quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Centro Sportivo Alagoano

O Centro Sportivo Alagoano foi fundado no dia 7 de setembro de 1913. Naquele dia, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados do Comercio, Jonas Oliveira reuniu um grupo de jovens e fundaram o Centro Sportivo 7 de Setembro. Lá estavam presentes: Osório Gatto, Entiquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Arestides Ataide de Oliveira, Francisco Rocha Filho, Antonio Miguel de Oliveira, Vicente Grossi, Avenor e Agerson Dantas, Pedro Soares, Waldomiro e Djalma Machado, Pedro Lobão, Alfeu Cavalcanti, João Rosas, João Alfredo Rêgo, Jeferson Araujo, Arlindo Costa, Antonio Valente, Eduardo Goulart, Artuir Tavares da Costa, José e Luiz Farias, Davino Ataide, José Fontan, Odilon Cabral, Pedro Rocha e Rubem Fidias, assinando a ata de fundação.

O novo clube começou a funcionar num velho terreno situado na rua João Pessoa, onde foram guardados seus primeiros barcos. Mais tarde, no mesmo terreno foi edificado o então sintuoso prédio da antiga Sociedade Perseverança e Auxilio dos Empregados no Comércio de Maceió, que ainda hoje existente e é ocupado por uma Escola Técnica de Comércio. Não demorou muito e o clube mudou sua sede para uma das dependências do antigo Palacio do Governo. Em 1915, nova mudança, a sede azulina se transferiu para a Praça da Independência, ocupando o prédio que pertencia ao Tiro de Guerra. A mudança foi benéfica ao clube que passou a ocupar um enorme terreno na antiga Praça da Cadeia afim de movimentar seu time de futebol. Ali, o clube treinava e jogava. Posteriormente, até adquirir o terreno onde hoje é o estádio do mutange, o clube azulino ocupou outras sedes. Na Praça Deodoro, na rua Boa Vista e, na rua da Alegria, esta sublocando uma parte do terreno, cujo prédio foi devolvido para que se construísse o saudoso Colégio Diocesano.

O clube azulino, que começou com o nome de Centro Sportivo 7 de Setembro passou para Centro Sportivo Floriano Peixoto em 1915. No mês de junho do mesmo ano chegou a Maceió José Floriano Peixoto, grande atleta nacional. Os azulinos fizeram uma grande manifestação ao atleta alagoano que logo se integrou ao clube. Para uma disputa de futebol entre Alagoas e Brasil, Floriano Peixoto ofereceu uma rica taça. Os mesmos rapazes que o homenagearam, propuseram, em Assembléia Geral, trocar o nome do clube para Centro Sportivo Floriano Peixoto. A proposta foi aceita. Somente no dia 13 de abril de 1918, por ato da Assembléia Geral, foi que o clube passou a se chamar Centro Sportivo Alagoano, agremiação que começou a se identificar com o povo. Logo passou a ser conhecido como o clube das multidões.

Uma semana depois de sua fundação, o novo clube começava seus exercicios de atletismo no terreno onde hoje fica a Escola Técnica de Comércio, na rua João Pessoa. Ali se formou uma verdadeira academia de atletas. O Centro Sportivo 7 de Setembro tinha um excelente corpo de lutadores de boxe, luta romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo, disco e esgrima. O esporte náutico somente entrou na história do clube em 1917. Os dirigentes azulinos começaram com uma baleeira de seis remos. Durante muitos anos, os associados do clube usaram a Lagoa do Mundaú para passeios e competições náuticas.

O futebol começou com a própria fundação do clube. Os treinos eram realizados na Praça da Cadeia, local onde o Centro realizou seu primeiro jogo no dia 7 de setembro de 1914. O adversário foi um time formado por estudantes alagoanos que faziam faculdade no Recife. Os azulinos venceram por 3x0. Segundo o cronista esportivo Renato Sampaio, em seu livro - A margem do futebol - o primeiro jogo entre Centro e Regatas foi realizado no dia 7 de setembro de 1916, na Praça Jonas Montenegro, hoje Praça do Centenário. O azulão ganhou por 1x0, gol de Aristides. O Centro formou com Hermes, Viana, Grossi, Alipio, L. Farias e Closias, Apolinario, J.Maria, Fontan, Arestides e Grossi. O Regatas jogou com Gondim, Custódio, J.Ramalho, Quintela, Abelardo e Homero, Moisés, Oscar, Aroldo e Peter Jurisch. O clube seguiu sua trilha vitoriosa pelos caminhos do esporte. Clube que tem como lema - União e Força - O Centro Sportivo Alagoano continua sendo o mais querido de Alagoas.

A rivalidade entre CSA e CRB já vinha de alguns anos atrás. Em 1931 aconteceu um fato que foi muito comentado. Para participar da festa de seu aniversário, os azulinos convidaram o time do América de Recife para um jogo amistoso. Tininho, um habilidoso jogador do CSA, era também um verdadeiro líder dentro do clube. Muitas vezes, se transformava em treinador do time. Por todas essas qualidades, Tininho era respeitado pelos dirigentes e querido pela torcida.

Com a intenção de reforçar a equipe, Tininho convidou dois jogadores do CRB para integrar o CSA no jogo contra o América. Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Eles aceitaram e se sentiram honrados em vestir a camisa azulina. No dia 7 de setembro, no mutange, antes do jogo, compareceram aos vestiários do CSA, os jogadores Zequito e Fonseca que foram recebidos por Tininho. A diretoria azulina já se encontrava nas cadeiras que ficavam nas arquibancadas do Mutange. Ao saber da novidade, os dirigentes mandaram chamar Tininho para informar que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB. Afirmavam, inclusive, que temiam a reação da torcida. Pressionado por todos os lados, Tininho mostrou porque era líder, e decidiu – “Ou aceitam Zequito e Fonseca ou eu também não jogarei”. Esta decisão aumentou a confusão. Mas, pela personalidade do capitão azulino que assumiu toda responsabilidade, os dois atletas do CRB jogaram e ajudaram o CSA a vencer o América por 4x2. Dois dos gols foram assinalados por Fonseca. Zequito Porto nunca negou que se sentiu orgulhoso ao vestir a camisa do tradicional rival. A rivalidade na época não permitia que fatos como esse pudesse acontecer. Mas, ele conseguiu quebrar esse tabu.

Uma das maiores goleadas do futebol brasileiro e, certamente, a maior do futebol alagoano, teve a participação do Centro Sportivo Alagoano. Aconteceu no campeonato alagoano de 1944 - CSA 22 x Esporte 0.

O CSA tentou transferir o jogo para aceitar um convite e jogar em Garanhuns. O Esporte não aceitou. O mando de campo era o time de Zé Rodrigues que levou o jogo para o campo da Pajuçara. O CSA tentou levar a partida para o Mutange, chegando a oferecer toda a renda para o Esporte. O clube rubro também não aceitou. Comentou-se, na época, que dirigentes e jogadores do clube azulino fizeram um pacto para fazer o maior numero de gols possíveis dentro da partida. Na semana do jogo, o Tribunal de Penas da Federação suspendeu quatro jogadores do Esporte. Eles haviam se envolvidos no jogo violento da partida contra o Olavo Bilac no domingo anterior. Dirigentes do clube de Zé Rodrigues chegaram a pensar em entregar os pontos. Terminaram desistindo.

No dia 28 de janeiro de 1945, no Estádio Severiano Gomes Filho, e arbitragem de Waldomiro Breda, jogaram Esporte Clube Maceió e Centro Sportivo Alagoano. Zé Rodrigues que tinha problemas na escalação do seu time, foi obrigado a colocar em campo quatro atletas que haviam jogado na partida preliminar: Orlando, Pé de Samba, Mudico e Laurinho. Mesmo assim, os jogadores do CSA não perdoaram. Fizeram 7 gols no primeiro tempo e 15 no segundo. Os artilheiros foram Caio Mario (9), Dengoso (5), Sales (3), Montoni (3), Valdir (1) e Ariston (1).

O jogo do Xaxado

O jogo do Xaxado foi um dos que mais emocionou a torcida azulina. Não somente pelo resultado de 4 x 0, mas pelo passeio que o clube deu no seu tradicional adversário, o CRB. Xaxado é música, ritmo. Na época, 10 de setembro de 1952, era a musica do momento das paradas de sucesso. Todo o Brasil dançava o xaxado com Luiz Gonzaga. E naquela tarde, no campo da Pajuçara, os jogadores do CRB dançaram o xaxado no ritmo azulino.

Foi um baile, um olé. Jamais se pensou em desrespeitar o adversário, mas era gostoso observar a bola de pé em pé com os alvirrubros na roda. Como ninguém se lembrava do jogo da Sofia (CRB 6 x 0 CSA), o marcador ficou mesmo nos 4 x 0. Havia condições para superar os 6 x 0, entretanto, os jogadores do CSA preferiram os dribles espetaculares, as jogadas de alto efeito técnico, com a torcida azulina batendo palmas e gritando, ritmicamente, a palavra xaxado. Muitos gols foram perdidos. Dida depois de driblar toda a defesa do CRB, inclusive o goleiro Levino, quase na linha de gol, preferiu voltar e passar a bola para um companheiro. Oscarzinho também esteve para marcar e terminou sentando na bola. Neste lance, o juiz parou o jogo e advertiu o jogador azulino por desrespeitar o adversário. Mas, louve-se a disciplina dos atletas do CRB. Aceitaram o show dos azulinos sem apelar para a violência. Naquela tarde, a torcida assistiu a uma memorável exibição de futebol. Até hoje não houve nenhuma igual. Pior para o CRB que jogava para comemorar mais um aniversário de sua história.

Garrincha jogou no CSA

O fenomenal Garrincha pertenceu ao Centro Sportivo Alagoano. Foi somente noventa minutos, mas foi. No dia 19 de setembro de 1973, num amistoso contra o ASA de Arapiraca, no Trapichão. Garrincha e Dida jogaram juntos com a camisa azulina. Dias depois ele jogou outra partida por um clube alagoano, o ASA de Arapiraca.

Seu Mané estava se despedindo da torcida brasileira. Seu futebol estava chegando ao fim. Suas pernas tortas já não corriam como antes. Seus dribles já não eram tão eficientes. Mesmo assim, Garrincha jogou e a torcida alagoana entendeu seu drama. Nunca uma torcida aplaudiu um craque como naquela noite de despedida.

Sua história é cheia de capítulos de rara beleza. Moço simples, criatura maravilhosa e companheiro sem igual, Garrincha foi um fenômeno que passou pelo futebol brasileiro. Seus últimos momentos diante da torcida alagoana foram cheios de jogadas sensacionais. Isso, se levarmos em consideração sua condição física, sua idade e os dramas que vinha sofrendo. Apesar de tudo, Garrincha fez coisas que muitos jovens não faziam. Foram momentos que ficarão para sempre na história do Centro Sportivo Alagoano.

