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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Riograndense Futebol Clube

Nos trilhos da história, este era mais um ícone do progresso e do desenvolvimento sócio-cultural e econômico gerado pela força ferroviária de nossa cidade. Em conjunto com a Casa de Saúde, o Colégio de Artes e Ofícios, a Vila Belga, a Cooperativa, a Associação e muitas outras instituições, o RFC é mais um orgulho do apogeu da Viação Férrea em Santa Maria. Não era por acaso que a Avenida que nascia junto a Estação Ferroviária de Santa Maria chamava-se, na época, de Av. Progresso, pois o progresso da cidade nascia ali. E dali nasceu também o Riograndense Futebol Clube, o mais vitorioso, carismático e autêntico clube de futebol de Santa Maria.

O clube da Rua Pedro Gauer, como assim era chamado, era o destino de amigos e famílias ávidas de um lazer de fim de semana, assim como era fonte extra de sobrevivência para alguns ferroviários que entravam em campo com as cores esmeraldinas.

Dentre alguns de seus inúmeros feitos e façanhas, destacamos a melhor campanha do clube no certame gaúcho no distante 1921, quando o Riograndense, após vencer os rivais regionais de Cachoeira do Sul, Cruz Alta e Tupanciretã, chegou perto do título de campeão estadual daquele ano. As finais foram disputadas em quadrangular realizado na antiga Baixada do Moinhos de Vento, campo do Grêmio FBPA, que deixaram os ferroviários a apenas um ponto do time da capital, que se tornava campeão pela primeira vez. Destacamos, ainda, a conquista da Segunda Divisão, em 1978, que valeu a ultima participação do clube na primeira divisão no ano seguinte.

A partir da década de 80, com a "consolidação do desmantelamento" do transporte ferroviário no Brasil e o reflexo direto deste setor em nossa cidade, O RFC perdia a força de sua principal estrutura social, gerando, com isso, graves consequências aos destinos do Periquito.

No entanto, após alguns anos de convalescença o RFC toma novamente fôlego e volta aos trilhos da história, com a força, a diligência e a paixão das pessoas que reconhecem o grande potencial de torcedores e colaboradores deste Clube, dispostos a restabelecer a força da máquina ferroviária dos gramados e a ressurgir a chama esmeraldina nos estádios do Rio Grande do Sul.

A diretoria do Riograndense Futebol Clube, a partir desta iniciativa e em conjunto com a dedicação e a participação de seus futuros colaboradores, dá início a uma nova fase na história do clube mais querido da cidade. E assim estaremos novamente seguindo os trilhos da história, pois o futuro é hoje e nos espera nas estações das grandes conquistas esmeraldinas.

Estádio

Nome Estádio : Dos Eucaliptos
Capacidade : 3.000 espectadores
Inauguração : 14/07/1935

Hino do Riograndense Futebol Clube

Riograndense, Riograndense,

Coração verde a bater

Ontem, hoje e sempre,

Para ti vamos torcer.

Na vitória ou na derrota,

Riograndense até morrer!


Desde 1912,

Vens trazendo emoção e alegria,

Riograndense, a tua história,

É um orgulho pra Santa Maria!


Riograndense, és imortal a todo um povo

E tua bandeira sempre há de tremular,

Pois tens a força ferroviária ao teu lado

E a torcida periquita pra vibrar!!!
Mascote

Chamado popularmente de "Periquito", o Riograndense traz, desde a sua fundação em 07 de maio de 1912, um carinho grandioso de sua torcida.

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Ao longo dos anos, o time de futebol criou muitas raízes e, mesmo nas adversidades, sempre ficou guardado no coração dos "periquitos". Por isso, o próprio hino diz:" RIOGRANDENSE ATÉ MORRER!!!'".


Site

http://www.riograndensesm.net

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Esporte Clube Pinheiros

O E.C. Pinheiros foi fundado em 22 de março de 1931, na localidade de Pinheiros - Bairro do interior da cidade de Taquari-RS, daí a origem de seu nome.


No ano de 1976 o clube transfere-se para a sua atual sede e constrói o Estádio “Pinheirão”, no Bairro Prado, zona central da cidade.

Em 1980 iniciou a escolinha de futebol do E.C. Pinheiros que devido ao espaço estar ficando pequeno e pela quantidade de alunos que passou a procurar o clube, o Prof. Antônio Carlos Duttra em pleno acordo com o E.C. Pinheiros, profissionalizou a escolinha fundando em 1988 a Escola de Futebol Pinheiros/Duttra. A Escola Pinheiros Duttra tem como um de seus objetivos formar atletas para as categorias, Juvenil e Júnior do E.C. Pinheiros.

Em 1984 o E.C Pinheiros sagrou-se campeão Estadual de Amadores, um título muito importante para a cidade e principalmente para o clube. Essa façanha voltou a se repetir por mais duas vezes; uma em 1989 com titulo na categoria Juniores e em 1996 na categoria Infantil.

O ingresso na divisão de Futebol Profissional da Federação Gaúcha de Futebol ocorreu em 1994. Em 1999, devido a uma decisão de diretoria, preferiu-se priorizar a conclusão do Ginásio Esportivo, um sonho de nosso ex-presidente Afonso Cardoso dos Reis, idealizador desta obra, que se tornou realidade com a colaboração de toda a família pinheirense e grande parte da comunidade tendo capacidade para 3000 pessoas com quadra polivalente de Futsal e voleibol. Com isso o clube paralisou temporariamente a sua equipe profissional de futebol.

Em 2001, com um projeto arrojado, o E. C. Pinheiros participou do Campeonato Estadual de Juniores, onde conquistou o vice-campeonato Estadual da Taça Dr. James Vidal, disputando a final frente ao Grêmio Foot Ball Porto alegrense, sendo considerado na oportunidade, Campeão do Interior do RS.

Em 2003, com uma visão condizente com a nova realidade do futebol profissional, a diretoria do Clube começou a desenvolver uma nova estrutura de trabalho visando um trabalho voltado para as categorias de base, com uma proposta de fortalecimento da atividade social do clube e conseqüentemente o fortalecimento do quadro social e do futebol. Além disso, intensificou na permanente busca de parcerias com empresas para viabilizar este processo de reestruturação do clube.

Em 2005, voltou-se a investir no futebol com a participação no Campeonato Estadual categoria Juvenil, organizado pela Federação Gaúcha de Futebol, onde além de fazer uma boa campanha, revelou o Atleta Fernando Queiroz de Oliveira, que se transferiu no final do ano para o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense.

O clube tem a maior torcida da cidade, numa população de aproximadamente 28.000 habitantes, seguramente 60% da população é assumidamente Pinheirense, sendo que boa parte dos restantes 40% é simpatizante do clube.

Estádio

Nome Estádio : João Bizarro Porto, o Pinheirão
Capacidade : 1.500 espectadores
Inauguração :

07/1976 - Obs.: Em abril de 2005 a Diretoria com o consentimento do Conselho Deliberativo do Clube resolve denominar o estádio “Pinheirão” de João Bizarro Porto, uma justa homenagem a seu ex-presidente e um dos seus fundadores.


MASCOTE

O Esporte Clube Pinheiros tem como seu símbolo (Mascote) o Periquito.

Site :

www.ecpinheiros.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Futebol Clube Santa Cruz

O surgimento do Santa Cruz aconteceu no dia 26 de março de 1913, com um grupo de rapazes liderado por André Klarmann, que se reunia no Hotel Schmidt, no centro da cidade, para começar as tratativas do novo time de futebol. Mesmo não sendo o único clube da cidade, o Football Clube Santa Cruz foi o principal pelas suas atividades desde o início.

A estréia da equipe aconteceu no dia 3 de abril, no campo da várzea, onde hoje está localizado o Estádio Municipal, junto ao Parque da Oktoberfest. O adversário foi o Clube Concórdia, de Santa Cruz do Sul, mas os registros não apontam quem venceu a partida.
Em julho, o clube realizou seu primeiro confronto fora da cidade. O jogo aconteceu em Candelária, para tal, a delegação, a bordo de carroças, deslocou-se no sábado à tarde para a cidade vizinha, pernoitou num hotel e, no outro dia, deu-se a partida, com vitória do Santa Cruz. À noite, os jogadores ainda prestigiaram o baile, e o retorno aconteceu apenas no dia seguinte.


Os anos posteriores foram de jogos com equipes amadoras. Os arquivos não dizem quando o Santa Cruz começou a dedicar-se ao profissionalismo. Apesar disto, sabe-se que entre as décadas de 20 e 30 o time já disputava os campeonatos estaduais, em eliminatórias. Nos anos de 32 e 33, ficou vice-campeão do interior, perdendo a final para o Pelotas, por 5 a 2, no antigo estágio do Grêmio, em Porto Alegre.


Na década de 60, o clube começou a disputar os certames organizados pela Federação Gaúcha de Futebol, que envolviam equipes regionais. Entre 1974 e 78, os dois times da cidade – Santa Cruz e o Avenida – seguiram a tendência dos demais no Estado e reuniram-se para uma fusão. A disputa das competições deu-se em um turno único, denominado Associação Santa- Cruzense de Futebol.


