1980, o terreno da rua Bocaiúva foi trocado por um terreno de 120.000 m² com um estádio pronto, pelo grupo Kobrassol, que planejava construir um Shopping Center no local, onde atualmente encontra-se o Beiramar Shopping Center.
Finalmente, em novembro de 1983, o "Campo da Liga", encerrou suas atividades com uma partida entre veteranos de Avaí e Figueirense (empate 1 a 1). A partir daí, inicia-se uma nova história de um novo estádio: Aderbal Ramos da Silva, a Ressacada.



Nome Oficial: Estádio Aderbal Ramos da Silva
Nome Popular: Ressacada
Capacidade Atual: 19.000 pessoas
Inauguração: 15 de novembro de 1983
Maior público: 25.735 pagantes (Avaí x Blumenau - 17/07/88)

Então, em 1981, comprou-se o terreno próximo ao Aeroporto. Presidiu a obra Cairo Bueno, planejou o arquiteto Davi Ferreira Lima e trabalharam 20 engenheiros. As sondagens alcançaram 30m de profundidade, as torres de iluminação 43m de altura, com o estádio compreendendo 17.270 m² e o concreto armado com 1.800 m³ de estrutura. O estádio foi inaugurado em 15 de novembro de 1983 e sua iluminação em 31 de maio de 1986. Seu maior público foi de 25.735 pagantes, em 17 de julho de 1988, na final contra o Blumenau.

Hoje, o Estádio Aderbal Ramos da Silva, com capacidade para cerca de 19 mil espectadores, é o mais moderno catarinense e um dos melhores do Brasil, palco de jogos da Seleção Brasileira contra o Equador, em 1987 e contra a Islândia, em 1994. Foi no estádio da Ressacada que aconteceu o último jogo da seleção olímpica brasileira, no Brasil, antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta, dia 10 de julho, ganhando de 5x1 contra a Dinamarca.

Títulos

- Campeão Brasileiro da Série C: 1998

- 13 Campeonatos Catarinense de Futebol: 1924, 1926, 1927, 1928 (Tri), 1930, 1942, 1943, 1944, 1945 (Tetra), 1973, 1975, 1988, 1997

- 1 Campeonato Catarinense da 2ª Divisão: 1994

- 2 Taças Governador do Estado de Santa Catarina: 1983, 1985

- 1 Copa Santa Catarina: 1995

Hino

Música: Luiz Henrique Rosa
Letra: Fernando Bastos


Na ilha formosa, cheia de graça.
O time da raça.

É povo é gente,
é bola pra frente,
É só coração
o meu Avaí

Avaí meu Avaí.
Da ilha és o Leão
Avaí meu Avaí.
Tu já nasceste campeão

Não dá para esquecer
o seu belo passado
Mas a hora é presente
e o time vem quente
De encontro marcado
com seus dias de glória
Pois a ordem é vitória
Vencer, vencer.


Mascote

O Avaí também é conhecido como o Leão da Ilha. A mascote do clube representa esta denominação. O símbolo do leão passa a idéia de garra, vontade e força, características que os torcedores apreciam em seus jogadores.

Site

http://www.avai.com.br

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Clube de Regatas Vasco da Gama


O século XIX estava com os dias contados.
Prudente de Morais, o terceiro presidente de nossa República, encerrava o seu mandato. O Rio de Janeiro, Distrito Federal, com pouco mais de 500 mil habitantes, era o lugar preferido de jovens que participavam de saraus e recitavam poesias. Nesse ambiente cultural, o remo era um dos únicos esportes com algum destaque na cidade. Aos domingos, uma pequena e educada multidão se agrupava nos arredores do Passeio Público e da Rua Santa Luzia para ver, nas águas limpas da Baía de Guanabara, competições entre os barcos de clubes e seus remadores.

Nessa época, quatro jovens - Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre d `Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior - , cansados de viajar a Niterói para remar com barcos do Club Gragoatá, decidiram fundar uma agremiação de remo.

Depois de uma reunião na casa de um deles, à Rua Teófilo Ottoni 90, o número de interessados aumentou, e os encontros foram transferidos para o Clube Recreativo Arcas Comercial (Rua São Pedro). A idéia era conseguir a adesão de caixeiros portugueses, que gostavam de esportes e não tinham dinheiro para o ciclismo, em voga na época.

Chegara a hora da fundação. Com 62 sócios assinando presença, no dia 21 de agosto de 1898, no Clube Dramático Filhos de Talma (Rua da Saúde, 293) nascia um gigante chamado Club de Regatas Vasco da Gama. A reunião foi presidida por Gaspar de Castro, que convidou para secretariá-lo Virgílio Carvalho do Amaral e Henrique Teixeira Alegria.


O REMO, A PRIMEIRA MODALIDADE ESPORTIVA

A aquisição dos barcos era prioridade para o Vasco. Os sócios se cotizaram e, com muito esforço, conseguiram comprar as baleeiras Zoca, Vaidosa e Volúvel, que estavam de acordo com as especificações determinadas pela União de Regatas Fluminense, entidade que regulava os esportes náuticos no Rio.

Em 04 de junho de 1899 o Vasco venceu sua primeira regata, na classe novos, com o barco Volúvel, de seis remos. O páreo, denominado Vasco da Gama, em homenagem ao novo clube, foi vencido com uma guarnição composta pelo patrão Alberto de Castro e os remadores José Lopes de Freitas, José Cunha, José Pereira Buda de Melo, Joaquim de Oliveira Campos, Antônio Frazão Salgueiro e Carlos Batista Rodrigues.

O ano de 1900 foi um marco na histórica rivalidade com o Flamengo. No primeiro páreo da história do remo no Brasil, e que levava o nome do clube da Gávea, a embarcação do Vasco foi a vencedora.

O destino do Vasco sempre foi a vitória. Com empolgados torcedores assistindo às competições no varandim construído por Pereira Passos às margens da Baía de Guanabara, o primeiro título estadual não demorou. E veio em dose dupla, 1905 e 1906. No ano do bi, dia 26 de agosto, os remadores vascaínos deram outro duro golpe no rival, vencendo mais uma vez um páreo com o nome Club de Regatas do Flamengo.

O primeiro tricampeonato do Vasco e da história do remo carioca veio em 1912, 1913 e 1914, com as embarcações Meteoro e Pereira Passos.

1904 - UM DESAFIO AO RACISMO

Os vascaínos elegeram o primeiro presidente não-branco da história dos clubes esportivos em atividade no Rio. Numa época em que o racismo dominava o esporte, Cândido José de Araújo, um mulato que não dispensava a elegância de um cravo branco na lapela, fez uma gestão exemplar, apresentando o Vasco como um clube aberto e sem preconceitos.

1915 - NASCE O FUTEBOL NO VASCO

Com o sucesso no mar, era hora de colocar a bandeira vascaína no topo de outras modalidades esportivas.

Trazido da Inglaterra, o futebol, depois de um começo tímido nos primeiros anos do século, vinha ganhando força e popularidade junto aos cariocas. Em 1913, um combinado português veio ao Rio a convite do Botafogo para disputar alguns amistosos. O relativo fracasso do time na excursão não foi suficiente para aplacar a empolgação da colônia lusa com o esporte bretão. Em pouco tempo, os portugueses radicados no Rio formaram seus clubes para a prática dessa modalidade esportiva: o Centro Esportivo Português, o Lusitano e o Lusitânia. Dos três, o único que conseguiu manter-se foi o Lusitânia, justamente um clube cujo estatuto só autorizava portugueses nos quadros.

A diretoria do Vasco, interessada desde o início da década em formar um time de futebol, vinha tentando seduzir o escrete luso a se fundir ao clube de regatas. O empecilho era a restrição da nacionalidade, pois as regras do Vasco afirmavam a união de irmãos de todas as raças, mas a norma da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), que promovia o futebol no Rio, impedia a participação de clubes sem brasileiros em seus quadros. O Lusitânia cedeu e aceitou a fusão.

