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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Grêmio Esportivo Juventus

O Grêmio Esportivo Juventus foi fundado em 1º de Maio de 1966, por um grupo de 27 pessoas, incluindo os Padres Elemar Scheidt e Odí­lio Erhardt, tendo como seu primeiro Presidente o Senhor Loreno Antonio Marcatto. O GE Juventus é uma sociedade civil dotada de personalidade jurí­dica própria e tem como finalidade a difusão e o incentivo a pratica do esporte. Inicialmente tratava-se de um clube amador, mas seus estatutos já previam a eventual adoção do profissionalismo.

Sua primeira sede foi o salão Paroquial Cristo Rei, mudando mais tarde para o Estádio João Marcatto, este doado ao Clube pelos Senhores Dorval Marcatto, Loreno Antonio Marcatto, Vergí­lio Chiodini e Renato Pradi. O terreno contava, inicialmente, com uma área de 10.120m². Suas cores originais, constantes no Estatuto, seriam o Vermelho, o Branco, e o Preto, mas quando da disputa do Campeonato Catarinense de 1976 decidiu-se pelas cores Bordô, Branco e Preto. Estas são as mesmas cores do homônimo CA Juventus, existente em São Paulo.

O tricolor jaraguaense atuou na primeira divisão entre os anos de 1976 e 1980, voltando em 1990 para a disputa da Segunda Divisão Catarinense. E foi preciso somente um ano na Segunda Divisão, para que o GE Juventus conseguisse seu acesso à divisão de elite do futebol Catarinense. O regulamento previa que somente o campeão subiria, mas uma mudança de última hora tornou possí­vel o acesso, já que o GE Juventus ficou em segundo lugar na competição.

A equipe jogou a primeira divisão entre 1991 e 1997, ano em que foi rebaixada e encerrou as atividades. Em 1996, durante a gestão de Ângelo Margutte, a equipe de futebol do GE Juventus passou a se denominar Jaraguá Atlético Clube. Para justificar mudança na denominação da equipe, Margutte usou como argumento o fato do uso do nome da cidade facilitar a identificação da equipe e a obtenção de patrocí­nio. Esta foi a fase mais crí­tica do Clube, onde uma gigantesca dí­vida foi contraí­da. O Clube ficou com a sua imagem prejudicada na cidade e como resultado do colapso financeiro, foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense de Futebol.

Em decisão do Conselho Deliberativo, optou-se por encerrar as atividades profissionais por tempo indeterminado, até que a dí­vida fosse totalmente paga e a imagem do Clube, recuperada. O clube ficou um ano parado e em 1999 voltou com outo nome fantasia: Jaraguá F.C, porém o clube não emplacou na Segunda Divisão.

Em julho de 1998 o Clube voltou a se chamar GE Juventus. Em abril de 1999 o GE Juventus fechou um contrato com a Radix Assessoria e Consultoria, para que respondesse pela Gestão do Departamento de Futebol. No contrato, ficou estabelecido que a Radix seria responsável pelo futebol amador, semi-profissional e profissional do Clube, tendo autonomia administrativa, financeira e jurí­dica. O contrato de gestão era válido até 2005, porém os maus resultados da parceria, dentro e fora de campo, aliados ao aumento do endividamento do Clube acabaram fazendo com que a Diretoria do GE Juventus solicitasse o rompimento do contrato no ano de 2000.

Em 2004 o Clube ousou sonhar em fazer futebol profissional novamente. Com uma polí­tica administrativa clara e transparente, um corpo de profissionais escolhidos sob medida para a realidade do Clube e o apoio expressivo da torcida e do empresariado local, o GE Juventus conquistou seu primeiro título estadual, a Série B1 Catarinense. Em 2005 veio a participação na Série A2, porta de entrada para a primeira divisão de Santa Catarina. Depois de altos e baixos no decorrer da competição, o tricolor acabou garantindo uma das últimas vagas à elite Estadual, retornando ao lugar de onde nunca deveria ter saí­do, nove anos depois de seu rebaixamento. E logo no seu retorno, em 2006, o GE Juventus surpreendeu e conquistou a terceira colocação, atrás apenas do Figueirense e do Joinville, repetindo assim o feito de 1994.

Em 2008, porém, o time não foi bem no Catarinense. Ao lado do Guarani e Brusque, o Juventus foi rebaixado e terá que disputar a segunda divisão do Campeonato Catarinense em 2009.

Títulos

1ª Divisão da Liga Jaraguaense (1974, 1975 e 1982);
1 Campeonato Catarinense da Serie B1 (2004).

Estádio

Nome Oficial: Estádio João Marcatto
Capacidade: 8.000 lugares

Quem foi João Marcatto

João Marcatto foi um dos primeiros empreendedores de sucesso em Jaraguá do Sul. Filho de imigrantes italianos, fundou a Marcatto S/A em outubro de 1923, hoje a maior fabricante de chapéus da América Latina.
Casou-se com Cristina Enricone Marcatto e desta união nasceram os filhos Dorval e Loreno. Estes participaram da fundação do GE Juventus e doaram o terreno aonde hoje se encontra o Estádio que, com justiça, homenageia com seu nome este grande empreendedor jaraguaense.

Hino
Letra: Amilton Soares Nunes
Música: Carlos Antônio de Oliveira

Ressurgiu para a vitória
Seu futuro é glorioso
Entrará para a história
Será sempre vitorioso

Juventus, Juventus, Juventus
Tricolor jaraguaense
Moleque, Moleque Travesso
A história lhe pertence

Juventus, Juventus, Juventus
Tricolor jaraguaense
Moleque, Moleque Travesso
A vitória lhe pertence

Tem história no passado
No presente brilha mais
No futuro serás grande
Cairá nunca, jamais!

Juventus, Juventus, Juventus
Tricolor jaraguaense
Moleque, Moleque Travesso
A história lhe pertence

Juventus, Juventus,
Juventus
Tricolor jaraguaense
Moleque, Moleque Travesso

A vitória lhe pertence


Mascote: Moleque Travesso

Apelidos: Moleque Travesso, Tricolor Jaraguaense e Tricolor do Jaraguá Esquerdo

Site
http://www.juventusjaragua.esp.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sociedade Desportiva Camboriuense

Fundada em 11/04/2003, a Sociedade Desportiva Camboriuense nasceu da iniciativa de três empresários de ter uma equipe profissional de futebol em sua cidade: Camboriú. Então, nas cores do município – verde, laranja e branco – surgiu a “Cambura”, o Tricolor da Baixada, que mandaria jogos no estádio municipal Roberto Santos Garcia, o Robertão.

Em sua primeira temporada, a equipe, montada exclusivamente com jogadores da região, treinava a noite, e apenas três vezes por semana. Talvez por isso, a campanha na primeira competição profissional não foi nada convincente. Porém, mesmo sem conseguir bons resultados dentro de campo, o tricolor já nasceu sendo notícia em todo o Brasil. Foi a primeira equipe profissional a contratar uma mulher para o cargo de treinadora. Zilda Dalmolin foi escolhida e foi matéria em jornais de todo o país.

Se 2003 não trouxe a Camboriuense resultados dignos de ficarem marcados na história, 2004 veio para começar a solidificar o nome do clube no estado. Já em fevereiro, uma parceria fez com que a equipe fosse disputar uma competição internacional, em Viareggio, na Itália. No torneio, a “Cambura” foi derrotada pelo italiano Livorno por 2x1, venceu o Galatasaray da Turquia pelo mesmo placar, e dificultou a vida da poderosa Roma, permitindo a virada dos italianos nos últimos minutos, perdendo por 3x2.

Voltando ao Brasil, na segunda divisão catarinense, o time profissional obteve uma invencibilidade de 14 partidas, mas não chegou as finais da competição. Já a equipe de juniores – formada basicamente pelos profissionais – caminhava a passos largos rumo ao primeiro título tricolor. E foi num sábado, 27/11/2004, em tarde ensolarada no Robertão, que um belo gol de Tiago Montroni decretou o empate com o Juventus/SC, e tornou a Camboriuense Campeã Catarinense de Juniores 2ª Divisão 2004.

Começando a ser conhecida em Santa Catarina, a equipe voltou a ser montada em 2005 para a disputa da segundona catarinense. Repetindo os altos e baixos do ano anterior, o time profissional não chegou as finais da competição. No entanto, se a categoria profissional não obtinha resultados de expressão, a equipe de juniores novamente derrubou os adversários um a um, e com certa tranqüilidade chegou ao bi-campeonato catarinense sub-20 da segunda divisão.

Assim como em 2003 e 2004, 2005 e 2006 foram anos completamente distintos. Se a terceira temporada não trouxe bons resultados na categoria profissional, o ano agora prometia ser marcante. Foi o que se viu logo nas primeiras rodadas da Segunda Divisão, quando, apresentando um futebol bastante convincente, a “Cambura” classificou as quartas de finais do primeiro turno. Logo no início da competição, o jovem Roberson, dono da camisa 10, se destacou e trocou o tricolor da baixada por um tricolor mais conhecido, o Grêmio Porto Alegrense.

Na fase seguinte, um fato marcante: ao passar pelo Maravilha e chegar as semi finais, a equipe venceu o primeiro “mata-mata” de sua história na categoria profissional. Na semifinal, dois jogos emocionantes contra o Concórdia levaram a Camboriuense a sua primeira decisão nos profissionais. No entanto, o título do primeiro turno acabou escapando e não veio para o Robertão. No returno, uma campanha impecável. Quatro vitórias em quatro jogos na primeira fase garantiram a equipe no quadrangular final da competição por índice técnico.

Na fase final, quatro vitórias e um empate garantiram Camboriuense o primeiro acesso de sua história. A classificação para a final da competição deu ao clube a vaga na Divisão Especial de 2007. Mas isso não diminuiu a vontade do grupo, que em dois jogos eletrizantes bateu o Videira e fez com que a taça de Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006 ficasse em Camboriú.

Não bastasse a festa pelo primeiro título profissional, 2006 ainda trouxe, pela terceira vez seguida, o título nos juniores. Na categoria, para muitos, a “Cambura” se estabeleceu como quinta força do futebol estadual, estando atrás apenas dos quatro chamados grandes em Santa Catarina.

