quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fédération Ivoirienne de Football


De um time de “nada” até a Copa da Alemanha, foram poucas as reais conquistas dos marfinenses no futebol. Desde a independência do país, em 1960, o primeiro título veio apenas em 1992, quando venceram a Copa das Nações Africanas pela primeira vez, derrotando nos pênaltis a seleção de Gana.
Mais uma vítima da revolução industrial europeia, a Costa do Marfim foi colônia francesa até a década de 60. Em agosto deste ano, conquistou efetivamente a liberdade e, uma década depois, se envolvia na política do continente, tentando negociar o fim do apartheid na África do Sul. O presidente Félix Houphouët-Boigny, eleito no momento da independência, ficou no poder até sua morte, em 1993, mesmo resistindo às crises, instabilidades políticas e tentativas de golpe de estado.
E não conseguiram derrubar o primeiro presidente, o segundo não resistiu. Henri Konan Bedié assumiu após a morte do seu antecessor, e foi confirmado no cargo dois anos depois. Porém, em 99 o general Robert Guel comandou o primeiro golpe de estado já visto na nação. A sorte deste último não duraria muito também: em 2002, foi assassinado durante um levantamento liderado pelo Movimento Patriótico da Costa do Marfim em 2002.
Vale destacar que chegou até a existir ameaça das autoridades locais de não levar o país para a Copa de 2006, caso não fosse estabelecida de vez a paz no país. O país se dividiu em dois por uma rebelião armada que ocupou todo o norte do país, e, no ano de 2002, ex-soldados se mobilizaram para lutar contra a exclusão das pessoas presas na região. Em menos de três meses, a situação se estabilizou e houve finalmente eleições presidenciais, quando Laurent Gbagbo assumiu o poder onde está até hoje.
Antes da independência, no dia 6 de agosto de 60, a Costa do Marfim realizou sua primeira partida de futebol. Em abril daquele ano, os Elefantes derrotaram o time do Benin por 3 a 2. No mesmo ano, foi fundada a federação marfinenses de futebol, filiando-se à Fifa no ano seguinte, assim como ao CAF. Desde então, passou a disputar especialmente os campeonatos internacionais oferecidos pela CAF, tendo tido sua pior derrota em maio de 1971, para Gana, por 6 a 2.

Foi apenas em 1992 que os marfinenses chamaram a atenção mundial, ao conquistar o inédito título continental. No torneio sediado no Senegal, os Elefantes venceram os ganenses, que tinham Abedi Pelé, após 21 cobranças de pênalti – os campeões comemoraram após o gol de Abedi Pelé, que completou a marca de 11 a 10 para seu time. O goleiro Alain Gouaméné também foi destaque, e vale menção.
Mas, como nem sempre a fase é boa, a Costa do Marfim deixou de ter bom desempenho por muitos anos e, de 1992 a 2004, ficou qualquer campanha de expressão, não tendo passado da primeira fase da Copa das Nações Africanas nas três edições seguintes, e sem nem ter conseguido se classificar em 2004, quando o torneio foi na Tunísia.

É a partir de 2005 que os Elefantes passam a ser realmente respeitados e temidos. Treinador pelo francês Henri Michel, os marfinenses despontaram como uma das equipes mais fortes do continente africano com a classificação para Mundial da Alemanha de 2006.
Eliminados ainda na primeira fase, com uma derrota logo de cara para a Argentina por 2 a 1 (gols de Hernán Crespo e Javier Saviola para os albicelestes, e Didier Drogba para os marfinenses), outra para a Holanda pelo mesmo placar (Robin van Persie e Ruud van Nistelrooy marcaram para os holandeses, e Bakari Koné descontou), tendo, porém, vencido o último confronto e surpreendendo. Contra a Sérvia e Montenegro os Elefantes tiveram incrível reação depois de estarem perdendo por 2 a 0, e foram conduzidos por dois gols de Aruna Dindane e um de Bonaventure Kalou no final, de pênalti, e fizeram 3 a 2 sobre os adversários.
Depois do Mundial, a equipe passou a ser comandada pelo alemão Ulrich Stielike, num time que tinha diversos jogadores que faziam sucesso no exterior: Didier Drogba (Chelsea), Abib Kolo Touré e Emmanuel Eboué (Arsenal), Didier Zokora (Tottenham), Salomon Kalou (Chelsea), Bonaventure Kalou (Heerenveen), Aruna Dindane (Lens), Kanga Akalé (Olympique de Marseilha) e ainda Yaya Touré (Barcelona).
O alemão, porém, saiu do cargo em 2008, e atualmente os Elefantes são comandados pelo bósnio Vahid Halilhodzic, que os levou à classificação antecipada para o Mundial da África do Sul, com um empate em 1 a 1 contra o Malaui. Entrando no segundo tempo, Drogba balançou as redes com apenas dois minutos em campo, assegurando o empate que deu ao seu time a classificação no grupo E.

Depois da eliminação no Mundial de 2006, o técnico da época Henri Michel lamentou: “a única coisa que nos falta é experiência”. As derrotas iniciais foram aceitáveis e, na verdade, a vitória de virada sobre a Sérvia e Montenegro é que foi quase inacreditável, além de memorável, corajosa e surpreendente (foi a primeira vez desde 1982 que um time que perdi por dois gols de diferença conseguia uma virada e vitória em Copa).
No elenco atual, porém, as esperanças são outras: depois de já carregar um Mundial nas costas, Drogba, Kolo Touré e Eboué são as peças-chave do grupo, considerando ainda que o elenco a viajar para a África do Sul deve ter 2/3 de jogadores que estiveram na Alemanha em 2006.
A esperança dos jogadores é ao menos passar da primeira fase, com sonho de alcançar até mesmo uma semifinal. A aposta é a força física característica dos africanos, em qualquer posição.

Apesar do empate que deu a classificação, os marfinenses chegaram ao Mundial de 2010 marcados por uma tragédia em sua campanha: a morte de 22 pessoas no incidente em jogo contra o Malauí, pelas Eliminatórias da Copa, no estádio Houphouet-Boigny em Abidjan.
Na ocasião de março deste ano, centenas de torcedores que ficaram de fora do jogo classificatório tentaram forçar a entrada no portão do estádio, gerando um empurra-empurra que culminou não só nas mortes, mas também deixou cerca de 155 feridos. Segundo as reportagens, pessoas com ingressos teriam se apressado para entrar e não perder o início do jogo, enquanto outros ainda tentavam forçar a entrada, o que fez com que a polícia reagisse com gás lacrimogêneo contra o tumulto, gerando pânico.
Apesar da tragédia, os jogadores em campo não tomaram conhecimento da situação, e a partida continuou normalmente, com a vitória de goleada dos marfinenses por 5 a 0.

Site
http://www.fif-ci.com/
 
Fonte
http://trivela.uol.com.br/Conteudo.aspx?secao=54&id=21274

terça-feira, 29 de junho de 2010

Asociación Paraguaya de Fútbol

A seleção Paraguaia tem sua história iniciada em 1910, quando foi convidada pelo Hércules de Corrientes para um amistoso. Assim, um grupo de paraguaios foi até a Argentina enfrentar o clube, em jogo que terminou 0 a 0. A formação desse grupo foi a origem do que seria a organização de uma seleção nacional e da Federação Paraguaia de Futebol.
Em 1921, o Paraguai participou da sua primeira Copa América – a mais antiga competição oficial entre seleções do planeta – e em 1922 foi vice-campeão, perdendo o título para o Brasil na final. Era o início de um período de fortalecimento dos guaraníes, que acabaria em mais vice-campeonatos, em 1929, 1947 e 1949.
Em 1930, participou da primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai. Foi eliminada na primeira fase, com derrota para Estados Unidos e vitória contra a Bélgica. Seria a primeira de sete participações paraguaias em Mundiais e o início do primeiro período de sucesso da seleção. Só na década de 1950, além da Copa no Brasil, o Paraguai ainda participou da Copa da Suécia, em 1958 e conseguiu seu primeiro título. Em 1953, a Albirroja venceu a edição da Copa América jogada no Peru, com vitória na final sobre o Brasil por 3 a 2.

Passada a década de 1950, o futebol paraguaio passou longos anos sem frequentar Copas do Mundo e sem grandes resultados nas edições da Copa América disputadas. Foi só em 1979, 26 anos depois, que o Paraguai voltou a vencer uma Copa América, com um time que tinha Romerito, que viria a fazer sucesso no Fluminense anos mais tarde, no seu meio-campo. O time eliminou o Brasil de Falcão e Sócrates nas semifinais com uma vitória e um empate e bateu na final a seleção anfitriã, o Chile, com uma vitória por 3 a 0, uma derrota por 1 a 0 e um empate por 0 a 0.
O período longe das Copas continuou até 1986, quando o país conseguiu a classificação para jogar a Copa do México, depois de 28 anos sem aparecer em um mundial, contabilizando seis edições de ausência. Foi justamente neste retorno à Copa que o Paraguai conseguiu, pela primeira vez, chegar à fase de mata-mata da competição. Acabou eliminado pela seleção inglesa de Gary Lineker, artilheiro daquela edição do Mundial. Mesmo com a derrota, a volta dos paraguaios ao cenário internacional era para ser comemorada.
Depois de 1986, foram duas Copas de ausência até a França, em 1998. Com o Brasil previamente classificado como país campeão, o Paraguai classificou-se em segundo, atrás apenas dos argentinos, na primeira vez que o sistema de disputa das Eliminatórias Sul-Americanas foi por pontos corridos.
Na França, o Paraguai mostrou uma segurança defensiva acima da média. A começar pelo gol, onde José Luis Chilavert exercia sua liderança com personalidade forte. Pelo centro da defesa, Celso Ayala, do River Plate, e Carlos Gamarra, do Corinthians, dois dos jogadores que acabariam pode ser considerados destaques daquela Copa. Gamarra, inclusive, passou aquela Copa inteira sem cometer falta alguma, fato impressionante para um defensor. Outro jogador importante na linha defensiva paraguaia era Fracisco Arce, do Palmeiras, lateral direito de muita precisão nos cruzamentos e faltas. Todos comandados pelo brasileiro Paulo César Carpegiani.
O Paraguai parecia condenado naquele mundial logo no sorteio. Ficou no chamado “grupo da morte”, o D, que tinha a cabeça de chave Espanha, a forte Nigéria – campeões olímpicos dois anos antes – e a Bulgária, terceira colocada no mundial anterior. Enquanto a Nigéria bateu a Espanha na primeira rodada, o Paraguai empatou, sem gols, contra a Bulgária. Na segunda rodada, novamente um empate sem gols dos sul-americanos contra a desesperada Espanha. Na última rodada, uma vitória salvadora contra a Nigéria eliminou a favorita Espanha, deixou de lado a Bulgária, e fez Nigéria e Paraguai chegarem as oitavas de final tendo sofrido apenas um gol nos três jogos.
No jogo das oitavas de final da competição, contra os anfitriões franceses, o jogo permaneceu empatado em 0 a 0 até o segundo tempo da prorrogação. Àquela altura, o zagueiro Gamarra já tinha pedido para ser substituído, com dores no ombro. Carpegiani contou depois que se negou a tirá-lo, porque não havia jogador à sua altura para substituí-lo. O gol acabou acontecendo faltando apenas dois minutos para o final da prorrogação e de uma imprevisível cobrança de pênaltis.
O bom desempenho na Copa da França credenciou os paraguaios a serem considerados como a melhor defesa do mundo. O sucesso foi tamanho que essa geração paraguaia é considerada “a geração de ouro” do país, com jogadores ganhando prestígio no futebol europeu.
Na edição seguinte, o Paraguai chegou à mesma fase da competição. Em 2002, o adversário da Albirroja foi a tradicional Alemanha, outra seleção que chegaria à final, assim como foi à França em 1998. E mais uma vez o jogo foi difícil para os favoritos europeus contra os sul-americanos. O gol da vitória alemã por 1 a 0 foi marcado a dois minutos do final, por Oliver Neuville. A seleção paraguaia continuava mostrando sua consistência defensiva.
Em 2004, o Paraguai conseguiu outro feito importante para o futebol: uma medalha olímpica. Para chegar a Atenas, local dos jogos, La Albirroja simplesmente eliminou a Seleção com uma vitória por 1 a 0, quando o Brasil – de Robinho e Diego, comandados por Ricardo Gomes – precisava apenas do empate para ir aos Jogos. Mais do que isso, os paraguaios fizeram excelente campanha, com Carlos Gamarra como capitão da equipe e um dos jogadores acima dos 23 anos. O Paraguai chegou à final e foi derrotado pela Argentina de Carlos Tevez, mas trouxe na bagagem a primeira medalha olímpica do país.
Em 2006, a seleção não conseguiu chegar à fase do mata-mata na Copa da Alemanha, ficando atrás de Suécia e Inglaterra no grupo B. O grupo, já envelhecido e com Gamarra com 35 anos, não conseguiu manter o nível das duas Copas anteriores. Ainda assim, nas duas derrotas, para Inglaterra e Suécia, o placar foi apertado: 1 a 0.