No dia 26 de novembro de 1915, nascia o futebol do Vasco. Pouco mais de cinco meses depois, no dia 3 de maio de 1916, vestindo uma camisa preta com a Cruz da Ordem de Cristo - equivocadamente chamada de Cruz-de-Malta - à altura do coração, o time do Vasco estreou, no campo do Botafogo, contra o Paladino Futebol Clube, na Terceira Divisão da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA). O resultado não foi muito animador: goleada de 10 a 1 para os adversários. O gol de honra dos cruzmaltinos, primeiro gol da história do Vasco, foi marcado por Adão Antônio Brandão, um português que viera para o Rio de castigo, pois o pai não perdoava sua falta de gosto pelos estudos.


Adão marcou o 1° gol da história do Vasco.
Nos tempos do amadorismo, Adão marcou época no clube como um atleta polivalente, que se destacava tanto no futebol quanto em outros esportes, como atletismo, remo, natação e pólo aquático. Jogou futebol até 1933, quando o esporte se profissionalizou no então Distrito Federal.

O fracasso nos jogos iniciais não desanimou o time. A primeira vitória surgiu pouco tempo depois, no dia 29 de outubro de 1916: o Vasco venceu a Associação Atlética River São Bento por um magro, porém convincente, marcador de 2 a 1. Os gols que deram a alegria aos vascaínos foram de Alberto Costa Júnior e Cândido Almeida. A partida, disputada no campo do São Cristóvão, na Rua Figueira de Mello, valia pontos para a Terceira Divisão da LMSA. No entanto, o resultado positivo não foi suficiente para melhorar a colocação e o time de São Januário terminou em último lugar.

Em 1917, a LMSA foi reformada e passou a ser denominada Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD). O número de participantes em cada Divisão aumentou para dez e os seis clubes da Terceira Divisão - inclusive o Vasco - foram promovidos para a competição da Segunda. No campeonato daquele ano, o Catete ficou com o título, mas o time cruzmaltino começou a mostrar sua força, com nove vitórias em 16 jogos e a quarta colocação no total geral de pontos. No ano seguinte, o título foi conquistado pelo Americano, time da capital, mas o Vasco chegou ainda mais perto, terminando a disputa na terceira colocação.

Em 1919, o Vasco, mesmo com nove vitórias, chegou na quinta posição, deixando o título para o Palmeiras. No ano seguinte, um quarto lugar. No campeonato de 1921, a Liga Metropolitana reordenou as Divisões, separando a Primeira pelas categorias A e B. O Vasco foi conduzido para a B, e os bons resultados não demoraram a aparecer. Os cruzmaltinos chegaram perto mais uma vez, dois postos atrás do time campeão, o Vila Isabel.

1922 - CHEGANDO À PRIMEIRA DIVISÃO DO FUTEBOL

Em 1922 a redenção. O Vasco venceu a Série B em todos os quadros que disputou. Quem esteve no estádio da Rua Morais e Silva, no dia 17 de julho daquele ano, viu o time principal massacrar o Carioca, imputando-lhe um humilhante 8 a 3, e levantar a Taça Constantino, primeira na história do futebol do clube.

A equipe, comandada pelo rigoroso técnico uruguaio Ramón Platero, jogou com Nélson, Mingote e Leitão, Nolasco, Bráulio e Artur, Pascoal, Cardoso Pires, Torterolli, Claudionor e Negrito. O artilheiro foi Claudionor, que marcou quatro gols, seguido de Cardoso Pires, com dois. Pascoal e Torterolli fizeram um cada.

Muito mais do que um título, a goleada deu ao Vasco a chance de que precisava para estar entre os grandes, na Série A da Primeira Divisão, e mostrar seu valor. Com um time cada vez melhor e uma torcida que começava a mostrar sua força nos subúrbios do Rio, seria mais fácil do que se imaginava. Mas, antes, a equipe teria de enfrentar o São Cristóvão, último colocado da Divisão Principal em 22, para ganhar a vaga entre os grandes. Como houve empate sem gols, o Vasco ganhou a almejada promoção e o São Cristóvão não foi rebaixado.

1923 - O PRIMEIRO TÍTULO LOGO NA ESTRÉIA ENTRE OS GRANDES


O 1° time campeão entre os grandes
No ano seguinte, com os cariocas ainda chorando a morte de Ruy Barbosa, o time entrou na disputa pelo título principal do futebol da cidade. O Vasco, um clube desacreditado, vinha de um campeonato em que os oponentes eram times fracos. E enfrentaria os grandes, como Flamengo, Fluminense, Botafogo e América.

Mas um fato despertou curiosidade. Enquanto os times que disputavam a Série A eram formados exclusivamente por jovens da elite carioca, o Vasco chegava ao campeonato recheado de jogadores negros e de operários, todos arrebanhados nos terrenos baldios dos subúrbios cariocas. O técnico Ramón Platero submetia os jogadores a um ritmo alucinante de treinos, fazia-os correr diariamente do campo do Vasco, então na Rua Morais e Silva, na Quinta da Boa Vista, até a Praça Barão de Drumond, em Vila Isabel. Os demais grandes, apesar de instigados, não notaram a força do time do Vasco.

Depois de um empate em um gol com o Andaraí, em General Severiano, a nau vascaína se aprumou no campeonato e foi esmagando seus adversários, sempre utilizando uma técnica infalível. Como o preparo físico do time era evidentemente superior ao dos outros, Platero fazia seu time levar o primeiro tempo em ritmo lento, para, no segundo, arrasá-los. Todas as 11 vitórias no campeonato foram alcançadas nos últimos 45 minutos.

No fim do primeiro turno, o Vasco já apresentava números assustadores para os adversários: seis vitórias e apenas um empate, na estréia no campeonato. A equipe cruzmaltina seguia seu caminho de sucesso também no segundo turno, quando encontrou pela frente seu já conhecido rival de Regatas, o Flamengo. Na primeira vez na história em que os dois times se enfrentaram, no turno anterior, o Vasco chegara à vitória pelo marcador de 3 a 1. Os camisas pretas - apelido dado aos jogadores vascaínos por causa do uniforme - vinham massacrando seus adversários e o time rubro-negro seria apenas mais um a cair.

Domingo, 8 de julho de 1923. O título Clássico dos Milhões, que mais tarde nomeou o confronto entre os dois rivais, já poderia ter sido inventado naquela tarde, no campo do Fluminense, na então Rua Guanabara.

A Liga Metropolitana, responsável pela organização do campeonato e de olho na grande arrecadação, pos ingressos demais à venda. O resultado foi contado nos jornais da época. " Mais de 35 mil pessoas, sem exagero, encheram as vastas dependências do tricolor", escreveu "O Imparcial". Com todos os espaços reservados ao público preenchidos, muitos torcedores pularam a grade que separava o campo para assistir ao jogo da pista de atletismo. O interesse naquela partida era justificável: os vascaínos vinham vencendo todos os clubes cariocas e o que se viu naquela tarde foi uma reunião de torcedores de todos os times contra os terríveis camisas pretas.

O Flamengo largou na frente e logo depois ampliou a vantagem para 2 a 0. No início do segundo tempo Cecy diminuiu, mas em seguida os rubro-negros ampliaram o marcador. A quatro minutos do fim Arlindo descontou mais uma vez para o Vasco, deixando o marcador em 3 a 2. Na seqüência, houve uma forte pressão dos vascaínos, mas o Flamengo conseguiu sustentar o resultado. O jogo criou uma polêmica histórica. Os cruzmaltinos afirmam, até hoje, ter havido um terceiro gol, mal anulado pelo árbitro. Mas não há qualquer registro desse lance na imprensa carioca.

