quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Associação Chapecoense de Futebol

A Associação Chapecoense de Futebol, Fundada em 10 de maio de 1973. Também chamada, Furacão do Oeste ou simplesmente Verdão.

A Associação Chapecoense de Futebol - a partir de 1973 caminhada inicial -, traz consigo um resultado importante de suas campanhas realizadas em nível nacional, estadual e regional. Hoje, é reconhecida pela sua posição alcançada, fruto de suas vitórias, do desempenho de centenas de atletas, pelo investimento da iniciativa privada e oficial, da presença de sócios e colaboradores, da capacidade de seus dirigentes, de sua torcida, do apoio da imprensa e outros.

A Associação Chapecoense e Futebol, nasce no momento em que, na cidade de Chapecó o futebol amador estava adormecido, não havia mais realizações de campeonatos que movimentavam a cidade. Foi um período que Chapecó e sua população não contava mais com as disputas entre os times que existiam na cidade gravados na memória de muitos: o Atlético Clube Chapecó, o Independente Futebol Clube, "os sempre rivais" Grêmio Esportivo Comercial, Guairacá Futebol Clube e Operário entre outros.

A cidade de Chapecó não contava mais com a presença de times de futebol, foi motivo de analises, de comentarios e as especulações a respeito dessa realidade. Todos os argumentos serviam, também, para provar que o futebol na cidade era importante.

No dia 10 de maior de 1973 mais uma vez amigos e desportistas chapecoenses se encontram no almoxarifado da 8ª Res. DER e na porta da loja de confecções de propriedade do Pelisser, localizada na esquina da Avenida Getulio Vargas, no Edifício Jarbas Mendes, de propriedade do desportista Heitor Pasqualotto. Pasqualotto, também foi participante de muitos bate papos a respeito daquele momento e da situação que o futebol se encontrava na cidade.

No dia em que nasceu a Chapecoense, o grupo de desportistas era formado de Alvadir Pelisser e Altair Zanella indepedentinos roxos, e Lorário Immich e Vicente Delai, Ferrenhos defensores do Atlético Chapecó. O encontro não foi casual, era a continuidade de outros tantos, neles as conversas sempre giravam em torno da reativação do futebol na cidade. Assim foi que, depois de muita conversa e "tratativas", resolvem propor a fusão dos remanescentes do Atlético Chapecó e do Independente, mas só de nome porque patrimônio imóvel nenhum dos clubes dispunha.

A sugestão agradou, ganhou espaço e apoio na cidade de suas lideranças, e demais segmentos. Adesões e ajudas começam a aparecer. Ernesto de Marco, proprietário das Casas Vitórias deu um jogo de camisas o qual foi uma "glória para nós" diz Pelisser. Em ato continuo entrou a presença de centenas de chapecoenses. Impossível anotar o nome de todos, mas devemos lemvrar do importante apoio de Heitor Pasqualotto, Avelino Biondo, Moacir Fredo, Arthur Badalotti, Gentil Galli que com outros tantos, pagavam para ver o novo time crescer. Nesses anota-se o Plínio de Nês, que, como líder empresarial e político regional, depositou seu apoio incondicional à Chapecoense, ajudando-a de diversas formas.

Desse marco inicial da Chapecoense, lembramos a primeira composição do time que nascia. Temos, assim o seguintes nomes: Martinelli, o Alemão(motorista da SAIC), o Zeca (funcionário da Prefeitura de Chapecó, apelidado de "calceteiro", responsável pela montagem das calçadas e ruas da cidade), o Miguel (cabo da PM/SC), o Boca, o Vilmar Grando, o Caibi (Celso Ferronato), o Pacassa (João Maria) o Orlandinho, o Tarzan, o Ubirajara (PM/SC), o Beiço, o Airton, o Agenor, o Plínio (era de Seara), o Jair, o Raul, o Xaxim, o Casquinha funcionário do Besc. Nilson Ducatti, acompanhava o grupo em todos os momentos, mais os dirigentes nas tardes esportivas.

Anota-se do depoimento de Pelisser, mesmo não lembrando os nomes, mas, poucos eram os jogadores que tinham salário, como foi o Moacir Fredo e tantos outros, baluartes da Chapecoense, sem venimento nenhum. Ainda, da organização do time da Chapecoense, para Pelisser "muitos não recebiam nada, jogavam vestindo a camisa, iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena".

Depois, dessa primeira composição de jogadores da Chapecoense, surge o primeiro time profissional, formado, pelos seguintes atletas: Putti treinador, Beiço Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Vicente Delai Diretor de Futebol, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas, Zé.

Beto, recorda do primeiro jogo do time profissional: "foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1x0 São José, o segundo foi contra o Novo Hamburgo, jogo realizado na cidade de Xaxim".

Ainda, no ano de 1973, pela primeira vez na história do futebol de Chapecó, a Chapecoense jogou em Florianópolis cujo resultado foi um empate de dois a dois. Para Pelisser, "empatar com o Avaí na capital foi a maior glória para a Chapecoense".

O treinador Gomercindo Luiz Putti, mandado buscar por Pasqualoto em Concórdia. "a mando do Pasqualoto fui buscar o Putti para trabalhar no futebol de Chapecó".

Temos então outro momento da "viagem da Chapecoense". Esse, representado da necessidade dos dirigentes de provar a capacidade da organização, uma vez que time adquiriu condições de participar de competições futuras. Não só a população da cidade de Chapecó, como a região oestina, acreditaram na "boa nova do futebol catarinense".

Um novo momento da viagem, encetada pela Associação Chapecoense de Futebol, foi o ano de 1977 passo decisivo. Ano que a Chapecoense ficou campeã. Com esse titulo, a oportunidade de disputar o Campeonato Nacional. Novos momentos da viagem, agora, a campanha objetivando a construção do Estádio Municipal, desafio assumido concretizado pela administração municipal que num prazo de 150 dias concluiu as obras, sendo Prefeito de Chapecó Milton Sander. Concluído o estádio, a Chapecoense em campo, fez parte da Loteria Esportiva.

No entanto, depois disso, somente em 1996 o clube ergueria uma nova taça de campeão do estadual. Dez anos depois, venceu a Copa Santa Catarina e, em 2007, outro título estadual.

Títulos

3 Campeonatos Catarinenses - 1977, 1996 e 2007

Campeã Taça Santa Catarina 1979

Campeã Taça Plinio Arlindo De Nez 1995

Campeã Copa Santa Catarina 2006

Hino

(Letra: Luiz A. Maier )

Ó Glorioso verde que se expande
entre os estados tu és sempre um esplendor
nas alegrias e nas horas mais difíceis
meu furacão tu és sempre um vencedor

São tantos títulos outrora conquistados
com bravura, muita raça e fervor
leva consigo o coração de uma cidade
meu furacão
tu és sempre um vencedor

Sempre honrando nosso escudo com sua raça
és alegria nos estádios nunca só
na imensidão e vastidão de nosso estado
Chapecoense tu és sempre Chapecó
A força imensa de sua fiel torcida
que nos estádios tudo é lindo e nos fascina
a nossa massa meu verdão mexe contigo
tu és querido em toda Santa Catarina

Estádio

Estádio Regional Índio Condá

Endereço: Rua Clevelândia, Chapecó-SC
Inauguração: 24 de janeiro de 1976.
Capacidade: 15.000 (segundo a FCF) 10.000
Recorde de público: 15.000 (Final de 1977)

Mascote - índio






site : http://www.chapecoense.net

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uberlândia Esporte Clube

Na década de 20, Uberlândia ainda era São Pedro de Uberabinha e vivia sob o comando de dois grupos político-sociais que se rivalizavam em tudo. Devido às freqüentes brigas nos campos de futebol, eles haviam decidido que, em cada partida, haveria um revezamento de suas bandas de música, muito comuns na época. Certa data, durante um clássico no campo da Associação Esportiva Uberabinha, os grupos se desentenderam. O Partido Republicano Municipal - "Cocão" -, dono do campo, queria que a sua banda tocasse, mas como a vez era dos "Coiós" - Partido Republicano Mineiro -, o desentendimento foi generalizado. Indignados, os membros do partido dos "Coiós" decidiram fundar um novo clube. Liderados por Agenor Bino e Gil Alves dos Santos eles se reuniram na Vila Operária em 1922, para fundar o Uberabinha Sport Club, com as cores verde e branca. Gil Alves, poderoso empresário e político cedeu o terreno onde hoje está construído o estádio Juca Ribeiro. Com o intuito de apaziguar o clima de guerra, o partido dos "Coiós" resolveu convidar para ser o primeiro presidente, o Sr. Tito Teixeira, que apesar de pertencer ao grupo rival, era pessoa alheia as paixões políticas. Desta forma, foi fundado oficialmente no dia 1º de Novembro de 1922, o Uberabinha Sport Clube, que anos depois mudaria seu nome juntamente com a cidade para Uberlândia E.C.

Uberlândia Esporte é o melhor do interior
O ranking da CBF demonstra que o UEC é a melhor equipe do interior de Minas Gerais, ocupando a 66ª colocação com 231 pontos, à frente não só do Ipatinga, Vila Nova, Ituiutaba, Valério e Uberaba, como também do Brasiliense, do Distrifo Federal. A principal arrancada do Uberlândia para a sua pontuação no ranking da CBF foi a participação da equipe pela primeira vez na história na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, no ano de 1978. Na época a diretoria trouxe uma série de jogadores de fora, como Odair, Rubinho, Gilmar e Geraldo, do Corinthians, Dick, do Cruzeiro, além de contar com pratas-da-casa, inclusive com revelações da época, como Maurinho e Gil, este chegando à Seleção Brasileira posteriormente. Antes da participação no Campeonato Nacional o Uberlândia realizou amistosos com Corinthians, Vasco da Gama, Botafogo e Internacional, tendo públicos recordes de 15 a 20 mil pagantes, o que deu suporte ao Verdão de participar do Campeonato Nacional. Técnicos de renome estiveram à frente da equipe, como Gerson dos Santos e Aderbal Lana. A diretoria naquele momento tinha como presidente o advogado José Aparecido Martins e como diretores Sebastião Lintz, Mário Borges de Oliveira, José Gomes de Fátima, Luiz Rangel e Paulo José Alves. O UEC fez uma boa participação no campeonato, terminando numa colocação intermediária. Feitos como esse devem ser sempre lembrados. As glórias de uma equipe de futebol são a somatória de feitos, e a sinergia necessária para a realização de uma boa temporada leva necessariamente tempos históricos também.

