terça-feira, 31 de agosto de 2010

Piacenza Calcio

A partir do final do século 19 o futebol começou a ganhar popularidade em Piacenza e foi introduzido no  colégio, juntamente com o ciclismo, ginástica, tiro e outros esportes. A faísca que ajudou a incendiar o futebol na cidade era um torneio estudantil em 1908. A competição de futebol foi jogado entre as equipes de várias cidades, e a equipe do Colégio Morigi de Piacenza foram os vencedores.O início do futebol  na cidade se limitou a "amistosos" , até que Piacenza Calcio foi fundada em 1919 com o presidente do primeiro clube como Giovanni Dosi. Dosi foi um ambicioso empresário, assumindo o controle de todos os aspectos sociais, técnicas e administrativas do clube, com o único foco em trazer o clube para o campeonato nacional .
Em sua primeira temporada, o clube jogou 12 jogos. Seus adversários incluídos: Parma, Reggiana, Spal e o proeminente Bologna. A temporada foi um ótimo começo para Piacenza, que perdeu apenas um jogo (1-0 para o Bologna) ganhar a promoção para Prima Categoria. O primeiro campeonato vencendo escalação incluídos os jogadores Fontana, Armani, Meani, Sala I, Marelli, Paleari, Cella, Galimberti, Bossola, Giiumanini, Boselli, Ronchetti Ventura, Sala II, Raina, Ziliani I, II Ziliani, Avogadri, Sala III e Antonini.Depois de passar grande parte do início da vida do clube nos campeonatos regionais, que entrou em Serie C para a temporada 1935-36, chegando perto de ganhar a promoção para a Série B no ano de 1938, mas perdeu para Fanfulla.
Após a Segunda Guerra Mundial, Piacenza competiu na Série B pela primeira vez, competindo lá por duas temporadas, antes de cair de volta para a Série C em 1948. Durante 1952, pela segunda vez o clube estava perto de promoção, mas perdeu novamente, desta vez para o Cagliari.O clube foi punido por desportivismo ilícito de 1956 e foram rebaixados para a Série D. Isto provou ser um golpe muito pesado para o clube, que continuariam a ioiô entre a Serie C e D até 1964. Piacenza finalmente voltou para a Série B em 1969, sob o comando Tino Molina e presidente Vincenzo Romagnoli.

Promovido a Série B em 1991  e promovido à Série A pela primeira vez em 1993.O lado continha 1993 jogadores como o meia Daniele Moretti, Francesco ala Turrini e Giampietro Piovani. Eles passaram 1993-1994 segurando seus próprios no meio da tabela e foram à margem de um lugar na Taça UEFA, mas foi infeliz ao ser relegado no final do dia. O clube sabiamente optou por manter Cagni e mais de sua equipe, e eles alcançariam a promoção como campeões da Serie B em 1995.Os cinco anos seguintes viram o clube a conquistar muitos adeptos com a sua programação todos os italianos e batalhas vitoriosas contra o rebaixamento. Em 1997, o clube adquiriu lendário homem duro zagueiro Pietro Vierchowod. Apesar de sua idade avançada, Vierchowod mostrou uma excelente aquisição, mais do que segurar a sua própria defesa e, mesmo marcando gols decisivos na batalha contra o rebaixamento. Rebaixamento em 2000 foi seguido por um retorno imediato à Serie A por dois anos com excelente forma mostrada pelos jogadores como o meia Enzo Maresca. O clube tem mantido desde então na Serie B, sem ameaçar a montar um desafio da promoção. No último dia da temporada 2006-07 da Serie B, a equipe precisava de uma vitória para forçar um playoff de promoção Serie B, mas foram além de um empate, e assim os 3 melhores ganharam uma promoção automática.


Títulos




Serie B 1994/95
Serie C 1986/87, 1990/91

Estádio

Stadio Leonardo Garilli criado em 1969, acolhe os jogos de Piacenza Calcio.Foi expandido em 1993, quando passou para o atual 21.668 para 12.000 lugares (60 lugares para a galeria de imprensa), após a promoção à Serie A.Anteriormente, o estádio era chamado Piacenza "Galleana", em homenagem ao bairro onde está localizado.Desde janeiro de 1997 ele foi nomeado em memória do engenheiro Leonardo Garilli (falecido em 30 de dezembro, 1996), que os apoiantes Piacenza e a praça da cidade toda a fronteira da região de Emilia-Lombard deve muito à dedicação e habilidade demonstrada no papel de presidente de Piacenza Calcio.


Apelidos : Biancorossi, Papaveri, Lupi

Site: http://www.piacenzacalcio.it/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

L’Aquila Calcio 1927

O L’Aquila Calcio 1927 é o maior clube da província de L’Aquila, e um dos mais tradicionais do Abruzzo. Em sua história, os rossoblù possuem três temporadas na Serie B (na década de 1930) e inúmeras participações nos campeonatos que, hoje, equivalem àqueles de Prima e Seconda Divisione (Lega Pro) e na Serie D. Sua torcida é pequena, pois esta mais restrita à cidade que à província. O L’Aquila tem rivalidade com muitos clubes do Abruzzo, entre os quais: Pescara, Sambenedettese e Chieti (suas torcidas são amigas há anos); seu maior rival, porém, é o Castel di Sangro – clube que, nos anos 1990, ficou conhecido como milagroso, após alcançar a Serie B.CORAÇÃO DIVIDIDO. Como todos os clubes de procedência regional, o L’Aquila Calcio sempre encontrou dificuldades, não só para sobreviver, mas para ganhar o coração daqueles que deveriam ser seus torcedores naturais. A concorrência não acontecia apenas com os grandes clubes nacionais – Juventus, Milan e Internazionale – mas dentro de seu próprio espaço. Basta pensar que, nos anos 1970, enquanto passava por uma grave situação financeira, e sempre nas divisões inferiores, o clube tinha de disputar afeto com o (ainda ativo) time de rugby da cidade, que conquistava títulos nacionais – o estádio Tommaso Fattori, inclusive, foi batizado em homenagem ao primeiro incentivador desse esporte, em L’Aquila.
TERREMOTO PARTICULAR. Em sua história, o L’Aquila Calcio registra duas falências. A segunda delas, mais dramática, aconteceu em 2004, quando o clube disutava o extinto campeonato da Serie C2 (atual Seconda Divisione). Pior do que isso: em 2004-05, o clube não foi inscrito em nenhum torneio oficial. Reorganizado, em 2005-06, foi aceito no campeonato regional de Eccellenza, um baque para quem, nos últimos anos, esteva envolvido apenas na disputa de torneios nacionais, na maioria das vezes entre os profissionais. O inverno do torneio de Eccellenza foi longo e rigoroso. Não poucas vezes, o L’Aquila Calcio se viu às voltas com um possível rebaixamento para o campeonato de Promozione ou, então, ficou poucos pontos distante do sonho de retornar à Serie D.
O SONHO. 2008-09 parecia o ano bom: o L’Aquila Calcio, finalmente, reuniu o que tinha de melhor para vencer o campeonato de Eccellenza. Seu maior obstáculo, além do arqui-rival Castel di Sangro, estava sendo a equipe do Milglianico – fortíssima, para a categoria, contra quem se batia por cada ponto. No dia 29 de maio, as águias rossoblù estavam voando alto: o clube eliminara o Pomezia – equipe da região do Lazio – nas quartas-de-final da Coppa Italia Dilettanti – a edição nacional da copa, para os amadores – e, a duas rodadas do final do campeonato de Eccellenza, o L’Aquila , líder, dependia apenas de si para retornar à Serie D. A expectativa de conquistar, não apenas um, mais dois títulos, depois de tantos anos de sofrimento, deixava sua pequena torcida ansiosa.
TRAGÉDIA. No sábado, 6 de junho, a cidade de L’Aquila foi vítima do terremoto. Casas, construções e monumentos históricos vieram abaixo em poucos minutos. A cidade estava inalcançável: praticamente todos os seus acessos tinham sido destruídos ou estvam bloqueados. O estádio Tommaso Fattori teve de ser improvisado para dar abrigo e alimento às pessoas que a defesa civil não conseguiu atender de pronto. Com uma situação dessas, tudo o mais passou a segundo plano; mas era justo, também, considerar a frustração dos esportivos da cidade: apenas dois jogos distante da Serie D, o L’Aquila Calcio, sem as menores condições de seguir na disputa, nem do campeonato de Eccellenza, nem da Coppa Italia, que daria ao clube a prioridade de repescagem, em caso de vitória. Naqueles minutos em que a terra tremeu, pareceu ter arruinado os trabalhos e as expectativas de anos: o L’Aquila Calcio estava, mais uma vez, na escala zero.
ENFIM, SERIE D. Com o caminho livre, o Miglianico venceu conquistou o campeonato de Eccellenza. O L’Aquila Calcio, do seu lado, buscava a possibilidade de ser promovido para a Serie D via repescagem. Foi um pedido especial, pois a média de público e os méritos esportivos dos últimos anos – anulados por uma falência, uma ausência de inscrição e temporadas anônimas – jamais creditariam o clube ao acesso. No final, prevaleceu o bom senso, e o clube foi aceito na Serie D e declarado campeão de Eccellenza, ao lado do Miglianico. A vitória nas quartas-de-final da Coppa Italia foi anulada; o Pomezia, desclassificado, seguiria na competição e, curiosamente, seria campeão.
POR POUCO. Não foi bem como se esperava, mas o L’Aquila Calcio, após anos de sofrimento, estava de volta a um toneio nacional, ainda que amador. Seria natural pensar apenas em garantir a permanência, mas a sociedade, guiada por Elio Gizzi, fez esforços para que o clube lutasse pela Seconda Divisione – onde, seis anos antes, sua história tinha sido interrompida. Durante muito tempo, o L’Aquila guiou a classificação do Girone F, mas perdeu força no final, sendo superado pelo Chieti (campeão) e outros dois clubes. Uma grande desilusão para sua torcida, que se revelaria, também, muito exigente – e, claro, saudosa dos tempos profissionais. Nos play offs nacionais, o L’Aquila Calcio seria eliminado logo no primeiro turno, com a derrota para a Atessa Val di Sangro.

PRESENTE PARA A CIDADE. O resultado final, não há dúvida, deixou um gosto amargo na boca; por outro lado, estava criada uma diretriz para o clube, não obstante ao terremeto e à destruição da pouca estrutura esportiva que a cidade possuía. O objetivo de levar o nome da cidade aos campeonatos profissionais não foi alcançado e, de certa forma, buscou-se retribuir a confiança dos citadinos, que doaram um pouco de seu tempo ao clube, mesmo imersos no cotidiano problemática de uma área que ainda não se refez: poucos dias depois de perder os play offs, o L’Aquila Calcio receberia, em seu estádio, a Roma, vice-campeã do Scudetto.
O encontro aconteceu no úlimo dia 27 e foi marcado por alguns protestos da torcida, irritada pela falta de uma promoção que julgavam certa. Em campo, porém, os mesmos torcedores puderam ver um L’Aquila voluntarioso, que, embora goleado, enfrentou a Roma de igual para igual por quase todo o jogo, como conta a seção de notícias sobre a Roma, na Gazzetta dello Sport.