Resta a dúvida na cabeça de alguns vascaínos: será que, como a torcida que lotava o estádio, os jornalistas também torciam contra os camisas pretas? No entanto, a derrota para o rival não abalou a confiança do Vasco que partiu com tudo para buscar o título.

Bem alimentados pelas refeições que faziam no restaurante Filhos do Céu, na Praça da Bandeira, e bem dispostos, graças ao repouso oferecido no dormitório do Clube, os jogadores cruzmaltinos enfrentaram, a seguir, América, Fluminense e São Cristóvão. Rubros e tricolores caíram na mesma tática das demais vitórias vascaínas e foram liquidados, no segundo tempo, pelo suficiente placar de 2 a 1. Uma vitória sobre o São Cristóvão, na penúltima rodada, daria o título por antecipação aos cruzmaltinos. Por isso mesmo, o adversário partiu para cima e marcou primeiro, ampliando a vantagem logo a seguir. Com 2 a 0 no placar, o público que torcia contra o Vasco acreditava que a parada estava ganha. Contudo, mais uma vez, a estratégia de Ramón Platero funcionou e, na etapa final, o time entrou com mais fôlego e virou a partida para 3 a 2, com um gol de Cecy e dois de Negrito.

Os camisas pretas, no seu ano de estréia na Série A da Primeira Divisão, tornavam-se campeões com todos os méritos possíveis, com o seguinte time base: Nélson, Leitão e Mingote, Nicolino, Claudionor e Artur, Pascoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito.

1923 - O VASCO CRIA O BICHO NO FUTEBOL

Nesse campeonato o Vasco instituiu uma forma criativa de pagamento aos seus jogadores. Nos mercados de secos e molhados da Saúde e da Rua do Russel, os portugueses tinham o hábito de apostar nas vitórias do Vasco.

Como quase sempre venciam, decidiram dividir o lucro com os jogadores. Contudo, os atletas não poderiam receber em dinheiro, já que eram amadores. Criou-se, então, uma tabela que rendia uma premiação de animal, de acordo com a importância do adversário que o Vasco vencia. O América, o campeão em 22, valia uma vaca com quatro pernas. O Flamengo, bicampeão em 20/21 era merecedor de uma vaca com três pernas. Uma vitória sobre o tricolor carioca era trocada por duas ovelhas e um porco. Vencer o Botafogo e outros times também rendiam algum animal, sempre de galo para cima.

Estava então criado o bicho, um tipo de premiação por bom resultado em um jogo e que viraria uma instituição no futebol brasileiro.

1924 - UMA RESISTÊNCIA À DISCRIMINAÇÃO RACIAL E SOCIAL

Enquanto na política o líder era o presidente Arthur Bernardes, no futebol a equipe vascaína vencia quase todas as partidas que disputava e também as competições. Depois de atropelar os adversários no ano anterior, em 1924 o Vasco já era o inimigo número 1 das demais torcidas cariocas. Um rival a ser batido, de qualquer maneira.

E já que era difícil batê-lo em campo, os dirigentes dos clubes rivais resolveram investigar as posições profissionais e sociais dos camisas pretas, pois o futebol ainda era amador e jogador não podia receber pela prática do esporte. Um verdadeiro golpe para tirar o Vasco das disputas.

Entretanto, os vascaínos driblaram com categoria as leis da Liga Metropolitana ao registrarem seus craques como empregados de estabelecimentos comerciais dos portugueses.

Não satisfeitos, os membros da sindicância da entidade resolveram fiscalizar a veracidade das informações. O tricolor Reis Carneiro, o rubro Armando de Paula Freitas e o rubro-negro Diocésano Ferreira se cansaram de bater às portas das firmas lusitanas e ouvir que os jogadores, ou melhor, funcionários, estavam realizando serviços externos.

A fiscalização das profissões dos jogadores era, na realidade, ilegítima. Por baixo dos panos, muitos atletas dos grandes clubes cariocas já recebiam para jogar. O que de fato incomodava os adversários era a origem daqueles jogadores: um time formado por negros, mulatos e operários, arrebanhados nas áreas pobres da cidade do Rio de Janeiro. E, ainda por cima, com o troféu nas mãos.

Depois de esgotadas todas as possibilidades de retirar o Vasco da disputa, pelo regulamento da Liga Metropolitana, os adversários apelaram para a criação de uma nova entidade, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). Aceitaram a inscrição de todos os grandes e, é claro, recusaram a dos vascaínos. Com um argumento nada convincente. Segundo os dirigentes adversários, o time cruzmaltino era formado por atletas de profissão duvidosa e o clube não contava com um estádio em boas condições.

Realmente, o campo da Rua Morais e Silva não tinha a estrutura que o Vasco merecia, mas não era esse o problema. Isso ficou claro na proposta feita pela AMEA, excluir 12 de seus jogadores da competição, justamente os negros e operários. O Vasco recusou a proposta por uma carta histórica de José Augusto Prestes, então presidente cruzmaltino, ao presidente da AMEA, Arnaldo Guinle:

"Estamos certos de que Vossa Excelência será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno de nossa parte sacrificar, ao desejo de filiar-se à Amea, alguns dos que lutaram para que tivéssemos, entre outras vitórias, a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923", argumentou Prestes. Ele prosseguiu defendendo seus atletas. "São 12 jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de suas carreiras. Um ato público que os maculasse nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles com tanta galhardia cobriram de glórias". E finalizou, decidindo não entrar na nova entidade: "Nestes termos, sentimos ter de comunicar a Vossa Excelência que desistimos de fazer parte da Amea".

Sem um campo em condições e vítima do racismo de seus adversários, restou ao Vasco disputar, com outros 21 times de menor expressão o campeonato da abandonada Liga Metropolitana de Desportos Terrestres. Dezesseis vitórias depois, sem nenhum empate ou derrota, os camisas pretas levantavam o bicampeonato sem dificuldades. No triangular final, no campo do Andaraí, o Vasco goleou por 5 x 0 o Engenho de Dentro e passou sem dificuldades pelo Bonsucesso, com uma vitória simples. O time-base era quase uma repetição do ano anterior, com apenas duas substituições: Nicolino por Brilhante e Arlindo por Russinho. Ramón Platero permanecia firme no comando.

No ano seguinte, graças à intervenção de Carlito Rocha, dirigente do Botafogo e árbitro da polêmica partida contra o Flamengo, em 1923, o Vasco foi admitido na Amea. O Clube mandava seus jogos no campo do Andaraí, onde é hoje o Shopping Iguatemi, mas seus dirigentes já se movimentavam para construir um belo estádio de futebol. E, por tabela, dar uma lição naqueles que um dia afastaram os camisas pretas da disputa com os grandes.

1927 - SURGE SÃO JANUÁRIO, O GIGANTE DA COLINA


O Estádio de São Januário
Diante de tanta discriminação, o Vasco iniciou uma campanha histórica de arrecadação de fundos entre associados e simpatizantes para a construção de um estádio à altura da grandeza do Clube. Na volta à Divisão dos principais times do Rio, em 1925, o Vasco fez boa campanha, 13 vitórias, três empates e duas derrotas, terminando em terceiro lugar. Em 1926, os camisas pretas chegaram ao vice-campeonato, ao vencerem 14 das 18 partidas disputadas.

Mas os vascaínos estavam muito mais preocupados em realizar o sonho de um estádio do que com o Campeonato Carioca. O tempo provaria que eles estavam certos, nos anos seguintes à inauguração de São Januário, o Vasco construiria um império respeitável de títulos e ganharia projeção internacional.

Em pouco tempo, as contribuições de torcedores e simpatizantes somavam 685 contos e 895 mil réis. O dinheiro era suficiente para a aquisição de uma enorme área em São Cristóvão. Com o terreno comprado, o próximo passo seria ainda mais difícil: arrecadar aproximadamente dois mil contos de réis para a construção do estádio. Outra vez, a força do povo falou mais alto e, em pouco mais de um ano, as obras se iniciavam.