Destaca-se na história do CSA, o vice-campeonato na Taça de Prata em 1980,1982 e 1983, vice-campeonato da Copa Conmebol em 1999, e a disputa da Segunda Divisão alagoana em 2004 e 2005.

Títulos

Campeonato Alagoano: campeão 37 vezes (1928, 1929, 1933, 1935, 1936, 1941, 1942, 1944, 1949, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1958, 1960, 1963, 1965, 1966, 1967, 1971, 1974, 1975, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1988, 1990, 1991, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999 e 2008)

Campeonato Alagoano - 2ª Divisão: campeão 1 vez (2005)

Estádio

Estádio Gustavo Paiva é um estádio de futebol de Maceió (Alagoas), que pertence ao CSA e é popularmente conhecido por Mutange. Sua capacidade é de 5 mil pessoas.

Inaugurado em 22 de novembro de 1922, o Mutange sediou o primeiro jogo internacional de Alagoas, CSA 1 x 1 Velez Sársfield (Argentina), em 1951. Atualmente, o clube proprietário do estádio disputa suas partidas no estádio Rei Pelé (propriedade do governo estadual), devido ao estado de abandono em que se encontra o Mutange, sendo utilizado apenas para treinamentos.

Primeira Partida : CSA 3 X 0 Perez-PE
Primeiro Gol: Odulfo-CSA
Hino

Pela pátria, na vida esportiva
É que vamos sempre conquistar
Nossa glória da luta deriva
É o campeão dos campeões CSA

Azulinos impávidos e fortes
Enfrentemos os nossos rivais
Nosso time não tem adversários
Não seremos vencidos jamais

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Nesse anseio infinito de glória
Esse Centro Sportivo não tem
A vaidade que é sempre ilusória
E que nunca elevou à ninguém

Vamos todos em busca das vitórias
Com o coração na ponta das chuteiras
União e Força CSA
Azul e Branco a vida inteira
Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor



Mascote
Azulão










quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga

O Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga foi fundado em 1º de agosto de 2000 pelo ex-senador Luiz Estevão, um dos homens mais ricos do Distrito Federal. Após ter seu mandato cassado, o empresário mudou de ramo e comprou o Atlântida Futebol Clube, dando início à história do Jacaré.

Em seu primeiro campeonato disputado, no mesmo ano de sua fundação, o time de Taguatinga, cidade satélite de Brasília, sagrou-se campeão Metropolitano e conseguiu seu primeiro acesso à divisão de elite do Distrito Federal.

No ano seguinte, em 2001, com um elenco totalmente renovado, a equipe alcançou o vice-campeonato brasiliense, fazendo de seu início um dos mais meteóricos do futebol brasileiro. O principal responsável pela bela campanha foi o atacante Wéldon, artilheiro do certame com 13 gols.

Em 2002, o clube fez uma de suas melhores temporadas e chegou à final da Copa do Brasil. Durante a campanha surpreendente, o time eliminou agremiações tradicionais como Fluminense e Atlético-MG, até chegar à decisão e esbarrar no Corinthians.

Tendo como peças fundamentais Wellington Dias e Gil Baiano e sob o comando de Péricles Chamusca, o time do DF empatou o primeiro jogo da final por 1 a 1, no Morumbi, mas não conseguiu segurar os paulistas, em casa, na segunda partida e acabou derrotado por 2 a 1.

Nesse mesmo ano, o clube obteve outro feito inédito: foi campeão nacional pela primeira vez. Em sua segunda participação na Terceira Divisão, a equipe amarela, verde e branca, encerrou sua participação na primeira posição, e juntamente com o Marília ascendeu à Série B.

Após um fraco desempenho em 2003, o Brasiliense fez mais uma ótima temporada em 2004 e conseguiu mais dois títulos inéditos. A equipe se sagrou campeã metropolitana pela primeira vez e ganhou o Campeonato Brasileiro da Série B, garantindo mais uma subida de divisão, dessa vez para a cobiçada elite nacional.

Sua estréia no Brasileirão da primeira divisão, em 2005, não foi das melhores e o sonho de conviver com os “grandes” times do país durou pouco. O clube de Taquatinga venceu apenas dez jogos dos 42 disputados, obtendo 41 pontos e encerrando sua participação na última colocação, sendo rebaixado ao lado de Coritiba, Atlético-MG e Paysandu.

Em 2007, o clube fez outra boa campanha na Copa do Brasil e alcançou às semifinais da competição, mas acabou eliminado pelo Fluminense por 5 a 3 na somatória dos dois jogos (4 a 2 fora de casa e 1 a 1, na Boca do Jacaré).

Em 2008 é penta-campeão estadual após bater o Esportivo Guará por 4 x 0 no CAVE e iguala o feito do rival Gama, que também foi penta-campeão seguido no DF. No Brasileiro da Série B vem se recuperando após sofrer muitos revéses, principalmente pelo número de veteranos no time que acabou atrapalhando a campanha do Jacaré.

Títulos

Campeonato Brasileiro - Série B: 2004.
Campeonato Brasileiro - Série C: 2002.
Campeonato Brasiliense: 5 vezes (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008).
Campeonato Brasiliense - 2ª Divisão: 2000.

Estádio

O Estádio Elmo Serejo Farias, também conhecido por Serejão ou Boca do Jacaré, é um estádio de futebol localizado na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal .

Com capacidade para 32.000 pessoas o estádio abriga os jogos do Brasiliense Futebol Clube.


Hino
Autor: Walter Queiroz

Com muita raça e toda a nossa vibração
Salve o Brasiliense, futebol clube, meu irmão
No campo, uma pintura, uma aquarela
E na torcida explode essa febre amarela

Bis
As cores do meu coração
Verde, amarelo e branco
O meu time é campeão

Refrão
É na palma da mão
É com a bola no pé
É na palma da mão
É com a bola no pé
Vacilou caiu na boca, na boca do Jacaré

Mascote

A mascote do Brasiliense é um jacaré de papo amarelo. O símbolo foi escolhido por ser predominante no cerrado brasileiro, vegetação típica do Distrito Federal. Em homenagem ao animal, o estádio da equipe ganhou o apelido de Boca do Jacaré, representando o local onde o clube “engole” seus adversários.



site
http://www.brasiliensefc.com.br/

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul

O clube que viria a ser a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul (S.E.R. Caxias) surgiu em 10 de abril de 1935, resultado da fusão de dois clubes rivais, o Rio Branco e o Rui Barbosa, com a denominação de Grêmio Esportivo Flamengo.

Em 1947, o Flamengo foi campeão do Citadino de Caxias do Sul, em cima do Juventude em jogo emocionante na qual todos os jogadores e dirigentes se recordam muito bem. Humilharam o Flamengo dizendo que a equipe iria ser derrotada com a mão nas costas, ouvindo isso os jogadores ficaram enfurecidos e partiram em campo, determinados a vencer e foi isso o que aconteceu. O clube voltou a vencer o citadino ano seguinte e em 1953 também.

No ano de 1951, foi inaugurada a Baixada Rubra (hoje o Centenário) e com o passar dos anos, novas obras foram sendo acrescidas. O cercamento do campo com tela - uma novidade, porque até então só existia o parapeito, de madeira, - a construção das primeiras arquibancadas.

Na década de 60, o clube teve apenas um título importante o Campeonato Metropolitano de Porto Alegre. Mas nessa década o clube fez uma excurssão na Argentina, a viagem foi num DC-3, direto a Buenos Aires. Alguns dos times enfrentados não tinham grande força no futebol argentino, mas o então Flamengo jogou com equipes de maior expressão. O clube ganhou muito com a excursão, porque deixou na Argentina a melhor das impressões

Em 14 de dezembro de 1971, devido a dificuldades financeiras, o departamento de futebol uniu-se ao Juventude, que enfrentava situação semelhante. Essa união originou a Associação Caxias de Futebol, nas cores preto e branco, e durou até 1975. Em 17 de Outubro de 1975, uma assembléia votou a troca do nome e a volta da camisa com as cores do Flamengo. Em 28 de novembro do mesmo ano foi aprovada a reforma dos estatutos, com o que a Associação Caxias de Futebol ficava desativada e o Grêmio Esportivo Flamengo passava a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul - S.E.R. Caxias. Os empresários da cidade apoiaram financeiramente a equipe, desde que ela levasse o nome da cidade. Nessa mudança voltaram as cores tradicionais do Flamengo: o grená, o azul e o branco.

A construção do Estádio Centenário, em 1976, em sete meses, e a participação do time no campeonato brasileiro, representaram a primeira etapa no trabalho do então presidente e hoje patrono do clube, Francisco Stedile. Time e estádio eram condições fundamentais para a entrada do Caxias no grupo dos grandes clubes do futebol brasileiro.

Estádio pronto, time também, o Caxias iniciou sua participação no campeonato mais importante do país como o primeiro representante do interior do Rio Grande do Sul. Naquele ano, o Caxias estreou contra o Santos de Pelé, no Pacaembu. A competição reuniu 54 clubes e o Caxias terminou em 15º lugar, somando 25 pontos. No ano seguinte, o time grená voltou a ter um bom rendimento, ficando em 23º lugar entre 62 equipes. Em 1978, o Caxias teve seu melhor desempenho no campeonato nacional. Numa competição que reunia 74 equipes, o Caxias ficou com a 10º colocação, e por pouco não chegou às quartas de finais.

Em 1991 o Caxias disputou sua primeira Copa do Brasil. Em 1996, conquistou a Copa Daltro Menezes e, em 1998, a Copa Ênio Andrade, lhe dando o direito de disputar a Copa Sul de 1999.

Contudo, foi em 2000 que o clube conquistou o principal título da sua história. Mas a conquista começou muito antes da estréia no Gauchão 2000. O primeiro passo foi dado ainda em janeiro de 1999, quando o clube decidiu apostar no trabalho de longo prazo. A final do Campeonato Gaúcho de 2000 foi contra o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. Na primeira partida da final, dia 14 de junho, no Centenário, o Caxias fez 3 a 0. O jogo da volta, marcado inicialmente para um domingo, foi adiado por causa da chuva. Com uma excelente vantagem, o Caxias entrou em campo numa quarta-feira, dia 21 de junho, para sagrar-se campeão. Foi o que aconteceu. A Capital dos gaúchos ficou tomada pelo grená, branco e azul do clube serrano.