27 de maio de 2010 - Sol, gols e espetáculo, no amistoso de final de temporada, entre a Roma o L’Aquila, clube da Serie D, que acabou em 5×1 para os giallorossi, com gols de Perrotta, Florenzi, Motta e dobradinha de Scardina. Uma partida dedicada à gente da capital abruzzese, devastada pelo terremoto de 6 de abril de 2009, e uma festa para os cinco mil espectadores do estádio Tommaso Fattori – entre torcedores locais e aqueles vindos da capital.
Simone Perrotta abriu o placar, concluindo uma triangulação com Totti, na área. Depois, o gol de orgulho da formação de casa, que marcou, com Cristiano Colella, o momentâneo 1×1, que durou até o último quarto de hora. A Roma retomou as rédeas da situação apenas no final, marcando com o jovem alessandro Forenzi; através de dois pênaltis, realizados por Marco Motta e Filippo Scardina; e, mais uma vez, com o próprio Scardina, para o 5×1 final.

Rosella Sensi [presidente da Roma] também quis dar sua colaboração: “Algo dramático. não há palavras. É impossível contar o que vimos em L’Aquila. viemos aqui para dar nossa colaboração”. “Não esperava encontrar isso tudo – escreveu Totti, em seu blog – após o terremoto do ano passado. Pela televisão dá para perceber apenas uma pequena parte das dimensões do desastre. Vê-lo ao vivo é outra coisa, fica dentro de você. Mas, vindo jogar aqui, pude ver as pesoas do lugar; seus olhos são o espelho da incrível força que trazem. Por isso, tenho certeza de que, com a ajuda de todos,eles se reerguerão, voltarão a ter uma vida normal. Não nos esqueçamos deles”.




Há poucos dias, o presidente aquilano, Gizzi, anunciou que a sociedade está à venda, total ou parcialmente. Parece impossível que, após superar seus piores períodos, esportivo e citadino, o L’Aquila tenha dificuldades em encontrar guias ou ajuda – pois nem mesmo o futebol moderno poderia negar a emoção de ver um clube e uma cidade que, juntos, tentam renascer.

Site

http://www.laquilacalcio.com/

domingo, 29 de agosto de 2010

Vicenza Calcio

O Vicenza Calcio é uma das equipes mais antigas do futebol italiano, foi fundada em 1902. Por quase uma década, a equipe, então conhecida como Associazione del Calcio in Vicenza, jogou apenas torneios menores, sem participar no campeonato nacional. O que interrompeu a idade de ouro do Vicenza foi a Primeira Guerra Mundial, que obrigou o clube a fechar suas portas e muitos jogadores para sair para a frente de batalha. Ainda hoje há uma placa dentro do estádio Romeo Menti, lembrando os "biancorossi" que caíram nas duas guerras mundiais. No verão de 1953 aconteceu um evento que mudaria a história do Vicenza por muitas décadas: a velha Acivi (como era chamado Vicenza nos primeiros 50 anos, pela sigla do seu nome oficial) foi comprada pela gigante indústria de lã de Schio, a Lanerossi, fundada no século XIX por Alessandro Rossi. Não foi simplesmente um caso de patrocínio, mas uma aquisição real de um clube que se tornou uma parte da empresa têxtil. O clube acabou mudando seu nome para Lanerossi Vicenza e a letra R azul foi incorporada no uniforme da equipe.
Em 1990 o clube foi adquirido por Pieraldo Dalle Carbonare e muda seu nome para Vicenza Calcio.
Manda seus jogos no Estádio Romeo Menti, com capacidade para 12.000 torcedores. Fazem parte da lista de jogadores notáveis da equipe os palmeirenses Chinesinho e Américo Murolo e os italianos Roberto Baggio, Luca Toni e Paolo Rossi.

Estádio

Romeo Menti (17.163 lugares)

Site
http://www.vicenzacalcio.com/

sábado, 28 de agosto de 2010

Torino Football Club

A história do Torino inicia-se após uma combinação de equipes surgidas ainda no século XIX. Em 1891, foi criada a Internazionale Torino. Três temporadas depois, foi fundado o FC Torinese. As duas agremiações disputavam o Campeonato Italiano com certo destaque, mesmo sem conquistar o título.

Em 1900, as agremiações se fundiram, mantendo o nome FC Torinese. Em 1906, o clube juntou-se a um grupo de dissidentes da Juventus, até então a maior equipe da cidade, e daí nasceu o Foot Ball Club Torino, que existe até hoje.

Desde o início de sua vida, o Torino carregou consigo a camisa grená. A cor foi escolhida graças à preferência de Alfredo Dick, um dos fundadores do clube e também torcedor do Servette, da Suíça, que trajava essa cor.

Existe, porém, uma versão mais nobre para a escolha. Ela poderia ter sido inspirada na Brigada Savoia, que, em 1706, havia livrado a cidade de Turim da cobiça dos franceses, que sonhavam em tomar o local para si. No retorno da batalha, os soldados vestiam um lenço cor de sangue.

Nos gramados, o Torino já começava a construir uma das rivalidades mais fortes de toda a Itália, contra a conterrânea Juventus. O primeiro confronto se deu logo em 1907, com vitória do time grená por 1 a 0.

E os bons desempenhos em campo não ficariam restritos a esse confronto. Logo na primeira participação no Campeonato Italiano, o Torino terminou em segundo lugar, perdendo a final para o Genoa.

Anos depois, o clube do sul do país voltaria a impedir o primeiro título nacional do Torino. Na temporada 1914/15, o clube grená disputava o Campeonato Italiano com destaque, ficando entre os melhores da eliminatória de sua região. Do outro lado, o Genoa se classificava para a partida decisiva.

O problema é que, em virtude da Primeira Guerra Mundial, a competição daquele ano foi suspensa, assim como as duas seguintes. Em 1919, no retorno às atividades, a Federação Italiana declarou o Genoa como campeão nacional.

A perda do scudetto não abalou o Torino, que continuou em busca dos títulos, e ficou sempre próximo dos principais times do país. A primeira vez que conseguiu o troféu, porém, foi manchada por um escândalo.

Na temporada 1926/27, o time conquistou o Campeonato Italiano deixando a rival Juventus ficando com o segundo lugar. A equipe, porém, teve a conquista revogada pela FIGC (Federação Italiana), que acusou o Torino de subornar equipes para vencer o rival alvinegro. A taça só iria mesmo para a galeria da equipe grená na temporada seguinte.

Foi, no entanto, uma conquista à parte. Isso porque a agremiação passaria a década seguinte longe das principais conquistas. Mas a volta ao lugar mais alto do pódio, porém, seria no período mais glorioso do clube. Era o começo do “Grande Torino”.

O primeiro passo para essa fase veio em 1935/36, quando o time conseguiu seu primeiro título na história: a Copa da Itália. No ano seguinte, o Torino mudou seu nome para Football Club ad Associazone Calcio por pressão do governo fascista.

Foi no início dos anos 1940, porém, que o clube viveu seu auge. Na temporada 1942/43, depois de 15 anos, conseguiu mais uma vez o título do Campeonato Italiano, com a equipe comandada pelo talentoso Valentino Mazzola.

Seria o primeiro de outras quatro conquistas. Isso porque a competição ficou paralisada por dois anos (1943/44 e 1944/45) devido à Segunda Guerra Mundial. Depois disso, o Torino venceu os Italianos de 1945/46 a 1948/49.

A grande época, porém, foi interrompida por uma das maiores tragédias do esporte mundial. Em 4 de maio de 1949, o Torino voltava para a Itália depois de uma partida amistosa em Lisboa, contra o Benfica.

Perto de Turim, devido ao mau tempo e a um problema mecânico, o avião que carregava elenco, comissão técnica e alguns jornalistas que acompanharam o confronto chocou-se com a Basílica da cidade de Superga. O acidente destruiu parte da construção e matou todos os tripulantes.

A tragédia causou comoção geral na Itália. Do elenco do Torino só se salvaram três jogadores, que, por motivos variados, não viajaram com a equipe. Entre os mortos, craques como Valentino Mazzola e Mario Rigamonti, que eram também da seleção italiana. Logo depois, foi realizada uma partida entre um time símbolo do Torino, composto por jogadores de outras equipes, e o River Plate, da Argentina, em homenagem aos familiares das vítimas.

Depois do desastre, o Torino foi obrigado a disputar o restante do Campeonato Italiano com uma equipe de juvenis, simplesmente porque não tinha atletas para compor o time principal. Mesmo assim, conquistou o amargo título nacional de 1948/49.

Seria um baque muito grande para o clube. Após o acontecimento, o Torino demorou para voltar a disputar um título. Pelo contrário. Dez anos após a tragédia, o time fez campanha ruim, terminou o Campeonato Italiano na 17ª colocação e caiu, pela primeira vez, para a Série B.

A estada longe dos melhores foi rápida e fez até bem para o clube. Logo na temporada seguinte, o Torino retornou à elite e aproximou-se das conquistas da Copa Itália de 1960/61 e do Campeonato Italiano de 1964/65. O clube conseguiria o troféu da Copa da Itália na temporada 1967/68.

O grande momento pós-tragédia veio na década de 1970. Na temporada 1975/76, o Torino voltou a vencer o Campeonato Italiano, depois de disputa acirrada com a rival Juventus.

Depois disso, teria outra chance de fazer história. Em 1991/92, chegou à final da Copa da UEFA, que seria o primeiro título continental do clube, mas acabou derrotado pelo critério de gols marcados fora de casa pelo Ajax, da Holanda.

No ano seguinte, ainda conquistaria a Copa da Itália, mas a década de 1990 ficaria marcada pelas alternâncias de divisões da agremiação. O pior momento aconteceria no começo do século XXI. Em 2005, por problemas financeiros, não conseguiu disputar a Série A, e teve de mudar seu nome para Torino Football Club.

No ano seguinte, conseguiria o acesso à elite, e ainda teria de trocar de nome novamente para Torino Football Club 1906, que carrega consigo até os dias atuais.
Títulos

Campeonato Itáliano: 7 (1927-28, 1942-43, 1945-46, 1946-47, 1947-48, 1948-49 e 1975-76)
Serie B da Itália: 3 (1959-60, 1989-90, e 2000-01)
Copa da Itália: 5 (1935-36, 1942-43, 1967-68, 1970-71 e 1992-93)

Estádio: Stadio Olimpico di Torino, com capacidade para 27.168 pessoas.