Durante a construção surgiu uma pedra no caminho do Vasco. O presidente da República, Washington Luís, se negou a autorizar a importação de cimento belga - já utilizado na construção do Jockey Club -, mesmo sabendo que o país ainda não dispunha do produto para obras dessa grandeza. Os construtores, então, acharam uma solução criativa, na mistura de cimento, areia e pedra britada.

São Januário se tornaria não apenas um belo estádio, mas um marco na história da construção civil do país. Dez meses depois de lançada a pedra fundamental, o Estádio de São Januário era inaugurado em 21 de abril de 1927, com a presença de Washington Luís que, pouco tempo antes, havia dificultado a construção.

Era dia de festa e a parida inaugural do estádio. O time da casa recebeu o Santos, grande potência do futebol paulista àquela época, e foi derrotado por 5x3. O resultado negativo pouco importou. O que ficou foi a nova realidade do clube.

Até o ano de 1941, quando foi inaugurado o Pacaembu, em São Paulo, São Januário reinou absoluto por 14 anos como o maior e melhor estádio do Brasil.

JOGADOR VASCAÍNO MARCOU O 1º GOL OLÍMPICO NO BRASIL

Em março de 1928, o Vasco inaugurou os refletores e a arquibancada atrás de um dos gols, em amistoso contra o time uruguaio Wanderers. O Vasco venceu por 1x0, com um gol feito de cobrança de córner feita por Santana, entrando direto no gol uruguaio. Não há notícia anterior de um gol olímpico no Brasil. A jogada aconteceu pela primeira vez num duelo entre Uruguai e Argentina.

SURGE O GRITO DE GUERRA CASACA

Conta o benemérito vascaíno Francisco Rainho que, a essa época, o negociante João de Lucas, um vascaíno apaixonado, que mais tarde fundaria a Torcida Organizada do Vasco (TOV), costumava comemorar as vitórias de forma criativa. Como o Vasco reunia torcedores das mais diversas classes sociais, entre seus amigos de clube estavam membros da elite carioca, com suas casacas impecáveis. Para reverenciar esses senhores, João criou um refrão que se tornaria o grito de guerra do clube:

CASACA, CASACA, CASA-CASA-CASACA!
A TURMA É BOA É MESMO DA FUZARCA
VASCO! VASCO! VASCO!

1931 - PRIMEIRO CARIOCA NO EXTERIOR

Em 1931, o Vasco chegou ainda mais perto do título carioca. Na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o América, o time cruzmaltino perdeu por 3x0 do Botafogo, enquanto o América vencia por 3x1 o Bonsucesso e garantia mais uma taça.

Neste campeonato, os vascaínos impuseram a maior goleada da história no rival rubro-negro, com um humilhante placar de 7x0. Só que não foi esse o fato mais marcante do ano em São Januário: o Vasco se tornou o segundo clube brasileiro - o Paulistano, de São Paulo, abriu as portas - e o primeiro carioca a ser convidado para uma excursão à Europa, mais precisamente a Portugal e Espanha.

Para reforçar a equipe, os dirigentes convidaram Nilo, Carvalho Leite e Benedito (Botafogo) e Fernando (Fluminense). Em 12 partidas, o Vasco venceu oito, empatou uma e perdeu três. Marcou 45 gols e sofreu apenas 18.

As conseqüências do sucesso vieram logo em seguida: os jogadores Fausto e Jaguaré foram contratados pelo Barcelona, um dos times que sofreram com a técnica dos camisas pretas.

1935 - NASCE O CLÁSSICO DA PAZ

Por causa de uma briga com o Flamengo, originada no remo, o Vasco abandonou a Liga e criou, com o Botafogo, a Federação Metropolitana de Desportos (FMD) filiada à CBD. Em 1935 o Vasco ficou com o terceiro lugar. No entanto, os camisas pretas ganharam novamente em 1936. O único time que fez frente foi o Madureira, em três partidas finais.

A reconciliação no futebol carioca aconteceu em 1937, graças à iniciativa dos presidentes de Vasco e América, respectivamente Pedro Pereira Novaes e Pedro Magalhães Corrêa, no dia 29 de julho foi criada a Liga de Football do Rio de Janeiro, unificando todos os médios e grandes clubes cariocas. Para comemorar a vitória fora de campo, os dois times s enfrentaram em São Januário, no dia 31 do mesmo mês, em partida de renda recorde na cidade. Desde então, o jogo entre os dois clubes ganhou o apelido de Clássico da Paz.

1945 - SURGE A FAIXA DIAGONAL


O Ataque de 45
O Vasco buscou os reforços de Augusto (São Cristóvão), Eli (Canto do Rio), Danilo (América), Ademir (Sport Recife), além de Lelé, Isaías e Jair (todos do Madureira). Com esses nomes, os cruzmaltinos montavam a base de um time que marcaria história no Vasco da Gama, no Brasil e no mundo.

A primeira providência de Ondino Vieira foi trocar as camisas da equipe. Com passagem anterior pelo River Plate, o técnico se inspirou no uniforme do time argentino e adotou uma faixa diagonal branca na camisa de cor preta. E, para os dias mais quentes, criou o modelo branco, que absorve menos calor, com a faixa preta. Era o fim dos camisas pretas e o início do Expresso da Vitória.

1947 - O EXPRESSO DA VITÓRIA

O Vasco vinha com um ataque de espantar qualquer defesa, Djalma, Maneca, Friaça (Dimas), Lelé (Ismael) e Chico. No comando da equipe, Flávio Costa, tricampeão (1942/43/44) pelo Flamengo substituía Ernesto dos Santos, que fracassara no ano anterior.

Depois de vencer com facilidade o torneio Estadual, marcando 40 gols em apenas dez jogos, o time continuou atropelando seus adversários no Carioca, estufando as redes 68 vezes em 20 partidas. No primeiro turno desse campeonato, o Vasco ganhou do Canto do Rio por 14x1, impondo a maior goleada da fase profissional do futebol carioca. O adversário ainda tentou evitar o vexame substituindo o goleiro no intervalo quando o jogo estava 5x0. Antes tivesse deixado o infeliz em campo.

No jogo mais difícil contra o Botafogo de Heleno de Freitas, um empate sem gols garantiu o título ao Vasco. O Expresso terminou o campeonato invicto, com sete pontos à frente do alvinegro.

1948 - VASCO CONQUISTA PRIMEIRO TÍTULO INTERNACIONAL PARA O BRASIL

Com a volta de Ademir ao time, um título muito especial estava reservado para o ano de 1948. O Vasco, como campeão do Distrito Federal de 1947, foi convidado pelo Colo Colo para disputar o Torneio dos Campeões Sul-Amaericanos, no Chile. Jogando contra grandes times de sete países do continente, em turno único, todos contra todos e contando pontos corridos, os cruzmaltinos não deram chances aos adversários e trouxeram o caneco para casa de forma invicta.

A conquista começou a ser desenhada na segunda partida, em que o Vasco aplicou um irreparável 4x0 no temido Nacional, do Uruguai, do artilheiro Atílio Garcia. Pintou em cores vivas quando a equipe de São Januário arrancou um empate em 1x1 com o time da casa. E virou realidade no heróico 0x0 contra o River Plate de Di Stéfano que marcara 27 gols no campeonato argentino daquele ano. Nesse jogo, que entrou para a história do Vasco, Barbosa pegou um pênalti e o árbitro anulou um gol do Vasco.

Esta conquista representou o primeiro título internacional do futebol brasileiro, seja de clube ou seleções, o que reforça o pioneirismo do Clube de São Januário.

1949 - RECORDE DE GOLS, MAIS UM CAMPEONATO INVICTO

Em 1949 o Vasco contou com a presença de Heleno de Freitas no comando do ataque. Se o time já havia assustado as defesas adversárias com goleadas históricas, nesse ano os goleiros perderiam a conta do número de vezes que buscariam a bola no fundo da rede. Foram 84 gols em apenas 20 jogos, um recorde. E mais um título invicto, ainda sob o comando de Flávio Costa.

