segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Volta Redonda Futebol Clube

Na década de 70, Volta Redonda foi considerada Área de Segurança Nacional. Vivíamos em plena Ditadura Militar, tempo de muita repressão política e forte censura. Como fazer para oferecer um pouco de lazer aos milhares de operários da CSN, afastando a possibilidade de movimentos grevistas, por exemplo? O futebol sempre foi o esporte de maior apelo popular do país e na Cidade do Aço não seria diferente. Desde 1945, quando foi criada a Liga de Desportos de Volta Redonda, os campeonatos amadores na cidade eram organizados pela Companhia. No final da década de 40, o presidente da CSN, general Sylvio Raulino de Oliveira, resolveu financiar a construção de um estádio que abrigasse as partidas de futebol da cidade. Na obra que acabou batizada com o nome do seu idealizador, foi utilizado o aço da Siderúrgica para a estrutura das pequenas arquibancadas. No entanto, em 1959, a CSN resolveu delegar, em regime de comodato, a administração do estádio Raulino de Oliveira ao Guarani Futebol Clube, tradicional time amador da cidade.

Voltando ao campo político, em 1975, pouco depois de assumir a Presidência da República, o general Ernesto Geisel manifestou o interesse de unir os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Desde 1960 a capital havia sido transferida para Brasília e o Rio deixado de ser Distrito Federal. A proposta foi aprovada no Congresso sem maiores problemas em 1º de julho de 1975, e tudo foi feito muito rapidamente. Hoje, trinta anos depois, ainda existem muitas dúvidas quanto a viabilidade política e econômica desta polêmica fusão.

No futebol do Rio de Janeiro e da Guanabara havia federações e campeonatos distintos. A Federação Fluminense de Desportos, fundada em 1925, organizava um torneio disputado por equipes do então Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói. De 1951 até 1975, foi disputado o Campeonato Fluminense de Futebol com equipes como o Fonseca, de Niterói, o Central Sport Clube, de Barra do Piraí, além do Goytacaz, Americano e Rio Branco, de Campos, entre outros.

A Federação Carioca de Futebol, oriunda da Liga Metropolitana de Football, era bem mais antiga. O seu primeiro campeonato foi disputado em 1906 e teve o Fluminense Football Club como campeão. Neste certame só participavam equipes do atual município do Rio de Janeiro. A única exceção era o Canto do Rio, de Niterói, que disputou a competição entre 1941 e 1964.
Com a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, era inevitável a unificação também das duas entidades. Já em meados de 1975, abriu-se a possibilidade da participação de três clubes do interior no Campeonato Carioca do ano seguinte. Assim, foi realizada uma verdadeira peregrinação nas ligas e nos clubes do estado para a escolha das equipes do interior que participariam do campeonato. Visitou-se Volta Redonda, Resende, Barra Mansa, Vassouras, Valença e, também, as cidades do Norte Fluminense como Campos e Itaperuna. Vale lembrar que o processo de união definitiva das duas entidades foi concluído somente em 1979.

O Dr. Guanayr de Souza Horste era presidente do Clube de Regatas Flamengo de Volta Redonda e tinha o sonho de ver seu time no Campeonato Carioca, representando a cidade. Ele era assessor do prefeito Nélson Gonçalves e muito amigo de Eduardo Vianna, ex-presidente da Federação Fluminense de Futebol. Mantendo ótimo relacionamento com o dirigente, Guanayr queria transformar seu sonho em realidade. Na época, o único clube com atividade de futebol profissional na cidade era o Flamenguinho, como era carinhosamente chamado, fundado em 1972. Outros clubes como o Guarani Esporte Clube e o Comercial Futebol Clube dedicavam-se apenas as atividades sociais. Dessa forma, tudo parecia caminhar para a indicação do rubro-negro local no certame.

Em outubro de 1975, o prefeito Nélson Gonçalves entrou em contato com Otávio Pinto Guimarães, presidente da futura Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, propondo a melhoria no estádio Raulino de Oliveira, onde o clube da cidade mandaria suas partidas. A praça de esportes, construída no final da década de 40, pertencia a CSN que a havia cedido, em comodato, ao Guarani Esporte Clube. Diante da sinalização positiva da federação e com o aval da estatal revogando a cessão do Raulino, em 5 de janeiro foram iniciadas as obras no estádio. Os operários trabalharam 24 horas por dia até a instalação de arquibancadas tubulares, aumentando a sua capacidade de 5 mil para 25 mil pessoas.

A sede social do Flamengo de Volta Redonda, na Vila Americana, conhecida como Castelinho, recebeu vários jogadores emprestados pelo Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense e América que começaram a treinar sob o comando-técnico de Paulinho de Almeida e a supervisão de Flávio Costa. Porém, não faltaram pessoas influentes da cidade para indicar jogadores e as despesas começaram a aumentar.

Por outro lado, no campo político existiam dois partidos. De um lado a ARENA, situação, e do outro o MDB, oposição. Coincidentemente, o presidente da ARENA era o almirante Heleno de Barros Nunes, também presidente da Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF. Nos bastidores ficou acertada a participação do novo clube também no Campeonato Brasileiro. Todo parecia caminhar bem, mas por determinação do almirante Heleno Nunes deveria haver a troca do nome. “Já basta um Flamengo no mundo”, disse o dirigente, vascaíno confesso. Numa reunião na prefeitura municipal, Guanayr Host chegou a aceitar a mudança para Clube de Regatas Volta Redonda, desde que fossem mantidas as cores preta e vermelha. Pouco depois, novas exigências da CBD desfizeram todos os acordos anteriores.

O campeonato se aproximava, as obras no Raulino seguiam a todo vapor, mas um grande ponto de interrogação pairava no ar. No meio deste imbróglio surgiu um fato novo. Diante do impasse criado, foi aprovada na Câmara Municipal uma moção indicando o Comercial Futebol Clube como representante de Volta Redonda no campeonato estadual. Todos os jogadores, que treinavam há 15 dias na sede do Flamengo, foram para o Comercial. Junto com eles, as despesas de salários, alimentação, hospedagem e material esportivo. Com uma semana de treinamentos o conselho deliberativo do Comercial constatou que os gastos eram incompatíveis com a receita e o patrimônio do clube.

Diante da escolha, as duas equipes de Campos que participariam do Campeonato Carioca – Americano e Goytacaz – a FERJ não poderia esperar mais por Volta Redonda. No dia 9 de fevereiro de 1976, aconteceu uma reunião definitiva, na sede da Federação Carioca de Futebol, para definir esta situação. Estavam na Rua da Ajuda, a diretoria do Flamengo, do Comercial, o prefeito Nélson Gonçalves, além do próprio almirante Heleno Nunes e o presidente da Federação Otávio Pinto Guimarães. O encontro transcorreu em meio a muitas discussões e pouco entendimento. Foram horas de muita tensão e até ameaças de enquadramento de alguns dirigentes mais exaltados no AI-5. Quando tudo parecia caminhar para mais um impasse, prevaleceu o bom-senso e aconteceu o tão esperado acordo. Surgia o Volta Redonda Futebol Clube com as cores - preta, branca e amarela - e o distintivo inspirado no município. Enfim, a cidade teria o seu representante no Campeonato Carioca que começaria em pouco mais de um mês. Foi indicado o Conselho Diretor composto por dois representantes da prefeitura, dois do Flamengo e dois do Comercial. Ysnaldo dos Santos Gonçalves, irmão do prefeito, foi escolhido para ser o primeiro presidente. A primeira partida do Volta Redonda no estadual foi uma vitória épica de 3 a 2 sobre o Botafogo, no Raulino, seguida de uma grande festa na cidade.

Logo nas suas primeiras temporadas, o time participou do Campeonato Brasileiro da Série A em 1976, 1977 e 1978. Neste último conseguiu sua melhor colocação, 32° de 74 participantes. Em 1982, aplicou a segunda maior goleada da história da Série B do Brasileirão, com uma vitória por 8 a 0 sobre o Operário-MT. Em 1987, venceu o Campeonato Estadual da Segunda Divisão, feito que repetiu em 1990 e em 2004.

No ano de 1994, a equipe conquistou a Copa Rio, torneio no segundo semestre organizado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro e que dava ao vencedor uma vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. A decisão, em dezembro daquele ano, foi contra o Fluminense e o título veio após uma disputa de pênaltis nas Laranjeiras.

No ano seguinte, a equipe foi eliminada da Copa do Brasil pelo Bahia nos pênaltis. No entanto, o Volta Redonda chegou perto de vencer um título nacional, o Campeonato Brasileiro da Série C, mas não conseguiu, terminando com o vice-campeonato. Nos últimos anos têm se classificado para a disputa desta competição, sem obter sucesso.

Quando venceu o Campeonato Estadual da Série B, em 2004, ninguém esperava que o Volta Redonda fizesse campanha tão impressionante em sua volta à elite. O time venceu a Taça Guanabara e foi até a final da competição, quando enfrentou o Fluminense. Tudo isso impulsionado pelos gols do artilheiro Túlio.

Na decisão, o Volta Redonda saiu perdendo o jogo de ida por 2 a 0, mas conseguiu uma recuperação impressionante e virou para 4 a 2. Quase no fim da partida, o atacante Tuta, do Fluminense, conseguiu diminuir a diferença. O time do interior foi para a decisão com a vantagem do empate e podendo decidir nos pênaltis caso perdesse por um gol de diferença.

E tudo parecia dar certo para o Volta Redonda. No segundo jogo da decisão, com o Maracanã lotado, saiu vencendo, com gol de Fábio. O Fluminense tinha a obrigação de virar o jogo. A equipe do interior se descuidou e permitiu que, nos acréscimos do primeiro tempo, o Flu empatasse a partida.

O Volta Redonda resistiu quase o segundo tempo inteiro, mas não conseguiu segurar a pressão tricolor. Marcão fez 2 a 1 para o Fluminense. O artilheiro Túlio teve uma chance de ouro nas mãos quando saiu sozinho de frente para o goleiro adversário, mas desperdiçou a chance. O castigo veio nos acréscimos do segundo tempo, quando o zagueiro Antônio Carlos fez 3 a 1 e deu fim ao sonho.

Desde então, o Volta Redonda é presença constante nas semifinais da Taça Rio e da Taça Guanabara, mas não chegou a vencer um dos turnos novamente. Devido à decisão de 2005, os torcedores do clube têm uma rivalidade com o Fluminense. Em 2008, a equipe disputará o Estadual da primeira divisão e a Copa do Brasil. A classificação para a Série C do Brasileiro é decidida pela colocação na competição regional.

Títulos

1987 - Campeão Estadual da Segunda Divisão de Profissionais.

1990 - Campeão Estadual da Segunda Divisão de Profissionais.

1994 - Campeão do Interior (decidindo com o Americano, de Campos).

1994 - Campeão da Copa Rio (decidindo com o Fluminense, nas Laranjeiras).

1995 - Participou da Copa do Brasil, jogando contra o Bahia, sendo eliminado em Salvador, na disputa de pênaltis.

1995 - Campeão do Interior (decidindo com Barra de Teresópolis).

1995 - Vice-Campeão da Serie “C” (decidindo com o XV de Piracicaba -SP).

1995 - Campeão da Copa Rio (decidindo com Barra de Teresópolis).

1998 - Tri Campeão do Interior (decidindo com o Botafogo de Macaé, tendo o seguinte resultado: V.R.F.C. 2 X 1 Botafogo de Macaé).

1999 - Campeão da Copa Rio (decidindo com o Madureira dias 8 e 11/12/1999). 2004 - Campeão da Segunda Divisão Profissionais

2005 - Campeão da Copa Finta Internacional

2005 - Campeão da Taça Guanabara. (Vitória nos pênaltis sobre o Americano de Campos, no Maracanã).