Em 2001, o Caxias chegou bem perto de retornar para a 1a Divisão, terminando em 3º lugar (classificavam-se 2 clubes) na Série-B. Foi desclassificado após jogo tumultuado contra o Figueirense, em Florianópolis (SC), quando a partida terminou antes do tempo regulamentar devido a uma invasão da torcida local.

No ano de aniversário dos 70 anos do clube (em 2005) não houve muito o que comemorar, porque foi rebaixado ao Campeonato Brasileiro Série C em 2006, em 2006 nesta vez na Série C o clube foi eliminado precocemente repetindo isso em 2007.

Com a conquista da Copa Amoretty em 2007, o Caxias sagrou-se tricampeão de Copas organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol. Em 1996 conquistou a Copa Daltro Menezes e em 1998 a Ênio Andrade. O clube havia conquistado antes a Copa Daltro Menezes (1996) e a Copa Ênio Andrade (1998).

A conquista do Tricampeonato da Copa FGV foi dramática, pois o Caxias venceu a primeira partida da final contra o Brasil de Pelotas no Estádio Centenário por 1 a 0, perdeu a segunda no estádio do adversário pelo mesmo placar, vindo a conquistar o título após vencer a disputa de pênaltis, por 4 a 2 com os ingressos do Estádio Bento Freitas esgotados um dia antes da partida, mas com cerca de 800 torcedores do Caxias presentes para apoiar o time em Pelotas.

Em 2008, o clube participa da Série C novamente, a meta inicial era garantir vaga na nova Série C de 2009, para depois pensar na vaga para a Série B. A equipe passou da Primeira Fase, mas não da Segunda e perdeu a chance de se classificar na última rodada, o time caxiense tinha que vencer e o Brasil de Pelotas perder. Mas acabou não acontecendo e deixou a vaga para o time pelotense.

Mas a desclassificação não foi ruim para o clube, isso porque fez a 3ª melhor campanha da 2ª Fase, sendo que os quatro melhores se classificavam para a Série C 2009, isso garantiu o Caxias na nova Série C.

Escudo

Criado nas cores Grená, Branco e Azul, o distintivo da S.E.R. Caxias do Sul possui especial identificação com a cidade. Formado por uma roda dentada de nove dentes, com um deles apontados para o norte, simbolizando a força da metalurgia da Região da Serra Gaúcha, tem seu interior dividido em três partes, na superior as letras S.E.R., na intermediária a palavra “CAXIAS” e na parte inferior os dizeres “DO SUL”. Traz o nome da entidade, da cidade, o resgate das cores do Grêmio Esportivo Flamengo, sendo a cor Grená uma homenagem à uva, com amplo cultivo na região, e ao vinho, bebida típica do imigrante italiano, colonizador da cidade.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 2000.
Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 1953
Copa FGF: 2007.
Campeonato Citadino de Caxias do Sul: 5 vezes (1937, 1942, 1947, 1948 e 1953).
Campeonato Metropolitano de Porto Alegre: 1960.
Copa Daltro Menezes: 1996.
Copa Ênio Andrade: 1998.

Estádio

O Estádio Francisco Stedile, popularmente chamado de Centenário, é um dos maiores e melhores estádios do país.

Concluído em apenas seis meses pelo ex-presidente e patrono do clube, Francisco Stedile, o Centenário serviu de passaporte para o clube disputar a série A do Campeonato Brasileiro de 1976, tornando-o pioneiro no interior do Rio Grande do Sul.

No dia 12 de setembro de 1976 houve a partida inaugural do Estádio Francisco Stedile. Na oportunidade, o time grená venceu o Sport Club Internacional por 2 a 1. O primeiro gol do Centenário foi marcado por Osmar, jogador do Caxias, em cobrança de falta.

No dia 15 de setembro de 1976, houve a inauguração dos refletores num empate em zero a zero com o Palmeiras. Essa partida marcou até hoje um dos maiores públicos em um jogo de futebol na cidade de Caxias do Sul, aproximadamente 30 mil torcedores.

Atualmente, o Estádio tem capacidade total para 27.538 espectadores, disponível com arquibancadas, cadeiras, camarotes, mezaninos e cabines de imprensa. Há local para estacionamento e inúmeras salas, utilizadas para atividades do clube.

Hino

Letra: Dirceu Antônio Soares
Música: Antônio Messias e Dirceu Antônio Soares


Ser Caxias é ser desportista
E um bravo honrador da história
Seguir sempre com muita justiça
A longa impávida senda da glória
O passado, o suor e a esperança,
Um presente de glória e emoção
Jubilando os nossos desportos, consagrados
por esta nação.

Meu sangue é grená e azul
Aliado ao branco pureza
Me dá vida e orgulho, ô Caxias
A minha alegria é a tua grandeza.
Ô bandeira em punho desfraldada
Tu hás de muito brilhar
nosso povo cheio de fervor
Na alegria ou na dor há de sempre gritar...

Mascote

A S.E.R. Caxias do Sul possui dois mascotes oficiais, o Falcão e o Bepe.

Falcão - Inspirado nas cores do clube, o Falcão é o mascote que batizou o antigo Centro de Treinamento (Ninho do Falcão) e uma das categorias de sócios (Falcão Grená). Em 2005, com o lançamento de selo comemorativo aos 70 anos, o Falcão Grená acabou por inspirar o cartunista Iotti que desenhou o selo com o Falcão Grená e os distintivos da S.E.R. Caxias do Sul e do G.E. Flamengo.


Bepe - Cria do cartunista Iotti, surgiu nos anos 90, popularizando-se rapidamente. Inspirado pelas características do imigrante italiano que colonizou a região Nordeste do Rio Grande do Sul. Fanfarrão e irônico, preza as coisas boas da vida: mesa farta, vinho (bordô, é claro), estádio lotado (com muitas ragazzas, lógico) e grandes jogos.


site : http://www.sercaxiasdosul.com.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Guarani Futebol Clube

Antigamente, o futebol em Campinas era praticado no pátio do Gymnasio do Estado (atual Culto à Ciência).

Cerca de 25 times campineiros foram formados por estudantes, operários, e ferroviários durante os anos 1902 a 1911.

Em março de 1911, alguns adolescentes da classe baixa e média começaram a idealizar a fundação de mais um clube de futebol na cidade. Mas esse não haveria de ser apenas "mais um".

Os estudantes do Gymnasio, Pompeo de Vito, Vincenzo (Vicente) Matallo e seu primo Hernani Felippo Matallo, depois de uma reunião sobre a Praça Carlos Gomes, passaram a contatar amigos e parentes para que aderissem à nova agremiação.

Hoje a Praça Carlos Gomes é uma das mais belas praças públicas de Campinas, porém naquela época era um grande terreno com grama, cercado de palmeiras imperiais.

Os jovens invadiam a praça para jogarem futebol. O nome Carlos Gomes, dado à praça, foi uma homenagem da cidade ao grande maestro e compositor campineiro Antônio Carlos Gomes (11/07/1836 - 16/09/1896), autor de óperas internacionalmente conhecidas, como f osca, il condor, salvador rosa, lo schiavo e il guarany, entre outras. Il guarany obra mais famosa do compositor, foi baseada num romance homônimo escrito por José de Alencar, que narrava a estória de um índio da nação Guarany que se apaixona pela filha de um fidalgo colonizador.

Em 1º de abril de 1911 ocorreu a reunião da fundação, no qual compareceram doze jovens, sendo que dois eram italianos: Vicente Matallo (18 anos) e Antonio de Lucca (16). Outros eram filhos de imigrantes italianos: Pompeo de Vito (15 anos), seu irmão Romeo Antonio de Vito (16), Angelo Panattoni (16), José Trani (16), Luiz Bertoni (19), José Giardini (18), Miguel Grecco (17), Julio Palmieri (16) e Hernani Felippo Matallo (16). E Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18) era o único de família oriunda da Alemanha.

Depois de muita discussão em relação ao nome do clube, foi aprovada a proposta de José Trani de “Guarany Foot-Ball Club”, em homenagem à obra mais conhecida do maestro Carlos Gomes, que dava nome à praça onde se reuniam anteriormente. E as cores do time foram compostas pelo verde e branco, que fazem alusão à luz do ia que os iluminava e ao gramado sobre o qual se sentavam, sendo sugestão de Romeo de Vito. E estabeleceu se também uma mensalidade de 500 réis.

Alias, foi eleita uma diretoria provisória, com Vicente Matallo como Presidente do clube.

Porém havia um detalhe aquele dia era conhecido como "dia da mentira", e para evitar gozações futuras, decidiram que o clube passaria a existir a partir do dia seguinte, ficando estabelecida à data de fundação como 02 de abril de 1911.

Uma nova reunião foi realizada em 09 de abril para instalação definitiva da associação. O número de adeptos crescera rapidamente. O local já era uma ampla sala no centro da cidade, cedida pela Sociedade Recreativa 7 de Setembro, e ali compareceram ao menos 21 pessoas. Procedeu-se, então, à eleição de uma diretoria definitiva, com mandato de um ano, e Vicente Matallo foi ratificado como o primeiro presidente do Clube. Os demais cargos foram assim preenchidos: Vice-Presidente: Adalberto Sarmento; 1º Secretário: Raphael Iório; 2º Secretário: Paulino Montandon; Tesoureiro: Pompeo de Vito; 1º Capitão: Luiz Bertoni; 2º Capitão: Francisco Oliveira; 1º Fiscal de Bola: Antonio de Lucca; 2º Fiscal de Bola: José Trani; e Procurador: Aurélio Rovere.

Em poucas semanas foram elaborados os primeiros estatutos. E ao mesmo tempo, outro grupo conseguia junto a prefeitura municipal à concessão de uso de um terreno de terra batida, na confluência das ruas Francisco Theodoro e Dr. Salles de Oliveira, no bairro Villa Industrial. Ali se instalou o primeiro campo para treinos e jogos, confeccionando-se as traves com bambus. No dia 23 de abril de 1911 realizava-se, no chamado Ground da Villa Industrial, o primeiro treino entre dois times formados por associados do Guarani.

O primeiro jogo

O primeiro jogo do Guarani ocorreu em 18 de junho de 1911 contra o Sport Club 15 de Novembro que conquistou a vitória por 3 a 0. No entanto, a perda abalou o ânimo da nova agremiação. Mas a tão aguardada vitória viria na partida seguinte, em 16 de julho de 1911, contra o Corinthians Foot-Ball Club, de Campinas que perdeu por 2 a 0 para o Guarani, que foi a campo com: Oliveira, Bertoni e Gonçalo; Marotta, Nick e Panattoni; Miguel, Trani, Fritz, Romeo e Grecco.

