sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Associação Olímpica de Itabaiana


Data da década de 20 o ponto de partida do futebol em Itabaiana com o Santa Cruz e o Brasil. Em 10 de julho de 1938 era fundado o Botafogo Sport Clube que seria mais tarde, na década de 50, transformado em Itabaiana Esporte Clube. O seu primeiro titulo veio em 1953 ainda como amador. Em 1960, o profissionalismo chega ao futebol sergipano, ocasião em que se consolidavam definitivamente os grandes clubes; Itabaiana, Sergipe e Confiança. O primeiro titulo de campeão sergipano de profissionais viria no ano de 1969 no antigo estádio Etelvino Mendonça. Esse momento da historia do time foi de fundamental importância, por ter provocado uma “febre” de auto-estima e orgulho nos itabaianenses, marcando para sempre o inicio de uma paixão clube/torcida.

A conquista mais importante do futebol sergipano viria em 1971, quando o Itabaiana conquistaria o titulo de campeão do Nordeste e vice do Norte-Nordeste, feito este que promoveu um aumento no quadro social do clube para 1150 associados, que na época era um número bastante relevante. Ainda em 1971, mais precisamente no dia 5 de março, era inaugurado o estádio Presidente Médici com a partida entre Itabaiana e Grêmio de Futebol Porto Alegrense que empataram nessa ocasião por 0x0, tornando assim este estádio definitivamente a casa do time e da torcida tricolor. Disputas memoráveis ocorreram posteriormente, envolvendo os clubes da capital, Sergipe e Confiança, e o nosso itabaiana, aumentando assim cada vez mais antigas rivalidades interior/capital.

O segundo titulo estadual seria conquistado no ano de 1973, em pleno estádio Lourival Batista, na capital. Mas foi entre o final da década de 70 e inicio da década de 80 (1978, 79, 80, 81 e 82) que o Itabaiana consolidaria sua hegemonia no futebol do Estado, conquistando um inédito pentacampeonato, tendo como responsável direto por tal feito histórico o Sr. Jose Queiroz da Costa, eterno patrono da equipe, que não medira esforços para obter tais conquistas. Um jejum de 15 anos ocorreu até o próximo titulo em 1997, quando o Itabaiana derrotou o Confiança, mais uma vez no Batistão. Em casa, no estádio Presidente Médici, o primeiro titulo de campeão sergipano seria conquistado em 2005, numa vitória sobre o rival do interior, a Lagartense, momento esse que coroaria um trabalho de renovação, realizado pelo presidente Alberto Nogueira, que, juntamente com sua renovada e atuante diretoria, conquistou ainda a Copa Governador do Estado de 2006 e 2007.

Títulos
Estaduais
Campeão -1969, 1973, 1978, 79, 80, 81, 82 (titulo dividido com o Sergipe), 1997 e 2005.

Copa Governador do Estado
Campeão -
2006,2007

Regionais
Campeão do Nordeste e vice do Norte-Nordeste 1971-Principal conquista do futebol sergipano.

Estádio
O estádio Presidente Médici com capacidade de quatorze mil pessoas é onde o Itabaiana manda seus jogos. Foi inaugurado em 7 de março de 1971 num jogo contra o Grêmio.( 0 X 0) Uma curiosidade digna de nota é que o Itabaiana conseguiu ganhar apenas um titulo dentro dessa praça desportiva, exatamente o título estadual do ano de 2005.

Hino
Autores: Alberto Carvalho e José Osvaldo Carvalho

Descendo a serra

jogando uma bola

com alma e paixão

três cores na faixa

alegria do povo

é o seu campeão

em casa ou distante

o ator é o mesmo

no campo de ação

na vitória ou derrota

a disputa com luta

e o abraço do irmão

somos Itabaiana

Cidade celeiro

que vibra no esporte

com o seu Tremendão

Mascote

A Cebola, devido a grande produção local e o Tremendão da Serra que foi criado por um radialista local inspirado no cantor Erasmo Carlos.








site: http://www.aoitabaiana.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Rio Branco Futebol Clube


O ex-jogador do RBFC, Euclicles Barbosa da Costa, o Pedro Sepetiba, insiste que a bola rolou inicialmente em Rio Branco nos pastos do seringal Catuaba. Jogavam com bolas de seringa. O juiz aposentado Romeu César Leite, por sua vez, com base em antigo jornal, revela que o engenheiro José Alberto Masô, autor do primeiro mapa geral do Acre, escreveu que no final do século 19 os índios da região praticavam futebol, “com todo mundo da tribo chutando uma bola de borracha, durante dias inteiros’.

Fomos privilegiados, em 1978, com doação de documentos de valor inestimável, apontamentos sobre o RBFC cedidos pelo fundador e atleta do primeiro time, o falecido delegado e espírita Francisco Lima e Silva (vinha a ser parente do Duque de Caxias). Os papéis, amarelados, a maior parte roídos pelas traças, manuscritos muitos, datilografados alguns, registram os jogos, de 1919 a 1921, do Rio Branco Football Club, os escores, os nomes dos fundadores e presidentes, as madrinhas do clube, a letra do Hino do Rio Branco F.C
.
Os apontamentos sobre o Rio Branco F.C., são referidos como “desde o dia
8 de junho de 1919, data de sua fundação até o ano de 1930”. infelizmente, Chiquinho Lima e Silva cedeu-nos os papéis relativos até 1922. Não sabia, disse-nos, o destino dos preciosos restantes registros até 1930, ano em que, por causa do seu time foi transferido punição mesmo para ser delegado de Vila Castelo, no Purus, atualmente Município de Manuel Urbano, Aliás, o delegado ficou no exílio forçado 22 anos.

Graças ao escriba-mor do RBFC, que segurou a barra anotando tudo que se relacionasse ao clube jogos realizados, times, adversários, escores, madrinhas recuperou-se até a letra do Hino do Rio Branco, escrita pelo poeta Grijalva Antony e música de Adolfo Silva e José Trindade.

Recentemente, após o clube ser informatizado, na gestão do empresário e advogado Sebastião Meio de Alencar, recuperou-se a relação dos presidentes do RBFC desde a primeira diretoria, da provisória de 8 de junho de 1919 à eleita dia 12 de junho, quatro dias após a fundação. Mas pelos registros de Chiquinho Lima e Silva, “O primeiro presidente foi o Dr. Nathaniel de Albuquerque, falecido em 1921.O segundo, o Dr. Conrado Fleury e o terceiro o Dr. José Francisco de Melo”. A dúvida, porém, é dirigida pela “Ata de fundação do Rio Branco Football Club”, documento preservado pelo clube e guardado o livro de Actas no cofre da sede social.

O Rio Branco Football Club não nasceu, como na maioria dos times (não clubes) de futebol do Acre antigo, de um grupo de rapazes que se reunia para as clássicas peladas. O clube da estrela rubra, já nasceu grande e importante, afinal surgiu de reunião convocada pelo advogado amazonense Luiz Mestrinho Filho, no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na noite de 8 de junho de 1919, na Rua
17 de Novembro no 2° Distrito da cidade. Estiveram presentes à reunião, 16 notáveis, que assinaram a primeira ata naquele mesmo dia.

O próprio Dr. Luiz Mestrinho que idealizou o RBFC ofereceu o nome em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco, sugeriu as cores vermelho e branco e conseguiu a doação de área de terra em Penápolis, 1º Distrito, generosamente concedida pelo prefeito Augusto Monteiro, até que o novo clube, mercê de terras oferecidas pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo e sua mulher Isaura Parente de Melo, construísse o Stadium do Rio Branco Football Club, inaugurado a 8 de junho de 1929 pelo governador Hugo Ribeiro Carneiro, erguido através de subscrição pública e apoio oficial. Uma curiosidade: nem Luiz. Mestrinho nem José de Melo assinaram a primeira ata. O político cedeu um terreno de mata nativa que se transformou em um campo de terra batida, a primeira sede do time da capital acreana.

O RBFC é, portanto, o primeiro clube organizado, com estatutos, regimento interno, campo de futebol, equipes de primeira e segunda categoria, madrinhas (a primeira foi a senhorinha Berta Cravo Bandeira), hino e projeção sócio-política cultural-esportiva.

Não é possível dizer em poucas palavras o quanto já fez e continua fazendo pelo futebol do Acre o glorioso Rio Branco Football Club, nascido em 8 de junho de 1919 por iniciativa de Luiz Mestrinho, um amazonense que também jogou futebol. Como advogado, viajara até Rio Branco para presidir a um inquérito nos Correios (desvio de verbas) e acabou cooperando, também para o maior desenvolvimento do esporte acreano, onde o Estrelão é um dos principais cartazes.