A união surtiu bons frutos. Sob o comando de Daltro Menezes, o time ficou entre os quatro melhores do Estado. A gota d’água para que a fusão acabasse foi a abriga entre dirigentes dos antigos clubes, Avenida e Santa Cruz. Além do mais sempre divulgado o nome do Santa Cruz em vez da Associação Santa Cruz, e os dirigentes do Avenida resolveram se afastar.


Na década de 80, o clube seguiu fazendo boas campanhas dentro do Gauchão, em 95 foi rebaixado para a Segunda Divisão, depois de grave crise financeira. Mas o time conseguiu retornar aos grupo de elite em 97 de forma bastante interessante.


A partir de 99, o Santa Cruz procurou se modernizar. Contratou jogadores de renome internacional e passou outra vez a realizar boas campanhas. No início daquele ano inaugurou um Posto de Gasolina junto aos Plátanos e agora tem planos de remodelação do estágio. Também nesta época deixou escapar o título do interior dentro de casa.


O mascote do clube é o Galo Carijó, e as cores do uniforme são o preto e o branco.


O Estádio dos Plátanos era muito diferente do que é hoje, quando, em 1934, o jogador encruzilhadense Dario dos Santos, o Caco Véio, recém-casado com Dona Alzira, foi morar lá, em um chalezinho. A área se estendia até o Expresso Albatroz.


Dario jogava no time desde os 16 anos e entre os treinos cuidava do estádio, dos fardamentos listrados de preto e branco e da copa de salgados que mantinha. Mais tarde se tornou treinador da equipe, totalizando 23 anos no clube. Até então, o Foot Ball Club Santa Cruz, fundado em 1913 por André Klarmann, já havia passado por várias fases. Na década de 20, quando ganhou casa própria — antes jogava na várzea onde hoje é o Estádio Municipal —, venceu seu maior rival da época, o Grêmio Esportivo Santa Cruz, por 2 a 0, firmando-se como o Galo Carijó, ou esporão de ouro, como canta seu hino. Com direito a passeata com carros enfeitados com ramos de bambu e chuchus pendurados. Em 1930, iniciou como profissional e, dois anos depois, chegou a ser vice-campeão do interior.


Quando o Avenida entrou em cena, em 1947, no 1º Avecruz, com empate de 2 a 2, teve início uma disputa que aqueceria as torcidas por muitos anos. Por falar em torcida, esta era um show à parte. Chegava ao estádio em passeata, com uma banda de música. Havia torcida organizada de senhoras, com fardamento e tudo, e o bloco dos homens. Para temperar o primeiro clássico, houve pancadaria generalizada, pela falta de alambrado. Neste clássico jogaram pelo Galo: Julio, Ormond, Lindolfo Gerhardt, Cafuringa, Felicíssimo, Joãozinho, Fogareiro, Hanny, Mico, o nosso conhecido Dario Santos e um novo personagem, Helio Almeida. O santa-cruzense Almeida retornara à cidade em 1942, para jogar nos juvenis do Santa Cruz. Depois passou para os adultos até ser escalado para presidir o clube. Aceitou e não conseguiu mais sair. Foram seis gestões intercaladas, até 1995, fora as assessorias que presta regularmente.


Almeida acompanhou as muitas fases do Santa Cruz. Inclusive o surgimento da Associação, na década de 70. Foi um fato que marcou a história do clube. E também a do arqui-rival, o Avenida. Uma fusão visava enfrentar a difícil fase financeira que ambos atravessavam. Foi quando surgiu a Associação Santa Cruz. Mas o casamento não vingou e voltou cada qual para o seu canto. Para Almeida, o melhor período do time foi na segunda divisão, em 1952, ano em que assumiu pela primeira vez a presidência e o Galo ficou vice, na disputa da categoria interior — Sá Vianna, de Uruguaiana sagrou-se campeão. Entre os destaques do Galo nesta trajetória, Almeida cita Amaro, Joãozinho, Paraguai, Paulo Cesar Tatu, Cuca, Calixto, Maninho, Betinho e Moacir. A velha rivalidade que esquentava o Ave-Cruz permanece até os dias atuais. Mas no passado, chegava a fechar o Quiosque e o Bar Polo Sul, em dia de jogo, para evitar confrontos das torcidas. Quanto à paixão pelo futebol, esta passa de pai para filhos, e netos, e bisnetos. Da descendência de Dario Santos vieram os netos — o jogador Paulo Spall (falecido), o irmão Luiz Fernando Spall, presidente da Associação de Árbitros de Santa Cruz e o primo Carlos Spall, jogador de futsal, mais o bisneto Luiz Carlos Walter Jr, infanto-juvenil do Internacional. Da descendência de Helio Almeida vieram os filhos Paulo e Luiz Eduardo Martins de Almeida, consecutivamente presidente e diretor de futebol do Galo. Como dizem na gíria popular, futebol é uma cachaça! E hoje o Estádio dos Plátanos tem área menor, mas melhores acomodações e abriga inclusive um posto de combustíveis.


Hino

Em 1913, debaixo deum céu muito azul,nasceu o esporão de ouronos verdes campos do sul.Hoje, o Rio Grande inteiro,rola vencido, a teus pés.Os plátanos são teu terreiroe todos sabem quem és.Galo! Me chamam de galo!Preto e Branco, tuas cores.E vamos sempre amá-loclube dos nossos amores.Teus torcedores te adoram,vibram com grande emoção.Fica eterna, te imploramdo fundo do coração.Galo! Me chamam de galo!És o clube mais amadona derrota ou na vitóriaEstamos sempre ao teu ladocom o peito cheio de glóriaHomens fiéis, decididos,fizeram a tua história,mesmo que tenham partido,vivem na tua memória.


Site

terça-feira, 21 de abril de 2009

Esporte Clube Quatorze de Julho

O 14 de Julho foi fundado em 14 de julho de 1902, em uma região fronteiriça entre as cidades de Santana do Livramento e Rivera onde atualmente encontra-se o Parque Internacional. O futebol havia chegado primeiro na cidade uruguaia e, por isso, os idealizadores do 14 de julho resolveram montar uma equipe para enfrentar os times de Rivera. Foram fundadores do clube: Pedro Lay, Coriolano Cabeda, Licurgo Cruxen, Armelino Garagorry, Henrique Carvalho, João Caffone, José Ramos, Roberto Calero, Argemiro Zimerman, Julio Sillia e os irmãos Ávila. Seu primeiro presidente foi Felizardo Ávila.

A polêmica sobre o primeiro clube rubro-negro do futebol brasileiro dá razão ao 14 de Julho. O Flamengo, do Rio, como time de futebol, surgiu apenas em 1912. Antes, era clube de regatas. Mas o 14 de Julho já utilizava as listras horizontais em vermelho e preto desde a fundação, em 1902. Também foi o “Leão da Fronteira” a primeira equipe brasileira a conquistar um título internacional. Em 1909, convidado a participar da Copa La France, em Rivera, disputou a competição com três equipes do Uruguai e conquistou o título até então inédito para o futebol do Brasil. A outra façanha do 14 de Julho é se tornar o primeiro clube gaúcho a ceder um atleta para a Seleção Brasileira. Em 1920, o ponta-de-lança Cipriano Nunes da Silveira, o Castelhano, foi convocado para disputar o Sul-Americano no Chile. Mais três gaúchos foram convocados para aquela competição, mas atuavam em clubes de outros Estados. Castelhano era natural de Livramento e jogou de 1907 até 1929 no 14 de Julho. Com sotaque de quem morava em Rivera, Silveira ganhou o apelido de Castelhano.

O apelido de “Leão da Fronteira” surgiu pela primeira vez em março de 1914. O grande Peñarol deixou Montevidéu para realizar um amistoso em Livramento. Era como se hoje o Boca Juniors visitasse Livramento. O 14 de Julho conseguiu empatar o jogo à custa de muita força e garra, que acabou por surpreender os favoritos uruguaios. O apelido já fora citado, mas ficou famoso em todo o Brasil somente em 1919. Foi quando o 14 de Julho goleou o Inter por 6 a 2 em plena Capital, na Chácara do Eucaliptos. No dia seguinte, os jornais de Porto Alegre, em especial o Diário de Notícias, estamparam nas manchetes a expressão “Leão da Fronteira”. Nasceu daí o distintivo do clube, com a figura de um leão.

O 14 de julho foi um dos fundadores da Federação Rio Grandense de Desportos (FRGD) em 1918. No ano seguinte, também participou da criação da Liga de Foot-Ball Livramentense. Ainda em 1919, o clube esteve em Porto Alegre para a realização de amistosos, os quais ocorreram em datas próximas ao único jogo do Campeonato Gaúcho, entre Grêmio e Brasil de Pelotas. Em razão disto, muitas pessoas confundem-se, achando que o 14 de Julho teria participado do primeiro Campeonato Gaúcho da história.

Em 1998, após participar do Campeonato Gaúcho da Terceira Divisão, o 14 de Julho fechou seu departamento de futebol profissional, mantendo apenas as categorias de base. Em 2005, o time profissional voltou a disputar competições oficiais.