Os primeiros títulos

Antes da fundação do Guarani, Campinas só tivera um único Campeonato Municipal oficial em 1907, sendo a Associação Athletica Campineira a campeã. Em 1912, porém, seis clubes se uniram e formaram a denominada Liga Operária de Foot-Ball Campineira, promovendo então o segundo Campeonato Campineiro da história, e então, o jovem Guarani se tornou o Vice-Campeão, conquistando seu primeiro troféu - uma estatueta de bronze.

Com passar dos anos o Guarani foi se estruturando e fazendo amistosos contra os principais clubes da capital e de todo o estado. Conseguiu ótimos resultados e se tornou muito conhecido e temido pelos adversários. Em 1916 criaram uma nova liga, denominada como Associação Campineira de Foot-Ball, que organizou um novo Campeonato Campineiro. O Guarani apenas ratificou em campo a superioridade que já havia alcançado ante os demais, levantando seu primeiro título de Campeão Campineiro Invicto.

Porém, em 1918 o Guarani não levou a sério o Campeonato Campineiro e viu o White Team, reforçado por jogadores da capital conquistar o quarto torneio municipal da história. E em 1919 e 1920, não deixou dúvidas sobre sua superioridade de Bicampeão Invicto.

Na década de 20, praticamente sem adversários à altura na região, o Guarani disputou alguns Campeonatos Amadores do Interior, organizados pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

Foi Campeão Regional em 1926 e incluído na Divisão Principal do Campeonato Paulista da APEA em 1927 até 1931, sempre com honrosas classificações.

No entanto, em 1932, não concordando com a proposta de profissionalização do Campeonato Paulista, efetivada no ano seguinte, decidiu voltar a disputar as competições amadoras do município e do interior. Foi Campeão Regional ("Série Campineira") de 1932, sem perder um único ponto sequer.

Nos outros anos sofreram então alguns tropeços, como em 1934 quando perdeu o título municipal numa "melhor de três" para o Campinas FC.

A definitiva Liga Campineira de Futebol, em 1935, surgia assumindo o controle do desunido futebol local. E voltaram os Campeonatos Campineiros e o Bugre ficou com o título de Bicampeão de 1938 e 1939. Logo depois, o título inédito de Tricampeão de 1941, 1942 e 1943.

Os Campeonatos Amadores do Interior retornaram em 1942, e agora o Guarani organizava a Federação Paulista de Futebol onde conquistaram o vice em 1943, e finalmente conquista em 1944 o Campeonato do Interior.

Medindo forças com os amadores da S.E. Palmeiras, campeões da capital, o Bugre conquistou seu principal título até então: Campeão Amador do Estado de 1944. Pela primeira vez um clube do interior conseguia esse feito. Na seqüência, o Guarani foi Bicampeão Campineiro de 1945 e 1946 e o Vice-Campeonato Amador do Interior em 1946.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa fez em 1947 uma reviravolta no futebol paulista, implantando o profissionalismo no interior. O Guarani foi um dos primeiros a aderir à iniciativa. Disputou o Campeonato Profissional do Interior de 1947 e a 2ª Divisão de Profissionais de 1948, conquistada pelo XV de Novembro de Piracicaba. Em sua segunda oportunidade, não deixou escapar o título de Campeão da 2ª Divisão de 1949, voltando ao grupo de elite do futebol paulista.

O primeiro estádio

O Guarani utilizou por mais de dois anos o Ground da Villa Industrial. No ano de 1913, começou a alugar junto ao S.C. Commercial um campo de futebol situado no bairro Guanabara, popularmente conhecido como Ground do Guanabara.

Pouco tempo depois, o Commercial encerrou suas atividades e o Guarani obteve uma permissão de uso gratuito junto à proprietária do terreno, a Sra. Isolethe Augusta de Souza Aranha, de família tradicional e tia de um dos pioneiros do Clube, Egydio de Souza Aranha.

Após infrutíferas negociações do Presidente Carmine Alberti com a Prefeitura Municipal, na tentativa de receber em doação um espaço de terra onde pudesse construir um estádio, decidiu reunir esforços para a compra daquela área do bairro Guanabara. Sendo assim, Egydio de Souza Aranha teve papel importantíssimo na história do Guarani, pois conseguiu convencer a tia a vender o terreno, de cerca de 20 mil metros quadrados, a um preço irrisório de 900 réis o metro.

Logo foi nomeada uma "Comissão Pró-Estádio", presidida por João Pereira Ribeiro, e que fizeram todos os tipos de promoções para a arrecadação de fundos. Finalmente, em 15 de julho de 1923, foi inaugurado o primeiro estádio de futebol chamado de: "Estádio do Guarany".

Para a partida de inauguração foi convidado o grande Club Athletico Paulistano ( o principal clube do futebol paulista na fase amadora), com Friedenreich e muito mais. E a vitória desse evento foi ao Guarani, com um gol marcado por Zéquinha a quatro minutos do final da partida. A torcida campineira estendeu para as ruas a comemoração pelo triunfo e pela inauguração do estádio que assegurava ao clube, já em 1923, uma colocação entre os de melhor estrutura de todo o estado.

A escalação do Guarani na histórica partida: Pacheco, Joca e Tavares; Deputado, Juca e Joaquim; Miguel, Zéquinha, Barbanera, Nerino e Pilla.

O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende passou por várias reformas e ampliações, servindo ao clube até 1953. Nele o Guarani recepcionou alguns dos maiores times do país, tendo ali mandado seus jogos pelos Campeonatos Paulistas de 1927; 1928; 1929; 1930; 1931; 1950; 1951 e 1952.

Estádio Brinco de Ouro da Princesa

Com a chegada do profissionalismo ao interior, em 1947, o Guarani passou a ter um sério problema. O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende já não comportava o Clube, e a Federação Paulista de Futebol prometia criar a "Divisão de Acesso", dando chances aos principais clubes do interior a ingressar em seu Campeonato Paulista e todos tinham certeza de que o Bugre logo aproveitaria essa oportunidade. Neste caso, criaram uma Comissão liderada por Antonio Carlos Bastos para estudar as alternativas possíveis. Depois de polêmica foram descartadas as possibilidades de nova reforma ou ampliação do antigo estádio. O Guarani precisava partir para uma área maior, ainda que não tão próxima ao centro da cidade.

Surgiu então a Sociedade de Imóveis e de Administração Ltda., que propôs a troca do terreno do bairro Guanabara por uma área de 50.400 m2 na chamada Baixada do Proença, pagando ainda ao Clube, em parcelas, 2 milhões de cruzeiros. Faria também a sondagem e a terraplenagem do novo terreno. Negócio fechado!

Enquanto a equipe de futebol disputava a Divisão de Acesso de 1948, a Comissão Pró-Estádio, e o arquiteto Ícaro de Castro Melo desenvolviam seus estudos. O clube conseguiu junto à Imobiliária Paraíso a doação de uma área de 19.405 m2, anexa à negociada, e o Sr. Arlindo de Souza Lemos doou mais 2.920 m2. Definiu-se que no projeto original o estádio teria capacidade para 29.000 pessoas e seria construído em etapas.

Por que "Brinco de Ouro da Princesa?”.

O jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava na redação do jornal Correio Popular, uma foto da maquete do novo estádio do Guarani, em 12 de julho de 1948, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Ao receber a foto, com a forma bem circular do belo estádio, ele pensou em um brinco. Como a cidade de Campinas era conhecida como "A Princesa D'Oeste", a chamada do dia seguinte era : BRINCO DE OURO PARA A "PRINCESA". Dessa forma, a própria população passou a chamar o estádio de "Brinco de Ouro" e "Brinco da Princesa". Mas Brinco de Ouro da Princesa se tornou o nome oficial.

No início de 1950 o Guarani chegava à 1ª Divisão do futebol paulista. Em 1953 decidiram inaugurá-lo mesmo sem as cabeceiras, improvisando-se ali arquibancadas feitas de madeira. Na tarde de 31 de maio de 1953 adentravam ao gramado do "Brinco de Ouro" as equipes do Guarani e da S.E. Palmeiras, especialmente convidada para a inauguração. Num dia de muita chuva, o Guarani venceu por 3 a 1, cabendo a Nilo, meia-direita do Bugre, a marcação do primeiro gol, aos 44 minutos, cobrando falta no atual gol de entrada.

Completaram Dido e Augusto, no 2º tempo. Parte da cerimônia de inauguração acabou sendo adiada devido à chuva, e para a segunda partida festiva o Guarani perdeu por de 1 a 0 para o Fluminense F.C. (Rio de Janeiro), realizada em 04 de junho de 1953.

O projeto original do estádio foi alterado com o passar dos anos, sendo possível ainda à construção de um segundo anel em toda a sua extensão. Seu recorde de público chegou a 52.002 pagantes no jogo Guarani contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 1982, mas sua capacidade, pelas novas normas de dimensionamento, está hoje oficialmente reduzida para 40.086 pessoas. Atualmente a área total do clube, anexa ao Estádio, é de quase 130.000 m2, onde mais de 15.000 associados praticam dezenas de modalidades esportivas e desfrutam de um parque aquático invejável, praticamente no coração de Campinas.

Graças à estrutura criada, a equipe passou a se destacar nos campeonatos profissionais. Em 1954, cedeu o primeiro jogador para uma Seleção Brasileira de Futebol, Fifi, que participou do Campeonato Sul-Americano Juvenil. Em 1963, o Guarani teve pela primeira vez atletas convocados para uma Seleção Principal: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Campeonato Sul-Americano daquele ano. Os primeiros troféus da era profissional também surgiram naqueles anos: os Torneios-Inícios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956, a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva, em 1970, e a Taça Almirante Heleno Nunes (referente à conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista), em 1976.

O auge dessa evolução seria marcado pelo inédito campeonato nacional, conquistado em 1978 com uma equipe na qual destacavam-se Careca, Zenon, Renato "Pé Murcho" e o treinador Carlos Alberto Silva. Até hoje, o Guarani é o único do interior a ter conquistado o título da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, tendo sido ainda vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, quando perdeu a final para o América (RJ), no Maracanã, por 2 a 1.

O centroavante Careca defendeu o clube de 1976 a 1982 e foi o maior artilheiro da história do Guarani, marcando 109 gols nesses seis anos. Um deles o da decisão do Nacional de 1978, na histórica final contra o Palmeiras, em que o Bugre triunfou por 1 a 0.

Oito anos depois, a chance do bicampeonato. Porém, em uma final emocionante com o São Paulo, a equipe do Brinco de Ouro amargou o vice-campeonato nacional após disputa por pênaltis. Por ironia, o “carrasco” daquela decisão foi justamente Careca, que na época defendia o Tricolor paulista e brilhou com a camisa são-paulina na decisão.