JOGOS MEMORÁVEIS

Uberlândia x Seleção da União Soviética
Em 09 de Fevereiro de 1966, quando ainda não existia o Estádio João Havelange, o Uberlândia Esporte jogou contra a Selação da antiga União Soviética, no Estádio Juca Ribeiro, para quem perdeu de 2 a 0, inaugurando as arquibancadas de cimento, construídas na gestão de Renato de Freitas.

Uberlândia goleou o Santos no Parque
Outro jogo que está marcado na história foi a goleada do Uberlândia Esporte Clube sobre o Santos Futebol Clube por 4 a 0, no dia 6 de junho de 1982, fazendo parte também dos festejos de inauguração daquela praça esportiva. O primeiro gol do UEC no Parque foi marcado por Mauro Eli da Silva (Maurinho), aos 8 minutos do primeiro tempo. Luiz Carlos, Nenê Ramos e Brazinha completaram a goleada alviverde. A renda foi de CR $ 5.251.600,00, com público de 14.160 torcedores. Os times: Uberlândia - Moacir, Brazinha, Batista, Zecão e Paulo José; Chiquinho, Nenê Ramos, Périclhes e Maurinho; Luiz Carlos e Mairon César (Vivinho). Santos - Evandro, Léo (Joãozinho), Gilmar (Nilson Dias ), Mauro (Gilberto) e Celso; Batistone, Neto, Palhinha e Zé Carlos; Carlos Silva e Inácio.

UEC empatou com a Seleção de Novos
A Seleção Brasileira de Novos, em amistoso de preparação para o Torneio de Toulon, na França, jogou contra o Uberlândia Esporte Clube, no Estádio João Havelange, empatando em 1 a 1, no dia 18 de maio de 1983. A renda foi de CR$ 6.980.000,00, com público de 13.653 pessoas no estádio. A Seleçao jogou com Abelha, Betão, Wilson Gotardo (Leiz), Júlio César e Geraldo (J. Maria); Douglas, Nelsinho, Luvanor e Mirandinha (Paulo César); Paulo Sérgio (Ernane ) e Márcio Fernandes (Paulinho).

Uberlândia Esporte, campeão da Taça CBF
O ano de 1984 marca na história o principal feito pelo Uberlândia Esporte Clube em toda a sua história, quando foi campeão da Taça CBF, o mais importante título conquistado pelo Verdão uberlandense. A decisão do título foi em duas partidas contra o Clube do Remo, de Belém do Pará. O primeiro confronto aconteceu no Parque do Sabiá, no dia 28 de março de 1984, quando o UEC venceu por 1 a 0, com renda de CR$ 22.249.500,00 e público de 21.694 pessoas. O UEC jogou com Moacir, Luizinho, Batista, Zecão e Batata: Chiquinho, Eduardo, Carlos Roberto e Zé Carlos; Geraldo Touro e Vivinho. Reservas: Santos, Tairone, Clayton , Eder e Cristiano. Maurinho, um dos heróis do título, não aparece na lista porque cumpria suspensão. O segundo jogo foi em Belém do Pará, onde o UEC garantiu o título com um empate de 0 a 0 e ganhou o mais rico troféu de sua galeria. O Clube do Remo jogou com Bracali, Rui Curaça, Nazareno, Darinta e Chicão; Pedrinho, Paulinho, Raulinho e Dadinho; Roque e Amaury. Reservas: Nunes, Gallotte, Léo, Ivo Carioca e Nildo.

Uberlândia ganha Taça Minas Gerais e disputa Copa do Brasil
Em 2003, o Uberlândia Esporte foi campeão da Taça Minas Gerais ao ganhar do Araxá no Estádio João Havelange. Com o título, o Verdão pode disputar a Copa do Brasil em 2004.
Porém, foi eliminado no primeiro e único jogo, ao perder no Parque do Sabiá do Juventude-RS por 3 x 0 .

Títulos
Campeão da Segunda Divisão (Módulo II) 1999, Campeão da Segunda Divisão Mineira 1963, Campeão Brasileiro da Segunda Divisão (Taça CBF) 1984 e Campeão Mineiro do Interior 1970 e 1987 e da Taça Minas Gerais 2003

Estádio
Juca Ribeiro (capacidade para 15 mil pessoas)
João Havelange (Parque do Sabiá) ( capacidade para 55000 pessoas)

Hino
Para a glória, com os louros da vitória,
Uberlândia! Uberlândia! Uberlândia!
O Periquito, o mais querido e forte!
Furacão, Uberlândia Esporte! (bis)
Como ontem, a luta é a mesma agora,
Pendão Alvi-Verde desfraldado!
Com mais ardor, mais vitórias,
Honrando as glórias do passado. (bis)
Nossa torcida é vibrante:
A velha guarda e a mocidade...
Vê no brasão que é tão amado,
O amor, o sangue e o valor da cidade.
Nossa torcida venera
Velhas batalhas e seus troféus
De companheiros de outrora,
Que nos ajudam lá do céu.

Mascote - Periquito








site: http://www.uberlandiaec.com.br

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mixto Esporte Clube

O que chamamos hoje em dia de Mixto Esporte Clube foi outrora o Clube Esportivo Feminino, dedicado a discussões e saraus sobre a literatura mato-grossense, brasileira e européia.

Então líder do clube, Zulmira Canavarros, decidiu em 1934 extrapolar o limite explícito ao nome da agremiação. Em 20 de maio do mesmo ano, o grupo restrito ampliou-se assumindo uma face “meio homem, meio mulher”. Zulmira foi a primeira e única presidenta em toda a história da equipe.

O coração mixtense nasceu na rua 7 de setembro, quase em frente da igreja Senhor dos Passos, no centro da capital. Especificamente, na saudosa Livraria Pepe – um casarão construído em estilo colonial e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O preto e branco da bandeira, do uniforme e dos inúmeros adereços foram determinados pela diretoria inicial. O hino tem letra e melodia do acadêmico Ulisses Cuiabano e é apresentada pela primeira vez por Zulmira, ao piano.

O nome “Mixto” tem a ver com mistura. O “x” no lugar do “s” fica como capricho gramatical, pois na década de 30 o idioma português ainda era muito influenciado pelo latim.

Sob novo pensamento, o Mixto amplia seu universo de atividades, incluindo o esporte e mantendo a cultura. O vôlei e o basquete são as modalidades mais disputadas. E os dias de carnaval, o período de maior intensidade de “recreação dançante” (termo utilizado na época).

Futebol mesmo, só em 1940. Na primeira partida, derrota inesquecível de 3 a 1 para um grupo de tipógrafos, formado em cima da hora. Local do vexame: o campo do colégio estadual Liceu Cuiabano, situado na avenida Getúlio Vargas.

Na era do futebol amador, o Mixto é o maior. Venceu os certames cuiabanos de 1947, 1948, 1949, 1951, 1952, 1953, 1954, 1959, 1961 e 1962 e 65. São tempos em que antes do prélio (ou seja, do jogo), a fila de atletas era puxada pela rainha do clube - com a bandeira em punho - e o mascote.

A grandeza deste clube não tem parâmetros, pois desde a sua fundação sagrou-se campeão em 24 campeonatos estaduais, tanto no período amador, quanto no profissional como 1979/80/81/82/84/88/89/96, antes e após a divisão do Estado. Um dos seus grandes feitos foi sagrar-se Campeão do Centro-Oeste em 1976.
O Mixto Esporte Clube é alvi-negro (preto e branco), e em sua camisa destaca-se uma faixa diagonal descendo da esquerda para a direita, lembrando o uniforme do Vasco da Gama, e é chamado de "Tigre da Vargas" devido à garra dos seus jogadores e à fidelidade da sua torcida. Clube de maior tradição, maior e mais fanática torcida de Mato Grosso, o Mixto é destaque no cenário esportivo nacional, tendo participado do Campeonato Nacional hoje Brasileiro em 11 edições (1976 à 1986).

Em sua história o Mixto revelou e projetou grandes valores para o futebol Brasileiro e Internacional. No cenário internacional, o primeiro deles foi Traçáia, jogador que atuou na Europa, mais precisamente na Áustria. O segundo foi Bife, que defendeu as cores do Futebol Clube do Porto, em Portugal. Destacaram-se também Gonçalves, Miro, Luis Carlos Beleza, Ruíter, Tostão, Vanderlei, Humberto, Elias, Gaguinho, Pastoril, dentre outros.

Títulos

Campeonato Mato-Grossense: 24 vezes (1943, 1945, 1947, 1948, 1949, 1951, 1952, 1953, 1954, 1959, 1961, 1962, 1965, 1969, 1970, 1979, 1980, 1981 1982, 1984, 1988, 1989, 1996 e 2008).
Torneio Início: 1969.
Copa Integração Presidente Médici: 1973.
Copa Centro-Oeste: 1976.