É o terceiro clube de futebol mais antigo em atividade do Brasil, atrás apenas de Rio Grande e Ponte Preta-SP (ambos fundados em 1900).

É o primeiro clube rubro-negro, utilizando o uniforme com listras horizontais em vermelho e preto desde a sua fundação, em 1902.

Estádio

O nome do estádio do 14 de Julho, Estádio João Martins, vem do patrono do clube João Coelho Martins. Nascido em 25 de agosto de 1894 em Santana do Livramento, ex-atleta do clube, tenente da Brigada Militar e dirigente nos primeiros anos do 14 de Julho, foi morto durante um conflito da Revolução Constitucionalista de 1932.

Hino

Autor: Rubens Santos

14 de Julho...
tricampeão
encarnado e preto,
são as cores do nosso pavilhão.

Somos desportistas,
trabalhando com todo fervor,
43, 44, 45
são as provas de nosso valor.

Avante 14 de Julho,
mostrai, mostrai teu valor
Tu sempre foste 14 de Julho,
Altivo e batalhador.

Tu és o galhardão
da mocidade inteira
Velho Leão da Fronteira.


Mascote

Leão

sábado, 4 de abril de 2009

Guarany Futebol Clube

O Guarany foi fundado no dia 19 de abril de 1907, por onze pessoas na Praça de Matriz. Seus fundadores foram: João Guttemberg Maciel, Viriato Bicca Nunes, Cervantes Perez, Secundino Maciel, Francisco Sá Antunes, Manoel Berruti, Carlos Martins Peixoto, Lucidio Garrastazu Gontan, Carlos Garrastazu e Gonzalo Perez. Foi sugerido à nova agremiação o nome de "Internacional", prevalecendo, entretanto, Guarany.

As primeiras camisetas utilizadas pelo Guarany pertenciam ao Nacional de Montevidéu, trazidas pelo fundador alvirrubro Carlos Garrastazu, que havia atuado pelo clube uruguaio.

A grande maioria dos títulos do Guarany é municipal. A cidade de Bagé possuía um torneio anual, em que o único clube que era realmente páreo para esta equipe era o Grêmio Bagé, principal rival ao alvirrubro. Mas uma das maiores glórias da história do time do interior não demoraria a vir.

Grêmio e Internacional são, notoriamente, as maiores forças do Rio Grande do Sul quando se trata de futebol. O Juventude surge como a terceira potência estadual. No interior, a equipe que conseguiu mais destaque no decorrer dos anos foi o Guarany. Em 1920, o time de Bagé conquistou seu primeiro Campeonato Gaúcho, algo considerado um grande feito em um cenário dominado pelos poderosos clubes da capital.

Em 1926, o Guarany conseguiu ir à final do Gaúcho, mas terminou vice-campeão. O feito se repetiu três anos depois com um novo segundo lugar na competição estadual. Depois, segui com suas conquistas municipais e sem grande destaque no cenário regional até 1938, quando se sagrou campeão do Campeonato Gaúcho, seu segundo grande título da história.

Esta foi a última vez em que o Guarany foi campeão estadual. Mas o time chegou a disputar as finais em outras oportunidades, como em 1958, por exemplo. Depois, passou um longo tempo sem grande destaque, a não ser, naturalmente, em nível municipal. No total, o Guarany venceu 21 Campeonatos da Cidade de Bagé.

Em 1999, a equipe disputou a terceira divisão do Campeonato Gaúcho e conseguiu mais um título estadual, mesmo sendo de um escalão inferior. Em 2006, conquistou a segunda divisão e o direito de participar do Campeonato Gaúcho de 2007. Estava de volta à elite depois de 25 anos. Em 2008, o time jogou a primeira divisão estadual mais uma vez. Porém, o time não foi bem e, ao lado do 15 de Novembro, foi rebaixado e terá que disputar a segunda divisão do Campeonato em 2009.

O Guarany também é conhecido por revelar jogadores que obtiveram grande destaque em equipes de maior expressão, como o tetracampeão mundial Branco, que saiu do clube para brilhar no Fluminense na década de 80. Além dele, outro jogador do time de Bagé disputou uma Copa do Mundo: trata-se de Martim Silveira, que foi ao Mundial em 1934 e em 1938.


Em 2008 ocorreu sua pior campanha em campeonatos gauchos, ganhou apenas uma partida diante do Juventude, em casa. Nas demais partidas só derrotas.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 2 vezes (1920 e 1938).
Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 2 vezes (1969 e 2006).
Campeonato Gaúcho - 3ª Divisão: 1999.

Estádio
Image
O Estádio Antônio Magalhães Rossel, também conhecido como Estrela D'Alva, é um estádio de futebol situado na cidade de Bagé, no estado do Rio Grande do Sul, pertence ao Guarany Futebol Clube e tem capacidade para 10.000 pessoas.

Hino

     Nós somos os gigantes operários    Do trabalho, do amor e liberdade;    Das modernas idéias emissários;    Pois somos o porvir, a mocidade!

Eia, amigos sempre avantes Da honradez vamos na trilha Arrojados caminhantes Para nos a glória brilha!

Repousa a força em nós, - somos o dia É dos povos manha ridenta em luz; E buscamos na luta na porfia A senda que o futuro nos conduz. CORO Estendemos a mão se o fraco tomba; D'imbella invalidez nós temos dó; Mas se o forte, soberbo de nós zomba Ilade a fronte dobrar, morder o pó. Caminhamos dos povos na vanguarda Levando os oprimidos - redenção Generosa nobreza em nós se guarda Em escrínio sem par, - o coração.
Site
http://www.guaranyfutebolclube.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2009

Esporte Clube São Luiz

Fundado em 20 de fevereiro de 1938, pelo desportista Angelino Alves dos Santos o Esporte Clube São Luiz é um dos clubes mais antigos e reconhecidos do estado, sendo um dos únicos representantes da região em competições estaduais.

O São Luiz profissionalizou-se na década de 50, quando passou a disputar a Segunda Divisão gaúcha. Nos anos 70, o clube esteve em Montevidéu, participando da Copa Atlântico de Futebol. Depois de 15 anos, voltou a primeira divisão estadual em 1991. Conquistou, em 1998, a Copa Galego, derrotando o Glória de Vacaria na final.

Durante a preparação para a Copa do Mundo de 1994, no qual a Seleção Brasileira se sagrou campeã, o São Luiz, enfrentou em 1991 a futura campeã mundial, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, empatando em 0 a 0. A escalação do São Luiz nese jogo foi: Janio, Polaco, Caçula, Newmar, Kiko, João Luiz, Negrine, Betinho, Marco Antônio, Café e Edmundo. Técnico: Cassiá.

Em 2002, depois de quase fechar o departamento de futebol profissional e de acumular dívidas, o São Luiz de Ijuí mudou de direção, investiu em contratações e modificou completamente o time. O time permaneceu fechado por nove meses e o clube esteve ameaçado de falir. A nova direção assumiu em dezembro e, com a ajuda da comunidade, montou a equipe para o Campeonato Gaúcho de 2002. Poletto treinou o São Luiz pela terceira vez. Entre as contratações, Paulo Gaúcho, então com 39 anos, que no Campeonato Gaúcho de 1994 se consagrou o segundo maior artilheiro da história do torneio, com 24 gols. Time-base: Luciano; Luciano Panambi, Carlão, Jarbas e Martins; Paulo Roberto, Ludo, André Cemin e Paulo Gaúcho; Marcio Galvão e Alessandro.

Atualmente, o Esporte Clube São Luiz encontra-se na Primeira Divisão do futebol gaúcho.

Títulos

Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 3 vezes (1975, 1990 e 2005).

Estádio

O São Luiz, tem como seu principal patrimônio o ESTÁDIO 19 DE OUTUBRO, com capacidade para 8.000 pessoas, sendo boa parte sentados, copas (alimentação), vestiários, sala de impressa, salas de transmissão de imprensa, alojamento de atletas e sede do clube.

O estádio possui iluminação, permitindo a realização de partidas à noite e destaca-se pela sempre ótima conservação do gramado.

O Estádio 19 de outubro localiza-se em um ponto privilegiado da cidade, sendo de total e fácil acesso.

Site

http://www.saoluizdeijui.com.br/

domingo, 1 de março de 2009

Grêmio Esportivo Glória

O Grêmio Esportivo Glória foi fundado em 15.11.1956 por um grupo de jovens desportistas, na cidade de Vacaria. A prioridade era a disputa de torneios amadores locais, mas um de seus fundadores, Adão Vargas, tinha dificuldades em encontrar um local para a sede do clube. Isto aconteceu até o momento em que Vargas obteve a cessão de um terreno na rua Borges de Medeiros, no bairro que dá nome ao clube. Os próprios atletas realizaram as obras de limpeza do local, demarcaram o campo e montaram as goleiras. Em 09.12.1956 o clube faz sua partida de estréia, vencendo o time da Fazenda da Ramada por 1 a 0, gol de João Scherer D’Atria.
Os jogos na Borges de Medeiros prosseguem até 1959, quando ocorre a transferência para onde atualmente se localiza o Ginásio Municipal de Esportes (antigo CMD, hoje DMD), na rua Campos Sales. Era um local difícil para jogar futebol: sem grama, bolas e chuteiras se destroçavam a cada partida. Mas o clube crescia e em 1962 consegue a doação do terreno onde hoje está seu estádio, na Avenida Militar.