2005 - Vice-Campeão Estadual da Primeira Divisão dos Profissionais (Decisão contra o Fluminense, no Maracanã) .

2007 - Campeão da Copa-Rio 2007. 1990 - Campeão Estadual da Segunda Divisão de Profissionais.

1994 - Campeão do Interior

1994 - Campeão da Copa Rio

1995 - Campeão do Interior
1995 - Vice-Campeão da Serie C

1996 - Campeão da Copa Rio

1998 - Tri Campeão do Interior

1999 - Campeão da Copa Rio 2004 - Campeão da Segunda Divisão Profissionais

2005 - Campeão da Copa Finta Internacional

2005 - Campeão da Taça Guanabara.

2005 - Vice-Campeão Estadual da Primeira Divisão dos Profissionais

2007 - Campeão da Copa Rio



Hino

Autor: Carlos Pacheco

Entra em campo o esquadrão de aço
Equipe do Voltaço
Fundado em 76
Seus atletas estão lutando pela vez.

Time de Volta Redonda
Terra de trabalho e paixão
Seus torcedores garantem
Manter sua tradição.

O município é seu braço
A indústria o coração
Além de recordista de aço
Quer ver o seu clube campeão.

Sua camisa, seu escudo, suas cores
Gritam gol
Sua bandeira colorida
Agitando a torcida
Tão vibrante aguerrida
Abre passagem com ideal
A meta perseguida é a conquista
De glória nacional.

Estádio Raulino de Oliveira

O novo Estádio Raulino de Oliveira tem formas arquitetônicas futuristas, conforto, beleza e segurança no seu interior. Com capacidade para 21 mil pessoas, possui arquibancada coberta e cadeiras em toda sua extensão. Esta grande arena não foi projetada apenas para ser palco dos grandes artistas da bola. O novo Raulino abriga projetos educacionais para adultos, a terceira idade e portadores de necessidades especiais, além de academia de ginástica e centro para recuperação de cardíacos.

Veja o que o novo Raulino possui em suas dependências e os serviços oferecidos:

Circuito de TV com câmeras para garantir a segurança dos torcedores;
Cabines para Rádio e TV com ar condicionado e modernos equipamentos;
Pista para todas as modalidades do atletismo;
Universidade à distância para cinco mil alunos;
Academia da vida para a terceira idade;
Escola para portadores de necessidades especiais.

Por tudo isso, o novo Raulino é considerado um dos estádios mais modernos do Brasil e conhecido como O ESTÁDIO DA CIDADANIA.

Mascote

A prefeitura de Volta Redonda fez um concurso para decidir quem seria a mascote do clube de futebol. O vencedor foi o Bolotaço, uma bola de futebol representada com as cores da equipe.


Mascote do Volta Redonda


site : http://www.voltaco.com.br







domingo, 17 de agosto de 2008

Associação Recreativa Desportiva e Cultural Icasa


Fundado em 1º da Maio de 1963 pelo industrial José Feijó de Sá, o Icasa que recebeu o nome da empresa do ramo de algodão “A Icasa” (Indústria e Comércio de Algodão S/A) . Levando na camisa a cor verde da folha de algodão e no calção o branco da pluma, surpreendia os juazeirenses como agremiação para a prática de futebol.

Logo em seu primeiro ano de existência, a equipe de futebol conquistava brilhantemente o campeonato local. Era um sintoma claro de que o Icasa vinha disposto a quebrar a hegemonia até então em poder do seu co-irmão, o Guarani, conquistando assim uma grande legião de torcedores. No ano seguinte, em 1964, o alvi-verde do Cariri conquistava o vice-campeonato e também o título de campeão do torneio comemorativo do Centenário da Cidade de Missão Velha.
O Icasa, mostrando toda sua potência, tornava-se Octacampeão Juazeirense ininterrupto nos seguintes anos:

• Campeão Municipal em 1965;
• Bicampeão Municipal em 1966;
• Tricampeão Municipal em 1967;
• Tetracampeão Municipal em 1968;
• Pentacampeão Municipal em 1969;
• Hexacampeão Municipal em 1970;
• Heptacampeão Municipal em 1971;
• Octacampeão Municipal em 1972;

Diante da Máquina de Vitórias, a grande torcida Icasiana via sua amada agremiação a cada final de campeonato arrebatar com galhardia o título máximo da terra do Padre Cícero. Mas a grandeza do Icasa não poderia ficar restrita ao Cariri.
O público de Fortaleza, Sobral e Quixadá, também estava desejoso de ver em ação o famoso esquadrão juazeirense que já se projetara além de fronteiras.
Eis que em dezembro de 1972 a grande e agradável notícia:
o Icasa filiava-se à Federação Cearense de Futebol, e a partir do ano de 1973 iniciava sua participação no Campeonato Cearense, mostrando sua força e hegemonia. Após várias tentativas de dirigentes locais, eis que surge Zacarias Silva, desportista ambicioso, e visionário que acreditou e consegui colocar o Icasa no cenário nacional como time de vitórias. Dentre os títulos conseguidos pelo Icasa nos últimos anos, destacamos os excelentes feitos:

• Campeão Cearense, 1992 sob a direção de Francisco Leite Bezerra;
• Vice-Campeão 1993 sob a direção de Kleber Lavor;
• Campeão Cearense 1º Turno 1995 sob a direção de Zacarias Silva;
• Vice-Campeão Cearense, 1995 sob a direção de Zacarias Silva;

Era Cruel


Por motivo de força maior o então presidente Zacarias Silva, afasta-se do Icasa no ano de 1996, e para tristeza de toda família icasiana em seguida o Verdão do Cariri, estaria sendo substituído pelo então, Juazeiro Empreendimentos Esportivos Ltda.

O Juazeiro empreendimentos foi criado no final de 1998 para substituir o Icasa, mudando para o nome acima citado devido a uma ação trabalhista movida por um antigo atleta, sendo que o mesmo pedia 30 mil reais de indenização. Este motivo não convenceu a torcida e na época muita gente do esporte foi contra, mas como não apareceu nenhum benemérito para ajudar o verdão como o mesmo é chamado pela sua torcida o presidente da época Kleber Lavor efetuou a mudança. O Juazeiro disputou os campeonatos de 1999,2000 e2001,tendo obtido sucesso apenas no ano de 99 devido ter aproveitado a base do Icasa. Só que o público não comparecia mais aos jogos como nos anos alviverdes. O presidente Lavor perdeu respaldo e a justiça acabou passando a divida do Icasa para o Juazeiro.

O ex-dirigente Zacarias Silva, realizou pesquisas junto à UECE, e ficou constatado a aprovação de 90% da população pelo retorno do verdão. Agora só restava a aprovação do conselho deliberativo e a Federação Cearense de Futebol. O empresário e ex-dirigente Zacarias Silva, logo procurou articular-se com a federação e os clubes filiados e conseguiu por unanimidade reintegrar o Verdão do Cariri no cenário esportivo estadual, ingressando na segunda divisão.

Em 2001, o ex-dirigente Zacarias Silva fora procurado por torcedores, empresários, forças políticas e imprensa regional para tentar ressuscitar o atual e tão querido Verdão do Cariri , sendo que a divida foi parcelada e apareceram beneméritos que parcelaram a divida em 8000 reais e recolocaram o Icasa no estadual profissional da segundona como exige a federação do nosso estado. Agora, não mais Icasa Esporte Clube, e sim, Associação Recreativa Desportiva e Cultural (Icasa). A associação Icasa, foi fundada por Zacarias Silva de Souza em 07 de janeiro de 2002 e o Juazeiro Empreendimentos extinto. Na estréia o verdão após 3 anos afastado estreou no estádio O ROMEIRÃO com um público de 3000 pagantes ( o estádio comporta cerca de 20000). Em 2003, venceu a segunda divisão e retornou ao convívio dos grandes clubes cearenses.

Era dos sonhos "Projeto 10 anos"

O então dirigente Zacarias Silva, lançou o “Projeto 10 anos”, com objetivos ambiciosos e futurísticos, tais como:
- Conquista do título da segunda divisão.
- Conquista do título da primeira divisão.
- Participação na série C do brasileirão.
- Participação na série B do brasileirão.
- Participação na Copa do Brasil.
- Projeto social com garotos da região no incentivo ao esporte.
- Construção do Praxedão.

O dirigente Zacarias Silva, conduziu o Icasa de 2002 à 2006. Em 2003 realizou a primeira conquista, Campeão Cearense da segunda divisão, com duas rodadas de antecipação. Em 1995 conquista 1º Turno do campeonato cearense. No mesmo ano, sagrou-se vice-campeão, pleiteando a vaga na série “C” para 2005 e Copa do Brasil para 2006.

Em 2006, o Verdão do Cariri, mesmo perseguido pelo sistema administrativo da Federação junto aos clubes da capital, continuou a seqüência de vitórias e sucesso, ficando em terceiro lugar conquistando a vaga para a série “C”, custeado pela CBF. Ao terminar o campeonato estadual, como já havia anunciado, o dirigente Zacarias Silva, cumprindo seu mandato, afasta-se da diretoria, autodenominando-se apenas torcedor de honra, passando a responsabilidade para os dirigentes, Luis Pereira Filho e Kleber Lavor, a quem acredita serem os mais preparados desportistas para continuarem com sucesso o Projeto 10 anos.

O torcedor de honra Zacarias Silva, promete construir com apoio do torcedor, municipalidade e empresários e entregar a diretoria do Icasa, o tão sonhado Centro de Treinamentos do Verdão do Cariri (Praxedão) no final de 2007. As obras foram iniciadas em agosto de 2006. O Praxedão terá capacidade para 5 mil pessoas, está localizado em área nobre de Juazeiro, na Lagoa Seca, e será utilizado pelas categorias de base, bem como pelo time principal.

O Escudo

O Escudo foi criado em 1963 na fundação do time, e nele acrescentado somente as estrelas referentes aos títulos. O modelo em 3d foi modelado em 2006 para dar mais vida a peça que apresenta em seu formato aspectos de uma engrenagem.

Mascote

O Mascote foi criado recentemente, exatamente em 2003 após a conquista da 2º Divisão do time.






HINO DO CLUBE
(
Letra: Luis Fidélis)

O verde vale do cariri, é a bandeira do nosso esquadrão.
Desfraudada sobre a maior torcida,
Nossa só corrente de Mão em mão.(bis)

Meu padim nos gramados do céu,
é mais um craque a orar meu Verdão,
a fé nos conduz a vitória,
Icasa eterno campeão.

Ê, ê, ê, ô icasa (bis)

Temos forças pra lutar (utererê)
Icasa estamos do teu lado (utererê)
Não importa o resultado (utererê)
O que importa é te amar.

Vamos jogar para vencer, (utererê)
Não temos nada a temer (utererê)
Icasa estamos aí, és a paixão do meu cariri.

site : http://www.icasafc.com/

sábado, 16 de agosto de 2008

Esporte Clube Noroeste

Fundado em 1º de setembro de 1910, com o nome de Sport Club Noroeste, o alvirrubro de Bauru teve como primeiro presidente o engenheiro Carlos Gomes Nogueira. Entre os primeiros sócio-beneméritos do clube estão figuras importantes de Bauru, como Alfredo de Castilho, Eduardo Vergueiro de Lorena (prefeito da cidade entre 1925-26 e 1929-25/10/30), Ernesto Monte (Prefeito de 1938-41), Otávio Pinheiro Brisolla (prefeito- 1918-21 e 1948-52), entre outros.
O primeiro confronto da história do Noroeste foi contra um selecionado da cidade de São Manuel. Vitória por 1 a 0.

O estádio Alfredo de Castilho é inaugurado em 1º de agosto de 1935, com um jogo entre o Norusca e o Campinas F.C. Placar final: derrota noroestina pela contagem mínima.