Com todos os detalhes estruturais definidos, faltava apenas o time entrar em campo, o que aconteceu no dia 14 de julho de 1919, contra o Militar Foot-Ball Club. No mesmo ano, a equipe disputou nove amistosos sem perder nenhum deles, mas a participação em competições oficiais iniciou apenas dois anos após a primeira partida. Logo no primeiro campeonato, a primeira taça foi erguida.

Em 1921, a Liga Acreana de Esportes Terrestres foi formada pelo Rio Branco e outros dois clubes, o Ypiranga e o Acreano. Com a criação da liga, as competições começaram a ser organizadas e o Estrelão levantou o caneco, goleando seus adversários e não tomando nenhum gol. A primeira formação campeã contava com Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

O estádio José de Melo foi inaugurado no dia 8 de junho de 1929 e, nas décadas seguintes, o Rio Branco dominou o cenário estadual, conquistando 13 títulos seguidos entre 1935 e 1947, sendo o último já organizado pela Federação de Futebol do Estado do Acre, que substituiu a Liga Acreana de Esportes Terrestres.

Um grande jejum assombrou a equipe entre os anos de 1964 e 1970, quando nenhum título foi conquistado.

A conquista da Copa Norte

O ano de 1997 ficou marcado como o ano da principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1x0), Independência (1x0) e goleou o Nacional-AM (4x1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, conseqüentemente, a vaga para a final.

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 a 1, com gols de Palmiro e Vinícius. A conquista permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe do Acre a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol. Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano e terminaria na décima primeira colocação na classificação geral da Copa do Brasil.

Títulos:
3 Torneios Integração da Amazônia
1 Taça Carlos Alberto
1 Liga Torneio Initium
25 vezes Campeão Acreano.
Campeão do Norte em 1997.

Estádio
José de Melo (Cerca de 8.000 espectadores)
Localidade: Avenida Ceará, N°:1356
Proprietário: Rio Branco Football Club

*Atualmente o Rio Branco utiliza para competições nacionais o estádio:
Arena da Floresta (Cerca de 18.000 espectadores) – Totalmente encadeirado
Localidade: Antigo aeroporto Presidente Médici no Segundo Distrito da cidade.
Proprietário: Governo do Estado do Acre

Hino Oficial do Rio Branco FC

O Rio Branco é o primeiro
Clube forte e varonil
O seu time é altaneiro
Nesses longes do Brasil

Já tão cheio de vitórias
O Alvi-rubro pavilhão
Rio Branco entre glórias
Serás sempre o campeão


Mascote

A mascote do clube é o Estrelão. A estrela sempre fez parte da vida da agremiação, que em seu primeiro uniforme estampava solitária em cor vermelha a camisa toda branca do Rio Branco. O símbolo também é encontrado no distintivo da equipe, além de dar origem ao apelido do time, conhecido como Estrelão.



site: http://www.riobrancofc.com.br/


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Associação Atlética Anapolina

Desde o início do futebol em Anápolis, até 1957, tivemos os seguintes times: Bahia, Cruzeiro do Sul (não organizados), Anápolis Sport Club (o primeiro a se organizar), União Sportiva Operária, Associação Atlética Anapolina, Anápolis Futebol Clube (antiga União Esportiva Operária), Ipiranga, São Francisco, e possivelmente outros times menores.

O Anápolis Futebol Clube, que é o antigo "União Esportiva Operária" e a "Associação Atlética Anapolina", formada pela quase totalidade dos jogadores e torcedores do extinto e pioneiro "Anápolis Sport Club", são os quadros de futebol mais antigos de Anápolis, e continuam aí, firmes, lutando pelo engrandecimento esportivo de nossa terra.

No início da década de trinta, o futebol de Anápolis vivia em séria crise financeira. Sendo assim, o Anápolis Sport (equipe que deu origem a Anapolina), volta e meia entrava de licença, voltava, tinha o campo leiloado, parava novamente, etc.; vivendo em um regime de semi-profissionalismo, trazendo jogadores de fora que jogavam em troca de pensão, comida e roupa lavada.

No início da década de 40, o Anápolis Sport chegou a manter uma equipe famosa, na qual apenas Arnaldo, Raul e Zeca eram da cidade. Em 1944, quando o clube atingiu sua época de maior prestígio, foi obrigado a liberar os passes dos jogadores de fora, pois não poderia mais arcar com as despesas. As dívidas, no entanto, avolumavam-se mesmo chegando ao vice-campeonato de 1946, aproveitando jogadores exclusivos da cidade. A crise apresentava-se, em 1947, como insolúvel. Dirigia o Anápolis Sport, José Maria do Nascimento Júnior, que havia injetado dinheiro no clube, assim como os seus antecedentes.

Os ânimos foram acirrando-se. O presidente, de posse dos livros e estatutos do clube, mantinha-se irredutível. A situação atinge um clímax, com jogadores e antigos dirigentes optando pela criação de uma nova agremiação.
Morre o Pantera, nasce a XATA.

Após sucessivas reuniões, de que participavam os Puglisi, José Elias, Odir da Costa Ferreira, José Abdalla, Edson Hermano, João Asmar e outros, decidiu-se que as cores do novo clube seriam as mesmas do antigo Anápolis Sport, calções brancos e camisas vermelhas, e elegeu-se a seguinte diretoria, que tomou posse a 1º de fevereiro de 1948: Presidente: Gisberto Ferraresi; Vice-Presidente: José Elias Isaac; 2º Vice: Moisés Roriz Filho; Secretário: João Pedro Neto; 2º Secretário: Ângelo Carnielo; Diretor de futebol: Edson Ermano.

No dia 18 de Abril de 1948, estreou a Associação Atlética Anapolina contra o Ferroviário Esporte Clube de Araguari. A RUBRA venceu a primeira partida de sua história pela contagem de 3 x 2, com gols de Júlio, Leônidas e Picum. A primeira escalação da Anapolina foi esta: Juca, Petrônio e Tatu; Arnaldo, Iberê e Zê Lemes; Alípio (Luizinho), Júlio, Juvenal, Picum e Leônidas.

Em 1949, a Anapolina sagrou-se a primeira campeã do certame anapolino, e repetiu o feito por mais três vezes consecutivas. Em 1951, a Anapolina tinha o melhor e mais forte elenco da cidade, e possivelmente do Estado; era um time imbatível no Centro-Oeste.

A Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra, foi um dos maiores fiascos do futebol brasileiro. Na falta de um melhor futebol, uma faixa no meio da torcida acabou chamando a atenção dos cronistas esportivos brasileiros: "A Rubra é Xata!", chata com "X" mesmo! ... Mas o que significava essa frase?
A curiosidade geral foi satisfeita pelos cronistas goianos, que já conheciam a tradição e as HISTÓRIAS da Associação Atlética Anapolina, clube de futebol sediado na cidade de Anápolis-GO carinhosamente denominado "Rubra" ou "Xata". "Rubra" é a denominação originada pelo uniforme do time nas cores vermelha e branca, em homenagem ao primeiro time de futebol de Anápolis, o Bahia Futebol Clube, que utilizava as mesmas cores. Existe também a versão de que a escolha foi uma homenagem prestada ao América-RJ. "Xata" é uma denominação que vem desde a época do amadorismo, quando o clube montava equipes fracas, que sofriam freqüentes derrotas, porém se reabilitava com vitórias surpreendentes contra adversários mais bem preparados.

Com o advento do profissionalismo no futebol goiano, o clube acabou sendo afastado por vários anos das disputas oficiais. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a equipe foi reestruturada e obteve grande destaque na mídia nacional, conquistando dois vice-campeonatos goianos em 1981 e 1983, o vice-campeonato da antiga 2ª divisão do Campeonato Brasileiro, atual Série B, TAÇA DE PRATA - 1981, além de participar em quatro campeonatos brasileiros da 1ª divisão, em 1978, 1979, 1982 e 1984, com especial destaque para a grande campanha na TAÇA DE OURO - 1982. Mais recentemente, os melhores resultados alcançados foram o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro da Série C de 1998, e o Vice-Campeonato Goiano de 2000.

O escudo da Rubra, com as três letras "A" entrelaçadas, é uma característica marcante do clube desde a época do amadorismo. Ao longo dos anos, vários formatos foram adotados para o escudo, utilizando-se as três letras destacadas por círculos, losangos e até triângulos, juntas ou separadas. Na fase profissional, acabou sendo adota da a forma mais moderna e atual, com as três letras "A" inseridas dentro de um círculo. Em 1981, quando a Anapolina perdeu o título para o Goiás no tapetão, a diretoria resolveu adotar uma estrela, que simbolizava o título de "campeão moral".