Passada a euforia inicial, os dirigentes perceberam que teriam muito trabalho pela frente: o local onde pretendiam instalar o campo era um misto de pedreira e banhado. Não desanimaram e, enquanto competiam, aproveitaram as pedras para a construção dos muros e drenagem do local. Em 1967, funde-se com a S. E. Avenida, surgindo daí a Associação Glória Avenida, que durou até 1970. Em 1971, concluíam-se a terraplenagem e o nivelamento, iniciando-se a colocação do alambrado. Em 1972 é realizado o plantio da grama e em 15.11.1973 são inaugurados o gramado e a sede social.

A nova realidade proporcionada pelo gramado facilita os trabalhos técnicos e embala os sonhos de profissionalização, com o Glória filiado à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) desde 1964. Em 1974/75 conquista o bicampeonato citadino. Quase absoluto na cidade, o clube já podia ambicionar algo além do proporcionado pelas rivalidades locais. Em 1976, em sua estréia no profissionalismo, obtém a primeira façanha: campeão da Chave 3 da Copa Governador do Estado. Time-base daquela conquista, treinado por Araí Ribeiro: Jorge; Varela, Bressan, Sergião e Nílson; Oreco, Ferreira e Renatinho; Serração, Ademir e Pinca.

Licenciado nos anos seguintes, o “Leão” volta a disputar certames profissionais da FGF de 1979 a 1981, ano em que novamente interrompeu suas atividades e retornou ao amadorismo, no qual conquistara vários títulos desde sua fundação. Em 1983/84 volta a ser campeão citadino. Enquanto isso, projetava-se a reestruturação do Departamento Profissional, reativado em 1985, quando passa a disputar a terceira divisão, mesmo ano da inauguração do sistema de iluminação de seu estádio.

Em 1986, com a extinção da terceirona, ocorre a promoção à segunda divisão. Embora realizando boa campanha naquele ano e em 1987, faltava ao clube experiência para enfrentar os desafios de um campeonato tão disputado. Mas todos na cidade sentiam que o Glória reunia condições para alçar vôos mais altos e almejar a divisão principal.

A segundona de 1988 possivelmente foi a mais disputada de todos os tempos: 36 equipes lutaram por duas vagas ao Gauchão. O Glória venceu as fases iniciais e apoiado em uma perfeita aliança entre clube, torcida, empresariado e poder público, partiu para a disputa do octogonal final como favorito. A largada, porém, foi preocupante, e a perspectiva do adiamento do sonho por mais um ano começava a tornar-se uma realidade.

Foi quando a direção contratou o técnico Daltro Menezes. Experiente e folclórico, o “Gordinho” deu ao time a confiança necessária para a vitória, que veio de forma definitiva na tarde de 27.11.1988, quando a cidade parou para ver o Glória golear o Ypiranga por 3 a 0 e conquistar o título da Divisão Especial de 1988. Durante o octogonal, o time-base teve: Gasperin; Betão, Chimbica, Chicão e Francisco; Alemão, Plein, Hélder e Edmundo; Zé Carlos e Marcos Toloco.

Com a vaga assegurada, era necessário preparar-se para a estréia na elite. Manteve-se Daltro Menezes e reforços foram trazidos. A expectativa era imensa, mas a equipe correspondeu ao que dela se esperava: o Rio Grande conheceu o estilo Glória de jogar futebol, feito de muita determinação e espírito de grupo, mesclando a experiência do veterano Gasperin com a raça do jovem atacante Zé Cláudio e com a qualidade de Branco e Edmundo, um dos remanescentes de 1988. Foram dias de Glória! O reconhecimento nacional veio rápido: a revista Placar, na edição 981, dedicava duas páginas à excelente campanha do time no campeonato gaúcho.

Partidas memoráveis foram disputadas, como o Internacional X Glória de 09.03.1989, quando os vacarienses encurralaram o adversário em seu próprio terreno e só não saíram vencedores devido à má-arbitragem. Ou como o Glória X Grêmio de 30.04.1989, em Vacaria. Naquele dia, um Grêmio em crise subiu a Serra com a obrigação de vencer, sob pena de eliminação. Em um duelo dramático e tumultuado, o tricolor arrancou suados 2 a 1, no jogo que ficou conhecido como “A Guerra de Vacaria”.

Após um começo empolgante do “Leão”, valeram a experiência e a tradição das outras equipes. Bravamente, o Glória terminou o campeonato no 4º lugar, feito notável para um estreante. Time-base durante o Gauchão, e o melhor da História do clube: Gasperin; Paulão, Vladimir, Juarez e Francisco; Edmílson, Jair, Branco e Edmundo; Geraldo e Zé Cláudio. Campanha: 26 jogos, 7 vitórias, 13 empates e 6 derrotas, 27 gols a favor e 26 gols contra.

O bom resultado no estadual valeu o convite para disputar a Divisão Especial brasileira, mas a equipe foi eliminada na primeira fase. A irregularidade refletia a perda de jogadores importantes: Gasperin encerrara a carreira, enquanto Branco, Edmundo e Zé Cláudio deixaram Vacaria. De qualquer forma, o discreto 34º lugar entre as 96 equipes da segundona brasileira representou a primeira experiência do time vacariense em competições nacionais.

A década de 90 iniciou com a expectativa de uma nova boa campanha no campeonato gaúcho. A ampliação das sociais do Altos da Glória permitia maior conforto ao público, e uma boa parte delas já era provida de cobertura. Apesar do esforço dos dirigentes, em 1990 o time lutou contra o rebaixamento, terminando a competição em 9º lugar e com um futebol muito aquém do apresentado em 1989.

A estrutura consolidada permitiu a realização de boas campanhas nos anos seguintes, e o Glória finalizou em quarto lugar na Copa Governador de 1991 e em sétimo no Gauchão de 1991 e de 1992, quando teve o vice-goleador, Amarildo, com 12 gols. Em 1993, embora não chegando à fase decisiva, obteve o primeiro triunfo sobre a dupla Gre-Nal: vitória de 3 a 1 sobre o Inter, em Vacaria.

Um ano depois, o “Leão” teve o melhor desempenho desde 1989, conquistando a quinta posição, uma à frente do Grêmio. Também em 1994, venceu pela primeira vez o tricolor, então campeão da Copa do Brasil, por 2 a 0, em jogo disputado no “Alçapão da Militar”. Em 1995, embora não tenha avançado no Gauchão, venceu a seletiva e conquistou o direito de disputar a Série C do Brasileiro, do qual abriu mão. Em 1996, uma boa equipe, que contava com os “canarinhos” Luiz Carlos Winck e Hélcio, além de Marcos Toloco, veterano da conquista de 1988, finalizou na sexta colocação.

Embora não realizando uma boa campanha no primeiro semestre, 1997 viu o Glória conquistar o vice-campeonato da Copa Galego, que reunia equipes do interior gaúcho. Na finalíssima, disputada em Vacaria, empate em 1 a 1 com o São Luiz. Time do Glória naquela partida, orientado por Alberto Monteiro: Magero; Lelo, Pessali, Aguiar e Márcio; Uana (Marcelo Bolacha), Jorginho (Tiongo), Giovani Melo e Sandro; Tuto e Lela (Dejai).

Na temporada de 1998, a frustração: após dez anos na elite, uma sucessão de maus resultados determinou o rebaixamento à Divisão de Acesso. O vice-campeonato da Copa Galego permitiu que a equipe seguisse na competição para ser eliminada somente pelo campeão Juventude, mas a má-fase era evidente: terminou em último na Copa Abílio dos Reis.

ebaixado em 1998, restou ao Glória a disputa da Divisão de Acesso. Apesar de lutar com muita bravura pelo título em 1999 e 2000, o time terminou as duas temporadas em 3º lugar, o que não garantia a volta ao Gauchão. Melhor sorte não teve em 2001, quando uma campanha empolgante na primeira fase não se confirmou no decorrer da competição. Ainda assim, o Altos da Glória registrava uma das melhores médias de público entre os participantes.

Para a disputa da segundona de 2002, muitos reforços foram trazidos, mas a principal contratação estava no banco: Nestor Simionatto, especialista em levar clubes do interior gaúcho à primeira divisão, assumiu como treinador. Com ele, cresceu a confiança da torcida, que ganhou, no começo do ano, a cobertura das gerais do estádio da Avenida Militar.

O time realizou uma campanha convincente nas duas primeiras fases da competição e chegou ao hexagonal final como favorito, mas a forte disputa quase impediu o “Leão” de retornar à elite. Felizmente, graças a uma improvável combinação de resultados, pôde disputar a segunda vaga ao Gauchão 2003 contra o Brasil de Pelotas em dois jogos-desempate. Venceu o primeiro em Vacaria (3 a 1) e obteve a classificação com o heróico 1 a 1 na casa do adversário, tomada pela fanática torcida xavante. Time-base: Rondinelli; Adaílton, Davi, Marcelo Bolacha e Gérson; Careca, Ricardo, Douglas e Bodanesi; Assis e Marquinhos.

