quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

América Football Club

Após uma cisão no Clube Atlético da Tijuca seus dissidentes passaram a se encontrar na casa de um deles, Alfredo Mohrstedt, para fundar uma nova agremiação.

A reunião aconteceu no dia 18 de setembro; estavam presentes, afora seu proprietário, Henrique Mohrstedt, Oswaldo Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Guilherme Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado.

Surgiram três propostas para o nome do clube: Oswaldo Mohrstedt propôs Rio Football Club , em homenagem à Cidade, Henrique Mohrstedt sugeriu Praia Formosa Football Club, por ser o nome da rua em que o clube estava sendo criado, mas a proposta aceita por todos foi a de Alfredo Koehler: America Football Club, em homenagem ao continente como um todo.

A primeira partida oficial aconteceria no dia 6 de agosto de 1905, num amistoso com o já estabelecido Bangu Atlético Clube (apesar de oficialmente em 17 de abril de 1904, os operários brasileiros e dirigentes ingleses já praticavam esportes nos terrenos e nas dependências da fábrica de tecidos que lhe deu origem desde o final do século XIX).

A primeira partida oficial aconteceria no dia 6 de agosto de 1905, num amistoso contra o Bangu Atlético Clube, os inexperientes americanos foram derrotados por 6x1. Nesse jogo, o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira Pinto se tornou o primeiro jogador a marcar um gol defendendo o America. A escalação do time foi Oswaldo Mohrstedt; Francisco Pinto e Gustavo Bruno; Romeu Maina, Amilcar Teixeira Pinto (capitão) e Nabuco Prado; Alfredo Koehler, Jaime Pina, Durval Medeiros, J.Bermuder e Gustavo Garnett.

O America atuou com seu primeiro uniforme, que perduraria até 1908: camisas e meias pretas, calções e gravata brancos. Uma curiosidade: se observar com cuidado, pode-se constatar que a camisa americana apresentava sete botões: dois no colarinho e cinco na camisa; eles simbolizavam cada um daqueles sete idealistas que, em 1904, fundaram um clube que se tornaria, brevemente, uma das glórias do esporte brasileiro. Posteriormente, o jogador, técnico e dirigente Belfort Duarte adotou o uniforme rubro.

O primeiro jogo oficial foi travado contra o Bangu, perdendo por 6 a 1. O inexperiente time foi facilmente derrotado, mas ali o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira de Castro marcou o primeiro gol da história americana.

O primeiro campo do América foi num terreno baldio, pertencente a Estrada de Ferro Rio D'Ouro, à Rua Pedro Alves. Em 12 de agosto de 1906, houve a transferência para a Rua São Francisco Xavier, 78. Como este campo não tinha as medidas para a disputa de partidas da primeira categoria, precisou-se indicar, em 1908, o campo do Bangu, na Rua Ferrer e em 1910, o do Fluminense, na Rua Guanabara (atual avenida Pinheiro Machado).

Em 1911 o América finalmente conseguiu um bom campo de futebol, na Rua Campos Sales na Tijuca, após a fusão com o Haddock Lobo Football Club, dono do campo. A fusão e a manutenção do nome e das cores do América após a mesma foi conseguida graças à habilidade dos dirigentes do América. Com o Haddock Lobo passando por uma crise financeira, a diretoria americana sugeriu a fusão entre os dois clubes tijucanos. O novo clube, de acordo com a proposta inicial, se chamaria Haddock Lobo-América Football Club.

Aceita a fusão, aos poucos os dirigentes rubros convenceriam os do Haddock Lobo a manter o vermelho e branco americanos nas cores do novo clube (o Haddock Lobo era alvi-marrom), e depois a manter o nome da agremiação como América Football Club. A fusão entre os dois clubes, na prática, acabou sendo apenas uma aquisição dos terrenos do Haddock Lobo e integração dos atletas do Haddock Lobo (entre eles Marcos Carneiro de Mendonça), já que a identidade do América permaneceu inalterada.

Já reforçado pelos atletas do Haddock Lobo, o América ganhou mais jogadores com a extinção do Riachuelo Football Club, em 1911. Além dos atletas, ex-sócios dessa agremiação se integraram ao clube rubro. Assim, o América fortalecia suas bases para em breve figurar entre os maiores clubes do Rio de Janeiro.

No dia 18 de Setembro de 1912 o América realizou a primeira partida internacional de sua história, tendo sido derrotado pela Seleção Chilena de Futebol pelo apertado placar de 3 a 2.

O América começou a se firmar entre os grandes do Rio de Janeiro em 1913, quando conquistou o Campeonato Carioca com 12 vitórias e apenas 3 derrotas, ao derrotar o São Cristóvão em 30 de Novembro por 1 a 0 com gol de Gabriel de Carvalho aos 8 minutos de jogo. Numa partida deste campeonato, o americano Belfort Duarte colocou a mão na bola dentro da área e como o árbitro não viu, ele se acusou e o pênalti foi marcado. Jogador que nunca foi expulso em sua carreira, Belfort Duarte virou nome de prêmio oferecido aos jogadores mais disciplinados, aqueles que nunca fossem expulsos em sua carreira.

Nesta campanha, o América somou mais pontos nos dois turnos e foi o campeão. Uma curiosidade marcou este título: a força dos cartolas americanos.

No segundo turno, o time se recusou a enfrentar o São Cristóvão em terreno público, em um campo sem cercas, na Praça General Deodoro, atual estádio do adversário. A liga aceitou os argumentos e jogo foi transferido para o dia 23 de novembro.

Um simples empate consagraria o Alvirubro, mas o time perdeu por 1 a 0. Os dirigentes americanos conseguiram comprovar que o oponente atuou com um atleta que não estava inscrito, anulando a partida. Finalmente, no dia 30 do mesmo mês, outra disputa é marcada para as Laranjeiras e, finalmente, o América consegue seu primeiro título.

O segundo título americano ocorreu em 1916, quando o clube novamente conseguiu somar mais pontos que seus adversários. O vencedor de 1922 teria o charme de ser conhecido como "o campeão do centenário da independência do Brasil". Neste ano, o América conseguiu o feito, liderado por Osvaldinho, um meio-campo de estilo clássico, cuja elegância dentro e fora de campo lhe renderam o apelido de “Divina Dama”. Até hoje ele é considerado o melhor jogador da história do alvirrubro.

O Divina Dama, ao lado de Pennaforte e Floriano, conquistou em 1928 outro título estadual para o clube. O quinto Campeonato Carioca do América, em 1931, ocorreu em uma competição muito confusa, na qual o Botafogo ameaçou sair. Na rodada final, o Vasco possuía um ponto a mais que os americanos. A vitória só foi confirmada quando a equipe rubra bateu o Bonsucesso e o os cruzmaltinos perderam para o Botafogo por 3 a 0.

Em 1935, houve dois campeões cariocas, o Botafogo e América. O alvinegro pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos, a FMD, e o América pela Liga Carioca de Football,a LCF. Sem Botafogo, Vasco, São Cristóvão e Bangu, o time americano conseguiu seu título batendo Fluminense e Flamengo, mas isso aconteceu de forma surpreendente, pois se encontrava em uma grande crise financeira. A equipe deste ano ficou conhecida como “Tico-Tico no Fubá”.

Um dos feitos lembrados pelos torcedores do América foi o jogo contra o Peñarol, time base da seleção uruguaia campeã da Copa do Mundo de 1950, em 1951. No dia 18 de julho, o estádio Centenário recebeu o alvirrubro em um jogo festivo para comemorar o feito. Os torcedores e jogadores do Peñarol acreditavam em uma vitória fácil, o que não ocorreu. Os cariocas lutaram bravamente e conseguiram vencer por 3 a 1.

Após 15 anos, o América ergueu sua última taça do Campeonato Carioca. A competição desta vez reunia os principais clubes do estado. Após muitos vices, os americanos, liderados pelo jovem técnico Jorge Vieira, 24 anos, puseram fim no longo período de jejum em 1960.

A equipe chegou perto novamente em 1971, quando conseguiu a Taça Guanabara, o título do primeiro turno, e em 1982, quando, liderados por Edu, conquistou a Taça Rio, o segundo turno da competição. Porém, não teve sucesso na final.

Em 12 de junho de 1982, o América conquistou o Torneio dos Campeões, competição organizada pela C.B.F. nos moldes do Campeonato Brasileiro, contando com a presença dos maiores clubes do Brasil, derrotando na final o Guarani(SP), por 2 a 1 [12]. Neste ano, o América conquistou também a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual do RJ ao vencer o Fluminense na última rodada por 4 a 2.

Em 1986, o América conquistou a melhor colocação em Campeonatos Brasileiros da 1° Divisão, chegando em quarto lugar.

Até 1986 disputou todas as edições do Campeonato Brasileiro na Série A e era então, segundo o Ranking da CBF daquela época, a 13ª equipe mais bem classificada na história do torneio. Naquele ano, inclusive terminou o Campeonato Brasileiro em 3° lugar, levando 50.502 espectadores pagantes ao Maracanã na semifinal em que empatou de 1 a 1 contra o São Paulo FC.

No ano seguinte foi criado o Clube dos 13 que organizou, com o aval da CBF a Copa União. O América foi excluído da disputa pelos organizadores desta copa e recusou-se a disputar a 2ª Divisão. Manteve-se afastado de competições oficiais por um ano e ao retornar manteve-se longe da tradição histórica, caindo agora no campo para a segunda divisão. Problemas institucionais com a CBF e com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro impediram o América de continuar a sua trajetória como anteriormente.

O processo de recuperação do clube começou em 2000 com a inauguração do Estádio Giulite Coutinho e uma grande reestruturação financeira, fiscal e patrimonial. Este processo refletiu-se no departamento de Futebol, com a classificação para a Copa do Brasil em 2004 e 2005.