Títulos

Nacionais
Vice-Campeonato Brasileiro da Série B: 1981.
Estaduais
Vice-Campeonato Goiano: 3 vezes (1981, 1983 e 2000).
Campeonato Citadino de Anápolis: 5 vezes (1949, 1950, 1951, 1952 e 1960).


Estádio

Estádio Municipal Jonas Duarte
Capacidade 15000

Sua construção foi iniciada em 1964, e o estádio foi inaugurado em 10 de abril de 1965, com apenas um lance de arquibancadas cobertas. O primeiro jogo foi entre o São Paulo e uma seleção de Anápolis. O tricolor paulista venceu por 4 x 1, sendo o primeiro gol do estádio anotado pelo jogador Rodarte, do São Paulo. Posteriormente, foram construídas as arquibancadas descobertas, além de um anel unindo as duas arquibancadas opostas. Na reforma efetuada, foi construída também uma geral, que elevava a capacidade do estádio para 20.000 lugares. Recentemente, por questões de segurança, a geral foi interditada, e diversas melhorias foram introduzidas no estádio visando aumentar a segurança do público, reduzindo a capacidade total para 15.000 lugares.

Hino
Autor: Pedro Cavaco

Avante, querida Rubra
Nós acreditamos em você
Torcendo, sempre a seu lado
Seu fã sempre hei de ser!

Ser da Rubra é ter orgulho
A nossa Xata é tradição!
Equipe de brio e de raça
Prá frente Anapolina
Do meu coração!

Vamos ver, olé, olá!
Vamos ver nossa Rubra jogar!

Saber perder ou empatar não é derrota
Vitória sim, é consagração!
As cores de sua bandeira
Que representam o seu pavilhão
Traduz uma cidade inteira
Anapolina, time do meu coração!

Vamos ver, olé, olá!
Vamos ver nossa Rubra jogar!


Não sabemos com certeza se este é considerado o hino oficial da Rubra, mas ele fez muito sucesso nos anos de 1981 e 1982, na época da fase de ouro da Rubra.

Mascote

Na fase do Anapolis Sport Club, o mascote do time era a Pantera. Com o advento da Anapolina, o mascote oficial passou a ser a Fênix, aquela ave mitológica que renasce das cinzas. Todavia, a Xata também é representada pela "Madame X", que é uma dama sensual vestida de vermelho. A Fênix também pode ser representada por uma figura feminina alada, podendo ser utilizada também aquela personagem das histórias em quadrinhos, da série "X-Men". Outro mascote cultuado ao longo dos anos é a "Velha", que é uma velhinha mesmo, usando um chale vermelho.


Site : http://arubraexata.vilabol.uol.com.br/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Clube Náutico Marcílio Dias


Nasce o Marcílio Dias...

A idéia dos três amigos, Gabriel Collares, Victor Emmanoel Miranda e Alyrio Gandra de fundar um clube náutico em Itajaí foi concretizada no ano de 1919. Em reunião realizada na Sociedade Guarany, na noite de 17 de março - que contou com a presença de mais de 80 pessoas - foi fundado o Clube Náutico Marcílio Dias. O nome foi aprovado por aclamação, em homenagem ao bravo marinheiro gaúcho morto na Guerra do Paraguai.

Somente após a descoberta da ata de fundação é que foi averiguado que a data correta em que o “Marinheiro” nasceu, era 19 de março de 1919. Com a recente descoberta, o clube agora passa a comemorar seu aniversário oficialmente em 19 de março. O Marcílio foi o quarto clube náutico a ser fundado no Estado. Antes do Rubro-Anil existiam apenas Riachuelo, Martinelli e Aldo Luz.

O primeiro presidente foi o jornalista Mascarenhas Passos, que no dia 16 de abril de 1919 enviou através de uma carta ao Governador do Estado, Dr. Hercílio Luz, a comunicação da criação do clube:

“Cumprimos o grato dever de levar ao conhecimento de Vossa Ex. que no dia 17 de março
próximo findo foi fundado nesta cidade o Club Náutico Marcílio Dias, cujos fins são proporcionar à mocidade exercícios de natação, remo, gymnastica, tênnis e outras diversões compatíveis com sua cultura physica”.

O Remo como início...

A primeira atividade do novo clube foi o remo. O Marcílio Dias comprou duas yoles – embarcações pequenas usadas na prática de remo – que levaram os nomes de Yara e Yarê. Uma briga para a definição das madrinhas das embarcações acabou afastando alguns membros do clube, que então criaram o Barroso, maior adversário da história do Marcílio Dias.

Em pouco tempo, as atividades desportivas do clube foram sendo ampliadas. Foram incorporados water-polo, natação, atletismo, tênis, vôleiball, basketball, futebol de
salão e, por fim, o futebol de campo. Além das atividades desportivas, o Marcílio organizou do começo da década de 20 até a década de 30 um grupo teatral amador, apresentando mais de 45 peças.

Seu nome, suas cores...

O nome do clube foi levantado na primeira reunião, no dia 17 e aprovado por unanimidade. O bravo marinheiro Marcílio Dias, que lutou na batalha naval do Riachuelo, nas águas do rio Paraná, durante a Guerra do Paraguai, em 1864, foi definido como símbolo do novo clube. Marcílio Dias, que era gaúcho, morreu em 12 de junho de 1865, com 27 anos de idade, nas proximidades de Corrientes, na Argentina.
As cores marcilistas – rubro-anil – serviram de homenagem a dois grandes clubes náuticos da capital de Santa Catarina: Riachuelo (azul) e Martineli (vermelho), os quais serviram de inspiração aos jovens itajaienses na fundação do Marcílio Dias.

Os esportes no Marcílio Dias...

O Marcílio Dias começou como clube náutico, participando de regatas com suas yoles. Porém, não demorou muito para que novas modalidades fossem incorporadas ao clube, principalmente depois da inauguração da Praça de Esportes Dr. Hercílio Luz, em 1921.

No remo, realizou sua primeira regata no dia 19 de julho de 1919. As embarcações “Yarê” e “Yara” se revezaram nas vitórias das duas primeiras provas disputadas, em homenagem às torcedoras e à municipalidade, respectivamente. Poucos meses antes, em maio, o clube inaugurou o seu galpão na rua Fluvial (hoje avenida Eugênio Muller).

No ano seguinte, em 1920, o Marcílio Dias ampliou seus horizontes e inaugurou um posto náutico na cidade de Blumenau. Em 28 de março, uma delegação de marcilis
tas viajou de trem até Blumenau para participar da inauguração. O clube Rubro-Anil chegou ao título estadual de remo em 1925.

Outra prática desportiva em que o Marcílio Dias se destacou foi o tênis. Homens e mulheres começaram a praticar o esporte sob as cores marcilistas já em 1919. Sua primeira competição interestadual foi em 5 de outubro de 1919, contra o Brusquense, na cidade de Brusque. Ao todo, o clube venceu oito campeonatos de tênis, além de diversas taças e troféus.

No water-pólo o “Marinheiro” foi o precursor em Santa Catarina, introduzindo a modalidade em 1920. Outro esporte aquático praticado foi a natação. O basquete teve sua primeira quadra inaugurada em 1921. Foram madrinhas do campo as senhoritas Dolo
res Polumbo, Diva Bornhausen e Grecelides Almeida. O primeiro jogo foi disputado por dois times femininos: o azul e o vermelho.

O futebol de salão também já foi praticado por atletas do Marcílio Dias, assim como o atletismo e a ginástica. Todos estes esportes foram se extinguindo com o passar do tempo. Hoje, somente o futebol de campo é disputado. Porém, a diretoria pensa em voltar com as competições de remo e futebol de salão em um futuro próximo.

Uma paixão chamada Futebol...

Apesar de formar times de foot-ball (como o esporte era chamado na época) desde o ano de sua fundação, como registram jornais de Itajaí como “O Commercio”, o esporte só se profissionalizou no Marcílio Dias em 25 de setembro de 1926. A
partir daí, o Marcílio Dias começou a se destacar em nível estadual por suas equipes de futebol.

Já nos anos de 29 e 30 o “Marinheiro” atingiu um feito: 24 vitórias consecutivas. Em 1930 o Marcílio conquistou seu primeiro vice-campeonato catarinense (de uma série de oito), ficando atrás apenas do Avaí. A colocação das duas equipes se repetiu em 1944. Na final do campeonato, o primeiro jogo foi realizado em Navegantes, pois o estádio Hercílio Luz passava por reformas. O Avaí venceu por um a zero. Na segunda partida, o time da capital venceu por 4 a 3. Na época, o Governador do Estado, Celso Ramos, era também presidente do Avaí.