Para a reestréia no Gauchão em 2003, a diretoria promoveu várias alterações no grupo de atletas. De início, a equipe lutou contra o rebaixamento, mas teve fôlego para recuperar-se e lutar pela classificação, terminando a disputa do Grupo 2 (que reunia as equipes do interior) em 3º lugar, insuficiente para avançar à fase final, mas o bastante para habilitar-se à disputa do Grupo 1 (o grupo dos “grandes”) em 2004.

A experiência do campeonato de 2003 foi bem assimilada, formando-se um grande time para 2004. Nomes como o goleiro Marcão e o zagueiro Marcelo Bolacha foram mantidos, mas a grande aquisição foi Sandro Sotilli, atacante consagrado, que trouxe grande qualidade ao ataque da equipe. Novamente, a cidade vivia uma grande expectativa em torno de seu time. Na memória dos torcedores mais antigos, os grandes feitos dos anos oitenta, do esquadrão de Gasperin, Branco, Edmundo e Zé Cláudio.

Disputando os grupos 1 e 2 do Gauchão, o “Leão” sofreu um grande desgaste. No primeiro, chegou às semifinais contra o Grêmio, sucumbindo devido à maratona a que foi submetido. O calendário insano quase comprometeu o desempenho no Grupo 2, mas o time teve forças para obter a vaga à semifinal, superando todas as dificuldades.

Classificado, o Glória credenciou-se para enfrentar o Internacional no Beira-Rio, em jogo único. Em um confronto épico, decidido pênaltis (tempo normal, 1 a 1; prorrogação, 1 a 1), e com a influência da arbitragem, que prejudicou os vacarienses, o “Leão” sucumbiu. A despeito da indignação com o “roubo”, a terceira colocação alcançada significou o melhor desempenho do clube no Gauchão. O goleiro Marcão foi indicado como um dos melhores goleiros da competição, e Sandro Sotilli, artilheiro do campeonato com 27 gols, eleito o melhor jogador do Gauchão. A equipe-base dessa grande campanha, treinada inicialmente por Bagé e depois por José Luiz Plein, teve: Marcão; Flavinho Oliveira, Marcelo Bolacha, Xavier e Cristiano; André Gheller, Toto, Aldo e Rodrigo Gasolina; Bebeto e Sandro Sotilli.

Em 2005, o comando técnico foi novamente entregue a Bagé, que manteve boa parte da excelente base montada no ano anterior. Novamente o Leão realizou uma grande campanha e repetiu o terceiro lugar no Gauchão. Além disso, pela primeira vez derrotou um time da dupla Gre-Nal atuando em Porto Alegre: 3 a 1 sobre o Inter em pleno Beira-Rio. Time-base: Marcão; Marcelo Bolacha, Xavier e Pansera; Flavinho, Carlão, Júnior Negrão, Rodrigo Gasolina e Marcelo Müller; Gustavo e Jajá. A boa campanha no regional valeu vaga para disputar a Série C do Brasileiro, depois de 16 anos distante das competições nacionais, finalizando em 20º lugar.

Assim é o Grêmio Esportivo Glória: um clube pequeno, mas com vários momentos de dignidade e brilho em sua História. Ganhando ou perdendo, é considerado por todos que tiveram a oportunidade de enfrentá-lo um adversário de respeito, com equipes aguerridas e um patrimônio que pode ser considerado de exceção entre as agremiações do interior gaúcho.

Títulos

Campeão da Chave 3 da Copa Governador de 1976,

Campeão da Segunda Divisão Estadual 1988

Hino


Letra: Arabi Batista
Música: Heitor Maciel
Arranjo e interpretação: Carlos Abreu

Mil novecentos e cinqüenta e seis
Como nos conta a história
Nos gramados vacarianos
Nasceu o time do Glória

E com raça, garra e coragem
Esse time é um peleador
Seus atletas dão seu próprio sangue
Por isso ele é um vencedor

Nas veias dos vacarianos
O sangue pulsa mais forte
Somos Glória, somos Glória
Somos Glória, somos Glória até a morte!

E no estádio Altos da Glória
O Leão ruge valente
Pra defender a sua cria
Com amor, unhas e dentes

E pelos gramados do Sul
O Glória só leva alegria
Elevando sempre mais
O nome de Vacaria

Nas veias dos vacarianos
O sangue pulsa mais forte
Somos Glória, somos Glória
Somos Glória, somos Glória até a morte!

Em nosso reino animal
O leão é um bicho voraz
Mas simbolizando Glória
É garra, força, amor e paz

Dá-lhe, Glória, Glória do presente
É o espelho do passado
Projetando seu futuro
Para ser o melhor do Estado

Nas veias dos vacarianos
O sangue pulsa mais forte
Somos Glória, somos Glória
Somos Glória, somos Glória até a morte!


Estádio

O estádio Altos da Glória foi inagurado em 15 de novembro de 1973, com a realização de um torneio entre os sócios do clube. O maior público aconteceu em Glória 1X2 Grêmio, em 30 de abril de 1989, com 8.510 torcedores presentes (7.213 pagantes).

Mascote

Leão da Serra

Site
http://www.gloriadevacaria.com.br/

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Grêmio Esportivo Renner

O Renner foi fundado em 27 de julho de 1931, bem depois de seus principais rivais municipais, Grêmio (15 de setembro de 1903) e Internacional (4 de abril de 1909). O clube foi idealizado diretores e funcionários das antigas lojas A. J. Renner & Cia. (atuais Lojas Renner), de forma a dar atividades de recreação esportiva aos operários das fábricas. De início, o time oficialmente criado por Victor Gottschold, Avelino Amaral e Apolinário Corrêa começou a disputar suas partidas na Rua Frederico Mentz, no bairro Navegantes. No entanto, pouco mais de quatro anos depois de seu estabelecimento, o Renner inaugurou seu próprio estádio, o Tiradentes.

O local foi construído em um terreno doado por Antônio Jacob Renner (proprietário das lojas que levavam seu nome), e não demorou para ganhar a alcunha de Waterloo, dada a dificuldade para que o clube fosse derrotado em suas dependências. E foi em uma dessas “batalhas de Waterloo” que o Alvirrubro inaugurou as dependências de seu campo, derrotando o Taquarense por 5 a 4 em 15 de novembro de 1935. No ano seguinte, um pouco mais ambicioso esportivamente, o Renner participou da criação da Liga Atlética Porto-Alegrense (LAPA), que organizaria uma das ligas municipais.

Entretanto, o fracasso da competição porto-alegrense da LAPA fez com que o ‘Time dos Industriários’ deixasse de lado seu projeto inicial e integrasse a Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos (AMGEA), filiada à CBD (‘AMGEA cebedense’).

Em campo, os primeiros resultados logo vieram. Em 1938, o Renner conquistou o Torneio Início e o Campeonato Municipal da AMGEA cebedense, disputado contra Novo Hamburgo, Foot-ball Club Porto Alegre, Sokol e Ferroviário entre junho e outubro. No primeiro turno do Municipal, venceu Novo Hamburgo (2 a 0), empatou com Ferroviário (2 a 2), e goleou Porto Alegre (8 a 3) e Sokol (5 a 0). No segundo turno, venceu o Novo Hamburgo (4 a 1), perdeu para o Ferroviário (1 a 0) e derrotou Porto Alegre (3 a 1) e Sokol (2 a 0). Com o título da Zona Centro do Rio Grande do Sul, o Renner garantiu a vaga para o Campeonato Gaúcho do mesmo ano, mas acabou derrotado nas semifinais pelo Riograndense (campeão da Zona Litoral) e ficou de fora da final.

Em 1939, a AMGEA unificou seus dois ‘braços’, o Cebedense e o Especializado, inchando o Campeonato Municipal daquele ano. Entretanto, um acordo feito com a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) do Rio de Janeiro em 1937 obrigou os gaúchos a colocarem apenas cinco clubes em sua primeira divisão. Fez-se então o Torneio Relâmpago, com 11 equipes de Porto Alegre disputando as vagas na elite. Originalmente, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz, São José, Americano, Porto Alegre, Ferroviário, Renner, Sokol e Villa Nova disputaram o torneio, mas o Villa Nova abandonou a competição depois de três partidas. O Renner terminou na quarta colocação, empatado com Cruzeiro e Americano, mas foi o lanterna do torneio desempate, sendo ‘rebaixado’ para a Série B de 1940, ao lado de São José, Porto Alegre, Ferroviário e Sokol. Ainda em 1939, o Grêmio faturou a Série A do Citadino, enquanto o Americano foi rebaixado e deu lugar ao São José, campeão da Série B da capital gaúcha.