Hino

La maratona e’ com te
­Canta di um mito perche’
Siam rinati com la gloria
Scriveremo la nuova storia
Solo Toro sempre Toro Cuore Toro
Solo Toro sempre Toro Cuore Toro
Cresce l’orgoglio che e’ in noi
Del nuovo calcio gli eroi
Lotta e vinci com onore
Per il simbolo del cuore
Solo Toro sempre Toro Cuore Toro
Solo Toro sempre Toro Cuore Toro
Scelta di vitta per noi
Piu’ di uma fede perche’
Siamo il popolo granata
E non solo allá partita
Solo Toro sempre Toro Cuore Toro
Solo Toro sempre Toro cuore Toro
Batte piu’ forte che mai
Pulsa la grinta che hai
E’ sparito il cielo scuro
C’e’ il granata nel futuro
Solo Toro sempre Toro cuore Toro
Solo Toro sempre Toro cuore Toro


Alcunhas Granata (grenás) e Il Toro (o touro)

Mascote

A mascote do Torino é um touro grená, que está representado, inclusive, no escudo da agremiação. A escolha é uma clara referência ao nome do clube e também da cidade de Turim.
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Site

http://www.torinofc.it/

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Perugia Calcio Srl

Fundado em 1905, os biancorossi tinham como maiores feitos, até então, três títulos da Serie C (1933/34, 1945/46, 1966/67), um da Serie B (1974/75), um da Copa Rappan, obscuro torneio europeu esquecido até pela Uefa, um ano antes do miracolo, e a vitória sobre a Juventus na última rodada, dando ao Torino o título de 1975/76, último dos granata. Após tal feito, porém, só desgraças se abateram sobre o clube.

Com o eterno carrasco brasileiro Paolo Rossi em sua rosa na temporada posterior, a invencibilidade caiu contra o mesmo Torino, pelo jeito não muito grato, com uma derrota em casa por 2x0. Terminariam o campeonato de 1979/80 na 10ª colocação e eliminados na segunda fase da Copa da Uefa, e sem Rossi, suspenso por envolvimento com a máfia da loteria esportiva italiana. Em 1980/81, o desastre: 15ª colocação na Serie A e o rebaixamento para a Serie B, apenas dois anos após assolar a Itália com o seu milagre.
Como desgraça pouca é bobagem, após 6 anos lutando pelo acesso, sem êxito, foi rebaixada para a Serie C2 - equivalente à 4ª divisão - pela justiça, por problemas fiscais. Depois de dois anos, então, conseguiu subir para a 3ª divisão, vencendo um dos grupos da C2. Na C1, mais quatro anos no purgatório, sem conseguir a vaga para a Serie B. Nesse momento, em 1991, Luciano Gaucci compra o clube, mas falaremos dele mais pra frente. Em 1993, o que já dava ares de "novo milagre" finalmente aconteceu. Com o 2º lugar no seu grupo na C1, o Perugia teve de disputar o spareggio contra o Acireale, vencendo os sicilianos e garantindo o acesso à Serie B. Venceu, mas não levou. Pra variar um pouco, mais um infortúnio na vida biancorossa: de novo com problemas fiscais, a justiça determina que o clube continue na Serie C1. Mas, um ano depois, o Perugia fica em primeiro no campeonato e, enfim, retorna à Serie B.
No segundo ano na B, após um ano de reestréia razoável, o 3º lugar em 1995/96 e a tão sonhada volta à Serie A, mais de 15 anos depois da temporada invicta, que já nem era mais exclusiva do Perugia - o Milan repetiu o feito em 91/92. Porém, novamente, tudo deu errado e os biancorossi voltaram à segunda divisão, após um decepcionante 16º lugar na Serie A de 1996/97. No melhor estilo ioiô, então, conseguiram o 4º lugar na Serie B em 1997/98 e garantiram o acesso no spareggio, dessa vez sem problemas com a justiça e, de quebra, se "vingando" do Torino, seu adversário na disputa.
Consolidado na Serie A, surge de vez a figura de Gaucci, já citado dono do clube. Ex-vice presidente da Roma, Luciano passou a dar sinais de sua completa fanfarronice: demitiu o coreano Ahn, por ter feito o gol que eliminou a Azzurra da Copa de 2002; contratou o filho do ditador líbio, que nem jogou direito pelo clube; tentou inscrever uma mulher para jogar com os homens; contratou Ben Johnson, velocista canadense que perdeu suas medalhas olímpicas por correr dopado, para auxiliar na preparação física da equipe, entre outras. Em 2004, o auge: o Perugia conquista a Copa Intertoto, torneio de pré-temporada que dá vagas na Copa da Uefa, onde os biancorossi não passaram da terceira fase. E, como nada é tão ruim que não possa piorar, mais um rebaixamento viria naquele ano.
Chegava então o ano do centenário do clube, 2005. O 4º lugar na Serie B e a derrota no play-off para o - sempre ele - Torino já pareciam motivos suficientes para o fracasso do clube no seu aniversário, mas o castigo era muito maior. A Associazione Calcio Perugia S.p.A. decretou falência ao fim da temporada, tendo que ser refundado sob o nome de Perugia Calcio S.r.l. e rebaixado para a C1, de novo.
Depois de dois anos sem sucesso na C1 sob novo nome e escudo, com dois 6º lugares consecutivos, o Perugia se encontra em 6º lugar na atual temporada, sem dar pinta de que possa subir para a Serie B ao fim da temporada.
Em 21 de Maio de 2010, o Tribunal de Perugia declarou a falência da Perugia Calcio srl. Ninguém decidiu assumir a sociedade no leilão subseqüente e em 30 de junho de 2010 e o clube não pôde participar da érie C1 de 2010-2011. A Federação Italiana de Futebol decidiu, em 8 de julho de 2010 de revogar a filiação do falido Perugia Calcio Srl.
Nasce a Associazione Sportiva Dilettantistica Perugia Calcio que está disputando a Serie D - Girone E.


Títulos


Campeonato Italiano da Série B: 1974/1975
Campeonato Italiano da Série C: 1945/1946,1966/1967
Campeonato Italiano da Série C1: 1993/1994
Copa Intertoto da UEFA: 2003

Estádio

Stadio Renato Curi,

Capacidade: 28 000
Site
http://www.ac-perugia.com/

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Associazione Calcio Rinascita Messina

Fundado em 1900 por Alfredo Marangolo, a primeira partida de um Messina dividido entre italianos e ingleses foi um dérbi com o Palermo perdido por 3 a 2. Em cima do mesmo rival, os giallorossi venceram seu primeiro troféu, a Whitaker Challenge Cup, em 1905. O futebol de Messina vinha em ritmo forte e parecia ganhar espaço, mas foi devastado pelo terremoto que atingiu a cidade em 1908 e matou mais de 100 mil pessoas. No ano seguinte, após os traumas, o Football Club Messina foi reaberto pelo inglês Arthur Barret.

A primeira promoção para a Serie A veio só em 1963, com o Messina campeão da Serie B. A primeira partida em casa na primeira divisão foi vitoriosa, um 2 a 0 sobre o Lanerossi Vicenza no estádio Giovanni Celeste. E a salvezza veio na última rodada, com um empate em 0 a 0 com o Modena, que salvou os biancoscudati e empurrou para a Serie B os canários. O ano seguinte foi mais complicado, e por fim o clube não conseguiu se manter na A.
O choque foi forte e o Messina acabou caindo para a Serie C, três anos depois. O retorno à segunda divisão veio só em 1986, 18 anos depois, sob o comando de Franco Scoglio e a presidência de Salvatore Massimino, Em campo, estava Salvatore Schillaci. O ciclo que viu o Messina reencontrar a Serie B e chegar bem próximo da A encerrou-se com brigas familiares pelo comando da sociedade, que não foi inscrita a tempo para a temporada 1993-94.

Na Serie D, o Messina continuou o purgatório e foi novamente rebaixado em 1997, o que deu à Peloro a condição de principal representante da cidade. Com a queda rival, foi renomeada FC Messina Peloro e é a que acompanhamos nos últimos anos. Sob a presidência de Pietro Franza, em 2001 o clube voltou à B e três anos depois conseguiu sua segunda promoção para a Serie A. Foram três anos de festa na cidade, animados pela inauguração do San Fillippo, em 2004: na estreia do estádio pela primeira divisão, o Messina bateu a Roma por 3 a 2 na disputa giallorossa.
A temporada 2004-05 entrou para os anais como melhor campanha da história do clube: o sétimo lugar foi marcado por vitórias sobre Milan, Inter e Roma e uma luta por vaga na Copa da Uefa até a última rodada. Depois de bater na trave da Europa, o Messina começou a enfrentar problemas fiscais e só foi inscrito na A após vencer recurso na justiça. Em 2006, foi salvo na bacia das almas porque a Juventus teve todos os seus pontos retirados no escândalo de manipulação de resultados. Mas em 2007 segurou a lanterna até o fim do campeonato, em direção a essa crise que parece infindável.

Pra quem estava na Serie A até 2007, deve ser algo estranho entrar em campo pela Serie D, relativa à quinta divisão italiana. Messina é uma das maiores cidades italianas, com capacidade de garantir um time em uma das duas primeiras divisões. Ao menos em tese. Com mais de 28 milhões de euros em dívidas, o clube foi excluído da Serie B em julho de 2008 e só e em cima da hora é que a FIGC permitiu que o Messina disputasse a Serie D na temporada  2008-09.
Mas se uma coisa não deu as caras nesta temporada, foi futebol. O Messina se viu refém de empresários, canetadas e indecisões. Em novembro, foi decretada sua falência e em março o clube foi comprado pelo romano Alfredo Di Lullo das mãos da família Franza, proprietária desde 2003 e patrona da melhor fase da história do clube, mas que não fez esforços para salvar o Messina da realidade em que se meteu hoje. Evitar o rebaixamento da Serie D já foi um grande esforço. Rebatizado como Associazione Calcio Rinascita Messina SRL.
 
Títulos
 
Serie B 1962-63
Serie C 1949-50, 1985–86
Serie C2 1982-83, 1999-00
Serie D 1973-74
 
 
Estádio
 
Stadio San Filippo,

(Capacidade: 40,200)

Apelidos  Peloritani  ; Giallorossi

Site
http://www.acrmessinasrl.it/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Hellas Verona Football Club

O Hellas Verona nasceu, simplesmente, Hellas, pois seu fundador - Corrubolo - era professor de língua grega e batizou o clube em homenagem à nacional helênica. Suas cores, desde sempre, são o amarelo e o azul, presentes no brasão da cidade de Verona. Era um tempo em que o futebol vêneto engatinhava, em comparação ao que se fazia no Piemonte, na Lombardia, e na Ligúria. Na década de 1910, o Hellas se funde com o Verona, e nasce, assim, o Hellas Verona. Mais tarde, na década de 1920, devido à questão de quem usaria o estádio municipal, o Hellas Verona, coroado pela gente de Verona como a equipe da cidade, fundiu-se com a Scaligera e o Bentegodi (então seu maior rival, mas preterido pelo público da cidade): assim, nasce o Verona.