A expectativa tomou conta de todos os envolvidos com o tricolor em 2007. Era a maior chance do clube chegar a elite do futebol catarinense. Para isso, teria que ser campeão de um quadrangular que contava ainda com Videira EC, EC Próspera e o favorito Joinville EC. Esse quadrangular ganhou o nome de Divisão Especial - intermediária entre a Principal e a de Acesso – e a Camboriuense mostrou a que veio logo na primeira rodada. Dentro do Robertão, bateu o Videira por 3x0. Nas rodadas seguintes, altos e baixos deram ao tricolor o vice-campeonato da competição, com 12 pontos, um a menos do que o campeão, JEC.

Porém, uma partida da Divisão Especial não será esquecida tão facilmente pelos torcedores de Camboriuense e Joinville. Na tarde de 27 de maio de 2007, as duas equipes se enfrentaram na Arena Joinville. A equipe da casa era líder da competição e tinha 100% de aproveitamento até então. A “Cambura” tinha três pontos a menos e vinha de goleada sofrida para o Próspera, em Criciúma. Além disso, o mandante tinha a seu favor a torcida que marcou presença de forma maciça na Arena. Tudo levava a crer em uma vitória fácil do JEC.

Mas é por essas e outras que o futebol é apaixonante. Com uma atuação divina, talvez a melhor da história do clube, a Camboriuense aplicou inesquecíveis 5x0 no time da casa, que teve de ouvir sua torcida gritar OLÉ na troca de passes tricolor. Na segunda-feira, o placar da partida estampava as páginas esportivas de vários jornais do estado, e era matéria em muitos programas de TV locais.

Por uma série de fatos desagradáveis, a Camboriuense acabou não conquistando a vaga para a elite do futebol Catarinense. Porém o ano não poderia passar sem títulos, e a equipe de juniores tratou de conquistas pela quarta vez consecutiva o Catarinense de Acesso da categoria.

Agora em 2008, a torcida tricolor espera por uma boa campanha da equipe na Segunda Divisão do estado, para enfim conquistas a sonhada vaga entre os maiores de Santa Catarina.

Hino

Em 11 de abril
Nossa Cambura surgiu
Verde, laranja e branco
Tricolor é nosso manto

Muita garra e disciplina
Este time me fascina
Cada jogo é uma decisão
Cambura do meu coração

Tricolor é da virada
É o terror da baixada
Orgulho catarinense
Tricolor camboriuense

Não importa a distância
Temos fé e esperança
Em qualquer situação
Cambura do meu coração

Títulos

Campeão Catarinense da Divisão de Acesso 2006

Estádio

Roberto Santos Garcia (Robertão)

Capacidade 1500

Mascote
Laranjinha







Site
http://www.camboriuense.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Figueirense Futebol Clube

A história do alvinegro está associada aos sonhos de um jovem desportista e seu grupo de amigos, que além de entusiastas do remo e do futebol, são motivados pelo desejo comum de criar um novo clube de futebol para a capital. No início do século XX esse jovem ousado, passou a propagar entre seus amigos e demais simpatizantes do futebol, a idéia de criação de um novo clube de futebol na capital dos catarinenses, justamente no momento em que o futebol de Florianópolis e região apresentava-se em declínio com o desaparecimento de algumas agremiações.

Foi da determinação e ideal de Jorge Albino Ramos que nasceu a idéia de fundar o Figueirense Futebol Clube. A única coisa que ele não previa na época, é que o recém fundado, mais tarde pudesse se tornar o mais vezes campeão do estado e uma das forças do futebol brasileiro. Seu primeiro passo foi conquistar a simpatia de seus conterrâneos e igualmente admiradores do futebol, que naquela época já contava com vários clubes no País, especialmente nas capitais dos principais estados. Os parceiros iniciais que formaram um seleto grupo, que tinha em comum, a paixão pelo futebol, foram: Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis.

Com dia e hora marcada para o encontro, em maio de 1921, o grupo que se reunia para as costumeiras conversas sobre futebol, agora eram focadas na criação do novo clube de futebol para capital. Com o cenário da Praça XV de Novembro, os bate-papos do dia-a-dia regados ao delicioso cafezinho dos tradicionais bares do centro de Florianópolis, tinham na sua pauta decisões importantes como a escolha do nome para futura agremiação, suas cores,sede, nomes e cargos da primeira diretoria.

Já no início do mês de junho, João Savas Siridakis, mais conhecido como Janga, defendia a idéia de que o clube deveria chamar-se Figueirense. Defendia tal nome porque muitos dos encontros que tratavam da criação da nova agremiação, aconteciam na localidade da Figueira, situada nas imediações das ruas Conselheiro Mafra, Padre Roma e adjacências, local onde persistiu por muito tempo uma bela e robusta figueira que certamente também colaborou para a inspiração de Janga. Os parceiros da idéia definiram o dia 12 de junho como a data que marcaria a fundação da nova sociedade esportiva. Com a data da fundação, o próximo passo foi dado pelo Senhor Ulisses Carlos Tolentino, amigo dos idealizadores, que ofereceu sua residência localizada na rua Padre Roma, 27 para a realização do tão esperado encontro. Com data e local, o grupo logo tratou de ultimar os preparativos para a solenidade e cada um acabou ganhando sua função na histórica reunião, que tomaria as providências necessárias para a criação da nova agremiação.

O livro onde seria redigida a ata de fundação foi prontamente providenciado por Balbino Felisbino da Silva, cabendo a Jorge Ramos, Domingos Veloso e Janga convidarem os demais participantes do encontro além de, em conjunto com o anfitrião Ulisses Tolentino, estabelecer o horário das 19 horas para o início da reunião.

A formação da primeira diretoria aconteceu antecipadamente, com uma reunião preparatória no dia 11 de junho, na barbearia de Jorge Ramos, então situada na esquina das ruas Pedro Ivo com Conselheiro Mafra. Foi nessa mesma reunião, que aconteceu a adesão de João dos Passos Xavier ao grupo. Xavier, que após tomar conhecimento do movimento para fundação de uma equipe de futebol e das pessoas que lideravam tal intento, prontamente acolheu a idéia. O recém chegado João dos Passos Xavier, logo foi convidado pelo grupo para assumir uma posição de destaque, já que segundo decisão do grupo o cargo de presidente estava reservado a ele. Feito o convite a resposta foi afirmativa: " Aceito, porque nenhum figueirense pode deixar de acompanhar seus colegas em ocasiões precisas".

Depois de definidas as atribuições e de nomeado o futuro presidente, chega o tão esperado dia da reunião na residência de Ulisses Tolentino, que daria início a fundação do glorioso clube alvinegro. Com muita motivação e na hora marcada, por volta das 18h30min, os primeiros participantes chegam a reunião que contou com a presença dos Senhores: João dos Passos Xavier, Ulisses Carlos Tolentino, Heleodoro Ventura, Higino Ludovico da Silva, Jorge Albino Ramos, Balbino Felisbino da Silva, Domingos Felisbino da Silva, Bruno Ventura, Jorge Araújo Figueiredo, Domingos Joaquim Veloso, João Savas Siridakis, Carlito Honório Silveira da Silva, Leopoldo Silva, Raimundo Nascimento, Pedro Xavier, João S. Manoel Xavier, Alberto Moritz, Delgídio Dutra Filho, Agenor Póvoas, Joaquim Manoel Fraga, Pedro Francisco Neves e Walfredo Silva.

O domingo de outono do dia 12 de junho, fica então marcado na história do Figueirense, pelo acontecimento da reunião que deu início à fundação da sociedade que tomou o nome de FIGUEIRENSE FOOT BOOL CLUB.

Depois de empossada a diretoria, o presidente eleito pelo grupo João dos Passos Xavier, fez o uso da palavra, ressaltando a dedicação do Senhor Jorge Albino Ramos em liderar o movimento para a fundação do Figueirense F.C., no momento em que o futebol em Florianópolis apresentava-se em decadência com o desaparecimento do Grêmio Anita Garibaldi. Na oportunidade, agradeceu ao Senhor Ulisses Carlos Tolentino por ter liberado as dependências de sua residência, enaltecendo a presença de numeroso grupo de simpatizantes.

Os anos 30 foram os mais gloriosos da história do Furacão e ficou marcado pelo maior número de conquistas estaduais em uma única década, cinco. O primeiro título conquistado pelo clube veio em 1932 e foram seguidos por outros quatro triunfos - 1935, 1936, 1937 e 1939 -, elevando o alvinegro a um dos principais times do Estado logo nos seus primeiros anos de existência.

A década de 1940, apesar de registrar apenas um título estadual em 1941, marcou as primeiras obras de infra-estrutura, visando melhorias no clube. A sede administrativa foi definitivamente instalada no centro de Florianópolis e começou a construção do estádio da Máquina do Estreito, o Orlando Scarpelli, em homenagem a um antigo presidente homônimo.

As décadas seguintes marcaram um período sem títulos estaduais, com apenas conquistas em campeonatos amadores e da cidade, devido à falta de recursos, por conta das obras de ampliação do patrimônio alvinegro e de sua praça de esportes.

No entanto, nos anos 70 o Figueira voltou a brilhar no cenário estadual e deu os primeiros passos no âmbito nacional. Em 1972 a equipe conquistou novamente o título do Campeonato Catarinense. Em 1973 foram concluídas as obras do estádio alvinegro e este ano entrou para a história do Figueira por registrar a estréia do time no Campeonato Brasileiro, se tornando o primeiro clube catarinense a disputar a primeira divisão do país.

No ano seguinte, em 1974, mais uma conquista regional e, em 1975, o time fez sua primeira boa campanha na elite do futebol brasileiro, terminando a competição na 21ª posição entre 42 equipes participantes.

Com o período de vacas magras na década de 80 e no começo de 90, o clube voltou a conquistar títulos apenas em 1995, mas em grande estilo. Nesta temporada, o alvinegro venceu sua primeira competição internacional, a Copa Mercosul, ainda em fase de aprimoramento, com apenas nove equipes participantes. Na final, o time bateu o Joinville e ergueu a taça.

