sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Iraty Sport Club

Fundado na cidade de Irati, em 1914, por um grupo de esportistas liderados por Antônio Xavier da Silveira, o Iraty Sport Club é um dos mais antigos do Paraná. Fez seu primeiro jogo no mesmo ano, vencendo o Imbituvense por 3x0.

Apesar de muito velho no futebol brasileiro, o Iraty começou a participar de competições oficias somente na década de 60. De 1960 à abril de 1962 participou da divisão extra de profissionais. Sua melhor campanha foi em 1961, quando decidiu com o C.A. Ferroviário, de Curitiba, o título de campeão da região sul do Paraná;

Em 1964, o Iraty passou por um momento muito difícil. Após terminar o Campeonato Paranaense em sétimo, o clube ficou durante três décadas afastado da elite do futebol paranaense. Isso porque a equipe se afastou do esporte profissional e só voltou a jogar uma partida oficial em 1992.

Nesse ano, o Azulão disputou a segunda divisão do Campeonato Paranaense. Porém, o clube não conseguiu o acesso, ficando com a quinta colocação.

Em 1993, a equipe finalmente conseguiu seu retorno para a elite do futebol do Paraná. O time fez uma boa campanha na divisão de acesso e conquistou o título no fim do campeonato e o direito de jogar a primeira divisão em 1994.

No retorno à elite, o time de Irati não fez feio. O Azulão fez uma excelente primeira fase e se classificou para a segunda etapa como líder do grupo B. Mas, na parte seguinte do torneio, a equipe foi eliminada no saldo de gols, após empatar com o Londrina em número de pontos.

No ano de 1995, o desempenho do time não foi muito bom. O clube ficou em penúltimo lugar com 13 pontos, nove a menos que o último classificado, o Batel. Na temporada seguinte, em 1996, a equipe não jogou nenhum torneio, pois ficou licenciada.

Uma campanha muito boa marcou 1997, quando o Iraty se classificou, invicto, no grupo B da primeira etapa, com 18 pontos. Apesar disso, o clube não teve um bom desempenho na fase final e ficou com a quinta colocação, muito longe do campeão Paraná.

No ano seguinte, o Azulão teve um campeonato de destaque novamente. Ficou em quarto da classificação geral na primeira fase e garantiu o direito de disputar a etapa final. Porém, teve pela frente Atlético-PR, Coritiba e Paraná, os grandes clubes do estado e se contentou com o quarto lugar e o título de melhor time do interior.

Em 1999, o Iraty voltou a tropeçar e ir muito mal no Campeonato Paranaense. A campanha ruim acarretou ao clube o rebaixamento. O retorno aconteceu em 2000 com o vice-campeonato da segunda divisão.

A temporada de 2001 foi boa e o Azulão saiu como o terceiro melhor ataque da competição, em sexto colocado e com o vice-artilheiro, Itamar, com 14 gols.

Em 2002, a torcida do Iraty viu o clube conquistar o maior título de sua história. Após 88 anos de caminhada, o Azulão finalmente levantou a taça do Campeonato Paranaense.

Com um torneio sem as grandes equipes, que estavam na Copa Sul-Minas, o time foi em busca da conquista e conseguiu com 35 pontos, sete a mais que o vice-campeão Grêmio Maringá. Ainda nesse ano, o Iraty ficou com o título de campeão paranaense de juniores.

Nos anos seguintes, o time não voltou a figurar como uma das principais equipes do Paraná e somente obteve destaque em 2007 com seu time de juniores, que foi até às semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Azulão foi derrotado pelo Cruzeiro, clube campeão do torneio.
Em 2008, o Iraty Sport Club inicia a construção de um CT em Londrina, para onde vai transferir suas categorias de base.

A já alardeada parceria do “Azulão” com o técnico Vanderlei Luxemburgo e o empresário de jogadores Juan Figer estaria por trás do investimento, que visa transformar o local em um CT de nível internacional. O londrinense Val de Mello, que por várias vezes treinou o time profissional do Iraty – inclusive na conquista do título estadual de 2002 –, será o gerente de futebol do projeto.

A intenção é brigar para que o local hospede alguma seleção que possa vir a ficar no Paraná durante a Copa do Mundo de 2014. Na estrutura do clube em Irati, permanecerá apenas o time profissional.


Títulos

Campeão da Divisão Intermediária (1993)

Campeão do Interior (1998)

Campeão paranaense (2002)

Estádio

Estádio Coronel Emílio Gomes
O Iraty Sport Club possui seu próprio Estádio Cel. Emílio Gomes, sito à Rua Vicente Machado, 966 - Iraty/PR, inaugurado em 21de abril de 1950, com capacidade de 8.000 espectadores sentados .

Hino

Sou azulão de coração
Sou Iraty até morrer
Vai azulão que a multid
ão
Veste a camisa com
você
Do interior a força azul
Que orgulha a pérola do sul

Solta seu grito com emoção
Tinge de azul meu coração
Em campo a história a tradição
Meu Irat
y meu azulão

Iraty Sport Club essa bandeira
Eu sem
pre quero desfraldar
E a torcida sua fiel companheira

Vai a vitória lhe levar

Pões s
ua força, sua garra, sua luta
Põe no gramado o seu talento em ação


Escudos Antigos





Mascote
: Gralha Azul
Apelido:Azulão








site:www.iraty.com.br/

Linhares Futebol Clube

Em sua história, o Linhares Futebol Clube, fundado no dia 16 de agosto de 2001, com o nome de Centro de Futebol Linhares esteve muito ligado às categorias de base, com jogadores jovens sendo revelados e posteriormente encaminhados para grandes clubes do Brasil e agremiações do exterior. Essa importância dada aos talentos mirins deve-se ao fato de que o time nasceu de uma escolinha de futebol, a Escolinha de Futebol Companhia de Craques, fundada por Adauto Menegussi.

O ex-jogador, empresário e atual presidente do Linhares, Adauto Menegussi, sempre esteve ligado ao futebol. Campeão capixaba como atleta (Guarapari F.C.), técnico (Linhares E.C.) e presidente (Linhares F.C.), conseguiu por meio de seus contatos (por ter feito mestrado na Europa conheceu diversas pessoas influentes no futebol), de seu espírito empreendedor e da ajuda de patrocinadores, transformar em 2001 a pequena escolinha em um clube registrado na Federação Capixaba de Futebol, na CBF e na Fifa.

Em 2004, a história profissional da equipe do interior do Espírito Santo ganhou um capítulo importante, já que nesse ano o time disputou pela primeira vez a segunda divisão do Campeonato Capixaba, vestindo um uniforme verde claro com faixas negras na lateral, homenageando as cores da escolinha que o originou.

Em 2005, o presidente mudou o nome para Linhares Futebol Clube e as cores para azul e branco, simbolizando a bandeira da cidade. Com o novo uniforme, o Linhares conquistou a vaga para a elite do futebol capixaba, batendo o Rio Branco na final.

Durante sua primeira temporada entre os grandes do estado, a agremiação participou da final do primeiro turno, porém foi derrotada pelo Estrela do Norte por 2 a 1 nas duas partidas decisivas. Já no segundo turno ficou atrás do Jaguaré na fase de grupos e não conseguiu classificar-se para a disputa do título. Contudo, o ano seguinte trouxe a glória para a cidade de Linhares.

Com uma fraca campanha no primeiro turno, terminando em último no Grupo A, vencido pelo Jaguaré, o ano parecia perdido e o rebaixamento iminente. Entretanto, com uma grande reviravolta, o clube faturou returno, batendo a Colatinense. Na grande final, decidida em duas partidas, ganhou do Jaguaré em casa por 1 a 0 com um gol de Diego e empatou por 0 a 0 na partida de volta, conquistando o primeiro título de expressão. Na Serie C de 2007, disputou a 2° fase, clubes como o Tradicional Bahia estava entre os confrontos e na Copa do Brasil de 2008 disputou com o Juventude-RS.

Com uma curta, porém vitoriosa história de vida, o Linhares Futebol Clube vem conquistando novos fãs e ocupando com honra o lugar nos corações dos habitantes da cidade, antes ocupado pelo Linhares Esporte Clube (quatro vezes campeão estadual), extinto clube vitorioso na década de 90, apesar da semelhança nos nomes, o nascimento de uma agremiação nada tem a ver com a falência da outra.

Títulos
Campeão Capixaba 2007
Campeão Capixaba - Segunda Divisão 2004

Estádio
Estádio Joaquim Calmon
Capacidade 3000

Hino

Um grande time brasileiro;
Que representa um povo forte e guerreiro;
Azul e branco são suas cores;
E impulsiona esses vencedores.

Coragem para lutar;
força para vencer;
Esse é o nosso lema;
Não podemos esquecer.

Com nossa união;
E vontade de torcer;
Linhares onde for;
Estaremos com você.

Suas conquistas e vitórias;
Fortalecem a suas glórias;
Linhares erga a taça para o alto;
Para imortalizar na história;

Quando Linhares entra em campo;
É forte a emoção;
Vamos nessa campeão;
Somos um só coração.


Mascote

A mascote do Linhares Futebol Clube é a coruja, pois o animal é bastante comum na cidade de Linhares. Além disso, durante a construção do Centro de Treinamento, esta ave costumava visitar as obras e até hoje é constantemente vista nos muros e até no gramado do CT.



site: http://linharesfc.com/

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Kaburé Esporte Clube

O Kaburé Esporte Clube é um clube de futebol de Colinas do Tocantins. Foi fundado em 5 de janeiro de 1985. É detentor de três títulos da Copa Tocantins (1993, 1994 e 1996).
Bi-campeão amador, em 1989 e 1991, nunca foi campeão profissional. Chegou ao vice-campeonato em 1996. Deixa de disputar o campeonato em 1998, dando espaço para o surgimento do Colinas Esporte Clube em 2001, que chegou a ser campeão estadual em 2005.
Em 2007,após dez anos, retornou a disputa do campeonato tocantinense, devido a suspensão do Colinas EC, por não comparecer no último jogo contra o Tocantinopólis em 17/06/2006.

Na Copa do Brasil
Quatro anos após sua fundação, o Estado de Tocantins ingressa na Copa do Brasil. Seu representante na primeira participação, o Kaburé, não fez feio. Eliminou o América-MG ,ganhando a partida de ida em Colinas por 2 x 0 , e perdeu a volta por 1 x 0 no Estádio Independência e foi à Segunda Fase. Porém, foi eliminado com duas derrotas por 2 x 0 contra o Comercial-MS.
No mês de março de 95, a equipe do Kaburé estreou na Copa do Brasil jogando contra o Flamengo, em Colinas, no estádio Bigodão. A equipe tocantinense perdeu por 1 x 0. Já no jogo de volta disputado no Rio de Janeiro, o Kaburé foi goleado pelo placar de 8 x 0.
Em 1997, jogando contra o vice-campeão Brasileiro de 1996, a Portuguesa de Desportos. No jogo de ida houve empate por 1 x 1, no estádio Bigodão, em Colinas. Na partida de volta disputada no estádio do Canindé, em São Paulo, a Portuguesa venceu por 8 x 0.

Títulos

Campeão Tocantinense (Amador) - 1989 e 1991
Campeão Copa Tocantins 1993/94/96

Estádio
ESTÁDIO JOSÉ WILSON ALVES FERREIRA
O estádio "Bigodão"tem capacidade para 5.000 torcedores e a cidade de "Colinas"tem aproximadamente 30.000 habitantes.

Hino
O jogo começa agora
E eu vou ficar de pé,
O time que está jogando
É meu time Kaburé.
Não vou ficar sentado
Eu vou ficar de pé,
O time que joga agora
É meu time Kaburé.

(refrão 2 Vezes)
Kaburé, Kaburé, Kaburé,
Kaburé,Kaburé, Kaburé,
O time que joga agora
É meu time Kaburé

Vou aplaudir meu time
Com grande satisfação,
Com chuva ou com sol
Quem manda é meu coração.
Não vou ficar sentado
E eu vou ficar de pé,
O time que jogo agora
É meu time Kaburé.