Com poucos jogadores remanescentes da Copa de 1998 ainda atuando, foi preciso uma revitalização na seleção Albirroja. Aconteceu o processo natural: diversos jogadores que foram reservas na Copa de 2006 devem estar em 2010, agora mais experientes e com uma característica diferente do Paraguai da impenetrável defesa de 1998: o ataque.
Se aquela seleção se defendia como poucos e atacava muito mal, a seleção comandada pelo argentino Gerardo Martino tem no ataque o seu destaque. Além de Salvador Cabañas, artilheiro paraguaio nas Eliminatórias e que faz muito sucesso no América do México, o técnico ainda tem Nelson Valdez, Óscar Cardozo e Roque Santa Cruz, todos jogadores com boa capacidade técnica para formar uma linha de frente de respeito.
A defesa, se não tem nomes com a capacidade técnica de antes, continua consistente e terminou as Eliminatórias para 2010 como a segunda melhor com 16 gols sofridos em 18 jogos – atrás apenas do Brasil de Dunga, com 11. A geração de ouro pode ter chegado ao fim, mas deixou uma herança que os atuais jogadores têm a missão de manter: o lugar entre os grandes da América do Sul, fazendo frente à Argentina e Brasil. Levando em conta o que foi feito até agora, essa missão tem sido cumprida.

Site
http://www.apf.org.py/
 
Fonte
http://trivela.uol.com.br/Conteudo.aspx?secao=54&id=21300

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fudbalski savez Srbije

O exemplo mais famoso de nação formada por várias repúblicas é o da União Soviética, óbvio. Mas não se pode dizer que a antiga Iugoslávia não seja bastante conhecida, também. A união de vários povos dos Bálcãs passou por várias turbulências em sua história, desde 1918, data da fundação do antigo Reino da Iugoslávia, até 1992, quando dissolveu-se.
E, de certo modo, passa por turbulências até agora, com as várias repúblicas que dela saíram. Como a Sérvia. Ela foi a herdeira da história respeitável do futebol iugoslavo, que inclui boas participações na Copa do Mundo e na Eurocopa - além de uma medalha de ouro, no futebol masculino. Porém, só agora, como república totalmente isolada, sem estar aliada a outros territórios, ela chega à Copa de 2010. Mas como foi o caminho?
Já começou com problemas
Como não dá para falar da história do futebol sérvio sem falar da história do futebol iugoslavo, é melhor começar em priscas eras. Particularmente, em 1919, quando foi fundada, em Zagreb (na hoje Croácia), a federação de futebol do então Reino da Iugoslávia - que, por sua vez, havia surgido no ano anterior, da união do Reino da Sérvia com o Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios.
A seleção nacional ainda demorou mais um tempo para estrear, atuando pela primeira vez em 28 de agosto de 1920. E não seria um começo bom: a equipe foi goleada por 7 a 0 pela Tchecoslováquia, no torneio olímpico de futebol, nos Jogos de Antuérpia, na Bélgica. Mais um caso em que o primeiro jogo da história de uma seleção resulta na maior derrota dela. E, no caso iugoslavo, o 7 a 0 seria repetido mais duas vezes na mesma época: em 1924, com a derrota para o Uruguai, na estreia no torneio olímpico, nos Jogos de Paris, e em 1925, em nova goleada tchecoslovaca.
Pior: os problemas também começaram a aparecer fora de campo. Em 1929, o Reino da Iugoslávia passou a chamar-se somente Iugoslávia, e a federação saiu de Zagreb para ter sua sede em Belgrado, na Sérvia. Descontentes com a mudança, os jogadores croatas boicotaram a ida para a Copa de 1930. Mas, sendo uma das quatro nações europeias a ter encarado a difícil viagem para o Uruguai, o time treinado por Bosko Simonovic fez ótimo papel. Venceu Brasil e Bolívia no seu grupo, e, mesmo eliminado pelo futuro campeão nas semifinais, ficou na terceira posição no Mundial.
Estava iniciada uma pequena evolução. Rapidamente soterrada pelos acontecimentos sociais - leia-se conflitos que levariam à Segunda Guerra Mundial. A equipe sequer participou dos Mundiais de 1934 e 1938, e, assim que o conflito começou, o país teve sua federação de futebol dissolvida. Para complicar, em 1941, o exército nazista invadiu o país, dividindo seu território em quatro províncias, comandadas por um governo externo.
O desenvolvimento
Mas, em 1944, um movimento de liberação do país, comandado pelos chamados "partisans", tendo à frente o marechal Josip Broz Tito, consumou o trabalho lento de retomada do território. Com a coalizão feita junto ao primeiro-ministro do governo apoiado pelos invasores, Ivan Subasic, mais a ajuda do Exército Vermelho soviético, os iugoslavos livraram-se do domínio nazista, em 20 de março de 1945. E, no fim de abril, estava formada a República Federal da Iugoslávia, com seis repúblicas compondo-a: Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Sérvia e Eslovênia.
Com a situação relativamente pacificada, a federação de futebol foi reconstituída. E a Iugoslávia pôde, enfim, dar vazão ao desenvolvimento de seu futebol. A primeira mostra de força foi dada nas Olimpíadas: em 1948, nos Jogos de Londres, e quatro anos depois, em Helsinque, duas medalhas seguidas de prata. (aliás, no torneio olímpico de 1952, veio a maior goleada da história; 10 a 1 na Índia)
A ascensão continuou nas Copas, com duas chegadas às quartas de final, em 1954 e 1958. E resultou num título, finalmente: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. A boa fase foi corroborada com o vice-campeonato na primeira Eurocopa, no mesmo ano. E, finalmente, confirmada em 1962. Contando com uma equipe que mesclava titulares do time campeão olímpico, como o goleiro Soskic, a jogadores da qualidade de Josip Skoblar, Dragoslav Sekularac e Drazen Jerkovic, a equipe chegou ao quarto lugar na Copa do Mundo. E tendo um dos artilheiros do Mundial: Jerkovic foi um dos vários a ter marcado quatro gols no Chile.
Houve ainda certo hiato, e a equipe ficou fora da Copa de 1966. Mas foi apenas até a explosão da geração capitaneada por Dragan Dzajic e Ilija Petkovic. E a aparição definitiva mal demorou: já em 1968, a equipe vendeu caríssimo a derrota na final da Eurocopa, só sendo superada pela Itália num jogo extra. De quebra, Dzajic foi o artilheiro da Euro, com dois gols.
Seis anos depois, viria nova participação honrosa, na Copa de 1974. A equipe chegou à segunda fase, dominando um grupo que continha o campeão Brasil, e conseguiu repetir a maior diferença de gols em sua história, ao golear o Zaire por 9 a 0 - goleada que, lembre-se sempre, foi a maior da história das Copas, até o 10 a 1 da Hungria em El Salvador, em 1982.
Em 1976, sediando a Eurocopa, a equipe permaneceu justificando status de bom time, chegando à quarta posição. Todavia, seria o último momento de grande brilhantismo. Na Copa de 1982, uma campanha fraca, com a eliminação na primeira fase - frustração que se repetiu na Euro 1984. A geração de Dragan Stojkovic, Tomislav Ivkovic e Srecko Katanec ainda era nova demais para poder render algo.
Três anos depois, no Mundial de Juniores, a equipe de Mirko Jozic revelou vários atletas que faltavam para poder se unir aos que já estavam entre os profissionais. Chegava ali a geração de Robert Jarni, Zvonimir Boban, Robert Prosinecki, Predrag "Pedja" Mijatovic e Davor Suker. Que venceu brilhantemente a competição no Chile, superando o Brasil, campeão de 1985, nas quartas de final, e a Alemanha Ocidental, na decisão, para ser campeã.
Chegando à Copa de 1990, aquela geração já se mesclara bem aos remanescentes da Euro de seis anos antes. E o time de Ivica Osim fez uma campanha mais do que digna: secundou a Alemanha, na primeira fase, e novamente exigiu esforço extra para ser eliminada, só caindo nos pênaltis, contra a Argentina, nas quartas de final.
Um ano depois, o Estrela Vermelha era campeão da última edição da Copa dos Campeões com este nome. Os jogadores iugoslavos eram tidos e havidos como dos mais habilidosos da Europa. E comprovaram isso na campanha das Eliminatórias para a Eurocopa de 1992, quando pontearam o grupo 4 e tiveram o artilheiro da qualificação, Darko Pancev.
Porém, a situação interna iugoslava voltara a ser de tormenta. O marechal Tito já havia falecido, em 1980. Slobodan Milosevic, que assumira o comando do país em 1989, não conseguia controlar os conflitos étnicos cada vez mais crescentes. E eles eclodiram, em 1992, levando a nova reconfiguração do país. Sem saber, um amistoso contra a Holanda, com derrota para a Oranje, por 2 a 0, em Amsterdã, a 25 de março de 1992, foi a última partida da história da seleção da antiga Iugoslávia.
Sérvia e Montenegro: os remanescentes
Independência das repúblicas conquistada à força, somente Sérvia e Montenegro concordaram em manter-se unidos, a partir de 1992, no que agora chamava-se República Federal da Iugoslávia. Todavia, a violência das guerras étnicas havia feito com que a equipe fosse suspensa pela Fifa, não participando nem da Eurocopa, para a qual já estava classificada - e cedendo a vaga à Dinamarca, futura campeã. Na Copa de 1994 e na Euro 1996, permaneceu suspensa e não participou das eliminatórias.
Com um novo país, surgiu uma nova seleção. Somente contando com sérvios e montenegrinos, a equipe jogou sua primeira partida contra o Brasil, num amistoso em dezembro de 1994, no Olímpico, em Porto Alegre, com derrota por 2 a 0. E, comandada por Slobodan Santrac, a equipe voltou a participar de eliminatórias para uma Copa. No grupo 6 da qualificação europeia para o Mundial de 1998, a equipe terminou em segundo lugar. Foi para a repescagem, humilhou a Hungria com duas goleadas (7 a 1 em Budapeste, na ida; 5 a 0 em Belgrado, na volta) e retornou a um Mundial.
Na França, novamente, a equipe conseguiu uma campanha respeitável. Contando com veteranos da antiga Iugoslávia, como Stojkovic e Savicevic, a equipe ainda recebia gente que não tivera tempo de ser testada antes, como Vladimir Jugovic, Sinisa Mihajlovic e Ljubinko Drulovic, e via os novos Dejan Stankovic e Savo Milosevic. Bastou para fazer boas performances, terminando como vice-líder do grupo F, empatada em pontos com a Alemanha, e sendo eliminada a muito custo, nas oitavas de final: conseguiu empatar a partida contra a Holanda (e perdeu a chance de ficar em vantagem, em pênalti perdido por Mijatovic), mas sofreu o gol da vitória do time de Guus Hiddink, nos acréscimos do segundo tempo.
Todavia, o processo de "limpeza étnica" que Slobodan Milosevic controlava no país, levando à novos conflitos - principalmente com Kosovo - e ao bombardeio da OTAN, em 1999, fez com que a equipe novamente sofresse turbulências depois. Na Euro 2000, a equipe até conseguiu a classificação para as quartas de final, mas foi goleada por 6 a 1 pela Holanda, um dos países-sede e mesmo algoz da Copa de 1998.
A crise fez com que a equipe, agora já com o nome Sérvia e Montenegro, sofresse nas Eliminatórias para a Copa de 2002. Nem mesmo um comitê de três técnicos, formado por Ivan Curkovic, Vujadin Boskov e o velho ídolo Dejan Savicevic, conseguiu recuperar a equipe a tempo de conseguir a vaga no Mundial de Japão e Coreia do Sul. Para a Euro 2004, novo revés já na qualificação.
Mas tudo se resolveria para a Copa de 2006. Treinada por Ilija Petkovic, a equipe fez ótima campanha nas Eliminatórias, notabilizou-se pela defesa quase impenetrável (levou somente um gol em dez jogos, a melhor defesa da qualificação da Europa) e chegou na Alemanha prometendo grandes dificuldades no Grupo da Morte, com Holanda, Argentina e Costa do Marfim.
Novamente, a geografia...
Todavia, pouco antes da Copa, em 21 de maio de 2006, um referendo feito em Montenegro decidiu pela separação das duas repúblicas. Somado a decisões controversas de Ilija Petkovic (como a convocação do próprio filho, o zagueiro Dusan Petkovic, para substituir o cortado Vucinic), o fato dilapidou o ambiente da equipe na Alemanha. Não ofereceu resistência à Holanda, que derrotou os sérvios-montenegrinos na estreia. Muito menos à Argentina, que trucidou a equipe com um 6 a 0. Já eliminada, acabou perdendo para a Costa do Marfim: mesmo começando com um 2 a 0, levou a virada.
E estava acabado. Agora, Sérvia para um lado, Montenegro para outro. E os sérvios começaram sua história de um modo promissor, vencendo a República Tcheca por 3 a 1, fora de casa, em um amistoso feito no dia 16 de agosto de 2006. Todavia, os primeiros técnicos, o espanhol Javier Clemente e o conhecido Miroslav Djukic, não conseguiram colocar a equipe nos eixos, deixando-a de fora da Euro 2008.
Até que chegou Radomir Antic. E o time foi organizado, fez ótima campanha nas Eliminatórias e está na Copa de 2010. Agora, é torcer para que a geografia não atrapalhe de novo.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21323