Estádio

Estádio José Fragelli, ou Verdão, é um estádio de futebol de Cuiabá (Mato Grosso), que atende a vários times do Estado.
No dia 12 de março de 1975, a equipe do Fluminense e a Seleção de Cuiabá se enfrentaram na partida que comemorava a conclusão parcial das obras, quando na oportunidade a equipe de Cuiabá entrou para a história balançando pela primeira vez as redes do “Verdão”. No ano seguinte, 8 de abril, o estádio era finamente concluído com a presença do Flamengo e um quadrangular entre os clubes da capital, Mixto, Operário e Dom Bosco, assistido por mais de 44 mil torcedores.
Capacidade 45000

Hino
(Marcha de Zulmira D'Andrade Canavarros e Ulisses Cuiabano)

O Mixto Esporte Clube
Agora se apresenta
E pelo branco e negro,
As cores que ostenta
No seu pavilhão,
Seremos sempre unidos
E sempre destemidos
Havemos de lutar
E também trabalhar
De todo coração.
Hurra!... Hurra!...
Mixto Esporte Clube, será
o lema
Desta nossa sociedade.
A união e também a lealdade.
Debaixo do nosso céu de anil,
Tremula altaneira
Nossa gentil bandeira
E pelo esporte, em nossa Cuiabá,
Teremos por fanal,
lutar, lutar, lutar
Por nosso ideal.

Apelido - Alvinegro da Getúlio Vargas - Tigre da Vargas

Mascote











site :
http://www.mixtoesporteclube.com.br/

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Barras Futebol Club

O Barras Futebol Clube tem uma curta história, porém surpreendente. O clube foi fundado em 15 de novembro de 2004, mas já conquistou o título de campeão da segunda divisão do Piauí em 2005, o vice-campeonato estadual em 2006 e 2007, além da Copa do Piauí em 2007 e o finalmente em 2008, campeão estadual da primeira divisão.

O nome da agremiação é uma homenagem à cidade de origem do clube, localizado no meio-norte do Estado, Barras. As cores dadas à agremiação, o branco, o azul e o vermelho são as mesmas que representam a bandeira do município. O apelido dado carinhosamente pelos torcedores é “Bafo”.

O clube foi fundado em 2004, mas em 2005 a equipe começou seus primeiros passos em competições oficiais. Já na sua estréia, conquistou o título de campeão estadual da segunda divisão, garantindo o seu acesso à elite do futebol piauiense.

Na temporada seguinte, após a conquista do título, o Barras estreou com tudo na primeira divisão do Piauí. No entanto, apesar da bela campanha, na final contra o Parnahyba Sporting Club, da cidade de Parnaíba, o time sucumbiu, quando perdeu por 1 a 0. O vice-campeonato credenciou a equipe para disputar a Copa do Brasil de 2007.

Em sua estréia no torneio nacional, em Barras, o clube derrotou o Ceará Sporting Club por 1 a 0, mas na partida de volta perdeu por 2 a 0, sendo eliminado da competição. Apesar da derrota, seus resultados empolgaram a sua torcida.

No Campeonato Estadual de 2007, a equipe se reforçou e entrou como favorita para conquistar a competição, mas novamente sucumbiu na final, obtendo outro vice-campeonato.

Contudo, o posicionamento da equipe no Campeonato Estadual de 2007 permitiu que o time disputasse o Campeonato Brasileiro da Série C. Apesar do pouco tempo de existência, o Barras conseguiu a melhor campanha piauiense na história da competição, chegando ao octagonal final.

Outro dado curioso é que desde a sua fundação a agremiação nunca ficou fora de alguma final do Estadual.

Títulos

Campeão piauiense 2008
Campeão da Copa Piauí 2007
Campeão piauiense - 2ª divisão 2005

Estádio

O Estádio Municipal Juca Fortes fica na cidade de Barras, no estado do Piauí. Tem capacidade para 5 mil pessoas e o local de mando de jogo do Barras Futebol Club, um time de futebol fundado em 15 de novembro de 2004.

Hino

Meu Coração é só felicidade
Quando o leão sai da toca
Um grito de vitória ecoa na cidade
Quando o tricolor barrense joga
Vermelho, azul e branco são as cores
Da camisa, da bandeira , da paixão
Dos governados, terra dos amores
Da bola no estádio coração
Bravo torcedores, grandes jogadores
Barras de um time campeão
É Mais um gol do Bafo
É so correr pro abraço
Explode a torcida de emoção
É mais um show do bafo
É Barras um timaço
É a vez do povo gritar,
Campeão!

Mascote
Leão da Marathoan









site: http://www.barrasfc.com.br (fora do ar)