Em 2006 o clube voltou a seus tempos de glória, sendo a grande sensação do Campeonato Carioca: teve a melhor campanha nas fases classsificatórias, foi finalista da Taça Guanabara e também semifinalista da Taça Rio. Na final da Taça Guanabara, contra o Botafogo, quando a não marcação de um pênalti a favor do América poderia ter mudado a história desta taça e do próprio campeonato, estiveram presentes cerca de 45 mil espectadores, o maior público do torneio. Além disso teve 4 jogadores e seu treinador eleitos para a seleção deste campeonato, em que terminou na terceira colocação, posição repetida por 14 vezes pelo América na história do Campeonato Carioca. Com esta campanha, garantiu presença na Copa do Brasil de 2007.

Sua boa fase foi confirmada na Taça Guanabara de 2007, sendo semifinalista novamente, vencendo os clássicos contra Vasco (2 a 1), Fluminense (2 a 0) e Botafogo (2 a 1). Agora o América prepara-se para, no Século XXI, retornar a sua trajetória de sucesso.

2008: O pior ano da história do América

Para o ano de 2008 o América apostou no inexperiente técnico Ademir Fonseca, mas após derrota sofrida na estréia para o Duque de Caxias, este técnico foi demitido, sendo substituido interinamente por Jorge Vieira, responsável pelo futebol do clube e que foi o técnico campeão carioca pelo clube rubro em 1960 e posteriormente por Amarildo Tavares da Silveira, ex-jogador da Seleção Brasileira, apelidado de "O Possesso". Ainda na Taça Guanabara foi contratado Gaúcho, para enfim tentar tirar o time da incômoda situação de ter de lutar contra o rebaixamento no Campeonato Carioca, o que apesar da reação da equipe rubra na Taça Rio não adiantou, pois o América foi rebaixado em 5 de abril, o que ocorreu pela primeira vez em sua história, tendo disputado até então, 100 campeonatos cariocas da primeira divisão, atrás apenas de Fluminense e Botafogo em número de presenças nesta competição.

Títulos

Campeonato Carioca: 7 vezes (1913, 1916, 1922, 1928, 1931, 1935 e 1960).

Torneio dos Campeões: 1982.

Estádio

Foi inaugurado em 23 de janeiro de 2000 no jogo America 3 x 1 Seleção Carioca. Tendo o atacante Sorato, do America, feito o primeiro gol no estádio. O campo de jogo mede 105m x 70m.

Com capacidade para 16.000 espectadores, com ampliação já prevista para 32.000; campo de jogo nas dimensões do Maracanã, localizado no município de Mesquita, na região da Baixada Fluminense, entre importantes municípios em PIB do Estado do RJ (Duque de Caxias – R$6 bilhões e Nova Iguaçu- R$3 bilhões). Seu recorde de público foi no jogo América 2 a 2 Flamengo, com 9.009 pagantes, em 5 de março de 2006.

No estado do Rio de Janeiro somente o America e o Vasco têm estádios próprios.

Hino

De autoria de Lamartine Babo

Hei de torcer, torcer, torcer...
Hei de torcer até morrer, morrer, morrer...
Pois a torcida americana é toda assim
A começar por mim
A cor do pavilhão é a cor do nosso coração
Em nossos dias de emoção
Toda torcida cantará esta canção
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la-la
Tra-la-la-la-la
Campeões de 13, 16 e 22
Tra-la-la
Temos muitas glórias
E surgirão outras depois
Tra-la-la
Campeões com a pelota nos pés
Fabricamos aos montes, aos dez
Nós ainda queremos muito mais

América unido vencerás!

Mascote

A mascote do América é um diabo por causa da cor vermelha adotada pelo clube em 1908.


Site
http://www.america-rj.com.br

Galícia Esporte Clube

Numa época na qual o futebol tateava em busca do seu lugar ao sol como esporte de peso, os goleiros usavam boinas, e, as chuteiras eram quase botas de couro... Nasce um time com pretensões de campeão. No dia primeiro de janeiro de 1933 foi fundado o Galícia Esporte Clube. Time da colônia de espanhóis que residiam em Salvador. Eduardo Castro de la Iglesia, dono de uma alfaiataria, e seu amigo, Jose Carrero Oubinã, tiveram a idéia de criar o clube.

O Galícia tinha a missão, implícita, de, além de cumprir o seu papel em campo e jogar bom futebol, ser um ponto de convergência para estreitar os laços amistosos entre baianos e galegos, como eram chamados os espanhóis.

A trajetória dos azulinos ou granadeiros - como era conhecido o Galícia - na década de 1930 foi figurada por alguns clubes que talvez o torcedor de hoje nunca tenha ouvido falar. São eles: Andaray F.C., S.C. Tejo, Botafogo F.C., Itapagipe S.C., S.C. Dois de Julho, A. Athletico Belmontense, Hellenico F.C., C.A. Nego, Olympico F.C., Fluminense F.C., E.C. Energia, Guarani F.C., FCRBM, Ypiranga F.C., E.C. Bahia e Vitória.

A imprensa baiana era uma atração à parte. O noticiário esportivo era um ‘show de improviso’. Havia as mais esdrúxulas opiniões sobre os times, as matérias nos jornais impressos eram ‘compactos dos jogos’ [do modo como assistimos na TV, hoje]. Até um convite para o treinamento de determinado clube ganhava destaque nos noticiosos da época. A Tarde, Diário de Notícias e Estado da Bahia eram os grandes jornais impressos que mantinham diariamente o caderno esportivo.

O Galícia era sempre pauta para esses jornais. Era bastante querido também. O Diário de Notícias exaltava tanto o time que, mesmo perdendo, o Galícia recebia o destaque das matérias: “No campo de Brotas, como fora comunicado, realizaram-se ontem as duas partidas de football. A assistência foi regular, apesar da chuva que caia impertinente. Grande número de representantes da colônia espanhola lá estava torcendo para o Galícia... Assim foi o embate... os contendores [jogadores] fizeram um jogo de boa combinação, sempre cercado da vontade de vencer. 4x2 a favor do Independência foi como acabou essa partida... mas o Galícia fez o primeiro gol por intermédio de Dudu, o segundo foi feito por Aureliano” (Diário de Notícias, 10/4/1933).

Comentários elogiosos também eram comuns ao Galícia e à sua colônia espanhola: “Será realizada amanhã no elegante campo de Brotas, uma linda festa esportiva, dedicada à colônia espanhola residente nesta capital” (Diário de Notícias, 8/4/1933).

No ano do seu lançamento no cenário do futebol baiano, existente desde 1901, introduzido por Zuza Ferreira, o Galícia derrubou muitos times ‘adultos’ como o Boa Vista (6x1), o Négo por 6x3, a Associação Athlectica (5x3), e por aí vai.

Mesmo o 8x1 que sofreu contra a forte equipe do São Cristóvão, do Rio de Janeiro, não ofuscou o brilho desse clube que não foi fundado, mas, incorporando a cultura popular soterópolis, estreou [é como dizem: “baiano não nasce, estréia”].

Mas, acontece algo, no ano de sua fundação, que esboçava ser um carrasco perseguidor do clube até a sua triste queda para a segunda divisão do futebol baiano em 1999: o Galícia foi vítima dos Cartolas baianos. Haveria um jogo contra a Associação Athlectica, valendo pela liga de futebol de Brotas (ABEA).

O Galícia, alegando ter a maioria dos seus jogadores machucados, solicitou, junto à ABEA, o adiamento do jogo. Só que a Liga de Brotas não acatou. Começou a confusão que foi acompanhada de perto pela imprensa. “Um sururu diplomático – A ABEA estabelece, para amanhã, o encontro do Galícia com a A.A. de Brotas, mas o club da colônia espanhola, talvez, não apareça ao campo...

“Depois do resultado da sessão de ontem na ABEA, o Galícia ao que estamos informados, deliberou não ir ao campo e assumir a responsabilidade das respectivas conseqüências” (Diário de Notícias, 2/12/1933).

Enfim, o Galícia não foi ao campo mesmo, e, esse episódio resultou no desligamento proposital do Galícia da ABEA e posterior inscrição na Liga Baiana de Desportos Terrestres, para jogar o Campeonato Baiano de 1934. Para esse fim, que dava ao Galícia, ainda no ano de sua fundação, o prestígio de um grande clube de futebol, os dirigentes fizeram contratações audaciosas visando à temporada de 1934. O ótimo centro-avente Nestor [como era reverenciado pela mídia], Raul, Silvino e Mila, foram os jogadores incorporados ao elenco principal do Galícia.

O primeiro jogo do Galícia pelo Baianão de 34, no dia 18/5, foi contra o Vitória. E, advinha o placar?! O Galícia enfiou uma goleada no Rubro Negro, 6x3. Gols de Dudu, Dedé (fez dois), Job, que também fez dois gols e C. Antonio. Dedé e Job foram os grandes goleadores do Galícia na década de 1930. O azulino continuou jogando bem durante todo o campeonato, apesar de não ter levantado o ‘caneco’.

Em 1935 o Galícia venceu o Torneio Início, que era uma espécie de pré-temporada. Era uma disputa entre os principais clubes da Bahia, antes do Campeonato Baiano, ou Campeonato da Cidade como também era chamado. O primeiro jogo do Torneio foi contra o Bahia [venceu por 2x0].

Na semifinal, pegou o Botafogo e venceu por três corners a zero [quando o jogo terminava empatado no tempo regulamentar, havia uma prorrogação, tempo extra. Se continuasse empatado, eram contados os escanteios. Quem tivesse mais escanteios ao seu favor era o vencedor do jogo].

Já na final, o Galícia enfrentou o Ypiranga e venceu por quatro corners a zero. Em 1936 os granadeiros conquistaram o vice-campeonato, jogando contra o Vitória. Não foi uma final. O Campeonato era por pontos corridos. E, no jogo que valia a segunda colocação, o Galícia deu 3x1 nos ‘Leões da Barra’.