No início do século 21, o Figueirense voltou a ser soberano no cenário catarinense e retomou o domínio regional, após vencer o estadual de 2002, 2003 e 2004, repetindo o tricampeonato da década de 30. Em 2006, mais um título em Santa Catarina, mas este foi especial tanto para dirigentes, torcedores e jogadores, pois fez do clube o maior campeão do Estado com 14 conquistas. Em 2008, o Figueira conquistou o seu 15º título estadual ao derrotar o Criciúma na grande final.

Em âmbito nacional o Figueira também fez boas campanhas e em 2001 foi vice-campeão brasileiro da Série B, garantindo uma vaga na elite do futebol do país em 2002. Dois anos depois, em 2004, outro feito entrou para história do clube. Após o bom desempenho no Brasileirão de 2003, onde terminou na 11ª posição, os catarinenses conquistaram uma das vagas na Copa Sul-Americana e, no ano seguinte, voltaram a participar de competições internacionais.

Em 2007, o alvinegro catarinense esteve perto de ganhar seu primeiro título nacional, mas acabou derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 na combinação dos dois jogos da decisão da Copa do Brasil (1 a 0 para os cariocas na primeira partida e 1 a 1 na segunda). Com a derrota, o Figueira perdeu também a oportunidade de disputar pela primeira vez em sua história a Copa Libertadores da América, o mais importante torneio de clubes do continente.

Depois de seis anos na Série A, em 2008 é rebaixado para Série B em 2009.

Estádio

O Estádio Orlando Scarpelli, próprio do Figueirense Futebol Clube, está localizado no bairro mais populoso e de fácil acesso da região metropolitana de Florianópolis, considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida. Os bairros adjacentes ao estádio, na região continental da capital (Abraão, Bom Abrigo, Capoeiras, Coqueiros, Estreito e Itaguaçú) perfazem sozinhos cerca de 12% da população metropolitana. Somados à população da região central e demais bairros da Ilha de Santa Catarina, asseguram uma população circunvizinha equivalente a 35% da região metropolitana.

O Estádio encontra-se localizado a apenas 1 km do Corpo de Bombeiros, Batalhão da Polícia Militar e do Hospital Florianópolis. Desde 1999 vem sendo constantemente reformado e novas instalações foram agregadas ao patrimônio do Clube. Novos vestiários para as divisões de base, alambrados renovados, implantação de catracas eletrônicas com cartões indutivos de acesso, novos banheiros, reforma dos bares, modernização do sistema de iluminação, novas casamatas, colocação de 20 mil cadeiras numeradas em todos os setores, novo gramado com sistema automatizado de irrigação e drenagem, são algumas das obras efetuadas.

Títulos

Campeonato Catarinense: 15 vezes (1932, 1935, 1936, 1937, 1939, 1941, 1972, 1974, 1994, 1999, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2008).

Copa Santa Catarina: 2 vezes (1990 e 1996).

Torneio Mercosul (BRA): 1995.

Copa São Paulo de Futebol Jr.: 2008.


Hino Oficial Figueirense Futebol Clube

Avante FIGUEIRENSE
Pra frente Furacão
S'embora esquadrão de aço

És tesouro do meu coração
Tua torcida é garra, é empolgação

Vejo em ti pujança

De um grande esquadrão
Por ti torcemos

Por isso somos alvinegros

A força do Scarpellão
Por ti torcemos

Por ti vibramos

FIGUEIRENSE
És o nosso campeão

Hino Torcida Figueirense Futebol Clube
Vencer ... vencer ... vencer ....
Figueira ... Figueira ...

A tua glória é lutar

E a tua vitória

Tanta alegria nos dá
Tu és o mais querido

És um colosso, é forte de fato ...

Vamos, meu Figueirense

Vencer este campeonato
Tua bandeira quero ver tremular

Com as cores preto e branco sempre a triunfar

E a tua força, mostre no gramado

Meu FIGUEIRENSE adorado
Teu patrimônio é um mundo de riquezas

Com obras de emérito valor

Tens a torcida mais fiel do nosso Estado

Figueira, eu te amo com fervor

Mascote

A mascote do time catarinense é o Figueirinha. Escolhido em 2002, o personagem tem tudo a ver com o nome e o símbolo do clube, a Figueira, presente no centro do escudo da agremiação.


Mascote do Figueirense

A figura faz enorme sucesso com os torcedores mais jovens do time e está presente em campanhas voltadas para esse tipo de público, além de iniciativas de conscientização e meio ambiente.

Site

http://www.figueirense.com.br

Avaí Futebol Clube


Até a década de 20, o futebol era um privilégio de aristocratas e descendentes de europeus. Mas, logo todos perceberam que a bola se adaptava mais aos pés hábeis, as cinturas ágeis e ao talento dos jovens operários. E, em cada esquina surgia um "team". O futebol já era paixão nacional.

Na rua Frei Caneca, no bairro Pedra Grande, um bando de garotos enfrentava os campos improvisados e fazia uma festa aos domingos e feriados. No entanto, eles sonhavam em jogar com os "ternos" (uni- formes), como os times do Rio e São Paulo. Um dia, o comerciante Amadeu Horn realizou o sonho da gurizada. Dentro de uma caixa, saíram as camisetas listradas azuis e brancas, calções e meias azuis, chuteiras e uma bola nova. O uniforme era igual ao do seu querido Riachuelo.

Era a hora de estrear o jogo de “terno”. O adversário seria o temível Humaitá. Uma equipe forte e valente. E, num domingo, o campo do Baú ficou lotado. Lá, o goleiro não via a outra trave e nem o ponteiro direito enxergava o ponta-esquerda. Aliás, estes “pequenos” detalhes não interessavam. O que importava era a bola correndo. Os garotos de Amadeu Horn venceram. Infelizmente, os artilheiros se perderam pelo tempo. Jamais se saberá quem marcou o prImeiro gol do time azul e branco. O talento dos meninos entusiasmou Amadeu. Para comemorar o feito, ele deu uma festa.

Duas vitórias sobre o Humaitá. E alguém tem uma idéia genial: "Vamos fundar um clube!" Era o início da história do Avaí."Sorte". Esta foi a desculpa do humilhado Humaitá. E, foi marcada uma revanche. Nunca o campo do Baú viu tanta gente. Os “guris” de Amadeu Horn mos traram a garra e o talento da partida anterior. Uma nova vitória e uma outra festa. As meninas brindavam os heróis com doces, licores e cervejas. No peito, como se fosse um troféu, um laço de fita azul e branco. Na euforia, alguém sugeriu: “Por que não fundamos um clube de verdade?” A idéia foi aceita.

1º de setembro de 1923. Um sábado de tempo bom e vento norte. Um dia aparentemente normal. A cidade estava, como de costume, calma. Nas sombras da árvore frondosa, as pessoas conversavam. Entretanto, na residência de Amadeu Hom estava tudo preparado. Quem chegava assinava o livro de atas. Um só assunto foi discutido: o time de futebol. O nome escolhido foi Independência e Amadeu Hom eleito presidente.

Quando todos já começavam a traçar os planos do novo clube, chega atrasado, pois precisara trabalhar após o expediente, Arnaldo Pinto de Oliveira. Contaram- lhe as novas. Ele não concordou com o nome escolhido. “Independência é muito grande. Fica difícil incentivar o team. Quando a torcida estiver gritando, depois de um goal, Independência, o adversário empata o jogo. É preciso um nome menor. Além disso, as cores não combinam. Ou será que vocês querem mudar as cores?”, conta o historiador Osni Meira. “E que nome você sugere?”, perguntaram-lhe. Arnaldo estava lendo um livro de história do Brasil e gostara do episódio a Batalha do Avahy. “Vocês já pensaram na nossa torcida gritando Avahy?” A resposta veio em coro: "Avahy! Avahy!". Era o começo de uma história de glórias e lutas de um clube que nasceu sob o signo da vitória.

O primeiro Campeonato Estadual Catarinense foi inaugurado em 1924 e conquistado pelo Avaí, o primeiro título do clube. O time ganha o Estadual de 1926 e de 1927, sendo a primeira equipe do Estado a conseguir esta proeza. Em 1928, o Leão da Ilha, como também é conhecido, obteve o tricampeonato.

Nos anos 30, no entanto, só sagrou-se campeão de um torneio de grande expressão uma vez, quando conquistou o Estadual de 1930. No mesmo ano, inaugurou seu estádio, o Adolfo Konder, mais conhecido como o Campo da Liga, que seria o palco das maiores glórias avaianas.

Em 1938, o clube aplicou a maior goleada do clássico estadual contra o Figueirense. O Leão da Ilha bateu o Figueira por 11 a 2. Neste jogo teve a estréia do maior artilheiro da história destes confrontos, Saul. Nesta partida, ele faria o primeiro dos 41 marcados nas 45 partidas em que jogou.

Na década de 40, o clube conseguiu o incrível feito do tetracampeonato estadual, nos anos de 1942, 1943, 1944 e 1945, até então um feito inédito para os clubes de Santa Catarina. Saul e Nizeta seriam os grandes destaques destas conquistas.

As décadas seguintes não teriam importantes conquistas e o estadual seria reconquistado apenas em 1973, depois de 27 anos de jejum, após uma vitória sobre o Juventus de Rio Sul. Outros dois títulos seriam conquistados em 1973 e 1975.

Em 1983, o estádio Aderbal Ramos da Silva, mais conhecido como Ressacada, foi inaugurado. Na sua estréia em 15 de novembro de 1983, o clube perdeu por 6 a 1 para o Vasco da Gama. Somente em 1988 a equipe poderia comemorar o título estadual dentro de sua nova casa. Na final, com recorde de público - 25.735 pagantes -, triunfo sobre o Blumenau.

Um ano para não ser lembrado pelos torcedores foi 1993. O clube ficou em
penúltimo lugar no estadual e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão. O reerguer aconteceria no ano seguinte, quando se sagraria campeão da divisão de acesso ao vencer na final o Hercílio Luz.

Em 1997, o time conquistou outro título estadual. Um ano depois, venceu o Campeonato Brasileiro da Série C. O clube chegou muito perto de alcançar a elite do futebol brasileiro, mas não passou do quadrangular final em 2001 e 2004.