Na década de 60 o Marcílio Dias se tornou uma das maiores potências do Sul do país. De 19
60 a 1962 amargurou mais três vice-campeonatos estaduais, perdendo para o Metropol, de Criciúma, nas finais. O mesmo se repetiu em 1967.

Marcílio Dias é campeão catarinense...


Em 1963, com a conquista do título do torneio Luíza Mello é que o “Marinheiro” realizou seu maior feito. Vinte anos depois, a Federação Catarinense homologou o Marcílio Dias como campeão estadual daquele ano.

Nesta mesma época o clube conquistou importantes campeonatos, como a taça do Centenário de Itajaí (1960) e o tetra-campeonato da cidade (60 a 63). Em 1962 disputou o 1º Sul-Brasileiro de Clubes e chegou ao vice-campeonato, ficando atrás apenas do Grêmio de Porto Alegre.

Depois de muitos tropeços dentro e fora de campo (com crises financeiras), o Marcílio Dias só voltou a brigar por títulos no fim da década de 80. Em 1986 ficou com o vice-campeonato. Nos anos de 88 e 89 o clube tinha grandes jogadores, que fizeram história, como Gelson, Jairo Lenzi, Mauro Ferreira, Joel, entre outros. Em 88 foi conquistada a taça Carlos Cid Renaux e em 89 as taças RCE TV e Pedro Ivo Campos. Em 1992, em uma partida polêmica, em que um gol legítimo do time de Itajaí foi anulado na prorrogação, o Marcílio acabou eliminado nas semifinais pelo Brusque e terminou o campeonato em terceiro lugar.

Nos anos 90 a crise financeira e as más administrações levaram o Marcílio Dias ao pior vexame de sua história. A desastrosa campanha no catarinense de 1998, quando perdeu 12 dos 18 jogos disputados, levou o clube à segunda divisão do estadual pela primeira e única vez em sua história. O vexame só não foi maior porque no ano seguinte o time se reabilitou e foi campeão da segunda divisão, batendo o Itajaí na partida final por 5 a 4.

Em 2000 mais um vice-campeonato estadual. Depois de eliminar o Figueirense em pleno estádio Orlando Scarpelli, quando o lateral-direito Lelo decretou o 2 a 1 em uma cobrança de falta, o Marcílio disputou a final contra o Joinville. Em casa empatou por 2 a 2. Em Joinville, em uma tarde chuvosa, o Marinheiro foi derrotado por 2 a 1 e adiou mais uma vez a festa pelo seu segundo título catarinense.


Títulos
“Há em cada troféu uma inscrição que é o testemunho de uma vitória. É a linguagem expressiva que fala do passado, que realça feito glorioso. É sempre um motivo de elevado contentamento. É sempre o patrimônio moral de uma agremiação”
O texto acima está publicado na Revista Rubro-Azul, editada por Gabriel João Collares em 1962, e significa muito quando se fala de um clube com 87 anos de tradição, como é o Marcílio Dias, que muitos títulos conquistou. Infelizmente, com o passar do tempo, as palavras de Collares foram esquecidas, assim como os troféus e taças, que acabaram danificadas ou perdidas. Aos poucos, a atual diretoria tenta resgatar as centenas de conquistas do “Velho Marinheiro”, organizadas na sala de troféus do clube, anexa à secretaria. O local está aberto a visitações de segunda a sábado, em horário comercial. Venha conhecer um pouco mais da história do Clube Náutico Marcilio Dias!

Títulos

Tetra-Campeão de Itajaí (1960, 61, 62, 63);
Supercampeão do Centenário de Itajaí (1960);
Campeão Catarinense (1963);
Campeão Torneio Incentivo (1980);
Campeão (invicto) Taça 60 anos da FCF (1986);
Campeão Taça Carlos Cid Renaux (1988);
Campeão Taça Governador Pedro Ivo (1989);
Campeão Taça RCE TV (1989);
Campeão Catarinense Juvenil (1990);
Campeão Catarinense da 2ª divisão (1999).

Copa Santa Catarina 2007 Recopa Sul-brasileira 2007


O Estádio
O “Gigantão das Avenidas”
A praça de esportes Dr. Hercílio Luz, hoje conhecida por “Gigantão das Avenidas”, foi doada pelo Governo do Estado, através do governador que teve seu nome imortalizado com o batismo do estádio: Hercílio Luz, em 10 de setembro de 1921. A inauguração foi marcada pela 2ª partida de xadrez com figuras vivas no mundo (1ª no Brasil). No mesmo ano inauguravam o campo de jogo Marcílio Dias x Brasil de Tijucas.
O Estádio Dr. Hercílio Luz teve como madrinhas as senhoritas Maurina Reis e Rosinha Souza, além da menina Dinorá Garção. Em 1920 o terreno era cercado por 44 eucaliptos, que levavam os nomes dos fundadores e das primeiras diretorias. As árvores serviam para diminuir a umidade do local. Em 1921, com a doação do terreno, foram plantados mais 23 eucaliptos, que levaram os nomes de senhoritas da sociedade itajaiense.
Os alambrados começaram a ser construídos no dia 12 de novembro de 1959. Na ocasião estiveram presentes no ato da colocação do primeiro poste cerca de 200 pessoas, que comemoraram com fogos de artifício. Na época, poucos estádios possuíam alambrado. As grades ficaram prontas no dia 19 de março de 1960, quando o clube comemorou 41 anos de fundação.
A arquibancada social (coberta), que levou o nome do primeiro presidente – Mascarenhas Passos – foi construída em 1957. O sistema de iluminação só foi instalado em 1964, na gestão de José Luís Collares. A decisão foi tomada depois que o Marcílio Dias teve que transferir um jogo com o Internacional (RS) para Blumenau, na disputa do primeiro campeonato Sul-Brasileiro, em que o Marcílio terminou na segunda colocação. Os refletores foram inaugurados no dia 17 de junho, na partida entre Marcílio e Coritiba, vencida pelo time da casa por 1 a 0, com gol de Aquiles, em uma noite muito fria, onde a neblina tomou conta de Itajaí.

O Jornal do Povo noticiou na época: “Será um espetáculo simplesmente imponente, que ficará perpetuado na memória daqueles que tiverem oportunidade de presenciar as solenidades do significativo ato de inauguração da iluminação de um dos maiores e mais bem instalados estádios do Sul do Brasil”.
A arquibancada descoberta só foi levantada em 1979. No ano seguinte, após contrato com a empresa Cassol, de Florianópolis, foi erguido o pedaço descoberto de trás do gol da avenida Sete de Setembro. Atualmente, a capacidade do estádio Dr. Hercílio Luz é de aproximadamente 12 mil pessoas.

Hino
Salve o Marcílio
O rubro-anil das avenidas
Traz na
torcida
A mais garrida do Brasil

Marcílio do Ouro
Do Bronze
E da Prata
E das regatas

Rumo a vitória
Marcílio é força
É glória consagrada
Da nossa Itajaí

O Marcílio levanta
A torcida
Com um gol
Agradece a acolhida
E no alto a bandeira
Se agita
No entrelaçar das avenidas (bis)

O Marcílio faz gol, gol, gol, gol, gol
Pra vitória eu vou, vou, vou, vou, vou (bis)

Letra e Música de Arildo Simão da Silva (1994)

Apelidos
Marinheiro, Rubro-anil das Avenidas e Cílio


Mascote









O time não possui uma mascote, mas sim uma figura histórica, que representa o clube: o Marinheiro Marcílio Dias.

site : http://www.marciliodias.com.br


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Olaria Atlético Clube

O Olaria fundado a 1º de julho de 1915. O clube foi o ganhador do Campeonato Estadual de Basquete Infantil, em 1968, numa memorável campanha, à frente o técnico de basquete Heleno Fonseca Lima. Tal evento e outros tantos desse simpático clube da zona norte da cidade do Rio de Janeiro encontram-se registrados no livro Rebaixado na Primeira divisão do Campeonato Carioca em 2005, o Olaria disputou em 2006 a Segunda Divisão do mesmo, no qual não teve uma campanha muito relevante.
O time conquistou ainda em 2006 uma das quatro vagas que foram abertas para a Primeira divisão do Campeonato Carioca de 2007, através de uma seletiva que foi realizada com a presença de dezesseis clubes, tendo o Olaria chegado em terceiro lugar. Contudo a justiça anulou esse certame e o clube irá jogar a segunda divisão este ano.
O Olaria Atlético Clube é uma das potências futebolísticas do Subúrbio da Leopoldina (a outra é o Bonsucesso).
O apelido do Olaria é “Azulão do Rio” foi dado pelo técnico Sérgio Cosme em 2003. Estranho, um clube quase centenário não ter apelidos.