Com o profissionalismo, o Verona é admitido na Serie B, em 1929-30. Retrocede à Serie C em 1941, e de lá retorna, em 1943. A primeira promoção para a Serie A aconteceu em 1956/57; uma emoção que durou apenas uma temporada. De volta à Serie B, o Verona absorve uma pequena equipe da cidade que fora promovida da Serie C; chamava-se Hellas. Nasce, assim, o Verona Hellas. O Verona voltaria à Serie A em 1967/68, e cairia apenas em 1973/74, para voltar já na temporada seguinte. Em 1975/76, o clube consegue seu primeiro grande sucesso: a final da Coppa Italia, em que foi derrotado pelo Napoli (4x0).
É interessante observar que, poucos anos antes (1971) nasceriam as Brigate Gialloblù, o grupo de ultra' mais famoso do Verona e, durante anos, um dos maiores da Itália. A final da Coppa Italia, contra o Napoli, foi célebre, não só pelo que representou no terreno de jogo: estavam em disputa ideologias territoriais (o Norte contra o Sul) e políticas, sendo a gente do Napoli orientada para a esquerda - contando, na época, inclusive, com amizade e apoio dos torcedores da Roma, uma vez que a final fora realizada no estádio Olímpico - e aquela do Verona adepta da extrema direita; há quem diga, inclusive, que o nome Brigate Gialloblù foi inpirado nas Brigate Nere, de Mussolini (fato este, porém, que não impediu a seus membros fomentar uma grande amizade com os ultra' da Fiorentina, desde sempre de postura esquerdista).
Em 1981/82, na Serie B, chega a Verona o técnico Osvaldo Bagnoli, que inciou uma era de ouro no clube. Na sua reestréia na máxima série, em 1982/83, o clube consegue uma inédita vaga na Copa da UEFA, e sua segunda final de Coppa Italia, desta vez perdendo o centrino para a Juventus. Na temporada seguinte, mais uma final de Coppa, e mais um vice-campeonato, agora para a Roma, de Falcão. Em 1984/85, o Verona Hellas venceu o tão sonhado scudetto, liderando da primeira à última rodada. Elkjaer, aclamado nas arquibancadas como "prefeito" de Verona, marcou o gol (penúltima rodada: empate em 1x1, com a Atalanta, em Bérgamo) que fez do Verona a única equipe de uma cidade não-capital de região a ser campeã nacional e participar da Copa dos Campeões (atual Champions League). Ainda nos anos 1980, o Verona conseguiu mais uma classificação para a Copa da UEFA (1986/87) antes de cair para a Serie B, em 1989/90 e enfrentar um período de decadência, marcado por uma falência e acessos seguidos de rebaixamentos
Em 1998/99, o então presidente Pastorello (o personagem mais odiado da história do clube, por suas operações ilícitas) traz o técnico Prandelli, que surpreende a cidade e a Itália ao levar o Verona ao título da Serie B, para ficar na série máxima até 2001/02, a última temporada do time na elite. Antes de cair para a atual Lega Pro, o clube viveu seis temporadas anônimas na Serie B. No primeiro ano de Lega Pro, o fantasma de um novo rebaixamento foi exorcizado apenas no último minuto dos play-outs, contra a Pro Patria. Com a passagem de propriedade para Martinelli, o Verona parece pronto a se reinventar e voltar a viver dias de mais esperança.

Títulos

1  Serie A (1984/1985)
3  Serie B (1956/1957, 1981/1982, 1998/1999)
1  Serie C (1942/1943)


Estádio


O Stadio Marcantonio Bentegodi (Estádio Marco Antonio Bentegodi em português) é um estádio localizado em Verona, na Itália. É a casa dos clubes de futebol Hellas Verona F.C. e Chievo.
Inaugurado em 15 de Dezembro de 1963, tem capacidade para 39.371 torcedores. O nome do estádio é uma homenagem a Marcantonio Bentegodi, um precursor do Esporte da cidade.
 
Site

http://www.hellasverona.it/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Associazione Calcio Cesena

Fundada em 1940, o Cesena chegou a Serie B em 1968 e foram promovidos para a Série A pela primeira vez em 1973. Com jogadores como Pierluigi Cera e Gianluigi Savoldi, o clube realizou a sua estréia e terminou em um lugar respeitável 11 º lugar em sua temporada de , repetindo o feito no ano seguinte. Em 1975-76, Cesena surpreendeu a todos ao terminar em sexto e a qualificação para a Taça UEFA. A glória foi curta e eles seriam rebaixados no ano seguinte.
A segunda promoção à Serie A em 1981 e seguido de terminar um respeitável 10° lugar,  antes de ser relegada mais uma vez em 1983, permanecendo na Série B por quatro anos. Depois de ganhar um play-off, eles estavam de volta à Serie A para 1987-1988 e desfrutou de uma estadia de quatro anos, sendo obstinado suficiente apenas evitar o rebaixamento neste momento.
Após o rebaixamento em 1991, Cesena teve outra chance de voltar à Série A em 1994. Com jogadores como Alessandro Teodorani, Salvetti Emiliano, Piangerelli Luigi, Dolcetti Aldo e Dario Hübner, esta era uma equipa de considerável habilidade. No entanto, eles terminaram empatados em pontos com o Padova, e perdeu uma promoção de "play-off, que seria um duro golpe para o clube, que iria sofrer o rebaixamento para a Série C1 em 1997. Embora a promoção seguida, um rebaixamento play-off contra Pistoiese em 2000 veria condenado a uma estadia de quatro anos na terceira divisão.
Na Serie B do campeonato 2005-06, Cesena surgiu surpreendentemente como candidatos para a promoção à Serie A, terminando em sexto lugar, e sendo, portanto, qualificados para os playoffs de promoção. Eles escapou do rebaixamento na temporada seguinte, mas não em 2007-08.
Cesena primeira campanha na Serie C1, agora rebatizada Lega Pro Prima Divisione, começou com o ex-chefe de Foligno, Pierpaolo Bisoli como seu novo treinador. Ao longo da temporada, Cesena rapidamente surgiram como candidatos principais para a promoção direta, e conseguiu tirar o primeiro lugar no campeonato na 33ªrodada, com apenas um jogo e ainda uma vantagem de dois pontos para adversário Pro Patria. Na última semana da temporada, empate em 0-0 com o Cesena Verona, juntamente com empate Pro Patria 0-0 com Pádua, os "bianconeri" deu o título da liga ea promoção direta de volta à Serie B, após apenas uma temporada na terceira divisão italiana . Cesena entrou como terceiro na rodada 33 pontos atrás de Brescia, em uma temporada 2009-10. Cesena fez promoção consecutivo após vencer por 1-0, em uma perda de Piacenza e Brescia por 2-1, em 30 de maio de 2010 e terminou 19 anos de ausência da Serie A depois de terminar a Série B como vice-campeão.

Estádio

Stadio Dino Manuzzi,

(Capacidade 23,860)

Apelido Cavallucci Marini

Site

http://www.cesenacalcio.it/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reggina Calcio

O Reggina é o principal clube da cidade de Reggio Calabria, na Itália. Ele foi fundado no dia 11 de janeiro de 1914 e já mudou de nome diversas vezes. Sua identidade original era Unione Sportiva Reggio Calabria. Na última vez em que uma mudança desse tipo ocorreu, em 1986, o time tornou-se Reggina Calcio, como é até hoje.

O Reggina não tem grandes conquistas na sua história e é um clube menor no contexto do futebol italiano. A primeira vez em que apareceu na Série A foi em 1999/2000. Nos últimos anos, destacou-se mais por estar envolvido no escândalo de manipulações de resultados que, entre outras conseqüências, acabou rebaixando a Juventus para a Série B na temporada 2006/2007.
Desde a primeira vez que conseguiu jogar a Série A, o Reggina já caiu uma vez, em 2000/2001, apenas para voltar na temporada seguinte à elite. Sua melhor colocação na primeira divisão do Campeonato Italiano foi um 11º lugar.
A equipe começou a temporada 2006/2007 com -11 pontos, mas mesmo assim conseguiu escapar do descenso com uma vitória sobre o Milan na última rodada, terminando o Campeonato Italiano com 40 pontos, apenas um a mais do que o Chievo, primeiro entre os times rebaixados à Série B.

Estádio

O Stadio Oreste Granillo é um estádio de futebol situado na cidade de Reggio Calabria, Itália. É o estádio da equipa Reggina Calcio.

O estádio foi construído em 1999 nas fundações do antigo estádio Comunale e tem capacidade para 27.763 espectadores.

Hino

Stadio Granillo apri il cancello

di questa mia città, itempi belli
sono tornati noi siamo nati qua
noi che ti sosteniamo nelle difficoltà
non ti fermare il sogno durerà
Canta la curva tutto lo stadio
che poi si vincerà
si ferma il mondo per un momento
il cuore vola via,
dietro queste bandiere ci siamo ancora noi
un grido amaranto si alzerà
Vai Reggina, facci innamorare ancora
per la vita, perchè non è mai finita
per un padre che ha sognato
per un bimbo appena nato qui
Siamo cresciuti su questa terra
che non ci lascia mai
il sole batte sulle finestre
si sveglia la città
ritornano i ricordi
e un'emozione va,
tutto lo stadio amaranto canterà
Vai Reggina, facci innamorare ancora
per la vita, perchè non è mai finita
per un padre che ha sognato
per un bimbo appena nato qui
Vai Reggina, per il sogno di una vita
che continua perchè non è mai finita
per un padre che ti ha amato
per un bimbo appena nato qui

Apelido: Amaranto (vermelho-escuros)

Site

http://www.regginacalcio.com/

domingo, 22 de agosto de 2010

Associazione Sportiva Livorno Calcio

O futebol chegou a cidade de Livorno no início do século XX, mais precisamente em 1904. Foi nesse ano que Giovanni Domenico Carmichael, um italiano filho de britânicos, levou o esporte àquela região da Itália.