O rival Flamengo, que desde 44 não ganhava do Vasco, voltou a sofrer com o Expresso. Os rubro-negros chegaram a fazer 2x0 no placar, em plena Gávea. Eufóricos, os flamenguistas davam como certa a vitória. No fim da partida, o placar anunciava 5x2 para os cruzmaltinos, para desespero do adversário.

1950 - A BASE DA SELEÇÃO, QUASE CAMPEÃ MUNDIAL DE 1950

O Brasil de 1950 com exibições de gala, mas por motivos políticos e da velha rivalidade Rio x São Paulo acabou perdendo o seu primeiro mundial em pleno Maracanã. A base da seleção brasileira era a equipe do Vasco, disparada a melhor do Brasil, com cinco jogadores em campo: Barbosa, Augusto, Danilo, Chico e o artilheiro da Copa do Mundo, o grande ídolo Ademir.

1950 -O EXPRESSO DA VITÓRIA E DAS GOLEADAS HISTÓRICAS


O Expresso da Vitória
No primeiro Campeonato realizado no Maracanã, o Vasco voltou ao hábito de marcar muitos gols. Logo no jogo de estréia, o São Cristóvão sentiu o sabor amargo de ser goleado: 6x0. Depois, os vascaínos, ainda atropelaram o Madureira (9x1), o Canto do Rio (7x0), o Bonsucesso (7x2) e o Fluminense (4x0) que no turno anterior havia derrotado o Vasco por 2x1. O último jogo foi contra o América, outro que derrotara o Vasco no turno. O Vasco venceu (2x1) e levou mais um título para São Januário.

A denominação Expresso da Vitória surgiu num programa esportivo e musical da Rádio Nacional, que contava com a participação de Lamartine Babo, entre outros. Lá pelas tantas, um cantor, ao se apresentar, disse que dedicaria a música ao Vasco, o Expresso da Vitória, um time que atropelava os adversários em campo. Quem contou essa história foi Ademir, em entrevista à "Folha do Esporte". O nome escolhido pelo cantor para homenagear a maior locomotiva de gols da história do Vasco não poderia ter sido mais oportuno. Com o fim do Expresso era a hora da renovação.

1953 - A RENOVAÇÃO

Em 1953, Vavá, Bellini, Sabará e outros jogadores de talento e força foram incorporados definitivamente ao time principal. O ano começou bem para o Vasco. No Quadrangular Internacional do Rio, disputado no Maracanã com Boca Juniors e Racing, ambos da Argentina, e Flamengo, os cruzmaltinos levaram o título com dois empates com os argentinos e mais uma goleada de 5x2 nos rubro-negros. Em seguida, foi para o Chile disputar o Torneio Internacional de Santiago. Venceu o colombiano Milionários e, mais uma vez, o Colo Colo, pelo suficiente placar de 2x1, sagrando-se campeão.

1958 - O PIONEIRISMO DO VASCO, MAIS UMA VEZ, NO GESTO DE BELLINI

Em 1958, ano de Copa do Mundo, o Vasco cedeu Bellini, Orlando e Vavá para ajudar a Seleção Brasileira a conquistar seu primeiro título de campeã. A competição foi na Suécia e a final, com os donos da casa. Após 90 minutos, Brasil 5x2, com dois gols de Pelé, um de Zagallo e dois de Vavá. Coube ao capitão da seleção, o nosso Bellini, erguer com as duas mãos e sobre a cabeça, a Taça Jules Rimet. Um gesto que se tornou famoso e depois acabou sendo copiado por todos os capitães cujas seleções já foram campeãs do mundo.

1958 - O SUPER-SUPERCAMPEONATO

O título do Brasil tornou o Carioca de 1958 especial. Com excelentes jogadores, o Vasco vendeu o campeão mundial Vavá para o Atlético de Madrid. Mas nem assim caiu de produção: os substitutos, como esperavam dirigentes, comissão técnica e torcedores, deram conta do recado. Ao final de dois turnos, Vasco, Flamengo e Botafogo estavam com o mesmo número de pontos ganhos. Foi realizado, então, um supercampeonato, em turno único, com os três jogando entre si. Depois de derrotar o Flamengo por 2 a 0, o Vasco perdeu do Botafogo, provocando um novo empate entre os três.

A saída foi disputar o Super-supercampeonato. Uma vitória por 2 a 1 sobre os alvinegros e um empate em 1 a 1 com os rubro-negros garantiu o tão sofrido e valorizado título para o time de São Januário.

1965 - TROFÉU QUARTO CENTENÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Dentro da inexpressiva década vascaína de 1960, o ano de 1965 talvez tenha sido um dos mais significativos para o time de São Januário. Em comemoração ao quarto centenário da Cidade do Rio de Janeiro, foi organizado um grande torneio contando com o Vasco, Flamengo e Seleção da Alemanha Oriental. O Vasco venceu o Flamengo e a seleção alemã, conquistando, de forma sensacional o título de Campeão do Troféu Quarto Centenário.

1974 - O PRIMEIRO TÍTULO DE CAMPEÃO BRASILEIRO


Jorginho Carvoeiro marca o gol do título.
A decisão, marcada anteriormente para o Mineirão, foi transferida para o Maracanã, pois no jogo anterior dirigentes do Cruzeiro, alegando um pênalti não marcado a favor da equipe mineira, invadiram o campo. Resultado, perderam o mando de campo e o jogo foi transferido para o Rio. O Cruzeiro de Piazza e Palhinha começou assustando, mas não demorou e o vascaíno Ademir estufou as redes. Na etapa final, Nelinho, chutando de longe, fez 1 a 1.

A agonia somente acabou aos 36 minutos, quando Alcir lançou Jorginho Carvoeiro que dividiu com o goleiro Victor e fez o gol do título. Dessa forma, com o seu pioneirismo, o Vasco carimbava mais uma página da história sagrando-se o primeiro Clube do Rio a ser Campeão Brasileiro.

1987/88 - O BICAMPEONATO CARIOCA

Em 1987 o país chora a morte do poeta Carlos Drumond de Andrade, entretanto, ao menos a alegria do futebol estava garantida pela dupla Roberto Dinamite e Romário. A equipe vascaína fez ótima Taça Guanabara chegando à decisão dom o Flamengo e precisando apenas de um empate. Atuou garantindo o 0x0 Após o vice da Tara Rio, o Vasco disputou o a final em um triangular com o Bangu e o Flamengo.

O time de Moça Bonita foi goleado por 4x0. Era a hora de acertar as contas com o Flamengo, não deu outra com uma exibição de gala, um passe sensacional de Roberto Dinamite, em uma das jogadas de maior beleza plástica que o Maracanã já viu, a bola veio limpa para Tita, ex-jogador do Flamengo, que mandou um balaço para as redes adversárias fechando o caixão do Flamengo. Melhor revanche, impossível. Vasco Campeão Carioca de 1987.

No Estadual de 1988, após o vice-campeonato da Taça Guanabara, o Vasco voltou a mostrar sua força e venceu a Taça Rio. Neste Estadual o Vasco iniciou uma série de vitórias em cima do Flamengo, chegando a fazer a quina, ao vencer cinco jogos consecutivos. A primeira (1x0) foi ainda na Taça Rio, gol do apoiador Henrique. Em seguida, já no terceiro turno, depois de vencer o Americano e empatar com o Fluminense, o Vasco ganhou do Flamengo por 3x1, com dois gols de Sorato e um de Vivinho.

