sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cotinguiba Esporte Clube

Com o nascimento do Cotinguiba Esporte Clube a vida sócio- esportiva sergipana começa a se organizar. Sensível aos anseios da gente sergipana, um valioso grupo de intelectuais e desportistas deu início às demarches para a criação da agremiação.A data oficial de fundação é 10 de outubro de 1909. Na ocasião lá estavam os mais autênticos representantes das famílias Franco, Leite, Rollemberg, Garcez e Vasconcelos. Seus primeiros sócios e dirigentes. Era, pois, um clube elitista. Criado e dirigido pelo ‘high-society”.Nasceu onde ainda hoje vive. Tomou o nome de Cotinguiba em homenagem ao rio que nos separa da Barra dos Coqueiros.Depois o rio mudou de nome nesta região e passou a se chamar Rio Sergipe, de acordo com determinação emanada do Poder Legislativo.Começou com o remo e, já no ano seguinte, arrebatava, triunfal-mente, a primeira colocação do 1 CAMPEONATO OFICIAL DE REMO.

Em 1910, o Cotinguiba já era campeão de voleibol.O primeiro Presidente do “DECANO DA FUNDIÇÃO” foi Mário Passes.

Na década de 40, o Cotinguiba encontra seu ponto culminante na administração de CLÓVIS CARDOSO quando, assessorado por ALTANESCHE, homem que modificou o cenário arquitetônico de Aracaju, realizou consideráveis reformas na sua sede, surgindo a feição mediterránea que até hoje possui, apesar da rebeldia de algumas reformas que ali foram realizadas em outras gestões.É cognominado “O PALÁCIO ALVI-AZUL DA AVENIDA AUGUSTO MAYNARD”.

Além de ser conhecido como “O DECANO DA FUNDIÇÃO, é também chamado pela imprensa especializada, desde 1976, de “O TUBARÃO DA PRAIA”Um verdadeiro pioneiro. Foi o primeiro campeão de Remo, Futebol, Voleibol, Basquetebol, Pedestrianismo e Natação. No ocaso da década de 50 surgiu em nossa Capital o Futebol de Salão. O COTINGUIBA, juntamente com a ASSOCIAÇÃO ATLËTICA DE SERGIPE, lutou e conseguiu fundar a FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DE SALÃO. Realizado o primeiro campeonato da modalidade, o COTINGUIBA foi, como bom pioneiro, o campeão.

Títulos

Campeonato Sergipano:1918,1920,1923,1936, 1942,1952.

Estádio

O Estádio Lourival Baptista ou Batistão é um estadio localizado na cidade de Aracaju, inaugurado em 9 de julho de 1969.
Capacidade 20000
Primeira partida : Seleção Brasileira 8 x 2 Seleção Sergipana

Mascote

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Parnahyba Sport Club

Essa história começa em 1844, com a criação da cidade de Parnahyba. Àquela época, a grafia da lingua portuguesa se fazia desta forma. Fundado em 1º de maio de 1913, o clube recebeu o nome da cidade, que permanecia com HY. Assim nasceu o Parnahyba Sport Club.

Muitos anos depois, quando a língua portuguesa sofreu diversas modificações, Parnahyba passou a se escrever de forma mais simples, sem o HY. Clube e cidade passavam a ser grafados PARNAÍBA. Afeito a tradições, os dirigentes do clube fizeram questão de manter o Sport Club na grafia original, à inglesa. Durante décadas, era comum encontrar jornais e revistas com o registro: Parnaíba Sport Club, de Parnaíba.

Isso durou até 24 de maio de 1998 quando, em reunião do Conselho Deliberativo, por sugestão do associado Osvaldo dos Santos Brandão, foi aprovado o retorno da grafia original de 1913, quando o clube foi fundado. A partir daí, o time passou novamente a se chamar PARNAHYBA SPORT CLUB, com a cidade permanecendo Parnaíba.

Parnahyba Sport Club tem uma história muito antiga, o clube tem 91 anos de fundação, mas destes 91 anos aproximadamente 40 anos foram passados no amadorismo, assim como vários clubes piauienses da época que hoje não existem mais, naquele tempo existiam duas ligas de futebol no Piauí, uma em Parnaíba outra em Teresina, a de Parnaíba era considerada a mais importante e correspondia ao Campeonato Estadual na época, neste o Parnaíba foi Campeão 8 vezes e só depois foi criada a Federação de Futebol do Piauí decretando o profissionalismo no certame estadual.

Títulos

Campeonato Piauiense: 3 vezes (2004, 2005 e 2006).

Estádio

Mão Santa
Capacidade 5000

Hino

Composto originalmente por R.Petit
Ó Parnaíba, Teu nome exprime Em nosso peito Ardor sublime

Que nos inspira a repetir a doce escala
Da voz do rio que te envolve que te embala

Teus filhos bravos
No embate rudo Fazem do peito Um bronzeo escudo

ESTRIBILHO -
E quem da luta
Todo ardor não liba Ao som do brado: Salve ó Parnaíba

Possues o brilho
Da paz bendita Que sobre nós Fulge e palpita

Ao sopro forte do Nordeste a vida canta
Nessa oficina de labor que nos encanta

Do nosso esforço
Vem a surgir A glória excelsa Em teu porvir

ESTRIBILHO

A doce sombra
Da paz suprema Progredir sempre É o nosso lema

Onde a bravura destemida enfim assome,
Nos lembra o rio que te deu tão grande nome

Teus filhos bravos
No embate rudo Fazem do peito Um bronzeo escudo

ESTRIBILHO -
E quem da luta
Todo ardor não liba Ao som do brado: Salve ó Parnaíba

Possues o brilho
Da paz bendita Que sobre nós Fulge e palpita

Escudos Antigos

O Escudo do Parnahyba passou por divesas mudanças até chegar ao formato atual, porém as mudanças não foram tão significativas, nas fotos abaixo poderemos ter uma noção da evolução dos escudos do Parnahyba.

Estes escudos foram usados na década de 70 e 80. Nesta época em que tivemos a maior variedade de modelos.


Os 3 Escudos abaixo foram utilizados na década de 80 até chegar ao formato atual ais abaixo.

Mascote

O Tubarão do Litoral







Site

http://www.parnahyba.com.br/

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Clube Atlético Monte Alegre

Era fundado em 01 de maio de 1946 na cidade de Monte Alegre (atual Telêmaco Borba), por funcionários e com o apoio da presidência das Indústrias Klabin de Papel e Celulose, o CLUBE ATLÉTICO MONTE ALEGRE. As suas cores oficiais eram o preto e branco.

Durante os seus primeiros anos de vida, a equipe se dedicou ao futebol amador. Em 15 de novembro de 1949 realiza a sua primeira partida contra uma equipe profissional, foi contra o Ferroviário de Curitiba que venceu por 6 a 3.

Em 1951 a equipe solicita a sua inscrição no campeonato paranaense, o que é prontamente aceito pela entidade máxima do estado. A primeira partida oficial da equipe foi em 13 de maio de 1951 contra o Palestra Itália em Curitiba e perdeu por 2 a 1. Nesta sua primeira temporada a equipe ficou no bloco intermediário, vencendo 7 partidas e perdendo 9 partidas, sem empatar nenhum jogo. Marcou e sofreu o mesmo número de gols: 31.

A grande conquista da equipe ocorreu em 1955, com o título paranaense sendo decidido com o Ferroviário de Curitiba em três partidas. Para conquistar o título a equipe disputou 28 partidas, com 18 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. Marcou 79 gols e sofreu 41 gols.

Em 1957, alegando dificuldades financeiras para se manter no futebol profissional, a equipe solicitou o seu licenciamento do campeonato. Tentou em 1965 e 1967 retornar aos campeonatos profissionais, mas não obteve permissão da Federação Paranaense de Futebol.

Estádio

Jogava no Estádio Horácio Klabin, com capacidade para 12.000 espectadores.