(refrão 2 Vezes)
Kaburé, Kaburé, Kaburé,
Kaburé,Kaburé, Kaburé,
O time que joga agora
É meu time Kaburé

O vermelho mostra garra
O branco só tráz a paz.
É o time que joga bola
E um golzinho sempre faz.
O time que joga agora
É meu time Kaburé

Mascote









Site

http://www.kabureesporteclube.com

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Anápolis Futebol Clube

O Anápolis Futebol Clube foi fundado no dia dia 1º de maio de 1946, por um grupo de carroceiros. Primeiro adotou o nome de Operário Futebol Clube. A idéia era da criação de um time do povão, para competir com outro, a Anapolina, que era considerado um time da elite.

Muitos de seus craques continuam sendo lembrados até hoje por suas brilhantes passagens com a camisa tricolor. Entre os mais citados estão: Nilo,Paulo Choco e Carlinhos.

O Time foi crescendo a cada ano que passava e em 47 conquistou o seu primeiro título estadual, quebrando um tabu. Pela primeira vez um time do interior ganhava o campeonato. Em 1951, muda de nome e passa a ser o Anápolis Futebol Clube que conhecemos até hoje. O time continua a crescer. Assim ele conquista o campeonato regional em 1954.

Na década de 60, o Anápolis já era bastante conhecido e tinha vários nomes, entre eles Galo da Comarca, Tricolor da Manchester, Time dos Carroceiros e muitos outros. Grandes desportistas comandaram o clube, como João Beze, Munir Calisto, Altino Teixeira de Moraes, Amim Gebrim, Osvaldo Cunha Soares, Ronaldo Jaime, Sebastião Richelieu da Costa e Fadel Skaff. Em 61 conquistou o vice-campeonato octogonal e finalizou nessa data sua fase de amadorismo.

Em 1965 sagra-se Campeão Estadual pela segunda vez, vencendo o Vila Nova por 3 a 2 no Estádio Jonas Duarte, assistido por um público recorde. Nesse dia o estádio quase veio ao chão, quando o time entrou em campo com Dida na frente, sequido de Sorriso,Nina, Osmar, Praguaio e Ali: Genésio e Eudécio: Zezito, Nelsom Parrila e Deca. No banco ficaram o goleiro Morais Baiano, Wilson e outros craques.

O técnico era Agnaldo Felisberto, o Caxanbu. No ano seguinte disputou a Copa Brasil, sendo o primeiro clube do interior de Goiás a participar desta competição. Foi 18 vezes campeão da taça cidade de Anápolis.

Por que Tricolor?

O Anápolis é tricolor por acaso. Sua primeira camisa foi comprada por dona Zita Duarte, mulher de Jonas Duarte, que as comprara em São Paulo. Como ela queria dar o uniforme mais bonito que houvesse, entrou numa loja de material esportivo em São Paulo e disse ao vendedor: "quero o jogo de camisa mais bonito igual ao da seleção Paulista, ou seja, camisas de listras finas pretas e brancas com golas e punhos vermelhos".

Títulos
Campeão Goiano 1947/1965
Campeão Goiano - 2ªdivisão 1990

Estádio
Estádio Jonas Duarte

Sua construção foi iniciada em 1964, e o estádio foi inaugurado em 11 de abril de 1965, com apenas um lance de arquibancadas cobertas. O primeiro jogo foi entre o São Paulo e uma (Seleção de Anápolis). O tricolor paulista venceu por 4 x 1, sendo o primeiro gol do estádio anotado pelo jogador Rodarte, do São Paulo.

Posteriormente, foram construídas as arquibancadas descobertas, além de um anel unindo as duas arquibancadas opostas. Na reforma efetuada, foi construída também uma geral, que elevava a capacidade do estádio para vinte mil lugares. Recentemente, por questões de segurança, a geral foi interditada, e diversas melhorias foram introduzidas no estádio visando aumentar a segurança do público, reduzindo a capacidade total para quinze mil lugares. Existem muitas divergências na avaliação da real capacidade do estádio. De acordo com o último laudo do Corpo de Bombeiros, a capacidade total seria de 17.170 lugares, porém a Federação Goiana de Futebol só autoriza a emissão de no máximo nove mil ingressos por jogo. As arquibancadas cobertas hoje são ocupadas pelas cadeiras.

Público Recorde: 17.800 (15 de setembro de 1981) - Anapolina 1x1 Corinthians

Hino
Autor:Reginaldo Regi

Na comarca se conhece a tradição
Do galo forte brigador
Entrou no terreiro o ravo guerreiro
Cruel matador
Soou no terreiro o canto guerreiro
Do meu tricolor, tricolor

Já se vê da boa Vista
A conquista majestosa
No engrandecer da sua crista
Surge a vitória gloriosa

Vai galo na raça traz a taça
É bola é rede é grito é gol é grande gloria
As três cores vivas na memória
Do Pavilhão nas graças da vitória

Sou Anápolis Futebol Clube
A toda hora, agora e sempre até morrer
Salve o tricolor da boa vista
Galo coroado na conquista

Mascote

Galo da Comarca









site : http://www.anapolisfc.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Esporte Clube Primeiro Passo de Vitória da Conquista

Vitória da Conquista, terceira maior cidade do Estado da Bahia, com uma acolhedora população de 300.000 (trezentos mil) habitantes, possui em seu entorno mais de 2.000.000 (dois milhões) de potenciais consumidores. Rica culturalmente, pólo educacional e de saúde em franco crescimento, dona de belezas naturais só encontradas em suas plagas e pouco exploradas economicamente, sem falar do seu comércio um dos mais fortes, organizados e baratos do Brasil, é sem dúvida, um farto celeiro de possibilidades.

Todas estas potencialidades culturais, educacionais e econômicas não têm refletido em uma forte presença no cenário desportivo do Estado. A nossa cidade, que nas décadas de 60 e 70, presenteou o Brasil com belíssimos jogadores de futebol como Piolho, Jamilton, Naldo, Neves, Tolica, Detinho, dentre outros, jogando pelo Conquista Esporte Clube e Humaitá, mobilizou grandes levas de torcedores que hoje encontram-se adormecidos e sem referência futebolística no futebol profissional local.

Na década de 90, foram várias as tentativas de retornar ao cenário do futebol baiano com o Serrano Sport Clube e novamente o Conquista Futebol Clube, com a nova geração de jogadores, estas iniciativas todas apesar do esforço dos dirigentes, nunca conseguiram lograr êxito o que tem sido uma tônica no futebol brasileiro, pelas práticas amadoras tão comuns no século passado e ainda presentes em nossos dias o que tem levado grandes clubes ao ostracismo da prática do futebol em nosso país.

Tendo como ponto de partida a necessidade em romper com estas velhas práticas do improviso e do jeitinho brasileiro, é que, partindo da sua própria experiência como atleta profissional, também revelado nos campos de várzea de Vitória da Conquista e das equipes profissionais das quais jogou profissionalmente até o final da década de 90, o ex-jogador Ederlane Amorim tomou a iniciativa de devolver aos conquistenses a alegria de retornar aos estádios de futebol, só que agora com a proposta de um trabalho sério, transparente e sustentado em base sólida.

Uma história recente e já com glórias. Essa é a marca do Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista, o Alviverde do Sertão. Fundado em janeiro de 2005, o clube baiano surgiu alguns anos antes de uma iniciativa do ex-jogador Ederlane Amorin. Em 2001, o ex-atleta decidiu colocar o futebol conquistense novamente no cenário regional.

O trabalho iniciado em 2001 teve como objetivo uma inclusão social preparando jovens para o futebol profissional. A proposta foi expandida pelo estado e o Projeto Primeiro Passo começou a ter uma boa participação nos campeonatos disputados. Isso culminou no surgimento do clube.

Quando fundou o clube, Ederlane Amorin quis apagar todas as idéias amadoras que foram praticadas anteriormente por times que não obtiveram sucesso na cidade, como o Serrano Sport Clube e o Conquista Futebol Clube.

No campo esportivo, a equipe conseguiu êxito já em seu segundo ano de existência como clube profissional. Em 2006, o time conseguiu sua maior glória, que foi o título da segunda divisão do Campeonato Baiano de maneira invicta.

Uma campanha perfeita ao longo de toda competição. Na primeira fase, três vitórias e três empates credenciaram o time para a segunda parte do campeonato, como líder do grupo 2. Na etapa seguinte, a equipe fez uma campanha marcante novamente. Quatro vitórias e dois empates colocaram o Vitória da Conquista na grande decisão contra o Jacuipense.

Na final, o Alviverde do Sertão conseguiu dois empates, que o deu o título do Campeonato Baiano Profissional da segunda divisão de 2006 e o direito de disputar a primeira divisão em 2007.

Na elite da Bahia, o Vitória da Conquista teve uma campanha mediana. Não passou da primeira fase, mas conseguiu se manter na primeira divisão, terminando na oitava posição.
Em 2008, termina a primeira fase em segundo lugar, mas no quadrangular final, termina na terceira colocação, garantido vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.
Na Série C, é eliminado na segunda fase, ficando em 21º na classificação geral.

tulos
Campeonato Baiano da 2ª Divisão 2006

Hino
Letra: Antonio Eduardo S. Moraes e Benjamin Nunes Pereira.

Eu sou Vitória da Conquista,
eu sou Vitória da Conquista,
sou a jóia do sertão,
sou da Bahia, sou do Brasil,
eu sou o Vitória da Conquista,
sou um grande campeão.

O meu time joga com raça,
coragem e amor no coração,
o seu brilho é elegância,
e no jogo é razão, é emoção.

Vamos Conquista bola jogar
e ganharmos com alegria,
para que possamos brilhar;
com alma, bravura,
garra e galhardia,
o Vitória da conquista é o orgulho da Bahia

Campeão, ê ô, Conquista,
Campeão, ê ô, Conquista,
Vitória da Conquista, Primeiro Passo
meu amado alviverde,
você é a minha paixão.

Campeão, ê ô, Conquista...
Campeão, ê ô, Conquista...
Campeão, ê ô, Conquista...

EstádioEstádio Municipal Lomanto Júnior
Fundação: 05 de novembro de 1966
Jogo Inaugural: Seleção de Vitória da Conquista x Seleção de Jequié
Capacidade: 12 mil pessoas
Endereço: Av. Luis Eduardo Magalhães - Alto da Boa Vista

1° Jogo ECPP no Lomantão: 1x1 Cruzeiro (Cruz das Almas) - 6/8/2006
1° gol do ECPP no Lomantão: Diego.

Mascote - Zé Bodinho

Vitória da Conquista, cidade localizada no semi-árido nordestino é detentora de um grande rebanho de caprinos, que se adaptaram muito bem as condições climáticas adversas.
Para homenagear esse “campeão” de resistência e superação das dificuldades impostas pela natureza, ao lado do homem nordestino, antes de tudo, um forte, é que o ECPP Vitória da Conquista, a mais jovem equipe de futebol profissional da Bahia, aprovou e fez constar em seus estatutos, o bode, como mascote da equipe, símbolo de humildade, força, garra, resistência e determinação em vencer.


site: http://www.ecppvitoriadaconquista.com.br

domingo, 26 de outubro de 2008

Joinville Esporte Clube

O Joinville foi fundado em 29 de Janeiro de 1976, a partir da união dos departamentos de futebol do América e do Caxias, os dois clubes profissionais da cidade na época. Ambas as equipes enfrentavam sucessivas crises, e foi com uma parceria entre dois tradicionais adversários do futebol local que começou a história do JEC. Porém, os dois clubes continuaram a existir, mantiveram seu patrimônio.No momento da união ambos assinaram um contrato, um termo de compromisso de ficar 10 anos sem fazer futebol na cidade para que o JEC pudesse se estabelecer como clube e formar torcida. O Caxias ficou 19 anos sem atividade nenhuma e voltou com amadorismo em 19 de março de 1995. Em 2001 voltou com o profissionalismo. O América mantém-se apenas no futebol amador.

A solução encontrada por um dos dirigentes do Caxias, no sentido de pelo menos remediar momentaneamente os problemas do clube, foi de convidar para a presidência o industrial João Hansen Neto, da Tubos e Conexões Tigre.

A partir daí, o único e difícil passo para se criar um novo clube em Joinville foi obter a aprovação dos caxienses e americanos. Porém prevaleceu o bom senso, e em 29 de janeiro de 1976 foi criada a nova agremiação com a personalidade jurídica de Joinville e constituída também a sua primeira diretoria sob a presidência de Waldomiro Schützler.