Nesse período, os dois clubes que deram origem ao atual Livorno foram criados, o Spes e o Virtus. Posteriormente, em 1915, as equipes resolveram unir forças em um processo traumático, devido à rivalidade das torcidas, que culminou na criação do Unione Sportiva Livorno.
A nova equipe disputava com freqüência o Campeonato Italiano, e alcançou seu primeiro bom momento em 1919/20, quando perdeu a final para a Inter de Milão.
Aquela geração ainda ficaria na história do Livorno porque foi a primeira vez que o clube cedeu jogadores à seleção italiana. Em 1924, Giovanni Vincenti e Mario Magnozzi defenderam as cores do país.
Até o fim da década, a equipe continuava a conseguir bons resultados na competição nacional. Fora dos gramados, ainda inauguraria seu primeiro estádio próprio. Foi em 1933, contra a Fiorentina, e o local foi batizado de Edda Ciano Mussolini, porque a iniciativa fora do governo fascista, que queria novos palcos para a Copa do Mundo de 1934, que viria a ser disputada na Itália.
Nos anos 1940, o Livorno viveria mais um grande momento dentro de campo. Surpreendeu ao ser vice-campeão do certame de 1942/43, perdendo o título no último momento para o Torino. No fim da década, porém, a equipe amargou uma queda para a Série B, que iniciaria um período difícil na história do time.
Posteriormente, já nos anos 1950, o Livorno chegaria a disputar a terceira divisão do Campeonato Italiano, e só retornaria à B em 1963/64. Não seria, porém, uma estada contínua. Ainda na década de 1980, por exemplo, o clube se alternava entre as divisões inferiores, sem se aproximar da elite do Italiano.
Foi assim até o século XXI. Em 2001/02, depois de 32 anos, o Livorno conseguiu o acesso à segunda divisão do futebol italiano. O melhor viria em 2003/04. Foi nesta temporada que, depois de 55 anos, o clube conseguiu a tão sonhada ida à elite.
Uma vez entre os melhores, por incrível que pareça, o Livorno surpreendeu. Em 2005/06, terminou o Campeonato Italiano no nono lugar. Mas, graças às punições de Milan e Juventus, que estavam envolvidos no escândalo de manipulação de resultados, conseguiu uma vaga na Copa da UEFA, inédita em sua história.
Infelizmente o clube não foi bem na temporada 2007/2008 e acabou sendo reabaixado. Na temporada 2008/09 o Livorno disputa a segunda divisão do Campeonato Italiano.


Títulos


Série B: 2(1932-33 e 1936-37)
Copa da Itália da Série C: 1(1986-87)

Estádio

O Livorno manda seus jogos no seu estádio, o Armando Picchi. A espaço multi-uso localizado na cidade de Livorno possui 19,238 lugares e foi construído no ano de 1933. Seu nome é uma homenagem ao grande jogador da Inter de Milão, nascido na cidade de Livorno.

Hino

Per l'unione sportiva livorno!!!!

Baldi e fieri venite o compagni,
l'inno sacro al trionfo s’intoni,
salga l'urlo dei nostri polmoni:
hip hurrà, hip hurrà, hip hurrà!
Campi e prati baciati dal sole,
Il bel mare increspato dai venti,
ecco i luoghi dei nostri cimenti,
i teatri del nostro valor.
L'amaranto è la nostra bandiera,
giovinezza la salda speranza,
nella forza la sola baldanza,
fine e premio soltanto l'onor.
Bel colore di nostra divisa,
non piegare un istante giammai,
ma tra gli altri superbo tu vai,
senza macchia, senz’ombra, o color.
Per l'Unione Sportiva Livorno,
pei suoi baldi, gloriosi, campioni,
s’alzi l'urlo dei nostri polmoni:
hip hurrà, hip hurrà, hip hurrà!
L'amaranto è la nostra bandiera,
giovinezza la salda speranza,
nella forza la sola baldanza,
fine e premio soltanto l'onor.
Per l'Unione Sportiva Livorno,
pei suoi baldi, gloriosi, campioni,
s’alzi l'urlo dei nostri polmoni:
hip hurrà, hip hurrà, hip hurrà!


Apelido: Amaranto

Site
http://www.livornocalcio.it/

sábado, 21 de agosto de 2010

Unione Sportiva Lecce

A história da Unione Sportiva Lecce começou no dia 15 de março de 1908, quando foi fundado o Sporting Club Lecce. Inicialmente, o futebol, o atletismo e o ciclismo eram os esportes praticados no clube, que se apresentava nas cores preta e branca e era conhecido na Itália como Bianconeri.
Durantes os primeiros anos de sua história, o time do Lecce participou apenas de campeonatos regionais e, na temporada 1923/24, teve uma grave crise financeira. Sem dinheiro, a equipe só voltou a disputar jogos oficiais no dia 16 de setembro de 1927, já com o nome de Unione Sportiva Lecce.
No final da década 20, a equipe conquistou a Liga do Sul e garantiu o acesso para a Série B do Campeonato Italiano da temporada 1929/30. O jogo decisivo foi contra o Taranto Sport e o Lecce venceu por 3 a 2 na prorrogação. Em sua primeira participação na segunda divisão, o time terminou em 13º lugar.
Após a temporada 1931/32, o clube paralisou pela segunda vez suas atividades esportivas. O Lecce voltou quatro anos depois na Série C e ficou longos anos sem conseguir resultados positivos. Apenas em 1946, a equipe sagrou-se campeã da terceira divisão.
A equipe do Lecce passou 16 anos (1959 – 1975) na Série C sem conseguir subir de divisão. Em três ocasiões, chegou perto e terminou na segunda colocação. O time voltou a ter uma grande conquista na temporada 1975/76, quando conseguiu o acesso para a Série B e foi campeão da Copa Itália Série C.
O Lecce conquistou o acesso para a Série A pela primeira vez em 1985. Porém, voltou a segunda divisão logo no ano seguinte. Apesar do fracasso, a passagem pela divisão principal ficou marcada pela vitória, fora de casa, por 3 a 2 sobre a Roma, que lutava pelo título daquele ano.
A equipe voltou a disputar a primeira divisão em 1988 e ficou três temporadas na elite do futebol italiano. Durante este período, a melhor colocação do time foi um nono lugar (1988/89). O Lecce caiu novamente em 1991 e conquistou o acesso em 1993. Em 1994, passou por muitas reformulações e terminou a Série A na lanterna.
Após o fiasco na temporada 1993/94, a equipe passou por uma grande crise e chegou a cair para a Série C em 1995. Mesmo assim, a equipe se reformulou e subiu para a Série B em 1996. Logo no ano seguinte, conseguiu o acesso para a Série A e voltou a jogar contra os grandes clubes da Itália.
O Lecce passou mais três temporadas (99/00, 00/01 e 01/02) na Série A e caiu novamente. Conseguiu o acesso logo em seguida e em 2004 fez uma campanha notória, terminando na nona colocação. Na campanha, conseguiu duas vitórias que ficaram marcadas na história do clube, contra a Juventus (4 a 3) e contra a Inter de Milão (2 a 1).
A temporada 2005/06 foi muito complicada para o time, que mudou de técnico por duas vezes durante o campeonato e terminou na 19ª colocação. No ano seguinte, na Série B, teve brigas administrativas e não passou do meio da tabela, tendo que esperar mais tempo para voltar a primeira divisão.
Com uma campanha sólida, o Lecce conquistou o acesso para a Série A na temporada 2007/08. A equipe terminou o campeonato com 83 pontos e com a melhor defesa. A decisão foi contra AlbinoLeffe em duas partidas. Na primeira, fora de casa, o Lecce venceu por 1 a 0 e garantiu o retorno com o empate por 1 a 1 no segundo jogo.


Títulos
 
Campeonato Italiano Série C (3) 1945/46, 1975/76 e 1995/96
Copa da Itália Série C (1) 1975/76

Estádio

O Lecce manda suas partidas no Stadio Via del Mare, que possui capacidade para abrigar 33.876 torcedores. É o maior estádio da região da Apúlia.

Alcunhas Giallorossi  Salentini

Site
http://www.uslecce.it/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Udinese Calcio

A Udinese é um time da cidade de Udine. O clube foi fundado em 1896, com o nome Società Udinese di Ginnastica e Scherma. Mas o dia 5 de julho de 1911 também é uma data histórica.
Os ginastas da instituição, liderados por Luigi Dal Dan, fundaram a Associazione Calcio Udinese. A equipe foi imediatamente inscrita na FIGC – Federação Italiana de Futebol –, mas só foi participar de um campeonato oficial na temporada 1912/13.
Não demorou muito para o time mostrar sua força, pois logo no primeiro campeonato conquistou a promoção para a Série A. Em 1920/21, a equipe aproveitou a ausência dos grandes clubes – inscritos em outra competição – e chegou à final da Copa da Itália. Porém, a derrota para o Vado, na prorrogação, impediu o título.
Em 1923, a Udinese passou por um momento muito difícil: caiu para a segunda divisão e esteve perto da falência. Para sorte de todos, o presidente Alessandro Del Torso pagou as dívidas e o clube voltou para a primeira divisão.
Após quedas e acessos, A Udinese viveu um momento único na temporada 1954/55: terminou a Série A na segunda colocação, quatro pontos atrás do Milan. Uma ótima posição. Mas muito pouco comemorada. A federação abriu uma investigação para apurar alguns jogos do clube, acusado de arranjar resultados.
A Udinese pagou por isso e foi rebaixada para a Série B. A torcida se revoltou e protestou nas principais ruas da cidade. Mas de nada adiantou. De qualquer forma, bastou um ano para o time retornar à divisão máxima do futebol italiano e terminar o campeonato em um honroso quarto lugar.
Lorenzo Bettini era o grande jogador da Udinese naquela época. No fim da temporada 1960/61, dois jogadores fundamentais deixaram a equipe: o meia Giacomini foi para o Genoa e o atacante Bettini foi vendido para a Internazionale.
A diretoria não soube repor as peças e o time bianconero caiu de produção. Em 1963/64 foi parar na Série C. Foram 14 anos no calvário. Em 1976, um grupo decidiu investir no time, que subiu para a Série B na temporada 1977/78.
Em junho de 1983, a Udinese contratou o maior jogador da sua história: Arthur Antunes Coimbra. O Zico. O ídolo rubro-negro que acabava de virar alvinegro. Com ele, o estádio sempre ficava lotado. Zico não decepcionou e teve ótimas apresentações. Na temporada 1983/84, a equipe chegou a estar perto do título, mas uma lesão afastou o brasileiro dos gramados por cinco jogos e quando voltou já era tarde demais: o time ficou em sexto lugar.
No ano seguinte, a Udinese lutou para não cair e Zico deixou o clube por causa de problemas com a justiça da Itália. Em 1986/87, o clube bianconero caiu para a Série B. A equipe continuou oscilando entre a primeira e segunda divisão. Com Nedo Sonetti no comando, a Udinese voltou para a Série A em 1989. No entanto, nem mesmo as contratações de Sensini e Balbo foram suficientes para mantê-los entres os melhores da Itália. Série B novamente.
O time só foi se firmar na divisão máxima do futebol italiano em 1995. O presidente Giampaolo Pozzo depositou sua confiança no técnico Alberto Zaccheroni. O atacante Oliver Bierhoff foi a grande contratação. A equipe mostrava um futebol forte e envolvente. Descartado por grandes clubes, a Udinese contratou o atacante Amoroso. Perfeito. O brasileiro formou um trio ofensivo de respeito ao lado de Poggi e Bierhoff.
Em 1997/98, o terceiro lugar foi bastante comemorado e o time conseguiu se classificar pela primeira vez para a Copa da Uefa, fechando a era Zaccheroni. Contudo, o presidente Pozzo não conseguiu segurar as grandes estrelas e foi obrigado a ceder Bierhoff e Helveg ao Milan. Logo depois foi a vez de Amoroso ser vendido para o Parma.
Após uma passagem pelo clube em 2001, o técnico Luciano Spalletti retornou no começo da temporada 2002/03. Com um futebol equilibrado e ofensivo, a Udinese alcançou pela primeira vez a Liga dos Campeões na temporada 2004/05. Porém, não conseguiu passar da primeira fase.
Em 2007/08, voltou a disputar a Copa da Uefa, mas caiu diante do Werder Bremen. No último campeonato, a Udinese teve um bom começo, mas caiu repentinamente de rendimento e terminou em sétimo lugar. Uma das revelações do clube, o atacante Fábio Quagliarella, deixou a equipe para jogar no Napoli. O técnico Pasquale Marino segue prestigiado.