Títulos

Campeonato Paranaense: 1955.

Após 53 anos da maior conquista esportiva da história, da então Monte Alegre hoje Telêmaco Borba, o título de Campeão Paranaense de Futebol Profissional, o primeiro clube do interior a obter essa façanha, o CAMA – Clube Atlético Monte Alegre apresentou o projeto “O retorno da Pantera Negra ao futebol de campo do Paraná”.

De acordo com o presidente social do clube, Gilson Vieira da Silva, o projeto vem sendo estruturado há mais de um ano pela empresa Scopo Sports – Consultoria de Formação de Equipe Profissional de Futebol.

“Nesta oportunidade deveremos apresentar aos setores públicos e a iniciativa privada o retorno da Pantera Negra ao cenário futebolístico,mas isso só será possível com o apoio de todos”, destaca Gilson.

A empresa fez um estudo sobre os custos para filiação junto a Federação Paranaense de Futebol (FPF), o levantamento sobre os documentos necessários, necessidade da cessão do estádio municipal Péricles Pacheco da Silva (Minicentro Esportivo), desenho e foto dos uniformes.

Os estudos verificam as parcerias com a atual Associação Desportiva de Telêmaco Borba, necessidade de alojamento e local para ser realizado os treinamentos, alimentação, transporte, entre outros fatores necessários para o funcionamento de um clube de futebol.

A priori o CAMA espera participar de competições como Taça Paraná, utilizando basicamente atletas radicados no município, e no futuro ingressar na 3ª Divisão do Paranaense de Futebol.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Gentilândia Atlético Clube

O Gentilândia Atlético Clube foi fundado a 1º de janeiro de 1934, a partir do Clube Social Gentilândia, fundado três anos antes, e que funcionava no bairro de mesmo nome, por um grupo de desportistas, dentre os quais figuram Oton Sobral, Moacir Machado, Jandir Machado, Paulo Araújo, José Lemos e Raimundo Cals.


No ano de 1935, surgiu um desentendimento entre a direção da A.D.C. e os dirigentes alvi-anis, passando o clube a viver nos subúrbios, disputando partidas amistosas. Essa situação permaneceu até 1937, quando o Gentilândia suspendeu suas atividades futebolísticas. O entrevero desmotivou os dirigentes do clube, que desistiram de retomar as disputas oficiais por anos. Nesse tempo, o futebol do Gentilândia “não passou de ano”, restringindo-se aos torneios de categorias de base, enquanto que o clube continuou com as atividades sociais - matinês, festas dançantes e “pic-nics”. A ação extra-campo foi importante para consolidar o Gentilândia como uma agremiação eminentemente jovem e angariar simpatizantes para a retomada do time às competições estaduais.

Em 1938, regressou às canchas suburbanas, com um esquadrão denominado Leão do Subúrbio. No ano de 1943, o Gentilândia viu-se forçado a suspender suas atividades, para reiniciá-las em 1944. E, em 1948, foi convidado a disputar o campeonato principal, promovido pela Federação Cearense de Desportos, capitaneado pelos garotos da Cruzada Infantil e da Congregação Mariana da Igreja dos Remédios, que treinavam no campinho atrás da igreja (hoje, o lugar, próximo ao canal do Jardim América, está ocupado por residências).

Profissional
Foi nessa época em que o apelido do time definitivamente “pegou”. “O Gentilândia era chamado de ‘Time dos Acadêmicos’ porque era formado só de rapazes da sociedade. Só tinha acadêmicos, estudantes de medicina, de direito. Ninguém era profissional”, aponta Airton Monte, ex-jogador do time entre 1948 e 1951, vários jogadores eram formados ou estudantes em cursos superiores, tais como: Wildson (Contador), Ossian Araripe (Direito), Edilson “Mandrake” Carneiro, Zé Walter, José Mário Mamede, Sérvulo Barroso, Zécandido, Edilson Lima Gomes (Odontologia), Denizio (Medicina), Paulo Mamede e Moacir Ciarlini (Farmácia), Cândido (INSS), Alfredo Linhares (Professor), Newton Studart (Economia), Orion (Agronomia), Haroldo Guimarães (Direito) e Haroldo Castelo Branco (Escola Militar ). Quando foi campeão em 1956, o Gentilândia contou na sua formação com craques geniais: Pedrinho Simões, Fernando Sátiro, Wiliam Pontes, Pipiu, Edilson e Liminha. O último campeonato disputado pelo Gentilândia foi em 1965.

Gentilandia 002 - Gentilandia 002
Equipe do Gentilândia em 1954, ainda com as cores azul e branco: A partir da esquerda: (em pé) Zé Raimundo, Betinho, Aldo, Mozart e Bill Rola; (agachados) Otávio, Teófilo, Luiz Eduardo, Bebeto, Fernando Sátiro e Zé Pequeno. Anos depois, Bebeto, pai do repórter fotográfico LC Moreira, foi comentarista dos Diários Associados. Sátiro brilhou no São Paulo. Bill Rola é conceituado dentista. Fonte: Coluna do Tom Barros – Jornal Diário do Nordeste.

A equipe permaneceu como figurante até 1956, quando demonstrou ter aprendido a lição e levou seu único título estadual. A competição foi bastante conturbada. O Gentilândia venceu o primeiro turno, mas a segunda fase nem chegou a ser disputada, por conta das fracas rendas e das inúmeras temporadas de times de outros estados por aqui (eram mais rentáveis para o clubes). A Federação Cearense de Desportos (FCD, sucessora da ADC) não conseguiu organizar o returno e, por fim, decidiu proclamar o Gentilândia campão apenas em 13 março de 1957, às portas de uma nova edição do campeonato.

Obs. O campeonato seria realizado em ida e volta, ponto corrido. Ao final da 1ª volta, o Gentilândia tinha aberto grande vantagem em pontos ganhos, notadamente em relação a Ceará e Fortaleza, que tinha 5 pontos a menos. Daí, surgiu à idéia de fazer o campeonato em 2 turnos distintos, garantindo assim o vice-campeonato ao Gentilândia, com o 2º turno começando todos com zero ponto. Como em outubro começou o campeonato de seleções, o impasse entrou pelo ano de 1957, e em março daquele ano, decidiu-se começar um novo campeonato, e o Gentilândia foi declarado campeão de 1956.

O título do Gentilândia de 1956, conquistado após a vitória no primeiro turno, sem que o segundo tenha sido disputado, fez com que o time fosse considerado “meio-campeão” por setores da imprensa.
Diretores do Gentilândia campeão estadual de 1956, empolgados com a conquista, decidiram mudar o tradicional uniforme alvi-anil do time para o rubronegro. A idéia era pegar carona na popularidade do Flamengo, do Rio de Janeiro. Não deu certo e o Gentilândia ficou descaracterizado.
Por pouco o Gentilândia não fica de fora do Estadual de 1956, o único vencido pelo clube. Isso porque, na época, a Federação Cearense de Desportos (FDC) realizava um turno classificatório antes do início do campeonato, para eliminar dois times da disputa. O Gentilândia terminou a fase como o sétimo colocado entre os oito competidores.
Contudo, protestou o resultado do jogo contra o América (derrota por 4 a 0) e acabou ganhando os pontos. Com isso os acadêmicos subiram para o sexto lugar na classificação e desbancaram o Ferroviário da disputa. A equipe empreendeu uma boa campanha na fase final - perdeu apenas na estréia, 2 a 0 diante do Fortaleza.
O título veio com a vitória sobre o Ceará por 1 a 0, com gol do atacante Pipiu. “Na própria fase de classificação o Gentilândia já vinha se montando. Aí o Jombrega (ex-jogador e técnico) chegou e acertou o time”, aponta Pedrinho Simões, goleiro dos acadêmicos entre 1952 e 1959.
O Gentilândia venceu o Torneio Início de 1959, disputado em 1º de março. Porém, a boa fase não foi mantida no Estadual - terminou em sétimo lugar entre oito competidores.