A partida inaugural foi um amistoso contra o Vasco. O jogo acabou 1 a 1 e o jogador que foi a primeira vez as redes pelo JEC foi Tonho. Roberto Dinamite, ídolo vascaíno, também marcou e se tornou no primeiro atacante a vazar a zaga do clube.

Dez anos depois da fusão entre os dois clubes, o Joinville já havia acumulado tantos títulos quanto América, Caxias e Operário (todos clubes de Joinville) em 65 anos de história.(América, 5 títulos - Caxias, 3 e Operário,1)

Dono da segunda melhor colocação de um clube catarinense no Campeonato Brasileiro de Futebol (8º lugar em 1985), o Joinville esteve na Série A do Campeonato Brasileiro por 10 anos consecutivos, entre 1977 e 1986. Desde 2005 disputa a Série C.

O Joinville foi campeão de Santa Catarina logo em seu primeiro de atividade. Depois, entre 1978 e 1985, conquistou um inédito octacampeonato catarinense, recorde insuperável até hoje. De 1988 a 1999, passou o mais longo período sem títulos de sua história. A seqüência foi quebrada com a conquista do bicampeonato estadual de 2000 e 2001, ano do último troféu da primeira divisão erguido pelo clube.

Em 2007, o Joinville fez a pior campanha de sua história no Campeonato Catarinense, terminando em penúltimo lugar, na zona de rebaixamento. Disputou e venceu a Divisão Especial e retornou à elite do torneio estadual já em 2008.

Títulos

Campeonato Catarinense: 12 vezes (1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 2000 e 2001).

Estádio

Arena Joinville - é o maior estádio de futebol de Santa Catarina e o mando de campo do Joinville Esporte Clube. Localizado no bairro Bucarein, a construção tem design inspirado em várias arenas de futebol européias, como a Amsterdam Arena.

Teve sua primeira etapa inaugurada em 25 de setembro de 2004, na partida entre Joinville e Seleção Masters. A segunda etapa foi inaugurada em 26 de julho de 2007, na partida Joinville 4-3 Atlético Paranaense. Com isso, a capacidade, que inicialmente era de 15.000 pessoas, foi expandida para 22.400, e será novamente expandida para 30 mil pessoas (24 mil sentadas). O custo estimado para a expansão é de R$ 7 milhões. O projeto final prevê que a Arena contará ainda com lojas comerciais, praça de alimentação, estacionamento e parque público anexo.

Durante 22 anos, o JEC utilizou o Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho, de propriedade do Caxias Futebol Clube, onde conquistou todas suas glórias.

Nome Oficial: Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho
Capacidade: 20.000
Inauguração: 19/10/1977
Primeiro Jogo: Joinville 1 x 1 Grêmio (RS)
Recorde de Público: 25.945 (Joinville 1 x 1 Grêmio-RS - 19/10/1977)

Hino

Letra: Jeanine de Bona Cunha Pereira
Arranjo: Luciano Koenig de Castro

Meu coração é preto, branco e vermelho
Sou JEC, sou fogo, meu irmão!
Eu boto fé na garra deste coelho
Tem raça e pedigree
Nasceu pra campeão!
O JEC deita e rola a bola
Cheio de emoção
É líder isolado no meu coração

JEC - nasceu campeão
Nasceu com a taça na mão
O JEC faz a finta
Pinta o sete e mete: gol!
E o grito da galera ecoou

Gool! Ooô! Ooô! Ooô! JEC - Uh!

Relembro sua história gloriosa
Nos idos de 76
Na cidade dos príncipes
Na cidade das flores
Nascia o tricolor dos tricolores

No coração do povo já fervia
Paixão por ele que se chamaria
Joinville Esporte Clube
Esse coelho, meu irmão
Já nasceu com vocação pra campeão

JEC - nasceu campeão
Nasceu com a taça na mão
O JEC faz a finta
Pinta o sete e mete: gol!
Eo grito da galera ecoou

Gool! Ooô! Ooô! Ooô! JEC - Uh!

Mascote

O surgimento da mascote do Joinville aconteceu em 1978. Na época, o clube lançou um carnê de prêmios chamado JEC de Ouro e o símbolo foi um coelho. Isso porque “pé de coelho” é uma das superstições mais famosas do Brasil. Com o tempo, o animal foi se tornando a mascote do clube e em 2003 ganhou o nome de Jack Coelho.



site: http://www.jec.com.br/

sábado, 25 de outubro de 2008

Madureira Esporte Clube

A história do Madureira Esporte Clube sempre esteve ligada ao comércio local. Foi no ano de 1932 que os comerciantes Elísio Alves Ferreira, Manoel Lopes da Silva, Manuel Augusto Maia e Joaquim Braia, entre outros, lideraram um movimento no sentido de ser fundado um grande clube em Madureira. O grupo entrou em contato com Uassir do Amaral, então presidente do Fidalgo Madureira Atlético Clube. Na época, pensou-se ainda na fusão com o Magno Futebol Clube, o que, de início, foi reprovado pelos sócios.
Após várias Assembléias, em 16 de fevereiro de 1933 ficou considerado fundado o MADUREIRA ATLÉTICO CLUBE, com a data de 08 de agosto de 1914, que era do Fidalgo. O novo clube passou a adotar, em seu emblema e nos uniformes, a cor azul do Magno e a cor roxa do Fidalgo. Em 1939, o Madureira disputou o Campeonato pela Federação Metropolitana de Futebol, sagrando-se campeão no quadro de amadores e campeão nos profissionais do Torneio Início.
Com o objetivo de dinamizar, ampliar e engrandecer atividade esportiva do clube, no dia 12 de outubro 1971 foi criado o Madureira Esporte Clube, resultado da fusão feita com o Madureira Atlético Clube, Madureira Tênis Clube e Imperial Basquete Clube. O Tricolor Suburbano uniu as cores dos clubes em sua fusão. O azul era do Madureira Atlético Clube, o grená do Madureira Tênis Clube e o amarelo do Imperial Basquete Clube. A data de fundação, no entanto, prevaleceu a de 08 de agosto de 1914, para efeito nas Federações.

O ano em que o Madureira chegou outra vez perto de uma conquista expressiva foi em 2006, quando ganhou o segundo turno do Campeonato Estadual, a Taça Rio. Na final, perdeu para o campeão da Taça Guanabara, o Botafogo, e alcançou a segunda posição, feito que não conseguia há 70 anos.

O clube é famoso por revelar jogadores, inclusive com passagens na seleção brasileira. Lá se formaram Didi, Evaristo de Macedo, Jair da Rosa Pinto, Isaías, Lelé, Nair e Nelsinho. De um período mais recente, foram crias do tricolor suburbano jogadores como Marcelinho Carioca, Iranildo, Léo Lima e Souza.

Hino

Autor: Lamartine Babo
Intérprete: Jorge Goulart

Nosso ideal é lutar
Lutar por ti Madureira
Queremos ver tua bandeira
Tremular pelo ar

E assim queridos, unidos,
Seremos dez, vinte mil,
Em cada Glória que temos,
Daremos pujança ao esporte do Brasil

És Madureira, nosso castelo,
A nossa Catedral, ideal
O sol de muitos anos,
Dos tricolores suburbanos

Títulos

Vice-Campeão Carioca em 1936 e 2006
Campeão Estadual Invicto em 1993 (série B)

Estádio
Estádio Aniceto Moscoso.
O estádio do Madureira Esporte Clube fica na Rua Conselheiro Galvão, 130.
Foi inaugurado no dia 15 de junho de 1941, com o jogo em que o Madureira venceu o Fluminense pelo placar de 3 X 1.
Capacidade 10000

Mascote
A mascote do Madureira é o papagaio Zé Carioca. A personagem de Walt Disney representa o estilo de vida carioca, malandro, bem peculiar dos subúrbios do Rio de Janeiro. O bairro é famoso por ser um reduto do samba, por suas peculiaridades, e a figura do Zé Carioca aliou-se perfeitamente à imagem do clube.




site: http://www.madureiraec.com.br/

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sport Club Ulbra Ji-Paraná

O Ulbra foi criação do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná e veio nos moldes do time anterior, o Sport Club Ulbra. Ambas equipes pertencem também à Universidade Luterana do Brasil. O grande diferencial da Coruja, como é conhecido o clube, é que a parte do futebol é aliada com a parte acadêmica.

A agremiação, logo em seu primeiro ano, já subiu de divisão, quando conquistou o Campeonato Rondoniense da segunda divisão. Nos dois anos seguintes, a Coruja venceu os campeonatos e começou a despertar atenções no estado.

No primeiro título, o Ulbra decidiu contra o Vilhena. Na primeira partida da final, a Coruja venceu o jogo por 1 a 0, gol de Dudu, fora de casa. Com a festa armada para o Biancão, a equipe perdeu pelo mesmo placar. No entanto, mesmo com a derrota, conquistou o troféu graças ao regulamento.

Na regra, a equipe de melhor campanha teria vantagem em caso de resultados idênticos. Sendo assim, a torcida pôde comemorar o primeiro Campeonato Rondoniense da sua história. César, atacante da Coruja, foi o artilheiro da competição, com 15 gols.

Em 2007, o bicampeonato também veio com sofrimento. No primeiro jogo, o Ulbra perdeu fora de casa pelo Jaruense por 1 a 0. Uma semana depois, no estádio Biancão, a Coruja teria que vencer por dois gols de diferença se quisesse se sagrar novamente campeã estadual.

Contudo, o Ulbra triunfou por 3 a 2, provocando a prorrogação. Assim, logo no recomeço do jogo, o clube de Ji-Paraná fez o gol que lhe garantiu o bicampeonato rondoniense e instalou uma hegemonia estadual.

Em âmbito nacional, o Ulbra foi a equipe de Rondônia que conseguiu maior sucesso na Copa do Brasil. No mesmo ano da conquista do bicampeonato estadual, a Coruja passou da primeira fase, feito inédito de um time rondoniense na competição.

Na primeira partida, o time venceu, nos dois jogos, o Santa Cruz, de Pernambuco, por 2 a 0 no Biancão e 2 a 1 no Arruda. Na outra fase, o adversário foi o Coritiba. Um empate por 2 a 2 provocou o jogo de volta, no Paraná. Mas, no segundo jogo, o Ulbra acabou derrotado por 1 a 0.

Nota Oficial declarando o Fim em 2008

Ao longo de sua história, o SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ modificou o futebol rondoniense. Em três anos, a Coruja saiu do anonimato para o sucesso, conquistando cinco títulos dentro do estado (1 Série B - 2005, 1 Sub-20 - 2006 e o tricampeonato Rondoniense – 2006, 2007 e 2008), registrando assim, sua marca definitivamente.

Em 2006, a Coruja participou de sua primeira competição nacional, a série C do campeonato Brasileiro.

Ainda em 2006, dirigentes de clubes da Segunda Divisão demonstraram grande amadurecimento. A Segundinha apresentou algumas surpresas, como a Jaruense, o Ariquemes e o Rolim de Moura, que implantaram um trabalho sério a frente de suas equipes, seguindo o exemplo do SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ.

Em 2007, o SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ iniciou uma mudança em seu plantel e começou a garimpar talentos de fora do estado, objetivando realizar uma boa campanha na Copa do Brasil e iniciar a luta pelo bicampeonato estadual.

Na Copa do Brasil, a Coruja fez o torcedor ji-paranaense vibrar no estádio Biancão com a vitória sobre o Santa Cruz (PE) por 2 a 0. E no jogo da volta, a Ulbra não tomou conhecimento do clube pernambucano, vencendo por 2 a 1 em pleno estádio Arruda.

Naquele instante, torcedores de todo estado sentiram o prazer de ser rondoniense, por terem conquistado um feito, até então, considerado impossível. Na fase seguinte, a Coruja caiu diante do Coritiba (PR), após um empate em 2x2 em Ji-Paraná e uma derrota em Coritiba por 1 a 0. Foi a melhor participação até hoje de um clube rondoniense nesta competição, enchendo de orgulho não só o torcedor da Coruja mas também todos os rondonienses apaixonados por futebol.