Depois de 29 anos longe da série A, e 10 anos na série B, lutando para voltar à elite do futebol brasileiro, o Avaí finalmente voltou à 1° divisão do futebol brasileiro, conquistou o acesso com três rodadas de antecedência, ao vencer o Brasiliense por 1 gol a 0, no estádio da Ressacada, gol de Evando, aos 81 minutos de jogo. Termina a Série B na terceira colocação.

Estádio

O velho Estádio Adolfo Konder, também conhecido como "Campo da Liga", foi construído bem no centro de Florianópolis e foi inaugurado em 1930. Um campo acanhado, com poucos degraus de arquibancada, mas que muitos jogos e títulos importantes foram nele conquistados.




Os jogos, na época, eram disputados em sua maioria no período da tarde, visto que o estádio não possuía sistema de iluminação. Nessa época, não era de se estranhar a presença de vários funcionários públicos nos jogos. Estes trocavam as repartições pelas arquibancadas do Adolfo Konder.

Nessa tradicional praça desportiva aconteceram momentos históricos, como o jogo contra o Santos, em que Pelé estava presente e o Avaí perdeu por 2 a 1, em 15 de agosto de 1972, e a goleada contra o Paula Ramos de 21 a 3, que é a partida com maior número de gols da história do futebol brasileiro, em 13 de maio de 1945.

Mas ele era, já em 1975, um estádio ultrapassado. Estava localizado na rua Bocaiúva, bem no centro de Florianópolis, em um terreno de apenas 15.000 m², não havendo maneira de ampliar o estádio. Em 1980, o terreno da rua Bocaiúva foi trocado por um terreno de 120.000 m² com um estádio pronto, pelo grupo Kobrassol, que planejava construir um Shopping Center no local, onde atualmente encontra-se o Beiramar Shopping Center.
Finalmente, em novembro de 1983, o "Campo da Liga", encerrou suas atividades com uma partida entre veteranos de Avaí e Figueirense (empate 1 a 1). A partir daí, inicia-se uma nova história de um novo estádio: Aderbal Ramos da Silva, a Ressacada.



Nome Oficial: Estádio Aderbal Ramos da Silva
Nome Popular: Ressacada
Capacidade Atual: 19.000 pessoas
Inauguração: 15 de novembro de 1983
Maior público: 25.735 pagantes (Avaí x Blumenau - 17/07/88)

Então, em 1981, comprou-se o terreno próximo ao Aeroporto. Presidiu a obra Cairo Bueno, planejou o arquiteto Davi Ferreira Lima e trabalharam 20 engenheiros. As sondagens alcançaram 30m de profundidade, as torres de iluminação 43m de altura, com o estádio compreendendo 17.270 m² e o concreto armado com 1.800 m³ de estrutura. O estádio foi inaugurado em 15 de novembro de 1983 e sua iluminação em 31 de maio de 1986. Seu maior público foi de 25.735 pagantes, em 17 de julho de 1988, na final contra o Blumenau.

Hoje, o Estádio Aderbal Ramos da Silva, com capacidade para cerca de 19 mil espectadores, é o mais moderno catarinense e um dos melhores do Brasil, palco de jogos da Seleção Brasileira contra o Equador, em 1987 e contra a Islândia, em 1994. Foi no estádio da Ressacada que aconteceu o último jogo da seleção olímpica brasileira, no Brasil, antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta, dia 10 de julho, ganhando de 5x1 contra a Dinamarca.

Títulos

- Campeão Brasileiro da Série C: 1998

- 13 Campeonatos Catarinense de Futebol: 1924, 1926, 1927, 1928 (Tri), 1930, 1942, 1943, 1944, 1945 (Tetra), 1973, 1975, 1988, 1997

- 1 Campeonato Catarinense da 2ª Divisão: 1994

- 2 Taças Governador do Estado de Santa Catarina: 1983, 1985

- 1 Copa Santa Catarina: 1995

Hino

Música: Luiz Henrique Rosa
Letra: Fernando Bastos


Na ilha formosa, cheia de graça.
O time da raça.

É povo é gente,
é bola pra frente,
É só coração
o meu Avaí

Avaí meu Avaí.
Da ilha és o Leão
Avaí meu Avaí.
Tu já nasceste campeão

Não dá para esquecer
o seu belo passado
Mas a hora é presente
e o time vem quente
De encontro marcado
com seus dias de glória
Pois a ordem é vitória
Vencer, vencer.


Mascote

O Avaí também é conhecido como o Leão da Ilha. A mascote do clube representa esta denominação. O símbolo do leão passa a idéia de garra, vontade e força, características que os torcedores apreciam em seus jogadores.

Site

http://www.avai.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Criciúma Esporte Clube

A história do Criciúma começou em 13 de maio de 1947, com a fundação do Comerciário Esporte Clube por um grupo de jovens comerciantes moradores da cidade, pois no município não havia uma agremiação voltada à prática do esporte.

O Comerciário Esporte Clube foi fundado em 13 de maio de 1947, na Praça Nereu Ramos, por um grupo de rapazes, na maioria com 18 anos, moradores do centro da cidade. Esta foi a primeira vez que o centro possuía um time de futebol.

No dia 15 de maio, do mesmo ano, aconteceu a primeira partida do recém fundado clube. O adversário foi o já tradicional São Paulo Futebol Clube, da Vila Operária. O jogo aconteceu no estádio do Ouro Preto e o placar não poderia ter sido outro, a jovem equipe foi derrotada por 4 a 0.

A primeira bola do time foi comprada por 17 contos e 500 réis e o primeiro terno, listrado de azul e branco, adquirido após uma coleta no comércio. No dia 8 de junho, as duas equipes voltaram a se defrontar no mesmo local. O time do São Paulo voltou a aplicar outra goleada, 4 a 1, sendo que o zagueiro, Carlitos, foi o autor do primeiro gol do time do centro.

A primeira vitória só aconteceu na terceira partida, também diante do São Paulo, o Comerciário venceu pelo placar foi 3 a 2. A primeira viagem foi para Siderópolis, onde o time enfrentou o Grêmio Esportivo Macedo Soares. A equipe de Criciúma conquistou um honroso empate fora de casa.

O primeiro título do Comerciário foi conquistado em Siderópolis, em 8 de fevereiro de 1948. O time era considerado a zebra do torneio, por ser o caçula da região. Em 1949 aconteceu a primeira grande vitória do time do centro, a equipe azul e branca derrotou o Atlético Operário em duas oportunidades, por 3 a 1 e 6 a 1, conquistando assim o seu primeiro título da Larm (Liga Atlética da Região Mineira). O esquadrão campeão era formado por: Mário; Colombi, Vante, Muricy e Zoile; Ary, Carlitos e Eraldo; Detefon, Aníbal e Bigode.

Em 49, repetindo a mesma base, tornou-se novamente campeão, derrotando de novo o Atlético Operário. O tricampeonato foi conseguido em 1951. Com uma campanha invejável, o Comerciário venceu 20 partidas das 28 disputadas, empatou 4 e perdeu 4. Em 1955, o clube inaugurava o estádio Heriberto Hülse. O Comerciário voltaria a conquistar o campeonato da Larm nos anos de 57, 58 e 60.

A principal façanha do time do centro foi a conquista do primeiro título estadual, que aconteceu no ano de 1968. Naquele tempo, estava despontando para o futebol nacional o ponteiro direito Valdomiro Vaz Franco, que depois foi um dos grandes ídolos do Internacional de Porto Alegre. O título foi ganho em uma partida extra, contra o Caxias de Joinville, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis. O time campeão era este: Batista; Alemão, Lili, Conti e Toco; Bita, Ivanzinho e Sado; Valdomiro, Chiquinho e Bossinha. O Caxias foi derrotado por 2 a 0 e a vitória ratificou o título dos Comercialinos.

Em 1970, atingido por uma séria crise financeira, o Comeciário Esporte Clube foi obrigado a encerrar as atividades no departamento de futebol profissional, só retornando a disputar o campeonato catarinense em 1977.

No ano de 1978, o Comerciário começou a passar por uma profunda transformação. No dia 17 de março aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Criciúma Esporte Clube. A primeira partida como Criciúma foi no dia 2 de abril de 1978, contra o Marcílio Dias, no estádio Heriberto Hülse. O jogo terminou empatado em 0 a 0. O primeiro gol do Criciúma foi assinalado por Laerte, no empate em 1 a 1 diante do mesmo Marcílio Dias, dois dias após a primeira partida. No dia 16 de abril aconteceu a primeira vitória do novo clube, contra o Concordense, por 2 a 0, no Heriberto Hülse, sendo os dois gols assinalados por Ademir.

Em 13 de maio de 1984, o Criciúma estreiou o seu novo uniforme, nas cores amarelo, branco e preto, num jogo contra o Joinville que terminou empatado em 2 a 2. Na ocasião, também foi mostrado o novo distintivo do clube. A torcida do novo Criciúma Esporte Clube só pôde soltar o primeiro grito de campeão no ano de 1986. A campanha no estadual foi excelente, com 20 vitórias, 11 empates e 7 derrotas. O time campeão tinha: Luis Henrique; Chiquinho (Sarandi), Sílvio Laguna, Solis e Itá; Jairo, Rached e Carlos Alberto; Vanderlei, Edmilson e Jorge Veras.

Em 1989 o time volta a ser campeão estadual, em 90 conquista o bi e em 91, o tri-campeonato estadual. No mesmo 1991, o clube ainda conseguiu o seu principal título em toda a sua história, a Copa do Brasil, contra o Grêmio Porto Alegrense. Na primeira partida, em Porto Alegre, aconteceu um empate em 1 a 1, com o gol do Tigre sendo assinalado por Vilmar. Na partida de volta, no Heriberto Hülse, ocorreu outro empate, só que desta vez em 0 a 0. A vantagem do gol fora de casa deu ao Tigre o tão sonhado campeonato e a vaga para disputar a Taça Libertadores da América 1992 .O grupo base tinha: Alexandre; Sarandi (Jairo Santos), Vilmar, Altair (Wilson) e Itá; Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo; Zé Roberto (Vanderlei), Soares e Jairo Lenzi. Técnico: Luiz Felipe Scolari. Esse mesmo grupo voltaria a realizar uma excelente campanha na Taça Libertadores, sendo desclassificado nas quartas-de-finais, pelo São Paulo Futebol Clube. Nos anos de 93, 95 e 98, o Criciúma Esporte Clube conquistou o Campeonato Catarinense.