O primeiro título baiano do Galícia veio em 1937. O time campeão era formado por De Vinche, Bubu e Bisa; Ferreira, Vani e Walter; Dedé, Servilho, Vareta, Bermudes, Palito e Moela.

A década que reservava grandes emoções para o torcedor galiciano começou com o Galícia tentando vencer o Campeonato Baiano do ano anterior. Devido a problemas estruturais e de organização, o Baianão de 39 terminou somente no dia de Yemanjá.

Dois de fevereiro de 1940 foi a data do jogo que deu o título baiano de 1939 ao Ypiranga. O Galícia ocupava o segundo lugar na tabela e precisava vencer o Botafogo para sagrar-se campeão. Chegou a estar à frente do placar, mas permitiu a virada do clube chamdo de “glorioso” e perdeu o jogo por 3x2, ficando com o vice-campeonato.

Na década de 1940, o jogo Galícia x Bahia era considerado pela imprensa como o “Fla x Flu baiano”. Isso, porque as duas equipes quando se enfrentavam davam o melhor de si para conquistar a vitória. A rivalidade se assemelha ao memorável Ba x Vi, dos dias de hoje.

Porém, o acontecimento esportivo de mais notoriedade dos anos de 1940 foi à conquista do Tri-campeonato Baiano pelo Galícia. Os três anos seguintes a 1940 foram determinantes para sagrar o Azulino como um grande clube de futebol baiano. A mídia, que havia criticado os azulinos pelas campanhas não muito convincentes nos anos posteriores à conquista do campeonato de 1937, percebia que o Galícia teria destaque no início da década e alertavam que o clube lutaria para reconquistar o título de “O Demolidor de Campeões” - termo usado pela imprensa atribuído ao jornalista do jornal A Tarde, Aristóteles Gomes, a autoria do apelido.

Antes da empreitada em busca do que seria uma seqüência de conquistas do Baianão, o Galícia conquistou em 24/3/1941 o título de campeão do Torneio Relâmpago, vencendo o Bahia na final por 6x4. Os artilheiros do jogo foram Curto e Cacuá, que marcaram dois gols cada, Vevé e Tabaréo marcaram um, cada.

E não foi só isso! Os granadeiros realizaram a façanha de derrubar grandes clubes do eixo Rio-São Paulo, como narra o Diário de Notícias de 31/3/1941: “Não desmerecendo a sua tradição e o seu valor, após 90 minutos de luta equilibrada, disputada palmo a palmo, deixou o campo com as honras do triunfo o ‘Demolidor de Campeões’ – O Galícia soube corresponder à confiança do público esportivo baiano realizando ontem a façanha de derrotar o Vasco da Gama por 2x1. Gols de Reginaldo e Cacuá”.

O Campeonato Baiano de 41 iniciou no dia 12 de maio, com o Galícia vencendo o Fluminense, de Feira de Santana, por 2x1. Daí em diante foi só alegria. O Galícia se manteve invicto até as últimas rodadas do campeonato. 2x1 no Vitória e no Bahia, e 5x2 no Botafogo, foram algumas das brilhantes vitórias da equipe galiciana.

Até um empate em 1x1 com o Ypiranga, contando com apenas nove jogadores em campo [o Galícia], foi abrilhantada pela cobertura midiática. Como era o ano de intensas alegrias, fatos inusitados também ocorreram. Num jogo amistoso o Galícia detonou uma goleada de 13x1 em cima da equipe do Hipagriba. Novinha e Mário porto foram quem mais marcaram, três gols cada. Curto fez dois gols e Carapicú, Palmer e Mimi fecharam a contagem.

Mas, pra variar, Cartolas baianos tentaram ofuscar mais uma vez o brilho inquestionável do azulino. O Bahia queria uma melhor de três contra o Galícia, na final. O azulino, por sua vez, não concordava e considerava-se com quatro pontos à frente do Tricolor na tabela. Depois de muita confusão e indefinição o Campeonato Baiano de 1941 encerrou no dia 25 de fevereiro de 1942, tendo o Galícia proclamado Campeão Baiano.

Já O Bicampeonato não foi tão truculento. Depois de uma campanha invejável a equipe granadeira conquistou o Campeonato Baiano de 1942, vencendo o seu sempre freguês, o Bahia, por 3x1, no dia 31 de outubro de 1942. Gols de Palito (dois) e Reginaldo.

A história do Tri, é, sem dúvida, cheia de emoção. O Campeonato de 1943 foi decidido em uma melhor de três contra o Botafogo. O Galícia chegou à disputa do título após está, quase todo o campeonato, na terceira colocação da tabela, e o Botafogo liderando.

A chegada para a reta final foi alcançada por mérito do próprio Galícia, que impediu a acelerada marcha do Botafogo rumo ao título. No jogo em que o Botafogo sagrar-se-ia campeão se vencesse ou empatasse, o Galícia derrubou-o por 3x0. Todos os três gols de Izaltino. E se lançou para a disputa do título.

No primeiro confronto o Galícia saiu na frente e ganhou o jogo por 4x2, no dia 18/4/1944, com gols de Izaltino, Pequeno, Louro e Curto. No segundo embate, no dia 25/4/1944, o Botafogo venceu por 2x1, dando mais emoção à final. Na última e decisiva partida do Campeonato Baiano de 1943 o time da Cruz de Santiago, o Galícia, venceu o Botafogo por 5x1, sagrando-se TRI-CAMPEÃO BAIANO, no dia 28 de abril de 1944, com gols de Pequeno (fez dois), Izaltino, Curto e Alberto.

Grande transformador do panorama do futebol baiano na década de sua fundação, nos anos 30, verdade é que o Galícia enfrentou um tenebroso inverno quanto aos resultados obtidos em campo a partir da segunda metade da década de 40 (o tricampeonato veio em 41, 42 e 43) até o final dos anos 60, quando o primeiro tricampeão da Bahia conquistou o vice-campeonato do estado em 1967 e o quinto título baiano de sua história, em 1968.

Apenas para contextualizar, o governador da Bahia na época era Luís Viana Filho e o presidente da república era o General Costa e Silva, famoso por ter implantado o Ato Institucional de Número 5, marcado como o período de maior repressão nos anos de chumbo da ditadura militar. Nos gramados da cidade, o Galícia recuperava a coroa e mandava o ostracismo para bem longe do Campo da Graça.

Desde a fundação do Galícia Esporte Clube, em janeiro de 1933, apenas duas décadas ficaram negativamente marcadas na história do Clube da Colônia em decorrência da ausência do Azulino em uma única final do Campeonato Baiano da Primeira Divisão: década de 50 e os anos 70. É que em todas as demais, com exceção dos anos 2000 (que ainda não findaram) os Granadeiros de Santiago ou levaram o caneco principal para o Parque, ou realizaram belas campanhas em alguns vice-campeonatos históricos como os de 1936 e 1967 – este último vencido pelo Bahia, embora o Galícia tivesse aos olhos de todos o melhor time.

Os anos 70 foram determinantes para a consolidação da hegemonia da dupla Ba-Vi no estado e para o enfraquecimento dos tradicionais Botafogo, Ipiranga e o próprio Galícia. Não que o crescimento de Vitória e Bahia fosse a única causa de tal realidade, tanto que até os dias atuais é muito raro que tenhamos três clubes bem estruturados e relativamente semelhantes em potencial em uma mesma metrópole.

Contudo, se o desempenho do Azulino nas competições estaduais e regionais não era nem sombra do que ocorrera nas décadas de 30, 40 e 60, pode-se dizer que as excursões realizadas pelo clube no período da ditadura militar tiveram um papel importante para a imagem da instituição Galícia aos olhos do mundo. Naquela época, como em outra qualquer, um clube ter visibilidade internacional e dívidas amenizadas não era pouco. Era preciso unir o útil ao agradável e foi isso que o Clube da Colônia fez no ano de 1974, quando cravou sua Cruz de Santiago na Europa.

Ainda em 1974, o clube não se limitou a excursionar pelo continente europeu, viajando também para a África e a Ásia, o que o levou a realizar 21 jogos, dentre os quais o já histórico confronto com a Seleção da Iugoslávia, além da Somália e Tanzânia. Ao todo, foram dez vitórias, seis empates e cinco derrotas.

O Galícia oscilou entre o céu e o inferno na década de 80, após os anos de chumbo dos anos 70. Logo no primeiro ano veio o vice-campeonato baiano na disputa em que o Vitória faturou o título. Em 1982, a bola dos Granadeiros “beijou a trave” novamente em uma nova decisão de Baianão, mas o novo vice-campeonato teve um sabor mais do que especial: é que em menos de três anos o Azulino disputava pela segunda vez a Taça Ouro, equivalente ao que conhecemos hoje como Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro (Série A), além de rebaixar, assim, o rival Bahia para a Taça de Prata. Na competição nacional, a melhor colocação do Galícia foi o 25.° lugar.

O time base em 81 era: Helinho; Oliveira, Morais, Luis Carlos e Flávio; Carlos Roberto Wilfredo e Fred; Robson, Alberto, Leguelé e Silvado.

Todavia, se os primeiros quatro anos da década de 80 renderam dois vice-campeonatos estaduais e duas disputas da Taça Ouro para o Galícia, que teve a oportunidade de representar a Bahia juntamente com o Vitória, os anos conseguintes foram repletos de decepções que culminaram com a degola no Estadual em 1987. Mesmo assim, o Azulino levantou, moveu a poeira e deu a volta por cima, como a Fênix e conquistou o título da Segundona no mesmo ano, retornando a elite do futebol baiano.