As boas exibições na Copa do Brasil fizeram com que três jogadores fossem negociados com o Santa Cruz (PE). Miro Bahia, César Baiano e Dudu foram contratados pela equipe pernambucana para a disputa da Série B do Brasileiro.

Mas após a eliminação na Copa do Brasil, a Coruja permaneceu com o foco na conquista do bicampeonato estadual e na vaga da Série C do Campeonato Brasileiro. A vaga na Terceirona não veio, mas a conquista do segundo título estadual sim. Num jogo memorável, que dificilmente será esquecido por quem esteve na noite do dia 3 de junho, no estádio Biancão. Com um gol aos 48 minutos do segundo tempo, a Coruja venceu no tempo normal por 3 a 2 e levou o jogo para a prorrogação, onde também obteve êxito, desta vez, batendo o adversário por 2 a 1.

Em 2008, o SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ entrou em campo como o time a ser batido. Em sua primeira competição a Coruja encarou a Portuguesa (SP) em sua segunda participação na Copa do Brasil. Os resultados foram um empate no Biancão (1x1) e uma derrota no estádio Marcelo Stéfani (3x1).

Depois de um início de campeonato disputado, a Coruja se reestruturou na competição no tempo certo e surpreendeu a todos com duas goleadas sobre a Jaruense (3x0 e 6x1) e a conquista do tricampeonato chegou com uma goleada em uma final no Biancão por 5x1 contra o VEC, garantindo seu terceiro título no estado.

Muitos feitos do SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ ainda podem ser destacados nestes 3 anos, tais como: a maior goleada em uma competição estadual e a segunda do Brasil (21x0). Campeão da 1ª edição da Segunda Divisão do estado de Rondônia (2005). A reestruturação de técnicos e preparadores físicos no estado, revelando novos nomes, e o principal: o exemplo de profissionalismo que ficou de exemplo para várias equipes.

Um dos maiores feitos ainda nesses três anos, onde sempre foi meta do SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ (contribuir com o crescimento do esporte profissional no estado), mesmo quando não esteve em campo, procurou auxiliar seus adversários seja em competições nacionais ou estaduais.

O apoio iniciou no ano passado quando a Coruja disponibilizou três jogadores ao Genus na disputa do Rondoniense. Após o término do Estadual, seis jogadores foram cedidos a Jaruense na disputa da Série C do Brasileiro. E no mesmo ano, outro beneficiado foi o Rolim de Moura na disputa da Segunda Divisão do Rondoniense, que conquistou o acesso à primeira divisão. Neste ano, o SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ voltou a realizar esta parceria, desta vez, com o Ji-Paraná Futebol Clube. A Coruja disponibilizou sete jogadores ao elenco do Galo da BR e infra-estrutura de apoio, buscando apoiá-lo no máximo para o retorno da elite do futebol rondoniense, deixando até de lado, mesmo sendo o maior patrocinador, que sua marca predominasse, para que os espaços para serem vendidos na busca de outros apoiadores, demonstrando assim, seu trabalho fora das quatro linhas no apoio ao futebol do estado de Rondônia.

Tudo isso só estamos registrando nestas linhas por já nos deixar saudades.

Só temos que agradecer a toda a diretoria do SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ, onde todos sempre trabalharam por amor e sem remuneração, aos torcedores que sempre acreditaram e apoiaram, e a esses nós pedimos também desculpas por não podermos continuar, a imprensa por estar fazendo seu papel de difundir o esporte e comprovar aos poucos patrocinadores que sua marca no esporte tem resultado, a FFER e aos colegas de clubes que lutam sempre para manter suas equipes na disputa das competições.

O SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ está deixando de participar do futebol profissional do estado de Rondônia visando manter e ampliar seu apoio ao esporte estudantil e universitário de nosso estado, o que sempre fizemos.

Sabemos que não conseguiremos ficar totalmente de fora do futebol profissional, sendo assim, confirmamos também para 2009 que nossa estrutura (clínica de fisioterapia, campo de futebol, professores e alunos dos cursos de Educação Física, Enfermagem e Fisioterapia), bem como apoio a ser definido como patrocínio, estará a disposição de outro clube nosso de coração, o Ji-Paraná Futebol Clube.

Deixamos claro também que a vaga da Copa do Brasil e qualquer mudança no campeonato rondoniense é de estatuto e/ou regimento da FFER ou CBF, onde o SPORT CLUB ULBRA JI-PARANÁ não responde por qualquer definição ou escolha.

Obrigado Ji-Paraná!
Obrigado Rondônia!
Que Deus nos abençoe hoje e sempre, fazendo com que nós nunca desistamos da luta de transformar a sociedade também através do esporte.

Obrigado,
Sport Club Ulbra Ji-Paraná
Campeão Estadual da Segunda Divisão do Rondoniense (2005)
Tricampeão Estadual do Rondoniense (2006, 2007 e 2008)
Fundado em 01/04/2005 e conquistou todos os campeonatos estaduais que disputou!


Mascote

A mascote da Ulbra é uma coruja. O animal é símbolo da sabedoria, algo muito relacionado ao propósito de o time de não só priorizar a parte esportiva, mas a parte acadêmica dos jovens atletas.

A idéia foi criada pelo núcleo de comunicação do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná. Atualmente, as rádios que transmitem os jogos da Ulbra já têm a vinheta do som peculiar que a coruja faz para celebrar os gols do time.


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Centro Sportivo Alagoano

O Centro Sportivo Alagoano foi fundado no dia 7 de setembro de 1913. Naquele dia, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados do Comercio, Jonas Oliveira reuniu um grupo de jovens e fundaram o Centro Sportivo 7 de Setembro. Lá estavam presentes: Osório Gatto, Entiquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Arestides Ataide de Oliveira, Francisco Rocha Filho, Antonio Miguel de Oliveira, Vicente Grossi, Avenor e Agerson Dantas, Pedro Soares, Waldomiro e Djalma Machado, Pedro Lobão, Alfeu Cavalcanti, João Rosas, João Alfredo Rêgo, Jeferson Araujo, Arlindo Costa, Antonio Valente, Eduardo Goulart, Artuir Tavares da Costa, José e Luiz Farias, Davino Ataide, José Fontan, Odilon Cabral, Pedro Rocha e Rubem Fidias, assinando a ata de fundação.

O novo clube começou a funcionar num velho terreno situado na rua João Pessoa, onde foram guardados seus primeiros barcos. Mais tarde, no mesmo terreno foi edificado o então sintuoso prédio da antiga Sociedade Perseverança e Auxilio dos Empregados no Comércio de Maceió, que ainda hoje existente e é ocupado por uma Escola Técnica de Comércio. Não demorou muito e o clube mudou sua sede para uma das dependências do antigo Palacio do Governo. Em 1915, nova mudança, a sede azulina se transferiu para a Praça da Independência, ocupando o prédio que pertencia ao Tiro de Guerra. A mudança foi benéfica ao clube que passou a ocupar um enorme terreno na antiga Praça da Cadeia afim de movimentar seu time de futebol. Ali, o clube treinava e jogava. Posteriormente, até adquirir o terreno onde hoje é o estádio do mutange, o clube azulino ocupou outras sedes. Na Praça Deodoro, na rua Boa Vista e, na rua da Alegria, esta sublocando uma parte do terreno, cujo prédio foi devolvido para que se construísse o saudoso Colégio Diocesano.

O clube azulino, que começou com o nome de Centro Sportivo 7 de Setembro passou para Centro Sportivo Floriano Peixoto em 1915. No mês de junho do mesmo ano chegou a Maceió José Floriano Peixoto, grande atleta nacional. Os azulinos fizeram uma grande manifestação ao atleta alagoano que logo se integrou ao clube. Para uma disputa de futebol entre Alagoas e Brasil, Floriano Peixoto ofereceu uma rica taça. Os mesmos rapazes que o homenagearam, propuseram, em Assembléia Geral, trocar o nome do clube para Centro Sportivo Floriano Peixoto. A proposta foi aceita. Somente no dia 13 de abril de 1918, por ato da Assembléia Geral, foi que o clube passou a se chamar Centro Sportivo Alagoano, agremiação que começou a se identificar com o povo. Logo passou a ser conhecido como o clube das multidões.

Uma semana depois de sua fundação, o novo clube começava seus exercicios de atletismo no terreno onde hoje fica a Escola Técnica de Comércio, na rua João Pessoa. Ali se formou uma verdadeira academia de atletas. O Centro Sportivo 7 de Setembro tinha um excelente corpo de lutadores de boxe, luta romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo, disco e esgrima. O esporte náutico somente entrou na história do clube em 1917. Os dirigentes azulinos começaram com uma baleeira de seis remos. Durante muitos anos, os associados do clube usaram a Lagoa do Mundaú para passeios e competições náuticas.

O futebol começou com a própria fundação do clube. Os treinos eram realizados na Praça da Cadeia, local onde o Centro realizou seu primeiro jogo no dia 7 de setembro de 1914. O adversário foi um time formado por estudantes alagoanos que faziam faculdade no Recife. Os azulinos venceram por 3x0. Segundo o cronista esportivo Renato Sampaio, em seu livro - A margem do futebol - o primeiro jogo entre Centro e Regatas foi realizado no dia 7 de setembro de 1916, na Praça Jonas Montenegro, hoje Praça do Centenário. O azulão ganhou por 1x0, gol de Aristides. O Centro formou com Hermes, Viana, Grossi, Alipio, L. Farias e Closias, Apolinario, J.Maria, Fontan, Arestides e Grossi. O Regatas jogou com Gondim, Custódio, J.Ramalho, Quintela, Abelardo e Homero, Moisés, Oscar, Aroldo e Peter Jurisch. O clube seguiu sua trilha vitoriosa pelos caminhos do esporte. Clube que tem como lema - União e Força - O Centro Sportivo Alagoano continua sendo o mais querido de Alagoas.

A rivalidade entre CSA e CRB já vinha de alguns anos atrás. Em 1931 aconteceu um fato que foi muito comentado. Para participar da festa de seu aniversário, os azulinos convidaram o time do América de Recife para um jogo amistoso. Tininho, um habilidoso jogador do CSA, era também um verdadeiro líder dentro do clube. Muitas vezes, se transformava em treinador do time. Por todas essas qualidades, Tininho era respeitado pelos dirigentes e querido pela torcida.

Com a intenção de reforçar a equipe, Tininho convidou dois jogadores do CRB para integrar o CSA no jogo contra o América. Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Eles aceitaram e se sentiram honrados em vestir a camisa azulina. No dia 7 de setembro, no mutange, antes do jogo, compareceram aos vestiários do CSA, os jogadores Zequito e Fonseca que foram recebidos por Tininho. A diretoria azulina já se encontrava nas cadeiras que ficavam nas arquibancadas do Mutange. Ao saber da novidade, os dirigentes mandaram chamar Tininho para informar que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB. Afirmavam, inclusive, que temiam a reação da torcida. Pressionado por todos os lados, Tininho mostrou porque era líder, e decidiu – “Ou aceitam Zequito e Fonseca ou eu também não jogarei”. Esta decisão aumentou a confusão. Mas, pela personalidade do capitão azulino que assumiu toda responsabilidade, os dois atletas do CRB jogaram e ajudaram o CSA a vencer o América por 4x2. Dois dos gols foram assinalados por Fonseca. Zequito Porto nunca negou que se sentiu orgulhoso ao vestir a camisa do tradicional rival. A rivalidade na época não permitia que fatos como esse pudesse acontecer. Mas, ele conseguiu quebrar esse tabu.

Uma das maiores goleadas do futebol brasileiro e, certamente, a maior do futebol alagoano, teve a participação do Centro Sportivo Alagoano. Aconteceu no campeonato alagoano de 1944 - CSA 22 x Esporte 0.

O CSA tentou transferir o jogo para aceitar um convite e jogar em Garanhuns. O Esporte não aceitou. O mando de campo era o time de Zé Rodrigues que levou o jogo para o campo da Pajuçara. O CSA tentou levar a partida para o Mutange, chegando a oferecer toda a renda para o Esporte. O clube rubro também não aceitou. Comentou-se, na época, que dirigentes e jogadores do clube azulino fizeram um pacto para fazer o maior numero de gols possíveis dentro da partida. Na semana do jogo, o Tribunal de Penas da Federação suspendeu quatro jogadores do Esporte. Eles haviam se envolvidos no jogo violento da partida contra o Olavo Bilac no domingo anterior. Dirigentes do clube de Zé Rodrigues chegaram a pensar em entregar os pontos. Terminaram desistindo.