Com esse resultado a equipe de São Januário jogaria a final em duas partidas com os rubro-negros, podendo até alcançar a quarta em razão do número de pontos necessários. No primeiro jogo da final, Vasco 2x1, gols de Bismarck e Romário. Na partida decisiva, por precisar somente do empate, o Vasco jogou recuado. Faltando cinco minutos para o fim do jogo, o técnico Sebastião Lazaroni tirou Vivinho e colocou em campo o Cocada. Logo após entrar o lateral direito deu um corte no zagueiro Edinho e fuzilou da entrada da área marcando o gol do título e entrando para a história do Clube.

1989 - O BICAMPEONATO BRASILEIRO

Em 1989, com a venda de jogadores para o exterior, o Vascão arrecadou dinheiro para montar um supertime. Bebeto foi tirado do Flamengo numa grande jogada dos dirigentes vascaínos, após um desentendimento entre o clube rival e o jogador. Para completar o elenco chegaram Luís Carlos Winck, Boiadeiro, entre outros.

Em excursão à França o Vasco derrotou a equipe francesa do Metz e o time iugoslavo Estrela Vermelha, ganhando o Torneio de Metz. Em seguida o time cruzmaltino chegou ao tri do Ramon de Carranza, derrotando o espanhol Atlético de Madri e o uruguaio Nacional. Era a hora de mais um Brasileiro. Mesmo com um ótimo elenco o Vasco demorou a engrenar no campeonato.

O time alternava partidas brilhantes com outras apenas razoáveis e o craque Bebeto era vítima de sucessivas lesões. O título de favorito já estava começando a cair por terra e quando ninguém mais acreditava o Vasco reagiu nas partidas, justamente, mais difíceis. Venceu o Corinthians, em São Paulo, e o Internacional, em Porto Alegre. Com a virada, foi à final com um ponto de vantagem sobre o São Paulo, o que lhe bastava uma vitória para sagrar-se Campeão.

O técnico Nelsinho reuniu o elenco e todos concordaram em jogar a primeira fora de casa. Caso perdessem, fariam a final no Maracanã. No jogo do Morumbi o Vasco usou a estratégia de deixar o São Paulo vir para cima e explorar os contra-ataques em alta velocidade. Aos cinco minutos da etapa final, após cruzamento de Winck, Sorato cabeceou com violência no canto direito do goleiro Gilmar, marcando o gol do título. O goleiro Acácio, em tarde inspiradíssima, fez defesas magistrais. O Vasco ganhava o seu título de bicampeão Brasileiro.

1992/93/94 - O TRICAMPEONATO ESTADUAL

Com o Maracanã interditado para obras, depois do grave acidente na final do Brasileiro de 1991, o Estádio de São Januário serviu de palco para os grandes jogos do Rio.

Foi um título invicto, após vencer os dois turnos disputados, sem a necessidade de final. A equipe garantiu a conquista com uma vitória por 1x0, gol de Valdir contra o Bangu.

No último jogo da competição, um empate com o Flamengo em 1x1 serviu de pano de fundo para um momento de emoção para os torcedores do Vasco, Roberto fazia sua despedida dos campos em jogos do Carioca. Maior goleador do clube em todos os tempos, foram 698 gols em 1.110 jogos com a camisa cruzmaltina. Dinamite saiu dos campos com a mesma simplicidade que o fez alcançar o sucesso.

Em 1993, depois de ser vice na Taça Guanabara o Vasco recuperou-se, venceu a Taça Rio e ganhou o direito de disputar as finais. Depois de uma vitória para cada lado, o Vasco jogou para segurar o empate contra o Fluminense e saiu de campo com o título de bicampeão estadual.

O ano de 1994 foi marcado pela passagem relâmpago de Dener por São Januário. Jogador em que os vascaínos depositavam muita esperança, ela acabou tendo carreira curta. Morreu, tragicamente num acidente automobilístico na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio. O craque fez apenas 12 jogos e três gols, mas encantou os torcedores com o seu talento. Entretanto, não foi um ano só de tristezas, principalmente para a equipe vascaína, pois a conquista da Taça Guanabara com um humilhante 4x1 em cima do Fluminense foi apenas um bom prenúncio.

No jogo final contra o tricolor das Laranjeiras Jardel fez 2x0 e garantiu o título "Tri, Tri, o Vasco é Tri! Cantou eufórica a torcida vascaína em todo o Brasil.

1997 - O TRICAMPEONATO BRASILEIRO

Poucos torcedores vascaínos poderiam imaginar o espetáculo a que assistiriam em 1997. Edmundo, após passagens apagadas por Flamengo e Corinthians, estava na equipe. Mauro Galvão, que tinha contra si a idade avançada foi chamado para comandar a defesa. Evair, com o aval de Edmundo, chegou para formar a dupla de ataque com o craque. Até aí nada demais, só que Lopes resolveu mesclar esses jogadores com jovens formados no clube ou que já atuavam pelo Vasco.

Edmundo estabeleceu o novo recorde de gols em uma partida pelo campeonato brasileiro, assinalando seis gols na equipe do São João. Neste mesmo campeonato ele quebraria com seus 29 tentos o recorde de gols em campeonatos brasileiros.

Domingo de final, 21 de dezembro de 1997, noventa mil vascaínos se aglomeravam no Maracanã para ver o time enfrentar o Palmeiras e se sagrar tricampeão brasileiro. Um empate seria o suficiente. Depois do 0x0, o Vasco levantou o seu terceiro título Brasileiro.

1998 - O TÍTULO ESTADUAL DO CENTENÁRIO

Ano do Centenário, cem anos de glórias. A equipe perdeu Edmundo para a Fiorentina, Evair para a Portuguesa, mas trouxe Luizão que estava no La Coruña e Donizete, que jogava pelo Corinthians. As demais equipes chamadas grandes, como o Flamengo, Fluminense e Botafogo, em mais um ato espúrio no esporte brasileiro, desrespeitando o centenário do Vasco tumultuaram o campeonato, tentaram tirar o brilho, mas não adiantou, mesmo com WxO e outros recursos anti-esportivos, o Vasco foi campeão por antecipação jogando contra o Bangu em Moça Bonita.

Para sacramentar o ídolo que sempre foi, nada mais nada menos do que Mauro Galvão o autor do gol do título, já nos descontos de uma partida complicada que parecia caminhar para o 0x0. Ao contrário da torcida do seu maior rival, no ano do Centenário do Clube os vascaínos soltaram o grito: É Campeão!!!

1998 - O BICAMPEONATO SUL-AMERICANO NA LIBERTADORES

Depois de passar pelos mexicanos Chivas e América e por Grêmio e Cruzeiro, o adversário do Vasco nas semifinais seria o temido River Plate, que no ano anterior havia vencido até em São Januário pela Supercopa.

No Rio o gol de Donizete pareceu insuficiente para agüentar a pressão na Argentina. Em Buenos Aires o Vasco foi subestimado pelo técnico do River Plate, Ramón Díaz, que disse: "O Vasco não é grande coisa".

Com mais de 50 mil torcedores lotando o Monumental de Nuñez, o River vencia por 1x0 até os últimos minutos, quando Juninho em cobrança de falta magistral estabeleceu o empate e garantiu a vaga às finais da Libertadores. Para o primeiro jogo contra o Barcelona de Guaiaquil, o outro finalista, São Januário foi o estádio escolhido. Não sobrou nenhum dos 34 mil ingressos postos à venda.

Com gols de Donizete e Luizão, na vitória por 2x0, o Vasco partiu em busca do título. No Equador o time encontrou clima tenso, de guerra, com paus e pedras lançados da arquibancada. A pressão não foi suficiente para deter o Vasco. Luizão e Donizete, novamente, fizeram 2x0, o Barcelona diminuiu mas o Vasco sagrou-se Campeão da Taça Libertadores de 1998 e Bicampeão Sul-Americano de Futebol (1948 e 1998).