Décadas de 40 e 50 – o auge

Em 1940, o Renner chegou a cogitar a mudança de seu nome para Industrial ou Navegantes, de forma a tentar melhor sorte nos estatutos da AMGEA. Sem sucesso, o clube deixou escapar o acesso para a Série A, ainda que a boa fase do ataque valesse ao atacante Caburé uma convocação para a seleção brasileira, que disputaria o Campeonato Sul-americano na Bolívia – Caburé jamais jogou, já que os clubes gaúchos se recusavam a ceder seus atletas. Naquele mesmo ano, precisando apenas de um empate para voltar à elite sul-rio-grandense, o Renner foi derrotado pelo Porto Alegre, e permaneceu nas divisões inferiores. Aliás, não permaneceu, porque sequer se inscreveu para disputar o acesso em 1941.

Em 1942, com o início do profissionalismo no estado, o clube alvirrubro venceu a segunda divisão de Porto Alegre, mas não subiu. O acesso só veio em 1944, com mais um título da competição. Em 1947, o time foi quinto colocado do Citadino (que classificava seu campeão para o Campeonato Gaúcho, disputado contra os campeões de outras zonas regionais), ficando de fora da fase final (que contou com Internacional, Força e Luz, Cruzeiro e Grêmio); em 1948, ficou em sexto, à frente apenas do Nacional; em 1949, em sua melhor campanha até então, o Renner foi quarto, atrás de Grêmio, Inter e São José, e à frente de Nacional, Cruzeiro e Coríntians.

Mais estável, o Renner se tornou presença constante na elite porto-alegrense. Em 1950, a equipe do Tiradentes ficou em terceiro lugar, atrás da dupla Gre-Nal. No ano seguinte, ficou com a quinta colocação. Em 1952, foi vice-campeão municipal, perdendo o título para o Colorado por apenas dois pontos – no caso, o Inter venceu sete e empatou três de seus dez jogos, enquanto o Renner venceu seis, empatou três e perdeu uma, exatamente um 3 a 0 fora de casa para o próprio Inter, na segunda rodada do primeiro turno, em 14 de setembro. Em 1953, mais uma vez o título municipal ficou com o Internacional, que superou Grêmio e Renner.

A consagração, entretanto, viria em 1954, quando o Campeonato Citadino de Porto Alegre contou com clubes de São Leopoldo (Aimoré), Caxias do Sul (Flamengo e Juventude) e Novo Hamburgo (Floriano). Cruzeiro, Força e Luz, Grêmio, Internacional, Nacional e Renner – todos da capital – completaram o certame. Arrasador, o Time dos Industriários não perdeu nenhuma de seus 18 partidas, vencendo 15 e empatando três. Acabou campeão da cidade com três rodadas de antecipação, contabilizando 33 pontos (o Inter, vice, somou 27), e garantiu presença na disputa do título gaúcho.

Com isso, em janeiro de 1955, o Renner iniciou a disputa do quadrangular que decidiria o título estadual do ano anterior. Pela frente, o clube porto-alegrense teria o Grêmio Esportivo Gabrielense, de São Gabriel (representante da Serra), o Brasil de Pelotas (representante do Litoral e do Sul) e o Ferro Carril de Uruguiana (representante da Fronteira). O Gabrielense desistiu do torneio antes da primeira rodada, tornando a disputa ainda mais centralizada entre Brasil e Renner. Tanto que, no primeiro turno do triangular, os dois times venceram o Ferro Carril (2 a 1 para o Brasil e 2 a 0 para o Renner) e empataram entre si (1 a 1 na terceira rodada).

No segundo turno, os pelotenses venceram o Ferro Carril por 3 a 1, enquanto o Renner venceu por apenas 1 a 0. Em melhor fase, o Brasil viria a Porto Alegre para tentar a vitória sobre o Renner; porém, em mais uma batalha no Waterloo, os alvirrubros venceram por 3 a 0, com gols dois gols de Breno Mello (foto) e um de Pedrinho, e conquistaram – invictos – a maior glória de sua história. O time entrou em campo com Valdir de Moraes; Bonzo, Ênio Rodrigues, Orlando (depois Olavo) e Paulistinha; Leo e Ênio Andrade; Pedrinho, Breno Mello, Juarez e Joelcy, e ganhou tanta fama que ficou conhecido no Rio Grande do Sul como “Papão de 54”.

As boas campanhas se repetiram nos Citadinos dos anos seguintes (que passaram a se chamar Divisão de Honra), mas sem levarem novamente o Renner às fases decisivas do Gauchão. Em 1955, o clube foi terceiro em Porto Alegre, atrás de Inter e Grêmio. Em 1956, foi vice-campeão, atrás dos gremistas. Em 1957 e 1958, foi novamente terceiro, desta vez atrás de Tricolores e Colorados – na segunda, fez o artilheiro da competição: Higino, com 17 gols, ao lado de Gessi (Grêmio) e Marino (Aimoré). Em todas as ocasiões, o Municipal de Porto Alegre contou com pelo menos dez clubes, sendo que a edição de 1958 contou com 11. Ainda em 1957, o clube disputou o Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, ao lado de Vasco, Fluminense e Bangu (que se sagrou campeão).

Entretanto, ao final de 1958, a boa fase do Renner encontrou um adversário duro de ser combatido: as dívidas. Ao longo da década de 50, o clube vinha representando prejuízo para as lojas de A. J. Renner, que não pôde ser encoberto nem mesmo com o título estadual de 1954. Aí, ao final do Municipal de 1958, a empresa decidiu dar fim ao seu departamento de futebol profissional, encerrando o crescimento de um emergente dos gramados gaúchos.

O legado

Ainda assim, o Renner deixou importantes marcas para o futebol do Sul do Brasil. O time de 1954 contou com uma legião de craques do futebol das décadas de 50 e 60 – casos de Valdir Joaquim de Moraes (foto) e Ênio Andrade (que foram contratados pelo Palmeiras após o fechamento do clube gaúcho). Além disso, o Papão de 54 teve os artilheiros do Gauchão de 54, Joeci e Breno Mello – este segundo se transferiu para o Rio de Janeiro, onde defendeu o Fluminense e atuou como ator, participando de filmes como Orfeu Negro (vencedor da Palma de Ouro em Cannes), Os Vencidos, O Negrinho do Pastoreio e Prisioneiro do Rio.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 1954.
Campeonato Citadino de Porto Alegre: 2 vezes (1938 e 1954).

Estádio

Estádio Tiradentes

Seu estádio ficou conhecido como “Waterloo”, porque ali o time da casa era quase imbatível.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cerâmica Atlético Clube

O Cerâmica Atlético Clube foi fundado em 19 de abril de 1950 pelos funcionários da Cerâmica de Gravataí para ser um espaço alternativo e popular para a prática do futebol. No início, o time jogava suas partidas numa área particular doada pelo proprietário da Indústria de Conservas Farrapo Ltda a qual possuía três setores, sendo um deles o de cerâmica. A mudança de endereço ocorreu quando seu presidente Alcides Corrêa obteve junto à prefeitura, em 1956, o terreno onde, até hoje, se encontra a Sede do Clube, na Avenida Loureiro da Silva, centro de Gravataí.

Anos depois, a Indústria de Cerâmicas, que deu nome ao time, tornou-se propriedade de Sinval Dias da Rosa e Antônio Vieira Ramos, dois dos 13 fundadores. Agora, o Cerâmica Atlético Clube deixa para trás seu início amador, quando se mantinha dos recursos dos próprios jogadores, para entrar numa era de profissionalismo. Do passado, traz apenas glórias e a união, que serão os alicerces para a construção de um futuro muito maior.

Há dois anos no futebol profissional, o Clube começa a tornar-se conhecido no Rio Grande do Sul, e, já tem suas ambições. Até 2010, o principal objetivo é chegar na Série A do Campeonato Gaúcho.

Estádio

Estádio Antônio Vieira Ramos. Capacidade 5000.
Foi inaugurado como profissional no dia 2 de março de 2008.

Primeira partida: Cerâmica 1 X 2 Cruzeiro-RS
Primeiro Gol: Cidinho (Cerâmica)

Hino

Letra: Manuela Caringi e André Brito
Interpretação e Música : André Brito

Cerâmica time de valor
És nosso guerreiro tricolor
Solo de grandes peleadores
Honrado por teus bravos jogadores

Preto, verde, amarelo
Bate nosso coração

A tradição é a nossa raça

Cerâmica pra sempre campeão.


Site
http://www.ceramicaatleticoclube.com.br

sábado, 31 de janeiro de 2009

Esporte Clube Passo Fundo

Em 10 de janeiro de 1986, um fato mudava a história do futebol de Passo Fundo. Com a presença de dirigentes dos dois clubes da cidade – o Grêmio Esportivo 14 de Julho e o Sport Club Gaúcho –, consolidou-se, em ato solene na Câmara de Vereadores, a fusão de ambas as agremiações. Era o nascimento do Esporte Clube Passo Fundo, que vestiria as cores vermelha, verde e branca.

A primeira diretoria do tricolor do Planalto Médio tinha Eloi Selésio Taschetto na presidência e, como vices, Nélson Lanza e Daniel Winick. A fusão, contudo, infelizmente viria a se desconcretizar logo depois, com o anúncio do retorno do Gaúcho ao futebol.