Alfredo de Castilho foi diretor da E.F. Noroeste do Brasil entre maio de 1925, nomeado pelo presidente Artur Bernardes, e 1929 e de 1934 até março de 1937. Faleceu em 1947.

O primeiro título estadual foi do Campeonato do Interior de 1943.
Na final, disputada em dois jogos contra o Guarani de Campinas, o Noroeste levou a melhor.

Os jogos foram disputados no Estádio do Pacaembú e após vencer o primeira partida com um gol do ponta-esquerda Fontes, o Norusca segurou o 0 a 0 no segundo jogo. Os heróis de 43 foram: Amélio, Xande e Irineu Pé de Boi; Balbino, Sérgio e Chocolate; Lamonica, Crisanto, Adolfrizis, Cirilo e Albércio ou Fontes.

O profissionalismo chegou em 1948. Em março, Anísio, Xandu, Chocolate, Tuim, Ferreirinha e Julinho foram os primeiros alvirrubros inscritos como jogadores profissionais. O Norusca passou então a ter dois times: um profissional, que disputaria o Campeonato Paulista e outro para jogar o Amador de Bauru.

O primeiro campeonato da 2a Divisão disputado pelo Noroeste foi o do próprio ano de 48. Após altos e baixos, o time terminou na terceira posição da série branca do Campeonato. O Linense foi o campeão, mas perdeu o acesso para o XV de Piracicaba, após um triangular que contou ainda com a participação do Rio Pardo.
O primeiro título da 2a Divisão veio em 1953. Após conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Norusca, em uma campanha heróica, conquistou o título da Segundona, passando por cima do América de Rio Preto, da Ferroviária de Araraquara, do Paulista de Jundiaí, do Marília e do Bragantino. Foram oito vitórias em dez jogos, que renderam o primeiro acesso da história do Noroeste à divisão de elite do futebol paulista. O título foi assegurado com uma vitória por 2 a 0 sobre o Marília, no Alfredão. Festa na cidade.

O time de 53 era formado por Sidney, Osvaldo e Villa; Nelson Faria, Mingão e Amaro; Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini. O técnico era José Pavesi, que faleceu pouco antes do último jogo do primeiro turno da fase decisiva, contra o Bragantino.

O maior susto da história do Noroeste ocorreu no dia 23 de novembro de 1958. A partida era contra o São Paulo de Poy, Mauro Ramos de Oliveira e Dino Sani, no Estádio Alfredo de Castilho. Aos 25 minutos do primeiro tempo, a geral está em chamas.

O incêndio consumiu as populares do Alfredão e causou pânico no público presente. O fogo ainda atingiu algumas casas, que ficavam nas proximidades. Cinco pessoas ficaram feridas.

Quanto ao jogo, ele foi retomado em 9 de dezembro, no campo do Bauru Atlético Clube. Resultado: 3 a 1 para o Tricolor paulista.

O Norusca só pode mandar seus jogos em sua casa novamente no dia 5 de julho de 1960. Vitória do alvirrubro sobre o Palmeiras por 3 a 2. Só que o estádio agora era tinha outro nome: Ubaldo de Medeiros.O novo estádio só voltaria a se chamar Alfredo de Castilho em 1964, com o Golpe Militar. Explica-se: Medeiros tinha sido partidário do governo João Goulart. Oficialmente, alegou-se que não se poderia dar nomes de pessoas vivas a obras públicas.

No mesmo ano de 1960, a melhor campanha do Noroeste no Paulistão: 17 vitórias, seis empates e 11 derrotas. O quinto lugar, junto com o Guarani e o desabrochar de dois craques: Toninho Guerreiro e Zé Carlos.

Em maio de 1964, a primeira vigem internacional. Uma excursão para um torneio em Cochabamba, na Bolívia. Vitórias sobre o Jorge Wilstermann (2 a 1), São José de Oruro (4 a 0) e Aurora, então campeão boliviano (4 a 0).
O interesse pelo futebol alvirrubro na Bolívia justifica-se pelo grande número de amistosos que o Norusca disputava na região da fronteira.

A primeira queda do time veio em 66. Depois de uma fraca campanha, o time bauruense decidiu sua sorte em um jogo de desempate contra o Guarani, no Pacaembú. Resultado: 3 a 1 para o Bugre, debaixo de muita chuva.

O Noroeste voltaria a divisão principal do futebol paulista apenas em 1970. Na fase final o alvirrubro passou pelo Bragantino (2 a 1) e Nacional. Contra o time da Capital, após um empate em um gol no primeiro jogo, o Norusca, com um gol de Fedato, garantiu o acesso e o fim do drama da Segundona.

O próximo passo era encarar o Paulistinha, criado pela Federação Paulista de Futebol, como uma seletiva para os times do interior. Os classificados teriam o direito de disputar a fase mais importante do Campeonato, o Paulistão.

O Noroeste só voltaria a enfrentar os grandes clubes do estado no ano de 74, após garantir a última vaga no Paulistinha de 73. O primeiro jogo do Paulistão 74 foi contra o Santos, na Vila Belmiro. 2 a 1 para o Peixe. No final do campeonato, um honroso décimo lugar.
Nas campanhas seguintes, o time alternou bons e maus resultados. Ao mesmo tempo, um garoto ia surgindo nas categorias de base do clube. Era Baroninho que, mais tarde, ganharia destaque no futebol nacional.

O time vai se mantendo até 93, quando é novamente rebaixado, após uma derrota para o Mogi Mirim por 4 a 2, com direito a gol do meio do campo de Rivaldo. Em 94 o clube disputa a recém criada Série A2. O time vai mal no Campeonato e acaba rebaixado para a Série A3.
O clube fica apenas um ano na Terceirona. Após uma excelente campanha, o Norusca conquista o título (1995) e volta à A2.

Em 1999 o a equipe faz uma das piores campanhas de todos os tempos e cai novamente para A3.

Em 2004, após uma excelente campanha, o Norusca conquista o acesso para a série A2.
De forma brilhante em 2005, após 12 anos nas fases intermediárias, volta a seu lugar de destaque, a Primeira Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, o Paulistão, ícone do futebol mundial, assegurando também sua vaga no Brasileirão da série C. No mesmo ano, o time conquista o campeonato da Federação Paulista de Futebol levando-o a Copa do Brasil.

Principais conquistas

Campeão do Interior Paulista em 1943
Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1953, 1970 e 1984
Vice-Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1986
Campeão Aspirantes em 1990
Campeão Paulista da Série A-3 em 1995
Conquista do Acesso para a Série A-2 do Campeonato Paulista em 2004
Vice-Campeão Paulista da Série A-2 em 2005
(Acesso Série A-1)
Campeã
o da Copa Federação Paulista de Futebol 2005
(Conquista de vaga na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C em 2006)

Hino do E.C. Noroeste
Letra: Miguel Ângelo Ruiz

Avante, avante , Noroeste
Bauru com emoção

Alça essa bandeira alvirrubra,
ao pé do coração! avante, avante mocidade
vanguarda varonil
e luta por Bauru que é uma cidade
maravilhosa deste Brasil

Avante, Noroeste
honra a camisa e em máscula vitória
no peito e na raça, com garra e amor
escreve a tua história.

Mascote "Locomotiva"

A locomotiva carinhosamente conhecida por "Maquininha Vermelha"
é uma homenagem à Rede Ferroviária Noroeste do Brasil.







Estádio Dr. "Alfredo de Castilho"
Capacidade: 18.840 torcedores
Recorde de público: 22.863 pagantes
em 1974 (Noroeste 1 x 2 Palmeiras).
O complexo esportivo "Dr. Alfredo de Castilho" está localizado em sede própria numa área de 72.600m² que abriga além do estádio com capacidade para 18.840 torcedores, espaço para concentração, campos de treinamentos, piscinas, restaurante, quadra poliesportiva coberta ("Panela de Pressão"), secretarias, administração, loja oficial com produtos licenciados e uma emissora de rádio AM, a 710 Jovem Pan Sat que opera em caráter comercial com uma equipe de esportes que traz em primerira mão todas as notícias sobre o E. C. Noroeste, além de transmitir todos os jogos do time ao vivo.

site : http://www.noroestebauru.com.br/

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Esporte Clube São José

O mundo vivia a terrível expectativa da primeira guerra mundial, com a Europa em polvorosa, quando em Porto Alegre - RS, surgia o "Sport Club São José", fundado em 24 de maio de 1913, por ação de um grupo de alunos do Colégio São José - daí derivou o nome do clube - na rua São Raphael, atual Avenida Alberto Bins, no Estado do Rio Grande do Sul, cidade de Porto Alegre.

Irmão Constantino Emanuel, um ardoroso admirador do calcio italiano foi o mentor intelectual e incentivou o grupo que jogava futebol no colégio a formar um clube de verdade.

O Irmão Ulrich, por sua vez, foi o primeiro chefe de torcida da nova instituição esportiva.

Entre os jovens fundadores estavam José Edgar Vielitz, Osvaldo Endler, Florêncio Wurding, Léo De La Rue, Antônio Pedro Netto (Netinho) e Arnaldo Peterlongo Ely.

Estes alunos faziam parte da Sociedade Juventude dos Moços Católicos, cuja sede era nos altos da ex-capela São José, localizada na rua São Raphael. A sociedade surgira para que os alunos pudessem praticar o futebol dentro das dependências do colégio. Embora a sociedade crescesse, o grupo não podia enfrentar equipes fortes e por isso surgiu a idéia de fundar um clube de futebol.

Após celebrar a fundação, o aluno Léo De La Rue foi escolhido para ser o primeiro Presidente do clube, ficando estabelecido que cada jogador compraria seu uniforme e contribuiria com 500 réis de cota mensal, pois a participação dos sócios ainda era reduzida.

Vale registrar que em 13 de abril de 1913, cerca de um mês antes da fundação do São José, morreu em Porto Alegre - RS, aos 44 anos, Francisco Antônio Caldas Junior, proprietário e fundador da Empresa Jornalística Caldas Junior.

VITÓRIA CONTRA O HILSFVEREIN NA ESTRÉIA

Menos de um mês depois da fundação, apesar das dificuldades em conseguir adversários de bom nível, os animados integrantes do Esporte Clube São José estrearam no futebol. Esse primeiro jogo foi realizado contra o Hilsfverein no dia 22 de junho de 1913 no campo do adversário. Com o futebol alegre e dedicado dos iniciantes o São José venceu por 2 X 0. Os gols foram marcados por Daudt e Bohrer.

A segunda partida não demorou muito, mas o time o Colégio Rosário também não resistiu e houve nova vitória do São José, por 4 X 0. Uma curiosidade neste jogo: os capitães das duas equipes resolveram substituir o árbitro alegando que ele desconhecia as regras. No final, o segundo árbitro pagou uma rodada de cerveja para todos os atletas.

UMA GOLEADA NO PRIMEIRO JOGO OFICIAL

Apesar da sede incontida de atuar, os jovens do São José jogaram pouco no início, mas treinavam muito se preparando para uma nova fase na vida do clube: participar de uma competição. Depois de se filiar à Associação Porto-Alegrense de Futebol o Clube disputou a primeira partida oficial pelo campeonato no dia 30 de agosto de 1914. Foi uma grande vitória do São José sobre o Fuss Ball Frisch Auf, por 4 X 0 no campo do adversário.

No dia 20 de setembro fez a segunda partida oficial pelo campeonato da APAF, contra o Grêmio e perdeu por 4 X 0. Como choveu muito naquele ano, a temporada acabou cedo. Em 1915, já com José Edgar Vielitz na presidência, o Zequinha fez a sua primeira excursão...de trem, para Canoas. Lá, perdeu de 3 X 1, para o forte Canoense formado por jogadores do Colégio São José, que havia vencido times grandes da Capital.