O “Clube dos Acadêmicos” disputou o Estadual ainda até 1965, sempre fazendo figura, quando desistiu da competição na metade e encerrou as atividades. A carreira academica do Gentilândia nos gramados cearenses acabava ali.

fonte: http://blog.cacellain.com.br/2009/02/07/memoria-do-futebol-cearense-gentilandia/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Linhares Esporte Clube

O Linhares Esporte Clube foi fundado em 15 de março de 1991, como resultado de uma tentativa de fusão dos dois times da cidade de Linhares: Industrial Esporte Clube e o América Futebol Clube.
Dirigentes do Industrial, com o intuito de projetar o time da cidade no cenário estadual e até nacional, se uniram aos do América surgindo o Linhares Esporte Clube. Na ocasião, a fusão não passou das quatro linhas.
Em 1993, o a equipe conquistou um feito inédito, o de Campeão Capixaba de Futebol. Aí surgiu a necessidade de unir os patrimônios dos dois clubes, o que não deu certo, pois os dirigentes do América não aceitaram.
Assim então o Industrial foi extinto e passou a ser chamado de Linhares Esporte Clube.

Em 1994, o time conseguiu outro feito inédito, ficando em 3º lugar na Copa do Brasil, na frente de muitos times de nome internacional, como o Palmeiras. Ficou atrás apenas do Grêmio e do Ceará.
O Linhares só caiu para o Ceará. E poderia ter feito a final, pois segurou um 0 x 0 em Fortaleza e perdeu a classificação em casa, por 0 x 1.
Em 1995, o Linhares Esporte Clube sagrou-se, novamente, Campeão Capixaba de Futebol.
Em 1997, o Linhares Esporte Clube conquistou o seu terceiro título estadual.
Neste ano de 1998, o Linhares conquistou um feito inédito para um clube do interior do estado do Espírito Santo, o Bicampeonato estadual.
Tudo isso e ainda uma campanha de destaque na Série C do Campeonato Brasileiro, em apenas 8 anos de existência. Neste pequeno espaço de tempo foram revelados jogadores como Hiran (goleiro menos vazado do Campeonato Brasileiro de 96) e Zé Afonso (Campeão Brasileiro de 96).

Títulos

1993: Campeão Capixaba
1995: Campeão Capixaba (segundo título estadual)
1997: Campeão Capixaba (terceiro título estadual)
1998: Bi-Campeão Capixaba

Hino

Sou torcedor de um time campeão
Vou com o Linhares porque é do meu coração
Na terra, no céu, ou no mar
Em busca da vitória com o Linhares chego lá.

Sou torcedor de um time campeão
Vou com o Linhares porque é do meu coração
Na terra, no céu, ou no mar
Em busca da vitória com o Linhares chego lá.

Esquadrão Azul, bravo guerreiro
Faz mais um gol e confirma a sua glória
Da multidão que ri, da multidão que chora
Linhares eôôô eôôô traz a vitória.

Estádio

Guilherme Augusto de Carvalho,
com capacidade para 9.000 espectadores

Site

http://www.geocities.com/colosseum/field/7198/index.htm

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Esporte Clube Metropol

Fundado em 15 de novembro de 1945, com o objetivo de abafar uma greve de mineiros e aproximar empregados e patrões através do esporte, o Metropol foi, na década de 60, o time mais vitorioso da cidade e do Estado. Com o patrocínio do mais bem sucedido (Carbonífera Metropolitana) empresário da época, o senhor Dite Freitas, o Metropol manteve a hegemonia do futebol catarinense durante toda a década e conseguiu importantes títulos para a cidade e para o estado de Santa Catarina.

A cidade de Criciúma aparecia nos jornais graças ao futebol, e a cidade era feliz por isso. Até um padre agradecia nos sermões de domingo pela benção chamada "Esporte Clube Metropol".

O Metropol até 1959 era apenas mais um time criado para dar um pouco de alegria aos trabalhadores do carvão nos torneios da LARM. Mas foi no final da década de 50 que o time entrou pra a história. Durante uma das greves de mineiros da época, o filho do empresário Diomício Freitas, José Francione, o Dite Freitas, então com 30 anos, e um dos administradores da Carbonífera Metropolitana, deu sua cartada. Decidiu reforçar de vez o time de futebol, aumentar seu poder de competição e esfriar por quase dez anos os movimentos grevistas. Vem desta estratégia o mascote da equipe: o carneiro. A torcida adversária, inconformada e obrigada a digerir as derrotas, afirmava que os mineiros-jogadores não passavam de um bando de carneirada.


A polêmica de 1968
Um episódio marcante da história do Metropol foi a forma como o clube foi desclassificado da extinta Taça Brasil. Em 1968, o Metropol enfrentou o Botafogo no Maracanã, pelas quartas-de-final, e perdeu por 6x1. O segundo jogo foi em Florianópolis no Estádio Adolfo Konder, pois o Estádio Euvaldo Lod em Criciúma não tinha condições de abrigar esta partida. Neste jogo, a vitória foi do Metropol por 1x0. Com isso teria de haver um terceiro jogo no Rio de Janeiro. O time viajou para fazer a terceira partida na Guanabara, mas chovia muito e, a partida que estava empatada por um gol foi suspensa aos 10 minutos do segundo tempo. A CBD mandou o Metropol pra casa e avisaria o dia do próximo jogo (ou continuação da partida), e avisaram, só que na véspera do jogo, não tendo como o Metropol comparecer (não daria tempo). O Botafogo ficou com a vaga e disputou a semifinal com o Cruzeiro passando a final e vencendo o Fortaleza, ficando com o título.

Os jogos na Europa
Começou com a viagem no dia 27 de abril de 1962, e retornou no dia 30 de julho, numa das mais extensas apresentações do futebol brasileiro no velho continente. Segundo dados do jornalista da delegação, o senhor Hilario de Freitas, o Metropol viajou 63,5 horas de avião, 78 horas de trem, 13 horas de navio, e 126 horas de ônibus.

Foram 23 partidas em cinco países, com 13 vitórias, seis empates e quatro derrotas. Marcou 53 gols e sofreu 35, com um saldo positivo de 18 gols. Elario foi o artilheiro da excursão, com 17 gols, seguido de Nilzo, com 8 gols, Helio, 7 gols, Marcio, Pedrinho, Arpino e Valdir marcaram 4 vezes cada, Parana fez 3 gols e Sabia 2 gols.


01/05 Metropol 2 x 2 Dep. La Coruña/ESP La Coruña/ESP
06/05 Metropol 0 x 5 Elche/ESP Elche/ESP
13/05 Metropol 1 x 1 Grasshopper/SUI Zurique/SUI
16/05 Metropol 2 x 0 Dubbendorf/SUI Zurique/SUI
20/05 Metropol 4 x 2 Dubbendorf/SUI Zurique/SUI
25/05 Metropol 1 x 1 Bayern Hoff/ALE Hoff/ALE
28/05 Metropol 2 x 1 Hertha Berlin/ALE --/ALE
05/06 Metropol 3 x 1 Nikobing/DIN Nikobing/DIN
08/06 Metropol 6 x 4 Aalborg/DIN Aalborg/DIN
11/06 Metropol 2 x 2 Aarhus/DIN Aarhus/DIN
14/06 Metropol 3 x 1 Odense/DIN Odense/DIN
17/06 Metropol 5 x 0 Flemburg/ALE Flemburg/ALE
28/06 Metropol 0 x 3 Stiinta/ROM Cluj/ROM
01/07 Metropol 2 x 0 Bistritza/ROM Bistritiza/ROM
04/07 Metropol 3 x 2 CSO Crisana/ROM Oradea/ROM
07/07 Metropol 0 x 0 Tergo Murer Tergo Murer/ROM
10/07 Metropol 1 x 3 Petrolul/ROM Plaesti/ROM
13/07 Metropol 4 x 2 Hunedoara/ROM Hunedoara/ROM
16/07 Metropol 1 x 1 Ind. Sermei/ROM Simpia Turzii/ROM
19/07 Metropol 1 x 0 ASM Dinamo/ROM Satu Mare/ROM
22/07 Metropol 1 x 3 CSO Baia Mare Baia Mare/ROM
25/07 Metropol 6 x 1 CSM Sibiu/ROM Sibiu/ROM
28/07 Metropol 3 x 0 Craiova/ROM Craiova/ROM
No ano de 2000 recebeu o Diploma Carta Azul (Condecoração dada pela CBD, pela vitoriosa campanha na Europa.)

