segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Esporte Clube Internacional

Fundado em 16 de maio de 1928, o Esporte Clube Internacional nasceu como resultado de várias reuniões no extinto Café Guarany entre um grupo de jovens que praticavam o foot-ball. A primeira diretoria, segundo jornais da época era composta por Carlos Peixoto (Presidente Honorário), Romano Franco (Presidente Efetivo), Antonio Lozza (Vice-Presidente), Marcino Castilho (1º Secretário), José Sfredo Sobrinho (2º Secretário), Luiz Cechella (1º Tesoureiro), José B. Lozza (2º Tesoureiro), Francisco Callage (Orador), Victorino Pereira da Silva (Capitão Geral), Miguel Pereira Gomes, Raphael Voto, Cícero M. Fontoura, Olavo Castagna, Paulo Domingues, José Carlos Almeida, Pedro Mothcy, João Fernandes e Santos da Silva Gomes.

Existem divergências acerca da escolha do nome e da escolha das cores do clube. Segundo Olavo Castagna – um dos fundadores – em entrevista a Candido Otto da Luz, o nome foi escolhido como homenagem ao campeão gaúcho de 1927, o Sport Club Internacional de Porto Alegre. A escolha do vermelho deu-se em homenagem a outro participante da fundação, Antonio Lozza, que como bom maragato sempre usava um lenço “encarnado”.

Já segundo Nelson Gündel, ex-dirigente e ex-jogador, por sugestão de Érico Weber – um dos fundadores – o clube nasceu com as cores da bandeira alemã – preto, amarelo e vermelho. Com os primeiros sinais da Segunda Guerra Mundial, pressentindo problemas pelas movimentações alemãs, o próprio Érico sugeriu ao então presidente Antonio Lozza que o preto e o amarelo fossem substituídos pelo branco. Dessa forma, o clube assumiu as cores defendidas até hoje. Sobre o nome, Gündel diz que a opção por Internacional se deve à sugestão de Victorino Pereira da Silva, que, à época, almejava fundar um clube que superasse os ferroviários do Riograndense Futebol Clube – o mais forte da cidade até então. Como parte desta aspiração optou por um nome de maior abrangência – Internacional.

Os primeiro confrontos do Internacional aconteceram em 19 de agosto de 1928. O evento – denominado na época como baptismo colorado – foi marcado por dois jogos entre os 1ºs e 2ºs quadros entre Inter/SM e Militar Foot-Ball Club no campo do adversário. No jogo entre os 2ºs quadros, o Militar venceu por 2 a 1. Já no jogo entre os times principais o Militar venceu por 2 a 0. O plantel, com jogadores que se alternavam entre o primeiro e segundo times, era composto por Almeida, Toaldo, Juvenil, Vitorino, Ladeira, Lozza, Geraldo, Chamy, Tabica, Coelho, Oscar, João, Gomes, Moraes, Borim, Osório, Gavião Montey, Gama, Cícero, Leonardo, Diniz, Luiz e Castagna.

O primeiro gol marcado pela equipe principal aconteceu no segundo jogo. O Inter perdeu por 2 a 1 para o Gaúcho Foot-Ball Club em 30 de setembro de 1928 no campo do Prado. No entanto não há registro do autor deste gol. A equipe colorada anunciada pelo Diário do Interior para o jogo era composta por Almeida; Toaldo e Juvenil; Victorino, Ladeira e Lozza; Geraldo, Chaney, Tabica (capitão), Coelho e Oscar. O segundo time – que também perdeu por 2 a 1 para o Gaúcho – jogou com João; Gomes e Moraes; Borim, Osório e Gavião; Monty, Gama, Cícero (capitão), Leonardo e Diniz.

O primeiro registro conhecido de um autor de gol pelo time principal do Internacional é apenas do terceiro jogo – o qual marca também a primeira vitória colorada. Jango marcou os 2 primeiros gols no triunfo por 4 a 1 contra o União de Jacuhy (atual cidade de Sobradinho) no dia 25 de novembro de 1928 na casa do adversário. O colorado santa-mariense jogou com João; Nenê e Graxa; Gomes, Monte e Asbu; Gury, Gama, Jango, Ribeiro e Tabica. Os outros gols foram anotados por Monte e Ribeiro.

O primeiro jogo oficial aconteceu em 13 de maio de 1930, válido pelo Torneio Início. O Inter venceu o 7 de Setembro por 1 a 0 – gol de Tabica – no Estádio dos Eucaliptos. Na mesma data e pela mesma competição, aconteceu o primeiro Rio-Nal. O resultado de empate em 1 a 1 deu início à histórica rivalidade entre Internacional e Riograndense.

O primeiro troféu conquistado pelo colorado data de 27 de setembro de 1931. Foi em um amistoso nos Eucaliptos contra o Brasil. A vitória de 5 a 2 garantiu a taça ofertada pelos Agentes da Cia. de Seguros Sul América.

O primeiro campeonato conquistado pelo Inter/SM foi o Citadino de Segundos Quadros de 1934.

Os anos de 1940 foram os mais gloriosos no início da história colorada. Nesta década veio a primeira vitória em Rio-Nais. Navalha fez o único gol no clássico disputado em 12 de maio de 1940 na campo do Militar. A jogada do gol foi assim descrita pelo Jornal A Razão: “Iam 20 minutos de jogo na segunda fase, quando Cherubim alivia forte e Itaqui emenda para a direita. Navalha recebe e escapa pela ala, assediado por Joãosinho. O ponta colorado fecha e poucos passos além do risco branco, apezar do adversário assediá-lo, despacha o couro quase rasteiro, na esquina contrária a que se encontra Salaberri, deixando o arqueiro dos Eucaliptos completamente fora de chance. Delirou a torcida colorada e o jogo prosseguiu movimentado” (14/05/1940).

O primeiro título com a equipe principal também veio neste período. Foi o Citadino de 1942. Com a vitória de 2 a 1 sobre o Riograndense no dia 16 de agosto de 1948 no campo do Militar, o colorado quebrou uma seqüência de 7 títulos do principal rival. Os gols do título foram marcados por Ricardo e Semedo. A equipe do Inter/SM jogou com Cilso; Joãosinho e Damião; Barulho, Biga e Otacílio; Tumbia, Semedo, Maidana, Trado e Ricardo.

Em 1943, o clube começava a projetar o Estádio Presidente Vargas. A inauguração aconteceria em 1947.

No Rio-Nal de 12 de setembro de 1948 entrou em campo pela primeira vez com a camisa colorada o maior goleador da história do Inter/SM. Tarica foi um dos 5 atacantes no empate em 2 a 2 e, apesar de não marcar gols em seu primeiro jogo, até hoje é reconhecido como o jogador

Tricampeão citadino (1949, 1950 e 1951), o Internacional disputou o seu primeiro campeonato estadual de profissionais em 1954.

Após 4 anos de jejum, em 1955, tornou-se mais uma vez Campeão de Santa Maria. Após novo período sem títulos voltou a vencer o Citadino novamente em 1965 e invicto. Em 1966 tornou-se bicampeão da cidade e conquistou também o título de Campeão Regional. Este título foi marcado com a vitória de 5 a 4 nos pênaltis contra o São Paulo de Rio Grande – após empate em 1 a 1 no tempo normal. A partida foi disputada no Estádio Passo D’Areia em Porto Alegre. Dezenas de torcedores foram à capital no denominado Trem da Excursão.

Em 1968, o Inter/SM voltou a vencer o Citadino tornando-se Tricampeão Invicto (não houve Citadino em 1967). Também neste ano, pela primeira vez, o Colorado Santa-mariense subiu para a Divisão Especial do Campeonato Gaúcho. O título conquistado na Zona B do Ascenso garantiu o clube no Gauchão de 1969. Hélio Alves foi o herói do título ao marcar os dois gols da vitória contra o Grêmio Santanense no dia 06 de outubro em Sant’Anna do Livramento. Em seu primeiro Gauchão na 1ª divisão, o clube fez uma boa campanha, mas não passou da primeira fase.

No dia 14 de fevereiro de 1971, na derrota por 1 a 0 para o Pelotas na Boca do Lobo, estreou pelo Internacional Luiz Alberto Salenave, o Donga, que viria a se tornar o jogador a mais vezes atuar pelo Colorado Santa-Mariense.

Em 1973 o Internacional alcançou o 3º lugar na Copa Governador do Estado e em 1974 conquistou o Citadino.

Em 17 de dezembro de 1979, com a vitória sobre o Estrela por 1 a 0 (gol de Hélio Oliveira na prorrogação) no Presidente Vargas, o Internacional conquistou o título da Copa Governador do Estado.

Pela primeira vez o Inter/SM classificou-se para disputar uma competição nacional. Com o bom desempenho no Gauchão de 1980 (3º lugar no Hexagonal), a equipe colorada classificou-se à Taça de Prata de 1981, espécie de 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Ainda pelo Gauchão de 1980, em um jogo contra o Guarany de Bagé, Guinga marcou o gol mais rápido da história dos Gauchões, abrindo o placar para o Internacional logo aos 9 segundos de jogo.

A participação na Taça de Prata foi modesta, ficando de fora ainda na primeira fase em um grupo que também o Palmeiras de São Paulo. No entanto, a participação no Gauchão de 1981 foi excepcional e o clube terminou a competição em terceiro lugar, garantindo assim presença na Taça de Ouro de 1982 (1ª Divisão Nacional). A campanha no Gauchão foi tão boa que, no Hexagonal final, o Colorado conquistou 2 vitórias e 2 empates nos quatro jogos contra a dupla Gre-Nal. O título de Campeão do Interior veio no último jogo com a vitória por 1 a 0 (gol de Valdo) contra o São Borja no Presidente Vargas.

Na Taça de Ouro de 1982, a equipe ficou em terceiro lugar na primeira fase e classificou-se para a etapa seguinte. Compôs o grupo J juntamente com Operário (MS), América (RJ) e Vasco da Gama (RJ). Jogou no Maracanã em 06 de março, perdendo para o América por 3 a 0. Apesar de não se passar à 3ª fase teve momentos marcantes como a goleada de 3 a 0 (gols de Robson, Toninho e Valdo) contra o Vasco de Mazaropi, Rondineli, Cláudio Adão e Roberto Dinamite em 25 de março.

Em 1983 o Inter/SM conquistou o Troféu Centenário do Jornal A Razão vencendo o Riograndense por 2 a 0, gols de Chicota. Este jogo marcou a despedida de Donga que, com 579 jogos, ainda é o jogador que mais vezes vestiu a camiseta do Internacional. No mesmo ano, o time feminino Colorado conquistou o Título do Interior.

Em 1984, após uma seletiva gaúcha, conquistou vaga na Taça CBF (2ª divisão do Campeonato Brasileiro). Chegou às semifinais, quando enfrentou o Remo do Pará. Porém, com um empate e uma derrota acabou ficando em 3º lugar na competição. Neste mesmo ano, pela primeira vez, o Inter/SM venceu o Grêmio no Estádio Olímpico. No dia 03 de setembro, em jogo válido pelo Gauchão, fez 1 a 0 com gol de Rogério aos 46 minutos do segundo tempo.