Posteriormente, o clube chegou à final do Campeonato Paulista de 1988, contando com jogadores como o meia Neto. Na ocasião, perdeu para o Corinthians a decisão.

Nos anos 1990, o Guarani continuou montando bons times, com atletas como Djalminha, ex-Flamengo, e Amoroso, formado nas categorias do clube. Amoroso, inclusive, foi Bola de Ouro no Campeonato Brasileiro de 1994. Ainda brilharam pelo clube os atacantes Luizão e Dinei.

Depois de vendidos esses jogadores, o Guarani passou a sofrer com problemas de má administração. No século 21, acumulou rebaixamentos tanto no Brasileiro quanto no Paulista. Agora, tenta se reerguer, estando já na elite do futebol estadual. Contudo, inicia o ano de 2008 na Série C do Nacional.

Campeão Brasileiro 1978

Um time técnico, que foi melhorando de produção durante o transcorrer do Campeonato, que começou a disputa sendo derrotado na estréia em casa para o Vasco da Gama por 3 a 1 e depois só perdeu mais uma vez na 1.a fase, para o Volta Redonda, fora de casa, por 2 a 0. Aplicou duas goleadas em casa, contra o Confiança por 5 a 0 e para o Itabuna da Bahia por 7 a 0 e entre esses dois jogos venceu a Ponte Preta também em casa por 2 a 1. Encerrando a fase em 5.o colocado no grupo, com 16 pontos, cinco vitórias (nenhuma fora de casa), quatro empates (todos fora) e apenas duas derrotas.

Na 2.a fase o time teve mais dificuldades, após a primeira vitória fora de casa para o Brasília por 3 a 0, sofreu uma incrível goleada, logo no 3.o jogo, para o Remo por 5 a 1, fora de casa, em uma tarde inspirada de Bira, mas superou um início de crise vencendo bem o Caxias por 3 a 0 no Brinco de Ouro, e só perdendo mais um jogo nessa fase para a Portuguesa por 2 a 0 fora de casa, fechando sua pior fase com três vitórias, três empates e duas derrotas, ficando em 4.o colocado no seu grupo.

No 1.o turno da fase final o time explodiu, vencendo logo de cara o Internacional, em Porto Alegre por 3 a 0 e faturando 3 pontos, no segundo jogo um empate com o Goiás em 1 a 1, fora de casa, e depois quatro jogos sucessivos no Brinco de Ouro e quatro vitórias, viajando depois para o Paraná, já classificado, para mais uma vitória contra o Londrina por 1 a 0, terminando o 1.o turno da fase final como 1.o colocado do seu grupo com 15 pontos.

Começa o 2.o turno da fase final contra o Sport que acabou o 1.o turno da fase final em 2.o lugar no seu grupo, com o mesmo número de pontos que a Ponte Preta, mas se classificou por ter quatro vitórias, duas a mais que a Ponte. No primeiro jogo em Recife, Zenon abre o placar cobrando penâlti aos 19 min. Do 1.o tempo, aos 30 min. Do 2.o tempo Neneca despacha para a frente a bola cruza o meio campo, a bola pinga pela 1.a vez no campo de ataque e pela 2.a vez já no interior da área do Sport, antes de pingar pela 3.a vez Capitão alcança e com um toque da um chapéu no zagueiro do Sport, com mais um toque tira do mesmo zagueiro e ajeita para chutar na saída do goleiro Gilberto do Sport fazendo 2 a 0 para o Guarani. No segundo jogo, em Campinas, o Bugre não toma conhecimento do adversário, logo aos 10 min. Do 1.o tempo Zenon toca para Zé Carlos que toca para Miranda que estava penetrando pelo meio da zaga do Sport e com apenas um toque fica na cara do goleiro do Sport só tocando na saída do goleiro para marcar 1 a 0. No início do 2.o tempo Mauro pela direita faz a volta no lateral esquerdo do Sport, vai para a linha de fundo e perto do pau de escanteio cruza para a área, Careca divide com o goleiro e mais dois zagueiros do Sport, a bola sobra na direita para Capitão chutar cruzado e marcar o 2.o , 10 minutos depois Renato sai jogando e lança Capitão que entrando pelo meio da um toque e encobre o goleiro do Sport marcando o 3.o, já quase no final Renato vêm conduzindo pelo meio de campo, e mesmo levando falta, toca para Careca na direita que penetrando devolve no meio da pequena área para Renato tocar e fazer o 4.o gol do Bugre.

O jogo termina com o Guarani goleando por 4 a 0, com direito a invasão de campo pela torcida, para a comemoração, era o Bugre classificado, tendo que enfrentar o Vasco da Gama, do almirante Heleno Nunes, presidente da CBD e que tinha a vantagem, com 50 pontos contra os 46, do Guarani.

Em Campinas, o Vasco da Gama bastante desfalcado, sem quatro titulares, se planta na defesa, aos 48 min. do 1.o tempo Bozó cruza, Orlando tenta cortar e acaba marcando contra, no início do 2.o tempo Zenon lança Capitão que penetra e cruza para Renato, que entra pelo meio, tocar no canto de Mazaropi, com calma o Guarani vence por 2 a 0. No Maracanã, cerca de 3 mil torcedores do Guarani estão presentes, para um público de 101 mil pagantes, o Guarani faz um gol logo no começo, Neneca despacha, a bola cruza o meio campo, Marco Antônio cabeçea, a bola bate nas costas de Careca e sobra para Renato, que avança e toca entre Guina e Marco Antônio para Bozó, que deixa de calcanhar para Careca, que com um toque sai do marcador e o deixa no chão, com outro toque sai de Orlando, Careca vai chutar mas no último instante troca de pé e ajeita para Zenon que vem de traz acertar um tirombaço de fora da área no ângulo de Mazaropi; terminando o primeiro tempo em vantagem, no segundo tempo aos 20 min. Zenon de novo, cobrando falta, no ângulo, sem defesa, fazia o segundo; aos 37 min. Dirceu diminui para o Vasco. Terminado o jogo, o Guarani está na final.

O primeiro jogo da final contra o Palmeiras acontece no Morumbi, com um público de 99.829 pagantes, segundo os jornais de Campinas, saíram 343 ônibus da cidade mais um grande número de carros particulares rumo ao Morumbi, juntando-se a um grande número de torcedores na Capital, foi um jogo nervoso com seis cartões amarelos, entre eles Zenon que tomou o 3.o da série e ficava de fora da decisão e a expulsão de Leão aos 25 min. do segundo tempo após uma agressão em Careca, que resultou em pênalti, como o Palmeiras já tinha feito as duas substituições permitidas na época, Escurinho que tinha entrado no lugar de Sílvio vai para o gol, Zenon cobra o pênalti rasteiro no canto direito convertendo aos 31 min. do segundo tempo, terminando o jogo com o Placar de 1 a 0 para o Bugre.

Final de Campeonato no Brinco de Ouro em Campinas, dia 13 de agosto de 1978, no final do 1.o tempo, depois que Gomes atrasa uma bola para Neneca, o goleiro bate a bola no interior da área e despacha para a frente, a bola resvala na cabeça de Capitão e vai para o interior da área do Palmeiras seguida por Beto Fuscão e Careca, o centroavante do Guarani consegue com um toque roubar a bola que vai na esquerda para Bozó, que fecha e chuta, Gilmar rebate com o pé esquerdo, Careca entra certeiro, chuta rasteiro no canto direito de Gilmar, marcando 1 a 0 para o Guarani aos 37 min. do 1.o tempo.
Terminando o jogo o Guarani Futebol Clube, do técnico Carlos Alberto Silva, é Campeão Brasileiro de 1978, uma façanha inédita no nosso futebol. Pela 1.a vez um time do interior conquista este título.
Zenon e Careca foram os artilheiros do time com 13 gols, num time onde só Neneca, Edson e Zé Carlos não marcaram gol. Os artilheiros do Campeonato foram Paulinho do Vasco com 19 gols, Toninho do Palmeiras com 18 e Dé do Botafogo-RJ com 16 gols.

Foi um time essencialmente competitivo, solidário em campo sem se descaracterizar tecnicamente, sem que seus jogadores perdessem a liberdade de criação e de movimentação em campo, conseguindo sucesso pela livre ação dos seus jogadores em campo, mostrando um grande futebol. Teoricamente o time jogava num 4-3-3, mas era difícil perceber essa esquematização, com um entendimento muito bom no meio campo, com Zé Carlos e Zenon sempre se revezando em suas funções, sendo as vezes difícil dizer quem era o volante e quem era o armador, mudando de posição de acordo com a marcação e o esquema do adversário, as vezes o time jogava num 4-2-4 diferente do esquema clássico pela mobilidade do time, com uma linha de quatro zagueiros, Zé Carlos e Zenon no meio campo, e quatro atacantes, com Renato voltando para buscar jogo, os pontas Capitão e Bozó também se empregavam no combate.

Participaram da Conquista do Título:
Ricardo Chuffi - Presidente,Carlos Alberto Silva - Técnico,Hélio Maffia - Preparador Físico e todos os demais membros da Comissão Técnica.

Os jogadores: Neneca, Mauro, Gomes, Édson, Miranda, Zé Carlos, Renato, Zenon, Capitão, Careca, Bozó, João Roberto, Odair, Silveira, Alexandre, Tadeu, Manguinha, João Carlos, Claudinho, Gersinho, Adriano, Antônio Carlos, Macedo e Cuca.

Derby Campineiro

Derby Campineiro é o nome dado aos confrontos entre Ponte Preta, x Guarani maior clássico da cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, que ocorre desde 1911 ( Ponte 1 a 0, gol de Lopes ), podendo-se afirmar, que trata-se do maior clássico do interior do Brasil, dado a rica história destes 2 clubes e do próprio clássico em particular, cujo equilíbrio é a principal característica .

O quarto Derby, em 28 de Agosto de 1914, um amistoso realizado no campo do Sousas, trouxe a certeza de que este clássico teria uma rivalidade muito significatica, pois após a vitória do Guarani por 2 a 0, uma briga de grandes proporções tomou as ruas da então pacata cidade de Campinas .

Se o Guarani tem partipações mais relevantes a nível nacional, com seus dois títulos brasileiros (um da Série A em 1978, um da Série B em 1981 e dois vices da Série A em 1986 e 1987), a Ponte Preta tem participações mais relevantes a nível estadual, com 5 vice-campeonatos paulistas (1970, 1977, 1979, 1981 e 2008), contra um do Guarani (1988) .

Em 26 de Setembro de 1948, no primeiro Derby do atual Estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta, o Guarani venceu por 1 a 0 .

Em 7 de Junho de 1953, no primeiro Derby do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, a Ponte Preta venceu por 3 a 0 .