Estádio

O Estádio Friuli (Stadio Friuli em italiano) é um estádio localizado em Udine, na Itália. É a casa da Udinese, tradicional equipe do futebol italiano.
Inaugurado em 1976, tem capacidade para pouco mais de 30.000 torcedores, e é de propriedade da Comune (Prefeitura) de Udine.


Hino

Un'emozione forte, bianco-nero per la vita
se poi la notte è magica, l'Europa è una partita
una città, una terra, cento anni in una sera
lo stadio canta una canzone, alziamo la bandiera!

Vinci per noi, magica Udinese
vinci per noi, grande cuore bianco-nero!

E vada come vada, sarete i nostri eroi
e torneremo a casa raccontando anche noi
noi c'eravamo eccome, abbiamo vinto ancora
andiamo avanti insieme, Udinese nella storia!

Vinci per noi, magica Udinese
Vinvi per noi, grande cuore bianco-nero!

Apelido Bianconeri (Brancos e pretos) o Zebrette (Zebras pequenas)

Mascote

Devido ao seu uniforme listrado verticalmente em preto e branco, um dos apelidos da Udinese é Zebrette (zebrinhas, em italiano). Portanto, uma zebra é também o mascote do clube de Údine.

Site
http://www.udinese.it/

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Unione Calcio Sampdoria

A Unione Calcio Sampdoria foi fundada no dia 12 de agosto de 1946, com a fusão de duas equipes: a Sampierdarenese e a Andrea Doria. O clube logo foi inscrito na Série A do Campeonato Italiano, onde estreou no dia 22 de setembro de 1946 na derrota para a Roma por 3 a 1.
A camisa do clube ganhou as cores das duas equipes que se juntaram: o branco e azul da Andrea Doria e o vermelho e preto da Sampierdarenese. No símbolo, a foto de um típico pescador da região, chamado de Baciccia. As duas primeiras temporadas não foram fáceis, mas o time conseguiu permanecer na Série A.
Em 1948/49, porém, a Samp surpreendeu e terminou a competição em quinto lugar, com o chamado “ataque atômico”, com Baldini (o primeiro jogador do clube a ser convocado para a seleção italiana) e Bassetto. A equipe seguiu com boas campanhas, sempre incomodando os grandes.
Em 1958, o clube contratou um dos maiores ídolos da torcida, o atacante Ernesto “Tito” Cucchiaroni. Porém, em 1965/66, a equipe acabou sendo rebaixada para a Série B pela primeira vez na sua história. A passagem pela segunda divisão durou pouco. Logo no ano seguinte, a Samp voltou para a elite.
O clube, porém, atravessava uma séria crise financeira. Os anos 70 foram difíceis para o time blucerchiata, que estava sempre na zona intermediária da tabela. Em 1973, Colantuoni deixou a presidência do clube após cinco anos no cargo.
Chegou então Giulio Rolandi, que logo passou a função para Glauco Lolli Ghetti – pela segunda vez. Foi uma sucessão de troca de presidentes. Em 1977, a Samp caiu para a Série B. Durante a competição, a torcida fez várias manifestações contra Lolli Ghetti.
Ele não aguentou e o cargo passou para Edmondo Costa. A falta de investimentos fez com que o time não conseguisse bons resultados na segunda divisão. Mas tudo estava por mudar. A Samp começava a enxergar a luz no final do túnel.
Após novos protestos da torcida, Costa decidiu vender o clube: no dia 3 de julho de 1979, a Sampdoria foi comprada por Paolo Mantovani, um petroleiro romano que acabara de chegar em Gênova. Sua missão era o sonho da torcida blucerchiata: retornar à Série A.
Mais que isso: ele queria o scudetto. Mantovani fez uma revolução na parte interna do clube, mudando completamente a diretoria. O time também sofreu grandes transformações. Em 1981/82, após cinco anos na Série B, a Samp voltou à elite do futebol italiano. Festa em Gênova.
Mantovani foi obrigado a reforçar a equipe: entre alguns bons jogadores, chegou Roberto Mancini, do Bologna. A administração e o empenho do presidente animaram os torcedores, que começaram a comparecer em grande número ao estádio.
Em 1984/85, o clube conquistou seu primeiro grande título: a Copa da Itália. Foram anos dourados para a Samp. A equipe conquistaria o bi e o tri do torneio em 1987/88 e 1988/89. Na temporada seguinte viria o primeiro sucesso internacional: a Recopa, vencida contra o Anderlecht, da Bélgica.
Mas o melhor ainda estava por vir. Sob o comando do técnico Vujadin Boskov, a Samp ganhou ainda mais força e o carisma dos italianos. Em 1990/91, Mantovani montou um esquadrão, que tinha nomes como Pagliuca, Toninho Cerezo, Vierchowod, Lombardo, Mancini e Vialli.
Não deu outra: Sampdoria campeã italiana. Um scudetto mais do que comemorado e merecido. Cinco pontos de vantagem sobre Milan e Inter. Vialli artilheiro. Os torcedores foram às ruas festejar o título inédito. Na temporada seguinte, a equipe surpreendeu e chegou à final da Liga dos Campeões contra o Barcelona.
Pecado para a equipe italiana, que levou o jogo para a prorrogação, mas, faltando sete minutos para terminar, tomou o gol de Ronald Koeman, que deu o título aos espanhóis. Em 1993/94, a Samp venceu a Copa da Itália pela quarta vez.
Era o fim daquela velha e boa Sampdoria. A morte de Mantovani, em 1993, foi apenas o início de tempos difíceis e o declínio do time – seu filho, Enrico Mantovani, assumiu a presidência. O atacante Vialli já nem fazia mais parte do elenco – foi vendido em 1992 para a Juventus. Pagliuca foi para a Inter. E outros bons jogadores, como Mancini e Mihajlovic deixaram a equipe.
Em 1998/99, a Samp caiu para a Série B. Na temporada 2001/02, o clube quase foi parar na Série C, mas conseguiu se safar muito graças ao atacante Flachi. Assim como aconteceu com Mantovani, a Samp precisava de alguém para reerguê-la. Um novo petroleiro apareceu para salvar o clube da falência: Riccardo Garrone.
O dono da ERG (patrocinador da Samp) contratou o técnico Walter Novellino, especialista em promoções para a Série A. Trouxe jogadores de nome como Volpi, Bazzani e Turci, que se juntaram com os jovens talentos como Palombo, Domizzi e Gasbarroni.
Em 2002/03, a Samp voltou para elite do futebol italiano novamente. Com um elenco equilibrado, se firmou na Série A conquistando um oitavo lugar. Em 2004/05, a equipe de Gênova conquistou um surpreendente quinto lugar, uma posição abaixo da zona da Liga dos Campeões.
Mas na temporada seguinte, caiu de produção novamente e ficou na parte intermediária da tabela. O técnico Walter Novellino passou a ser contestado pela torcida. Em 2007/08, Walter Mazzarri chegou para substituí-lo. Junto com ele veio o atacante Cassano, hoje muito adorado pelos torcedores.
Os dois juntos levaram o time para a Copa da Uefa, onde não obteve grande sucesso. Em 2008/09, Cassano, Mazzarri e a Sampdoria alcançaram a final da Copa da Itália, mas a Lazio ficou o título. O treinador decidiu por sair do clube, deixando a vaga para Luigi Del Neri.

Títulos

Campeonato Italiano (1)  1990/91
Serie B: (2) 1933-34, 1966-67
Copa da Itália (4) 1984/85, 1987/88, 1988/89 e 1993/94
Recopa (1) 1989/90

Estádio


O Estádio Luigi Ferraris (apelidado de Marassi) é um estádio localizado em Gênova, na Itália. É a casa dos times de futebol Genoa 1893 e UC Sampdoria.
Inaugurado em 22 de Janeiro de 1911 no bairro de Marassi (da onde vem o apelido), com um jogo entre Genoa 1893 e Internazionale, com capacidade para 20.000 torcedores. Em 1 de Janeiro de 1933, foi rebatizado com o nome de Luigi Ferraris, capitão do Genoa e héroi da Primeira Guerra Mundial pela Itália.
Recebeu uma partida da Copa do Mundo de 1934, a derrota brasileira por 3 a 1 para a Espanha.
Em 1987 foi demolido e reconstruído, recebendo quatro partidas da Copa do Mundo de 1990.
Atualmente o estádio tem capacidade para 36.536 torcedores, mas o recorde de público no estádio é de 60.000 torcedores, num jogo entre Itália e Portugal, em 27 de Fevereiro de 1949.

Hino

Se deserte son le strade,
oggi doria giochi tu,
le bandiere blucerchiate,
batte il cuore della sud,

Per quegl’undici campioni,
l’entusiasmo scoppiera’,
la comenica allo stadio,
un canto s’alzera'

Doria ole’, doria ole’, forza doria, doria ole’

Se le squadre sono tante,
la piu’ bella resti tu,
dei ragazzi sei l’orgolgio,
e per noi la gioventu',

Vive sotto la lanterna,
operosa la citta',
e benche cost’ moderna,
si commuove nel cantar

Doria ole’, doria ole', forza doria, doria ole'

Apelido: Samp, Doria, Blucerchiati

Mascote

A mascote da Sampdoria é o Baciccia, que é uma silhueta de um pescador genovês típico, com barba, chapéu característico, cachimbo e cabelos ao vento. O símbolo está, inclusive, no escudo da agremiação.