Hino

OLARIA, teu esforço, tua glória,
Estão crescendo dia a dia, OLARIA.
Tua vida envaidece a torcida, OLARIA.
Tua camisa azul e branco tem um "quê" de simpatia.
Realizando sonhos mil,
Tu serás um pioneiro do esporte no Brasil.

Clube de faixa azul-celeste,
Tu vieste à Zona Norte,
Clube da faixa azul-celeste,
És do esporte... pelo esporte.

Títulos
Nacionais
Campeonato Brasileiro da Série C: 1981.

Estaduais
Vice-Campeonato Carioca: 1933. Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 2 vezes (1931 e 1983). Campeonato Carioca de Futebol de Segundos Quadros: 1933. Torneio Início: 1960.


Outras Conquistas
Taça Alfredo Curvelo: 1980.

Estádio

Estádio Mourão Vieira Filho ( Rua Bariri)

Capacidade 18000

Mascote - Índio




site : http://olariaac.wetpaint.com//

domingo, 7 de setembro de 2008

Agremiação Sportiva Arapiraquense

Em 1951, Arapiraca tinha como prefeito o Dr. Coaracy da Mata Fonseca. A cidade, ainda pequena, começava a trilhar o caminho do progresso. A feira já começava a se destacar em todo o Nordeste brasileiro. A empresa Camilo Colier estava construindo a estrada de ferro (todos na cidade estavam com medo, pois diziam que quando o trem estivesse chegando na então vila Lagoa do Rancho, já seria perigoso atravessar o trilho no centro da cidade - ± 15 Km).

A construção da estrada de ferro exigia o trabalho de muita gente. E essas pessoas buscavam algum meio de diversão nos dias de folga. Como não poderia deixar de ser, o futebol estava em primeiro lugar. E a pedido dos funcionários, a direção da empresa resolveu construir um campo de futebol.

Formou-se o time, que obteve o sugestivo nome de FERROVIÁRIO, com as cores preto e branco. As tardes de domingo da cidade passaram a ser mais movimentadas, pois seus habitantes tinham lugar certo para ir, o campo da estação.

Mas a construção da estrada de ferro foi concluída. O Ferroviário acabou. A diversão das tardes de Domingo acabou. No entanto, empresários e autoridades da cidade não estavam conformados com o vazio provocado pela falta do futebol. Surgiu, assim, no dia 25 de setembro de 1952, a ASSOCIAÇÃO SPORTIVA ARAPIRAQUENSE, era "o" ASA que surgia da força empreendedora do Sr. Antônio Pereira Rocha, o primeiro presidente.

O primeiro campeonato do qual participou foi o de 1953. E começou com o pé direito. Foi Campeão Alagoano logo na sua primeira participação. O regulamento da competição determinava que o campeão da capital decidiria com o campeão do interior. O ASA, bravamente, venceu o campeonato do interior. O campeão da capital, Ferroviário, no entanto, recusou-se a disputar as partidas finais. A Federação Alagoana de Futebol proclamou o ASA campeão alagoano de 1953 em ato publicado nos jornais da época. Em 1954 o Ferroviário também ganhou o campeonato da capital e resolveu cumprir o regulamento e disputar a final com o campeão do interior, o 29 de Setembro de São Miguel dos Campos. Ao vencer a final, o Ferroviário proclamou-se bicampeão alagoano e isso acabou tendo uma maior divulgação. O título alvinegro, apesar de ser do conhecimento dos torcedores que comemoraram a conquista, acabou sendo esquecido pela mídia. Há que ser lembrado que Arapiraca em 1953 era apenas a sexta maior cidade do Estado de Alagoas (hoje é a segunda maior) e não tinha emissoras de rádio ou jornais. E acabou acontecendo a velha máxima de que uma mentira de tanto ser repetida acaba se tornando "verdade". No caso, a mentira era o bicampeonato do Ferroviário da capital, amplamente divulgado.

No entanto, o cidadão arapiraquense Dr. José Pereira Neto, já na década de 90, "resgatou" o título de 1953, ao pesquisar e redescobrir os jornais com o ato homologatório de 1953. Graças a esse primeiro título, o ASA também ficou conhecido como "O TIME QUE JÁ NASCEU CAMPEÃO".

Em 1977 a associação passou a ser AGREMIAÇÃO SPORTIVA ARAPIRAQUENSE, continuando a ser o mesmo ASA. Em 1979 fez excelente campanha no campeonato brasileiro, quando passou a ser chamado de "FANTASMA DAS ALAGOAS".

No ano de 1982, uma infeliz idéia brotou, levando o eterno alvinegro da terra dos Andrés, a incluir a cor verde no uniforme. Mas pouco tempo depois, o "pendão alvinegro", imortalizado no hino pelo Prof. Pedro de França Reys triunfou.

O alvinegro arapiraquense foi vice-campeão alagoano nos anos de 1967, 1970, 1979 e 1991. Em 2000, após quase 47 anos sem ganhar um campeonato, sagrou-se campeão alagoano. Repetiu a dose e conquistou o bicampeonato em 2001. Com isso, ficou consagrado como último campeão do século XX e primeiro campeão do século XXI. Foi campeão alagoano também em 2003 e 2005.

Em 2005 não só venceu o campeonato estadual, quando ganhou os dois turnos (COPA MACEIÓ e COPA ALAGOAS), não possibilitando a mínima chance para os seus adversários, como também conquistou um título interestadual, a COPA ALAGIPE, sendo considerado vencedor da TRÍPLICE COROA.

Com tantas vitórias, o ASA já é o "CAMPEÃO DA DÉCADA", demonstrando que está cada vez mais forte e transforma a vida de uma cidade que ri, chora, se enche de esperança, sem jamais abandonar a sua religião, o seu alimento, a sua vida, o SEU ASA. O GIGANTE ASA DE ARAPIRACA.

E esta cidade, ao ver o ASA campeão, faz esvoaçar sua bandeira com o vento da alegria, prendendo-a com o cravo da tradição e glorificando toda a nação alvinegra da terra de Manoel André.

Escudo utilizado

na década de 80/90

Títulos
Regionais Copa Alagipe: 2005
Estaduais Campeonato Alagoano: 5 vezes (1953, 2000, 2001, 2003 e 2005)

Estádio
Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca

Capacidade atual: 10.000 pessoas
Inauguração: 25.09.1952 (Reformado na década de 70)
Homenageado: Prefeito de Arapiraca que comprou o terreno e possibilitou a construção do estádio

Hino

Letra: Prof. Pedro de França Reys

Música: Maestro Jovelino José de Lima

Na terra dos marechais, um clube esportivo se destaca. Pelo valor de seus craques, o ASA DE ARAPIRACA

O seu pendão alvi-negro, içai com garbo varonil, conquistando sempre vitórias, sob os céus deste Brasil.

Oh! craques da esportiva, o ASA gigante tornai. Com bravura e galhardia, ide avante. Lutai! Lutai!

Oh! ASA da minha terra, aos píncaros da glória voai, e aos vossos admiradores, os loiros da vitória legai.

Orgulhoso e altaneiro, o ASA sempre de pé, ficará nas páginas da história, da terra de Manoel André.

Mascote - Fantasma







site: http://www.asa-arapiraca.com.br

sábado, 6 de setembro de 2008

São Raimundo Esporte Clube

O São Raimundo Esporte Clube foi fundado oficialmente no dia 18 de novembro de 1918, logo após do fim do "boom" da Borracha em Manaus.

O nome deve-se ao bairro, que por fim deve este nome ao santo, que nasceu em 1204 na Espanha. O bairro em Manaus foi por muito tempo latifúndio da Igreja Católica, no séc XIX, até que migrantes nordestinos viessem lá residir. São Raimundo está localizado à 200 metros do Centro Antigo de Manaus, separado deste por uma Ponte (Fábio Lucena) que só foi inaugurada em 1986.

Voltando à história do Clube. Em 1915 Francisco Rebelo e o Professor Assis fundam o Risópolis Clube Recrativo. Mais tarde, em maio de 1918, mudam o nome para Risofóles, que meses depois acaba; transformando-se finalmente num nome que identificasse o proletário bairro , daí o nome de São Raimundo.