No dia 28 de janeiro de 1945, no Estádio Severiano Gomes Filho, e arbitragem de Waldomiro Breda, jogaram Esporte Clube Maceió e Centro Sportivo Alagoano. Zé Rodrigues que tinha problemas na escalação do seu time, foi obrigado a colocar em campo quatro atletas que haviam jogado na partida preliminar: Orlando, Pé de Samba, Mudico e Laurinho. Mesmo assim, os jogadores do CSA não perdoaram. Fizeram 7 gols no primeiro tempo e 15 no segundo. Os artilheiros foram Caio Mario (9), Dengoso (5), Sales (3), Montoni (3), Valdir (1) e Ariston (1).

O jogo do Xaxado

O jogo do Xaxado foi um dos que mais emocionou a torcida azulina. Não somente pelo resultado de 4 x 0, mas pelo passeio que o clube deu no seu tradicional adversário, o CRB. Xaxado é música, ritmo. Na época, 10 de setembro de 1952, era a musica do momento das paradas de sucesso. Todo o Brasil dançava o xaxado com Luiz Gonzaga. E naquela tarde, no campo da Pajuçara, os jogadores do CRB dançaram o xaxado no ritmo azulino.

Foi um baile, um olé. Jamais se pensou em desrespeitar o adversário, mas era gostoso observar a bola de pé em pé com os alvirrubros na roda. Como ninguém se lembrava do jogo da Sofia (CRB 6 x 0 CSA), o marcador ficou mesmo nos 4 x 0. Havia condições para superar os 6 x 0, entretanto, os jogadores do CSA preferiram os dribles espetaculares, as jogadas de alto efeito técnico, com a torcida azulina batendo palmas e gritando, ritmicamente, a palavra xaxado. Muitos gols foram perdidos. Dida depois de driblar toda a defesa do CRB, inclusive o goleiro Levino, quase na linha de gol, preferiu voltar e passar a bola para um companheiro. Oscarzinho também esteve para marcar e terminou sentando na bola. Neste lance, o juiz parou o jogo e advertiu o jogador azulino por desrespeitar o adversário. Mas, louve-se a disciplina dos atletas do CRB. Aceitaram o show dos azulinos sem apelar para a violência. Naquela tarde, a torcida assistiu a uma memorável exibição de futebol. Até hoje não houve nenhuma igual. Pior para o CRB que jogava para comemorar mais um aniversário de sua história.

Garrincha jogou no CSA

O fenomenal Garrincha pertenceu ao Centro Sportivo Alagoano. Foi somente noventa minutos, mas foi. No dia 19 de setembro de 1973, num amistoso contra o ASA de Arapiraca, no Trapichão. Garrincha e Dida jogaram juntos com a camisa azulina. Dias depois ele jogou outra partida por um clube alagoano, o ASA de Arapiraca.

Seu Mané estava se despedindo da torcida brasileira. Seu futebol estava chegando ao fim. Suas pernas tortas já não corriam como antes. Seus dribles já não eram tão eficientes. Mesmo assim, Garrincha jogou e a torcida alagoana entendeu seu drama. Nunca uma torcida aplaudiu um craque como naquela noite de despedida.

Sua história é cheia de capítulos de rara beleza. Moço simples, criatura maravilhosa e companheiro sem igual, Garrincha foi um fenômeno que passou pelo futebol brasileiro. Seus últimos momentos diante da torcida alagoana foram cheios de jogadas sensacionais. Isso, se levarmos em consideração sua condição física, sua idade e os dramas que vinha sofrendo. Apesar de tudo, Garrincha fez coisas que muitos jovens não faziam. Foram momentos que ficarão para sempre na história do Centro Sportivo Alagoano.

Destaca-se na história do CSA, o vice-campeonato na Taça de Prata em 1980,1982 e 1983, vice-campeonato da Copa Conmebol em 1999, e a disputa da Segunda Divisão alagoana em 2004 e 2005.

Títulos

Campeonato Alagoano: campeão 37 vezes (1928, 1929, 1933, 1935, 1936, 1941, 1942, 1944, 1949, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1958, 1960, 1963, 1965, 1966, 1967, 1971, 1974, 1975, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1988, 1990, 1991, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999 e 2008)

Campeonato Alagoano - 2ª Divisão: campeão 1 vez (2005)

Estádio

Estádio Gustavo Paiva é um estádio de futebol de Maceió (Alagoas), que pertence ao CSA e é popularmente conhecido por Mutange. Sua capacidade é de 5 mil pessoas.

Inaugurado em 22 de novembro de 1922, o Mutange sediou o primeiro jogo internacional de Alagoas, CSA 1 x 1 Velez Sársfield (Argentina), em 1951. Atualmente, o clube proprietário do estádio disputa suas partidas no estádio Rei Pelé (propriedade do governo estadual), devido ao estado de abandono em que se encontra o Mutange, sendo utilizado apenas para treinamentos.

Primeira Partida : CSA 3 X 0 Perez-PE
Primeiro Gol: Odulfo-CSA
Hino

Pela pátria, na vida esportiva
É que vamos sempre conquistar
Nossa glória da luta deriva
É o campeão dos campeões CSA

Azulinos impávidos e fortes
Enfrentemos os nossos rivais
Nosso time não tem adversários
Não seremos vencidos jamais

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Nesse anseio infinito de glória
Esse Centro Sportivo não tem
A vaidade que é sempre ilusória
E que nunca elevou à ninguém

Vamos todos em busca das vitórias
Com o coração na ponta das chuteiras
União e Força CSA
Azul e Branco a vida inteira
Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor



Mascote
Azulão










quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga

O Brasiliense Futebol Clube de Taguatinga foi fundado em 1º de agosto de 2000 pelo ex-senador Luiz Estevão, um dos homens mais ricos do Distrito Federal. Após ter seu mandato cassado, o empresário mudou de ramo e comprou o Atlântida Futebol Clube, dando início à história do Jacaré.

Em seu primeiro campeonato disputado, no mesmo ano de sua fundação, o time de Taguatinga, cidade satélite de Brasília, sagrou-se campeão Metropolitano e conseguiu seu primeiro acesso à divisão de elite do Distrito Federal.

No ano seguinte, em 2001, com um elenco totalmente renovado, a equipe alcançou o vice-campeonato brasiliense, fazendo de seu início um dos mais meteóricos do futebol brasileiro. O principal responsável pela bela campanha foi o atacante Wéldon, artilheiro do certame com 13 gols.

Em 2002, o clube fez uma de suas melhores temporadas e chegou à final da Copa do Brasil. Durante a campanha surpreendente, o time eliminou agremiações tradicionais como Fluminense e Atlético-MG, até chegar à decisão e esbarrar no Corinthians.

Tendo como peças fundamentais Wellington Dias e Gil Baiano e sob o comando de Péricles Chamusca, o time do DF empatou o primeiro jogo da final por 1 a 1, no Morumbi, mas não conseguiu segurar os paulistas, em casa, na segunda partida e acabou derrotado por 2 a 1.

Nesse mesmo ano, o clube obteve outro feito inédito: foi campeão nacional pela primeira vez. Em sua segunda participação na Terceira Divisão, a equipe amarela, verde e branca, encerrou sua participação na primeira posição, e juntamente com o Marília ascendeu à Série B.

Após um fraco desempenho em 2003, o Brasiliense fez mais uma ótima temporada em 2004 e conseguiu mais dois títulos inéditos. A equipe se sagrou campeã metropolitana pela primeira vez e ganhou o Campeonato Brasileiro da Série B, garantindo mais uma subida de divisão, dessa vez para a cobiçada elite nacional.

Sua estréia no Brasileirão da primeira divisão, em 2005, não foi das melhores e o sonho de conviver com os “grandes” times do país durou pouco. O clube de Taquatinga venceu apenas dez jogos dos 42 disputados, obtendo 41 pontos e encerrando sua participação na última colocação, sendo rebaixado ao lado de Coritiba, Atlético-MG e Paysandu.

Em 2007, o clube fez outra boa campanha na Copa do Brasil e alcançou às semifinais da competição, mas acabou eliminado pelo Fluminense por 5 a 3 na somatória dos dois jogos (4 a 2 fora de casa e 1 a 1, na Boca do Jacaré).

Em 2008 é penta-campeão estadual após bater o Esportivo Guará por 4 x 0 no CAVE e iguala o feito do rival Gama, que também foi penta-campeão seguido no DF. No Brasileiro da Série B vem se recuperando após sofrer muitos revéses, principalmente pelo número de veteranos no time que acabou atrapalhando a campanha do Jacaré.

Títulos

Campeonato Brasileiro - Série B: 2004.
Campeonato Brasileiro - Série C: 2002.
Campeonato Brasiliense: 5 vezes (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008).
Campeonato Brasiliense - 2ª Divisão: 2000.

Estádio

O Estádio Elmo Serejo Farias, também conhecido por Serejão ou Boca do Jacaré, é um estádio de futebol localizado na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal .

Com capacidade para 32.000 pessoas o estádio abriga os jogos do Brasiliense Futebol Clube.


Hino
Autor: Walter Queiroz

Com muita raça e toda a nossa vibração
Salve o Brasiliense, futebol clube, meu irmão
No campo, uma pintura, uma aquarela
E na torcida explode essa febre amarela

Bis
As cores do meu coração
Verde, amarelo e branco
O meu time é campeão

Refrão
É na palma da mão
É com a bola no pé
É na palma da mão
É com a bola no pé
Vacilou caiu na boca, na boca do Jacaré

Mascote

A mascote do Brasiliense é um jacaré de papo amarelo. O símbolo foi escolhido por ser predominante no cerrado brasileiro, vegetação típica do Distrito Federal. Em homenagem ao animal, o estádio da equipe ganhou o apelido de Boca do Jacaré, representando o local onde o clube “engole” seus adversários.



site
http://www.brasiliensefc.com.br/

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul

O clube que viria a ser a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul (S.E.R. Caxias) surgiu em 10 de abril de 1935, resultado da fusão de dois clubes rivais, o Rio Branco e o Rui Barbosa, com a denominação de Grêmio Esportivo Flamengo.

Em 1947, o Flamengo foi campeão do Citadino de Caxias do Sul, em cima do Juventude em jogo emocionante na qual todos os jogadores e dirigentes se recordam muito bem. Humilharam o Flamengo dizendo que a equipe iria ser derrotada com a mão nas costas, ouvindo isso os jogadores ficaram enfurecidos e partiram em campo, determinados a vencer e foi isso o que aconteceu. O clube voltou a vencer o citadino ano seguinte e em 1953 também.

No ano de 1951, foi inaugurada a Baixada Rubra (hoje o Centenário) e com o passar dos anos, novas obras foram sendo acrescidas. O cercamento do campo com tela - uma novidade, porque até então só existia o parapeito, de madeira, - a construção das primeiras arquibancadas.

Na década de 60, o clube teve apenas um título importante o Campeonato Metropolitano de Porto Alegre. Mas nessa década o clube fez uma excurssão na Argentina, a viagem foi num DC-3, direto a Buenos Aires. Alguns dos times enfrentados não tinham grande força no futebol argentino, mas o então Flamengo jogou com equipes de maior expressão. O clube ganhou muito com a excursão, porque deixou na Argentina a melhor das impressões

Em 14 de dezembro de 1971, devido a dificuldades financeiras, o departamento de futebol uniu-se ao Juventude, que enfrentava situação semelhante. Essa união originou a Associação Caxias de Futebol, nas cores preto e branco, e durou até 1975. Em 17 de Outubro de 1975, uma assembléia votou a troca do nome e a volta da camisa com as cores do Flamengo. Em 28 de novembro do mesmo ano foi aprovada a reforma dos estatutos, com o que a Associação Caxias de Futebol ficava desativada e o Grêmio Esportivo Flamengo passava a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul - S.E.R. Caxias. Os empresários da cidade apoiaram financeiramente a equipe, desde que ela levasse o nome da cidade. Nessa mudança voltaram as cores tradicionais do Flamengo: o grená, o azul e o branco.