O Internacional de Santa Maria teve em sua história uma presidente. Foi Sirlei Dalla Lana, eleita em 26 de março de 1985. Ela foi a primeira mulher a dirigir um clube profissional de futebol no Brasil.

Em 1987, o clube voltou a conquistar a Copa Governador do Estado, ao vencer por 1 a 0, gol de Bira, o Novo Hamburgo no Estádio Santa Rosa.

Após ser rebaixado em 1989 e perder injustamente a vaga no Ascenso em 1990, o Inter/SM venceu a Série B em 1991 com grande campanha. Obteve o maior número de pontos ganhos, maior número de vitórias, melhor ataque, defesa menos vazada, goleiro menos vazado e menor número de derrotas. O título veio na Batalha de Sarandi. Após a vitória de 1 a 0 contra o Ipiranga daquela cidade (gol de Cássio), jogadores do adversário transformaram o campo em campo de batalha ao tentar agredir jogadores e comissão técnica santa-marienses.

Em 1995, o Internacional voltou a vencer o Citadino. Na disputa com o Riograndense foram dois jogos. Empate no primeiro jogo em 1 a 1, com gol colorado marcado por João de Deus – clássico apitado pela árbitra Ivani de Gregori. No segundo jogo – apitado por Sônia Tavares – vitória por 1 a 0, gol de Rogério.

Entre os anos de 1995 e 1997 o clube disputou a Série B do Gauchão. O ascenso mais um vez foi conseguido com uma vitória por 1 a 0, desta vez com gol do artilheiro Badico contra o São Paulo de Rio Grande na Baixada Melancólica em 05 de abril. Com este resultado o Inter/SM garantiu antecipadamente o seu retorno à elite do futebol gaúcho.

Em 28 de julho de 1999 estreou no Internacional o atacante Josiel – 1 a 1 contra o Pelotas na Boca do Lobo em jogo válido pela seletiva para o Brasileiro da Série C. Neste ano, o clube conquistou a Taça Santa Maria. O título foi decidido em 4 Rio-Nais. Depois de dois empates (0 a 0 e 1 a 1) e uma vitória para cada lado (2 a 1 para o Internacional e 1 a 0 para o Riograndense), o título foi decidido em cobranças de pênaltis: 4 a 2 para o Inter/SM campeão.

Entre 2000 e 2007 o clube disputou a Série B do Campeonato Gaúcho. Desde a primeira participação na Divisão Especial do futebol gaúcho – em 1968 – foi o maior período longe do convívio com os grandes do Rio Grande do Sul. Nesse período o clube chegou a trocar de nome – passando a ser chamado de Santa Maria Esporte Clube – mas logo voltou a ser denominado E. C. Internacional.

O objetivo de retornar à Série A em 2008 – ano dos 80 anos do clube – foi alcançado na última rodada da Série B 2007. Após o segundo lugar na primeira fase e a liderança na segunda, o Colorado começou o Octogonal Final com um empate (1 a 1 com o Ypiranga em Erechim) e duas vitórias (3 a 0 no Rio Grande em casa e 3 a 1 no Grêmio Bagé na cidade da fronteira). No primeiro turno ainda teve duas derrotas (1 a 0 para o Santo Ângelo e 1 a 0 para o Pelotas), um empate (1 a 1 com a Sapucaiense) e uma vitória (2 a 1 no Ipiranga de Sarandi). O segundo turno começaria com uma vitória contra o Ypiranga por 3 a 1 no Presidente Vargas, mas continuaria com 4 resultados negativos: derrota por 2 a 1 para o Rio Grande e empates em casa em 1 a 1 contra Grêmio Bagé e Santo Ângelo. Tais resultados fizeram com que o Inter/SM tivesse que buscar vitórias nos 3 jogos que restavam, sendo 2 fora de casa. E o Colorado o fez. Na 12ª rodada venceu a Sapucaiense por 1 a 0 com gol de Marcelo em Sapucaia do Sul. Na rodada seguinte foi a Sarandi e venceu o time da casa também por 1 a 0, gol desta vez marcado por Fabinho. Tornava-se necessária então apenas uma vitória simples para o retorno à Série A.

No dia 29 de setembro de 2007, em um Presidente Vargas lotado, Inter/SM e Pelotas alinharam-se para determinar quem subiria à elite do futebol gaúcho no ano seguinte. O Internacional, treinado por Bebeto Rosa, entrou em campo com Luciano; Aládio, Alex e Cirilo; Rangel, Polaco, Paulo César, Chiquinho e Fabinho; Marcelo e Alê Menezes – Alexandre Veiga, Edinho e Flaviano entrariam mais tarde. O primeiro gol da partida foi marcado por Cirilo, após cobrança de escanteio de Chiquinho logo aos 10 minutos da primeira etapa. No início do segundo tempo, em mais uma bola parada, Chiquinho, novamente, cruzou e Alê Menezes (goleador da equipe na competição) cabeceou para o fundo das redes. O Pelotas ainda descontou com Michel, mas, apesar da pressão do adversário, o Internacional conseguiu efetivar a vitória que garantiu o cumprimento do principal objetivo da temporada.

A reestréia no Gauchão Série A aconteceu em uma tarde quente de verão contra o badalado Internacional de Porto Alegre. Em um Presidente Vargas totalmente renovado e lotado, o resultado foi empate: 2 a 2 em um jogo movimentado que teve como artilheiros pelo lado santa-mariense Alê Menezes e Jean Michel.

Após a estréia, o Inter/SM alcançou e manteve a liderança por várias rodadas, perdendo a invencibilidade apenas na primeira rodada do segundo turno, na derrota por 1 a 0 para o São José em Porto Alegre. Ao final da primeira fase, ficou em segundo lugar com 26 pontos em 14 jogos (7 vitórias, 5 empates e 2 duas derrotas).

Nas quartas-de-final enfrentou a Sapucaiense em dois jogos. Após perder em São Leopoldo pelo placar de 2 a 1 (com Anderson Bill descontando aos 49 do segundo tempo), o colorado venceu a equipe metropolitana pelo placar de 2 a 0 (gols de Anderson Bill novamente e Alê Menezes).

Nas semifinais foi a Caxias do Sul e venceu o Juventude em pleno Alfredo Jaconi. João Paulo fez o único gol em uma partida que teve como grande destaque o goleiro Goico. Apesar de poder até empatar no jogo de volta, o Inter/SM acabou derrotado no Presidente Vargas por 4 a 2 (com Chiquinho e Jean Michel marcando para o colorado). Apesar da eliminação, o saldo foi positivo com a torcida incentivando do início ao fim, aplaudindo os jogadores ao final do jogo e a vaga à Série C do Campeonato Brasileiro 2008 garantida.

Títulos

• Campeão da Copa Governador do Estado em 1979 e 1987.

• Campeão do Interior em 1981.

• Campeão Regional em 1966.

• Campeão da Série B do Campeonato Gaúcho em 1968 e 1991.

• Campeão Citadino em 1942, 1944, 1945, 1946, 1949, 1950, 1951, 1955, 1965, 1966, 1968, 1969, 1974 e 1995.

Hino

De autoria de Marli Pillar.

Sempre avante, unidos, iremos

Mil vitórias, união e alegria

Com valor e fibra tu és

O orgulho de Santa Maria

Avante Internacional!

Para nós és o maior

Contigo sempre estaremos

Vencerás e serás o melhor

Estádio

No ano de 1943, o Esporte Clube Internacional iniciou a projeção de seu estádio. Após algumas reuniões com a Prefeitura Municipal ficou definida a doação do terreno atual. No mesmo ano várias comissões foram designadas com o objetivo de angariar materiais para a construção do estádio, o qual seria denominado Presidente Vargas em homenagem ao sexto aniversário da instituição do Estado Novo pelo então Presidente Getúlio Dorneles Vargas.No dia 12 de dezembro ocorreu o lançamento da Pedra Fundamental da nova casa colorada, a qual teria sua concepção apoiada por várias doações de empresários e torcedores.

A inauguração ocorreu em um Rio-Nal no dia 21 de setembro de 1947. Na preliminar, vitória do Riograndense por 2 a 1. O primeiro gol do estádio foi marcado por João Abelin do Internacional. Na partida entre as equipes principais, outra vitória do Riograndense.

Desde a sua inauguração, o Presidente Vargas (também conhecido como Baixada Melancólica - apelido atribuído pelo Jornal A Razão em 1947) passou por várias reformas e melhorias. A iluminação, por exemplo, foi inaugurada em 1959 e, assim como a construção do estádio, foi apoiada por empresários locais.

A última grande melhoria do Presidente Vargas aconteceu entre o final de 2007 e o início de 2008. Em um esforço realizado pela diretoria, o gramado foi totalmente reformulado, as arquibancadas foram repintadas e outras obras estruturais foram realizadas visando a adequação do estádio às exigências da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros e da Federação Gaúcha de Futebol.

Atualmente o estádio tem capacidade para cerca de 6.500 torcedores sentados. O público e a renda recorde aconteceram no jogo contra o Grêmio Porto-Alegrense pelo Gauchão de 1982. No dia 12 de agosto, 9.168 pagantes e 2.214 não-pagantes - totalizando 11.382 torcedores - assistiram a vitória do clube da capital por 1 a 0. A renda foi de Cr$ 4.732.054,00.

Site

http://www.intersm.net

domingo, 9 de novembro de 2008

Paulista Futebol Clube

O Paulista Futebol Clube foi fundado no dia 17 de maio de 1909, por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Como entidade esportiva ele na verdade sucedeu ao Jundiahy Foot Ball Club, fundado em 1903 pelo escocês Thomas Scott, principal contramestre das oficinas. Esse primeiro clube atendeu aos funcionários da ferrovia entre 1903 e 1908.

Nos primeiros anos de sua existência, por não haver competições organizadas na cidade, a atividade futebolística do Paulista se limitava a disputas internas entre os associados e esporádicos jogos amistosos contra outras equipes. Em seus primeiros tempos, o clube utilizou um campo na atual Vila Rio Branco, e em 1913 mudou-se para instalações em um terreno na Vila Leme.

Em 1919, o Paulista filia-se a A.P.E.A (Associação Paulista de Esportes Athléticos) e passa a disputar o Campeonato do Interior, tendo como adversários Ponte Preta, Guarani, Rio Claro, XV de Piracicaba, Comercial, Taubaté e Corinthians Jundiaiense, entre outros. Logo em seu primeiro ano na competição, o Paulista sagra-se campeão da fase.

A decisão do título Estadual aconteceu em São Paulo, contra o Club Athlético Paulistano, campeão da capital, que derrotou o Paulista por 5 a 4, tendo o gol decisivo marcado pelo célebre Arthur Friedenreich.

Em 1928 foi inaugurada a iluminação do campo da Vila Leme, graças a contribuições financeiras da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, com um amistoso contra a Ponte Preta que terminou empatado por 2 a 2. Nesse mesmo ano o Paulista transferiu-se da A.P.E.A. para a L.A.F. (Liga de Amadores de Futebol). Em 1930 a Liga foi desfeita e o Paulista voltou a disputar os campeonatos da A.P.E.A., o que fez até 1933, quando ingressou na recém-criada Federação Paulista de Futebol.