domingo, 21 de setembro de 2008

Ypiranga Clube


Há 15 de maio de 1963, fruto do idealismo dos jovens integrantes da extinta e saudosa Juventude Oratoriana do Trem (JOT), movimento que pertencia à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, surgia no desporto Amapaense, o glorioso YPIRANGA CLUBE. Como cores oficiais o Clube ostenta a azul e a preta, por influência e preposição do Padre Vitório Galliani, as mesmas da Internacional de Milão, seu clube de coração na Itália. A figura da “Torre” da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem, é o principal símbolo do Clube, razão porque é chamado pelos desportistas de o “Clube da Torre” e de “Negro Anil”.
O Dr. Guaracy Freitas, foi o primeiro Presidente e o saudoso padre Vitório Galliani e o seu eterno Patrono, num tributo por tudo que representou para os integrantes da “Família Ypiranguista”.
Padre Vitório Galliani além de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e um dos Assistentes Espirituais da JOT, foi um grande incentivador para a Fundação do Clube. Emergia assim, o YPIRANGA CLUBE no cenário sócio-esportivo do então Território Federal do Amapá.
Como seu principal objetivo, além da competição esportiva, os jovens atletas integrantes de suas equipes tinham a orientação de exercer em comportamento cristão perante aos seus adversários, mesmo na luta por uma vitória, se revestindo, também, em mais uma opção de lazer aos jovens da JOT.
Logo no ano da sua fundação, o YPIRANGA era filiado a então Federação Amapaense de Desportos, que na época tinha a responsabilidade de coordenar os esportes amadroes no Território.
Em 1964, o YPIRANGA CLUBE disputava sua primeira competição oficial, participado do Campeonato Amapaense de Futebol Amador da Segunda Divisão.
Já nesse ano, o Clube conquistava o título da competição, sob o comando técnico do saudoso Francisco Sales de Lima, o “Chicão” como era mais conhecido nas lides esportivas, e que durante muitos anos militou na Crônica Esportiva Amapaense.
A Equipe Campeã, que jogou e venceu no Estádio Augusto Antunes a Equipe do Independente por 6x3, numa memorável decisão, formou com: Manguinha, Lindoval, Barata, Guaracy e Suzico, Adauto e Ary, Peninha, Artur, Narciso e Almeida. Ainda participaram do elenco, os atletas: Elcio, Horácio, Otílio, Gadelha, Lery, Trombone, Tônati e Sabá Balieiro, Joaquim Neto. Com esta conquista, a equipe Ypiranguista ascendia à Primeira Divisão do Futebol Amapaense, em 1965.
Em 1971, conquistava mais um título de futebol, desta feita, na categoria Juvenil.
Em meados do ano de 1974, em razão de reformas introduzidas da atuação da Igreja Católica, que passava a trabalhar em Comunidades de Base, era extinta a Juventude Oratoriana do Trem (JOT) e conseqüentemente, o Ypiranga era obrigado a deixar o convívio da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Este fato veio a contribuir para que o Clube passasse por uma das mais difíceis fases de sua história. A época em que se deu o afastamento do Clube da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, seu presidente era o jovem Albertino Melo, hoje, um dos seus Conselheiros Grande Benemérito. Para minimizar a situação, o desportista e Diretor à época, Hermenegildo Gomes da Lima, pôs à disposição do Clube, a sua residência, que por algum tempo, passou a ser o ponto de encontro dos Ypiranguistas, tanto para reuniões de trabalho, como a te mesmo para lazer.
No ano seguinte, através de entendimento mantidos com o Senhor Sandoval, a Diretoria do Clube conseguia o imóvel da então Associação Operatória do Bairro do Trem, onde hoje funciona a Sede dos Aposentados e Pensionistas do Governo do Estado. Após as introduções de algumas adaptações, passava, então, a funcionar como Sede Provisória do Clube.
Há 08 de dezembro de 1976, coincidentemente, no dia em que se comemora sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, o YPIRANGA conquistava o mais importante título de sua história, até então, sagrando-se campeão Amapaense de Futebol da Primeira Divisão ao empatar com o Santana pelo escore de 0x0, num jogo realizado no Estádio Municipal Glicério de Souza Marques.
Pelas principais ruas e avenidas do Bairro do Trem, foi só festa da grande e apaixonada torcida Negro-Anil, que tinha como pontos convergentes, a Sede provisória do Clube na Avenida Henrique Galúcio e o “Pau do Pecado” que ficava na Av. Eliezer Levy com a Jovino Dinoá.
No comando técnico da Equipe Campeã Amapaense, figurava o desportista Lourival Lima, o popular “Chibé”. Na direção de futebol, Valdemar Vilena e na Presidência Pedro Assis de Azevedo, ambos, hoje, Conselheiros Grande Beneméritos do Clube.
Nessa conquista a formação do “Clube da Torre” foi a seguinte: Emanuel, Buiuna, Damasceno, Waldir e Pitéo, Duranil e Dival, Ananízio, Tadeu, Jason e Dilermano.
Ainda participaram dessa conquista, os atletas: Odival, Paulo César, Bolinha, Orlandino, João Oliveira, Padeirinho Dewson e Nena.
Na qualidade de Campeão da Cidade, o YPIRANGA ganhava o direito de representar o ex-território federal do Amapá, juntamente com o São José, no Copão da Amazônia, em 1977, que foi disputado aqui em Macapá.
Em 1986, por não ter realizado um bom Campeonato, o clube amargava um rebaixamento à Segunda Divisão, ganhando o direito de regressar logo em seguida, por haver conquistado o título dessa divisão.
Na gestão do Conselheiro Grande Benemérito Humberto Santos, apoiado por outros Ypiranguistas como: Manoel Colares, Uberaldo Figueiredo, entre outros, foi edificada a primeira Sede do Clube, que por muitos anos abrigou os Ypiranguistas.
Em 1991, com a sua implantação no Estado do Amapá, o YPIRANGA sob a Presidência do Conselheiro Grande Benemérito Luiz Góes, passava a praticar o futebol profissional, tendo marcante participação no seu primeiro campeonato, figurando ao final, entre os seus três (03) primeiros colocados.
Em 1992, após quinze anos, o “Clube da Torre”, sob a Presidência do Empresário Fernando Costa, conquistava o Primeiro título profissional na sua história, em memorável decisão com o seu rival de bairro, o Trem Desportivo Clube.
Como ponto relevante dessa decisão, o atacante Miranda, camisa 9 do clube, teve um dos gols mostrado para todo o Brasil, pela Rede Globo de Televisão, por ter sido escolhido o “Gol Fantástico”.
A equipe base do Ypiranga em 1992, foi a seguinte: Maurício, Zé Preta, Ponga, Cid e Neirivaldo, Edgar, Edvaldo e Serginho, Tiaguinho, Miranda e Jorginho Macapá, tendo no comando técnico, o extrovertido, Dario, o Dadá Maravilha, tri campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970.
É importante ressaltar que no futebol profissional do estado do Amapá, o Ypiranga é o clube que tem a melhor performance, com a conquista de 7 (sete) títulos de 12 (doze) disputados, levando-se em consideração que em 1995, o Ypiranga ficou fora do certame e em 1996, não houve campeonato, tendo. Além do título de 1992, o Clube da Torre foi o campeão de 1994, sob a presidência do desportista Jorge Barata Xerfan e a direção técnica do desportista Benedito Silva (o Maranhão). Voltaria a ser campeão em 1997, tendo na sua presidência, o desportista Hildon Moraes de Azevedo e o comando técnico ainda do Benedito Silva (o Maranhão). O Ypiranga voltaria a ganhar mais um campeonato de futebol profissional em 1999, tendo na sua presidência o desportista João Bosco Alfaia, e como seu técnico, o ex-atleta do clube, campeão de 1976, Jason Rodrigues, que repetiram o feito em 2002 e 2003, este ultimo sobre o comando do Profº Ovidio Neto. Em 2004 o Negro-Anil conquistaria o seu sétimo título profissional e seu primeiro tri-campeonato, tendo na presidência Orlando Santana e no comando técnico Ricardo Oliveira.
Paralelo ao futebol, tanto profissional, quanto amador, o clube tem tido participações em outros esportes ao longo de sua existência, tendo conquistado vários outros títulos. Entre esses esportes pode-se citar: Tênis de Mesa, Futebol de Salão, Ciclismo, Natação, Voleibol, Basquete, Pedestrianismo e Judô.
No que concerne ao social, vários eventos foram promovidos pelo Clube para o entretenimento dos seus sócios e simpatizantes, bem como haver participado em vários concursos de beleza realizados em Macapá.
Em 1991, na gestão do presidente Luís Góes, foi instituído o Quadro de Sócios Proprietários do Clube. Com a preocupação de dinamizar as ações administrativas do Clube, e lhe oferecer uma melhor organização, adaptando-se a sua realidade, foi realizada em 1992, através de uma comissão presidida pelo Conselheiro Grande Benemérito José das Graças dos Santos Torres, tendo como membros, Elias Seabra da Costa, Manoel Torres, Neemias Dilermano, Valdemar Vilena e Walter Sobrinho, uma reforma estatutária, que dentre tantas coisas importantes, destaca-se a abertura do Clube para a eleição direta para a escolha de seu presidente, o que faz do Ypiranga, um dos poucos Clubes do país, a exercer este tipo de eleição.
No decorrer dos seus 42 anos de existência, vários foram os desportistas que passaram pela existência do clube, cada um, com sua parcela de contribuição na Vida Sócio-esportiva do Ypiranga.
O primeiro presidente do Clube foi Guaracy Freitas, em seguida vieram: Narciso Farripas, Manoel Colares, Joaquim Neto, Albertino Melo, Pedro Assis, Humberto Santos, Uberaldo Figueiredo, Evaldo Juarez, José Maria Lima, João Chaves, Neemias Dilermano, Raimundo Espíndola, Valdemar Vilena, Luís Góes, que iniciou a era profissional do Clube, vindo em seguida, Fernando Costa, Jorge Xerfan, Hildon Moraes, José Pereira Sacramento (o carioca),João Bosco Alfaia e Orlando Santana.
Hoje, encontra-se investindo na sua presidência, o desportista Deusimar Alves de Oliveira e como presidente do Conselho Deliberativo, Coringa.
Ao completar seus 42 anos de fundação, se faz importante lembrarmos e reverenciar grandes ypiranguistas já falecidos, que têm seus nomes indelevelmente registrados na história do clube. Lembramos inicialmente dos Padres Vitório Galliani, patrono do Clube da Torre e Luiz de David. Sr. Dário Lima, destacado como grande incentivador e organizador do futebol da garotada integrante da paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Lembramos dos Saudosos atletas Emanuel (o mais eclético da história do clube), Aragão, Dival e Ary. João Nascimento de Araújo, no Tênis de Mesa. João Simões Nobre – o careca –, maratonista e atleta de futebol de salão. Outro nome merecedor de destaque é o de Valdênio Vanderley (o Guachelo) primeiro chefe de torcida organizada do Clube. Também reverenciamos o nome de Francisco Corrêa, Luiz Azarias e Rosival Souza (o bonde), primeiro técnico da equipe de futebol do Ypiranga.

Títulos
7 Campeonatos estaduais ( 1976, 1992, 1994, 1999, 2002, 2003 e 2004 )

Estádio

O Estádio Milton Corrêa, também conhecido como Zerão é um estádio esportivo localizado em Macapá, Brasil. É normalmente usado para sediar partidas de futebol, principalmente dos times Amapá Clube, Esporte Clube Macapá, Trem Desportivo Clube e Ypiranga Clube. Sua capacidade máxima é de 5000 pessoas e sua inauguração ocorreu em 1990. O apelido do estádio (e sua fama) vieram do fato de que a linha de meio-de-campo coincide exatamente com a linha do Equador, fazendo com que cada time jogue em um hemisfério.
Maior público:10.000 pessoas (17/10/90) Independente 1 x 0 Trem
Primeiro Jogo: (17/10/90) Independente 1 x 0 Trem

Hino

Abrace o glorioso Ypiranga
Ypiranga do meu coração
Por ti farei o impossível
Pra no esporte serem sempre o campeão
Nascido em 63
Tua historia irei sempre exaltar
Clube pujante querido
Honra e glória do desporto do Amapá

(Refrão 2 vezes) Jamais te esquecerei
Trago tuas cores dentro do meu coração
Ypiranga de Amor e Garra.
Clube da torre.
Dono da minha paixão Absolutos e encorajados
Os atletas estão sempre a lutar
Para dar mais valor a nosso esporte
E o teu nome eternamente consagrar
Nessa corrente negro anil
Que canta vibra e explode de emoção
Unindo forças pra tua vitória
Um elo eu sou ao desfraldar teu pavilhão

Mascote
A coruja branca é o mascote do Ypiranga Clube tem como habitar as torres (principal simbolo do Negro-Anil) das igreja. A torre que está representanda no escudo do clube é da igreja Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Ypiranga.






site: http://www.ypiranga.net

sábado, 20 de setembro de 2008

Salgueiro Atlético Clube

O clube foi fundado em 23 de março de 1972 com o nome de Atlético de Salgueiro. O time era apenas amador.
Em 2005 veio a profissionalização com o time disputando o Campeonato Pernambucano da série A2 ficando em 3º lugar e subindo para a 1ª divisão do futebol pernambucano. Logo no seu primeiro ano de existência o Salgueiro surpreendeu os adversários e ficou com o título da Copa de Pernambuco. Na mesma temporada, ele conquistou também o Torneio Integração Paraíba, Ceará e Pernambuco. A equipe perdeu somente o primeiro jogo para o Icasa, no Ceará, mas depois venceu os outros quatro das últimas cinco partidas.
Em 2006, ano da sua primeira participação no Campeonato pernambucano da 1ª divisão, o time não resistiu e acabou sendo rebaixado. Em 2007 o Salgueiro deu a volta por cima e conquistou o título do Campeonato Pernambucano da série A2 retornando para a 1ª divisão do futebol pernambucano.
Em 2008 o time fez uma brilhante participação no pernambucano, terminando em 4º lugar, e garantindo uma vaga no Campeonato Brasileiro da Série C.
O Carcará do Sertão tem como um dos principais patrocinadores, a banda de forró Limão com Mel. E conta com a torcida em praticamente todos os jogos no Salgueirão, do seu diretor Ailton Souza e do músico Batista Lima.

Estádio
O Salgueiro Atlético Clube - O Carcará do Sertão manda seus jogos no Estádio Municipal Cornélio de Barros (Salgueirão) com capacidade para 5.000 torcedores.

Hino
É Branco, verde e vermelho
As cores do meu coração
Salgueiro Atlético Clube
É o Tricolor do Sertão

É força, é garra, é magia
O sonho não acabou
Se tem bola na rede começa a folia
Na garganta o grito de gol

Futebol é a minha alegria
Tem festa no interior
No toque da bola tem muita harmonia
Na garganta o grito de gol

É paixão no meu coração
Emoção meu time é campeão
É paixão, emoção
Salgueiro Atlético Clube
É! É! É!
É o Carcará do Sertão!