Site
http://www.fss.rs/

domingo, 27 de junho de 2010

Japan Football Association

Com uma história ainda muito incipiente e em seus primeiros passos, a seleção de futebol do Japão aparece para o mundo atualmente apenas como uma das dominantes no continente asiático – muito distante de causar qualquer tipo de receio nos grandes mundiais. Porém, com sua quarta classificação consecutiva para uma Copa do Mundo, após ter conquistado incrivelmente uma vaga nas oitavas de final na edição de 2002, da qual o país foi sede conjuntamente com a Coreia do Sul, os japoneses começaram a investir mais no esporte.
Não é fácil: em uma país com tradição especialmente no beisebol, transformar o jogo da bola nos pés em um atrativo, num continente inteiro que não move paixão pelo jogo, não é tarefa simples. No entanto, buscando essa meta, a federação japonesa investiu em um lugar comum para tentar dar mais brilho aos Blue Samurais, trazendo treinadores de países mais famosos pelo jogo com a pelota, como foi o caso do brasileiro Zico, do francês Philippe Troussier, e mesmo do bósnio Ivica Osim.
Com o francês, os japoneses chegaram ao seu vitorioso resultado no Mundial de 2002, alcançando as oitavas de final, além de terem vencido a Copa da Ásia em 2000 e o vice na Copa das Confederações em 2001. Depois foi a vez de Zico, que conquistou a Copa da Ásia de 2004 e classificou o time para o Mundial de 2006, sendo seguido no comando do time por Osim. Mas o bósnio sofreu com problemas de saúde e teve que ser afastado em 2007, sendo substituído por um velho conhecido da casa, Takashi Okada. O japonês já havia treinado seus conterrâneos na Copa da França, e foi a aposta de confiança da federação para continuar o trabalho mal iniciado por Osim.
Assumindo em novembro, Okada teve apenas dois meses para preparar o time para os confrontos das Eliminatórias. Não houve problemas, e o Japão começou com vitórias logo de cara, encerrando a primeira fase com a marca de quatro vitórias, um empate e uma derrota. As apostas para 2010 na África do Sul não são as mais otimistas possíveis, mas a chance dos Samurais pode ser cair em um grupo mais fácil. Assim, teriam chances de avançar ao menos para a fase do mata-mata, apostando nas jogadas de velocidade, característica mais marcante de seu estilo de jogo. Claro que o time sofre ainda com a falta de tradição e a falta de técnica, mas pode-se dizer que, desde quando começou a se pensar mais com a bola nos pés, os asiáticos já evoluíram – e muito.
Conhecendo o mundo
O primeiro título expressivo da seleção do Japão no futebol veio apenas em 1968, nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, quando conquistaram uma medalha de bronze. Porém, não era de surpreender que o país não conseguisse se classificar para uma Copa do Mundo, uma vez que não havia sequer uma liga profsissional do esporte. Apenas em 1991 que os donos de uma liga semiprofissional decidiram se juntar e formar a J-League doi anos depois, visando melhorar o nível do futebol no país e, consequentemente, fortalecer o time nacional.
Já no ano de 1992, conquistaram pela primeira vez a Copa da Ásia, título que levaram apenas duas outras vezes depois disso, em 2000 e 2004.
A melhora foi sentida rapidamente: em 94, os japoneses quase se classificaram, tendo ficado de fora da Copa nos Estados Unidos ao serem derrotados pelo Iraque na partida final da última rodada. O grande feito só veio 30 anos depois da primeira medalha em torneio oficial, na Copa de 1998 da França, com a estreia dos Samurais no Mundial.
Em mais uma participação que lhes deu certa visibilidade mundial, disputaram como convidados a Copa América de 1999.
Desempenho em Copas
Tudo bem, em 1998 os japoneses chegaram lá. Mas ficou só nisso. Em sua estreia, perderam as três partidas e foram eliminados sem ter a chance de marcar um só ponto na fase de grupos. Contra a Argentina e a Croácia, o placar foi de 1 a 0 para os rivais, enquanto contra a Jamaica, foram derrotados por 2 a 1, inesperadamente.
O primeiro dever de casa havia sido feito: o clima de um Mundial tinha sido sentido, e bastava colocar em prática o aprendizado inicial. Quatro anos depois, organizando ao lado da Coreia do Sul o Mundial, conseguiram a classificação para o mata-mata, empurrados pela torcida da casa. No jogo de abertura, apenas empataram em 2 a 2 contra a Bélgica, mas surpreenderam ao vencer em seguida a Rússia, por 1 a 0, e depois a Tunísia, por 2 a 1. Depois de avançar para as oitavas de final, acabaram eliminados pela Turquia (que terminou a campanha do torneio em terceira) com uma derrota por 1 a 0.
Já passando a prevalecer no continente asiático, o Japão conseguiu mais uma vez se classificar para o Mundial em 2006, quando teve outra vez um desempenho ruim, dando adeus à Alemanaha sem uma só vitória. Foram duas derrotas, 3 a 1 contra a Austrália e a goleada por 4 a 1 para o Brasil, e um empate em 0 a 0 contra a Croácia.
Para o Mundial de 2010, os japoneses conseguiram se classificar com muita facilidade, com dois jogos de vantagem, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Uzbequistão, tendo sido a primeira nação a garantir a vaga, com exceção apenas da anfitriã África do Sul. Outra vez um reflexo de sua atual predominância na Ásia, ao lado dos grandes rivais da Coreia do Norte, Arabia Saudita e Austrália, que trocou a confederação da Oceania pela dos vizinhos após o Mundial de 2006.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21343

Site
http://www.jfa.or.jp/

sábado, 26 de junho de 2010

Federación Mexicana de Fútbol Asociación

Uma notória frase sobre a seleção do México é “jogamos como nunca, perdemos como sempre”. Os mexicanos acostumaram-se a se empolgar com o futebol da equipe em diversos momentos, mas verem a seleção perder. Essa situação ficou marcada em Copa do Mundo, competição na qual o México tem ido regularmente desde 1994, mas que nunca passa das oitavas de final, mesmo quando passa em primeiro lugar no grupo.
Dizer que o México é a seleção com mais tradição da América do Norte é respeitar os 85 anos de história da camisa El Tricolor. Uma história que começa, não oficialmente, em janeiro de 1923, com partidas disputadas contra Guatemala com todos os jogadores do América. Foram duas vitórias, por 3 a 2 e 4 a 1, e uma derrota por 3 a 1.
A Federação Mexicana de Futebol (Femexfut), porém, considera como os primeiros jogos oficiais apenas os jogos disputados em dezembro daquele ano, quando já havia o Campeonato Mexicano de clubes. A competição foi paralisada para a disputa dos jogos da seleção nacional, novamente contra Guatemala. Nos dias 9, 12 e 16 de dezembro de 1923, a seleção mexicana entrou em campo oficialmente para conseguir duas vitórias e um empate.
Em 1928, o México participou da sua primeira competição internacional de seleções, as Olimpíadas de 1928, em Amsterdam. Já em 1935, o México participaria, pela primeira vez, dos Jogos da América Central e do Caribe. Com cinco vitórias, o México conseguiu a medalha de ouro no futebol.
São 13 participações em Copas do Mundo, com regularidade desde a primeira, em 1930. Além disso, regionalmente a seleção é vencedora, com sete títulos da Concacaf (dois como Campeonato Concacaf, cinco já como Copa Ouro). O México, porém, viu o crescimento do principal concorrente continental nos últimos 20 anos: os Estados Unidos. Os vizinhos mais ricos já até eliminaram El Tri em uma Copa do Mundo. Foi em 2002, quando os Estados Unidos venceram por 2 a 0 e foram às quartas de final.
A maior conquista da El Tri é a Copa das Confederações de 1999. Jogando em casa, a equipe bateu o Brasil de Vanderlei Luxemburgo por 4 a 3, em um time que ainda tinha, na reserva, jogadores que ficaram famosos pelas Copas de 1994 e 1998, como Luis Hernandez, Alberto Garcia Aspe (já na reserva nessa época), Ramon Ramirez e principalmente Cuauhtemoc Blanco, protagonista daquele time. É de se levar em consideração que a Seleção Brasileira tinha Odvan e João Carlos como zagueiros e Beto no ataque (com Roni e Warley na reserva), mas, para os mexicanos, foi uma vitória épica no Estádio Azteca, com mais de 100 mil pessoas presentes. Ainda assim, o México, já desde essa época, causa muitos problemas à Seleção Brasileira, como na Copa das Confederações em 2005 (derrota por 1 a 0) e na Copa América em 2007 (derrota por 2 a 0).
Em Copa do Mundo, o México é um dos poucos países que já sediou o Mundial duas vezes, em 1970 e em 1986. Curiosamente, nas duas edições os vencedores foram sul-americanos: em 1970, o Brasil, em 1986 a Argentina. Não por acaso, nos dois torneios El Tri conseguiu seu melhor desempenho em Mundiais: as quartas de final. Nas duas chances, porém, o México ainda não tinha alcançado a condição que tem hoje, de um time sempre candidato a chegar ao mata-mata.
Passa exatamente por aí a principal preocupação dos mexicanos: ser mais do que uma seleção de primeira fase. Porque se o México é um leão na primeira fase da Copa, não tem sido mais do que um gatinho quando chega o mata-mata.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21394

Site
http://www.femexfut.org.mx/

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Federación de Fútbol de Chile