No início dos anos 40, a direção do Paulista passou a estudar a construção de um novo estádio na Vila Leme, para oferecer mais opções de lazer aos associados e maior conforto aos atletas e à torcida. Em 19 de agosto de 1944 o presidente Sidney John Normanton anunciou o lançamento da pedra fundamental do estádio "Engenheiro Jayme Pinheiro de Ulhoa Cintra", nome que homenagearia um dos principais incentivadores do clube, mas as obras não foram à frente devido à retração econômica, que impediu o clube de reunir os recursos necessários.

Em 1948 a Federação Paulista de Futebol criou a "Lei do Acesso", abrindo vagas para a 2ª Divisão de Profissionais, ou Divisão Intermediária, como foi chamada por muito tempo. Onze clubes, sendo oito da capital e três de Santos, disputavam a 1ª Divisão; e o objetivo da "Lei do Acesso" era completar 12 times na divisão principal.

O Paulista passou a disputar a "Divisão Intermediária" tão logo esta foi criada, iniciando, assim, sua fase profissional. O time, até então associado basicamente aos ferroviários, assumiu o papel de representante de toda a cidade.

Nesse meio tempo, por enfrentar dificuldades para construir o "Jayme Cintra" na Vila Leme, o Paulista passa a procurar um outro local para seu estádio, e identifica uma área no Jardim Pacaembu. O novo estádio foi inaugurado em 1957, com um amistoso em que o Paulista venceu o Palmeiras por 3 a 1.

O primeiro acesso do Paulista à divisão principal ocorreu em 1968, após uma seletiva final em que enfrentou Francana, Ferroviário de Araçatuba, Ponte Preta, Bragantino e Barretos. Dez anos depois o clube foi rebaixado, mas retornou em 1984 após golear o Vocem de Assis por 7 a 1, em São Paulo, no estádio do Parque Antarctica. Foi durante a gestão da diretoria comandada pelo Sr Josep Pfulg, que durou de maio de 1980 a dezembro de 1985. É de se reconhecer que o ilustre presidente Pfulg, com sua determinação e alto espírito de cidadania, impediu o sepultamento deste clube que, na época, estava fadado a virar cinzas, mergulhado em dívidas e problemas insolúveis.

Além de realizar várias obras no estádio, saneou as finanças do clube com aporte de recursos publicitários de sua empresa (Vulcabrás), além de recursos próprios, restaurando a credibilidade do clube e equacionando graves problemas fiscais e trabalhistas, preservando o patrimônio do clube (estádio).

Rebaixado novamente em 1986, o Paulista passa a ver na associação com empresas a alternativa mais factível para estruturar-se, ganhar competitividade, retornar à Primeira Divisão e nela permanecer em condições de estabilidade.

A primeira experiência nesse sentido foi com o grupo coreano Magnata, que não teve conseqüências relevantes. Em 1995 o Paulista junta-se à Lousano, em um dos primeiros contratos de co-gestão do futebol brasileiro. Logo no primeiro ano, a parceria produz bons resultados, com o clube subindo da Série A3 para a Série A2 do futebol paulista. Com essa parceria, muitos craques consagrados vestiram a camisa do clube como Casagrande e Toninho Cerezo.

Outro efeito marcante da parceria com a Lousano foi o investimento na formação de jogadores pelas categorias de base, que produziu um resultado espetacular no início de 1997: o Paulista venceu a concorrida e altamente prestigiada Copa São Paulo de Juniores, principal torneio brasileiro de divisões de base.

Desfeita a parceria com a Lousano em 1998, o Paulista se associa à Parmalat, que altera o nome do clube para Etti Jundiaí. A mudança desagradou a parcela expressiva da torcida, mas trouxe resultados imediatos em campo, com o time vencendo o Campeonato Paulista da Serie A2 e o Brasileiro da Série C, ambos em 2001.

Em 2002 a Parmalat anunciou a retirada de seus investimentos em futebol e o time passou por uma curta fase de transição, durante a qual se denominou Jundiaí Futebol Clube. Finalmente, um plebiscito entre os torcedores devolveu-lhe, por expressiva maioria, o nome de Paulista Futebol Clube.

Deixando de contar com uma parceria empresarial de peso, o clube passou a subsistir, não sem alguma dificuldade, com as receitas de bilheteria, patrocínios esparsos, direitos de transmissão e transferência de jogadores. Contudo, o orçamento mais modesto não o impediu de se manter competitivo e, no Campeonato Paulista 2004 – Séria A1, depois de uma belíssima campanha, na qual derrubou times como Ponte Preta e Palmeiras, conquistou o vice-campeonato, sendo superado apenas pelo São Caetano na final.

Mas ainda faltava um título de expressão, que com muito orgulho chegou em 2005. Depois de uma boa campanha pelo Campeonato Paulista 2005, ficando na 6º colocação, o Brasil se encantou com o Galo da Japí quando se consagrou CAMPEÃO da COPA DO BRASIL após vencer times da elite do futebol brasileiro, como Juventude/RS, Botafogo/RJ, Internacional/RS, Figueirense/SC, Cruzeiro/MG e Fluminense/RJ.

A vitória na Copa do Brasil qualificou o Paulista a disputar sua primeira competição internacional, a Copa Libertadores, em 2006. O clube foi eliminado ainda na primeira fase, mas não sem conseguir um resultado expressivo, ao derrotar o River Plate da Argentina por 2 a 1 no estádio Jayme Cintra. Ainda em 2006, o Galo disputou a Série B com chances de acesso até a última rodada. Paulista foi o destaque da Série B de 2006 quando aplicou uma bela goleada no Paysandu por 9 a 0 no estádio Dr. Jayme Cintra, em Jundiaí.
Porém, o Galo não conquistou o acesso à Série A, pois o América de Natal, empatado em número de pontos, tinha um melhor saldo de gols.

Em janeiro de 2007 o Paulista passou a fazer parte do projeto Campus Pelé que é um ambicioso e inovador projeto de estímulo aos jovens jogadores brasileiro. O Paulista é um dos pilares do projeto, sendo os outros: construção do Campus Pelé (Jundiaí), utilização da marca Pelé, parceria com um clube europeu, o FC Lausanne Sport (Suíça) e incorporação do Litoral Futebol Clube (Santos).

Fazendo parte deste complexo e bem–estruturado projeto, o Paulista tem uma perspectiva futura muito boa para se tornar referência na formação de atletas e para se consolidar como uma equipe forte e consistente já nos próximos anos.

Títulos

Copa do Brasil: 2005
Campeonato Brasileiro - Série C: 2001.
Campeonato Paulista do Interior: 2 vezes (1919 e 1921).
Campeonato Paulista - Série A2: 2 vezes (1968 e 2001).
Copa FPF: 1999.

Estádio

No início dos anos 50, moradores das proximidades do estádio da Vila Leme passaram a reivindicar a abertura de uma rua, que teria sido fechada pelo Paulista quando da construção do estádio.Dados os problemas, o presidente do Paulista, o engenheiro Odil Campos Sales, começa a estudar locais para a construção de um novo estádio.

O novo estádio tricolor foi apresentado à torcida no dia 30 de maio de 1957, com um amistoso contra o Palmeiras. O Paulista venceu o jogo por 3 a 1 e coube a Belmiro, atacante tricolor, a honra de marcar o primeiro gol no Jayme Cintra.O Paulista transferiu-se oficialmente da Vila Leme para o Jardim Pacaembu em 29 de fevereiro de 1958.

Capacidade 15500

Hino

Letra: Rubens Décio Echenberger

"Tricolor, meu time amado,
Teu caminho é o da glória,
Segue avante no gramado,
Traz os louros da vitória,
Mas se a lu
ta te enfraquece,
A poder dos desenganos,
A história não te esquece,
Tu és Paulista, dos veteranos,
Paulista, Paulista, Paulista,
É o jundiaense que quer ver-te campeão,
Paulista, Paulista, Paulista,
Tu és o club e mais querido torrão,
Paulista, Paulista, Paulista,
Tua bandeira gloriosa quer por ti,
Guardar silente a alegria da conquista,
Tu és Paulista, de Jundiai".

Mascote

Existem inúmeras versões para a escolha do Galo como mascote do Paulista. As principais, no entanto, envolvem a rivalidade existente nos campeonatos amadores da cidade, sobretudo entre Paulista e o Comercial, nos anos 40. Conta a história que, em um jogo disputado no estádio da Vila Leme, a torcida do Paulista atirou um galo ao campo. Como estavam perdendo o jogo, os jogadores comercialinos trataram logo de iniciar uma verdadeira caça a ave, proporcionando cenas dignas de uma comédia pastelão. Os torcedores do Paulista, é claro, passaram a torcer pelo Galo.


Site

http://www.paulistafutebol.com.br

sábado, 8 de novembro de 2008

Holanda Esporte Clube

Até bem pouco tempo atrás, o Holanda era um clube amador em Manaus. Fundado em 1984, foi batizado para homenagear o empresário que cedeu o primeiro campo de treinamento, Raimundo Holanda, e também uma equipe que fez história no futebol mundial. "Sempre admirei o 'carrossel holandês' e achei que dar o nome de Holanda ao time seria unir o útil ao agradável", explica Leão Braúna, fundador do clube e atual vice-presidente.

O nome inspirou-se na seleção holandesa que ficou conhecida como laranja mecânica, na década de 1970.Disputou por muitos anos o campeonato de futebol da liga do Aleixo. Em 1984 foi oficialmente registrado na Federação Amazonense de Futebol (FAF). O clube foi profissionalizado em outubro de 2007, na administração do atual Presidente, Paulo Radín, e passou a adotar o uniforme laranjado em referência ao time holandês e à cidade de Rio Preto da Eva (maior produtor amazonense de laranja) . O município, a 80 quilômetros de Manaus, construiu até um estádio para abrigar o time. A população embarcou na idéia de ter por quem torcer e foi determinante na conquista da segunda divisão amazonense, a primeira competição disputada pelo Holanda como clube profissional.

Estréia profissional

Em 21 de outubro de 2007 o Holanda Esporte Clube iniciou sua caminhada como clube profissional.

O primeiro jogo foi marcado para a cidade de Itacoatiara, localizada a 260 km de Manaus e a 180 km de Rio Preto da Eva.

A viagem foi marcada por fatos inusitados, que ilustram as dificuldades de quem faz esporte no Brasil, e particularmente no Amazonas, entre os quais dois ônibus com problemas mecânicos ficando na estrada, com os atletas chegando ao Estádio Floro Mendonça acomodados na carroceria de um caminhão.

Superadas todas as dificuldades, o jogo foi difícil como se esperava, mas com um gol do atacante amazonense André Tavares (19 anos) o Holanda Esporte Clube venceu por um tento a zero.

Campeão da Segunda Divisão amazonense em dois meses de futebol profissional.

No dia 24, ganhou o Troféu Cidade de Manaus, derrotando o Nacional B por 2 a 0 no Vivaldão.

Na primeira divisão

Em 2008, já na elite do Futebol Amazonense, conquistou o torneio início, evento promovido pela Associação de Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas - ACLEA.

No campeonato amazonense da série A, sagrou-se campeão do segundo turno, erguendo a Taça Cidade de Manaus. Disputou as partidas finais com o campeão do primeiro turno, o Nacional Fast Clube, que jogava por dois resultados iguais.