A construção do Estádio Centenário, em 1976, em sete meses, e a participação do time no campeonato brasileiro, representaram a primeira etapa no trabalho do então presidente e hoje patrono do clube, Francisco Stedile. Time e estádio eram condições fundamentais para a entrada do Caxias no grupo dos grandes clubes do futebol brasileiro.

Estádio pronto, time também, o Caxias iniciou sua participação no campeonato mais importante do país como o primeiro representante do interior do Rio Grande do Sul. Naquele ano, o Caxias estreou contra o Santos de Pelé, no Pacaembu. A competição reuniu 54 clubes e o Caxias terminou em 15º lugar, somando 25 pontos. No ano seguinte, o time grená voltou a ter um bom rendimento, ficando em 23º lugar entre 62 equipes. Em 1978, o Caxias teve seu melhor desempenho no campeonato nacional. Numa competição que reunia 74 equipes, o Caxias ficou com a 10º colocação, e por pouco não chegou às quartas de finais.

Em 1991 o Caxias disputou sua primeira Copa do Brasil. Em 1996, conquistou a Copa Daltro Menezes e, em 1998, a Copa Ênio Andrade, lhe dando o direito de disputar a Copa Sul de 1999.

Contudo, foi em 2000 que o clube conquistou o principal título da sua história. Mas a conquista começou muito antes da estréia no Gauchão 2000. O primeiro passo foi dado ainda em janeiro de 1999, quando o clube decidiu apostar no trabalho de longo prazo. A final do Campeonato Gaúcho de 2000 foi contra o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense. Na primeira partida da final, dia 14 de junho, no Centenário, o Caxias fez 3 a 0. O jogo da volta, marcado inicialmente para um domingo, foi adiado por causa da chuva. Com uma excelente vantagem, o Caxias entrou em campo numa quarta-feira, dia 21 de junho, para sagrar-se campeão. Foi o que aconteceu. A Capital dos gaúchos ficou tomada pelo grená, branco e azul do clube serrano.

Em 2001, o Caxias chegou bem perto de retornar para a 1a Divisão, terminando em 3º lugar (classificavam-se 2 clubes) na Série-B. Foi desclassificado após jogo tumultuado contra o Figueirense, em Florianópolis (SC), quando a partida terminou antes do tempo regulamentar devido a uma invasão da torcida local.

No ano de aniversário dos 70 anos do clube (em 2005) não houve muito o que comemorar, porque foi rebaixado ao Campeonato Brasileiro Série C em 2006, em 2006 nesta vez na Série C o clube foi eliminado precocemente repetindo isso em 2007.

Com a conquista da Copa Amoretty em 2007, o Caxias sagrou-se tricampeão de Copas organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol. Em 1996 conquistou a Copa Daltro Menezes e em 1998 a Ênio Andrade. O clube havia conquistado antes a Copa Daltro Menezes (1996) e a Copa Ênio Andrade (1998).

A conquista do Tricampeonato da Copa FGV foi dramática, pois o Caxias venceu a primeira partida da final contra o Brasil de Pelotas no Estádio Centenário por 1 a 0, perdeu a segunda no estádio do adversário pelo mesmo placar, vindo a conquistar o título após vencer a disputa de pênaltis, por 4 a 2 com os ingressos do Estádio Bento Freitas esgotados um dia antes da partida, mas com cerca de 800 torcedores do Caxias presentes para apoiar o time em Pelotas.

Em 2008, o clube participa da Série C novamente, a meta inicial era garantir vaga na nova Série C de 2009, para depois pensar na vaga para a Série B. A equipe passou da Primeira Fase, mas não da Segunda e perdeu a chance de se classificar na última rodada, o time caxiense tinha que vencer e o Brasil de Pelotas perder. Mas acabou não acontecendo e deixou a vaga para o time pelotense.

Mas a desclassificação não foi ruim para o clube, isso porque fez a 3ª melhor campanha da 2ª Fase, sendo que os quatro melhores se classificavam para a Série C 2009, isso garantiu o Caxias na nova Série C.

Escudo

Criado nas cores Grená, Branco e Azul, o distintivo da S.E.R. Caxias do Sul possui especial identificação com a cidade. Formado por uma roda dentada de nove dentes, com um deles apontados para o norte, simbolizando a força da metalurgia da Região da Serra Gaúcha, tem seu interior dividido em três partes, na superior as letras S.E.R., na intermediária a palavra “CAXIAS” e na parte inferior os dizeres “DO SUL”. Traz o nome da entidade, da cidade, o resgate das cores do Grêmio Esportivo Flamengo, sendo a cor Grená uma homenagem à uva, com amplo cultivo na região, e ao vinho, bebida típica do imigrante italiano, colonizador da cidade.

Títulos

Campeonato Gaúcho: 2000.
Campeonato Gaúcho - 2ª Divisão: 1953
Copa FGF: 2007.
Campeonato Citadino de Caxias do Sul: 5 vezes (1937, 1942, 1947, 1948 e 1953).
Campeonato Metropolitano de Porto Alegre: 1960.
Copa Daltro Menezes: 1996.
Copa Ênio Andrade: 1998.

Estádio

O Estádio Francisco Stedile, popularmente chamado de Centenário, é um dos maiores e melhores estádios do país.

Concluído em apenas seis meses pelo ex-presidente e patrono do clube, Francisco Stedile, o Centenário serviu de passaporte para o clube disputar a série A do Campeonato Brasileiro de 1976, tornando-o pioneiro no interior do Rio Grande do Sul.

No dia 12 de setembro de 1976 houve a partida inaugural do Estádio Francisco Stedile. Na oportunidade, o time grená venceu o Sport Club Internacional por 2 a 1. O primeiro gol do Centenário foi marcado por Osmar, jogador do Caxias, em cobrança de falta.

No dia 15 de setembro de 1976, houve a inauguração dos refletores num empate em zero a zero com o Palmeiras. Essa partida marcou até hoje um dos maiores públicos em um jogo de futebol na cidade de Caxias do Sul, aproximadamente 30 mil torcedores.

Atualmente, o Estádio tem capacidade total para 27.538 espectadores, disponível com arquibancadas, cadeiras, camarotes, mezaninos e cabines de imprensa. Há local para estacionamento e inúmeras salas, utilizadas para atividades do clube.

Hino

Letra: Dirceu Antônio Soares
Música: Antônio Messias e Dirceu Antônio Soares


Ser Caxias é ser desportista
E um bravo honrador da história
Seguir sempre com muita justiça
A longa impávida senda da glória
O passado, o suor e a esperança,
Um presente de glória e emoção
Jubilando os nossos desportos, consagrados
por esta nação.

Meu sangue é grená e azul
Aliado ao branco pureza
Me dá vida e orgulho, ô Caxias
A minha alegria é a tua grandeza.
Ô bandeira em punho desfraldada
Tu hás de muito brilhar
nosso povo cheio de fervor
Na alegria ou na dor há de sempre gritar...

Mascote

A S.E.R. Caxias do Sul possui dois mascotes oficiais, o Falcão e o Bepe.

Falcão - Inspirado nas cores do clube, o Falcão é o mascote que batizou o antigo Centro de Treinamento (Ninho do Falcão) e uma das categorias de sócios (Falcão Grená). Em 2005, com o lançamento de selo comemorativo aos 70 anos, o Falcão Grená acabou por inspirar o cartunista Iotti que desenhou o selo com o Falcão Grená e os distintivos da S.E.R. Caxias do Sul e do G.E. Flamengo.


Bepe - Cria do cartunista Iotti, surgiu nos anos 90, popularizando-se rapidamente. Inspirado pelas características do imigrante italiano que colonizou a região Nordeste do Rio Grande do Sul. Fanfarrão e irônico, preza as coisas boas da vida: mesa farta, vinho (bordô, é claro), estádio lotado (com muitas ragazzas, lógico) e grandes jogos.


site : http://www.sercaxiasdosul.com.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Guarani Futebol Clube

Antigamente, o futebol em Campinas era praticado no pátio do Gymnasio do Estado (atual Culto à Ciência).

Cerca de 25 times campineiros foram formados por estudantes, operários, e ferroviários durante os anos 1902 a 1911.

Em março de 1911, alguns adolescentes da classe baixa e média começaram a idealizar a fundação de mais um clube de futebol na cidade. Mas esse não haveria de ser apenas "mais um".

Os estudantes do Gymnasio, Pompeo de Vito, Vincenzo (Vicente) Matallo e seu primo Hernani Felippo Matallo, depois de uma reunião sobre a Praça Carlos Gomes, passaram a contatar amigos e parentes para que aderissem à nova agremiação.

Hoje a Praça Carlos Gomes é uma das mais belas praças públicas de Campinas, porém naquela época era um grande terreno com grama, cercado de palmeiras imperiais.

Os jovens invadiam a praça para jogarem futebol. O nome Carlos Gomes, dado à praça, foi uma homenagem da cidade ao grande maestro e compositor campineiro Antônio Carlos Gomes (11/07/1836 - 16/09/1896), autor de óperas internacionalmente conhecidas, como f osca, il condor, salvador rosa, lo schiavo e il guarany, entre outras. Il guarany obra mais famosa do compositor, foi baseada num romance homônimo escrito por José de Alencar, que narrava a estória de um índio da nação Guarany que se apaixona pela filha de um fidalgo colonizador.

Em 1º de abril de 1911 ocorreu a reunião da fundação, no qual compareceram doze jovens, sendo que dois eram italianos: Vicente Matallo (18 anos) e Antonio de Lucca (16). Outros eram filhos de imigrantes italianos: Pompeo de Vito (15 anos), seu irmão Romeo Antonio de Vito (16), Angelo Panattoni (16), José Trani (16), Luiz Bertoni (19), José Giardini (18), Miguel Grecco (17), Julio Palmieri (16) e Hernani Felippo Matallo (16). E Alfredo Seiffert Jaboby Junior (18) era o único de família oriunda da Alemanha.

Depois de muita discussão em relação ao nome do clube, foi aprovada a proposta de José Trani de “Guarany Foot-Ball Club”, em homenagem à obra mais conhecida do maestro Carlos Gomes, que dava nome à praça onde se reuniam anteriormente. E as cores do time foram compostas pelo verde e branco, que fazem alusão à luz do ia que os iluminava e ao gramado sobre o qual se sentavam, sendo sugestão de Romeo de Vito. E estabeleceu se também uma mensalidade de 500 réis.

Alias, foi eleita uma diretoria provisória, com Vicente Matallo como Presidente do clube.

Porém havia um detalhe aquele dia era conhecido como "dia da mentira", e para evitar gozações futuras, decidiram que o clube passaria a existir a partir do dia seguinte, ficando estabelecida à data de fundação como 02 de abril de 1911.

Uma nova reunião foi realizada em 09 de abril para instalação definitiva da associação. O número de adeptos crescera rapidamente. O local já era uma ampla sala no centro da cidade, cedida pela Sociedade Recreativa 7 de Setembro, e ali compareceram ao menos 21 pessoas. Procedeu-se, então, à eleição de uma diretoria definitiva, com mandato de um ano, e Vicente Matallo foi ratificado como o primeiro presidente do Clube. Os demais cargos foram assim preenchidos: Vice-Presidente: Adalberto Sarmento; 1º Secretário: Raphael Iório; 2º Secretário: Paulino Montandon; Tesoureiro: Pompeo de Vito; 1º Capitão: Luiz Bertoni; 2º Capitão: Francisco Oliveira; 1º Fiscal de Bola: Antonio de Lucca; 2º Fiscal de Bola: José Trani; e Procurador: Aurélio Rovere.

Em poucas semanas foram elaborados os primeiros estatutos. E ao mesmo tempo, outro grupo conseguia junto a prefeitura municipal à concessão de uso de um terreno de terra batida, na confluência das ruas Francisco Theodoro e Dr. Salles de Oliveira, no bairro Villa Industrial. Ali se instalou o primeiro campo para treinos e jogos, confeccionando-se as traves com bambus. No dia 23 de abril de 1911 realizava-se, no chamado Ground da Villa Industrial, o primeiro treino entre dois times formados por associados do Guarani.