Após ter se reestruturado em relação a queda para a Segunda Divisão do Campeonato Baiano em 1987, o Galícia repetiria aquela fórmula bastante requisitada pelos clubes brasileiros no século XX: as excursões internacionais visando a divulgação da imagem institucional do clube, e, é claro, uma fonte de renda extra para os cofres nem sempre recheados das agremiações esportivas do país. O então médico da delegação que excursionara para os continentes europeu, africano e asiático em 1974, Sandoval Guimarães já era presidente do Azulino em julho de 1992, quando os Granadeiros viajaram rumo a Espanha.
O torcedor do Galícia deve estar se perguntando como tamanha viagem seria possível? A resposta está na Junta de Galícia (governo local), patrocinadora e promotora da excursão, que bancou passagens e hospedagem à delegação que ficara hospedada na Universidade Municipal Monte Celo, em Pontevedra. Além disso, o que convenhamos não é nada mal, o clube faturou US$ 3 mil por jogo, mais a metade das rendas, o que serviu para amenizar as despesas do clube, parado desde dezembro com o término do Campeonato Baiano.

Três anos depois, em 1995, o Galícia chegaria em mais uma decisão de Campeonato Baiano, se sagrando vice-campeão em decisão com o Vitória, que ficou com o título na década de hegemonia rubro-negra no certame. Foi a última vez em que o Azulino chegou a final da competição. Quatro anos mais tarde, em 1999, uma nova queda para a Segundona no estado, de onde o clube tenta se reerguer até os dias de atuais.

Estádio

O Parque Santiago é o estádio do Galícia Esporte Clube, localizado no bairro de Brotas, em Salvador, Bahia (próximo ao Atakarejo e ao Detran). Tem capacidade para 8.000 espectadores. É também conhecido informalmente como PST.

http://www.granadeiros.com/images/ParqueSantiago.jpg


A inauguração da primeira etapa das obras do Parque Santiago ocorreu em 11 de fevereiro de 1995, após muito tempo de planejamento em prol da construção de um estádio a altura do Azulino. Neste mesmo ano, o Galícia chegou a final do Campeonato Baiano contra o Vitória, sagrando-se vice-campeão.

Títulos

Campeão Baiano : 1937,1941,1942,1943,1968

Campeão Baiano Segunda Divisão: 1985

Hino

Autor: Francisco Icó da Silva

Galícia, Galícia, Galícia
Demolidor de Campeões
Granadeiros da Cruz de Santiago
Clube querido, com muitas tradições
O Galícia tem nome na história
No futebol tem títulos de glória
Salve, Salve, pendão galiciano
Alegria do futebol baiano

Um, dois, três… Granadeiros tri-campeões.
Um, dois, três… Azulino que domina corações

O Galícia é um forte toureiro
Que toureia com muita valentia
Que domina qualquer touro na arena
Lutando sempre com amor e galhardia

Os torcedores do Galícia são modestos
São ordeiros, contudo animados
Para frente Galícia eles gritam
Levando o clube a conquistar bons resultados

Para frente Galícia mais um tento
Não desanime porque a vitória é nossa
Para frente queremos mais um título
Para frente com você não há quem possa .

http://www.galiciaec.com.br

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Clube Naútico Capiberibe


Em 1897, um grupo de rapazes amantes do remo, tendo à frente João Victor da Cruz Alfarra, costumava alugar embarcações na antiga Lingüeta, de onde partiam em direção à Casa de Banhos, Ilha do Pina e algumas vezes rio acima, até o Poço da Panela, Apipucos etc.

Uma regata havia sido marcada para o dia 21 de novembro daquele ano. Fazia parte dos festejos para recepcionar as tropas legalistas que acabavam de voltar vitoriosas ao Recife, após o término do movimento de Canudos, com a derrota do Conselheiro e seus seguidores.


A prova náutica foi um sucesso, o que serviu de estímulo para que fosse criada uma associação que recebeu o nome de CLUBE DOS PIMPÕES e que contava com a participação dos empregados das ruas Direita e Rangel. Algumas competições foram, a partir de então, disputadas com muito entusiasmo pelos dois grupos, os da antiga Lingüeta e os da nova agremiação, o pessoal do CLUBE DOS PIMPÕES.

Logo a seguir, em data não bem precisada - em fins de 1898 ou no princípio do ano seguinte, não se sabe bem - houve uma reunião em um pequeno escritório da Companhia de Serviços Marítimos, no Cais da Companhia Pernambucana, tendo na ocasião ficado acordado a fundação de uma outra sociedade que congregaria a todos, inclusive os do pioneiro CLUBE DOS PIMPÕES, e que, por proposta de João Alfarra, foi denominada de CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.

A primeira diretoria do novo clube ficou composta por Alfredo de Araújo Santos, Piragibe Haghissé, A. Omundsen, Hermann Ledebour, João Alfarra e outros. De imediato, foram adquiridos dois barcos que receberam o nome de CAPIBARIBE e AUDAZ.

Em fins de 1899, por decisão dos seus dirigentes, o clube passou por um processo de reorganização, mantendo, contudo, a fidelidade aos esportes náuticos. Nessa ocasião, seu nome foi mudado para RECREIO FLUVIAL. Mas a nova denominação não foi do agrado de todos, resultando que no início de 1901, foi novamente restaurado o nome anterior - CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.
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7 de abril de 1901 - O grande dia. Nasce um campeão E, em 7 de abril de 1901 o Sr. João Alfarra convocou todo o pessoal ligado ao remo para uma solenidade na qual seria lavrada e convenientemente registrada a primeira ata da agremiação, data que ficou reconhecida oficialmente como a fundação do clube. O documento histórico recebeu a assinatura de todos os presentes - do senhor Antônio Dias Ferreira, presidente da reunião, e do senhor Piragibe Haghissé, secretário. E, como não poderia deixar de ser, a assinatura do senhor João Victor da Cruz Alfarra, líder do grupo e pai da idéia. Todos eles, históricos fundadores do CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE.

O primeiro time do Náutico, integrado quase que exclusivamente por ingleses, foi organizado em 1906. Suas atividades, entretanto, limitavam-se aos domingos, quando no campo de Santana ou na campina do Derby. Antes, não havia por parte do pessoal do Náutico, o menor interesse pelo jogo de bola, divertimento, como o remo, igualmente importado da Inglaterra. E, somente por temor ao risco da desagregação, é que os dirigentes do clube vermelho-e-branco - as cores escolhidas como símbolo - consentiram em aderir ao futebol. Pretendiam, e felizmente conseguiram que os rapazes do remo, demasiadamente empolgados com as animadas e fortuitas peladas, terminassem um dia de se afastarem dos ideais que os congregavam em torno da bandeira alvirrubra. O jeito era oficializar o futebol. Adotá-lo. Assumi-lo, como tantos outros o fizeram. Foi o que finalmente decidiram, não sem antes terem de atravessar noites em discussão, os homens que naquela ocasião comandavam a nau vermelha-e-branca.

Em 1914, foi criada a Liga Recifense de Futebol, mas o Náutico não fez parte da mesma. Os seus jogadores procuraram ingressar nos outros clubes, nos que haviam se filiado. O João de Barros, o atual América, foi o que mais ganhou com a evasão dos jogadores do Náutico. Em 1915, porém, sentiu-se a necessidade de se criar uma nova entidade para orientar o futebol da cidade. Fundada dessa maneira a Liga Sportiva Pernambucana, o Náutico a ela se filiou. Com seu ingresso, os jogadores voltaram. Mas o time só conseguiu ser campeão muito tempo depois, em 1934, já na fase do profissionalismo.

O tempo e a história encarregar-se-iam de provar que aquela havia sido uma decisão sábia: o Náutico, um clube laureado nas regatas desde os primeiros tempos, seria com o passar dos anos, igualmente forte e vitorioso também no futebol - pioneiro em Pernambuco em jogos pelo exterior, primeiro TETRA, primeiro PENTA, primeiro e exclusivo HEXACAMPEÃO ! E mais: Vice-campeão brasileiro em 1967.

Títulos

21 vezes campeão pernambucano:1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004

Tricampeão do Norte:1965, 1966 e 1967

Estádio

Nome do Estádio: Eládio de Barros Carvalho.
Propietário: Clube Náutico Capibaribe.
Inauguração: 25/06/1939
Reinauguração: 07/04/2002
Endereço: Av. Rosa e Silva , 1030 , Aflitos , Recife- PE , Brasil.
Capacidade atual: 30 mil expectadores

O estádio Eládio de Barros Carvalho foi construído na década de 50, período de profissionalização do futebol no Brasil e de grandes conquistas do Clube Náutico Capibaribe, dentre as quais destaca-se o tri-campeonato pernambucano (1950, 1951 e 1952) e o torneio Norte-Nordeste de 1952.

Na década de 70, no entanto, o estádio já demonstrava sinais da obsolescência, principalmente se comparado a outros exemplares construídos ou reformados nas grandes cidades brasileiras ao longo dos anos 60 e 70.

Inicialmente, e com o objetivo de deixar o clube com um patrimônio compatível com a sua grandeza, foi planejada a construção de um estádio para 80 mil espectadores onde hoje está sendo erguido o Centro de Treinamentos do clube, no bairro da Guabiraba. Por uma série de motivos, a construção deste estádio não se viabilizou.

Por volta de 1980 surge o primeiro projeto de ampliação do estádio dos aflitos, de autoria do arquiteto Hélvio Polito. A proposta incluía a construção de um novo lance de arquibancadas no lado da geral, elevando a capacidade para cerca de 25 mil espectadores. Este projeto também não foi realizado.

Na década de 90, precisamente em Maio de 1995, numa reunião do grupo UniNáutico, grupo jovem de apoio e suporte a gestão do clube, cujo coordenador era o então diretor de patrimônio do clube Marcio Borba, realizada na sede social do Náutico, o arquiteto Múcio Jucá, levantou a questão da ampliação do estádio, a aquela época muito defasado, em capacidade e infra-estrutura disponível para o torcedor.

Mascote



TIMBU - Marsupial muito encontrado na zona da mata de PE, primo distante do Canguru.