2000 - O TRICAMPEONATO SUL-AMERICANO - MERCOSUL

Uma conquista para ficar guardada na memória do torcedor vascaíno por muitos e muitos anos. Nem o mais esperançoso poderia imaginar que a equipe, comandada pelo astro Romário, em pleno Parque Antártica, poderia reverter um placar de 3x0, para 4x3, e sair de São Paulo com o título da Copa Mercosul. Mais uma vez o Vasco mostrou porque é o time da virada.

Mas quem acompanhou o início da competição sul-americana não poderia prever que o Vasco seria o campeão. Isso porque a equipe teve um início muito ruim e só conseguiu a classificação para a segunda fase graças a uma combinação de resultados.

Nas quartas-de-final, a equipe enfrentou o Rosário Central, da Argentina. No jogo de ida, em São Januário, vitória magra por 1x0, com gol de Juninho Paulista.

Na volta, em Rosário, um simples empate bastava para a equipe brasileira seguir em frente. Um gol do adversário já nos descontos levou a decisão para os pênaltis. E lá estava o jovem Hélton, que garantiu a vaga ao defender uma cobrança. Passado este sufoco, o Vasco foi para a semifinal enfrentar outra equipe argentina. Desta vez, o adversário era o River Plate. Só que o temor foi para o espaço no jogo de ida, em Buenos Aires. Uma goleada fantástica, por 4x1, calou a boca de todos.

Na volta, com a passagem para a final carimbada, o Vasco venceu por 1x0, só para mostrar que o massacre na Argentina não fora por acaso. Veio então a grande final contra o Palmeiras. A turma do arco-íris já dizia que o Vasco seria novamente vice.

No primeiro jogo, em São Januário, vitória por 2x0. Um simples empate na segunda partida bastaria para dar a volta olímpica. Porém a derrota por 1x0 em São Paulo levou a decisão para o terceiro e decisivo jogo. Aí, todos já sabem o que aconteceu...

Vasco Campeão da Copa Mercosul, na vitória de 4x3, a maior virada que se tem registro na história do futebol em uma decisão de campeonato.
VASCO, TRICAMPEÃO SUL-AMERICANO DE FUTEBOL!

2000 - O TETRACAMPEONATO BRASILEIRO

Mais uma final de campeonato. Mais uma chance de conquistar um título, o último do milênio. Mais um grito de campeão. Mas antes de tudo isso, os torcedores teriam que sofrer um pouco mais, vendo o Vasco superar o humilde São Caetano, zebra da competição.

De humilde e zebra, o Azulão do interior paulista não tinha nada. O outrora desconhecido Adhemar liderou o São Caetano, despachando três grandes do futebol brasileiro. Mas a vantagem de decidir a segunda partida em casa era do Vasco. Era a segunda decisão do técnico Joel Santana em menos de um mês.

A nau vascaína tinha o quarteto formado pelos Juninhos, Euller e o vice-artilheiro da competição, Romário, com 18 gols, além da segurança de Helton. Só isso bastava.

No primeiro jogo, em São Paulo, o time de São Januário deu muito espaço ao Azulão e acabou levando o primeiro. Entrou em cena a estrela de Romário, que empatou a partida em lance de puro oportunismo, dando ao Vasco a vantagem de jogar pelo empate em 0x0.

No dia 30 de dezembro de 2000, data da segunda e decisiva partida, houve um infeliz acidente com o alambrado de São Januário. Depois de muita discussão a nova e decisiva partida foi marcada para o dia 18 de janeiro, no Maracanã.

Com o Maracanã tomado pelos vascaínos a equipe sagrou-se Campeã, mais uma vez, conquistando o Tetracampeonato Brasileiro ao abater a equipe do São Caetano pelo placar de 3x1.

DE 2001 A 2007

O novo século parecia trazer ainda mais conquistas para o Vasco. O título Brasileiro de 2000 foi decidido apenas em janeiro de 2001 e o Vasco sagrou-se tetracampeão nacional. No entanto, a força que o clube demonstrou nas temporadas anteriores com a montagem de um amplo projeto olímpico, além da pujança no futebol, passou a incomodar, especialmente àqueles que jamais se conformaram com o sucesso de uma administração tradicional.

Alguns setores se uniram no projeto de inviabilizar a nossa instituição sufocando-a financeiramente. Em 2001 e 2002 o Vasco ficou sem receber cotas referentes ao direito de transmissão da televisão. Além disso, notícias falsas dando conta de que o Vasco rumava para a insolvência foram espalhadas pelo mercado, dificultando negociações com potenciais patrocinadores.

Como se tornou comum ao longo de nossa história, resistimos para que pudéssemos nos manter vivos. Sem abrir mão do seu estilo administrativo, o Vasco renegociou suas dívidas, quitou débitos fiscais e celebrou um acordo em relação às cotas de TV que permitiram um desafogo nas dificuldades de financiamento dos projetos do clube.

A possibilidade de voltar a respirar foi imediatamente traduzida em mais um título Estadual, conquistado em 2003. Para chegar lá, o Vasco levantou a Taça Guanabara diante do Flamengo. Posteriormente, numa decisão contra o Fluminense (que conquistou o segundo turno), venceu o adversário nas duas partidas finalíssimas, por 2x0 e 2x1.

Mesmo lutando contra os obstáculos oferecidos de fora para dentro da administração, intento que continuou sendo levado à cabo por desafetos, o Vasco ampliou seu patrimônio e construiu um amplo projeto social para beneficiar muitos de seus atletas.

No campo patrimonial, merecem destaque o arrendamento do Vasco Barra, centro de treinamento de primeiro mundo situado em uma das zonas nobres da cidade do Rio de Janeiro, a Barra da Tijuca, a construção do Centro de Treinamento Almirante Heleno Nunes, na Rodovia Rio-Petrópolis, que contemplará as categorias de base (inaugurado em 20/08/2006), a ampliação do complexo desportivo de São Januário, com a anexação de um quarteirão inteiro, e a edificação de um hotel dentro das dependências do clube para a concentração dos jogadores antes dos jogos.

No vértice social, além da manutenção de uma equipe multidisciplinar (médicos, dentistas, fisiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos) acompanhando todos os atletas, o clube passou a distribuir centenas de refeições por dia e a manter em alojamentos próprios jovens oriundos de outros estados brasileiros ou cidades fluminenses. E, no mais notável projeto desenvolvido por qualquer grande clube brasileiro, celebrou uma parceria com o grupo educacional Faria Brito, a partir do ano de 2004, a fim de manter um colégio de primeiro e segundo graus, permitindo aos atletas o encurtamento da distância entre estudo e prática desportiva.

Para financiar novos projetos, o Vasco iniciou 2007 buscando o mercado através do seu Departamento de Marketing. Um dos sonhos da diretoria reeleita para mais um mandato é reconduzir o clube à principal competição sul-americana, a Taça Libertadores da América, primeiro degrau para o plano de chegar a mais uma disputa de título mundial, que esteve muito próximo no final dos anos 90.

Em 2008, após um desastroso campeonato brasileiro, é rebaixado para Série B em 2009, deixando de participar da primeira divisão pela primeira vez.

UNIFORME

A primeira camisa do Vasco, ainda na época do Remo, era parecida com a atual: preta, com uma faixa diagonal branca e a Cruz de Malta no centro. No entanto, a faixa diagonal partia do ombro direito, ao contrário do que acontece hoje.

Por influência do Lusitânia (clube que se fundiu com o Vasco em 1915 dando início ao seu Departamento de Futebol), a primeira camisa do Futebol era preta, tinha a gola e os punhos brancos e sem a faixa diagonal. Porém, a Cruz de Malta havia sido deslocada para o lado esquerdo do peito, junto ao coração.

Nos anos 30, o uniforme principal do futebol foi modificado: a faixa diagonal branca reapareceu, só que dessa vez partindo do ombro esquerdo. A Cruz de Malta continuou no mesmo lugar.

Em 1945, por sugestão do treinador Ondino Viera (que se inspirara na camisa do River Plate), o Vasco adotou a camisa branca, com a faixa diagonal preta, como uniforme número 2.