Atletas que fizeram história
Nos nove anos, dois meses e seis dias como profissional o EC Metropol foi administrado pela sociedade Freitas - Guglielmi. Neste período 176 atletas vestiram a camisa do time dos mineiros da Carbonifera Metropolitana. Dos 466 jogos que o clube realizou, quem mais atuou foi o goleiro Rubens, com 271 partidas, seguido do lateral Tenente, com 202 jogos, e pelo zagueiro Hamilton 183 partidas. O Tanque (apelido) Idésio é disparadamente o maior artilheiro da historia, com 140 gols, em 166 jogos. Seguido por Nilso com 83, Madureira com 62 e Valdir com 52 gols.

Estatisticas Gerais do Metropol
Os jogos do periodo profissional abrange 466 partidas disputadas em sua fase profissional de 1960 a 69. Ao todo são 265 vitórias, 113 empates e 88 derrotas. Os registros do Metropol são realizados até hoje pelo Torcedor Divino Antonio da Silva. Os jogos amadores e de aspirantes, do periodo de 1945 a 1960, infelizmente nao foram documentados.

Em 2009, completam-se 40 anos do encerramento das atividades no Esporte Clube Metropol. Apesar da distância no tempo, a mais lendária equipe do nosso futebol mantém seu fascínio sobre os aficionados do futebol. Às vezes, algum curioso vem me perguntar: "se o time era tão bom, por que acabou?"

De fato, o Metropol saiu de cena ainda por cima, logo após conquistar o estadual de 1969. Mas seu destino já estava traçado, devido a dois fatores. Um deles era o fim da sociedade Freitas-Guglielmi, que mantinha o time. O outro era a nebulosa eliminação para o Botafogo, na Taça Brasil. O episódio desiludiu Dite Freitas, patrono do Metropol, mas também impôs uma maldição de vinte anos sobre o time da Estrela Solitária.


Títulos

Taça Brasil (Sul): 1968
Campeonato Catarinense: 1960, 1961, 1962, 1967 e 1969
Torneio da LARM (*): 1960, 1961 e 1963
Torneio Inicio da LARM 1962 e 1963

Estádio Euvaldo Lodi

O Estádio Euvaldo Lodi mudou o nome para Estádio João Estêvão de Souza, em 1975, atualmente serve apenas para treinamentos e jogos de clubes amadores. O Euvaldo Lodi foi, durante anos, o palco de conquistas do Metropol, o time dos Carneiros (apelidado por seus adversários pois diziam que os jogadores eram "puxa-sacos" dos patrões).

Hino

Metropol, tua fama na historia
Vai deixando o seu rastro de porfia
Espalhando na sua trajetória
Uma grande excelsa maestria

Metropol cujo nome respeitado
Se reflete viril no espaço azul
É um hino de gloria consagrado
Nos recantos do solo Norte a Sul

O seu time é audaz é valoroso
E o lema é lutar pela vitória
Todo o prêmio leal e animoso
Ficará para sempre na memória

No momento aprazado chuta a bola
Nossa gente consagra o campeão
Panorama de luz se desenrola
Que abrasa todo o nosso coração.

Fonte das informações: Historias que o tempo esqueceu - A trajetória do EC Metropol, de José da Silva Júnior (1997); pesquisas realizadas por Carlos Eduardo e Arquivo Campeões do Futebol.

Mascote

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Grêmio Esportivo Novorizontino

Fundado no dia 11 de março de 1973, com o nome de Pima Futebol Clube, era formado na época, em sua maioria, por funcionários de uma fábrica de calçados que levava o nome de Pima. Essa escola-fábrica assistia crianças carentes em forma de orfanato.

Em 1976, depois de brilhar no futebol amador, conquistando o bicampeonato da Liga Catanduvense de Futebol em 1974 e 1975, o então presidente Arneldo Sauressing e diretoria resolveu inscrever o time no profissionalismo, colocando-o na 3ª Divisão do Campeonato Paulista. Como não poderia se chamar Pima, o presidente Arneldo, que era gaúcho, resolveu homenagear o Grêmio de Porto Alegre, colocando o nome "Grêmio Esportivo Novorizontino".

As cores amarelo e preto são originárias das cores da fábrica. O mascote do time é o Tigre, por também ter as cores do clube. Foi no ano de 1977 que assumiu a presidência do clube o empresário Dr. Jorge Ismael de Biasi, quando o time se transformou em um clube de futebol, conquistando títulos e revelando jogadores como Paulo Sérgio, Márcio Santos (da Seleção tetracampeã), Maurício (goleiro do Corinthians), Helder, Alessandro (ambos do Santos), Luis Carlos Goiano (do Grêmio de Porto Alegre), e muitos outros.

Foi também o Dr. Jorge Ismael de Biasi que levou o clube à conquista do vice-campeonato paulista de 1990, onde o Tigre perdeu o título na final para o Bragantino, depois de dois empates.

O presidente Dr. Jorge Ismael de Biasi construiu também o estádio Jorjão, com capacidade para 16.000 pessoas, um magnífico centro de treinamento com dois campos de futebol, além de outros confortos que muitos clubes brasileiros não possuem.

Em 1994, a família Chedid assumiu o clube. Não deu certo. O time foi rebaixado para a 2ª Divisão do Campeonato Paulista e se viu obrigado a abandonar a 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro. Muitas vezes foi obrigado a deixar Novo Horizonte para realizar seus jogos em Catanduva, Mirassol e outras cidades da região.

Em 1999, a equipe é afastada do campeonato e até 2008 encontrava-se com o status de licenciada.

Titulos

1.978 Campeão Chave Arakem Patuska ( 3 ª Divisão )
1.981 Campeão Grupo Amarelo ( 3 ª Divisão )
1.985 Campeão Grupo Branco ( 2 ª Divisão )
1.988 Campeão Paulista Juniores ( 1ª Divisão )
1.993 Campeão Grupo B Paulistão ( 1ª Divisão )
1.994 Campeão Paulista Aspirantes ( 1ª Divisão )
1.994 Campeão Brasileiro ( 3ª Divisão )
1.994 Campeão Paulista Juniores ( 1ª Divisão )

Estádio

O Estádio Dr. Jorge Ismael de Biase, ou Jorjão é o estádio do Novorizontino. Sua capacidade é de 16 mil lugares.

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Recentemente, o estádio foi ampliado e renovado, tendo sua capacidade aumentada para 20 mil lugares.

Hino
http://ultradownloads.com.br/download/Hino-do-Gremio-Esportivo-Novorizontino-SP/

Mascote
Tigre do Vale


Site

http://members.tripod.com/Novo_Horizonte/tigre.html

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Grêmio Esportivo Renner

O Renner foi fundado em 27 de julho de 1931, bem depois de seus principais rivais municipais, Grêmio (15 de setembro de 1903) e Internacional (4 de abril de 1909). O clube foi idealizado diretores e funcionários das antigas lojas A. J. Renner & Cia. (atuais Lojas Renner), de forma a dar atividades de recreação esportiva aos operários das fábricas. De início, o time oficialmente criado por Victor Gottschold, Avelino Amaral e Apolinário Corrêa começou a disputar suas partidas na Rua Frederico Mentz, no bairro Navegantes. No entanto, pouco mais de quatro anos depois de seu estabelecimento, o Renner inaugurou seu próprio estádio, o Tiradentes.