No primeiro jogo (30/04/2008), o Holanda empatou sem gols com o Fast.

Na partida decisiva (03/05/2008), o Holanda, estreante na primeira divisão do Campeonato Amazonense, superou as próprias expectativas e acabou campeão do Estado, ao vencer o Fast Club por 1 a 0, no Estádio Vivaldo Lima, em Manaus. O único gol da partida saiu aos dez minutos de jogo, com Deurick, que decretou o fim das esperanças do Fast, que jogava por um empate para por fim a um jejum de 37 anos sem vencer o Estadual.

Em Competição Nacional

O time atualmente disputa a Série C do Campeonato Brasileiro de Futebol. Na classificação geral da primeira fase, fica em sexto lugar, mas é eliminado na segunda fase, não conseguindo garantir a vaga na Série C do próximo ano.

Títulos

Campeão Amazonense 2008

Campeão Amazonense - Segunda Divisão 2007

Estádio

O Estádio Francisco Garcia fica localizado em Rio Preto da Eva no estado do Amazonas. Foi inaugurado em 25/11/07, na partida entre CEPE/Iranduba e Holanda/Rio Preto da Eva, valida pela Série B do Campeonato Amazonense. O CEPE venceu por 1 a 0, com um gol do atacante Charles.

Capacidade:4.000

HINO:

Autor da letra e da música> Daniel Sales

BIS Vamos vibrar nação alaranjada
Batava camisa de valor
No futebol és a mais bela
No Amazonas sua força conquistou

1984
De Manaus ao Rio Preto da Eva
Em cada prélio uma história pra contar
Pela vitória a Laranja vai lutar
Na comunhão em busca da esperança
Nascestes da raça e do amor
Nos gramados marcas tua glória
E tua torcida te saúda com calor

BIS
Holanda campeão
Holanda do meu coração
Chegou a hora desse grito enaltecer
A cor laranja no Brasil prevalecer

Tremula no alto a bandeira
Simbolizando a tradição
A bola rola pelos campos desse chão
E tua presença é o nosso galardão
Holanda o futuro chegou
O futebol dessa terra ti abraçou
De gol em gol tua fama é crescente
Eternizando o sentido de valor

BIS
Holanda campeão
Holanda do meu coração
Chegou a hora desse grito enaltecer
A cor laranja no Brasil prevalecer


http://holandaclube.blogspot.com/

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Operário Futebol Clube Ltda

Há exatos 58 anos, após o Bispo Bom Antônio Aragão presentear com um jogo de camisas, uma equipe formada com os melhores jogadores de Várzea Grade, nascia o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV). O jogo de estréia foi contra a equipe do Palmeiras, quando foi usado um uniforme nas cores vermelha,branca e verde. A partida foi disputada no antigo Círculo Operário, na Rua da Independência, centro de Várzea Grande (no local funciona hoje, a Conferência da Igreja Nossa Senhora do Carmo). Os heróis do jogo foram: Benedito “Sapateiro”, Assis, Ciro, Rubens dos Santos, Caetano, Boava (autor do gol), Simão (Cháfia), Alberto (Gonçalo), Lindolfo e Nono “Sapateiro”. O nome surgiu por causa do dia da fundação, dia 1° de maio. Daí, o nome Operário.

O primeiro presidente do Operário foi o Sr. Luís Vitor da Silva que ainda hoje vive na lendária Av. Couto Magalhães, centro de Várzea Grade. Luís tinha na retaguarda Joaquim Santana Rodrigues, Lamartine Pompeo de Campos, Oldemar Pereira, Mestre Dario, Manuel Mendes de Oliveira e Manuel Santana.

Na época, as partidas eram disputadas nos estádios Gonçalo Botelho de Campos e Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha. O futebol não profissionalizado, sendo disputado apenas na categoria amador. Foi uma fase de ouro, com o “Chicote da Fronteira” conquistando o tricampeonato de forma invicta nos anos 1953, 1954 e 1955.

Uma curiosidade foi o campeonato de 1955, o tricolor chegou ao titulo reforçando seu elenco com três jogadores contratados junto ao seu maior rival da época, o Industrial Esporte Clube Porto; Tatu, Tidinho e Bastilo. O Operário foi apelidado de “Pequeno Davi” pelo radialista Jota Alves, após empate heróico contra o poderoso Clube Atlético Mato-Grossense, gol marcado por Isaac Nassarden, em cobrança de pênalti.

Em 1955, depois de participar da função do Operário e ainda jogar no meio-de-campo do time, Rubens dos Santos assumiu a presidência do “Chicote da Fronteira”. Era uma época difícil, nos dois anos seguintes, o campeonato amador ficou paralisado e o “Velho Guerreiro” teve que levar o time a disputar vários amistosos com times locais e de outras cidades.

Em 1958, aconteceu um fato que mudaria para sempre a história do Operário. O clube se filiou a FMD (Federação Mato-Grossense de Desportos), passando a disputar com as equipes consideradas ponta em Mato Grosso, fato que creditou Rubens dos Santos a ser considerado um ícone na história do clube, colocando o Operário no seleto das equipes profissionais do Estado. Craques revelados em Mato Grosso e contratados junto à equipe de Várzea Grande passaram a “ditar as regras” do futebol mato-grossense por muitos anos.

Em 1967, o Operário conquistou o seu primeiro título de campeão mato-grossense de futebol profissional, repetindo a proeza no ano seguinte, conquistando o primeiro bicampeonato.

Em 1972/73 sob o comando de Rubens dos Santos e Ingo José Klein, respectivamente, novamente o time de Várzea Grade levou o bicampeonato. Foram os únicos títulos conquistados pelo Operário antes da divisão de Mato Grosso.

Era o ano de 1974 e Rubens dos Santos havia assumido novamente a presidência do clube e conseqüentemente, contratado os mais diversos atletas para disputar o campeonato do ano seguinte. Paulo Vítor, goleiro que aprendeu com o mestre Carlos Pedra, antigo goleiro e atual treinador da posição do tricolor, e que obteve a consagração no Fluminense do Rio de Janeiro, sendo tricampeão carioca (1983-84-85) e brasileiro em 1984, além de disputar a Copa do Mundo em 1986 no México, como reserva de Carlos Gallo (Corinthians) e João Carlos uma espécie de coringa do time. Apesar de formar grandes equipes e de ter boas participações, o primeiro título do Operário depois da divisão de Mato Grosso só veio acontecer em 1983, juntamente em cima di Mixto Esporte Clube, quem em 1981 e 1982, havia derrotado o tricolor na final. A presidência do tricolor era ocupada por Branco de Barros. Entre os craques, estavam: Mão de Onça, Caruzo, Laércio, Juarez, Panzarillo, Manfrini, Bife, Adalberto, Mosca, Ivanildo, Malaquias.

Dois anos depois, veio a inédita conquista do tricampeonato em 1985/86 e 87 com o radialista e jornalista Edvaldo Ribeiro. Todas as finais foram disputadas contra o arqui-rival Mixto, que até hoje lamenta a perda de três títulos consecutivos para o Operário. O “Chicote da Fronteira” ainda conquistaria os títulos estaduais de 1994, 1995, 1997, 2002 e 2006.

Mesmo sendo campeão mato-grossense por oito vezes até então, a década de 80 marcou o início do declínio do Operário, que hoje vive uma situação ainda muito pior. A história mostra que após Rubens dos Santos ter deixado a presidência, o clube não obteve nenhum progresso. Pra se ter uma idéia, na época foi adquirida uma grade área nas proximidades onde hoje se encontra a ponte Sergio Motta, e que seria usada para construção da tão sonhada Vila e a Sede Social no centro de Várzea Grade, onde encontra-se praticamente em ruínas. Um clube que tinha total estrutura, hoje nem mesmo um campo próprio para treinar.

Devido as dívidas, em 1994, o Clube Esportivo Operário Varzea-grandense, altera o nome para Esporte Clube Operário, ganhando três títulos.Porém após oito anos, o clube voltou a ativa após o licenciamento para ocupar novamente a sede da rua Benedito Leite e é favorito ao título. O clube havia decretado o seu fim que devido às inúmeras dívidas e abrindo espaço para o surgimento do Esporte Clube Operário. Ganha o título de 2002, e em 2005, muda novamente o nome para Operário Futebol Clube Ltda.

Um jogo do Operário tomava as dependências do Dutrinha e no estádio Governador José Fragelli, o Verdão, era raro quando não se levava 30 mil apaixonados torcedores de Várzea Grande, Cuiabá e até outras cidades, que vinham para a capital em caravanas de ônibus e carros próprios. Hoje, para alcançar a marca de 15 mil torcedores, só mesmo o tricolor chegando a uma final de estadual ou disputando alguma partida com uma equipe do eixo Rio-São Paulo pela Copa do Brasil.

Títulos

Campeonato Mato-Grossense: 14 vezes (1964, 1967, 1968, 1972, 1973, 1983, 1985, 1986, 1987, 1994, 1995, 1997, 2002 e 2006).

Copa Governador de Mato Grosso: 2005.

Hino

Reparem como é bonita
essa camisa vermelha, branca e verde.
Vermelho representa nossa garra,
o branco nossa paz e nossa sorte,
o verde simbolizando nossa esperança
na grandeza do esporte.

O nosso time é mesmo bom bola
e torcida se inflama quando vê o tricolor.
O nosso time é a verdadeira escola,
verdadeiro campeão com seu rolo compressor

Operário várzea-grandense,
time do meu coração
Operário, Operário
Tem vibra, tem valentia,
tem tudo de campeão.

Estádio

Estádio José Fragelli, ou Verdão, é um estádio de futebol de Cuiabá (Mato Grosso), que atende a vários times do Estado.

Iniciado em 1973, e com capacidade prevista para 50 mil pessoas e projeto arquitetônico de Silvano Wendel, o Verdão foi motivo de duras críticas à administração de Fragelli. Orçado em Cr$ 1.200.000,00, moeda da época, a obra que foi iniciada no Governo José Fragelli, seria finalmente concluída em 1976, já na administração José Garcia Neto.

No dia 12 de março de 1975, a equipe do Fluminense e a Seleção de Cuiabá se enfrentaram na partida que comemorava a conclusão parcial das obras, quando na oportunidade a equipe de Cuiabá entrou para a história balançando pela primeira vez as redes do “Verdão”. No ano seguinte, 8 de abril, o estádio era finamente concluído com a presença do Flamengo e um quadrangular entre os clubes da capital, Mixto, Operário e Dom Bosco, assistido por mais de 44 mil torcedores.

Mascote

Chicote da Fronteira





Site - fora do ar

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sport Club Santa Cruz

O Sport Club Santa Cruz é um clube brasileiro de futebol, da cidade de Santa Cruz, no estado do Rio Grande do Norte. Foi fundado no dia 30 de novembro de 2003. Suas cores são verde, vermelho e branco. O clube não possui nenhuma ligação com o Santa Cruz de Natal, campeão estadual potiguar em 1943.

Tem como sede o estádio Iberezão e suas cores oficiais são verde, vermelho e branco.