A última grande modificação na camisa foi feita em 1988, com a supressão da faixa nas costas. A partir daí, apenas pequenas alterações foram processadas, de acordo com as mudanças de fornecedores de material esportivo e patrocinadores.


1898

1916

Anos 30

1945
ESCUDO

O primeiro escudo do Vasco foi criado em 1903 e era redondo, sem a faixa diagonal que existe hoje, mas já com a caravela no centro. Em 1920, o escudo foi modificado e ganhou o formato que conhecemos hoje, com a faixa diagonal branca. Na década de 80, uma versão mais moderna do escudo foi lançada, com as formas mais arredondadas.


Primeiro Escudo
1903

Segundo Escudo
Anos 20

Escudo Atual
Anos 80


CRUZ DE MALTA

O primeiro escudo do Vasco, criado em 1903, tinha uma Cruz de Cristo na caravela, à semelhança do que acontecia nas caravelas da época dos descobrimentos. Alguns anos depois, a Cruz de Cristo foi substituída pela Cruz de Malta. Entretanto, mais tarde, descobriu-se que a Cruz de Malta é, na realidade, uma Cruz Patée, também conhecida como Cruz Pátea. A verdadeira Cruz de Malta é bem diferente da Cruz Pátea, pois tem as extremidades bifurcadas.


Cruz de Cristo

Cruz de Malta

Cruz Pátea


MASCOTE

O Vasco tinha como símbolo o Almirante, em homenagem ao navegador português que lhe emprestou o nome. A partir dos anos 40, surgiu a figura do comerciante português de tamancos e camisa do clube. O apelido Bacalhau - criado pelo cartunista Henfil no Jornal dos Sports, nos anos 60, também caiu no gosto da galera.


HINO

O Vasco possui registros de três hinos criados ao longo de sua história. Confira:


HINO DO VASCO (atual)
(Autor: Lamartine Babo - decada de 40)

Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o teu pendão
Tens o nome do heróico português
Vasco da Gama... tua fama assim se fez

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal


O PRIMEIRO HINO OFICIAL DO VASCO
(Autor: Joaquim Barros Ferreira da Silva - 1918)

Clangoroso apregoa, altaneiro
O clarim estridente da fama
Que dos clubes do Rio de Janeiro
O invencível é o Vasco da Gama
Se vitórias já tem no passado
Glorias mil há de ter no porvir
O seu nome é por nós adorado
Como estrela no céu a fulgir!

Refrão:
Avante então
Que pra vencer
Sem discussão
Basta querer
Lutar, lutar
Os vascaínos
De terra e mar
Os paladinos

É mundial
A sua fama
Vasco da Gama
Não tem rival
Mais uma glória
Vai conquistar
Lutar, lutar
Para a vitória

Sobre os peitos leais, vascaínos
Brilha a Cruz gloriosa de Malta
Corações varonis, leoninos
Que o amor pelo Vasco inda exalta.

Quando o Vasco em qualquer desafio
Lança em campo o seu grito de guerra
Invencível, nervoso arrepio
Faz tremer o rival e a terra!


O SEGUNDO HINO DO VASCO
(Música de Ernani Corrêa e Letra de João de Freitas. Composto em ano desconhecido.)

MEU PAVILHÃO

Vasco da Gama evocas a grandeza
Daqui e d'além mar
Teu pavilhão refulge de beleza
Perene a tremular!

Dos braços rijos de teus filhos,
O mar sagrou-te na história!
Reflete pelos céus em forte brilho
O cetro que ostentas da vitória!

Na cancha és o pioneiro!
És o mais forte entre os mil!
Com a fama que ecoa no estrangeiro
Elevas o esporte do Brasil!

Estádio

Inaugurado em 21 de abril de 1927, o Estádio Vasco da Gama, conhecido como São Januário, pode ser considerado uma pequena cidade desportiva na zona norte do Rio de Janeiro. Construído sobre uma área de 56.000m², São Januário é a sede principal do Vasco da Gama e concentra o campo de futebol, o parque aquático (com uma plataforma de saltos e 4 piscinas), dois ginásios polivalentes (um deles com capacidade para 2.500 torcedores), três quadras cobertas (futsal, basquete e handebol), quatro campos de grama sintética para recreação e treinamento, duas quadras de tênis, instalações para esportes olímpicos, concentração para moradia de 90 atletas, sala com o equipamento mais moderno para o exame de dopping (o Vasco é o único clube brasileiro com estes recursos), etc.

A sede ainda abriga a parte administrativa do clube, com exceção da administração do remo, um restaurante, uma lanchonete, quatro bares, o salão de troféus, com mais de 6 mil peças que documentam as vitórias vascaínas, a capela de Nossa Senhora das Vitórias, o Colégio Vasco da Gama, um mini-hospital, sala de computadores e o Centro de Memória.

Também pertence ao Vasco a área de 4.100m², em frente ao estádio, que contém um espaço para estacionamento e um campo de futebol, utilizado pelas escolinhas e moradores dos arredores. Em parte deste terreno foi construída pelo clube uma escola, doada ao Estado do Rio de Janeiro.

O estádio de futebol, em condições de receber um público de 32 mil pessoas, conta com placar eletrônico, sistema computadorizado de irrigação do gramado, catracas eletrônicas para os dias de jogos, câmara inflável no campo para proteger a entrada e a saída do time adversário, vestiários e maca móvel. Além dos jogos e treinamentos do futebol profissional, o histórico gramado de São Januário é palco para as exibições dos futuros craques do esporte brasileiro, que dão seus primeiros passos no futebol vestindo a sagrada camisa cruzmaltina, desde a categoria Pré-Mirim ao time de Juniores.

Títulos
Estaduais
  • Campeonato Estadual de Juniores: 1944, 54, 69, 71, 81/82, 84, 91/92, 95 e 2001
  • Campeonato Estadual de Aspirantes: 1942/43, 1946/49, 60/61, 64 e 66/67
  • Torneio Início: 1926, 29/32, 42, 44/45, 48 e 58
  • Torneio Relâmpago: 1944 e 46
  • Torneio Municipal: 1944/47
  • Campeão de Terra e Mar: 1924, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1982, 1998
  • Taça Adolpho Bloch (Torneio Extra de Verão do Rio de Janeiro): 1990
  • Taça Guanabara: 1965, 76/77, 86/87, 90, 92, 94, 98, 2000 e 2003
  • Taça Rio: 1984, 88, 92/93, 98/99, 2001, 2003 e 2004
  • Taça Brigadeiro Gerônimo Bastos: 1988
  • Copa Rio: 1992/93 (Valia uma vaga na Copa do Brasil)
  • Campeonato Estadual da 2ª Divisão (Série B): 1922
  • Campeonato Estadual: 1923/24, 29, 34, 36, 45, 47, 49/50, 52, 56, 58, 70, 77, 82, 87/88, 92/93/94, 98 e 2003
Interestaduais
  • Torneio Cidade de Belém (PA): 1964
  • Torneio Cinqüentenário da Federação Pernambucana (PE): 1965
  • Torneio Erasmo Martins Pedro (RJ): 1973
  • Torneio Imprensa de Santa Catarina (SC): 1977
  • Torneio José Fernandes (AM): 1980
  • Torneio João Havelange (MG): 1981
  • Torneio João Castelo (MA): 1982
  • Torneio de Juiz de Fora (MG): 1986/87
  • Torneio João Havelange (RJ e SP): 1993
  • Torneio Rio-São Paulo: 1958, 66* e 99
Nacionais
  • Taça Belo Horizonte de Juniores: 1991/92
  • Taça São Paulo de Juniores: 1992
  • Campeonato Brasileiro: 1974, 89, 97 e 2000

Competições Internacionais

  • Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões: 1948
  • Copa Libertadores da América: 1998
  • Copa Mercosul: 2000

Site
http://www.crvascodagama.com