O local foi construído em um terreno doado por Antônio Jacob Renner (proprietário das lojas que levavam seu nome), e não demorou para ganhar a alcunha de Waterloo, dada a dificuldade para que o clube fosse derrotado em suas dependências. E foi em uma dessas “batalhas de Waterloo” que o Alvirrubro inaugurou as dependências de seu campo, derrotando o Taquarense por 5 a 4 em 15 de novembro de 1935. No ano seguinte, um pouco mais ambicioso esportivamente, o Renner participou da criação da Liga Atlética Porto-Alegrense (LAPA), que organizaria uma das ligas municipais.

Entretanto, o fracasso da competição porto-alegrense da LAPA fez com que o ‘Time dos Industriários’ deixasse de lado seu projeto inicial e integrasse a Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos (AMGEA), filiada à CBD (‘AMGEA cebedense’).

Em campo, os primeiros resultados logo vieram. Em 1938, o Renner conquistou o Torneio Início e o Campeonato Municipal da AMGEA cebedense, disputado contra Novo Hamburgo, Foot-ball Club Porto Alegre, Sokol e Ferroviário entre junho e outubro. No primeiro turno do Municipal, venceu Novo Hamburgo (2 a 0), empatou com Ferroviário (2 a 2), e goleou Porto Alegre (8 a 3) e Sokol (5 a 0). No segundo turno, venceu o Novo Hamburgo (4 a 1), perdeu para o Ferroviário (1 a 0) e derrotou Porto Alegre (3 a 1) e Sokol (2 a 0). Com o título da Zona Centro do Rio Grande do Sul, o Renner garantiu a vaga para o Campeonato Gaúcho do mesmo ano, mas acabou derrotado nas semifinais pelo Riograndense (campeão da Zona Litoral) e ficou de fora da final.

Em 1939, a AMGEA unificou seus dois ‘braços’, o Cebedense e o Especializado, inchando o Campeonato Municipal daquele ano. Entretanto, um acordo feito com a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) do Rio de Janeiro em 1937 obrigou os gaúchos a colocarem apenas cinco clubes em sua primeira divisão. Fez-se então o Torneio Relâmpago, com 11 equipes de Porto Alegre disputando as vagas na elite. Originalmente, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz, São José, Americano, Porto Alegre, Ferroviário, Renner, Sokol e Villa Nova disputaram o torneio, mas o Villa Nova abandonou a competição depois de três partidas. O Renner terminou na quarta colocação, empatado com Cruzeiro e Americano, mas foi o lanterna do torneio desempate, sendo ‘rebaixado’ para a Série B de 1940, ao lado de São José, Porto Alegre, Ferroviário e Sokol. Ainda em 1939, o Grêmio faturou a Série A do Citadino, enquanto o Americano foi rebaixado e deu lugar ao São José, campeão da Série B da capital gaúcha.

Décadas de 40 e 50 – o auge

Em 1940, o Renner chegou a cogitar a mudança de seu nome para Industrial ou Navegantes, de forma a tentar melhor sorte nos estatutos da AMGEA. Sem sucesso, o clube deixou escapar o acesso para a Série A, ainda que a boa fase do ataque valesse ao atacante Caburé uma convocação para a seleção brasileira, que disputaria o Campeonato Sul-americano na Bolívia – Caburé jamais jogou, já que os clubes gaúchos se recusavam a ceder seus atletas. Naquele mesmo ano, precisando apenas de um empate para voltar à elite sul-rio-grandense, o Renner foi derrotado pelo Porto Alegre, e permaneceu nas divisões inferiores. Aliás, não permaneceu, porque sequer se inscreveu para disputar o acesso em 1941.

Em 1942, com o início do profissionalismo no estado, o clube alvirrubro venceu a segunda divisão de Porto Alegre, mas não subiu. O acesso só veio em 1944, com mais um título da competição. Em 1947, o time foi quinto colocado do Citadino (que classificava seu campeão para o Campeonato Gaúcho, disputado contra os campeões de outras zonas regionais), ficando de fora da fase final (que contou com Internacional, Força e Luz, Cruzeiro e Grêmio); em 1948, ficou em sexto, à frente apenas do Nacional; em 1949, em sua melhor campanha até então, o Renner foi quarto, atrás de Grêmio, Inter e São José, e à frente de Nacional, Cruzeiro e Coríntians.

Mais estável, o Renner se tornou presença constante na elite porto-alegrense. Em 1950, a equipe do Tiradentes ficou em terceiro lugar, atrás da dupla Gre-Nal. No ano seguinte, ficou com a quinta colocação. Em 1952, foi vice-campeão municipal, perdendo o título para o Colorado por apenas dois pontos – no caso, o Inter venceu sete e empatou três de seus dez jogos, enquanto o Renner venceu seis, empatou três e perdeu uma, exatamente um 3 a 0 fora de casa para o próprio Inter, na segunda rodada do primeiro turno, em 14 de setembro. Em 1953, mais uma vez o título municipal ficou com o Internacional, que superou Grêmio e Renner.

A consagração, entretanto, viria em 1954, quando o Campeonato Citadino de Porto Alegre contou com clubes de São Leopoldo (Aimoré), Caxias do Sul (Flamengo e Juventude) e Novo Hamburgo (Floriano). Cruzeiro, Força e Luz, Grêmio, Internacional, Nacional e Renner – todos da capital – completaram o certame. Arrasador, o Time dos Industriários não perdeu nenhuma de seus 18 partidas, vencendo 15 e empatando três. Acabou campeão da cidade com três rodadas de antecipação, contabilizando 33 pontos (o Inter, vice, somou 27), e garantiu presença na disputa do título gaúcho.

Com isso, em janeiro de 1955, o Renner iniciou a disputa do quadrangular que decidiria o título estadual do ano anterior. Pela frente, o clube porto-alegrense teria o Grêmio Esportivo Gabrielense, de São Gabriel (representante da Serra), o Brasil de Pelotas (representante do Litoral e do Sul) e o Ferro Carril de Uruguiana (representante da Fronteira). O Gabrielense desistiu do torneio antes da primeira rodada, tornando a disputa ainda mais centralizada entre Brasil e Renner. Tanto que, no primeiro turno do triangular, os dois times venceram o Ferro Carril (2 a 1 para o Brasil e 2 a 0 para o Renner) e empataram entre si (1 a 1 na terceira rodada).

No segundo turno, os pelotenses venceram o Ferro Carril por 3 a 1, enquanto o Renner venceu por apenas 1 a 0. Em melhor fase, o Brasil viria a Porto Alegre para tentar a vitória sobre o Renner; porém, em mais uma batalha no Waterloo, os alvirrubros venceram por 3 a 0, com gols dois gols de Breno Mello (foto) e um de Pedrinho, e conquistaram – invictos – a maior glória de sua história. O time entrou em campo com Valdir de Moraes; Bonzo, Ênio Rodrigues, Orlando (depois Olavo) e Paulistinha; Leo e Ênio Andrade; Pedrinho, Breno Mello, Juarez e Joelcy, e ganhou tanta fama que ficou conhecido no Rio Grande do Sul como “Papão de 54”.

As boas campanhas se repetiram nos Citadinos dos anos seguintes (que passaram a se chamar Divisão de Honra), mas sem levarem novamente o Renner às fases decisivas do Gauchão. Em 1955, o clube foi terceiro em Porto Alegre, atrás de Inter e Grêmio. Em 1956, foi vice-campeão, atrás dos gremistas. Em 1957 e 1958, foi novamente terceiro, desta vez atrás de Tricolores e Colorados – na segunda, fez o artilheiro da competição: Higino, com 17 gols, ao lado de Gessi (Grêmio) e Marino (Aimoré). Em todas as ocasiões, o Municipal de Porto Alegre contou com pelo menos dez clubes, sendo que a edição de 1958 contou com 11. Ainda em 1957, o clube disputou o Torneio Quadrangular do Rio de Janeiro, ao lado de Vasco, Fluminense e Bangu (que se sagrou campeão).