Apesar de ter apenas 04 (quatro) anos de existência, o Sport Clube Santa Cruz vem se destacando entre os melhores times do Rio Grande do Norte, conquistando milhares de torcedores em todo o estado.

Passou para a primeira divisão do Campeonato Estadual do RN em 2004, ao ser campeão da 2ª Divisão e vem se mantendo na elite do futebol potiguar durante todos.

O Sport Club Santa Cruz em 2005 terminou o Campeonato Estadual do RN em um honroso 3º lugar, mas em 2006 findou em 7º, devido não ter vencido em casa seus adversários, das 7 partidas no seu estádio Iberezão venceu apenas 2 partidas, empatou 3 e perdeu 2. Já nos seis jogos na casa do adversário venceu 2, empatou 2 e perdeu 2 jogos.

O tricolor do Agreste foi vice-campeão da Copa RN ou 1º turno do Estadual 2008 e com isso conseguiu uma das duas vagas para Série C do Brasileirão 2008.

O Sport Club Santa Cruz estreou no campeonato brasileiro da série C 2008, com apenas 5 anos de sua fundação, considerado um dos caçulas do campeonato, não tivemos uma exibição de gala, mas pra quem ainda está apenas dando seus primeiros passos no gigantesco universo do futebol, essa proeza já foi de bom tamanho.

Não passamos da primeira fase, pois, não fizemos bons resultados dentro e nem fora casa, ficamos em um humilde terceiro lugar no grupo 6, tínhamos como adversários times de porte médio do futebol nordestino,
como: Salgueiro-PE, Treze-PB e o Icasa-CE.

Para alguns foi um desastre pra outros um bom começo, na verdade não temos uma noção certa do que isso proporcionou ao clube e a própria cidade de Santa Cruz-RN.

Títulos

2004 Campeão Estadual da Segunda Divisão

Estádio

O Estádio Iberê Ferreira de Souza, mais conhecido como Iberezão, é o unico estádio de futebol da cidade de Santa Cruz. Capacidade 4500

Mascote

Gavião

http://www.sportclubsantacruz.com.br

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Clube Atlético Metropolitano

O Clube Atlético Metropolitano nasceu em 22 de janeiro de 2002, a partir da união de pessoas e idéias com o fim de resgatar o futebol blumenauense, afastado das principais competições oficiais desde 1998. Em seu nome, por sugestão do empresário Altair Carlos Pimpão, uma referência à Região Metropolitana de Blumenau. O presidente eleito para o primeiro biênio é Alfonso Santos Rogério.

Os fundadores do clube são: Altair Carlos Pimpão, Alfonso Santos Rogério, Ericson Luef, Haroldo Paz, Roni Busnardo, Ocimar Roberto Zimmermann, Érico Valter Neumitz, Luís Augusto Bachmann, Evaristo Martins, Edi Carlos da Silva Andrade, Eduardo Márcio Neumitz, Carlos Roberto Seara Filho, José Antônio Roncaglio, Rogério Domingues Schlossmacher, Romeu Hertel e Valdecir Roters.

De seu embrião, gerado após sucessivos encontros entre pessoas ligadas a clubes amadores e empresários locais, surgiram os planos para seleção de atletas. Paralelamente, foram lançados em abril do mesmo ano o escudo, uniforme e as cores verde e branca.

Durante todo o primeiro semestre foram recrutados jogadores na região para a formação de seu elenco, que estrearia em agosto na sua primeira competição oficial, o Campeonato Catarinense da 2ª Divisão.

Em 4 de agosto, diante de um público aproximado de 800 pessoas no estádio do Sesi, o Metropolitano empatava em 0-0 com o Brusque, clube este já consolidado no futebol profissional estadual. O time blumenauense, dirigido pelo treinador Francis, entrou em campo com a seguinte escalação titular: Fabiano; Vando, Zeca, Márcio e Canhoto; Paulo, Luizinho, Ilson e Marquinhos; Polegar e Carioca.

Foi no segundo jogo pela competição, uma vitória de virada sobre o Caxias (2-1), que o Metropolitano marcou seu primeiro gol oficial, por intermédio do zagueiro Márcio.

A campanha na 2ª Divisão catarinense, que ao final apontou o Metropolitano em 5º lugar, foi tida como satisfatória, pois o clube, formado do zero, encerrava o ano com suas finanças em dia, passava a conquistar torcedores e se permitir iniciar o ano seguinte com sonhos mais altos para seu futuro.

Assim, 2003 trouxe muitas novidades. Além de alterações significativas no escudo e no uniforme do clube, o departamento de futebol passou a contar com a parceria da Kuniy & W, que comandou uma série de amistosos e testes durante todo o primeiro semestre, com vistas à formação do elenco para a disputa da 2ª Divisão estadual a partir de agosto.

A campanha, que iniciou com uma derrota em Timbó para o União, foi marcada na memória de sua torcida, que cada vez se tornava mais apaixonada, por dois episódios: duas vitórias diante do Blumenau Esporte Clube (BEC), tradicional clube da cidade, que havia se afastado do futebol profissional em 1998, retornando em 2003.

A primeira delas, em 31 de agosto, diante de um Sesi lotado, não poderia ter sido melhor: uma goleada de 6-1, com destaque ao atacante Régis, autor de 3 gols no primeiro tempo. E a segunda vitória foi no estádio Aderbal Ramos da Silva, casa do adversário, onde o Metropolitano, mesmo saindo atrás no placar, virou a partida com gols do lateral Decarlos e do volante Júnior.

Ao final da competição, o clube alcançou o 4º lugar, lhe dando direito de participar no ano seguinte da recém criada Série A2 do Catarinense, que apontaria os clubes que disputariam a tão sonhada 1ª Divisão, para 2005.

Ainda em 2003, na disputa da modalidade de futebol nos Jogos Abertos de Santa Catarina, o time júnior do Metropolitano sagra-se campeão representando a cidade de Blumenau. Dentre os destaques do time, dirigido pelo treinador César Paulista, o meia Sidinei, que subiria para o time profissional no ano seguinte.

O ano de 2004 inicia com a posse do novo presidente do clube, Robert von der Heyde. O grande objetivo do ano é muito claro: o acesso à elite do futebol catarinense para 2005. Alcançar esta meta significa ficar entre os 8 primeiros colocados dentre os 12 que disputariam o Catarinense da Série A2. Na competição, equipes já tradicionais do futebol estadual, como Chapecoense, Marcílio Dias, Tubarão e Atlético de Ibirama.

Mesmo sabendo das dificuldades financeiras que sempre atravessam os participantes das competições de acesso à 1ª Divisão, o Metropolitano resolve ousar e contrata o experiente e consagrado goleiro Ronaldo, ex-goleiro do Corinthians e da Seleção Brasileira.

No entanto, é outra contratação, menos impactante, que acaba revelando o grande primeiro ídolo do clube: o atacante Diego Viana. Diego, gaúcho com passagens em Juventude e Avaí, torna-se artilheiro da equipe na Série A2, havendo, inclusive, marcado o 100º gol oficial do Metropolitano.

A classificação dos oito clubes que subiriam à 1ª Divisão de 2005 seria definida pelos pontos corridos, somando-se o turno e o returno. Faltando cinco rodadas para o término da competição, o Metropolitano tinha ainda apenas dois jogos em casa.

Para que não tivesse que depender dos dois últimos jogos da tabela, justamente contra o líder (Lages) e o vice-líder da competição (Atlético de Ibirama), diretoria, comissão técnica e atletas fazem um pacto de obter a classificação o quanto antes, ainda que se tivesse que buscar pontos fora de Blumenau.

Foi assim que no dia 26 de setembro, no estádio Hercílio Luz em Itajaí, o Metropolitano bateu o Marcílio Dias por 2-0 (gols de Alex Marcelino e Decarlos), assegurando matematicamente seu acesso à 1ª Divisão Catarinense de 2005.

Após 6 anos ausente, Blumenau volta a ter um representante seu na principal competição estadual. Pelas mãos do Metropolitano, com apenas dois anos de fundação, o caçula do futebol blumenauense.

O ano de 2005 inicia de forma empolgante. Pelo Campeonato Catarinense, a estréia do Verdão - como já passava a ser chamado por sua torcida, cada vez mais numerosa - é contra o Joinville, clube de vários títulos estaduais, justamente no 1º jogo oficial da recém inaugurada Arena. O uniforme do clube volta ao modelo original, num verde mais escuro.

Com transmissão ao vivo em rede aberta, o Metropolitano faz bonito e empata com o favorito Joinville, apesar de ter merecido até mesmo um resultado melhor - conforme a própria imprensa joinvilense. O primeiro gol do clube no Catarinense é anotado pelo artilheiro Diego Viana.

A competição segue e a equipe comandada por César Paulista passa pela 1ª fase em 2º lugar de seu grupo, à frente de clubes como Marcílio Dias, Criciúma e Tubarão, vencendo o até então invicto Joinville por 1-0 (novamente Diego Viana deixando seu gol) em um Sesi completamente lotado, como há muitos anos não se via. O público estimado para aquela ensolarada tarde de domingo apontava para cerca de 10 mil pessoas.

Na segunda fase, porém, o clube sentiu a competição contra adversários tradicionais e acabou não conseguindo a vaga para as semifinais. Este período marca a contratação de Richardson, meia com passagem vitoriosa no elenco do Vasco em 1998, que chega a Blumenau para fazer história nos anos seguintes.

Apesar da desclassificação, a mobilização e a participação de todos surtiram numa comovedora ligação entre time e torcida. Dali em diante o Metropolitano não era mais o mesmo.

No segundo semestre o calendário novamente apontava a disputa da Série A2, onde o clube acabou por garantir sua presença na 1ª Divisão de 2006. Com a saída do artilheiro Diego Viana para o futebol europeu, Richardson começa a ganhar destaque na campanha do segundo semestre. Através de suas jogadas e seus gols, o meia começa a conquistar o torcedor alviverde.

Em 2006 Jaime de Andrade assume a presidência do Metropolitano. O departamento de futebol passa a ser comandado pela AFA, de Criciúma, administrada pelo empresário Alvaro Arns.

A equipe, comandada pelo treinador Mauro Ovelha, faz boa campanha na 1ª fase, classificando com certa tranqüilidade para a etapa seguinte. No time, os grandes destaques são Richardson, já ídolo consolidado do torcedor, e recordista de gols marcados pelo clube até hoje, e o lateral-direito João Rodrigo.

A grande lembrança do torcedor está eternizada no jogo de estréia na 2ª fase. Tendo do outro lado o Brusque, grande sensação da competição até então, e um Sesi sempre lotado ao seu lado, o Metropolitano faz uma exibição de gala. Goleia o adversário por 4-2 com direito a gol de placa de Richardson. O meia se livra de quatro adversários antes de tocar para o gol, na saída do goleiro.

A vaga para as semifinais não vem por detalhe. No penúltimo jogo da 2ª fase, jogando em casa, uma vitória garantia o clube entre os quatro melhores do Estado. Porém, desfalcado de quatro titulares, sendo três deles na defesa, e outros que seriam os reservas imediatos, o Metropolitano acaba sendo derrotado por 1-2, adiando seu sonho de disputar a etapa decisiva.