Carcará, pega, mata e come
Carcará, não vai morrer de fome
Carcará, mais coragem do que homem
Carcará, pega, mata e come!

Mascote - Carcará
A mascote do Salgueiro é o carcará, que é uma ave com fisionomia brava e com penas pretas. A ave é considerada a águia do Sertão e é encontrada, muitas vezes, ao longo de estradas e em torno de áreas de queimadas.







site:http://www.salgueiroac.com.br/

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Rio Branco Sport Club

Na tarde ensolarada, a brisa que soprava do Rio Itiberê amenizava o típico calor parnanguara. Era 12 de outubro de 1913. Dia comemorativo do descobrimento da América. Manuel Victor da Costa, Aníbal José de Lima, Euclides de Oliveira, José de Oliveira, Jarbas Nery Chichorro e Antônio Gomes de Miranda, amigos, apreciadores do futebol, encontravam-se na calçada da rua Marechal Deodoro num alegre bate-papo a respeito do desporto. Durante a conversa, aproximou-se do grupo o Sr. Raul da Costa Pinto, funcionário da Alfândega, que foi colocado a par do que se discutia e solicitaram sua opinião a respeito da criação de um clube desportivo. Combinaram, então, promover uma outra reunião no dia seguinte, 13, na residência da Família Lima, na mesma rua, casa n°12. Nesta reunião muitas discussões foram encenadas, pois alguns desejavam a fundação de uma sociedade recreativa/esportiva, enquanto outros defendiam a tese de um clube de futebol. Foi Jarbas Nery Chichorro, que através de argumentos seguros e coerentes, manifestando o desejo da maioria ali presente disse ser um clube de futebol a razão maior. Estava criado um clube de futebol! Jarbas Nery Chichorro propôs o nome de RIO BRANCO para o novo clube – uma homenagem ao ilustre brasileiro José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, hábil e culto diplomata que resolveu inúmeras questões com países da América do Sul e Europa. A proposta foi aceita por unanimidade.

A primeira partida

A primeira partida do Rio Branco aconteceu no dia 23 de novembro de 1913, e foi realizada no ground do Campo Grande (Praça Pires Pardinho), contra a equipe do Brasil FC, de Paranaguá. A partida terminou com a vitória do Brasil FC por 1 x 0. A equipe titular do Rio Braço atuou com Colombino, Mathias e Nagib; Eugênio, Itaborahi e Raul; Rocha, Romeu, Cezário, Braga e Flota.

1915 – Liga Desportiva Paranaense – Primeiro campeonato oficial

Quando os desportistas paranaenses, notadamente os da capital do estado, resolveram fundar uma Liga Esportiva, para comandar os destinos do futebol e realizar um Campeonato Oficial, convidaram as equipes de Ponta Grossa e do Litoral. O Rio Branco Sport Club se fez presente na reunião realizada no dia 12 de fevereiro de 1915, na sede do Jockey Club, em Curitiba, e foi incluído entre aqueles que faziam parte da divisão de honra do esporte bretão, participando junto com Coritiba, Internacional, América, Paraná SC e Paranaguá SC, do primeiro Campeonato Oficial realizado no Estado do Paraná.

O novo estádio

Eleito Presidente do Rio Branco SC, (desde 1922), Nelson Medrado Dias, que desempenhava altas funções no Lloyd Brasileiro, em Paranaguá, resolveu encetar uma luta para construir um novo estádio para o seu clube, utilizando para tanto o seu prestígio no comércio e na política. Logo os trabalhos estavam em andamento. Medrado Dias mandou aparelhar o terreno para o campo de futebol. Transcorria o ano de 1925 e a construção das arquibancadas também teve início. Quando as obras foram concluídas, os diretores da agremiação, numa atitude digna, resolveram dar o nome ao novo estádio de NELSON MEDRADO DIAS. Fizeram justiça àquele que tanto lutou para que o empreendimento fosse realizado. No dia 04 de junho de 1927, a Prefeitura Municipal, através de seu órgão responsável pelas edificações fez a vistoria e aprovou as instalações do Estádio do Rio Branco SC. A partida de inauguração foi entre Rio Branco SC e Clube Atlético Paranaense. O Atlético venceu a partida por 5x1.

1948: Rio Branco - campeão do interior

No ano de 1948 ,o Rio Branco Sport Club, então campeão da Liga de Futebol do Litoral do Paraná, também tornou-se Campeão do Interior. As disputas foram contra o Operário Ferroviário, de Ponta Grossa.

Após dois empates, o Rio Branco venceu a terceira partida por 3X2, conquistando o título.

Equipe Campeã: Duia, Chiquinho e Jaci Maciel; Odemar, Tião e Chico Preto;Julinho, Antoninho, Guito, Chico Porco e Jaci.

1954: Rio Branco – campeão do interior novamente

Como campeão da Liga Regional de Futebol de Paranaguá, em 1954, o Rio Branco SC adquiriu o direito de disputar o II TORNEIO DO INTERIOR – competição entre os campeões das ligas interioranas. Após vencer o Internacional, de Campo Largo e o Ferroviário, de União da Vitória, o Rio Branco SC qualificou-se para a disputa da finalíssima contra o Guarani, de Arapoti. No primeiro jogo, lá em Arapoti, o Rio Branco fez uma ótima partida e sagrou-se vencedor por 3x1. Os gols foram marcados por Celso, Nico e Zangado. A segunda partida foi realizada em Paranaguá. Foi uma tarde de glória essa do dia 1° de maio. Está gravada com letras maiúsculas na História do Leão do Litoral. Jogando um futebol de alta qualidade, o alvirrubro impôs uma sonora goleada no Guarani de Arapoti. 8x0 foi o placar. Celso Marques e Zangado foram os grandes heróis da jornada. Cada um marcou 4 gols. A torcida do Rio Branco compareceu em massa lotando asa dependências do alvirrubro. Durante os 90 minutos de jogo fez a maior festa no Estádio Nelson Medrado Dias. Com o termino da partida, tomou as ruas de Paranaguá numa grande carreata, com buzinaço e foguetório pintou a cidade de vermelho e branco, comemorando até altas horas a conquista do título de CAMPEÃO DO INTERIOR.

1956 – O Rio Branco SC no futebol profissional do Paraná

Depois de muito, o Rio Branco Sport Club, uma das mais tradicionais agremiações esportivas do futebol paranaense, voltou a fazer parte da DIVISÃO ESPECIAL DO FUTEBOL DO PARANÁ. Algumas complicações, a principio, pareciam tolher o desejo da gente riobranquista em disputar o Campeonato da Divisão Principal do Paraná. Primeiro foi a Federação Paranaense de Futebol, depois foi o CND que demorou em dar uma resposta ao pedido do Rio Branco SC. Muitas ações administrativas e políticas foram empreendidas pelos dirigentes leoninos. Por fim, o CND respondeu que só o Conselho Arbitral da Federação é que poderia decidir sobre o ingresso do Rio Branco no futebol profissional do Paraná.

No dia 16 de maio de 1956, por unanimidade, os clubes profissionais do Estado do Paraná, reunidos na sede da FPF, concordaram com a participação do Rio Branco SC no Campeonato Paranaense de Futebol. A torcida leonina e a cidade de Paranaguá festejaram com muita intensidade a conquista.

A partida de estréia do Rio Branco SC no profissionalismo aconteceu no dia 23 de junho de 1956 contra o Água Verde e terminou com a vitória do Leão por 3x2.

1970 – Voltando para a Primeira Divisão

O Rio Branco SC fez uma ótima campanha no ano de 1970, na 2° Divisão. Dos 10 jogos disputados no turno de classificação obteve 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.. Com esses resultados o Rio Branco SC ficou classificado em 1° lugar juntamente com o Cascavel e o Guarani de Ponta Grossa.Foi necessária uma decisão entre os três. Em turno e returno houve um quadrangular. O Leão do Litoral conseguiu 1 vitória, 2 empates e 1 derrota. Acabou em 2° lugar, conquistando o direito de voltar para a 1° Divisão do Futebol Paranaense.

1977 – O Apito não deixou o Rio Branco Disputar as Finais

O Rio Branco SC fez uma ótima campanha na REPESCAGEM. Chegou até as finais, sendo CAMPEÃO da Zona Sul ao abater o Pinheiros, em Paranaguá por 1x0 e depois consolidar o título no empate em 1x1, na Vila Capanema. Nesse jogo final, em 06 de agosto, a torcida do Rio Branco mais uma vez fez a diferença. Mais de 1.500 torcedores lotaram automóveis e ônibus e foram para Curitiba levar o seu incentivo à equipe alvirrubra. A crônica esportiva da capital ficou boquiaberta quando presenciou a enorme massa litorânea que se instalou nas arquibancadas do Durival Brito e Silva.

Quando o árbitro trilou o apito encerrando a partida, os leoninos invadiram o gramado para comemorar, junto com jogadores e diretores o extraordinário feito.

Com essa conquista, qualificou-se para decidir a vaga para as disputas da finalíssima (que seria contra o Coritiba) enfrentando o Grêmio Maringá, campeão da chave norte.

No jogo do dia 21 de agosto, aos 41 minutos da etapa final, Ivan fez o 2° gol do Rio Branco seria o da vitória – e conseqüentemente faria com que houvesse uma prorrogação. Durante os noventa minutos de jogo o Rio Branco foi superior. O Grêmio agüentava-se numa retranca e torcia para que o tempo corresse o mais rápido possível. O árbitro Rubens Maranho, que andou prejudicando o Rio Branco com a marcação de faltas não existentes e cartões amarelos dados sem critério, não se sabe o porque, anulou o gol alvirrubro – que foi legítimo. Todos os jogadores partiram para tiram satisfações com o apitador. Este rodeado por policiais, ao ser questionado porquê fizera tamanha safadeza, disse: Vocês são timinho do interior, como é que querem disputar título?