Entretanto, ao final de 1958, a boa fase do Renner encontrou um adversário duro de ser combatido: as dívidas. Ao longo da década de 50, o clube vinha representando prejuízo para as lojas de A. J. Renner, que não pôde ser encoberto nem mesmo com o título estadual de 1954. Aí, ao final do Municipal de 1958, a empresa decidiu dar fim ao seu departamento de futebol profissional, encerrando o crescimento de um emergente dos gramados gaúchos.

O legado

Ainda assim, o Renner deixou importantes marcas para o futebol do Sul do Brasil. O time de 1954 contou com uma legião de craques do futebol das décadas de 50 e 60 – casos de Valdir Joaquim de Moraes (foto) e Ênio Andrade (que foram contratados pelo Palmeiras após o fechamento do clube gaúcho). Além disso, o Papão de 54 teve os artilheiros do Gauchão de 54, Joeci e Breno Mello – este segundo se transferiu para o Rio de Janeiro, onde defendeu o Fluminense e atuou como ator, participando de filmes como Orfeu Negro (vencedor da Palma de Ouro em Cannes), Os Vencidos, O Negrinho do Pastoreio e Prisioneiro do Rio.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 1954.
Campeonato Citadino de Porto Alegre: 2 vezes (1938 e 1954).

Estádio

Estádio Tiradentes

Seu estádio ficou conhecido como “Waterloo”, porque ali o time da casa era quase imbatível.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sete de Setembro Futebol Clube

O Sete de Setembro foi fundado no dia 7 de setembro de 1913. Seus primeiros jogos aconteceram no campo da Chácara Negrão, na rua Itajubá, em Belo Horizonte. Hoje em dia, a casa do Sete de Setembro é o Estádio Raimundo Sampaio, também conhecido como Estádio Independência. Raimundo Sampaio é um ex-presidente do clube.

Originalmente o estádio pertencia ao Governo do estado de Minas Gerais, mas com a inauguração do Mineirão em 1965, passou a ser propriedade do clube Sete de Setembro (motivo do estádio ser popularmente conhecido como Independência, em função da data histórica), mas com a extinção deste clube, em 1999 o América arrendou o estádio, mantendo-o sob sua administração por um período de 30 anos, num regime de comodato.

Foi vice-campeão citadino em 1919 e 1920. Em 1944, passou a se chamar Sete de Setembro Futebol e Regatas, quando foi criada a Federação Mineira de Remo. Em setembro de 1948, voltou a atender por Sete de Setembro Futebol Clube.

Títulos

Campeonato Mineiro da Terceira Divisão: 1997.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Caxias Futebol Clube

O Caxias Futebol Clube foi fundado em 12 de outubro de 1920, por vários simpatizantes de um esporte que então ainda dava seus primeiros passos na Manchester Catarinense. Vários clubes se iniciavam na nova arte, sendo o mais proeminente o América Futebol Clube, fundado seis anos antes.

Entre os pequenos de então se encontravam o Vampiro e o Teutônia. Seus adeptos resolveram juntar forças para fundar uma agremiação maior. As cores escolhidas foram o branco do Teutônia e o preto do Vampiro. Surgia assim um adversário à altura do alvi-rubro. Seu primeiro presidente foi Osvaldo Marquardt. O primeiro prélio registrado entre aqueles que se tornariam os maiores rivais do futebol joinvilense se deu no campo do América, então situado na Rua do Mercado (atual Av. Procópio Gomes), esquina com a atual Rua Padre Kolb, onde hoje está o SENAI. Foi disputado em 6 de março de 1921, como parte das festas pelo 70º aniversário da cidade. E o alvinegro ganhou por 2 a 1.

Em 1924 a Liga Santa Catarina de Desportos Terrestres (LSCDT) promoveu o primeiro campeonato de futebol no estado, contando somente com times da capital. Esta situação se manteve até 1928, quando times do interior foram convidados a participar. Os campeões locais jogavam entre si escolhendo o campeão do interior, que disputaria com o campeão da capital o título do Estado. Embora tenha sido disputado o campeonato de Joinville (o América foi o campeão), nenhuma equipe da cidade disputou a fase estadual.

Em 1929 o Caxias foi o campeão da fase citadina, vencendo o América por 1 a 0 no jogo final. Na fase seguinte derrotou o Lauro Müller de Itajaí por 3 a 0, credenciando-se para fazer a final do interior contra o Pery S.C. de Mafra. Nova vitória, desta vez por 2 a 1, e o alvinegro conquistou a vaga para disputar o título estadual contra o Adolfo Konder, campeão da capital. Em 13 de março de 1930, na inauguração do Campo da Liga, o Caxias se tornou o primeiro clube do interior a conquistar o Título Estadual ao vencer por esmagadores 7 a 3. Cilo (2), Raul Schmidlin (2), Reeck e Cirilo marcaram para o campeão. O time do jogo final teve: Benedito, Candinho, Chiquito, Marinheiro, José, Otto Senff, Meyer, Cirilo, Raul Schmidlin, Cilo e Reeck.

Em 1933 o Caxias inaugurava seu Estádio. Depois de ocupar o antigo campo do Vampiro (que ficava na atual Rua Orestes Guimarães, onde hoje se encontra a Fiação Joinvilense) e um terreno emprestado, na Rua Imaruhy (atual Henrique Meyer, onde hoje está o Hotel Tannenhoff), o Caxias resolveu investir na aquisição de uma área própria. O local escolhido foi o terreno onde até hoje está o seu estádio, na Rua Coronel Francisco Gomes. Pertencia a Ernesto Schlemm Sobrinho, que o vendeu em condições extremamente favoráveis. O pagamento foi concluído somente em 1947.

Na década de 30 o Caxias dominou amplamente a cena no futebol de Joinville, conquistando todos os títulos da cidade de 1935 a 1939. No Estadual, foi Vice-campeão em 1937 (perdeu a final para o Figueirense por 2 a 1) e terceiro colocado em 1938 e 1939.

Em 1941 perdeu a final para o Figueirense por 3 a 0. Em 1945 venceu o Avaí por 2 a 0 em Joinville. No jogo de volta a equipe azurra da capital venceu por 7 a 2 no tempo normal e por 2 a 0 na prorrogação.

No campeonato citadino, levantou os títulos de 1940, 1941, 1944,1945 e 1946.
Além de não ganhar o campeonato da cidade desde 1946, o Caxias assistiu o arqui-rival ganhar dois títulos estaduais na década anterior. Os anos 50s começaram mantendo o que se desenhara em 1947 e 1948: o América foi o Campeão Estadual de 1951 e 1952, depois de ter ganhado os títulos citadinos.

Para 1954 o Caxias juntou um elenco que acabou se transformando naquele que muitos consideram o melhor time do futebol catarinense de todos os tempos. Foi campeão invicto da cidade, com uma campanha incrível: 13 jogos (12 vitórias e 1 empate), marcando 39 gols e sofrendo apenas 8.

Dois fatos extra-campo ocorridos em 1954 viriam a marcar a história do Caxias. O primeiro deles: em um dia de clássico, um torcedor trouxe para o Estádio um pingüim com o qual havia se deparado na praia. A ave de terras geladas foi “pé quente”: o Caxias ganhou o jogo e um novo mascote.

O outro fato foi a comparação feita entre o time e um cavalo. Da mesma forma que o Gaulicho, um cavalo de corridas, o Caxias ganhava tudo. A coincidência de cores (o cavalo era todo preto com uma mancha branca na cara) fez com que surgisse o apelido, até hoje utilizado carinhosamente para designar o clube.

Em 1955 o Caxias repetiria a façanha: campeão invicto no Citadino e no Estadual. No campeonato da cidade foram dez jogos sem derrota e uma goleada histórica sobre o América: 6 a 0, fechando o campeonato.