A "VIA SACRA", DA MONTANHA AO PASSO D'AREIA
O CLUBE UTILIZOU SEIS CAMPOS DE FUTEBOL ANTES DE TER SEU ESTÁDIO DEFINITIVO NA ZONA NORTE

Ansiosos em participar do maior número de compromissos, os fundadores do São José começaram logo a buscar um local para treinamentos e jogos. Em 1914, o primeiro campo utilizado pela turma do Irmão Constantino foi na chácara do Coronel Germano Petersen, denominado "Montanha", onde atualmente funciona o Hospital Militar, na subida da Cristóvão Colombo.

O clube começou a conquistar a simpatia da população e cresceu muito, exigindo mais espaço. Por isso, no mesmo ano, a segunda sede foi instalada na Rua São José, hoje denominada Frederico Mentz no Bairro Navegantes. Uma enchente, que assolou a capital em setembro, prejudicou o clube, destruiu "as modernas instalações para a prática do futebol", principalmente o gramado do São José. A única saída foi voltar para a "Montanha", na subida da Cristóvão Colombo, até conseguir outro local.

A Bacia - O novo estádio do São José, localizado atrás da Igreja São Pedro e chamado carinhosamente de "Bacia", também durou pouco. A área foi loteada para construção de moradias e o Clube foi obrigado a se mudar. Para não ficar sem jogar e correr o risco de fechar o departamento de futebol, o time passou a treinar e a jogar no Estádio da Baixada, do Grêmio.

Depois de pesquisar muito, o clube conseguiu um local no bairro Caminho do Meio, onde hoje se localiza o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Também ficou pouco tempo, mudando-se para o Bairro São João. E não foi daquela vez que encontrou o sossego de um local definitivo. Outra vez a questão habitacional obrigava o São José a mudar de área, pois onde estava o campo havia planos de construir a Vila dos Industriários.

Como ressaltam os arquivos do Clube, a "Via Sacra" só terminou na década de 40. O Clube comprou o atual terreno de três hectares por 250 contos de réis e começou a construir o Estádio do Passo D´Areia em 1939. a inauguração ocorreu no dia 24 de maio de 1940, com uma grande festa: um jogo contra o poderoso Grêmio, tricampeão da cidade. A vitória tricolor foi difícil (3 X 2), diante de um grande público, que proporcionou uma arrecadação de 7 contos e 900 mil réis. Era presidente Eduardo Zottnann.

Outro grande fato do futebol gaúcho daquela década foi o surgimento do rolo Compressor do Inter. Enfim, com a construção de um estádio moderno, um grande clube tinha terminado sua peregrinação e fincava raízes no coração da Zona Norte. Hoje o estádio tem capacidade para 6.000 pessoas bem acomodadas e é um orgulho da comunidade.

VICE CITADINO EM 1937/1948

Na época do futebol romântico, Porto Alegre tinha muitos clubes de qualidade como Grêmio, Inter, São José, Força e Luz, Americano e outros. E foi neste contexto que o Zequinha, em 1937, viveu seu primeiro grande momento de glória. Com uma equipe de alta qualidade, treinado por Nelinho, conquistou o vice-campeonato da cidade, em dezembro, em uma decisão com o Grêmio, em três jogos. No primeiro, vitória tricolor por 2x1 (19/12), reação do Zequinha no 3x2 (23/12) e o título gremista no 2x0 final (26/12). O São José teve como time-base a seguinte formação: Ruarão, Ruarinho, Harry, Ireno, Berto, Mesquita, Bavú, Mabília , Ordovaz, Chinesinho e Elustondo.

Há quem considere o time do final da década de 40 como um dos melhores na história do São José. Esse grupo, treinado por Otacílio Ricardo dos Santos, obteve o vice-campeonato de Porto Alegre em 1948 garantindo o título antecipado do Inter ao vencer o Grêmio por 3 a 1 no dia 9 de outubro. No Gre-Nal "por laranjas" em 17 de outubro, o Grêmio usou um time reserva e foi goleado por 7 a 0 pelo Inter. O ex-presidente Humberto Ruga lembra uma formação do São José em 1949/1950 com Clóvis (Vilson); Gaúcho, Pedro (Osvaldo Só), Aldeia e Tibica; Gomes (Turra) e Ênio Andrade; Loureiro (Breno), Pedrinho, Sadi e Roni. "Um time fantástico", diz.

COPA GOVERNADOR, A MAIOR CONQUISTA
EM 1971 O CLUBE CONSEGUIU CHEGAR AO SEU
MAIOR TÍTULO NO FUTEBOL DESDE A FUNDAÇÃO

Em uma época de grande diferença econômica-esportiva entre a dupla Gre-Nal e os demais clubes do Rio Grande do Sul, o E.C. São José conseguiu a sua maior conquista: Campeão da Copa Governador do Estado - Euclides Triches em 1971. O Inter vinha em grande fase com Valdomiro, Tovar e Claudiomiro e o Grêmio do Técnico Oto Glória, tinha Espinosa, Everaldo e Alcindo, mas o São José com garra foi superior.

O time campeão teve: Carlos Miguel, Marcos, Adilson, Renato, Paulinho e Frazão;
Carlos Castro, Celmar, João Alberto, Gilney e Cará.
O E.C. São José tinha como Técino Pedro Ário Figueiró.

O CLUBE DE TODOS OS CORAÇÕES

Os torcedores gaúchos já se acostumaram a presenciar o nascimento e a morte de dezenas de clubes de futebol ao longo deste século. Quis o destino e a abnegação de milhares de torcedores, que o Esporte Clube São José não tivesse esse mesmo triste fim.

Com muito trabalho e dedicação, o "Zequinha" venceu desafios, passou por fusões, crises e até licenciamento, mas também viveu grandes momentos de glórias nestes 90 anos. Conhecido como time mais simpático do Rio Grande do Sul, respeitado por gremistas, colorados e cruzeiristas, o São José, abre a porta do Novo Milênio como o Clube de Todos os Corações.

É com orgulho que tentamos recuperar parte desta bonita história de amor e paixão pelo futebol, esperando que seja uma semente para novas conquistas no próximo milênio.

O São José é um jovem nascido em 24 de maio 1913, mas que se mostra ansioso por enfrentar o futuro. Nos últimos anos o Clube vem passando por uma nova experiência no Futebol, como as parcerias com a Tintas Renner, Totobola (parceiros anteriores) e a Multisom (parceiro atual).

Queremos crer que esta é uma alternativa viável para manter o futebol forte e competitivo, buscando novas glórias no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Ao mesmo tempo em que comemora a volta à divisão de elite no futebol gaúcho e a boa participação na Série C nacional, o Clube investe nas categorias de base, na escolinha de futsal, nos esportes amadores e também na parte social.

Seu conceito é alto entre os moradores da Zona Norte de Porto Alegre, onde o São José tem raízes profundas, antes mesmo da construção do Estádio do Passo D´Areia, em 1940. Por isso, ao viajar pelo tempo nas páginas do site, entre homenagens e lembranças, imagine o "Zequinha" mais forte, não apenas para seus dois mil associados, mas para os milhares de simpatizantes que o guardam no coração.

Hino do Clube

Autor: Antônio Guaglianoni
Arranjo Musical: Os Zequianos

Cor do céu clube alvi azul

São José de tradição

Mais simpático do sul

Resplendente pavilhão

Quem não sente o teu ardor

Como um todo sempre unido

Frente ao forte contendor

Luta bravo e destemido

Nasceu nacionalista

Sagrando nobre história

Na senda da conquista

Candente busca a glória

Zequinha traz um fado

Ardente e varonil

De honrar o seu passado

No esporte do Brasil

MASCOTE

Outro símbolo importante do São José é o mascote. Os arquivos do clube não registram o autor do desenho, que mostra a imagem simpática de um velho santo vestido com o uniforme do clube, entrando em campo e tendo uma bola embaixo do braço direito.

Estádio do Passo d'areia

O Estádio do Passo D'areia, localizado junto à sede social do clube, é a atual morada do "Zequinha", a terceira força do futebol na capital gaúcha. Mas nem sempre foi assim.

O E.C. São José passou por vários locais antes de fincar suas raízes na zona norte de Porto Alegre, em um terreno de 3,5 hectares comprados por "250 contos de réis" no distante ano de 1939, quando o Estádio do Passo D'Areia começou a ser construído.

A atual morada do Zequinha foi inaugurada em 24 de Março de 1940, em uma grande festa na qual o poderoso Grêmio, tricampeão municipal na época, era o grande convidado. Em uma partida com belíssimo público e renda de exatos 7 contos e 900 mil réis, o Zequinha deu muito trabalho ao Grêmio, mas acabou derrotado por 3 a 2.

O Estádio do Passo D'Areia já passou por várias mudanças desde a sua inauguração, evidentemente. A maior da ampliações foi a construção do "Tobogã" das arquibancadas atrás do gol que fica no lado da área social do clube.

Nome Oficial: Estádio Passo d’Areia
Endereço:

- Social - Rua Padre Hildebrando nº 1100
-Geral - Av. Rio São Gonçalo nº 95 -
- Bairro Passo d'Areia - Porto Alegre - RS
Camarotes:
06
Vestiários:
4 vestiários profissionais mais 1 vestiário de arbitragem.
Dimensões do Gramado:
74m x 105m - Tamanho oficial exigido pela Fifa.
Grama:
Catarina
Iluminação:
Estão em construção devido a nova arquibancada geral
Imprensa:
- 8 cabines duplas fixas
- 1 sala de imprensa
- 1 sala para entrevistas coletivas.
Estacionamento:
Privativo para funcionários e autoridades com capacidade para 50 veículos.

site: http://www.saojose.net


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Londrina Esporte Clube


Como Tudo começou
Luciano, antes de mudar-se para Londrina, vivia em Rolândia, onde fundou juntamente com seu irmão Luiz, um dos primeiros clubes profissionais do norte do Paraná: O Nacional. Quando soube que o time do Rolândia enfrentaria o Vasco da Gama, ele não vacilou. Tinha que ver este jogo de qualqer maneira. O Nacional venceu por 3 x 2.
Quando retornava a Londrina, ao lado do médico Wallid Kauss, surgiu a discussão: "Se Rolândia pode ter uma equipe capaz de enfrentar o Vasco em condições de igualdade, proque não poderia acontecer o mesmo em Londrina?"

A idéia era fascinante e merecia ser melhor debatida. Para isso, nada melhor que uma mesa de bar. Foram a um restaurante. Não poderiam ter feito escolha mais feliz, pois tão logo ficou sabendo do assunto, o proprietário do estabelecimento, Pietro Calloni, italiano fanático por futebol, juntou-se ao médico alemão e ao advogado mulato. Alguns dias depois, a quarta cadeira na mesa foi ocupada pelo gerente da agência do Banco do Brasil, Paulo Schmidt - um avalista de peso - que sugeriu o nome Londrina Futebol Clube, logo adotado.

A idéia era tão boa que pelo menos duas mesas do restaurante tinham de ser reservadas para aqueles malucos que estavam fundando um clube de futebol: o juiz Ismael Dornelles de Freitas, o médico Osvaldo Palhares, o professor Silveira Santos, Camilo Simões, Fioravante Bordin, Nicola Pagan, Algacir Penteado e Francisco Arrabal.

Era preciso abrir o caminho para o progresso
E em Londrina, a história parecia apressada. Cerca de 25 times estavam registrados na Liga Regional de Futebol (amador) quando, numa quinta-feira, um número considerado de desportistas compareceu ao salão nobre do Hotel Monções para eleger a primeira diretoria do novo clube. O prefeito Antonio Fernandes Sobrinho e o secretário da Prefeitura, Mário Cunha, também estavam presentes. Depois de algumas horas de debates, o estatuto da agremiação e a composição da primeira diretoria foram aprovados. A Ata de Fundação foi redigida por Paulo Carvalho Braga e seu texto era, antes de tudo, formal, ou não seria uma Loa Ata: "Aos cinco dias do mês de abril de mil novecentos e cinqüenta e seis, às vinte horas, compareceram os abaixos assinados, os quais, de comum acordo deliberaram fundar um clube de futebol profissional e demais esportes, o qual recebeu o nome de Londrina Esporte Clube..."