No aspecto cronológico, a seleção do Chile sempre foi vista como uma das mais tradicionais da América do Sul. Mesmo que sequer tenha conquistado títulos, uma história que começou há mais de um século nunca é desprezível. Todavia, de tempos em tempos, a equipe andina mergulha em duras entressafras, que a deixam obscura por muito tempo, no cenário internacional.
E, após esses tempos de vacas magras, também é tradicional que apareçam gerações com bons jogadores, tendo alguns símbolos entre eles. E tais gerações reerguerão o nome chileno, levando-o a boas participações em Copas Américas, ou até mesmo conseguindo classificações para Copas do Mundo. Foi assim que a história da seleção seguiu. E é assim que ela continua sendo, com mais um episódio do tipo, na classificação para a Copa de 2010.
Solidez desde o início
Em 19 de junho de 1895, na cidade portuária de Valparaíso, nascia a Federación de Fútbol de Chile, tendo David Scott como seu primeiro presidente. E, já aí, começa a tradição continental: a federação chilena é a segunda mais antiga da América do Sul, perdendo somente para a da Argentina, fundada dois anos antes.
Todavia, o primeiro jogo da história da seleção viria somente dali a quinze anos. Mais precisamente, um amistoso, contra a própria Argentina, em Buenos Aires, a 27 de maio de 1910, com vitória da Albiceleste, por 3 a 1. E os laços entre os dois países, mais Brasil e Uruguai, se estreitaram mais, até que, em 9 de julho de 1916, as quatro federações fundaram a Conmebol.
No mesmo ano, foi disputado o primeiro Campeonato Sul-Americano - hoje, a Copa América. E o Chile ficou na quarta posição, que também ocuparia nas três edições seguintes do torneio, até 1920, quando foi o país-sede. Mas o melhor resultado viria em 1926: novamente como sede, não só a equipe foi ao terceiro lugar no Sul-Americano, como teve o artilheiro da competição, David Arellano, com sete gols.
Porém, Arellano morreu em 1927, vítima de uma peritonite. E foi sem ele que a equipe chegou para disputar a primeira Copa do Mundo, em 1930. Mesmo assim, haveria outro dos primeiros bons atacantes da história chilena, Guillermo Subiabre. E ele fez seu papel: com quatro gols, dividiu o terceiro lugar na artilharia com o norte-americano Bert Patenaude. Todavia, mesmo com o 3 a 0 sobre o México e o 1 a 0 sobre a França, a equipe teria de decidir a vaga nas semifinais com a Argentina. Foi derrotada por 3 a 1. E ficou fora da Copa. Começava a primeira entressafra.
Alívio, só em casa
O Chile levantaria de sua hibernação apenas na década seguinte. Não tão coincidentemente, o início da reação viria com dois Sul-Americanos disputados em casa: em 1941 e 1945, a equipe chegaria ao terceiro lugar. Àquela altura, já havia surgido a geração que faria o Chile reaparecer. Com o goleiro Sergio Livingstone e o atacante Fernando Riera (que ainda voltará a aparecer nesta história), a equipe alcançaria a classificação para a Copa de 1950. Só venceria os Estados Unidos - e isso, já eliminada, após perder para Espanha e Inglaterra.
Mas os jogadores surgidos não deixaram a peteca cair. Logo depois da Copa, surgiria Enrique Hormazábal, outro grande atacante que La Roja teria. Mas seria no meio daquela década de 1950, mais precisamente em 1955, que surgiria um dos integrantes obrigatórios em qualquer lista que se faça dos maiores jogadores chilenos na história: Leonel Sánchez, "El Grán Leonel".
Já seria com Sánchez que a equipe, mais uma vez, faria grande campanha num Sul-Americano. Sediando novamente o torneio, em 1955, o Chile alcançaria o vice-campeonato continental - colocação repetida em 1956, numa edição extraordinária do Sul-Americano, sem premiações, mas reconhecida pela Conmebol.
No fim dos anos 1950, a equipe voltaria a ser mais discreta. Melhor dizendo, cairia novamente em fases ruins. Tanto que ficaria de fora da Copa de 1958 - e, em 17 de setembro de 1959, sofreria a pior derrota de sua história, com o Brasil goleando por 7 a 0, no Maracanã, pela Taça Bernardo O'Higgins, troféu disputado em partidas entre as duas seleções.
Vencedores, mesmo em terceiro lugar
A grande esperança, para o desenvolvimento do futebol chileno, ficava em 1962, quando o país sediaria a Copa do Mundo. E não faltaram percalços para desanimar a nação, como o terremoto ocorrido em 1960, ou a morte de Carlos Dittborn, principal homem do Comitê Organizador, a apenas algumas semanas do início da Copa.
Mas o time de futebol não se deixou abater. Treinado por Fernando Riera (lembra dele, jogando na Copa de 1950?), a equipe tinha, sim, voluntariedade, além de contar com a força da torcida. Mas o Chile também contava com alguns jogadores que fizeram história. Leonel Sanchez já tinha uma boa promessa a candidatar-se como seu sucessor, em Alberto Fouilloux. E ainda havia o goleiro Escuti, os meio-campistas Eladio Rojas e Jorge Toro... enfim, os donos da casa tinham qualidade.
Qualidade que ficou eclipsada pela violência e pelo espírito vingativo, na famosa "Batalha de Santiago", quando os chilenos se envolveram em várias confusões ao longo do jogo, contra a Itália - algo motivado por supostas reportagens preconceituosas de diários italianos, antes do Mundial. Mas, no final, Jaime Ramírez e Toro conseguiram sobressair-se em meio à tensão, e fizeram os gols da vitória por 2 a 0.
Nas quartas de final, outra surpresa: a equipe foi mais animada do que a União Soviética, mostrando brio, e saiu na frente, com gol de Leonel Sanchez, logo aos 11 minutos do primeiro tempo. Chislenko empatou aos 26, mas os chilenos não se abateram. E, três minutos depois, Rojas marcou o gol que recolocou os chilenos na frente - e que seria o da vitória.
Era hora de enfrentar o Brasil, nas semifinais. Ficou famosa, então, a seguinte frase: "Comemos o macarrão italiano, tomamos a vodca russa, e, agora, tomaremos o café brasileiro." Não foi suficiente: e, mesmo que a equipe tenha vendido caro a derrota, caiu para os futuros bicampeões, por 4 a 2.
Mas o espírito com que aquela campanha em casa foi encerrado não foi de tristeza. A equipe decidiu o terceiro lugar contra a Alemanha. E venceu, por 1 a 0. Pode não ter sido possível "fazer tudo", como previa a frase de Carlos Dittborn que motivou o país, na organização da Copa ("Porque nada temos, queremos fazer tudo"). Mas, sem dúvida, poucas participações em uma Copa do Mundo foram mais honrosas.
Surgem os dois maiores
Com a geração de 1962 já nos estertores, repetir desempenho tão satisfatório no Mundial de 1966 seria muito difícil. Mas, se Leonel Sanchez já se preparava para o adeus, surgia, no Santiago Wanderers, um zagueiro de precocidade tão grande quanto o seu talento. Seu nome: Elias Ricardo Figueroa Brander. Que já faria parte do elenco que disputaria a Copa na Inglaterra, mesmo tendo apenas 20 anos. A equipe voltaria a ser coadjuvante - só conseguiria um ponto, sendo a última colocada do grupo 4 -, mas começava a ver ali, talvez, o maior jogador a já ter vestido a camisa vermelha.
Em torno de Figueroa, começou a surgir outra geração, que minoraria o perigo de uma entressafra. E o time já mostrou seu talento em 1967, ao terminar com a terceira posição no Sul-Americano. Mas ela pouco se desenvolveria, até 1969. Já era tarde para as Eliminatórias da Copa, mas, mesmo com a eliminação, começaria ali a carreira de outro lendário chileno: Carlos Caszely, "El Chino".
Agora com dois pilares - Figueroa na defesa, Caszely no ataque -, a equipe viria para as Eliminatórias rumo ao Mundial de 1974. E, no célebre incidente com a União Soviética, que recusou-se a vir a Santiago, já sofrendo com a ditadura de Augusto Pinochet, La Roja mal precisou jogar para assegurar a classificação a mais um Mundial. Entretanto, também teve campanha anônima: sem fazer muita frente às duas Alemanhas, foi eliminado ainda na fase de grupos.
Entressafra e vexame
Aos poucos, o Chile foi vendo que não reporia tão facilmente a geração de Figueroa e Caszely. Mas ela ainda rendeu um grande fruto: o vice-campeonato, na (agora) Copa América de 1979. Porém, o que se viu na Copa de 1982 foi uma equipe envelhecida, que novamente ficou na lanterna, completamente eclipsada por Alemanha, Áustria e Argélia.
Por um tempo, a mudança prometia: afinal de contas, Caszely ainda ficou até 1985, havia outro bom atacante em Juan Carlos Letelier, e Roberto Rojas era um goleiro dos mais confiáveis. E um novo vice-campeonato de Copa América, em 1987 (incluindo os célebres 4 a 0 sobre o Brasil), ampliava essa esperança. Mas ela ruiu, pelo vexame em 1989: nas Eliminatórias para a Copa de 1990, o time disputou nervosamente a vaga com o Brasil.
Porém, a ânsia em retornar a um Mundial e manter o clima de guerra estourou numa atitude impensada: durante o jogo contra o Brasil, no Maracanã, com o Chile já perdendo por 1 a 0, Rojas decidiu simular que fora atingido por um sinalizador atirado no gramado. Já com uma lâmina em sua luva, cortou-se. No primeiro momento, o incidente parecia verídico. Mas descobriu-se a farsa, Rojas foi banido do futebol, o zagueiro Fernando Astengo e o técnico Orlando Aravena foram suspensos, e o Chile perdeu não só a vaga para 1990. Perdeu também o direito de participar das Eliminatórias para o Mundial seguinte, em 1994.
Mais duas lendas surgem. E a história recomeça
Porém, foi durante aquela fase de baixa que começou a aparecer mais um integrante para o panteão das lendas a terem defendido "La Roja". Todavia, Iván "Bam-Bam" Zamorano tinha mais oportunidade de aparecer nos clubes que defendia, como o Real Madrid e, depois, a Internazionale. A seleção continuava esperando a suspensão da Fifa passar.
Passou. E, em 1994, começou a aparecer o parceiro perfeito para Zamorano: Marcelo Salas. Novamente, apareciam jogadores que serviriam de alicerces para o surgimento de uma nova era para o Chile. Com coadjuvantes que mantinham um bom nível, também, como o meio-campista José Luis Sierra. As Eliminatórias para a Copa de 1998 seriam a prova de fogo para comprovar que o time já estava no ponto. Estava. Após 16 anos, a seleção voltava a estar em uma Copa.
Na França, a impressão era de que a equipe de Nelson Acosta teria apenas a sua dupla de ataque, uma das mais badaladas do futebol mundial. Mas Sierra manteve-se como um bom coadjuvante, e a voluntariedade da equipe bastou para jogos duríssimos, contra Itália, Áustria e Camarões, no grupo B. E, com três empates, a equipe conseguiu a classificação às oitavas de final. Não resistiu ao Brasil, e foi eliminada com 4 a 1, em Paris. Mas a honra estava restabelecida.
Nova queda. E nova esperança
Porém, aos poucos, Salas e Zamorano foram envelhecendo. Ainda que, em oportunidades distintas, conseguissem afirmar e reafirmar seus papeis fundamentais para a seleção (como nos Jogos Olímpicos de 2000, quando Zamorano foi o líder da jovem equipe que conseguiu o bronze, em Sydney), ambos já não podiam mais disfarçar o efeito do tempo.
E nem podiam disfarçar as influências de uma crescente desorganização, que vitimava cada vez mais o futebol do país. A ponto de a equipe ter feito campanha próxima do ridículo nas Eliminatórias da Copa de 2002, ficando na última colocação. Zamorano se aposentou, Nelson Acosta ia e vinha no comando do time, e nada melhorava.
Até a culminância em 2007, com uma eliminação melancólica na Copa América: sofrendo goleada para o Brasil, e ainda testemunhando problemas internos de disciplina entre os jogadores. Paralelamente, porém, a equipe sub-20 conseguia um ótimo terceiro lugar, no Mundial da categoria. Marcelo Bielsa chegou, usou a garotada, e o Chile chegou a mais uma Copa. Quem sabe, não seja o começo de mais uma ressurreição, tão comum na história da seleção.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21426