No ano de 2002, o clube é campeão do Campeonato Brasileiro da Série B e garante o seu retorno, após cinco anos, à elite do futebol brasileiro, em uma final disputada contra o Fortaleza e na primeira partida, realizado na casa do adversário, o Fortaleza venceu por 2 a 0. Na volta, no Heriberto Hülse, o Criciúma venceu por 4 a 1, gols assinalados por Paulo Baier (3) e Dejair. O time que jogou a final foi: Fabiano; Paulo Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Sandro); Cléber Gaúcho, Cléber (Edinho), Juca, Dejair; Delmer, Anderson Lobão (Tico). Técnico: Edson Gaúcho.

Em 2003, o clube fez uma boa campanha na Série A, conseguindo manter-se na elite, mas caiu, em 2004, para a Série B e em 2005, para a Série C.

Em 2006, o clube conquistou o título do campeonato brasileiro da Série C, garantindo seu retorno à Série B em um jogo contra o Vitória. O Tigre não tomou conhecimento do adversário e ganhou por 6 a 0. Com gols marcados por Leandro Guerreiro, Alexsandro, Beto Cachoeira (2), Fernandinho e Zé Carlos. O time que jogou esta partida tinha: Zé Carlos; Silvio Criciúma, Rodrigo e Claudio Luiz; Bosco, Leandro Guerreiro, Marcelo Rosa, Douglas e Fernandinho; Dejair e Beto Cachoeira. Técnico: Guilherme Macuglia.

No ano de 2007, o Tigre chegou à final do catarinense, perdendo para a Chapecoense, no estádio Heriberto Hülse. Também em 2007, o clube buscava alcançar o título e o acesso à série A de 2008, vencendo a Série B. O Criciúma começou de uma forma animadora, arrasando, chegando a terminar o primeiro turno na primeira colocação. No returno, a situação começa a piorar e após algumas rodadas, o Tigre começa a despencar na tabela fazendo uma campanha nada igual a do primeiro turno, terminando o campeonato em sétimo.


Títulos


  • CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 1991
    CAMPEÃO BRASILEIRO DA 2ª DIVISÃO 1986,2002
    CAMPEÃO BRASILEIRO DA 3ª DIVISÃO 2006
    CAMPEÃO CATARINENSE 1968 (Como Comerciário E. C.) 1986 1989 1990 1991 1993 1995 1998 2005

    Hino

    Letra e Música: Carlos Ernesto Lacombe

    Lembrando os heróis do passado
    Que escreveram seus nomes na história
    Oh! Tricolor predestinado
    A um presente e futuro de glórias

    Salve o Criciúma
    No esporte nacional
    Salve o Criciúma
    De patrimônio imortal
    Na hora da decisão
    Numa só voz grita feliz
    O meu povão

    Criciúma, Criciúma!
    Nosso clube de amor
    Alma, garra e coração...

    Criciúma, Criciúma!
    Nosso clube de amor
    Alma, garra e coração...

    Vibrando estaremos contigo
    Desfraldando o teu pavilhão
    Onde estiver o mais querido
    Dos campeões - o nosso campeão

    Estádio

    Estádio Heriberto Hülse, um dos principais do estado de Santa Catarina, já abrigou competições de nível internacional como a Copa Libertadores da América, epóca na qual foi completamente adaptado para competição, destaque entre os principais estádios do estado, é o uníco completamente coberto. O estádio atualmente tem capacidade para 19.900 torcedores, pois a capacidade foi adequada para cumprir as normas do estatuto do torcedor. O maior publico registrado foi em 6 de agosto de 1995 no jogo Criciúma 1 X 0 Chapecoense-SC pelo campeonato catarinense. O jogo teve um público de 31.123 pessoas e uma renda de R$115.815,00.

    Inauguração 16 de Outubro de 1955
    Primeira partida - 16/10/1955 (Comerciário 0x1 Imbituba).
    Primeiro gol - Valdo (Imbituba)

    Mascote

    A mascote do Criciúma é um tigre vestido com o uniforme do clube. O felino foi escolhido por ser símbolo de força e garra, características necessárias para superar obstáculos e vencer.








    Site

    http://www.criciumaesporteclube.com.br/

    quarta-feira, 5 de novembro de 2008

    Clube Atlético Metropolitano

    O Clube Atlético Metropolitano nasceu em 22 de janeiro de 2002, a partir da união de pessoas e idéias com o fim de resgatar o futebol blumenauense, afastado das principais competições oficiais desde 1998. Em seu nome, por sugestão do empresário Altair Carlos Pimpão, uma referência à Região Metropolitana de Blumenau. O presidente eleito para o primeiro biênio é Alfonso Santos Rogério.

    Os fundadores do clube são: Altair Carlos Pimpão, Alfonso Santos Rogério, Ericson Luef, Haroldo Paz, Roni Busnardo, Ocimar Roberto Zimmermann, Érico Valter Neumitz, Luís Augusto Bachmann, Evaristo Martins, Edi Carlos da Silva Andrade, Eduardo Márcio Neumitz, Carlos Roberto Seara Filho, José Antônio Roncaglio, Rogério Domingues Schlossmacher, Romeu Hertel e Valdecir Roters.

    De seu embrião, gerado após sucessivos encontros entre pessoas ligadas a clubes amadores e empresários locais, surgiram os planos para seleção de atletas. Paralelamente, foram lançados em abril do mesmo ano o escudo, uniforme e as cores verde e branca.

    Durante todo o primeiro semestre foram recrutados jogadores na região para a formação de seu elenco, que estrearia em agosto na sua primeira competição oficial, o Campeonato Catarinense da 2ª Divisão.

    Em 4 de agosto, diante de um público aproximado de 800 pessoas no estádio do Sesi, o Metropolitano empatava em 0-0 com o Brusque, clube este já consolidado no futebol profissional estadual. O time blumenauense, dirigido pelo treinador Francis, entrou em campo com a seguinte escalação titular: Fabiano; Vando, Zeca, Márcio e Canhoto; Paulo, Luizinho, Ilson e Marquinhos; Polegar e Carioca.

    Foi no segundo jogo pela competição, uma vitória de virada sobre o Caxias (2-1), que o Metropolitano marcou seu primeiro gol oficial, por intermédio do zagueiro Márcio.

    A campanha na 2ª Divisão catarinense, que ao final apontou o Metropolitano em 5º lugar, foi tida como satisfatória, pois o clube, formado do zero, encerrava o ano com suas finanças em dia, passava a conquistar torcedores e se permitir iniciar o ano seguinte com sonhos mais altos para seu futuro.

    Assim, 2003 trouxe muitas novidades. Além de alterações significativas no escudo e no uniforme do clube, o departamento de futebol passou a contar com a parceria da Kuniy & W, que comandou uma série de amistosos e testes durante todo o primeiro semestre, com vistas à formação do elenco para a disputa da 2ª Divisão estadual a partir de agosto.

    A campanha, que iniciou com uma derrota em Timbó para o União, foi marcada na memória de sua torcida, que cada vez se tornava mais apaixonada, por dois episódios: duas vitórias diante do Blumenau Esporte Clube (BEC), tradicional clube da cidade, que havia se afastado do futebol profissional em 1998, retornando em 2003.

    A primeira delas, em 31 de agosto, diante de um Sesi lotado, não poderia ter sido melhor: uma goleada de 6-1, com destaque ao atacante Régis, autor de 3 gols no primeiro tempo. E a segunda vitória foi no estádio Aderbal Ramos da Silva, casa do adversário, onde o Metropolitano, mesmo saindo atrás no placar, virou a partida com gols do lateral Decarlos e do volante Júnior.

    Ao final da competição, o clube alcançou o 4º lugar, lhe dando direito de participar no ano seguinte da recém criada Série A2 do Catarinense, que apontaria os clubes que disputariam a tão sonhada 1ª Divisão, para 2005.

    Ainda em 2003, na disputa da modalidade de futebol nos Jogos Abertos de Santa Catarina, o time júnior do Metropolitano sagra-se campeão representando a cidade de Blumenau. Dentre os destaques do time, dirigido pelo treinador César Paulista, o meia Sidinei, que subiria para o time profissional no ano seguinte.

    O ano de 2004 inicia com a posse do novo presidente do clube, Robert von der Heyde. O grande objetivo do ano é muito claro: o acesso à elite do futebol catarinense para 2005. Alcançar esta meta significa ficar entre os 8 primeiros colocados dentre os 12 que disputariam o Catarinense da Série A2. Na competição, equipes já tradicionais do futebol estadual, como Chapecoense, Marcílio Dias, Tubarão e Atlético de Ibirama.

    Mesmo sabendo das dificuldades financeiras que sempre atravessam os participantes das competições de acesso à 1ª Divisão, o Metropolitano resolve ousar e contrata o experiente e consagrado goleiro Ronaldo, ex-goleiro do Corinthians e da Seleção Brasileira.

    No entanto, é outra contratação, menos impactante, que acaba revelando o grande primeiro ídolo do clube: o atacante Diego Viana. Diego, gaúcho com passagens em Juventude e Avaí, torna-se artilheiro da equipe na Série A2, havendo, inclusive, marcado o 100º gol oficial do Metropolitano.

    A classificação dos oito clubes que subiriam à 1ª Divisão de 2005 seria definida pelos pontos corridos, somando-se o turno e o returno. Faltando cinco rodadas para o término da competição, o Metropolitano tinha ainda apenas dois jogos em casa.

    Para que não tivesse que depender dos dois últimos jogos da tabela, justamente contra o líder (Lages) e o vice-líder da competição (Atlético de Ibirama), diretoria, comissão técnica e atletas fazem um pacto de obter a classificação o quanto antes, ainda que se tivesse que buscar pontos fora de Blumenau.

    Foi assim que no dia 26 de setembro, no estádio Hercílio Luz em Itajaí, o Metropolitano bateu o Marcílio Dias por 2-0 (gols de Alex Marcelino e Decarlos), assegurando matematicamente seu acesso à 1ª Divisão Catarinense de 2005.