A competição seguinte no calendário de 2006 apontava a Divisão Especial, que nada mais era do que a Série A2 dos outros anos, mas com outro nome. O destaque da equipe na competição, como já vinha ocorrendo, era Richardson. Ao término do Catarinense da 1ª Divisão daquele ano, o meia havia igualado a marca de Diego Viana, de 19 gols em jogos oficiais pelo clube. Com isso, ambos dividiam a artilharia absoluta da história.

No dia 30 de abril, no empate em 2-2 com o Atlético de Ibirama no Sesi, Richardson se isolou na artilharia ao marcar seu 20º gol com a camisa do Metropolitano. Na mesma competição ainda marcou mais 8 gols - 4 deles numa só partida, na goleada de 5-0 sobre o Guarani da Palhoça.

Encerrada a participação na Divisão Especial, garantindo sua participação na 1ª Divisão de 2007, a diretoria do clube, assim como vários outros clubes, abre mão da disputa da Copa Santa Catarina, preferindo investir todas as atenções e recursos especialmente para a formação do elenco para o ano seguinte. Encerra-se também a gestão do futebol profissional com a AFA e retorna a parceria com a Kuniy & W.

O ano de 2007 começa com um grupo de jogadores jovens, com a equipe sob o comando do treinador uruguaio Sérgio Ramirez. A grande ausência é de Richardson, que havia assinado com o Avaí. Buscando substituir o ídolo por outro nome de referência, a diretoria traz o meia Cairo, destaque no Atlético-MG nos anos anteriores. Porém, devido a uma lesão ainda durante a pré-temporada, Cairo acaba atuando apenas no Returno. Mas ainda a tempo de mostrar um futebol técnico e refinado.

A campanha foi abaixo dos anos anteriores. Após um 7º lugar em 2005, 6º lugar em 2006, em 2007 o Metropolitano não vai além da 8ª colocação. A competição acabou ficando marcada pelas trocas de treinadores. Além de Ramirez, comandaram a equipe durante o Catarinense: Cláudio Adão, Gérson Andriotti e Lio Evaristo. Foi com este último, o paranaense Lio Evaristo, que o time parece ter encontrado um melhor padrão de jogo.

Encerrada a participação no Catarinense, e já garantido na edição de 2008, o clube acaba surpreendendo a muitos ao anunciar uma excursão à Europa. Convidado a disputar na Áustria o Torneio Internacional Centenário do FC Lustenau, o Metropolitano, que até então nunca havia disputado um jogo oficial fora de Santa Catarina, de repente se vê em gramados internacionais.

O elenco foi formado por vários atletas que haviam já disputado o Catarinense, reforçado por outros nomes que vieram por empréstimo. Para a viagem, um uniforme é especialmente confeccionado. O titular, com listras horizontais verdes e brancas. O reserva, uma inovação: listras verticais em vermelho e branco. Uma alusão à bandeira blumenauense.

Assim, em 15 de junho o Metropolitano estréia na competição enfrentando justamente os anfitriões: a equipe austríaca do FC Lustenau. O Verdão blumenauense se mostra um visitante indigesto e bate os donos da casa, em sua própria cidade e país, por 2-0 (gols de Eric e Flávio Guilherme).

Conquistada a vaga na final, coube ao Metropolitano encarar o St. Gallen, 5º lugar no Campeonato Suíço da 1ª Divisão. Como o adversário também era alviverde, coube aos blumenauenses jogarem com o uniforme reserva, vermelho e branco: as cores da bandeira de Blumenau.

Com um futebol envolvente, o Metropolitano não deu chances ao St. Gallen e conquistou o título vencendo, e convencendo, por 4-2 (gols de Eric 2, Flávio Guilherme e Leandrinho). A escalação titular de Lio Evaristo para a final: Cristiano; Arlan, Rafael, Cris e Márcio Silveira; Viton, Fabrício, Eric e Cairo; Flávio Guilherme e Leandro.

Os torcedores em Blumenau, que acompanharam o jogo via internet, festejaram muito, saindo em carreata pela cidade. O Metropolitano chegava ao seu 1º título profissional, e internacional, o que é um privilégio para poucos. Na chegada em Blumenau, outra festa em frente à Prefeitura.
Estádio
Estádio do Sesi, pertence ao SESI de Blumenau .
Capacidade 12500

Hino

Música e letra: Banda Nafarra (Fábio Demarchi Inocenti, Rafael Dalagnolo e Rodrigo de Faveri)

Quero verde eu sou paixão,
Quero no me
u coração, Metropolitano

Símbolo para o esporte
Um sinal de que ele é forte
Esse clube que eu amo

Vou com ele até o fim
Dentro do meu coração
Blumenau é toda assim: Meu Verdão!

Quero verde eu sou paixão,
Quero no meu coração, Metropolitano

Muita raça e muito amor
Vou com ele aonde for
Ano após ano

Vou com ele até o fim
Dentro
do meu coração
Blumenau é toda assim: Meu Verdão!

Mascote

Apesar de ser um clube jovem, o Metropolitando já escolheu sua mascote. O animal que simboliza a equipe é um Crocodilo.






site: http://www.metropolitano.net

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Macaé Esporte Futebol Clube

Equipe de maior popularidade do município, o Macaé Esporte Futebol Clube foi fundado no dia 17 de julho de 1990 com o nome de Botafogo Futebol Clube. O primeiro presidente foi o desportista e atual vice-presidente de futebol profissional, Cláudio Carvalho Barros Silva, o Claudinho. E os primeiros títulos vieram na metade dos anos 90, quando o clube conquistou o bicampeonato Amador Macaense (1994 e 1995).


Mas foi a partir de 1998 que o clube começou a mostrar a sua “cara” para o Estado do Rio, quando ocorreu a profissionalização. E logo na sua primeira temporada, o então Botafogo, já presidido por Teodomiro Bittencourt Filho, o Mirinho, conquistou, de forma invicta, o Campeonato Estadual da Terceira Divisão. Neste mesmo ano, o time dirigido pelo técnico Jeová Ferreira e tendo como maestro o meia atacante Fernando Macaé acabou sendo vice-campeão da Copa Rio do Interior e um dos semifinalistas da Copa Rio da Capital, sendo eliminado pelo Fluminense.

Em 1999, já usando o nome fantasia Macaé Sports, o clube disputou o Estadual da Segunda Divisão e acabou ficando com o vice-campeonato. Em 2000, o clube fez a sua segunda mudança estatutária e, definitivamente, passou a se chamar Macaé Esporte Futebol Clube. Em 2002, o alvianil esteve próximo de chegar à elite do futebol carioca, porém novamente ficou com o vice-campeonato da Segundona, fato que se repetiu em 2006. Mas foi em 2003 que o clube entrou para o cenário nacional, ao disputar pela primeira vez o Campeonato Brasileiro da Série C.

Em 2005, o clube contratou jogadores conhecidos do futebol brasileiro – como Donizete, Marquinhos, Sorato e Brener – e ficou com o vice-campeonato da Copa Rio. Em 2006, além da Segundona, o clube ficou em segundo lugar na Seletiva para a Primeira Divisão, que acabou invalidada pela Justiça.

Mas o capítulo mais importante da história do Macaé Esporte foi escrito no ano de 2007, quando o clube conseguiu a tão sonhada vaga para a Primeira Divisão. Sob o comando do técnico Tita, o alvianil - mesmo tendo ficado na terceira colocação no geral - foi o time que somou mais pontos. Em 28 jogos, foram 19 vitórias, três empates e seis derrotas. O aproveitamento foi de 71,4%.

A equipe macaense teve ainda o melhor ataque (56 gols) e a melhor defesa (21 gols) do campeonato. Além disso, foi a que mais venceu na Segundona (19 vezes). O atacante Roberto, com 15 gols, foi o vice-artilheiro da Segundona.

Em 2008, a equipe - comandada, pelo ex-jogador Tita e contando com jogadores experientes como Zada e Geraldo e emprestados do Flamengo (como Bruno Mezenga) e o Goleiro Cássio ex-Vasco da Gama - conquistou a oitava posição no Campeonato Carioca, sendo a melhor das cinco que tinham subido no ano anterior e a quarta melhor das consideradas "pequenas" do estado. Como a Cabofriense, que já tinha vaga pelo vice-campeonato da Copa Rio assegurada, ficou em sétimo; a equipe obteve o direito de disputar a Série C em 2008.

Títulos

Campeão Invicto da Terceira Divisão de Profissionais do Estado do Rio 1998
Vice-campeão da Segunda Divisão de Profissionais do Estado do Rio 1999,2002 e 2006

Estádio
Estádio Municipal Cláudio Moacir de Azevedo
Capacidade 2000
Em processo de remodelação e ampliação para 14000 lugares.

Hino
Letra/música: José Carlos “Macaé” (Pato Roco)

Vamos cantar, numa só voz
Macaé Esporte é campeão
Com muita raça
Perseverança
Macaé Esporte é garra e emoção
Somos guerreiros
Não tem fronteiras
Macaé é a nação brasileira

Desde 1990
Esse clube tantas glórias conquistou
Dando alegria a essa torcida organizada
Com muita luta, muita raça e muito amor

Nós vamos dar olé
Eu vou gritar: é gol!
Macaé tá botando pra quebrar

Nós vamos dar olé
Eu vou gritar: é gol!
Macaé, ninguém vai te segurar.

Mascote









site : http://www.macaeesporte.com.br/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Paysandu Sport Club

O Paysandu foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1914 após um desentendimento com diretoria da Liga Paraense de Foot-Ball (atual Federação Paraense de Futebol). A briga foi ocasionada pela não-anulação da partida Norte Club 1 x 1 Guarany, realizada em 15 de novembro de 1913, cujo resultado deu ao Grupo do Remo (atual Clube do Remo) o título de campeão paraense de futebol.

Naquele ano, o Norte Club realizava uma boa campanha e precisava vencer o Guarany para forçar uma partida extra com o Grupo do Remo. Após o empate em 1 a 1, os integrantes do Norte Club, inconformados, solicitaram à Liga Paraense de Foot-Ball a anulação da partida, devido a diversas irregularidades. Porém, a diretoria da Liga Paraense de Foot-Ball julgou improcedente o recurso.

A decisão não agradou nem um pouco aos integrantes do Norte Club, que decidiram então criar um movimento, sob a liderança de Hugo Manoel de Abreu Leão, para a fundação de uma nova agremiação, mais forte, para poder enfrentar em igualdade de condições os seus adversários. Este movimento não agradava aos integrantes do Grupo do Remo, os quais tentaram persuadir Hugo Manoel a abandonar a idéia.

No dia 1º de fevereiro de 1914, o jornal "O Estado do Pará" fez a convocação para a reunião da fundação do novo clube. A convocação feita pelo jornal surtiu efeito, fazendo com que comparecessem à reunião 42 desportistas, muitos dos quais eram integrantes do Norte Club, além de outros de agremiações diferentes, como, por exemplo, do Internacional Sport Club, ou Recreativa.

A reunião foi iniciada às 20:15 horas de uma segunda-feira, 2 de fevereiro de 1914, na residência de Abelardo Leão Conduru, localizada à rua do Pariquis, n.º 22, entre as travessas Apinagés e São Matheus (atual Padre Eutíquio).