Site
http://www.anfp.cl/

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ghana Football Association

Força incontestável na África, Gana nunca tinha ido a uma Copa do Mundo. A situação mudou em 2006, quando não só viajou para a Alemanha, como surpreendeu e se classificou para as oitavas, logo em sua estreia. A fome de conquistas das Estrelas Negras não parou por aí e, durante as Eliminatórias para o Mundial de 2010, a equipe foi logo a primeira a assegurar a vaga dentro do continente (com exceção da África do Sul, que, como sede, já tinha participação garantida).
Apesar da atenção recebida apenas recentemente, Gana ocupa a posição de nação africana mais bem sucedida depois da egípcia – que neste ano nem conseguiu a vaga para a Copa. O país já é reconhecido pelos rivais como uma equipe promissora, que tem evoluído muito rapidamente no futebol. Os ganenses são tetracampeões continentais, tendo levado a Copa das Nações Africanas em 1963, 65, 78 e 82, além de terem sido vice-campeões três vezes.
Títulos mundiais? Só na base
Apesar dos pesos dos títulos em seu solo, ainda falta muito jogo para que as Estrelas Negras consigam grande expressividade mundial no time principal. Um dos fortes do país são as categorias de base. A seleção sub-17, as “Pequenas Estrelas Negras”, levaram o Mundial da Fifa da categoria já duas vezes, em 1991 e 95, e foram vice outras duas vezes.
Ainda mais importante: conquistaram pela primeira vez em 2009 o Mundial Sub-20, derrotando o Brasil nos pênaltis na final. Assim, os “Satélites Negros” foram os primeiros africanos a conquistarem o troféu. Mais um para somar-se aos apelidos curiosos dos times do país, os integrantes do grupo olímpico são chamados de “Meteoros Negros”, e foram os primeiros africanos a levarem os Jogos, em 1992.
Vale ressaltar, no entanto, que os times africanos de base num geral sofrem grande desconfiança, pelos diversos casos de “gato” entre os integrantes das seleções: atletas mais velhos, com cadastros falsificados, para que possam disputar torneios com os mais novos.
Da independência às Copas
Como diversas nações africanas, Gana teve uma independência bastante tardia. Em 1957, o país proclamou-se livre da influência britânica direta, e logo o futebol local passou a ser valorizado.
A primeira disputa oficial das Estrelas Negras foi ainda antes disso, em 1950, contra a Nigéria, em que venceram por 1 a 0. No ano seguinte da independência, era fundada a Federação Ganesa de Futebol, que se filiou à Confederação Africana de Futebol (CAF), então autorizada a participar de partidas e competições internacionais.
Rapidamente, sagrou-se campeã continental, mostrando força: em 1963, levou o título da Copa das Nações Africanas pela primeira vez. Dois anos depois veio o segundo título e, em 1970, o time quase conseguiu a classificação para o Mundial, tendo sido eliminado pela Nigéria.
Oito anos depois, levava pela terceira vez o troféu continental pra casa, derrotando a seleção de Uganda por 2 a 0 na final, com dois gols de Opoku Afriyie, herói do time. Quatro anos depois, o quarto e último título veio, desta vez sobre a Nigéria.
A partir do tetra, porém, as Estrelas Negras não experimentaram mais nenhuma conquista continental, ficando ainda de fora do torneio africano em 86, 88 e 90. A redenção veio em 1992, quando foram campeões olímpicos, com uma famosa e talentosa geração: Anthony Yeboah, Anthony Baffoe, Nii Lamptey e, principalmente, Abedi Pelé, Bola de Ouro na África por três anos seguidos, em 91, 92 e 93.
Depois disso, a seleção amargou mais uma fase magra, ilustrada por uma derrota em 1996 para o Brasil por 8 a 2 – a pior da história do time. Após alguns anos se arrastando, Gana finalmente voltou a comemorar.
A geração que conseguiu a classificação em 2006 mostrou que veio para ficar e criar uma tradição ganesa no futebol. Michael Essien e Stephen Appiah foram os condutores mais destacado do time que viajou à Alemanha na Copa. Em sua estreia, perdeu por 2 a 0 para a Itália, que levaria o título do torneio, mas venceu a República Tcheca e os Estados Unidos, classificando para as oitavas, quando foi eliminada pelo Brasil, por 3 a 0.
Futuro das Estrelas
O que esperar da seleção de Gana? Muitas coisas positivas. O grupo que saltou para o mundo em 2005, tendo sido a nação que mais se desenvolveu no ranking da Fifa no ano, ainda sabe onde trabalhar para melhorar. E isso é essencial. Além de já contar com a força física natural do povo africano, aos poucos o esporte vai aprendendo a dominar as outras áreas necessárias para evoluir, como experiência tática e técnica.
O treinador atual é o sérvio Milovan Rajevac, já no comando das Estrelas Negras há mais de um ano e com contrato até o final da Copa. À sua disposição, o técnico tem bons nomes que se destacaram do título mundial sub-20, como Dominic Adiyiah, de 19 anos, que já foi convocado para o time nacional. O jogador, vencedor da Chuteira e da Bola de Ouro do torneio da categoria de base, assinou neste mês contrato com o Milan, e já foi testado por Rajevac para a partida de encerramento das Eliminatórias Africanas, ao lado de outros seis colegas.
Sonha com o título? Talvez fosse realmente exagero e precipitação para um time que ainda tem tanto a desenvolver. O que mais preocupa o elenco comandado pelo sérvio é o grupo sorteado para a fase inicial da Copa: Alemanha, Austrália e Sérvia. Talvez com exceção da seleção cabeça de chave, bem superior, a briga entre as outras três tem tudo para ser bastante disputada e imprevisível. Uma potência da confederação asiática, uma nascente potência africana, e uma considerável seleção europeia. Não há na chave adversário descartável logo de cara. O desafio foi lançado para as Estrelas Negras.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21449
Site
http://www.ghanafa.org/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Slovenský futbalový zväz

A Slovenský futbalový zväz, ou Associação de Futebol Eslovaca, foi fundada em 1993, depois do espólio da Tchecoslováquia. A Eslováquia, como seleção nacional, não conseguiu o sucesso que os tchecos tiveram em seus primeiros anos de país independente. Enquanto os vizinhos, mais ricos e considerados mais talentosos, conseguiram chegar à final da Eurocopa já na sua primeira participação como República Tcheca, em 1996, a Eslováquia sequer conseguiu classificação para o torneio.
A história da seleção da Eslováquia, porém, não começa em 1993. Em 27 de agosto de 1939, a seleção da República Eslovaca (que durou de 1939 a 1945) jogou em Praga – justamente a capital Tcheca – contra a seleção da Alemanha. Mais: venceram a seleção alemã por 2 a 0 em sua primeira partida oficial. O jogo foi realizado exatamente quatro dias antes do início da Segunda Guerra Mundial, que tem seu início atribuído a 1 de setembro daquele ano.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a eslováquia passou a fazer parte da Tchecoslováquia, onde seus principais jogadores atuaram durante 50 anos. Ainda que os tchecos tivessem mais nome, os jogadores eslovacos chegaram a ser maioria da seleção, e em um momento importante: a conquista da Eurocopa de 1976 jogada na Iugoslávia. Na ocasião, 15 dos 22 convocados eram eslovacos.
Depois do fim da Tchecoslováquia, o primeiro jogo da seleção da Eslováquia como país independente foi 2 de fevereiro de 1994, em Dubai, contra os Emirados Árabes Unidos, quando os europeus venceram por 1 a 0. O primeiro jogo em solo eslovaco depois da independência foi uma derrota para a Croácia por 4 a 1, em Bratislava, no dia 20 de abril de 1994.
A primeira competição oficial da seleção foi o qualificatório para a Eurocopa de 1996. A seleção não conseguiu classificação, ficando em terceiro lugar no seu grupo, atrás da França e da Romênia. Ainda assim, conseguiu suas primeiras vitórias em torneios oficiais, contra Polônia, Israel e Azerbaijão. Nas Eliminatórias para a Copa de 1998, os eslovacos enfrentaram a República Tcheca pela primeira vez. Nos dois confrontos, uma vitória em Bratislava por 2 a 1 e uma derrota em Praga por 3 a 0. Porém, as duas seleções ficaram fora do Mundial, já que os primeiros colocados do grupo foram a Espanha e a Iugoslávia.
A busca por vaga em Eurocopa e Copa do Mundo
Para a Eurocopa de 2000, nova frustração. A Eslováquia ficou atrás de Romênia e Portugal nas Eliminatórias e acabou fora da competição. Na tentativa de ir à Copa de 2002, os eslovacos tiveram pela frente um grupo possível, com Suécia, Turquia, Macedônia, Moldávia e Azerbaijão. Porém, suecos e turcos ficaram à frente na classificação e foram à primeira Copa do Mundo na Ásia. Mais uma vez, a Eslováquia ficava fora da Copa.
Nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2004, a Eslováquia reencontrou a Turquia, e novamente ficou fora da fase final da competição. Desta vez, além da Turquia, uma forte Inglaterra deixou os eslovacos sem o gostinho de disputar a fase final de uma Eurocopa.
Finalmente, em 2006, a Eslováquia conseguiu o segundo lugar no grupo 3 das Eliminatórias Europeias, atrás de Portugal, classificado direto para a Copa, e conseguiu um lugar entre as seleções que disputariam a Repescagem. Porém, a Eslováquia deu azar e enfrentou a mais forte do sorteio, a Espanha. E o sonho acabou já na primeira partida: goleada por 5 a 1 dos espanhóis em Madri. Com um empate por 1 a 1 no jogo de volta, o sonho de chegar à Copa do Mundo foi adiado mais uma vez.
Nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2008, novo encontro com a República Tcheca no grupo D, além da Alemanha, cabeça-de-chave do grupo. A Eslováquia não fez boa campanha e acabou em quarto lugar, atrás de República Tcheca e Alemanha, que se classificaram, e da Irlanda. Para a Copa de 2010, novo encontro com os vizinhos tchecos. Desta vez, porém, a Eslováquia conseguiu fazer ótima campanha e surpreender, classificando-se em primeiro lugar no grupo 3, à frente da Eslovênia, República Tcheca, Irlanda do Norte, Polônia e San Marino. E a classificação foi conseguida com uma vitória por 1 a 0 fora de casa contra a Polônia, seleção que tinha conseguido classificação para a última Copa do Mundo, em 2002, sob muita neve. A Eslováquia estava garantida no Mundial.
Geração de jovens
Para a Copa do Mundo, a Eslováquia levará um time jovem. O principal jogador da equipe é Marek Hamsik, que joga no Napoli, e tem conseguido grande destaque jogando na Serie A. O meia foi capitão da seleção em alguns jogos das Eliminatórias e é dele que se espera as grandes atuações.
Otros jogadores de times importantes da Europa compõem a seleção. Na defesa, Martin Skrtel, do Liverpool, é o principal nome. Jogador de força física e ótimo no jogo aéreo, dá segurança à defesa eslovaca. No meio-campo, destaque para Vladimir Weiss, filho do técnico Vladmir Weiss, e aposta do Manchester City para o futuro. O jogador costuma atuar pelo lado direito e tem como característica principal sua habilidade. Ganhou posição no time nas últimas partidas das Eliminatórias e pode até ser titular na África do Sul. No ataque, o artilheiro da equipe é Stanislav Sestak, jogador do Bochum, da Alemanha, que marcou seis vezes na campanha e deve ser titular no Mundial.
A Eslováquia vai à África do Sul para sua primeira Copa do Mundo como país independente, já que a Fifa não considera o país estreante em Copas. Para a entidade, tanto Eslováquia quanto República Tcheca são herdeiras da história da Tchecoslováquia. Para a Fifa, pode até ser que a Eslováquia não seja estreante. Para um país que nunca viu sua bandeira independente participar da fase final de uma competição de seleções, o sentimento é sim de estreia.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21469