    Após 6 anos ausente, Blumenau volta a ter um representante seu na principal competição estadual. Pelas mãos do Metropolitano, com apenas dois anos de fundação, o caçula do futebol blumenauense.

    O ano de 2005 inicia de forma empolgante. Pelo Campeonato Catarinense, a estréia do Verdão - como já passava a ser chamado por sua torcida, cada vez mais numerosa - é contra o Joinville, clube de vários títulos estaduais, justamente no 1º jogo oficial da recém inaugurada Arena. O uniforme do clube volta ao modelo original, num verde mais escuro.

    Com transmissão ao vivo em rede aberta, o Metropolitano faz bonito e empata com o favorito Joinville, apesar de ter merecido até mesmo um resultado melhor - conforme a própria imprensa joinvilense. O primeiro gol do clube no Catarinense é anotado pelo artilheiro Diego Viana.

    A competição segue e a equipe comandada por César Paulista passa pela 1ª fase em 2º lugar de seu grupo, à frente de clubes como Marcílio Dias, Criciúma e Tubarão, vencendo o até então invicto Joinville por 1-0 (novamente Diego Viana deixando seu gol) em um Sesi completamente lotado, como há muitos anos não se via. O público estimado para aquela ensolarada tarde de domingo apontava para cerca de 10 mil pessoas.

    Na segunda fase, porém, o clube sentiu a competição contra adversários tradicionais e acabou não conseguindo a vaga para as semifinais. Este período marca a contratação de Richardson, meia com passagem vitoriosa no elenco do Vasco em 1998, que chega a Blumenau para fazer história nos anos seguintes.

    Apesar da desclassificação, a mobilização e a participação de todos surtiram numa comovedora ligação entre time e torcida. Dali em diante o Metropolitano não era mais o mesmo.

    No segundo semestre o calendário novamente apontava a disputa da Série A2, onde o clube acabou por garantir sua presença na 1ª Divisão de 2006. Com a saída do artilheiro Diego Viana para o futebol europeu, Richardson começa a ganhar destaque na campanha do segundo semestre. Através de suas jogadas e seus gols, o meia começa a conquistar o torcedor alviverde.

    Em 2006 Jaime de Andrade assume a presidência do Metropolitano. O departamento de futebol passa a ser comandado pela AFA, de Criciúma, administrada pelo empresário Alvaro Arns.

    A equipe, comandada pelo treinador Mauro Ovelha, faz boa campanha na 1ª fase, classificando com certa tranqüilidade para a etapa seguinte. No time, os grandes destaques são Richardson, já ídolo consolidado do torcedor, e recordista de gols marcados pelo clube até hoje, e o lateral-direito João Rodrigo.

    A grande lembrança do torcedor está eternizada no jogo de estréia na 2ª fase. Tendo do outro lado o Brusque, grande sensação da competição até então, e um Sesi sempre lotado ao seu lado, o Metropolitano faz uma exibição de gala. Goleia o adversário por 4-2 com direito a gol de placa de Richardson. O meia se livra de quatro adversários antes de tocar para o gol, na saída do goleiro.

    A vaga para as semifinais não vem por detalhe. No penúltimo jogo da 2ª fase, jogando em casa, uma vitória garantia o clube entre os quatro melhores do Estado. Porém, desfalcado de quatro titulares, sendo três deles na defesa, e outros que seriam os reservas imediatos, o Metropolitano acaba sendo derrotado por 1-2, adiando seu sonho de disputar a etapa decisiva.

    A competição seguinte no calendário de 2006 apontava a Divisão Especial, que nada mais era do que a Série A2 dos outros anos, mas com outro nome. O destaque da equipe na competição, como já vinha ocorrendo, era Richardson. Ao término do Catarinense da 1ª Divisão daquele ano, o meia havia igualado a marca de Diego Viana, de 19 gols em jogos oficiais pelo clube. Com isso, ambos dividiam a artilharia absoluta da história.

    No dia 30 de abril, no empate em 2-2 com o Atlético de Ibirama no Sesi, Richardson se isolou na artilharia ao marcar seu 20º gol com a camisa do Metropolitano. Na mesma competição ainda marcou mais 8 gols - 4 deles numa só partida, na goleada de 5-0 sobre o Guarani da Palhoça.

    Encerrada a participação na Divisão Especial, garantindo sua participação na 1ª Divisão de 2007, a diretoria do clube, assim como vários outros clubes, abre mão da disputa da Copa Santa Catarina, preferindo investir todas as atenções e recursos especialmente para a formação do elenco para o ano seguinte. Encerra-se também a gestão do futebol profissional com a AFA e retorna a parceria com a Kuniy & W.

    O ano de 2007 começa com um grupo de jogadores jovens, com a equipe sob o comando do treinador uruguaio Sérgio Ramirez. A grande ausência é de Richardson, que havia assinado com o Avaí. Buscando substituir o ídolo por outro nome de referência, a diretoria traz o meia Cairo, destaque no Atlético-MG nos anos anteriores. Porém, devido a uma lesão ainda durante a pré-temporada, Cairo acaba atuando apenas no Returno. Mas ainda a tempo de mostrar um futebol técnico e refinado.

    A campanha foi abaixo dos anos anteriores. Após um 7º lugar em 2005, 6º lugar em 2006, em 2007 o Metropolitano não vai além da 8ª colocação. A competição acabou ficando marcada pelas trocas de treinadores. Além de Ramirez, comandaram a equipe durante o Catarinense: Cláudio Adão, Gérson Andriotti e Lio Evaristo. Foi com este último, o paranaense Lio Evaristo, que o time parece ter encontrado um melhor padrão de jogo.

    Encerrada a participação no Catarinense, e já garantido na edição de 2008, o clube acaba surpreendendo a muitos ao anunciar uma excursão à Europa. Convidado a disputar na Áustria o Torneio Internacional Centenário do FC Lustenau, o Metropolitano, que até então nunca havia disputado um jogo oficial fora de Santa Catarina, de repente se vê em gramados internacionais.

    O elenco foi formado por vários atletas que haviam já disputado o Catarinense, reforçado por outros nomes que vieram por empréstimo. Para a viagem, um uniforme é especialmente confeccionado. O titular, com listras horizontais verdes e brancas. O reserva, uma inovação: listras verticais em vermelho e branco. Uma alusão à bandeira blumenauense.

    Assim, em 15 de junho o Metropolitano estréia na competição enfrentando justamente os anfitriões: a equipe austríaca do FC Lustenau. O Verdão blumenauense se mostra um visitante indigesto e bate os donos da casa, em sua própria cidade e país, por 2-0 (gols de Eric e Flávio Guilherme).

    Conquistada a vaga na final, coube ao Metropolitano encarar o St. Gallen, 5º lugar no Campeonato Suíço da 1ª Divisão. Como o adversário também era alviverde, coube aos blumenauenses jogarem com o uniforme reserva, vermelho e branco: as cores da bandeira de Blumenau.

    Com um futebol envolvente, o Metropolitano não deu chances ao St. Gallen e conquistou o título vencendo, e convencendo, por 4-2 (gols de Eric 2, Flávio Guilherme e Leandrinho). A escalação titular de Lio Evaristo para a final: Cristiano; Arlan, Rafael, Cris e Márcio Silveira; Viton, Fabrício, Eric e Cairo; Flávio Guilherme e Leandro.

    Os torcedores em Blumenau, que acompanharam o jogo via internet, festejaram muito, saindo em carreata pela cidade. O Metropolitano chegava ao seu 1º título profissional, e internacional, o que é um privilégio para poucos. Na chegada em Blumenau, outra festa em frente à Prefeitura.
    Estádio
    Estádio do Sesi, pertence ao SESI de Blumenau .
    Capacidade 12500

    Hino

    Música e letra: Banda Nafarra (Fábio Demarchi Inocenti, Rafael Dalagnolo e Rodrigo de Faveri)

    Quero verde eu sou paixão,
    Quero no me
    u coração, Metropolitano

    Símbolo para o esporte
    Um sinal de que ele é forte
    Esse clube que eu amo

    Vou com ele até o fim
    Dentro do meu coração
    Blumenau é toda assim: Meu Verdão!

    Quero verde eu sou paixão,
    Quero no meu coração, Metropolitano

    Muita raça e muito amor
    Vou com ele aonde for
    Ano após ano

    Vou com ele até o fim
    Dentro
    do meu coração
    Blumenau é toda assim: Meu Verdão!

    Mascote

    Apesar de ser um clube jovem, o Metropolitando já escolheu sua mascote. O animal que simboliza a equipe é um Crocodilo.






    site: http://www.metropolitano.net

    domingo, 26 de outubro de 2008

    Joinville Esporte Clube

    O Joinville foi fundado em 29 de Janeiro de 1976, a partir da união dos departamentos de futebol do América e do Caxias, os dois clubes profissionais da cidade na época. Ambas as equipes enfrentavam sucessivas crises, e foi com uma parceria entre dois tradicionais adversários do futebol local que começou a história do JEC. Porém, os dois clubes continuaram a existir, mantiveram seu patrimônio.No momento da união ambos assinaram um contrato, um termo de compromisso de ficar 10 anos sem fazer futebol na cidade para que o JEC pudesse se estabelecer como clube e formar torcida. O Caxias ficou 19 anos sem atividade nenhuma e voltou com amadorismo em 19 de março de 1995. Em 2001 voltou com o profissionalismo. O América mantém-se apenas no futebol amador.

    A solução encontrada por um dos dirigentes do Caxias, no sentido de pelo menos remediar momentaneamente os problemas do clube, foi de convidar para a presidência o industrial João Hansen Neto, da Tubos e Conexões Tigre.

    A partir daí, o único e difícil passo para se criar um novo clube em Joinville foi obter a aprovação dos caxienses e americanos. Porém prevaleceu o bom senso, e em 29 de janeiro de 1976 foi criada a nova agremiação com a personalidade jurídica de Joinville e constituída também a sua primeira diretoria sob a presidência de Waldomiro Schützler.

    A partida inaugural foi um amistoso contra o Vasco. O jogo acabou 1 a 1 e o jogador que foi a primeira vez as redes pelo JEC foi Tonho. Roberto Dinamite, ídolo vascaíno, também marcou e se tornou no primeiro atacante a vazar a zaga do clube.