1986: O PRIMEIRO ANO, O PRIMEIRO TÍTULO

O jogo inaugural da história do Passo Fundo aconteceu em fevereiro de 1986, na cidade de Soledade, com a equipe passofundense, ainda em formação, enfrentando um combinado local. Ao final do amistoso, vitória pelo placar de 4 x 2. Era o início do trabalho do técnico Paulo Sérgio Poletto rumo à disputa da Série B do Campeonato Gaúcho.

Em sua primeira partida oficial, o tricolor acabou derrotado pelo Ypiranga, em Erechim. Apesar do revés, começava ali a triunfante trajetória de Poletto e seus comandados. A primeira vitória veio algumas rodadas depois: 4 x 1 sobre o Botafogo, de Três de Maio, no estádio Wolmar Salton. A classificação à fase seguinte da competição viria após um triunfo de 3 x 0 diante do Santo Ângelo.

A referência do time era o meia Cláudio Freitas. E foi com ele em excelente momento que o Passo Fundo estreou na segunda fase vingando-se do Ypiranga, novamente em Erechim. Ao final, classificação para o octogonal decisivo (melhor campanha) e, a partir de então, uma ferrenha disputa com mais sete clubes por uma das duas vagas na primeira divisão do Gauchão do ano seguinte.

Na fase derradeira, os bons resultados iam se acumulando, e o clube começava a despontar como um dos favoritos para o acesso. A consolidação da vaga viria a duas rodadas do fim – vitória por 3 x 1 sobre o Ypiranga –, e a confirmação do título no jogo seguinte – empate com o São José, em Porto Alegre. Engatinhando, o Esporte Clube Passo Fundo ganhava o direito de disputar a Série A em 1987.

1987: A ESTRÉIA NA ELITE

Após conquistar a Segunda Divisão no ano seguinte, o Passo Fundo faria sua estréia na elite contra o Internacional. Atuando fora de casa, no Beira-Rio a equipe perdeu por 2 x 0. Na primeira partida disputada no estádio Vermelhão da Serra – o clube deixara de mandar seus jogos no Wolmar Salton –, empate sem gols com o Juventude. O primeiro gol na Série A seria marcado na rodada seguinte, através do zagueiro Neurilene (derrota por 2 x 1 para o Santa Cruz). Já a primeira vitória aconteceria diante do Novo Hamburgo, num sofrido 1 x 0 (gol de Toninho).

O tricolor terminou o campeonato com uma campanha apenas razoável, sem conseguir classificação para as fases decisivas, trajetória que se repetiria em 1988. Por outro lado, o bom trabalho realizado pelo Departamento Amador, comandado por Hilário Andretti, culminou no surgimento de valorosos pratas da casa. Naquele ano, a equipe de juniores chegou às finais do estadual da categoria.

1989: A MELHOR CAMPANHA DA HISTÓRIA

Em 1989, o Passo Fundo mostrou sua força logo na estréia. Vitória em Santa Maria, sobre o Inter local, pelo placar de 2 a 1 (gols de Bira e Cláudio Freitas). Recheado de nomes importantes como Édson Mineiro, Tim e Cabrinha, o time comandado por Geraldo Duarte obteve classificação para o hexagonal decisivo do Gauchão. A quinta colocação geral é, até hoje, a melhor da história do clube.

A temporada ficou marcada por duelos memoráveis no Vermelhão da Serra contra a dupla Gre-Nal. As partidas que terminavam empatadas eram decididas nas penalidades máximas, nas quais quem vencesse ganhava um ponto de bonificação. Diante do Grêmio, depois de um 0 x 0 no tempo normal, os passofundenses venceram por 4 x 2 nos pênaltis. Contra o Internacional, que contou com uma tarde inspirada do goleiro Taffarel, a equipe não teve a mesma sorte após outro empate sem gols.

Todavia, o destaque do ano foi a torcida do clube, que lotou o estádio em várias oportunidades. Outra novidade foi a presença feminina no Departamento Médico, com a inclusão de uma fisioterapeuta.

1994: O REBAIXAMENTO; 98: A REDENÇÃO

De campanhas modestas no início da década, o Passo Fundo apostou em nomes experientes em 1994. Atletas impactantes como Élton, China (campeão mundial pelo Grêmio em 83), Kita e Cláudio Freitas (sempre ele) faziam parte do plantel comandado pelo técnico Juarez Vilela. A equipe, entretanto, não conseguiu se encaixar dentro de campo e terminou rebaixada à Série B.

Após três anos de sofrimento na Segundona, o clube voltou à elite do futebol gaúcho em 1998. Comandado por Eugênio Silva, o tricolor decidiu a vaga num jogo extra contra o São José, em Cachoeira do Sul. Numa tarde dramática e com o estádio adversário lotado, Serjão, Jéferson, Coracini, Rogério e companhia seguraram o 1 x 1 no tempo normal. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Júnior. Era o retorno do “clube de todos nós” para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

2000: O ANO DE FELIPE

Presidido por Ivanir Rodighiero e sob comando de Juarez Vilela, o Passo Fundo fez de 2000 um ano inesquecível. Naquele ano, o clube chegou ao octogonal final do Campeonato Gaúcho e revelou um artilheiro que ainda daria muito o que falar: o atacante Felipe, na época com 21 anos.

A vaga entre os oito melhores do estado foi conquistada de forma épica. A equipe, além de torcer por resultados paralelos, precisava vencer os três últimos jogos da primeira fase e, após superar Santa Cruz e Santo Ângelo, receberia o Guarani de Venâncio Aires na rodada decisiva. De virada e com um gol de Felipe aos 41 minutos do segundo tempo, o tricolor saiu vitorioso. Cerca de dez mil pessoas acompanharam a partida no Verm
elhão da Serra, que, dias depois, lotaria nos confrontos contra o Internacional (3 x 3) e o Grêmio de Ronaldinho Gaúcho (1 x 2 com 18.350 pagantes)

Na abertura do segundo turno do octogonal, o tricolor bateu o Caxias treinado por Tite – que viria a ser o campeão daquele ano – por 1 x 0, gol de Felipe. O atacante, ídolo da torcida e goleador do certame com 13 gols, foi vendido para o Vitória, da Bahia, ainda em meio à competição.

2001: PASSO FUNDO EM NÍVEL NACIONAL

Calejado após fraco desempenho no Gauchão 2001, o Passo Fundo investiu novamente na base e montou uma forte equipe de juniores. Jogadores como Ezequiel, Emanuel e Beto entre outros, foram revelados. Com esses garotos, somados aos experientes Rodrigo Caetano e Leco, o clube participou da Série C do Campeonato Brasileiro, a primeira competição nacional de sua história.

Em 2003, mais uma novidade: a implantação de treinamento individualizado, através de uma parceria com um gru
po de personal trainers, virou notícia em todo o Brasil. Repleto de jovens, o time contou com o retorno de Felipe na segunda metade do campeonato. Em 10 jogos, ele marcou 15 gols.

2004: UM BREVE ADEUS AO VERDE

Uma reunião do Conselho Deliberativo, no início de 2004, decidiu pela abolição do verde no uniforme oficial do Esporte Clube Passo Fundo. Com isso, o tricolor passou a ser o colorado do Planalto Médio, resgatando o vermelho e branco quatorziano. Na primeira partida do ano, a equipe comandada por Leocir Dallastra venceu o Gaúcho por 2 a 1, no Vermelhão da Serra. Era o retorno dos clássicos.

No Campeonato Gaúcho, uma seqüência de tropeços culminou na demissão de Leocir. O preparador físico Ricardo Attolini assumiu e, com quatro vitórias em cinco jogos, levou o time da 11ª para a sexta colocação. Felipe, novamente com 15 gols, e Dudu, revelação do campeonato, foram os principais destaques. No segundo semestre, após a participação na Copa RS, o clube trocou de diretoria. O empresário Elvoni Piaia, então vice-presidente de futebol, assumiu a presidência.

2006: UMA NOVA QUEDA

Depois de realizar uma campanha modesta na primeira fase do Gauchão, e escapar da degola na última rodada da Copa Emídio Perondi em 2005, o Passo Fundo iniciou 2006 objetivando melhores rumos. Contudo, nada mudou. Mesmo com uma equipe qualificada, liderada por Ferreira e Felipe, o colorado esbanjou irregularidade e, a exemplo de 94, acabou sendo “premiado” com o rebaixamento.

Dificuldades financeiras fizeram com que o clube fechasse o Departamento de Futebol Profissional no segundo semestre. O foco no Vermelhão da Serra voltou a ser as categorias de base, com a participação nos estaduais juvenil e júnior. Atletas como Sérgio, hoje no Santos, foram revelados.

2008: O RETORNO DO PROFISSIONAL

Novamente tricolor (o verde foi reintroduzido no escudo e no uniforme), e com Elói Selésio Taschetto na presidência, o Passo Fundo faz de 2008 o ano de sua volta ao futebol profissional. Apostando na base, que ganhou ainda mais força com a reabertura das escolinhas, o clube disputará a Série B do Campeonato Gaúcho repleto de garotos, e almeja, desde já, o retorno à elite. Sonhar não custa nada!