O Caxias foi ainda Vice-campeão Estadual em 1959. O Campeão daquele ano foi o Paula Ramos, que recuperava a hegemonia do futebol catarinense para a capital depois de 14 anos.

O Caxias começou os anos 60 da mesma forma que havia terminado os 50: como vice-campeão estadual. Juntamente com o Marcílio Dias de Itajaí, secundou o Metropol de Criciúma, que surgiu como a grande força do futebol catarinense. O clube da Cidade do Carvão introduziu o futebol realmente profissional no estado e levantou 5 títulos estaduais até 1969.

Já no primeiro campeonato da década brilhava uma estrela de primeira grandeza revelada pelo Caxias: Norberto Hoppe foi o artilheiro do campeonato com 9 gols. Ele viria a repetir a proeza em 1966, marcando 33 gols, marca até hoje não igualada no futebol do estado. Foi o maior artilheiro do Brasil naquele ano, superando inclusive o Rei Pelé. Em 1967 transferiu-se para o Bangu do Rio de Janeiro, onde foi vice-campeão carioca.

Em 1968 o Caxias mais uma vez chegou muito perto do título estadual. Em um campeonato em que o Tribunal de Justiça Desportiva teve intervenção decisiva, o Alvinegro da Zona Sul decidiu o título com o Comerciário, atual Criciúma Esporte Clube. A equipe azul do sul do estado já havia comemorado o título, mas o Caxias acabou ganhando no STJD os pontos de uma partida contra o Guarani de Lages, igualando-se ao pretenso campeão.

A Federação então marcou os jogos finais do campeonato, em que o time criciumense levou a melhor: empates de 0 a 0 em Joinville, 1 a 1 em Criciúma e vitória do Comerciário por 2 a 0 em Florianópolis.

Fantasmas desse campeonato se instalaram na família caxiense e até hoje assombram os torcedores do Gualicho. As teorias conspiratórias vão desde arbitragens suspeitas (a anulação de um gol de Mickey em Criciúma) até o resultado do julgamento no TJD da FCF (revertido no tapetão do Rio de Janeiro). O fato é que o Caxias, com um time muito superior, ficou em segundo. A história registra: o Campeão Catarinense de 1968 foi o Comerciário.

Tempos difíceis se avizinhavam. A despeito de ter conseguido montar grandes times na década de 60, o Caxias começava a década seguinte passando por dificuldades. A construção de novas arquibancadas e vestiários drenava os recursos do clube, que passou a ter cada vez menos recursos para investir no futebol.

O Galo da Zona Norte pagou um alto preço pelo título. Depois daquela campanha o clube conheceu grandes problemas financeiros, da mesma forma que acontecia com o Caxias. No final de 1975 este fez uma proposta a um grande empresário de Joinville, caxiense histórico, para a recuperação do clube. Recebeu como resposta uma negativa e uma quase imposição: o empresário só financiaria a empreitada se houvesse um único clube que unisse a cidade inteira sob um novo projeto.

Aos dois tradicionais rivais não restou alternativa: deram-se as mãos, encerraram as atividades profissionais de futebol e entregaram suas respectivas vagas no Campeonato Catarinense a uma nova agremiação: o Joinville Esporte Clube. Que já nasceu vencedor. Herdeiro das tradições criadas e cultivadas pelos velhos adversários e também da torcida de toda a cidade, o JEC foi campeão logo no primeiro campeonato estadual que disputou. Com o elenco formado por jogadores de Caxias e América do campeonato anterior, desbancou a dupla da capital, que vinha dominando a cena desde 1972, alternando-se Figueirense e Avaí como campeões.

O novo clube, empurrado por Americanos e Caxienses que o adotaram desde o primeiro dia, foi disputar o Campeonato Brasileiro de 1977. Era preciso então de um estádio que pudesse abrigar a paixão dessa imensa torcida. O Caxias então cedeu o velho Ernesto Schlemm Sobrinho para servir de palco a vôos mais altos do estreante. Sem fazer qualquer restrição, o clube contentou-se apenas com duas salas nas dependências do Estádio ampliado, agora apelidado de Ernestão, para que pudesse fazer as reuniões da sua diretoria e manter o material histórico angariado durante seus 55 anos de gloriosa existência.

Encerrava-se assim mais um capítulo da história do futebol de Joinville. Novos capítulos passariam a ser escritos tendo como cenário o renovado Estádio, que já vira passar mais de 40 anos de glórias.

Foram dez anos de ausência quase absoluta de futebol. Não fossem alguns jogos de veteranos, ninguém teria entrado em campo com o glorioso manto alvinegro. Enquanto isso, velhos caxienses, e outros nem tão velhos assim, mantinham a chama acesa em reuniões e bate-papos. O clube se resumia às duas salas no Ernestão e à paixão de nomes como Otávio Moreira, goleiro do time nas décadas de 30 e 40, Rolf Wiest, que foi presidente do clube por diversas vezes, o craque Fontan e alguns outros abnegados.

Mas o Caxias não estava morto. Afinal de contas não se acaba com mais de cinco décadas de uma hora para outra. As glórias do passado e a paixão que não se apagou no coração dos caxienses eram chamas que ainda voltariam a brilhar.

Depois de tanto tempo sem futebol, o presidente Norberto Gottschalk resolveu encarar um desafio que para muitos soava como uma loucura: fazer o Caxias retornar aos campos. Uma camisa estampando o orgulhoso pingüim fez tanto sucesso na cidade que a idéia foi ganhando corpo e em 1996 o time voltou a disputar uma competição oficial: o campeonato da Primeira Divisão de Amadores de Joinville.

O rival América havia votado ao futebol na "Primeirona" alguns anos antes, e já havia ganhado quatro títulos. Era o tri-campeão do torneio e ostentava o título estadual de amadores. O desafio era grande para o Gualicho. E nada melhor do que desbancar o tradicional adversário para recomeçar. E o Caxias foi campeão ganhando do América por 3 a 2 em pleno Estádio Olímpico da Zona Norte. Estava reacesa a chama. O retorno, ao mesmo tempo singelo e glorioso, dava aos caxienses a dimensão da paixão: vinte anos depois, a torcida não havia esquecido o Gualicho.

O retorno em 1996 inoculou novamente o "vírus preto e branco" na pequena mas fanática e, principalmente, fiel torcida. Por mais alguns anos o clube seguiu disputando o campeonato amador de Joinville até que em 2001 - ano em que terminaria a cessão do estádio para o JEC - resolveu dar o grande passo, retornando ao futebol profissional. Assim, no dia 14/07/2001 jogando no Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho contra o Clube Atlético Camboriu pelo Campeonato Catarinense da Segunda Divisão, o Caxias Futebol Clube voltava, depois de 26 anos e 22 dias, às atividade de futebol profissional. Naquele ano o vice-campeonato não deu ao Caxias o direito de chegar à elite do futebol barriga-verde. Foi em 2002, com o título estadual da segunda divisão, que o Gualicho readquiriu o direito de participar entre os grandes de Santa Catarina.

De volta à elite depois de 28 anos, o Caxias re-estreou em grande estilo. Com a melhor campanha entre todos os times, foi o vice-campeão, derrotado pelo regulamento escrito para favorecer os grandes clubes do estado. Repetindo o que já havia acontecido em 1968, o clube viu fugir por entre os dedos um título que lhe era mais do que merecido. Invicto até o jogo final, foi novamente vítima de uma arbitragem covarde e tendenciosa, para dizer o mínimo.

Em 2003 o Caxias ganhou ainda o torneio seletivo da FCF que indicou o representante catarinense na série C do brasileiro, em que foi o campeão da sua chave na primeira fase, caindo na segunda diante do Pelotas, do Rio Grande do Sul.

O vice-campeonato estadual de 2003 deu ao Caxias vaga para a Copa do Brasil de 2004. No jogo que proporcionou o maior público da história do alvinegro, perdeu para o Fluminense do Rio de Janeiro por 3 a 1, despedindo-se aí da competição.