O Náutico teve a escolha do Timbu como seu mascote em um jogo contra o América no dia 19 de agosto de 1934, este jogo aconteceu no campo da Jaqueira e interessava muito o resultado do jogo ao Sport porque com um empate ou uma derrota do Náutico o Sport assumiria a liderança.

Então só se via torcedores do Sport juntos com os torcedores do América contra o Náutico. Quando acabou o 1° tempo o placar estava 1x1. Estava chovendo muito e na vestiária não tinha a minima condições dos jogadores ficarem, então o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Preocupado com a forte chuva e o frio, um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole. Com isso a torcida adversária ficava gritando "timbu" para provocar os jogadores alvirrubros pois os animal aprecia a cachaça.

Isso não adiantou muito pois o Náutico venceu o América por 3x1. Quando os jogadores do Clube Náutico sairam de campo foram pertubar a torcida do Sport gritando "Timbu 3x1, Timbu 3x1, Timbu 3x1..." Após este jogo o Timbu ficou sendo o mascote escolhido pelo Clube Náutico Capibaribe, que então organizou um maracatu criado pelo pessoal do remo em 1934 - o TIMBU COROADO, , que virou bloco e sai aos Domingos de carnaval, da sede alvirrubra e percorre o bairro dos Aflitos.

Site
http://www.timbunet.com.br
http://www.nautico.info/

domingo, 28 de dezembro de 2008

Libermorro Futebol Clube

Acabava a Segunda Guerra Mundial em 1945, anos depois, entrementes, na capital era fundado um clube nas cores em verde e branco - 07/12/1947. Clube de um bairro formado essencialmente por filhos de migrantes nordestinos (cearenses) - O bairro do "Morro da Liberdade" ou "Bairro da Liberdade", localizado na Zona Sul de Manaus, pendendo ao sudeste, bem próximo ao Rio Negro.

Por muito tempo, até 1977, o maior "rival" do Libermorro era o Olaria, do mesmo bairro, que continuou no amadorismo. Em Ata de fundação do Clube, constam nomes de Beira-Mar, João Santos, João Grande, Pedro e João Francisco Oliveira que é considerado o fomentador dos Estatutos do clube verde.

O Libermorro, que tem esse nome único no Brasil só veio disputar o certame profissional em 1977. até 1976 "entrava em cena" sempre no Amadorismo dos campeonatos da FADA e depois da Federação Amazonense de Futebol (FAF).

No ano de sua estréia no profissional o "Lili" não foi feliz nos resultados , mas manteve-se sempre presente guerreiramente nos confrontos contra os "grandes" nosanos vindouros.

O Libermorro, ou "Líder do Morro" em 1977 usava em seu uniforme o seguinte padrão: camisas brancas com listras diagonais verdes (idêntico à Tuna Luso de Belém-PA) , calções ora verde, ora branco e meiões brancos ou verdes.

A Partir dos anos 80, o Uniforme padrão era sempre a camisa verde com calções brancos e meias verdes ou brancas.

Quando o "Lili do Morro" ou "tigrão do Morro" voltou novamente ao futebol no ano 2000 (esteve ausente alternadamente algum tempo nos anos 90) mudou novamente seu equipamento: A camisa çom detalhes em verde, mas o calção - quadriculado em verde e branco (idéia do incansável Gilcimar Monteiro, diretor de futebol de então).

No ano 2000 o "time periquito do morro" chegou ao vice-campeonato do Torneio Início do Campeonato amazonense, derrotando nada mais, nada menos que o São Raimundo por 2 x 0 em 20 muntos de jogo. Na final, perdeu para o Nacional.

Retroagindo um pouco no tempo, o Libermorro fora campeão desse mesmo Torneiro Início em 1984, ano em que realizou o seu melhor campeonato amazonense, trazendo jogadores experientes de fora do estado e se fazendo mesclar com os locais, também experientes como Ângelo Ivoney (ex- Nacional) e Wílton "Cachaça" (grande lateral esquerdo do próprio bairro).

Como já foi dito, nesse Início dos anos 80 o Libermorro chegou a derrotar seguidamente a Rio Negro e Nacional (por 2 x 1), sempre com gols do lateral Ângelo, ex-Nacional. na lateral direita e na esquerda, sempre presente o bom jogador Wílton.

O Libermorro tem no "tigre" a sua mascote. Seu Hino foi gravado no ano 2001, de autoria de Daniel Sales.

Disputou a Série B Amazonense em 2008, perdendo todos os 12 jogos.

Hino

O verde é a cor da esperança
No gramado a sua força é total
Libermorro se agiganta
No futebol dessa Manaus

Remonta teu passado glorioso
Sob a luz divina triunfal
Cenário verde, fruto de um tesouro!
Na "Liberdade" surge o clube sem igual
Da fundação ao presente supremo
Serás lembrado como garra e emoção

Libermorro, Libermorro eu vou cantar (bis)
"Tigre do Morro" para sempre vou ti amar (bis)

Tua torcida - sempre temida
Ergue bem alto o nosso pavilhão
Nossa Manaus - Terra querida
De verde e branco saúda o campeão

Estádio

O Estádio Vivaldo Lima, também conhecido como Vivaldão, é o maior estádio de futebol de Manaus, Amazonas, e, juntamente com o Estádio Ismael Benigno, atende a vários times do estado. O Vivaldão tem capacidade para 52.000 pessoas.

Site
http://www.libermorro.ufam.edu.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

J Malucelli Futebol S/A

Apesar da data de fundação oficial do J. Malucelli ser 27 de dezembro de 1994, o processo de criação da equipe começou muito antes, em 1980, quando duas tradicionais famílias de Curitiba, os Malucelli e o Trombini, se uniam para realizarem jogos de masters.

No início da década de 90 firmou-se como escolinha de futebol, hoje adaptada para o Projeto Futebol cidadão.

Dessa união que começou como apenas uma diversão e depois virou coisa séria, surgiu o Malutrom, antigo nome do J. Malucelli. No começo, o Malutrom disputava apenas torneios nas divisões de base. Em 1997, com a parceria firmada com a prefeitura de São José dos Pinhais, o clube passou a mandar os seus jogos no estádio Tancredo Neves.

O profissionalismo veio apenas em 1998, quando a equipe disputou a segunda divisão do Campeonato Paranaense. Logo no primeiro certame disputado, o Malutrom mostrou a que veio e saiu com o título, o que o credenciou a disputar a primeira divisão do Campeonato Paranaense no ano seguinte.

Em 1998, o clube também sofreu outra grande mudança, passando a se chamar Clube Malutrom S/A, o primeiro clube-empresa do Brasil nos termos da Lei Pelé.

Dois anos depois, em 2000, disputou o Campeonato Brasileiro pela primeira vez. Naquele ano, a competição se chamou Copa João Havelange e era disputada em módulos. E mostrou que, apesar de novo, o time devia ser levado em conta.

Liderado por Tcheco e Rodrigo Batata, o Malutrom se sagrou campeão dos módulos verde e branco, o equivalente à terceira divisão do Brasileiro. No ano seguinte, o clube disputou pela primeira vez a Série B do Brasileirão e ficou com a 11ª posição no grupo Sul-Sudeste da competição.

Em 2002, no entanto, preferiu não disputar a competição nacional alegando que a CBF distribuía as rendas de forma injusta.

Em 2005 veio outra mudança na agremiação A família Trombini deixou de ter participação no clube, que passou a se chamar J. Malucelli Futebol S/A, mesmo nome do conglomerado de empresas que passou a dirigir o time.

Em 2007 outra grande vitória do J. Malucelli. O clube finalmente conseguiu construir o seu estádio, o Janguito Malucelli. E não era um estádio qualquer. Sob o apelido de Eco-estádio, o Janguito Malucelli é o primeiro campo nesses moldes do Brasil.

Títulos

- Campeão da 2ª Divisão Profissional em 1998
- Campeão Brasileiro da Copa João Havelange em 2000(Módulo Verde e Branco)
- Campeão Copa Paraná em 2007.

- Campeão Paranaense de Futebol Juniores 2008

Estádio

JMalucelli Futebol resolveu adequar simplicidade e consciência ecológica na construção do estádio Janguito Malucelli, chamado de Eco-estádio, concebido para causar o menor impacto ambiental possível. Tudo é ecologicamente correto: a arquibancada é escavada na terra, a madeira veio de área de reflorestamento e o ferro, de dormentes de ferrovia desativada.

A nova casa do Jotinha, como é conhecido o quarto clube profissional de Curitiba, fica ao lado de um dos principais cartões postais da cidade, o Parque Barigüi. Mas as quase 50 mil pessoas que o visitam aos domingos praticamente não percebem que ali há um estádio de futebol, pois a idéia é manter a harmonia com os quase dois milhões de metros quadrados de área verde da região.

Anteriormente, o lugar era apenas o centro de treinamentos do time, com um enorme barranco. Hoje, acomoda 6.000 torcedores sentados na arquibancada de grama - com assentos plásticos . O projeto que bilheterias, estacionamento, instalações para a imprensa, loja, bares, banheiros e vestiários.

Rústicos, mas funcionais, alguns detalhes do local chamam a atenção, como o placar e os bancos dos reservas, feitos inteiramente de madeira, assim como as escadas de acesso para as arquibancadas e corrimões.

Mascote

A mascote da agremiação é um garoto que veste a camisa do clube. Ele foi escolhido como um dos símbolos da equipe porque o J. Malucelli é um dos times mais novos do Campeonato Paranaense.