Títulos

Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 1986.

Estádio

Estádio Vermelhão da Serra
Capacidade 20000

Considerado um dos cinco maiores – e melhores – estádios do interior do Rio Grande do Sul, o Vermelhão da Serra começou a ser construído em 1964, sob a tutela do Grêmio Recreativo e Esportivo 14 de Julho. A inauguração veio cinco anos mais tarde, com a partida entre 14 e Aimoré de São Leopoldo, válida pelo Campeonato Gaúcho de 69.

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Com a fusão entre 14 e Gaúcho, em 1986, o recém-criado Esporte Clube Passo Fundo passou a mandar seus jogos no estádio. Em 2000, foi registrado o maior público da história do Vermelhão: 18.350 pessoas no duelo Passo Fundo 1 x 2 Grêmio, também válido pelo Gauchão. Atualmente, conta com gramado impecável e novos alojamentos.

Hino

Salve a bandeira rubro-alvi-verde
Passo Fundo ouve nossa voz
Entra em campo e bola na rede
Esse clube é todos nós

Gigante campeão do planalto
Tua bandeira só tremula vitória
Passo Fundo cantemos bem alto
Tuas virtudes e tuas glórias

Passo Fundo ouve nossa voz
Passo Fundo, Passo Fundo
É o clube de todos nós Te amo

Passo Fundo grandioso
É majestoso teu estádio vermelhão
Passado e presente vitorioso
Passo Fundo já nasceu campeão

Tremula essa bandeira tricolor
Sempre com amor no coração
Em campo faz feliz o torcedor
Fazendo gol, fazendo gol

Site

http://www.esporteclubepassofundo.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Esporte Clube Avenida

A cidade crescia e com ela sua população. Em 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar outro clube. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.” Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, sublinha. O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida. Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda. Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. Nos anos 60, o Avenida ganhou uma mãozinha divina, ou melhor, um pezinho. O padre da paróquia que atendia a Várzea, Orlando Pretto, hoje pároco da catedral, cedeu às tentações do esporte e passou a treinar com o time. “Tudo sob a bênção do bispo dom Alberto Etges”, sublinha ele. “Eu era um jogador voluntarioso, craque não”, se autodefine. “Tinha um chute forte e velocidade, mas não era um grande driblador.” Preenchia posições na ponta direita e brincavam: lá onde acaba o campo não cresce grama, porque é onde o padre pára e dá o giro para o retorno.

O técnico Daltro Menezes quis chamar a atenção em um amistoso do Avenida contra o Internacional e combinou que o padre jogaria 10 minutos no final. Mas o destino conspirou contra — o pai do padre adoeceu, impedindo sua participação. Certa feita, ele atuou inclusive de comentarista, ajudando o Ernani Aloísio Iser de dentro do campo. Foi na partida contra o América, campeão carioca, em domingo de muita chuva. “Tu não podes me identificar como padre no rádio, me chama de Orlando Francisco”, alertou ao narrador. Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, uma jogada fenomenal: o placar estava 0 a 0, a bola molhada, o meia-esquerda Jaime, do Avenida, chuta forte de esquerda, de fora da área e a bola dá a impressão de que ia entrar, mas um ângulo misterioso a desvia na última hora. Iser, emocionado e já preparado para gritar gol, aciona o pároco: “faaala padre Pretto”. No dia seguinte, senhoras foram ao bispo reclamar do padre metido em futebol.

No início dos anos 70, uma fusão com o rival Santa Cruz tenta resolver a difícil situação financeira dos dois clubes, mas não foi vista com bons olhos pelo Avenida. O novo time se chamava Associação Santa Cruz do Futebol e vestia as cores amarelo e azul. Diante da resistência do Avenida, foi tentado o uniforme verde e preto, mas mesmo assim a fusão não foi para a frente.

O Avenida ficou com seu Departamento de Futebol parado entre 1990 e 1997, com atividades apenas sociais.

Em 1998, o Avenida retomou aos gramados, disputando a Série C do Campeonato Gaúcho. Acabou com o Vice-Campeonato, garantindo assim acesso à Série B do Gauchão. No ano seguinte, o clube fez a sua melhor temporada no futebol em todos os tempos, conquistando o título da Série B gaúcha. Como naquele ano, as equipes classificadas da Série B entravam direto na 2ª fase do Gauchão Série A, o Avenida entrou direto nas oitavas-de-final, para enfrentar o Grêmio. No primeiro jogo, o Avenida ganhou o por 1x0, gol do meia Marquinhos e bela atuação de um jovem promissor Rodrigo Leite. No jogo de volta, porém, o Grêmio venceu por 3x0, levanda a partida para a prorrogação. Aí, nova vitória do Grêmio, por 2x0.

Em 2000, o Avenida finalmente estava na Série A do Campeonato Gaucho. Entretanto, a equipe teve problemas durante a competição, e acabou rebaixada novamente a Série B. Ainda em 2000, a equipe disputou a Série B, garantindo nova vaga na Série A, através da repescagem. Mas, em 2001, o clube foi mais uma vez rebaixado para a Série B. Sofreu 6 a 1 do Novo Hamburgo, o que garantiu sua ida à chamada "Segundona", entrando em séria crise financeira. Oito anos depois, porém, voltou à série A, ao vencer o São Paulo por 3 a 0.

Títulos

Vice-Campeonato Gaúcho 2ª Divisão: 3 vezes (1964, 1998) e (2008).
Copa Intergração Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari: 1985.
Copa RBS 150 de Imigração Alemã: 1999.

Hino

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça

A camiseta molhada na vitória ou na derrota
Vem demonstrar claramente a garra da tua gente
Salve o Periquitão do meu coração
Tu és alegria

E o verde e branco da tua bandeira
Quero exaltar noite e dia

Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça
Salve o Avenida, clube do povo, clube da massa
Entra no campo, Avenida, e vai mostrar a tua raça


Estádio

Estádio dos Eucaliptos
Capacidade: 3.200 torcedores

Mascote
Periquito

Site
http://www.esporteclubeavenida.com.br


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Esporte Clube Pelotas

O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luiz Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club.

Participaram da reunião os senhores: Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz
e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.

O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo.

As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios
dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o SPORT CLUB PELOTAS.

O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma pa
rtida.

Seguiram-se ainda outros feitos memoráveis dentro do futebol:

- organização do primeiro torneio intermunicipal de futebol do RS em 1910;

- jogo co
ntra o "scratch" uruguaio em 1911 (primeira partida disputada pela seleção uruguaia no país);

- disputa de inúmeras partidas contra clubes e seleções argentinas, gaúchas, cariocas e paulistas;

- realização, em 1918, do Congresso Rio Grandense de Futebol, que resultou na criação da Federação Gaúcha de Futebol, por iniciativa do E. C. Pelotas; além de outras realizações.

Pelo seu pioneirismo e tradição em competições, o E. C. Pelotas sempre foi e sempre será considerado um dos principais clubes esportivos do estado, colecionando ao longo de sua história inúmeros títulos, não só no futebol mas também em outros esportes: futsal, tênis, basq
uete, hóquei, remo, natação e atletismo, entre outros.

Títulos

- Campeão Gaúcho em 1930
- Campeão Gaúcho Divisão de Acesso: 1983
- Campeão Gaúcho Divisão de Honra de Profissionais (1958)
- Campeão Gaúcho Divisão de Honra de Profissionais Zona Litoral (1956)
- Copa Lupi Martins 2008

Hino

"Orgulho-me de ser Áureo-Cerúleo
Pela g
randeza do ideal
Ufano-me de ser Áureo-Cerúleo
Pelo que tem de emocional

Exulto ao ver as cores gloriosas
Que lembram toda uma tradição
Azul e amarelo são as cores
Que moram no meu coração
(2x)

Refrão:
Salve Pelotas, Salve Glorioso
Quem não te ama nunca sentiu emoção
Salve Pelotas, vitorioso
É a vitória o teu maior galardão."

Autor: José Walter de Oliveira (Valmúrio)


Estádio

O Esporte Clube Pelotas é proprietário do Estádio Boca do Lobo, localizado na principal avenida da cidade de Pelotas. Atualmente, a capacidade do estádio está sendo ampliada de 21 para 25 mil pessoas.
Internamente, o estádio conta com sistema de iluminação, sala e cabines de imprensa, Salão Nobre, galeria de troféus, galeria de ex-presidentes, cozinha, refeitório, amplos e modernos vestiários, sala para comissão técnica, rouparia e depto. médico.
O campo de jogo da Boca do Lobo está à altura dos melhores estádios do País, com gramado de alta qualidade e alambrado de segurança, ambos renovados ao final de 2002.
Para atender ao torcedor, são 3 arquibancadas e 3 copas, além do pavilhão social e cadeiras cativas, com serviço de copa exclusivo. Enfim, são todas as dependências necessárias à participação de um clube em qualquer campeonato oficial.
Capacidade: 18.000 torcedores

Mascote










Site


http://www.ecpelotas.com.br