A campanha do Caxias no campeonato catarinense de 2004 começou lembrando a do ano anterior. Invicto, foi o melhor do primeiro turno. A receita desandou completamente no segundo turno, e o time acabou fora da fase final. Na série A-2 daquele ano, premido por imensas dificuldades financeiras, não conseguiu ficar entre os classificados para a série A-1 do Estadual. Em 2005, com muita dificuldade e quase sem apoio, disputou a série A-2, com o objetivo de se classificar novamente entre os melhores do estado. Com um elenco reduzido mas brioso, atingiu a meta: foi o quinto melhor entre os doze clubes, classificando-se para as finais do returno. Em 2006, parou com o futebol profissional novamente.

Estádio
Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho

Foi adquirido definitivamente em 1947, por 40 caxienses, que durante cinco anos pagaram a dívida do próprio bolso.
A inauguração se deu em 16 de abril de 1933, num jogo contra o Coritiba (clube que aniversaria no mesmo dia do Caxias), com vitória alvinegra por 3 a 1.

Tem capacidade para abrigar 4.000 pessoas sentadas na arquibancada totalmente coberta.
Capacidade total: 18000
Clique para ampliar

Está localizado a rua Cel. Francisco Gomes, bairro Bucarein, numa área privilegiada, de 21.000 m².

Títulos

Campeão Catarinense 1929, 1954/55 e da Segunda Divisão Estadual 2002

Hino

Gua gua gua gua gualicho
Eeta grande campeão
Gua gua gua gua gualicho
É o maior e não é sopa, não.

Gualicho apareceu
E o povo já gritou
Ta chegando a o cometa
Gualicho já ganhou.


Mascote












Site
http://www.caxiasfutebolclube.com.br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Cerâmica Atlético Clube

O Cerâmica Atlético Clube foi fundado em 19 de abril de 1950 pelos funcionários da Cerâmica de Gravataí para ser um espaço alternativo e popular para a prática do futebol. No início, o time jogava suas partidas numa área particular doada pelo proprietário da Indústria de Conservas Farrapo Ltda a qual possuía três setores, sendo um deles o de cerâmica. A mudança de endereço ocorreu quando seu presidente Alcides Corrêa obteve junto à prefeitura, em 1956, o terreno onde, até hoje, se encontra a Sede do Clube, na Avenida Loureiro da Silva, centro de Gravataí.

Anos depois, a Indústria de Cerâmicas, que deu nome ao time, tornou-se propriedade de Sinval Dias da Rosa e Antônio Vieira Ramos, dois dos 13 fundadores. Agora, o Cerâmica Atlético Clube deixa para trás seu início amador, quando se mantinha dos recursos dos próprios jogadores, para entrar numa era de profissionalismo. Do passado, traz apenas glórias e a união, que serão os alicerces para a construção de um futuro muito maior.

Há dois anos no futebol profissional, o Clube começa a tornar-se conhecido no Rio Grande do Sul, e, já tem suas ambições. Até 2010, o principal objetivo é chegar na Série A do Campeonato Gaúcho.

Estádio

Estádio Antônio Vieira Ramos. Capacidade 5000.
Foi inaugurado como profissional no dia 2 de março de 2008.

Primeira partida: Cerâmica 1 X 2 Cruzeiro-RS
Primeiro Gol: Cidinho (Cerâmica)

Hino

Letra: Manuela Caringi e André Brito
Interpretação e Música : André Brito

Cerâmica time de valor
És nosso guerreiro tricolor
Solo de grandes peleadores
Honrado por teus bravos jogadores

Preto, verde, amarelo
Bate nosso coração

A tradição é a nossa raça

Cerâmica pra sempre campeão.


Site
http://www.ceramicaatleticoclube.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Guanabara Esporte Clube

Em 2004, de fato, foi neste ano que começou a história do Guanabara Esporte Clube. Incentivados pelo amor ao esporte, o Presidente Bruce Wolff, juntamente com seu pai, o Vice-Presidente Jan Wolff, deram início ao sonho de construir um clube de futebol.

Buscando homenagear o Brasil e o estado do Rio de Janeiro, o clube acabou por adotar o nome e as cores que mais traduziam esta tentativa. Não à toa, o clube passou a chamar-se Guanabara (referência ao antigo estado da Guanabara, atual Rio de Janeiro) e ter as cores azul, amarela e branca (presentes também na bandeira nacional).

Passada esta etapa, a parte burocrática foi resolvida e no mês de outubro, mas exatamente no dia 05, o Guanabara Esporte Clube passou a pertencer ao quadro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Em 2005, o que mais marcou foi, sem dúvida, a aquisição, através de um leilão, do estádio Mário Castanho, localizado em Araruama, Região dos Lagos / RJ.

A nova casa do Guanabara, agora re-batizada de Arena Guanabara, passou por grandes reformas de reestruturação do gramado, ampliação das arquibancadas e revitalização da fachada, assim como nas áreas externas mais próximas ao estádio, como calçadas e postes.

No período final do ano, já com as obras bem avançadas e já com capacidade para 10.000 pessoas, a Diretoria começou a montar o elenco e comissão técnica para a temporada de 2006.

Em 2006, Guanabara Esporte Clube efetivamente começou suas atividades. Em seu primeiro desafio, o clube da Região dos Lagos encarou uma Seletiva de acesso à Segunda Divisão do Campeonato Carioca que ocorreria no mesmo ano. A classificação veio e, de quebra, o Guanabara conquistou a artilharia da competição.

Com o estádio ainda em obras, o Guanabara começou em abril aquele que até então seria seu maior desafio: a disputa da Segunda Divisão de Profissionais do Rio. Utilizando o estádio Eucy Resende de Mendonça, em Saquarema, também na Região dos Lagos, o Guanabara surpreendeu a todos e tornou-se a grande 'zebra' da competição. Entre 24 clubes participantes, o Guanabara conquistou o impressionante terceiro lugar geral do torneio. E, de novo, teve o artilheiro da competição.

Já no segundo semestre, deu-se início a Seletiva que daria aos quatro melhores clubes o acesso a divisão de elite do futebol carioca no ano seguinte. O torneio, impugnado pela justiça, acabou não valendo nada. O mais marcante desta fase ficou por conta do tão esperado encontro entre o Guanabara Esporte Clube e sua torcida, no dia 02 de setembro, quando o estádio, totalmente reformado, abriu pela primeira vez seus portões ao público.

Em 2008,pela primeira vez em sua história, o clube auri-anil formou os juniores para a disputa do Campeonato Carioca. Com um elenco formado majoritariamente por atletas e profissionais de Araruama, o clube fez uma campanha razoável na competição. O desafio foi superado e a experiência aprovada.

Quando os profissionais entraram em atividade, também sem nenhum tipo de apoio e com escassos recursos, a Diretoria sabia que as pretensões não poderiam ser muitas. Mesmo assim, o clube mostrou sua força e chegou à 2ª fase do Estadual da Segunda Divisão.
Estádio

Adquirido em 2005, o então estádio Mário Castanho, agora re-batizado de Arena Guanabara, passou por obras de expansão em suas arquibancadas, revitalização das dependências e fachada e, por último, por uma grandiosa reforma de seu gramado. Capacidade 10000.

Guanabara, nossa alegria de viver.
Guanabara, nosso time sempre pronto pra vencer.
Guanabara, suas cores reluzidas no brasão...

Azul é o céu,
Amarelo é o sol,
Branco é a paz do futebol!
(2X)

A torcida, a torcida reunida,
Se empolga neste mar de alegria.
Nasceu na terra do Tupinambá,
Fazendo Araruama festejar!

Azul é o céu,
Amarelo é o sol,
Branco é a paz do futebol!
(2X)
Hino

Por Alexandre Martins e Laís Alfradique



Mascote
Leão - o Papão dos Lagos,















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