Site
http://www.futbalsfz.sk/

terça-feira, 22 de junho de 2010

New Zealand Football

Desde a fugaz ida à Copa do Mundo de 1982, a Nova Zelândia ficou por um longo tempo sem conseguir sequer sonhar com o retorno a um Mundial. O mais próximo a que conseguiu chegar fora em três Eliminatórias seguidas: em 1994, 1998 e 2002, os All Whites (apelido dado em razão do primeiro uniforme da seleção, tradicionalmente branco - até para se contrapor aos famosos "All Blacks" da seleção de rúgbi) chegaram à decisão das Eliminatórias da Oceania, mas caíram frente a Austrália.
Para as Eliminatórias de 2006, um ponto baixo fora atingido: a equipe sequer passou da segunda fase, sendo eliminada por Austrália e Ilhas Salomão. Parecia que os Kiwis estavam mais longe do que nunca de um caminho que as devolvesse à Copa. Mas veio a ida da Austrália para a Confederação Asiática - e o caminho foi novamente aberto. Bastou vencer a Copa das Nações da Oceania, ainda em 2008, e a repescagem intercontinental contra o Bahrein, para finalmente retornar ao que se esperava. Mas como foi, até hoje, a história de uma seleção que ainda parece ter muito a percorrer?
Restrita à Oceania
Como a história de vários outros países, já antes de sua filiação à Fifa, em 1948, a Nova Zelândia já tinha alguma história no futebol. Uma história que datava, precisamente, do dia 23 de julho de 1904, quando foi derrotada pelo time do território de Nova Gales do Sul, por 1 a 0. Foi necessário esperar, no entanto, mais dezoito anos antes da primeira partida internacional: só em 17 de junho de 1922 ela ocorreu, num amistoso contra a Austrália, que foi vencido por 3 a 1. Aquela era a primeira partida de uma série de três amistosos, cujo retrospecto foi bastante favorável aos neozelandeses: mais uma vitória, além de um empate.
Ao longo das duas décadas seguintes, a equipe jogaria principalmente contra times amadores, além de vez por outra enfrentar a eterna rival Austrália. Foi contra os Socceroos, aliás, que veio uma dura derrota: precisamente no dia 11 de julho de 1936, a Nova Zelândia foi humilhada por 10 a 0, no que é, até hoje, a sua maior derrota em jogos internacionais.
Tão logo veio a filiação à Fifa, em 1948, o ano foi ocupado por quatro jogos, contra os australianos. E, ao longo das décadas seguintes, o caminho não foi muito diferente: predominaram os amistosos contra seleções da Oceania, como as Ilhas Fiji, a Nova Caledônia ou o Taiti, intercalados com partidas contra combinados de regiões da Austrália ou até equipes do exterior, como o Deportivo Saprissa, da Costa Rica (vitória por 3 a 2, em 6 de junho de 1959), Karlsruhe e Nürnberg, da Alemanha, e Bellinzona e Grasshoppers, da Suíça.
Começa a época de seriedade
No final da década de 1960, todavia, finalmente a Nova Zelândia começou a entrar mais concretamente no mapa do futebol mundial. Precisamente, em 1969, quando disputou seus dois primeiros jogos de Eliminatórias para a Copa do Mundo. Recebendo o direito de entrar diretamente na segunda fase da qualificação para o Mundial de 1970, a equipe comandada pelo húngaro naturalizado chileno Juan Schwanner disputou lugar na decisão da vaga contra Israel. Perdeu as duas partidas (4 a 0, em 28 de setembro, e 2 a 0, em 1º de outubro, ambos os jogos em Tel Aviv). Mas era o primeiro passo rumo ao sonho de disputar uma Copa.
O intercâmbio com o resto do mundo foi aumentando ao longo da década de 1970. E 1973 foi um ano fundamental no desenvolvimento da equipe: participando da disputa da primeira Copa das Nações da Oceania, com todos os jogos sediados na Auckland, durante o mês de fevereiro, a equipe começou com uma goleada por 5 a 1 sobre as Ilhas Fiji. E uma campanha quase perfeita na primeira fase (três vitórias e um empate) foi coroada na decisão, quando David Taylor e Alan Marley - um dos goleadores da competição, com três gols - marcaram os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Taiti, que representou o primeiro título continental para os All Whites.
E o fato de Ásia e Oceania disputarem as Eliminatórias em conjunto, naquela década, representava um intercâmbio maior da Nova Zelândia com as seleções do continente. No entanto, a equipe também não conseguiu chegar próxima da vaga para os Mundiais de 1974 e 1978. E, na Copa das Nações de 1980, não defendeu o título com êxito, sendo desclassificada ainda na primeira fase.
A Copa de 1982: lembrança indelével
Nada faria prever que aquele mesmo time, sob o comando do inglês John Adshead, tivesse chances, nas Eliminatórias para a Copa de 1982. E o caminho prometia ser árduo, com a Nova Zelândia sendo colocada no grupo 1, com Austrália, Indonésia, Taipei e Ilhas Fiji. E o empate em 3 a 3 contra os australianos, no dia 25 de abril de 1981, dava uma mostra da dureza da qualificação.
Porém, a equipe de Adshead começou imediatamente a mostrar valor, depois disso, goleando as Ilhas Fiji por 4 a 0, em 3 de abril. Mais um empate, sem gols, contra Taipé, e a Nova Zelândia não perdeu mais no grupo, chegando ao final com seis vitórias. A última delas, lendária: em 16 de agosto de 1981, a equipe goleou as Ilhas Fiji por 13 a 0, em Auckland, no que não só era, na época, a maior goleada da história das Eliminatórias das Copas do Mundo, como é, até hoje, a maior vitória neozelandesa em uma partida oficial.
Não era o final, pois havia ainda um último grupo, com os quatro classificados da primeira fase. E este foi ainda mais árduo: a equipe ficou apenas com três empates, duas vitórias e uma derrota. A sorte veio na partida derradeira, em Riad, quando o time goleou a Arábia Saudita por 5 a 0 e igualou o saldo de gols da China. Seria necessária uma partida de desempate, ampliando o drama. E, em Cingapura, em 10 de janeiro de 1982, a Nova Zelândia conseguiu vencer os chineses, por 2 a 1, e tornou-se a última equipe classificada para o Mundial da Espanha.
Independente do que fizessem na Copa, gente como o goleiro Frank van Hattum, o meio-campista Keith Mackay e o atacante Wynton Rufer já estavam na história do futebol neozelandês. Ainda com predominância do amadorismo, a equipe foi presa fácil para Escócia, que goleou por 5 a 2, União Soviética, que fez 3 a 0, e, por fim, o Brasil, que, já classificado, não se furtou a aplicar mais uma goleada: 4 a 0. Mas o mais importante já estava feito: levar a Nova Zelândia a uma Copa.
E os personagens de 1982 continuam até hoje ativos no futebol neozelandês. Basta dizer que Frank van Hattum é o presidente da federação do país, e Ricki Herbert, zagueiro há 28 anos, é o atual técnico da seleção. Além de Wynton Rufer, que tinha apenas 19 anos quando viajou à Espanha, mas teve carreira razoável, jogando em clubes como Grasshoppers, Werder Bremen e Kaiserslautern.
Novas lembranças?
Porém, a equipe da Nova Zelândia acabou ficando presa nas lembranças daquela primeira fase da Copa de 1982. Por muito tempo. Tanto é que a equipe não foi além, nas Eliminatórias para 1986 e 1990. Além disso, continuou tendo amistosos predominantemente contra seleções de Ásia e Oceania. Somente clubes europeus, como o PSV Eindhoven ou o Lokomotiv Moscou, viajavam ao país para amistosos. O cenário mudou em 1991, quando a Inglaterra foi a primeira seleção europeia a enfrentar os neozelandeses, vencendo duas vezes: 1 a 0, em 3 de junho, e 2 a 0, em 8 de junho.
Memórias mais saborosas só apareceriam a partir de 1998, quando a equipe fez campanha invicta na Copa das Nações, sendo premiada com o título, graças ao 1 a 0 sobre a Austrália, na final, com gol de Mark Burton. Em 2000, a equipe quase conseguiria o bicampeonato, mas seria a vez da Austrália vencer a decisão. Mas, dois anos depois, nova festa continental, com Ryan Nelsen marcando o gol do 1 a 0 sobre os Socceroos.
E houveram, claro, as participações da seleção na Copa das Confederações. Nada que deixasse muitas lembranças: a equipe só conseguiu o seu primeiro ponto na competição ao participar da edição de 2009, tendo perdido os três jogos que fez, tanto em 1999, quanto em 2003. Mas não deixava de ser mais um avanço. Além disso, a década recém-encerrada marcou a diáspora de alguns jogadores neozelandeses rumo a centros mais conhecidos do futebol.
Pelo nível ainda baixo do esporte, que compete por atenção com rúgbi e o críquete, restou o exterior a jogadores como o próprio Nelsen, que joga atualmente no Blackburn Rovers, da Inglaterra. Ou Ivan Vicelich, atleta com mais partidas pelos All Whites, que chegou a atuar no Roda JC, da Holanda. Ou até Chris Killen, que está no Middlesbrough.
E veio nova vitória na Copa das Nações, em 2008. Como o torneio continental serviu também como Eliminatórias da Oceania, restava apenas a repescagem. Veio o Bahrein, da repescagem continental asiática. E o gol de Rory Fallon, que garantiu o retorno a um Mundial. No entanto, não resta dúvidas: é apenas um pequeno avanço, no longo caminho que a história da seleção da Nova Zelândia ainda tem a percorrer.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21509

Site
http://www.nzfootball.co.nz/

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dansk Boldspil-Union

A Dinamarca é a única nação nórdica que já conquistou um título de Eurocopa. Foi em 1992, na Suécia, com o time que mais marcou a história do futebol do país e ficou conhecida como Danish Dynamite (“Dinamite dinamarquesa”. No Brasil, tornou-se a “Dinamáquina”). O futebol dinamarquês, porém, tinha pouca relevância internacional até a década de 70, quando começou a profissionalização no país. E só conseguiu destaque a partir do meio dos anos 80.
A Federação Dinamarquesa de Futebol existe desde 1908, mas conseguiu bons resultados no futebol olímpico. Por três vezes, a Dinamarca ganhou a medalha de prata: 1908, 1912 e 1960. Também ganhou um bronze, em 1948. No futebol internacional, a seleção pouco conseguiu, exatamente porque os seus grandes jogadores tinham de jogar fora do país para serem profissionais.
Sem os astros do país e sem a possibilidade de contratar estrangeiros para os times locais, o futebol dinamarquês ficou muito atrás dos países do centro europeu. Tanto que a Dinamarca não conseguiu chegar a nenhuma Copa do Mundo nesse período de amadorismo. Nos campeonatos europeus, só conseguiu a classificação na edição de 1964 —  quando teve a sorte de enfrentar adversários fracos nas eliminatórias. Bateu Malta e Luxemburgo para chegar ao Europeu, que seria vencido pela União Soviética.
A Dinamáquina
Foi só em 1984 que a Dinamarca voltou a participar de um Europeu, onde foi eliminada nos pênaltis pela Espanha. A música da Dinamarca chamava o time de “Danish Dynamite” — e com o bom resultado da equipe, o nome se consagoru. Aquele time conseguiria o título europeu, mas impressionaria antes, na Copa do Mundo de 1986. Aquele foi o primeiro Mundial da Dinamarca, que brilhou na primeira fase da competição. Foram três vitórias contra seleções mais tradicionais. Na primeira partida, 1 a 0 na Escócia. No segundo jogo, um atropelamento: 6 a 1 no Uruguai de Enzo Francescoli. Na rodada final da primeira fase, enfrentou a forte Alemanha Ocidental e venceu por 2 a 0.
A expectativa do time então passou a ser muito alta. Nas oitavas de final, a seleção dinamarquesa de Michael Laudrup, Jesper Olsen e do atual treinador da equipe Morten Olsen, enfrentou a Espanha de Emilio Butragueño. E foi esmagada pelo então atacante do Real Madrid e hoje dirigente do clube merengue. Depois de sair na frente com um gol de Jesper Olsen, de pênalti, Butragueño marcou quatro vezes, Goicoechea marcou outra e a Espanha virou o jogo para 5 a 1. Era o fim da participação da Dinamarca na Copa de 1986. Mas aquela geração ainda traria o título mais importante da história do país.
Depois da eliminação traumática no México, a Dinamarca não conseguiu chegar ao próximo Mundial, em 1990, na Itália, nem passou nas eliminatórias da Eurocopa de 1992. Porém, com a exclusão da Iugoslávia, a Dinamarca foi convida a participar do torneio continental. Michael Laudrup, um dos principais jogadores dinamarqueses, não foi convocado por estar brigado com o técnico Richard Nielsen. O irmão mais novo dos Laudrup, Brian, foi para a competição com a mesma camisa 11 usada pelo irmão em 1986 — e curiosamente, com a mesma idade de Michael naquela Copa: 21 anos.
A campanha de 1992 foi irregular. Começou com um empate em 0 a 0 com a Inglaterra, seguida de uma derrota para ao anfitriões suecos por 1 a 0. Na partida final da fase de grupos, a Dinamarca venceu a França de Jean-Pierre Papin por 2 a 1 e chegou às semifinais. O time enfrentou, então, a Holanda, detentora do título europeu, que tinha Dennis Bergkamp, Frank Rijkaard e Marco van Basten no elenco. Após um empate por 2 a 2, os dinamarqueses surpreenderam e venceram os holandeses nos pênaltis.
Na final, a Dinamarca era claramente o azarão. Os alemães, que bateram os suecos por 3 a 2 nas semifinais, buscavam seu terceiro título na competição. Mas o que se viu no estádio Ullevi, em Gotemburgo, foi um grande jogo dos dinamarqueses. John Jensen, no primeiro tempo, e Kim Vilford, já no segundo tempo, fizeram 2 a 0 para a Dinamarca, que alcançou seu primeiro título internacional.
Mudança de nível
Em 1995, a Dinamarca participou da Copa das Confederações da Fifa como campeã europeia. Após vencer a Arábia Saudita e o México, os dinamarqueses enfrentaram a seleção campeã da América do Sul: a Argentina, de Roberto Ayala, Javier Zanetti, Ariel Ortega e Gabriel Batistuta. O time, que desta vez contava com os dois irmãos Laudrup em campo, conseguiu vencer por 2 a 0 e levantar novamente um título, três anos depois da conquista do europeu.
Com os títulos, a Dinamarca passou a ser vista como uma seleção forte entre as europeias, perigosa de ser enfrentada. Chegou à Copa do Mundo de 1998 ao se classificar em um grupo que tinha Eslovênia, Bósnia, Grécia e Croácia, que seria a terceria colocada no Mundial da França.
Na Copa, caiu no grupo da anfitriã França. Classificou-se para as oitavas de final com uma vitória, um empate e uma derrota — justamente para os franceses, que lideraram o grupo com três vitórias. Na fase eliminatória, enfrentou a Nigéria e venceu por impetuosos 4 a 1, com grande atuação do veterano Michael Laudrup.
A fase seguinte colocaria os dinamarqueses frente a frente com o Brasil, então campeão mundial. Com um time forte e organizado taticamente, os dinamarqueses fizeram um jogo difícil contra os brasileiros. Saíram na frente, com gol de Martin Jorgensen, tomaram a virada com gols de Bebeto e Rivaldo, mas chegaram ao empate com Brian Laudrup. Mas RIvaldo fez 3 a 2, com um chute de fora da área, e a Dinamarca viu o Brasil passar de fase.
A era “pós-Laudrup”
Com a aposentaria de Michael e Brian Laudrup da seleção, não houve uma queda grande de nível. Jogadores como Martin Jorgensen, Jon Dahl Tomasson e Ebbe Sand mantiveram o nível de seus antecessores e levaram a Dinamarca à Copa do Mundo de 2002.
Novamente, a Dinamarca caiu no grupo da França, agora a campeã do mundo. Desta vez, porém, quem venceu o confronto foi a seleção nórdica. No dia 11 de junho de 2002, a Dinamarca bateu a França por 2 a 0 e não só se classificou em primeiro no grupo, como ainda eliminou os campeões. Na segunda fase, porém, o adversário foi a Inglaterra. E os britânicos não deram chance: venceram por 3 a 0.
Para 2006, a Dinamarca acabou ficando fora do mundial depois de disputar um grupo que tinha Cazaquistão, Geórgia, Albânia, Grécia, Turquia e Ucrânia. O grupo foi muito equilibrado, e a Dinamarca acabou eliminada com apenas duas derrotas, para Ucrânia e Grécia. Ucrânia, com 25 pontos se classificou direto ao Mundial e Turquia, com 23, foi para respescagem e venceu a Suíça, enquanto a Dinamarca, com 22, ficou fora.
Em 2010, com um time experiente, a Dinamarca foi soberana em um grupo complicado das Eliminatórias, que tinha suecos e portugueses, além da Hungria. Com jogadores veteranos de Copa do Mundo, como Tomasson, Dennis Rommedahl e Martin Jorgensen. Conta ainda com a força de um atacante que joga em um grande centro: Nicklas Bendtner, de 21 anos, do Arsenal. Comandados pelo também experiente técnico Morten Olsen, um dos integrantes da Dinamáquina, a Dinamarca tentará na África do Sul chegar às oitavas de final em um grupo que tem a Holanda (cabeça de chave), Camarões e Japão.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21499