Escudos

O primeiro distintivo em camisas foi utilizado em 1916. Um "G" bordado e aplicado sobre um escudo de forma bem diferente da atual. Em 1923, quando da inauguração do primeiro Estádio, o Guarani apresentou seu novo distintivo, com o GFC surgindo pela primeira vez nas camisas. De 1927 a 1930 o Guarani disputou o Campeonato Paulista com camisas brancas e o "GFC" bordado e inserido num círculo verde. Na década de 30, entrava em cena o distintivo completo, já muito próximo ao atual. O Bugre voltou de 1938 a 1942 a utilizar um escudo com forma similar à do primeiro. Em seu centro apenas o "GFC" inserido num círculo. Nesse período alternava seu uso com o distintivo anterior. A volta da camisa inteiramente verde na década de 40 trouxe um escudo mais simples: um G “oval” inserido num círculo. Os anos 50 arredondaram o "G", que se tornou uma marca tradicional do Guarani até 1980. Em 1981 o Clube passou a adotar novamente o escudo completo em sua camisa. Alternava-se apenas o fundo branco ou o fundo verde. Além disso, estatutariamente a bandeira do Clube é verde com o escudo desenhado em traços e letras brancos.

Títulos

Campeonato Brasileiro: 1978.
Campeonato Brasileiro Série B: 1981.
Campeão Paulista do Interior: 2 vezes (1944 e 1949).
Campeonato Paulista - Série A2: 1949.

Hino
(Oswaldo Guilherme)

Eu levo sempre comigo
Em todo campo que eu for
A bandeira do verde e branco
Símbolo do torcedor
Brinco de Ouro, a nossa taba
Construída com devoção
Nossa família bugrina
Tem raça e tradição
Avante, avante meu Bugre
Com fibra e destemor
A cada nova jornada
Guarani é mais amor
Avante, avante meu Bugre
Que nós vibramos por ti
Na vitória ou na derrota,
Hoje e sempre Guarani

Mascote
O Bugre, mascote do Guarani, surgiu como homenagem ao filho da terra, o compositor Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarany”, um enorme sucesso em 1911, ano da fundação do clube de Campinas.A figura do indiozinho nada mais é do que uma representação dos homens que formavam a tribo dos Guaranis conhecidos por sua grande coragem e espírito de luta, características que o clube carrega ao longo de sua existência.




site : http://www.guaranifc.com.br/

domingo, 19 de outubro de 2008

Ferroviário Atlético Clube

Em 1933, a Rede de Viação Cearense (RVC) começou a fazer serviços extraordinários no turno da noite, para consertar locomotivas, carros e vagões na oficina do Urubu. Os operários mais jovens que moravam longe dali, escolheram o futebol como passatempo entre os dois turnos da alienante jornada de trabalho. Formaram então dois times com os nomes das plantas que foram retiradas na preparação do campo de futebol: "matapasto" e "jurubeba". Da junção dos dois times, foi fundado em 9 de maio de 1933, o Ferroviário Atlético Clube é a maior expressão esportiva de raízes operárias do Brasil. Símbolo da democratização do futebol nacional e precursor do futebol profissional no estado do Ceará.Recebeu, na pia batismal, o nome de Ferroviário Footbal Clube, mas, na confirmação da crisma, foi substituído o Football por Atlético.Valdemar Cabral Caracas, nascido na cidade de Pacoti em 1907, foi o fundador do Ferroviário. Foi também o primeiro comentarista de futebol do estado, trabalhando na Ceará Rádio Clube, pioneira da radiofusão cearense.

Ao longo de mais de sete décadas de história, o Ferroviário sabe muito bem o que é ter uma extensa galeria de ídolos: Popó, Pepê, Manoelzinho, Nozinho, Fernando, Aldo, Macaco, Pacoti, Zé de Melo, Edmar, Coca Cola, Amilton Melo, Paulo Veloso, Simplício, Celso Gavião, Jacinto, Betinho, Jorge Veras, Luisinho das Arábias, Mazinho, Marcelo Veiga, Batistinha, Acássio, entre tantos outros. São 9 títulos estaduais e 21 vice-campeonatos. Recentemente, o Portal Oficial do Ferroviário resgatou e disponibizou toda a relação gloriosa de títulos corais, que vão desde torneios-início a competições interestaduais e até internacionais.

Apontado por historiadores como o clube de origem ferroviária mais vitorioso de todo o país, o Tubarão da Barra é ainda um dos poucos times em atividade remanescentes das representações de classe, muito tradicionais nas primeiras décadas do século passado. Foram muitos alegrias, conquistas e percalços, naturais a toda gloriosa existência. O clube tem um patrimônio invejável e recentemente tem sofrido uma renovação em sua safra de dirigentes que promete dias de muitas alegrias para o Ferrão.

O clube ostenta em sua galeria de grandes resultados três vitórias históricas contra o Fluminense-RJ (2x0 em 1949, 3x2 em 1966 e 4x1 em 1981), Bahia (4x2 em 1940, 4x2 em 1941, 7x2 em 2006), Santos-SP (0x0 em 1968), Santa Cruz-PE (5x2 em 1941), Paysandu-PA (3x2 em 1946 e 2x1 em 1955) e SãoPaulo-SP (2x2 em 1957), entre outras.

Ao todo são mais de 3200 jogos e mais de 1600 atletas utilizados ao longo de 75 anos de existência. Todos esses detalhes estão sendo minuciosamente resgatados em uma série de pesquisas históricas que, no futuro próximo, gerarão um livro e um almanaque, tornando o Ferroviário o único clube do futebol nordestino a conhecer profundamente simplesmente todos os dados da sua história.

O Ferroviário tem o privilégio de conviver com o Sr. Valdemar Caracas, fundador do clube, que chegou recentemente lúcido aos 100 anos de idade. O velho Caracol continua antenado nos noticiários do clube nas rádios cearenses e, principalmente, é um ouvinte assíduo da Rádio Ferrão de todos os domingos.

Títulos

Campeonato Cearense: 9 vezes (1945, 1950, 1952, 1968, 1970, 1979, 1988, 1994 e 1995). Campeonato Cearense - 2ª Divisão: 1937.
Torneio Pentagonal de Fortaleza: 1955.
Copa Cinquentenário do Ceará Sporting Club: 1964.
Copa Estado do Ceará: 1969.

Estádio

O Estádio Elzir Cabral foi inaugurado em 19 de Março de 1989, com o jogo Ferroviário 6 x 0 Guarani de Juazeiro, tornando-se o primeiro estádio particular do estado a ser reconhecida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como apta a sediar jogos de competições oficiais.

O maior público pagante já registrado foi o do jogo inaugural, oficialmente 4.679 torcedores. Porém, visualmente, a partida que mais atraiu torcedores foi mesmo Ferroviário 2 x 1 Confiança (SE) no dia 19 de outubro de 1997, válida pelo Campeonato Brasileiro Série C, quando a carga de ingressos colocados à venda, 3.500, esgotou. Contudo, supõe-se que mais de 5.000 torcedores se fizeram presentes.

Hino
Autor: Zezé do Vale

Salve, Salve FAC
É o time dos maiorais
E é FERROVIÁRIO ATLÉTICO CLUBE
O dono das iniciais

Somos companheiros inseparáveis
Na alegria e na tristeza
Com esse vermelho, preto e branco
Que traz o símbolo da beleza

Vamos marchar para a luta
Continuar nossa jornada
Não enxergamos sacrifício
Enfrentamos qualquer parada

O FERRÃO foi e será
O maior do Ceará

Mascote
O Ferroviário já teve como mascotes "não-oficiais" o trem e a cobra coral, mas, desde a compra do terreno e, consequentemente, a construção do campo na Barra do Rio Ceará, foi oficializado o mascote que permanece até os dias de hoje, o Tubarão.





site: http://www.ferrao.com.br

Baré Esporte Clube

O Baré foi fundado no dia 26 de outubro de 1946, por Aquilino da Mota Duarte (ex-membro do Atlético Roraima), o qual foi também o primeiro presidente do clube. Era o segundo clube do então Território Federal do Rio Branco, atual estado de Roraima, formado três anos após o Atlético Roraima Clube, seu maior rival.

Comandado posteriormente por Claudeonor Freire, Mário Abdala, Hitler de Lucena, Adamor Menezes, Simão Souza, Francisco Galvão Soares, Francisco das Chagas Duarte, Alcides da Conceição Lima Filho, Ruben da Silva Bento, José Maria Menezes Filho e Luciano Tavares de Araújo, a equipe futebolística do Baré acumulou ao longo de sua história dois títulos do Torneio Integração da Amazônia e oito campeonatos estaduais (quatro na fase amadoraa, até 1994, e outros quatro na fase profissional), além de diversas outras conquistas em outras modalidades esportivas.

O primeiro título do clube foi conquistado em 1982, o Campeonato Roraimense daquele ano. Ainda na fase amadora o feito fora repetido em 1984, 1986 e 1988.

No ano seguinte, em 1983, o time conquistou o Torneio de Integração da Amazônia, conhecido por Copão da Amazônia, composto por clubes dos estados brasileiros amazônicos do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, vencendo o Independência na final, na cidade de Rio Branco (Acre), a capital do Acre.Em 1985 o título fora re-conquistado, dividindo o título com o Trem, do Amapá.

Em 1995, recém-profissionalizado, disputou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro Série C, sendo, contudo, eliminado precocemente, na primeira fase pelo também roraimense Progresso, de Mucajaí. No Campeonato Roraimense de Futebol de 1996, após derrotar o Grêmio Atlético Sampaio (GAS) na final, consagrou-se penta-campeão estadual.No mesmo ano disputou novamente a Série C do Brasileirão, onde foi eliminado na segunda fase para o rondoniano Ji-Paraná, da cidade homônima.

Voltaria a disputar a terceira divisão brasileira nos anos seguintes, em 1997 e 1998, sendo eliminado na primeira fase de ambos os campeonatos.

Em 2000 disputara a Copa João Havelange, nome dado ao Brasileirão naquele ano, participando do módulo verde — equivalente a Série C —, repetindo os resultados das últimas participações com a eliminação novamente na primeira fase.

Após anos sem conquistas, o clube voltou a ser campeão em 2006 com o campeonato estadual, sobre seu rival Atlético Roraima, na final realizada no estádio Flamarion Vasconcelos, na capital Boa Vista. Em 2007 participou da Copa do Brasil, enfrentando inicialmente o clube da primeira divisão brasileira América (RN). Em casa, venceu-o no Canarinho por 1 × 0, contudo fora eliminado no jogo de volta, em Mossoró, Rio Grande do Norte, após perder por 2 × 0 para o clube natalense.