    Dez anos depois da fusão entre os dois clubes, o Joinville já havia acumulado tantos títulos quanto América, Caxias e Operário (todos clubes de Joinville) em 65 anos de história.(América, 5 títulos - Caxias, 3 e Operário,1)

    Dono da segunda melhor colocação de um clube catarinense no Campeonato Brasileiro de Futebol (8º lugar em 1985), o Joinville esteve na Série A do Campeonato Brasileiro por 10 anos consecutivos, entre 1977 e 1986. Desde 2005 disputa a Série C.

    O Joinville foi campeão de Santa Catarina logo em seu primeiro de atividade. Depois, entre 1978 e 1985, conquistou um inédito octacampeonato catarinense, recorde insuperável até hoje. De 1988 a 1999, passou o mais longo período sem títulos de sua história. A seqüência foi quebrada com a conquista do bicampeonato estadual de 2000 e 2001, ano do último troféu da primeira divisão erguido pelo clube.

    Em 2007, o Joinville fez a pior campanha de sua história no Campeonato Catarinense, terminando em penúltimo lugar, na zona de rebaixamento. Disputou e venceu a Divisão Especial e retornou à elite do torneio estadual já em 2008.

    Títulos

    Campeonato Catarinense: 12 vezes (1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 2000 e 2001).

    Estádio

    Arena Joinville - é o maior estádio de futebol de Santa Catarina e o mando de campo do Joinville Esporte Clube. Localizado no bairro Bucarein, a construção tem design inspirado em várias arenas de futebol européias, como a Amsterdam Arena.

    Teve sua primeira etapa inaugurada em 25 de setembro de 2004, na partida entre Joinville e Seleção Masters. A segunda etapa foi inaugurada em 26 de julho de 2007, na partida Joinville 4-3 Atlético Paranaense. Com isso, a capacidade, que inicialmente era de 15.000 pessoas, foi expandida para 22.400, e será novamente expandida para 30 mil pessoas (24 mil sentadas). O custo estimado para a expansão é de R$ 7 milhões. O projeto final prevê que a Arena contará ainda com lojas comerciais, praça de alimentação, estacionamento e parque público anexo.

    Durante 22 anos, o JEC utilizou o Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho, de propriedade do Caxias Futebol Clube, onde conquistou todas suas glórias.

    Nome Oficial: Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho
    Capacidade: 20.000
    Inauguração: 19/10/1977
    Primeiro Jogo: Joinville 1 x 1 Grêmio (RS)
    Recorde de Público: 25.945 (Joinville 1 x 1 Grêmio-RS - 19/10/1977)

    Hino

    Letra: Jeanine de Bona Cunha Pereira
    Arranjo: Luciano Koenig de Castro

    Meu coração é preto, branco e vermelho
    Sou JEC, sou fogo, meu irmão!
    Eu boto fé na garra deste coelho
    Tem raça e pedigree
    Nasceu pra campeão!
    O JEC deita e rola a bola
    Cheio de emoção
    É líder isolado no meu coração

    JEC - nasceu campeão
    Nasceu com a taça na mão
    O JEC faz a finta
    Pinta o sete e mete: gol!
    E o grito da galera ecoou

    Gool! Ooô! Ooô! Ooô! JEC - Uh!

    Relembro sua história gloriosa
    Nos idos de 76
    Na cidade dos príncipes
    Na cidade das flores
    Nascia o tricolor dos tricolores

    No coração do povo já fervia
    Paixão por ele que se chamaria
    Joinville Esporte Clube
    Esse coelho, meu irmão
    Já nasceu com vocação pra campeão

    JEC - nasceu campeão
    Nasceu com a taça na mão
    O JEC faz a finta
    Pinta o sete e mete: gol!
    Eo grito da galera ecoou

    Gool! Ooô! Ooô! Ooô! JEC - Uh!

    Mascote

    O surgimento da mascote do Joinville aconteceu em 1978. Na época, o clube lançou um carnê de prêmios chamado JEC de Ouro e o símbolo foi um coelho. Isso porque “pé de coelho” é uma das superstições mais famosas do Brasil. Com o tempo, o animal foi se tornando a mascote do clube e em 2003 ganhou o nome de Jack Coelho.



    site: http://www.jec.com.br/

    quinta-feira, 9 de outubro de 2008

    Brusque Futebol Clube

    O Brusque Futebol Clube foi fundado a 12 de outubro de 1987, através da assembléia de fusão de patrimônios do Clube Esportivo Paysandu e do Clube Atlético Carlos Renaux. O clube passou a assumir a vaga na primeira divisão do futebol de Santa Catarina do Alviverde da Rua Pedro Werner, enquanto mandaria os seus jogos no Estádio Augusto Bauer, na Avenida Lauro Muller. O primeiro presidente foi Ciro Marcial Roza.

    Em seu primeiro ano no profissionalismo, o time foi treinado por Lauro Búrigo. A primeira partida do clube aconteceu no dia 24 de janeiro de 1988, no Estádio Augusto Bauer, com uma vitória de 3 x 1 sobre o Hercílio Luz de Tubarão. Touchê, ponta-direita vindo do Rio de Janeiro, foi o autor do primeiro gol da história do Brusque F.C. Neste ano, o Brusque classificou-se para o hexagonal final do campeonato, terminando o campeonato na quarta colocação. No segundo semestre, o Brusque ainda participou do Brasileiro da Série C, onde foi eliminado na segunda fase, tendo este mesmo desempenho em 1989.

    No ano de 1990, o Brusque ficou com o vice-campeonato da Copa Santa Catarina, competição disputada no segundo semestre, paralela ao campeonato brasileiro, que não possuía catarinenses na disputa. O Figueirense sagrou-se campeão, ao vencer os dois confrontos por 1 x 0 e 2 x 1.

    1992 foi o ano mais importante da história do Brusque. O empresário Amílcar Wehmuth, o Chico, era o presidente que trouxe duas importantes conquistas: no primeiro semestre, a conquista da Copa Santa Catarina, que dava ao campeão um ponto no Campeonato Catarinense daquele ano. Na fase de classificação, o Brusque ficou na segunda colocação. Na fase eliminatória, passou pela Chapecoense, empatando por 3 x 3 no oeste catarinense e vencendo por 2 x 0 no Augusto Bauer. Na fase semifinal, o time bateu o Marcílio Dias de Itajaí por 1 x 0 fora de casa no jogo de ida. Na partida de volta, a derrota pelo mesmo placar levou a decisão para a prorrogação, que terminou em 0 a 0 classificando o Brusque para a final contra o Avaí.

    No dia 09/12/1992, no jogo de ida em Florianópolis, o Avaí venceu por 1 a 0, com um gol marcado nos momentos finais da partida. O Brusque teria que vencer o jogo de volta e empatar na prorrogação para sagrar-se campeão.

    O jogo mais importante da história do Brusque Futebol Clube aconteceu no dia 13 de dezembro de 1992. Cerca de seis mil pessoas lotaram o Estádio Augusto Bauer e viram o Brusque vencer o Avaí por 2 x 1 no tempo normal, gols de Jair Bala e Washington. Na prorrogação, Cláudio Freitas fez um lindo gol sobre o goleiro Carlão, iniciando a festa em todo o município.

    1993 marcou a ida do Brusque para a Copa do Brasil. O time foi eliminado na primeira fase pelo União Bandeirante, vice-campeão paranaense, com um empate em 2x2 no Paraná e derrota por 1 x 0 no Augusto Bauer. Neste ano, um fato insólito: Brusque e Avaí, campeão e vice de 1992, foram os times rebaixados para a segunda divisão de 1994, vindo o time retornar para a primeira divisão em 1995.

    Em 1996, o Brusque foi novamente rebaixado para a Segunda Divisão, retornando em 1998 para a divisão de elite, após conquistar o troféu de campeão da segundona de 1997, vencendo o time do Biguaçu no dia 16 de novembro. Neste ano, a presidência do clube era do advogado e desportista Ricardo Vianna Hoffmann.

    No ano de 1998, de volta à Primeira Divisão, o técnico era Gassém Salim Youssef, que conduziu o Brusque à terceira colocação no estadual, com uma campanha valorosa, destaque para a goleada em cima do Figueirense por 4 x 2 em pleno Estádio Orlando Scarpelli, no dia 15 de fevereiro.

    Em 2000, o Brusque precisou disputar um torneio seletivo. A Rede Brasil Sul (RBS) havia comprado os direitos do estadual, e exigiu que apenas oito equipes integrassem a divisão de elite em 2001, sendo que Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville estavam previamente classificados sem a necessidade de seletiva. O Brusque ficou na sexta colocação, e voltou para a segundona.

    Em 2001 a presidência do clube passou para o médico ortopedista André Karnikovsky, num ano que o Brusque teve uma atuação discreta, sem almejar o título. No ano de 2002, o empresário João Beuting tornou-se presidente, para a disputa da Segunda Divisão daquele ano.

    O time teve um início muito turbulento, com a seqüência de resultados insatisfatórios do time, treinado por Luiz Freire. No segundo turno, José Antônio Martins foi contratado, e ele implantou uma nova filosofia no clube, que não poderia perder nenhum jogo correndo o risco de eliminação. O time acabou desclassificado no dia 17 de novembro, goleado pelo Kindermann de Caçador. O Brusque estava bastante desfalcado, pois a confusão no jogo de ida, resultou na expulsão de vários titulares.

    No ano de 2003 o Clube Atlético Carlos Renaux e o Clube Esportivo Paysandu, através de ações jurídicas, recuperaram a posse dos Estádios Augusto Bauer e Cônsul Carlos Renaux. Como o "vovô" fez uma proposta fora da realidade à época, a diretoria resolveu não participar de campeonatos profissionais naquele ano, voltando em 2004.

    No ano seguinte, o Brusque disputou o Campeonato Catarinense da Série B1, e estreou no dia 25 de abril, vencendo o rival Carlos Renaux por 1 a 0. No clássico seguinte, nova vitória, pelo placar de 2 a 1, em 25 de julho. O time sagrou-se campeão do segundo turno do campeonato, ao vencer o Juventus em Jaraguá do Sul na prorrogação, em 7 de novembro. O mesmo Juventus seria o adversário do Brusque na final do campeonato. O time de Jaraguá sagrou-se campeão, mas o Brusque havia alcançado o seu objetivo de subir para a Série A2 no ano de 2005, como vice-campeão.