A composição da primeira diretoria apresentada por Wallid Kauss e eleita por aclamação, tinha nada menos que cinco "presidente de honra" (que normalmente ficam muito honrados com o cargo mais pouco apitam): o prefeito Antonio Fernandes Sobrinho, o juiz Ismael Dorneles de Freitas, Julio Fuganti, Leônidas Rezende e Pietro Calloni.

A diretoria executiva: presidente - Fioravante Bordim; primeiro vice-presidente - Saulo de Val Esteves de Almeida; segundo vice - Ângelo Zambrim; terceiro vice - Hermino Vitorelli; quarto vice - Camilo Simôes; quinto vice - Celso Garcia Cid; primeiro secretário - José Antonio de Queiroz; segundo secretário - Hernani Leite Mendes; tesoureiro - Paulo Schmidt; primeiro tesoureiro - Geraldo Durães; segundo tesoureiro - Joaquim Lopes Alho; oradores - Ivan Luz e Doan Álvares Gomes; conselho fiscal - Arlindo Fuganti, Hakira Nakanishi, Orlando Mayrink Góes, Paulo Makiolki, Wallid Kauss, Manoel Alho da Silva, Nelson Maculan, Raimundo Durães, Olavo Santiago, Luiz Moressi, Ernani Fontana, Osvaldo Palhares, Abrahão Andery, Carlos Antonio Franchello, Renato Bueno, Luiz Carlos Subit, Paulo Hirata, Mário Cunha, Wilfredo de Moraes Vasconcelos, Saburo Nakatsukasa, Paulo Marchesini, Wilton Coutinho, Dioli Lopes Busse, Jacob Bartholomeu Minatti, Uadi Chaiben, Raul Zanoni, Jaime Freire Belém, Anuar Denis, Arnaldo Nunes da Costa e Luiz Gonzaga Bertoni.

Naquela mesma noite ocorreu também a primeira eleição de um técnico de time de futebol, que se tem notícia: isto mesmo, José Luciano de Andrade foi o escolhido (ele também acumularia o cargo de supervisor). Mas o clube que nascia não pensava em se restringir ao futebol e foi eleito também um diretor social: o então promotor Antonio de Silveira Santos.

Após ser lavrada a ata de fundação do novo clube, começava a parte mais difícil que seria arrecadar dinheiro, é criado um livro de ouro que foi aberto pelo Comendador Julio Fungati com Cr$ 50.000, o total arrecadado foi em torno de Cr$ 800.000; a próxima tarefa seria conseguir jogadores, e para isso foram realizadas várias peneiradas com jogadores amadores locais, de onde surgiram: Rubinho, Nery, Valter, Pozzi, Zolan, Comida, Ioiô, Gino, Pinduca, Zezinho, Gatão e Lelé (que era de Londrina porém jogava no Britânia de Curitiba).

Não era o suficiente, então invadiram o mercado do Rio de Janeiro e trouxeram do Flamengo: Marinho Rodrigues, Rubens Cortez, Jorge Paulino, Paulinho, Alaor, Mauricio, Inácio, Tião e Jorge Davi, do Botafogo vieram Abel e Jaime, e de outros clubes cariocas, Osvado, Domingos, Jorge Carlos, Carvalho e Jota Alves.

No futebol Paulista foram até a Portuguesa Desportos e conseguiram trazer Mané, Valter II, Armandinho e depois Zé Carlos, bem como outros do interior. Estava assim formado o novo clube.

Em reunião extraordinária na sede da Federação Paranaense em Curitiba no dia 25 de junho de 1956, através do Boletim Oficial 75/56 - Resolução Nº 10 foi concedido o registro do Londrina F.C.

O depoimento de David dos Santos Filho é muito importante para esclarecer uma divergência com relação ao primeiro presidente do Londrina. O Fioravante Bordin foi eleito para o cargo, mas ele não era uma pessoa muito ligada ao futebol e afastou-se logo, alegando que tinha muitos negócios particulares, que não podia dedicar-se ao clube, Camilo Simões então assumiu o cargo.

O primeiro jogo
O Londrina fez seu primeiro jogo treino com a Portuguesa Londrinense, um dos melhores times amadores da cidade, e venceu por 4 a 1. Domingo, 24 de junho de 1956. A multidão interrompe com aplausos quando sobre o verde do gramado, surge o azul e branco da camisa nunca usada. É o Londrina entrando em campo pela primeira vez. A massa de torcedores não iria poder, naquele primeiro jogo, festejar a vitória. Mas não saiu inteiramente frustrada, pois também não amargou a derrota. O jogo terminaria empatado em 1 a 1. Coube ao ponta direita Alaor, marcar o primeiro gol do Londrina. O amistoso foi contra o Corinthians de Presidente Prudente-SP.

O primeiro torneio foi um quadrangular promovido pela Folha de Londrina que contou com o Nacional de Rolândia, a Sociedade Esportiva Uraí e a Portuguesa de Desportos de São Paulo. A Lusa paulista foi a campeã, ganhando os três jogos. O Londrina ficou em segundo.

O primeiro título
Londrina foi campeão do Torneio da Amizade, organizado pela sub-sede da FPF, em 1957. O torneio teve as participações do Londrina, Guarany (Cambé), Camercial de Cornélio, Nacional de Rolândia, Mandaguari, Arapongas e Maringá e foi precursor do Campeonato Norte-Paranaense. O Londrina foi campeão ganhando 9 dos 12 jogos disputados. Empatou um e perdeu outros dois.

Com os anos
...novos presidentes foram eleitos: Manoel Domenico, um prospero comerciante, substituiu Camilo Simões. Depois foram eleitos Juvenal Pietraróia, Olavo Santiago e Sílvio Bussadori. Aí então entrou em cena aquele que seria o mais popular presidente do Londrina em toda a história do clube. Um baixinho gozador, atrevido, chamado Carlos Antonio Franchello, que ocupou o cargo de 1959 a 1969. Com Franchello, o time passou a se chamar Londrina Futebol e Regatas e conquistou o seu primeiro título estadual.

Em 1959 - Vice Campeão Paranaense
O Londrina sagrou-se campeão do Torneio Início do Campeonato Norte-Paranaense e ganhou o direito de participar da primeira decisão Norte x Sul. No certame do Norte, o Londrina foi o campeão com uma campanha de 14 jogos, 11 vitórias, 2 empates e uma derrota. A decisão estadual foi contra o Coritiba, no começo de 1960. No primeiro jogo, em Curitiba (7 de fevereiro), o Coritiba ganhou por 3 a 0. No segundo jogo, em Londrina, o Coritiba confirmou o favoritismo e venceu por 2 a 1. Neste jogo foi registrada a maior renda do Paraná: 792.310 cruzeiros. O curioso é que o Coritiba não aceitou a divisão de renda. Exigiu uma cota fixa de 100 mil pra jogar em Londrina. A direção do Coxa não acreditou no potencial da agitada torcida londrinense.

Sede campestre nasceu na Catedral
A direção do Londrina Futebol Clube tinha um sonho: conseguir uma área de terras para contruir um parque social. O movimento começou em 1959 e tudo foi garantido no ano seguinte, durante a celebração da missa especial de aniversário da cidade.
Enquanto o saudoso Dom Geraldo Fernandes celebrava a missa, o presidente Carlos Antonio Franchello arrumou um jeito de ficar ao lado do governador Moíses Lupion, convidado especial para a solenidade, e a conversa foi curta e grossa.
Falando baixinho para não atrapalhar o ato religioso, Franchello conseguiu comover o governandor, que deu o sim para a doação.
Como o governo não podia doar um terreno a um clube que só praticava o futebol, Franchello se encarregou logo de transformar o Londrina em Futebol e Regatas. A burocracia foi tanta que, mesmo com o sim de Lupion, o Londrina só foi dono da área doada em ano depois, em ato assinado pelo novo governador, Ney Braga.

O primeiro título Paranaense
Para chegar ao triangular que decidiu o título do Campeonato Paranaense de 1962, o Londrina inicialmente precisou vencer a Série Norte. A decisão desta estapa foi em Apucarana, que possuía uma excelente equipe.

A primeira partida da "melhor de quatro pontos" foi em Apucarana mesmo e terminou empatado em 1 a 1. Depois, no dia 3 de março de 1963, o Apucarana veio ao VGD e surpreendeu o time orientado pelo técnico Florial Garro, 2 a 1. Aureo e Santana marcaram para o time de Apucarana e Gauchinho fez o gol do Londrina. No dia 10 de março, de acordo com o planejamento da Federação, foi realizado a terceira partida em campo neutro: no Belfort Duarte. Apesar do Apucarana jogar apenas pelo empate, o Londrina entrou em campo tranquilo e venceu por 3 a 2.

Garantido o título do Norte Novo, o Londrina disputou a fase final do campeonato com o Coritiba (campeão do Sul) e Cambaraense (campeão do Norte Velho). A torcida mais uma vez sofreria um susto no início da decisão. No dia 7 de abril, o Londrina empatou em casa com a Cambaraense, tida como a equipe mais fraca das três que lutavam pelo caneco. O resultado final, de um jogo emocionante, foi 3 x 3.
Mas o Coritiba também tropeçou no obstáculo menosprezado, e só empatou com a Cambaraense. Assim quando veio jogar no VGD no dia 10 de abril, o Coritiba sabia que se tratava praticamente de uma decisão antecipada do título. Quem vencesse empurraria a cabeça do outro na lama. Foi mais fácil do que se esperava: Londrina 4 x 2. A partida marcada contra o mesmo Coritiba, para o dia 21, era a oportunidade do Londrina conquistar o título antecipadamente, sem depender do resultado do jogo final em Cambará. E quem esperava um Londrina recuado, espantou-se. Desde o início o time procurou o gol e o resultado final foi a vitória do Londrina novamente por 4 x 2. O campo do estádio do Coritiba virou palco para a festa alvi-celeste.

O que ninguém imaginava, que após o título de 1962, o Londrina passaria 18 anos e 7 meses e oito dias sem conquistar outro título estadual. O clube tinha algumas tempestades para cruzar.
A primeira foi a divisão da sua torcida. O São Paulo, tradicional time amador de Londrina, conhecido como "o mais querido", foi profissionalizado por um grupo de diretores dissidentes do Londrina Futebol e Regatas, logo após a eleição de 1964. Duas chapas foram apresentadas. Um representava o grupo que tinha a frente o "eterno" Carlos Antonio Franchello, Olavo Santiago e Silvio Bussadori. A outra, contava com Pedro Assunção, Nicola Pagan e Otávio Pedrialli. A chapa de Franchello venceu por 3 votos de diferença.

Por divergirem com a política administrativa de Franchello, os integrantes da chapa derrotada decidiram deixar o Londrina de lado e transformar o São Paulo no segundo time profissional da cidade. Formado basicamente por pratas da casa, o São Paulo chegou a surpreender os torcedores do Londrina em "derbys" sempre muito disputados e que normalmente proporcionava boas arrecadações. Mesmo assim, enfrentando terríveis dificuldades financeiras, o São Paulo foi obrigado a mudar de nome, passando a ser chamado de Paraná, a partir de 68.