No Campeonato Roraimense daquele ano, sob o comando do técnico Rômulo “Querido” Bonates, ocorrido poucos meses após sua eliminação na Copa do Brasil, o clube consagrou-se vice-campeão após uma ótima campanha. Derrotado pelo Roraima nos primeiro e segundo turnos, viu perder o nonicampeonato estadual e a vaga para a Copa do Brasil de 2008.

O confronto travado entre Baré e seu rival Atlético Roraima é o mais importante e popular do estado. Este clássico é conhecido como Bareima — uma contração por aglutinação do nome dos times envolvidos.

Estádio
Flamarion Vasconcelos (Canarinho)
Capacidade 10000

Títulos
Torneio Integração da Amazônia: 2 vezes (1983 e 1985).
Campeonato Roraimense: 8 vezes (1982, 1984, 1986, 1988, 1996, 1997, 1999 e 2006).

Hino
sem letra

Mascote

Seu mascote é o índio, figura típica da região. Por esta razão é chamado carinhosamente de Índio da Consolata (Consolata é um dos nomes da rua em que encontra-se sua sede), tendo ainda outros apelidos como Colorado da Consolata e O Mais Querido.




sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Villa Nova Atlético Clube

Fundado em 28 de junho de 1908 por trabalhadores da Saint John Del Rey Mining Company Limited, o Villa Nova Atlético Clube é o segundo clube mais antigo de Minas Gerais em atividade, sendo superado apenas pelo Atlético que nasceu em 25 de março de 1908. Uma diferença de apenas três meses, portanto, separa o Leão do Bonfim do mais antigo.

Nos primórdios da sua história, o município de Nova Lima chamava-se Villa Nova de Lima e os fundadores resolveram homenagear o antigo topônimo e mantiveram, inclusive, a grafia de Villa com dois "l". Logo no início da sua bela trajetória, o Villa Nova consolidou-se como um dos mais tradicionais e aguerridos times de Minas Gerais e os títulos não demoraram a ser conquistados.

Na década de 1930, época que marcou o fim do amadorismo e o início do profissionalismo, o Leão do Bonfim começou a rugir alto e em 1932 a equipe ganhou o Campeonato Mineiro promovido pela Associação Mineira de Esportes Geraes (AMEG) e fez o artilheiro do certame, Canhoto, com 12 gols. Havia uma cisão no futebol mineiro e dois torneios foram organizados por duas entidades distintas, sendo que a Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT) também promoveu uma disputa. Em 1933, aconteceu a unificação do futebol em Minas e, sob o manto do profissionalismo, o Villa Nova (foto) arrancou para a conquista do seu tricampeonato.

Supercampeão em 1951

Os títulos de 1933/34/35 se inscreveram como um marco histórico, pois foi o primeiro tricampeonato da era profissional conquistado por um time mineiro. O Villa Nova voltaria a ser campeão em 1951 (foto), numa célebre Final disputada contra o Atlético em três emocionantes jogos. Os dois primeiros terminaram empatados e no terceiro o Villa venceu por 1 x 0, no Estádio Independência, gol marcado por Vaduca, tornando-se Supercampeão Mineiro. Além de ser o quinto Campeonato Mineiro do time, a conquista de 1951, cuja partida final aconteceu em janeiro de 1952, impediu que o Atlético se sagrasse tricampeão mineiro, sequência que o alvinegro perseguia desde a sua fundação.

A conquista do Brasil

Depois de muitas decisões no âmbito de Minas Gerais, além dos títulos de 1932, 33, 34, 35 e 51, o Villa Nova foi vice-campeão mineiro em 1937, 45, 46, 47, 53 e 97, o time partiu para conquistas regionais e nacionais. Em 1968, o Leão foi campeão da Zona Centro do Torneio Centro-Sul promovido pela Confederação Brasileira de futebol, CBD. Em 1974, sagrou-se campeão da Copa Centro, torneio da Federação Mineira de Futebol.

Mas, a maior proeza do Villa Nova foi ter sido o primeiro campeão do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão em 1971, competição que equivale hoje à Série B. Note-se que o futebol mineiro venceu as duas primeiras edições do Campeonato Brasileiro com o Villa Nova levando a Primeira Divisão (Série B) e o Atlético ficando com a Divisão Extra (Série A).

O Leão do Bonfim enfrentou na Final o Remo de Belém do Pará. Perdeu a primeira partida na capital do Pará e venceu os dois jogos (3 x 0 e 2 x 1) realizados no Estádio Independência, em Belo Horizonte, já que o Estádio Castor Cifuentes não havia sido reformado e não foi liberado pela antiga CBD para a realização de jogos da competição. O detalhe curioso é que na última partida os dois gols do Villa foram marcados pelo lateral esquerdo Mário Lourenço em cobranças de pênaltis. Em outras etapas do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, o Villa Nova eliminou equipes tradicionais do futebol brasileiro como a Ponte Preta, por exemplo. Anos depois da conquista do Campeonato Brasileiro, o Leão acrescentou duas estrelas sobre o distintivo para simbolizar os seus feitos. As estrelas, uma verde e outra amarela, têm as cores da bandeira do Brasil e simbolizam o Campeonato Brasileiro e o tricampeonato mineiro nos anos 1930, respectivamente.

Novas conquistas em Minas Gerais

Em 1976 e 1987, o Villa Nova conquistou o Torneio Incentivo, promovido pela Federação Mineira de Futebol, FMF. Em 1977, numa decisão memorável contra o América, o Leão do Bonfim ganhou a Taça Minas Gerais jogando no Mineirão e vencendo por 1x0, com o gol marcado por Jurandi, na prorrogação. Em 2006, voltou a repetir a façanha e ganhou a Taça Minas Gerais novamente, vencendo o Uberaba por 3x1 na decisão em Nova Lima.
O Vil
la Nova voltou a brilhar na década de 1990 e sagrou-se Tetracampeão Mineiro do Interior em 1996, 1997, 1998 e 1999. Antes, havia conquistado o Campeonato Mineiro do Módulo II em 1995 (foto). No jogo derradeiro desse certame, o Villa Nova goleou o Araxá em Nova Lima por 4 x 0, partida que marcou a despedida do zagueiro Luizinho dos gramados. Ele foi o autor do quarto gol do Villa nessa partida, cobrando penalidade máxima. Em 1997 e 1998, o Villa foi bicampeão mineiro de juniores.
Depois de eliminar o Atlético nas Quartas-de-Final e o Social de Cel. Fabriciano nas Semifinais, o Villa Nova decidiu o Campeonato Mineiro de 1997 contra o Cruzeiro. Venceu em Nova Lima por 2x1 e perdeu no Mineirão por 1x0, tornando-se Vice-Campeão. Nesse jogo, o Mineirão registrou o maior público da sua história: 135 mil espectadores foram ver o Leão do Bonfim brilhar e resgatar sua tradição e glória gestadas em 28 de junho de 1908.


Títu
los
1932 - Campeão da Liga Mineira de Futebol
1933/1934/1935 - Tricampeão Mineiro
1937/1945/1946/1947/1953/1997 - Vice-campeão Mineiro
1951 - Supercampeão Mineiro
1968 - Copa Centro Sul do Brasil
1971 - Campeão Brasileiro da Segunda Divisão
1974 - Campeão da Copa Centro de Minas Gerais
1976 - Campeão do Torneio de Incentivo/Federação Mineira de Futebol
1977/2006 - Bicampeão da Taça Minas Gerais
1987 - Campeão do Torneio de Incentivo
1996/1997/1998/1999 - Tetracampeão Mineiro do Interior


Hino Oficial

Autor: Prof. Luiz Lacerda (1916)

A equipe gloriosa
Que se empenha valorosa
Na luta rival não tem
E ao Alvi-rubro sustem

O nome do campeão
Honrando seu pavilhão
Pois enfrenta combinada
Qualquer outra bem treinada

Estribilho
Alterta Jovens valentes
Jogai, jogai, contentes
Para num futuro de glória(bis)
Iluminar a nossa História

Eis o farol da glória
Que ilumina nossa história
Conservamos o brasão
D
o alvi-rubro pendão

Estribilho
Alterta Jovens valentes
Jogai, jogai, contentes
Para num futuro de glória(bis)
Iluminar a nossa História

Saudamos aos torcedores
Que entre risos e flores
Ao campo nos vão levar
As forças para lutar.

Se o passado, a lembrança
Força nos dá esperança
Unidos sempre sejamos
Para que nunca percamos

Os louros já conquistados
Lutemos como soldados
Ao campo para jogar
E qualquer clube enfrentar

Estribilho
Alterta Jovens valentes
Jogai, jogai, contentes
Para num futuro de glória(bis)
Iluminar a nossa História

Se a pugna é destemida
Entremos na luta renida
Queremos nos animar
Avante! Ouvimos bradar

Em Minas quem poderá
Afirmar que vencerá
O Villa Nova querido
Sempre forte destemido

Eis o farol da glória
Que ilumina nossa história
Conservamos o brasão
Do alvi-rubro pendão.

Hino da Torcida

Aquele clube que existe em Nova Lima,
Amado por todos e por mim.

Villa Nova, Villa Nova,
Tú és o Leão do Bonfim.

Villa Nova tantas vezes campeão,
Tú vives dentro do meu coração.

Tua raça que te faz tão grande assim,
Villa Nova, Leão do Bonfim.

Villa Nova da Terra do Ouro,
Tú és de Nova
Lima um tesouro.

Não existe outro time para mim,
Eu adoro este Leão do Bonfim.


Estádio
Estádio Castor Cifuentes, na Rua Major Felizardo. Aliás, o nome do Estádio é uma homenagem a um grande benfeitor villa-novense e ex-presidente da agremiação durante a conquista do tricampeonato em 33/34/35. Atualmente, o Estádio Castor Cifuentes tem capacidade para 10 mil torcedores, fruto das melhorias que foram implementadas no decorrer da história, embora o Ministério Público tenha limitado a carga total de ingressos a três mil em fevereiro de 2007.

Mascote
O epíteto de "Leão do Bonfim" foi incorporado à equipe na década de 40 pelo chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, do extinto jornal Folha da Manhã, de Belo Horizonte. Ele gostava de associar bichos que simbolizassem a alma dos times mineiros e dessa forma nasceram o Galo, a Raposa e o Coelho para designar, respectivamente, o Atlético, o Cruzeiro, e América.