Site

http://www.jmalucelli.com.br/
http://www.jmalucellifutebol.com.br/ - em construção

Moto Club de São Luís

1937 - No dia 13 de setembro, foi fundado na casa do Sr. César Alexandre Aboud, de nº 486, na Rua da Paz, Centro da Cidade de São Luís do Maranhão, o "Cicle Moto de São Luís". A agremiação tinha a finalidade de promover os esportes de duas rodas: o motociclismo e o ciclismo. A primeira diretoria era composta por Capitão José de Ribamar Campos (Presidente), Capitão Aluísio de Andrade Moura (Vice-Presidente), Raimundo Baima (1º Secretário), Nagib Moucherek (2º Secretário) e Antenor Monroe (Tesoureiro)

1939 - É criado o Departamento de Futebol no Moto Club. No dia 17 de setembro, o Moto Club disputou sua primeira partida de futebol contra o Ateneu Teixeira Mendes, então campeão estudantil, e empatou em 1 a 1. Bibi marcou o primeiro gol motense. O time era composto por Wilson; Jaime e Adolfo; Pavão, Feliciano e Mozabá; Bibi, Elvitre, Leônidas, Ary e Bilau.

1940 - O Moto Club filiou-se à Federação Maranhense de Desportos e participou pela primeira vez do Campeonato Maranhense, terminando na quinta colocação.
Em outubro, com a ajuda do interventor do Estado do Maranhão, Dr. Paulo Martins de Souza Ramos, o Estádio de Santa Izabel, de propriedade do clube, teve condições de realizar partidas noturnas. O Rubro-Negro maranhense teve a primazia de disputar a primeira partida noturna na Cidade de São Luís. Em volta do Estádio foi construída uma pista para provas de motociclismo.

1943 Vice-campeão maranhense

1944 O Moto Club é campeão maranhense pela primeira vez

1946 Tri-campeão maranhense

1947 Tetra-campeão maranhense Campeão Norte/Nordeste

1948 Penta-campeão maranhense Moto conquista a Copa dos Campeões do Norte, equivalente a Copa Norte

1949 Hexa-campeão maranhense

1950 Hepta-campeão maranhense (recorde)

1955 Campeão maranhense

1959 Campeão maranhense

1960 Bi-campeão maranhense Vice-campeão da Taça Brasil Norte, equivalente a Copa Norte 8º Lugar na Taça Brasil, Elite do Futebol Brasileiro. O Moto Club disputou pela primeira vez uma competição oficial da Confederação Brasileira de Desportos (atualmente Confederação Brasileira de Futebol), denominada Taça Brasil, que reunia todos os campeões estaduais e classificava o campeão para a Taça Libertadores da América. O Rubro-Negro maranhense foi vice-campeão da zona norte e oitavo geral.

1961 Campeão do Troféu Deputado César Aboud, em Brasília-DF. Campeão do Torneio Quadrangular de São Luís 14º Lugar na Taça Brasil, Elite do Futebol Brasileiro.

1966 Campeão maranhense

1967 Bi-campeão maranhense 19º Lugar na Taça Brasil, Elite do Futebol Brasileiro.

1968 Tri-campeão maranhense Jogando com o seguinte time: Vila Nova; Neguinho, Alzimar, Almir da Guia e Corrêa; Gojoba e Ananias; Zezico, Amaury, Pelezinho e Raxa; João Bala e Santana. O Moto conquista a Taça Brasil Norte, equivalente a Copa Norte, sendo a segunda conquista do Papão. 7º Lugar na Taça Brasil, Elite do Futebol Brasileiro. 18º Lugar na Copa Norte/Nordeste. Nesse ano, o Moto Club ganhou o apelido de "Papão do Norte", pois venceu todos os campeões do Norte do País em suas excursões. O time motense já tinha o apelido de "Rubro-Negro da Fabril" em alusão ao nome do Parque Industrial de propriedade da família Aboud, que por muito tempo dirigiu o Moto Club.

1970 26º Lugar na Copa Norte/Nordeste. 1972 Campeão invicto do Torneio Maranhão-Pará, competição em que o Moto Club enfrentou o Sampaio Corrêa, Paysandu e Remo. 9º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1973 O Moto participa pela primeira vez do Campeonato Brasileiro - Série A, estando na elite do futebol brasileiro. o Papão terminou a competição na 39ª Posição. 39º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1974 Campeão maranhense

1975 41º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1977 Campeão maranhense Jogando com o seguinte time: Sinilson; Célio, Irineu, Vivico e Gaspar; Gilberto, Tião e Edmilson Leite; Caio, Toninho do Abaeté e Paulo César. Jogaram ainda Bento, Alberto, Hudson, Bitônio, Breno, Rogério e Lima.

1978 Vice-campeão maranhense 54º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1979 76º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1980 33º Lugar na Taça de Prata, equivalente ao Campeonato Brasileiro Série B.

1981 Campeão maranhense Campeão da Taça Cidade de São Luís, vencendo 6 vezes, empatando uma e perdendo apenas um jogo. O Moto Club disputou a "Taça Bronze", uma espécie de Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. 15º Lugar na Taça de Bronze, equivalente ao Campeonato Brasileiro Série C.

1982 Bi-campeão maranhense O Moto disputa pela primeira vez o Campeonato Brasileiro da primeira divisão. 28º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1983 Tri-campeão maranhense Campeão da Taça Cidade de São Luís 39º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1984 37º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1985 Vice-campeão maranhense 21º Lugar na Taça de Prata, equivalente ao Campeonato Brasileiro Série B.

1986 Este foi o último ano em que o Moto Club fez parte da elite do futebol brasileiro, na competição então chamada de "Copa Brasil" e o Rubro-Negro maranhense terminou em 55º lugar. 55º Lugar no Campeonato Brasileiro Série A, Elite do Futebol Brasileiro.

1987 7º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

1988 Campeão maranhense de juniores

1989 Campeão maranhense 20º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1990 Vice-campeão maranhense Vice-campeão da Taça Cidade de São Luís Campeão maranhense de juniores 23º Lugar na Copa do Brasil. 8º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1991 Vice-campeão maranhense 57º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B. O Papão do Norte foi rebaixado para a Série C, que vigora até hoje como sendo a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro.

1992 9º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

1993 Campeão do torneio classificatório para a série B, grupo MA/PI, obtendo acesso para a série B de 1994. Campeão da Taça Cidade de São Luís.

1994 12º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1995 17º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1996 8º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B.

1997 Campeão Taça Cidade de Teresina Vice-campeão maranhense 23º Lugar no Campeonato Brasileiro Série B. Moto Club foi rebaixado para a Série C, após terminar na ante-penúltima colocação na Série B do Campeonato Brasileiro.

1998 9º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

1999 11º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C. 37º Lugar na Copa do Brasil.

2000 Campeão maranhense 7º Lugar na Copa João Havelange (Módulo Verde)

2001 Bi-campeão maranhense 8º Lugar na Copa Norte. 50º Lugar na Copa do Brasil. 65º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

2002 5º Lugar na Copa Norte. 60º Lugar na Copa do Brasil.

2003 Campeão da Taça Cidade de São Luís 28º Lugar na Copa do Brasil. No dia 14 de setembro, o Centro de Treinamento do Moto Club de São Luís, denominado "Dr. José Pereira dos Santos" foi oficialmente inaugurado. O CT está situado na Rua Ubatuba nº 55, Ubatuba, São José de Ribamar-MA e conta com dois campos de futebol de medidas oficiais. O campo principal é utilizado pelo time principal e recebeu o nome de "Hamilton Sadias Campos", o maior artilheiro de todos os tempos do Moto Club de São Luís. O outro campo é utilizado pelas divisões de base do clube e recebeu o nome de "Baezinho". Além dos campos, o CT tem vestiário, rouparia, sala da presidência, sala de troféus, sala de imprensa, sala de reuniões e departamento médico.

2004 Campeão maranhense, vencendo os dois turnos. Bi-Campeão da Taça Cidade de São Luís 20º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

2005 Vice-Campeão maranhense 32º Lugar na Copa do Brasil. 19º Lugar no Campeonato Brasileiro Série C.

2006 Campeão Maranhense 49º Lugar na Copa do Brasil.

2007 52º Lugar na Copa do Brasil.

2008 Campeão Maranhense

Estádio

O Estádio Municipal Nhozinho Santos foi inaugurado em 1 de outubro de 1950 em São Luís, Maranhão, Brasil, com capacidade máxima de 21 mil pessoas. O estádio é de propriedade da Prefeitura Municipal de São Luís do Maranhão. Seu nome é em homenagem a Joaquim Moreira Alves dos Santos, pelas mãos do qual ocorreu o nascimento das atividades esportivas em Maranhão.

O Nhozinho Santos foi inaugurado em 1 de outubro de 1950.
O jogo inaugural foi entre o Sampaio Corrêa e o Paysandu, e o Sampaio venceu por 2x1. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo jogador Hélio (Paysandu), aos 25 do 1. tempo
O recorde de lotação do estádio é de 24.865 pessoas em 26 de março de 1980, quando o MAC empatou com o Vasco da Gama em 0x0.

Hino
Letra e Música: Murilo Travassos

Moto Club de tantas tradições
Colocado entre os gra
ndes vencedores
Teu nome vive em nossos corações
E nos lábios de muitos torcedores
Campeão de mil feitos gloriosos
De heroísmo sem par e de coragem
Recebe agora mesmo nesse instante
A nossa mais esplendida homenagem
Oh! Moto surpreendente
Time de fibra e de garra
Quando te lanças à frente
Nenhuma defesa te barra
Nos gramados daqui ou de outro Estado
Honra o Moto o valor da nossa gente
Grande foi em todo seu passado
Ainda maior agora em seu presente
Nosso lema é vencer de ânimo forte
Com justa fama de Papão do Norte
Marchemos nesse ins
tante para a glória
Na conquista de mais uma vitória
Oh! Moto, surpreendente, time de fibra e de garra
Quando te lanças à frente
Nenhuma defesa te barra.