Na classificação geral o Rio Branco ficou em 11° lugar.

A partir do descenso acontecido no início dos anos 80, o Rio Branco SC lutou contra todas as dificuldades inerentes aos clubes que disputam a segunda divisão.

Os dirigentes ficam sozinhos. A torcida, chateada, deixa de comparecer ao estádio e, o incentivo, que é tão importante, deixa de existir. Os jogadores sentem-se até desmotivados. Tudo isso contribuiu para que, durante tanto tempo, o Leão da Estradinha sentisse o gosto amargo do fracasso.

Mesmo diante de tantos problemas, a gente riobranquista trabalhava sonhando com o dia do retorno à elite do futebol paranaense. Os dirigentes – Mário Marcondes Lobo Filho, José Carlos Possas, José Manoel Chaves, Rui Câmara (Piro), Alceu Silva, Nivaldo Domanski, Mauro Portilho Marques, Francisco Lopes de Araújo, Erwin Aal Jr, o Vivi – assumiram o clube e montaram uma equipe com condições de disputar a vaga do acesso.Já estavam fora a tantos anos. Estava na hora de voltar!

O Campeonato de 1993, da 2° divisão foi muito difícil. Renhidamente disputado. Viagens longas e cansativas para o Oeste, Sudoeste e Norte do Estado. Tudo era superado tendo em vista o ferrenho desejo de voltar a Primeira Divisão. Ao final, o Leão conseguiu o seu intento. Os desportistas de Paranaguá teriam condição de ver, novamente, as grandes equipes se apresentando no estádio Nelson Medrado Dias e, estas, sentiriam, mais uma vez, que na Estradinha o Leão é uma equipe difícil de ser batida. Méritos à diretoria comandada por Mário Marcondes Lobo Filho.

Na classificação final o Rio Branco ficou em 5° lugar, obtendo o direito de voltar para a 1° divisão.

1995 – Rio Branco Campeão

Na fase de classificação, o Rio Branco ficou em 1° lugar na sua chave. Foi uma bela campanha.Finalmente as pretensões estavam concretizadas. Como campeão do Grupo B e, por conseguinte, CAMPEÃO DA 2° DIVISÃO, o Leão adquiriu o direito de disputar a Primeira Divisão no ano de 1996, bem como o Octogonal da Divisão de Elite ainda no ano de 1995.

Rio Branco SC – Campeão do Interior em 2000.

Foi com muita dedicação que a coletividade alvirrubra se preparou para o Campeonato Paranaense de 2000. Os jogadores se desdobraram em campo para honrar as cores do Leão. Tal esforço foi recompensado com a bela campanha, que culminou com a conquista de CAMPEÃO DO INTERIOR. Graças a essa condição o Rio Branco SC foi disputar o quadrangular final, tendo como adversário o Coritiba FC. Os dirigentes do time coxa fizeram de tudo para que o Rio Branco disputasse a partida no seu estádio. Alegavam a falta de capacidade para o público, conforme o regulamento. Os dirigentes riobranquistas agiram com firmeza e, montando uma arquibancada de estrutura metálica, conseguiram ampliar a capacidade para o público – que superlotou asa dependências do Estádio Nelson Medrado Dias. No campo as ações não foram favoráveis e o Rio Branco perdeu o jogo. Porém, depois de muito tempo, as cores vermelha e Branca do Leão da Estradinha tremularam no alto do mastro da vitória.

Estádio

Estádio Fernando Charbub Farah – “Gigante do Itiberê”
Capacidade 20000
Inauguração 29/09/2004 - Paraná 2 x 1 Vasco da Gama
Primeiro gol: Petkovic(Vasco)
Já foi apelidado pelos parnanguaras como "Caranguejão", fruto do mar cuja origem é do mangue e onde aquela obra foi realizada, onde no passado a beira do Rio Itiberê era um grande manguezal.

Estádio: Nelson Medrado Dias - “Estradinha”
Capacidade: 11000
Propriedade: SC Rio Branco

Hino Rio Branco Sport Club. Leão da Estradinha
Meu querido esquadrão
Leão da Estradinha
Serás eterno em meu coração

Torcer por suas cores é sensacional
Rio Branco querido não existe outro igual
A bandeira alvi-rubra, a mais linda que há
Orgulho maior de Paranaguá

Mascote

A mascote do clube é o Leão. Tal alcunha foi dada pelo fato de o Rio Branco ser um time bastante guerreiro e vindo do interior do estado e pela região da estradinha. O clube é, então, chamado carinhosamente pela torcida de ‘Leão da estradinha’.


site: http://www.leaodaestradinha.com.br

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Desportiva Capixaba S.A.

Até o início da década de 60, a companhia Vale do Rio Doce tinha pelo menos de seis agremiações esportivas a ela ligadas. Algumas disputavam os campeonatos de futebol profissional com os outros clubes e, como o esforço da empresa precisava ser dividido por todas, terminavam sendo equipes pequenas.
Já em 1960 a vontade de transformar todas as seis agremiações em uma única era muito forte entre os dirigentes de fundir tudo, isso acabou sendo feito no dia 17 de julho de 1963, quando foi oficialmente fundado o clube Desportiva Ferro
viária com a fusão de A.A. Vale do Rio Doce, Ferroviário S.C., Cauê, E.C. Guarany, A.E. Valeriodoce e Cruzeiro F.C..
Antes, porém da data de fundação do novo clube, um longo e exaustivo trabalho precisou ser feito para que os associados e dirigentes dos antigos aceitassem a existência da Desportiva Ferroviária ao preço do fim de suas agremiações. O ponto principal da questão a ser discutida era a manutenção dos direitos dos associados dos seis clubes no que seria criado.
O Engenheiro Eliezer Batista da Silva, então Superintendente do Departamento da Estrada da CVRD, resolveu por intermédio da portaria interna número 19/59, de 18 de setembro de 1959, nomear uma comissão constituída por João Linhares ( engenheiro), Arthur Dias Pimenta ( advogado), José Ribeiro Martins ( engenheiro), Pérsio Nascimento ( chefe do serviço) e José Vicente Farias ( economista) para estudar a fórmula capaz de atender aos interesses de todos “sem quaisquer prejuízos aos direitos das agremiações e de seus associados”, como explicava o documento, e criar o clube que uniria todos.
Em 07 de novembro de 1959 a comissão, cumprindo determinações recebidas da Superin
tendência encaminhava a ela a conclusão de seus estudos, dizendo que o clube único poderia ser criado “sem criar posições privilegiadas”, através da manutenção de um tratamento igualitário para todos os na época existentes.
Mas entre a conclusão dos trabalhos, datada de 07 de novembro de 1959, e a efetiva fundação da Desportiva Ferroviária ainda se passaria quatro anos. Apesar das conclusões otimistas que a comissão tivera e do desejo da maioria de criar um novo clube, as áreas de atrito continuavam existindo, porque alguns setores não concordavam em abrir mão de bandeira, hinos, a tradição, enfim.
Só mesmo no dia 02 de janeiro de 1963, através de carta interna de código SP 70.5 – F11, a Superintendência da CVRD nomeou, como ela mesma dizia em seu documento, “o Sr. Lino dos Santos Gomes para, dentro do espírito da semente lançada, continuar como coordenador da pretendida fusão, concedendo poderes àquele senhor para manter entendimentos com os respon
sáveis pelos seis clubes, visando encontrar um denominador comum”.
Efetivamente, esse denominador comum foi encontrado, e na noite de 17 de junho de 1963, seis meses depois, deixavam de existir as seis agremiações filiadas à CVRD, e era criado oficialmente a Desportiva Ferroviária.
A reunião que marcou o surgimento da Desportiva, e que os ferroviários chamam de “histórica”, acontec
eu no auditório do Sindicato dos Ferroviários da Vale, sob a presidência do advogado José Leal Pessoa, também indicado pela empresa para cuidar do caso. Representantes de muitos clubes compareceram à reunião.
Embora solene, o encontro que decidiu a criação da Desportiva não foi dos mais calmos. Segundo o pessoal que o acompanhou, as discussões atingiram a madrugada, e o voto decisivo de um clube suburbano dos seis existentes decidiu a questão. A reunião já havia sido suspensa duas vezes por causa de discussões mais acaloradas, até que o presidente do Ferroviário, Waldomiro Pereira Lima, trouxe o desempate. Estava encerrado o primeiro capítulo da vida do clube dos ferroviários.

Mas isso não foi tudo. Todo o patrimônio dos extintos clubes teve de ser retirado das antigas sedes. Um caminhão da Vale foi fazendo essa retirada, ajudado por outros veículos. Houve de tudo. Até mesmo cenas de choro de dirigentes e torcedores, inconformados como fato de ver suas agremiações deixarem de existir. O Cauê, por exemplo, o charmoso clube localizado na Praia de Santa Helena, era o “filet mignon”entre os demais.
A vida da Desportiva, daí para frente, foi marcada por um crescimento vertiginoso. Ela, logo de início, possuía 20 mil funcionários da CVRD lotados em Vitória e nos municípios vizinhos pagando contrib
uições na qualidade de associados, além de 50 mil dependentes. Isso tudo, contando também as pessoas que trabalhavam ao longo do serviço de apoio à estrada de Ferro Vitória a Minas.
De saída o clube foi ganhando títulos. Passou a ser, no primeiro ano de existência, um adversário duro para o Rio Branco e o Vitória, o que serviu para dar mais calor às disputas regionais.E ajudado pela CVRD, que o dirigia do Edifício Fábio Ruschi, ao lado da Praça Pio XII, o clube conse
guiu construir em Jardim América inicialmente uma sede social e, posteriormente, um estádio que, mesmo sendo de porte apenas médio, conseguiu ser o maior do Estado quando foi, enfim, terminado. Esse estádio, bem como toda a área ocupada com a sede social e esportiva da Desportiva, era pertencente à Vale. A Desportiva o utiliza em regime de comodato. Somente em 1977, com a privatização da empresa, tudo foi passado para o nome da agremiação esportiva, no dia em que ela completava 34 anos.
A primeira diretoria da Desportiva Ferroviária foi formada por João Carlos F. Linhares, presidente de honra; José Coradini, presidente executivo; Ludgero César Sarcinelli Garcia, vice-presidente; Lino Santos Gomes, assessor; além de mais 33 pessoas, todas estas com funções subalte
rnas.