Ao Villa Nova, Mangabeira reservou um bravo Leão, símbolo da potência do time, da raça dos seus jogadores e do destemor dos torcedores alvirrubros. O animal escolhido serviu, também, para lembrar a ascendência que os ingleses da Mineradora tiveram sobre o clube nos seus primórdios. O símbolo da Inglaterra é um leão que, inclusive, serve como distintivo para a Seleção Inglesa. Já o "Bonfim"do apelido é uma referência ao Bairro de Nova Lima onde está sediado o lendário Estádio Castor Cifuentes

site: http://www.villanovamg.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

América Futebol Clube

Falar da história do América Futebol Clube é falar da vida do Sr. Durval Feitosa, um dos fundadores do "tricolor da ribeirinha" e também campeão em 1966. O Sr. Durval nasceu no dia vinte e quatro de agostode 1914. Passou sua infância, sua juventude na sua querida Propriá, sua cidade natal. Passou a enfrentar o trabalho logo cedo sendo balconista e depois despachante do Estado. Durval contou, em entrevista ao Jornal da Cidade, que "comercialmente Propriá era uma das cidades mais desenvolvidas do Estado, parou por um determinado tempo, volta agora aos seu ritmo normal". O exemplo de seus pais passou para seus quatro filhos: Luiz Carlos Feitosa, Joaquim Prado Feitosa, João Prado Feitosa e José Prado Feitosa.

Iniciou no esporte no antigo Propriá Esporte Clube. Não gostava de jogar mas apreciava bastante o futebol. Não perdia uma partida do Propriá qua antes era chamado de Sergipe Futebol Clube. Torcedor apaixonado deste clube, logo chega a ocupar um cargo na sua diretoria, inciando assim sua vida de dirigente de time. "Ocupava o cargo de secretário, mas depois houve uma cisão e daí resultou em fundarmos o América". Durval passou três anos trabalhando para o time do Sergipe de Propriá. Quando da filiação do time do Sergipe de Propriá na Federação Sergipana de Desportos, foi necessária a troca de nome pelo fato da existência do Clube Sportivo Sergipe de Aracaju. "A mudança de nome provocou uma rachadura da diretoria do time. Eu não aceitava o nome de Propriá futebol clube e apresentei o nome de Serigy Futebol Clube que não foi aceito. Parti então para a fundação do América Futebol Clube, abandonando a idéia do nome Serigy que não tinha vingado".

No dia 08 de agosto de 1942, tendo como um dos fundadores o Sr. Durval Feitosa, é fundado o América Futebol Clube. Além de Durval foram fundadores os Srs. Pedro Cardoso, Gerdiel Graça, José Rodrigues, Miguel Apolônio, José Graça Leite, Eugênio Amaral, Normando Lima e José Coutinho. A primeira providência foi a confecção do estatuto do clube que foi aprovado em sessão de Assembléia Geral extraordinária realizada em 07 de janeiro de 1943 e publicado no diário oficial do estadoem partes, durante todo o mês de março do mesmo ano.

Nos primeiros momentos do América , o espírito empreendedor de Durval era o ar que fazia o clube respirar. "Logo chegamos a construir um campo de futebol, contando como o poio de torcedores. Foi um trabalho de mutirão. Trabalhávamos aos domingos e feriados. Arrendamos um terreno, fizemos o seu nivelamento e iniciamos a construção de um muro. Pagávamos uma cachacinha para a turma, tinha a charanga e a obra andava". O estádio foi construído e até hoje o dono do terreno parece que vestiu a camisa do clube e deixou o tempo passar.

Enfrentou muita poeira, muitas paradas por problemas mecânicos e muitos buracos. "Iniciamos com o time montado num caminhão. Ia na frente e os jogadores junto com os torcedores mais fanáticos iam na carroceria. Depois de muito tempo é que fomos pegar ônibus. Eram fracos e quebravam demais. Fazíamos viagens perigosas e cansativas sem hora de chegada. Uma vez jogamos contra o Confiança, quando vencemos por 3 a 1 e voltamos tarde da noite. Enfrentamos uma estradaque não tinha asfalto e, nesse dia, pegamos um motorista decidido. A viagem foi feita em duas horas e meia. Tínhamos de suportar."

"Na minha passagem pelo esporte, sempre mantive um bom relacionamento com a imprensa esportiva. Todos foram meus amigos. Nunca sofri críticas. Considero José Eugênio de Jesus o grande expoente da imprensa esportiva e destaco Carlos Magalhâes e Wellington Elias além da turma nova como o Roberto Silva e Pingo de Leite." Durval Feitosa deixou Propriá vindo morar em Aracaju onde continuou a exercer as suas atividades de dirigente esportivo, atuando como representante do América junto à Federação Sergipana "Tive um grande orgulho por ter vencido o Confiança duas vezes e conseguir o título de campeão do Estado em 1966". O título do América foi conquistado em quatro jogos e o time tricolor perdeu um por 2 a 1, em pleno estádio José Neto em Propriá, empatou outro e ganhou duas por 1 a zero, sendo a do título em pleno estádio de Aracaju, hoje estádio Lourival Batista.

Entretanto, a alegria durou pouco e nos anos 1980, com a criação da segunda divisão, o América deixou de participar da elite do futebol sergipano, voltando apenas no ano de 1993. Porém, mal organizado, caiu novamente no ano seguinte e enfrentou seu pior momento na história, deixando de participar de qualquer competição organizada pela federação e voltando ao amadorismo.

Somente em 1998, graças a ajuda do prefeito da cidade na época, Renato Brandão, do ex-diretor Gileno Nunes e do presidente da Federação Sergipana de Futebol, José Carivaldo de Souza, o clube voltou a disputar a segunda divisão do estado.

O time subiu para a elite em 2004, caiu novamente em 2005 e se manteve na séria A até 2006, quando conseguiu mais um acesso. Depois dos altos e baixos a recompensa veio para a equipe do interior de Sergipe.

Com uma ótima campanha em 2007, terminando em segundo na primeira fase e em primeiro no quadrangular final, o Tricolor da Ribeirinha trouxe o segundo título do estado para sua sala de troféus, conquistando a vaga para disputar a Copa do Brasil de 2008 e estabilizou-se na elite do futebol sergipano.

Títulos

Campeão Sergipano 1966 e 2007

Copa Banese de Campeões: 2007

Estádio

O Estádio José Neto pertencente ao clube América Futebol Clube (SE).

Está localizado na cidade de Propriá, atualmente é o principal estádio da cidade e usado pelas duas equipes da cidade. Possui capacidade de no máximo 3000 pessoas, porém há projetos para sua ampliação.

Hino

De passo a passo na vida esportiva
O tricolor sempre vencerá
Trabalhando o corpo e a alma
Seremos fortes um clube de valor
Na vitória lutar por lealdade
Será sempre nosso ideal
Honraremos a nossa bandeira
Suas cores e suas tradições

América eu sou. Sou tricolor (2x)

Com garra e talento seremos campeões
Com a força da bandeira em nossos corações,
Somos ribeirinhos, um povo lutador
Trazemos no peito amor ao tricolor,

América eu sou. Sou tricolor(4x)

Mascote - Cavalo Alado






site: http://www.americafcse.xpg.com.br

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cacerense Esporte Clube Ltda.

O Cacerense Esporte Clube Ltda foi fundado em 10 de julho de 1996 e arrendado por um grupo de empresários mato-grossenses, substituindo o extinto Cáceres Futebol Clube e dando continuidade à paixão pelo futebol na cidade homônima.

Com pouca notoriedade e escassos recursos financeiros, “A Fera da Fronteira”, apelido dado por seus torcedores, em seus primeiros anos de existência disputava apenas campeonato amadores.

O time estreou em campeonatos profissionais da elite em 2005, quando pela primeira vez participou da Copa Governador do Mato Grosso, torneio secundário do Estado, mas que classifica o campeão para a Série C do Campeonato Brasileiro.

Sua primeira participação na competição não foi das melhores e o time acabou eliminado ainda na primeira fase, após terminar na última posição em seu grupo, tendo vencido apenas um jogo e perdendo os sete restantes.

No ano seguinte, em 2006, o “Crocodilo do Pantanal” conquistou seu primeiro título. Após encerrar a primeira fase da Copa do Governador na primeira colocação e de forma invicta, o time também venceu o quadrangular final da competição, se classificando para a decisão.

O adversário na grande final foi o Vila Aurora. Na primeira partida, empate por 1 a 1, na casa do rival. Jogando em casa o segundo jogo, vitória do time azul e branco por 2 a 0 e o primeiro caneco da instituição.

No ano seguinte, o time venceu pela primeira vez o Campeonato Mato-Grossense, um feito inédito em sua curta história de vida. O confronto na decisão foi contra o Grêmio Jaciara. Na primeira partida, vitória do Cacerense por 1 a 0, fora de casa. No segundo jogo, outro resultado positivo, dessa vez por 2 a 0.

Um dos heróis do título foi o atacante Leandro, autor do gol da vitória no primeiro duelo e que também anotou na partida decisiva. O jogador encerrou o certame com sete gols e foi uma das peças fundamentais na conquista.

Neste mesmo ano, a equipe também se sagrou vice-campeã da Copa do Governador, após ser derrotado na grande final para o Luverdense. Empate por 0 a 0 no primeiro jogo e derrota por 1 a 0 no segundo.

Com o título no Campeonato Estadual, o Cacerense obteve uma vaga na Copa do Brasil de 2008, onde fará sua estréia e também no Brasileirão da Série C. No Campeonato Brasileiro da terceira divisão de 2007, o time não passou da primeira fase e encerrou sua participação na última colocação do Grupo 9, terminando na classificação geral em 43º lugar entre 64 equipes.

Títulos

Campeão Matogrossense 2007

Estádio

Estádio Geraldão em Caceres
Recém-reformado capacidade hoje para 5 mil torcedores.

Hino

Uh! Cacerense! Uh! Cacerense! Uh! Cacerense!
Eu vou gritar. Eu vou pular. Quando eu ver a rede balançar
Sou Cacerense de coração
A Fera da Fronteira que manda no Geraldão
Que coisa linda, não tem igual
Sou Cacerense a Fera do Pantanal
Canta galera, com emoção
O Cacerense é a alegria do povão

Eu Sou Cacerense, com muito orgulho, com muito amor.
Eu Sou Cacerense, com muito orgulho, com muito amor.

Eu vou gritar. Eu vou pular. Quando eu ver a rede balançar
Sou Cacerense de coração
A Fera da Fronteira que manda no Geraldão
Que coisa linda, não tem igual
Sou Cacerense a Fera do Pantanal
Canta galera, com emoção
O Cacerense é a alegria do povão.

Uh! Cacerense! Uh! Cacerense! Uh! Cacerense!
Uh! Cacerense! Uh! Cacerense! Uh! Cacerense!

Apelidos: Crocodilo do Pantanal e Fera da Fronteira

Mascote: Jacaré

site: http://www.cacerenseesporteclube.com.br/