Site

http://www.sampdoria.it/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Genoa Cricket and Football Club

O Genoa Cricket and Football Club, ou simplesmente Genoa, foi fundado no dia 7 de setembro de 1893 por um grupo de ingleses que moravam na cidade. A ideia era formar um time de críquete, o esporte mais popular da região.
A cidade se tornou um importante porto comercial para os estrangeiros, sobretudo os ingleses, que gostavam de praticar o esporte mais tradicional na Inglaterra: o futebol. E foi assim que os italianos descobriram o calcio. Em 1896, o apaixonado por futebol James Richardson Spensley se uniu ao grupo.
Foi exatamente ele que deu início ao novo quadro societário do clube, permitindo a entrada de sócios italianos, em 1897. O esporte mais popular do mundo começava a fazer parte do Genoa, que disputou a primeira partida oficial entre times de cidades diferentes no dia 6 de janeiro de 1898:
Foi contra uma equipe com jogadores do International Football Club e Football Club Torinese. O primeiro jogo terminou 1 a 0 para o time de Turim e o segundo ficou com o Genoa, também por 1 a 0.
Neste mesmo ano foi organizado o primeiro campeonato nacional, vencido propriamente pelo Genoa. O scudetto viria também nas duas seguintes temporadas. O ciclo de vitórias foi interrompido pelo Milan, em 1901.
No dia 25 de janeiro de 1901, o sócio Rossi propôs a mudança nas cores do uniforme: 5 votos a favor contra 4. Assim, a camisa do Genoa se tornou vermelho e azul, cores da bandeira britânica – Union Jack.
Após o título perdido para o Milan, o clube rossoblu conquistaria mais uma vez o tri da Série A: 1901/02, 1902/03 e 1903/04. Em 1903, o Genoa enfrentou o Nice, da França, sendo o primeiro clube italiano a jogar contra um time estrangeiro: vitória fora de casa por 3 a 0.
Em 1906, o clube passou por um momento de reestruturação: a equipe tinha jogadores envelhecidos, como por exemplo, Spensley, quase com 40 anos, e outros atletas em fase de decadência. Assim, o Genoa não disputou títulos, deixando o caminho livre para Juventus e Milan fazerem a festa.
Em 1912, a diretoria contratou o técnico William Garbutt, o primeiro treinador profissional da história do futebol italiano. E Garbutt seria decisivo: ele tirou o clube da fila após dez anos ao conquistar o scudetto na temporada 1914/15. Mais que isso. Deu ao Genoa mais duas vezes o título italiano: 1922/23 – este invicto – e 1923/24.
O time dos anos 20 é considerado o Genoa mais forte de todos os tempos. A defesa era o ponto principal para o sucesso. Para se ter uma ideia, na temporada 1923/24, a do nono scudetto, a equipe jogou 26 partidas: fez 57 gols e tomou apenas 15.
Em 1925 aconteceu uma das histórias mais curiosas do futebol italiano. A temporada é chamada de a “estrela roubada” – já que se o Genoa fosse campeão teria o direito de colocar uma estrela na camisa. O clube rossoblu chegou até a final da Liga Nord contra o Bologna.
Na primeira partida, mesmo jogando fora de casa, o Genoa venceu por 2 a 1. Bastava um empate no jogo de volta. Resultado: 2 a 1 para o Bologna. Foi necessário um jogo de desempate.
O Genoa vencia por 2 a 0, quando Muzzioli chutou forte, o goleiro genovês espalmou, a bola bateu na trave e o juiz marcou escanteio. Os torcedores do Bologna invadiram o campo armados e foram para cima do árbitro insinuando que a bola teria passado por dentro da rede. Após 13 minutos de paralisação o árbitro confirmou o gol.
Logo depois, o Bologna empatou com um gol irregular: segundo a imprensa, o autor do tento fez falta no goleiro. Nova invasão de campo. Prorrogação? Não. Os jogadores do Genoa não voltaram para campo.
O juiz prometeu que a vitória seria dada aos genoveses. No entanto, Leandro Arpinati, vice-presidente da Federação Italiana de Futebol e torcedor do Bologna, forçou uma nova partida, que acabou empatada em 1 a 1. Seria necessário um novo jogo.
A Federação marcou o jogo para setembro, mas mudou de ideia no último momento e remarcou para agosto. Resultado: 2 a 0 para o Bologna. Os jogadores do Genoa estavam de férias e tiveram que jogar sem preparo, enquanto os atletas do Bologna, avisados por Arpinati da antecipação, continuaram os treinamentos e foram para o jogo em plena forma.
Começava aí a decadência do clube. Garbutt saiu e agravou ainda mais os problemas. Em 1933/34, o clube caiu para a Série B, mas voltou no ano seguinte. Em 1936/37 conquistou pela primeira vez a Copa da Itália. Na temporada 1937/38, com Garbutt de volta, o clube esteve perto do scudetto, terminando em terceiro lugar.
Depois, o Genoa passou a frequentar a parte intermediária da tabela para baixo. Conviveu com rebaixamentos e acessos. Em 1969/70, porém, foi um pouco mais além e decepcionou seus torcedores com a queda para a Série C. Na temporada seguinte voltaria para a Série B.
Os anos 70 e 80 continuaram com a instabilidade dos tempos anteriores. Em 1990/91, uma surpresa: o Genoa ficou em quarto lugar na Série A e conquistou uma vaga na Copa da Uefa. Mas a aventura pela Europa terminou na semifinal, contra o Ajax.
Em 1994/95, o clube voltou a cair para a Série B. Em 2000, o controle do time passou para Gianni Scerni, mas os resultados não vieram e ele deixou a presidência para Massimo Mauro, que tampouco conseguiu sucesso. Scerni voltou e depois cedeu boa parte das ações para Luigi Dalla Costa.
O novo proprietário, porém, investiu mal o dinheiro e o Genoa esteve à beira da falência, que só não aconteceu graças a ajuda de Costa Crociere e Enrico Preziosi. Este último se tornaria o salvador da pátria.
Preziosi chegou em 2003, mas os resultados demoraram a aparecer. O começo foi difícil: logo na sua primeira temporada no comando do clube, o time rossoblu caiu para a Série C, mas foi beneficiada pelo “Caso Catania” e permaneceu na segunda divisão.
Em 2004/05, porém, não teve jeito: o Genoa caiu para a Série C por causa de problemas extra-campo, mas logo subiu de divisão no ano seguinte. Começaria aí o ressurgimento. Em 2006/07, o time rossoblu conseguiu o tão sonhado retorno à elite do futebol italiano.
Finalmente começava a aparecer a administração de Enrico Preziosi. Com boas contratações, o clube conseguiu um ótimo quinto lugar na temporada 2008/09, conquistando uma vaga na Copa da Uefa. 

Títulos:
Campeonato Italiano (9) 1898, 1899, 1900, 1902, 1903, 1904, 1914/15, 1922/23 e 1923/24
Copa da Itália (1) 1936/37


Estádio

O Estádio Luigi Ferraris (apelidado de Marassi) é um estádio localizado em Gênova, na Itália. É a casa dos times de futebol Genoa 1893 e UC Sampdoria.
Inaugurado em 22 de Janeiro de 1911 no bairro de Marassi (da onde vem o apelido), com um jogo entre Genoa 1893 e Internazionale, com capacidade para 20.000 torcedores. Em 1 de Janeiro de 1933, foi rebatizado com o nome de Luigi Ferraris, capitão do Genoa e héroi da Primeira Guerra Mundial pela Itália.
Recebeu uma partida da Copa do Mundo de 1934, a derrota brasileira por 3 a 1 para a Espanha.
Em 1987 foi demolido e reconstruído, recebendo quatro partidas da Copa do Mundo de 1990.
Atualmente o estádio tem capacidade para 36.536 torcedores, mas o recorde de público no estádio é de 60.000 torcedores, num jogo entre Itália e Portugal, em 27 de Fevereiro de 1949.

Hino

Genoa, Genoa, Genoa Genoa Genoa!
Coi pantaloni rossi e la maglietta blu, è il simbolo del Genoa, la nostra gioventù
In dieci o centomila, non puoi tenerli più son sempre più festosi i tifosi rossoblù
Aprite le porte, oh oh, il Grifone va Nessun avversario, oh oh, mai lo fermerà
O donna prepara, oh oh, per la mia bandiera il nuovo scudetto che il Genoa vincere dovrà
Genoa, Genoa, Genoa Genoa Genoa! In cento o più trasferte, in auto moto o treno Ti seguono fedeli, non puoi tenerli a freno
Tornati a De Ferrari ti fanno un carosello e anche Garibaldi si unisce al ritornello
Aprite le porte, oh oh, il Grifone va Nessun avversario, oh oh, mai lo fermerà
O donna prepara, oh oh, per la mia bandiera il nuovo scudetto che il Genoa vincere dovrà
Genoa, Genoa, Genoa Genoa Genoa!







Mascote
A mascote do Genoa está presente no escudo da agremiação e no seu apelido. É um Grifone, uma figura mitológica que mistura elementos de um cavalo, uma águia e um leão, e representa a custódia e a vigilância.

Apelido: Grifone, Vecchio Balordo, Zena, Rossoblu




Site


http://www.genoacfc.it/



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Brescia Calcio

A equipe foi fundada em 1911 como Brescia Football Club, juntando-se a Terceiradivisão no mesmo ano. Em 1913 foi promovido a Primeira Divisão para a sua primeira vez, e em 1929 jogou na Serie A em seis dos sete temporadas seguintes. Sucessivamente, o clube jogou entre as duas divisões principais, até 1982, quando o Brescia foi relegada para a Serie C1. O clube voltou à Série B em 1985. Brescia jogou fora os dois torneios nacionais da Lega Calcio (A & B) apenas quatro anos: sob este aspecto, apenas onze clubes em toda a Itália marcou um melhor desempenho.
Brescia Calcio ganhou a Copa Anglo-italiano em 1994, a maior conquista notável em toda a sua história até à data. No entanto, Brescia, na verdade veio para a frente do futebol apenas em 2000, quando o clube já assinou com Roberto Baggio, que levou Brescia a um lugar surpreendente sétimo lugar na Serie A 2000/2001, o melhor resultado durante o seu tempo na Serie A, sendo assim qualificada para a Taça Intertoto. Sucessivamente, Brescia chegou à final da Taça Intertoto, em seguida, perdeu para o Paris Saint-Germain para a regra dos golos marcados fora. Baggio passou quatro anos no Brescia antes de se aposentar em 2004 e durante esses quatro anos histórico, Brescia se tornou amplamente conhecido como "Brescia Baggio". Durante o período de quatro anos de Baggio com o Brescia,  gravou seu melhor de sempre correr de permanecer na Série A. No entanto, na temporada seguinte que se seguiu a aposentadoria Baggio (2004/2005), Brescia foram rebaixados da Série A no último dia, terminando um humilde 19° lugar. Brescia lutou para voltar à primeira divisão após o rebaixamento e finalmente retornou à Serie A depois de vencer o Torino com um agregado de 2-1 na temporada 2009-10.


Títulos 

Serie B: 1964/65, 1991/92, 1996/97
Serie C1: 1984/85
Serie C: 1938/39
Anglo-Italian Cup: 1993/94

Estádio

Estádio Mario Rigamonti
É mais usado para receber partidas de futebol, e é a casa do time Brescia Calcio. Possui capacidade para receber 27.592 pessoas.