Criação da Desportiva Capixaba S/A

A história do clube começou a mudar quando a Vale do Rio Doce foi privatizada em 1996 e resolveu não apenas retirar todo o apoio como cobrar pelo estádio. Foi uma longa disputa, que envolveu mobilização de lideranças políticas, até que a empresa resolveu doar definitivamente o Engenheiro Araripe para a Desportiva.
Em janeiro de 1999 iniciou negociação com a empresa Villa-Forte & Oliveira Empreendimentos Ltda., com objetivo de firmar sociedade, atendendo assim a legislação recém criada lei 1621 que previa no artigo XX a transformação dos clubes em clube empresa.
Foram diversas reuniões, sendo que a Desportiva Ferroviária criou uma comissão para negociar a criação da nova sociedade, composta de cinco representante, Edvaldo Rocha Leite, Jordenir de Paula, Galileu Viana, Theotonio Barcellos e João Marcos. Por parte da Villa-Forte & Oliveira, participaram Marcelo Villa-Forte Oliveira e Orlando Dias.
Decidiu-se pela criação de uma nova empresa que recebeu a denominação de Desportiva Capixaba S/A, recebendo como patrimônio o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe e a denominação esportiva “Desportiva”.
No dia 19 de maio de 1999 foi assinado o contrato social da Desportiva Capixaba S/A, passando o futebol a existir nesse novo clube.
Foi criado novo escudo e novo hino, em virtude do desejo da Desportiva Ferroviária em manter seu escudo e hino no seu clube social.
A primeira diretoria da Desportiva Capixaba foi formada por Marcelo Villa-Forte de Oliveira – Presidente, Edvaldo Rocha Leite – Vice Presidente e Orlando Dias – Vice Presidente.

Mas os problemas começaram quando a Frannel saiu e o grupo Villa-Forte assumiu. O clube foi campeão estadual em 2000, mas sofreu dois rebaixamentos na Série B do Brasileiro.

Contudo nos últimos anos o time entrou em decadência, mas seu retorno ao futebol (após 2 anos afastado) foi em 2007, quando venceu a segunda divisão, numa final contra o time do Rio Bananal (Interior do ES) diante de 15 mil pessoas em seu estádio.

Títulos

Estaduais
Campeonato Capixaba: 16 vezes (1964, 1965, 1967, 1972, 1974, 1977, 1979, 1980, 1981, 1984, 1986, 1989, 1992, 1994, 1996, 2000).
Campeonato Capixaba 2ª Divisão: 2007.
Torneio Início: 1967.

Estádio
O Estádio Engenheiro Alencar Araripe, ou simplesmente Engenheiro Araripe, como é mais conhecido, ou ainda, Estádio do Jardim, é o principal estádio de futebol do estado do Espírito Santo, com capacidade atual estimada para 20 mil pessoas.Fica localizado no bairro Jardim América, no município de Cariacica, que se conurba com Vitória (o estádio encontra-se a apenas 10 quilômetros do centro de Vitória). É de posse da Desportiva Capixaba.
Apesar da capacidade do Estádio Kleber Andrade, no mesmo município, de posse do Rio Branco Atlético Clube, ser maior (estimada em 45 mil), as intermináveis obras no mesmo inviabilizam eventos de grande porte.
O Engenheiro Araripe foi palco da única apresentação oficial da seleção brasileira de futebol no estado do Espírito Santo, em 26 de junho de 1996, quando o Brasil derrotou a Polônia por 3 a 1.

Hino Desportiva Capixaba

Grená grená grená
Meu coração é grená
Sou Desportiva
Oh chama viva é meu maior prazer te amar
Sou campeão levanto a taça
Essa camisa é pura raça
Tiva tiva
Meu coração é grená

Não importa onde é o jogo
Eu vou correndo pra te ver
Solto o grito com a galera
E entro em campo com você
Faça chuva faça sol
Eu vou eu chego lá
Vou sem medo e seu Deus quiser
Vai dar TIVA TIVA

Hino Desportiva Ferroviária
(Eduardo Ribeiro)

Pra frente Desportiva
Pra frente é o seu destino
Quem fica não conquista
Grandes marcas em sua vida
O seu passado já mostrava suas glórias
De triunfos que ornamentam sua história
Vencer, vencer, vencer!
É o grito da torcida que desperta
O suor grená de suas lutas
Parece sangue que corre em nossas veias
É o clube que sabe fazer amigos
Desportiva, Desportiva!

Mascote
Desportiva Capixaba - Maquinista









Desportiva Ferroviária - Locomotiva






site:http://www.desportivacapixaba.com.br

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sampaio Corrêa Futebol Clube


Sampaio Corrêa Futebol Clube, fundado no dia 25 de março do ano de 1923 (84 anos completos) na residência de Inácio Coxo, localizada em uma das ruas do Bairro do Lira, que dão acesso à Rua do Passeio (Bairro São Pantaleão ), quando um grupo de jovens peladeiros resolveram criar a Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, sendo escolhida e composta a sua primeira Diretoria pelos desportistas, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), formado por operários e jovens de pés descalços, sendo escolhido para ser o seu presidente o desportista Abrahão Andrade. Como vice, o escolhido foi Luis Vasconcelos e João Almeida e Plasco Moraes Rego, na primeira e segunda secretarias. Valdemar Zacarias de Almeida como tesoureiro, Almir Vasconcelos como Diretor de Esportes e mais Manoel Brasil como auxiliar das diretorias, foram os demais membros da primeira diretoria boliviana.

O nome Sampaio Corrêa surgiu em homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922, sob o comando do piloto brasileiro Pinto Martins e do americano Walter Hinton. O avião tinha sido doado - e por isso levava o nome - pelo senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro. Aliás, foram dois os aviões doados pelo senador: Sampaio Corrêa I e Sampaio Corrêa II, sendo que o primeiro pegou fogo, antes do segundo ser doado.
Os dois pilotos tentavam realizar a primeira ligação aérea entre as Américas, levantando vôo dos Estados Unidos para o Brasil.
O uniforme oficial do clube foi inspirado na camisa do Fluminense do Rio de Janeiro, e estilizado por Gervásio Sapateiro, nas cores amarelas, verde e vermelha. Os calções eram de cor cáqui e meiões cinza, baseados nos macacões e polainas dos pilotos Walter Hinpton e Pinto Martins, que usavam também camisas verde/amarela e vermelha I branca inspiração das bandeiras brasileira e norte-americana.

O primeiro jogo oficial e o primeiro gol

Em pouco tempo, o Sampaio tornou-se "Campeão Suberbano" ao bater pequenos clubes da periferia e desafiar o grande Luso Brasileiro, à época o campeão maranhanense e maior potência do estado. O primeiro compromisso oficial entre os dois clubes ocorreu em 26 de abril de 1923, sendo que o Luso vinha de uma longa invencibilidade. A partida aconteceu no campo da Rua do Passeio, com arbitragem de Antero Novais, e terminou com a vitória da Bolívia Querida por 1 x 0, com gol de Lobo, feito aos quatro minutos do primeiro tempo. A primeira equipe do Sampaio era a seguinte: Rato; Zé Novais e João Ferreira; Roi Bride, Chico Bola e Raiol; Turrubinga, Mundiquinho, Zezico, Lobo e João Macaco.

O Sampaio Corrêa teve o recordista de gols em uma só partida. Foi ele o atacante Mascote, que bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida. Aconteceu em 20 de setembro de 1934, quando o Tricolor venceu o Santos Dumont por 20 x 0. Mascote fez 13 gols, decretanto a extinção do chamado time "Aviador".

Copa Conmebol 1998

O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional. Foi a Copa Conmebol de 1998, na qual terminou como terceiro colocado, atrás do Santos e do Rosário Central - ARG.
No jogo da semifinal da Copa Conmebol de 1998, entre Sampaio e Santos, foi quebrado o recorde de público do Estádio Castelão, dia 24.09.1998. O total de público divulgado foi de 97.720 torcedores.

Títulos

Ao longo dos seus 85 anos, o Sampaio Correa conquistou vários títulos , dentre eles:

  • 29 Campeonatos Maranhense com destaque ao Pentacampeonato nos anos de 1984/85/86/87/88;
  • Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão 1972
  • Campeonato Brasileiro 3ª Divisão/1997;
  • Campeão da Copa Norte e Nordeste 1998;
  • Campeão da Taça Cidade de São Luis - 2007
Estádio

Estádio Governador João Castelo
O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é o principal estádio dos jogos do Sampaio Corrêa e do Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.
Inauguração:05/02/1982 (Brasil 3 x 1 Portugal) - 05/02/1982
Primeiro gol: Júnior (Brasil)
Maior público: Sampaio Corrêa 1 x 5 Santos - 24/09/1998 - 100.250 (97.720 pagantes)
Capacidade 70000

Estádio Municipal Nhozinho Santos
O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.
Inauguração : 01/10/1950 (Sampaio Corrêa 2 x 1 Paysandu)
Primeiro gol: Hélio (Paysandu)
Maior público: Maranhão 0 x 0 Vasco da Gama - 26/03/1980 - 24.865 pessoas
Capacidade 22000


Hino
O célebre hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis (1920-1966), e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Gerardi, sob o acompanhamento da Banda da Polícia.