Site
http://www.dbu.dk/

domingo, 20 de junho de 2010

United States Soccer Federation

Falar de futebol dos Estados Unidos remete imediatamente ao que chamamos de futebol americano. O país, porém, teve o futebol jogado desde o começo de sua história, ainda como colônia. Os britânicos jogavam o que daria origem ao futebol moderno, sem as regras que conhecemos atualmente, mas no mesmo estilo jogado na Inglaterra. As primeiras disputadas de futebol relatadas nos Estados Unidos são entre as faculdades do nordeste do país. Em 1827, foi estabelecido em Harvard um jogo de futebol, jogado toda primeira segunda-feira do ano escolar.
O futebol nos Estados Unidos, assim como aconteceu no Brasil, era um jogo das classes altas. Era jogado apenas por alunos de escolas e faculdades. O Oneida Soccer Club é considerado o primeiro time de futebol do país, formado em Boston em 1862. Esse é considerado o primeiro clube de futebol fora da Inglaterra, antes mesmo da formação dos times escoceses.
A história mostra que o primeiro jogo internacional jogado fora do Reino Unido foi nos Estados Unidos - Canadá 1 a 0 nos Estados Unidos, em 1885, jogando em Newark, New Jersey. O jogo, porém, não é reconhecido pela Fifa – Argentina e Uruguai, em 1901, é oficialmente o primeiro jogo internacional fora da terra da rainha.
Em 1886, Estados Unidos e Canadá se enfrentaram novamente – outra partida não reconhecida oficialmente – e desta vez os ianques venceram por 1 a 0, devolvendo a primeira derrota que tinha sofrido. Em 1904, os Estados Unidos participaram das Olimpíadas com dois times de universidades, ganhando a medalha de bronze e uma de prata, em um torneio de apenas quatro times.
Foi só em 1913, porém, que foi fundada a federação de futebol do país, a US Soccer, que rapidamente se afiliou à Fifa. Para a entidade, porém, o primeiro jogo internacional envolvendo os norte-americanos foi em 1915, quando, já com a alcunha de US. Soccer, enfrentou a Suécia, em Estocolmo. É também a primeira vitória oficial: 3 a 2.
A história do futebol nos Estados Unidos mostra que a primeira liga foi fundada na década de 1920, mas que assim como outros esportes, foi derrubada pela crise financeira da grande depressão. Foi justamente depois desse período que o basquete, por exemplo, se estabeleceu com a fundação da NBL, depois a NBA. O futebol não seguiu o mesmo caminho. A liga de futebol não conseguiu renascer com a mesma força, e raramente era jogada fora de grupos étnicos – especialmente de europeus.
A falta de uma liga profissional no país é um dos pontos-chave para o desenvolvimento lento do esporte no país. A concorrência com outros esportes que se estabeleceram também inibiu o crescimento do futebol. Outra tentativa de criação de uma liga profissional aconteceu na década de 1960, mas novamente foi mal sucedida. A liga foi à falência e não conseguiu se adequar às regras da Fifa, já bem estabelecidas à época. Diferente da American Soccer League, da década de 1920, que foi uma das mais importantes do mundo no período, mas que acabou destruída pela crise financeira.
Nos anos 1970, a contratação de astros como Pelé, Beckenbauer e Carlos Alberto Torres colocou holofotes sobre o futebol norte-americano e conseguiu chamar a atenção do público. Em um jogo de playoff de 1977, envolvendo o Cosmos de Pelé e Ft. Lauderdale, no Giants Stadium, o público foi de 77.691 pessoas. Os gastos excessivos com as estrelas internacionais, combinada com os baixos públicos nos estádios na temporada regular, culminou com a falência dos clubes, um após o outro, minando as boas ideias da liga de futebol para promover o futebol no país.
Foi só em 1996 que uma liga americana de futebol conseguiu se estabelecer de fato. A Major League Soccer ganhou apelo de televisão, fórmula de disputa atraente aos americanos e contratação de astros, normalmente veteranos, como Carlos Valderrama, Cuauhtémoc Blanco e Cláudio Lopez. Atualmente, o astro maior é David Beckham, do Los Angeles Galaxy, que tem também o mais importante jogador da seleção norte-americana: Landon Donovan. Ambos, porém, estão emprestados ao futebol europeu (Milan e Everton, respectivamente) por uma das falhas da MLS: o calendário, adequado aos esportes americanos, mas fora de qualquer padrão do futebol mundial.
Disputa Regional
Na América do Norte, Estados Unidos e México se destacam muito à frente dos rivais. Tanto que nas Eliminatórias o que se vê é, desde os anos 1990, as duas seleções sempre em Mundias. No campeonato continental, a Copa Concacaf e Copa Ouro, a disputa é acirrada. O México, histórico rival regional, tem cinco títulos, enquanto os Estados Unidos têm quatro.
Se no âmbito de clubes o México é muito melhor sucedido do que os Estados Unidos, em termos de seleção nacional os dois podem ser considerados do mesmo nível. Tanto que a seleção ianque foi à Copa das Confederações em 2009 e conseguiu eliminar a Esopanha, campeã europeia, na semifinal, e engrossou o caldo do Brasil na final – tomou uma virada no segundo tempo, depois da sair vencendo por 2 a 0.
Participação Copas do Mundo
Os Estados Unidos participaram da primeira Copa do Mundo, no Uruguai, em 1930. O time venceu suas duas primeiras partidas, 3 a 0 contra a Bélgica e 3 a 0 contra o Paraguai. Nas semifinais, porém, a Argentina venceu por 6 a 1 e eliminou os norte-americanos. Pelo desempenho geral, o time ficou em terceiro lugar naquele Mundial. Até hoje, esse é o melhor resultado dos Estados Unidos em uma Copa do Mundo.
Um dos jogos mais importantes na história da seleção dos Estados Unidos, é, sem dúvidas, a vitória sobre a Inglaterra, na Copa do Mundo de 1950, no Brasil. A partida, jogada no Estádio Independência, em Belo Horizonte, marcava a vitória dos colonos contra a metrópole. Mais do que isso: os amadores norte-americanos contra os inventores do futebol e uma das seleções temidas no mundo.
Depois da Copa do Mundo no Brasil, a seleção dos Estados Unidos ficou 40 anos sem participar de um Mundial. Foi só na Itália, em 1990, que voltou a figurar no torneio. A participação, porém, foi pífia. Derrotas por 5 a 1 para a Tchecoslováquia, 1 a 0 para a anfitriã Itália e 2 a 1 para a Áustria. Eliminação na primeira fase, sem sequer um ponto marcado.
O Mundial seguinte, em 1994, seria realizado nos Estados Unidos. O país se preparou para receber a maior festa do futebol e queria fazer um bom papel jogando em casa. Por isso, trouxe o técnico Bora Milutinovic, que tinha treinado outros dois times em Copas do Mundo – México em 1986 e Costa Rica em 1990. E a seleção norte-americana participou de um jogo que culminaria em um dos episódios mais tristes da história do futebol. O time bateu a favorita do grupo, a Colômbia, por 2 a 1. O primeiro gol do jogo foi marcado por Andres Escobar, que acabaria assassinado na volta ao seu país.
Os Estados Unidos classificaram-se como um dos melhores terceiros lugares e enfrentaram nada mais, nada menos do que o Brasil nas oitavas de final. Apesar do favoritismo dos sul-americanos, o jogo foi bastante disputado e acabou decidido apenas em um lance individual de Romário, que tocou para Bebeto marcar o único gol da partida. A vitória brasileira foi esperada, mas a boa atuação dos Estados Unidos deixou uma boa impressão.
Na Copa de 1998, porém, o insucesso voltou a atormentar os Estados Unidos. O time foi novamente eliminado na primeira fase com três derrotas – 2 a 0 para a Alemanha, 2 a 1 para o Irã e 1 a 0 para a Iugoslávia. De notável, apenas o episódio entre os Estados Unidos e o Irã, quando os jogadores trocaram flores e tiraram uma foto como um time só, simbolizando a paz entre os países, rivais históricos na política.
Em 2002, os Estados Unidos conseguiram uma campanha de dar inveja aos mexicanos, rivais locais da Concacaf e historicamente mais bem sucedidos em Copas do Mundo. O time classificou-se em um grupo que tinha o favorito Portugal e a Polônia, os dois times teoricamente mais fortes. Porém, os EUA bateram Portugal, empataram com a anfitriã Coreia do Sul e venceram a Polônia, chegando ás oitavas de final. Nessa fase, bateram o México por 2 a 0 e alcançaram as quartas de final da competição, melhor resultado de um time da América do Norte, conseguido pelo México apenas quando jogou em casa, nas duas Copas que sediou – e se beneficiando de um regulamento diferente, que não tinha oitavas de final.
Nas quartas de final, o adversário foi a Alemanha, que acabou vencendo por 1 a 0, em um jogo muito difícil para os futuros vice-campeões mundiais. Mais uma vez, os Estados Unidos deixavam uma Copa do Mundo dando uma boa impressão ao mundo do futebol.
Na Copa de 2006, os Estados Unidos não conseguiram impressionar novamente. Ficaram em último no grupo que tinha República Tcheca e Gana – para os quais perdeu – e a seleção que seria a campeã da competição naquele ano, a Itália, com quem empatou.
Na África do Sul, em junho, os Estados Unidos tem a espectativa de voltar a brilhar e chegar novamente às quartas de final. E terá pela frente a Inglaterra, a Eslovênia e a Argélia - o que torna a tarefa de se classificar para a segunda fase possível.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21566