Por unanimidade, a assembléia escolheu Hugo Leão para presidir os trabalhos. Como líder do movimento, ele propôs a denominação de Paysandu Foot-Ball Club para a nova agremiação. O nome foi escolhido "como homenagem ao feito glorioso e heróico da Marinha de Guerra Brasileira ao transpor o Passo do Paysandú, na guerra contra o Paraguai".

A sugestão de Hugo Leão foi motivo de acirrado debates na assembléia, que logo se dividiu em duas alas: uma a favor e outra contrária, a qual propunha o nome de Team Negra Foot-Ball para a nova agremiação. Feita a votação, registrou-se a vitória da denominação de Paysandu Foot-Ball Club.

Escolhido o nome, a assembléia elegeu o primeiro presidente, Deodoro de Mendonça, que encabeçou a diretoria durante o ano de 1914. Foi escolhida ainda a comissão destinada a redigir os Estatutos do Clube, recaindo a escolha nos nomes de Deodoro de Mendonça, Eurico Amanajás e Arnaldo Morais.

Na terceira reunião, dia 19 de fevereiro de 1914, que o Paysandu, de "FOOT-BALL CLUB" passou para “SPORT CLUB”. Ao ser lido, para a assembléia, um ofício pedindo a filiação do Paysandu à liga Paraense de Futebol, surgiu a idéia da mudança, que, após acirrados debates, posta em votação, foi aprovada por maioria de votos. E assim surgiu o nosso muito querido Paysandu Sport Club: Que foi “FOOT-BALL CLUB” por 17 dias.

O primeiro campo do Paysandu foi ao lado do Instituto LAURO SODRÉ, bairro do Souza. Era para treinos, mas nele foram feitos jogos amistosos.

Depois teve um atráz da sede da travessa São Matheus 170, com a rua Caripunas, a travessa Apinagés e o quintal de uma residência fechando o retângulo . Este campo foi fruto do trabalho da comissão desginada na reunião de 19 de fevereiro de 1914. A arquibancada foi inaugurada a 16 de abril de 1916, um domingo, com caprichada programação esportiva.

O atual campo do Paysandu, na Almirante Barroso (antes Tito Franco), era da Firma Ferreira & Comandita, que construiu e inaugurou a 14 de junho de 1914. O Campo também é chamado "Vovô da Cidade" e da "Curuzú". É do Paysandu graças a Leônidas Sodré de Castro, grande Alvi-Azul, cujo nome, muito justamente, foi dado ao campo. Leônidas teve também grande influência na compra da atual sede. Presidiu o Paysandu de 2 de fevereiro de 1930 à 2 de fevereiro de 1931 e participou de outras diretorias. Sem dúvida, Leônidas Sodré de Castro foi um dos artifícies do nosso Paysandu.

Domingo, 14 de junho de 1914, 16 horas, inauguração do campo da firma Ferreira & Comandita que, hoje, totalmente diferente, pertence ao Paysandu Sport Club. Muita gente, campo superlotado. A madrinha Mille Isolina Coutinho, batizou o campo com champane. Depois, campeonato de 1914, o primeiro Paysandu x Remo da história do futebol paraense. O Dr. Deodoro de Mendonça, representando o Independente de Belém, deu o ponta-pé inicial. Graças a um pênalti marcado no finalzinho do jogo, muito duvidoso, deu Remo, 2x1. O juiz foi o Dr. Guilherme Paiva.

A Copa dos Campeões

Campeão brasileiro da Segunda Divisão em 2001, o Paysandu ganhou no ano seguinte a Copa dos Campeões, competição que reunia os melhores colocados nos torneios regionais. Nas finais, o Paysandu passou pelo Cruzeiro.

A conquista classificou o Paysandu para a Taça Libertadores da América de 2003.

Na Copa Libertadores da América 2003

Graças ao inédito título da Copa dos Campeões em 2002, o bicolor paraense disputou o mais importante torneio de futebol das Américas, envolvendo os melhores clubes, da temporada anterior, de países como Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai.

O Brasil, nesta edição, estava representado, além do Paysandu, por Santos (campeão brasileiro de 2002), Corinthians (campeão da Copa do Brasil de 2002) e Grêmio (terceiro colocado no campeonato brasileiro de 2002, recebendo a vaga que seria do vice-campeão, o Corinthians, por este já ter se classificado com o título da Copa do Brasil).

O bicolor do Pará era treinado por Darío Pereyra, e tinha, em seu elenco, jogadores como o atacante Róbson "Robgol", Iarley, Lecheva, e Vélber, dentre outros.

O Paysandu participou na primeira fase figurando no grupo 2, ao lado de Cerro Porteño, Sporting Cristal e Universidad Católica. Após 4 vitórias e 2 empates, o "Papão" terminou na liderança do grupo, com 14 pontos. Teve a terceira melhor campanha nesta fase, atrás apenas de Corinthians (15 pontos) e Santos (também com 14 pontos, mas com saldo de gols superior).

Na segunda fase, também conhecida por "oitavas-de-final" (participação dos 16 melhores clubes da primeira fase), enfrentou o Boca Juniors, tradicional clube argentino, que hoje-em-dia é dono de 6 títulos na Libertadores, e que terminou a primeira fase na segunda colocação do grupo 7, com 11 pontos.

Na primeira partida, realizada na Argentina (Estádio La Bombonera, Buenos Aires), o "Papão" surpreendeu mais uma vez, vencendo por 1 X 0 (gol de Iarley). Porém, o ótimo resultado desta partida foi revertido pelos experientes argentinos, que venceram a partida de volta, realizada em Belém do Pará, por 4 X 2.

Com apenas 1 derrota, o Paysandu encerrou aquela que é, até hoje, sua única participação neste torneio. Na classificação final, ficou com a 9a. colocação (à frente do Corinthians, o décimo, também eliminado nas oitavas-de-final). O atacante Róbson "Robgol" foi o terceiro maior goleador da competição, com 7 gols.

E o clube responsável por esta derrota e pela eliminação do "Papão", o Boca Juniors, acabou sagrando-se campeão da Libertadores naquele ano, eliminando, no decorrer do torneio, Cobreloa (quartas-de-final), América de Cali (semi-final) e Santos (final).

A Queda Livre - Paysandu, da Série A à C:

Após terminar na 14a. colocação na série A do Brasileirão (dentre 24 equipes) em 2004, o "Papão" acabou rebaixado, em 2005, para a série B do Campeonato Brasileiro, mesmo após ótimo desempenho do atacante Robgol, que perdeu a artilharia da série A, para Romário (Vasco), por apenas 1 gol. Dentre 22 participantes, terminou na 21a. posição (à frente apenas do Brasiliense, com 41 pontos conquistados (12 vitórias, 5 empates e 25 derrotas) (40 pontos a menos do que o vencedor do torneio, o Corinthians, e 10 pontos a menos do que o último clube que se manteve na Série A, a Ponte Preta).

Em 2006, era um dos times esperados a brilhar na série B e favorito a ficar com uma das 4 vagas de retorno à série A. Porém, formou uma equipe muito instável (não pôde contar com o total desempenho do atacante Robgol, candidato vitorioso a deputado estadual no Pará, como um dos problemas) e, ao final do campeonato, amargou o rebaixamento à série C do futebol brasileiro ao ficar em 17° lugar entre 20 equipes. Sua campanha: 38 jogos, 12 vitórias, 8 empates e 18 derrotas; 51 gols marcados e 70 sofridos; 44 pontos, 27 pontos a menos do que o vencedor deste torneio, o Atlético-MG (que também havia sido rebaixado à série B em 2005).

Em 2007, sua participação na série C foi curta e desastrosa: em 6 jogos, somou apenas 1 ponto, fruto de um empate com o Ananindeua (clube também do PA) em 3 X 3, em seu próprio estádio, o que ocasionou a vergonhosa desclassificação ainda na Primeira Fase.

Ao começar sua participação no Campeonato Brasileiro de Futebol 2008 - Série C, o Paysandu tinha como objetivo inicicial alcançar a terceira fase da competição, o que lhe daria a classificação automática à Série C de 2009 (que será disputada com 20 clubes como as séries A e B, ficando assim, livre de participar da Campeonato Brasileiro de Futebol de 2009 - Série D)

Após terminar entre os 2 primeiros, obteve a vaga, considerada obrigatória pela torcida e pela tradição que o clube possui no cenário futebolístico nacional. Porém seria eliminado na terceira fase, ficando na terceira colocação, um ponto atrás do Águia de Marabá, tirando o direito de disputar o octagonal final.

Fatos que marcaram a história do Papão
O gol mais rápido do mundo até o momento foi marcado por um atleta do Paysandu. Após apenas 2 segundos do primeiro tempo, Vital Filho marcou o gol contra o Santa Rosa, pelo Campeonato Paraense, no dia 4 de julho de 1997. Apesar da súmula oficial do jogo constar dois segundos, a televisão mostrou que o gol foi realizado aos 4 segundos.

A maior vitória em clássicos no Pará foi uma goleada sobre o rival Remo por 7 a 0, em 1945.

Treinado inicialmente por Alfredo Gama e nos jogos finais por Nagib Coelho Matni, o Paysandu conquistou o título de pentacampeão paraense de futebol, na temporada de 1947, no maior feito de sua história de participante do certame. O "Esquadrão de Aço" realizou explêndida campanha, sagrando-se campeão invicto e por antecipação, ao derrotar o Clube do Remo por 2x0 em seu penúltimo compromisso na tabela, na data de 21 de dezembro de 1947.

Participou da Taça Brasil em 60, 62, 63, 64, 66, 67, 68.

Participou do campeonato brasileiro em 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 85, 86, 92, 93, 94, 95, 2002, 2003.

1º clube do Norte do Brasil a participar da Taça Toyota Libertadores da América.

Vitória histórica: Boca Juniors 0 x 1 Paysandu (Gol: Iarley). Somente três clubes brasileiros conseguiram vencer o Boca Juniors da Argentina em pleno La Bombonera. O Santos de Pelé em 62, o Cruzeiro em 94 e o Paysandu Sport Club em 2003. Um detalhe, o Paysandu foi o único clube a vencer os argentinos com um jogador a menos.

Re X Pa

É o maior clássico do norte brasileiro. Clube do Remo x Paysandu fazem um clássico do azul (escuro) versus o azul (celeste). Reis dentro de um estado com apenas 4 campeões em toda sua história, o RePa é o clássico que faz Belém parar. Até a chuva típica da região literalmente para. Quem vence, assume o comando do estado.

Até 2004, foram disputadas 656 partidas. O Clube do Remo venceu 238, o Payssandú venceu 201 e houveram 217 empates. O saldo de gols é favoral ao Leão – 896 gols contra 856 do Papão.

1914 – O primeiro jogo

O clássico RexPa, ocorrido em 10.06.1914 foi travado no modesto campo típico de “peladas”. Atualmente, o terreno foi ocupado por um conjunto habitacional no bairro de São Brás. O jogo era válido pelo campeonato Paraense de 1914. O Remo venceu por 2x1.

1926 – O primeiro grande chocolate do Leão: 7x0.