Alguns dos fundadores do São Raimundo: Sr. Belmiro Costa, Sr. Olímpio Carvalho, Sr. Carlos Frederico, Sr. Jo'se Quincas, Sr. Vidal, Sr. Sena, e Sr. Queiróz. O presidente desse novo clube era o "batalhador" Francisco Rebelo.

O maior e mais ferrenho rival do "Tufão"- assim como o clube é conhecido, é o Sul América do bairro vizinho da Glória, que desde 1932 (ano em que foi fundado) acirra as disputas com o time "colinense". A partir de 1956, o sempre inteligente jornalista Irisaldo Godô apelida o São Raimundo de "Tufão" e o Sulamérica de "trem" e começam os tradicionais clássicos "Galo-pretos" (por causa do tradicional despacho de UMBANDA realizado antes dos jogos).

A Primeira sede do São Raimundo localizava-se na mesma "rua da Ponte", rua 5 de setembro. Antes desta data, as reuniões eram em locais aleatórios.

O São Raimundo, ou "Mundico", ou "Tufão", ou ainda, "São Rai" só chegou na Primeira Divisão da antiga FADA (Federação amazonense de desportos atléticos) em 1955, disputando no ano seguinte junto aos "grandes" de Manaus.

Dono de uma torcida apaixonada, que mesmo quando o São Raimundo deixou de participar dos campeonatos amazonenses (de 1980 a 1983), (1994 e 1995) nunca deixou de torcer pelo seu time e em ter esperança de sua volta aos gramados.

O São Raimundo, atuando a apenas 5 anos no profissionalismo arrebatou o Título Amazonense de 1961 o outro título viria 5 anos depois - 1966 (foi o primeiro campeão profissional do Amazonas, que neste campeonato tinha a recém criada FAF (Federação Amazonense de Futebol) esse campeonato só terminou em 1967.

Durante muitos anos, o "Tufão" foi o dono da quarta maior torcida do estado, atrás de Nacional, Rio Negro e Fast Clube. Com a sual definitiva volta aos estádios em 1996, o clube fez com sua torcida quintuplicasse em números e pode-se diser hoje que está no mesmo nível da do Nacional e do Rio Negro, sendo que nos últimos 4 anos, sempre esteva nas primeiras posições em presença nos estádios. Note-se que o Bairro de São Raimundo possui cerca de 10 mil moradores.

Após o titulo estadual de 1966, o clube passou por diversas crises econômicas. Tanto é que nos anos 80, o clube quase vendeu seu estádio e o mesmo quase fecha suas portas.

O São Raimundo a partir de 1996 "renasceu" para o Amazonas. Ivan Guimarães e Maneca, nacionalistas fanáticos - o primeiro, radialista e ex-setorista do Nacional, o segundo, Presidente do Nacional durante 10 anos-, colocaram a idéia para a presidência do Tufão de se criar um Departamento Autônomo dentro do clube. Orlando Saraiva (presidente do São Raimundo)mais os outros diretores acataram e acreditaram na idéia. O que eles iriam perder? a partir daí o São Raimundo rapidamente chamou ninguém mais, ninguém menos que um dos maiores treinadores do Brasil - Aderbal Lana, o mesmo que ganhou o tri-campeonato matogrossense pelo Mixto em 1982, e que levou esse mesmo Mixto-MT a ser uma grata surpresa no campeonato brasileiro de 1985 o mesmo que embalou o sonho e o orgulho em ser nacionalino em 1985-1986-1987, no tempo da "máquina azul", que derrotou Atlético mineiro, Internacional-RS, Santa Cruz, Palmeiras-SP, etc...e a partir daí inscreveram o Tufão no Brasileirão Série C 1996, os resultados foram ruíns naquele primeiro momento, mas dupla continuou seu trabalho incessante, que deu frutos no tri campeonato amazonense (1997/98/99) no terceiro lugar na última Copa Conmebol 99 e vice-brasileiro (Série C) 99, sem falar no Tri-campeonato da Copa Norte. Além disso, veio o reconhecimento nacional para o Clube, disputando a Copa do campeões em 2001, quando já havia sido o campeão da SELETIVA empatando com Sport-PE em Recife e vencendo o Goiás em Manaus.

Ao longo dos sete anos na 2ª divisão,o time apenas brigava contra o descenso, escapando apenas nas últimas rodadas. Em 2006, após seis anos na Série B, com um time muito ruim e em formação ao longo do campeonato, foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro, ao ficar na 19º posição, melhor apenas do que o Vila Nova de Goiás, que ficou na lanterna.

Após o rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro em 2006, o São Raimundo perdeu grande parte de seu elenco. Em 2007, o clube teve base num time de peladas. Fez uma campanha razoável no Campeonato Amazonense e uma péssima campanha na Série C deste ano.
Títulos

Continentais Terceiro Lugar Copa Conmenbol

Nacionais Vice Campeonato Brasileiro Série C

Regionais Copa Norte: 3 vezes (1999, 2000 e 2001).

Estaduais Campeonato Amazonense: 7 vezes (1961, 1966, 1997, 1998, 1999, 2004 e 2006).
Vice-Campeonato Amazonense: 2 vezes (1964 e 2000).
Torneio Início: 4 vezes (1956, 1963, 1998 e 2005).

Estádio
Estádio Ismael Benigno (Estádio da Colina)
Capacidade 15.000
Inauguração 19 de Fevereiro de 1967
São Raimundo 1 X 8 Sport-PE
Primeiro Gol: Mário(Sport-PE)
Público Recorde: Nacional 0 X 0 Rio Negro (1969) - 23500

Hino

"São Raimundo"
(Francisco da Silva, 1997)

(REFRÃO)
Avante ! Avante ! Avante !
Clube do meu coração
Tua torcida é sincera
E cheia de emoção
Vibra com o azul do céu
Lembrando o branco da paz e da harmonia
Gritando Tufão ! Tufão !
Numa explosão de amor e alegria

São Raimundo tu me fascinas
No campo ou em qualquer lugar
Vem do alto da Colina
A força para lutar
Vamos meu clube querido
Pro gramado com muita união
Buscando novas alegrias
Mostrando que és o campeão

Mascote

Tufão, que sopra bem forte no Alto da Colina








site:http://www.saoraimundoec.com.br/ (em manutenção)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sociedade Esportiva do Gama


Início
Fundado por um grupo de desportistas que costumava matar o tempo discutindo o futebol amador que fervilhava na cidade do Gama nos idos anos 70, o Boteco do Zé, no Setor Central do Gama, foi o palco do evento maior do futebol candango: a fundação da Sociedade Esportiva do Gama. Num domingo de sol-nenhum fundador sabe o dia exato-, um dos integrantes do grupo sugeriu a criação de um clube de futebol profissional que representasse a cidade no Campeonato Brasiliense. Os pioneiros, no dia 15 de novembro de 1975, lavraram a ata de fundação da Sociedade Esportiva do Gama, no Centro de Desenvolvimento Social. Entre os pioneiros, constam os nomes de Hermínio Ferreira Neves, Antônio Domingos de Aguiar, Antônio José Gonçalves, Luiz Alberto Brasil de Carvalho, Palmiro Bueno Nogueira Barros, Esmerindo Valeriano da Silva e Otacílio Nascimento de Freitas.

Primeira Assembléia
Por maioria de votos, Hermínio Ferreira Neves foi eleito o primeiro presidente do Gama. Nessa mesma assembléia foram escolhidas as cores oficiais, verde e branca, o escudo, simbolizando duas mãos segurando uma bola e o mascote: o periquito, um fiel amuleto que traz as cores da equipe estampadas em sua plumagem. O Gama começou a disputar o campeonato de profissional em 1976. Faltava dinheiro até para comprar uniforme, bolas e chuteiras. "Vaquinhas" entre os diretores eram a salvação.

Primeiro Campeonato

A situação era de profunda penúria, até que, em 1979, Osvando Pimentel de Lima assumiu a presidência e montou um grande escrete, onde despontavam Hélio, Carlão, Fantato, Manoel Ferreira, Manoel Silva,Zinha Odair, Péricles(artilheiro do campeonato com 10 gols), entre outros. Este time, montado por Almir Vieira, era sustentado com o dinheiro da promoção Gamão Milionário. O Gama foi campeão metropolitano de 1979, desbancando o Brasília e impedindo o bicampeonato do Taguatinga, o melhor time do campeonato naquele ano.

A década de 80 também foi muito difícil. Com o fracasso da promoção Gamão Milionário, as gestões de apenas 2 anos não eram completadas porque vários presidentes desistiram diante das dificuldades. Foi uma década negra, com o clube correndo o risco até de se dissolver.