Site
http://www.ussoccer.com/

sábado, 19 de junho de 2010

Federação Portuguesa de Futebol

As participações portuguesas em Copas do Mundo são marcadas por glórias e vexames. Das quatro vezes que disputou o torneio, por duas Portugal foi semifinalista (em 1966 e 2006). Nas demais oportunidades, em 1986 e 2002, a equipe sequer passou da primeira fase.
Em 2010, o objetivo é tentar repetir as melhores campanhas. Para chegar à África do Sul, a vida dos Tugas não foi nada fácil. Portugal demorou a engrenar no grupo 1 das Eliminatórias Europeias — que tinha também Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta. Depois de um começo fraco, com apenas seis pontos em cinco partidas, o time de Carlos Queiroz reagiu, ganhou quatro dos últimos cinco jogos e terminou atrás apenas dos dinamarqueses.
Com a segunda posição, Portugal precisou enfrentar a Bósnia de Dzeko, Misimovic e Ibisevic na repescagem. Tudo levava a crer que a disputa seria acirrada. E de fato foi, mas só no primeiro jogo, em Lisboa. No estádio da Luz, Portugal venceu por 1 a 0, mas não sem tomar sufoco da seleção do leste europeu, que mandou três bolas na trave.
No jogo de volta, um gol de Raul Meirelles aos 16 minutos do segundo tempo facilitou a vida da seleção portuguesa. A Bósnia não conseguiu pressionar os portugueses, como era esperado, e Portugal conseguiu vaga no Mundial pela quinta vez (terceira consecutiva). Cristiano Ronaldo, grande estrela e esperança dos portugueses para a Copa, não atuou em nenhuma das duas partidas decisivas, porque estava machucado.
Outro nome importante, porém, apareceu no final das eliminatórias. Sem um centroavante titular desde a aposentadoria de Pauleta, o brasileiro (naturalizado) Liedson apareceu para dar um jeito no setor. Ao lado de Deco e Pepe, o atacante forma a trinca de brasileiros na seleção de Portugal. E a relação de ex-metrópole e ex-colônia vai ficar ainda mais próxima na África do Sul, já que, quis o destino colocar Brasil e Portugal na mesma chave da Copa. Ao lado de Costa do Marfim e Coreia do Norte, as seleções formam o grupo G, considerado por muitos o mais complicado da competição.
A Copa do Pantera Negra
A melhor campanha que o país já teve na história das Copas do Mundo traz uma semelhança com 2010: o confronto com o Brasil na primeira fase do torneio. Na Inglaterra, em 1966, portugueses e brasileiros estavam acompanhados de Bulgária e Hungria no grupo.
Depois de vencer húngaros por 3 a 1, e búlgaros por 3 a 0, os Tugas foram enfrentar o Brasil no dia 19 de julho. O confronto marcaria um duelo entre dois dos maiores jogadores do mundo na época. E o que se viu foi uma apresentação de gala de Eusébio, que marcou duas vezes para Portugal. Pelé, assim como os outros brasileiros, pouco fez e a partida acabou com a vitória portuguesa por 3 a 1.
O resultado tirou o Brasil da Copa e garantiu Portugal, comandado pelo brasileiro Otto Glória, nas quartas de final. Pela frente, mais um confronto que será visto na África do Sul. A surpreendente Coreia do Norte chegou no mata-mata cadastrada por ter eliminado Itália e Chile na fase de grupos.
Logo no início da partida, o mundo teve a impressão de que veria uma grande zebra. Em 25 minutos, a seleção asiática vencia por 3 a 0. Mas a partir daí Eusébio apareceu e mudou o rumo do jogo. O Pantera Negra fez quatro gols, José Augusto marcou o quinto, e Portugal passou para as semifinais. Era hora de enfrentar os anfitriões.
A Inglaterra tinha um grande time, com jogadores do calibre de Bobby Charlton e Gordon Banks. E foi Charlton que, aos 30 minutos do primeiro tempo, e aos 35 do segundo, fez os gols ingleses. Eusébio diminuiu aos 37 minutos da etapa final, mas os Tugas perderam a chance de chegar à final.
Na disputa do terceiro lugar, contra a União Soviética, Eusébio marcou seu nono gol na competição e se tornou o artilheiro da Copa. Malafeyew empatou para os soviéticos, mas Torres fez no minuto final da partida e garantiu a vitória de Portugal. O terceiro lugar foi a melhor posição que Portugal já alcançou em Mundiais e Eusébio saiu da Inglaterra como artilheiro e um dos principais nomes do futebol mundial.

Com Felipão, mais uma semifinal
Depois da campanha vexatória de 2002, quando foi eliminado na primeira fase do torneio, Portugal contratou o técnico campeão daquela Copa do Mundo: Luiz Felipe Scolari. Com ele no comando, os Tugas tiveram o melhor desempenho da seleção em uma Eurocopa. Em 2004, jogando em casa, os portugueses chegaram na final, mas perderam para a surpreendente Grécia. A partir dali, a Copa do Mundo da Alemanha tornou-se uma obsessão para Felipão e companhia. No sorteio, os Tugas deram sorte e caíram no grupo D, com o México, cabeça-de-chave, Angola e Irã.
Com três vitórias, a seleção portuguesa se classificou com tranquilidade na chave. Nas oitavas de final, Portugal teve pela frente a força da seleção da Holanda. E, num jogo cheio de brigas, a equipe comandada por Felipão venceu por 1 a 0.
Nas quartas de final, a algoz de 66 aparecia mais uma vez pelo caminho. Em um jogo tenso, mas sem tantas oportunidades, Portugal e Inglaterra não saíram do 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Nos pênaltis, os Tugas deram o troco no English Team e venceram por 3 a 1.
Mais uma vez os portugueses estavam nas semifinais da Copa do Mundo. Pela frente, a França, de Zidane. Mais um jogo duro, com chances raras, e decidido numa cobrança de pênalti. Zidane fez aos 33 do primeiro tempo, e Portugal não conseguiu reverter. Restava apenas enfrentar a Alemanha na disputa pelo terceiro lugar.
Mas dessa vez a seleção portuguesa não conseguiu repetir o feito de 40 anos atrás e perdeu para os donos da casa por 3 a 1. Mais uma vez os Tugas ficaram com a sensação de que poderiam ter tido melhor sorte no Mundial. E por lá, todos já sabiam que Felipão não estaria no comando da seleção na África do Sul.
Decepções em 1986 e 2002
Vinte anos depois da primeira participação numa Copa do Mundo, Portugal chegava ao México querendo repetir a boa participação na Inglaterra. E a seleção começou muito bem, com uma vitória por 1 a 0 sobre o English Team.
Mas o clima na seleção portuguesa não era nada bom. Além de problemas com indisciplina, jogadores e Federação não se acertavam sobre a premiação da equipe. E, antes da segunda partida do torneio, contra a Polônia, os atletas fizeram greve de treinamentos.
O resultado não poderia ser outro: derrotas por 1 a 0 para a Polônia e 3 a 1 frente ao Marrocos tiraram Portugal da Copa. As outras três seleções do grupo passaram às oitavas de final da Copa.
Dezoito anos depois, mais uma decepção. Era a terceira Copa do Mundo de Portugal e a seleção tinha Figo como o grande astro da equipe. No sorteio, o grupo dos Tugas lhe parecia favorável: Coreia do Sul, Estados Unidos e Polônia.
Na prática, porém, o que se viu foi uma seleção perdida no começo do jogo contra os estadunidenses. Foram três gols dos americanos em 36 minutos. Portugal ainda fez dois gols, mas saiu derrotado.
A recuperação veio na vitória por 4 a 0 sobre a Polônia, na segunda rodada. Mas, na última partida da chave, contra a anfitriã Coreia, os lusos não foram bem e perderam por 1 a 0. Mais uma vez a seleção portuguesa decepcionava e era eliminada na primeira fase.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21527

Site
http://www.fpf.pt/

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nigeria Football Association

Falar da Nigéria em meados dos anos 90 era sinônimo de uma potência africana. Os Super Águias, como é chamada a seleção, chegaram à sua primeira Copa do Mundo, surpreenderam potências do futebol nas Olimpíadas e venceram sua segunda Copa Africana de Nações. Um time com jogadores cheios de habilidade e capazes de fazer jogo duro com seleções mais tradicionais.
Bons resultados em categorias de base
Assim como outras seleções africanas, a Nigéria conseguiu bons resultados nos campeonatos mundiais sub-17 e sub-20. No sub-17, foi campeão em 1985, vice em 1987, campeão em 1993 (quando revelou Celestine Babayaro, Nwankwo Kanu e Ibrahim Babangida), vice em 2001, campeão em 2007 e vice em 2009. Na categoria sub-20, foi terceiro em 1985, vice-campeã em 1989 e vice em 2005 (quando tinha como destaque do time John Obi Mikel, hoje titular da seleção principal).
Em 1996, a Nigéria mostrou uma safra de jogadores que surpreendeu nada mais nada menos do que Brasil e Argentina nas Olimpíadas de Atlanta. Entre jogadores mais experientes, como Emmanuel Amuneke – protagonista da equipe na CAN e na Copa do Mundo de 1994 – e Daniel Amokachi, e outros que surgiam ainda jovens, como Jay-Jay Okocha, Taribo West, Celestino Babayaro, Nwankwo Kano e Sunday Oliseh. Venceram o Brasil as quartas de final com uma virada espetacular e o gol de ouro de Kanu. Na final, surpreenderam a Argentina ao novamente virar o placar e levar a medalha de ouro.
Bons resultados em Copa do Mundo
Em 1994, a primeira Copa do Mundo da Nigéria, o país fez boa campanha e passou perto de conseguir eliminar uma campeã do mundo em seu primeiro Mundial. Naquele ano, a seleção já tinha vencido a Copa Africana de ações em janeiro, consolidando sua posição de potência do continente. Na Copa dos EUA, os nigerianos caíram no grupo D, junto com Argentina, Bulgária e Grécia e acabou como campeã do grupo.
Mesmo como primeira colocada, a Nigéria não escapou de um confronto com os tricampeões do mundo, Itália, terceiros colocados do grupo E. Ainda assim, ficaram muito perto de eliminar a Azzurra. Venciam por 1 a 0 até os 43 minutos do segundo tempo, quando Roberto Baggio empatou o jogo e levou para prorrogação. No tempo extra, os italianos marcaram novamente com Baggio e selaram a classificação. Ficou a boa impressão dos nigerianos, que poderiam ter ido ainda mais longe e igualado Camarões, que chagou às quartas de final em 1990 – melhor resultado de uma seleção africana em Copas.
Na Copa de 1998, com muitos dos medalhistas olímpicos, a Nigéria conseguiu outro feito. Sob o comando do técnico Bora Milutinovic, a Nigéria enfrentou o grupo mais difícil da Copa, que tinha a Espanha da Raúl, a Bulgária de Hristo Stoichkov e o Paraguai de Carlos Gamarra. Como em 1994, venceram o grupo com duas vitórias contra as favoritas Espanha e Bulgária e uma derrota para o Paraguai, que classificou os sul-americanos e eliminou os espanhóis. Nas oitavas de final, porém, o time não resistiu à Dinamarca de Michael e Brian Laudrup e acabou goleada por 4 a 1. Novamente, a equipe não conseguiria passar da primeira fase eliminatória.
Depois de 1998, a Nigéria começou a se renovar, mas conseguiu manter bons resultados. Em 2000, quando foi sede da Copa Africana de Nações junto com Gana e acabou vice-campeã, perdendo a final para Camarões de Samuel Eto’o e Patrick Mboma. Em 2002, na CAN realizada em Mali, chegou às semifinais e acabou eliminada por Senegal, seleção que surpreenderia na Copa do Mundo daquele ano.
Copa do Mundo que a Nigéria não teria sucesso. Com uma seleção muito renovada, já sem os jogadores que se consagraram nas Copas anteriores, o time ainda sofreu por cair em um grupo difícil, com dois campeões mundiais: Argentina e Inglaterra, além da Suécia. Acabou eliminada com duas derrotas (para Argentina e Suécia) e um empate (com a Inglaterra), ficando em último lugar no grupo.
A partir daí, o time começou a reformular a equipe e perdeu força no continente. Não conseguiu classificação para a Copa do Mundo de 2006,na Alemanha, assim como a seleção de Camarões, e viu novas forças africanas passarem à frente, como Costa do Marfim e Gana.
Com o resultado do terceiro lugar da CAN em 2010 e classificada à Copa do Mundo, a expectativa é que a Nigéria possa fazer um bom papel no primeiro Mundial realizado no continente africano – e quem sabe ter seu melhor resultado na história, alcançando pela primeira vez as quartas de final. Para isso, terá que enfrentar, pela quarta vez em quatro participações, a Argentina. Deve brigar pelo segundo lugar com Coreia do Sul e Grécia. É ver se a geração de Joseph Yobo, Yakubu Aiyegbeni, John Obi Mikel, Peter Odemwingie e Obafemi Martins, com o experiente Nwankwo Kanu no banco, consegue sucesso.

Fonte
http://www.trivela.com/Conteudo.aspx?secao=54&id=21633

Site
http://www.nigeriaff.com/