O primeiro jogo

O primeiro jogo do Guarani ocorreu em 18 de junho de 1911 contra o Sport Club 15 de Novembro que conquistou a vitória por 3 a 0. No entanto, a perda abalou o ânimo da nova agremiação. Mas a tão aguardada vitória viria na partida seguinte, em 16 de julho de 1911, contra o Corinthians Foot-Ball Club, de Campinas que perdeu por 2 a 0 para o Guarani, que foi a campo com: Oliveira, Bertoni e Gonçalo; Marotta, Nick e Panattoni; Miguel, Trani, Fritz, Romeo e Grecco.

Os primeiros títulos

Antes da fundação do Guarani, Campinas só tivera um único Campeonato Municipal oficial em 1907, sendo a Associação Athletica Campineira a campeã. Em 1912, porém, seis clubes se uniram e formaram a denominada Liga Operária de Foot-Ball Campineira, promovendo então o segundo Campeonato Campineiro da história, e então, o jovem Guarani se tornou o Vice-Campeão, conquistando seu primeiro troféu - uma estatueta de bronze.

Com passar dos anos o Guarani foi se estruturando e fazendo amistosos contra os principais clubes da capital e de todo o estado. Conseguiu ótimos resultados e se tornou muito conhecido e temido pelos adversários. Em 1916 criaram uma nova liga, denominada como Associação Campineira de Foot-Ball, que organizou um novo Campeonato Campineiro. O Guarani apenas ratificou em campo a superioridade que já havia alcançado ante os demais, levantando seu primeiro título de Campeão Campineiro Invicto.

Porém, em 1918 o Guarani não levou a sério o Campeonato Campineiro e viu o White Team, reforçado por jogadores da capital conquistar o quarto torneio municipal da história. E em 1919 e 1920, não deixou dúvidas sobre sua superioridade de Bicampeão Invicto.

Na década de 20, praticamente sem adversários à altura na região, o Guarani disputou alguns Campeonatos Amadores do Interior, organizados pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

Foi Campeão Regional em 1926 e incluído na Divisão Principal do Campeonato Paulista da APEA em 1927 até 1931, sempre com honrosas classificações.

No entanto, em 1932, não concordando com a proposta de profissionalização do Campeonato Paulista, efetivada no ano seguinte, decidiu voltar a disputar as competições amadoras do município e do interior. Foi Campeão Regional ("Série Campineira") de 1932, sem perder um único ponto sequer.

Nos outros anos sofreram então alguns tropeços, como em 1934 quando perdeu o título municipal numa "melhor de três" para o Campinas FC.

A definitiva Liga Campineira de Futebol, em 1935, surgia assumindo o controle do desunido futebol local. E voltaram os Campeonatos Campineiros e o Bugre ficou com o título de Bicampeão de 1938 e 1939. Logo depois, o título inédito de Tricampeão de 1941, 1942 e 1943.

Os Campeonatos Amadores do Interior retornaram em 1942, e agora o Guarani organizava a Federação Paulista de Futebol onde conquistaram o vice em 1943, e finalmente conquista em 1944 o Campeonato do Interior.

Medindo forças com os amadores da S.E. Palmeiras, campeões da capital, o Bugre conquistou seu principal título até então: Campeão Amador do Estado de 1944. Pela primeira vez um clube do interior conseguia esse feito. Na seqüência, o Guarani foi Bicampeão Campineiro de 1945 e 1946 e o Vice-Campeonato Amador do Interior em 1946.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Roberto Gomes Pedrosa fez em 1947 uma reviravolta no futebol paulista, implantando o profissionalismo no interior. O Guarani foi um dos primeiros a aderir à iniciativa. Disputou o Campeonato Profissional do Interior de 1947 e a 2ª Divisão de Profissionais de 1948, conquistada pelo XV de Novembro de Piracicaba. Em sua segunda oportunidade, não deixou escapar o título de Campeão da 2ª Divisão de 1949, voltando ao grupo de elite do futebol paulista.

O primeiro estádio

O Guarani utilizou por mais de dois anos o Ground da Villa Industrial. No ano de 1913, começou a alugar junto ao S.C. Commercial um campo de futebol situado no bairro Guanabara, popularmente conhecido como Ground do Guanabara.

Pouco tempo depois, o Commercial encerrou suas atividades e o Guarani obteve uma permissão de uso gratuito junto à proprietária do terreno, a Sra. Isolethe Augusta de Souza Aranha, de família tradicional e tia de um dos pioneiros do Clube, Egydio de Souza Aranha.

Após infrutíferas negociações do Presidente Carmine Alberti com a Prefeitura Municipal, na tentativa de receber em doação um espaço de terra onde pudesse construir um estádio, decidiu reunir esforços para a compra daquela área do bairro Guanabara. Sendo assim, Egydio de Souza Aranha teve papel importantíssimo na história do Guarani, pois conseguiu convencer a tia a vender o terreno, de cerca de 20 mil metros quadrados, a um preço irrisório de 900 réis o metro.

Logo foi nomeada uma "Comissão Pró-Estádio", presidida por João Pereira Ribeiro, e que fizeram todos os tipos de promoções para a arrecadação de fundos. Finalmente, em 15 de julho de 1923, foi inaugurado o primeiro estádio de futebol chamado de: "Estádio do Guarany".

Para a partida de inauguração foi convidado o grande Club Athletico Paulistano ( o principal clube do futebol paulista na fase amadora), com Friedenreich e muito mais. E a vitória desse evento foi ao Guarani, com um gol marcado por Zéquinha a quatro minutos do final da partida. A torcida campineira estendeu para as ruas a comemoração pelo triunfo e pela inauguração do estádio que assegurava ao clube, já em 1923, uma colocação entre os de melhor estrutura de todo o estado.

A escalação do Guarani na histórica partida: Pacheco, Joca e Tavares; Deputado, Juca e Joaquim; Miguel, Zéquinha, Barbanera, Nerino e Pilla.

O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende passou por várias reformas e ampliações, servindo ao clube até 1953. Nele o Guarani recepcionou alguns dos maiores times do país, tendo ali mandado seus jogos pelos Campeonatos Paulistas de 1927; 1928; 1929; 1930; 1931; 1950; 1951 e 1952.

Estádio Brinco de Ouro da Princesa

Com a chegada do profissionalismo ao interior, em 1947, o Guarani passou a ter um sério problema. O Estádio da Rua Barão Geraldo de Rezende já não comportava o Clube, e a Federação Paulista de Futebol prometia criar a "Divisão de Acesso", dando chances aos principais clubes do interior a ingressar em seu Campeonato Paulista e todos tinham certeza de que o Bugre logo aproveitaria essa oportunidade. Neste caso, criaram uma Comissão liderada por Antonio Carlos Bastos para estudar as alternativas possíveis. Depois de polêmica foram descartadas as possibilidades de nova reforma ou ampliação do antigo estádio. O Guarani precisava partir para uma área maior, ainda que não tão próxima ao centro da cidade.

Surgiu então a Sociedade de Imóveis e de Administração Ltda., que propôs a troca do terreno do bairro Guanabara por uma área de 50.400 m2 na chamada Baixada do Proença, pagando ainda ao Clube, em parcelas, 2 milhões de cruzeiros. Faria também a sondagem e a terraplenagem do novo terreno. Negócio fechado!

Enquanto a equipe de futebol disputava a Divisão de Acesso de 1948, a Comissão Pró-Estádio, e o arquiteto Ícaro de Castro Melo desenvolviam seus estudos. O clube conseguiu junto à Imobiliária Paraíso a doação de uma área de 19.405 m2, anexa à negociada, e o Sr. Arlindo de Souza Lemos doou mais 2.920 m2. Definiu-se que no projeto original o estádio teria capacidade para 29.000 pessoas e seria construído em etapas.

Por que "Brinco de Ouro da Princesa?”.

O jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava na redação do jornal Correio Popular, uma foto da maquete do novo estádio do Guarani, em 12 de julho de 1948, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Ao receber a foto, com a forma bem circular do belo estádio, ele pensou em um brinco. Como a cidade de Campinas era conhecida como "A Princesa D'Oeste", a chamada do dia seguinte era : BRINCO DE OURO PARA A "PRINCESA". Dessa forma, a própria população passou a chamar o estádio de "Brinco de Ouro" e "Brinco da Princesa". Mas Brinco de Ouro da Princesa se tornou o nome oficial.

No início de 1950 o Guarani chegava à 1ª Divisão do futebol paulista. Em 1953 decidiram inaugurá-lo mesmo sem as cabeceiras, improvisando-se ali arquibancadas feitas de madeira. Na tarde de 31 de maio de 1953 adentravam ao gramado do "Brinco de Ouro" as equipes do Guarani e da S.E. Palmeiras, especialmente convidada para a inauguração. Num dia de muita chuva, o Guarani venceu por 3 a 1, cabendo a Nilo, meia-direita do Bugre, a marcação do primeiro gol, aos 44 minutos, cobrando falta no atual gol de entrada.

Completaram Dido e Augusto, no 2º tempo. Parte da cerimônia de inauguração acabou sendo adiada devido à chuva, e para a segunda partida festiva o Guarani perdeu por de 1 a 0 para o Fluminense F.C. (Rio de Janeiro), realizada em 04 de junho de 1953.

O projeto original do estádio foi alterado com o passar dos anos, sendo possível ainda à construção de um segundo anel em toda a sua extensão. Seu recorde de público chegou a 52.002 pagantes no jogo Guarani contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 1982, mas sua capacidade, pelas novas normas de dimensionamento, está hoje oficialmente reduzida para 40.086 pessoas. Atualmente a área total do clube, anexa ao Estádio, é de quase 130.000 m2, onde mais de 15.000 associados praticam dezenas de modalidades esportivas e desfrutam de um parque aquático invejável, praticamente no coração de Campinas.

Graças à estrutura criada, a equipe passou a se destacar nos campeonatos profissionais. Em 1954, cedeu o primeiro jogador para uma Seleção Brasileira de Futebol, Fifi, que participou do Campeonato Sul-Americano Juvenil. Em 1963, o Guarani teve pela primeira vez atletas convocados para uma Seleção Principal: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Campeonato Sul-Americano daquele ano. Os primeiros troféus da era profissional também surgiram naqueles anos: os Torneios-Inícios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956, a Taça dos Invictos da Gazeta Esportiva, em 1970, e a Taça Almirante Heleno Nunes (referente à conquista do primeiro turno do Campeonato Paulista), em 1976.

O auge dessa evolução seria marcado pelo inédito campeonato nacional, conquistado em 1978 com uma equipe na qual destacavam-se Careca, Zenon, Renato "Pé Murcho" e o treinador Carlos Alberto Silva. Até hoje, o Guarani é o único do interior a ter conquistado o título da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, tendo sido ainda vice-campeão do Torneio dos Campeões em 1982, quando perdeu a final para o América (RJ), no Maracanã, por 2 a 1.

O centroavante Careca defendeu o clube de 1976 a 1982 e foi o maior artilheiro da história do Guarani, marcando 109 gols nesses seis anos. Um deles o da decisão do Nacional de 1978, na histórica final contra o Palmeiras, em que o Bugre triunfou por 1 a 0.

Oito anos depois, a chance do bicampeonato. Porém, em uma final emocionante com o São Paulo, a equipe do Brinco de Ouro amargou o vice-campeonato nacional após disputa por pênaltis. Por ironia, o “carrasco” daquela decisão foi justamente Careca, que na época defendia o Tricolor paulista e brilhou com a camisa são-paulina na decisão.

Posteriormente, o clube chegou à final do Campeonato Paulista de 1988, contando com jogadores como o meia Neto. Na ocasião, perdeu para o Corinthians a decisão.

Nos anos 1990, o Guarani continuou montando bons times, com atletas como Djalminha, ex-Flamengo, e Amoroso, formado nas categorias do clube. Amoroso, inclusive, foi Bola de Ouro no Campeonato Brasileiro de 1994. Ainda brilharam pelo clube os atacantes Luizão e Dinei.

Depois de vendidos esses jogadores, o Guarani passou a sofrer com problemas de má administração. No século 21, acumulou rebaixamentos tanto no Brasileiro quanto no Paulista. Agora, tenta se reerguer, estando já na elite do futebol estadual. Contudo, inicia o ano de 2008 na Série C do Nacional.