Apesar de termos poucas informações, foi a primeira grande vitória do Remo sobre o Paysandu (então Nort Club). 7x0. Mas como a vingança é um prato que se come frio, no final da II Guerra, o Paysandu daria o troco.

1945 – Paysandu 7x0 Remo – Uma surra pra entrar pra história.

Vencer um clássico nunca é fácil. Mas, para muitos, foi a maior vitória alcançada pelo Paysandu em toda sua história! 7x0 sobre o Clube do Remo. Realmente, vencer um clássico como o Paysandu x Remo por um placar tão grande, em jogo de Campeonato não deixa de ser um fato significante, ainda mais se levarmos em conta a grande rivalidade existente entre os dois grandes clubes paraenses. A vitória de 7 x 0 do Paysandu sobre o Clube do Remo ainda hoje é lembrada por todos como se tivesse acontecido ontem e já são passados mais de 50 anos daquela partida, sem que se repita outro placar igual entre as duas equipes.

O jornal Vanguarda assim relatou na época: “Quem apreciou a peleja de ontem desde os seus primeiros minutos há de ter notado o fracasso absoluto, total, decepcionante, que constituiu a esquadra do Remo no segundo período, após ter realizado um promissor primeiro tempo, dando sérios trabalhos a defesa do Paysandu para com a ausência de um só elemento, entregar-se de maneira envergonhante, humilhando-se frente ao seu adversário de todos os tempos , o Paysandu.”

1947 – Paysandu: Pentacampeão Invicto

Treinado inicialmente por Alfredo Gama e nos jogos finais por Nagib Coelho Matni, o Paysandu conquistou o título de pentacampeão paraense de futebol, na temporada de 1947, no maior feito de sua história, dentro do campeonato paraense. O jogo decisivo, não poderia ser outro senão o REXPA. 2x0 para o Papão da Curuzu, o penúltimo jogo do Paysandu no campeonato de 1947. Num campeonato ainda pequeno, foram 7 vitórias e 1 empate, marcando 27 gols e sofrendo apenas 7. O grande centroavante Hélio foi o artilheiro do Paysandu e do campeonato com 11 gols. Sóia fez 4, Rivas, 4, Dengoso, 2, Hosana, 2, Brias, Guimarães, Adimar e Conde (zagueiro da Tuna), contra, 1 gol cada. Só por curiosidade, o último jogo foi uma goleada de 9x1 no Transviário.

Clássicos com W.O. !

Pode até parecer brincadeira ou mentira, mas já aconteceram 5 W.O (vitória declarada pela ausência, em tempo hábil de uma das equipes). O Remo venceu em 1919, 1923 e 1988, enquanto que o Papão levou a melhor em 1920 e 1976.

1996 – Enfim, uma goleada !

A década de 90, marcaria a supremacia do Remo sobre o Paysandu (vide abaixo). O sofrimento do time da Curuzu era torturante, enquanto que a alegria do Leão Azul parecia não ter fim. Tanto, que o Remo aplicou a maior goleada da década: 4x0 que deu o campeonato de 96.

1997 – O Tabu

O maior TABU da história do parazão foi o que o Clube do Remo aplicou no Paysandu, de Dezembro de 1992 à Junho de 1997 : (33 jogos), 4 anos e 6 meses, sem conhecer o que é derrota, e ao Paysandu sem sentir o gosto da vitória sobre seu rival. Pra aumentar o sofrimento dos azuis-celestes, o Remo teve a melhor performace na última década: Foram 77 partidas, com 34 vitórias azulinas, 28 empates e 15 vitórias bicolores. O Leão é o único clube que conseguiu ser Penta campeão. Além disso, o Remo foi 8 vezes campeão contra 2 do rival.

Títulos

Copa dos Campeões: 2002.
Campeonato Brasileiro - Série B: 2 vezes (1991 e 2001).
Regionais Copa Norte: 2002.
Estaduais Campeonato Paraense: 42 vezes (1920, 1921, 1922, 1923, 1927, 1928, 1929, 1931, 1932, 1934, 1939, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1956, 1957, 1959, 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1969, 1971, 1972, 1976, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1992, 1998, 2000, 2001, 2002, 2005 e 2006).

Estádio

Popularmente conhecido como Curuzú, devido a rua ao lado possuir o mesmo nome, o estádio Leônidas Castro é um dos maiores patrimônios do clube. Com dimensões oficiais da FIFA a curuzú é um dos melhores campos de futebol do Pará.

Também é conhecido como "Vovô da Cidade", por ser o estádio mais antigo do estado do Pará.

A maioria dos jogos do Paysandu são realizados no estádio da Curuzu.

Data de aquisição: Julho de 1918
Capacidade: 15.000

Hino

De vitórias e louros coroado, Altivo, o Paysandu jamais temeu... Tem um belo, honradíssimo passado, São nobres as batalhas que venceu;BIS Cada um de nós guarda no peito, Valor e orgulho extraordinários; Das nossas cores têm respeito Os mais punjantes adversários. "Lutar"! eis a divisa que trazemos! "Vencer"! eis a esperança que nos guia! Leses e destemidos seguiremos A glória que o futuro nos confia! BIS Cada um de nos guarda no peito... Somos jovens e ousados paladinos, E sempre achar-nos-hão de gladio nú, Elevando nos prélios mais ferinos Com honra o pantilhão do Paysandu BIS Cada um de nós guarda no peito... Amamos os cambates! e na luta, Como antigos heróis nos comportamos, Por isso a vez do público se escuta, Saudar o Paysandu com aclamos BIS Cada um de nós guarda no peito...

Mascote

O mascote do Paysandu Sport Club foi criado em 1948 pelo jornalista Everardo Guilhon com o codinome de "bicho-papão". A inspiração do jornalista baseou-se no temor que o esquadrão de aço, como era conhecido o time do Paysandu naquela época, passava aos seus adversários no campo de jogo. No decorrer do tempo, ficou conhecido como o famoso "Papão da Curuzu", o maior papão de títulos de futebol do Norte do País.



Sites

http://www.papao.net

http://www.nacaobicolor.com

domingo, 2 de novembro de 2008

Clube Esportivo Nova Esperança

A história do CENE - Clube Esportivo Nova Esperança - começou em 1996 no município de Jardim, distante 220 km de Campo Grande, na região sudoeste do Mato Grosso do Sul. Era um grupo de funcionários de uma fazenda que gostavam de jogar futebol. Todos os finais de semana eles se reuniam. Um certo dia, os chamados "peladeiros de botinas" observaram a necessidade de disputar os campeonatos amadores de Jardim e dos municípios vizinhos, como Bonito, Guia Lopes da Laguna, Bela Vista e outros.

Em busca de concretizar o sonho, todos saíam nos finais de semana, procurando reforços nas fazendas vizinhas. O projeto deu certo. Em pouco tempo os comerciantes e fazendeiros da região já os auxiliavam na criação da equipe. Surgiu o Nova Esperança. Foi um sucesso, pois o time de amigos e trabalhadores rurais conquistava todos os títulos dos campeonatos da região nos três anos de amadorismo.

Diante do sucesso no futebol amador, começaram a surgir investimentos. Com o apoio do empresário e religioso Sun Myung Moon, proprietário da fazenda onde o clube nasceu, os amigos "peladeiros de botinas" passaram a sonhar mais alto. O projeto era profissionalizar o time. No dia 15 de dezembro de 1999, a idéia foi concretizada. Nascia Clube Esportivo Nova Esperança, um clube que em pouco tempo tornou-se um dos maiores do futebol sul-mato-grossense.

O objetivo da diretoria era investir nas categorias de base e ter o esporte, acima de tudo, como alternativa de formar cidadãos, lazer e de promover a paz entre as pessoas.

Quando o Clube Esportivo Nova Esperança se transferiu para Campo Grande em 2002, logo adquiriram um terreno na região do Jardim Los Angeles, cerca de 17 quilômetros do centro. Em 2004, a diretoria do CENE que eram homens com uma grande visão administrativa, determinou a construção de um centro de treinamento para o clube.

Toda diretoria se lançou nesse desafio com confiança e determinação, contando com o apoio de uma competente comissão de obras. A maior parte do dinheiro que viabilizou a construção veio de contribuições mensais do Empresário e Missionário Reverendo Moon.

O CT do CENE foi inaugurado em 2005 Após muita dedicação e trabalho de todos que ajudaram, o sonho se tornou realidade.
Hoje, o Centro de Treinamento do CENE se tornou uma referência de modernidade e de espaço para o trabalho dos profissionais do futebol no Mato Grosso do Sul.

Após a sua fundação, em 1999, o Cene foi crescendo, participou da disputa da Série C do Campeonato Brasileiro e conquistou seu primeiro Campeonato Estadual em 2002. No ano seguinte, a equipe alcançou o vice-campeonato.

Em 2004 e 2005, o clube se firmou de vez como potência de Mato Grosso do Sul com o bicampeonato estadual de forma avassaladora. Após a dupla conquista, o time não foi tão bem em 2006, mas em 2007 foi melhor e quase obteve outro título Estadual.

Entretanto, esbarrou na surpresa do campeonato, o Esporte Clube Águia Negra, e terminou na segunda colocação.

Títulos
Campeão Sul-Mato-Grossense: 3 vezes (2002, 2004 e 2005).

Estádio
O estádio Pedro Pedrossian, ou Morenão, como é chamado, é um estádio de futebol localizado na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O estádio está situado na zona sul da cidade de Campo Grande, dentro do campus da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). É o maior estádio de futebol de Mato Grosso do Sul. O estádio tem esse nome em homenagem ao então governador de Mato Grosso do Sul, Pedro Pedrossian, na época da fundação da UFMS.
Capacidade: 45000

É o maior estádio universitário da América Latina
Tem o apelido de Morenão em referência à cidade de Campo Grande, conhecida como Cidade Morena devido à cor avermelhada de seu solo.
A maior lotação do estádio foi de 38.122 torcedores em 23 de Fevereiro de 1978, quando o Operário venceu o Palmeiras por 2-0.

Hino

LETRA E MÚSICA: José Rodrigues dos Santos
ARRANJO: Maestro Edmílson Amorin

Nós somos do CENE avante
Com muito amor e paixão
Na luta buscando conquistas
Demonstramos nossa união

Vencer, CENE vencer CENE
Vencer é a nossa missão
Vencer, CENE vencer CENE
Com garra e determinação

Nascemos em um lindo bosque
De natureza sem igual
Dos rios de águas cristalinas
Ligando-nos ao Pantanal

Nós temos em nossas planícies
Flora e fauna que nunca se viu
Na beleza de nossas campinas
Lugar mais belo do Brasil

Vencer, CENE vencer CENE...

Nossa cidade tem história
Dos valores do bom futebol
Que abriram o caminho da glória
Nos dando um lugar ao sol

Nossa força vem do princípio
Da justiça e perseverança
Harmonia de corpo e de mente
O esporte da nova esperança

Vencer, CENE vencer CENE
Vencer é a nossa missão
Vencer CENE vencer CENE
Com garra e determinação

Mascote

A mascote do Centro Esportiva Nova Esperança é um Pégasus, símbolo de vôos altos, e a mascote acompanha essa simbologia do clube.

site : http://www.cenems.com.br/