O Londrina, por sua vez, também não repetia as atuações maravilhosas de alguns anos atrás, sucumbindo diante do maior potencial dos clubes da capital. Diante dessas dificuldades, dirigentes e torcedores dos dois clubes começaram a admitir a idéia de uma união como forma de solucionar o problema. Deveria surgir um novo time, mais forte, apoiado pelas torcidas unificadas, certamente voltaria a levar o futebol da cidade a posição de destaque, acreditava a maioria dos dirigentes. Também existiam aqueles que discordavam da idéia. O presidente Franchello, por exemplo, não admitia ver mudada as cores "alvi-celeste" para outra qualquer.

O prefeito Dalton Paranaguá convovou os dirigentes dos dois clubes para uma reunião no dia 03 de janeiro de 1970. Houve muita discussão, mas a união não se concretizou. Onze dias depois, porém, os dirigentes voltaram a reunir-se e em duas horas e meia de conversa ficou acertada difinitivamente: os clubes estavam unidos. O nome foi alterado para Londrina Esporte Clube com suas camisas vermelha e branca. O presidente Franchello, desgostoso com a decisão, abandonou seus antigos companheiros, declarando que iria esperar que "as cores antigas voltassem um dia..."

David dos Santos foi o primeiro presidente após a união, foi eleito em rápida reunião do Conselho Deliberativo, em outubro de 1970. Com David na presidência, aproximaram-se mais clube dirigentes como Mauro Viotto, Ferando Agudo Romão e Jacy Scaff que acabariam sendo os responsáveis pelos destinos do LEC na nova década. Após David dos Santos Filho, o advogado Mauro Viotto, assumiu o cargo de presidente e ficou até outubro de 1972, num ano não muito favorável para o time de camisas vermelhas e brancas. Mas, as cores tradicionais, voltariam com a saída de Viotto, e a surpreendente volta de Franchello.

Muita coisa havia mudado no clube, no entanto Franchello deixou a presidência do clube antes mesmo do final do seu mandato, assumindo o vice-presidente Fernando Agudo Romão. "Quando entramos para a presidência o clube contava apenas com seis ou sete jogadores. E devia aproximadamente 400 mil cruzeiros. A solução que encotramos foi tentar a revelação de jogadores através de equipes menores.

E do juvenil do Londrina, surgiram diversos jogadores que foram aproveitados no profissional, assim como outros que foram vendidos para equilíbrio do orçamento. Durante em que foi presidente do LEC, Agudo Romão conseguiu entre aquisições baratas e revelações, cerca de 26 jogadores. Além disso, o departamento de patrimônio passou de 2800 oara 9 mil associados.

O mandato de Romão encerrou-se em outubro de 1975 e o Londrina viveu uma das mais agitadas eleições. Um colegiado chegou a dirigir o clube até dezembro, quando então foi apresentado uma chapa oficial, de consenso, com Jacy Scaff na presidência.

Trabalho de Base

A verdadeira consciência da necessidade de um trabalho de base só surgiu realmente no Londrina no início do ano. No dia 22 de abril de 1975, o Departamento Amador do clube divulgou oficialmente o começo de um trabalho que, surpreendentemente, já apresentou resultados positivos: jogadores das categorias maiores da escolinha foram aproveitados nos treinos do time profissional do dia 23 de julho.

"A escolinha é para nós uma necessidade, pois o campo de ação é muito elástico em nossa região e, num futuro próximo, teremos jogadores qie compensarão o trabalho que ora iniciamos - declarou José Rossi, diretor do departamento."

Mesmo não possuíndo um estrutura à altura, os departamentos responsáveis pelas categorias não profissionais do Londrina já apresentaram um bom trabalho. Além do goleiro Ado, que esteve no México defendendo a seleção Brasileira de 1970, o Londrina já revelou outros bons jogadores: Neneca, Mazinho, Tatá, Jairzão, Zé Krol, Toquinho, João Batista, Edmar, Cícero, Zé Miguel, Carlos César, João Vitor, Robertinho, Luisinho, Mirandinha e Pirrela.

Um grande Estádio para um grande time
Os contatos feitos por Fernando Agudo Romão, então presidente do clube no ano de 1974, possibilitaram ao LEC disputar o Campeonato brasileiro de 1976. O Estádio do Café foi construído as pressas para o Londrina entrar no grupo de elite do futebol brasileiro, o Londrina, comandado por Jacy Scaff, fez grandes contratações. Trouxe Armando Renganeschi para o técnico e jogadores como Pontes, Arenghi, Paraná, Sérgio Américo, Carlos Alberto Garcia e Marco Antonio para garantir a alegria da nossa torcida no novo estádio.
A inauguração do Estádio do Café, dia 22 de agosto de 1976, levou cerca de 50 mil pessoas ao jogo Londrina x Flamengo, gerando uma renda recorde de Cr$ 857.720,00. Uma apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro foi a grande atração preliminar.

Na bola, Londrina e Flamengo fizeram um belo jogo e coube a Paraná do Londrina, cobrando pênalti, marcar o primeiro gol do novo estádio. Junior, aquele mesmo da Seleção Brasileira, fez o gol de empate e o jogo terminou em 1 a 1.
Afonso Vitor de Oliveira foi o árbitro, auxiliado por Célio Laudelino Silva e Tancler Pavani.
O Londrina jogou com Paulo Rogério, Odair (Milton), Pontes, Arenghi e Fio; Freyer (Toquinho) e Sergio Américo, Paraná, Carlos Alberto Garcia, Willian (Anderson) e Caldeira (Marco Antonio).

Três dias depois da inauguração oficial, o Estádio do Café viveu outra festa, a da inauguração do seu sistema de iluminação. Jogaram Londrina e Corinthians Paulista. O Londrina ganhou por 1 a 0, gol de Carlos Alberto Garcia, aos seis minutos do segundo tempo. Antes do jogo o espetáculo ficou por conta de um show pirotécnico. A arbitragem foi de Célio Silva, auxiliado por Afonso Vitor de Oliveira e Cícero Salata. A renda de 463.070,00 cruzeiros para um público de 22.181 pagantes.

A estréia no nacional de 1976
Foi a realização do grande sonho de sua torcida. Saiu do VGD para o Estádio do Café pensando numa grande campanha. Contratou jogadores de reconhecida competência e foi à luta. De cara, o Diabo. O Atlético Paranaense, tradicional adversário do Londrina em jogos do Paranaense, foi o primeiro adversário em casa, derrota de 3 a 0. Depois veio o São Paulo Futebol Clube de Pedro Rocha e companhia, o resultado foi um empate em 0 a 0. Na primeira viagem, o LEC encontrou outro estreante, o Confiança de Aracajú e perdeu por 1 a 0. Depois veio o Cruzeiro de Belo Horizonte e houve empate em 1 a 1. A primeira vitória veio somente na quinta rodada, quando o LEC bateu o Botafogo de Ribeirão Preto, no Café, por 1 a 0. Os três últimos jogos da fase de classificação foram fora de casa e o LEC jogou contra o Coritiba e perdeu por 1 a 0, ganhou do Uberaba de 2 a 1 e empatou com a Portuguesa de Desportos por 1 a 1. Na segunda fase, no grupo dos perdedores, o Londrina perdeu para o Cruzeiro (1 x 0), Uberaba (2 x 1) e Portuguesa (3 a 1) e empatou com o Confiança (1 a 1).

Foi uma campanha que não atingiu a expectativa da grande torcida norte-paranaense. Mas ficaram as imagens da festa da inauguração do Estádio do Café . Mas se houve alguma injustiça na inclusão do Londrina no Campeonato Nacional de 76, a verdade é que no ano seguinte o time "limpou a barra". O louco verão de 77/78 vai ficar gravado por muito tempo na cabeça dos torcedores que puderam experimentar as emoções de uma campanha irrepreensível que levou o Londrina, a cidade, a sonhar com a vaga na Taça Libertadores da América.

A boa campanha no estadual de 76 e a brilhante atuação no Nacional de 77 deram à história do Londrina um outro ídolo, de carisma só comparável ao de Gauchinho. Era Carlos Alberto Garcia, um goleador com jeito de menino bonzinho. E se em anos anteriores, o futebol londrinense, mesmo sem qualquer estrutura de base, de um trabalho sério de formação de jogadores, havia conseguido revelar craques como Ado (tri-campeão em 70 no México), Lidu (vendido ao Corinthians), Mazinho, Tatá e Neneca, a partir do momento em que o Estádio do Café foi inaugurado, passou a ser o palco desta longa peça de teatro que é a vida do Londrina e também novo endereço da TOL - primeira Torcida Organizada do Londrina, fundada naquele mesmo ano. O presidente Jacy Scaff, investiu dinheiro na Escolinha e bons jogadores passaram a ser descobertos, principalmente, pelos olhos de Aliomar Mansano, o Ticão, e lapidados ainda como juvenis e juniores para suprir a necessidade da equipe principal. Pelo menos dois talentos respeitados a nível nacional, surgiram no futebol profissional depois de pisarem a grama do novo estádio. Everton, que foi destaque no Atlético Mineiro e Marinho, vendido ao Flamengo, que chegou a Seleção Brasileira.


Em 77, quarto colocado
Carlos Antonio Franchello voltou a presidência do Londrina. A velha raposa voltava com seus discursos antigos ("Até o Céu é Azul e Branco"), mas trazia consigo para a diretoria muitas caras novas em se tratando de administração do único time profissional da cidade: Abílio Wolff Junior, Jair Poeiras Assunção, Luiz Antonio de Souza Castro, Ciro Xavier, Gaspar Novelli Filho, Aleckcey Kireef, João Luzia de Moraes, Mário Messias de Carvalho, Carlos Roberto Ciccillio, Sebastião Alves de Aguiar, Alexandre Wihbi, Ederaldo Soares, José Alves Padilha, Luiz Carlos Miguita, Osmar Sampaio, Wilson Campos, Plinio Montemor, Paulo Mendes Castelo Branco, Naim Libos, Alex Soares de Almeida, José Luiz Valeriano, Luiz Carlos Caraco, Luiz Martins e Rocco Scicchitano.
O treinador: o experiente argentino Armando Renganeschi. O time: Paulo Rogério, Arenghi, Dirceu, Carlos Alberto Garcia e Nenê - que já haviam participado da campanha anterior - juntaram-se aos reforços vindos do futebol paulista, Carlos e Xaxá, e a craques revelados por clubes da região como Zé Roberto, Ademar e Brandão. Havia ainda as opões de dois juvenis que estavam "comendo a bola" nos treinos: Everton e Nivaldo.

Uma grande equipe, que inusitadamente fracassou na primeira fase do Campeonato Nacional e ficou à beira da desclassificação na repescagem. Para conseguir ingresso na fase mais importante da competição, o Londrina teria de buscar, nas últimas rodadas, quatro pontos em Goiânia, onde enfrentaria o Vila Nova e o Goiás. Parecia tarefa impossível. Antes do embarque, o diretor de futebol Sebastião Aguiar declarou no aeroporto que "nenhum dirigente acompanharia a delegação porque este time não tem vergonha na cara". Apenas o gerente administrativo, Ary Martha iria com a equipe.

Um gol de pênalti, sofrido por Everton e cobrado por Xaxá, garantiu a vitória sobre o Vila. Faltava o Goiás, adversário tido como mais difícil ainda. O moderno Estádio Serra Dourada não recebia um bom público. Caía sobre Goiânia uma chuvinha fria. Logo aos 4 minutos, o endiabrado ponta Zezé ganha uma jogada na esquerda e cruza na medida para Rinaldo desviar de Paulo Rogério: Goiás 1 a 0. O Londrina vai em busca do empate e consegue. Xaxá cruza e Brandão, implacável confere: 1 a 1. No segundo tempo, aos 26 minutos, Nenê ganha de dois adversários e cruza. Garcia ajeita para Brandão: 2 a 1. O Londrina "catimbou" e segurou o resultado. Garantiu a vaga entre os grandes. O que parecia impossível aconteceu. Na avenida Higienópolis, em Londrina, festa até de madrugada.