Anos Dourados
1992 foi o início de uma nova fase, com destaque para uma muito bem-sucedida parceria entre o presidente então de honra do Clube, Wagner Marques, e o presidente executivo, Agrício Braga Filho. O otimismo e a determinação do clube transformaram o Gama no melhor time do Distrito Federal. Neste período, o clube conquistou o bicampeonato (1994 e 1995) e o tricampeonato (1997, 1998 e 1999).

Uma célebre ala direita com Carlinhos e Chaguinha encantava a torcida durante o bi-campeonato e as experiências na terceira divisão. Depois disso, a base formada por jogadores como Wilson Goiano, Gérson, Jairo, Deda, Romualdo e Lindomar ajudou a fortalecer a melhor formação da história do time que seria base da equipe durante os anos na primeira divisão.

A alegria maior do Gama aconteceu em dezembro de 1998, com a conquista do Campeonato Brasileiro Série B, que levou o clube para a elite do futebol brasileiro. Foi um título histórico, que coroou uma gloriosa campanha do time, principalmente na reta final da competição e teve como destaques o meia Rodrigo Beckham e o técnico Vágner Benazzi.

Na fase decisiva, o Gama superou, no quadrangular final, o Londrina, a Desportiva e o Botafogo-SP (venceu duas partidas e empatou quatro). No último jogo, diante de um público estimado em 50 mil pessoas, no Estádio Mané Garrincha, o alviverde goleou o Londrina por 3-0, e conquistou a Série B de 1998.

Títulos

Nacionais
Campeonato Brasileiro Série B: 1998.
Vice-Campeonato Brasileiro Série C: 2004.

Regionais
Torneio Centro-Oeste: 1981.

Metropolitanos
Campeonato Brasiliense: 10 vezes (1979, 1990, 1994, 1995, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 e 2003).

Estádio

Estádio Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão)
Capacidade : 20000
Inauguração: 09/10/1977 - Gama 1 X 2 Botafogo-RJ
Primeiro Gol: Gil(Botafogo-RJ)
Maior público: 14740 (Guará 2 x 1 Gama) 15/04/1979
Reinauguração marcada para 18/09/2008

Hino

Hino Oficial
Autor: Paulo Farias e Moreira

Gama sempre Gama
Eu sou gamense até morrer
Aguerrido esquadrão de ouro
Tesouro que eu não posso esquecer
Outras vitórias e glórias virão
Dessa pujança que és tu
Tua torcida não se intimida
Porque o lema é vencer
Com lealdade, com galhardia
Gigante do esporte
O mais forte há de ser.

Hino do Clube
Autor: José Vieira e José Braz de Souto

Sociedade Esportiva do Gama
Em Brasília está a brilhar,
No esporte da nossa capital
É o Gama quem pode se orgulhar
Tem a torcida mais vibrante,
Que grita em coro de forma sem igual
Suas cores
Verde-e-branco almejantes
São para nós uma esperança nacional

Foi criada para o Gama enaltecer
Garra é sua tradição
No cenário esportivo do Brasil
Hoje, todos devem conhecer
SEG, esperamos por você
Honra nosso grande Bezerrão
Vai pra cima, nós queremos é vencer
É o desejo deste povo varonil.

Mascote











site: http://www.gamagol.com.br

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Clube Esportivo de Bento Gonçalves

O Esportivo foi fundado em 28 de agosto de 1919. No dia 21 de setembro do mesmo ano, disputou a primeira partida de sua história, no empate em 1 a 1 com o Garibaldi. O Esportivo estava assim escalado: Pasquetti; Holleben e Salton; Cardoso, Turcato e Enricone; Zanoni, Fedullo, Bissaco, Ros e Ponzoni. Em 1949, foi vice-campeão gaúcho de amadores.

Linha do tempo - Fatos Históricos
O Esportivo enfrentou o Grêmio pela primeira vez em 1923, quando perdeu por 6x2, em jogo realizado em Bento Gonçalves.
Em 23 de outubro de 1938, o Internacional vem a Bento pela primeira vez, para enfrentar amistosamente o esportivo. O placar de 4x4 deixou a torcida muito feliz, que invadindo o gramado, saudou os jogadores.
No dia 19 de janeiro de 1958 , O Esportivo realizou seu primeiro Jogo Internacional, com o Gimnasia y Esgrima de La Plata (Argentina) , perdendo por 1x0.

Em 1969, ano da comemoração do cinqüentenário do Clube Esportivo, a direção resolve marcar este acontecimento com a criação de um “hino” que cantasse as glórias e os feitos do Clube.
Com letra da professora Maria Frota e música do maestro Moysés o Hino do Esportivo, tem estes versos: “Na Capital Brasileira do Vinho, honrando o esporte do sul, tem sua sede e nosso carinho, o valoroso Esportivo alvi-azul. Estribilho: Ó Esportivo, tu és cinqüentenário, sabes lutar, sabes vencer. Glórias alcançar, teu povo te aclama: Viva o Esportivo alvi-azul, alvi-azul. Verde como os parreirais, assim é nossa esperança, nos teus grandes valores reais, Esportivo, avante, confiança! Estaremos contigo Esportivo, na montanha ou fora daqui, co’ entusiasmo sempre vivo, aplaudindo ou sofrendo por ti.”

No primeiro teste da loteria Esportiva, do dia 19 de abril de 1970, ninguém chegou aos 13 pontos, porque o Grêmio, jogando com um time reserva, perdeu para o Esportivo, em Bento Gonçalves, por 1x0, gol de Décio. Foi a zebra do jogo 9.
No dia 18 de abril de 1971, aconteceu uma vitória extraordinária. A equipe treinada por Enio Andrade venceu o Grêmio por 5x2, uma goleada que tirou do tricolor, a invencibilidade de 24 partidas.
Em 15 de abril de 1973, ainda sob o comando de Enio Andrade, em pleno gigante do Beira Rio, em Porto Alegre, o Esportivo derrota o Internacional por 2x1, com dois gols de Décio. Foi a primeira vitória do Esportivo diante do Internacional e o primeiro clube do interior a vencer o colorado no seu estádio, desde que foi inaugurado em 1969.
Três atletas destacaram-se no Esportivo, não apenas pela excepcional categoria, mas também pela disciplina: Heitor Martins, Álvaro Carvalho(Garganta) e Décio Frozi, que nunca foram expulsos. Por este motivo fizeram jus ao Belfort Duarte, um troféu cobiçado por muitos, mas dado apenas aqueles que durante a sua trajetória de atleta portaram-se sempre com fidalguia e cavalheirismo dentro das quatro linhas.
Em 30 de maio de 1979 o Esportivo enfrenta o Grêmio na Montanha, num jogo disputado com muita neve, numa temperatura de um grau centígrado, que embelezou a noite de Bento Gonçalves. Muitos que estavam no estádio viram a neve pela primeira vez.
Dia 20 de setembro de 1979, o alvi-zul empata com o Novo Hamburgo no Santa Rosa em 0x0, em jogo noturno. Paralelamente, o Grêmio vencia o Grenal. A combinação dos resultados apontava o Esportivo como Vice-Campeão Estadual de 1979.

Títulos
1932 - Campeão da Taça Perdigueiro
1936 - Campeão da Segunda Região
1942 - Vice-Campeão Estadual de Amadores
1946 - Campeão Citadino de Bento Gonçalves
1949 - Campeão da Primeira Divisão de Aspirantes
1956 - Campeão da Segunda Divisão de Profissionais Zona Centro
1957 - Campeão da Segunda Divisão de Profissionais Zona Planalto
1969 - Campeão Estadual da Segunda Divisão
1970 - Vice-Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1971 - Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1972 - Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1973 - Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1973 - Campeão da Taça “Governador do Estado”
1974 - Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1975 - Campeão Estadual da Segunda Divisão
1976 - Campeão do Interior do RS - Divisão Especial
1977 - Campeão da Taça “Governo do Estado”
1978 - Vice-Campeão da Taça “Governo do Estado”
1978 - Campeão da Taça Rubens Freire hoffmeister
1979 - Vice-Campeão Estadual da Divisão Especial.
1980 - Campeão da “Copa Governador do Estado”
1981 - Vice-Campeão da Segunda Divisão
1982 - Campeão da “Copa Estado do RS”
1982 - Campeão do interior do RS - Divisão Especial
1983 - Campeão da Copa “ACEG”
1987 - Campeão do Interior do RS- Divisão Especial
1998 - Campeão do Interior do RS- Divisão Especial
1999 - Campeão da Segunda Divisão Estadual
2004 - Campeão da Copa Rio Grande do Sul

Estádio

Estádio Parque Esportivo Montanha do Vinhedos
Inauguração 29 de Fevereiro de 2004
A capacidade inicial projeta: 20 mil lugares. A capacidade atual 13.500 lugares. Sendo distribuido em 12 mil nas arquibancadas e 1.500 cadeiras. A administração e sede do clube localizam-se no estádio.
A obra consumiu mais de R$ 10 milhões e foi iniciada em 1979, ano de glória do Esportivo, em que foi vice-campeão gaúcho. Com o nome de “Montanha dos Vinhedos”, o empreendimento está localizado fora da cidade, próximo à RST-470, que liga Bento a Veranópolis. Teve como primeiro jogo oficial, Esportivo x Pelotas.