Site
http://www.bresciacalcio.it/

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Calcio Catania SpA

O Catania é um time da região da Sicília e foi fundado em 1908 com o nome Associazione Sportiva Pro Patria. Em 1910, a denominação mudou para Unione Sportiva Catanese. A primeira disputa de um campeonato oficial só foi ocorrer em 1920, quando o time participou da única edição da Coppa Federale Siciliana.
A equipe se limitava a jogar torneios regionais. Em 1929, o clube se inscreveu pela primeira vez em um campeonato nacional com o nome de Società Sportiva Catania. A equipe já vestia as cores azul e vermelho e tinha como mascote o Elefante. A primeira participação na Série B aconteceu na temporada 1934/35. Em 1936, uma nova fundação e denominação: Associazone Calcio Catania.
Em 1938, o clube começou a mandar seus jogos no atual Estádio Angelo Massimino. Em 1938/39, o time conquistou o acesso à Série B, mas caiu novamente na temporada seguinte. Depois foi fundado dois clubes: Virtus e Catanese. Os dois clubes se juntaram e formaram o Club Calcio Catania.
Após três anos na Série C, a equipe conseguiu a promoção para a Série B ao término da temporada 1948/49. Em 1952/53, o time esteve perto de subir para a Série A, mas foi derrotado pelo Legnano no último jogo. Na temporada seguinte, o Catania conseguiu chegar à máxima divisão do futebol italiano.
Sua primeira aventura na Série A não foi tão ruim: terminou a competição em 12º lugar. No entanto, o time foi rebaixado por causa de problemas financeiros. Entre 1960 e 1966, o Catania esteve presente na principal divisão do calcio. O Catania seguiu sempre brigando entre as duas divisões. Em 1973/74, porém, o clube voltou a disputar a Série C e só subiu novamente em 1979/78.
Em 1982/83, o clube retornou à Série A após uma temporada sofrível. O time ficou em terceiro lugar e teria que disputar um playoff. No jogo contra a Cremonese, em casa, cerca de 40 mil pessoas “invadiram” o estádio para acompanhar a partida. Um jogo histórico para o Catania.
Mas o clube decaiu e voltou a disputar a Série C em 1987/88.
Em 1993, o Catania foi expulso do futebol italiano por causa de irregularidades financeiras. Após uma longa batalha judicial, a Justiça anulou a decisão e forçou a FIGC a incluir a equipe novamente no futebol nacional. O Catania retornou para Eccellenza, espécie de sexta divisão.
Em 2002, o clube conseguiu uma promoção para a Série B. No ano seguinte, o Catania foi o centro de uma polêmica decisão que ampliou o número de equipes na Série B de 20 para 24. A equipe reclamara os pontos de um empate de 1 a 1 contra o Siena, por esta agremiação ter usado um jogador irregular naquela partida. Os dois pontos-extras manteriam o Catania na Série B. Caso fosse mantido o resultado, o clube amargaria a Série C.
Após várias decisões a favor e contra o clube, a FIGC decidiu deixar o Catania na Série B, juntamente com os rebaixados Genoa e Salernitana e ainda incluiu a recém-fundada Fiorentina. A temporada 2003-04 foi disputada por 24 clubes.
Alguns clubes protestaram contra a decisão e ameaçaram boicotar os jogos do Catania. Na temporada seguinte, o número de clubes diminuiu para 22, ao mesmo tempo que a Série A expandiu de 18 para 20 times.

Em 2004, o clube passou a ser administrado por Antonino Pulvirenti. Com ele, o time rossazzurri voltou à Série A após 23 anos e conseguiu se manter até hoje. Em 2007/08, a diretoria renovou o elenco e conseguiu surpreendentes resultados. A equipe chegou longe na Copa da Itália.
Eliminou Triestina, Milan e Udinese e chegou até as semifinais pela primeira vez na sua história, mas foi eliminado pela Roma. O técnico Walter Zenga chegou ao time e mudou o padrão de jogo. O ex-goleiro salvou a equipe do rebaixamento na última rodada ao bater a Roma na Sicília.
Em 2008/09, Zenga continuou dando um bom ritmo de jogo para sua equipe. O clube não esteve ameaçado pelo rebaixamento e chegou até beliscar uma vaga na Copa da Uefa na metade da competição. No fim da temporada, Zenga deu adeus ao clube e foi para o rival Palermo.

Estádio

Angelo Massimino (previamente conhecido como Stadio Cibali) é um estádio multi-uso localizado em Catania, Itália. Ele é atualmente mais usado para partidas de futebol, é a casa do Calcio Catania. O estádio foi construído em 1937 e tem capacidade para 23.420 espectadores.

Apelido:Rossazzurri (rosa-e-azuis) e Gli Elefanti (os elefantes)






Mascote

Na década de 1940, o Catania se fundiu com um clube chamado Elefante Catania. Este elefante também está no escudo do time siciliano e é a mascote da equipe.




Site
http://www.calciocatania.it/

domingo, 15 de agosto de 2010

Unione Sportiva Cittá di Palermo

O Palermo foi fundado em 1900 por Ignazio Majo Pagano, com o nome Anglo Panormitan Athletic and Football Club. O objetivo era incentivar a prática de vários esportes, como o futebol e o cricket. As cores do clube eram o vermelho e o azul, e só foi mudar para o rosa e preto em 1907.
Neste mesmo ano mudou o nome para Palermo Football Club. A equipe jogava partidas de campeonatos regionais até então. Em 1921, porém, o clube se inscreveu no Campeonato Italiano. Mas em 1927, o Palermo foi obrigado a sair da competição por problemas financeiros.
O clube renasceu graças à fusão com o Vigor Palermo. Em 1931/32, o time conquistou pela primeira vez na sua história a promoção para a Série A. E foi exatamente no dia 24 de janeiro de 1932 que aconteceu a inauguração do Estádio La Favorita – hoje chamado de Renzo Barbera, em homenagem a um ex-presidente do clube.
No entanto, a boa campanha em 1934/35, com o sétimo lugar, foi completamente oposta da temporada seguinte: 15º lugar e rebaixamento para a segunda divisão. Em 1940/41, a equipe foi excluída novamente da competição por problemas financeiros.
Seria preciso mais uma fusão para salvar o clube: dessa foi com a Juventina, outro time da cidade. Em 1941/42 participou da Série C e logo conseguiu subir para a Série B. Em 1947/48, o Palermo voltou para a elite do futebol italiano.
Foram temporadas sempre com resultados modestos, entre a primeira e segunda divisão. Em 1960, o time rosanero participou pela primeira vez de uma competição organizada pela Uefa: a Mitropa Cup, ou Copa da Europa Central.
Em 1962, conquistou um oitavo lugar na Série A – a torcida não esquece da vitória por 4 a 2 contra a Juventus, em Turim. A temporada seguinte? Rebaixamento para a Série B. Em 1967/68, o clube voltou para a elite do calcio com o nome Società Sportiva Calcio Palermo, e caiu novamente dois anos depois.
Em 1972, o Palermo conquistou a promoção para a Série A. Entretanto, seria apenas o início de tempos complicados, com exceção de duas finais da Copa da Itália, em 1973/74 e 1978/79, contra Bologna e Juventus, respectivamente.
Em 1986/87, uma nova exclusão do Campeonato Italiano por problemas financeiros. No ano seguinte, o clube foi fundado novamente com o nome Unione Sportiva Palermo Spa. O novo time, porém, não conseguia decolar e viveu momentos difíceis, alternando entre as Séries B e C.
Em 3 de março de 2000, o presidente da Roma, Franco Sensi, adquiriu o Palermo e a presidência foi concedida a Sergio D’Antoni. Sensi havia comprado as quotas do clube, mas ficou somente até 2002. Foi quando chegou Maurizio Zamparini.
O novo dono precisou de apenas duas temporadas para colocar o time rosanero novamente na Série A, em 2003/04, com Francesco Guidolin como técnico e Luca Toni no comando de ataque. Após a sexta colocação em 2004/05, o Palermo alcançou por duas vezes a quinta colocação, em 2005/06 e 2006/07.
Posições que devolveram a dignidade do clube e a felicidade da torcida. O time conseguiu se classificar para a Copa da Uefa, mas não obteve grandes sucessos. Para a temporada 2009/10, Zamparini decidiu apostar todas as suas fichas no novo técnico Walter Zenga.

Títulos

Serie B 1931–32, 1947–48, 1967–68, 2003–04 
Serie C 1941–42, 1945–46 
Serie C1 1992–93, 2000–01 
Serie C2 1987–88



Estádio

O Estádio Renzo Barbera (Stadio Renzo Barbera, antigo Stadio La Favorita)
Inaugurado em 24 de janeiro de 1932 como Stadio Littorio num jogo entre Palermo e Atalanta. Foi palco de jogos da Copa do Mundo de 1934.
Em 1936 foi rebatizado para Stadio Michele Marrone, em homenagem a um soldado morto na Guerra Civil Espanhola. O nome do estádio foi mais uma vez modificado após a Segunda Guerra Mundial para Stadio La Favorita.
Em 1948 a pista de atletismo foi retirada e a capacidade passou para 30.000 torcedores. Em 1984 houve uma nova reforma, com a construção do segundo anel de arquibancadas e a capacidade ampliada para 50.000 lugares. Recebeu algumas partidas da Copa do Mundo de 1990.
Em 18 de Setembro de 2002 foi rebatizado pela última vez, com o nome de Renzo Barbera, presidente do Palermo entre 1970 e 1980.


Hino

Palermo numero uno
Forza Palermo, facci sognare
Forza Palermo, facci sognare

Trent’anni ci vosero, trent’anni i mala vita
Ma alle fine vincemmo sta partita
Torna Palermo torna in Serie A
Una città è in festa aspetta e un sinni va!
Ghiacciuola all’arancio panini chi panielle
Stavuota a Favorita viremo cose belle
Dalla gradinata sino ai popolari
Tutta Palermo cia putiemo fare

Forza Palermo, facci sognare
Forza Palermo, facci sognare

Du picciotto luongo ca si chiama Luca Toni
Ni fici provari sta grande emozioni
u burgu o capu du orieto a ballarò
Tutta Palermo sapia ca signò
Arrivano i gemelli ca suonano a chittara
All’avversario sulu u ciavuro ra palla
Ogni partita è festa o Barbera
U stadio addivienta una grande bandiera

Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi

Nuddu su scorda u granni prieiriente
Ca a squadra sua un ci mancava niente
E i cucini catanisi arrivati a Favorita
Cavusi spardati purpppietti e granita
I gienti su cuntienti ora cu Zamparini
nne strati si stringiono cristiani e marocchini
Palermo Rosanero Palermo in Serie A

Sangu e latte travagghio e libertà
Sangu e latte travagghio e libertà

Forza Palermo, facci sognare
Forza Palermo, facci sognare
Forza Palermo, facci sognare
Forza Palermo, facci sognare

Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi
Siamo noi, siamo noi, la Sicilia rosanero, siamo noi

Vi saluto Kurò!

Mascote

A mascote do Palermo é a águia Kuró, criada recentemente pelo departamento de marketing do clube para ações comerciais. A águia é tão presente na história do clube que está no escudo da agremiação em dourado. Trata-se de um dos símbolos da cidade de Palermo.

Alcunhas Rosanero Aquile

Site
http://www.ilpalermocalcio.it/