Mas o melhor ainda estava por vir. Incluído numa chave que tinha nada menos que Santos, Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo e Caxias, o Londrina, começou no dia 29 de janeiro, contra o Caxias (2 x 0, Garcia e Brandão) a sua louca disparada rumo às manchetes esportivas dos grandes jornais do país.

O Flamengo de Zico e Adílio, foi derrotado no Estádio do Café, numa quarta-feira (1 x 0, Zé Roberto). No domingo, o adversário foi o Santos, no Pacaembu. Londrina 2 x 1, gols de Carlos Alberto Garcia e Nivaldo. No final do jogo, a inconformada torcida santista invadiu o campo e tentou bater nos jogadores, no técnico, na diretoria. Em Londrina, mais festa. Quarta-feira, dia 15 de fevereiro. Estádio do Café: Carlos Alberto Garcia, de cabeça, cumprimenta o Corinthians, que um dia desprezou seu futebol. Londrina 1 x 0. Depois viria o teste mais difícil. Domingo, no Estádio São Januário - lotado - clima de "guerra". Paulo Rogério cumpre suspensão e ninguém sabe como se comportará o reserva Mauro. Antes do jogo, Franchello, a esta altura uma figura já conhecida pela imprensa dos grandes centros, agita como pode. Em uma entrevista afirma que o Londrina vai vencer para não decepecionar, principalmente, os dois mil londrinenses presentes ao estádio. O repórter procura e não encontra este grupo de torcedores: - Cadê esta torcida que o senhor se refere, presidente? Franchello não perdia uma: - Você não estavendo aquele pessoal ali de alvinegro gritanto "Basco!... Basco!..."; pois é tudo gente nossa, disfarçada...

O goleiro Mauro pega tudo. O artilheiro Roberto Dinamite se desespera. O Vasco pressiona. Mas Xaxá rouba uma bola no meio de campo, toca para Brandão que, com categoria, aproveitando-se da saída do goleiro, faz 1 x 0. E não foi só: Carlos Alberto Garcia, 2 x 0. Em Londrina é domingo de Carnaval. O Londrina estava garantido no quadrangular final que decidiria o título brasileiro.

O jogo contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, foi considerado o melhor jogo do Campeonato Brasileiro. O Atlético fez 2 x 0, mas o Londrina reagiu. Garcia fez o primeiro, Brandão fez o segundo. Mas o Atlético tinha o artilheiro Reinaldo em tarde inspiradíssima: 4 x 2. Quando retornaram de Minas, os jogadores foram recebidos com festa no aeroporto.

No Estádio do Café, em outra excelente partida, Londrina e Atlético empataram em 2 a 2 (Brandão e Ademar, fizeram os gols londrinenses). Terminava ai o louco sonho de verão.

A boa campanha de 1979
O Londrina parecia que iria repetir a façanha de 77. O time foi bem na primeira fase, conseguiu a classificação e partiu com tudo na segunda. Foi a Salvador e ganhou do Bahia por 1 x 0. Em Gama-DF, ganhou do time local por 2 x 0. No Estádio do Café goleou o Santa Cruz de Recife, numa das melhores atuações do time em todos os tempo, foi um show. Depois veio uma discutida derrota paraem Piracicaba, para o XV, por 2 x 1. O embalo foi reconquistado no empate em 1 x 1 com o Flamengo e na goleada contra o Náutico por 4 x 2. Por fim, o Londrina perdeu em Porto Alegre uma nova classificação ao ser derrotado pelo Grêmio por 1 x 0.
Entre 94 equipes, o LEC ficou com a 19º colocação.

Vice Campeão em 80
O Londrina foi vice-campeão paranaense, naquele campeonato que teve dois campeões. Por determinação da FPF, Cascavel e Colorado, que terminaram empatados o certame, foram proclamados campeões.
Participando do quadrangular final, o Londrina ficou na posição imediata aos campeões e por isso foi vice. O Pinheiros ficou em terceiro.

A Taça de Prata é nossa
Franchello havia perdido a eleição e o presidente era Durval Dias Ribeiro, que tomou posse no dia 06 de outubro de 1979, e tinha a seu lado outros novos dirigentes: João Nogueira de Castro, Arley Marroni, Rui Barbosa de Castro, Humberto Augusto da Silva, José Basso, José Begiato, José Granado Garcia, João Círio Biazzi, José Angelo Garcia, Huber da Guia Rosa, Ludnei Piceli, José Carlos Rocha, Rui Carneiro, Roberto Ventura, José Branco Delgado, Ivan Prado, Nasib Jabur, Moacir Mendes Leite, Walter Senhorinho, Luiz Carlos Miguita, Sebastião Simões, Carlos Roberto Scalassara, José Roberto Vezozzo, Marcio Antonio Ramondini, Osmar Mansano, José Antonio Adum Neto, Abilio Wolff Junior, José Eli Ferraz e Aldo Fossati. O técnico era o ex-jogador do Santos, Jair Bala, capixaba de Cachoeira de Itapemirim.
O Londrina foi o primeiro campeão brasileiro da Segunda Divisão, 1980. Na conquista da Taça de Prata. O Londrina disputou onze jogos na primeira fase, passando pelos adversários Atlético-PR, Criciúma, Brasil de Pelotas, Juventude, Juventus, Chapecoense, Grêmio Maringá, Sampaio Correia, Anapolina e Bonsucesso.
Na semi-final veio o Botafogo-SP. O Londrina ganhou os dois jogos: 2 x 1 em Ribeirão e 1 x 0 no Café.
A grande decisão foi contra o CSA, Centro Esportivo Alagoano. Houve empate no primeiro jogo, em Maceió, no dia 11 de maio. Paulinho marcou para o Londrina e Dentinho para o CSA.

O jogo final foi no Café, dia 15 de maio. O Londrina foi brilhante e goleou por 4 a 0. A torcida não se conteve e invadiu o campo três minutos antes do final. José Roberto Wright, o árbitro, entendeu a euforia e a festa foi total.
Paulinho marcou dois, Lívio e Zé Roberto fizeram os outros dois gols. O público pagante foi de 36.489 pessoas. A renda recorde, de Cr$ 2.400.280,00.
Além do técnico Jair Bala, integravam a comissão técnica o preparador físico Dartagnan Pinto Guedes, o preparador de goleiros Zeferino Paquini, o médico Jair Furlan, o massagista José Carlos Venturini, o enfermeiro Adair e o ropeiro Bernardo.
O Londrina teve a seguinte formação: Jorge, Toquinho, Gilberto, Fernando e Zé Antonio; Wanderley (André), Everton e Lívio; Zé Dias (Zé Roberto), Paulinho e Nivaldo.


Campeão Paranaense de 1981
No futebol, o espaço entre o aplauso e a vaia é muito curto. E o campeão da Taça de Prata, Jair Bala caiu. O Londrina acabaria contratando outro ex-jogador do Santos, da "era Pelé": Ubiratão Calvo Nunes, um temperamental, muitas vezes comparado a Floreal Garro, o treinador que levou o time ao título estadual de 62. O preparador físico agora era Bebeto. Continuavam na comissão técnica Jair Furlan, Zeferino Pasquini, Venturini e Adair. Na diretoria, poucas alterações. Ézio Ivan Secco, cadidato da situação, foi eleito presidente e o departamento de futebol ganhou o reforço de Jacy Scaff.
O duro e sofrido jejum de títulos (do campeoanto Paranaense) durou exatos 18 anos, sete meses e oito dias. E, afinal, acabou no domingo, dia 29 de novembro de 1981, quando o Londrina, no estádio do Café tomado por 43.412 pagantes (e, calcula-se, dois mil penetras), derrotou o Grêmio Maringá por 2 x 1, e com todos os méritos, sagrou-se campeão.
Uma semana antes, a 100 Km dali, na rival Maringá, o Tubarão conseguira o que parecia impossível: batera o seu velho rival por 3 x 2, depois de estar vencendo por 3 x 0, na primeira partida da decisão. Durante a semana, nas conversas na Avenida Paraná, centro nervoso dessa jovem cidade de 400 mil habitantes (na época), não se falava outra coisa. Se lá na casa do adversário, vencemos, em casa a facilidade seria ainda maior.Terrível perigo, como ensina o passado do futebol. "Não podemos esquecer, do que aconteceu com a seleção brasileira em 50", advertiam os mais velhos. Excesso de cautela, quem sabe. Pelo sim, pelo não, no fundo nenhum londrinense duvidava: chegou a cora do LEC.
Assim, a festa tomou conta de Londrina desde a véspera. De sábado para domingo, poucos dormiram em paz. As buzinas e os tamborins soaram sem parar durante a madrugada. Nas lojas, esgotavam-se os tecidos azuis e brancos. Domingo cedo, enfim, começou a chover. E daí? Ao meio-dia, o estádio já estava quase cheio para a celebração tão esperada. Iniciado o jogo, com renda recorde no Estado - quase 10 milhões de cruzeiros -, as gargantas roucas de tanto carnaval antecipado esperavam aflitas o momento de gritar a vitória. Não demorou. Logo aos 14 minutos, o ponta direita Zé Dias penetrou pelo miolo e tocou para o artilheiro Paulinho que, na saída do goleiro, marcou o primeiro gol. Era a senha para a loucura. "É Campeão! É Campeão!", berrava-se sem parar.
De súbito, porém, os corações alvi-celestes gelam de pavor. Numa escapada, oito minutos mais tarde, o meia Silvinho decreta o empate. E agora? Os maringaenses reagiriam? Os londrinenses botariam tudo a perder? Como se estivessem tomados por essa dúvida, os jogadores do Londrina se viram dominados pelo rígido esquema de marcação homem a homem que quase imobilizou o ponta esquerda Carlos Henrique, principal arma do LEC.
No segundo tempo, a indefinição durou até os 21 minutos. O jogo tomava um rumo nervoso, indefinido. Aí, ante o pedido em coro da massa, o técnico Urubatão resolveu colocar o atacante Carlos Alberto Garcia, ainda um ídolo da torcida.
Passavam-se dez minutos e Carlos Henrique era derrubado na esquerda. Ele próprio cobra a falta. A bola vem alta e, no meio de uma marulha de defensores do Maringá, quem mete a cabeça para fazer o gol da vitória e do campeonato? Carlos Alberto Garcia, o "Bem Amado", o "Beijinho". O time de Maringá reclamou uma falta que não houve. Na confusão, o zagueiro Osíris seria expulso. Não demora muito e o lateral Detti também leva cartão vermelho do árbitro Newton Martins. Se com 11 o Grêmio Maringá parecia sem forças para ameaçar o Londrina, que se diria com apenas nove?
Quando o final a partida acabou, milhares e milhares de felizes torcedores invadiram o gramado, de onde todos os jogadores fugiam assustados - exceto Paulinho, de quem tiraram camisa, chuteiras, meias, ataduras e calção, quase o obrigando a sair do campo pelado.
Agora, era festejar de verdade, numa comemoração que novamente varou a noite, esgotando nos bares o grande parte do estoque de cerveja armazenado para o fim do ano.

Jacy Scaff fez o Londrina grande
Muita gente deixou seu nome marcado na história do clube. Cada um em sua época. Foram dirigentes como o grande e eterno presidente Carlos Antonio Franchello, jogadores como Gauchinho, Garcia e tantos outros. Mas um nome em especial, esteve presente no grande momento do Tubarão. No final da década de 70 e início da década de 80.
Jacy Scaff ingressou no futebol, após a união do Londrina com o Paraná, etendendo o convite de David dos Santos Filho. De 70 a 72 foi diretor de futebol. Voltou a função em 74. No ano seguinte foi vice-presidente de Fernando Agudo Romão, assumindo a presidência no final do ano. Foi presidente no biênio 76/77 e a ele foi dado o maior mérito de ter colocado o Londrina no Campeonato Nacional. Implantou uma nova mentalidade no clube com a contratação de grandes jogadores, com a ampliação da sede campestre e a expansão social.
Seu sonho sempre foi transformar o Londrina no maior clube do Paraná. Foi diretor de futebol em 80/81 e voltou a presidência na gestão de 82/83.
Jacy morreu em 86, deixando uma grande lacuna no meio esportivo paranaense.