Campeão Brasileiro 1978

Um time técnico, que foi melhorando de produção durante o transcorrer do Campeonato, que começou a disputa sendo derrotado na estréia em casa para o Vasco da Gama por 3 a 1 e depois só perdeu mais uma vez na 1.a fase, para o Volta Redonda, fora de casa, por 2 a 0. Aplicou duas goleadas em casa, contra o Confiança por 5 a 0 e para o Itabuna da Bahia por 7 a 0 e entre esses dois jogos venceu a Ponte Preta também em casa por 2 a 1. Encerrando a fase em 5.o colocado no grupo, com 16 pontos, cinco vitórias (nenhuma fora de casa), quatro empates (todos fora) e apenas duas derrotas.

Na 2.a fase o time teve mais dificuldades, após a primeira vitória fora de casa para o Brasília por 3 a 0, sofreu uma incrível goleada, logo no 3.o jogo, para o Remo por 5 a 1, fora de casa, em uma tarde inspirada de Bira, mas superou um início de crise vencendo bem o Caxias por 3 a 0 no Brinco de Ouro, e só perdendo mais um jogo nessa fase para a Portuguesa por 2 a 0 fora de casa, fechando sua pior fase com três vitórias, três empates e duas derrotas, ficando em 4.o colocado no seu grupo.

No 1.o turno da fase final o time explodiu, vencendo logo de cara o Internacional, em Porto Alegre por 3 a 0 e faturando 3 pontos, no segundo jogo um empate com o Goiás em 1 a 1, fora de casa, e depois quatro jogos sucessivos no Brinco de Ouro e quatro vitórias, viajando depois para o Paraná, já classificado, para mais uma vitória contra o Londrina por 1 a 0, terminando o 1.o turno da fase final como 1.o colocado do seu grupo com 15 pontos.

Começa o 2.o turno da fase final contra o Sport que acabou o 1.o turno da fase final em 2.o lugar no seu grupo, com o mesmo número de pontos que a Ponte Preta, mas se classificou por ter quatro vitórias, duas a mais que a Ponte. No primeiro jogo em Recife, Zenon abre o placar cobrando penâlti aos 19 min. Do 1.o tempo, aos 30 min. Do 2.o tempo Neneca despacha para a frente a bola cruza o meio campo, a bola pinga pela 1.a vez no campo de ataque e pela 2.a vez já no interior da área do Sport, antes de pingar pela 3.a vez Capitão alcança e com um toque da um chapéu no zagueiro do Sport, com mais um toque tira do mesmo zagueiro e ajeita para chutar na saída do goleiro Gilberto do Sport fazendo 2 a 0 para o Guarani. No segundo jogo, em Campinas, o Bugre não toma conhecimento do adversário, logo aos 10 min. Do 1.o tempo Zenon toca para Zé Carlos que toca para Miranda que estava penetrando pelo meio da zaga do Sport e com apenas um toque fica na cara do goleiro do Sport só tocando na saída do goleiro para marcar 1 a 0. No início do 2.o tempo Mauro pela direita faz a volta no lateral esquerdo do Sport, vai para a linha de fundo e perto do pau de escanteio cruza para a área, Careca divide com o goleiro e mais dois zagueiros do Sport, a bola sobra na direita para Capitão chutar cruzado e marcar o 2.o , 10 minutos depois Renato sai jogando e lança Capitão que entrando pelo meio da um toque e encobre o goleiro do Sport marcando o 3.o, já quase no final Renato vêm conduzindo pelo meio de campo, e mesmo levando falta, toca para Careca na direita que penetrando devolve no meio da pequena área para Renato tocar e fazer o 4.o gol do Bugre.

O jogo termina com o Guarani goleando por 4 a 0, com direito a invasão de campo pela torcida, para a comemoração, era o Bugre classificado, tendo que enfrentar o Vasco da Gama, do almirante Heleno Nunes, presidente da CBD e que tinha a vantagem, com 50 pontos contra os 46, do Guarani.

Em Campinas, o Vasco da Gama bastante desfalcado, sem quatro titulares, se planta na defesa, aos 48 min. do 1.o tempo Bozó cruza, Orlando tenta cortar e acaba marcando contra, no início do 2.o tempo Zenon lança Capitão que penetra e cruza para Renato, que entra pelo meio, tocar no canto de Mazaropi, com calma o Guarani vence por 2 a 0. No Maracanã, cerca de 3 mil torcedores do Guarani estão presentes, para um público de 101 mil pagantes, o Guarani faz um gol logo no começo, Neneca despacha, a bola cruza o meio campo, Marco Antônio cabeçea, a bola bate nas costas de Careca e sobra para Renato, que avança e toca entre Guina e Marco Antônio para Bozó, que deixa de calcanhar para Careca, que com um toque sai do marcador e o deixa no chão, com outro toque sai de Orlando, Careca vai chutar mas no último instante troca de pé e ajeita para Zenon que vem de traz acertar um tirombaço de fora da área no ângulo de Mazaropi; terminando o primeiro tempo em vantagem, no segundo tempo aos 20 min. Zenon de novo, cobrando falta, no ângulo, sem defesa, fazia o segundo; aos 37 min. Dirceu diminui para o Vasco. Terminado o jogo, o Guarani está na final.

O primeiro jogo da final contra o Palmeiras acontece no Morumbi, com um público de 99.829 pagantes, segundo os jornais de Campinas, saíram 343 ônibus da cidade mais um grande número de carros particulares rumo ao Morumbi, juntando-se a um grande número de torcedores na Capital, foi um jogo nervoso com seis cartões amarelos, entre eles Zenon que tomou o 3.o da série e ficava de fora da decisão e a expulsão de Leão aos 25 min. do segundo tempo após uma agressão em Careca, que resultou em pênalti, como o Palmeiras já tinha feito as duas substituições permitidas na época, Escurinho que tinha entrado no lugar de Sílvio vai para o gol, Zenon cobra o pênalti rasteiro no canto direito convertendo aos 31 min. do segundo tempo, terminando o jogo com o Placar de 1 a 0 para o Bugre.

Final de Campeonato no Brinco de Ouro em Campinas, dia 13 de agosto de 1978, no final do 1.o tempo, depois que Gomes atrasa uma bola para Neneca, o goleiro bate a bola no interior da área e despacha para a frente, a bola resvala na cabeça de Capitão e vai para o interior da área do Palmeiras seguida por Beto Fuscão e Careca, o centroavante do Guarani consegue com um toque roubar a bola que vai na esquerda para Bozó, que fecha e chuta, Gilmar rebate com o pé esquerdo, Careca entra certeiro, chuta rasteiro no canto direito de Gilmar, marcando 1 a 0 para o Guarani aos 37 min. do 1.o tempo.
Terminando o jogo o Guarani Futebol Clube, do técnico Carlos Alberto Silva, é Campeão Brasileiro de 1978, uma façanha inédita no nosso futebol. Pela 1.a vez um time do interior conquista este título.
Zenon e Careca foram os artilheiros do time com 13 gols, num time onde só Neneca, Edson e Zé Carlos não marcaram gol. Os artilheiros do Campeonato foram Paulinho do Vasco com 19 gols, Toninho do Palmeiras com 18 e Dé do Botafogo-RJ com 16 gols.

Foi um time essencialmente competitivo, solidário em campo sem se descaracterizar tecnicamente, sem que seus jogadores perdessem a liberdade de criação e de movimentação em campo, conseguindo sucesso pela livre ação dos seus jogadores em campo, mostrando um grande futebol. Teoricamente o time jogava num 4-3-3, mas era difícil perceber essa esquematização, com um entendimento muito bom no meio campo, com Zé Carlos e Zenon sempre se revezando em suas funções, sendo as vezes difícil dizer quem era o volante e quem era o armador, mudando de posição de acordo com a marcação e o esquema do adversário, as vezes o time jogava num 4-2-4 diferente do esquema clássico pela mobilidade do time, com uma linha de quatro zagueiros, Zé Carlos e Zenon no meio campo, e quatro atacantes, com Renato voltando para buscar jogo, os pontas Capitão e Bozó também se empregavam no combate.

Participaram da Conquista do Título:
Ricardo Chuffi - Presidente,Carlos Alberto Silva - Técnico,Hélio Maffia - Preparador Físico e todos os demais membros da Comissão Técnica.

Os jogadores: Neneca, Mauro, Gomes, Édson, Miranda, Zé Carlos, Renato, Zenon, Capitão, Careca, Bozó, João Roberto, Odair, Silveira, Alexandre, Tadeu, Manguinha, João Carlos, Claudinho, Gersinho, Adriano, Antônio Carlos, Macedo e Cuca.

Derby Campineiro

Derby Campineiro é o nome dado aos confrontos entre Ponte Preta, x Guarani maior clássico da cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, que ocorre desde 1911 ( Ponte 1 a 0, gol de Lopes ), podendo-se afirmar, que trata-se do maior clássico do interior do Brasil, dado a rica história destes 2 clubes e do próprio clássico em particular, cujo equilíbrio é a principal característica .

O quarto Derby, em 28 de Agosto de 1914, um amistoso realizado no campo do Sousas, trouxe a certeza de que este clássico teria uma rivalidade muito significatica, pois após a vitória do Guarani por 2 a 0, uma briga de grandes proporções tomou as ruas da então pacata cidade de Campinas .

Se o Guarani tem partipações mais relevantes a nível nacional, com seus dois títulos brasileiros (um da Série A em 1978, um da Série B em 1981 e dois vices da Série A em 1986 e 1987), a Ponte Preta tem participações mais relevantes a nível estadual, com 5 vice-campeonatos paulistas (1970, 1977, 1979, 1981 e 2008), contra um do Guarani (1988) .

Em 26 de Setembro de 1948, no primeiro Derby do atual Estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta, o Guarani venceu por 1 a 0 .

Em 7 de Junho de 1953, no primeiro Derby do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, a Ponte Preta venceu por 3 a 0 .

Escudos

O primeiro distintivo em camisas foi utilizado em 1916. Um "G" bordado e aplicado sobre um escudo de forma bem diferente da atual. Em 1923, quando da inauguração do primeiro Estádio, o Guarani apresentou seu novo distintivo, com o GFC surgindo pela primeira vez nas camisas. De 1927 a 1930 o Guarani disputou o Campeonato Paulista com camisas brancas e o "GFC" bordado e inserido num círculo verde. Na década de 30, entrava em cena o distintivo completo, já muito próximo ao atual. O Bugre voltou de 1938 a 1942 a utilizar um escudo com forma similar à do primeiro. Em seu centro apenas o "GFC" inserido num círculo. Nesse período alternava seu uso com o distintivo anterior. A volta da camisa inteiramente verde na década de 40 trouxe um escudo mais simples: um G “oval” inserido num círculo. Os anos 50 arredondaram o "G", que se tornou uma marca tradicional do Guarani até 1980. Em 1981 o Clube passou a adotar novamente o escudo completo em sua camisa. Alternava-se apenas o fundo branco ou o fundo verde. Além disso, estatutariamente a bandeira do Clube é verde com o escudo desenhado em traços e letras brancos.

Títulos

Campeonato Brasileiro: 1978.
Campeonato Brasileiro Série B: 1981.
Campeão Paulista do Interior: 2 vezes (1944 e 1949).
Campeonato Paulista - Série A2: 1949.

Hino
(Oswaldo Guilherme)

Eu levo sempre comigo
Em todo campo que eu for
A bandeira do verde e branco
Símbolo do torcedor
Brinco de Ouro, a nossa taba
Construída com devoção
Nossa família bugrina
Tem raça e tradição
Avante, avante meu Bugre
Com fibra e destemor
A cada nova jornada
Guarani é mais amor
Avante, avante meu Bugre
Que nós vibramos por ti
Na vitória ou na derrota,
Hoje e sempre Guarani

Mascote
O Bugre, mascote do Guarani, surgiu como homenagem ao filho da terra, o compositor Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarany”, um enorme sucesso em 1911, ano da fundação do clube de Campinas.A figura do indiozinho nada mais é do que uma representação dos homens que formavam a tribo dos Guaranis conhecidos por sua grande coragem e espírito de luta, características que o clube carrega ao longo de sua existência.




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