Hino

Da capital brasileira do vinho,
Honrando o esporte do Sul.
Tem sua sede em nosso carinho,
Valoroso Esportivo, Alvi Azul.

O Esportivo, Tu és Cinqüentenário,
Sabes lutar, sabes vencer.

Glórias alcançar, teu povo te aclama,
Viva Esportivo Alvi Azul, Alvi Azul.

Verde como os parrerais,
Assim é nossa esperança.
Nos seus grandes valores reais,
Esportivo avante confiança.

O Esportivo, Tu és Cinqüentenário,
Sabes lutar, sabes vencer.

Glórias alcançar, teu povo te aclama,
Viva Esportivo Alvi Azul, Alvi Azul.

Estaremos contigo Esportivo,
Na Montanha ou fora daqui,
Com entusiasmo sempre vivo,
Aplaudindo ou sofrendo por Ti.
O Esportivo, Tu és Cinqüentenário,
Sabes lutar, sabes vencer.

Glórias a alcançar, teu povo te aclama,
Viva Esportivo Alvi Azul, Alvi Azul.
Viva Esportivo Alvi Azul, Alvi Azul.

Mascote
Em processo de escolha
Candidatos a Mascote:

Azulão: (pássaro muito comum na região serrana)
Águia: (um pássaro de visão e coragem)
Leão da Montanha: (remetendo ao nome do nosso estádio)
Bacco: (Deus do Vinho, em homenagem à Bento Gonçalves)
Zebra: (Primeiro resultado da loteria a favor do Esportivo)

Divulgação do vencedor: 20 de outubro

site:http://www.clubeesportivo.com.br/

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Associação Cultural e Desportiva Potiguar


O Potiguar foi fundado em 11 de fevereiro de 1945, fruto da fusão do Esporte Clube Potiguar e a Sociedade Desportiva Mossoró. Inicialmente, se chamava Associação Desportiva Potiguar. Só depois é que adotou o nome de Associação Cultural e Desportiva Potiguar.

Com essa fusão, o Tenente Edward Monteiro de Medeiros foi o primeiro presidente da história do Alvirrubro. Desde o princípio até os dias atuais, o clube tem como presidentes de honra, José Fernandes Vieira e Jerônimo Vingt Rosado, ambos já falecidos.

Em 1951, o Potiguar viria a conquistar seu primeiro campeonato municipal. Craques como Dequinha (ex-Flamengo e Seleção Brasileira) e Bira (que jogou no futebol Europeu) entre outros, foram os responsáveis pelas primeiras conquistas do clube.

Em 1974, o clube viria a participar de seu primeiro campeonato estadual. Estreou no dia 11 de agosto, enfrentando a equipe do ‎América e perdeu por 3 a 1. Em sua segunda partida, enfrentou o Alecrim, novamente derrotado, desta vez por 1 a 0, mesmo resultado no jogo contra o Riachuelo. Nesta primeira fase do campeonato estadual o clube viria a perder todos os jogos.

A superação veio no segundo turno: enfrentou e venceu por 3 x 0 Alecrim; 1 x 0 ABC e empatou 1 x 1 Riachuelo, terminando em primeiro na chave, à frente do ABC. Classificou-se para as finais do turno, no qual obteve dois empates por 0 x 0 contra ABC e ‎América, vencendo o Força e Luz por 1 a 0. Como houve empate nos pontos entre Potiguar, ABC e ‎América, foi necessária a disputa de uma decisão extra para se conhecer o campeão do segundo turno. O Potiguar perdeu por 1 x 0 ‎América e empatou 1 x 1 ABC, ficando na terceira posição.

No terceiro turno, a equipe ficou em segundo lugar. Os resultados foram: Potiguar 2x1 Riachuelo; 0x1 ABC, 2x1 ‎América, 0x0 ‎América e 2x1 Força e Luz. Terminou o turno em segundo e, na classificação geral ficou na quarta posição. O ano de 2004 ficou marcado para a Cidade de Mossoró pela conquista do seu primeiro titulo estadual. Um presente ao povo mossoroense dado pelo Potiguar, que ergueu o troféu após uma final história contra o América. No primeiro jogo, em Mossoró, venceu por 4x0. No jogo final, em Natal, perdeu por 1x0, placar suficiente para garantir-lhe a conquista inédita. Neste campeonato, o Time Macho, como é conhecido no cenário futebolístico, teve também no atacante Canindezinho, o artilheiro da competição, com 14 gols.

Em fevereiro de 2005, quando das comemorações do 60º aniversário do Potiguar, o jornalista e radialista Lupércio Luiz de Azevedo escreveu sobre o clube. Com riqueza de detalhes, destacou não só a história de um dos maiores clubes sociais do estado, mas também de um time nascido para vencer. Foi no livro “Potiguar – 60 anos de glórias e conquistas”.

Clássico Potiba

O primeiro clássico envolvendo Potiguar e Baraúnas, hoje conhecido como Potiba, aconteceu no dia 15 de maio de 1960, em partida válida pelo Torneio Início do campeonato local da temporada. No tempo normal de jogo o confronto terminou em 0 a 0 (zero a zero). Na cobrança de tiros livres da marca do pênalti, o time alvirrubro venceu pela contagem de 4 a 3.

Outro detalhe importante na história desse confronto tem sido as goleadas. A maior goleada aplicada pelo Baraúnas no Potiguar foi no dia 31 de maio de 1962, em jogo amistoso no estádio da Rua Benjamim Constant, Baraúnas 7, Potiguar 0. A maior goleada do Potiguar no Baraúnas aconteceu no dia 19 de setembro de 1965, jogo válido pelo campeonato local, Potiguar 7, Baraúnas 0.

O campeonato potiguar de 2006 foi decido em dois Potibas, ambos 0 X 0, ficando o título nas mãos do Baraúnas.

Foi num Poti-Ba ou Potiba, que seria registrado pela primeira vez na história do futebol potiguar um gol de goleiro, de trave a trave. Há quem diga que foi o primeiro gol direto de trave a trave na história do futebol brasileiro. Isto ocorreu no dia 17 de fevereiro de 1963. O autor da façanha foi o arqueiro do Baraúnas, Xavier Oliveira. Na trave oposta encontrava-se o goleiro do Potiguar, Dedeca de Grossos. Placar final da partida: Baraúnas 3 a 0.

Títulos

Regionais
Copa Rio Grande do Norte/Ceará: 1993.

Estaduais
Campeonato Potiguar: 2004.
Vice-Campeonato Potiguar: 2008.
Vice-Campeonato Potiguar: 2006.
Campeonato Potiguar da Segunda Divisão: 1981.
Torneio Inicio: 1979.

Outras Conquistas
Taça Cidade do Natal: 2008
Torneio Natal/Mossoró: 1967
Campeonato Mossoroense: 19 vezes (1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1957, 1964, 1965, 1966, 1968, 1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1980, 1985, 1986 e 1987).


Estádio
Estádio Leonardo Nogueira (Nogueirão)
Capacidade 25000
Inauguração 24/06/1967 - Ceará 2 X 0 Seleção de Mossoró
Primeiro Gol: Mozar (Ceará)
Proprietário: LDM (Liga Desportiva de Mossoró)

Hino - Guerreiro Alvirrubro
Autor: José Fernandes Vidal (1976)

Sobre o branco das salinas
Vibra o sangue de um guerreiro
Alvirrubro, cuja sina
É chega
r sempre primeiro

Tradição de gente forte
Sempre pronta pra lutar
Com a nobreza do esporte
És meu Potiguar

A ruidosa charanga
Bandeiras bailam no ar
Uma torcida se inflama
Potiguar, Mossoró, Potiguar.

Cada passo, nova glória
Que a his
tória floriu
Desta jóia que hoje brilha
O Nordeste do Brasil

Mascote
Principe
O Mascote nada tem a ver com o apelido do clube, "Time Macho"








site: http://
www.potiguardemossoro.com.br