Reestruturação
Outro nome importante na história do Londrina na década de 80 é o do professor Cleber Tóffoli., que foi presidente do Londrina duas vezes. Na primeira de forma interina , no segundo ano da administração de Murilo Zamboni. Na segunda, Cleber cumpriu um mandato de três anos, saindo para concorrer a um cargo político. Foi presidente do Londrina de 85 a 89.

Seu melhor trabalho foi a de reestruturar a parte administrativa , promovendo um controle do quadro de associados, o que não exisita.
No futebol, deu força total ao Júnior, que foi campeão estadual e foi base ao time profissional nos anos seguintes. Passou o departamento amador para a administração de empresários, com direito a 50% nas vendas dos passes.
Cleber trabalhou 10 anos pelo Londrina. Além de presidente, foi presidente e secretário do Conselho Deliberativo e vice-presidente do departamento amador.

Os artilheiros
O Londrina teve cinco vezes o artilheiro do Campeonato Paranaense. Quatro deles na década de 80.
- 1980, Everton com 20 gols
- 1981, Paulinho e Carlos Henrique com 13 gols
- 1986, Cláudio José com 15 gols
- 1987, Adalberto com 13 gols

Campeão Paranaense de 1992
"Agora no Paraná, não existe mais o Trio de Ferro. Mas sim, um quarteto". A frase emocionada do técnico Varlei de Carvalho, logo após a vitória de 1 a 0 na terceira partida com o União Bandeirante. Vitória que garantiu o terceiro e mais difícil título paranaense de sua história. E é uma grande verdade. Com a conquista de 1992, que se juntou às de 1962 e 1981, o Londrina tornou-se o clube do interior que mais se aproxima dos clubes da capital.

A volta do Londrina forte, não é obra do acaso, mas sim de um multirão pela vitória que envolveu a prefeitura da cidade e alguns empresários. Assim o time recebeu um empurrão extra na fase final, que ultrapassou a casa dos 400 milhões de cruzeiros. Os resultados não tardaram a aparecer. O Tubarão devorou o Atlético-PR com uma vitória por 3 x 2 e uma derrota por 2 x 0 e novo triunfo nos pênaltis, por 4 x 3. O União Bandeirante era o último obstáculo na direção do título, e, com ele, havia um tabu: o Londrina não vencia o rival a quase 7 anos.

Foram necessárias três partidas, todas em Londrina (o estádio do União não atendia à exigência mínima de 15 mil lugares). Mas valeu a pena, com dois empates (0 x 0 e 2 x 2, com gol do zagueiro Márcio, no último minuto) e uma sofirda vitória de 1 x 0, o Tubarão fez de Londrina, a capital do futebol do Paraná.

A campanha do Londrina no Paranaense de 1992 foi: 30 jogos, 11 vitórias, 15 empates, 4 derrotas, 38 gols à favor e 24 contra. Tadeu e Cláudio José, com nove gols, foram os artilheiros do time.
Vice-campeão Paranaense em 93 e 94
O Londrina por muito pouco não levantou o caneco em 93 e 94, pelo Campeonato Paranaense. Repetia-se a boa campanha do título de 92. Em 93, o Londrina chegou ao quadrangular final tendo como adversários o Atlético, Paraná e Matsubara. Foram 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, deixando o LEC com o vice campeonato. Em 94, o Londrina enfrentou no quadrangular final o "trio de ferro". Novamente 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas e o vice campeonato.

Copa do Brasil
Com o título Paranaense de 1992, o LEC ganhou uma vaga para disputar a Copa do Brasil de 1993, era sua estréia nesta competição. Foram seis jogos e fez bonito.
Primeiro enfrentou o Operário de Campo Grande, ganhou os dois jogos: 3 x 1 em Campo Grande e 2 x 0 em Londrina. Depois veio o Internacional de Porto Alegre, que arrancou um empate de 1 a 1 no Estádio do Café. No segundo, no Beira Rio, o Londrina surpreendeu todo mundo. Ganhou de 1 a 0, gol de Alécio, e provocou uma grande crise no time gaúcho.
Na terceira fase, o Londrina pegou o Flamengo. O primeiro jogo foi no Maracanã. Faltou um pouco mais de coragem ao Londrina, que perdeu por 1 a 0, gol de Nélio. No Estádio do Café, quase deu. O Londrina empatou por um gol e merecia ter vencido. Djalminha de falta marcou para o Flamengo e Alexandre também de falta empatou para o Londrina.
Como vice-campeão paranaense em 93 e 94, o Londrina sonhou com uma vaga na Copa do Brasil, mas não participou. Uma briga do presidente Onaireves Moura, da Federação Paranaense, com a CBF, tirou do Tubarão o direito de participação adquirido no campo.

Nova iluminação no VGD
Em dezembro de 95, foi inaugurado os novos refletores do Vitórino. O VGD já teve sistema de iluminação, mas com a falta de manutenção acabou com tudo.
Quando negociou os jogadores Alemão, Serginho Brasilia e Silvinho com o XV de Piracicaba, a direção do Londrina fez um acerto com a TAM, patrocinadora da equipe paulista, e conseguiu o novo sistema de iluminação.

Mal no paranaense, bem no brasileiro
A pífia campanha no estadual de 98 resultou no rebaixamento da equipe para a segunda divisão do estado. Felizmente, no ano seguinte, o Londrina conseguiu voltar a elite do estadual, sendo campeão da segunda divisão. O jogo da final no Estádio do Café, foi contra a Portuguesa Londrinense e o Londrina venceu por 2 x 0.
Em 98 ainda, o Londrina fez uma bela campanha pela série B do brasileiro. Chegou ao quadrangular final e ficou a uma vitória da elite do nacional. Na última rodada, a classificação do quadrangular tinha o Gama-DF com 7 pontos, Botafogo-SP e Desportiva-ES com 6 pontos e o Londrina com 5 pontos. O LEC enfrentaria o Gama no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, uma vitória e o Londrina estaria entre os grandes clubes do Brasil. Uma grande caravana londrinense se dirigiu a capital do país. E com uma atuação até hoje questionada (muito longe daquilo que a equipe vinha apresentando) por toda torcida azul-celeste, o LEC foi derrotado por 3 x 0 e o sonho da série A acabou.

Em 1999, é campeão da Série A-2 do campeonato paranaense e termina em 10° na Série B do campeonato brasileiro. Em 2000, retorna a primeira divisão do campeonato paranaense, ficando na 8ª colocação. Disputa a Copa João Havelange no segundo semestre, disputa o Módulo Amarelo (2ªdivisão) e termina em último na sua chave, mas não é rebaixado.
2001 - 5ºcolocado no Paraná e 15ºna Série B do campeonato brasileiro.
2002 - 3° colocado no campeonato paranaense, 6ºcolocado no Supercampeonato paranaense e 18ºcolocado na Série B do campeonato brasileiro.
2003 - 3ºcolocado no campeonato paranaense e 10° colocado na Série B do campeonato brasileiro.
2004 - 3° colocado no campeonato paranaense e termina na última colocação na Série B (24°), e é rebaixado para Série C.
2005 - 4ºcolocado no campeonato paranaense . Na Série C, é elimanado na terceira fase pelo Ceilândia-DF.
2006 - 6ºcolocado no campeonato paranaense, não conseguindo classificação para a Série C.
2007 - 10ºcolocado no campeonato paranaense, não conseguindo classificação para a Série C.
2008 - 12ºcolocado no campeonato paranaense, não conseguindo classificação para a Série C.

Hino Oficial do Londrina Esporte Clube
Autor: João Arnaldo
I
O azul celeste da tua bandeira
Simbolizando o céu do paraná
O branco, a paz de tua gente ordeira
Que em outras terras sei que igual não há.
O teu brasão resume a tua história
Na altivez da rama do café
Tu surgiste oh! grande Londrina
do seio de um povo que tem muita fé.
Refrão
Londrina... Londrina... Londrina...
Estás presente em cada coração
Caçula-gigante nasceste
E hoje és o destemido tubarão.
Londrina... Londrina... Londrina...
Nossa torcida vibra em cada emoção
E o que importa é o ideal de vitória
Pois para nós, tu serás sempre campeão.

II
Meu tubarão, time de tantas glórias
É uma força do norte ao sul
Venceu fronteiras e já fez histórias
Tua camisa branca e azul.
És o orgulho de uma cidade
Que se formou na era do café
Tu surgiste oh! Grande londrina
do seio de um povo que tem muita fé.

Mascote
Inicialmente, o mascote do Londrina era um menino gigante, o Caçulo Gigante. No entanto os anos passaram e a mídia elegeu o Tubarão como o mascote do clube, devido em 1976/77 ao grande sucesso do filme Tubarão.
Mascote - Londrina Esporte Clube



Estádio Jaci Scaff, popularmente chamado de Estádio do Café, foi construído às pressas para o Londrina entrar no grupo de elite do futebol brasileiro, pois estava confirmada a participação do LEC no Nacional de 1976. No dia 22 de Agosto de 1976 aconteceu a inauguração do Café, jogaram Flamengo e Londrina, a partida terminou empatada em 1 x 1.

Localizado a 04 km do centro da cidade, no setor norte, próximo ao Parque Ouro Verde, ao lado do Autódromo Internacional Ayrton Senna, é hoje o maior estádio do interior do Paraná, com capacidade para aproximadamente 40.000 torcedores, e seu sistema de iluminação é um dos mais modernos.

Possui também um amplo parque de estacionamento, entre outras benfeitorias. No ano de 2000, o Café foi palco principal do Torneio Pré-Olímpico de Futebol.


Informações diversas

  • Capacidade: 45.000
  • Cobertos (cativa): 5.000
  • Descobertos: 40.000
  • Guichês para venda de ingressos: 32
  • Banheiros: 16
  • Femininos: 8 (5 na arquibancada e geral e 3 nas cativas)
  • Masculinos: 8 (5 na arquibancada e geral e 3 nas cativas)
  • Lanchonetes: 8 (5 na arquibancada e geral e 3 nas cativas)
  • Dimensão do campo: 105mx70m
  • Sistema de drenagem: instalado em 1976
  • Número de Vestiários: 04
  • Iluminação: 04 torres com 33 lâmpadas de 2000W cada
  • Cabines de imprensa: 08

Localização
Estádio do Café
Av. Henrique Mansano, 889
Fone: (43) 3327-0969
CEP: 86075-000 - Londrina - PR

Estádio Vitorino Gonçalves Dias – Localizado no Centro de Londrina, o VGD, estádio com capacidade para 12.000 torcedores foi o local onde o Londrina Esporte Clube realizou suas partidas no Campeonato Paranaense de 2005.
Construído em 1947, o VGD passou por constantes reformas e ampliações, a maior delas no ano de 1956, quando 9000 metros foram incorporados ao antigo estádio.

No dia 06 de setembro de 1990, o Estádio passou a ser patrimônio do Londrina Esporte Clube.

Informações diversas

  • Capacidade: 13.000
  • Cobertos (cativa): 2.000
  • Descobertos: 11.000


Localização
Estádio Vitorino Gonçalves Dias
Rua Acre, esquina com Av. Jorge Casoni.
CEP: 86026-500 - Londrina - PR


site: http://www.londrinaesporteclube.com.br/