Sampaio Corrêa,
a bolívia querida
de
maior torcida
desse Maranhão,

Sampaio Corrêa,

do nosso esporte

o mais antigo esquadrão
Sua camisa encarnada
verde e amarelo
Veste o gigante
do esporte

em constante duelo

Sa
mpaio Corrêa,
time de escol,

maior torcida
tradição
e futebol


Clássicos

Superclássico: Sampaio e Moto
Samará : Sampaio e Maranhão

Mascote








site :http://www.sampaiocorreafc.com.br

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ji-Paraná Futebol Clube

Há muito tempo...
Uma bola de capotão e um pequeno espaço próximo onde hoje é o teatro Dominguinhos, surgiu o primeiro campinho de futebol de Ji-Paraná que, na época, nem se chamava ainda vila de Rondônia. Isto aconteceu na década de 50. João Padeiro, que trabalhava com o Velho Sergipe, que ainda está vivo e mora duas casa abaixo do hotel Amiguinho, coordenou a primeira competição de futebol. Era o auge do garimpo de diamante no rio Machado.

As duas equipes eram formadas por garimpeiros, seringueiros e o pessoal que trabalha na central de rádio-telex onde hoje é o Museu das Comunicações Marechal Rondon.

Vila Nova e Vera Cruz
Anos mais tarde, já no final da década de 60, Vila de Rondônia tomava forma de lugarejo e as peladas – partidas de futebol aos finais de semana, eram constantes.

Copão da Amazônia
Na década de 70, Vila Nova e Vera Cruz eram, o que podemos chamar, de uma equipe de futebol. Jogo de camisa, local para treinar e até uns trocados pela participação de alguns jogadores na equipe. O sonho era poder participar do Copão da Amazônia – uma grande competição de futebol amador que reunia os estados da região Norte.

Rivais
Moto Clube, Ferroviário, Flamengo e Botafogo eram os clubes da capital. Nascia aí uma rivalidade com Ji-Paraná que também, durante muito tempo, teve uma rivalidade infernal com o futebol de Ouro Preto. Lá haviam equipes como o Bangu, Industrial e Aciop.

Futebol profissional
Na década de 80 foi o auge do Copão da Amazônia, que deixou de ser algo importante com a chegada do futebol profissional.

O Ji-Paraná foi fundado no dia 22 de abril de 1991. Logo em seus dois primeiros anos de existência, o Ji-Paraná conquistou 2 títulos do Campeonato Rondoniense. Arapongas, Joélson, Cezar, Jaú, Oliveira, Cebola, Anísio, Lindomar, Ademirzinho, Gersinho, Fábio, Da Costa e Itamar são jogadores que fizeram parte da primeira e segunda conquistas. Os técnicos da primeira conquista foram Toninho Pastor e Toninho Funari, que assumiu na fase final do primeiro estadual.

O golpe maior veio de dentro da própria cidade de Ji-Paraná, em 2005: sob os moldes do Sport Club Ulbra de Canoas, no Rio Grande do Sul, clube da Universidade Luterana do Brasil, era criado o S.C. Ulbra de Rondônia. Sem tradição ou torcida, a idéia era fazer com que o trabalho sério e alguma parceria inicial com o co-irmão citadino trouxesse resultados rápidos e, estes, investimentos. Foi um sucesso: em 2005, título da Segunda Divisão do Estado; em 2006 e 2007, bicampeonato rondoniense.

Enquanto, até por ajuda sua, com o empréstimo de jogadores, o pretenso rival tomava o trono que um dia fora seu, o Ji-Paraná decaía. Mais do que conquistar novos investimentos, a Ulbra também quebrou o monopólio do Jipa em conseguir o apoio da cidade, dividindo as coisas e criando uma situação fatal ao outrora único clube dali. Em dificuldades frente à nova realidade, o Ji-Paraná Futebol Clube chegou a um ponto impensável no ano passado: venceu apenas um jogo em 12 rodadas do Campeonato Rondoniense, acabou na lanterna, e foi rebaixado à segundona.

Em 2008, o Ji-Paraná disputa a segunda divisão e o Ulbra anuncia o fim do departamento de futebol.

Títulos

Estaduais: 1991/92/95/96/97/98/99 e 2001
Taça Rondônia Eucatur de Futebol: 2001.

Estádio

O Estádio Municipal José de Abreu Bianco, mais conhecido como Biancão. Foi construído na gestão do governador José de Abreu Bianco (1999-2002), e oficialmente inaugurado em 22 de junho de 2002. Capacidade 7.000

Hino:

"Nasceu azul da cor do céu,
nos orgulhamos antes de crescer
trazendo títulos e tantas batalhas,
ó meu jipão amo você no coração;
do estado de Rondônia é o grande campeão
sempre enchendo os nossos olhos;
acelerando nosso coração,
e com orgulho os jiparanaenses
cantam forte este refrão:
Jipa Jipa Jipa Jipa,
Eu te amo meu Jipão!
É o Galo de Rondônia
glorioso eterno vencedor humilde,
valente e guerreiro, orgulho do interior
Jipa Jipa Jipa Jipa,
Eu te amo meu Jipão!
Jipa Jipa Jipa Jipa,
Ji-Paraná é campeão".

Apelidos Galo da BR

Mascote Galo







site: http://www.baraketu.com/asp/jiparana/index.asp

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ubiratan Esporte Clube


Ubiratan Esporte Clube foi um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Fundado em 5 de Fevereiro de 1947. Seu uniforme era composto de camisa preta e amarela, calção preto e meias amarelas. Mandava seus jogos no estádio Fredis Salvidar com capacidade para trinta mil pessoas.

O Clube Ubiratan, um dos mais tradicionais do futebol de Mato Grosso do Sul, que completou 61 anos no mês de fevereiro deste ano e que já foi campeão estadual em 1.998 e bi-campeão em 1.999, e já disputou o campeonato brasileiro e Copa do Brasil inicia o sonho de resgate de sua história através da construção de uma nova sede, que inclusive fica ao lado da sede antiga, de 13.000 metros quadrados que por muito tempo ficou parada em função de uma dívida com a Receita Federal no valor de R$ 496.000,00. Nesse período o prédio antigo havia sido confiscado pela União, mas o Ubiratan recorreu da sentença e acabou reavendo o patrimônio. Porém a reativação da sede antiga é inviável no momento, bem como o valor da dívida, que é muito alto, o que levou a diretoria a decidir pelo investimento em parte do terreno que restou. O Ubiratan é conhecido como o time que revelou o zagueiro Antônio Carlos, que já defendeu a seleção brasileira, hoje joga no Santos Futebol Clube, mas já atuou no São Paulo, Palmeiras, Corinthians e vários outros clubes do exterior.

São mais de dois mil sócios proprietários que ficaram sem usufruir do Clube por mais de quatro anos. A piscina foi consumida pelo tempo. A sauna e os alojamentos também foram sendo destruídos por vândalos, bem como o salão de festas. Hoje o local é freqüentado por mendigos.

Para ele as obras significam muito para os douradenses. “Todo esse esforço tem um significado muito grande não só em termos de estrutura física, acho que o principal significado aí é o resgate da história deste clube que já deu tantas glórias ao torcedor douradense”, disse Joaquim.

Indagado sobre a possibilidade do Ubiratan se preparar para disputar novamente o campeonato estadual o presidente afirma que esta possibilidade por enquanto não existe. “Futebol profissional novamente só se houver interesse de grandes empresas em nos patrocinar, o nosso pensamento, no momento é oferecer algo para os sócios e investir nas categorias de base”, afirmou.

A diretoria não descarta a possibilidade de pedir ajuda a Antônio Carlos para que o Ubiratan possa renascer no cenário do futebol Sul-matogrossense.

Em 2008, vai disputar 4ª Taça Integração de Futebol Amador, promovida pela LEDA (Liga Esportiva Douradense de Amadores), uma das mais importantes competições do esporte amador, disputada por equipe de Dourados, distritos e cidades vizinhas como Fátima do Sul e Douradina.

Títulos
Campeão Sul-matogrossense: 1990-1998-1999.

Estádio

O Fredis Saldivar, conhecido também como Douradão, é um estádio localizado em Dourados, Mato Grosso do Sul, Brasil. Douradão é administrado pelo governo do estado e pela prefeitura de Dourados. Seu nome é uma homenagem á Fredis Saldivar, que doou o terreno onde o estadio foi construído. Atualmente é o maior estádio do interior de MS e o 2º maior só atrás do Morenão, em Campo Grande.

Inaugurado em 1986, o jogo inaugural foi em 12 de abril desse mesmo ano, quando o Ubiratan de Dourados venceu o Mixto de Cuiabá por 4-2. O primeiro gol foi marcado por Ademir Patrício do Ubiratan. A maior lotação do estádio está atualmente em 18.780, em um jogo ocorrido em 17 de julho de 1988 quando Ubiratan e Operário de Campo Grande empataram em 1-1.

Hino

Ubiratan imortal e brilhante
De Dourados és o leão forte e gigante

Não, não tem comparação
Tem união e amizade
A bola rolando tremulando a bandeira
Ubiratan hoje é realidade

Só muita gente feliz
Só glória e tradição
E para completar a nossa alegria
Ubiratan hoje é o campeão.

Mascote

Leão da Fronteira

site: http://www.ledaesportes.com.br/ubiratan.htm