Mascote
Motoqueiro











Site
http://br.geocities.com/motoclubma/

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Alecrim Futebol Clube

É o mais autêntico clube do RN, já que tem as mesmas cores da bandeira do estado, foi criado no mesmo mês de Fundação do Rio Grande do Norte e tem o nome de um bairro de Natal. Há noventa e três anos, no dia 15 de agosto de 1915, em pleno bairro do Alecrim (bairro famoso pelo seu comércio popular), um grupo de jovens fundava um dos times mais tradicionais de Natal. Ele, o próprio, Alecrim Futebol Clube. Entre esses jovens - quem diria? - , estava Café Filho, talvez o único jogador de futebol do Brasil, quiçá do mundo, a trocar os gramados do esporte bretão pela poltrona confortável – imagino - de Presidente da República. Café Filho era um goleiro mediano. Defendeu as cores verde e branca do clube entre 1918 e 1919 e, depois disso, enveredou pelos “campos” da política e nunca mais saiu de lá.

Depois do goleiro presidenciável, o Alecrim seguia sua rotina de jogos sem muita expressão, até que em 1923 chegava a Natal um sujeito chamado Alexandre Kruze, um pernambucano filho de alemães. Apaixonado pelo futebol, Kruze, além de rádio-telegrafista da Marinha, especializou-se em Educação Física e Desportos (Nomenclatura da época), e naquele ano, o jovem sargento Kruze era transferido para a Cidade do Sol. De uma maneira ou de outra, o cara conseguiu entrar no modesto time do Alecrim, e logo ocupou uma posição de destaque no alviverde.Falando constantemente em técnica e tática do futebol, Kruze motivou os dirigentes do clube a confiar-lhe uma nova missão: treinar o time do Alecrim. Deu no que deu. Em 1925 o Alecrim levantava o caneco de campeão de maneira invicta, fato inédito entre os clubes de futebol da cidade até então. Como naquela época o Alecrim era formado, basicamente, de negros e descendentes de índios, os caras do ABC e América, que eram times das elites do bairro do Tirol, ficaram putos da vida. No tapetão, o jeito foi dissolver a federação de futebol da época, pra que o campeonato fosse invalidado. Assim foi feito, é mole?

Os anos foram passando e o Alecrim seguiu jogando uma bolinha mais ou menos. 38 anos passaram até o segundo título, que veio em 1963, com o técnico Geléia, numa vitória contra o ABC (o ABC é considerado a 2ª força do futebol potiguar). Nessa época ainda não havia o “bicho” (grana recebida pela vitória). A grande regalia dos jogadores depois de ganhar algum jogo, era um copo de refresco de maracujá acompanhado de um pão doce. Coisa fina... No ano seguinte Geléia deixou o clube dando lugar a Pedro 40, que garantiu o bi-campeonato contra o mesmo adversário. O ABC passou dois anos sendo freguês do escrete alecrinense.

Em 1968, outra façanha, outro chiste do Alecrim. O espírito do time de 1925 baixou no clube naquele ano, porque o esquadrão esmeraldino venceu o campeonato estadual de ponta a ponta. Mais uma vez, invicto! O quarto título do verdão contou com 10 jogos disputados. Sete vitórias, três empates e 24 bolas deixadas nos fundos das redes adversárias. Embalados pela conquista, nesse mesmo ano a torcida do Alecrim ganharia mais um presente. Num amistoso contra o Sport (PE), o gênio das pernas tortas, Mané Garrincha, vestiu a camisa 7 do clube alecrinense e fez a alegria da galera. Apesar da derrota por 1 a 0, aquele 04 de fevereiro ficou para sempre na história do Alecrim.

Originário do bairro mais popular de Natal, o Verdão Maravilha tem resistido bravamente. Sendo o único clube do RN que disputou todos os campeonatos estaduais de futebol, vencendo-os nos anos de 1925, 1963, 1964, 1968, 1985, 1986, em 1968 foi campeão invicto. Foi vice-campeão nos anos de 1928, 1953, 1962, 1965, 1966, 1970, 1972 e 1982. Ganhou a Taça Cidade do Natal nos anos de 1979, 1982 e 1986, sendo vicecampeão dessa taça em 1972, 1976, 1985. Conquistou dez vezes o Torneio Início de futebol e sagrou-se tri-campeão do torneio incentivo - 1976, 1977 e 1978. No esporte amador possui vários títulos, principalmente no voleibol quando foi campeão oito vezes consecutivas e invicto, graças ao trabalho do incansável Jorge. Moura. Campeão no futebol de salão, ciclismo, hipismo, basquete, pedestrianismo por diversas vezes. Representou o Estado no campeonato brasileiro da primeira divisão em 1986, jogando inclusive, no Maracanã e no Parque Antártica.

Títulos
Campeão Potiguar: 1925, 1963, 1964, 1968 (invicto), 1985 e 1986.
Estádio
Nome Oficial: Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado (Machadão)
Capacidade: 52.000
Endereço: Av. Prudente de Morais, s/nº
Inauguração: 04/07/1972
Primeiro jogo: ABC 1 x 0 América-RN
Primeiro gol: Willian (ABC)
Recorde de público: 53.320 (ABC 0x2 Santos - 29/11/72)
Dimensões do gramado: 110m x 75m
Proprietário: Secretaria Municipal de Esportes de Natal

Hino

Autor: Dozinho
Intérprete: Luiza de Paula

O wiphurra ao nosso bicampeão
Todo povo te saúda de alma e coração
Bate olé no gramado com adversário seu
Alecrim futebol clube você é meu (bis)

É voz geral da torcida potiguar
O négocio só tem graça se o Alecrim jogar
Dá gosto verOs meninos traçando o bolão pra valer
Deixando o adversário
Sem nada pra poder fazer
Olé!

Mascote
Periquito
Site
http://www.alecrimfc.com/

América Futebol Clube

30 de abril de 1912 - NASCE O AMÉRICA FUTEBOL CLUBE - O Clube foi fundado por garotos da elite minera, em sua quase totalidade estudantes do "Gymnasium Anglo-Mineiro", onde as aulas eram dadas em inglês, por professores norte-americanos na maioria.

O nome do clube foi escolhido por sorteio. Entre os nomes estava "América Foot-ball Club", em homenagem aos Estados Unidos da América, dos quais os meninos eram fans, pelas histórias contadas por seus professores, apesar de vários deles, inclusive Afonso Silviano Brandão (sobrinho do "Presidente" de Minas Gerais, Bueno Brandão - os Estados possuiam Presidentes e não Governadortes na época) serem torcedores do América FBC do Rio de Janeiro.

O clube foi fundado em 30 de abril de 1912, mas o time de futebol já havia sido criado um ano antes na mesma data, mas este time, que não tinha nome, teve que ser desfeito por causa dos estudos intensos do segundo semestre, tendo durado pouco menos de seis meses. Porém os garotos se reuniram novamente e decidiram recriar o clube na mesma data, um ano depois.

A reunião de escolha do nome foi feita em maio, nos porões da casa de Adhemar de Meira. Foi usado o chapéu pertencente a Aureliano Lopes Magalhães, e o nome foi retirado pela pequena Alda Meira, que depois se tornaria uma das damas de nossa sociedade. As cores verde-branca foram escolhidas também por sorteio.

Sua diretoria já havia sido escolhida em uma reunião anterior na casa do senhor José Gonçalves, pai de um dos meninos, Secretário de Estado da Agricultura, além de ser um dos fundadores e o Primeiro Secretário do Sport Club (primeiro clube de futebol de Minas Gerais).

A primeira diretoria ficou assim:

Presidente: Afonso Silviano Brandão
Vice-presidente: Aureliano Lopes de Magalhães (o primeiro a falecer)
Secretário: Adhemar de Meira
Tesoureiro e Zelador: Oscar Gonçalves [por ser pão duro]

O clube foi fundado por crianças de 13/ 14 anos e disputava jogos com garotos de sua idade. Em setembro 1913 o Minas Geraes, fundado na mesma data se extinguiu, e o presidente de honra dos dois clubes, que era o Prefeito de Belo Horizonte resolveu ceder para o América o Patrimônio do Minas Geraes, um campo de futebol, com suas traves. Na mesma época, devido a uma desinteligência acontecida no Atlético Mineiro, todos os seus presidentes até aquela data, e três de seus fundadores, além de meio time se afastaram, e pediram sua inscrição no América. Os meninos que torciam por aqueles atletas fizeram uma reunião para que os estatutos fossem mudados, houve discordância e vários dos fundadores americanos sairam, mas o clube se tornou time de adultos, somando os atletas de Atlético e Minas Geraes, e os meninos americanos formaram o segundo time. Em homenagem aos seus novos membros, o América decidiu substituir os calções brancos por calções negros, se tornando tricolor desde 1913.

1916 a 1925 - DECACAMPEONATO - Fizeram parte da conquista do decacampeonato, naquela época, Geraldino de Carvalho - primeiro negro a fundar e a jogar em um time de futebol no Brasil; o político Otacílio Negrão de Lima e os médicos Mário Pena e Lucas Machado (fundador do Hospital São Lucas).

Quatro anos depois de ser concebido, o AMÉRICA começa a escrever sua história no futebol mundial. O time que vestia as mesmas cores de hoje - o verde, branco e preto - iniciou a maior série de títulos conquistados consecutivamente por um time em todo o planeta.


1933 - PROFISSONALIZAÇÃO - Neste ano, foi oficializado o profissionalismo no AMÉRICA, até então, toda prática esportiva era amadora. O clube protesta contra a implantação do profissionalismo e muda as cores de sua camisa para vermelho e branco, situação que perdurou por dez anos.

1943 a 1948 - RETOMADA DAS CORES DO DECA - A partir do ano de 1943, o América aceita o profissionalismo, retoma as cores que marcaram o decacampeonato e recomeça a investir no patrimônio do clube.

Em 1948, concluiu as obras de seu novo estádio - OTACÍLIO NEGRÃO DE LIMA - período marcado por grandes conquistas como o campeonato mineiro de 1.948, o Estádio da Alameda e o Torneio Quadrangular, que reunia o Vasco da Gama, campeão sul-americano daquele ano, o São Paulo, campeão paulista, e o Atlético, campeão mineiro de 47.