    Três anos e dois acessos depois, o time do interior de Santa Catarina voltou à primeira divisão do Catarinense em 2007. Infelizmente o clube não foi bem no Campeonato Catarinense de 2008, foi rebaixado ao lado do Guarani e Juventus. No segundo semestre, o Brusque dá a volta por cima, sagrando-se campeão da Divisão Especial e da Copa Santa Catarina.

    Títulos

    Campeonato Catarinense: 1992
    Copa Santa Catarina: 1992 e 2008
    Campeonato Catarinense Divisão de Acesso: 1997 e 2008

    Estádio

    O estádio Augusto Bauer, pertencente ao Carlos Renaux, foi inaugurado em 7/6/1931 em amistoso contra o Marcílio Dias (0x1). Entre 1950 e 1960, foram construídos arquibancadas, aterro, ampliado o campo, alambrado e sistema de refletores. Foi o primeiro estádio catarinense a possuir alambrado e iluminação em seu estádio próprio.
    Capacidade: 8000

    Hino
    Utiliza o Hino do Município

    Foi aqui, neste vale tranqüilo,
    Entre os montes e o rio escondido,
    Que, ha cem anos atras, um pugilo
    De emigrantes surgiu destemido.

    Dos heróis palmilhando o roteiro,
    Sobre o solo, que audaz desbravou
    Esse grupo invulgar, pioneiro,
    A semente de Brusque plantou

    Sôbre as áreas fecundas da terra,
    Que ao vigor do trabalho se rendem,
    Pela várzea do rio, pela serra,
    Pouco a pouco as lavouras se estendem.
    E do chão brota a casa modesta,
    Construída de palha e de lenho,
    Conquistada vai sendo a floresta
    Enche os ares o canto do engenho.

    Salve Brusque imortal! No recesso
    Dos teus vales, ressoa nos ares
    O cantar triunfal do progresso
    Pela voz singular dos teares.
    Salve Brusque imortal.

    Do trabalho sem par do imigrante,
    Com bravura e andar soberanos,
    Surge Brusque viril e gigante,
    Já passados que foram cem anos.
    Terra minha! Só tens ocupado
    Posição de relêvo, altaneira,
    E teu nome, entre mil, é citado
    Como Exemplo à Nação Brasileira



    Mascote
    Marreco


    site: http://www.brusquefc.com.br

    quinta-feira, 25 de setembro de 2008

    Associação Chapecoense de Futebol

    A Associação Chapecoense de Futebol, Fundada em 10 de maio de 1973. Também chamada, Furacão do Oeste ou simplesmente Verdão.

    A Associação Chapecoense de Futebol - a partir de 1973 caminhada inicial -, traz consigo um resultado importante de suas campanhas realizadas em nível nacional, estadual e regional. Hoje, é reconhecida pela sua posição alcançada, fruto de suas vitórias, do desempenho de centenas de atletas, pelo investimento da iniciativa privada e oficial, da presença de sócios e colaboradores, da capacidade de seus dirigentes, de sua torcida, do apoio da imprensa e outros.

    A Associação Chapecoense e Futebol, nasce no momento em que, na cidade de Chapecó o futebol amador estava adormecido, não havia mais realizações de campeonatos que movimentavam a cidade. Foi um período que Chapecó e sua população não contava mais com as disputas entre os times que existiam na cidade gravados na memória de muitos: o Atlético Clube Chapecó, o Independente Futebol Clube, "os sempre rivais" Grêmio Esportivo Comercial, Guairacá Futebol Clube e Operário entre outros.

    A cidade de Chapecó não contava mais com a presença de times de futebol, foi motivo de analises, de comentarios e as especulações a respeito dessa realidade. Todos os argumentos serviam, também, para provar que o futebol na cidade era importante.

    No dia 10 de maior de 1973 mais uma vez amigos e desportistas chapecoenses se encontram no almoxarifado da 8ª Res. DER e na porta da loja de confecções de propriedade do Pelisser, localizada na esquina da Avenida Getulio Vargas, no Edifício Jarbas Mendes, de propriedade do desportista Heitor Pasqualotto. Pasqualotto, também foi participante de muitos bate papos a respeito daquele momento e da situação que o futebol se encontrava na cidade.

    No dia em que nasceu a Chapecoense, o grupo de desportistas era formado de Alvadir Pelisser e Altair Zanella indepedentinos roxos, e Lorário Immich e Vicente Delai, Ferrenhos defensores do Atlético Chapecó. O encontro não foi casual, era a continuidade de outros tantos, neles as conversas sempre giravam em torno da reativação do futebol na cidade. Assim foi que, depois de muita conversa e "tratativas", resolvem propor a fusão dos remanescentes do Atlético Chapecó e do Independente, mas só de nome porque patrimônio imóvel nenhum dos clubes dispunha.

    A sugestão agradou, ganhou espaço e apoio na cidade de suas lideranças, e demais segmentos. Adesões e ajudas começam a aparecer. Ernesto de Marco, proprietário das Casas Vitórias deu um jogo de camisas o qual foi uma "glória para nós" diz Pelisser. Em ato continuo entrou a presença de centenas de chapecoenses. Impossível anotar o nome de todos, mas devemos lemvrar do importante apoio de Heitor Pasqualotto, Avelino Biondo, Moacir Fredo, Arthur Badalotti, Gentil Galli que com outros tantos, pagavam para ver o novo time crescer. Nesses anota-se o Plínio de Nês, que, como líder empresarial e político regional, depositou seu apoio incondicional à Chapecoense, ajudando-a de diversas formas.

    Desse marco inicial da Chapecoense, lembramos a primeira composição do time que nascia. Temos, assim o seguintes nomes: Martinelli, o Alemão(motorista da SAIC), o Zeca (funcionário da Prefeitura de Chapecó, apelidado de "calceteiro", responsável pela montagem das calçadas e ruas da cidade), o Miguel (cabo da PM/SC), o Boca, o Vilmar Grando, o Caibi (Celso Ferronato), o Pacassa (João Maria) o Orlandinho, o Tarzan, o Ubirajara (PM/SC), o Beiço, o Airton, o Agenor, o Plínio (era de Seara), o Jair, o Raul, o Xaxim, o Casquinha funcionário do Besc. Nilson Ducatti, acompanhava o grupo em todos os momentos, mais os dirigentes nas tardes esportivas.

    Anota-se do depoimento de Pelisser, mesmo não lembrando os nomes, mas, poucos eram os jogadores que tinham salário, como foi o Moacir Fredo e tantos outros, baluartes da Chapecoense, sem venimento nenhum. Ainda, da organização do time da Chapecoense, para Pelisser "muitos não recebiam nada, jogavam vestindo a camisa, iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena".

    Depois, dessa primeira composição de jogadores da Chapecoense, surge o primeiro time profissional, formado, pelos seguintes atletas: Putti treinador, Beiço Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Vicente Delai Diretor de Futebol, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas, Zé.

    Beto, recorda do primeiro jogo do time profissional: "foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1x0 São José, o segundo foi contra o Novo Hamburgo, jogo realizado na cidade de Xaxim".

    Ainda, no ano de 1973, pela primeira vez na história do futebol de Chapecó, a Chapecoense jogou em Florianópolis cujo resultado foi um empate de dois a dois. Para Pelisser, "empatar com o Avaí na capital foi a maior glória para a Chapecoense".

    O treinador Gomercindo Luiz Putti, mandado buscar por Pasqualoto em Concórdia. "a mando do Pasqualoto fui buscar o Putti para trabalhar no futebol de Chapecó".

    Temos então outro momento da "viagem da Chapecoense". Esse, representado da necessidade dos dirigentes de provar a capacidade da organização, uma vez que time adquiriu condições de participar de competições futuras. Não só a população da cidade de Chapecó, como a região oestina, acreditaram na "boa nova do futebol catarinense".

    Um novo momento da viagem, encetada pela Associação Chapecoense de Futebol, foi o ano de 1977 passo decisivo. Ano que a Chapecoense ficou campeã. Com esse titulo, a oportunidade de disputar o Campeonato Nacional. Novos momentos da viagem, agora, a campanha objetivando a construção do Estádio Municipal, desafio assumido concretizado pela administração municipal que num prazo de 150 dias concluiu as obras, sendo Prefeito de Chapecó Milton Sander. Concluído o estádio, a Chapecoense em campo, fez parte da Loteria Esportiva.

    No entanto, depois disso, somente em 1996 o clube ergueria uma nova taça de campeão do estadual. Dez anos depois, venceu a Copa Santa Catarina e, em 2007, outro título estadual.

    Títulos

    3 Campeonatos Catarinenses - 1977, 1996 e 2007

    Campeã Taça Santa Catarina 1979

    Campeã Taça Plinio Arlindo De Nez 1995

    Campeã Copa Santa Catarina 2006

    Hino

    (Letra: Luiz A. Maier )

    Ó Glorioso verde que se expande
    entre os estados tu és sempre um esplendor
    nas alegrias e nas horas mais difíceis
    meu furacão tu és sempre um vencedor

    São tantos títulos outrora conquistados
    com bravura, muita raça e fervor
    leva consigo o coração de uma cidade
    meu furacão
    tu és sempre um vencedor

    Sempre honrando nosso escudo com sua raça
    és alegria nos estádios nunca só
    na imensidão e vastidão de nosso estado
    Chapecoense tu és sempre Chapecó
    A força imensa de sua fiel torcida
    que nos estádios tudo é lindo e nos fascina
    a nossa massa meu verdão mexe contigo
    tu és querido em toda Santa Catarina

    Estádio

    Estádio Regional Índio Condá

    Endereço: Rua Clevelândia, Chapecó-SC
    Inauguração: 24 de janeiro de 1976.
    Capacidade: 15.000 (segundo a FCF) 10.000
    Recorde de público: 15.000 (Final de 1977)

    Mascote - índio






    site : http://www.chapecoense.net