1957 a 1971 - TRÍPLICE COROA - Em 1957, conquistou a tríplice coroa ao ganhar os títulos juvenil, aspirante e profissional. Em 1971, destacamos a vitória do campeonato estadual de forma invicta.

Década de 90 - CAMPEÃO BRASILEIRO (Série B) - Em 1993, o AMÉRICA conquista mais um título estadual, porém, o grande destaque desta década, é a conquista do Campeonato Brasileiro (Série B), que possibilitou ao AMÉRICA o seu retorno à divisão principal do futebol brasileiro.

2000 a 2005 - COPA SUL-MINAS - Em 2000, o AMÉRICA conquista o título da primeira Copa Sul-Minas. Nos anos 2000, ainda é destaque o Campeonato Mineiro e a Taça MG conquistados, respectivamente, em 2001 e 2005.

2006 a 2008CAMPEÃO MINEIRO (Módulo II) - Em um dos seus piores momentos do futebol, o América, único time que havia disputado todas as edições do Campeonato Mineiro, caiu para Módulo II do estadual em 2007. No ano seguinte, deu a volta por cima e conquistou o título do Campeonato Mineiro Módulo II, trazendo o clube alviverde de volta à elite do futebol estadual.

Estádio

O Estádio Raimundo Sampaio, mais conhecido como Independência é um estádio de futebol inaugurado em 25 de junho de 1950 em Belo Horizonte, Minas Gerais, com capacidade para 18.000 pessoas e arrendado pelo América Futebol Clube (MG), que manda os seus jogos neste estádio. O nome original é em homenagem a um presidente do Sete de Setembro.

Sua construção iniciou-se em 1947, para a Copa do Mundo de 1950 no Brasil, da qual foi palco de 3 partidas:

    25 de Junho: Iugoslávia 3 x 0 Suíça
  • 29 de Junho: Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra; esta partida é reconhecida como a maior zebra da história das Copas do Mundo, sendo inclusive tema de um longa-metragem
  • 2 de Julho: Uruguai 8 x 0 Bolívia

O Independência fica a 10 minutos do centro de Belo Horizonte, próximo ao metrô e possui fácil acesso a diversos pontos da capital.
Sob administração do América, o Independência é responsável por parte da receita do Clube. Essa renda é proveniente da publicidade estática do campo, da bilheteria e do aluguel para a realização de eventos e shows.
Originalmente o estádio pertencia ao Governo do estado de Minas Gerais, mas com a inauguração do Mineirão em 1965, passou a ser propriedade do clube Sete de Setembro (motivo do estádio ser popularmente conhecido como Independência, em função da data histórica), mas com a extinção deste clube, em 1989 o América arrendou o estádio, mantendo-o sob sua administração por um período de 30 anos, num regime de comodato.

Público recorde - 32.721 (27 de Janeiro de 1963) Seleção Mineira 1 x 0 Seleção da Guanabara

Hino
(Autor: Vicente Motta)

Mantendo nosso espírito esportivo
Social e Cultural
Vamos cantando o hino do América
Tão famoso e tradicional
E cantando nossa música querida
Vibrando com amor no coração
Enaltecemos assim a "nossa equipe"
O nosso América - "Decacampeão"...

As tuas cores são alvi-verde
Tua torcida feminina é demais
A tua classe aristocrata
É quem fulmina os teus rivais
América...és o maior
Teu futebol é sensacional
Cantamos para o mundo inteiro
Tu és a glóia do esporte nacional
América


Títulos

Campeonato Brasileiro da Série B: 1997.
Copa Sul-Minas: 2000.
Campeonato Mineiro: 15 vezes (1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1948, 1957, 1971, 1993 e 2001).
Campeonato Mineiro - Módulo II: 2008.
Taça Minas Gerais: 2005.

Mascote

O mascote do América Mineiro é um coelho (criação do cartunista Fernando Pierucetti, o Mangabeira , por encomenda do jornal 'Folha de Minas, em 1943).



Site

www.americamineiro.com.br/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Nacional Atletico Clube

O futebol brasileiro começou em 1894. Foi quando o paulista Charles Miller voltou da Inglaterra, onde foi estudar, com duas bolas de futebol, um livro de regras, um jogo de uniformes e a experiência de ter aprendido o esporte criado pelos ingleses durante os seus estudos na Banister Court School, de Southampton. Miller e outros ingleses radicados em São Paulo protagonizaram em 1895 o primeiro jogo de futebol no Brasil, entre os funcionários da Companhia de Gás e os da São Paulo Railway. A partida foi disputada na Várzea do Carmo, e os empregados da empresa ferroviária venceram por 4 a 2.

Em 16 de fevereiro de 1919, estes funcionários da São Paulo Railway organizaram um time de futebol, com o nome da própria companhia. Seus empregados aprenderam a praticar o futebol com os ingleses que gerenciavam a companhia, mas nunca eram admitidos nos clubes que estes criavam porque no começo o futebol só era permitido para uma elite restrita, no entanto os anos foram passando e o esporte foi ganhando espaço na classe operária. Contudo, o clube só viria a participar de um Campeonato Paulista em 1936, pela Liga Paulista de Futebol, quando obteria a nona colocação, entre 11 participantes. Em 1939, o SPR obteria sua melhor colocação em Campeonatos Paulistas: um honroso quarto lugar, atrás apenas de Corinthians, Palestra Itália (hoje Palmeiras) e Portuguesa, além de ter o terceiro melhor ataque. Seis anos depois, Passarinho seria o único jogador do time a conquistar a artilharia de um Paulistão, marcando 17 gols, a mesma marca de Servílio de Jesus, do Corinthians.

O nome do clube Inicialmente era São Paulo Railway Athletic Clube, mas a concessão de serviços da empresa no Brasil terminou em 1946, quando a estrada de ferro foi nacionalizada, e a agremiação teve sua denominação alterada para Nacional Atlético Clube. Mesmo com a mudança, manteve as cores iniciais, o azul, o vermelho e o branco, em alusão a bandeira da Inglaterra.

Em 1946, em uma partida realizada no estádio do Pacaembu contra o Clube de Regatas Flamengo (RJ), a equipe entrou em campo no primeiro tempo com a camisa do São Paulo Railway e, no intervalo, trocou o uniforme, e voltou para a segunda etapa ostentando o nome Nacional Atlético Clube.

No ano de 1935, ainda com seu antigo nome, ao lado de outros clubes da capital como São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Portuguesa, foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. No ano seguinte, participou de seu primeiro campeonato profissional, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão.

O Nacional se manteve na elite por quase duas décadas, até 1953, quando, por dois anos consecutivos, ficou fora das competições profissionais. O clube retornou às atividades em 1955, novamente na Primeira Divisão, onde permaneceu até 1959, data em que foi rebaixado à Segunda Divisão.

Mais uma década se passou e mesmo com a Lei do Acesso em vigor desde 1947, o Nacional não conseguia voltar à Primeira Divisão. Em 1971, o clube novamente esteve por dois anos longe das competições profissionais, retornando em 1974. Nesse meio tempo sagrou-se, em 1972, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em 1975, ficou ausente mais uma vez dos gramados, retornando em 1976.

A partir daí o clube participou, até 2007, de todas as edições de competições estaduais profissionais. De 1976 até 1993 esteve na atual Série A2, quando acabou rebaixado à A3, sendo campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior pela segunda vez, em 1988. No ano seguinte, o Nacional conquistou seu primeiro título: Campeão Paulista da Série A3, retornando no ano seguinte à Série A2. Entretanto, em seu retorno não conseguiu se manter e foi, mais uma vez, rebaixado à A3.

Em 2000, conquistou novamente o título da Série A3 e, em 2005, quase chegou ao seu terceiro título de Copa São Paulo de Futebol Júnior, mas acabou com o vice-campeonato da competição. Em 2007, fez campanha ruim e caiu para a Série A3 do Estadual.

Títulos

Campeonato Paulista - Série A3: 2 vezes (1994 e 2000).
Copa São Paulo de Futebol Jr.: 2 vezes (1972 e 1988).

Hino

Quantos jovens te procuram
Quantas esperanças tu deste
Tantos sonhos realizados
Quantos atletas fizestes
O que é ruim logo se acaba
O que é bom permanece

As cores do seu pendão
Nasceram de boas fontes
O branco representa a névoa
Que se abriga entre os montes
O azul, o brilho forte
Das cores do horizonte
O vermelho mostra a garra
Dos filhos dos imigrantes

Crescestes junto a São Paulo
Acompanhou seu progresso
Colaborou com a Lapa
Fortaleceu seu sucesso
Junto com a ferrovia
Inspiração Dia a Dia
Orgulho da zona Oeste

Às margens do Tietê
Onde passaram os Bandeirantes
Nascestes para dar exemplo
Para os esprtes mais brilhantes
No bairro onde nasceu
Permaneceu triunfante

Autor - Egydio Alves de Medeiros (2007)

Estádio

O estádio Nicolau Alayon (com capacidade para 17.000 pessoas), de propriedade do clube, é o único no Brasil a homenagear um estrangeiro. Alayon, uruguaio de Montevidéo, foi um dos mais entusiastas dirigentes do time da Água Branca.
No dia 14 de maio de 1938 inaugurou-se o seu estádio, com uma partida entre o SPR e o Corinthians. O jogo terminou com o placar de 2 a 1 para os visitantes.

Mascote

Diferente da maioria dos clubes brasileiros, a mascote do Nacional Atlético Clube não é um bicho. O “Ferroviário” nada mais é do que uma homenagem dos fundadores do clube aos trabalhadores da São Paulo Railway Company, empresa inglesa do ramo ferroviário que se instalou no Brasil no início do século passado.





Site
http://www.nacionalnac.com.br